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	<title>Blog do Favre &#187; professores</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Aparelhamento tucano: Para mais votado a reitor da USP, fatores não acadêmicos prevaleceram</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Nov 2009 12:31:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[EDUCAÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Glaucius Oliva]]></category>
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		<description><![CDATA[

Tucanos ligados a novo reitor influenciaram na decisão, afirma Glaucius Oliva
&#8220;Não tive a oportunidade de  apresentar meu projeto nem  para o governador nem para  pessoas próximas&#8221;, diz  diretor de física de São Carlos

DA REPORTAGEM LOCAL &#8211; FOLHA SP
Preterido pelo governador  José Serra (PSDB) apesar de  ter sido o mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: large;"><strong><br />
</strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-large;"><strong>Tucanos ligados a novo reitor influenciaram na decisão, afirma Glaucius Oliva</strong></span></p>
<p><strong>&#8220;Não tive a oportunidade de  apresentar meu projeto nem  para o governador nem para  pessoas próximas&#8221;, diz  diretor de física de São Carlos</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/foto/0,,26412531-EX,00.jpg" alt="http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/foto/0,,26412531-EX,00.jpg" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">DA REPORTAGEM LOCAL &#8211; FOLHA SP</span></h2>
<p>Preterido pelo governador  José Serra (PSDB) apesar de  ter sido o mais votado na USP,  Glaucius Oliva diz lamentar  que &#8220;fatores não acadêmicos  prevaleceram&#8221; na decisão final  para escolha do reitor.<br />
Diretor do Instituto de Física  de São Carlos, Glaucius, 49, entende que perdeu o posto devido à pressão de tucanos aliados  ao novo reitor e por seu nome  ter sido ligado na campanha ao  da atual reitora, Suely Vilela. O  governador e Vilela têm relações estremecidas.  Glaucius diz não ter sido procurado pela equipe de Serra.<br />
&#8220;Não tive a oportunidade de  apresentar meu projeto nem  para o governador nem para  pessoas próximas a ele. Lamento que tenha sido assim.&#8221;<br />
Abaixo, a entrevista com  Glaucius, cientista renomado,  que dirige a unidade com a  maior produção científica da  universidade. <strong> (FT) </strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Como o sr. se sente?<br />
GLAUCIUS OLIVA -</strong></em> Desapontado.  Entendo que são as regras do  jogo. Mas não tive a oportunidade de apresentar meu projeto nem para o governador nem  para pessoas próximas a ele.  Ter a voz do governador ao final do processo significa que se  deveria avaliar os projetos. Isso  ficou à margem. O processo me  leva a crer que foram fatores  não acadêmicos que prevaleceram na decisão.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Que fatores?<br />
GLAUCIUS -</strong></em> Pressão política. E  pelo fato de meu nome ter sido  ligado ao da reitora. É preocupante que coisas como essas sejam decisivas numa decisão que  deveria considerar os projetos  para o crescimento da USP.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; O sr. acha que haverá uma  cisão na universidade?<br />
GLAUCIUS -</strong></em> Vai ter muita gente  desapontada, como eu estou.  Meu projeto não era um projeto pessoal, mas de expectativas  da comunidade [acadêmica].  Espero que não haja riscos para  a USP. A universidade está acima disso. Agora, segue a vida.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; O sr. aceitaria participar da  nova gestão?<br />
GLAUCIUS -</strong></em> Não vejo possibilidade. O reitor precisa ter próximo a ele pessoas com grande  afinidade. No grupo dele, há  muitas pessoas capacitadas.  E a minha candidatura não  era um projeto pessoal, de luta  pelo poder. Era coletiva.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; De que forma o apoio da  reitora pesou negativamente na decisão do governador?<br />
GLAUCIUS -</strong></em> Se isso teve peso  grande, foi uma forma muito pequena de julgar a universidade,  que tem tantos desafios. Era o  julgamento da gestão que começa em 2009, não da que acaba.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; O sr. já pensa na próxima  eleição? Poderia se candidatar novamente para reitor?<br />
GLAUCIUS -</strong></em> Não pensei. Quatro  anos é muito tempo, muita coisa pode mudar até lá.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Educação não  é valorizada</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/educacao-nao-e-valorizada/</link>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 09:43:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[EDUCAÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[Apeoesp]]></category>
		<category><![CDATA[educação SP]]></category>
		<category><![CDATA[Ensino]]></category>
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		<category><![CDATA[professores]]></category>

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		<description><![CDATA[Favre, encaminhamos carta assinada pela presidenta do Sindicato dos Professores comentando entrevista do secretário da Educação de SP na Revista Veja, na qual ele afirma que os sindicatos são um entrave para o bom ensino.
Estamos solicitando encarecidamente publicação na mídia alternativa, já que, dificilmente a Revista a publicará.
