19/05/2009 - 21:47h Cidade da Música: MP quer devolução de R$ 1 bi e inelegibilidade de Cesar Maia

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MP vai pedir a a devolução de R$ 1,035 bilhão aos cofres públicos pelas irregularidades na Cidade da Música

Isabela Bastos – Portal O Globo

RIO – O Ministério Público Estadual vai pedir a devolução de R$ 1,035 bilhão aos cofres públicos devido às irregularidades constatadas na construção da Cidade da Música. É o valor calculado pelo promotor Gustavo Nogueira, da 3ª Promotoria de Tutela Coletiva, após listar gastos em contratos e aditivos, além da aplicação de multas que atingirá gestores e empreiteiras. A ação por improbidade administrativa será impetrada nesta quarta-feira contra o ex-prefeito Cesar Maia, o ex-secretário municipal de Obras e atual vereador, Eider Dantas, do ex-secretário municipal das Culturas, Ricardo Macieiras, e três ex-diretores da Riourbe. O promotor vai pedir ainda a perda de direitos políticos dos réus por oito anos.
Relembre a polêmica com os gastos na Cidade da Música

Depois de se encontrar nesta terça-feira com o presidente do Tribunal de Contas do Município, Thiers Vianna Montebello, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, afirmou que foi um erro não aproveitar o trabalho já realizado pelo TCM na auditoria da Cidade da Música. Na segunda-feira, o presidente do TCM reclamou que, apesar de ter oficiado ao prefeito, ainda em janeiro, da existência de 37 relatórios de inspeção na Cidade da Música, a prefeitura não teria convidado os técnicos do TCM para o processo de auditoria.

14/05/2009 - 11:00h Um dos principais lideres do DEM será denunciado pelo Ministério Público sob acusação de improbidade administrativa

http://4.bp.blogspot.com/_-Ck2tjEnUOE/SeUTyKq4WLI/AAAAAAAACjw/cibS1fV_UEc/s320/bra1ter+CESAR+MAIA.jpgCesar Maia será denunciado por supostas irregularidades na Cidade da Música, no Rio

FÁBIO GRELLET – FOLHA SP

DA SUCURSAL DO RIO

O ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM) vai ser denunciado pelo Ministério Público sob acusação de improbidade administrativa devido a supostas irregularidades na construção da Cidade da Música, um complexo de salas para concertos e óperas na Barra da Tijuca (zona oeste).
A obra, inacabada, já consumiu R$ 518 milhões e foi interrompida pelo prefeito Eduardo Paes (PMDB) em janeiro. Serão necessários um ano de trabalho e R$ 150 milhões para concluir a obra, de acordo com a atual gestão.
Cesar Maia disse que considera “muito bom” o ato do Ministério Público, “pois os esclarecimentos serão prestados pelas empreiteiras, pela prefeitura, pelas consultorias e pelo ateliê [do arquiteto]“. “O Ministério Público cumpre com seu dever”, afirmou.
Segundo o promotor Gustavo Santana, responsável pela denúncia, Maia não tinha nenhuma ideia sobre o valor da obra quando ela começou.
“O arquiteto que fez o projeto [o francês Christian de Portzamparc] disse que não recebeu nenhuma recomendação sobre o valor da obra. Poderia fazer o projeto que quisesse, desde que respeitasse “padrão de qualidade internacional’”, afirma Santana.
“Os contratos para construir a Cidade da Música foram sendo firmados sem nenhum controle de gastos”, diz Santana, que na semana passada recebeu o relatório parcial da auditoria promovida pela atual administração.
“Antes de iniciar qualquer construção, a administração precisa ter ideia do valor que vai gastar, até para que isso seja previsto no orçamento votado pelo Legislativo”, diz.
Em 2003, quando a obra começou, a prefeitura calculou o gasto em R$ 80 milhões, mas, segundo o promotor, a estimativa, “se realmente ocorreu, não passou de chute”. Além de Maia, diretores da RioUrbe (Empresa Municipal de Urbanização, responsável por fiscalizar a obra) na época da construção também devem ser denunciados.
O Ministério Público investiga outras denúncias, como supostos erros de projeto e superfaturamento dos equipamentos de som. Santana, porém, só tomará novos depoimentos após ler os documentos que já reuniu.
Segundo ele, o arquiteto diz ter visto várias irregularidades, mas nega erros de projeto. “Ele disse que cumpriu sua parte ao relatar os problemas à RioUrbe, pois não tinha poder de interromper a construção”, afirmou o promotor. O arquiteto recebeu cerca de R$ 23 milhões pelo serviço.

06/05/2009 - 13:00h Obra de Cesar Maia (DEM) é capa do Globo: Auditoria revela indicios de fraude na Cidade da Música

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O caro que sai caro

Prefeitura prorroga por mais 120 dias auditoria que investiga Cidade da Música

Luisa Valle e Ana Cláudia Costa – O Globo e Bom Dia Rio

RIO – O Prefeitura do Rio prorrogou por mais 120 dias a auditoria que investiga as obras da Cidade da Música. Em decreto publicado na edição desta quarta-feira do Diário Oficial, o prefeito Eduardo Paes manteve a execução dos contratos da obra suspensos até a conclusão definitiva da auditoria instaurada. O pedido de prorrogação dos trabalhos foi feito num relatório preliminar da auditoria que apontou indícios de irregularidades e fraudes na obra . No documento, os técnicos reclamaram da dificuldade de conseguir informações.

Além de prorrogar o prazo da auditoria, Eduardo Paes anunciou que vai contratar uma auditoria paralela para checar as contas da Cidade da Música. Durante a inauguração de uma estação de tratamento de chorume no aterro sanitário de Gramacho, Paes disse ainda que vai denunciar as irregularidades ao Ministério Público, conforme pede o relatório.

Antes mesmo de tomar posse, o prefeito já havia anunciado que só retomaria as obras da Cidade da Música, paradas desde o fim do mandato de Cesar Maia, quando a auditoria fosse concluída. De acordo com a primeira avaliação apresentada pelos técnicos é que será preciso mais R$150 milhões e um ano de trabalho para a conclusão da Cidade da Música. O vereador Eider Dantas (DEM), ex-secretário de Obras e um dos responsáveis pelo projeto, afirmou que o prazo necessário para a conclusão da obra seria de três meses e não de um ano.

Dantas negou ainda todas as acusações de fraudes e irregularidades apontadas pelo relatório parcial da auditoria. Ele afirmou ainda que a gestão passada depositou dinheiro em caixa para a conclusão da obra.

- Tudo que foi comprado foi adquirido dentro da lei, com licitações públicas. Além disso, com fiscalização do Tribunal de Contas, da Procuradoria e da Controladoria do município do Rio de Janeiro. Para nós, R$ 86 milhões é mais do que suficiente para terminar as obras da Cidade da Música. Qualquer coisa acima disso, eu vou investigar para saber para onde vai esse dinheiro – afirmou Eider Dantas.

A Cidade da Música foi inaugurada ainda inacabada, no fim do ano passado pelo então prefeito Cesar Maia, mesmo após a prefeitura ter gasto R$ 439 milhões. O relatório parcial mostra que em apenas uma amostragem de preços com oito de 776 itens especiais, comprados para a Grande Sala de concertos, a prefeitura teria pagado R$ 1,3 milhão a mais, em relação a valores de mercado.

Nesta quarta-feira, o ex-prefeito Cesar Maia voltou a criticar o relatório parcial feito pela auditoria. Em seu boletim eletrônico, Cesar foi irônico ao falar do relatório, que de acordo com a primeira avaliação será preciso mais R$150 milhões e um ano de trabalho para a conclusão da Cidade da Música.

“Sem precisar de pedido e demonstração das empreiteiras, chegou à conclusão que, para frente, deve-se pagar o dobro da dívida reconhecida anteriormente pela prefeitura. Vale dizer: as empreiteiras não precisaram pedir ou demonstrar nada. É o próprio poder contratante que diz que em vez de 85 milhões de reais, a prefeitura vai pagar 150 milhões de reais. Sem pressão, sem demonstração, sem lenço, nem documento”, escreveu.

Ele voltou a dizer que as conclusões da auditoria inauguram no Rio o que chamou de “novo paraíso das empreiteiras”.

“Em tantos casos anteriores pelo Brasil e mundo afora se chamava de escândalo quando a pressão de uma empreiteira para receber aditivo não tinha sustentação nos fatos. Mas como se chamará agora esta auditoria que se antecipa às empreiteiras e, unilateralmente, se propõe a pagar a mais -suavemente- por iniciativa de quem contrata, 65 milhões de reais? Deem o nome que quiserem. O mercado ontem a noite chamava a decisão de NPE [Novo Paraíso das Empreiteiras]“, concluiu.

Leia também:Cidade da Música vira possível foco de mosquito da dengue Cidade da Música finalmente é inaugurada Aumentam as despesas com a Cidade da Música

16/04/2009 - 10:24h Prefeitura de Rio assume “Minha Casa, Minha Vida” cortando impostos e doando terrenos. E Kassab?

Vocês notaram que desde que o programa habitacional do governo federal foi anunciado nenhum jornal pergunto para Gilberto Kassab como ele será implementado na cidade de São Paulo?

Pois é. Fora uma declaração do responsável da área dizendo que São Paulo não tinha terrenos no centro e não era bom construir na periferia, Kassab está mudo. E ninguém da mídia paulista está aparentemente interessado em perguntar.

Mas a população não está interessada em saber se haverá participação do município no “Minha Casa, Minha Vida”?

A prefeitura assinará os termos do acordo para se beneficiar do plano?

As empresas construtoras não estão interessadas em medidas de desoneração dos impostos municipais? Kassab vai agir?

Aguardando Kassab falar e alguém da mídia perguntar, aqui vai o exemplo do Prefeito Eduardo Paes de Rio de Janeiro. O artigo é do jornal O Globo e pode servir de exemplo para os jornalistas de São Paulo. LF

Clique no artigo do Globo para ampliar

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12/04/2009 - 15:05h Internet sem fio e gratuita: no Rio pode…

Nas favelas de Rio, no morro Santa Marta, na praia de Copacabana e daqui a pouco nas de Ipanema e Leblon. Em São Paulo era proposta insensata, tecnologicamente inviável e financeiramente impossível.  Como o CEU, logo, logo, os demo-tucanos estarão copiando as propostas de Marta Suplicy e as apresentarão como produto “moderno” do gênio gestionário da ave predadora… LF

Revista de domingo do jornal O Globo

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01/04/2009 - 13:02h “Minha casa, Minha Vida” já repercute no Rio de Janeiro

http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/03/casa_propria3.jpg“O lançamento do pacote habitacional do governo federal já impactou o cadastro da secretaria estadual de Habitação do Estado de Rio. De sexta-feira até ontem, o orgão adicionou 5.392 novos nomes à lista de candidatos à casa própria. os interessados se habilitam pessoalmente, por telefone ou via internet. Oito em cada dez ganham menos de três salários mínimos, faixa de renda que terá a maior parceria de subsídios. Ao todo, já são mais de 95 mil cadastrados pela secretaria.” Nota da coluna de Flávia Oliveira, Negócios & cia, do jornal O Globo

Não é estranho que nenhum jornal de São Paulo se interesse em saber a postura e atuação do prefeito Kassab ou da sua secretaria da habitação, em relação ao plano do governo federal “Minha Casa, Minha Vida”? Será que já aderiu ao plano? será que já prepara projeto com a sua participação? a prefeitura está fazendo inscrições? Quando o programa começará a ser implementado na cidade?

