01/10/2008 - 12:36h José Fogaça segue líder, com 35% das intenções de voto; Maria do Rosário e Manuela disputam vaga no segundo turno

Eleições2008 -  01/10/2008

José Fogaça segue líder, com 35% das intenções de voto; Maria do Rosário e Manuela disputam vaga no segundo turno Fogaça tem 39% dos votos válidos


Faltando cinco dias para o primeiro turno da eleição, José Fogaça, do PMDB, atual prefeito de Porto Alegre e candidato à reeleição, se mantém na liderança, com 35% das intenções de voto, segundo pesquisa realizada pelo Datafolha nos dias 29 e 30 de setembro. Fogaça repete a taxa que obtinha na pesquisa anterior, realizada nos dias 25 e 26. Maria do Rosário, do PT, e Manuela, do PC do B, continuam disputando uma vaga no segundo turno. Em relação ao levantamento da semana passada, o percentual de intenção de voto na petista oscilou de 19% para 20%, dentro da margem de erro, que é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. A deputada comunista se manteve com 18% das preferências.

Se o primeiro turno da eleição fosse realizado hoje, José Fogaça teria 39% dos votos válidos. Maria do Rosário ficaria com 22% e Manuela com 20% dos válidos.

A Justiça Eleitoral divulga os resultados oficiais da eleição com base nos votos válidos, excluindo brancos, nulos e abstenções. Para o cálculo destes votos, o Datafolha exclui da amostra, além dos votos brancos e nulos, os eleitores que se declaram indecisos.

Onyx, do DEM, oscilou de 5% para 8% das intenções de voto. Luciana Genro, do PSOL, se manteve com 7%. Nelson Marchezan Junior, do PSDB, e Vera Guasso, do PSTU, permanecem com 1% das preferências, cada. Carlos Gomes, do PHS, foi citado, mas não atingiu 1% das menções, como ocorria na semana passada.

O percentual dos que votariam em branco ou anulariam o voto para prefeito oscilou de 7% para 5%, e a taxa dos que se declaram indecisos caiu de 8% para 4%, a menor já registrada nessa série de pesquisas realizada pelo Datafolha na capital gaúcha. Assim, a parcela de eleitores de Porto Alegre que não têm candidato caiu de 15 pontos percentuais, na pesquisa da semana passada, para nove pontos hoje.

O Datafolha ouviu 1024 eleitores da capital gaúcha, a partir dos 16 anos de idade.

No que diz respeito à intenção de voto espontânea, José Fogaça oscilou de 28% para 27% das menções feitas antes que o entrevistado tenha acesso ao cartão com os nomes dos entrevistados. A taxa dos que dizem espontaneamente que vão votar em Maria do Rosário oscilou de 13% para 15%, e Manuela se manteve com 13% das citações espontâneas.

A taxa dos que não sabem dizer espontaneamente em quem vão votar no primeiro turno da eleição para prefeito de Porto Alegre caiu de 32% para 28%, e é a menor registrada nessa série de pesquisas.

Luciana Genro é citada espontaneamente por 5%, mesmo percentual obtido por Onyx. Nelson Marchezan Junior atinge 1% de menções espontâneas.

Petista leva vantagem sobre Manuela em relação a conhecimento do número
E decisão do voto por parte de seus eleitores

Pela primeira vez a maioria (53%) dos eleitores que têm intenção de votar em José Fogaça respondem corretamente qual número (15) devem digitar na urna eletrônica para confirmar seu voto para prefeito. Porém, expressivos 43% ainda não sabem o número do peemedebista.

Maria do Rosário, que vive disputa acirrada com Manuela por uma vaga no segundo turno, leva ligeira vantagem sobre sua adversária no que diz respeito ao conhecimento do número. A taxa de eleitores que pretendem votar na petista e sabem que devem digitar o número 13 para confirmar seu voto é de 64%. Entre os que pretendem votar na candidata do PC do B, a taxa dos que citam corretamente o número 65 é de 58%.