Sds
Rosana Inácio
Secretaria de Comunicações
APEOESP – (11) 3350.6024


A entrevista [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Favre, encaminhamos carta assinada pela presidenta do Sindicato dos Professores comentando entrevista do secretário da Educação de SP na Revista Veja, na qual ele afirma que <strong>os sindicatos são um entrave para o bom ensino</strong>.<br />
Estamos solicitando encarecidamente publicação na mídia alternativa, já que, dificilmente a Revista a publicará.<br />
Sds</em></p>
<p><em>Rosana Inácio<br />
Secretaria de Comunicações<br />
APEOESP – (11) 3350.6024</em></p>
<p><em><br />
</em></p>
<p>A entrevista do secretário Paulo Renato apenas confirma que o governo do PSDB no estado de São Paulo está mais preocupado em fomentar a “competitividade”  entre os professores e aplicar receitas empresariais ao sistema público de ensino do que em melhorar a qualidade de ensino para todos os estudantes das escolas estaduais.</p>
<p>O secretário culpa os sindicatos de professores pela queda na qualidade de ensino, como forma de fugir de suas próprias responsabilidades. Ele já foi secretário de Educação no governo Franco Montoro e ministro da Educação por longos oito anos, no governo FHC. Seu viés é sempre o da exclusão. Quando criou o FUNDEF, deixou descobertas as duas pontas da educação básica: a educação infantil e o ensino médio, concentrando recursos apenas no ensino fundamental, praticando assim uma política de foco. Esta é a forma como vê a educação.</p>
<p>Um projeto que exclui, de imediato, 80% dos professores de reajustes salariais e, ainda assim, não assegura que os demais 20% terão mesmo direito à melhoria salarial (pois depende de disponibilidade orçamentária) não vai contribuir para a qualidade de ensino e sim para gerar mais revolta e desestímulo na categoria. Os professores tem como ofício educar e sua ferramenta é a educação; e a educação não está sendo valorizada.</p>
<p>As posições externadas pelo secretário estão na contramão de todos os avanços que se tem verificado na educação nacional nos últimos anos. Por certo são ainda insuficientes, mas apontam na direção da escola pública de qualidade.</p>
<p>Por outro lado, é difícil entender como, num Estado democrático de direito, todo o espaço  é reservado apenas para um dos lados, que se permite fazer juízos de valor sobre o sindicato, sem que nos seja oferecido espaço equivalente. O que queremos, em nome dos 178 mil associados da APEOESP, é que nos seja aberto espaço nesta revista para que nós próprios possamos expor nossas posições.</p>
<p>Não somos corporativistas. O que nos move é a qualidade da educação e a valorização dos profissionais que nela trabalham, pois a educação abrange bem mais que a relação professor-aluno em sala de aula. Entretanto, ainda que fôssemos corporativistas, o papel de um sindicato não é justamente defender os direitos e reivindicações da categoria que representa?</p>
<p>Aguardamos a publicação desta carta e a abertura de espaço para que possamos expor e defender nossos pontos de vista.</p>
<p>Maria Izabel Azevedo Noronha</p>
<p>Presidenta da APEOESP</p>
<p>Membro do Conselho Nacional de Educação</p>
<p>RG 11738806</p>
<p>Endereço: Praça da República 282 São Paulo/ SP</p>
<p>(11) 8443.2775/ 3350.6021</p>
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		<title>Após denúncia do vereador Donato, MP abre inquérito sobre contratos do Leve Leite</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/apos-denuncia-do-vereador-donato-mp-abre-inquerito-sobre-contratos-do-leve-leite/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 17:20:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[EDUCAÇÃO]]></category>
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		<description><![CDATA[
O Ministério Público instaurou inquérito civil (nº 121/09) para investigar o contrato (no valor de R$ 34 milhões), celebrado sem licitação entre a Prefeitura de São Paulo e os Correios, para a entrega de latas do programa Leve Leite na casa das crianças matriculadas na rede municipal de ensino.
A decisão do MP se baseou em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/foto/0,,14403079,00.jpg" alt="http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/foto/0,,14403079,00.jpg" width="298" height="199" /><img src="http://4.bp.blogspot.com/_Iv3aM_MaU04/SPd5HONu87I/AAAAAAAAATA/LHVenKvQ-f8/s400/kassab.bmp" alt="http://4.bp.blogspot.com/_Iv3aM_MaU04/SPd5HONu87I/AAAAAAAAATA/LHVenKvQ-f8/s400/kassab.bmp" width="238" height="198" /></p>
<p>O Ministério Público instaurou inquérito civil (nº 121/09) para investigar o contrato (no valor de R$ 34 milhões), celebrado sem licitação entre a Prefeitura de São Paulo e os Correios, para a entrega de latas do programa Leve Leite na casa das crianças matriculadas na rede municipal de ensino.</p>
<p>A decisão do MP se baseou em denúncia formulada pelo vereador Donato. No mesmo inquérito será investigado também o contrato da prefeitura com a Nestlé, que igualmente foi contratada sem licitação e cobrou no preço um valor referente à entrega do produto.</p>
<p>Em pronunciamento da tribuna da Câmara Municipal semana passada, Donato observou que os Correios só poderiam ser contratados sem concorrência pública apenas para distribuição de correspondência, já que detém o monopólio do serviço. No caso do Leve Leite, a prefeitura deveria ter feito licitação para escolher quem faria a distribuição, assim como aconteceu para a entrega de remédios e de uniformes escolares nas casas dos beneficiários destes programas.</p>
<p>Quanto ao preço do quilo de leite em pó (R$ 8,50) cobrado pela Nestlé, o vereador lembrou que no custo estava embutida a despesa com a distribuição nas escolas. Após Donato ter protocolado a representação no MP para que fosse investigado o caso, a prefeitura baixou de R$ 8,50 para R$ 8,21 o valor pago pelo quilo do produto.</p>
