29/09/2008 - 18:47h Candidatos à Prefeitura de São Paulo usam comerciais para reforçar comparação de gestões

Canal da Marta

A realidade é diferente da propaganda

Compare e comprove

Compare e comprove

GISELLI SOUZA colaboração para a Folha Online

Na véspera das eleições, os principais candidatos à Prefeitura de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), Gilberto Kassab (DEM) e Marta Suplicy (PT), investem em comerciais de TV para mostrar as diferenças nas propostas de governo e criticar os adversários.

A campanha tucana aposta em dois comerciais novos para a apresentação de propostas nas áreas da saúde e segurança. No entanto, Alckmin não deixa de criticar a gestão de Kassab, como no vídeo onde o tucano diz que São Paulo está “às escuras” sendo um “campo fértil para a a ação dos bandidos”.

Alckmin ressalta nos comerciais realizações da gestão à frente do governo do Estado e não poupa elogios a si mesmo. “Sou médico e, modéstia à parte, fui um bom governador pra saúde. Por isso fico muito à vontade pra dizer para você que saúde é a minha praia”, disse o ex-governador.

A exemplo da campanha de rua, Kassab aposta nas comparações nos comerciais de TV. O prefeito-candidato apresenta comparativos sobre a quantidade de impostos, escolas e hospitais criados pela gestão da ex-prefeita.

Ao contrário dos adversários, a campanha de Kassab reforça o número da legenda em quase todos os jingles e inserções comerciais e evita confrontos diretos.

Nessa semana, a campanha de Marta também investe em comparações com a gestão de Kassab e apresentação de propostas. Com o discurso “Marta fez mais e bem-feito. Kassab faz cópia e malfeita”, a campanha da petista critica a gestão de atual prefeito e utiliza jornais para mostrar as diferenças entre a “propaganda e a realidade” da administração de Kassab.

A ex-prefeita aproveita para apresentar as principais bandeiras do plano de governo, como a expansão da internet banda larga na cidade e também divulgar o número da legenda.

28/09/2008 - 14:28h Folha tenta colar Kassab a Marta

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A Folha de São Paulo pega o gancho da “copiadora do DEM” para tratar no seu editorial dos partidos e da política brasileira.

Na verdade o editorial da Folha é uma empulhação. O objetivo do jornal é propalar a falácia de “todos fazem o mesmo”, para ocultar que Kassab simplesmente esconde a realidade de sua administração e sua total ausência de propostas próprias, copiando descaradamente o programa de Marta e do PT.

Em São Paulo a administração feita por Marta criou diversos programas orientados todos pelo objetivo estratégico de combater a desigualdade social e utilizar os mecanismos do poder público para redistribuir renda. Isto é válido não só para o programa de Renda Mínima, muito ligado a ação do senador Suplicy, mas para o conjunto dos programas desenvolvidos.

As marcas deixadas por Marta são fortes e mostram esse compromisso com o combate a pobreza que norteia o ideario petista. Os CEU’s, o Bilhete-Único, os uniformes e o material escolar, o Vai e Volta, o Programa Saúde da Família, Operação trabalho, Começar de Novo, o IPTU progressivo, os mutirões de habitação, a revitalização do Centro etc.

A administração demo-tucana foi no caminho inverso: parou os CEU’s durante 2 anos, reduziu o Bolsa-família, limitou o Bilhete-Único, reduziu o Vai e Volta, reduziu as insenções de IPTU, parou o programa do Centro e os outros programas sociais de Marta. Só manteve alguns ou retomou outros, como os CEU’s, pela pressão popular. Não tendo, além do que, nenhuma proposta inovadora a apresentar, Kassab procede a copiar descaradamente as propostas de Marta imediatamente após elas serem anunciadas.

O caso mais emblemático foi o do ensino profissional, vetado por Kassab com o argumento que não é da alçada da prefeitura cuidar dele, e agora recuperado na propaganda eleitoral do DEM, após apresentado por Marta.

Não é só copiar. É copiar e enganar, como no caso dos “25 CEU’s de Kassab, melhores e mais baratos” que em verdade são 13, todos mais caros e menores. Aliás a Folha até hoje não diz uma palavra sobre este levantamento feito aqui no blog faz meses e que o jornal AGORA revelou recentemente. A foto de CEU Formosa, um terreno baldio ficou na capa do Agora e não ganhou nenhum espaço na Folha, que prefere dedicar generoso espaço para tratar de uma empresa desativada em 1994, contra Marta. (Ver sobre esta questão dos CEU”s aqui no blog O silêncio foi quebrado O CEU e a verdade; Com os demo-tucanos na prefeitura o CEU fica lá acima, mesmo!).

O editorial da Folha tenta vender o peixe de todos iguais, para preservar Kassab. Trata-se de utilizar o zurrado “todos iguais”,  para vender um Kassab igual a Marta. 

A seguir o editorial da Folha. Boa leitura. LF

Foto da capa do jornal AGORA SP, com o “CEU FORMOSA” de Kassab
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Editoriais

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Copia e cola


Artificialismo da vida política brasileira resulta em programas de governo pré-fabricados e sem identidade própria

SELECIONE o trecho que você quer copiar. Aperte as teclas “Ctrl” e “C”. Movimente o cursor. Digite “Ctrl” e “V” e pronto: o texto original surgirá reproduzido no lugar que você escolheu.
A lição é conhecida de quem está acostumado a escrever em computador. Ao que tudo indica, vai sendo adotada em larga medida pelos formuladores de programas de governo em algumas eleições municipais.
Um caso pitoresco saiu publicado anteontem nesta Folha.
Não há dúvida de que a população idosa merece atenção das autoridades. Com esse espírito o candidato Raimundo Salles (DEM) incluiu em seu programa a idéia de construir um centro de referência para a população da terceira idade, no centro do município paulista de Mauá.
Um detalhe, porém, foi esquecido. Raimundo Salles não disputa a Prefeitura de Mauá. É candidato a prefeito em Santo André. A proposta fora simplesmente retirada, sem maior cuidado digital, da plataforma de um candidato na cidade vizinha.
O deslize chama a atenção pelo que tem de anedótico, mas não chega a surpreender num ambiente político em que mesmo as personagens dotadas de maior criatividade -a saber, os marqueteiros- repetem à exaustão os lemas e sestros de outros carnavais. Em São Paulo, a semelhança entre os projetos administrativos dos candidatos motiva agora uma animada troca de acusações no horário eleitoral: trata-se de saber quem copia mais as idéias do adversário.
Não faltará muito para que, nas bancas de camelôs, vendam-se CDs com “kits-candidato”, trazendo números e promessas, ao lado das cópias piratas de filmes e programas de informática.
“Não se pode reinventar a roda”, justificou-se o candidato que não era de Mauá. Com certeza. É positivo que as prioridades da população e as soluções técnicas para atendê-las tenham-se tornado objeto de notável consenso, ultrapassando os limites da paixão partidária e ideológica.
A soma de propostas pontuais não é capaz, entretanto, de constituir programa político verdadeiro -e há raízes mais profundas para a indiferenciação dos atuais discursos de campanha.
O artificialismo, o aspecto pré-fabricado de tudo o que apresentam, surge de uma situação em que o elo entre governo e sociedade carece de base institucional sólida. A vida partidária se resume quase sempre aos momentos de campanha, a prática oposicionista se desfibra na fisiologia dos Legislativos locais, e o principal canal de comunicação entre políticos e eleitores parece ser o das pesquisas de opinião.
Candidaturas e plataformas, em vez de constituírem um processo orgânico e democrático, nascem, ou ressuscitam, conforme a ocasião. Os políticos, prontos para qualquer cargo que lhes pareça interessante, tiram então da prateleira seus sorrisos e programas; ou, em casos urgentes, recortam, colam e plastificam os que estiverem no computador mais próximo.

19/09/2008 - 10:29h “Kassab diz que Maluf foi um bom prefeito”, não foi manchete da Folha

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“Prefeito diz que Lula ‘tem sido bom’ para SP”. Esta é a manchete de capa da Folha SP hoje fazendo referência a sabatina de Kassab ontem.
Podia ter sido “Kassab diz que Maluf foi um bom prefeito”, ambas afirmações foram feitas e registradas no jornal. (ver A régua coerente de Kassab: “Maluf foi um bom prefeito”).

A escolha, do ponto de vista jornalistico, não é simples. No primeiro caso o destaque mostra como o demo procura surfar na onda da popularidade de Lula, para disfarçar que o DEM é oposição ao Lula. Por outro lado destacar essa frase, propaga a falsa idéia da campanha do DEM, que Kassab não é adversário de Lula.

