06/10/2009 - 09:40h Tucanos querem o mandato de Chalita. A “civilização do amor” não é com eles

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PSDB decide pedir mandato de Chalita

CATIA SEABRA – FOLHA SP

DA REPORTAGEM LOCAL

A Executiva do PSDB de São Paulo decidiu na noite de ontem, por unanimidade, requerer o mandato do vereador Gabriel Chalita à Justiça Eleitoral. Recém-filiado ao PSB, Chalita fez ataques ao governador José Serra para justificar sua saída do partido.
Apesar de afirmar que entrará na Justiça com base no argumento jurídico de que o mandato pertence ao PSDB, o presidente municipal do partido, José Henrique Lobo, admitiu que as declarações do vereador pesaram. “Ele deixou o partido de maneira deselegante e descortês e investiu pesadamente contra Serra.”
Lobo disse esperar que Chalita não adote um “discurso tão destrambelhado quanto o do seu novo líder Ciro Gomes”. “Se antes eu podia ter algum constrangimento, diante dos ataques dirigidos a Serra e ao PSDB, não o tenho mais.”
Embora a administração Serra se esforce para limitar a decisão à esfera partidária, o vice-governador, Alberto Goldman, foi um dos defensores da ideia de recuperação do mandato. “Eticamente, Chalita deveria devolver o mandato”, afirmou.
Procurado ontem pela Folha, Chalita não havia ligado de volta até o fechamento desta edição.

21/07/2009 - 10:57h PSDB-SP avalia prévias para a escolha dos candidatos ao governo e ao Senado

Alan Marques/Folha Imagem
Foto Destaque
Alckmin e Aloysio: PSDB avalia dois modelos de prévia, um que votem os 4.004 delegados e outro que abranja os 105 integrantes do diretório estadual tucano

Caio Junqueira, de São Paulo – VALOR

A exemplo do que deve ocorrer com os governadores de Minas, Aécio Neves, e de São Paulo, José Serra, o PSDB avalia transferir a solução encontrada para a existência de dois candidatos a presidente em 2010 também para a sucessão no Estado de São Paulo: as prévias partidárias. A hipótese começa a ganhar força e é tida como melhor saída para que os dois pretendentes ao cargo, o secretário da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira, e o secretário de Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, não façam com que o partido entre em mais uma eleição paulista dividido.

Assim como a disputa em plano nacional, os principais defensores da ideia são aqueles que estão com o mais baixo índice de intenção de voto. No caso, tucanos ligados a Aloysio, que na última pesquisa Datafolha marcou 2% das intenções de voto, no melhor dos cenários. Fica atrás de Antonio Palocci (PT), Luiza Erundina (PSB), Paulo Maluf (PP) e Soninha (PPS). Alckmin atinge mais de 50%.

A fórmula por ora que prevalece é de que votem os 4.004 delegados estaduais do partido distribuídos entre os 645 municípios. Também se avalia a possibilidade de um processo interno eleitoral que restrinja a disputa entre os 105 integrantes do diretório estadual, composto em sua maioria por detentores de cargos eletivos nos planos federal e estadual.

Nesse universo, os correligionários de Aloysio dizem que ele venceria uma eventual disputa interna, embalado pela liberação de recursos para deputados estaduais e prefeitos. O secretário tem percorrido o interior paulista para participar de encontros com lideranças municipais e regionais, nas quais ouve as reivindicações e trabalha para consegui-las. Seu reduto eleitoral é a região de São José do Rio Preto (440 km a noroeste do Estado), uma das mais populosas do Estado, mas sua atuação na Casa Civil tem feito com que ganhe apoio em outras regiões do Estado.

Afastado do comando do governo estadual desde 2006, Alckmin tem nos altos índices das pesquisa sua principal força para ser escolhido candidato. Rivaliza esse apoio popular com os recursos financeiros que Aloysio tem utilizado para se movimentar pelo interior. Além disso, é um tucano de origem, fundador do PSDB e que praticamente formou o partido no Estado no início dos anos 90. Aloysio é um ex-pemedebista muito ligado a Orestes Quércia, cujo grupo foi reconduzido ao núcleo do poder estadual pelas mãos de Serra.

O reduto alckmista mais forte é no Vale do Paraíba, região de Pindamonhangaba (145 km a Nordeste de São Paulo) onde iniciou sua carreira política. Politicamente, a Pasta que ocupa no governo Serra -Desenvolvimento – limita sua atuação no Estado basicamente à definição de políticas de educação superior, técnica e tecnológica. Contra ele pesam ainda recentes embates internos no partido, para ser escolhido candidato a presidente em 2006 e a prefeito de São Paulo em 2008. Ambos os episódios geraram rachas no partido.

Os prós e contras de ambos são suficientes para que dirigentes do partido não especulem sobre quais seriam as chances reais de vitória de cada um deles. O que não falta é bombardeio interno. Para um lado, Aloysio não é tucano de origem (ele se filiou ao partido no final dos anos 90) e só tem apoio pela força do cargo. Para o outro lado, Alckmin é um neo-serrista que passou por cima do governador nas duas últimas eleições.

Com esse cenário, as prévias paulistas só acontecerão se Serra não encontrar uma solução que agrade aos dois candidatos. Embora tenha preferência por Aloysio, o governador paulista imagina que Alckmin partindo de 50% seja imbatível e não lhe traria problemas no Estado que seu partido comanda desde 1995.

A disputa entre os dois é impulsionada pelo fato de o indicado ter grandes chances de ser eleito. O governo paulista está presente, diretamente ou com seus aliados, em cerca de 550 dos 645 municípios paulistas. O partido dá a eleição como ganha. Acha que o PT vai entrar apenas para construir o nome de alguém para as eleições seguintes. E que a possibilidade de o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) entrar na disputa é o sinal mais claro da falta de opção da oposição e do receio de um péssimo desempenho nas urnas.

A possibilidade de prévias também atinge os candidatos ao Senado. O partido tem quatro nomes em jogo: o presidente estadual do PSDB, deputado federal Mendes Thame; o líder do partido na Câmara, José Aníbal; o vereador em São Paulo, Gabriel Chalita; e o secretário de Educação, Paulo Renato de Souza.