<p>“Sou a favor de que o leite não seja distribuído pelos professores, cujo tempo deve ser dedicado à sala de aula, ao ensino dos alunos, algo que não ocorre mesmo com a retirada do leite. Temos notícias de que professoras atuam como costureiras, tirando as medidas dos alunos para a confecção de uniformes. Essas atividades deveriam ser desenvolvidas por pessoas do apoio da escola ou terceirizadas. Nos parece que o custo de R$ 34 milhões é excessivo em relação ao contrato de distribuição do leite, de R$ 120 milhões. Será que não existe alternativa mais barata do que R$ 34 milhões, que onera as verbas de assistência social na área de educação”, questionou Donato.</p>
<p><em>Fonte Boletim da liderança da bancada de vereadores do PT</em></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Serra inaugura ponte em SP construida com dinheiro do governo federal e é vaiado por professores</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/09/serra-inaugura-ponte-em-sp-construida-com-dinheiro-do-governo-federal-e-e-vaiado-por-professores/</link>
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		<pubDate>Sat, 26 Sep 2009 00:33:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[
Professores protestavam por reajuste de salários; governador tucano classificou críticas como &#8216;trololó petista&#8217;
Sandro Villar, da Agência Estado
PRESIDENTE PRUDENTE, SP &#8211; O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), foi vaiado nesta sexta-feira, 25, durante evento em Presidente Prudente, interior do Estado. Mesmo sob os aplausos de aproximadamente 200 pessoas &#8211; levadas por prefeitos e deputados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><br />
Professores protestavam por reajuste de salários; governador tucano classificou críticas como &#8216;trololó petista&#8217;</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Sandro Villar, da Agência Estado</span></h2>
<p>PRESIDENTE PRUDENTE, SP &#8211; O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), foi vaiado nesta sexta-feira, 25, durante evento em Presidente Prudente, interior do Estado. Mesmo sob os aplausos de aproximadamente 200 pessoas &#8211; levadas por prefeitos e deputados da região -, um grupo de 50 professores em campanha por reajuste salarial conseguiu incomodar o tucano.</p>
<p>&#8220;É um trololó petista&#8221;, reagiu o governador, referindo-se aos manifestantes. Durante seu discurso, o governador reclamou da gritaria. &#8220;É uma amolação à paciência de quem discute os problemas da região.&#8221;</p>
<p>Impedidos por uma barreira de policiais, os manifestantes, que ficaram a uma distância de 100 metros do palanque e portavam faixas com severas críticas ao sistema educacional no Estado, foram proibidos de se aproximar de Serra. Eles pretendiam entregar ao governador um documento com as reivindicações da categoria.</p>
<p>&#8220;Serra mentiroso, Educação já tá no poço&#8221; e &#8220;Serra sem ação, não valoriza a Educação&#8221;, eram as palavras de ordem dos professores.</p>
<p>O coordenador regional da Apeoesp, Alberto Bruschi, foi irônico. &#8220;Vamos dar as &#8216;boas-vindas&#8217; ao governador e agradecer o mal que ele tem feito à educação e aos professores. O reajuste era para ter sido dado ontem. Nós estamos aproximadamente há 14 anos sem saber o que é reajuste salarial&#8221;, atacou.</p>
<p><strong>Sucessão </strong></p>
<p>Durante o evento, em que inaugurou melhorias no aeroporto da região, Serra admitiu que, se fosse eleito presidente da República, sua prioridade seria o desenvolvimento. &#8220;Para ser eleito primeiro eu preciso ser candidato e isso só vai ser definido mais para a frente&#8221;, ressaltou.</p>
<p>Serra não quis comentar sobre os possíveis candidatos a vice na chapa tucana. &#8220;Discutir o vice agora seria um exagero completo&#8221;, desconversou.</p>
<p><strong>Inaugurações </strong></p>
<p>Atrasado em mais de uma hora, Serra deixou Presidente Prudente e foi para Osvaldo Cruz, onde entregou o trecho reformado de 44 quilômetros da Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros, entre Iacri e Adamantina. A obra custou de R$ 43 milhões.</p>
<p>O governador encerrou o dia em Pauliceia. Lá, ele inaugurou a ponte Mário Covas sobre o Rio Paraná, ligando São Paulo e Mato Grosso do Sul. Com extensão de 1,7 quilômetro, a ponte, que começou a ser construída em 2001, custou mais de R$ 160 milhões, sendo 80% da verba do governo federal.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sombras sobre a USP</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/06/sombras-sobre-a-usp/</link>
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		<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 14:55:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[Marcelo Coelho faz uma artigo &#8220;imparcial&#8221; sobre o conflito na USP e a presencia da PM no campus. tenho grande concordância com o que ele escreve, porem&#8230;
Tem um porem sim. A pouca representatividade dos &#8220;atores&#8221; do conflito não me parece ser obstaculo ao dialogo e a negociação. Em outras latitudes, essa &#8220;contradição estrutural&#8221; também existe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Marcelo Coelho faz uma artigo &#8220;imparcial&#8221; sobre o conflito na USP e a presencia da PM no campus. tenho grande concordância com o que ele escreve, porem&#8230;</em></p>
<p><em>Tem um porem sim. A pouca representatividade dos &#8220;atores&#8221; do conflito não me parece ser obstaculo ao dialogo e a negociação. Em outras latitudes, essa &#8220;contradição estrutural&#8221; também existe e nem por isso a intervenção policial é utilizada, as vezes até a lei proíbe a entrada da força pública nos recintos universitários. Mais ainda, Marcelo não dá valor a afirmação que o espaço universitário é de ideias e não de barbárie, porque lá também tem conflito. Repito, em outras latitudes esses conflitos existem e a polícia não é chamada a intervir, por considerar que o espaço universitário &#8220;comporta&#8221; ate certo ponto a possibilidade de &#8220;contestação&#8221; &#8220;superior&#8221; à do resto da sociedade. Onde também prevalecem disputas &#8220;ideólogicas&#8221; e filosóficas que não se resolvem a cacetadas.</em></p>
<p><em>tenho a impressão que Marcelo Coelho neste artigo, com o qual concordo bastante amplamente, deixa fora da sua analise a decisão política e suas motivações, por isso o nome do governador José Serra nem aparece. Qual é o denominador comum na maneira em que o conflito na USP é tratado e o da Polícia civil? Como reage o governador Serra a qualquer movimento ou reivindicação dos sindicatos ou das categorias dos servidores? </em></p>