Não tenho visto esta problemática em nenhum jornal paulista em relação a principal prefeitura do país. Será que a população de São Paulo não tem interesse no “Minha Casa, Minha Vida”? LF

Leia também Conheça as regras de financiamento do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ e as condições para as inscrições

26/03/2009 - 13:36h “Minha Casa, Minha Vida”: o bom exemplo da prefeitura de Rio

Clique na imagem do jornal O Globo, para ampliar e ler

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19/02/2009 - 15:59h Rio de Janeiro: favela vai ganhar rede sem fio

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Morro Santa Marta, no Rio, terá 16 antenas com sinal de internet via rádio

Alexandre Rodrigues – O Estado SP

Logo depois do carnaval começa a funcionar no Morro Santa Marta, em Botafogo, na zona sul do Rio, o primeiro sistema de banda larga sem fio em uma favela. Já em fase de testes, as 16 antenas que começaram a ser instaladas na comunidade no início de fevereiro darão acesso gratuito aos quase 10 mil moradores com a mesma tecnologia do programa Orla Digital, iniciado no ano passado na Praia de Copacabana, também na zona sul. Há seis meses, cariocas podem navegar no calçadão com um laptop.

O mesmo vai acontecer no Santa Marta, alvo de uma série de ações públicas complementares à ocupação policial que afugentou o tráfico de drogas. A chegada da polícia acabou também com as redes clandestinas de TV a cabo e internet, desconectando a maioria dos moradores. Apesar da pobreza, boa parte das casas nas favelas do Rio tem computador e os jovens enchem todos os dias lan houses improvisadas. Com o sinal de internet transmitido pelo rádio, moradores do Santa Marta poderão usar a rede sem pagar provedores.

“Aqui é uma comunidade de elite, muita gente tem computador. O pessoal compra parcelado. Eu mesmo e vários aqui só lemos jornal pela internet”, conta Nanderson Ribeiro, de 24 anos, monitor do posto de internet gratuita de um centro estadual no pé do morro. Na expectativa da rede sem fio, Vandessa Ellen, de 17 anos, mantém o perfil num site de relacionamentos atualizado no posto. “Tenho computador em casa, mas, como não tem cabo, tenho de vir aqui. Não sei ainda como vai funcionar, mas vou dar um jeito para captar o sinal.”

Segundo o secretário especial de Ciência e Tecnologia do Rio, Rubens Andrade, entre os 40% de cariocas que têm computador em casa, só 34% estão conectados. “Muitas vezes, as pessoas conseguem comprar um computador mas não têm condição de pagar o preço de mercado das operadoras. Acredito que o programa incentivará ainda mais o uso da internet”, disse o secretário. Segundo ele, cursos de inclusão digital serão oferecidos em pontos públicos de acesso a computadores, como um ônibus que vira sala de aula numa praça. “Nosso outro desafio é qualificar o uso, orientar conteúdos”, afirmou.

INVESTIMENTO

Em parceira com a prefeitura, o governo do Estado do Rio investiu R$ 490 mil no projeto que distribui o sinal de internet via rádio. Alguns equipamentos que constituem os 16 módulos de antenas nas regiões da favela foram reaproveitados do sistema de comunicação da Polícia Militar nos Jogos Pan-Americanos de 2007. Com a dificuldade de encontrar postes no emaranhado de becos e casas da comunidade, moradores cederam paredes e lajes para a instalação das antenas.

“Diferentemente de Copacabana, dessa vez tivemos uma interação forte com a comunidade, que ficou entusiasmada com a ideia”, contou Júlio Lagun Filho, subsecretário estadual de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Segundo ele, a ideia é expandir o projeto na orla e em áreas carentes simultaneamente. Leblon, Ipanema, Cidade de Deus e Rocinha são as próximas da lista. Ainda neste ano também serão criados 15 corredores wireless na Baixada Fluminense.

02/01/2009 - 11:29h Rio: Paes anuncia corte de R$ 1,5 bi e suspende obras da Cidade da Música

 

Leo Pinheiro / Valor RJ

Paes comenta ausência de antecessor na transmissão do cargo: “Lamento. Foi decisão dele e não há nada que possa fazer”

Chico Santos e Francisco Góes, do Rio – VALOR

O novo prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), assumiu ontem cumprindo a promessa de tomar medidas duras para adaptar as finanças do município à situação de crise econômica vivida pelo Brasil e o mundo. Ele disse que pretende economizar R$ 1,5 bilhão com medidas que vão da redução de 30% na remuneração de cargos em comissão e gratificações especiais, corte de 20% nas despesas de custeio, controle de restos a pagar e até suspensão, para fazer auditorias, de contratos em andamento. Paes decretou a paralisação da principal obra do final da gestão do seu antecessor, César Maia (DEM), a Cidade da Música, com custo próximo a R$ 500 milhões.

“São todas medidas que buscam organizar a cidade, organizar as finanças públicas. Nós vivemos um período delicado, não tivemos, infelizmente, acesso ao fluxo de caixa da prefeitura (durante a transição) e não sabemos a situação que vai ser encontrada”, justificou o prefeito na tumultuada primeira entrevista do seu mandato, concedida na frente da Câmara de Vereadores, na Cinelândia, no centro, onde foi empossado às 12h45 de ontem. Antes dele os 51 vereadores do Rio tomaram posse.

Apesar de anunciar medidas que revelam desconfiança em relação ao governo do seu ex-padrinho político (ele começou nos anos 1990 como subprefeito de Maia), Paes evitou atacar o antecessor. “Não acho que seja má fé”, disse ao comentar suas suspeitas de excessos nos gastos da Cidade da Música, uma construção gigantesca na Barra da Tijuca (zona Oeste). “Quero dizer o seguinte: eu quero olhar para a frente. Não vamos perder tempo fazendo comentários sobre o passado. O que aconteceu no passado a população já julgou”, disse.

O tom conciliador não impediu que o prefeito repetisse que a proposta orçamentária de R$ 12 bilhões para 2009, enviada por Maia à Câmara de Vereadores, é “quase uma peça de ficção, com receitas superestimadas e despesas subestimadas”. O secretário-chefe da Casa Civil, Pedro Paulo Carvalho Teixeira, disse que R$ 1,3 bilhão, cerca de 10% do orçamento total, serão bloqueados até que a administração tenha uma exata noção dos números.

Ele afirmou ainda que todos os investimentos serão congelados em um primeiro momento. A secretária da Fazenda, Eduarda La Rocque, deu a entender, porém, que o valor do orçamento a ser bloqueado ainda precisará ser melhor discutido. As medidas de austeridade que povoaram a edição de ontem do Diário Oficial do município teriam o objetivo de trazer as contas para a realidade. “À medida que o ano for caminhando, os impostos forem sendo pagos, a gente vai observar o caixa da prefeitura e pode ir afrouxando. Neste primeiro momento, precisamos apertar os cintos”, disse Paes.

À tarde, no Palácio da Cidade, sede da prefeitura, em Botafogo (zona Sul), onde deu posse aos secretários, Paes foi lacônico ao comentar a ausência de Maia na cerimônia: “Eu só lamento. Foi decisão dele e não há nada que eu possa fazer”, afirmou. No discurso de posse, Paes fez uma crítica indireta ao seu antecessor sem mencioná-lo nominalmente: “Herdamos hoje (ontem) a cidade que ainda é a mais maravilhosa do Brasil, mas que está enfraquecida pela desigualdade crescente, por serviços públicos ineficientes e por um poder público distante das pessoas”, alfinetou.

Entre as autoridades presentes ao Palácio da Cidade, que permaneceu lotado durante toda a cerimônia, estiveram os ministros Carlos Minc, do Meio Ambiente, José Temporão, da Saúde, e Orlando Silva, dos Esportes. Os ministros Marco Aurélio Mello e Carlos Alberto Direito, do Supremo Tribunal Federal (STF), também compareceram. Antes de os secretários serem empossados, houve um ato ecumênico coordenado pelo cardeal arcebispo do Rio, Dom Eusébio Oscar Sheid.

No discurso, Paes não economizou elogios ao governador Sérgio Cabral (PMDB), presente ao evento. Eleito com o apoio maciço de Cabral, que, por sua vez, vive quase um idílio político com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Paes confia na sintonia entre as três instâncias de governo para fazer uma boa gestão, mesmo assumindo em um momento de dificuldades econômico-financeiras.

No âmbito do legislativo municipal, os sinais de ontem foram de que ele não enfrentará problemas. Mesmo o DEM, partido de Maia, tendo oito cadeiras, contra seis do PMDB, o vereador peemedebista Jorge Felippe foi eleito presidente da casa por unanimidade. Um dos decretos de Paes estabelece que a quitação dos restos a pagar recebidos por sua gestão só será feita após autorização de um órgão especialmente criado ontem, a Comissão de Programação Financeira e Gestão Fiscal.

No caso da Cidade da Música, foi dado um prazo de 120 dias para auditar os contratos. A obra será paralisada, mas o prefeito afirmou que ela será retomada e concluída assim que os números forem elucidados. Entre os decretos, há também o cumprimento de promessas de campanha como o fim da aprovação automática na rede municipal de ensino.

19/12/2008 - 10:30h Paes pode ter que desembolsar mais R$ 80 milhões só para concluir projeto da Cidade da Música

Herança

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Edição de Hoje do Jornal O Globo

 O Globo

 

Corpo de Bombeiros faz inspeção na Cidade da Música. A inauguração foi adiada. Foto : Marcelo Piu / Agência O GloboRIO – O prefeito eleito, Eduardo Paes, disse nesta quinta-feira que fará uma auditoria nas contas da Cidade da Música para saber o verdadeiro custo do complexo cultural, que já está em R$ 518,6 milhões. O futuro secretário municipal de Obras, Luiz Guaraná, disse ter ouvido do atual ocupante do cargo, Rodrigo Dantas, que a conta pode chegar a R$ 600 milhões porque serão necessárias obras de complementação do projeto, como informa reportagem publicada nesta sexta-feira pelo jornal O Globo (acesso à íntegra somente para assinantes).

Guaraná disse que a estimativa de Dantas foi feita numa reunião na terça-feira. Na segunda-feira, Dantas dissera que a conta da Cidade da Música estaria fechada em R$ 518,6 milhões. E que ficariam para o novo governo apenas R$ 34 milhões em restos a pagar dos contratos já existentes. Nesse cálculo não estão incluídas as despesas de implantação de cinemas, restaurantes e estacionamentos. O futuro secretário de Obras disse ainda ter obtido informações de técnicos da prefeitura de que seriam necessários mais seis meses de obras para concluir o complexo. Mas o prazo também corre o risco de não ser cumprido. Tudo vai depender da situação financeira da prefeitura.

