02/07/2009 - 12:32h Marta em São Bernardo

http://www.abcdmaior.com.br/imagens/upload/noticias/14339.jpgMarta leva apoio a Marinho e prossegue esforço pro-Dilma no Estado.

O prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, enfrenta uma oposição virulenta na câmara municipal– PSB, PMDB e PSDB são alinhados, em São Bernardo, à pré-candidatura de José Serra (PSDB) — mas isso não abala a confiança de Marta no bom desempenho do prefeito. “A população, em determinado momento, vai confrontar os vereadores e eles vão ter que pensar que estão lá para fazer oposição, porque é uma oposição necessária, mas que têm de deixar o prefeito governar. Tem de haver consenso, não prejuízo para a população”, pondera.

“O ABCD é uma região muito importante para o desenvolvimento do Estado de São Paulo. São sempre cidades importantes de se visitar. E aqui tenho um colega de ministério, que esteve no governo federal comigo”, afirmou sobre a vinda a São Bernardo. A visita faz parte do périplo começado por Marta que na semana retrasada esteve em Mauá, também administrada pelo PT. Junto com sua participação nas Caravanas organizadas no interior pelo partido, elas visam na visão da Marta a alavancar o nome da Dilma em 2010.

Segundo as informações do jornal ADCD Maior que reproduz as informações acima, Marta também defende, como Lula, o nome de Palocci para disputar o governo de Estado e ainda não definiu qual cargo disputará nas próximas eleições. Para ela o ex-ministro da fazenda ” É uma pessoa com uma grande visão de desenvolvimento aliado à questão social”.

LF com noticias do ABCD Maior

28/03/2009 - 12:17h São Bernardo anuncia investimento de R$ 114 milhões em habitação

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Leandro Amaral – Repórter Diário

O prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, na presença do Ministro das Cidades, Márcio Fortes assinou nesta sexta-feira (27) o contrato do PAC Pró-Moradia para execução do Conjunto Habitacional Três Marias, no bairro Cooperativa. A iniciativa, que soma investimentos na ordem de R$114 milhões, vai possibilitar a vinda de recursos do governo federal no valor de R$ 93 milhões.

Da verba do Programa de Aceleração do Crescimento, R$ 57 milhões serão utilizados para a construção de 1.236 unidades habitacionais no Conjunto Três Marias, além da execução de obras de infra-estrutura e equipamentos públicos; regularização fundiária e trabalho social, desde a fase preparatória até a fase pós-ocupação, que terá a contrapartida de R$ 14 milhões do Executivo Municipal.

A iniciativa viabilizará também o reassentamento de mais de mil famílias das áreas de mananciais, ação imprescindível para as obras de urbanização de quatro assentamentos precários da região do Alvarenga: Sítio Bom Jesus, Alvarenga Peixoto, Divinéia / Pantanal I e II e Jardim Ipê. Para essas intervenções, será investido um total de R$ 64,5 milhões, sendo R$ 36 milhões provenientes do governo federal e os R$ 28,5milhões restantes da prefeitura.

Os projetos da urbanização dos núcleos e do Conjunto Três Marias foram elaborados em 2005 e 2006 com recursos federais, sendo que a seleção de recursos do PAC se deu em 2007, ficando parados desde então.

“Faz três anos que o projeto iniciou. Muito bom no papel, mas sempre quisemos vê-lo na prática. Temos esperança que Luiz Marinho vai concluir esse projeto que favorece as famílias com novas moradias”, disse o morador Valdomiro Ferreira de Souza, representante da Comissão de Acompanhamento de projetos.

O Ministro das Cidades fez questão de enfatizar que, durante o encontro que teve com Marinho, antes do anúncio oficial, fez uma revisão em todas as parcerias que podem ser feitas entre a União e o Município. “Nós repassamos os projetos do passado. Analisamos o que estava parado para nenhum projeto se perder por falta de cumprimento do cronograma”, tranqüilizou Márcio Fortes.

O chefe do Executivo, por sua vez, destacou que a divulgação desta sexta é apenas parte do projeto habitacional, que prevê um investimento de R$ 462 milhões e benefício para 10 mil famílias. “Estou emocionado por reviver a campanha eleitoral. Nós sempre destacamos que a periferia foi esquecida e, com essa atitude, mostramos que o nosso governo vai dar prioridade para a periferia sem, no entanto, esquecer do centro”, afirmou Luiz Marinho.

17/12/2008 - 09:19h Marinho mira 2010 com equipe de estrelas

Ex-presidente da Caixa está entre nomeados por petista em S. Bernardo

Joaquim Alessi, SÃO BERNARDO DO CAMPO – O Estado SP

 


O anúncio de nomes que já ocuparam postos nos governos federal e estadual para compor o secretariado de São Bernardo do Campo, a partir de janeiro, reforçou ontem as suspeitas de que o prefeito eleito, o ex-ministro do Trabalho e da Previdência Luiz Marinho (PT), prepara vôos mais altos para 2010, como a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.

O projeto político ficou mais delineado com o anúncio de nomes como o do ex-presidente da Caixa Econômica Federal Jorge Mattoso para a pasta de Finanças. Mattoso deixou a Caixa acusado – assim como o então ministro da Fazenda, Antonio Palocci – de envolvimento na quebra de sigilo do caseiro Francenildo dos Santos Costa, em 2006. O ouvidor da Polícia Militar no governo Mário Covas (PSDB), Benedito Mariano, cuidará da Segurança Urbana em São Bernardo do Campo. Ao todo, o prefeito eleito anunciou os titulares de 16 pastas.