<p><em>Penso que estamos perante uma política, uma orientação tipica da direita que criminaliza todos conflito social e que compara toda reivindicação, manifestação e greve a baderna e desordem. Não é o produto da desumanização e sim da orientação, não é um incidente e sim uma sistemática política. O artigo de Marcelo Coelho permite de esclarecer melhor os termos do debate. É uma ótima leitura LF</em></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://img.estadao.com.br/fotos/7E/E8/D7/7EE8D7BB5FE44E7ABC1A7FA8693ECC51.jpg" alt="http://img.estadao.com.br/fotos/7E/E8/D7/7EE8D7BB5FE44E7ABC1A7FA8693ECC51.jpg" width="555" height="369" /></div>
<p><strong><font size="+1" color="#000080">MARCELO COELHO &#8211; FOLHA SP</font></strong></p>
<p><font size="5"><strong><br />
</strong></font></p>
<table width="472" height="102">
<tr>
<td>
<hr size="2" noshade="noshade" /> <font size="4"><strong><em>Se as &#8220;minorias radicais&#8221; conduzem o processo, onde estão as maiorias moderadas?</em></strong></font><br />
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</table>
<p>UM GRUPO de provocadores ameaça a ordem e o Estado de Direito. Impossível negociar com extremistas desse tipo, dado o irrealismo de suas reivindicações. Para preservar a paz da comunidade e o império da Lei, a saída é a intervenção de uma força militar.<br />
Esse raciocínio pode ser aplicado,  sem grande irrealismo, à crise vivida  na Universidade de São Paulo. De fato, há minorias radicais. Tudo indica  que é impossível negociar com elas.  De fato, a ordem deve ser preservada. Tudo indica que o patrimônio  público precisava ser defendido de  invasões e quebra-quebras.<br />
Só que a fraseologia não difere  muito da que justificou o golpe militar de 1964.<br />
Aquela época tinha seus extremistas, dispostos, por exemplo, a fazer a  reforma agrária &#8220;na lei ou na marra&#8221;.  Eram, certamente, minoritários na  população. Havia uma ordem a ser  preservada, e uma legalidade para a  qual os movimentos de massa não  conferiam grande importância. Só  uma intervenção militar daria conta  da &#8220;baderna&#8221;.<br />
É triste ver pessoas de belo currículo democrático, notoriamente  perseguidas pelo regime militar,  apoiando a ocupação da USP pela  PM. Sem dúvida, a polícia age agora  com autorização judicial e o golpe de  1964 foi, afinal, um golpe.<br />
Do ponto de vista político, entretanto, as situações se assemelham. Como em 1964, muitos &#8220;democratas&#8221; agora acham que é preciso reprimir pela força as &#8220;minorias radicais&#8221;, contando com o aparato militar para defender a ordem, contra a &#8220;baderna&#8221;.<br />
Este artigo -prometo- será imparcial. Não vejo valor em alguns argumentos do lado contrário. É muita abstração condenar a presença da PM porque a universidade é um local &#8220;de pensamento, não de violência&#8221;, &#8220;de ideias, não de barbárie&#8221;.<br />
A USP é isso, mas não é um jardim  peripatético: é também um lugar de  trabalho, onde pessoas ganham salário, reclamam, fazem greves, piquetes e invasões.<br />
Piquetes e invasões não são atos isentos de violência, e palavras de ordem não costumam ser obras-primas de reflexão e de pesquisa. De resto, há uma diferença óbvia entre intervenções armadas que se dedicam a sufocar o pensamento e a liberdade de cátedra, e as que se encarregam de reprimir militantes sindicais.<br />
Convocar a PM foi um erro. Só  serviu para acirrar, e não pacificar,  os ânimos na USP. A retirada da PM  é o primeiro passo para a superação  da crise.<br />
O problema é saber por que se  chegou a esse ponto -em que pessoas respeitáveis acabam achando  que &#8220;só a PM resolve essa baderna&#8221;.  Quando acontece isso, um sistema  de representação e de poder se revela disfuncional. A política deixa de  funcionar e a força prevalece.<br />
Se &#8220;minorias radicais&#8221; conduzem o processo, cabe perguntar onde estão as maiorias moderadas. Deveriam estar presentes nas assembleias (e piquetes) que decidem mobilizações em nome de todos.<br />
Nada mais alienado do que condenar o fato de uma assembleia &#8220;de gatos pingados&#8221; ter decidido uma greve quando não se participa dela.<br />
Estivesse presente nas assembleias, a &#8220;maioria ordeira&#8221; da USP  negaria legitimidade aos movimentos de reivindicação. Em última análise, prefere delegar a defesa da ordem à PM.<br />
Diante de dezenas de ativistas  enraivecidos, quatro policiais (que  não são &#8220;a repressão&#8221;, mas têm nome, estado civil e endereço) foram  cercados e humilhados moralmente. Quando chegou o reforço, professores, funcionários e estudantes  (que têm nome, estado civil e endereço) foram atacados com gás e balas  de borracha.<br />
Tudo se desumaniza, porque está  em jogo uma contradição estrutural.  Temos uma máquina burocrática  -a da reitoria e seus órgãos ossificados de decisão- contra uma máquina sindical -que segue a lógica da  mobilização de massas.<br />
Acontece que as massas são imaginárias (reduzem-se a uma minoria)  e que a estrutura de poder na USP,  supostamente defensora da lei e da  ordem, é tudo menos democrática.  Quando ninguém representa ninguém, ou representa mal, não há negociação humana possível, e a violência prevalece.<br />
O mesmo dilema levou a crises  violentas no sistema político brasileiro, tempos atrás. Minorias &#8220;extremistas&#8221; se iludem com a omissão da  maioria &#8220;ordeira&#8221;, que não se dá ao  trabalho de mobilizar-se pela &#8220;ordem&#8221; e pela &#8220;moderação&#8221;. Afinal,  tem as tropas a seu dispor.</p>
<p><strong><a href="mailto:coelhofsp@uol.com.br">coelhofsp@uol.com.br</a></strong></p>
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		<title>PM na USP é atentado, diz Antonio Candido</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 14:00:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Professor emérito da universidade, crítico literário disse durante ato que pessoas têm o direito de discutir sem pressão do poder público