- Ninguém quer deixar a Cidade da Música sem terminar. Mas, se não tiver dinheiro, considerando que 2009 será um ano de crise, e diante das obras mais prioritárias, como conservação da cidade e limpeza de galerias de águas pluviais, ela corre o risco, sim, de parar. Mas seria uma barbaridade gastar mais de R$ 500 milhões e depois largar o esqueleto. Ela será terminada – disse Guaraná.

Obras para inauguração da Cidade da Música Jornalista Roberto Marinho, na Barra da Tijuca. Foto: Michel FilhoNo fim da tarde desta quinta-feira, o prefeito Cesar Maia adiou a inauguração da Cidade da Música , prevista para a noite desta quinta, como informou em primeira mão o Blog do Gilson Monteiro. De acordo com a rádio CBN, o Corpo de Bombeiros não liberou a realização do evento com público no local, depois de fazer nova vistoria na tarde desta quinta-feira.

Segundo o coronel Roni Alberto de Azevedo, diretor do Departamento Geral de Diversões Públicas da corporação, a equipe técnica constatou que não foram sanados os problemas identificados na vistoria da véspera. Faltavam itens de segurança como tubulações, hidrantes e caixas para guardar as mangueiras de combate a incêndio, além de equipamentos para bombear a água até as mangueiras. A sinalização para orientar o público é deficiente e ainda não haviam sido instaladas portas antipânico nas duas saídas de emergência da principal sala de concertos.

Diante do resultado da inspeção, o secretário municipal das Culturas, Ricardo Macieira, se reunirá na manhã desta sexta-feira com outros integrantes da prefeitura para tentar elaborar um novo cronograma. Um dos objetivos é determinar se ainda será possível realizar oito concertos até o fim do mês, como estavam programados.

Em nota oficial, o prefeito Cesar Maia admitiu que o erro partiu da prefeitura por não ter pedido a licença dos bombeiros a tempo. A dois dias da inauguração da Cidade da Música os bombeiros não haviam sido acionados para avaliar as condições de segurança.

“O Corpo de Bombeiros agiu tecnicamente e com inteiro profissionalismo. Todas as exigências da lei estão sendo cumpridas. Cumprimento o Corpo de Bombeiros por sua ação. Se tivéssemos pedido licença uma semana atrás, já teríamos cumprido as exigências. Os erros, portanto, foram nossos. Alguns dos nossos não leram a Primeira Lei de Murphy. Irão ler daqui para a frente”, diz a nota de Cesar. (A Lei de Murphy apregoa: “Se alguma coisa pode dar errado, dará, e da pior maneira, no pior momento e do modo que cause o maior dano possível”).

Na manhã desta quinta, o presidente do Riocentro (órgão que administra a Cidade da Música) e vereador eleito Eider Dantas chegou a afirmar que a Cidade da Música seria liberada para a realização do evento de inauguração , marcada para a noite desta quinta-feira, às 21h

Dantas garantiu que todas as exigências do Corpo de Bombeiros do Rio, que na tarde da quarta-feira proibiu o evento , seriam cumpridas ainda durante a tarde desta quinta.


Para o evento, eram esperados cerca de 1.300 convidados para assistir a uma apresentação da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), com atrações como a soprano Livia Agh, o tenor Richard Decker e a mezzo-soprano Luiza Francesconi. O prédio precisaria de um sistema de tubulações, hidrantes e caixas onde são guardadas as mangueiras que ainda não terminou de ser instalado. Segundo o Corpo de Bombeiros, nem mesmo os equipamentos para bombear água até as mangueiras terminaram de ser instalados.

08/12/2008 - 12:30h Rio: “Finanças da prefeitura obrigarão a um decretão de ajuste fiscal”

 

Leo Pinheiro / Valor

Eduardo Paes sobre sua futura administração: “Não será um governo, no primeiro ano, de grandes obras”

Do Rio – VALOR


Valor: O prefeito Cesar Maia acha que o 2º turno da disputa entre o senhor e o deputado federal Fernando Gabeira (PV) foi no campo maísta, de seus ex-aliados, e que isso o cacifa para 2010. Como o senhor vê esse raciocínio?

Eduardo Paes: Já dizia minha avó que pretensão e água benta cada um serve quanto quer. Ele é político, tem três mandatos de prefeito, dois de deputado federal e todo o direito de pretender o que quiser. O que eu vi muito no 2º turno foi uma candidatura claramente posicionada contra o Cesar Maia, que era a minha, e outra que, apesar de ter o apoio (do prefeito), o escondia. Então, eu não diria que era do campo maísta. Os dois candidatos, na verdade, negavam a possibilidade de parceria com ele.

Valor: Pelo que já levantou como o senhor encontrará a Prefeitura?

Paes: Muito mal. São dados nos quais nos aprofundamos, mas vamos receber a prefeitura muito mal, a capacidade de investimento praticamente zerada, um orçamento superestimado, transformado em peça de ficção. Não tivemos acesso ao caixa, mas sabemos que existe um déficit operacional.

Valor: Então, o primeiro ano da gestão do senhor será um período de ajustes, de aperto?

Paes: Está cada vez mais claro que teremos que tomar medidas para conter despesas e, de alguma forma, aumentar receitas. Já nos primeiros dias de governo, devemos ter um decretão de ajuste fiscal-orçamentário para que possamos governar com tranqüilidade, sem que isso signifique, necessariamente, prejuízo aos serviços públicos. Ao contrário. Agora, vamos ter que priorizá-los, mas não será um governo, no primeiro ano, de grandes obras.

Valor: O senhor está trabalhando com expectativa de quebra de receita em decorrência da crise?

Paes: A prefeitura usa os mesmos parâmetros do governo federal para a definição do seu orçamento: inflação, taxa de crescimento etc. O orçamento já havia sido enviado à Câmara e não foram feitos ajustes. São R$ 12 bilhões, mas com uma grande margem de remanejamento. Vamos trabalhar para aumentar a receita sem aumentar a carga tributária.

Valor: O senhor vai reduzir pessoal?

Paes: Cargos em comissão. A prefeitura não tem uma máquina inchada. O Cesar (Maia) não perdeu completamente o controle disso. Agora, a gente quer trabalhar com metas de desempenho, queremos mandar o orçamento de 2009 já com metas, e vamos introduzir elementos de meritocracia.

Valor: Como harmonizar esse discurso de ênfase na gestão com o caráter político da administração pública? O senhor está formando uma equipe com pessoas de vários partidos…

Paes: Se você olhar, sem preconceito, a composição do meu governo, verá que é essencialmente técnico, embora tenha política. Acabei de designar uma técnica para a Fazenda, eleitora, inclusive, do meu adversário (a economista Eduarda La Rocque). Na Casa Civil coloquei um deputado federal (Pedro Paulo) que também é do PSDB, mas da minha cotíssima pessoal, não é negociação política. Então, nas funções essenciais, temos quadros essencialmente técnicos. E em algumas áreas, há quadros políticos, como é o caso da competente deputada federal Jandira Feghali (PSDB), na Cultura. Você tem quadros políticos sim, mas na gestão, todos são essencialmente técnicos. Acho até que exagerei no técnico.

Valor: Sua eleição fortalece a candidatura própria do PMDB para a Presidência em 2010?

Paes: Em primeiro lugar, o grande vitorioso aqui foi o governador Sérgio Cabral. Ele saiu fortalecido como personagem político do PMDB nacional.

Valor: O senhor acha que ele é um potencial candidato à Presidência?

Paes: Não estou dizendo isso. Nem acho que deva ser. O projeto dele, na minha opinião, é ser candidato à reeleição. Depois, se fizer um bom governo, pode pensar em tudo que quiser. Mas acho que ele sai fortalecido nessa coisa interna do PMDB nacional. E que o partido se fortalece, a partir de vitórias como a do Rio. O encaminhamento que imaginamos é uma aliança com o presidente, com o PT.

Valor: O senhor acha então que o partido não deve ter candidato próprio?

Paes: O ideal é que a gente permaneça em um projeto político único. É uma aliança de muito sucesso. Mas isso o tempo dirá, não quero me aventurar muito na política nacional.

Valor: O nome que neste momento o PT está colocando…

Paes: É a candidata do presidente Lula, do Sérgio Cabral e do Eduardo Paes, (a ministra) Dilma Rousseff. Nós vamos defender dentro do PMDB.

Valor: Nessas obras do PAC ela é fundamental para o Rio…

Paes: Não é por isso. Acho que o presidente pautou o nome dela para sua sucessão e acho que é um quadro muito competente.

Valor: O 2º turno da eleição do Rio não foi um lado apoiado pelo governador e outro, que votou no Gabeira, reagindo ao Cabral?

Paes: Não, acho que foi uma adesão ao Gabeira. Acho que ele foi muito competente em transmitir essa coisa da negação da política, embora seja político desde o tempo que eu não tinha título de eleitor. Eu faço o contrário, faço questão de dizer que sou político e que acredito no poder de transformação da política. Comecei na política aos 22 anos sem ser filho de político. Optei pela política.

Valor: Na sua visão, o que deve ser feito para resgatar a confiança da população nos políticos?

Paes: Acho que é trabalhar direito e prestar o serviço. Ao mesmo tempo, isso (o discurso da rejeição) é coisa até certo ponto festiva. Se você for pedir para a pessoa organizar seu raciocínio, sobre a razão pela qual está pensando daquela maneira, ela não consegue concatenar. Mas, enfim, houve essa coisa aí… pelo jeito, não chegou a ser uma onda. Perdeu! Foi difícil, porque o Gabeira, além de ser uma pessoa que eu adoro e respeito, faz o tipo frágil. E brigar com uma pessoa que faz o tipo frágil é duro! Eu gosto de uma boa briga política.

Valor: O Lula que o diga…

Paes: Não tenho nenhum tipo de restrição aos embates que travei na política. Há horas que se adjetiva demais. Foi a correção de rumo que fiz na campanha em relação à agressão ao filho do Lula. Agora, os mensaleiros, tirando a adjetivação, está tudo comprovado no relatório que escrevi.

(HM e CS)

06/12/2008 - 11:00h Paes quer alugar hotéis para população de rua

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O Globo

RIO – O prefeito eleito Eduardo Paes disse nesta sexta-feira que pretende alugar pequenos hotéis populares para transformá-los em abrigos para a população de rua. A medida foi anunciada nesta sexta, no Hotel Windsor Barra, ao final do primeiro dia de uma série de encontros que ele terá, até domingo, com futuros secretários municipais. Segundo Paes, Fernando Willian, que ficará à frente da pasta de Assistência Social (Smas), ficou encarregado de mapear pequenos hotéis e outros imóveis desocupados que possam ser adaptados para virarem abrigos. Esses espaços seriam usados dentro de um plano emergencial de recolhimento dos moradores de rua a ser executado nos primeiros cem dias de governo.

