19/10/2009 - 14:51h Marketing eleitoral

Canal de Larissa C. Squeff

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13/10/2009 - 09:37h Construindo uma biografia “de realizador”

Serra gastará em publicidade em 2010, mais que o dobro do que Alckmin gastou em 2006 quando foi candidato a presidente. Aumento é de 158% nos gastos de propaganda, segundo o jornal Folha de São Paulo. Em contrapartida, investimento em combate as enchentes terá redução drástica. A biografia se constrói com propaganda. Nisto, José Serra é um verdadeiro “realizador” (ver Serra e Kassab cortam verbas importantes para a população e investem pesado em publicidade)

http://www.paulohenriqueamorim.com.br/wp-content/uploads/2009/09/AecioSerraFHCSLim.jpg

Cresce gasto com publicidade em Minas e SP

Serra e Aécio aumentam em 158% e 21%, respectivamente, verba de divulgação institucional em 2010 em comparação com 2006

SP prevê gasto de R$ 120 mi em publicidade, enquanto Minas destina R$ 40 mi; os tucanos são pré-candidatos do partido à Presidência


PAULO PEIXOTO E BRENO COSTA DA AGÊNCIA FOLHA, EM BELO HORIZONTE


Os governos tucanos de Minas Gerais e de São Paulo pretendem aumentar em 21% e 158%, respectivamente, os gastos com publicidade governamental no ano eleitoral de 2010, comparado com 2006.
Naquele ano, quando José Serra se elegeu governador paulista, o Orçamento de São Paulo foi elaborado pelo seu antecessor, o tucano Geraldo Alckmin, que concorreu à Presidência. Aécio Neves era o governador de Minas e foi reeleito. Agora os dois são pré-candidatos do PSDB à Presidência.
A previsão de gastos para 2010, no caso do governo de São Paulo, ultrapassa a evolução real do Orçamento do Estado desde 2006. Nesse período de quatro anos, o valor total do Orçamento paulista cresceu 26,9%. Já a evolução do Orçamento de Minas foi de 25,1%.
Considerando o valor dos Orçamentos de SP (R$ 125,5 bilhões) e de Minas (R$ 41,1 bilhões) para o próximo ano, a proporção dos gastos com publicidade previstos por Serra e Aécio é exatamente igual: 0,1%.
As comparações com 2006 feitas pela Folha contemplam os valores reais da propaganda institucional de cada governo, corrigidos pelo IGP-DI. Estão fora desse cálculo publicidade específica, como campanhas na área de saúde ou de segurança.
Serra prevê gastar no próximo ano R$ 119,9 milhões em publicidade institucional, enquanto Aécio prevê gastos de R$ 40,4 milhões, conforme as propostas orçamentárias que os governos enviaram no mês passado aos seus respectivos Legislativos estaduais.
A lei estabelece como limite para gastos com publicidade em ano eleitoral a média da verba gasta nos três anos anteriores. O texto da legislação eleitoral (lei 9.504/1997) não deixa claro se o cálculo da média inclui apenas as despesas com publicidade institucional, ou todos os gastos na rubrica “comunicação social”.
No caso de São Paulo, chama a atenção o fato de Serra ter elevado os valores da publicidade na sua gestão em comparação com os gastos orçados por Alckmin para o ano eleitoral de 2006 (R$ 46,5 milhões, valor também atualizado).
O peso da publicidade no Orçamento paulista mais do que dobrou em relação àquele ano e também em relação a 2007 -primeiro ano da gestão Serra, mas com Orçamento elaborado pelo governo antecessor.
Na disputa pela indicação do PSDB para a candidatura presidencial, fala-se nos bastidores sobre a possibilidade de haver uma chapa “puro-sangue” com Serra e Aécio. Ambos negam.
Aécio já anunciou que deixará o governo até o começo de abril, sendo ou não o escolhido para ser o candidato ao Planalto. Se o escolhido for Serra, ele deve tentar o Senado.
Serra disputa a reeleição somente se não for escolhido candidato a presidente.

09/10/2009 - 09:57h Serra e Kassab cortam verbas importantes para a população e investem pesado em publicidade

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07/10/2009 - 08:54h Editorial da Folha SP: Kassab da prioridade à propaganda

http://colunas.epoca.globo.com/files/657/2008/10/kassab_blog.gif

Editorial FOLHA SP

editoriais@uol.com.br

Prioridade à propaganda


A PRETEXTO de ajustar seus gastos a um orçamento mais curto, a gestão Gilberto Kassab (DEM) deu seguidas demonstrações de desorientação em suas prioridades.

O prefeito de São Paulo chegou a determinar cortes na varrição e na coleta de lixo. Depois de expostas as imagens do entulho que se acumulava pelas vias -e após um temporal que alagou e paralisou a capital-, Kassab recuou. Antes disso, a administração já desistira de suprimir uma das cinco refeições diárias dos alunos das creches municipais.

Que lógica, afinal, haveria por trás dos cortes anunciados? À primeira vista, obedeceriam a uma ação organizada de redução de custos, como consequência da crise econômica. Se a tesoura ameaçou cortar até a comida das creches, supõe-se que não haveria mais gordura para queimar. Aí começam as contradições.

A verba para publicidade oficial não sofreu cortes. Ao contrário, a previsão no início do ano era gastar R$ 31 milhões. Após sucessivos aportes, a despesa prevista até dezembro mais que dobrou e atingiu R$ 80 milhões. A título de comparação, a economia com a varrição e a coleta de lixo seria de R$ 3,5 milhões.

Agora Kassab anuncia gasto de R$ 105 milhões em propaganda em 2010, quantia recorde. É mais do que pretende destinar à construção e à reforma de corredores de ônibus. A administração alega que a verba publicitária atende a programas de interesse da população. Ampliar e melhorar corredores de ônibus, imprimir mais velocidade à limpeza das vias e das bocas de lobo, treinar professores e agentes de saúde…, há uma lista de despesas bem mais interessantes e prioritárias para os paulistanos.

É de estranhar, aliás, tamanho impulso nos gastos de propaganda quando o prefeito afirma que não será candidato no ano que vem. Se parece difícil vislumbrar o que Kassab ganhará com a operação, o certo é que a população paulistana sairá perdendo.

07/10/2009 - 08:33h Área social da cidade perde recursos no orçamento de Kassab para 2010

http://www.folhavp.com.br/vereadores/joao%20antonio.jpgNota do Vereador João Antonio, líder da bancada do PT na Câmara de Vereadores de São Paulo

Redução dos gastos nas áreas sociais e aumento das despesas com propaganda. Esse é o resumo da proposta orçamentária do município de São Paulo para 2010 que o prefeito Kassab enviou à Câmara Municipal. Apesar de projetar uma arrecadação de R$ 28,1 bilhões no ano que vem, a administração DEM/PSDB não amplia investimento em transporte público, adia mais uma vez obras aguardadas pela população e tira recursos do orçamento das 31 subprefeituras, que prestam serviço diretamente à população.
Os três hospitais novos (Parelheiros, Brasilândia e Vila Matilde) prometidos na campanha eleitoral de 2008 mais uma vez não sairão do papel. Os recursos para a construção dos equipamentos sofreram corte de 83% na comparação entre o orçamento de 2009 e a proposta para 2010: de R$ 30 milhões para R$ 5 milhões cada unidade, o que denuncia que os hospitais, tão aguardados pela população, não são prioridades da administração demotucana.
A previsão de gastos em habitação, saneamento e urbanização de favelas não acompanha o crescimento dessas demandas na cidade. O mesmo acontece com a ampliação da rede própria de creches – que enfrenta um crescente déficit de vagas – e as despesas com assistência e desenvolvimento social (Programa Renda Mínima e albergues), cujos orçamentos para o ano que vem praticamente repetem o que foi planejado para 2009.
No transporte, Kassab reduz para R$ 360 milhões (corte de 31%) a despesa com compensação tarifária, que é o dinheiro que subsidia o preço da passagem. Menos subsídio significa passagem de ônibus mais cara. Kassab não vai construir corredores de ônibus (nem o da Celso Garcia, prometido desde 2007) e na expansão do metrô, que tanto prometeu ajudar, o prefeito programou gastar apenas R$ 10 milhões. É bom lembrar que em 2008 ele havia prometido repassar R$ 1 bilhão para o metrô, mas só entregou R$ 275 milhões.
A redução de gastos só não afeta a área de propaganda, que vai dispor de R$ 105 milhões. Um aumento de 239% na comparação com os R$ 31 milhões inicialmente reservados para este ano (mas que até setembro já haviam atingido R$ 80 milhões, graças aos remanejamentos).
A gestão DEM/PSDB demonstra fragilidade para executar projetos esperados há anos pela população. O prefeito só sabe guardar o dinheiro da prefeitura nos bancos, não libera verba para obras necessárias. Ele não tem um plano para a cidade, toma decisões erradas e depois recua daquilo que anunciou, como vimos recentemente na sua tentativa de reduzir a merenda fornecida em creches e de cortar gastos com o serviço de coleta de lixo e varrição de ruas.