Reitores e funcionários das universidades estaduais podem retomar negociações na segunda; professores farão passeata amanhã
Luiz Carlos Murauskas/Folha Imagem

 Antonio Candido e Marilena Chaui, em ato de repúdio à repressão na USP em que havia 450 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Professor emérito da universidade, crítico literário disse durante ato que pessoas têm o direito de discutir sem pressão do poder público</strong></p>
<p><strong>Reitores e funcionários das universidades estaduais podem retomar negociações na segunda; professores farão passeata amanhã</strong></p>
<p align="center"><font size="1"><em>Luiz Carlos Murauskas/Folha Imagem<br />
</em><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/06/pm-na-usp-e-atentado-diz-antonio-candido/11905/" rel="attachment wp-att-11905" title="candido_chaui.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/06/candido_chaui.jpg" alt="candido_chaui.jpg" /></a><br />
</font><em><font size="1"> Antonio Candido e Marilena Chaui, em ato de repúdio à repressão na USP em que havia 450 pessoas</font><br />
</em></p>
<p style="background-color: #ffff99">TALITA BEDINELLI &#8211; FOLHA SP</p>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>&#8220;Estou aqui por uma simples razão: para fazer um protesto veemente contra a intervenção da força policial no campus universitário. [Isso] é um atentado aos direitos mais sagrados que as pessoas têm de discutir, debater e agir sem nenhuma pressão do poder público.&#8221;<br />
Foi assim que Antonio Candido, 90, um dos mais importantes críticos literários do país e professor emérito da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) da USP começou seu discurso ontem, em um ato de repúdio à repressão na universidade.<br />
O debate contou ainda com a presença da filósofa Marilena Chaui, professora da mesma faculdade, e com Maria Victoria Benevides, da Educação.<br />
Cerca de 450 pessoas (na maioria estudantes) acompanharam os discursos no auditório da Faculdade de Geografia, no campus Butantã (zona oeste de São Paulo) e aplaudiram as falas de pé. O mesmo prédio foi, na terça retrasada, alvo de bombas de efeito moral jogadas pela PM em um confronto com alunos e funcionários, que responderam com pedras. O saldo foi de dez feridos.<br />
Do lado de fora do auditório, 500 pessoas acompanhavam o debate em um telão. O ato foi organizado pela Adusp (Associação dos Docentes da USP).<br />
Desde o dia 1º, a PM ocupa a universidade para cumprir um mandado de reintegração de posse de prédios fechados por piquetes de funcionários, que estão em greve desde 5 de maio.<br />
A reitora Suely Vilela foi criticada no debate por ter pedido a presença da polícia. Desde os confrontos no campus, professores pedem a saída dela e eleições diretas para o cargo. A Reitoria não quis se manifestar.<br />
&#8220;Não basta propormos como palavra de ordem &#8220;Diretas Já&#8217;&#8221;, afirmou Chaui. &#8220;Não é só a escolha de um reitor que vai fazer a diferença. Temos que pensar a maneira pela qual vamos desestruturar essa estrutura vertical e centralizada que a USP se tornou&#8221;, disse.<br />
Após o ato, alunos e funcionários fizeram um protesto em frente à reitoria e depois seguiram para um piquete no &#8220;bandejão&#8221; da Faculdade de Química, único dos quatro restaurantes universitários aberto.<br />
Os manifestantes liberaram as catracas, deixando os usuários entrarem de graça. O restaurante contabilizou um prejuízo de 1.300 refeições.</p>
<p><strong>Negociações</strong><br />
As negociações entre o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) e o Fórum das Seis -que representa alunos, professores e funcionários da USP, Unesp e Unicamp- podem ser retomadas na segunda-feira.<br />
O Fórum das Seis afirmou que só irá se a PM sair do campus. A reitoria da USP diz que a polícia só sairá quando os piquetes terminarem. Os servidores dizem que o piquete é um direito de greve.<br />
Amanhã, professores, alunos e servidores das três universidades fazem uma passeata, às 12h, pedindo democracia na universidade. O ato sairá da avenida Paulista e seguirá até a Faculdade de Direito, no largo São Francisco.</p>
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		<title>Aumento de servidores: pecado ou virtude do governo?</title>
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		<pubDate>Thu, 28 May 2009 14:43:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Carlos Lessa &#8211; VALOR
Pelas notícias e pelo tratamento dado a esta questão pela mídia brasileira e por algumas instituições formadoras de opinião, a ampliação do quadro de servidores públicos seria um erro estratégico e um pecado em relação à economia e sociedade brasileiras. Tem sido quase universal a &#8220;denúncia&#8221; de aumento dos gastos de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/colunistas/COL-CARLOS_LESSA.jpg" align="left" border="0" /><span style="background-color: #ffff99"></span></p>
<p style="background-color: #ffff99">Carlos Lessa &#8211; VALOR</p>
<p>Pelas notícias e pelo tratamento dado a esta questão pela mídia brasileira e por algumas instituições formadoras de opinião, a ampliação do quadro de servidores públicos seria um erro estratégico e um pecado em relação à economia e sociedade brasileiras. Tem sido quase universal a &#8220;denúncia&#8221; de aumento dos gastos de custeio da administração federal. Neste item, a massa salarial do funcionalismo é a principal componente, sendo resíduo tudo o que é necessário para que os serviços públicos sejam executados. Por exemplo, a &#8220;Folha de S. Paulo&#8221;, em 17/05, enuncia que &#8220;Lula anula enxugamento de servidores&#8221;. A atual administração é acusada de haver cancelado o esforço de enxugamento de funcionários públicos realizado pela administração FHC, cujo governo teria reduzido o funcionalismo a 599 mil pessoas, porém Lula elevou, em 2008, para 671 mil. Este contingente, mais os servidores aposentados e militares, absorvem 5% do PIB.</p>