Na sabatina da Folha Kassab também rasgou elogios para José Serra, não merecendo o mesmo destaque. O elogio a Maluf ontem, além de indicar o apoio cada dia mais aberto do ex-prefeito a Kassab, expressa uma filiação política que precisamente Alckmin está denunciando na sua propaganda. Destacar a frase de Kassab mostraria que a questão levantada por Alckmin é pertinente.

A Folha fez sua escolha. LF

18/09/2008 - 13:00h Folha diz que todos os bicos são iguais, para fazer brilhar o seu. Nossa estrela não voa baixo, por isso a Folha não percebe

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Numa tentativa grosseira de esconder a realidade, a Folha de SP em editorial atribui aos candidatos similaridades enganosas.

O editorial procura responder a Marta e justificar a orientação pro-Kassab do próprio jornal.

Primeiro, a Folha faz de conta de ignorar, que foram a Marta e o PT os que primeiros apresentaram um programa de governo para a cidade de São Paulo, com propostas e metas. Já Kassab apresentou dois dias atrás sua plataforma.

A proposta de internet sem fio gratuita estava no programa de governo de Marta, ou seja antes da campanha ir para a TV (Ampliar inclusão digital com acesso à internet banda larga através de escolas, telecentros e demais equipamentos públicos municipais, programa de governo). A Folha não levantou dúvidas na época. Levantou agora, sem apresentar nenhuma. Mas serviu de chamariz para Kassab tentar desqualificar a proposta.

O programa é de início de agosto e nele figuram os pontos essenciais que a propaganda eleitoral de Marta apresenta de maneira mais dinâmica. Todas as propostas estão no documento. A criação de uma rede de policlínicas de especialidades, idem. A proposta de rede CEU na educação, também. As propostas de corredores, sua extensão, ampliação do Bilhete-Único e plano para o metrô, igualmente. A redução dos impostos, ISS e ampliação dos domicílios isentos de IPTU foram ampliamente divulgados antes da campanha. O mesmo em relação aos projetos sociais.

Igualmente clara foi Marta e sua campanha, na crítica ao governo demo-tucano, que faz dela a única candidata de oposição, ao menos até agora. As críticas claras: Quase nenhuma construção de corredores de ônibus, nenhum participação no metrô até dois meses antes da campanha eleitoral começar, improvisação no trânsito, redução dos benefícios do Bilhete-Único e demais programas sociais. Falta de médicos, descaso com o SAMU, nenhuma Farmácia Popular. Dinheiro do BID jogado fora no centro. O resto, copia mal feita e mais cara, das principais marcas da gestão do PT a começar pelos CEU’s.

A própria Folha chegou a mostrar que dos 25 CEU’s reivindicados por Kassab, entregou só 13. Do bilhão alardeado para o metrô, só R$ 275 milhões (aliás não previstos no orçamento 2008). A formação profissional, apareceu depois da Marta falar. Especialidade médicas, após Marta. Mesmo as AMA’s, sobre a qual nenhuma reportagem de fundo foi jamais feita pela Folha, ela acabou reconhecendo que das supostas 110 criadas, 99 eram antigas UBS, muitas delas feitas por Marta.

Marta fez e propõe. Kassab copia mal e desqualifica. A Folha ajuda. O “Brasil sorridente” é um programa do governo Lula que Marta vai implantar em São Paulo. Kassab não fez e copia agora a proposta. O editorial da Folha pretende o contrário.

A Secretária de Segurança municipal foi criada por Marta. Serra e Kassab a dissolveram. Marta e Alckmin defendem que ela volte a existir. Para o editorial da Folha é tudo igual, quem acabou com a Secretária e quem defende sua existência.

Mas o que motiva o editorial e preocupa a Folha é a questão de preservar o travestimento político de Kassab. Ela está indignada com Alckmin por ele ter descoberto, certo bem tardiamente, que Kassab não é tucano. Ela protesta e considera isto irrelevante. Nada diz, porém, sobre o fato dos demo-tucanos serem todos lulistas de criancinha nesta campanha.

Para a Folha a crítica de Alckmin lembrando que Kassab foi personagem chave do malufismo e ativo secretário do governo Pitta incomoda, como para muitos dos articulistas dos jornais, porque o único tucano com direito a título legitimo aos olhos desta parte da mídia é aquele que considera que “25 não é problema, é solução”. E se ele batizou Kassab como filhote da ave preta, que legitimidade tem Alckmin para questionar quem realmente manda?

A seguir o Editorial da Folha. Boa leitura.

Luis Favre

Editoriais

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Diferenças nanicas

Na corrida pela prefeitura paulistana, candidatos lançam mão de táticas artificiais para encobrir a pobreza do debate

SERIA CÔMICA , se não fosse muito sem graça, a situação atual da disputa pela Prefeitura de São Paulo. Como nada de concreto parece diferenciar as propostas dos principais concorrentes, começam então a surgir táticas artificiais para conferir cores mais vivas à disputa.
É assim que Marta Suplicy, do PT, traz a idéia de prover o município de conexões gratuitas à internet. Não que a proposta seja extravagante -o qualificativo se aplica melhor ao plano malufista de cobrir de concreto parte do Tietê-, mas as dúvidas que inspira, do ponto de vista técnico e dos recursos envolvidos, tendem a acentuar seu aspecto de chamariz eleitoral.
Gilberto Kassab, do DEM, retruca com rapidez. Imagina, a partir do histórico administrativo da petista, que com isso haveria de vir uma “taxa-antena” no eventual governo Marta. Engana-se, porém, quem deduzir daí a presença de um espírito mais austero no tocante às finanças públicas. No embalo da campanha, o candidato à reeleição promete que as passagens de ônibus não terão aumento em 2009.
Lances desse tipo conferem algo de nanico às diferenças entre os candidatos, que concordam na esfera macroscópica das generalidades planejadas. É o que mostra reportagem publicada ontem na Folha, comparando os planos de Marta, Alckmin e Kassab. Em vários pontos, as coincidências são flagrantes.
Alckmin quer criar a Secretaria de Segurança Urbana e Cidadã; Marta, a Secretaria Municipal de Segurança Urbana. Kassab promete 50 “AMAs Sorriso” no campo da saúde dentária, a que Marta responde com a ampliação do “Brasil Sorridente”.
Se provoca sorriso, a convergência entre os programas de governo não tem por que ocasionar maior mordacidade. Notórias carências sociais aliam-se à perspectiva, não se sabe se duradoura, de certa folga financeira na prefeitura: natural que, em matéria de planos e realizações, mais continuidade do que confronto seja o mote da campanha.
Piores -e igualmente artificiais- têm sido as tentativas de transferir para o plano político as diferenças mínimas que separam os programas dos candidatos. Tentando reagir à ascensão de Kassab nas pesquisas, Alckmin resolveu ferir a nota da fidelidade partidária. Criticou os tucanos que participam da gestão do atual prefeito, a seu ver “sem compromisso com o PSDB”.
Caberia perguntar em que momento, no decorrer da gestão Kassab, romperam-se princípios partidários do PSDB; e quais as críticas que Geraldo Alckmin teria feito aos supostos traidores do partido nessa ocasião.
A tardia indignação alckmista surge apenas como recurso de campanha, num sistema político em que os partidos contam pouco, e em que o compromisso de qualquer candidato, como sempre, não é com princípios programáticos, mas com o marketing do momento. O resultado é risível, mas não tira da corrida à prefeitura paulistana um certo tom de melancolia.

16/09/2008 - 13:07h Menino maravilha no país da realidade

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Robert Vieira de Lima é um menino de 8 anos com um sorriso de quem curte a vida. Os franceses usam uma expressão “viver a vida a pleno dente”, ou seja com um sorriso grande, cheio. Assim parece ser Robert, que descobri ontem no SPTV 2° edição e hoje nos principais jornais de São Paulo.

Robert é o menino que ajudou a mãe a dar a luz a sua irmãzinha, no cômodo da casa humilde onde mora, em Cidade Tiradentes, na zona leste.

“Tô me sentindo um herói” declara orgulhoso, enquanto conta que aprendeu nos filmes como retirar a criança com cuidado, após a cabeça sair completamente.

Mas, se Robert pode sentir orgulho, tendo ajudado a mãe em momento tão delicado e difícil, ele também pode sentir orgulho de ter contribuído, talvez sem saber, para sua cidade.

O episódio vivido por Robert, e nisso ele também vai sentir orgulho, desnudou a montanha de propaganda enganosa jogada na TV sobre a saúde demo-tucana.

O pai de Robert tentou acionar o SAMU, as contrações tinham começado as 3 horas da manhã e duas horas depois começaram os sangramentos. Nenhuma resposta do SAMU (Ver aqui SAMU e Farmácia Popular: governo federal entra com a verba e a prefeitura de Kassab com o “trololó”).