A cinco dias do primeiro turno da eleição para prefeito, 17% dos eleitores de Porto Alegre que declaram intenção de votar em um candidato ou que pretendem votar em branco ou anular afirmam que seu voto ainda pode mudar até o próximo domingo. A maioria (81%) diz que sua decisão é definitiva.

Esse é outro aspecto no qual a candidata do PT leva vantagem sobre Manuela: 21% dos que têm intenção de votar na candidata do PC do B afirmam que seu voto ainda pode mudar. Na pesquisa da semana passada, essa taxa era de 16%. Já entre os que têm intenção de votar na petista, o percentual dos que dizem que seu voto ainda pode mudar oscilou de 19% para 15%.

Dos que pretendem votar em Manuela, mas afirmam que seu voto ainda pode mudar, 9% afirmam que Maria do Rosário seria a candidata com mais chance de receber seu voto; 8% citam José Fogaça. Entre os eleitores que pretendem votar na candidata petista, mas não estão totalmente decididos, José Fogaça é citado por 5% como candidato com mais chance de receber seu voto. Manuela é citada por 2%, mesma taxa dos que citam Luciana Genro.

Entre os que pretendem votar em José Fogaça, 12% admitem que seu voto mudar; eram 16% na pesquisa anterior. Desses, 3% provavelmente votariam em Maria do Rosário; Manuela, Luciana Genro e Onyx são citados por 2%, cada.

Pesquisa mostra estabilidade em simulações de segundo turno e quanto a taxas de rejeição

A pesquisa mostra estabilidade quanto às simulações de segundo turno. Se uma segunda votação fosse realizada hoje entre José Fogaça e Maria do Rosário, o peemedebista teria 52% do total de votos. A petista receberia o voto de 38%. No levantamento anterior, ele obtinha 53% e ela atingia 37%.

No caso de uma disputa entre Fogaça e Manuela, o resultado, hoje, é idêntico ao registrado na semana passada: 50% para o atual prefeito, 38% para a candidata do PC do B.

Se o segundo turno fosse entre Fogaça e Maria do Rosário, o peemedebista contaria com o apoio da maioria (52%) dos que declaram intenção de votar em Onyx no primeiro turno. A candidata do PT receberia a maior parte dos votos dos eleitores de Manuela (55%) e de Luciana Genro (47%).

Movimento semelhante se daria se a disputa fosse entre o atual prefeito e Manuela: 53% dos eleitores de Onyx optariam por Fogaça; 55% dos que pretendem votar em Maria do Rosário e 42% dos que têm intenção de votar em Luciana Genro optariam pela candidata do PC do B.

Também se verifica estabilidade no que se refere às taxas de rejeição aos candidatos. O percentual dos que não votariam de jeito nenhum em Maria do Rosário no primeiro turno da eleição se manteve em 23%, e a taxa dos que não votariam em Manuela oscilou de 22% para 23%. As candidatas continuam empatando nesse ranking com o líder José Fogaça, cuja taxa de rejeição oscilou de 21% para 22%.

A taxa dos que não votariam de jeito nenhum em Onyx oscilou de 22% para 20% e Luciana Genro se manteve com 21% de eleitores que afirmam que não votariam nela de forma alguma.

O percentual de rejeição a Vera Guasso, líder nesse ranking, oscilou de 32% para 31%. Não votariam de jeito nenhum em Carlos Gomes 17%, e rejeitam Nelson Marchezan Junior 15%.

Votariam em qualquer um dos candidatos 8%, e não votariam em nenhum deles 4%.

Dizem ter grande interesse nas eleições para prefeito de Porto Alegre 34%. Afirmam ter médio interesse nas eleições 38% e declaram que têm interesse, mas que ele é pequeno, 11%. Não têm interesse na eleição para prefeito 17% dos eleitores da capital gaúcha.