<p>Este aumento pode ser virtuoso ou pecaminoso. Em 2002, o Ministério do Meio Ambiente tinha 7.100 servidores e, em 2008, 9.500; em início de 2003, quando presidente do BNDES, ouvi de Marina Silva a declaração entusiasmada com a contratação de 73 novos analistas de meio ambiente, qualificados para o exame de RIMAs (Relatório de Impacto do Meio Ambiente) e fiquei assustado com a exiguidade do contingente. Somente no BNDES, havia 17 contratos de financiamento para novas usinas hidrelétricas paralisados por ausência de exame do MMA. É quase universal a queixa quanto à lentidão dos pareceres ambientais. Este é um dos retardadores do PAC. Como reitor da UFRJ, conheci de perto os dramas de falta de pessoal e complemento de custeio para ampliar e melhorar os programas docentes. Cursos premiados com avaliação máxima só dispunham de professores com mais de 50 anos; inexistiam jovens professores auxiliares de ensino cuja qualificação e assimilação de padrões permitiria a continuidade e preservação da qualidade e fecundidade do curso. Entre 2002 e 2008, cresceu o número de servidores na educação, com 14.100 novos quadros. Este reforço oportuno é &#8220;uma gota d&#8217;água&#8221; nas necessidades educacionais brasileiras.</p>
<p>Em avaliação de gasto com pessoal e outros itens de custeio, deve ser examinado se o crescimento foi com atividades-meio ou com atividades-fim. Se os 14.100 novos servidores da educação fossem para atividades-meio (planejamento, controle de execução, administração de material, etc), haveria uma macrocefalia e continuidade de fraqueza e insuficiência operacional no ensino público. Tenho certeza que, em sua imensa maioria, os novos servidores são professores e auxiliares técnicos nos estabelecimentos oficiais de ensino do governo federal, que continua com dramática falta de pessoal.</p>
<p>A Constituição de 1988 declara que &#8220;a saúde é um direito do cidadão e um direito do Estado&#8221;. É impossível garantir minimamente o direito à saúde sem ampliar substantivamente os quadros públicos de pessoal médico. As unidades de saúde se ressentem da falta de pessoal em praticamente todo o território nacional.</p>
<p>O Brasil é um dos países do mundo que têm menor proporção de servidores federais por mil habitantes. Alemanha, França, Inglaterra, Japão e EUA têm percentagens que vão de 6,1% a 38,5% da população; o Brasil tem apenas 5,3%.</p>
<p>Segundo a &#8220;Folha&#8221;, os gastos anuais do governo federal com pagamento de juros terão tido uma redução de R$ 40 bilhões entre abril de 2006 e fevereiro de 2009; neste período, as despesas com pessoal cresceram cerca de R$ 40 bilhões. É óbvio o mérito da ampliação das políticas públicas em relação ao vazadouro de juros. Como reitor da UFRJ, necessitava de novas obras (investimento), porém estive desesperado com a falta de professores. Coloquei a placa de inauguração do Centro de Medicina Nuclear mas não consegui número de pessoal para operá-lo adequadamente. Qualquer diretor de escola pública irá viver este tipo de carência. O investimento público é fundamental, mas para ser utilizado exige ampliação de custeio. Nada é mais prioritário para o país do que manter e operar adequadamente os bens públicos. Por exemplo, todos os anos morrem no Brasil, em acidentes de trânsito e de tráfego, quase 50 mil irmãos (o total de americanos mortos nos dez anos de conflito com o Vietnã foi apenas pouco superior); 300 mil são hospitalizados, ficando em leito nove dias, em média; dezenas de milhares ficam com sequelas. No Japão, o número de acidentados por mil veículos é 1/6 dos números do Brasil. É visível que a prioridade, no Brasil, seria conservar as rodovias existentes, aumentar a segurança (inclusive com a contratação de novos policiais) e reformular os sistemas de transporte coletivo urbano e metropolitano, evoluindo da modalidade automotora para o transporte sobre trilhos. Além da redução de mortes estúpidas, da &#8220;produção&#8221; de portadores de deficiência, das incontáveis horas de dor e medo, se, no Brasil evoluíssemos para um índice próximo ao japonês, estaríamos ampliando as vagas no sistema médico-hospitalar. Entretanto, nos anos FHC e nos dois mandatos de Lula foi crônica a insuficiência de verbas de manutenção rodoviária, mas ausente do noticiário e do contencioso sequer a discussão sobre a urgência de reforma do sistema circulatório metropolitano.</p>
<p>A partir de 2006, houve alguma recuperação salarial em diversas carreiras do serviço público federal. As políticas públicas precisam de pessoal qualificado, deve haver algum estímulo para a progressão na carreira do servidor e um horizonte à aposentadoria digna. Estas são regras criadas pelo &#8220;public service&#8221; na Grã-Bretanha no Século XIX. Logo após a Revolução Francesa, a visão aperfeiçoada da instituição democrática considerou o funcionário público um servidor do Estado e da nação e não um assalariado a serviço do governante do momento. O acesso por concurso público, a estabilidade do vínculo empregatício, a estrutura das carreiras e a segurança da aposentadoria compõem as exigências que diferenciam o servidor público do assalariado empregado privado. Em economias de mercado, o setor privado paga mais ao assalariado do que ganha o servidor em função equivalente. Na crise, o setor privado desemprega e &#8220;lava as mãos&#8221;, como Pilatos. O salário do servidor é uma certeza para o &#8220;mercado&#8221; e lhe atenua a crise. Naturalmente, a estabilidade, depois de três anos de estágio probatório, do servidor concursado gera inveja e dá suporte à tese de &#8220;contenção do gasto público&#8221;. Debilitar o Estado num cenário de crise é enfraquecer a instituição que pode superar e consertar os desvios da economia de mercado.</p>
<p><strong>Carlos Lessa é professor-titular de economia brasileira da UFRJ. Escreve mensalmente às quartas-feiras. E-mail: carlos-lessa@oi.com.br</strong></p>
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		<title>&#8220;Gestão&#8221; demo-tucana: perto do fim do semestre, alunos não tiveram nenhuma aula de matemática</title>
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		<pubDate>Wed, 27 May 2009 13:10:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Crise da educação


Unidade recém-aberta pela gestão Gilberto Kassab não tem professores de matemática. Os pais dos alunos pedem providências para que o ano letivo dos filhos não seja perdido.