Desesperado ele decidiu ir a pé à AMA (carro-chefe da propaganda, provavelmente uma das antigas UBS, renomeadas para vender ilusão). Segundo Luciano, pai do menino Robert, na AMA tinha ambulâncias paradas, mas não tinha motoristas e no atendimento disseram para resolver no 192. Ao cabo de 40 minutos, acompanhado de elementos da GCM, Luciano conseguiu voltar para casa e encontrar mãe, bebê e Robert na melhor situação, vista as circunstâncias.

Segundo Tramontina, do SPTV, a Secretária Municipal de Saúde indagada pela reportagem informou que o horário de atendimento da AMA é 7 horas da manhã e por isso não tinha motorista, mas que ela conta com esse serviço. Nenhuma explicação sobre o SAMU. O jornal AGORA esteve na AMA e foi informado pelos funcionarios que a unidade não oferece esse serviço. Do SAMU, nada.

Evidentemente, emergências, disfuncionamentos, existem nos sistemas mais desenvolvidos. Acontece que no país das maravilhas da propaganda kassabista, a situação do SAMU e a falta de médicos na periferia, inexistem. Como inexiste dinheiro do SAMU aplicado no banco, enquanto as ambulâncias aguardam conserto.

Segundo editorial do jornal O Estado de São Paulo:

“O Serviço de Atendimento Móvel de Emergência (Samu) da cidade de São Paulo deveria ter recebido investimentos de R$ 168,2 milhões desde 2005, mas, desse total, apenas R$ 16,7 milhões foram efetivamente utilizados. Há pouco mais de um ano, o Estado noticiou que pelo menos R$ 35 milhões das verbas destinadas pelo Ministério da Saúde para financiamento dos serviços de socorro urgente a doentes e vítimas de acidentes estavam aplicados no mercado financeiro, enquanto o atendimento de urgência de doentes e acidentados demorava três vezes mais do que o recomendado pelos organismos internacionais. Faltavam motoristas, médicos, enfermeiros e ambulâncias em bom estado de conservação, embora sobrasse dinheiro. A frota de ambulâncias era de 137 veículos, que atendiam, em média, a 800 casos por dia. O tempo de espera variava entre 30 e 40 minutos.” (OESP 14/08/2008).

A família de Robert foi vítima destes fatos, que eles seguramente não leram no jornal, mas que conhecem e conheceram novamente pela experiência que viveram. No caso, nem o editorial do Estadão, nem a família de Robert, vivem no mundo da fantasia onde Kassab e seu boneco tentam enganar a “patuleia”, mas só a “Manhatan paulista” finge que acredita.

Luis Favre

10/09/2008 - 12:21h Presente de grego

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Tudo indica que a candidatura Alckmin foi vítima da armadilha montada pela quinta-coluna de Kassab no PSDB. As declarações do responsável do marketing eleitoral, trocado ontem, não deixam dúvidas (ver entrevista de Lucas Pacheco embaixo).

Venderam para Alckmin a idéia que Kassab ficaria atacando Marta para fazer linha auxiliar dele e que depois bastaria recolher os frutos da “habilidosa” combinação. Devem ter dito que Kassab só estava interessado em sair com um bom resultado e depois compor para continuar pesando no plano municipal. A condição era Alckmin ficar falando de generalidades e aguardar o segundo turno.

Ao mesmo tempo a turma que sabia, agia abertamente fazendo campanha em favor de Kassab. As contribuições chegavam devagar e a Folha era alimentada permanentemente de fofocas e acusações visando a desmoralizar a campanha do tucano. Kassab, por sua vez, confiscava a figura do atual governador e se travestia de tucano: o falso bico de oro era fornecido pelo seu padrinho e as penas pretas pela quinta-coluna tucana.

Alckmin pensou que o cavalo era um gesto de amizade. Os que saem do seu ventre não pretendem deixar nenhum ferido entre os partidários do ex-governador. LF

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Publicitário deixa campanha de Alckmin e ataca serristas

Lucas Pacheco culpa tucanos ligados ao governador por problemas no programa

Marqueteiro diz que “lobos em pele de cordeiro” fizeram orquestração para espremer Alckmin; “não dá para fazer campanha autista”, afirma

Marlene Bergamo - 15.ago.08/Folha Imagem

FORA Lucas Pacheco, ex-marqueteiro de Alckmin, que está em empate técnico com Kassab no Datafolha

RENATA LO PRETE - FOLHA SP
EDITORA DO PAINEL

O marqueteiro Lucas Pacheco está fora da campanha de Geraldo Alckmin, que disputa a Prefeitura de São Paulo pelo PSDB. Em entrevista à Folha, ele culpou os tucanos ligados a José Serra pelas dificuldades enfrentadas pela campanha.
Pacheco, que será substituído por Raul Cruz Lima, critica sobretudo os “lobos em pele de cordeiro” -referência velada a José Henrique Reis Lobo, presidente do PSDB municipal e secretário do governador.

FOLHA - O que deu errado?
LUCAS PACHECO
- Desde o princípio entendi que o Geraldo corria em faixa própria. Costumava dizer que estávamos na Castelo Branco. À direita, o prefeito, contando com a simpatia da máquina estadual. À esquerda, a candidata do PT, também numa faixa muito bem pavimentada. Para nós sobrou o canteiro central: a grama. Eu dizia que o Geraldo era o candidato off-road.

FOLHA - E por que não funcionou?
PACHECO
- Nossa estratégia se baseava em quatro pontos. Primeiro: o Geraldo colocar o dedo na ferida, apontar os graves problemas que a cidade tem. Porque isso aqui não é “Alice no País das Maravilhas”. Segundo: apresentar propostas viáveis, criativas. Terceiro: resgatar a obra do Geraldo. Afinal, ele estava um pouco esquecido. Mostrar o que ele já fez, aliado a todos os atributos positivos e à baixa rejeição que ele tem. Quarto -e mais importante: resolver a equação política.

FOLHA - Que equação?
PACHECO
- Essa situação de você ter duas candidaturas disputando a mesma fatia do mercado eleitoral. O PSDB alckmista e o PSDB kassabista.

FOLHA - Mas isso não é um dado de realidade, uma vez que o partido está na prefeitura e, ao mesmo tempo, Alckmin resolveu disputar a eleição?
PACHECO
- O que sustenta uma campanha é o pilar político. Há um segundo pilar, que envolve mobilização, organização, recursos, e um terceiro, que é a comunicação. Mas o fundamental é o pilar político.

FOLHA - Qual foi a linha decidida antes de o programa de TV estrear?
PACHECO
- O primeiro programa foi para o ar em 20 de agosto. Reapresentava o Geraldo ao eleitor. No segundo programa, dois dias depois, começamos a executar a estratégia de colocar o dedo na ferida. Dos problemas da saúde, da educação. O Tobias da Vai-Vai cantava um samba quase fúnebre que dizia que faltam mais de cem mil vagas nas escolas e nas creches. No dia seguinte, um sábado, o mundo tucano-kassabista, ligado ao governo do Estado, caiu sobre a cabeça do candidato. Começou uma pressão insuportável. Diziam que estávamos batendo na gestão do Serra na prefeitura. Estávamos mostrando os problemas. Não dá para fazer campanha autista.

FOLHA - Quem fazia a pressão?
PACHECO
- Os lobos em pele de cordeiro. Que se diziam porta-vozes da insatisfação do Serra. Fizeram uma orquestração para acuar o candidato. Tentar espremê-lo. Assim como tentaram, primeiro, inviabilizar a candidatura, trabalharam depois para tornar seu discurso inviável. Se ele não puder apontar os problemas, vai dizer o quê? Não é o prefeito. Não foi prefeito. É um ex-governador que acredita ter uma missão. E eu acredito que ele tem. Mas não deixaram ele falar. Quero deixar registrado que, no meio de todo esse processo, ele teve dois leões ao lado dele: o Edson Aparecido [coordenador-geral da campanha] e o Julio Semeguini [deputado federal muito próximo a Alckmin].

FOLHA - “Lobos em pele de cordeiro” é referência a José Henrique Reis Lobo, secretário do governo Serra e presidente do PSDB municipal?
PACHECO
- É uma referência a todos os que diziam ao candidato que ele deveria esquecer o Kassab e falar apenas da Marta, que ele podia acreditar que estava muito próximo o dia em que o PSDB ia chegar junto. O PSDB que ele não tem. Foram muitos acenos. Diziam que ele teria apoio explícito, e não apenas gravado em fita. Mas diziam apenas para acalmá-lo e para convencê-lo a não falar da gestão Kassab.