Serra tem preferência por Paulo Renato, embora o ex-ministro da Educação não tenha tanta exposição eleitoral quanto Aníbal e Mendes Thame. Chalita é considerado alckmista ferrenho. E, segundo tucanos paulistas, se o grupo de Alckmin não levar a candidatura ao governo ficará com o Senado. A outra vaga para o Senado está reservada a Quércia. Foi esta a condição do acordo feito em 2008 pelo qual o PMDB apoiaria Gilberto Kassab (DEM).

As duas prévias em discussão, porém, não são a única preocupação do governador no cenário eleitoral de 2010 no Estado. Serra tem manifestado apreensão sobre a composição da chapa das eleições proporcionais, que escolherão os deputados federais e estaduais. O governador quer uma chapa com puxadores de voto. Sem a presença de aventureiros, portanto. Com isso, pretende que o PSDB e seu aliado DEM elejam o maior número possível de parlamentares para a bancada federal que possa dar sustentação a um eventual mandato tucano na Presidência da República. Em 2006, os tucanos elegeram 17 dos 80 deputados paulistas. O DEM elegeu três.

Em razão disso, na semana que vem dirigentes estaduais do partido irão se reunir para começar a definir a distribuição de candidatos pelo Estado. A meta é evitar que mais de um candidato dispute a mesma região. Assim, cada um teria uma faixa de cerca de 330 mil eleitores que seriam o público-alvo de cada um.

O partido também conversará sobre as intervenções já feitas este ano em 73 diretórios municipais paulistas em que os tucanos não obtiveram bom desempenho eleitoral em 2008, como Ubatuba, São Caetano, Barretos, Itú, Matão e Mogi-Guaçu. Nesses municípios, as lideranças estaduais -como deputados e coordenadores regionais- indicarão nomes para compor uma comissão provisória, que será responsável pela revitalização local do partido.

26/01/2008 - 14:07h O bico dos tucanos é uma boquinha


De Alckmin para Serra

Caneta na mão. A nota que sinaliza preferência pela reeleição de Gilberto Kassab, divulgada pela bancada do PSDB na Câmara de São Paulo, reflete uma preocupação concreta: se Geraldo Alckmin entrar na disputa, os vereadores terão de entregar seus cargos nas subprefeituras, máquinas eleitorais poderosas. (PAINEL da FOLHA).


De Serra para Alckmin

Serra e a turma da boquinha
De José Serra, sobre as reclamações da turma de Geraldo Alckmin de que teria demitido o grupo do ex-governador quando assumiu o governo de São Paulo: “Quem presta do PSDB está no meu governo. Os que não estão são a turma da boquinha. (RADAR da VEJA)

20/01/2008 - 13:03h Entrelinhas: Ainda sobre Quércia e Alckmin


O presidente municipal do PMDB em São Paulo, Bebeto Haddad, defende com entusiasmo uma aliança de seu partido com o PSDB, em torno da candidatura de Geraldo Alckmin à prefeitura com base em um raciocínio bastante interessante: se Alckmin vencer, o PMDB governará em coalizão a maior cidade do País, o que dispensa maiores comentários; se Alckmin perder, o que é uma hipótese hoje considerada remota, o ex-governador poderia até mesmo migrar para o PMDB a fim de disputar o governo paulista em 2010, completando assim uma chapa que teria Quércia como candidato ao Senado, uma dobradinha sem dúvida com força eleitoral.

Já os peemedebistas que defendem uma aliança com o PT dizem que o partido de Lula tem mais a oferecer, inclusive no governo federal, ao ex-governador Orestes Quércia. Até agora, porém, a verdade é que Lula não atendeu aos pleitos do PMDB paulista.

No fundo, a questão para Quércia é saber em quem confiar. Com o PT, a experiência não foi lá muito boa.

20/01/2008 - 12:22h Cúpula do DEM vai a SP para ‘prestigiar’ Kassab


Blog de Josias

Alto comando da legenda quer candidatura ‘irreversível’

Num instante em que parte do PSDB hesita em apoiar o tucano Geraldo Alckmin, o DEM decidiu avançar uma casa no xadrez em que se converteu a pré-campanha para a prefeitura de São Paulo. O alto comando do DEM irá à capital paulista, na próxima terça-feira (22), para prestigiar o prefeito Gilberto Kassab (foto), candidato à reeleição.

Será um encontro do Conselho Político da legenda, integrado por suas principais lideranças –dirigentes, ex-dirigentes, líderes no Congresso e executivos –estaduais e municipais. O pretexto da reunião é a necessidade de fazer uma análise da conjuntura política. Serão discutidos: o cenário nacional pós-extinção da CPMF e a as eleições municipais de 2008.
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18/01/2008 - 09:33h Tucano e mico: Biólogo diz que não existe tucano azul, só o do PSDB

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Biólogo diz que não existe tucano azul, só o do PSDB

 

(17/01/2008 14:09) – Blog de Rovai

A repórter da página da Fórum na internet e da revista impressa Brunna Rosa conversou com André de Luca, biólogo especialista em aves e pesquisador da Sociedade para a Conservação das Aves do Brasil (SAVE Brasil) De Luca confirmou o que este blog já sabia: não existe tucano azul com bico amarelo. Só o do PSDB. “Um tucano assim não existe nem na Mata Atlântica, como também não existe nem no Ceará, na Amazônia e no Pantanal. ReproduçãoTucano assim não existe”, garante o especialista. Ele ainda acrescenta que, nas regiões mais altas do país, se vê o tucano de bico verde, como popularmente é conhecido. Já nas partes mais baixas o comum é o tucano de bico preto. Ou seja, se quisesse colocar um tucano como representante da Serra do Mar era essa (a ave da foto ao lado) que deveria ilustrar a placa e não o bicudo símbolo do partido do governador.

Ou seja, a desculpa esfarrapada de que o tucano ali presente representa a fauna local é picaretagem de assessor que quer ser mais realista do que o rei. Aliás, falando nisto este blog ainda aguarda uma posição das assessorias do governo de São Paulo e da Agência de Transporte do Estado (Artresp).