Escola não teve aula de matemática neste ano
 Gilberto Yoshinaga e Gabriela Gasparin do Agora
 Inaugurada neste ano pela gestão Gilberto Kassab (DEM), a Emef (Escola Municipal [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="blockContainerTitle red">
<p class="lide"><strong>Crise da educação</strong></p>
<h1><strong><a href="http://www.agora.uol.com.br/saopaulo/ult10103u572182.shtml"><br />
</a></strong></h1>
<p><strong><a href="http://www.agora.uol.com.br/saopaulo/ult10103u572182.shtml">Unidade recém-aberta pela gestão Gilberto Kassab não tem professores de matemática. Os pais dos alunos pedem providências para que o ano letivo dos filhos não seja perdido.</a></strong></p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/gestao-demo-tucana-perto-do-fim-do-semestre-alunos-nao-tiveram-nenhuma-aula-de-matematica/11510/" rel="attachment wp-att-11510" title="tucanos_culpandooutros_ensi.jpg"></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/05/tucanos_culpandooutros_ensi.jpg" alt="tucanos_culpandooutros_ensi.jpg" /></div>
<p></a></p>
<h1>Escola não teve aula de matemática neste ano<!--/TITULO--></h1>
<div style="background-color: #ffff99" id="articleBy"> <strong>Gilberto Yoshinaga</strong> e <strong>Gabriela Gasparin</strong> do <strong>Agora</strong></div>
<p><!--TEXTO--> Inaugurada neste ano pela gestão Gilberto Kassab (DEM), a Emef (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Vila Santa Maria, localizada em Cidade Dutra (zona sul de SP), está prestes a encerrar o primeiro semestre letivo com falta de professores. Alguns alunos de 5ª, 6ª e 7ª séries não têm tido aulas de matemática, história, português, geografia, informática e leitura.</p>
<ul>
<li><a href="http://www.agora.uol.com.br/saopaulo/ult10103u572186.shtml">Professores estão de licença</a></li>
<li><a href="http://www.agora.uol.com.br/saopaulo/ult10103u572187.shtml">Estudante carrega livros à toa</a></li>
</ul>
<p>&#8220;Só tive aulas de matemática na primeira semana de aula. Depois disso, o professor entrou de licença e não apareceu nenhum substituto&#8221;, conta o estudante João Gabriel Silva Latuner Antunes, 12 anos, da 7ª série. &#8220;Não sei quando vou ter de repor essas aulas. Também fico preocupado com o que vai acontecer no ano que vem, porque neste ano ainda não aprendi nada&#8221;, acrescenta.</p>
<p>Também na 7ª série, mas em outra classe, um estudante de 13 anos tem sido ainda mais prejudicado. &#8220;Além de matemática, não tenho professores de informática e leitura&#8221;, diz ele. &#8220;Às vezes, essas aulas vagas são ocupadas por algum professor de outra matéria. Em outros casos, temos de ficar sem fazer nada dentro da sala de aula, porque não aparece nenhum professor substituto&#8221;, relata.</p>
<p>Outro estudante, de 11 anos, vive situação semelhante na 5ª série. Ele afirma que, em 2009, só teve algumas aulas de história e português, disciplinas que no momento estão sem professor. &#8220;Neste ano, ainda não tive nenhuma aula de matemática. Meu caderno está todo em branco e nunca usei o livro, que deixo em casa&#8221;, afirma.</p>
<p>A falta de professores também incomoda os pais. A técnica Rosinda Maria da Silva, 43 anos, mãe de João Gabriel, já procurou a diretoria da escola para pedir explicação, mas não obteve resposta convincente. &#8220;A diretora admitiu que faltam professores, mas disse que os pais é que têm de se unir e reivindicar uma atitude da Secretaria da Educação&#8221;, diz ela. &#8220;Não acho que isso seja responsabilidade dos pais, mas sim da prefeitura.</p>
<p><strong>Declínio</strong><br />
Apesar de a escola ser nova, a falta de professores na Emef Vila Santa Maria ilustra a queda do rendimento dos alunos de 6ª e 8ª séries em matemática, dado revelado na última Prova São Paulo, cujos resultados foram divulgados em abril. Os alunos da escola nova, no entanto, ainda não passaram pelo exame.</p>
<p>O índice de alunos com nível satisfatório nesta disciplina caiu entre 2007 e 2008. Entre os alunos de 6ª série, o percentual de aprovação caiu de 47,2% para 41,2%. Já entre os alunos de 8ª série, a queda foi maior: de 60,3%, em 2007, para 47%, no ano seguinte. A avaliação é aplicada anualmente na rede municipal de ensino e avalia os alunos em português e em matemática.</p></div>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Veja o retrato do genocídio educacional da juventude de SP, após 14 anos de governos tucanos</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Apr 2009 12:22:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nenhuma escola de 8ª série e 3º ano do ensino médio teve média satisfatória em ciências e matemática
Apenas uma escola conseguiu &#8220;bom&#8221;em português na 8ª série


Matemática não sai do básico na rede estadual
Jéssika Torrezan, Lívia Sampaio, Luciana Lazarini e Aline Mazzo do Agora
Nenhuma escola estadual da Grande SP ensina adequadamente ciências e matemática para os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="4"><strong>Nenhuma escola de 8ª série e 3º ano do ensino médio teve média satisfatória em ciências e matemática</strong></font></p>