FOLHA - O sr. se refere ao vídeo com declaração de José Serra que lhe foi entregue para ser incluído no primeiro programa de TV?
PACHECO
- O que eu posso dizer é que essas pessoas falavam em nome dele.

FOLHA - O que o sr. achou da declaração gravada por Serra?
PACHECO
- Correta. De homem de partido. Nada além disso.

FOLHA - O candidato cedeu?
PACHECO
- Ele foi convencido de que a mudança poderia contribuir para unir o partido em torno dele. Mas isso nunca aconteceu. Não era isso o que queriam. Eles queriam que o Geraldo fosse desidratado.

FOLHA - Como ficou o programa?
PACHECO
- Tivemos que fazê-lo apenas em cima de atributos e propostas. Isso, numa cidade que se divide entre o voto no PT e o voto anti-PT, é mortal. A classe média que vota no PSDB e que vive na Manhattan paulistana, que nunca foi à Brasilândia, a Itaquera, nunca viu uma AMA nem uma UBS, começou a assistir àquele festival de maravilhas [no programa de Kassab] e a achar que está tudo ótimo. Mudar pra quê? É mudança ou continuidade? Eu acho que o Geraldo tem de ser o candidato da mudança. E ficou impossível dizer isso na TV.

FOLHA - Como o sr. responde ao que dizem que a propaganda de Alckmin é tecnicamente ruim?
PACHECO
- Não temos os recursos das outras duas campanhas, feitas, aliás, por dois profissionais por quem tenho o maior respeito [João Santana, de Marta Suplicy, e Luiz Gonzalez, de Kassab]. E temos menos tempo. Tinha de adotar uma estética mais próxima da vida das pessoas que sofrem. Mas os lobos em pele de cordeiro conseguiram contaminar o noticiário com a versão de que havia crise de formato, não de conteúdo. Vi coisas nesta campanha que fariam o malufismo corar.

FOLHA - Por exemplo?
PACHECO
- As acusações de compra de delegados [por kassabistas] antes da convenção do PSDB. Isso na cidade mais avançada do país.

FOLHA - O sr. está fora?
PACHECO
- Decidi sair depois de conversar com o Geraldo e com o Edson, para o bem do candidato. Quando você insiste numa tese, passa a atrapalhar o processo. Mas ponho a maior fé na campanha, no Raul Cruz Lima, que vai assumir, e na vitória. Depois de três meses, estou louco para ver meus netos.

05/09/2008 - 10:17h Lá como aqui: Propaganda enganosa

A matéria de capa do jornal O Globo mostra a propaganda enganosa, é a manchete do jornal,  feita pela candidata demo no Rio de Janeiro. Ontem eu mostrei aqui, com dados da própria prefeitura de São Paulo, que o candidato demo proferia um número grande de inverdades (Ver Os “flagras” mais grosseiros da sabatina de Kassab no Estadão) . O Jornal da Tarde (JT) também destacou em sua edição de ontem as inverdades e exageros das afirmações de Kassab (Ver JT também flagrou Kassab na sabatina). Pelo que pode se ver pela reportagem do Globo, no eixo Rio-São Paulo a coerência dos porta-bandeiras do ex-PFL é grande, no recurso a propaganda enganosa pelo menos. LF

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Gilberto Kassab e Solange Amaral, demos antenados na propaganda enganosa

http://oglobo.globo.com/jornal/oglobo/foto/capa__i.jpgCAPA DO JORNAL O GLOBO

Propaganda enganosa

 

Solange mostra na TV o que a prefeitura já não entrega

Eleições 2008

A candidata do DEM à prefeitura do Rio, Solange Amaral, exibe no horário eleitoral na TV o programa Remédio em Casa como exemplo de bom projeto da gestão Cesar Maia que teria continuidade com ela, sem informar que a distribuição de medicamentos está suspensa há um mês. Em alguns postos na Zona Oeste, as falhas já duram um ano.
Os relatos de irregularidade na entrega são freqüentes.
A prefeitura alega que havia problemas nas entregas e que foi aberta nova licitação.
O serviço atende cerca de 400 mil diabéticos e hipertensos.

 

 

Não tem nem para remédio
Prefeitura suspende distribuição de medicamentos, mas Solange usa programa na TV

 

 

Luiz Ernesto Magalhães - O GLOBO

O programa Remédio em Casa está paralisado, mas é citado pela candidata a prefeita Solange Amaral (DEM) no horário eleitoral como um bom exemplo de projeto na área de saúde da administração do prefeito Cesar Maia. A Secretaria municipal de Saúde admitiu ontem que a remessa das caixas com medicamentos para tratamento de diabetes e hipertensão está suspensa desde o início de agosto. A previsão é que o serviço, que atende 400 mil pessoas, seja retomado em outubro, com a conclusão de uma licitação.
O caso é um exemplo de como os candidatos usam o horário eleitoral para prometer o céu e mostrar realizações que não são bem assim. A disputa deve se acirrar ainda mais a partir de hoje, a exatamente um mês para as eleições.
Segundo a prefeitura, a suspensão ocorreu porque a antiga prestadora do serviço falhava na entrega das encomendas.
Por isso, o contrato foi suspenso e aberta uma nova licitação.
Os pacientes estão sendo orientados a buscar os remédios nos postos onde se cadastraram no programa. O problema, porém, se arrasta há bem mais tempo do que o que foi informado.
Na Zona Oeste, funcionários de postos de saúde, sem saber que falavam com um repórter do GLOBO, disseram ontem que em algumas unidades as falhas já duram cerca de um ano.
São os casos dos postos Flávio do Couto Vieira (Anchieta) e Hamilton Land (Cidade de Deus). No Posto de Saúde da Família Carlos Cruz Lima (Colégio), a unidade decidiu suspender o cadastro de novos pacientes.

Moradora recebe, mas família não

A entrega irregular afeta boa parte dos moradores da Vila Porto Velho, em Cordovil, inscrita no programa. É lá que mora a aposentada Wanda Silva, de 66 anos, que sofre de hipertensão e apareceu no horário eleitoral do DEM, falando bem do projeto e exibindo a caixa cheia de remédios, logo após a apresentação de imagens que mostram a chegada de um carteiro a um local não identificado com a remessa.
Ontem, Wanda voltou a elogiar a iniciativa da prefeitura e defende que o programa tenha continuidade.
Mas reclama que as falhas de entrega a levem a ter despesas extras com o tratamento médico. Ou apelar para a solidariedade: é hábito entre os vizinhos pedirem comprimidos emprestados.
As cartelas são devolvidas quando finalmente a encomenda chega.

— Fiquei sem o remédio durante dois meses logo depois de uma greve dos Correios. Recebi minha remessa, mas meu irmão e minha cunhada ainda não receberam. A gente até tenta pegar no posto, mas nem sempre tem todos os remédios — disse.
A assessoria de Solange alegou que o objetivo do programa, o primeiro em que a candidata tratou da saúde — tema que vem sendo explorado intensamente pelos adversários — foi destacar a importância do projeto.
A cem metros da casa de Wanda, vivem três pessoas de uma mesma família inscritas no programa. Vítima de um derrame há nove anos que a faz se locomover em cadeira de rodas, a aposentada Maria Aparecida Borges, de 66 anos, disse que há um ano não recebe os remédios para hipertensão.
Já sua mãe, Araci da Silva de 83, está há dois meses sem receber os seus.

— A gente vai ao posto de saúde e ninguém sabe quando a entrega será normalizada. Acho que é por ser ano de eleição — disse Maria.
Marido de Wanda, o funcionário público aposentado Luiz Carlos Pinhais da Silva disse ter esperança que a entrega dos remédios seja normalizada um dia. E que um candidato a vereador que, no sábado pagou a colocação de um portão na entrada da comunidade, cumpra a promessa de asfaltar as ruas se for eleito.

“A gente vai ao posto de saúde e ninguém sabe ao certo quando a entrega dos remédios será normalizada. Acho que isso acontece por ser ano de eleição
Maria Aparecida Borges, de 66 anos, hipertensa

Fiquei sem o remédio durante dois meses, logo depois de uma greve dos Correios. Recebi minha remessa, mas meu irmão e minha cunhada, ainda não. A gente até tenta pegar no posto, mas nem sempre tem todos os remédios
Wanda Silva, de 66 anos, hipertensa, que aparece no programa de Solange Amaral

02/09/2008 - 23:40h Sentença judicial: propaganda de Kassab proibida por “iludir eleitor” e a do Maluf por “trucagem”

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Coligação Uma Nova Atitude para São Paulo (PT-PCdoB- PDT- PSB- PRB-PTN)

Nota à Imprensa

TRE proíbe “o Presidente já tá junto”, de Kassab, e trucagem de Maluf

A veiculação de material publicitário “o Presidente já tá junto” do candidato da Coligação São Paulo No Rumo Certo está proibida, sob pena de pagamento de multa, conforme liminar assinada pelo juiz eleitoral, Marco Antonio Martin Vargas.

