06/09/2008 - 17:25h Datafolha: Paes assume a liderança na disputa no Rio

Eduardo Paes (PMDB) assume a liderança no Rio. Marcelo Crivella (PRB) em segundo
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A disputa municipal no Rio parece se encaminhar para o duelo Paes Vs. Crivella. Eduardo Paes, que quase não tinha força eleitoral quando era secretário geral do PSDB, consegue após romper com os tucanos e entrar na base de apoio de Lula e do governador Sergio Cabral, despontar como favorito. A evolução de Eduardo Paes é bem-vinda e seu favoritismo hoje traduz a dupla avaliação positiva de Lula e Cabral na cidade de Rio de Janeiro e a pessima avaliação da gestão Cesar Maia (DEM). Interessante também é de constatar que o candidato Gabeira, apoiado por José Serra, Aécio e o PSDB amarga um quarto lugar, junto com a candidata demo e o candidato do PSOL, todos de oposição ao governo federal. A insistência do PT em apresentar um candidato pouco conhecido não teve eco no eleitorado. Jandira, do PCdoB, em terceiro lugar parece ter perdido força e não parece ser alternativa aos dois lideres da disputa. LF

RJ-TV; O Globo Online

RIO - O candidato Eduardo Paes (PMDB) assumiu a liderança da disputa pela prefeitura do Rio de Janeiro. Segundo pesquisa divulgada neste sábado pelo instituto Datafolha, Paes cresceu oito pontos percentuais e agora aparece com 25% das intenções de voto. Marcelo Crivella (PRB), que liderava a disputa até a pesquisa de agosto, subiu um ponto percentual e agora tem 21% das intenções de voto. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Jandira Feghali (PCdoB), caiu três pontos percentuais e aparece na terceira colocação com 12% das intenções de voto. Em seguida aparecem Fernando Gabeira (PV), com 8%, Solange Amaral (DEM), com 7%, Chico Alencar (PSOL), com 4%, e Alessandro Molon (PT), com 3%.

Paulo Ramos (PDT) e Filipe Pereira (PSC) tiveram 1% das intenções de voto, cada um. Vinicius Cordeiro (PTdoB), Eduardo Serra (PCB) e Antônio Carlos (PCO) não atingiram 1% das intenções de voto. Votos brancos e nulos somam 12%. Não sabem ou não opinaram, 6%.

Paes e Jandira venceriam Crivella no segundo turno

O Datafolha também fez duas simulações de segundo turno. Em ambas, Crivella seria derrotado. Num possível confronto com Paes, ele teria 35% contra 50% do peemedebista. Contra Jandira, Crivella teria 37% contra 48% das intenções de voto da candidata do PCdoB.

O Datafolha ouviu 944 eleitores entre quinta e sexta-feira. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) sob o número 27/2008.

05/09/2008 - 13:55h Rio: Paes ultrapassa Crivella e assume a liderança no Rio

Pesquisa IBPS

Eduardo Paes (PMDB) assume a liderança no Rio. Marcelo Crivella (PRB) em segundo
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O Globo Online

RIO - Pesquisa do Instituto Brasileiro de Pesquisas Sociais (IBPS), divulgada nesta sexta-feira, mostra uma mudança de cenário na disputa pela Prefeitura do Rio. Na oitava consulta de intenção de votos feita pelo instituto, Eduardo Paes (PMDB/PTB/PP/PSL) passou a frente de Marcelo Crivella (PRB/PR/PSDC/PRTB). Paes, que em agosto tinha 16% da intenção de votos, agora aparece com 25%. Já o senador, que antes tinha 20%, obteve 19% este mês.

Jandira Feghali (PCdoB/PTN/PHS/PSB) ocupa o terceiro lugar, com 12% da preferência do eleitorado, seguida por Fernando Gabeira (PV/PSDB/PPS), com 8%. Solange Amaral (DEM/PTC/PMN) tem 5% da intenção de voto, Chico Alencar (PSOL/PSTU) e Alessandro Molon (PT) têm 4%; e Paulo Ramos tem 1%. Votos brancos e nulos somam 9%. Os candidatos Filipe Pereira (PSC), Antônio Carlos (PCO), Eduardo Serra (PCB) e Vinicius Cordeiro (PTdoB) não atingiram 1%.

Marcelo Crivella é o candidato com maior índice de rejeição, com 32%, seguido por Solange, com 15%; Gabeira, com 11%; Jandira, com 8%; Molon, com 7%, Paes, com 6%; e Chico Alencar, Paulo Ramos e Felipe Pereira, com 4%.

Em um possível segundo turno entre Jandira e Crivella, a candidata venceria com 46%, contra 32%. Crivella venceria, com 39%, o candidato Fernando Gabeira 36%. Já Eduardo Paes venceria Crivella, com 53% contra 28%. Paes também derrotaria Jandira, com 47%, contra 34%.

A pesquisa, registrada na 228ª ZE, sob o número 025/2008, ouviu 1.100 entrevistados, por telefone, entre os dias 2 e 4 de setembro. A margem de erro é de 3%, para mais ou para menos.

05/09/2008 - 10:17h Lá como aqui: Propaganda enganosa

A matéria de capa do jornal O Globo mostra a propaganda enganosa, é a manchete do jornal,  feita pela candidata demo no Rio de Janeiro. Ontem eu mostrei aqui, com dados da própria prefeitura de São Paulo, que o candidato demo proferia um número grande de inverdades (Ver Os “flagras” mais grosseiros da sabatina de Kassab no Estadão) . O Jornal da Tarde (JT) também destacou em sua edição de ontem as inverdades e exageros das afirmações de Kassab (Ver JT também flagrou Kassab na sabatina). Pelo que pode se ver pela reportagem do Globo, no eixo Rio-São Paulo a coerência dos porta-bandeiras do ex-PFL é grande, no recurso a propaganda enganosa pelo menos. LF

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Gilberto Kassab e Solange Amaral, demos antenados na propaganda enganosa

http://oglobo.globo.com/jornal/oglobo/foto/capa__i.jpgCAPA DO JORNAL O GLOBO

Propaganda enganosa

 

Solange mostra na TV o que a prefeitura já não entrega

Eleições 2008

A candidata do DEM à prefeitura do Rio, Solange Amaral, exibe no horário eleitoral na TV o programa Remédio em Casa como exemplo de bom projeto da gestão Cesar Maia que teria continuidade com ela, sem informar que a distribuição de medicamentos está suspensa há um mês. Em alguns postos na Zona Oeste, as falhas já duram um ano.
Os relatos de irregularidade na entrega são freqüentes.
A prefeitura alega que havia problemas nas entregas e que foi aberta nova licitação.
O serviço atende cerca de 400 mil diabéticos e hipertensos.