Além de Mattoso e Mariano, compõem a equipe de Marinho o ator e diretor teatral Celso Frateschi, ex-secretário de Marta Suplicy (PT) em São Paulo e presidente da Funarte, na pasta de Cultura; Nadia Somekh (Planejamento Urbano), ex-presidente da Empresa Municipal de Urbanização de São Paulo (Emurb); e Valter Correia da Silva (Administração), presidente da Empresa Gestora de Ativos (Emgea), vinculada ao Ministério da Fazenda.

FRANK AGUIAR

Marinho tem outra questão a explicar para o eleitorado. Nos bastidores, é tido como certo que o vice-prefeito eleito, deputado Frank Aguiar (PTB), vai renunciar ao posto para continuar na Câmara. Graças à presença constante na mídia, Aguiar foi fundamental para a vitória de Marinho, já que o PT não vencia na cidade havia 20 anos.

O deputado admite que pode abdicar do cargo, a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Marinho. Considera que seria mais importante para a cidade no Congresso.

Entre políticos ligados ao PTB, os comentários são de que ele estaria descontente por não ter participado da escolha do secretariado. Assim, o forrozeiro prefere tocar seus passos em Brasília, onde tem mandato, a passar quatro anos em expectativa, como vice-prefeito.

NEGATIVA

Marinho nega de forma veemente que pense em concorrer à sucessão do governador José Serra (PSDB) em 2010. “Já disse e repito que fui eleito para administrar São Bernardo, que precisa muito do nosso trabalho, e não serei candidato a governador em 2010″, disse ele, sem negar, contudo, que o secretariado tenha perfil para atuar no governo do Estado.

“Foi um trabalho intenso escolher esses nomes, para aliar competência técnica à afinidade política”, explicou o prefeito eleito, que também revelou ter feito um teste de fidelidade com os escolhidos, razão pela qual demorou a fazer o anúncio. “Fiz um teste para ver se eles tinham capacidade de guardar sigilo, pois se um profissional não tem capacidade de guardar sigilo, não faz parte da minha equipe de trabalho.”

Marinho ainda não definiu os titulares de secretarias importantes, como as de Obras e Desenvolvimento Econômico. O prefeito busca nomes com perfil técnico e trânsito junto ao governo do Estado e o federal.

“Procurei, por exemplo, para a Habitação, alguém que saiba o caminho na Caixa Econômica Federal para obter recursos de forma muito mais fácil”, explicou. Para essa pasta será nomeada Tássia Regino, ex-consultora do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para projetos nas Prefeituras de Curitiba e Aracaju, além de ter comandado o Instituto de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal, no governo Cristovam Buarque.

FRASES

Luiz Marinho
Prefeito eleito de São Bernardo do Campo

“Já disse e repito que fui eleito para administrar a cidade de
São Bernardo, que precisa muito do nosso trabalho, e não
serei candidato a governador em 2010″

“Foi um trabalho intenso escolher esses nomes, para aliar competência técnica à afinidade política”

“Procurei, por exemplo, para a Habitação, alguém que saiba o caminho na Caixa Econômica Federal para obter recursos de forma muito mais fácil”

28/11/2008 - 12:20h Marinho defende aliança mais ampla em SP

César Felício, de São Bernardo do Campo – VALOR

http://www.galizacig.com/imxact/2007/02/20070123_brasilia_luiz_marinho_590.jpgPrincipal prefeito eleito pelo PT no Estado de São Paulo, o ex-ministro do Trabalho e da Previdência Luiz Marinho já sinaliza que a correlação de forças dentro da sigla poderá mudar.

Com o enfraquecimento do PT no interior do Estado e a nova derrota na capital, o partido se fortaleceu em seu berço e domicílio eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E pela primeira vez São Bernardo, e não Santo André, torna-se a principal referência petista no cordão industrial que circunda a capital. Marinho exclui a própria candidatura ao governo estadual, mas deixa claro que irá atuar para aumentar o grau de pragmatismo do PT estadual de modo ao partido estabelecer um amplo arco de alianças partidárias para as próximas eleições estaduais.

O prefeito eleito lembra que em 2006 a disputa interna entre o senador Aloizio Mercadante e a ex-ministra do Turismo Marta Suplicy impediu que o partido conseguisse uma coligação de grande porte para enfrentar o tucano José Serra, que se elegeu no primeiro turno. Em 2002, quando Marinho foi candidato a vice na chapa de José Genoino, a perspectiva era apenas garantir um palanque para Lula no segundo turno da eleição presidencial. Nas eleições anteriores nunca foram tentadas alianças fora dos partidos da esquerda.

Para Marinho, o PT tem que seguir a estratégia de José Serra, que usou a eleição municipal para tentar cimentar uma aliança com o PMDB e o DEM para 2010, em torno não só da sua candidatura presidencial, mas das eleições locais, ainda que não estejam definidos os nomes dos candidatos ao governo do Estado e ao Senado. O prefeito eleito citou quatro possíveis candidatos a governador no PT: o ministro da Educação Fernando Haddad, o deputado Antonio Palocci, o senador Aloizio Mercadante e a ex-ministra Marta Suplicy.

