27/10/2009 - 13:50h DEM veta aparição de Serra em horário do partido na TV

http://1.bp.blogspot.com/_cQgkkSBy-x8/SiQEWvnQ7XI/AAAAAAAAAfk/j9GK77EL_rU/s400/serra-charge-tarira1.jpghttp://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/01/kassab_estadao.thumbnail.jpg

Kassab enviou gravação em que aparece ao lado do tucano, mas cúpula diz que não pode exibir políticos de outra sigla


“Nunca foi cogitada a participação de tucanos, até porque seria ilegal”, diz Rodrigo Maia, que tem demonstrado preferir Aécio


CATIA SEABRA – FOLHA SP

DA REPORTAGEM LOCAL

A aparição do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), no programa partidário foi ontem nova causa de desavença na cúpula do DEM. Com a promessa de dois minutos para divulgação de seu trabalho, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, incluiu, na gravação, imagens ao lado de Serra.
O presidente nacional do DEM, Rodrigo Maia (RJ), no entanto, resiste à participação de tucanos, sob o argumento de que o programa -que irá ao ar nesta quinta- destina-se à promoção dos democratas.
“Nunca foi cogitada a participação de tucanos, até porque seria ilegal”, argumentou Rodrigo Maia, negando que a presença de Serra tenha sido objeto de discussão com Kassab.
Segundo ele, as imagens de Serra nem sequer foram enviadas ao partido, pois contrariaria o roteiro apresentado pela produtora GW, encarregada da edição da cota de Kassab.
Mas, segundo democratas, Kassab e Maia discutiram o assunto. Maia pediu que participação de Serra fosse suprimida, alegando que o governador de Minas, Aécio Neves, não teria espaço no programa. Kassab manteve o material intacto.
Outro problema teria sido a decisão de reduzir em 30 segundos a cota reservada a Kassab. Editado na Bahia, o programa é apresentado por Maia.
O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, e os líderes no Senado, José Agripino (RN), e na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), gravaram participação no horário político.
Para Onyx Lorenzoni (RS), só democratas devem aparecer na TV. “Como colocar candidatos de outros partidos?”
Os democratas divergem ainda sobre a divulgação de uma pesquisa que indicaria que a maioria dos deputados do partido e do PPS prefere a candidatura de Serra à Presidência. “Não fui ouvido”, disse Caiado.
Esse é mais um capítulo da turbulência iniciada há duas semanas, quando Maia insinuou preferência por Aécio.

03/09/2009 - 16:47h Na TV, Ciro se apresenta como o “pós-Lula” e escancara candidatura presidencial

03.mar.2009/ABr
ciro_gomes.jpg
Ciro Gomes, do PSB, se apresenta como pós-Lula no programa do partido na TV

VERA MAGALHÃES do Painel da Folha de S.Paulo, em Brasília

Se havia alguma dúvida sobre qual será o plano A de Ciro Gomes (CE) para 2010, ela deverá ser dirimida quando for ao ar, hoje à noite, o programa do PSB no horário eleitoral. Ciro se coloca claramente como o “pós-Lula”, elogia as duas gestões do presidente, faz questão de dizer que foi parceiro, mas diz a todo o tempo que é preciso “avançar”.

“O governo do presidente Lula é só o ponto de partida em relação ao que queremos e devemos fazer”, diz um Ciro sorridente, que, na casa de uma beneficiada pelo Bolsa-Família na periferia de Brasília, conduz o programa como mestre de cerimônia –o que mostra que o PSB, que esteve disposto a rifar o deputado federal para agradar a Lula, resolveu dar corda à pré-candidatura própria para decidir só depois o que fazer.

No que pode ser lido como uma alusão à própria resistência de Lula a mais uma candidatura no campo aliado, o programa do PSB começa com um texto que pergunta: “Quantas vezes você sonhou o impossível e depois viu o sonho acontecer?”

Ciro aparece falando sobre o “Brasil do século 21″, e elenca os ganhos da era Lula: mais crédito, redução da dívida externa, maior poder de compra para a população e competição de igual para igual com os chamados países ricos.

Sempre falando na terceira pessoa do plural, Ciro, que foi ministro da Integração Nacional no primeiro mandato, diz que muito foi feito (”fizemos”), mas muito está por ser feito. “O Brasil arrumou a casa, mas é preciso avançar, seguir adiante, evoluir”, diz.

Na casa da moradora de Ceilândia, Ciro se convida para um “cafezinho” e pede para “tirar o paletó para ficar mais à vontade”. Dona Silvana conta como sua vida mudou depois do Bolsa-Família. “Mas a senhora não quer só o Bolsa-Família, quer ir à luta”, diz Ciro, mais uma vez tentando se cacifar como o pós-Lula.

No programa, Ciro e o presidente do PSB, Eduardo Campos, também tratam de se apropriar da bandeira da transparência como um ativo do partido. A lei da Transparência, sancionada por Lula, é apresentada como uma ideia do ex-senador João Capiberibe (AP) e tema de jingle, para associá-la ao partido.

O programa vai ao ar hoje, em rede nacional. O publicitário responsável foi Edson Barbosa, da agência Link, que cuidou da conta do PT na crise do mensalão, quando Duda Mendonça caiu em desgraça.

Em reunião nesta semana, Ciro disse aos deputados e senadores do PSB que, se o partido quiser, aceita transferir seu domicílio eleitoral para São Paulo, para ser opção ao governo do Estado, mas afirmou que não se sentiria “confortável” nessas condições. “Sou candidato a presidente”, disse, textualmente, diante da bancada.