 

 

Não tem nem para remédio
Prefeitura suspende distribuição de medicamentos, mas Solange usa programa na TV

 

 

Luiz Ernesto Magalhães - O GLOBO

O programa Remédio em Casa está paralisado, mas é citado pela candidata a prefeita Solange Amaral (DEM) no horário eleitoral como um bom exemplo de projeto na área de saúde da administração do prefeito Cesar Maia. A Secretaria municipal de Saúde admitiu ontem que a remessa das caixas com medicamentos para tratamento de diabetes e hipertensão está suspensa desde o início de agosto. A previsão é que o serviço, que atende 400 mil pessoas, seja retomado em outubro, com a conclusão de uma licitação.
O caso é um exemplo de como os candidatos usam o horário eleitoral para prometer o céu e mostrar realizações que não são bem assim. A disputa deve se acirrar ainda mais a partir de hoje, a exatamente um mês para as eleições.
Segundo a prefeitura, a suspensão ocorreu porque a antiga prestadora do serviço falhava na entrega das encomendas.
Por isso, o contrato foi suspenso e aberta uma nova licitação.
Os pacientes estão sendo orientados a buscar os remédios nos postos onde se cadastraram no programa. O problema, porém, se arrasta há bem mais tempo do que o que foi informado.
Na Zona Oeste, funcionários de postos de saúde, sem saber que falavam com um repórter do GLOBO, disseram ontem que em algumas unidades as falhas já duram cerca de um ano.
São os casos dos postos Flávio do Couto Vieira (Anchieta) e Hamilton Land (Cidade de Deus). No Posto de Saúde da Família Carlos Cruz Lima (Colégio), a unidade decidiu suspender o cadastro de novos pacientes.

Moradora recebe, mas família não

A entrega irregular afeta boa parte dos moradores da Vila Porto Velho, em Cordovil, inscrita no programa. É lá que mora a aposentada Wanda Silva, de 66 anos, que sofre de hipertensão e apareceu no horário eleitoral do DEM, falando bem do projeto e exibindo a caixa cheia de remédios, logo após a apresentação de imagens que mostram a chegada de um carteiro a um local não identificado com a remessa.
Ontem, Wanda voltou a elogiar a iniciativa da prefeitura e defende que o programa tenha continuidade.
Mas reclama que as falhas de entrega a levem a ter despesas extras com o tratamento médico. Ou apelar para a solidariedade: é hábito entre os vizinhos pedirem comprimidos emprestados.
As cartelas são devolvidas quando finalmente a encomenda chega.

— Fiquei sem o remédio durante dois meses logo depois de uma greve dos Correios. Recebi minha remessa, mas meu irmão e minha cunhada ainda não receberam. A gente até tenta pegar no posto, mas nem sempre tem todos os remédios — disse.
A assessoria de Solange alegou que o objetivo do programa, o primeiro em que a candidata tratou da saúde — tema que vem sendo explorado intensamente pelos adversários — foi destacar a importância do projeto.
A cem metros da casa de Wanda, vivem três pessoas de uma mesma família inscritas no programa. Vítima de um derrame há nove anos que a faz se locomover em cadeira de rodas, a aposentada Maria Aparecida Borges, de 66 anos, disse que há um ano não recebe os remédios para hipertensão.
Já sua mãe, Araci da Silva de 83, está há dois meses sem receber os seus.

— A gente vai ao posto de saúde e ninguém sabe quando a entrega será normalizada. Acho que é por ser ano de eleição — disse Maria.
Marido de Wanda, o funcionário público aposentado Luiz Carlos Pinhais da Silva disse ter esperança que a entrega dos remédios seja normalizada um dia. E que um candidato a vereador que, no sábado pagou a colocação de um portão na entrada da comunidade, cumpra a promessa de asfaltar as ruas se for eleito.

“A gente vai ao posto de saúde e ninguém sabe ao certo quando a entrega dos remédios será normalizada. Acho que isso acontece por ser ano de eleição
Maria Aparecida Borges, de 66 anos, hipertensa

Fiquei sem o remédio durante dois meses, logo depois de uma greve dos Correios. Recebi minha remessa, mas meu irmão e minha cunhada, ainda não. A gente até tenta pegar no posto, mas nem sempre tem todos os remédios
Wanda Silva, de 66 anos, hipertensa, que aparece no programa de Solange Amaral

30/08/2008 - 20:59h Ibope indica empate técnico entre Crivella e Eduardo Paes no Rio

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Eduardo Paes (PMDB) e Senador Marcelo Crivella (PRB)

 

 

Jornal da Globo - O Globo Online

RIO - A diferença entre os dois candidatos a prefeito do Rio com maior intenção de votos diminuiu e já indica um empate técnico, dentro da margem de erro, revela pesquisa Ibope para prefeito do Rio de Janeiro, encomendada pelo “Estado de S.Paulo” e pela Rede Globo, e divulgada nesta sexta-feira pelo “Jornal da Globo”. Eduardo Paes(PMDB/PTB/PP/PSL) cresceu sete pontos em relação ao levantamento anterior , alcançou 19% das intenções de voto e se aproximou do senador Marcelo Crivella (PRB/PR/PSDC/PRTB), que caiu de 28% para 24%, mas continua iderando a preferência do eleitor. Esta é a primeira pesquisa divulgada pelo Ibope após o início do horário eleitoral no rádio e na TV, em 19 de agosto. (Noblat comenta as pesquisas Ibope e Datafolha no Rio e em São Paulo)

Crivella tinha 23% na pesquisa de 18 de julho. Um mês depois, subia para 28%. E agora aparece com 24% das intenções de voto. Eduardo Paes, do PMDB, tinha 8%, subiu para 12% e agora chegou aos 19%. Considerando a margem de erro da pesquisa, de três pontos percentuais para mais ou para menos, Crivella e Paes estão tecnicamente empatados: Crivella pode ter entre 21% e 27% e Paes, entre 16% e 22%.
Num segundo turno Paes ultrapassaria Crivella

Num cenário de segundo turno, Marcelo Crivela teria 33% dos votos e Eduardo Paes 36%.Em outro cenário, Marcelo Crivella teria 36%, contra 32% de Jandira Feghali. Já num confronto entre Eduardo Paes e Jandira Feghali, o candidato do PMDB venceria por 39% a 26%.

Para Paes, melhora em pesquisa é sinal de que a população vê nele mais capacidade para resolver problemas do Rio.
Jandira e Gabeira oscilam um ponto

Jandira Feghali (PCdoB/PTN/PHS/PSB) tinha 14% na primeira pesquisa, foi para 11%. E agora oscilou para 10%. Fernando Gabeira (PV/PSDB/PPS) tinha 8% e caiu para 4%. E agora tem 5%. Solange Amaral (DEM/PTC/PMN) tinha 5%, oscilou para 6%. E agora novamente para 5%. Chico Alencar (PSOL/PSTU) tinha 4% nas duas primeiras pesquisas. Agora oscilou para 2%. Alessandro Molon, do PT, tinha 3%, foi a 1%. E agora tem 2%. Não sabem e não opinaram, 18% dos eleitores. Votos em branco e nulos somam 13%.