Sua candidatura é descartada face à dificuldade de a administração de Marinho mostrar resultados no curto prazo. Entre os colaboradores de Marinho, há bastante pessimismo não só em relação aos efeitos da crise econômica sobre o setor industrial, responsável por quase 40% dos empregos na cidade, como em relação às contas municipais. “Marinho não pode fazer um governo pífio se quiser manter ambições políticas, e as condições que irá encontrar não são nada animadoras. Ele terá que contar com muita ajuda do governo federal”, comenta o coordenador político da campanha, o ex-prefeito Maurício Soares. Os petistas esperam que os investimentos federais do PAC compensem uma eventual perda de receita. A cidade está 9 projetos de saneamento e 4 de habitação que somam R$ 167 milhões.

Cidade com o segundo maior orçamento do país entre municípios do interior (atrás apenas de Campinas), São Bernardo não conta com uma grande dívida fundada, mas tem uma tradição de problemas de dívidas de curto prazo, segundo Soares. Prefeito da cidade entre 1989 e 1992 e entre 1997 e 2002, Soares afirma que assumiu a administração municipal com pagamentos vencidos a fornecedores e prestadores de serviço nas duas ocasiões. “Já há reclamações de atrasos. A gente sabe que existem algumas táticas como o empenho e o posterior cancelamento do empenho. É algo que só ficará claro quando o novo governo assumir”, diz Soares.

A equipe econômica do prefeito Dib contesta a assessoria de Marinho. Segundo dados da secretaria de Finanças, há R$ 248,78 milhões em empenhos a serem liquidados até 31 de dezembro. A receita corrente realizada até 31 de outubro foi de R$ 1,434 bilhão. A previsão é que entrem em novembro e dezembro mais R$ 272,1 milhões, valor suficiente para cobrir os empenhos.

A equipe de transição é comandada por Miriam Belchior, que foi casada com o prefeito de Santo André, Celso Daniel, assassinado em 2001 quando era coordenador de programa de governo da candidatura presidencial de Lula em 2002.

A participação do presidente Lula na campanha de São Bernardo do Campo deu-se em duas etapas. A mais importante foi a das alianças. Passou pelo gabinete presidencial o acordo para que o deputado e cantor Frank Aguiar (PTB-SP), cuja seção local do partido é controlada pelo deputado estadual Campos Machado, ligado aos tucanos, se tornasse vice na chapa de Marinho. E também foi um encontro com Lula que sacramentou o reingresso de Maurício Soares no PT, rompendo a aliança de 20 anos com o prefeito William Dib, do PSB, mas solidamente alinhado ao PSDB e ao DEM.

Por meio de Soares, coordenador político da campanha, Marinho montou uma aliança com 11 partidos, muitos dos quais reunindo a elite política da cidade, formada por um grupo de famílias de origem italiana estabelecidas em São Bernardo desde o início do século passado e cujos sobrenomes batizam vários bairros nos municípios. Com isso, o isolamento petista – que levou o deputado Vicentinho a concorrer sozinho em 2004 e ter apenas 23% dos votos válidos – foi definitivamente para o passado.

Seja em atos públicos de governo ou de campanha, Lula participou cinco vezes de concentrações populares na cidade onde reside, durante a campanha. Criticou tanto ao prefeito William Dib (PSB) quanto o candidato tucano Orlando Morando, chamado de “sujeitinho” pelo presidente em palanque. “Ficou nítido que Lula tem um projeto pessoal que passa por ter nas mãos do PT a Prefeitura de São Bernardo”, comentou Morando, que atribui ao presidente uma das principais razões de sua derrota. Dentro do grupo derrotado, o palpite é que o presidente bancou Marinho porque apostaria em seu ex-ministro do Trabalho e da Previdência como opção para disputar o governo estadual em 2010. Entre os aliados do prefeito eleito, a candidatura na próxima eleição é descartada e razões de ordem pessoal são lembradas. Mas deixam claro que Marinho pode estar sendo preparado como uma espécie de herdeiro para vôos futuros.

“Lula gosta muito de São Bernardo e se incomoda de morar em uma cidade onde o partido não ganhava há muitos anos. Mas acima de qualquer outra coisa, Lula gosta muito de Luiz Marinho. Talvez mais do que qualquer outro político no PT paulista”, comentou um correligionário do prefeito eleito.

A campanha de Marinho também foi vigorosa do ponto de vista financeiro. O candidato petista arrecadou R$ 11,469 milhões para cabalar o voto dos 539 mil eleitores da cidade. Fez um investimento médio de R$ 21,28 por voto da cidade. Em São Paulo, o prefeito reeleito da capital, Gilberto Kassab (DEM), arrecadou por meio de seu comitê financeiro R$ 34,3 milhões, o que significaria um gasto médio por eleitor de R$ 4,19. ” Isso foi produto da pressão sindical. Com o controle que a CUT tem sobre as bases dos trabalhadores, as empresas abriram os cofres para o PT, não só por amor, mas por temor”, diz Morando.

28/11/2008 - 11:55h “Partido terá que buscar os aliados do PSDB no Estado”


Davilym dourado/valor

Marinho: “Não excluiria Marta, Palocci, Mercadante ou Haddad, mas o mais importante agora é definir o arco de alianças e falta ousadia no PT para isso”

De São Bernardo do Campo – VALOR

Eis os principais trechos da entrevista do prefeito eleito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, ao Valor, concedida em seu escritório de campanha:

Valor: A Prefeitura de São Bernardo do Campo terminou sendo a principal vitória do PT em São Paulo, em uma eleição em que o partido não teve grande sucesso no Estado. Que papel o senhor jogará na eleição em 2010?