Ver. João Antônio
Líder da Bancada do PT
Câmara Municipal de São Paulo

06/10/2009 - 10:06h Kassab gastará em publicidade mais que com CEUs e escolas

http://www.prefeitura.sp.gov.br/portal/upload/DSC_4845_1190305609.JPG

Kassab prevê gasto recorde com publicidade

Prefeito planeja aumentar despesas com propaganda em 31% no ano que vem; verba é maior do que a prevista para corredor de ônibus

Ao todo, prefeitura terá R$ 105 milhões para divulgar obras e campanhas em 2010, contra os R$ 80 milhões reservados para este ano

CONRADO CORSALETTE E EVANDRO SPINELLI – FOLHA SP

DA REPORTAGEM LOCAL

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), pretende gastar no ano que vem mais com a propaganda de sua gestão do que com a construção e reforma de corredores de ônibus.
Os R$ 105 milhões destinados à publicidade oficial que constam no projeto orçamentário para a cidade em 2010 também superam a verba reservada para construção, ampliação e reformas de CEUs e escolas de ensino fundamental.
Segundo a proposta de Orçamento enviada pelo prefeito à Câmara Municipal na semana passada, o dinheiro reservado para a propaganda no ano que vem é 31% superior aos cerca de R$ 80 milhões que devem ser gastos neste ano na área.
Trata-se de um recorde no que se refere a despesas com publicidade oficial na cidade.
A decisão de aumentar a verba da área segue uma tendência da gestão Kassab. Neste ano, mesmo diante do congelamento de recursos nos últimos meses sob a justificativa de que é preciso ter cautela diante da crise econômica mundial, o prefeito não parou de aumentar a verba para a comunicação.
Kassab começou 2009 com R$ 31 milhões no Orçamento para propaganda oficial. Depois de sucessivos aportes, a área chegou aos atuais R$ 80 milhões. O aumento em relação à previsão inicial de gastos, portanto, foi da ordem de 158%.
A ex-prefeita petista Marta Suplicy (2001-2004) gastou em toda sua gestão cerca de R$ 200 milhões com propaganda, em valores corrigidos pela inflação. O ano em que mais utilizou verbas na área foi o de 2003, quando desembolsou R$ 58 milhões, também em valores corrigidos.
A gestão Kassab diz, por meio de nota, que investe a verba de publicidade “na divulgação de programas de interesse da população”.
Uma das últimas campanhas da prefeitura abordou a criação das AMAs Especialidades, clínicas onde a população pode ser atendida por médicos especialistas. O prefeito gastou R$ 3,3 milhões com a propaganda. Apesar de os anúncios exaltarem a “criação” de Kassab, o cronograma de construção dessas AMAs está atrasado.
Na campanha de 2008, quando disputou a reeleição, o prefeito prometeu colocar em funcionamento ao menos 30 clínicas do gênero até o início deste ano. Até agora, entregou sete.
A crise do lixo, desencadeada após Kassab decidir cortar verbas para a varrição de ruas sob a mesma justificativa de que era preciso economizar por causa da crise econômica, também deve acabar em propaganda.
No início do mês passado, quando o prefeito virou alvo de críticas e se viu obrigado a recuar da decisão de reduzir a varrição das ruas, ele afirmou que está em seus planos lançar uma grande campanha ambiental, a fim de orientar a população sobre a destinação do lixo produzido no município.

http://4.bp.blogspot.com/_yijt8GXoKLA/SQCeUxA6A5I/AAAAAAAAAUg/elPq6xqAENs/s400/0829049.jpg

outro lado

Verba atenderá interesse público, diz prefeitura

DA REPORTAGEM LOCAL

A assessoria do prefeito Gilberto Kassab (DEM) afirmou que os gastos com publicidade atendem a interesse público. “São Paulo investe a verba de publicidade na divulgação de programas de interesse da população, com campanhas educativas, informativas, de prestação de serviços e de prestação de contas”, diz a nota oficial.
Segundo o texto, “o valor indicado na proposta orçamentária será investido para divulgar temas como as campanhas de vacinação, o funcionamento dos equipamentos de saúde e de educação, campanhas de prevenção contra dengue e outras enfermidades, e programas como a Nota Fiscal Eletrônica, que é um importante avanço na redução da carga tributária individual e também um instrumento de reforço de receitas”.
A nota oficial conclui dizendo que os gastos com propaganda poderão ser acompanhados por meio do site “De Olho Nas Contas”, que pode ser acessado por meio da página da Prefeitura de São Paulo na internet (www.prefeitura.sp.gov.br).
Nas entrevistas, Kassab defende seus gastos com propaganda sempre dizendo que eles são “necessários para informar a população”. Ele também costuma afirmar que as campanhas publicitárias de sua administração não visam promovê-lo pessoalmente, com objetivos eleitorais.
“As pessoas às vezes associam campanhas educativas, publicidade de um órgão público, como se fosse promoção das administrações. Não é. Verbas de publicidade são muito importantes”, afirmou Kassab, em entrevista no mês passado.

03/10/2009 - 13:39h Kassab: mais grana em propaganda e menos nas subprefeituras

Kassab terá R$ 105 milhões para publicidade

http://www.diogosalles.com.br/images/eleicao08_kassabinho.jpg


No ano eleitoral, a gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM) terá R$ 105 milhões para publicidade, valor recorde destinado à área e 32,7% maior que os R$ 79 milhões já empenhados neste ano. A Comunicação foi um dos únicos setores com aumento no Orçamento para 2010, acima dos 2% da reposição inflacionária. O prefeito defende os gastos como “prestação de serviços” em campanhas de saúde e de combate às enchentes.

O valor para cada uma das 31 subprefeituras foi reduzido, em média, em 30%. O maior aumento no Orçamento ocorreu na habitação: 166,7%. Kassab disse que só comentará o Orçamento quando a Câmara publicá-lo no Diário Oficial da Cidade.

Orçamento proposto por Kassab reduz verba das subprefeituras

Recursos são 40% menores em relação ao projeto do prefeito para 2009

DO “AGORA” e FOLHA SP

As subprefeituras terão um corte de 40% no Orçamento proposto pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM) para 2010, em comparação com o projeto enviado à Câmara Municipal no ano passado. A iniciativa é vista no meio político como uma tentativa de concentração de poder pela administração.
Entre as 31 subprefeituras, a da Sé (região central) e a de M’Boi Mirim (zona sul) serão as mais afetadas pela redução de R$ 468 milhões proposta pelo Executivo. Ambas terão pouco menos da metade do que foi apresentado em 2008.
A que menos sofreu redução foi a de Guaianases (zona leste) -mesmo assim, terá quase um terço a menos do que foi oferecido por Kassab para este ano.
De forma geral, as subprefeituras são responsáveis por serviços como poda de árvores, conservação de jardins e áreas públicas e limpeza de bueiros. O fato de estarem mais próximas da população do que o próprio prefeito é visto como motivo para que tivessem mais força do que a que dispõem hoje.
“Desempenhar apenas a função de zeladoria é um reflexo da centralização. Hoje, [as subprefeituras] são menos do que as antigas administrações regionais”, diz o vereador Antonio Donato (PT), vice-presidente da Comissão de Finanças da Câmara.
Relator da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), o vereador Milton Leite (DEM) afirma que precisa examinar a proposta de Kassab. “Não pode ser visto só por um aspecto. Se mudou o responsável da despesa, por exemplo, então não há corte.”
Subprefeita da Lapa (zona oeste), Soninha Francine (PPS) disse já ter passado apuros com o contigenciamento feito neste ano. O corte previsto para 2010 (34%) preocupa.
“Tem um forte impacto na vida das pessoas. Estamos sem capacidade alguma de investimento. É legítimo mostrar que se precisa e tem capacidade para executar os recursos”, diz.

29/09/2009 - 09:20h Intolerante, Serra se queixa do resultado de sua própria propaganda

Qual foi a reação de José Serra as críticas de Gabriel Chalita, o vereador mais votado de SP, e a sua saída do PSDB?
“Não estou nem aí”, foi a ríspida resposta do candidato-governador.

Conhecido por não tolerar críticas, perseguir jornalistas e desprezar sindicatos, a resposta do governador é típica dos que não aceitam nenhuma contestação.

Não deve surpreender, por isso, que hoje o jornal Valor publique duas cartas de tucano-leitores, penas emprestadas para refletir a alma de José Serra:

Isolado

“Sempre rigoroso na reconstituição dos fatos políticos, o Valor lembra na matéria ‘Alckmin se isola’ (28/09 página A6), que ele dividiu sistematicamente o PSDB paulista e nacional. Em 2004, tentou impedir a candidatura de Serra à Prefeitura, impondo um candidato praticamente desconhecido, e não levou. Em 2006, com Serra à frente de todas as pesquisas, impôs sua própria candidatura à Presidência, levou, mas perdeu as eleições por falta de coerência e de liderança. Em 2008, tentou romper a aliança Serra/Kassab, vitoriosa na prefeitura, levou no partido, mas não chegou ao segundo turno. É o chamado oportunismo sem resultado. Agora, isolado, ele tem a alternativa de ficar e dividir o partido, ou seguir a trilha de seu herdeiro político, o Chalita – porta da rua, serventia da casa.”