Paes considera o número atual de abrigos – segundo a secretaria são 61 unidades, sendo 38 próprias e as demais conveniadas, num total de duas mil vagas – insuficiente para receber a demanda da população de rua do Rio. Segundo reportagem do GLOBO, publicada em novembro, uma pesquisa da Smas mostra que havia, naquele mês, 1.906 pessoas morando nas ruas do Rio, sendo que 52% deles informaram ser de outras cidades.

Também nesta sexta, Paes definiu com a futura secretária de Educação, Cláudia Costim, como se dará a revogação do decreto de Cesar Maia que criou a aprovação automática nas escolas. Paes disse que o segundo e terceiro ciclos serão extintos e as turmas do primeiro ciclo (as antigas alfabetização e 1 e 2 séries) receberão reforço de professores.

Leia a íntegra desta reportagem em O Globo Digital (somente para assinantes)

20/11/2008 - 10:00h Prefeitura RJ: lei cria cota racial para cargos de confiança


Medida valerá nos órgãos da prefeitura, que destinarão 20% das vagas para os negros

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Eduardo Maia – O Globo

O sistema de cotas raciais chegou aos cargos de confiança dos órgãos da administração direta e indireta do Rio. A Câmara Municipal derrubou anteontem o veto do prefeito Cesar Maia ao Projeto de Lei 1.268/2007, que determina que 20% das vagas dos cargos comissionados em todos os órgãos da prefeitura sejam destinados a afro-descendentes.

O texto especifica que 10% das vagas sejam para negros e 10% para negras.

A lei entra em vigor imediatamente após sua publicação na Casa. Segundo o autor, o vereador Roberto Monteiro (PCdoB), a lei vale para todas as esferas dos poderes Executivo e Legislativo municipais. Os órgãos que ainda não tiverem esses percentuais mínimos deverão se adequar.

— O veto foi derrubado dois dias antes da comemoração da Consciência Negra. Acho que é uma oportunidade de incluirmos os negros nos níveis mais altos da sociedade, o que ainda não aconteceu totalmente 120 anos após a abolição da escravidão no Brasil.

Não estamos falando de concursados e sim de pessoas capacitadas para cargos de confiança.

Não é tão difícil encontrar negros capacitados para exercerem essas atividades por aí — disse o vereador.

Cesar: questão será decidida pelo futuro prefeito A lei vale ainda para empresas que participam de disputas de contratos para prestação de serviço com o Município.

— A partir da publicação da lei, todas os contratos de licitação da administração municipal deverão exigir essa cota mínima. A empresa que não cumprir, inclusive entre o contingente de funcionários destinados a trabalhar nesses serviços contratados, estará fora da lei — acrescentou Roberto.

Cesar já afirmou que a prefeitura pode recorrer da decisão na Justiça, mas que deixará a questão para ser decidida pela próxima administração municipal.

Em viagem de férias com a família à Europa, o prefeito eleito Eduardo Paes não se pronunciou sobre a nova lei.

16/11/2008 - 10:56h Ela quer seu voto……de confiança

Nomeada para a Secretaria de Cultura, Jandira Feghali faz planos e reuniões políticas

ENTREVISTA Jandira Feghali

Nas pouco menos de 24 horas que leitores do GLOBO na internet tiveram para enviar perguntas à nova secretária de Cultura do Rio, Jandira Feghali, surgiram cerca de 200. A imensa maioria questionava suas credenciais para a pasta, já que ela é mais conhecida como médica e política atuante na área de saúde. Nesta entrevista, ela defendeu sua experiência no campo da cultura, disse o que a levou a assumir o cargo na prefeitura e adiantou alguns planos, como a criação de um departamento só para divulgar a cultura carioca no exterior e atrair negócios. Falou também sobre teatros, lonas culturais, Riofilme, incremento orçamentário e outros temas, em uma hora e 20 minutos de sabatina, em seu escritório.

Eduardo Fradkin – O GLOBO

http://www.revistafator.com.br/imagens/fotos/jandira_feghali

Qual a sua característica que a habilitou ao cargo de secretária municipal de Cultura, já que a senhora é médica? [Pergunta do leitor Haroldo Barreiros, por e-mail]

JANDIRA FEGHALI: Eu fui deputada estadual, foi meu primeiro mandato, e, quando o Collor acabou com a Embrafilme e com a Lei Sarney, a primeira lei de incentivo do ICMS do Brasil foi minha. Depois, foi copiada no Brasil inteiro. Quando cheguei ao Congresso, meu primeiro projeto não foi na saúde, mas na regionalização da programação cultural artística e jornalística, para colocar a produção independente na TV aberta. Eu fui vice-presidente da Frente de Defesa da Cultura e da Diversidade Cultural, uma comissão mista de Senado e Câmara, fui vice-presidente da Comissão de Direito Autoral, que deu nesta lei de direito autoral que existe hoje e não é perfeita, mas é um avanço em relação às outras. Tenho um projeto de aposentadoria especial para bailarinos, cantores líricos e músicos de orquestra. Ninguém pode dançar 30 anos. No mundo inteiro são 20 anos. Parece que eu caí de pára-quedas aqui só para ter um cargo, e isso não existe na minha história. Fui secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia em Niterói e o que deixei lá? Um centro de audiovisual.

O GLOBO: Muitos de seus eleitores se surpreenderam com sua decisão de participar da gestão Eduardo Paes.

JANDIRA: Eu construí uma linha de trabalho dentro da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Estou cedida à universidade para um trabalho de formulação e pesquisa na área de saúde. Tinha tomado a decisão de não participar do governo. Queria ficar quieta um pouco. Mas ele convidou o partido para o governo e ofereceu esta secretaria. Pela abrangência e pelo peso estratégico que ela tem, eu tive que assumir. Mas não havia nada acertado antes.

Qual será sua primeira ação como secretária?
JANDIRA: Criar o segundo tempo da cultura nas escolas. Vamos fazer a integração entre cultura e educação, a inserção de atividades culturais para ampliar o tempo de permanência nas escolas, e, para isso, vamos adaptar a tecnologia à cultura. Por exemplo, a biblioteca vai virar mediateca. Será uma ação da Secretaria de Cultura junto com a de Educação, e a verba virá das duas, até porque a Educação é a prima rica.

A senhora conseguiu do prefeito o compromisso de aumentar a verba para a Cultura?
JANDIRA: O prefeito se comprometeu com isso, porque, sem orçamento, é difícil ampliar equipamentos culturais para o resto da cidade. Hoje, o orçamento é de R$ 78 milhões, o que não representa nem 1% do total da prefeitura. Queremos chegar a pelo menos 3%, que é uma meta bastante viável. O prefeito se comprometeu a dar um grande incremento orçamentário, mas o valor não pode ser determinado ainda. O orçamento de 2009 ainda não foi aprovado na Câmara. Entretanto, não vamos nos limitar ao dinheiro do orçamento municipal. Em dois dias, sensibilizei 16 deputados da bancada do Rio e um senador, e conseguimos R$ 8 milhões em emendas parlamentares do orçamento federal, para 2009. Foi um esforço que fiz em dois dias, falando com um a um ao telefone.

Como será usado o dinheiro dessas emendas?
JANDIRA: Uma delas é para pontos do pólo digital, que são cinemas para serem feitos como cineclubes ou em outros formatos. Botamos R$ 1 milhão nisso. Cada pólo custa R$ 15 mil, então imagine quantos podemos fazer. Quase R$ 2 milhões são para pontos de cultura, que é uma coisa diversificada. Lona cultural é um ponto de cultura, por exemplo. Casa de poesia também é. Pode-se colocar pontos de cultura em associação de moradores, em teatros, em clubes, em fundações de capacitação profissional. Há uma emenda para pontos de leitura, para estimular essa atividade, com contadores de história e agentes de leitura. Outras emendas são para centros de memória comunitária. Na Gamboa, por exemplo, já tem o centro José Bonifácio, mas pode ter outros. O Rio de Janeiro começou nessa região. Pode ter um museu contando essa história.

Durante a campanha para a prefeitura, a senhora criticou a Riofilme, que não tem dinheiro para cumprir as funções de distribuição e produção de filmes. O orçamento dela este ano foi de R$ 460 mil, cinco vezes menos que em 2004. O que fará com a Riofilme?
JANDIRA: Precisamos fortalecer a Riofilme como órgão de co-produção e distribuição de filmes. A Ancine (Agência Nacional de Cinema) hoje tem um fundo de audiovisual que cresceu, e queremos apresentar projetos para esse fundo. Vamos trabalhar com editais, pois não podemos escolher os projetos arbitrariamente, e vamos apresentá-los para buscar recursos.

Além disso, temos que botar dinheiro na Riofilme. Ela precisa de recursos e ter um bom conceito do que fomentar e como distribuir. Minha política é abrir contato com o Pólo Audiovisual, em Jacarepaguá. É um pólo cujo terreno é público, foi feito pela prefeitura na gestão Saturnino e perdeu a vocação. Ali pode ser o maior centro audiovisual do Brasil, de produção e distribuição.

Vai mudar a direção da Riofilme ou de outros órgãos e equipamentos ligados à secretaria?

JANDIRA: Isso não foi discutido ainda. Primeiro, quero conhecer as informações, depois formular projetos e só então vou pensar no arcabouço administrativo e na locação de pessoas.

A senhora também defendeu o hip hop durante a campanha.

JANDIRA: A Casa do Hip Hop na Lapa já é um compromisso que o prefeito assumiu. O Centro de Referência da Capoeira também. A Lapa Legal, um corredor cultural que vai da Cinelândia até o Campo de Santana, precisa de incentivo, de estrutura de esgoto, luz, segurança e estacionamento. Vou conversar com empresários da Lapa sobre isso. O Rio tem que divulgar sua cultura para o mundo. Nossa idéia é fazer com que a cidade se articule melhor internacionalmente, levando a arte brasileira para o exterior, não só a música, que já é bem conhecida, como outras formas também. Minha idéia é criar o Departamento de Relações Internacionais da Secretaria de Cultura.

Qual sua política para a rede municipal de teatros?

JANDIRA: A política é fomentar os teatros orçamentariamente, subsidiar a promoção do ingresso (a R$ 1, aos domingos), fazer editais e abrir para produções novas. Não basta abrigar espetáculos prontos. Temos que ajudar a produzir. Quero manter a promoção para formar platéia, mas temos que dar subsídios aos produtores. Vamos ter que subsidiar muita coisa e, em contrapartida, fazer girar os espetáculos.

O que acha da meia-entrada?
JANDIRA: Eu acho que as carteiras de estudantes têm que ser dadas pelas entidades estudantis reconhecidas, como a UNE e a Ubes, e tem que haver fiscalização para não haver falsificação.

O que fará com a Cidade da Música, cujos gastos de manutenção poderão chegar a R$ 10 milhões por ano?