Luiz Marinho: A chance de eu ser candidato é zero, porque não faço milagre em dois anos. Não tenho como assumir uma prefeitura em 2009 e arrumá-la em 2010. Minha candidatura é impossível. Já avisei ao partido que não serei candidato. Este debate já foi feito. Se fosse para eu disputar o governo do Estado, teria continuado ministro. Discordo ainda que o PT tenha tido um resultado ruim em uma eleição em que cresceu 10% no número de prefeitos em São Paulo.

Valor: Ainda que o senhor não seja candidato ao governo estadual, será um grande eleitor. Por onde o senhor acha que o partido deve seguir em São Paulo?

Marinho: O importante agora é definir alianças. O PT já perdeu eleições passadas em São Paulo por falta de ousadia em estabelecer alianças. Deixou escapar algumas eleições pelos dedos. Isto é muito mais importante do que definir o candidato agora. Em algum momento vamos ter que trabalhar para romper o amplo arco de alianças que o PSDB montou aqui, que vai do DEM ao PMDB, ao PTB.

Valor: Então o PT teria que procurar fazer o que Serra fez este ano: armou uma aliança PSDB-DEM-PMDB antes de definir o candidato ao governo estadual?

Marinho: Mais ou menos. E como candidato não excluiria ninguém: a ex-ministra Marta Suplicy, o senador Aloizio Mercadante, o deputado Antonio Palocci ou o ministro da Educação, Fernando Haddad. Importante é ter aliança.

Valor: Em 2006, o partido definiu o candidato em prévias e depois buscou alianças. Isto é o que não pode se repetir?

Marinho: Se o partido entra em disputa de prévias, fica discutindo nomes, para depois fazer alianças, faltando três meses para a eleição, a gente já sabe o que acontece. É a derrota. Se partir para disputa interna, não se constroem as alianças.

Valor: São Bernardo tende a sofrer o maior impacto da crise econômico, pelo peso do setor automotivo nas finanças do município. A ajuda do governo federal tende a ser uma válvula de escape de sua administração, diante da expectativa de frustração de receita?

Marinho: Há um certo alarmismo na avaliação da crise. Não há descontinuidade nas decisões de investimento. Cortes de investimentos não podem ser confundidos com ajustes de produção, com calibragem do mercado interno diante da queda de exportações. Agora, com certeza virão muito mais recursos federais para a cidade, já que a administração atual não se esforçou para apresentar projetos. Já estamos tentando carrear recursos federais por meio do Orçamento da União. Uma das emendas articuladas pelo PT destina R$ 70 milhões a um hospital municipal. Vamos tentar assegurar a liberação deste valor. Este é apenas um exemplo. Também espero estabelecer uma ponte com o governador José Serra. Ele ligou para me cumprimentar após o resultado eleitoral e prometeu uma relação “republicana”.

Valor: O fato dele ser o principal presidenciável da oposição não pode prejudicar este relacionamento?

Marinho: O primeiro gesto dele apontou na direção contrária. Estive recentemente com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, para começar a tratar disso. Falei que os prefeitos da região metropolitana precisavam colocar para o governador a necessidade de um planejamento estratégico na área de transportes. O governo estadual está investindo nos municípios que já são servidos por trilhos dos trens metropolitanos, o que não é o caso de São Bernardo do Campo e de Diadema.

Valor: E porque Kassab precisa ser o intermediário desta demanda? Por que o senhor não tratou do tema diretamente com o governador?

Marinho: Porque ele é o prefeito da capital e deve comandar este processo.

Valor: O senhor saiu do ministério para uma disputa eleitoral em São Bernardo do Campo, em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve em seu palanque por várias vezes. Por que o presidente se empenhou tanto assim nesta eleição?

Marinho: Não se trata de um projeto vertical. Ser candidato a prefeito aqui estava em meu planejamento desde 2003. O partido reivindicava minha candidatura agora. O Lula disse que, no meu lugar, não seria candidato. Mas muitos viam em mim uma liderança que permitiria desconstruir as alianças do outro grupo, que comandava a cidade há duas décadas. Este grupo em 2004 montou uma aliança de 21 partidos. Agora, conseguiram o apoio de sete.

Valor: O senhor fez uma campanha extremamente bem sucedida do ponto de vista financeiro, conseguindo uma arrecadação milionária. Porque sua campanha atraiu tantos doadores?

Marinho: O apoio financeiro que recebi é produto de minha trajetória. Eu nunca fiz negócios enquanto estive nos ministérios que ocupei ou nos cargos sindicais que exerci, e isto me deu um certo reconhecimento natural. Nesta campanha, me surpreendeu o fato de as pessoas me procurarem para oferecer colaborações, não precisou ir atrás. A campanha foi toda montada com recursos captados aqui, não veio dinheiro de fora, da direção nacional do partido. Esta história de que eu fiz a campanha mais cara do país precisa de pingos nos is. A campanha do meu adversário declarou gastos muito menores do que o meu, mas tinha um volume de mobilização e de presença física nas ruas absolutamente igual. (CF)

03/10/2008 - 13:46h PT lidera em Santo André, Diadema e São Bernardo

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Aline Bosio e Leandro Amaral – Repórter Diário

Os três candidatos do PT que disputam a principal cadeira do Executivo em Santo André, São Bernardo e Diadema aparecem na liderança nas pesquisas realizadas pelo Instituto Opinião nesta semana. Vanderlei Siraque, Luiz Marinho e Mário Reali apresentam chances de se consagrarem vitoriosos já no primeiro turno, que será realizado neste domingo (5).

Em Santo André, o petista aparece com 42% dos votos, 31 pontos percentuais de vantagem para Raimundo Salles (DEM), que ocupa a segunda colocação. Aidan Ravin (PTB) está com 9%, Newton Brandão (PSDB) com 7% e Ricardo Alvarez (PSol) apenas 1%.