Os candidatos Filipe Pereira, do PSC, e Paulo Ramos, do PDT, tiveram 1% de intenção de votos, cada um. Os candidatos Antonio Carlos, do PCO, e Eduardo Serra, do PCB, não alcançaram 1%. O candidato Vinicius Cordeiro, do PT do B, não foi citado.

O Ibope ouviu 1.001 eleitores na cidade entre as últimas terça (26) e quinta (28). A pesquisa foi registrada na 228ª da Justiça Eleitoral com o número 24/08.

25/08/2008 - 17:24h A opinião de Ricardo Noblat

Eleições - Quem sobe, quem cai

Blog de Noblat

Os resultados das pesquisas de intenção de voto do Instituto Datafolha divulgados no último fim de semana pouco ou nada têm a ver com os efeitos da primeira semana de propaganda eleitoral no rádio e na televisão dos candidatos a prefeito de algumas das capitais do país.

A atenção do brasileiro estava voltada para as olimpíadas de Pequim.

O período de 42 dias de propaganda eleitoral foi inaugurado na última terça-feira dia 19. Nos dias 21 e 22, o Datafolha entrevistou entre 800 a 1.200 eleitores em Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife.

Até então apenas dois programas de candidatos a prefeito haviam ido ao ar – embora não devam ser desprezadas eventuais conseqüências dos comerciais veiculados diariamente a respeito deles e que pegam os eleitores desprevenidos. São peças de propaganda mais eficientes do que os programas.

Mas não foram os comerciais que provocaram as mudanças no quadro eleitoral registradas pelo Datafolha. A exceção fica por conta de Curitiba onde nada mudou. Candidato à reeleição, o prefeito Beto Richa (PSDB) coleciona 70% das intenções de voto.

No Rio, o favoritismo de Marcelo Crivella (PRB) está cada vez mais a perigo. Crivella caiu no Datafolha de 24% das intenções de voto no final de julho para 20%. Eduardo Paes (PMDB) saiu de 13% para 17%. Jandira Feghali (PC do B) empacou em 15%. Qualquer um dos dois será capaz de derrotar Crivella no segundo turno.

O que explica no Recife o salto espetacular dado por João da Costa (PT)?

Em julho, ele tinha 22% das intenções de voto, atrás de Mendonça Filho (DEM) com 30%. Foi para 37%. Mendonça caiu para 26%. Cadoca (PSC) despencou de 22% para 13%.

O tempo decorrido desde julho parece ter sido suficiente para o eleitor identificar João da Costa como o candidato da esquerda. Sim, ainda existe essa história de direita e esquerda no Recife. Cerca de 30% dos eleitores votam na esquerda. Outros 30% na direita. Os demais decidem as eleições.

Nos idos de 60, quando ainda se votava em separado para prefeito e vice-prefeito, Recife elegeu Pelópidas da Silva, pela esquerda. O vice dele, Miguel Arraes, perdeu para Augusto Lucena, apoiado pela direita.

Até um dia desses, João da Costa era um desconhecido secretário do prefeito João Paulo (PT). Os estrategistas de sua campanha imaginavam que ele atingiria o patamar dos 30% depois de duas semanas de propaganda eleitoral.

Subestimaram o fato de que João da Costa dispõe de três poderosos padrinhos: Lula, aprovado por 74% dos recifenses; o prefeito João Paulo, por 61%, e o governador Eduardo Campos (PSB) por 52%. Está em Belo Horizonte, contudo, o caso mais exemplar de pura e simples transferência de votos.

Quem é Márcio Lacerda (PSB), candidato a prefeito?

É um empresário que jamais disputou uma eleição. Filiou-se ao PSB só para ser candidato. Subiu de 6% das intenções de voto em julho para os atuais 21%, ultrapassando Jô Moraes (PC do B) que tem 17%.

A administração do governador Aécio Neves (PSDB) é considerada ótima ou boa por 86% dos habitantes de Belo Horizonte. A do prefeito Fernando Pimentel (PT), por 76%. Os dois apóiam Lacerda, que tem 12 minutos diários de comerciais no rádio e na televisão contra dois minutos de Jô.

Quase 95% dos mineiros estão convencidos de que Aécio sucederá Lula em 2010. Fazer o quê? Lacerda na cabeça.

A essa altura, o que o PSDB poderá fazer para evitar o desastre anunciado em São Paulo?

É cedo para falar em desastre ali? Talvez não. Marta Suplicy (PT) continua em ascensão – dessa vez passou de 36% na pesquisa de julho para 41%. Geraldo Alckmin (PSDB) continua caindo - tinha 32% das intenções de voto, agora tem 24%. O prefeito Gilberto Kassab (DEM) foi de 11% para 14%. Paulo Maluf (PP) está com 8% ou 9%. A divisão do PSDB entre Alckmin e Kassab desorientou o eleitorado do partido.

A culpa é de quem? Ora, de Alckmin.

O governador José Serra, a bancada de vereadores do PSDB, secretários municipais e subprefeitos estavam dispostos a apoiar a reeleição de Kassab. Seria o natural. Kassab é Serra na prefeitura.

Aí o filhinho mimado de Pindamonhangaba bateu com o pé e anunciou: “Sou candidato”. Capaz de perder uma eleição para não perder a elegância, o PSDB engoliu a seco a decisão de Alckmin e bovinamente tomou o caminho do matadouro.

Como consertar a situação? E tem conserto?

23/08/2008 - 14:51h Crivella, Jandira e Paes estão empatados no Rio, diz Datafolha

da Folha Online

A disputa pela Prefeitura do Rio está embolada entre Marcelo Crivella (PRB), Eduardo Paes (PMDB) e Jandira Feghalli (PC do B). Crivella tem 20% das intenções de voto, segundo pesquisa Datafolha divulgada hoje no “RJTV”, da TV Globo –pesquisa completa será publicada na edição deste domingo da Folha.

Paes tem 17% das preferências. E Jandira aparece com 15%. Como a margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, os três estão tecnicamente empatados.

Também há empate técnico entre Fernando Gabeira (PV) e Solange Amaral (DEM): ele aparece com 8% e ela com 7%. Chico Alencar (PSOL) e Alessandro Molon (PT) aparecem com 4%, cada um.

A pesquisa foi realizada na quinta e sexta-feira com 928 eleitores. E foi registada no TRE (Tribunal regional Eleitoral) sob o número RPE 22/2008.

Num eventual segundo turno, Crivella perderia tanto para Jandira quanto para Paes. Contra Jandira, ele perderia de 35% a 47%. Contra Paes, ele teria 33% contra 47% do peemedebista.

O material completo da pesquisa está na edição da Folha deste domingo, que está nas bancas na tarde deste sábado.