A sentença afirma que a publicidade de Kassab apresenta “evidente intenção de iludir e viciar a avaliação do eleitor, induzindo-o em erro”.

O juiz ainda determina que os representantes de Kassab abstenham-se de veicular novamente a propaganda sob análise, com a expressão ‘o Presidente já tá junto’, sob pena de incidir em multa de R$1000,00 (mil reais) para cada nova inserção”.

Trucagem

Em outra decisão da Justiça Eleitoral, o juiz Claudio Luiz Bueno de Godoy, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, deferiu liminar em representação impetrada pelos advogados da Coligação Uma Nova Atitude para São Paulo (PT-PCdoB-PDT-PSB-PRB-PTN), determinando que a campanha do candidato Paulo Maluf não veicule mais trucagem ou montagem que possa degradar candidato ou desvirtuar a realidade.

02/09/2008 - 22:18h Justiça proíbe Kassab de usar expressão “presidente já tá junto” em propaganda

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Cascata de kassab é tirada do ar pela justiça. Se Kassab quer destacar parcerias da prefeitura com o governo federal poderia dizer que é com dinheiro de Lula que fez 8 kilometros no fura-fila, dos únicos 10 km de corredores que fez na sua gestão.

Poderá acrescentar que é com dinheiro de Lula que a linha 2 do metrô esta sendo realizada pelo Estado, assim como o Rodoanel e dizer também que teve que devolver dinheiro da saúde ao governo federal, porque não conseguiu gastar. Nesse caminho, pode incluso acrescentar que pagou multa ao BID por não ter usado o dinheiro que Marta deixou para revitalizar o centro da cidade. Agora, como diz o juiz, dizer que “presidente já tá junto” é tentar enganar os eleitores porque o presidente manifestou sem lugar a dúvida que “tá junto” com Marta.

Já o governador diz que “tá junto” com Alckmin, mas muitos pensam que isso não é verdade. Kassab é um dos que pretende que não. LF

da Folha Online

A Justiça Eleitoral em São Paulo proibiu nesta terça-feira o prefeito e candidato à reeleição Gilberto Kassab (DEM) de usar a expressão “o presidente já tá junto” em seu programa eleitoral no rádio e na TV. Para o juiz eleitoral Marco Antonio Martin Vargas, a expressão induz o leitor ao erro, pois o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não declarou apoio à campanha do democrata.

Com a decisão, Kassab deverá retirar o trecho proibido de seu programa. Caso contrário, deverá pagar multa de R$ 1.000 para cada nova inserção.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a campanha de Kassab disse que vai recorrer da decisão, pois entende que a citação do presidente nos termos utilizados na peça publicitária é legal. Segundo a assessoria do candidato, a exibição da propaganda já foi suspensa.

A decisão atende a pedido feito pelo PT, que questionou a propaganda veiculada pela campanha de Kassab desde o último 28 de agosto. Para os petistas, ao usar a expressão “o presidente já tá junto”, o DEM induz o leitor a pensar que Lula apóia Kassab. O PT argumenta ainda que o uso indevido da imagem do presidente viola a legislação eleitoral.

Na defesa apresentada à Justiça, a campanha de Kassab explicou que o objetivo da campanha é responder à candidata Marta Suplicy (PT), que para os democratas divulga o apoio do presidente à sua campanha como se ele fosse apoiar somente o seu governo, caso seja eleita.

Em sua decisão, o juiz ressalta que a forma como a propaganda está sendo vinculada dá a “nítida idéia” de que o presidente apóia Kassab, por isso determinou a retirada da propaganda do ar.

“Isto porque, a referida propaganda não destaca as parcerias existentes entre as esferas federal e municipal. […] Se realmente a intenção da propaganda fosse a de destacar as diversas parcerias existentes […] deveria ser feita de modo claro e destacado nesse sentido, motivo pelo qual não há como permitir a continuidade destas inserções com a expressão genérica e dúbia que vincula o presidente a ‘estar junto’ não se sabe com o quê”, afirma o magistrado em sua decisão.

02/09/2008 - 13:19h De olho na TV: Maluf, logo ele, ataca Marta

http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2008/09/129_126-Cila%20-%202.jpgpor Cila Shulman* - BLOG DE NOBLAT

A rejeição de 58% dos eleitores, segundo o Instituto Datafolha, faz do candidato Paulo Maluf (PP) o maior ausente dos programas eleitorais em São Paulo. Inclusive do seu.

Ainda assim, hoje ele teve seus quatro minutos e setenta e dois segundos de fama ao ser o primeiro a utilizar no horário de propaganda eleitoral na televisão o desastrado conselho dado aos passageiros de avião em plena crise aérea pela candidata Marta Suplicy (PT) quando era ministra do Turismo: “Relaxa e goza porque você vai esquecer dos transtornos”.

O programa de Maluf atacou Marta do começo ao fim, responsabilizando a ex-prefeita pelo caos na saúde e por fazer promessas e não cumprir.

“Marta relaxou com o povo sofrendo” e “até hoje cruza os braços para o sofrimento do povo”, bradou um estridente locutor, tendo ao fundo a foto de campanha de Marta com o rosto cortado, foco em seus braços cruzados, finalizando o programa com a tal declaração.

Tudo muito bem se Maluf não fosse ele próprio o autor da frase campeã na mistura de sexo, violência e machismo em campanha eleitoral.“Tá bom, está com vontade sexual, estupra mas não mata”, disse ele na eleição presidencial de 1989.

É, parece que a rejeição subiu definitivamente à cabeça de Maluf.

*A jornalista Cila Schulman é estrategista e coordenadora de comunicação de campanhas eleitorais desde 1988. Estudou na “Graduate School of Political Management” da “George Washington University” e é membro e palestrante de entidades internacionais como IAPC – Associação Internacional de Consultores Políticos -, EAPC – Associação Européia de Consultores Políticos e Alacop – Associação Latino Americana de Consultores Políticos.

02/09/2008 - 08:41h Destaques da sabatina da Marta feita pelo Estado SP

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”Errei a mão mesmo”, diz ex-prefeita sobre a política tributária

Se eleita, petista promete acabar com ISS para autônomos e ampliar número de isentos de IPTU

“Eu errei a mão mesmo.” Foi com essa frase que a candidata Marta Suplicy resumiu a política tributária de quando administrou São Paulo, de 2001 a 2004. Ela voltou a demonstrar arrependimento pela criação da taxa do lixo e disse até que “pesou” para muitos moradores a revisão da planta de valores e a implantação da alíquota progressiva do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

Como parte da estratégia para se desvincular do apelido “Martaxa” - dado pela oposição, na época -, a petista anunciou que, se eleita, dará isenção total de ISS (Imposto Sobre Serviços) para profissionais autônomos, “como médico e corretor”. Também prometeu ampliar o número de imóveis isentos de IPTU.

IPTU PROGRESSIVO

“Percebi que a planta de valores não era atualizada havia mais de 20 anos. Por quê? Porque é muito difícil para um prefeito mexer no bolso dos cidadãos. Os prefeitos anteriores tiveram uma percepção melhor do que a minha. Fomos fazer o IPTU progressivo, que era um compromisso de campanha. (…) Passaram a pagar menos do 1% de alíquota 62% das pessoas, e 1 milhão tiveram isenção total. Agora, no aumento do valor do IPTU para essa parcela que pagou mais, a mão pesou, porque nem todos podiam pagar.”

TAXA DO LIXO

“Quando veio a taxa do lixo, não era tanto, mas aquele que tinha sido isento do IPTU gritava pela taxa, esquecendo que havia sido isento. E as pessoas que mais tiveram aumento (de IPTU), e aí acho que a mão pesou, eram as que mais acesso tinham à mídia. Então foi uma campanha muito pesada em relação a isso. Mas acho que eu errei a mão mesmo, acho que não foi certo do que jeito que foi feito. Você não pode fazer tudo ao mesmo tempo. Eu lembro que o Eloi Pietá, que era prefeito de Guarulhos, dizia: ?Você está fazendo muita coisa ao mesmo tempo, Marta.? Ele estava certo. E ele foi reeleito.”

ISENÇÃO DE ISS

“Hoje, além de não precisar criar taxa nenhuma, podemos desonerar os tributos da cidade. Esse é um compromisso que eu posso fazer, esse tenho certeza de que posso realizar e vou fazer. Não vou diminuir o ISS para autônomo, eu vou acabar com o ISS de autônomo na cidade de São Paulo. (…) E vamos voltar à desoneração de 1 milhão de residências do IPTU.”