Wanderlei Fonseca

Fonseca@uol.com.br

“O Geraldo Alckmin é tão pretensioso e arrivista que faria um enorme favor ao PSDB saindo do partido como seu pupilo Chalita.”

José de Arimatéia Silva Pereira

josearimateiasp@gmail.com

Não é por acaso que muitos no PSDB, a boca pequena, acusam Serra de desagregador e antípoda de alguém como Lula, bem-humorado e unificador.

Esse traço voltou a se manifestar ontem e está nos jornais hoje.

Durante uma inauguração, o candidato-governador partiu para o ataque contra Lula e Marta, proclamando que suas grandes realizações não são divulgadas, contrastando com o exagero petista.

O Estadão, que reproduz a fala de Serra, esqueceu de confrontá-lo com os fatos, o que a Folha sim fez.

Segundo Serra: “Na prefeitura e no Estado é muito difícil levantar aquilo que está sendo feito. Tem um fenômeno psicológico qualquer que o pessoal resiste teimosamente em contar o que está fazendo”. Como se alguém aqui ignorasse a massiva propaganda de Estado e Prefeitura diariamente nos canais de TV e rádios, verdadeiro “conto” das fantasias serristas.

Mas como sempre Serra é traido pelo seu inconsciente. É realmente muito difícil “levantar aquilo” em matéria de corredores de ônibus, por exemplo. Em 7 anos de Serra-Kassab a prefeitura não construiu nenhum novo corredor e o Celso Garcia ainda nem saiu do papel. Difícil de saber, por exemplo, que contrariamente a imensa propaganda, Kassab não aportou R$ 1 bilhão para expandir o metrô. Muito difícil, ainda, descobrir quantos piscinões foram construidos para combater as enchentes na cidade, 1 em 7 anos (Marta fez 7 em 4 anos e com menos da metade do dinheiro que Kassab tem no orçamento).

“Não se trata de inventar” disse Serra, sem arrancar gargalhadas da platéia tucana bem comportada. Basta comparar a propaganda do metrô na TV e a via-crúcis quotidiana de seus usuários para morrer de rir. Para não falar nas obras da marginal apresentadas na TV como grande preocupação ambiental e ecológica do governo estadual.

Mas basta confrontar a palavra do governador com as cifras da publicidade dele, como faz a Folha para escancarar o cinismo do candidato-governador tucano. Nunca antes na história do Estado de São Paulo um governador gastou tanto em publicidade. A única rubrica que não foi nem cortada, nem congelada pelo seu pupilo Kassab.

Como fazem políticos exagerados, nunca antes desde o descobrimento gastou-se tanto em publicidade para preencher tamanho vácuo de realizações. LF

A seguir os artigos da Folha e do Estadão

Oposição terá batalha dura em 2010, diz Serra

DA REPORTAGEM LOCAL FOLHA SP

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), afirmou ontem à noite que a oposição ao governo Lula deve se preparar para uma “batalha dura” em 2010. “Não será uma batalha tranquila, vai ser uma batalha dura, difícil, mas nós vamos enfrentá-la”, disse Serra, sem, no entanto, assumir que é pré-candidato à Presidência.
O tucano participou do evento de filiação ao PSDB do ex-prefeito de São Bernardo do Campo (SP), William Dib, que deixou o PSB -uma espécie de “troco” pela ida do vereador paulistano Gabriel Chalita para o partido de Ciro Gomes.
Mais cedo, ao discursar na entrega de uma escola técnica em Heliópolis, Serra disse que precisa melhorar ainda mais a divulgação de suas ações. Neste ano, a verba para publicidade oficial do Estado cresceu 43% em relação ao ano passado.
“Antigamente, tinha muito discurso e pouca ação. Hoje, talvez a gente tenha pouco discurso e muita ação”, disse, após enumerar obras para a região.
No mês passado, conforme a Folha revelou, o governo Serra iniciou a distribuição de um “boletim mensal” para 52 municípios no Estado divulgando obras e projetos da administração estadual. São 2,3 milhões de exemplares, ao custo anual de R$ 8,2 milhões. A verba publicitária de Serra neste ano é de R$ 227 milhões.
“Acho que tem que intensificar a divulgação. Não se trata de inventar nada. É dizer aquilo que está sendo feito”, disse.
Serra aproveitou para fazer críticas indiretas aos seus ex-adversários petistas, sem citar nomes. Primeiro, foi a ex-prefeita Marta Suplicy, sua adversária em 2004. “Quando fui eleito, achei que Heliópolis era um canteiro de obras, pelo que falava na propaganda. Quando cheguei aqui, não tinha nada”.
Antes disso, brincou fazendo plágio dos discursos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Como diriam os políticos exagerados: “[vamos] fazer tantas quantas foram feitas desde a época do Descobrimento [risos]“, disse, ao citar a ordem de dobrar de 26 para 52 o número de escolas técnicas do Estado.

***

Serra faz crítica indireta a Lula

Governador referiu-se ao presidente como ‘político exagerado’ durante evento na capital paulista

Silvia Amorim – O Estado SP

Ao entregar a 40ª escola técnica da sua gestão com evento em uma das maiores favelas de São Paulo, o governador José Serra (PSDB) referiu-se indiretamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um “político exagerado”. A crítica, velada, foi feita enquanto o tucano comentava o plano de expansão de faculdades de tecnologias no Estado. “Quando o (Geraldo) Alckmin foi governador tinham nove Fatecs, ele deixou 26. Eu propus dobrar para 52. Como diriam políticos exagerados, fazer tantas quantas foram feitas desde a época do descobrimento”, disse o governador ontem, arrancando risos do público.

A expressão “nunca antes desde o descobrimento do Brasil” é usada com frequência por Lula para exaltar suas realizações. “Nunca, desde o descobrimento do Brasil, se fez tanto pelo Nordeste brasileiro como no meu governo”, afirmou o presidente numa dessas ocasiões.

Em entrevista, Serra não negou nem confirmou que estivesse falando de Lula. “Não, especificamente. Mais de um político falou isso”, desconversou.

Provável candidato do PSDB à Presidência, Serra mostrou preocupação com a divulgação das ações do governo. Ele cobrou de sua equipe – estendendo o recado à Prefeitura de São Paulo – mais publicidade das obras no Estado. “Na prefeitura e no Estado é muito difícil levantar aquilo que está sendo feito. Tem um fenômeno psicológico qualquer que o pessoal resiste teimosamente em contar o que está fazendo”, ironizou.

“O córrego do Sacomã eu não sabia que havia sido canalizado. Tem que intensificar a divulgação. Não se trata de inventar. É dizer aquilo que está sendo feito para que as pessoas saibam”, prosseguiu. Serra estava acompanhado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), e o secretário estadual de Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, na inauguração em Heliópolis – escolas técnicas são vitrines do governo tucano.

A avaliação do tucanato é de que o PSDB ficou muito atrás do PT na divulgação de ações. O próprio Serra já manifestou em público o reconhecimento de que os adversários são melhores na hora de capitalizar politicamente suas realizações.

“Quando fui eleito prefeito, achei que Heliópolis era um canteiro de obras pelo que se falava na propaganda. Cheguei aqui e não tinha nada. Agora, não vou exagerar dizendo que é um canteiro de obras, mas mudou bastante”, cutucou Serra, referindo-se à gestão da petista Marta Suplicy na prefeitura paulistana. “Antigamente tinha muito discurso e pouca ação. Hoje talvez a gente tenha pouco discurso e muita ação”, emendou.

Serra pediu a uma líder comunitária que leve famílias para conhecer a obra. “Cleide, vale a pena trazer o povo de Heliópolis para ver a escola. Não apenas os estudantes, mas as famílias, mesmo quem tenha filho pequeno. Seria muito interessante.”

Ele reagiu a declarações do deputado e pré-candidato do PSB à Presidência, Ciro Gomes (CE). “Comigo não tem risco, porque não entro no baixo nível”, disse Serra. “Isso toma tempo e tenho mais o que fazer, que é trabalhar para corresponder a expectativa da população.”

Na sexta-feira, Ciro, em discurso a sindicalistas em São Paulo, disse que o governador era “feio para caramba, mais na alma que no rosto”. E, depois, acusou Serra de ter “atitude destrutiva” com rivais. “A conduta dele é feia, de não enfrentar o adversário com linguagem civilizada. No meu caso é uma coisa terrível, até minha conta-salário ele conseguiu que um juiz de São Paulo bloqueasse.” O deputado foi condenado a pagar indenização de cem salários mínimos por ter chamado Serra de “candidato dos grandes negócios e negociatas”. Ambos são inimigos declarados.

Serra adotou o mesmo tom de desprezo ao se referir ao vereador Gabriel Chalita, que se desligou do PSDB e oficializa hoje a filiação ao partido de Ciro. No sábado, em entrevista ao Estado, Chalita criticou a gestão Serra na educação, área que o vereador chefiou no governo Geraldo Alckmin, e apontou o tucano como responsável por sua saída do PSDB. “Não estou nem aí”, disse Serra, a respeito das críticas.