16/08/2008 - 01:18h Com 41%, Marta dispara na corrida pela Prefeitura, diz Ibope

Na pesquisa anterior, Marta tinha 34% das intenções de voto. Alckmin caiu de 31% para 26%

Da Redação - O Estado de São Paulo


SÃO PAULO - Com 41 % das intenções de voto, a candidata Marta Suplicy (PT) disparou na corrida pela Prefeitura de São Paulo, segundo pesquisa encomendada pelo O Estado de S.Paulo e pela TV Globo, divulgada nesta sexta-feira, 15. A candidata do PT havia registrado 34% na última pesquisa. Já o candidato Geraldo Alckmin (PSDB) caiu de 31% para 26%. Com uma margem de erro de três pontos porcentuais, Marta abriu uma vantagem de 15 pontos. Na pesquisa anterior, os candidatos estavam tecnicamente empatados na pesquisa induzida - 34% de Marta contra 31% de Alckmin.

 

 

Veja também:

linkCrivella sobe 5 pontos e amplia liderança no Rio
linkCandidato apoiado por Aécio não deslancha e PC do B lidera

linkCandidato do PT à prefeitura do Recife abre dez pontos

 

 

Os números divulgados hoje mostram ainda que o atual prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (DEM) perdeu dois pontos nas intenções de voto - caiu de 10% para 8%. Já o candidato do PP, Paulo Maluf, e a candidata do PPS, Soninha, ficaram no mesmo patamar - em 9% e 2%, respectivamente. Do total de entrevistados, 7% dizem que votarão nulo, 4% ainda não sabem em quem vão votar e 1% não respondeu.A pesquisa mostra ainda que nas projeções de segundo turno para as eleições à Prefeitura de São Paulo, Marta venceria o pleito. Na disputa com Kassab, a petista aparece com 55% contra 30%. Num enfrentamento com Alckmin, o resultado é mais apertado, mas a petista venceria o pleito com 47% das intenções contra 42% do tucano. Num hipotético segundo turno entre Alckmin e Kassab, o tucano venceria com 57% contra 20%RejeiçãoNa pesquisa, o índice mais alto de rejeição é do candidato Maluf: 50% declararam que não votariam nele “de jeito nenhum”. Em segundo lugar nessa categoria aparecem empatados a petista Marta Suplicy com restrição de 27% do eleitorado da Capital e o prefeito Kassab também com 27%. O candidato do PSDB é o que aparece com o mais baixo índice de rejeição entre os candidatos competitivos: 11% disseram que não votariam nele.

A pesquisa Ibope, contratada pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela TV Globo foi a campo entre os dias 12 e 14 de agosto e entrevistou 805 eleitores da Capital. O intervalo de confiança estimado é de 95% e a margem de erro é de 3 pontos porcentuais. A pesquisa está registrada na 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, sob número 01700108.

01/08/2008 - 09:42h Primeiros acordes

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Divorcio entre tucanos expõe “roupa suja” e provoca trapalhadas

Dora Kramer, O Estado de São Paulo

dora.kramer@grupoestado.com.br

A saia-justa dos tucanos com o início de pé esquerdo do prefeito Gilberto Kassab em São Paulo, a largada pífia do afilhado de dois mitos da popularidade em Belo Horizonte e a interdição do direito de ir e vir pelo crime e as milícias no Rio indicam que daqui para a frente tudo deverá ser muito diferente em comparação às modorrentas campanhas municipais anteriores, que só despertavam interesse às vésperas da eleição.

Nas três principais capitais, representantes dos maiores colégios eleitorais do País, candidatos e partidos precisaram reordenar suas estratégias assim que os primeiros acordes se revelaram bem mais fortes que o esperado. E até o inesperado entrou em cena.

Por exemplo, em São Paulo, Marta Suplicy, pelo histórico e temperamento, seria a candidata mais propensa à movimentação errática. Pois quem enfiou os pés pelas mãos foi justamente o disciplinado Gilberto Kassab, atento à conduta desde que a explosão de ira para com um cidadão durante visita a posto de saúde quase inviabiliza sua candidatura.

Em poucos dias, Kassab produziu duas grandes tolices: o envio de um e-mail recomendando “ação” do secretariado na área onde o instituto Datafolha faria pesquisa de opinião e a distribuição de panfletos aproveitando a divulgação da lista dos “fichas-sujas” para constranger a candidata do PT.

O prefeito ao mesmo tempo entregou prova material do uso da máquina administrativa, demonstrou uma confiança pueril em uma equipe formada por tucanos e integrada por uma boa fornada remanescente de petistas, e ainda deu mostras de desatenção, de falta de assessoria ao se esquecer de que, ficha por ficha, a dele também carrega a mácula de um processo ainda em aberto onde é co-réu em processo contra o ex-prefeito Celso Pitta de quem foi secretário de Planejamento.

Logo ele que havia conseguido apagar essa parte do passado que, quando da escolha do candidato a vice de José Serra para prefeito, em 2004, provocou protestos generalizados, incluídos aí os do próprio Serra.

Além disso, não se mexeu nas pesquisas - a não ser um pouco para baixo - e inibiu o tucanato, até então seu aliado, a pôr as mangas de fora. Na realidade, na prefeitura o clima anda mais para barbas de molho, com medo de Kassab não passar de uma intenção.

Em Belo Horizonte, a expectativa era a de que Márcio Lacerda, candidato da popular e dinâmica dupla Aécio Neves-Fernando Pimentel, fizesse jus desde o início ao esforço dos padrinhos que se atiraram numa jogada arriscada - tanto pode ser de mestre, quanto revelar-se um desastre ou, pior, uma irrelevância.

É cedo para antecipar resultados, inclusive porque os atuais 6% são até razoáveis para alguém que se passar às 3 da tarde pela avenida Afonso Penna ninguém reconhece.

Mas é certo que Márcio Lacerda não poderá contar apenas com o fator transferência de votos. Terá de mostrar desempenho. Ou, então, corre o risco de levar o governador de Minas e o prefeito de Belo Horizonte a um vexame oceânico.

Resta o Rio. Bem, o Rio é o que está se vendo. Os protagonistas não são os candidatos. É o crime e a rendição do Estado aos seus ditames. Uma coisa esquisita, pois a segurança não diz respeito ao prefeito, mas os candidatos a prefeito serão cobrados a tratar do assunto sem poder dizer que está fora de sua alçada. Sob pena de pagar a conta por covardia ou cumplicidade.

Leia a integra da coluna de Dora Kramer no jornal O Estado de São Paulo

19/07/2008 - 18:47h Pesquisa Ibope aponta Crivella na frente no Rio

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Crivella em primeiro e Jandira em segundo lugar no IBOPE

CARLOS MARCHI - Agencia Estado

SÃO PAULO - O deputado Marcelo Crivella (PRB) lidera a corrida eleitoral para a Prefeitura do Rio de Janeiro, com 23% das preferências, mas com a maior rejeição entre os candidatos, de acordo com pesquisa Ibope contratada pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela TV Globo. No segundo turno, ele aparece em empate técnico nas simulações contra Jandira Feghali (PC do B) - os dois estão com 33% -, e contra Eduardo Paes (PMDB), no limite da margem de erro, quando ficou à frente por 35% a 29%.