Já Marinho conta com 38% das intenções de votos, enquanto o rival tucano, Orlando Morando, registra 28%. A terceira colocação fica com Alex Manente (PPS), que soma 9%. Aldo Santos (PSol) e Evandro de Lima (PTdoB) não atingiram 1% das intenções de voto.

Em Diadema, Reali abre 15 pontos de vantagem para José Augusto (PSDB), com 46% e 31% dos votos, respectivamente. Ricardo Yoshio (PMN) registra 4% dos votos e Vladão (PCB) não alcançou 1%. As pesquisas divulgadas pelo Repórter Diário foram realizadas pelo Instituto Opinião em parceria com os jornais Ponto Final, ABCDMaior e Folha de Ribeirão Pires.

Leia também:
- Marinho abre 10 pontos e se aproxima da vitória no 1º turno
- Reali dispara com 46% dos votos e se distancia de José Augusto
- Siraque abre 31 pontos e se aproxima da vitória no 1º turno

12/09/2008 - 10:31h Marinho afirma que iniciou investigação que resultou na prisão de peritos do INSS em S.Bernardo

Leandro Amaral – Repórter Diário

Marinho afirma que investigação começou quando ainda era ministro.
Foto
Felipe Logli
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O pleiteante ao Paço de São Bernardo Luiz Marinho afirmou que a operação da Polícia Federal deflagrada nesta quinta-feira (11), a qual prendeu 21 pessoas – entre elas três bernardenses (um vereador e dois candidatos ao Legislativo) suspeitos de fraudar benefícios do INSS- foi iniciada em 2007, quando o petista ainda comandava o Ministério da Previdência.

“Eu estava em uma caminhada no ano passado quando recebi um cartão de uma pessoa que eu não conheço me pedindo para investigar o escritório da Dra. Otília (Azevedo), pois apresentava irregularidades. Eu pedi para investigar e constatamos, realmente, os problemas”, explicou Marinho citando o nome de uma das possíveis envolvidas no caso, pois a ação ocorre em sigilo. “O passo seguinte foi passar o problema, como sempre fazemos, para a Polícia Federal”, emendou durante caminhada no bairro Baeta Neves.

Além da candidata a vereadora pelo PPS, o prefeiturável citou que um membro da base de sustentação do prefeito William Dib (PSB), na Câmara Municipal, também está envolvido. “O vereador preso, o Dr. Alberto Raposo (PSB), todo mundo sabe é uma liderança do prefeito e, aliás, eu tinha recebido várias denúncias dele”, afirmou o ex-ministro referindo-se ao correligionário socialista que é supervisor da Perícia Médica do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

Luiz Marinho fez questão de ressaltar que cabe agora ao Ministério dar continuidade as ações que ele, como ministro, iniciou. “É o caminho da limpeza que o presidente Lula conduz e eu, na época ministro, botei para quebrar”, destacou. “Aqui em São Bernardo está muito claro que tem problemas, de forma que eu espero que a Previdência reveja os benefícios para não prejudicar ninguém”, observou.

Questionado sobre as conseqüências eleitorais que o caso poderia ter, uma vez que os supostos envolvidos são filiados aos partidos que apóiam os dois principais concorrentes, o petista foi taxativo. “Temos que separar as coisas e ter muita cautela, até porque podem ser filiados mas isso não significa que os meus concorrentes estejam envolvidos”, ressaltou garantindo não vai utilizar o episódio na disputa eleitoral.

Polícia desarticula quadrilha acusada de fraudar INSS em São Bernardo

A Polícia Federal desencadeou nesta quinta-feira (11) a Operação Providência, com o objetivo de desmantelar um esquema de fraude em benefícios previdenciários, especialmente os de auxílio doença e de aposentadoria por invalidez, requeridos na Agência da Previdência Social em São Bernardo. De acordo com estimativa da PF, as quadrilhas, que atuavam desde 2003, tenham intermediado cerca de 3.500 benefícios previdenciários fraudulentos, gerando um prejuízo à Previdência Social de aproximadamente R$ 200 milhões.

As quadrilhas corrompiam médicos peritos e outros servidores da agência da Previdência Social de São Bernardo para que estes concedessem benefícios de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez para pessoas saudáveis e com plena capacidade laboral.

Participam da operação 204 Policiais Federais e 10 servidores do Previdência Social, para cumprir 21 mandados de prisão temporária e 38 mandados de busca e apreensão contra servidores públicos, médicos peritos da Previdência Social, advogados, agenciadores e beneficiários que buscavam os serviços dos grupos criminosos.

As ações são realizadas nos município de São Bernardo, São Paulo, Santo André, Diadema, Mogi das Cruzes, Guareí, Americana, Campos do Jordão, Guarujá, Bertioga, Santos, Itanhaém e Montes Claros, em Minas Gerais. Segundo a PF, as investigações constataram que diversas empresas, empresários e advogados domiciliados em São Bernardo estariam intermediando a concessão fraudulenta dos benefícios previdenciários.

A Força Tarefa Previdenciária analisou 349 benefícios previdenciários intermediados pela quadrilha, com indícios de fraudes, cujo prejuízo aos cofres da União estão estimados em R$ 8,720 milhões. Os titulares desses benefícios com indícios de fraudes deverão ser submetidos a novos exames periciais pela Previdência Social.