São Paulo, 30 de setembro de 2008. Instituto Datafolha

28/09/2008 - 15:56h Porto Alegre em disputa acirrada

Blog da Rosane de Oliveira do jornal Zero Hora de Porto Alegre

Margem estreita

DA PÁGINA 10 DE ZH DOMINICAL

Com a indefinição sobre quem vai enfrentar José Fogaça no segundo turno, a última semana de campanha não deve registrar mudança na tática dos candidatos que ocupam os primeiros lugares em Porto Alegre: Maria do Rosário e Manuela D’Ávila continuarão se atacando porque brigam pela segunda vaga e a pesquisa mostrou empate técnico.
Como o Ibope desta semana destoa das pesquisas anteriores e das sondagens de outros institutos em relação ao segundo turno, o experiente Fogaça não cairá na tentação de mudar tudo porque os números dizem que a parada é mais difícil com Rosário. Na coordenação da campanha, Manuela é considerada mais perigosa, por ser novidade e por não precisar responder pelos governos passados.


Como caiu o número de indecisos, será preciso suar para virar votos. Isso significa intensificar o corpo-a-corpo, que tem dividido a atenção com os debates e entrevistas. Maria do Rosário e Manuela farão comícios no Largo Glênio Peres, enquanto Fogaça seguirá visitando bairros.

Cautela com as pesquisas

ABERTURA DA PÁGINA 10 DE ZH DOMINICAL

Se a pesquisa do Ibope estiver certa, uma das vagas no segundo turno na Capital será disputada palmo a palmo pelas candidatas Manuela DÁvila (PC do B) e Maria do Rosário (PT). Só pela pesquisa é impossível dizer qual delas irá para o segundo turno com o prefeito José Fogaça (PMDB), até porque a mobilização na última semana de campanha é capaz de virar uma eleição que parecia perdida. O PT está aí para comprovar que é possível: já virou disputa que parecia perdida, colocando os militantes na rua e fazendo valer sua inserção na periferia.Ameaçado de ficar fora da fase seguinte, o partido tem se mobilizado nos últimos dias, mas a candidata Maria do Rosário permanece empacada nos 16%. A pesquisa mostra que o PT está no jogo, mas terá de usar sua capilaridade nas vilas para desbancar Manuela.Quem já se envolveu diretamente com uma campanha sabe que é preciso ter cautela com as pesquisas e não dar a elas mais valor do que têm: são retratos de um momento e têm margem de erro elevada – no caso do Ibope, três pontos percentuais para mais ou para menos. A do Ibope apontou uma queda de quatro pontos percentuais para Manuela e crescimento de mesma ordem para Luciana Genro (PSOL), enquanto Maria do Rosário permaneceu estagnada e o prefeito José Fogaça aumentou dois pontos.Alguns números são intrigantes, a começar pela queda de Manuela e pela estagnação de Rosário. Não combinam com o que se percebe na rua. Causam estranheza, também, os resultados das simulações de segundo turno, muito diferentes da pesquisa anterior do próprio Ibope, sem que tenha ocorrido algum fato político capaz de justificar tal mudança. Na sondagem anterior, Manuela aparecia como uma candidata mais competitiva do que Rosário no confronto com Fogaça. Agora, a situação se inverteu. Na simulação de segundo turno entre Manuela e a petista, a pesquisa anterior dava 45% para a candidata do PC do B e 31% para a do PT. Agora, Manuela tem 35% e Rosário, 34%.

Escrito por Rosane de Oliveira

24/08/2008 - 09:01h PMDB segue líder em Porto Alegre, com PT e PC do B em 2º

Fogaça oscila dois pontos para cima e chega a 31%; nos cenários do segundo turno, prefeito empata com Maria do Rosário (PT) e Manuela D’Ávila (PC do B)

http://zerohora.clicrbs.com.br/rbs/image/3985660.jpg
Maria do Rosário (PT) em campanha,  empate com Fogaça (PMDB) no 2° turno