Na simulação de primeiro turno, depois de Crivella aparece uma fieira de candidatos com porcentuais próximos, mostrando que a preferência do eleitorado, no momento, está bem embolada: Jandira Feghali, com 14%, deputado Fernando Gabeira (PV) e Eduardo Paes, ambos com 8%, Solange Amaral (DEM), com 5%, deputado Chico Alencar (PSOL), com 4%, e deputado Alexandre Molon (PT), com 3%. Sobe a 32%, ainda, o universo de indecisos - que anulam, votam em branco ou não sabem.

Na pesquisa espontânea (em que os eleitores devem mencionar um candidato sem nenhuma sugestão do entrevistador), Crivella foi citado como candidato preferido por 11%. Atrás vêm Gabeira e Jandira, ambos com 5%, e Eduardo Paes, com 4%. Há uma soma de 69% de pesquisados, no entanto, que anunciaram voto nulo, em branco ou dizem não saber.

Para tornar o cenário ainda mais impreciso, não é apenas Crivella que tem alta rejeição. Nada menos que 20% informaram que não dariam seu voto a Gabeira. Solange, por sua vez, foi rechaçada por 16%. Dos que apareceram com melhor performance, Jandira teve 13% de rejeição e Eduardo Paes, 12%.

Registro da pesquisa

A pesquisa Ibope contratada pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela TV Globo foi a campo entre 15 e 17 de julho e entrevistou 805 eleitores cariocas, com intervalo de confiança estimado em 95% e margem de erro de 3 pontos porcentuais. A pesquisa está registrada na 228.ª Zona Eleitoral do Rio de Janeiro sob o nº 016/2008.

06/07/2008 - 10:02h Disputa no RJ tem Crivella na liderança com 26%

Jandira tem 17%; Solange (10%), Paes (9%) e Gabeira (7%) empatam em 3º

29% rejeitam candidato do PRB, taxa 16 pontos maior do que as de Jandira e Paes, ambos com 13%, segundo levantamento do Datafolha

PLÍNIO FRAGA - FOLHA DE SÃO PAULO

Marcelo Crivella

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DA SUCURSAL DO RIO

Em meio às acusações de uso do Exército em obras de cunho supostamente eleitoreiro e apesar da morte de três jovens entregues a traficantes por militares que atuavam em seu principal projeto social, o senador Marcelo Crivella (PRB) lidera isoladamente a disputa pela Prefeitura do Rio, revela pesquisa Datafolha.
Crivella, 50, aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e presença constante em cerimônias ligadas ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) no Rio, aparece com 26% das intenções de voto e, se as eleições fossem hoje, disputaria o segundo turno com a ex-deputada federal Jandira Feghali (PC do B), 50, também aliada ao governo federal, que atinge 17% no levantamento.
A pesquisa Datafolha, realizada em 3 de julho com 812 eleitores, a primeira depois da oficialização de 11 candidatos à Prefeitura do Rio, mostra ainda que três nomes estão tecnicamente empatados em terceiro lugar, em razão da margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos.
A deputada federal Solange Amaral (DEM), candidata do atual prefeito do Rio, Cesar Maia, atinge 10% das intenções de voto. O ex-secretário estadual de Esportes e Turismo Eduardo Paes (PMDB), apoiado na disputa pelo governador Sérgio Cabral, tem 9%, e o deputado federal Fernando Gabeira (PV), o mais votado do Estado nas eleições legislativas de 2006, registra 7% do total de entrevistados.
O deputado estadual Alessandro Molon (PT), que se recusou a apoiar Jandira Feghali como contrapartida do apoio do PC do B à petista Marta Suplicy em São Paulo, alcançou 3% dos votos, mesmo percentual do deputado federal Chico Alencar (PSOL).
A pesquisa Datafolha que aponta a liderança de Crivella foi realizada 20 dias depois da morte de três rapazes moradores do morro da Providência, entregues a traficantes de facção rival no morro da Mineira por militares participantes do projeto Cimento Social, programa de reforma de casas e reurbanização idealizado por Crivella e posto em prática por meio de acordo entre os ministérios da Defesa e das Cidades.
Entre os principais candidatos a prefeito no Rio, Crivella e Jandira, que lideram a disputa, terão os tempos mais reduzidos no horário eleitoral gratuito no rádio e na TV.
Apesar de a comunista ter ganhado o reforço do PSB, que no dia 1º desistiu de apoiar Paes para se aliar a ela, a ex-deputada deve ficar com apenas 2min35 de tempo na propaganda eleitoral na televisão e no rádio, nos dois blocos de 30 minutos cada. Crivella deve ter 2min01, divididos pelos dois blocos de noticiário.

Contraponto
A ex-deputada federal comunista é o contraponto em todos os estratos a Crivella.
O eleitorado do senador do PRB distribui-se de forma praticamente igual entre homens e mulheres, é mais forte entre os jovens e eleitores até 44 anos, entre aqueles que têm até o ensino fundamental e entre os de família com renda mensal de até dois salários mínimos.
Entre as pessoas que declararam voto em Jandira, ela é mais votada entre as mulheres, entre os eleitores de 45 a 59 anos, entre aqueles que têm ensino superior e pertencem a famílias cuja renda ultrapassa dez salários mínimos mensais.

Rejeição
Crivella é rejeitado por 29% dos eleitores, taxa 16 pontos maior do que as de Jandira e Paes, ambos com 13%. A taxa de rejeição de Solange Amaral é de 19%, e a de Gabeira, de 16%.
Faixa entre 43% e 48% dos entrevistados diz não ter nenhuma importância os apoios de Lula, Cabral e Maia como peso na escolha por um determinado candidato. Entre 23% e 28% dos eleitores disseram ser influenciados pelo apoio de um dos três mandatários na sua opção de voto.
Na pesquisa espontânea, na qual os entrevistados devem dizer em quem votariam sem que fosse apresentado a eles um cartão com o nome dos candidatos, Crivella é citado por 9%, Jandira por 4% e Solange, Gabeira e Paes por 2% cada.

14/06/2008 - 09:54h O Globo alerta Rio: em cinco anos o caos será igual a São Paulo

Contagem regressiva para o caos


Detran diz que, em cinco anos, trânsito da cidade ficará igual ao de São Paulo

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Ediane Merola - O GLOBO

Dentro de cinco anos, os cariocas correm o risco de sair às ruas e ficar reféns dos engarrafamentos, como já ocorre hoje em São Paulo. O prognóstico nada animador é do presidente do Detran-RJ, Sebastião Faria, que sentencia: se não forem feitas melhorias principalmente na estrutura e na oferta do transporte coletivo do Rio, em 2013 os motoristas ficarão à mercê de grandes congestionamentos.

De acordo com dados do órgão, entre janeiro de 2001 e maio deste ano, o município ganhou 520 mil novos veículos. O número, segundo o prefeito Cesar Maia, é equivalente ao dobro do crescimento da população da cidade: no mesmo período, o Rio ganhou quase 260 mil habitantes.