Aliás, o leitor viu a repercussão dessa nossa denúncia em algum dos jornalões? Imagine se em vez de tucano azul fosse uma estrela vermelha…

Ver também O mico é do contribuinte, o tucano é do PSDB

IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA

Serra desvia recurso público para promover seu partido

Assessoria de comunicação – Liderança do PT Asembléia Legislativa

 

A Bancada do Partido dos Trabalhadores irá questionar a Secretaria de Comunicação Social do Estado, através de um requerimento de informação, sobre o uso do logotipo do PSDB, em campanha institucional do governo de preservação do Parque Estadual da Serra do Mar. O requerimento aguarda apenas o fim do recesso parlamentar, 1/2, para ser protocolado.

18/01/2008 - 09:13h Clima quente na guerra tucana



Direto da fonte

Sonia Racy, sonia. racy@grupoestado.com.br

Bicadas tucanas

Posto em estado de alta fervura desde a entrevista de Fernando Henrique ao Estado, no domingo, o PSDB paulista não baixará tão cedo sua temperatura interna. O recado de FHC – favorável à fórmula Kassab-Alckmin-Serra para prefeito-governador-presidente – foi entendido, por muitos tucanos, como autorização para dizerem também o que pensam e querem. A reação de Geraldo Alckmin, insistindo na candidatura, foi só o começo.

Já tem tucano argumentando: em 2005, quando José Serra pensou em se candidatar à Presidência, os defensores de Alckmin diziam que sua alta votação em pesquisas “era só recall”. E agora, quando Alckmin diz que está liderando as pesquisas, ele cobra: “Não é só recall?”

Um outro pergunta: como Alckmin vai fazer campanha? Falando mal da gestão de Gilberto Kassab e da de José Serra?

O acordo de ontem entre Serra e o comando nacional do PSDB não deve acalmar as coisas. Os dois lados deixaram a definição da candidatura tucana para abril – mês em que Marta Suplicy terá de sair do Ministério, se for candidata. Mas a disputa entre defensores de Alckmin e Kassab independe do PT. Ela é, na verdade, um lance da campanha de 2010.

16/01/2008 - 08:39h “Falastrão e boquirroto”, olha o nível no PSDB de São Paulo


DEM quer convencer Alckmin a apoiar Kassab
DEM quer convencer Alckmin a apoiar Kassab


DEM tem aval de José Serra para procurar Alckmin

CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL
FOLHA DE SÃO PAULO

Sob a bênção do governador de São Paulo, José Serra, cresce a pressão sobre o ex-governador Geraldo Alckmin para que desista de concorrer à prefeitura e se resguarde para 2010.
Numa audiência na tarde de ontem, o ex-presidente do DEM Jorge Bornhausen informou a Serra que procurará Alckmin na semana que vem. Na conversa, avisou, alertará Alckmin para o risco de rompimento da aliança PSDB-DEM caso ele insista em disputar a cadeira de Gilberto Kassab.
“Alckmin tem o direito de ser candidato. Mas deve analisar as conseqüências dessa candidatura”, disse Bornhausen.
Segundo Bornhausen, Serra não fez objeção à abordagem.
Alckmin, por sua vez, estaria irritado com o cada vez maior número de serristas que defendem essa saída. Seus interlocutores estariam surpresos com o recorrente uso de palavrões -coisa rara em seu vocabulário- para descrever o cerco.
Com o embate, aumenta também a tensão entre tucanos. O presidente municipal do PSDB, o secretário estadual José Henrique Lôbo, reclama dos “incendiários de sempre”.
Queixando-se de um comentário feito pelo deputado federal Edson Aparecido -que comparou a defesa feita pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso à discussão do apoio ao governo Collor- afirmou: “Político que é candidato a alguma coisa é sempre falastrão e boquirroto. Um partido só cresce com disciplina e respeito a seus líderes”.
Lôbo não quis identificar os destinatários de sua crítica. “Não vou comentar esse tipo de fala”, reagiu Edson Aparecido.

14/01/2008 - 09:14h Alckmin bate pé por candidatura



Jornal da Tarde – O Estado de São Paulo


Apesar de FHC sugerir que ele dispute governo, aliados dizem que “sociedade e partido” querem ex-governador no páreo em 2008

O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) não vai mudar “um milímetro” sua estratégia após as afirmações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso – divulgadas ontem por Estado e JT – para quem “seria ótimo” manter a aliança PSDB-DEM em São Paulo, com apoio tucano à reeleição do prefeito Gilberto Kassab, para que Alckmin disputasse o governo em 2010 e o atual governador, José Serra, a Presidência. Embora Alckmin tenha evitado manifestar discordância, sua disposição é de levar adiante a candidatura. Seus aliados manifestaram surpresa com FHC.
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02/01/2008 - 11:07h Em SP, conflito tucano para escolher candidato marca início do ano eleitoral

Alckmin pensa na disputa, mas Serra quer manter aliança com Kassab

Flávio Freire
O Globo

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SÃO PAULO. Com a eleição de 2010 como pano de fundo, foi dada a largada, ao menos nos bastidores políticos, para a sucessão na prefeitura de São Paulo. Seja por pressão de seus partidos ou para aproveitar a imagem que deixaram na última campanha, a ministra do Turismo, Marta Suplicy (PT), e o ex-governador do estado Geraldo Alckmin (PSDB), começam a admitir o desejo de suceder a Gilberto Kassab (DEM) no comando da maior cidade do país.

Kassab não deixa por menos: — Eu ficaria muito feliz em disputar a reeleição.
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17/12/2007 - 14:45h Prefeitura de Demos-Tucanos: Kassab é reprovado (3)


Cresce a reprovação ao governo Kassab

Índice de paulistanos que consideram a gestão ruim ou péssima passou de 23% em agosto para 31% em novembro, segundo Datafolha

Levantamento do instituto mostra que aprovação ao prefeito passou de 31% para 33%, variação dentro da margem de erro

EVANDRO SPINELLI
DA REPORTAGEM LOCAL
FOLHA DE SÃO PAULO

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), provável candidato à reeleição em 2008, viu a reprovação ao seu governo crescer oito pontos percentuais entre o início de agosto e o final de novembro, de acordo com pesquisa do instituto Datafolha.