GRACILIANO ROCHA - FOLHA SP

DA AGÊNCIA FOLHA, EM PORTO ALEGRE

Os dois primeiros dias da propaganda eleitoral no rádio e na TV não provocaram uma alteração significativa na disputa pela Prefeitura de Porto Alegre, segundo o Datafolha.
A pesquisa -realizada nos dias 21 e 22 de agosto- mostra o atual prefeito José Fogaça (PMDB) isolado na liderança, com 31% das intenções de voto -uma oscilação positiva de dois pontos percentuais em relação ao levantamento feito pelo instituto no final de julho.
As deputadas federais Maria do Rosário (PT) e Manuela D’Ávila (PC do B) continuam tecnicamente empatadas na disputa do segundo lugar. A petista continua com os mesmos 20% de julho, enquanto a comunista oscilou um ponto percentual, subindo dos 18% do mês passado para 19% agora.
Com margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, a pesquisa Datafolha, uma parceria da Folha e TV Globo, ouviu 832 eleitores e foi registrada no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) gaúcho com o número 32/2008.

PSOL e DEM
Em comparação com a pesquisa de julho, Luciana Genro (PSOL) oscilou negativamente de 8% para 6%; já Onyx Lorenzoni (DEM) segue com 5%, e Nelson Marchezan Junior (PSDB) oscilou de 1% para 2%. Os que pretendem votar em branco ou anular o voto somam 7%, e 9% se dizem indecisos.
Nos dois cenários de segundo turno pesquisados, há empate dentro da margem de erro. Maria do Rosário teria 44% contra 42% de Fogaça. Em uma disputa entre o atual prefeito e Manuela, ambos atingem 42%.
A rejeição ao peemedebista também é a maior, 28% -três pontos percentuais a mais do que em julho; 16% dos eleitores disseram não votar de jeito nenhum na petista Maria do Rosário (contra 15% em julho). A rejeição a Manuela é de 14%, a mesma do mês anterior.
“É uma eleição aberta porque, apesar de ter o Fogaça na frente, não há uma grande diferença em relação ao segundo lugar e a rejeição de todos os candidatos é bastante baixa”, declarou Mauro Paulino, diretor do Datafolha.
Na pesquisa espontânea, aquela em que o entrevistado escolhe sem que lhe sejam apresentados os nomes dos candidatos, Fogaça foi citado por 17% dos eleitores, e Maria do Rosário, por 13%. Nesse quesito, ambos tiveram crescimento de cinco pontos percentuais em comparação com o mês passado. Por Manuela, 8% manifestaram preferência (em julho eram 7%).
Além da estabilidade no quadro e do pequeno aumento em sua vantagem, Fogaça, que quebrou uma hegemonia de 16 anos do PT ao vencer a eleição de 2004, também viu melhorar a avaliação de sua administração. Hoje, 34% dos porto-alegrenses consideram o prefeito bom ou ótimo -os que se diziam satisfeitos era de 30% em julho e de 26% em novembro de 2007. Um quinto dos eleitores (20%) considera a gestão ruim ou péssima (eram 25% em julho e 23% em novembro), enquanto é regular para 43%.

12/04/2008 - 08:10h Maria do Rosário em campanha em Porto Alegre

maria_dorosario2.jpgO PT de Porto Alegre dedicou esta semana a apresentar à população uma avaliação dos três anos do governo Fogaça. Na quinta-feira (10), vereadores petistas utilizaram a tribuna da Câmara Municipal para analisar todas as áreas da administração. Nesta sexta-feira (11), foi realizado o PT na Rua, atividade em que a bancada municipal distribui um jornal de avaliação do governo à população. A deputada federal Maria do Rosário acompanhou as atividades.

PT faz balanço crítico dos três anos de gestão Fogaça

Na Câmara, o presidente do PT, vereador Marcelo Danéris, apresentou um balanço crítico dos três anos de governo Fogaça, destacando dados negativos da atual administração. Conforme exposição de Danéris, em todas as áreas a prefeitura de Porto Alegre reduziu seus investimentos. O vereador destacou a falta de investimentos municipais na saúde da cidade, resultando no agravamento da crise no HPS, que ficou sem verbas do Qualisus, por falta de projeto. Ao criticar o excesso de propaganda do governo informou que enquanto a Saúde recebeu R$ 2 milhões em investimentos, a publicidade consumiu R$ 14,8 milhões. O esvaziamento das reuniões do Orçamento Participativo também foi alvo de críticas. “Em 2004, 28 mil pessoas contribuíram através da participação popular, hoje, sem apoio governamental nenhum, 14 mil pessoas, ou seja, a metade, participam das instâncias democráticas construídas pelas Adminsitrações Populares”, disse.