23/09/2009 - 12:30h Uma leitura indispensável

Editorial Jornal da Tarde

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20/09/2009 - 12:22h Kassab é Serra

Durante vários meses este blog, e os vereadores do PT, foram quase os únicos a mostrar que Kassab utilizava a “crise internacional” como pretexto para justificar sua grave incompetência. Uma “gestão” sem planejamento e sem projetos. Exclusivamente preocupada com marketing e propaganda.

Um orçamento fictício, para “vender” promessas eleitorais, e uma realidade de arrecadação abundante, -maior até que a de 2008- com mais de R$ 3 bilhões mantidos no banco (cada ano a mesma coisa, devem ter algum acerto aí).

Durante vários meses os jornais ignoraram os repetidos alertas e desafios deste blog. Os dados aqui apresentados não ganharam qualquer destaque.

Mas agora não dá mais. O descalabro está a vista de todos e ninguém pode continuar tapando o sol com a peneira.

Os jornais bem que tentaram peneirar a verdade, por motivações políticas e eleitorais: Kassab é Serra e a situação de um pode afetar diretamente a situação do outro.

Alguns vem na mudança de atitude da imprensa uma manifestação da vontade de impedir a candidatura Kassab em 2010, para privilegiar um candidato único demo-tucano, impondo a solução Alckmin (até para forçar Serra e impedir que Alckmin saia do PSDB como está fazendo Chalita).

Não tenho elementos para julgar se isto é verdade, atribuindo aos jornais uma ação coordenada e partidária.

Em todo caso a publicação das verdades do descalabro demo-tucano na principal cidade do país, reforça a credibilidade da imprensa e resultam em ganho indiscutível para os cidadãos poderem refletir sobre o poder municipal com isenção. LF

Alguns links do blog que mostram os repetidos alertas sobre estes assuntos você encontra clicando no tag Kassab, embaixo.

12/09/2009 - 08:53h Prefeito coloca mais dinheiro em propaganda

http://inconfidencial.com.br/in/media/blogs/hojemiro/kassab.jpg

 

DA REPORTAGEM LOCAL – FOLHA SP

 

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) elevou ontem em mais R$ 2,5 milhões a verba de propaganda do governo. Os recursos, que no início do ano eram R$ 31 milhões, já chegam ao valor recorde de R$ 80 milhões, num salto de 158%.
Em anos anteriores, o maior gasto da atual gestão com publicidade ocorrera em 2007, com R$ 58,5 milhões. No ano passado, Kassab gastou R$ 39,7 milhões com propaganda.
A petista Marta Suplicy (2001-2004) gastou em toda sua gestão R$ 159,6 milhões, sendo R$ 43,2 milhões em 2003.
Kassab defende o gasto com propaganda. “As pessoas às vezes associam campanhas educativas, publicidade de um órgão público, como se fosse promoção das administrações. Não é, eu discordo.”
Ele diz que vai lançar uma nova campanha com orientações à população sobre o horário correto para a colocação do lixo domiciliar na rua. (ES)

09/09/2009 - 11:40h Kassab congela R$ 644 milhões da Saúde

Bruno Ribeiro do Agora

A Prefeitura de São Paulo congelou R$ 644,4 milhões na Secretaria Municipal da Saúde previstos para ser gastos no primeiro semestre deste ano. O congelamento no Orçamento atinge setores como a manutenção dos atendimentos de emergência dos hospitais, o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), o Programa Saúde da Família e a Vigilância em Saúde –que cumpre políticas preventivas, como o combate à dengue e à gripe suína.

O congelamento é admitido em um relatório da Secretaria Municipal da Saúde enviado à Câmara Municipal. O texto diz que a prefeitura empenhou (reservou para ser gasto), até o final de junho, 54% do Orçamento do ano todo da pasta, mas só liquidou (gastou) 37% dessa verba.

Os números contradizem declarações do prefeito Gilberto Kassab (DEM), que afirmou mais de uma vez que a saúde pública era uma das áreas prioritárias e que não teria gastos reduzidos neste ano. Culpando a queda de arrecadação trazida pela crise econômica, a prefeitura fez cortes em algumas áreas. Na varrição de ruas, por exemplo, a redução foi de 22%.

Com os recursos que deixaram de ser gastos, a prefeitura poderia construir cerca de 600 UBSs (Unidades Básicas de Saúde) na cidade ou ainda os três hospitais que o prefeito prometeu (um na Vila Brasilândia, na zona norte, um em Parelheiros, na zona sul, e um terceiro na zona leste) e operá-los por cinco anos. As obras desses hospitais ainda não começaram. Com esse recurso, o Programa Saúde da Família, que atende cerca de 4 milhões de pessoas, funcionaria por quase um ano e meio.

Propaganda
Na contramão do congelamento, a propaganda da Secretaria da Saúde custariaR$ 2 milhões no ano, segundo o Orçamento. A prefeitura reviu os gastos e aumentou o recurso para R$ 17 milhões. Até o fim de junho, reservou R$ 12 milhões dessa verba e já gastou R$ 1,7 milhão –quase a previsão original para 2009.

23/08/2009 - 12:54h O candidato-governador Serra faz dois meses que tem um programa de rádio semanal, retransmitido por 200 estações

http://st0.mais.uol.com.br/E/61/B9/275219-large.jpgDiscreto, Serra traça perfil de candidato

Ele fala com aliados e aos poucos amplia agenda e contatos regionais

Julia Duailibi – O Estado SP

A pouco mais de um ano da eleição presidencial de 2010, o governador de São Paulo, José Serra, principal nome do PSDB na disputa pelo Palácio do Planalto, conversa discretamente com aliados, aos poucos aumenta o espaço na agenda para a política e atua cautelosamente para desembaraçar nós nos palanques regionais. Temerário de virar alvo da oposição, Serra é contra a antecipação do debate eleitoral e, até para aliados mais próximos, mantém cautela e demonstra indefinição sobre sua entrada na disputa.

O que o governador tem dito: que não é fato consumado sua candidatura à Presidência da República e não seria nada constrangedor tentar a reeleição em São Paulo, onde sua popularidade alcança quase 60%. Reclama de quando é tratado como “pré-candidato” pelos jornais. O que os aliados entendem é que ele vai mesmo tentar chegar ao Palácio do Planalto.

Para Serra, o lançamento precoce da candidatura contribui para antecipar o término do governo. Com alguma dificuldade, ele tem atendido à pressão de seu partido e concedido um pouco mais de espaço na agenda para eventos políticos. Este mês, visitou cinco Estados do Nordeste – a região, onde os tucanos perderam na última eleição presidencial, é vista como determinante para 2010.

Em Exu, a mais de 600 quilômetros do Recife, o PSDB chegou a se mobilizar para fazer uma grande recepção na cidade em que nasceu o sanfoneiro Luiz Gonzaga. Segundo integrantes do partido, Serra pediu que não fosse dado caráter político ao evento. O beija-mão acabou sendo esvaziado.

O silêncio sobre a candidatura causa, de tempos em tempos, críticas no partido. Em reunião da Executiva Nacional há duas semanas, a direção foi cobrada sobre a data de definição da candidatura. Acabou marcando reunião para discutir o tema – o “Encontro sobre Conjuntura e Estratégia para 2010″ ocorrerá em 27 e 28 de agosto. “Eu achava que seria melhor antecipar a candidatura. Cobrei isso dele. Mas fui convencido de que não era a hora”, disse Roberto Freire, presidente do PPS.

Nas viagens, Serra acaba ajudando a desatar as alianças regionais. Avalia-se que o PSDB errou nas eleições de 2002, com Serra, e de 2006, com Geraldo Alckmin, ao não costurar corretamente acordos nos Estados. O caso mais emblemático é o de 2006 no Amazonas, onde Alckmin teve apenas 176.338 votos contra 1.159.709 de Lula.

Na Bahia, no começo do mês, após encontrar o governador Jaques Wagner (PT), Serra ajudou a solucionar um grande contencioso político no Estado. PSDB e DEM estavam se engalfinhando, mas um armistício viabilizou um acordo para lançar o ex-governador Paulo Souto.

A aliança com o PMDB na esfera nacional é vista cada vez mais com ceticismo. Na sigla, o governador tem um grande aliado, o senador Jarbas Vasconcelos (PE). “Se o PMDB não apoiar a Dilma, para nós já é uma vitória”, disse um tucano. “Estamos fechando os acordos nos Estados, caso a caso”, completou o presidente do partido, Sérgio Guerra (PE).

Serra ajudou no acordo com o PMDB em 2008, que foi determinante para reeleger o prefeito paulistano Gilberto Kassab (DEM). Também se reaproximou de setores da sigla que apoiaram Lula em 2006, caso do governador do Paraná, Roberto Requião. Após romper com o PT baiano, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), também está mais próximo de Serra. Tucanos apostam ainda na aproximação no Pará com o deputado Jader Barbalho. Em outros Estados, como Rio, Mato Grosso, Sergipe, Alagoas, Ceará e Amazonas, a possibilidade de composição está bastante difícil.