JANDIRA: Uma das coisas que pedi ao secretário Ricardo Macieira é que não decida sobre a gestão da Cidade da Música, que será inaugurada em dezembro, antes da nossa chegada. Ela será, sim, a sede da OSB. Será, sim, uma casa com uma linguagem sinfônica forte. Mas, na minha opinião, deverá incorporar todas as linguagens musicais e ter aulas em suas várias salas. O problema dela é a governabilidade. Não pode ser apenas com financiamento público. Teremos que buscar dinheiro privado. O comando dela tem que ser público, mas pode ter parcerias privadas ali.

10/11/2008 - 18:10h Rio: Zona Sul, curral

Fernando Gabeira (PV) votou na zona sul do Rio de Janeiro
Gabeira votou na zona sul, onde obteve 70% dos votos


O que o Rio precisa é de um movimento a favor das idéias divergentes

OCTAVIO GUEDES – O GLOBO

A definição é clara: curral eleitoral era um lugar nas cidades onde se mantinham eleitores do campo incomunicáveis até a hora da votação. Dali, guiados pelo chefe político, eles saíam levando a cédula já preenchida para depositar na urna. O resultado não trazia surpresa: o candidato abençoado recebia quase a unanimidade dos votos.

Se existe uma região na cidade do Rio que se aproxima desta descrição, ela se chama Zona Sul.

Quem afirma isso são os números objetivos dos mapas eleitorais. Foi ali que um dos candidatos a prefeito obteve 70% dos votos contra 30% do adversário.

Ou seja, de cada dez pessoas, sete seguiram a mesma orientação política. Em nenhuma outra parte da capital essa mesmice bovina ocorreu em tamanha proporção.

Nos currais, os eleitores tinham hospedagem, alimentação e recreação.

Uma agenda tão movimentada que não havia brecha para se discutir política. O objetivo era este mesmo: ficavam todos incomunicáveis.
O que isso tem a ver com a Zona Sul? Tudo.

O eleitor incomunicável é aquele que se encerra em si mesmo, não é afável, nem sociável quando o assunto é escolha eleitoral. Ele não quer ouvir. Está sempre aberto ao monólogo. Ele vê a eleição como uma disputa entre o bem e o mal; as luzes e as trevas, o progresso e o atraso. Não tem meio-termo, nem argumentos. Está decidido e ponto.

Quem pensa o contrário está errado.

Surge, então, o discurso mais perverso: a batalha eleitoral deve ser travada em outras bandas, sempre acima da linha do equador: na Zona Oeste e no subúrbio. Como se fosse necessária uma cruzada para levar esclarecimento a eleitores que, por puro preconceito, são considerados mais suscetíveis ao abuso do poder econômico, à corrupção e ao jogo sujo da política. Gente com pouca capacidade de reflexão, capaz de se impressionar com panfletos apócrifos de apelo moralista.

Este artigo, acreditem, não é contra a Zona Sul.

Mas a favor da diversidade do pensamento político que, nas últimas eleições, se expressou, principalmente, nas urnas da Zona Oeste (onde um candidato teve 57% dos votos e o outro, 42%) e do subúrbio (onde a divisão do bolo eleitoral ficou em 54% contra 45%). Nessas regiões, o equilíbrio eleitoral, muito distante da diferença de 70% x 30% da Zona Sul, prova que ali houve o debate, o confronto de idéias, o contraditório. Pode-se até não gostar do resultado, mas não dá para negar que a democracia foi exercida em sua plenitude.

E quando isso ocorre, não existem eleitores melhores ou piores. Existem escolhas, que devem ser respeitadas. O sambista Mauro Diniz tem uma tese que ajuda muito a explicar o Brasil: “Crioulo com fome é um país em guerra.” E são justamente esses eleitores com fome de saúde, transporte e educação os que votam com mais consciência. Não porque são melhores, mas por instinto de sobrevivência. Para eles, uma promessa não cumprida significa um filho numa escola que não ensina, um posto de saúde fechado na hora em que mais se precisa ou um transporte que, de tanto atraso, ameaça seu emprego. Durante quatro anos ele vai testar no seu dia-a-dia todas as promessas que ouviu. Mas, curiosamente, no discurso das milícias ideológicas e das passeatas que hoje clamam por revisão do resultado eleitoral esses eleitores são justamente os acusados de se deixarem levar pelo lado negro da política.

E mais: até quando o cidadão escolhe um candidato que oferece serviços públicos em seu centro social, ele está fazendo política. Seu voto é um recado claro do eleitor ao Estado ausente.

Se olharmos pelas lentes de Robin Hood, podemos radicalizar: os centros socais dos ricos são a escola particular, o plano de saúde e seu carro.
Afinal, somos todos crioulos com fome de bons serviços públicos. E cada um busca as alternativas a seu alcance para compensar o vazio do Estado. Se a saída pode ser o contracheque, por que não pode o voto? O que o Rio precisa é de um movimento a favor do respeito à idéia divergente. O resto é puro preconceito. Ou paixão política. Ou curral eleitoral mesmo!

OCTAVIO GUEDES é jornalista

03/11/2008 - 18:02h Mistificação

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Em entrevista publicada hoje no Correio Braziliense, Gilberto Kassab voltou a criticar a campanha de Marta Suplicy. Os argumentos da crítica merecem uma reflexão política e põe luz sobre um aspecto muito escamoteado no debate político hoje.

Segundo Kassab: “A adversária perdeu tempo em não fazer campanha. Dizer que eu sou da turma do Pitta não é fazer campanha e não sei porque usaram isso se tentaram em 2004 e já não havia dado certo. Porque essas coisas não funcionam quando não são verdade. Fazer campanha é comparar o que ela fez com o que eu fiz para ver quem fez mais e melhor. Comparar as propostas dela com as minhas, é isso que o eleitor quer saber. Na medida em que ela ficou preocupada com outras questões, ela deixou de fazer campanha. Foi uma campanha errática, totalmente equivocada.”

“Quando fui vereador, deputado estadual, federal, a imprensa me acompanhava. Não tinha muita visibilidade na opinião pública, mas as pessoas conversam entre si e sabem o que é verdade. O PT perdeu tempo com uma campanha equivocada. Eu sou eu. Minha única missão é ser um bom prefeito. Eu não consigo enxergar nada além de ser bom prefeito. Não consigo. Porque, se eu for um bom prefeito, tenho um rumo na minha vida. Se eu não for, tenho outro rumo. O bom prefeito é o caminho do respeito, da credibilidade, da estima que as pessoas vão ter por mim. Se eu for um mau prefeito, vai ser um caminho contrário a todos esses adjetivos. Se daqui a quatro anos estiver na mesma posição, e eu gosto da vida pública, gosto do que faço, evidentemente vou ter oportunidade de começar outras missões com o mesmo respeito.” (Correio Braziliense 3/11/2008).

Vou deixar de lado a apresentação inverídica feita por Kassab. Marta defendeu propostas e o balanço de sua gestão. Foi a primeira e a única candidata a apresentar uma plataforma de governo com metas e proposta orçamentária. Kassab atacou Marta e defendeu seu balanço. A situação geral favoreceu a reeleição dos atuais prefeitos.

Mas, na afirmação de Kassab tem mais. Perceba-se que para Kassab é um erro insistir na trajetória partidária e política do adversário. O adequado é comparar administração e o resumo: “ser um bom prefeito” é o supra-sumo do lugar comum.

Mas para que servem então os partidos, os programas, os militantes e as idéias?

Esta abordagem me relembrou um artigo escrito recentemente por Idelber Avilar (A Onda Verde e a substituição da política pela moral) abordando as eleições municipais de Rio de Janeiro e a campanha de Gabeira.

Para Idelber: “Os partidos políticos estão tão estraçalhados no Rio de Janeiro que foi possível que um candidato apresentasse como virtude ética o plano de costurar o segundo turno e depois governar sem conversar com os partidos (entendendo-se aqui suas lideranças, candidatos a prefeito no primeiro turno, vereadores eleitos etc.). A proposta não era inédita, mas a compreensão dela como superioridade moral o era. Gabeira se propôs a conversar “com o eleitorado” dos outros candidatos diretamente, sem mediação.”

O comum denominador de Kassab e Gabeira, além de serem ambos candidatos apoiados por José Serra, é de fornecer um discurso que procura expressar a vontade dos cidadãos por fora e acima dos partidos. Trata-se da “ética”, no caso uma ética da mentira, para cavalgar no sentimento reacionário da classe média, escamoteando do público que ele está sendo objeto de uma manipulação partidária.

Não se trata de invenção ou novidade brasileira, mas de uma longa tradição reacionária da direita e, na Europa, da direita mais extrema. Nos dias de hoje é o discurso e a postura típica de Berlusconi, por exemplo.

O sistema da democracia parlamentar, da representação dos cidadãos nas instituições do poder público, por médio de partidos políticos, comportou inúmeros “inconvenientes”. Um deles é a “lentidão” do trabalho legislativo com suas negociações e barganhas, as vezes com negociatas escusas. A política, os partidos e até o sistema de representação democrática aparecem, para certos setores sociais, como expressão de impotência e de divisão, onde deveria prevalecer o interesse comum e a união.

Os “escândalos” políticos e a procura da ética acima dos interesses sociais, servem de para-vento a ação política dos fariseus e encontram eco na aspiração pequeno-burguesa ao reconhecimento “individual”, oposto ao coletivo. Ele percebe sua situação como fruto legitimo de seu esforço e trabalho, não como produto dos interesses sociais em disputa na sociedade e seus desdobramentos em conquistas econômicas e sociais.

Este sentimento é que é explorado e manipulado por aqueles que procuram esconder seus interesses e seus objetivos políticos por trás do “mantra” reacionário e udenista que a mídia estimula como expressão do progresso.

O escândalo chamado de “mensalão” foi instrumentalizado para atiçar esse movimento político nas classes médias, procurando encaminhá-lo contra o governo Lula, além do próprio PT. Um esquema irregular de financiamento partidário utilizado por todos os partidos políticos no Brasil e no mundo, no vácuo de uma legislação que não assume plenamente a função dos partidos como decorrentes do orçamento nacional, foi utilizado para tentar questionar a validade da existência de um único partido: o PT. De golpe, os outros como que ganharam uma certa “virgindade”, à condição de ficarem fantasiados e pouco visíveis.

O passo atual é erigir em “novidade” velhas raposas e pseudos vestais mídiaticos e travestir-los de renovação da política acima dos partidarismos, pois os partidos “todos se valem”. Eis a “moda” que traduz o sentimento de certos setores das classes médias e que procuram nos apresentar como avanço. Ela será o porta-estandarte do centro-direita na sua tentativa de reconquistar o governo em 2010.

30/10/2008 - 13:40h Rio: parceria chega pelo porto e passa pelo metrô

Com Cabral, Paes é recebido por Lula, que promete ajuda para revitalizar zona portuária

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Bernardo Mello Franco – O GLOBO

Três dias após a vitória nas urnas, o prefeito eleito Eduardo Paes (PMDB) anunciou ontem um pacote de investimentos federais no Rio e prometeu o fim do isolamento político da cidade.

