03/10/2008 - 13:46h PT lidera em Santo André, Diadema e São Bernardo

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Aline Bosio e Leandro Amaral - Repórter Diário

Os três candidatos do PT que disputam a principal cadeira do Executivo em Santo André, São Bernardo e Diadema aparecem na liderança nas pesquisas realizadas pelo Instituto Opinião nesta semana. Vanderlei Siraque, Luiz Marinho e Mário Reali apresentam chances de se consagrarem vitoriosos já no primeiro turno, que será realizado neste domingo (5).

Em Santo André, o petista aparece com 42% dos votos, 31 pontos percentuais de vantagem para Raimundo Salles (DEM), que ocupa a segunda colocação. Aidan Ravin (PTB) está com 9%, Newton Brandão (PSDB) com 7% e Ricardo Alvarez (PSol) apenas 1%.

Já Marinho conta com 38% das intenções de votos, enquanto o rival tucano, Orlando Morando, registra 28%. A terceira colocação fica com Alex Manente (PPS), que soma 9%. Aldo Santos (PSol) e Evandro de Lima (PTdoB) não atingiram 1% das intenções de voto.

Em Diadema, Reali abre 15 pontos de vantagem para José Augusto (PSDB), com 46% e 31% dos votos, respectivamente. Ricardo Yoshio (PMN) registra 4% dos votos e Vladão (PCB) não alcançou 1%. As pesquisas divulgadas pelo Repórter Diário foram realizadas pelo Instituto Opinião em parceria com os jornais Ponto Final, ABCDMaior e Folha de Ribeirão Pires.

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28/08/2008 - 19:16h Em Diadema, Marta e Reali voltam a propor criação do Bilhete Único metropolitano

Cesar Ogarta
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MARINA NOVAES - colaboração para a Folha Online

Em campanha na divisa entre São Paulo e Diadema nesta quinta-feira, a candidata do PT à prefeitura da capital, Marta Suplicy, voltou a defender a criação de um Bilhete Único metropolitano para integrar a região. “Ainda não tem um prazo [para ser implantado], mas é uma das nossas prioridades”, disse a ex-prefeita.

A proposta –que já havia sido apresentada durante encontro com candidatos de 39 cidades vizinhas– foi defendida também pelo correligionário Mário Reali, que disputa a Prefeitura de Diadema. Hoje, Marta e Reali realizaram uma caminhada pelo comércio da avenida Assembléia, na divisa entre as duas cidades, onde realizaram um comício improvisado sobre um caminhão de som.

“Só com a integração metropolitana é que vamos conseguir avançar. […] O desenho das divisas não existe para as pessoas. Ele é virtual, institucional”, completou Reali, que defendeu ainda a integração entre os corredores de ônibus de Brooklin, na zona sul, e de Diadema.

À frente nas pesquisas eleitorais –com 41% das intenções de voto na última pesquisa do Datafolha– Marta deve intensificar as campanhas conjuntas com os petistas da região. Há duas semanas, ela e o candidato Vanderlei Siraque (PT) fizeram campanha juntos na divisa entre São Paulo e Santo André, onde Siraque disputa a vaga de prefeito.

“Temos propostas em comum e a população pode perceber os benefícios de ter parceiros nas divisas para São Paulo e para a cidade vizinha”, afirmou Marta, que citou o “sucesso” de sua parceria com o prefeito de Diadema, José de Filippi Júnior (PT), quando ela era prefeita (2001-2004).

A idéia de realizar uma administração “metropolitana” é um dos pilares da campanha da petista, mas também aparece no programa do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB). Ambos “disputam” os números de obras e parcerias feitas nas divisas.

Neste final de semana, no entanto, a agenda metropolitana petista deverá ser intensificada com a vinda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a São Paulo. Principal “garoto-propaganda” do partido, Lula fará campanha para Marta em São Paulo, e para os candidatos do PT em São Bernardo, Diadema e Santo André.

22/08/2008 - 13:25h Mário Reali sai na frente em Diadema com 38% dos votos

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Mário Reali (PT) lidera pesquisa em Diadema

Aline Bosio - Repórter Diário - ABC

O petista Mário Reali aparece na primeira colocação na pesquisa eleitoral estimulada. O candidato da situação registra 38% da preferência dos eleitores, seguido por José Augusto (PSDB), com 28%. Ricardo Yoshio (PMN) conta com 4% dos votos e Vladão (PCB) registrou menos que 1%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 19 e 20 deste mês, quando 400 pessoas foram entrevistadas. A margem de erro é de 4,9% para mais ou para menos. O documento foi registrado na 222ª Zona Eleitoral sob o número 004/2008, processo 153/08.