Do ninho tucano, o aliado que Serra mais escuta é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Conta ainda com sua “tropa de choque” para aparar o dia a dia político. Esse núcleo duro, composto pelo vice Alberto Goldman, o secretário da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira, e o secretário de Subprefeituras, Andrea Matarazzo, se reúne quase semanalmente fora do expediente.

RÁDIO

Outra movimentação que tomou força foram as entrevistas para rádio, embora o governador diga que sempre as fez. Há dois meses Serra tem um programa de rádio semanal, que disponibiliza no site do governo. Cerca de 200 estações de rádio no Estado retransmitem as palavras do governador. Além disso, Serra fez uma maratona de entrevistas em rádios do Nordeste. No último mês, chegou a atender 15 emissoras.

Com Serra evitando se expor, o governador de Minas, Aécio Neves, que postula a indicação para a disputa presidencial, corre por fora. Conseguiu a formalização, por parte do PSDB, de que as prévias seriam instaladas. Ele realmente quer disputar o Planalto e diz não aceitar ser vice de Serra. Aposta-se no PSDB que, se até o fim do ano, o mineiro perceber que não conseguiu condições internas para concorrer, abrirá mão das prévias.

14/08/2009 - 13:01h Kassab gasta em propaganda mais do que corta em varrição

Gastos com limpeza terão corte de 20%, mas previsão é investir em publicidade 134% a mais do que o previsto no Orçamento

Prefeito diz que foi preciso ampliar despesas com propaganda para divulgar campanhas informativas nas áreas de saúde e de educação

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DA REPORTAGEM LOCAL – FOLHA SP

A Prefeitura de São Paulo já gastou mais em propaganda neste ano do que o valor que será cortado dos serviços de varrição de ruas e retirada de entulhos. Conforme a Folha revelou ontem, a administração Gilberto Kassab (DEM) vai cortar 20% dos gastos com varrição e coleta de entulho -redução de R$ 58,4 milhões na despesa com os serviços.

Até o início deste mês a gestão já havia empenhado R$ 69,5 milhões para propaganda.

No total, Kassab prevê gastar R$ 78,8 milhões com publicidade até o fim do ano, 134% mais do que o valor previsto no Orçamento para 2009 e 98,5% acima do gasto do ano passado, quando o prefeito foi reeleito.

Questionado ontem pela manhã, Kassab defendeu o corte de gastos com limpeza e as despesas com publicidade.

Segundo ele, a prioridade da gestão é manter os investimentos nas áreas de saúde e educação e garantir os subsídios às empresas de ônibus para não aumentar a tarifa neste ano.

O prefeito disse que o município deve arrecadar R$ 24 bilhões neste ano, 1% menos que no ano passado já descontada a inflação.

Com isso, disse o prefeito, foi necessário fazer uma série de cortes, mas que não afetarão a qualidade dos serviços. “Nós vamos ter rigor na fiscalização em todas as áreas, também na varrição, e vamos preservar a qualidade do serviço.”

Sobre as despesas com publicidade, Kassab disse que foi necessário para divulgar os serviços da prefeitura. Ele citou campanhas das áreas de saúde e educação, como a orientação à população sobre a gripe suína. “É equivocado fazer essa análise de que aumentou a publicidade. É vinculado à prestação de serviços.”

Demissões

Apesar de o prefeito afirmar que a qualidade dos serviços será mantida mesmo com os cortes, o presidente do sindicato das empresas de limpeza urbana, Ariovaldo Caodaglio, diz que a redução de 20% nos gastos com a varrição terá reflexos. “Os preços pagos pela varrição, no nosso entendimento, nem cobrem os custos”, disse ele, que diz serão “inevitáveis” as demissões no setor.
O corte no serviço de limpeza urbana ocorre às vésperas da temporada de chuvas.

O líder do PT na Câmara, João Antonio, disse que a prefeitura fez um orçamento inflado para abrigar todas as “promessas eleitoreiras”. “O governo vem com essa desculpa da crise internacional quando na verdade a Prefeitura de São Paulo arrecadou mais 5,45% no primeiro semestre deste ano em comparação a 2008.”

PT e governo usam critérios diferentes para apurar se houve queda ou crescimento da receita. Por isso as informações são divergentes.

(EVANDRO SPINELLI)

07/08/2009 - 12:20h Kassab gasta mais com publicidade

No 1.º semestre, verba já superou recursos de 2008;Prefeitura congelou R$ 3 bilhões do orçamento deste ano

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Diego Zanchetta – O Estado SP

O corte de R$ 3 bilhões no Orçamento de 2009 feito pela gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM) não atingiu a publicidade oficial do governo. No primeiro semestre, a administração gastou R$ 4,43 milhões a mais do que o total de 2008, ano eleitoral no qual o prefeito disputou e conseguiu a reeleição. Até o dia 30 de junho, foram consumidos R$ 44,1 milhões, e a previsão é de que até o fim do ano sejam aplicados, com a transferência de valores do superávit financeiro, R$ 78,4 milhões – 134% a mais que os R$ 39,7 milhões do ano passado.

Os dados sobre os gastos com publicidade foram enviados no dia 2 de julho pelo secretário municipal de Governo, Clóvis Carvalho, à Comissão de Finanças da Câmara Municipal. Com base nos números, vereadores de oposição acusam o governo de reduzir gastos em setores responsáveis pela manutenção da cidade e de não cortar verbas destinadas à propaganda. Em quatro anos e meio, a gestão José Serra/Kassab já gastou R$ 205,3 milhões em publicidade. O recorde de gastos ocorreu em 2007, quando foram aplicados R$ 66,9 milhões. No seu último ano, em 2004, a ex-prefeita Marta Suplicy (PT) gastou R$ 39 milhões.

Desde 2008, as agências que fazem a publicidade da Prefeitura são a Lua Branca e a Nova SB Comunicação, ambas responsáveis por campanhas realizadas desde 2006 pelo PSDB. “Só espero que o prefeito faça as obras antienchente neste ano. Fica claro para o cidadão, que não se cansa de ver o mato alto e os buracos nas ruas, que o corte no Orçamento atingiu a cidade. Só que a publicidade, ao contrário, teve aumento de gastos”, critica o vereador Antonio Donato (PT), integrante da Comissão de Finanças do Legislativo.

Por causa da crise financeira, o prefeito reduziu de R$ 27,5 bilhões para R$ 24,5 bilhões a estimativa das verbas que vão entrar nos cofres da Prefeitura neste ano. A manutenção realizada pelas 31 subprefeituras e a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb) já foi atingida pelo corte. Em comparação com os primeiros semestres de 2009 e 2008, a queda na execução orçamentária de obras de manutenção das subprefeituras foi de R$ 114,5 milhões para R$ 93,8 milhões, valores que não incluem as despesas com pagamento de funcionários. Nessa verba entram nove rubricas com gastos de manutenção como, por exemplo, a pavimentação de vias e obras de combate à erosão e melhorias de bairros.

Na Siurb, também houve queda do total empenhado para o primeiro semestre de 2009, na comparação com igual período de 2008.

‘PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS’

Foram empenhados até o final de junho deste ano R$ 181,4 milhões; no ano passado, o empenho totalizou R$ 277 milhões no período. Os dados comparativos são da Comissão de Finanças, com base no NovoSeo (sistema de execução orçamentária online). O prefeito afirma, porém, que o congelamento não atingiu os investimentos nas áreas de saúde e educação.

A Prefeitura afirma que a publicidade tem caráter de “prestação de serviços”. O fato de não ter sido atingida pelo corte teria ocorrido principalmente em razão de campanhas das áreas de saúde e finanças, como o parcelamento de dívidas, a prevenção contra a nova gripe e o combate à dengue. “A Prefeitura tem obrigação de dar publicidade a importantes serviços colocados à disposição do cidadão e também de orientar a população sobre campanhas de alta relevância”, informou, em nota.

27/07/2009 - 09:02h ”É difícil ganhar uma eleição twittando”

Ben Self: estrategista de campanha na internet; Americano que ajudou a criar a campanha online de Obama acha que, sem mobilizar as pessoas, a internet não é eficaz
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Julia Duailibi – O Estado SP

 


Inspirados pela experiência da campanha presidencial americana de 2008, os partidos políticos que disputarão a corrida de 2010 começaram a olhar para a internet com mais atenção. Marqueteiros ligados tanto ao PSDB como ao PT estão de olho na Blue State Digital (BSD), empresa americana que criou a estratégia na rede para a campanha de Barack Obama a presidente dos Estados Unidos.

http://www.propmark.com.br/publique/media/Ben%20Selfeditada.jpgBen Self, um americano de Kentucky, de 32 anos, é um dos jovens rostos por trás da bem-sucedida, e excessivamente elogiada, campanha online que ajudou a levar Obama à vitória. Fundador da BSD, ele ajudou a formatar a estratégia que arrecadou nada menos que US$ 500 milhões via internet. Foram obtidas cerca 6,5 milhões de doações online – uma média de US$ 80 por doação -, o que criou um novo paradigma sobre financiamento de campanha nos EUA e no mundo.