Ao lado do governador Sérgio Cabral, ele reuniu-se com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem disse ter obtido apoio para a revitalização da zona portuária, que o prefeito eleito apontou como a principal intervenção urbana de sua gestão.

Em um sinal de prestígio a Cabral, o presidente passou à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, a tarefa de auxiliar o município nesse projeto.

Ao deixar o Palácio do Planalto, onde agradeceu o apoio de Lula no segundo turno da eleição, Paes anunciou o repasse de verbas para outros três projetos: a expansão do PAC das Favelas para a Penha, a construção da Linha 4 do metrô (Zona Sul-Barra) e a extensão da Via Light da Baixada a Madureira.

Paes não mencionou que essas duas últimas obras já estavam previstas no Orçamento deste ano, mas não tiveram as verbas liberadas pela União. Paes era só elogios a Lula.

— Saio muito feliz. Hoje se inicia uma nova era na história política da cidade. A população entendeu claramente a mensagem de que nós estaríamos revertendo um quadro de isolamento político do Rio nos últimos 20 anos — afirmou.

Na reunião, ficou acertado que Dilma estará no Rio semana que vem para tratar da revitalização da zona portuária.

Segundo Paes, a recuperação da área depende de poucas verbas públicas e será tocada pela iniciativa privada, sob a supervisão de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) a ser criada por prefeitura, estado e governo federal. O principal papel do Planalto será ceder terrenos e construções da União.

Paes volta a criticar Cesar

Paes disse que o projeto incluirá restaurantes, áreas residenciais e um centro de convenções, e fará com que os cariocas deixem de ter inveja dos moradores de Buenos Aires e Belém, cujos portos foram recuperados.

Em 2003, quando era deputado, Paes atendeu pedido do prefeito Cesar Maia e apresentou um projeto de lei para transferir a gestão do Píer Mauá para a prefeitura. Ontem, sem citar o nome do ex-padrinho político, culpou Cesar pela demora na recuperação da área.

— É um imbróglio que, em função do isolamento político do Rio, não se resolve há muito tempo. Infelizmente, o atual prefeito, com o isolamento político, não conseguiu avançar nisso — disse o prefeito eleito.

Entre os outros projetos anunciados ontem em Brasília, a novidade é a expansão do PAC das Favelas para a Penha. Segundo Paes, a obra custará R$ 500 milhões, mesmo valor que está sendo investido no Complexo do Alemão.

Ao relatar o encontro com Lula aos parlamentares da bancada fluminense, Cabral disse que o presidente estava feliz com a vitória de Paes sobre o deputado Fernando Gabeira (PV): — Foi uma reunião muito positiva, muito fraterna, em que o presidente manifestou toda a sua alegria com a eleição do Eduardo Paes — disse.

Após a reunião com Lula, Paes e Cabral se reuniram com a bancada fluminense na Câmara para pedir apoio na destinação de emendas ao Orçamento de 2009. O coordenador da bancada, deputado Hugo Leal (PSC-RJ), frisou que seria mais importante pressionar pela liberação de verbas já destinadas para este ano.

— Quase tudo o que foi anunciado por eles já estava previsto. Só para a Via Light e a Linha 4 do metrô, nós aprovamos no ano passado duas emendas de R$ 36,8 milhões.

Estamos quase em novembro. Mesmo que todo o dinheiro seja liberado agora, não dará tempo para gastar nem a metade — disse Leal.

Projeto de expansão do metrô custa R$ 2,3 bi e há dez anos está no papel
Proposta levada a Lula prevê ainda ampliação de teleférico até Igreja da Penha

Paulo Marqueiro – O Globo
O projeto de construção da Linha 4 do metrô (BotafogoBarra), incluído no pacote de pedidos feitos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo governador Sérgio Cabral e pelo prefeito eleito, Eduardo Paes, repousa há quase dez anos no papel. A licitação para a obra, feita durante o governo Marcello Alencar, foi vencida por um consórcio formado pelas empresas Queiroz Galvão, Constran e T-Trans. O contrato de concessão foi assinado em dezembro de 1998.

Segundo o presidente da concessionária Rio Barra, Júlio Teixeira, a obra, que na época estava orçada em R$ 880 milhões, custaria hoje cerca de R$ 2,3 bilhões. Pelo contrato, ela seria realizada pela iniciativa privada em parceria com o estado, que arcaria com 45% dos custos (R$ 1 bilhão).

Ligação com a Linha 1 seria feita em Botafogo A linha de metrô, com 16 quilômetros de extensão, partiria da Estação São João, que ficaria nas imediações do Shopping Rio Sul (entre as estações Botafogo e Cardeal Arcoverde); seguiria por Humaitá, Gávea, São Conrado (a estação ficaria perto da Rocinha), e terminaria no Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca.

O trajeto seria feito em 20 minutos.

Estima-se que a linha seria implantada em cinco anos. O movimento previsto é de 200 mil passageiros/dia.

O presidente da concessionária disse estar confiante na construção da linha, mas, ao mesmo tempo, deixa escapar certa desconfiança, quando se pergunta se está torcendo para que desta vez a obra saia: — Estou torcendo há dez anos — disse Júlio Teixeira.

A outra obra que integra o pacote também não chega a ser novidade para os cariocas.

No início do ano, Cabral assinou um acordo com a prefeitura do Rio e a Light para estender a auto-estrada conhecida como Via Light desde a Pavuna até Madureira. O projeto estava engavetado há sete anos por falta de investimentos. O novo trecho da Via Light, que tem 11 quilômetros e liga Pavuna a Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, teria 9,5 quilômetros de extensão. A obra estava orçada em cerca de R$ 240 milhões. Segundo o estado, o projeto está em fase de licenciamento pela Feema.

Já as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Penha estão orçadas em R$ 470 milhões. Elas incluiriam urbanização e saneamento e beneficiariam 24 mil famílias nas comunidades de Vila Cruzeiro, Vila Cascatinha, Parque Proletário da Penha, Merindiba, Caixa D‘água, Caracol, Chatuba, Morro da Fé, Sereno e Morro da Paz. Segundo Ícaro Moreno Júnior, presidente da Empresa de Obras Públicas do Estado (Emop), o teleférico do Alemão — que já está recebendo obras do PAC — seria estendido até a Igreja da Penha.

19/10/2008 - 14:12h TRE-RJ censura, mídia e blogs se calam

Blog O Biscoito fino e a Massa
Há tempos eu digo que a judicialização do debate político é daninha e deve ser combatida. Os blogs já foram vítimas desse processo várias vezes no Brasil. Os Tribunais Eleitorais Regionais e o Superior vêm empilhando absurdo em cima de absurdo, com decisões judiciais estabelecendo até mesmo quando pode ser dito o quê numa página pessoal. Quem acompanha este blog há anos sabe das incontáveis ocasiões em que intervim contra esses abusos, na maioria das vezes, inclusive, em defesa de pessoas cujas opiniões políticas são radicalmente diferentes das minhas (caso Imprensa Marrom, caso Marco Nascimento, caso Alcinéa, caso Álvaro, caso Novo Jornal, caso em que defendi os apoiadores de Gabeira quando ELES foram censurados, caso das fotos dos espancadores de prostitutas).

Por isso acho cínico e intolerável que algum blogueiro passe a considerar natural que um partido político seja proibido de, caramba, imprimir um panfleto.

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro mandou apreender um panfleto produzido pelo PT, PSB, PDT e PC do B, que simplesmente trazia as fotos de Fernando Gabeira e César Maia e, no verso, as frases Diga não à continuidade do prefeito Cesar Maia. Pense nisso! No panfleto não havia mais nada: nenhuma injúria, nenhuma calúnia, nenhum ataque à honra de ninguém. O volante vinha assinado pelos quatro partidos e continha CNPJ. Tudo dentro da lei. Considerando o fato de que o Partido Verde esteve com César Maia em 1996, 2000, 2004 e 2008, ele simplesmente apresentava uma versão sobre um fato político real e verdadeiro. Seja qual for sua opinião sobre essa versão, ela está a milhas de distância de qualquer coisa que deveria ser censurada numa sociedade democrática.

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Se, em algum país da América do Norte ou da Europa, eu relatar que um panfleto como este foi apreendido pela Justiça em meio a uma campanha eleitoral, algum interlocutor mais desavisado pensará que o Brasil ainda vive sob ditadura militar. O conteúdo do panfleto é idêntico, ipsis litteris, às dezenas de comerciais que Barack Obama vem fazendo há meses contra John McCain: McCain representa mais quatro anos de Bush. Ele nada tem a ver com os comerciais de McCain que insinuam que Obama tem ligações com terroristas, calúnia cujo equivalente carioca seria imprimir um panfleto chamando Gabeira de, por exemplo, seqüestrador e maconheiro. A simples idéia de que um panfleto que contém a afirmação Diga não à continuidade do prefeito Cesar Maia possa ser censurada seria incompreensível em outro país.

Mas, no Brasil, como o autor do panfleto é o PT, não se ouviu um pio dos que falam de “estado policial”. Não se viu um único protesto nos jornais paladinos da “liberdade de expressão”. O juiz Fábio Uchôa, responsável pela pérola, explicou que o panfleto é irregular porque não apresenta o nome de Eduardo Paes como beneficiado pela crítica a Gabeira. É uma piada. O juiz quer legislar como o panfleto deve ser escrito.

Na horda fanaticamente anti-petista que freqüenta o blog do Noblat, a apreensão dos panfletos foi suficiente para que uma pilha de comentários escritos em algo que vagamente se assemelha à língua portuguesa pedisse a prisão dos responsáveis! Que se prenda aquele que ousa insinuar que Gabeira representa uma continuidade de César Maia! Um único leitor, Alexandre Porto, deu um baile de argumentos na turba inteira.

Evidentemente, não se ouvirá um único protesto dos colunistas do Globo, da Veja e da Folha, sempre tão solícitos nas insinuações de que o governo Lula cerceia a “liberdade de imprensa”. Espero, sinceramente, ler um pouco mais de repercussão nos blogs, que devem examinar com carinho a hipótese de que é hipócrita protestar contra a censura somente quando o censurado compartilha nossas opiniões.

PS: O ombudsman da Folha faz o balanço do é casado? Tem filhos? do comercial de Marta contra Kassab. A Folha dedicou a essas duas frases exatamente quatro chamadas de capa, 11 abres de página, 24 matérias, oito colunas, seis notas e 1.172 centímetros de texto.

* Crédito da foto: Marcos Tristão.

22/09/2008 - 14:28h Rio: Paes sobe quatro pontos e aumenta vantagem sobre Crivella, aponta pesquisa

Eduardo Paes (PMDB) assume a liderança no Rio. Marcelo Crivella (PRB) em segundo
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colaboração para a Folha Online, no Rio

A 9ª pesquisa de intenção de votos feita pelo IBPS (Instituto Brasileiro de Pesquisa Social) na cidade do Rio de Janeiro aponta ampliação da vantagem do candidato a prefeito Eduardo Paes (PMDB) sobre o segundo colocado Marcelo Crivella (PRB). Paes tem 29% da preferência do eleitorado, quatro pontos percentuais a mais que na consulta anterior. Já Crivella soma 17%, dois pontos a menos do que tinha no levantamento divulgado dia 5 de setembro.