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17/12/2007 - 14:41h Prefeitura de Demos-Tucanos: Kassab é reprovado (3)


Cresce a reprovação ao governo Kassab

Índice de paulistanos que consideram a gestão ruim ou péssima passou de 23% em agosto para 31% em novembro, segundo Datafolha

Levantamento do instituto mostra que aprovação ao prefeito passou de 31% para 33%, variação dentro da margem de erro

EVANDRO SPINELLI
DA REPORTAGEM LOCAL
FOLHA DE SÃO PAULO

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), provável candidato à reeleição em 2008, viu a reprovação ao seu governo crescer oito pontos percentuais entre o início de agosto e o final de novembro, de acordo com pesquisa do instituto Datafolha.
O levantamento feito entre os dias 26 e 29 de novembro com 1.089 moradores da capital paulista mostra que 31% consideram ruim ou péssima a gestão de Kassab.
Em 9 de agosto, quando foi feita a pesquisa anterior, eram 23%.
Já a aprovação passou de 31% para 33%, uma variação dentro da margem de erro da pesquisa, de três pontos percentuais para mais ou para menos.
O Datafolha identificou que o crescimento da reprovação ao governo Kassab reflete a queda no percentual de paulistanos que consideram a gestão regular: 33% contra 41% de agosto.

Disputa
Kassab é o terceiro colocado nas intenções de voto para a prefeitura, com 13%, segundo a pesquisa do Datafolha.
Geraldo Alckmin (PSDB), 26%, e Marta Suplicy (PT), 25%, lideram. Kassab e Alckmin travam uma disputa interna para ver quem será o candidato da aliança PSDB/DEM. O prefeito conta com uma boa avaliação de sua gestão para ser o escolhido.

Mais ricos
A rejeição à gestão do prefeito cresceu em todos os estratos sociais, mas foi maior entre os mais ricos.
Entre os paulistanos que ganham mais de dez salários mínimos, a reprovação passou de 11% para 25% e a aprovação caiu de 46% para 40%. Mesmo assim, é nessa faixa de renda que o prefeito tem sua melhor avaliação.
Entre os entrevistados com mais de 60 anos, a reprovação ao prefeito cresceu 15 pontos- de 9% para 24%.
Entre aqueles com até 24 anos, o índicepassou de 27% para 39% -crescimento de 12 pontos.
Entre os eleitores com ensino médio, a aprovação à gestão de Gilberto Kassab cresceu sete pontos percentuais -de 28% em agosto para 35% em novembro. Foi a única camada em que o índice de ótimo e bom melhorou.

17/12/2007 - 14:40h Prefeitura de Demos-Tucanos: Kassab é reprovado (2)



Prefeito de SP ficou em 7º entre 9 avaliados

DA REPORTAGEM LOCAL

Entre nove prefeitos de capitais avaliados pelo Datafolha, Beto Richa (PSDB), de Curitiba, é o líder, seguido por Fernando Pimentel (PT), de Belo Horizonte (veja quadro na página C8). O primeiro tem nota média de 7,4; o segundo, de 6,9.
O Datafolha pediu aos entrevistados que dessem uma nota de 0 a 10 ao prefeito de sua cidade.
O prefeito Gilberto Kassab (DEM) é o sétimo colocado no ranking, com nota de 5,1, idêntica às de César Maia (DEM), do Rio de Janeiro, e José Fogaça (PMDB), de Porto Alegre.
O critério de desempate é o índice de popularidade, calculado a partir da subtração da avaliação negativa (ruim e péssimo) da positiva (ótimo e bom). Ao resultado soma-se 100.
Os três obtiveram a mesma nota média. No entanto, os prefeitos do Rio e de Porto Alegre têm índice de popularidade maior.

17/12/2007 - 14:33h Prefeitura de Demos-Tucanos: Kassab é reprovado (2)


Prefeito de SP ficou em 7º entre 9 avaliados

DA REPORTAGEM LOCAL

Entre nove prefeitos de capitais avaliados pelo Datafolha, Beto Richa (PSDB), de Curitiba, é o líder, seguido por Fernando Pimentel (PT), de Belo Horizonte (veja quadro na página C8). O primeiro tem nota média de 7,4; o segundo, de 6,9.
O Datafolha pediu aos entrevistados que dessem uma nota de 0 a 10 ao prefeito de sua cidade.
O prefeito Gilberto Kassab (DEM) é o sétimo colocado no ranking, com nota de 5,1, idêntica às de César Maia (DEM), do Rio de Janeiro, e José Fogaça (PMDB), de Porto Alegre.
O critério de desempate é o índice de popularidade, calculado a partir da subtração da avaliação negativa (ruim e péssimo) da positiva (ótimo e bom). Ao resultado soma-se 100.
Os três obtiveram a mesma nota média. No entanto, os prefeitos do Rio e de Porto Alegre têm índice de popularidade maior.

17/12/2007 - 14:32h Prefeitura de Demos-Tucanos: Kassab é reprovado (1)



76% dos eleitores reprovam o trânsito, aponta Datafolha

DA REPORTAGEM LOCAL

O trânsito de São Paulo é reprovado por 76% dos paulistanos, aponta pesquisa do instituto Datafolha realizada entre 26 e 29 de novembro. Em 9 de agosto, o índice era de 71%. Apenas 6% dos paulistanos julgam o trânsito da cidade ótimo ou bom -8% em agosto.