Uma das sacadas da BSD foi pulverizar as doações por várias páginas de relacionamento na internet, que tinham em comum o apoio à campanha de Obama. As pessoas entravam na rede, doavam, articulavam eventos pró-campanha e ainda participavam de grupos de discussão sobre a arrecadação. Milhões de dólares foram doados em questão de dias. “Nós descobrimos que as pessoas adoram fazer esse tipo de conexão, mesmo que elas não se conheçam. E elas voltam para doar 3, 4, 5 dólares”, afirmou Self, em entrevista concedida ao Estado de seu escritório nos EUA.

A empresa que Self mantém com outros três sócios, e a colaboração na equipe de Obama de outros nomes, como Chris Hughes, fundador do Facebook, lançou uma nova forma de fazer e financiar campanhas. “Acho que qualquer candidato que vire as costas para isso (internet) está perdendo uma oportunidade-chave e uma grande vantagem.” Para ele, a rede não é um local de persuasão, mas de articulação. “É muito difícil ganhar a eleição ?twittando?. Você precisa motivar as pessoas, isso ajuda a ganhar eleição. Isso significa falar com os eleitores, amigos, doar dinheiro”, disse, em referência ao microblog de relacionamentos, que virou mania entre políticos brasileiros.

Ex-diretor de tecnologia do Partido Democrata, Self esteve em maio no Brasil. Ele se recusa a comentar qualquer negociação com partidos brasileiros. Eis a entrevista.

Como a Blue State Digital começou a trabalhar para Obama?

A BSD foi fundada em 2004, durante a campanha de Howard Dean (democrata que disputou as primárias daquele ano) para a Presidência. Desde 2004, trabalhamos para vários candidatos, partidos políticos e organizações sem fins lucrativos. Ficamos conhecidos pelo trabalho que fizemos para vários candidatos nos Estados Unidos e também pelo nosso trabalho para o Partido Democrata. Eles continuam sendo nossos clientes.

Então, quando a campanha de Obama começou, em 2007, nós éramos os mais qualificados, sob certo aspecto, para dar a eles a tecnologia de que precisavam. Eles nos ligaram, dez dias, eu acho, antes de anunciarem que iriam concorrer e disseram: “Ei, nós queremos fazer uma campanha de um jeito diferente e queremos usar as suas ferramentas e a sua tecnologia”.

O que vocês fizeram para o Partido Democrata?

Nós tivemos um grande papel no trabalho para Howard Dean. Ao gerenciarmos a estratégia de internet e de tecnologia, demos as nossas ferramentas e a nossa tecnologia ao partido. Eu estava intimamente envolvido porque era diretor de tecnologia lá. Então temos trabalhado muito próximos aos democratas desde 2005.

A internet foi determinante para a vitória de Barack Obama?

Não diria que a internet pode fazer ou derrubar o candidato. Obviamente, é muito importante e traz muitas vantagens, mas não foi só a internet que fez o senador Obama presidente, foi uma série de fatores conjuntos.

Mas a internet foi a grande novidade da campanha, com a arrecadação online recorde.

É difícil apontar para qualquer fator e dizer: isso fez a diferença. Havia tantas coisas maravilhosas sobre o nosso candidato, que qualquer uma poderia ser apontada como a que fez a diferença. No entanto, acho que a grande diferença na forma como a campanha de Obama usou a internet, em relação ao que os outros fizeram no passado, é que ela entendeu como usar a rede para ajudar a conectar voluntários dando a eles ações, que realmente fizeram a diferença na campanha. Então essa foi a grande mudança.

Essa percepção de que a internet faria a diferença já estava presente desde o começo da campanha?

Estava bem clara para todo mundo, no começo da campanha, a importância da internet. Todo mundo já sabia que seria uma peça-chave na campanha.

O político que não apostar na internet já está em desvantagem?

Sempre haverá candidatos que se recusarão a abraçar a novas tecnologias. Essa é uma ferramenta importante para falar com eleitores e também para motivá-los. A campanha do Obama nos ensinou que existe uma grande vantagem em ter um relacionamento dinâmico e uma estratégia online. Então, acho que qualquer candidato que vire as costas para isso está perdendo uma oportunidade-chave e uma grande vantagem.

Mesmo em países, como o Brasil, em que a internet é menos acessível que nos Estados Unidos?

É claro que a penetração em algum nível é necessária. É um investimento de tempo.

Qual ferramenta indispensável que uma campanha online deve ter?

Um website dinâmico e interessante que traga pessoas para a campanha e permita que elas façam parte dela. E tem de ter um mailing poderoso, que contenha milhares, milhões de pessoas nele. É provavelmente a peça mais importante de qualquer campanha online. É mais importante, de certa forma, que um bom website.

E os sites de relacionamento?

Depende de como se usa e de qual sua estratégia geral. Há um papel para eles, mas não são mais importantes que o website, nem que o e-mail, de jeito nenhum. É uma ferramenta, mas é muito difícil ganhar a eleição “twittando”. Você precisa motivar as pessoas, isso ajuda a ganhar eleição. Isso significa falar com os eleitores, amigos, doar dinheiro. Se você tem um website que fala de você e no qual os seus apoiadores opinam, mas que não motiva seus eleitores para nenhuma ação, você não vai a lugar nenhum.

Qual o custo de uma estrutura dessas para uma campanha eleitoral?

A gente não anuncia quanto cada um dos nossos clientes paga. Mas, claro, a gente trabalha para clientes grandes e pequenos. Alguns grandes, como a campanha do Obama, e os menores, que são as organizações sem fins lucrativos. Temos uma série de ferramentas que nós autorizamos os clientes a usar. Clientes que não podem bancar os custos se beneficiam do longo caminho que a gente já traçou.

Como vocês criaram a ferramenta de arrecadação pela internet?

É só um exemplo de como a gente pegou uma ideia tradicional de arrecadação de fundos e a usou. Há uma técnica de arrecadação de fundos muito comum nos Estados Unidos. Aqui, nós a chamamos de match e geralmente é usada como mala direta. Esses pedidos funcionam assim: “Se você der um dólar, há um outro doador que nos dará três dólares. Então, doe agora”. A gente olhou para isso e pensou: as pessoas não acreditam nisso. Então vamos mudar essa ideia e vamos fazer ela incrivelmente transparente. O grassroots match faz isso.

Como funciona?

Você manda um e-mail para sua base de arrecadação, pessoas que te doaram antes, e diz: “Ei, vamos falar com todas as pessoas que são nossos apoiadores, mas que nunca doaram antes. Vamos dizer: ?Nós temos 10 mil pessoas que darão 10 dólares, se você der 10 dólares hoje. E assim que você der os seus 10 dólares, a gente vai te conectar a uma dessas pessoas e você vai trocar impressões sobre a doação?.” Nós descobrimos que as pessoas adoram fazer esse tipo de conexão, mesmo que elas não se conheçam. E elas voltam para doar 3, 4, 5 dólares. A campanha arrecadou muito dinheiro com pequenas doações. Então, focar nisso, foi uma parte importante da campanha.

O eleitor da internet tem um perfil específico?

Não, na verdade, a gente descobriu que os perfis mais ativos usando os sites eram de pessoas que a gente não esperaria. Um dos enganos mais comuns que você costuma ouvir é que a internet é usada para convencer, persuadir as pessoas. Realmente tem, sim, alguma porcentagem de pessoas que vai ao site para aprender mais sobre o candidato. Mas ela serve, principalmente, para aumentar o entusiasmo e a paixão dos apoiadores e pedir a eles para fazer coisas, usá-los para falar com as famílias e os amigos para, aí sim, convencê-los e fazê-los mudar de ideia.

O senhor acha que a internet, ao dar transparência às doações, pode coibir casos de corrupção?

Eu acho que ser capaz de financiar uma campanha política ou partido político (pela internet) é genial. É muito mais importante ter várias pessoas por aí espalhadas, apoiando um determinado candidato e se engajando na democracia. Isso deve ser encorajado. As doações pela internet são um jeito de fazer isso. Permitem que mais gente, e de forma mais fácil, se envolva com as doações. Toda vez que puder diminuir barreiras e aumentar participação em democracia é uma boa coisa.

Aqui no Brasil estamos discutindo regulação de campanhas na rede. O sr. é a favor de regular a internet?

É muito difícil falar sobre isso, sem saber detalhes da situação.

Os partidos brasileiros estão cortejando o sr. Já fechou com alguém?

Não comentamos nada sobre isso. Me desculpe.

Quem é:
Ben Self

É ex-diretor de tecnologia do Partido Democrata dos Estados Unidos e sócio-fundador da agência Blue State Digital

Coordenou a campanha online de Barack Obama.

Ajudou a formatar a estratégia de arrecadação de doações para a campanha de Obama pela internet

08/06/2009 - 11:12h ”Butiques de planejamento” buscam mudança de conceitos

Pequenos escritórios focados em inovação ganham espaço na área de marketing das empresas

 

Marili Ribeiro – O Estado SP

 


Para entender um tipo de prestação de serviço que ganha espaço na área de marketing das empresas – oferecido por espécies de “butiques de planejamento”, contratadas por projeto -, é preciso aceitar que cresce a necessidade de novas ideias sob medida para fazer as mensagens publicitárias chegarem ao consumidor. É uma situação provocada principalmente pelo excesso de informações e conteúdos da era digital.