Entre as seis regiões pesquisadas na cidade, a que Reali abre a maior vantagem perante seu principal adversário é no Jardim Canhema. O petista aparece com 50% e José Augusto registra 18% da intenção de voto. Em Campo Grande e Vila Conceição a situação não é muito diferente. Reali vence o tucano com diferenças de 17% e 15% respectivamente. No Centro, a diferença cai para 2 pontos percentuais. Entretanto José Augusto está em vantagem em duas regiões. Ele aparece com 3% a mais dos votos no Taboão e 13% no Eldorado.

O melhor desempenho de Ricardo Yoshio foi na Vila Conceição, com 12% da preferência. Já no Canhema e no Centro o prefeiturável não atingiu nem 1 ponto percentual. Vladão registrou 1% no Taboão e nas demais regiões o candidato não atingiu 1 ponto percentual. Entre os entrevistados, 10% afirmaram que não votarão em nenhum dos pleiteantes à vaga do Executivo e 21% ainda estão indecisos.

Quando o assunto é o conhecimento da candidatura dos prefeituráveis, José Augusto aparece na frente com 74%, seguido por Mário Reali, com 73%. Ricardo Yoshio é conhecido por 19% dos entrevistados e Vladão por 4%. No total, 21% das pessoas ouvidas na pesquisa não souberam responder quais são os candidatos.

Espontânea
Na pesquisa espontânea Mário Reali também aparece na frente, com 31% dos votos contra 22% de José Augusto. Ricardo Yoshio registra 2 pontos percentuais e Vladão não foi citado pelos entrevistados. O número de indecisos salta para 37%, enquanto 8% afirmam que irão anular o voto.

Assim como na pesquisa estimulada, Reali desponta na frente na região do Canhema com 41% dos votos, 27 pontos percentuais a mais que José Augusto que, por sua vez, também aparece na frente nos bairros Taboão e Eldorado, com 29% da intenção dos votos contra 24% do petista, e 35% contra 23%, respectivamente. Yoshio aparece com 8 pontos percentuais na região do Conceição, mas não registra intenções de votos em locais como o Centro da cidade, Taboão e Campo Grande.

Rejeição
A disputa entre os candidatos com o maior índice de rejeição está entre José Augusto e Vladão. Enquanto o tucano aparece com 24% na pesquisa, o comunista vem logo em seguida com 21%. Mário Reali aparece na terceira colocação, com 18 pontos percentuais e Yoshio registra 17%. 47% dos entrevistados não rejeitam ou não sabem se rejeitam os candidatos que estão disputando as eleições municipais.

Campo Grande é o local em que José Augusto registra o maior índice de rejeição: 30 pontos percentuais. Já Vladão conta com 35 pontos no Jardim Eldorado e, no mesmo bairro, Reali registra 29 pontos percentuais.

Especialistas
O professor de Ciência Política da Fundação Santo André, Marco Antônio Teixeira, acredita que um dos principais motivos que levam Mário Reali a despontar na frente na corrida eleitoral é o fato do candidato ter conseguido apoiadores de peso. “O PT conseguiu um grande aliado, que foi o ex-prefeito Gilson Menezes. Isso pode tornar a disputa mais fácil em relação aos pleitos anteriores”, diz.

O cientista político diz também que “os indecisos tendem a optar pela candidatura do Reali, pois como o José Augusto já foi prefeito, as pessoas o conhecem mais, fazendo com que elas busquem o que é novo, que registra menos rejeição”.

Já o diretor do Instituto Opinião, Nilton César Tristão, observa que 10% do eleitorado indeciso poderá decidir o cenário político da cidade. Ele explica que em 2004 havia 21% de votos perdidos (brancos, nulos e abstenções) e que neste ano a pesquisa registra 31% (sem abstenções). “Se o índice de 2004 não for alterado, 10% do eleitorado é que definirá quem será o prefeito eleito e se será no primeiro turno”, conclui. “É mais fácil o Mário Reali vencer no primeiro turno em Diadema do que o Vanderlei Siraque em Santo André”, finaliza.