No largo Glênio Peres, Maria do Rosário disse que Porto Alegre não aceita andar para trás. “Nós do PT assumimos o compromisso com cada cidadão e cada cidadã de trabalharmos por uma Porto Alegre cada vez melhor”, disse. Segundo a deputada, a apatia do governo municipal reflete em dificuldades para a população. Ela denunciou que enquanto a saúde da Capital vive uma situação caótica, o prefeito não cobra uma dívida de R$ 33 milhões que o Estado tem com a prefeitura para o setor. “Estamos aqui como sempre estivemos, dialogando com a população. Não queremos só apontar os erros, mas juntos construir soluções.”

www.mariadorosario.com.br   11 de abril de 2008
PT faz balanço crítico dos três anos de gestão Fogaça
O PT de Porto Alegre dedicou esta semana a apresentar à população uma avaliação dos três anos do governo Fogaça. Na quinta-feira (10), vereadores petistas utilizaram a tribuna da Câmara Municipal para analisar todas as áreas da administração. Nesta sexta-feira (11), foi realizado o PT na Rua, atividade em que a bancada municipal distribui um jornal de avaliação do governo à população. A deputada federal Maria do Rosário acompanhou as atividades
 

Maria de Rosário discute desmonte dos serviços públicos com a bancada estadual do PT
A deputada quer receber da bancada do PT informações detalhadas sobre temas abordados, sobretudo, nas audiências públicas das Comissões de Serviços Públicos e de Educação. “A situação do Estado e de Porto Alegre é preocupante. Precisamos analisar a conjuntura com muita dedicação, para nos posicionarmos como oposição propositiva, que oferece alternativas e soluções”, disse
 

ARTIGO: As eleições de 2008 e os compromissos do PT
Segundo dirigente petista, candidatos e candidatas têm como tarefa fiscalizar a aplicação de recursos do PAC e defesa do governo Lula

Paim defende aprovação do Estatuto da Igualdade Racial sem alterações
Senador gaúcho diz que parlamento tem dívida com a população negra

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Segundo servidores, proposta é retrograda e não foi debatida com as categorias
 
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Berzoini: 3º mandato é pauta artificial que não tem apoio de Lula nem do PT
Brasil lança campanha para comemorar 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos
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Mortalidade de crianças indígenas é o dobro da média nacional, diz relatório
STJ adia decisão sobre união estável entre homossexuais
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07/04/2008 - 07:47h Transporte urbano mobiliza debate eleitoral

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Caio Junqueira, Sérgio Bueno, Vanessa Jungerfeld, Carolina Mandl e Ivana Moreira, de São Paulo, Porto Alegre, Florianópolis, Recife e Belo Horizonte

VALOR

No ano em que o trânsito bateu sucessivos recordes de congestionamento em várias capitais do país, o transporte urbano deve se transformar num dos mais acirrados temas de debate da campanha eleitoral. Desde as últimas eleições municipais, a frota nacional de veículos cresceu 27%. Esse crescimento, impulsionado pelo financiamento facilitado, levou a mais municipal das políticas públicas, o transporte público, a deixar de ser um problema exclusivo das faixas de renda que dele dependem para se transformar também numa preocupação de classe média.

Com quase seis milhões de veículos nas ruas, São Paulo terá um debate marcado pela radicalização da disputa política. Os três principais partidos que pretendem lançar candidato -PT, PSDB e DEM- participaram de maneira direta ou indireta da administração da cidade nos últimos dez anos e já buscam culpados pela situação. A discussão programática deve ceder lugar à troca de farpas e busca de culpados pela situação, que, calcula-se, gera um prejuízo anual que o economista da Fundação Getúlio Vargas, Marcos Cintra, calcula em R$ 30 bilhões.