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17/12/2007 - 14:22h Prefeitura de Demos-Tucanos: Kassab é reprovado (1)



76% dos eleitores reprovam o trânsito, aponta Datafolha

DA REPORTAGEM LOCAL

O trânsito de São Paulo é reprovado por 76% dos paulistanos, aponta pesquisa do instituto Datafolha realizada entre 26 e 29 de novembro. Em 9 de agosto, o índice era de 71%. Apenas 6% dos paulistanos julgam o trânsito da cidade ótimo ou bom -8% em agosto.
Os cinco pontos de diferença entre as pesquisas de agosto e de novembro não configuram um crescimento da reprovação por causa da margem de erro da pesquisa, de três pontos percentuais, mas apontam uma tendência. De acordo com o Datafolha, é comum a avaliação do trânsito piorar no fim do ano, quando os índices de congestionamento crescem.
A violência continua como principal problema da cidade para 16% dos paulistanos, índice idêntico ao de agosto.
É bom ressaltar que a segurança pública é uma atribuição do Estado, não da prefeitura. A saúde recebeu 12% e o transporte coletivo, 10%.
A preocupação com as enchentes cresceu no período, com a aproximação do período de chuvas. Na pesquisa de 9 de agosto, apenas 2% consideravam esse o principal problema. No levantamento de novembro, o índice passou a 9%.
A saúde deixou de ser a área em que os paulistanos acreditam que Gilberto Kassab (DEM) tem seu melhor desempenho, mas continua sendo o setor que os moradores acham que o prefeito vai pior.
Em agosto, 12% consideravam que a saúde era o setor em que Kassab estava melhor. O índice caiu para 7% -variação dentro da margem de erro. Já na avaliação da área de pior desempenho, a saúde permanece no topo do ranking -14% contra 16% da pesquisa anterior.
Agora, os paulistanos consideram que a gestão Kassab está melhor no projeto Cidade Limpa, que restringiu a publicidade exterior, com 14% das citações contra 8% de agosto.

13/12/2007 - 18:35h A Folha é tucana?

L'image “http://www1.folha.uol.com.br/folha/ombudsman/images/ombudsman-290x40.gif” ne peut être affichée car elle contient des erreurs.

Gente

MÁRIO MAGALHÃES
ombudsman@uol.com.br Folha Online

Depois de ver ontem no alto da primeira página da Folha a excepcional fotografia de um homem, uma mulher descalça e no colo dela uma guriazinha aparentemente de chupeta, eu quis saber quem era aquela gente correndo em meio às bombas lançadas pela polícia. O cenário, terra arrasada, era a favela Real Parque, onde houve reintegração de posse. Li e reli. Não soube o nome e muito menos a história deles.

Assim como não encontrei registro de que o jornal tivesse procurado o governador Serra e o prefeito Kassab para que eles se pronunciassem. Instituições da prefeitura e, especialmente, do Estado estiveram envolvidas na operação de retirada de cerca de 70 famílias que provocou congestionamento recorde na cidade.

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13/12/2007 - 18:27h A Folha é tucana?

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Gente

MÁRIO MAGALHÃES
ombudsman@uol.com.br Folha Online

Depois de ver ontem no alto da primeira página da Folha a excepcional fotografia de um homem, uma mulher descalça e no colo dela uma guriazinha aparentemente de chupeta, eu quis saber quem era aquela gente correndo em meio às bombas lançadas pela polícia. O cenário, terra arrasada, era a favela Real Parque, onde houve reintegração de posse. Li e reli. Não soube o nome e muito menos a história deles.

Assim como não encontrei registro de que o jornal tivesse procurado o governador Serra e o prefeito Kassab para que eles se pronunciassem. Instituições da prefeitura e, especialmente, do Estado estiveram envolvidas na operação de retirada de cerca de 70 famílias que provocou congestionamento recorde na cidade.

Embora o episódio tenha ocorrido de manhã, compreendi que, às vezes, certas pautas jornalísticas passam despercebidas. Ainda que a mesma mulher e a mesma menina aparecessem em outra imagem, na capa de Cotidiano.

Esperançoso, corri hoje ao caderno, já que a primeira página estava carregada de outras notícias –quentes e relevantes.

Não é que eu não tenha achado uma reportagem a respeito daquelas três pessoas. Não identifiquei uma só nota sobre o caso.

No Estado de hoje, entre outras informações: “Os moradores disseram que duas mulheres grávidas perderam os filhos durante a ação da polícia e mais quatro moradores ficaram feridos, entre eles uma menina de 14 anos”.

Perder a sensibilidade é uma das maiores desgraças que podem abater jornalismo e jornalistas.


A palavra errada 2

Idem ontem com a descrição das bombas da PM como de “efeito moral”.

É um eufemismo que ignora os “efeitos físicos” da arma empregada pela polícia.

É direito das autoridades empregar o nome técnico. E é direito do jornalismo recusá-lo, em nome da clareza e da verdade.


Serra, o investidor

Seguem anotações sobre a reportagem da capa de ontem de Dinheiro, “Serra prevê investir R$ 41,5 bi até 2010″, e seu complemento, “Governo Lula poderia ajudar mais, diz SP” (pág. B6 de ontem):

1) O jornal não informa qual seria a origem do montante. Regra elementar na cobertura da administração pública e de campanhas eleitorais é indagar “de onde vem o dinheiro”. O secretário da Fazenda se pronuncia apenas sobre a fonte de parcela do investimento prometido.

2) A gestão anterior em São Paulo foi “Alckmin-Lembo”, relata a Folha. Por que o jornal não informou a que partidos eles pertencem?

3) Por que o jornal não informou que José Serra é pré-candidato à Presidência? Não se trata de formalismo, mas de fato essencial à compreensão do contexto em que os vultosos e bem-vindos investimentos são alardeados.

4) Por que não informou sobre a liderança de Serra em pesquisa Datafolha publicada no domingo? É dever do jornal contar que o gestor que divulga boa notícia pode se valer dela, o que é legítimo, para ir mais longe na carreira.

5) O governo Alckmin aparece mal. Por que o jornal não informou que Alckmin, com seu “choque de gestão”, foi apoiado por Serra à Presidência da República um ano atrás?

6) Por que Alckmin não foi procurado para responder?

7) A fotografia do secretário Mauro Ricardo Machado Costa olhando para cima não poderia ser mais simpática ao entrevistado. Dá a entender que ele pertence a um governo que “mira para o alto”. É uma opinião tão legítima como qualquer outra, mas não cabe se associar a ela em espaço noticioso.

8) A frase destacada para o “olho” talvez fosse a mesma opção da assessoria de imprensa do governo: “Este ano foi de ajuste. Quando chegamos aqui, não imaginávamos que deveríamos alavancar tantos recursos para investimentos”.

9) Na introdução às declarações, há referência a “temas discutidos” com o secretário. Não parece ter havido discussão, apenas audição. O jornal se limitou a imprimir sem espírito crítico o que o secretário falou.

10) A crítica de Costa ao governo federal, na pág. B6, exigia “outro lado”, a considerar a tradição do jornal e as recomendações do Manual da Redação.