Também serão cumpridas ordens de bloqueio de contas bancárias, seqüestro de imóveis e veículos automotores utilizados pelos grupos criminosos, bem como a realização de perícias por junta médica da Previdência Social em segurados que participaram do esquema delituoso. (AE)

01/09/2008 - 15:00h Lula afirma que fará todo esforço para eleger Luiz Marinho

Osvaldo Ventura
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Ao lado de Marinho, Lula não poupou críticas ao grupo governista comandado por Dib

Leandro Amaral – Repórter Diário

“É o começo da redenção em São Bernardo. Farei todo o esforço que puder para eleger o Marinho”. Foi com essa afirmação, durante o comício do prefeiturável em São Bernardo, neste sábado (30), que o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva esquentou ainda mais a disputa sucessória.

Nem mesmo o frio e até a garoa que se fez presente em alguns momentos foram capazes de desanimar a militância – formada pela coligação de 11 partidos – que tomou conta da praça Giovanni Breda (Área Verde) no bairro Assunção e testemunhou o primeiro ato oficial do cabo eleitoral mais disputado atualmente: Lula. Segundo a organização do evento cerca de nove mil pessoas estiveram no local.

“Eu como presidente, agradeço a Deus pelo Marinho e o Frank Aguiar (vice de Marinho) serem candidatos”, diz. “Falo isso porque, em 2011, quando terminar meu mandato, vou morar em São Bernardo e quero um prefeito do bem, com dignidade. Esse homem é o Luiz Marinho”, discursou Lula em tom inflamado.

O presidente reafirmou durante toda sua oratória as virtudes do seu ex-ministro. E, por falar em ministério, Lula disse que não queria a saída de Marinho do comando da Previdência. “Ele fez um extraordinário trabalho”, disse. Mas, o desafio de administrar a maior cidade do ABC, berço do PT e do novo sindicalismo fez o ícone do Partido dos Trabalhadores mudar de idéia. “ Vários companheiros me disseram que era importante eu liberar o Marinho porque ele reunia todas as chances de ganhar a prefeitura”, ponderou Lula.

O chefe da nação, além de enaltecer o ex-integrante ministerial fez citações acaloradas ao ex-prefeito Maurício Soares (PT) – que foi eleito ao comando do Paço pela primeira vez quando era filiado ainda ao PT- que rompeu com o grupo governista para apoiar a candidatura de Marinho. “Estou feliz pelo fato do Maurício estar conosco. Não era para ele ter saído nunca. O retorno dele é uma extraordinária alegria”, vibrou.

Outro que também recebeu atenção especial de Lula foi o deputado federal Frank Aguiar, candidato à vice da chapa encabeçada por Luiz Marinho. “O Frank tinha tudo para não estar aqui, mas largou a vida de sucesso para se dedicar a São Bernardo. Esse homem não esqueceu a cidade que o acolheu”, ressaltou.

Marinho, que antes e depois de discursar foi homenageado com uma sonora queima de fogos, relembrou que não foi fácil tomar a decisão de deixar o Ministério da Previdência para concorrer ao Executivo bernardense. No entanto, o prefeiturável destacou que o abandono da atual administração foi o fator preponderante na escolha. “Aqui tem relação de autoritarismo. Os pequenos são massacrados. Nessa cidade está implantado o monopólio de prestação de serviços”, criticou.

Retomando a indignação contra a falta de políticas principalmente as áreas periféricas do município, o postulante rechaçou o “boicote” protagonizado pela gestão do prefeito William Dib (PSB). “Todo esforço do presidente Lula com os projetos sociais não atingem a meta em São Bernardo porque a administração não é séria e não aceita iniciativas federais como o programa Brasil Sorridente”, afirmou o petista.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT), também participou do comício. O parlamentar disse que Marinho alcançará o seu objetivo da mesma forma que Lula . “É preciso lembrar que São Bernardo é o berço daquele que ficou conhecido como o novo sindicalismo. Foi desta luta que fizemos Maurício Soares prefeito e o Lula presidente. E agora nós faremos Marinho prefeito”, previu.

Além do presidente da Câmara Federal, também estiveram presente no ato político o senador Eduardo Suplicy e o deputado federal Vicentinho.

Críticas aos adversários

Lula não poupou críticas ao grupo governista comandado por Dib. Primeiro, o presidente, em forma de desabafo, disse que o chefe do Executivo de São Bernardo nunca procurou parceria com o governo federal em prol de programas para a cidade. “Eu desafio um prefeito deste Brasil dizer que eu o destratei. Mas, estranhamente, mesmo eu morando em São Bernardo, o prefeito daqui nunca me pediu uma audiência”, disse. “Quando eu tomei a iniciativa de dialogar com ele para buscar um terreno para a Universidade Federal ele queria me dar um lá na (Rodovia) Índio Tibiriçá. Mas eu disse que lá era perigoso para os jovens. Então ele disse que só poderia me vender e, por isso, nós compramos”, emendou Lula já anunciando que o campus em São Bernardo será inaugurado em outubro do ano que vem. “No dia 27 de outubro seria um bom dia, pois é a data do meu aniversário e eu quero ganhar como presente este equipamento para a população da cidade”, completou.

Entretanto, o momento mais inflamado do discurso, foi quando Lula, sem citar o nome, atacou o deputado estadual Orlando Morando (PSDB), postulante ao paço que representa o grupo governista com o apoio do prefeito Dib. “Eu sei quantas vezes esse sujeitinho, adversário do Marinho, passou me xingando em 2005. Mas quando a gente chega à presidência da República, a gente não fica chutando aqueles que fazem o jogo rasteiro. Nestes, a gente dá uma lição de comportamento. Nunca vou citar o nome dele, o que vou fazer é derrotá-lo aqui e eleger o Marinho como prefeito de São Bernardo. Essa será a minha vingança”, exclamou Lula.