Se, por um lado, as estruturas conhecidas das agências de propaganda tendem a oferecer pacotes que envolvam os anunciantes em várias atividades de suas redes de serviços, por outro, os pequenos escritórios focados em inovação, com operação enxuta, abrem espaço propondo ações exclusivas.

“Há bem pouco tempo, tudo era diferente no mundo das marcas. O ritmo era mais lento na vida do consumidor e ele era apenas um receptor de mensagens. Trabalhar com marcas era mais simples: a gente estudava o ?target?, entendia quais necessidades poderia preencher e criava uma estratégia de posicionamento, benefícios e valores que iria durar por um período e dar origem a uma campanha publicitária nos meios tradicionais”, diz a publicitária Mariane Maciel, da equipe da agência CO.R, criada nesses novos padrões pela profissional da área de planejamento Rita Almeida.

A CO.R não faz anúncios, eventos ou qualquer outra peça de comunicação tradicional. Desenvolve propostas a partir do cruzamento de informações levantadas em pesquisas e estudos do universo do cliente, sugerindo um caminho inovador.

A trilha escolhida por Rita para vender seu trabalho não difere da opção apresentada ao mercado por outras duas planejadoras com mais de 20 anos de estrada, Denise Bayeux e Cecília Novaes. Ao começarem a empresa Arte da Marca, resolveram oferecer projetos personalizados de pesquisa e arquitetura de marca. “Percebemos que havia demanda para interpretar o negócio do cliente e achar necessidades que pudessem inspirar suas campanhas de comunicação com o mercado”, diz Cecília.

Um exemplo que ela gosta de contar sobre a atividade de planejamento, que ganhou relevância dentro das agências há pouco mais de dez anos, é o trabalho do qual participou para tornar a marca de amaciante de roupas Mon Bijoux uma concorrente efetiva da líder Comfort.

“As pesquisas indicavam que os atributos de produto eram iguais entre ambos, mas o Comfort oferecia uma promessa de maciez que impregnou o inconsciente do consumidor”, lembra Cecília. “Durante o processo de avaliação, levantamos que o perfume era um canal inexplorado na categoria. Partimos então para uma campanha cujo jingle pegou: me aperta, me cheira, me chama de Mon Bijoux. A disputa das marcas se equilibrou, o que parecia impossível.”

Com o consumidor sendo bombardeado por propostas em diferentes meios e que se renovam em um ritmo acelerado, surgiu uma nova demanda para os profissionais que se dedicam à gestão de marcas. “É preciso construir uma estratégia, mas logo em seguida atualizá-la, reformá-la e, às vezes, desconstruí-la para inovar em seguida. Para falar a verdade, todo mundo ainda está aprendendo a operar assim”, diz Mariane, da CO.R.

A dona da empresa Rita, que passou por agências renomadas como AlmapBBDO, Loducca e Talent, enxergou a oportunidade de negócio e, em dois anos de existência, a CO.R já realizou 60 projetos. “A proposta é partir do zero para poder renovar os conceitos existentes e a forma com que a empresa se relacionar com os seus consumidores”, diz Rita.

Foi assim que surgiram projetos como, por exemplo, achar a melhor forma de processar a transição da marca de telefonia BrT para a Oi, nas regiões Sul e Centro-Oeste. Depois de dois meses viajando pelas áreas onde a mudança de marca se daria, a CO.R levantou os valores que precisariam ser mantidos, assim como detectou as cinco cidades que, pela forte influência que exercem, poderiam abrir as portas de toda a região para a marca Oi, que comprou a BrT.

FRASES

Rita Almeida
Dona da CO.R

“A proposta é partir do zero para poder renovar os conceitos existentes e a forma com que a empresa se relaciona com seus consumidores”

Cecília Almeida
Sócia da Arte da Marca

“Percebemos que havia demanda para interpretar o negócio do cliente e achar necessidades que pudessem inspirar suas campanhas de comunicação”

08/06/2009 - 10:42h 56ª edição do Festival Internacional de Publicidade de Cannes

AlmapBBDO e DM9DDB lideram inscrições

Marili Ribeiro – O Estado SP

As agências brasileiras que mais inscreveram peças nas disputas da 56ª edição do Festival Internacional de Publicidade de Cannes, que acontece entre 20 e 27 de junho na costa francesa, foram AlmapBBDO e DM9DDB, com 155 trabalhos cada uma. Elas se inspiraram na boa safra de prêmios em outros eventos do meio publicitário, que antecedem Cannes – o maior e mais badalado festival do gênero -, e não arrefeceram o ânimo mesmo com a crise global, garantindo suas habituais participações.

O acompanhamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo a partir de 2001, desde que assumiu a representação oficial do Festival no Brasil, mostra ainda a permanência do País entre os três maiores participantes, atrás apenas dos EUA e da Alemanha. Nesse mesmo período, a Índia cresceu em presença e agora já surge em quinto lugar no total de inscrições. Fora isso, entre os dez mais estão Inglaterra, Espanha, Canadá, Austrália, França e Japão.

Do Brasil, há 150 empresas na competição. Como ocorreu com outros países, aqui também houve queda do total de peças inscritas em função da retração econômica. Foram 1.519 trabalhos, 38% menos do que em 2008. Serão 11 júris selecionando o que melhor se produziu em comunicação no último ano.

Este ano, três anunciantes se inscreveram diretamente na organização do festival. O Sport Club Corinthians Paulista que concorre com um trabalho na categoria que escolhe as melhores ações promocionais. A Secretaria de Relações Públicas do Senado Federal e a TV Globo inscreveram ações em uma categoria nova que julgará trabalhos de comunicação corporativa ou Relações Públicas. O Brasil surpreende e lidera em âmbito mundial a categoria Design, com 15% dos trabalhos concorrentes.

26/05/2009 - 10:00h Kassab ganha destaque na capa da Folha

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25/05/2009 - 08:48h Kassab não poupa dinheiro quando se trata de propaganda

Jornal da Tarde (JT)
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13/05/2009 - 14:00h Propaganda: a única meta que Serra cumpre

Estatais: publicidade aumenta 630%

Contratos de propaganda de Sabesp, Metrô, Dersa e CDHU saltam de R$ 2,3 mi para R$ 17,16 mi por mês

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FABIO LEITE, f.leite@grupoestado.com.br

Responsáveis por obras e programas considerados vitrines do governo estadual, Sabesp, Metrô, Dersa e CDHU elevaram em cerca de 630% os gastos com publicidade na comparação dos contratos da gestão José Serra (PSDB) com os anteriores, no governo Geraldo Alckmin (2003-2006). Juntos, os atuais negócios com agências de propaganda das quatro grandes estatais somam R$ 17,16 milhões por mês. Antes, eram R$ 2,35 milhões. Os valores não incluem possíveis aditivos contratuais.

Anteontem, o JT mostrou que Serra, pré-candidato à Presidência da República em 2010, aumentou neste ano em 38,6% as despesas com publicidade de governo: foram empenhados (reservado para gastos) R$ 147,8 milhões entre janeiro e abril contra R$ 106 milhões em igual período de 2008. O governo, contudo, considera apenas o que já foi pago (liquidado): R$ 45 milhões.

Entre as estatais, Sabesp lidera o ranking de despesas com publicidade: R$ 5,83 milhões ao mês. São dois contratos de seis meses no valor de R$ 35 milhões. Em seguida vem o Metrô, com três contratos que somam R$ 4,66 milhões ao mês. Um deles é com a DM&AP, do publicitário Duda Mendonça, um dos 40 réus no processo do mensalão que está no Supremo Tribunal Federal (STF). A agência do marqueteiro é uma das responsáveis pelas peças que divulgam a expansão do metrô.

Das quatro estatais, a Dersa é a que teve maior aumento porcentual nos gastos: 2.400%. Passou de R$ 83,3 mil ao mês para R$ 4,16 milhões. A razão dos gastos é o Rodoanel. Para divulgar as obras do trecho sul da rodovia, a empresa fechou, em novembro de 2008, contrato de um ano por R$ 36 milhões com a agência Lua Branca, do filho do publicitário Luiz Gonzales, que já fez campanha de Serra e a que reelegeu o prefeito Gilberto Kassab (DEM).

Há ainda um aumento de 143,9% no valor dos contratos da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) que somam R$ 2,5 milhões ao mês. Um deles é com a Matisse, do publicitário Paulo de Tarso Santos, que já fez campanhas do presidente Lula em 1989 e 1994.

Para o especialista em mídia política Fernando Azevedo, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), as peças publicitárias das estatais compõem estratégia política para alavancar a imagem de Serra. “Há um ganho nítido de imagem de forma indireta. O eleitor assimila que o governo está trabalhando”, diz. “E o governo se resume na pessoa do Serra.”

Publicidade em xeque

Líder do PT na Assembleia Legislativa, o deputado Rui Falcão quer proibir a publicidade do governo fora do Estado em anos de eleições estaduais, como faz a Sabesp. O petista pretende inserir parágrafo na proposta de emenda à Constituição estadual apresentada pela tucana Célia Leão que libera propaganda pelo País a título de promoção do turismo. Hoje, ela só é permitida a empresas que enfrentam concorrência de mercado, como a Sabesp.