Dos três, o PT, que deve lançar candidata a ministra do Turismo, Marta Suplicy, prefeita entre 2001 e 2004, é o que se julga em posição mais confortável para atacar tanto a provável candidatura do tucano Geraldo Alckmin, que governou o Estado de 2001 a 2006, quanto do prefeito Gilberto Kassab (DEM), que deve tentar a reeleição. “Nossas críticas à gestão Serra-Kassab se basearão em não terem dado continuidade aos corredores de ônibus que a Marta introduziu. E só foram se preocupar com trânsito após os recordes de engarrafamento. Já Alckmin participou dos 12 anos dos tucanos no Estado e foi o que menos fez metrô”, afirma o presidente municipal do PT, vereador José Américo.

Secretário de Transportes Metropolitanos na gestão Alckmin e atual presidente da Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano, Jurandir Fernandes é o principal técnico em transportes ligado aos tucanos. Para ele, o futuro prefeito terá de investir em corredores de ônibus, mas corredores “de verdade”. “Tem que ser exclusivos mesmo, sem taxi, autoridades ou polícia, não parar nos cruzamentos e ter possibilidade de ultrapassagem.”

Sobre as críticas à gestão Alckmin, Fernandes diz que se trata de “oportunismo político”. “Temos 20 km de linhas que ficarão prontas até 2010. Tem que considerar não linhas inauguradas, mas colocadas em obras. Retomamos a linha 2 e demos início à linha 4 do metrô, além da linha de trem de Osasco a Grajaú.”

Kassab vai explorar o aporte de recursos no metrô - o que a Prefeitura de São Paulo não fazia há 30 anos - que pode vir a chegar a R$ 1 bilhão, além da ampliação em duas horas do rodízio de veículos na cidade.

No Rio, há cerca de 240 novos veículos a mais circulando diariamente na cidade, em um espaço limitado geograficamente pelo mar e pelas montanhas. Para o secretário municipal de trânsito, Arolde de Oliveira, os candidatos precisarão se ater em especial ao intenso crescimento mobiliário e comercial das regiões que agregam Jacarepaguá, Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes. “Há novos pólos de tráfego que não estavam previstos nos planejamentos urbanos anteriores. Todas as vias chegaram ao limite. Esgotaram-se as possibilidades de duplicação”, diz.

Como exemplo, cita o túnel Rebouças, inicialmente projetado para 80 mil veículos diários e por onde hoje passam mais de 200 mil; e a linha amarela, projetada para menos de 100 mil e hoje com fluxo de 200 mil veículos/ dia. “As obras que devem centrar o debate nesta área são algumas poucas duplicações, além da criação de corredores de ônibus e aquisição de ônibus interligados.” O secretário também aponta o alto índice de idosos na cidade como fator que piora o tráfego. “Há cada vez mais idosos se habilitando a dirigir. E eles dirigem com mais cautela, os reflexos já não são os mesmos. Acabam dirigindo mais devagar.”

Na capital gaúcha, a velocidade média dos ônibus nos corredores chega a 23 km/ h, quase 30% acima do melhor desempenho registrado em São Paulo. “Porto Alegre vive uma situação razoavelmente confortável”, afirma o secretário de Mobilidade Urbana, Luís Afonso Senna. Segundo ele, a velocidade nos corredores de ônibus vem se mantendo estável. Ainda assim, melhorar o transporte coletivo para estimular a redução do uso dos automóveis e evitar, no futuro, a necessidade de rodízio é a bandeira comum aos candidatos. Todos também defendem a construção do metrô.

Uma das metas do prefeito José Fogaça (PMDB), possível candidato à reeleição, é implantar os “Portais da Cidade”, que prevêem a construção de três estações de transbordo de onde partirá uma linha tronco para atender a área central da cidade.