<p><font size="4"><strong>Apenas uma escola conseguiu &#8220;bom&#8221;em português na 8ª série</strong></font></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/03/serra_caricatura3.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/03/serra_caricatura3.jpg" width="256" height="385" /><img src="http://comunicacao.sp.gov.br/bancoImagens/albuns/6454/_b21704.jpg" alt="http://comunicacao.sp.gov.br/bancoImagens/albuns/6454/_b21704.jpg" /></div>
<div style="text-align: center"></div>
<p><strong><font size="5">Matemática não sai do básico na rede estadual</font></strong></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Jéssika Torrezan, Lívia Sampaio, Luciana Lazarini e Aline Mazzo do Agora</strong></p>
<p>Nenhuma escola estadual da Grande SP ensina adequadamente ciências e matemática para os alunos da 8ª série do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio.</p>
<p>Em português, apenas a escola Maria da Conceição Moura Branco, em São Caetano do Sul, conseguiu ter a média adequada para a 8ª série. No 3º ano, só 30 de 1.311 escolas conseguiram esse nível em português &#8211;menos de 3%.</p>
<p>Segundo critérios da própria Secretaria de Estado da Educação, os alunos da rede pública prestes a fazer vestibular não conseguem resolver equações de 1º grau, exercícios sobre a inércia em uma colisão nem questões envolvendo juros simples.</p>
<p>É o que revela levantamento feito pelo Agora com base no Saresp (Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo) de 2008, exame aplicado pelo governo José Serra (PSDB) para avaliar os alunos e cujas notas foram divulgadas no último dia 9.</p>
<p>Além de analisar o que e quanto está sendo aprendido, as notas influenciam no pagamento dos bônus para os professores. São quatro os níveis: abaixo do básico, básico, adequado e avançado. Nenhuma escola, em nenhuma disciplina, obteve nível avançado.</p>
<p>No resultado geral da prova, houve uma queda no desempenho em português e uma pequena melhora em matemática em relação a 2007.</p>
<p>Na 4ª série, que só têm português e matemática, a maioria das escolas fica no nível básico. Em língua portuguesa, nove estão abaixo do básico.</p>
<p>Analisando os dados da 6ª série, a maioria também fica no básico em todas as matérias, que é quando os alunos demonstram desenvolvimento parcial dos conteúdos. Em relação a matemática, apenas uma escola, Lúcia de Castro Bueno, em Taboão da Serra, conseguiu o nível adequado.</p>
<p>A situação na Grande SP piora na 8ª série do fundamental. Nenhuma escola chegou a adequado em matemática e ciências. Mesmo as primeiras colocadas ficaram no básico, assim como a maioria dos colégios. Em língua portuguesa, apenas a escola de São Caetano ficou no nível adequado.</p>
<p>O quadro é ainda mais grave no 3º ano do ensino médio, último antes do vestibular. Há mais escolas com abaixo do básico (o pior) que com básico.</p>
<p>No discurso de posse, no dia 13, o novo titular da Educação, o ex-ministro Paulo Renato Souza, disse que o ensino médio terá &#8220;especial atenção&#8221;. &#8220;É nesse nível onde observamos os maiores retrocessos nos últimos seis anos no plano nacional. A proporção de jovens de 15 a 17 anos fora da escola registrou até leve aumento.&#8221;</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.jt.com.br/editorias/2009/03/19/4.30.imagem_idesp.jpg" alt="http://www.jt.com.br/editorias/2009/03/19/4.30.imagem_idesp.jpg" /></div>
<p><font size="5"><strong>Ensino médio é pior</strong></font></p>
<p>Jéssika Torrezan do Agora</p>
<p>Além de não ter nenhuma escola classificada no nível adequado de matemática e ciências, o terceiro ano do ensino médio é a série da rede estadual da Grande SP que tem mais escolas classificadas no nível abaixo do básico.</p>
<p>No caso de ciências e matemática, o número de escolas que têm nota abaixo do básico supera as avaliadas no nível básico. Ciências tem 365 com nível básico, contra 946 abaixo do básico. Em matemática é ainda pior: 1.009 escolas estão abaixo do básico e 302 no nível básico.</p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/veja-o-retrato-do-genocidio-educacional-da-juventude-de-sp-apos-14-anos-de-governos-tucanos/10869/" rel="attachment wp-att-10869" title="charge_matematica-agoraok.jpg"></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/04/charge_matematica-agoraok.jpg" alt="charge_matematica-agoraok.jpg" /></div>
<p></a></p>
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		<title>Prioridade nacional</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Apr 2009 16:04:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[COMPORTAMENTO]]></category>
		<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[EDUCAÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<category><![CDATA[Antônio Palocci]]></category>
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		<description><![CDATA[Clique no artigo de Antônio Palocci no jornal O Globo para ampliar e ler



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			<content:encoded><![CDATA[<div align="center">Clique no artigo de <strong>Antônio Palocci </strong>no jornal <strong>O Globo</strong> para ampliar e ler</div>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/04/palocci_livros.jpg" title="palocci_livros.jpg"></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/04/palocci_livros.jpg" alt="palocci_livros.jpg" width="554" height="247" /></div>
<p></a></p>
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