11) O jornal não publicou um senão ou porém às afirmações do secretário.

12) Para refletir: Costa dá a entender que o governo Alckmin era no mínimo incompetente; não foi essa a impressão deixada pela cobertura que a Folha fez da antiga administração. Se o jornal não estava errado, por que não contestou o colaborador de Serra?

13) Não cabe a jornalistas bater boca com entrevistados. Mas também não é seu papel reproduzir a parolagem oficial sem questioná-la.

14) Eis o verbete “jornalismo crítico” do Manual: “Princípio editorial da Folha. O jornal não existe para adoçar a realidade, mas para mostrá-la de um ponto de vista crítico”.

13/12/2007 - 08:55h Definições paulistanas



Editorial Folha de São Paulo

O QUE JÁ ERA tido como provável aconteceu: tanto o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), como o ex-governador do Estado Geraldo Alckmin (PSDB) anunciaram que disputarão o comando do Executivo municipal em 2008.

Se esse cenário de fato materializar-se, a aliança PSDB-DEM, que vigora em terras paulistas desde 2000 -da qual ironicamente Alckmin e Kassab foram negociadores-, deixaria de repetir-se pelo menos no primeiro turno do pleito municipal.
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13/12/2007 - 08:47h Definições paulistanas


Editorial Folha de São Paulo

O QUE JÁ ERA tido como provável aconteceu: tanto o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), como o ex-governador do Estado Geraldo Alckmin (PSDB) anunciaram que disputarão o comando do Executivo municipal em 2008.

Se esse cenário de fato materializar-se, a aliança PSDB-DEM, que vigora em terras paulistas desde 2000 -da qual ironicamente Alckmin e Kassab foram negociadores-, deixaria de repetir-se pelo menos no primeiro turno do pleito municipal.

Os dois virtuais candidatos anunciaram sua disposição de concorrer depois que pesquisa Datafolha publicada no último domingo pintou um novo quadro da sucessão paulistana. Alckmin ainda encabeça as intenções de voto (26%), mas perdeu quatro pontos em relação ao levantamento anterior. Já Kassab ganhou três, passando a contar com 13% das preferências.
No meio deles encontra-se a ministra do Turismo e ex-prefeita, Marta Suplicy (PT). Com 25% das intenções, está em empate técnico com Alckmin, mas vem dizendo que não disputará o cargo. A verdade é que os três estão quase condenados a concorrer.

Kassab não tem nada a perder exceto a chance de sua vida. Teve a sorte de ser o vice de José Serra quando este renunciou ao posto para eleger-se governador. Conseguiu assim a visibilidade que nem ele nem o DEM jamais haviam obtido em São Paulo. No cargo, teve competência para conduzir sem sobressaltos os negócios da capital até agora, e acertou ao conceber e implementar a iniciativa Cidade Limpa, sua principal bandeira. A propaganda maciça com que o DEM brindou o prefeito, destinando-lhe toda a recente propaganda do partido na TV, foi o toque final para a candidatura.

Alckmin, embora tenha perdido pontos na pesquisa, ainda é o líder. Sem cargo público e com espaço declinante na máquina tucana, corre o risco de ver seu capital político minguar, caso não dispute logo um novo pleito. E o único à vista é o municipal.

Também Marta deverá sofrer fortíssimas pressões para concorrer. É o único nome do PT a disputar com boas chances o comando de uma cidade que nenhum partido com aspirações nacionais pode desprezar. Mais do que isso, há na legenda muita gente poderosa com ânsia de tirá-la definitivamente do páreo na sucessão presidencial.

12/12/2007 - 08:59h Kassab e Alckmin avisam aliados que vão disputar em SP

“Reeleição é algo que tem de ser considerado com naturalidade”, afirma prefeito; concorrer “é um direito dele”, diz vice de Serra

Kassab já admite ruptura da aliança entre PSDB e DEM nas eleições municipais e não vê constrangimento em enfrentar Alckmin em 2008

Ricardo Matsukawa/Futura Press
O prefeito Gilberto Kassab durante inauguração da nova unidade da rede do Hospital São Luiz

CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL
FOLHA DE SÃO PAULO

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, admitiu ontem, em discurso, a “intenção de continuar a contribuir” pessoalmente para o que chamou de futuro da cidade. Após listar realizações de sua administração, Kassab concluiu:
“Estamos apontando o caminho ideal a ser seguido. É sincera e firme nossa intenção de continuar a contribuir pessoalmente, diretamente, para semear, cultivar e, ao cabo, participar dos festejos da colheita”.

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12/12/2007 - 08:53h Kassab e Alckmin avisam aliados que vão disputar em SP

“Reeleição é algo que tem de ser considerado com naturalidade”, afirma prefeito; concorrer “é um direito dele”, diz vice de Serra

Kassab já admite ruptura da aliança entre PSDB e DEM nas eleições municipais e não vê constrangimento em enfrentar Alckmin em 2008

Ricardo Matsukawa/Futura Press
O prefeito Gilberto Kassab durante inauguração da nova unidade da rede do Hospital São Luiz

CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL
FOLHA DE SÃO PAULO

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, admitiu ontem, em discurso, a “intenção de continuar a contribuir” pessoalmente para o que chamou de futuro da cidade. Após listar realizações de sua administração, Kassab concluiu:
“Estamos apontando o caminho ideal a ser seguido. É sincera e firme nossa intenção de continuar a contribuir pessoalmente, diretamente, para semear, cultivar e, ao cabo, participar dos festejos da colheita”.
O discurso foi previamente distribuído pela assessoria de Kassab. Nele, a palavra continuar está em caixa alta. Embora o prefeito tenha minimizado, depois, o impacto do discurso -alegando que poderia contribuir para a cidade como cidadão- o texto foi encarado como um anúncio de sua disposição de concorrer à reeleição.
“Ele disse que quer continuar, né? Então, pergunte a ele”, esquivou-se de comentar o secretário da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira, que representava o governador José Serra na entrega do prêmio “Eminente Engenheiro do Ano”, concedido pelo Instituto de Engenharia de São Paulo.
Antes de ser homenageado, ao responder se considera a reeleição uma tendência natural, Kassab declarou que “a reeleição é algo que tem de ser considerado com naturalidade, sim”. “Vejo com naturalidade que isso seja colocado à mesa de negociação.”
A divulgação da última pesquisa Datafolha precipitou a disputa, no bloco PSDB-DEM, pelo direito de concorrer à prefeitura. A dez meses da eleição e para desgosto de Serra (PSDB), tucanos dão como certa a candidatura tanto do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) como a de Kassab.
Estimulados pelos números, os dois avisaram a aliados que vão concorrer. Alegando que interlocutores de Serra não impõem obstáculos, Kassab diz que não vê constrangimento em enfrentar Alckmin.
Na segunda, em entrevista ao “Agora”, Kassab admitiu a possibilidade de ruptura da aliança PSDB-DEM. Até então, repetia que a coalizão não seria dissolvida. Ao comentar a pesquisa Datafolha (na qual tem 13% das intenções de voto), ele reconheceu a hipótese de revisão da aliança: “É mais do que natural que a aliança possa continuar na cidade. Porém, o momento de debatê-la é o ano que vem”.
Para o secretário municipal de Esportes, Walter Feldman, a candidatura de Kassab “é uma tendência natural”.
A idéia de que a candidatura de Kassab é legítima encontra eco dentro do Palácio dos Bandeirantes. Tucanos ligados a Serra avaliam que é difícil impedir que um prefeito se candidate à reeleição. “É um direito dele”, afirma o vice-governador Alberto Goldman (PSDB).
Os defensores da candidatura Alckmin reagem. “Respeitamos o direito do prefeito. Mas, para a decisão, devem pesar critérios objetivos, como competitividade. Alckmin é o candidato mais competitivo”, disse o deputado Duarte Nogueira.
A disputa contraria Serra. Segundo tucanos, ele pediu que adiassem o debate, sob o argumento de que pode prejudicar a administração. Ele reclama da antecipação de um problema.
“Temos muito tempo. É desejável um acordo. Se não, teremos que demover alguém dessa idéia [concorrer]. Temos 2010 pela frente”, diz Goldman.

10/12/2007 - 10:44h Pesquisa expõe divisão entre tucanos de SP

Para aliados de Serra, prioridade é consolidar aliança com DEM para 2010; defensores de Alckmin afirmam que alvo é prefeitura

Marta tem reafirmado que não será candidata, mas petistas de diferentes alas defendem seu nome para a sucessão na capital paulista

LEANDRO BEGUOCI
DA REPORTAGEM LOCAL
FOLHA DE SÃO PAULO

O resultado da pesquisa Datafolha sobre a sucessão municipal em São Paulo acirrou a disputa interna no PSDB e aumentou a pressão no PT para que a ministra do Turismo, Marta Suplicy, seja candidata.
Ontem, o instituto mostrou que o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) e Marta estão empatados tecnicamente. O tucano tinha 30% das intenções de voto em agosto e caiu para 26%. A petista oscilou de 24% para 25%. O atual prefeito, Gilberto Kassab (DEM), ganhou três pontos e está com 13%. A margem de erro é de 3 pontos.
À Folha, Alckmin comemorou o resultado: “Embora ainda não tenha decidido se serei candidato, recebo com alegria o resultado da pesquisa e agradeço a manifestação de confiança do povo de São Paulo dirigida não apenas a mim mas também ao meu partido”.
Para os aliados do governador de São Paulo, José Serra, a prioridade é consolidar a aliança PSDB-DEM em 2008. Eles não descartam abrir mão da candidatura Alckmin em benefício de Kassab.
O objetivo maior é a disputa pela Presidência da República em 2010, na qual Serra desponta como favorito -segundo pesquisa Datafolha publicada no último dia 2.
“O próximo ano é uma etapa da sucessão presidencial”, diz o secretário de esportes da capital, Walter Feldman (PSDB). “Nós, do PSDB, precisamos abandonar qualquer projeto individual se quisermos voltar à Presidência. Alckmin é uma peça estratégica para 2010.”
Kassab foi vice de Serra até 2006, quando o tucano deixou a prefeitura para disputar o governo estadual. No PSDB, há quem defenda que Alckmin desista da prefeitura para disputar o Palácio dos Bandeirantes.
Os aliados de Alckmin, sem cargos na prefeitura e no governo estadual, adotam discurso distinto. Para eles, o resultado da pesquisa Datafolha mostra a força do ex-governador, apesar do próprio PSDB. “Os outros nomes tiveram forte exposição de mídia nos últimos meses, menos o Geraldo, que não teve lugar nem no espaço do partido na TV”, diz o deputado federal Edson Aparecido. “Ele é muito forte, tem a menor rejeição e vence em todas as projeções de segundo turno.”
O deputado federal Duarte Nogueira, que foi secretário de Alckmin, tem a mesma opinião e acrescenta: “O primeiro passo de 2010 é pensar em 2008, inclusive procurando alianças com partidos como o PSB, o PPS e o PTB, não só o DEM”.
Rodrigo Maia, presidente nacional do DEM, adota discurso semelhante ao dos serristas. “Só a unidade entre os partidos garante a vitória.”
O PT aumentou a pressão sobre a ministra. Marta tem reafirmado que não será candidata. Mas no cenário sem seu nome, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, tem 1%.
“Acho que Marta deveria refletir um pouco mais e entrar na disputa”, afirma o deputado federal Jilmar Tatto, candidato à presidência do partido e aliado da ministra. O deputado José Eduardo Cardozo, adversário de Tatto nas eleições do PT, afirma: “A decisão final é da Marta, mas ela é o nome mais forte do partido”.

04/12/2007 - 09:32h Bate boca entre Demos e tucanos sobre pesquisa do PSDB para prefeitura de São Paulo

clique na imagem do JT para ampliar

04/12/2007 - 08:51h Alckmin deu "choque de gestão" na Febem criando rombo milionário


Em quanto José Serra persevera na defesa da candidatura de Gilberto Kassab a Prefeitura de São Paulo, o jornal a Folha de São Paulo continua revelando os podres de Geraldo Alckmin.

Hoje é o rombo provocado pela irresponsabilidade gerencial e administrativa de Alckmin no caso da Febem. Milhões de reais jogados pelo ralo por ação demagógica e sem fundamento, segundo a justiça, na demissão de centenas de funcionários.

