19/09/2009 - 13:12h Faltam médico e remédio em UBSs e Kassab fecha maternidade do hospital Tatuapé. Serra sanciona terceirização em hospitais de SP

Rivaldo Gomes/Folha Imagem
Waldomiro Rocha não conseguiu remédios receitados
Waldomiro Rocha não conseguiu remédios receitados

Faltam médico e remédio em UBSs

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Kassab congela 12% da verba da Saúde para 2009

Willian Cardoso e Léo Arcoverde do Agora

Além do fechamento da maternidade do Hospital Municipal do Tatuapé, a redução de gastos na área da saúde também tem gerado problemas como falta de remédios e médicos na capital.

Na UBS Sítio da Casa Pintada, na Vila Jacuí (zona leste de SP), segundo moradores da região, não há anti-inflamatório nem curativo para os pacientes. Pior para o cabeleireiro Waldomiro Gomes da Rocha, 48 anos. Após ser atendido, por conta de um dedo inflamado, ele soube, na farmácia da unidade, que voltaria para casa sem a medicação receitada. “Entrou um pedaço de cabelo de um cliente na terça-feira. Pensei que iria melhorar, mas não consegui dormir de tanta dor. O médico receitou remédio e curativo. Só que não tem.

Na UBS Jardim das Oliveiras, também na zona leste, uma funcionária contou que uma paciente precisou obter prescrição de insulina com uma médica da AMA que fica ao lado, pois a UBS ficou sem médico por três horas.

No Hospital do M’Boi Mirim (zona sul de SP), pacientes contavam com dois clínicos no pronto-atendimento no fim da tarde de ontem. Um pediatra era responsável pela UTI, pela internação infantil e por eventuais emergências no pronto-socorro.

Resposta
A Secretaria Municipal da Saúde disse que atende toda a demanda tanto nas situações de urgência quanto nas consultas agendadas. A pasta também negou falta de profissionais na rede. Em relação à UBS Jardim das Oliveiras, a pasta explicou que os casos de urgência, em eventual falta de profissionais médicos, são encaminhados para a AMA.

A Saúde nega a falta de curativo e de medicamento na unidade. Procurada ontem à noite novamente, a pasta informou que não teria como responder sobre o hospital do M’Boi Mirim.

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Kassab fecha maternidade do hospital Tatuapé

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Kassab congela 12% da verba da Saúde para 2009

Bruno Ribeiro e Léo Arcoverde do Agora

Depois de se comprometer, por escrito, a manter a maternidade do hospital do Tatuapé (zona leste de SP) aberta, a gestão Gilberto Kassab (DEM) decidiu que fechará a unidade definitivamente. A maternidade contava com equipamentos complexos, como tomógrafo e UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para adultos, usada por mães que corressem risco de morte.

A medida ocorre em um momento em que a Secretaria Municipal da Saúde passa por um congelamento de R$ 644 milhões nas verbas da saúde. Cerca de 17% do total de recursos já empenhados (reservados para serem gastos) neste ano ainda não foram utilizados. A prefeitura nega relação entre o fechamento da maternidade e a economia de dinheiro.

A maternidade fazia 90 partos por mês, cerca de 1% do total mensal da cidade, e está fechada desde junho do ano passado. Mas era para ser um fechamento temporário. Segundo a prefeitura, como a UTI adulta passaria por reformas e o setor da maternidade era a única parte do prédio que poderia abrigar a estrutura da UTI, que não poderia deixar de funcionar, a maternidade foi desativada e a UTI ocupou o local.

Antes mesmo do fechamento, funcionários já diziam que o plano da prefeitura era fechar a maternidade para sempre, o que foi negado. O secretário-adjunto na época chegou a assinar um termo de compromisso, em nome do secretário Januário Montone, e o entregou à Câmara Municipal. O texto dizia que a reforma terminaria em 90 dias e a maternidade reabriria (veja quadro ao lado).

Passados mais de 450 dias, na última semana do mês passado, o conselho gestor do hospital foi avisado que o fechamento era definitivo.