Os números do Detran mostram que o trânsito do Rio pode estar na direção do caos. Em janeiro de 2001, havia 1.579.267 veículos no município.
Em maio passado, já eram 2.099.974. Já nos últimos 12 meses, o número de carros subiu 21,5%.
Considerando-se um crescimento médio da frota de 20% ao ano, ao fim de 2008 a capital terá 2,5 milhões de veículos. Em 2013, serão 4,1 milhões.
São Paulo tem aproximadamente 5,4 milhões de carros.

— Nossa malha metroviária é muito menor do que a de São Paulo, por exemplo. Se nada for feito para mudar esse quadro, teremos o mesmo problema aqui no Rio, com longos congestionamentos — avalia Faria, que assumiu a presidência do Detran no início deste mês.

A cada mês, 11 mil novas habilitações

Já no Estado do Rio, segundo ele, nos últimos 12 meses o número de carros cresceu 28,32%. Além disso, nos primeiros cinco meses de 2008, foram registrados 126.874 novos veículos, sendo 63.762 na capital.
No ano passado, foram concedidas em todo o estado 11 mil novas habilitações por mês.

Apesar de os números serem impactantes, a engenheira Eva Vider, especialista em transportes urbanos da Escola Politécnica da UFRJ, espera que a cidade não chegue à situação que é vivida hoje pela capital paulista. Ela ressalta, porém, que o Rio não pode dar chance para o azar: — Se não se fizer investimento em transporte coletivo, podemos ter problemas. Ainda mais com a possibilidade de sediarmos os Jogos Olímpicos. Por outro lado, o morador do Rio é diferente do de São Paulo. Uma pesquisa de 2003, do Plano Diretor de Transportes Urbanos, mostra que 46% das pessoas da Região Metropolitana do Rio usam transporte coletivo. Em São Paulo, o índice é 33%. As pessoas usam muito mais carro lá.

Especialista em engenharia de transportes, Fernando Mac Dowell lembra que, quando foi adotado o rodízio de veículos em São Paulo, em vez de aderir ao sistema, as pessoas acabaram comprando um segundo veículo: — O poder aquisitivo em São Paulo é outro. Temos soluções viáveis no Rio para evitar o caos. Só não podemos ficar parados, repetindo o discurso de que o trânsito vai travar daqui a tantos anos. É preciso melhorar o sistema do metrô, que em 1984 transportava cerca de 400 mil usuários e hoje leva 500 mil. Em 1974, as barcas serviam a 164 mil pessoas por dia, hoje são 45 mil. A Auto-Estrada LagoaBarra pode ser duplicada. Em dez anos, o Rio só teve uma obra importante: a Linha Amarela.

O prefeito Cesar Maia, porém, rebate as críticas: — Não conhecem a cidade. A Avenida Brasil, principal tronco do município, foi reconstruída de Irajá a Santa Cruz. Isso ocorreu há pouco tempo. Reestruturamos os corredores de Lins de Vasconcelos e Santa Cruz. Duplicamos a Avenida Abelardo Bueno (na Barra da Tijuca), eliminando um nó insuportável.

Introduzimos sistemas de integração com o metrô na Zona Sul, na Tijuca, em Vila Isabel.

Eles não sabem que, junto a Linha Amarela, duplicamos a Estrada Marechal Alencastro (que vai de Deodoro a Anchieta), a Bulhões Marcial (liga Cordovil a Vigário Geral), as estradas da Posse (Santíssimo) e de Campinho.

Segundo Eva Vider, é importante que os governos encontrem uma solução para o trânsito, pois o custo com o transporte está cada vez mais alto: — Segundo o Ipea, cada carro gera um gasto de R$ 27 por dia, que pode ser o do tratamento médico por conta do estresse, o da poluição.

Multiplica isso por dois milhões de veículos — disse a engenheira, acrescentando que o congestionamento não é o único problema causado pelo aumento de carros nas ruas. — Pior mesmo é o aumento do número de acidentes.

Segundo o Detran-RJ, já estão sendo feitas campanhas de educação para o trânsito, inclusive para os motoristas respeitarem mais os ciclistas.

10/06/2008 - 17:33h A César o que é de César

Desafetos do prefeito do Rio, César Maia, lançaram um Blog bem humorado e que utiliza iniciais para designar os políticos de RJ. Na sua apresentação eles proclamam como objetivo da iniciativa o de analisar os movimentos eleitorais de CM, o que me parece um objetivo bem limitado pelo caráter do próprio alvo. Num post irônico eles evocam como seria um segundo turno entre EP e SA (especialistas consultados crêem que EP seria Eduardo Páes e SA, Solange Amaral, a candidata de Maia, mas outras fontes dizem que pode ser). A seguir duas notas do Blog do Ex Cesar Maia.

FUNDAMENTOS

1) O OBJETIVO DESTE BLOG É ANALISAR OS MOVIMENTOS ELEITORAIS DO GRUPO DE CM DURANTE AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS DE 2008.

2) O TRABALHO É FEITO POR EX-ASSESSORES DO PREFEITO COM A AJUDA DE DIVERSOS EXCESARMAISTAS QUE ATUAM COMO CONSULTORES: JORNALISTAS, PROFESSORES, POLICIAIS, PSICÓLOGOS, MAGISTRADOS, EMPRESÁRIOS, SINDICALISTAS, ARTISTAS E É CLARO POLÍTICOS DE TODAS AS CORES.

3) O CORPO EDITORIAL, FORMADO POR TRÊS COORDENADORES, IRÁ VERIFICAR A AUTENTICIDADE DE CADA NOTA OU MATÉRIA, REPASSANDO-A PARA O CONSULTOR RESPONSÁVEL POR CADA ÁREA, QUE EMITIRÁ SEU PARECER, INDICANDO, OU NÃO, A PUBLICAÇÃO.

4) AS MATÉRIAS SÃO ACEITAS PELO EMAIL: blogdoexcesarmaia@gmail.com A IDENTIDADE DOS REMETENTES SERÁ PRESERVADA.

5) QUALQUER PESSOA PODE ENVIAR MATÉRIAS À APRECIAÇÃO DOS EDITORES.

6) OS ESTUDOS DESPROVIDOS DE PEÇAS COMPROBATÓRIAS QUE ACUSAREM ILÍCITUDES SERÃO ENCAMINHADOS AO MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL, FEDERAL E/OU ELEITORAL, CONFORME O CASO.

SA X EP ! COMO SERIA O 2 TURNO?

Hobel e Zwiker eram candidatos a prefeito de Trombudo Central, em plena Colônia Alemã de Santa Catarina. Foram fazer o último comício juntos, no mesmo palanque. Zwiquer falou primeiro:
- Eu e Hobel chegamos aqui juntos, abrimos a floresta, casamos, criamos nossos filhos, ajudamos a construir Trombudo Central. Eu e Hobel somos iguais. Mas quem deve ser o prefeito sou eu, porque tenho mais qualidades morais. Hobel tem duas mulheres. Uma aqui em trombudo Central e outra em Rio do Sul.
Hobel foi para o microfone:
- Tudo que Zwiker disse é verdade. Eu e Zwiker chegamos aqui juntos, abrimos floresta, casamos, criamos nossos filhos, ajudamos a construir Trombudo Central. Eu, de fato, tenho duas mulheres. Uma aqui em Trombudo Central e outra em Rio do Sul. A daqui sabe da de lá e a de lá sabe da daqui. Mas eu não acho que Zwiker deva ser o prefeito por ter mais qualidades morais que eu. Eu tenho duas mulheres, é verdade. Mas a mulher de Zwiker tem dois maridos.
Ganhou Hobel.