11/04/2008 - 03:56h Diadema, 25 anos

Quateirão da saúde em Diadema

JOSÉ DE FILIPPI JÚNIOR e MÁRIO REALI

Nesses 25 anos após a primeira posse do PT, o município passou por uma intensa transformação econômica e social

NÃO É exagero afirmar que, no início da década de 1980, Diadema era sinônimo de exclusão social. A infra-estrutura urbana era praticamente inexistente. Havia um grande problema habitacional e fundiário, resultante do abandono pelo poder público das áreas periféricas que, na época, já abrigavam boa parte da população.
A cidade era o retrato de um modelo econômico imposto pelo regime militar, em que os resultados do “milagre econômico” foram para uma ínfima parcela da sociedade e a perspectiva de trabalho concentrou-se nos grandes centros urbanos, que se expandiram desordenadamente.
Os trabalhadores e suas famílias, além de sofrer a exploração econômica, não tinham acesso a serviços públicos, como saúde, educação, habitação, transporte, segurança.
Porém, no interior dessa sociedade, foi gestada uma reação combinada entre a luta no chão da fábrica e as reivindicações dos movimentos sociais que estavam se organizando nos locais de moradia. Grosso modo, é dessa junção que nasce o Partido dos Trabalhadores (1980), que, em 1982, conquista suas duas primeiras prefeituras: Santa Quitéria, no Maranhão, cujo prefeito saiu da legenda antes do primeiro ano do mandato, e Diadema, onde o PT, de seis eleições disputadas, saiu vitorioso em cinco.
Nesses 25 anos após a primeira posse, o município passou por uma intensa transformação econômica e social. Foi um laboratório de experiências administrativas que definiu o modo petista de governar.
O enfrentamento dos problemas sociais foi e continua sendo por meio da parceria entre o poder público e a população. A participação popular é, sem dúvida, a espinha dorsal das sucessivas administrações petistas.
Na habitação, o município inovou na implementação da infra-estrutura, permitindo que as pessoas permanecessem em seus locais de moradia; e na legislação fundiária, com a criação do instrumento de concessão de direito real de uso e, posteriormente, com as áreas de interesse social para a população de baixa renda.
Dos 207 núcleos (favelas) até então existentes, 161 estão urbanizados, 32 estão recebendo melhorias e 14 estão em processo de urbanização. E, atualmente, 99% das vias do município estão pavimentadas
Os índices de mortalidade infantil caíram de 82,93 por mil nascidos para 12,3 por mil em 2007. A rede de saúde pública foi a que mais recebeu investimentos nesses 25 anos: em 1983, as despesas eram da ordem de R$ 8,2 milhões (atualizados); em 2007, subiram para R$ 160 milhões.
A marca mais recente da administração petista é a sua atuação no combate à violência urbana. No final da década de 1990, a cidade era considerada a mais violenta do Brasil. O quadro, além de afugentar novos investimentos econômicos, representava o caminho da completa desestruturação do tecido social urbano.
A reação começou no início de 2001, com uma série de iniciativas que envolveram a participação direta da sociedade na elaboração dos planos municipais de segurança pública, nas ações integradas das políticas públicas e nas operações conjuntas entre a guarda municipal e as polícias civil e militar. Disso resultaram programas de grande impacto, como o fechamento de bares às 23h e o projeto Adolescente Aprendiz, que busca a inserção social dos jovens na sua comunidade e no mercado de trabalho.
O combate à violência demonstrou para todos a necessidade de valorizar o trabalho a longo prazo, com planejamento e inteligência operacional.
Além de persistência e vontade coletiva para mudar determinada realidade. Sem esses fatores não seria possível alcançar os números atuais. A queda de homicídios em números absolutos foi de 374 (1999) para 80 (2007), uma redução de 78%.
As transformações urbanas e sociais do município, aliadas ao bom momento da economia no país, estão atraindo mais investimentos. Segundo dados de 2007 do Ministério do Trabalho, no saldo de geração de empregos, Diadema ficou em terceiro lugar no grande ABCD e em 16º entre os municípios do Estado de São Paulo.
Em todo esse processo, ocorreu o amadurecimento político dos militantes partidários e da própria população em geral.
De um lado, houve a compreensão de que não se governa para si, muito menos para poucos; de outro, a necessidade de participar para definir os rumos da cidade e, em último caso, da melhoria da vida de cada um.


JOSÉ DE FILIPPI JÚNIOR, 50, engenheiro civil, é prefeito de Diadema (PT) e morador da cidade.
MÁRIO REALI, 50, arquiteto e urbanista, mestre pela USP, é deputado estadual (PT-SP) e morador de Diadema.
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