Jandira Feghali (PC do B) aparece com 11% das intenções de voto e Fernando Gabeira (PV), com 9% das preferências. Solange Amaral (DEM) caiu um ponto, para 4%; Alessandro Molon (PT) ficou estável em 4%. Chico Alencar (PSOL) perdeu dois pontos e agora tem 2%. Paulo Ramos (PDT) manteve o índice de 1% das preferências.

Votos nulos e brancos somam 7%. Os candidatos Felipe Pereira (PSC), Antonio Carlos (PCO), Eduardo Serra (PCB) e Vinícius Cordeiro (PT do B) não atingiram individualmente 1% das citações.

O instituto mediu ainda a rejeição dos candidatos. Crivella aparece em primeiro lugar, com 29%; seguido de Solange Amaral, com 11%; Gabeira, com 9%; Jandira Feghali, com 5%; Alessandro Molon, com 4%; Eduardo Paes, com 5%; Chico Alencar, com 2%; Paulo Ramos, com 2%; Felipe Pereira, com 2%; e Antonio Carlos, Eduardo Serra e Vinícius Cordeiro, com 1%.

Segundo turno

Na projeção de segundo turno entre Paes e Crivella, o peemedebista teria 55% contra 23% do adversário. Entre Paes e Jandira, segundo o IBPS, o primeiro teria 48%, contra 31% da candidata.

Em outro cenário de segundo turno, Jandira venceria Crivella por 48% a 28%. Já Gabeira teria 40% contra 35% de Crivella. Este último resultado mostra uma inversão de tendência, com a vitória de Gabeira pela primeira vez na série histórica.

Na aferição de voto espontâneo, 46% dos entrevistados responderam que ainda não têm candidato a prefeito para as próximas eleições. Entre os candidatos citados espontaneamente aparecem: Eduardo Paes (18%), Crivella (10%), Jandira (6%), Gabeira (7%), Chico Alencar (2%), Solange Amaral 2%, Alessandro Molon 2%, Paulo Ramos (1%).

Governantes

A 9ª pesquisa do IBPS mostra que o presidente Lula é aprovado (soma dos conceitos “muito bom”e “bom”) por 51% dos cariocas, considerado “regular” por 35% e reprovado (soma dos conceitos “ruim” e “muito ruim”) por 13%.

O governador Sérgio Cabral é aprovado por 31% dos cariocas, considerado “regular” por 44% e reprovado por 21%. O prefeito Cesar Maia é aprovado por 24% dos cariocas, considerado “regular” por 33% e reprovado por 40%.

Do total de entrevistados, 46% disseram que votariam em um candidato apoiado por Lula, outros 20% são indiferentes a esse apoio, enquanto 32% não votariam nesse candidato. Já 37% votariam em um candidato apoiado pelo governador, outros 21% são indiferentes, enquanto 38% não votariam nesse candidato. Há ainda 23% dos entrevistados que votariam em um candidato apoiado pelo prefeito, outros 17% são indiferentes a esse apoio, enquanto 55% não votariam nesse candidato.

Pesquisa

O IBPS ouviu 2.512 eleitores entre os dias 15 e 18 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para cima ou para baixo. A pesquisa foi registrada na 228ª Zona Eleitoral, sob o número 031/2008.

19/09/2008 - 09:29h DATAFOLHA RIO: disputa acirrada pelo 2º lugar

No Datafolha, Paes lidera com 26%; já Crivella, Jandira e Gabeira estão embolados

Cláudia Lamego e Fábio Vasconcelos – O Globo

A18 dias da eleição, embolou a disputa pela prefeitura do Rio, mas pelo segundo lugar.
Pesquisa Datafolha encomendada pela Rede Globo e pela “Folha de S.Paulo” mostra que o candidato do PMDB, Eduardo Paes, subiu um ponto mas consolidou-se na liderança, com 26% das intenções de voto.

Em segundo lugar aparece Marcelo Crivella (PRB), que tinha 21% e caiu para 18%. O senador, porém, está tecnicamente empatado com Jandira Feghali (PCdoB), que foi de 12% para 13%. O candidato do PV, Fernando Gabeira, vem logo atrás, já que subiu três pontos e hoje tem 11%. Com este resultado, ele fica tecnicamente empatado com Jandira, porque a pesquisa tem margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Em quinto lugar, Solange Amaral (DEM), candidata do prefeito Cesar Maia, caiu dois pontos e agora tem apenas 5%. Em seguida, surge Alessandro Molon (PT), que subiu um ponto, passando para 4%. Chico Alencar (PSOL) foi de 4% para 3% e Paulo Ramos passou de 1% para 2%.

Em branco e nulos somam 11%, e 6% dos eleitores disseram que não sabem em quem vão votar ou não opinaram. Filipe Pereira (PSC) e Eduardo Serra (PCB) atingem 1%, cada. Já Antonio Carlos (PCO) e Vinicius Cordeiro não pontuaram. Gabeira comemorou a divulgação dos números, dizendo que agora aparece para o eleitorado como candidato viável para ir ao segundo turno. Ele disse acreditar que quem o considerava bom candidato, mas estava indeciso, agora vai mudar.
— Estou crescendo, e isso é bom para que as pessoas acreditem que posso chegar ao segundo turno. Acredito que vou crescer ainda entre os indecisos. A disputa vai ser muito emocionante, voto a voto — disse Gabeira. O candidato disse que estava perdendo eleitores para o chamado voto útil contra o senador Crivella. Gabeira afirma que pode conseguir votos de outros adversários também.

— Preciso fazer com que o voto útil não seja contra mim. Vou continuar trabalhando por mais eleitores.

Crivella tem a mais alta rejeição: 34%

Eduardo Paes, que pela primeira vez lidera fora da margem de erro, também comemorou o resultado: — Vejo com muita alegria, mas com humildade, porque tem muito trabalho pela frente. Pelo que leio nos jornais, existe equilíbrio das intenções de voto em todas as classes sociais.Acho que isso é muito bom. Com os dados, Jandira disse estar convencida de que vai disputar o segundo turno.

— Essa possibilidade vem se reafirmando a cada pesquisa. Temos um número de indecisos enorme na pesquisa espontânea do Rio. Além disso, tenho sentido o carinho das ruas. Procurado, Crivella não quis comentar a pesquisa. Nas simulações de segundo turno, Eduardo Paes ganha dos dois principais adversários. Com Crivella, o placar ficaria em 53% a 32% para o peemedebista. Se fosse contra Jandira, ele venceria por 48% a 37%. Se a disputa fosse entre Jandira e Crivella, a candidata ganharia por 47% a 36%.

Crivella é o candidato mais rejeitado, com 34% de eleitores que não votariam nele de jeito nenhum. Solange e Gabeira vêm em seguida, com índices de 26% e 22%, respectivamente. Molon tem 18% de rejeição e Paes, 15%. Filipe Pereira é rejeitado por 14%; Chico Alencar por 13%; Vinicius Cordeiro e Paulo Ramos com 12%, cada, Eduardo Serra com 10% e, com a menor taxa de rejeição, Antonio Carlos (6%). (O site do Datafolha não tinha ontem à noite o índice de rejeição de Jandira). O Datafolha entrevistou 930 eleitores entre os dias 17 e 18 de setembro. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Rio sob o número RPE 32/2008.

12/09/2008 - 20:56h IBOPE SP, RJ, BH e Recife

O quadro a seguir, da agencia Estado, contém os resultados do IBOPE publicados hoje de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife


06/09/2008 - 17:25h Datafolha: Paes assume a liderança na disputa no Rio

Eduardo Paes (PMDB) assume a liderança no Rio. Marcelo Crivella (PRB) em segundo
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A disputa municipal no Rio parece se encaminhar para o duelo Paes Vs. Crivella. Eduardo Paes, que quase não tinha força eleitoral quando era secretário geral do PSDB, consegue após romper com os tucanos e entrar na base de apoio de Lula e do governador Sergio Cabral, despontar como favorito. A evolução de Eduardo Paes é bem-vinda e seu favoritismo hoje traduz a dupla avaliação positiva de Lula e Cabral na cidade de Rio de Janeiro e a pessima avaliação da gestão Cesar Maia (DEM). Interessante também é de constatar que o candidato Gabeira, apoiado por José Serra, Aécio e o PSDB amarga um quarto lugar, junto com a candidata demo e o candidato do PSOL, todos de oposição ao governo federal. A insistência do PT em apresentar um candidato pouco conhecido não teve eco no eleitorado. Jandira, do PCdoB, em terceiro lugar parece ter perdido força e não parece ser alternativa aos dois lideres da disputa. LF

RJ-TV; O Globo Online

RIO – O candidato Eduardo Paes (PMDB) assumiu a liderança da disputa pela prefeitura do Rio de Janeiro. Segundo pesquisa divulgada neste sábado pelo instituto Datafolha, Paes cresceu oito pontos percentuais e agora aparece com 25% das intenções de voto. Marcelo Crivella (PRB), que liderava a disputa até a pesquisa de agosto, subiu um ponto percentual e agora tem 21% das intenções de voto. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Jandira Feghali (PCdoB), caiu três pontos percentuais e aparece na terceira colocação com 12% das intenções de voto. Em seguida aparecem Fernando Gabeira (PV), com 8%, Solange Amaral (DEM), com 7%, Chico Alencar (PSOL), com 4%, e Alessandro Molon (PT), com 3%.

Paulo Ramos (PDT) e Filipe Pereira (PSC) tiveram 1% das intenções de voto, cada um. Vinicius Cordeiro (PTdoB), Eduardo Serra (PCB) e Antônio Carlos (PCO) não atingiram 1% das intenções de voto. Votos brancos e nulos somam 12%. Não sabem ou não opinaram, 6%.

Paes e Jandira venceriam Crivella no segundo turno

O Datafolha também fez duas simulações de segundo turno. Em ambas, Crivella seria derrotado. Num possível confronto com Paes, ele teria 35% contra 50% do peemedebista. Contra Jandira, Crivella teria 37% contra 48% das intenções de voto da candidata do PCdoB.

O Datafolha ouviu 944 eleitores entre quinta e sexta-feira. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) sob o número 27/2008.

05/09/2008 - 13:55h Rio: Paes ultrapassa Crivella e assume a liderança no Rio

Pesquisa IBPS

Eduardo Paes (PMDB) assume a liderança no Rio. Marcelo Crivella (PRB) em segundo
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O Globo Online

RIO – Pesquisa do Instituto Brasileiro de Pesquisas Sociais (IBPS), divulgada nesta sexta-feira, mostra uma mudança de cenário na disputa pela Prefeitura do Rio. Na oitava consulta de intenção de votos feita pelo instituto, Eduardo Paes (PMDB/PTB/PP/PSL) passou a frente de Marcelo Crivella (PRB/PR/PSDC/PRTB). Paes, que em agosto tinha 16% da intenção de votos, agora aparece com 25%. Já o senador, que antes tinha 20%, obteve 19% este mês.