VITÓRIA NO PRIMEIRO TURNO

“Acho difícil, não estou com essa expectativa. Adoraria, para falar a verdade, mas acho que não é possível. Vou mostrar que nosso projeto é mais consistente, que tenho mais experiência, que é interessante hoje alguém que se relaciona bem com o governador Serra e com o presidente Lula.”

SEGUNDO TURNO

“Adversário a gente não escolhe, a gente enfrenta.”

APOIO DE MALUF

“Todo o enfrentamento que eu tive a vida inteira com o Maluf, o lado do rio em que eu fiquei, a vida inteira diferente dele, impossibilita uma proximidade.”

PRINCIPAL ERRO

“Foi querer fazer muito em pouco tempo. Como gestor, você não pode querer fazer tudo ao mesmo tempo e criar arestas na cidade toda.”

marta_estadao1.jpgREDE CEU

“Temos primeiro que criar a rede CEU, que é as crianças da rede municipal terem acesso à cultura e ao lazer. No Bexiga é impossível fazer um CEU, não há espaço. Mas a criança que estuda no Bexiga pode usar o Vai-e-Volta, que é o transporte escolar, para ir a um clube da prefeitura, a um teatro, a um concerto, ela tem de ter o mesmo acesso.”

CULTURA NA PERIFERIA

” Um teatro (em um CEU) na nossa gestão tinha 450 lugares e hoje tem 180 lugares. Como você vai fazer um teatro de 180 lugares na periferia, para quem nunca foi nem ao cinema? É para quê? É para dizer que fez. É maquiagem, não é de verdade. A parte cultural dos CEUs foi para o brejo.”

CIDADE LIMPA

“É uma idéia interessante, boa. Temos hoje parte da cidade que está limpa, mas muito feia. Temos de pensar algumas formas de ajudar os proprietários a recuperar suas fachadas. O próximo passo é o mobiliário urbano. Mas o conceito de cidade limpa para nós, do PT, é muito mais amplo. É coleta seletiva, é usina para transformar lixo em gás, é tirar lixo de favela, é fazer centrais de reciclagem. Para o PSDB é só retirar outdoor.”

CICLOVIAS

“A cidade de São Paulo não é Paris, não é plana, mas temos vários quilômetros planejados onde se pode fazer cliclovias.”

CANDIDATURA

“Esse dia foi determinante (para decidir concorrer): levei uma hora e meia do aeroporto de Congonhas até a minha casa, do lado da Faria Lima. Não dá, é muita incompetência. Eu sei fazer bem. Aí foi determinante. Pensei: vou ser (candidata). Mas foi muito difícil a decisão.”

RELAÇÃO COM A CÂMARA

“Na política você tem de fazer negociações. O problema não é colocar parceiro ?x? ou ?y?, o problema é fiscalizar os parceiros. Não tivemos nenhum escândalo desse tipo, como tivemos agora, de propina, na Mooca, ou dos fiscais corruptos na administração do Pitta. Nós fizemos as parcerias necessárias. (…) O Kassab também consegue aprovar seus projetos, e não acho isso um desmerecimento, ao contrário. A capacidade de conversar com a Câmara e conseguir apoio a seus projetos é muito importante. Você faz negociações, você tem de ceder.”

GASTOS COM PROPAGANDA

“Eu tinha a imprensa contra, eles têm a favor (ao justificar gastos maiores com publicidade que os da atual gestão). A população tem de ter direito à informação. Minha gestão teve uma imprensa muito negativa. Crítica é bom e acho que ajuda, mas só crítica, não. O que leva um administrador a até usar propaganda para mostrar o que faz.”

02/09/2008 - 08:31h Marta expõe suas idéias em sabatina do grupo Estado

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Marta admite meta diferenciada de desempenho escolar na periferia

Durante sabatina promovida pelo Grupo Estado, candidata do PT à prefeitura prometeu dar autonomia para que as escolas do município estabeleçam seus objetivos e façam sua própria avaliação

Daniel Bramatti e Guilherme Scarance - O ESTADO DE SÃO PAULO

A candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, revelou que, se eleita, dará autonomia às escolas municipais, para que elas próprias definam as metas de desempenho dos alunos e apontem as carências de formação de seus professores. O anúncio foi feito ontem, durante sabatina promovida pelo Grupo Estado, no seu auditório. Hoje será a vez de o tucano Geraldo Alckmin responder às questões de jornalistas e do público. O evento será transmitido ao vivo pela TV Estadão, no portal www.estadao.com.br, das 11 às 13 horas.

link Assista à íntegra da sabatina com a candidata Marta Suplicy, do PT

Marta não quis se comprometer com a eliminação do déficit de creches na cidade. “Vou fazer o máximo que o dinheiro der”, disse a ex-prefeita, sem citar números.

A petista admitiu ter abandonado uma promessa que fez em 2004, quando era prefeita e concorreu à reeleição - a criação do chamado CEU Saúde, estrutura semelhante aos Centros Educacionais Unificados, mas voltada para o atendimento médico. Para Marta, a idéia era “perfeita”, mas “ficou como um factóide”. Segundo ela, a execução do projeto ficou inviabilizada porque a gestão de José Serra (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM) na priorizou outro modelo, o das AMAs.

A seguir, os principais trechos da sabatina:

REGIÃO METROPOLITANA

“Temos a perfeita consciência de que isso aqui é o coração do Brasil e você não pode administrar essa região toda sem ter uma conversa entre os responsáveis por cada município. (…) O que sempre dificulta é quando você é o mais poderoso e quer mandar. Então, temos de fazer uma coisa muito equânime, conversada, muito bem dialogada. Agora tem uma coisa boa que eu notei. O PT está com muita possibilidade de ganhar em várias cidades importantes, as que têm mais peso. Isso facilita.”

META PARA CRECHES

“Acho que é bobagem. Quando cria essas metas, primeiro, são aleatórias. Pode dizer: vou zerar o déficit de creches na cidade. Seriam duas creches por dia. Então, eu nunca fui de prometer o que não posso fazer. As pessoas que acompanharam minha administração sabem o quanto fiz de creche - fiz mais creche que as gestões Maluf e Pitta juntas. Eu sou mulher, sei da importância da creche para a mulher e sei da importância do salário a mais da mãe. E sei, principalmente, como psicóloga, da importância para a criança de uma creche decente. Vou fazer o máximo que o dinheiro der.”

AUTONOMIA DAS ESCOLAS

“Vamos dar autonomia para as escolas e condições para que os professores trabalhem numa escola só. A escola faz a sua própria avaliação e cria a sua meta. E ela vai ser cobrada. Vai dizer qual é a sua carência em termos de formação. Vamos fazer isso nos primeiros meses de governo. A partir disso, vamos fazer centros de formação continuada, para que o professorado da nossa cidade possa ter acesso à continuação de sua formação.”

“Essa é a realidade (possibilidade de escolas da periferia terem metas inferiores às de bairros nobres). Provavelmente, uma escola de uma região mais periférica não tem o mesmo nível da região daqui. Nós vamos exatamente tentar transpor isso.”

ESCOLAS DE LATA

“Quem fez as escolas de lata foi o Kassab, porque ele foi secretário de Planejamento do Pitta. Ele ajudou a planejar as escolas de lata. Quando eu entrei já havia várias ações do Ministério Público para tirar as escolas de lata, porque haviam sido feitas em áreas de proteção ambiental. (…) Foi uma briga com o Ministério Público, que depois se convenceu que a questão social era preponderante e a escola poderia ser feita de alvenaria. Retiramos 13 ou 17 e deixamos todas as outras licitadas. Então ele (Kassab) fez a obrigação dele, já estava tudo licitado e ele acabou de retirar. E demorou muito, poderia ter feito mais rápido.”

INVESTIMENTO EM METRÔ

“Quem é responsável pelo metrô na cidade de São Paulo é o Estado. O Estado está há 14 anos nas mãos dos tucanos. Nesses 14 anos, eles tiveram 8 anos no governo federal e 4 anos na Prefeitura de São Paulo. Então, me parece um pouco estranho eu hoje ser responsável, como ex-prefeita, que peguei essa cidade falida, pela não-existência de metrô razoável na cidade.”

“Se o Kassab está pondo dinheiro agora - e não está pondo tudo que está dizendo, disse que vai pôr R$ 1 bi e já estamos em setembro e até agora pôs R$ 270 milhões; eu vou pôr R$ 480 milhões/ano, R$ 2 bi quase em quatro anos - por que não colocou antes? Por que deixou R$ 2 bilhões de superávit em 2003, 2004, e esse dinheiro não foi para o metrô? Eles não tiveram a percepção da crise de transportes. Enquanto todo o Brasil se preparou para o boom econômico, a Prefeitura de São Paulo não acreditou. Não investiu em transporte. Essa é a realidade.”