06/04/2008 - 06:18h A cidade que parou no tempo

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Atrasos no trânsito cada vez mais engarrafado geram prejuízo de até R$ 12 bi por ano

Cláudio Motta e Fernanda Pontes - O Globo

Parado num engarrafamento, onde só os minutos passam correndo, o carioca não perde apenas tempo. De acordo com estudo feito pelo professor de engenhariade transportes da Coppe/UFRJ Ronaldo Balassiano, as horas de trabalho desperdiçadas no trânsito das principais vias da cidade, seja ao volante do próprio carro ou dentro dos ônibus, geram um prejuízo que pode chegar a R$ 12 bilhões por ano, o equivalente a 10% do PIB da cidade.

O cálculo considera o valor médio da hora trabalhada e os gastos a mais com combustíveis.

— São valores conservadores, calculados a partir de dados do Plano Diretor de Transporte Urbano (PDTU), que revelam o desperdício de dinheiro e a falta de planejamento.

Precisamos de um gerenciamento da mobilidade, incentivando o transporte público e o uso racional do carro. Para tanto, precisamos de corredores exclusivos para ônibus, melhorar trens e promover integrações — diz Balassiano.

Última grande obra viária foi em 1997

Para quem se desloca de carro, basta perder 15 minutos no trajeto entre a casa e o trabalho e outros 15 na volta para que o prejuízo seja de R$ 2 bilhões por ano, calcula o professor de finanças da Faculdade de Economia do Ibmec, Luiz Ozório.

— Cada um pode calcular seu próprio prejuízo. Basta multiplicar o tempo perdido em engarrafamentos pelo valor da hora de trabalho.

Isso poderá ajudar nos planejamentos familiares. Pode valer mais a pena morar perto do trabalho por causa da economia com o transporte — afirma Ozório.

O especialista usou dados sobre o fluxo de veículos nas principais vias do Rio para estimar que, em apenas um dia, 800 mil carros perdem pelo menos 30 minutos por causa da velocidade reduzida: — As pessoas poderiam estar trabalhando, mas perdem isso no trânsito, valor que tem grande impacto na economia. Há ainda outros custos adicionais que poderiam ser considerados, como combustível e componentes dos veículos, além de valores subjetivos como a diminuição da qualidade de vida.

Duas horas em marcha lenta do início da Barra até o Leblon, um trajeto de apenas 12km. Apesar da proximidade entre os bairros, o guia turístico Ricardo Sombra permaneceu a maior parte do tempo parado, das 18h30m às 20h30m, ao voltar do trabalho para casa de carro na penúltima quinta-feira.

Ricardo é um dos 25 mil novos motoristas que passaram a trafegar diariamente na Autoestrada Lagoa-Barra nos últimos dez anos. Dados da Coordenadoria de Vias Especiais (CVE) da CET-Rio mostram que a auto-estrada recebe hoje 26% veículos a mais, em relação a 1998. No mesmo período, a Linha Amarela passou a receber 200 mil carros a mais por dia: um aumento de 133%.

Engarrafado, o carioca se vê diante de uma encruzilhada.

De um lado, há mais carros nas ruas. De acordo com o Detran, todo ano entram em circulação mais 189 mil veículos no estado. Média que deverá ser superada no fim de 2008, quando 200 mil novos veículos ganharão as ruas.

Por outro lado, faltam investimentos em transporte público de massa. Foram inauguradas apenas quatro estações de metrô desde 1998.

As alternativas viárias também são praticamente as mesmas em dez anos. A última grande obra foi a Linha Amarela, em 1997. Mas quantidade de veículos nas ruas vem aumentando assustadoramente. Prova disso é que, no Túnel Rebouças, a média diária de carros passou de 170 mil para 195 mil, um crescimento de 14,7%. No Túnel Santa Bárbara, o aumento foi ainda maior: de 75 mil para 95 mil — 26,7%. Já na Avenida Brasil, foram 50 mil veículos a mais diariamente, representando 25% de aumento. O resultado foi a redução da velocidade média nos principais corredores da cidade.

Pelos cálculos do engenheiro Fernando Mac Dowell, especialista em transportes, a velocidade média do Túnel Zuzu Angel sofreu uma das maiores reduções no Rio: 79%. Dez anos atrás era de 89km/h, entre 7h e 8h, hoje é de 18km/h. Na Avenida Borges de Medeiros, na Lagoa, caiu de 14km/h para 8km/h: uma redução de 42%.

— Desde que fui morar no Leblon, passei a enfrentar uma hora de engarrafamento para ir e outra para voltar do trabalho na Barra. Na quinta-feira da semana passada, sem qualquer problema aparente, levei duas horas entre a Avenida Armando Lombardi e a Avenida Ataulfo de Paiva — disse Sombra.

Por semana, o guia turístico perde, em média, dez horas no trânsito. São 480 horas por ano. Em outras palavras, Sombra passa 20 dias por ano engarrafado.

Não é apenas o número de carros nas ruas que cresceu nos últimos dez anos. De acordo com Otacílio Monteiro, presidente do Rio Ônibus, a frota aumentou 30% no período, de seis mil para 7.800 coletivos. Embora ocupem mais espaço nas ruas, os ônibus transportam cada vez menos passageiros. A média mensal de usuários caiu, em dez anos, de 110 milhões para 85 milhões, uma redução de 22,7%. Para aumentar a eficiência do serviço, empresários do setor são favoráveis à criação de faixas exclusivas.

— O trânsito é o maior problema enfrentado hoje pelos ônibus, que acabam atrasando. Com as faixas exclusivas, as pessoas saberão a hora certa que ele passará no ponto e o tempo exato do percurso — disse Otacílio.

Metrô se expande a passos lentos

Considerado um dos transportes de massa mais eficientes, o metrô não consegue absorver a demanda de passageiros. Sua expansão é lenta.

Nos últimos dez anos, apenas quatro estações foram inauguradas: Pavuna, Cardeal Arcoverde, Siqueira Campos e Cantagalo. O tempo de espera dos passageiros também é alto: quatro minutos e dez segundos na Linha 1 e dez segundos a mais na Linha 2. Além disso, os vagões ficam superlotados nas horas de pico.

— O tempo máximo de espera no metrô não pode passar de quatro minutos. Nos vagões, os passageiros se apertam, ficando até seis pessoas por metro quadrado, quando o tolerado é até quatro — afirma Mac Dowell.

Hoje o metrô transporta 550 mil pessoas por dia útil. O diretor de relações institucionais do Metrô, Joubert Flores, acena com melhorias e investimentos de R$ 1,15 bilhão: — A gente precisa aumentar a nossa oferta. Com a interligação das linhas 1 e 2 e aumentando a frota em 63%, com mais 114 carros, poderemos dobrar a nossa capacidade até 2010. O intervalo cairá para dois minutos entre Botafogo e a Central.