De forma arrogante, Alckmin se recusa a dar qualquer explicação ao jornal, seguindo a risca a linha de ignorar qualquer questionamento. Em quanto ele se cala, trabalhadores vitimas da insensibilidade e incompetência do Geraldo, sofrem com depressão e privações. Segundo a Folha, desde junho Alckmin recusa, soberbo, qualquer resposta sobre o assunto.

Leia as matérias da Folha de São Paulo

Demissões na Febem criam rombo milionário

Anulada pela Justiça, exoneração em massa já soma R$ 32 milhões em salários atrasados, direitos trabalhistas e danos morais

Após decisão do Supremo, todos os 1.674 demitidos no “plano radical” promovido pelo governo Alckmin voltaram para a instituição

GILMAR PENTEADO
DA REPORTAGEM LOCAL

A maior demissão em massa de funcionários da história da ex-Febem (hoje Fundação Casa), anulada pela Justiça em última instância por ser considerada arbitrária, já soma um rombo aos cofres públicos de São Paulo de cerca de R$ 32 milhões. Todos os 1.674 demitidos voltaram para a instituição.
Com os R$ 32 milhões, a fundação poderia construir 11 novas unidades dentro do projeto de descentralização Ämenores e mais próximas das famílias dos internos.
Em fevereiro de 2005, agentes de proteção dos principais complexos da então Febem foram exonerados de uma única vez. Era um “plano radical” para acabar com torturadores, anunciou o então governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o presidente da fundação na época, Alexandre de Moraes, hoje secretário municipal dos Transportes de São Paulo. Na época, a ex-Febem vivia uma onda de rebeliões e fugas.
Após um longa briga judicial, que chegou ao STF (Supremo Tribunal Federal), todos os demitidos foram reintegrados à nova entidade.
Restou, no entanto, uma conta para o contribuinte pagar: os salários atrasados dos agentes Äque vão receber o período sem terem trabalhadoÄ e ações por danos morais ingressadas por funcionários exonerados ou por agentes que, sem preparo, foram colocados às pressas para substituir os servidores demitidos.
Só os 27 meses de salários não recebidos e outros direitos trabalhistas acumulados dos últimos 924 funcionários que foram reintegrados ao trabalho, em junho deste ano _o restante retornou à ex-Febem em 2005 e 2006 Ä, chegam a cerca de R$ 30 milhões.

Precatório
A contabilidade feita pela Fundação Casa está em fase de conclusão. A entidade também gastou com os salários de funcionários em regime de emergência para substituir os demitidos. Os R$ 30 milhões vão virar precatório (dívida judicial do Estado), sem prazo para pagamento.
Além disso, agentes exonerados entraram com ações por danos morais contra a instituição. Afirmam que foram acusados publicamente de serem torturadores sem nenhuma prova substancial.
Na época, Alexandre de Moraes descreveu a demissão em massa como um “projeto radical” para livrar a fundação de maus funcionários. Um mês antes, ele afirmou que havia uma “banda podre” entre os funcionários e que iria “mapeá-los e demiti-los”.
Entidades de direitos humanos elogiaram a reforma, mas disseram que o processo estava sendo conduzido de forma muito rápida, com atropelos.

Danos morais
A Folha teve acesso a 131
ações por danos morais ingressadas na Justiça do Trabalho, 69 com julgamento de mérito em primeira instância. Em todos os casos, há possibilidade de recurso. Em 29 delas _42%_, a ex-Febem foi condenada a pagar, no total, R$ 1.840.882.
A de maior valor, de R$ 910 mil, refere-se ao caso de uma funcionária estuprada por internos em março de 2005, em Franco da Rocha, na Grande São Paulo.
Contratada emergencialmente para substituir funcionários demitidos, ela foi atacada em uma unidade que estava sob controle dos internos.
O número de ações por danos morais vai crescer. O advogado Hilário Bocchi Junior, proprietário do escritório responsável pela maioria dos processos, afirma que vai ingressar com outras 80 ações na Justiça contra a instituição.
“Citamos o princípio constitucional da dignidade da pessoa, que não pode ser tratada como coisa. Quiseram meter política em um problema que tem de ser tratado com responsabilidade. Agora, esse é o preço que tem de ser pago”, afirmou o advogado.

Alckmin não se manifesta; ex-presidente da fundação nega ter havido prejuízos

DA REPORTAGEM LOCAL

O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) não respondeu aos pedidos de entrevista feitos pela Folha. Desde junho deste ano, quando ocorreu a reintegração dos últimos 954 funcionários demitidos, a reportagem tenta contato com Alckmin para falar sobre o episódio da demissão em massa.
O ex-presidente da antiga Febem Alexandre de Moraes negou que a demissão em massa ocorrida em sua gestão tenha gerado prejuízos.
Moraes, hoje secretário municipal dos Transportes de São Paulo, disse que não concederia entrevista à Folha por “respeito à nova administração”. Leia mais na Folha (para assinantes)

Agente demitida passou por depressão, deixou faculdade e contraiu dívidas

DA REPORTAGEM LOCAL

O período de 27 meses entre a demissão e a volta à ex-Febem da agente de apoio técnico Carla (nome fictício) foi marcado por depressão, dívidas _seu nome foi parar no SPC_, abandono da faculdade e retorno à casa dos pais.
Ela está entre os últimos 924 funcionários reintegrados em junho. Ao ser encaminhada por psicólogos da instituição, recebeu licença médica. “Até agora não consegui me recuperar.”
Em 17 de dezembro de 2005, data do anúncio da demissão em massa, ela estava em férias. Carla tinha conseguido a transferência para uma unidade do litoral, onde começaria a cursar faculdade, e tinha recém-mobiliado seu novo apartamento.
Foi demitida sem ter sofrido nenhum processo administrativo ou denúncia de agressão. “Passava o dia inteiro em frente à televisão, esperando notícias das demissões. Comecei a não sair mais de casa.”
Com depressão e sem dinheiro, voltou para a casa dos pais. As dívidas com o banco fizeram seu nome ir parar no SPC. Leia mais na Folha (para assinantes).