PROCESSO

“Nós tivemos as contas aprovadas pelo Tribunal de Contas e pela Câmara Municipal. Depois tivemos as contas aprovadas e arquivado processo, o Supremo arquivou, dizendo que eu tinha cumprido a Lei de Responsabilidade Fiscal, que tinha deixado a cidade em condição muito melhor do que recebi, que tinha deixado com R$ 91 milhões de superávit.”

RODÍZIO 24 HORAS/PEDÁGIO

“Pensei e descartei, porque isso realmente é sinônimo de incompetência. (…) Você vai tirando o direito do cidadão e, daqui a pouco, você não consegue sair de casa. Tem alternativas. Temos de ter uma clareza do que fazer.”

SOLUÇÕES PARA O TRÂNSITO

“Eu tenho três propostas para essa situação. De curto, médio e longo prazo, todas a ser feitas no primeiro dia. Curto prazo é investir direto na SPTrans e na CET. Isso é a primeira coisa e já tem respostas rápidas, além de fazer pequenas obras - às vezes tirando uma calçada, já agiliza. Em segundo lugar, médio prazo, é corredor de ônibus. Pode investir no primeiro dia, mas vai levar um ano e meio, dois. E depois o metrô, que uma cidade como São Paulo, uma metrópole desse porte tem de ter metrô.”

MINISTRA DE LULA

“Eu, como ministra do Turismo, tive essa percepção. Comecei a analisar o que o turismo tinha de organizar como responsabilidade. Mas também a questão da mobilidade urbana. Fiz um projeto para as principais capitais que vão ser escolhidas - São Paulo está entre elas - e levei para o presidente Lula e para a ministra Dilma. Colocando que, se não fosse feito esse investimento, não chegamos a 2014 com os 63 quilômetros de metrô que necessitamos e 279 quilômetros de corredores de ônibus que necessitamos em função da Copa de 2014. Na China deu para ver o que é uma organização. Lá é mais fácil do que aqui, certamente. Não tem problemas de impugnação de licitação.”

CORREDORES DE ÔNIBUS

“A fiscalização está muito ruim hoje. Vou dar um exemplo concreto: o corredor Vila Nova Cachoeirinha. Quando a gente implantou, fazia 23 quilômetros por hora, agora faz 9. O Rebouças, que estão dizendo ?olha como está ruim?, quando foi implantado, funcionou que era uma beleza. Por que não funciona agora? Primeiro, permitiram o ônibus intermunicipal - um desastre. Depois, metade dos radares no corredor está quebrada, não tem fiscalização. E aí os corredores que tinham fluxo estão parados. Agora, a culpa é do corredor? Não tem fiscalização, não tem gestão. E estão gritando que a culpa é minha, que deveria ter investido no metrô. É insano.”

CRISE NA SAÚDE

“Quando investe como foi investido no PAS, foi muito ruim. Oito anos que a cidade ficou sem os repasses do Estado e os repasses da União. Os hospitais foram todos privatizados e, uma coisa muito perversa, os contratos não tinham obrigatoriedade de investimento. (…) Tive de recuperar todos os hospitais, que estavam absolutamente depredados. Aí recebemos as unidades básicas do Estado, que também estavam sucateadas. (…) Na hora que PAS acabou, ficamos sem médico. Tivemos de contratar 23 mil profissionais para todas áreas da saúde. Então, foi uma reconstrução de um sistema dilapidado de saúde.”

CEU SAÚDE

“Eu teria feito (se reeleita). Não dá para fazer mais o que eu tinha pensado. Exatamente porque aprendi que a saúde é uma construção e a cidade de São Paulo está cansada de ser desconstruída. Eu teria feito o CEU Saúde. Ele teria exatamente tudo acoplado. Não dá (para retomar agora). Fizeram muitas AMAs. Foi uma pena, eu concordo com você. Ficou como um factóide, foi um erro ter posto o nome. Porque a idéia é perfeita, tanto é que em Diadema o prefeito inaugurou o Quarteirão de Saúde, com as mesmas pessoas que planejaram o CEU Saúde daqui e é o maior sucesso. (…) O Serra optou por AMA, não vou parar as AMAs. Tem de melhorar. ”

INVESTIMENTO EM SAÚDE

“Não tenho decidido quanto vai ser investido. Depois vocês vão cobrar. Não vou dar esse prazer a vocês. Quero fazer um compromisso. Depois de quatro anos, eu ter melhorado de forma considerável - que as pessoas possam ter uma diminuição muito grande no tempo de consulta e exame médico.”

METAS DO SAÚDE DA FAMÍLIA

“Não dava. Isso foi uma das divergências minhas com (o ex-secretário) Eduardo Jorge. A meta era 1.200. Eu ficava muito aflita - a gente tentou fazer muita coisa ao mesmo tempo, com muito pouco dinheiro. Aumentávamos o Programa de Saúde da Família com excelentes resultados. (…) Não dá para fazer tudo de uma única vez - isso é uma coisa que às vezes frustra.”

FHC X LULA

“Quando ganhei, eram os dois últimos anos de Fernando Henrique. Aquela história dos 10 milhões de desempregados, recessão grande no País, dívida externa gigantesca. São Paulo ficou a pão e água na gestão Fernando Henrique. E os dois primeiros anos do Lula, que foram muito difíceis também. Se hoje estamos vivendo esta bonança, é muito pelo que foi feito nos dois primeiros anos do governo. Hoje, a situação é completamente diferente - os aportes que o governo Lula está fazendo não só para o governo Serra, como também para o governo Kassab. A cidade só não tem mais, segundo os ministros com quem eu tenho conversado, porque a cidade de São Paulo não faz projetos em busca de recursos federais.”

“RELAXA E GOZA”

“Mau para eles (se usarem declaração no horário eleitoral). A população não gosta de baixaria, desse tipo de golpe baixo. Em relação a isso, já me desculpei com a população e a população quer discutir proposta. Quem vai à tela com uma coisa dessas, é que está se sentindo muito acuado, senão não apelaria para isso.”

PARCERIA COM LULA

“Acho que a relação é institucional (entre município e União). Mas vai além. Passa pelas propostas e pela ideologia. O que o Lula disse, com toda clareza? Nós temos projetos semelhantes, pensamos da mesma forma. Ele trabalha melhor comigo, não porque sou amiguinha dele. Ele trabalha melhor comigo porque construímos um partido juntos, com as mesmas propostas. Não vejo Kassab nem o Alckmin terem as mesmas preocupações que o presidente tem.”

SUPERÁVIT EM CAIXA

“A propaganda contra foi tão pesada, que o Serra fez naquele momento, que as pessoas ficam com isso na cabeça - que a cidade estava quebrada. Eu não entreguei a cidade quebrada. (…) Não era preciso ter feito o carnaval que ele fez.”

01/09/2008 - 10:51h A campanha na TV e na Folha

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Como o programa de TV de Marta “é o mais bem avaliado”, a Folha pós como manchete que o programa de Maluf tem pior avaliação.

DEU NA FOLHA DE S.PAULO

Programa de TV de Maluf tem pior avaliação

Horário eleitoral de Marta é o mais bem avaliado; Alckmin e Kassab empatam

O programa do candidato à prefeitura Paulo Maluf (PP) teve a pior avaliação nos dez primeiros dias do horário eleitoral gratuito na TV e no rádio, segundo a última pesquisa do Datafolha. A performance do ex-prefeito de São Paulo foi considerada como a mais fraca por 22% dos eleitores ouvidos pelo instituto na última sexta-feira.

Já o de Marta Suplicy (PT) foi indicado como o programa com o melhor desempenho na propaganda política na mídia, de acordo com o Datafolha.
O instituto ouviu 1.082 eleitores no dia 29 de agosto. O ranking dos piores no horário gratuito, liderado por Maluf, com 22%, tem o prefeito Gilberto Kassab (DEM) e Marta na segunda colocação, empatados com 9%.

Em seguida na lista estão Soninha (PPS), Levy Fidelix (PRTB) e Geraldo Alckmin (PSDB), com 6%, 5% e 4%, respectivamente.

Marta foi indicada por 33% dos entrevistados como a concorrente mais bem-sucedida no horário eleitoral.

Kassab ocupa o segundo lugar no ranking dos melhores na propaganda, com 17%, seguido por Alckmin, com 16%. Como a margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos, existe empate técnico entre Kassab e Alckmin.