11/05/2009 - 12:39h Publicidade de Serra sobe 38%

Receita cai, mas governo de SP empenha R$ 147 mi até abril contra R$ 106 mi em igual período de 2008

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FABIO LEITE, Jornal da Tarde (JT)

f.leite@grupoestado.com.br

Apesar da queda de arrecadação nos cofres paulistas entre janeiro e abril em relação a 2008, o governo José Serra (PSDB) turbinou em 38,6% os gastos com publicidade nesses primeiros quatro meses em comparação com igual período do ano passado. Um dos principais pré-candidatos a Presidência da República em 2010, o tucano já empenhou (reservou para gasto) R$ 147,8 milhões para propaganda das ações da sua gestão – sem contar as despesas das grandes estatais, como Sabesp e Metrô. O governo nega e apresenta outros números (leia abaixo).

O valor corresponde a 82,7% do gasto total com publicidade de governo em 2008 – R$ 178,7 milhões, segundo balanço da Secretaria Estadual da Fazenda – e já representa 65,1% do total de R$ 227 milhões previstos para este ano. Os números constam de levantamento feito no Sistema de Informações Gerenciais da Execução Orçamentária (Sigeo) pela liderança do PT na Assembleia Legislativa.

Na semana passada, Serra anunciou que a arrecadação do Estado caiu para R$ 31,39 bilhões no primeiro quadrimestre – ficou R$ 1,3 bilhão abaixo do previsto e teve queda de R$ 137 milhões em relação a igual período de 2008, quando a receita havia sido de R$ 31,52 bilhões. O governador considerou os números preocupantes e disse que vai fazer ajustes no Orçamento paulista, que soma R$ 118,2 bilhões. “As despesas nós vamos ter de ir ajustando”, declarou.

Entram na conta de despesas com propaganda uma série de peças publicitárias que estão no ar, como a divulgação de entrega de hospitais, repasse de recursos às Santas Casas, o programa de distribuição de remédios Dose Certa, e investimentos na educação. Algumas delas contêm breves relatos de história de vida de beneficiários e servidores públicos.

Propaganda e segurança

Para o líder do PT na Assembleia Legislativa, deputado Rui Falcão, os números mostram que o governo “prioriza mais a publicidade do que áreas chaves da administração”, como segurança pública. Segundo ele, Serra investiu mais em propaganda do que em inteligência policial. “Essa é uma das explicações para o aumento dos índices de violência no Estado, porque reflete na questão salarial e na qualidade do serviço”, diz.

Segundo balanço da Secretaria de Segurança Pública, casos de latrocínio (roubo seguido de morte), aumentaram 36,23% no Estado e 80% na capital no primeiro trimestre deste ano em comparação com igual período de 2008.

Informações da própria Secretaria de Comunicação confirmam que, até agora, o governo gastou, proporcionalmente, mais em publicidade do que em segurança pública. Segundo a pasta, foram “efetivamente” gastos (o órgão considera apenas o que já foi liquidado) R$ 45 milhões em campanhas publicitárias (19,8% do total) e R$ 2,4 bilhões em segurança pública, de um orçamento conjunto de R$ 12,5 bilhões, ou seja 19,2% do previsto (leia abaixo).

Foco eleitoral

Desde que assumiu o Palácio dos Bandeirantes, Serra elevou as despesas com publicidade em 157%. Os gastos de R$ 88,3 milhões em 2007 vão saltar para os R$ 227 milhões neste ano, segundo a Fazenda. Para Falcão, tudo faz parte da estratégia do tucano em ter “margem confortável” para gastar com propaganda em 2010. Por lei, o orçamento para publicidade em ano eleitoral não pode ser maior que a média do triênio anterior.

Para o cientista político Cláudio Couto, da PUC-SP, este crescimento deixa claro as pretensões de candidatura de Serra a presidente no ano que vem. “Considerando um salto tão grande como esse em relação aos anos anteriores, é difícil imaginar que não tenha uma estratégia política por trás”, disse. “Ao enaltecer as obras do governo, as peças publicitárias acabam divulgando uma imagem positiva do governador.”

Três agências

Órgão que concentra a maior parte dos gastos com publicidade do governo, a Secretaria de Comunicação tem entre as contratadas a agência Lua Branca, do filho do publicitário Luiz Gonzales, que já trabalhou em campanhas dos tucanos José Serra e Geraldo Alckmin, atual secretário estadual de Desenvolvimento, e, mais recentemente, na reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM). Ao todo, são R$ 88 milhões em contratos de seis meses divididos em três contas. A maior delas (R$ 34,6 milhões) é da Lua Branca, para divulgação de projetos de interesse público e social. Outra é da agência Adag (R$ 23,4 mi), para propaganda institucional. A última é da Contexto (R$ 30 mi), para social.

PROPAGANDAS

R$ 227 milhões é quanto o governo Serra prevê gastar com publicidade em 2009 (sem contar empresas estatais)

157% é o aumento em relação ao gasto de R$ 88,3 milhões com publicidade em 2007

R$ 147,8 milhões já foram empenhados nos 4 primeiros meses deste ano para divulgar ações do Estado

38,6% a mais do que foi gasto entre janeiro e abril de 2008: R$ 106,6 milhões

R$ 45 milhões é quanto o governo considera ter gasto com publicidade até abril

03/05/2009 - 12:33h Águas turvas: Elio Gaspari e a propaganda enganosa do governo Serra

ESGOTOS PAULISTAS

Elio Gaspari

Num anúncio publicado na revista “Foreign Policy”, a Sabesp e o governo de São Paulo informam que cuidam da boa qualidade da água que fornecem aos seus clientes e que esse serviço “continua na estação de tratamento de esgotos, afinal, reciclar a água é uma questão de honra para a Sabesp, honra e respeito”.

Lorota. A Sabesp despeja esgoto in natura em 6.670 pontos de rios e córregos de São Paulo. Na mesma publicação o presidente da empresa, Gesner de Oliveira, reconhece que só trata 70% do material recolhido pelos esgotos.

Talvez seja o caso de se criar uma estação de tratamento para a publicidade da Sabesp.

Leia a integra da coluna de Elio Gaspari na Folha SP e no jornal O Globo

10/04/2009 - 13:31h Com dinheiro da prefeitura, Kassab paga propaganda para ele e Serra no exterior…

O CEU É A VITRINE DA PUBLICIDADE DA PREFEITURA EM NEW YORK

Não é a toa que a única rubrica do orçamento da prefeitura SP que tem crescido na “gestão” Kassab é a comunicação.

A propaganda é a alma do negócio e a do Kassab é vender… o CEU da Marta.

Como não tem vitrine para mostrar, fala bem dos CEU criados por Marta Suplicy (claro, o nome dela não parece) e atribuí a si mesmo e a José  Serra, ter dado continuidade a “um programa que estava dando bons resultados”.

Na publicidade é dito que inovaram quebrando uma tradição, dando continuidade ao que deu certo. LF

Clique na imagem da revista Época para ampliar e ler
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09/04/2009 - 15:32h “Gestão” Kassab: dinheiro nos bancos, obras paradas e aumento de gastos com propaganda

Para justificar a paralisia em obras e investimentos, a “gestão” Kassab culpa a crise internacional.

Porém, neste período aumentou o volume de recursos financeiros aplicado em bancos, principalmente nos bancos privados. De acordo com o último balancete divulgado (fevereiro de 2009), a Prefeitura já tem quase R$ 4 bilhões de reais em caixa, voltando a patamares pré-eleição.

Relevantes áreas, como educação, habitação, assistência social, obras, subprefeituras, transportes e trânsito foram as mais prejudicadas, pois deixaram de receber quase R$ 1 bilhão, quando comparados com o orçamento do ano anterior.

Um exemplo da rubrica Construção de Reservatórios e Piscinões: No primeiro trimestre do ano passado já haviam sido empenhados R$ 5,1 milhões, mais da metade dos R$ 9,1 milhões previstos. Em 2009, embora o orçamento seja maior, R$ 18,4 milhões, ainda não empenharam nada. Ou seja, não há sequer um piscinão sendo construído por esta dotação.

Uma das poucas áreas em que a Prefeitura mostrou que está fazendo mais é justamente na Comunicação, pois a Secretaria havia empenhado até mar/08 R$23.821.305,29, contra R$ 28.950.739,30 atuais, mais de R$ 5 milhões corresponde a um crescimento de 21,5% nas despesas realizadas pelo órgão. Há uma dotação específica para divulgação do Plano de Metas, mas o referido programa só foi anunciado no dia 31 de março. Só que antes disso, a Secretaria já havia empenhado R$ 12.225.500,00 com esta ação. Os dados são da Bancada de Vereadores do PT.

Conclusão
Os números não deixam dúvidas de que Kassab voltou a ritmo de serviço que sempre desempenhou à frente da Prefeitura, aumentando gastos em Propaganda e aplicações em bancos privados e frustrando a população de São Paulo ao deixar de fazer importantes obras para o desenvolvimento da cidade e a melhoria da qualidade de vida dos seus moradores.

LF