Jandira Feghali (PCdoB/PTN/PHS/PSB) ocupa o terceiro lugar, com 12% da preferência do eleitorado, seguida por Fernando Gabeira (PV/PSDB/PPS), com 8%. Solange Amaral (DEM/PTC/PMN) tem 5% da intenção de voto, Chico Alencar (PSOL/PSTU) e Alessandro Molon (PT) têm 4%; e Paulo Ramos tem 1%. Votos brancos e nulos somam 9%. Os candidatos Filipe Pereira (PSC), Antônio Carlos (PCO), Eduardo Serra (PCB) e Vinicius Cordeiro (PTdoB) não atingiram 1%.

Marcelo Crivella é o candidato com maior índice de rejeição, com 32%, seguido por Solange, com 15%; Gabeira, com 11%; Jandira, com 8%; Molon, com 7%, Paes, com 6%; e Chico Alencar, Paulo Ramos e Felipe Pereira, com 4%.

Em um possível segundo turno entre Jandira e Crivella, a candidata venceria com 46%, contra 32%. Crivella venceria, com 39%, o candidato Fernando Gabeira 36%. Já Eduardo Paes venceria Crivella, com 53% contra 28%. Paes também derrotaria Jandira, com 47%, contra 34%.

A pesquisa, registrada na 228ª ZE, sob o número 025/2008, ouviu 1.100 entrevistados, por telefone, entre os dias 2 e 4 de setembro. A margem de erro é de 3%, para mais ou para menos.

05/09/2008 - 10:17h Lá como aqui: Propaganda enganosa

A matéria de capa do jornal O Globo mostra a propaganda enganosa, é a manchete do jornal,  feita pela candidata demo no Rio de Janeiro. Ontem eu mostrei aqui, com dados da própria prefeitura de São Paulo, que o candidato demo proferia um número grande de inverdades (Ver Os “flagras” mais grosseiros da sabatina de Kassab no Estadão) . O Jornal da Tarde (JT) também destacou em sua edição de ontem as inverdades e exageros das afirmações de Kassab (Ver JT também flagrou Kassab na sabatina). Pelo que pode se ver pela reportagem do Globo, no eixo Rio-São Paulo a coerência dos porta-bandeiras do ex-PFL é grande, no recurso a propaganda enganosa pelo menos. LF

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Gilberto Kassab e Solange Amaral, demos antenados na propaganda enganosa

http://oglobo.globo.com/jornal/oglobo/foto/capa__i.jpgCAPA DO JORNAL O GLOBO

Propaganda enganosa

 

Solange mostra na TV o que a prefeitura já não entrega

Eleições 2008

A candidata do DEM à prefeitura do Rio, Solange Amaral, exibe no horário eleitoral na TV o programa Remédio em Casa como exemplo de bom projeto da gestão Cesar Maia que teria continuidade com ela, sem informar que a distribuição de medicamentos está suspensa há um mês. Em alguns postos na Zona Oeste, as falhas já duram um ano.
Os relatos de irregularidade na entrega são freqüentes.
A prefeitura alega que havia problemas nas entregas e que foi aberta nova licitação.
O serviço atende cerca de 400 mil diabéticos e hipertensos.

 

 

Não tem nem para remédio
Prefeitura suspende distribuição de medicamentos, mas Solange usa programa na TV

 

 

Luiz Ernesto Magalhães – O GLOBO

O programa Remédio em Casa está paralisado, mas é citado pela candidata a prefeita Solange Amaral (DEM) no horário eleitoral como um bom exemplo de projeto na área de saúde da administração do prefeito Cesar Maia. A Secretaria municipal de Saúde admitiu ontem que a remessa das caixas com medicamentos para tratamento de diabetes e hipertensão está suspensa desde o início de agosto. A previsão é que o serviço, que atende 400 mil pessoas, seja retomado em outubro, com a conclusão de uma licitação.
O caso é um exemplo de como os candidatos usam o horário eleitoral para prometer o céu e mostrar realizações que não são bem assim. A disputa deve se acirrar ainda mais a partir de hoje, a exatamente um mês para as eleições.
Segundo a prefeitura, a suspensão ocorreu porque a antiga prestadora do serviço falhava na entrega das encomendas.
Por isso, o contrato foi suspenso e aberta uma nova licitação.
Os pacientes estão sendo orientados a buscar os remédios nos postos onde se cadastraram no programa. O problema, porém, se arrasta há bem mais tempo do que o que foi informado.
Na Zona Oeste, funcionários de postos de saúde, sem saber que falavam com um repórter do GLOBO, disseram ontem que em algumas unidades as falhas já duram cerca de um ano.
São os casos dos postos Flávio do Couto Vieira (Anchieta) e Hamilton Land (Cidade de Deus). No Posto de Saúde da Família Carlos Cruz Lima (Colégio), a unidade decidiu suspender o cadastro de novos pacientes.

Moradora recebe, mas família não

A entrega irregular afeta boa parte dos moradores da Vila Porto Velho, em Cordovil, inscrita no programa. É lá que mora a aposentada Wanda Silva, de 66 anos, que sofre de hipertensão e apareceu no horário eleitoral do DEM, falando bem do projeto e exibindo a caixa cheia de remédios, logo após a apresentação de imagens que mostram a chegada de um carteiro a um local não identificado com a remessa.
Ontem, Wanda voltou a elogiar a iniciativa da prefeitura e defende que o programa tenha continuidade.
Mas reclama que as falhas de entrega a levem a ter despesas extras com o tratamento médico. Ou apelar para a solidariedade: é hábito entre os vizinhos pedirem comprimidos emprestados.
As cartelas são devolvidas quando finalmente a encomenda chega.

— Fiquei sem o remédio durante dois meses logo depois de uma greve dos Correios. Recebi minha remessa, mas meu irmão e minha cunhada ainda não receberam. A gente até tenta pegar no posto, mas nem sempre tem todos os remédios — disse.
A assessoria de Solange alegou que o objetivo do programa, o primeiro em que a candidata tratou da saúde — tema que vem sendo explorado intensamente pelos adversários — foi destacar a importância do projeto.
A cem metros da casa de Wanda, vivem três pessoas de uma mesma família inscritas no programa. Vítima de um derrame há nove anos que a faz se locomover em cadeira de rodas, a aposentada Maria Aparecida Borges, de 66 anos, disse que há um ano não recebe os remédios para hipertensão.
Já sua mãe, Araci da Silva de 83, está há dois meses sem receber os seus.

— A gente vai ao posto de saúde e ninguém sabe quando a entrega será normalizada. Acho que é por ser ano de eleição — disse Maria.
Marido de Wanda, o funcionário público aposentado Luiz Carlos Pinhais da Silva disse ter esperança que a entrega dos remédios seja normalizada um dia. E que um candidato a vereador que, no sábado pagou a colocação de um portão na entrada da comunidade, cumpra a promessa de asfaltar as ruas se for eleito.

“A gente vai ao posto de saúde e ninguém sabe ao certo quando a entrega dos remédios será normalizada. Acho que isso acontece por ser ano de eleição
Maria Aparecida Borges, de 66 anos, hipertensa

Fiquei sem o remédio durante dois meses, logo depois de uma greve dos Correios. Recebi minha remessa, mas meu irmão e minha cunhada, ainda não. A gente até tenta pegar no posto, mas nem sempre tem todos os remédios
Wanda Silva, de 66 anos, hipertensa, que aparece no programa de Solange Amaral

30/08/2008 - 20:59h Ibope indica empate técnico entre Crivella e Eduardo Paes no Rio

http://www.alerj.rj.gov.br/fotos/futmulher_epaes_fv_24_09_07_new.jpghttp://oglobo.globo.com/fotos/2008/04/02/02_MVG_crivella.jpg

Eduardo Paes (PMDB) e Senador Marcelo Crivella (PRB)

 

 

Jornal da Globo – O Globo Online

RIO – A diferença entre os dois candidatos a prefeito do Rio com maior intenção de votos diminuiu e já indica um empate técnico, dentro da margem de erro, revela pesquisa Ibope para prefeito do Rio de Janeiro, encomendada pelo “Estado de S.Paulo” e pela Rede Globo, e divulgada nesta sexta-feira pelo “Jornal da Globo”. Eduardo Paes(PMDB/PTB/PP/PSL) cresceu sete pontos em relação ao levantamento anterior , alcançou 19% das intenções de voto e se aproximou do senador Marcelo Crivella (PRB/PR/PSDC/PRTB), que caiu de 28% para 24%, mas continua iderando a preferência do eleitor. Esta é a primeira pesquisa divulgada pelo Ibope após o início do horário eleitoral no rádio e na TV, em 19 de agosto. (Noblat comenta as pesquisas Ibope e Datafolha no Rio e em São Paulo)

Crivella tinha 23% na pesquisa de 18 de julho. Um mês depois, subia para 28%. E agora aparece com 24% das intenções de voto. Eduardo Paes, do PMDB, tinha 8%, subiu para 12% e agora chegou aos 19%. Considerando a margem de erro da pesquisa, de três pontos percentuais para mais ou para menos, Crivella e Paes estão tecnicamente empatados: Crivella pode ter entre 21% e 27% e Paes, entre 16% e 22%.
Num segundo turno Paes ultrapassaria Crivella

Num cenário de segundo turno, Marcelo Crivela teria 33% dos votos e Eduardo Paes 36%.Em outro cenário, Marcelo Crivella teria 36%, contra 32% de Jandira Feghali. Já num confronto entre Eduardo Paes e Jandira Feghali, o candidato do PMDB venceria por 39% a 26%.

Para Paes, melhora em pesquisa é sinal de que a população vê nele mais capacidade para resolver problemas do Rio.
Jandira e Gabeira oscilam um ponto

Jandira Feghali (PCdoB/PTN/PHS/PSB) tinha 14% na primeira pesquisa, foi para 11%. E agora oscilou para 10%. Fernando Gabeira (PV/PSDB/PPS) tinha 8% e caiu para 4%. E agora tem 5%. Solange Amaral (DEM/PTC/PMN) tinha 5%, oscilou para 6%. E agora novamente para 5%. Chico Alencar (PSOL/PSTU) tinha 4% nas duas primeiras pesquisas. Agora oscilou para 2%. Alessandro Molon, do PT, tinha 3%, foi a 1%. E agora tem 2%. Não sabem e não opinaram, 18% dos eleitores. Votos em branco e nulos somam 13%.

Os candidatos Filipe Pereira, do PSC, e Paulo Ramos, do PDT, tiveram 1% de intenção de votos, cada um. Os candidatos Antonio Carlos, do PCO, e Eduardo Serra, do PCB, não alcançaram 1%. O candidato Vinicius Cordeiro, do PT do B, não foi citado.

O Ibope ouviu 1.001 eleitores na cidade entre as últimas terça (26) e quinta (28). A pesquisa foi registrada na 228ª da Justiça Eleitoral com o número 24/08.