Maurício Soares

Outro que não poupou alfinetadas a atual adminsitração foi Maurício Soares (PT). Recebido de maneira acalorada pelas autoridades e pela militância, o ex-prefeito – usando uma boina por causa do frio – afirmou que alertou Dib sobre a periferia, mas não foi ouvido. “Eu insisti para ele mudar as políticas e olhar para a periferia”, lembrou. “Como não fui ouvido, estou fazendo política ao lado do Marinho para que a cidade mude. Essa mudança começa hoje com a resposta que o Dib e sua turma vão ter nas urnas. A tirania está com os dias contados”, discursou arrancando aplausos entusiasmados dos militantes.

Agenda no ABC

O presidente Lula ainda participou do comício do candidato a prefeito pelo PT em Diadema, Mário Reali. Neste domingo (31), Lula encerra o ciclo de apoio em Santo André. Ele fará campanha ao lado do petista Vanderlei Siraque. O evento será realizado na região da Vila Luzita, com expectativa de público de pelo menos 5 mil pessoas.

15/08/2008 - 15:12h Depois de 12 anos, S.Bernardo revive disputa acirrada

Leandro Amaral – Repórter Diário

Natália Fernandjes
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O ex-prefeito de São Bernardo, Maurício Soares (esq) e o atual prefeito de São Bernardo, William Dib

 

 

Nos últimos dois pleitos (2000/2004), a corrida eleitoral em São Bernardo nem de longe chegou a despertar um clima de disputa. Nos dois casos, os candidatos governistas – Maurício Soares e William Dib – não deram a menor chance para a oposição representada pelo candidato petista Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho.

Porém, esse ano a empreitada rumo ao Paço será mais árdua. Três dos cinco prefeituráveis polarizam os holofotes do cenário eleitoral bernardense: o ex-ministro da Previdência e do Trabalho Luiz Marinho (PT) e os deputados estaduais Orlando Morando (PSDB) e Alex Manente (PPS).

Para apimentar ainda mais o contexto, dois personagens renomados da política local travam uma verdadeira queda de braço, na qual duelam na busca de saber quem tem mais poder e status perante os munícipes. De um lado o atual prefeito William Dib e do outro o também um ex-prefeito Maurício Soares. Para se ter uma idéia de como a política é dinâmica, ninguém imaginava, em um passado recente, que os dois protagonizariam uma disputa paralela e em lados opostos.

A divergência começou em agosto do ano passado. Na ocasião, Dib indicou a pré-candidatura governista que disputaria a sua sucessão com Maurício Soares como prefeito e Orlando Morando vice. A dobrada escolhida pelo prefeito caiu como uma bomba entre os aliados. Prova disso, foi que mesmo anunciando aos quatro ventos que o grupo situacionista estava unido, Maurício e Orlando romperam a chapa em janeiro deste ano.

De lá pra cá o que se viu foi uma série de tentativas dos governistas de tentar maquiar a ruptura entre os aliados. Mas os planos de esconder a “sujeira debaixo do tapete” não durou muito e acabou com uma seqüência pública de troca de farpas entre os até então amigos inseparáveis Maurício Soares e William Dib.

No fim desta história aconteceu o que nem mesmo os mais utópicos imaginavam. Maurício voltou às origens e filiou-se novamente ao PT – sigla que o elegeu prefeito em São Bernardo pela primeira vez no fim da década de 80 – e trabalha como coordenador político e homem de confiança do prefeiturável Luiz Marinho.

Dib, por sua vez, concentra todos os esforços na candidatura de Orlando Morando com o objetivo de fazer o afilhado político seu sucessor e de quebra manter a dinastia governista que perdura 12 anos.

A resposta para quem é o maior cabo eleitoral entre os dois virá no dia 5 de outubro. Mas, se até lá os números da pesquisa realizada pelo Instituto Opinião (veja págs. 5, 6, e 7) – contratada pelo Repórter Diário em um pool com mais três jornais – forem mantidos, a reposta para os ex-aliados será adiada até o fim de outubro. Pois, ao que tudo indica, depois de 12 anos a cidade será, mais uma vez, protagonista de um segundo turno. E, segundo os especialistas no assunto, uma das disputas mais acirradas da história.

15/08/2008 - 15:03h São Bernardo: Morando (PSDB) lidera, mas disputa se acirra com Marinho (PT) e Manente (PPS)

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Leandro Amaral – Repórter Diário

O candidato governista à sucessão municipal de São Bernardo Orlando Morando (PSDB) lidera com 26% das intenções de voto, seguido por Luiz Marinho (PT) com 19%, Alex Manente (PPS) 13%; Aldo Santos (Psol) e Evandro de Lima (PTdoB) aparecem empatados com 1%. Se os números forem mantidos até o dia do pleito – 5 de outubro – a cidade terá 2º turno, fato que não ocorre desde 1996.

A pesquisa realizada pelo Instituto Opinião foi contratada por um pool de jornais (Repórter Diário, Folha de Ribeirão, ABCDMaior e Ponto Final) e ouviu 800 pessoas entre os dias 11 e 12 de agosto. A margem de erro é de 3,4% para mais ou para menos. O levantamento foi registrado na 174ª Zona Eleitoral sob o nº 006/2008.