Para a candidata do PT à prefeitura, a deputada federal Maria do Rosário, é preciso reverter a redução do número de usuários do sistema, de 33 milhões para 25 milhões por mês nos últimos dez anos. Rosário defende a criação de linhas que ligam bairros entre si sem passar pelo centro, maior freqüência dos ônibus, um controle mais rigoroso das planilhas de custos das empresas e até a ampliação de subsídios para, por exemplo, portadores de deficiência.

A deputada federal Luciana Genro (PSOL) defende uma auditoria nas planilhas de custos para verificar se as margens de lucro das empresas não estão “exageradas”. Segundo ela, de janeiro de 2001 a agosto de 2007 (sem incluir o reajuste de fevereiro deste ano) as tarifas subiram 114%, enquanto o IPCA aumentou 59%. A deputada admite ainda conceder isenção aos trabalhadores desempregados com subsídio integral para evitar impacto nos preços pagos pelos demais usuários.

Candidata pelo PCdoB, a deputada federal Manuela D’Ávila também vê na implantação do metrô uma “pauta urgente” para a futura administração, desde que combinada com o sistema de ônibus e ciclovias. Melhorar o conforto e a freqüência dos ônibus, qualificar os profissionais do setor e exigir mais investimentos das empresas são propostas do candidato do DEM, o deputado federal Onyx Lorenzoni.

Em Florianópolis, as últimas pesquisas da prefeitura apontam a questão viária como uma das principais preocupações da cidade. O prefeito Dário Berger (PSDB), candidato à reeleição, criou a tarifa única e fez algumas obras que melhoraram o fluxo de veículos. Entretanto, a cidade ainda carece de transporte marítimo em ligações importantes entre a ilha e o continente, hoje feita por duas pontes: Colombo Salles e Pedro Ivo Campos. A ponte Hercílio Luz, cartão postal de Florianópolis, está desativada. Além da falta de transporte marítimo, Florianópolis não possui um sistema cicloviário. Há trechos de ciclovias, que dificilmente se conectam. Para a oposição, Berger não fez investimentos necessários. “É visível que os acessos à cidade estão saturados. Essa ligação não recebe investimentos desde a década de 90, quando foi inaugurada a última ponte”, diz Joares Ponticelli, presidente do PP em Santa Catarina.

No Recife, a situação do trânsito é tão caótica que a Câmara Municipal deve votar, este mês, um projeto do vereador Liberato Costa Júnior (PMDB) para a implantação de rodízio, inspirado no modelo paulistano. A principal diferença, porém, é que no Recife a proibição de circulação será durante o dia todo, e não apenas nos horários de pico. A restrição não atingiria o bairro de Boa Viagem, cujas principais vias ficam paradas diariamente. “Recife tem apenas 200 quilômetros quadrados e não tem mais por onde crescer. Foi se expandindo verticalmente”, diz.

Os candidatos temem a reação do eleitorado à medida. Para o candidato do PMDB, Raul Henry, a restrição à circulação de carros ainda precisa ser melhor avaliada. De acordo com o deputado federal, o pedágio no centro da cidade pode ser uma alternativa ao rodízio. “Mas ainda estamos avaliando para montar o programa de governo.” O que ele dá como certo em suas ações, caso seja eleito, são os investimentos em obras públicas voltadas para novas vias na cidade, além da ampliação do transporte coletivo.

Para Mendonça Filho (DEM), a solução para amenizar o trânsito no Recife está em ampliar a “mobilidade dos cidadãos” . O candidato pretende incentivar os recifenses a andarem mais, por exemplo. “Em muitas áreas, Recife não tem calçadas. Pretendemos municipalizar as calçadas das principais vias que hoje estão sob responsabilidade privada”, explica. Uma nova via ligando o centro da cidade ao bairro de Boa Viagem também está nos planos do ex-vice-governador. Ele descarta o rodízio: “Não vejo necessidade no curto prazo.” Um dos poucos candidatos que não se recusa a admitir o rodízio é o deputado federal Cadoca (PSC). “Ainda precisa ser mais estudado, mas pode ser uma saída em uma situação de emergência.”