Apesar de terem surgido como solução de transporte alternativo, vans e Kombis aumentaram o problema do sistema viário da cidade.

Há dez anos rodavam na cidade seis mil veículos ilegais; hoje são mais de 20 mil, entre as 5.800 legalizadas e outras 15 mil piratas.

— Não adianta. Somente a fiscalização rigorosa reduzirá o grande número de piratas que circulam nas ruas. A solução para o problema do trânsito é a ampliação do metrô, principalmente na Zona Oeste, onde há a maior concentração de vans ilegais — disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Autônomos em Transportes Alternativos, Guilherme Biserra.

03/04/2008 - 03:37h De Boston a Bahía Blanca, em breve

VALOR

O alerta já foi feito pelo Instituto de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (NIAID). Na página da entidade na Internet, apresenta-se ao país a doença e ensina-se até a pronunciar seu nome em inglês (”Deng-ee”). Antes restrita ao Havaí, a doença está entrando no Texas por meio da fronteira mexicana. Em 2006, foram 104 casos. No ano passado, 488 ocorrências.

Estatisticamente é uma insignificância, mas confirma o vaticínio de epidemiologistas: o aquecimento global do planeta está fazendo o mosquito da dengue expandir-se para as regiões temperadas das Américas. “O que se comenta é que até 2025 teremos casos de dengue de uma faixa de Boston à Bahía Blanca”, afirma Paulo Lotufo, médico que, como diretor do Hospital Universitário de São Paulo, enfrentou o surto epidêmico na cidade no ano passado.

No sentido meridional, foram apenas 49 casos na Argentina no ano passado, mas a doença cresce de maneira exponencial no Paraguai -sem ocorrências até 1998 e com 108,8 episódios por 100 mil habitantes no ano passado. Em todos os países continentais das Américas, a dengue hoje só está completamente ausente do Uruguai e do Canadá.

É a elevação da temperatura, mais que razões de natureza gerencial, o principal vetor para que o mosquito da dengue se alastre pelo mundo. O que se altera, de governo para governo, não é a curva de incidência - crescente na maioria dos países - mas a maneira como se lida com o problema. Para uma doença exótica, da qual os americanos não sabem nem pronunciar o nome e cujo nível de ocorrência é um traço estatístico, já foram reservados no orçamento do ano passado uma verba de US$ 33 milhões para pesquisas. No Brasil, há uma guerra de transferência de responsabilidades.

Dos cinco maiores registros anuais de dengue no Brasil no período entre 1997 e 2006, três foram em anos eleitorais: 1998, 2002 - ocasião em que o país teve 454,8 casos por 100 mil habitantes, um recorde histórico - e 2006. Do ponto de vista médico, não há razão para crer que a dengue siga um ciclo epidêmico quadrienal e partiu do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, a afirmação de que não estamos diante de uma coincidência. “Todos os anos quando há disputa eleitoral nos municípios, a guerra contra a dengue perde. Desmobilizam-se programas, demitem-se servidores e faz-se politicagem com uma coisa tão grave”, afirmou Temporão a jornalistas ontem, em uma declaração perigosa.

Impacto eleitoral da dengue é pequeno

O Brasil já registrara mais de mil casos por dia no verão de 2007, ano em que o ministério destinou R$ 68 milhões do orçamento para o programa “Vigilância e Controle da Malária e da Dengue”, sendo que deste total apenas 39% foram pagos, segundo a ONG Contas Abertas.

A execução do Ministério da Saúde também ficou abaixo da média do governo federal em outros programas que poderiam atuar sobre o problema, como o de atenção à Saúde em situações de urgência e emergência, para o qual foram consignados R$ 314 milhões e pagos R$ 91 milhões, uma execução de 29%. No combate à infecção, Brasília passou o bastão para os Estados e municípios, que receberam R$ 821,5 milhões em transferências para ações de vigilância. Agora os responsabiliza pelo desastroso resultado.

A descentralização faz com que Temporão não pague a conta política da epidemia, como José Serra não a pagou quando concorreu a presidente nas eleições de 2002, com 150 mil casos de dengue apenas no Rio. A fatura é enviada para os prefeitos e governadores. Há seis anos, o Rio não é mais o Estado campeão de dengue no Brasil em termos proporcionais, mas o desgaste da prefeitura da capital é grande porque o município não resolve as distorções de seu sistema de Saúde desde a reunificação do Estado em 1975: a cidade conta com uma grande estrutura hospitalar e uma frágil rede de atenção básica.

O sucateamento desta rede e a disputa política entre o Planalto e o prefeito Cesar Maia provocou uma polêmica intervenção federal nos hospitais cariocas em 2005. O ato foi suspenso, por ser inconstitucional, pelo Supremo Tribunal Federal. Mas a crise na Saúde carioca permaneceu e é um dos fatores que marcam uma administração que há muito tempo já perdeu o brilho. Segundo a pesquisa do Datafolha, o percentual de eleitores que considera a gestão de Cesar Maia ruim ou péssima chegou a 43% na semana passada. Mas já havia pulado de 25% para 31% no ano passado.

Para a sorte do prefeito Cesar Maia, os hospitais superlotados, as camas de campanha do Exército e as mortes que se sucedem afundam sua popularidade muito longe do momento eleitoral. O ciclo da doença faz com que a maior parte dos casos ocorram de janeiro a abril, instante em que nem o quadro de candidatos está completamente definido. A candidatura que apóia, da deputada Solange Amaral (DEM), distante dos favoritos nas pesquisas de intenção de voto, já carecia de competitividade antes da eclosão da dengue deste ano. A crise do momento só cristaliza sua inviabilidade.

“A Saúde é motivo crônico de desgaste para a Prefeitura do Rio, mas a epidemia de dengue jamais teve qualquer impacto eleitoral e novamente não deverá ter este ano”, aposta o cientista político Marcus Figueiredo, do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj). Figueiredo lembra que nos últimos anos o nível de competição tanto na eleição para o governo estadual quanto no da capital é baixo: para o Palácio das Laranjeiras, Leonel Brizola (1990), Marcello Alencar (1994), Anthony Garotinho (1998), Rosinha (2002) e Sérgio Cabral (2006) confirmaram o favoritismo. Na capital, a exceção foi a eleição de 2000, em que Cesar Maia conseguiu uma vitória apertada e até certo ponto surpreendente sobre o então prefeito Luiz Paulo Conde. É um sinal de que as maiorias políticas se sedimentam no eleitorado de modo relativamente autônomo a episódios conjunturais.

César Felício é repórter de Política

02/04/2008 - 17:31h Capa do JB sobre o DEM Cesar Maia: Prefeito sumiu

Onde esta você, Cesar Maia? pergunta matéria do Jornal do Brasil. Prefeito só por e-mail enquanto a cidade enfrenta a epidemia de dengue.