Maluf está em quarto lugar nessa lista, com 4% das indicações dos eleitores paulistanos. Assinante da Folha leia mais em: Programa de TV de Maluf tem pior avaliação, segundo Datafolha

25/08/2008 - 14:00h O bom diagnóstico

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Pode parecer paradoxal mas os colunistas pro-Kassab dos jornais parecem estar mais nervosos. Seja no jornal Valor, seja na Folha de São Paulo ou no O Globo, atacam com veemência a campanha Alckmin. O eixo da crítica é desqualificar Alckmin como candidato tucano (teria deixado de sé-lo, em benefício de Kassab) ou questionam Alckmin por criticar a administração demo-tucana de Kassab, em detrimento dos ataques ao PT.

Depois da edição feita pela Folha dos resultados da pesquisa (imediatamente usada pela campanha Kassab na TV), alguns proclamam nas suas páginas que o essencial agora é a disputa entre Alckmin e Kassab, para depois ver quem disputará com Marta. Afirma-se, sem um pingo de argumento, que “Alckmin caiu e Kassab subiu”, para tentar induzir a idéia que existem vasos comunicantes exclusivos entre ambos, quando o Datafolha mostrou que Marta foi a principal beneficiária da queda de Alckmin e não Kassab. Paradoxalmente, a torcida em favor de Kassab é bom para o PT e para sua candidata, mesmo que a intenção desses torcedores não seja essa.

A artilharia dos Kassabistas está focada na desestabilização do marketing da campanha Alckmin e evitar que ela continue batendo na tecla da saúde, contra o prefeito. Procuram “vender” uma administração bem avaliada, para permitir que Kassab progrida e consiga derrubar Alckmin. A manobra visa a transformar Alckmin em candidatura residual, para transformá-la em linha auxiliar da campanha de Kassab à prefeitura e a mais longo prazo, preservar a candidatura tucano-paulista ao planalto. Em complemento da “boa administração”, procuram apresentar Kassab quase mais tucano que o representante do PSDB.

Estamos assistindo a tentativa de “cristianização” da candidatura Alckmin e de “tucanização” do Kassab.

Só que tem um porém…

Vejam o que aconteceu em Recife e em Belo Horizonte. Em Recife com Costa e em Belo Horizonte com Lacerda, ambos candidatos da continuidade e de prefeituras e governos bem avaliados. Ambos permaneciam embaixo nas pesquisas e pularam para o primeiro lugar com o começo da propaganda eleitoral gratuita. Não sendo candidatos conhecidos, bastou a TV mostrar que eram os representantes de seus respectivos governos para alavancar uma subida espetacular.

Aqui isto por enquanto não aconteceu, apesar da vontade dos que “editaram” a pesquisa Datafolha para vender semelhanças. Aqui em São Paulo, ao que tudo indica, a queda de Alckmin em favor de Marta foi anterior ao começo do programa eleitoral, como já tinha captado a pesquisa Ibope (Ver Datafolha confirma Marta em primeiro lugar e Alckmin segundo).

Após o programa eleitoral, mesmo dispondo de maior tempo na TV, de uma propaganda bem focada, do apoio da publicidade estadual e das máquinas respectivas, o candidato Kassab oscilou positivamente de apenas 3 pontos. Eles foram suficientes para seus apoiadores na mídia saírem a campo com força total e poderão, se atingirem seu objetivo, precipitar uma crise na campanha Alckmin. Isto é bom para Marta e o PT.

É aquela história da qual o méga-especulador Soros já tinha falado “da profecia que se auto-realiza”. A força de falar da catástrofe, as falas provocam o pânico, o qual acaba provocando a catástrofe. Só que mesmo falando que Brasil viraria uma Argentina em crise (a “catástrofe” a qual Soros se referia na época), o prognostico não se materializou, entre outras coisas porque Lula não entrou em pânico e o governo federal fez o que devia ser feito.

Para a campanha de Marta esta movimentação tem importância. Nos dois últimos meses a ação de desestabilização lançada contra Alckmin contribuiu a fincar com mais força ainda a candidata na preferência do eleitorado. A pressão atual pode permitir um enfraquecimento de Alckmin, uma boa subida de Kassab, acirrando a disputa entre eles. E persistindo Kassab na linha agressiva contra o PT, aumentando ainda mais sua rejeição, o que ajudará a reforçar as condições da vitória eleitoral no segundo turno. Não cabe a nós escolher o adversário e sim apresentar nosso diagnóstico da realidade e as propostas para enfrentar os desafios de São Paulo. Para isto é fundamental que Alckmin não consiga “roubar” da candidatura Marta seu caráter de oposição a administração Kassab, perigo presente na inteligente exploração que ele começou a fazer na questão da saúde. LF

24/08/2008 - 09:07h Alckmin cai e tem 10 pontos sobre Kassab; Marta se isola

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Petista vai a 41% e consolida liderança; democrata sobe e reduz vantagem de tucano

Pesquisa já registra efeitos dos dois primeiros dias da propaganda eleitoral, segundo Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha

CATIA SEABRA - FOLHA SP

DA REPORTAGEM LOCAL

A 43 dias das eleições, caiu à metade -de 21 para 10 pontos- a vantagem do tucano Geraldo Alckmin sobre o prefeito Gilberto Kassab (DEM) na disputa pela Prefeitura de São Paulo, revela o Datafolha.
Segundo a pesquisa, Marta Suplicy (PT) tem 41% das intenções de voto e lidera a corrida pela prefeitura. Antes empatado com a ex-prefeita, Alckmin sofreu queda expressiva, de oito pontos, e está com 24% -17 pontos atrás dela.
Kassab aparece com 14% das preferências. O candidato do PP, o ex-prefeito Paulo Maluf (PP), tem 9%. Como a margem de erros é de três pontos percentuais, tanto para mais como para menos, os dois continuam tecnicamente empatados. A pesquisa revela, porém, uma tendência de isolamento de Kassab na terceira colocação.
O Datafolha ouviu 1.093 entrevistados quinta e sexta-feira. Na pesquisa, realizada em parceria com a TV Globo e registrada no TRE-SP sob o número 01900108-SPPE, Marta apresenta uma variação positiva de cinco pontos percentuais em comparação à anterior.
No levantamento anterior, realizado nos dias 23 e 24 de julho, a petista contava com 36% das intenções. Alckmin, com 32%. Kassab tinha 11%.
Os novos números deverão acirrar ainda mais os ânimos no já conturbado bloco PSDB/ DEM. Cristalizados o isolamento de Marta e a redução da vantagem entre Alckmin e Kassab, a disputa deixa de ser pela liderança, mas por uma vaga no segundo turno. “Neste momento, a pesquisa aponta para uma liderança isolada de Marta e uma disputa mais acirrada pela segunda colocação”, afirmou o diretor-geral do instituto Datafolha, Mauro Paulino.
Ainda segundo Paulino, a pesquisa já registra os efeitos dos dois primeiros dias da propaganda eleitoral. “Não só o horário eleitoral gratuito, mas também as inserções.”
O programa eleitoral começou a ser veiculado na última terça-feira, 19 de agosto. “A eleição está esquentando”, avalia Paulino.
Segundo o Datafolha, a vantagem de Marta sobre Alckmin ampliou na pesquisa espontânea -em que o eleitor declara seu voto antes da apresentação da lista de candidatos. Em comparação à anterior, a diferença passou de 9 para 16 pontos.
A pesquisa mostra que, apesar do bloco PSDB/DEM, Kassab não herda automaticamente os votos de Alckmin -o que é evidenciado pela queda de oito pontos enfrentada pelo tucano.

Renda e escolaridade
Segundo o Datafolha, Alckmin sofreu queda de seis pontos entre os eleitores com renda mensal inferior a dois salários mínimos. Nesse segmento, a ex-prefeita de São Paulo apresentou crescimento de oito pontos. Kassab, uma variação de dois pontos positivos.
O ex-governador tucano teve queda de nove pontos entre os entrevistados com renda de dois a cinco salários mínimos. Entre aqueles com mais de dez mínimos, Alckmin caiu sete pontos. Kassab cresceu na mesma proporção.
Ainda de acordo com a pesquisa, Alckmin sofreu queda em todas as faixas de escolaridade, sendo a mais significativa -de 11 pontos- entre os eleitores com ensino médio.
Nesse estrato, Alckmin passou de 34% para 23%. Marta e Kassab tiveram variação positiva. Ela subiu de 36% para 41%. Kassab, de 10% para 14%.
O tucano sofreu queda entre eleitores de todas as faixas de idade. Na faixa de 16 a 24 anos, despencou de 36% para 24%.

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Minha analise do Datafolha esta em Datafolha confirma Marta em primeiro lugar e Alckmin segundo