Em Belo Horizonte, o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), conseguiu autorização da Câmara Municipal para vender a participação acionária que o município tinha na Copasa, a estatal de saneamento básico. Uma grande parte dos recursos será utilizada na conclusão de obras viárias. Com a proposta aliviar o trânsito no centro, o prefeito se envolveu em projetos polêmicos como a transferência da rodoviária para a zona oeste. A proposta, já aprovada, esbarra nos interesses dos comerciantes do centro.

Um dos possíveis candidatos a substituir Pimentel, o secretário estadual de desenvolvimento econômico Márcio Lacerda (PSB), já levou à ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, proposta para retomar as obras do metrô, atrasadas há mais de duas décadas, num modelo de Parceria Público Privada, com contrapartida das três esferas de governo. Além da conclusão da primeira linha, Lacerda defende a construção da segunda, que levaria o metrô até a Savassi, tradicional e refinado centro de compras da capital mineira.(Colaborou Raquel Salgado, de Salvador)

18/03/2008 - 07:59h ‘Não queremos mais andar na contramão’

Vencedora da prévia do PT para a Prefeitura de Porto Alegre diz que cidade deve buscar sintonia com programas federais

Elder Ogliari -  O Estado de São Paulo

maria_dorosario.jpg A deputada federal Maria do Rosário venceu a prévia de domingo pela pequena vantagem de 56 votos (2.193 a 2.137) sobre o ex-ministro do Desenvolvimento Agrário Miguel Rossetto e vai disputar a Prefeitura de Porto Alegre como candidata do PT.

As pesquisas indicam que o PT não tem mais lugar cativo no segundo turno, que a disputa será acirrada, com chances para diversos candidatos. Na última, feita pelo Vox Populi e publicada pelo Correio do Povo no dia 9 de março, o prefeito José Fogaça (PMDB) liderava em todos os cenários para o primeiro turno. Nas três projeções em que seu nome constava, Maria do Rosário aparecia em segundo lugar. Os índices foram de 27% a 16%, 28% a 17% e 29% a 20%.

Maria do Rosário pretende se apresentar ao eleitor como uma candidata capaz de retirar a prefeitura da apatia, que atribui a Fogaça, e colocá-la em sintonia com os projetos federais. “Não queremos mais andar na contramão”, disse, nesta entrevista ao Estado.

O que o PT precisa fazer para recuperar a hegemonia em Porto Alegre?

Apresentar um projeto de desenvolvimento para a cidade, que ligue o momento atual com o futuro, estar comprometido com serviços de qualidade, ter muita unidade interna e conseguir reeditar a Frente Popular. São tarefas importantes, mas à altura do desafio que assumi.

A senhora não falou de dois temas muito caros ao PT, o Orçamento Participativo e o Fórum Social Mundial. Isso saiu da agenda?

Em hipótese alguma. Eu considero que a cidade já sabe que nós vamos fortalecer o Orçamento Participativo e buscar novamente o Fórum Social Mundial.

Qual é o projeto do PT?

O projeto passa hoje por integrarmos a cidade ao momento de desenvolvimento que o País está vivendo. O PAC significa muito para a cidade. A possibilidade de Porto Alegre ter metrô é algo muito importante para a qualidade de vida, barateamento da tarifa do transporte coletivo e, ao mesmo tempo, geração de emprego imediata. Porto Alegre pode ser, porque já tem excelência para isso, um dos maiores pólos de saúde do Brasil. E com o Ceitec (Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada) pode ser um importante pólo de tecnologia de ponta.

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse no domingo que o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos aliados será “genérico”. Isso não é pouco para quem quer vincular sua candidatura aos projetos nacionais?

Eu acredito mesmo que a identidade do presidente é com o conjunto de forças que o apóiam. Mas ele tem na sua vida a marca do PT. E as candidaturas do PT, inclusive aqui, vão tentar ampliar o leque de alianças que apóiam o próprio presidente. Então isso me deixa muito tranqüila. Qualquer que seja o caminho assumido pelo presidente, nós estaremos representando a sua energia de mudança para o Brasil e comprometidos com o País que a gente quer, mais justo.