Porém, o que mais chama atenção é o número de eleitores indecisos. De acordo com a pesquisa, 28% do eleitorado afirmou que ainda não definiu o candidato e 12% não votará em nenhum dos postulantes ao Paço.

A pesquisa foi baseada em sete vertentes: sexo, idade, região, renda, escolaridade, religião e tempo de moradia. Em todas elas, o prefeiturável governista leva a melhor. Entretanto no quesito região, quando o local avaliado é a periferia, a diferença entre o tucano e o petista praticamente não existe. No Montanhão os candidatos somam, respectivamente, 23% e 20%. Já no Jardim das Orquídeas, Marinho chega a ultrapassar Orlando, 27% a 26%.

Já Alex Manente alcança a segunda colocação, no mesmo item, em três dos seis bairros pesquisados. Na Vila Vivaldi, Paulicéia e São Marcos o socialista polariza a disputa com o tucano.

Segundo dados do levantamento, 44% dos entrevistados afirmaram estar plenamente decididos quanto a escolha do candidato e 17% admitiram que podem mudar o voto até o dia da eleição.

Em relação ao conhecimento dos prefeituráveis, 58% dos eleitores sabem que Orlando Morando é candidato; 53% conhecem a candidatura de Manente; 49% sabem que Luiz Marinho é candidato; Evandro de Lima e Aldo Santos aparecem com 18% e 17% respectivamente.

Espontânea
Na pesquisa espontânea – onde o eleitor não recebe a lista com o nome dos candidatos – Orlando Morando é citado por 17% dos entrevistados, seguido por Luiz Marinho 13%, Alex Manente 8% e, assim como na estimulada, aparecem Aldo Santos e Evandro de Lima com 1%. Neste caso a porcentagem de indecisos atinge 52%. Já os eleitores que afirmaram não votar em nenhum dos prefeituráveis somaram 8%.

Rejeição
Na avaliação quanto à rejeição de cada candidatura, os pleiteantes aparecem tecnicamente empatados de acordo com a margem de erro: 25% dos entrevistados não votariam de jeito nenhum em Luiz Marinho; 23% descartam Orlando Morando e Evandro de Lima, 21% não escolheriam Aldo Santos e 20% não votariam em Alex Manente.

Leia a pesquisa completa aqui

13/08/2008 - 17:43h Fundador do PT volta ao partido e reforça campanha de Marinho em São Bernardo

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Soares disse que lamenta saída do PSB mas volta contente ao PT após 14 anos

 

REGIANE SOARES da Folha Online

Ex-prefeito de São Bernardo (Grande São Paulo) por três vezes e um dos fundadores do PT, o advogado Maurício Soares volta nesta quarta-feira para os quadros petistas após romper com o comando do PSB na cidade. Agora oficializa seu apoio para o ex-ministro Luiz Marinho (Previdência), que disputa a prefeitura pelo PT.

O ex-prefeito será recebido em uma festa hoje à noite em um dos mais tradicionais restaurantes da cidade que contará com a presença de Marinho. A filiação será um dos atos da campanha petista.

“Volto ao PT depois de 14 anos e ajudando o Marinho. Estou contente em poder ajudar”, disse o ex-prefeito, que saiu do PT 1994 acusado de ter traído o partido por não ter apoiado o candidato a prefeito indicado pela Executiva Municipal.

Soares já trabalhava extra-oficialmente na campanha de Marinho há pelo três meses, quando começou a disputa interna pela indicação do sucessor do prefeito William Dib (PSB). O ex-prefeito havia recebido a promessa de Dib de ser indicado para a disputa tendo o deputado Orlando Morando (PSDB) como vice. Mas depois o tucano decidiu se candidatar e Soares perdeu o apoio de Dib.

“Houve uma encrenca grande com o Dib, que me designou como seu sucessor e o Orlando como vice. No fim, o Orlando decidiu se candidatar e, embora o Dib fosse do meu partido, apoiou o Orlando e eu fiquei sozinho”, disse Soares.

A briga em São Bernardo foi parar na Executiva Nacional do PSB. Soares entrou com recurso questionando o fato de o PSB, que faz parte da base de apoio do governo federal, ter se coligado com o PSDB, que faz oposição. “Até hoje ninguém me respondeu”, afirmou.

Soares assumiu seu primeiro mandato em 1989 pelo PT. Ao deixar o governo, em 1992, reassumiu o cargo de advogado do Sindicato dos Metalúrgicos e fui surpreendido com uma carta de demissão, entregue por Luiz Marinho. Já no PSDB, voltou a administrar a cidade de 1997 a 2000, quando foi reeleito.

O ex-prefeito disse que lamenta a disputa com o PSB e com Dib, que foi seu vice quando administrou São Bernardo entre 2001 e 2003. Na ocasião, Soares alegou problemas de saúde e renunciou ao mandato, deixando o cargo para o socialista.

“Brigas não fazem bem pra alma da gente, Fico magoado, mas são águas passadas”, disse o agora petista, que pretende transferir seu prestígio político para Marinho.

“Não sei o quanto eu posso transferir o meu patrimônio político. Talvez não consiga transferir tudo, porque voto é muito pessoal. Mas vou trabalhar para isso”, afirmou.

William Dib disse por meio de sua assessoria que não vai comentar a saída de Soares do PSB porque foi uma decisão pessoal.

Marinho disse que Soares é um líder histórico em São Bernardo que vai agregar valor à sua campanha. “Pra mim é um motivo de grande alegria [ter o Maurício no PT]. É como um filho que andou por outros partidos. Creio que ele pode ajudar muito, porque é uma grande referência na cidade”, afirmou o petista.