O coordenador do conselho gestor, médico Marcelo Sidney Gonçalves, disse que não há falta de leitos de maternidade na cidade. Mas que o hospital do Tatuapé é “um caso à parte”, dada a estrutura para os partos de risco. “No final de julho, uma mãe de 19 anos que teve parto no [hospital estadual] Leonor Mendes de Barros [referência para partos na zona leste] e faleceu no transporte. Teve complicação, não tinha estrutura para dar suporte à mãe, botaram na ambulância para chegar até o hospital Sapopemba [zona leste] e chegou morta. No Tatuapé, há todo esse suporte.

Ontem, a enfermeira Maura Rezende Correia de Lima, 23 anos, grávida de sete meses e hipertensa, foi com o marido até a porta do hospital e não conseguiu atendimento. “A minha médica, que é residente aqui, me encaminhou do Hospital João 23 [na Mooca] para essa unidade, para que eu desse continuidade ao meu pré-natal. Tive 16 por 10 de pressão ontem à noite, e, mesmo assim, não me atendem”, reclamou a paciente.

A enfermeira disse que sua gravidez é de alto risco e que esperava ser melhor atendida. “Pensei que pudesse ter meu filho aqui. É um absurdo isso que o prefeito está fazendo.”

Demanda diminuiu, diz pasta

Bruno Ribeiro
do Agora

A Secretaria Municipal da Saúde disse, em nota, que vai fechar a maternidade do hospital municipal do Tatuapé porque a demanda na região vem diminuindo.

“Há cinco anos, faziam-se 350 partos por mês. No último ano, o máximo a que se chegou foi a 90 partos por mês. Outra razão é a localização do hospital, na mesma avenida onde fica a Maternidade Leonor Mendes de Barros, que também vem perdendo demanda –hoje com 40% de ociosidade”, informou a nota.

O texto diz que o hospital nunca foi referência de partos de risco. “A referência da região é a Leonor Mendes de Barros”, que, segundo a nota, possui leitos de berçário e de UTI.

Segundo o texto, as pacientes do Tatuapé irão para o Leonor e para o Hospital Municipal Doutor Ignácio Proença de Gouveia, que recebeu 16 novos leitos (mesma quantidade que tinha o Tatuapé).

Sobre a alegação de que a maternidade era cara, a nota diz que “a intenção da Secretaria Municipal da Saúde não é fazer economia, e sim priorizar as necessidades da população que atende”

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Serra sanciona terceirização em hospitais de SP

Folha de S.Paulo

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), sancionou o projeto de lei que permite que todos os hospitais públicos da rede estadual sejam dirigidos por OSs (organizações sociais), mas vetou o artigo que possibilitaria que esses hospitais atendessem, mediante cobrança, a pacientes particulares e com plano de saúde. A decisão está na edição de hoje do “Diário Oficial” do Estado.

O projeto de lei original, de autoria do governador, só previa a permissão para a terceirização. A reserva de até 25% dos atendimentos a pacientes particulares e com plano de saúde foi acrescentada durante a tramitação na Assembleia, por uma emenda da deputada Maria Lúcia Amary (PSDB).

Entidades de defesa do SUS (Sistema Único de Saúde), contrárias aos termos do projeto de lei, apostavam que no final a cobrança nos hospitais públicos seria vetada. Segundo elas, o governo apoiou essa emenda com o objetivo de provocar uma grande polêmica em torno da cobrança e, assim, aprovar sem questionamentos a terceirização da gestão dos hospitais.

De acordo com o governador, a emenda da deputada tucana foi vetada porque uma lei federal e outra estadual obrigam a operadora de plano de saúde, quando seu cliente é atendido num hospital público, a fazer o pagamento ao SUS. As leis não falam em paciente particular.

A reportagem procurou a deputada Maria Lúcia Amary ontem, mas não conseguiu contato. Questionada antes do veto sobre não ser especialista em saúde –uma das críticas de entidades de saúde–, ela respondeu: “Eu não conheço todos os assuntos, mas procurei me inteirar. [Se fossem necessários conhecimentos específicos,] Lula não seria presidente. Ele não tem nem curso superior e discute qualquer assunto, inclusive os que ele não conhece”.

As OSs são entidades privadas sem fins lucrativos habilitadas para gerir hospitais, laboratórios e postos de saúde públicos. Elas recebem do dinheiro enviado pelos cofres públicos. O governo continua sendo o dono dos hospitais e exige que as entidades cumpram metas em sua gestão. Esse modelo começou a ser utilizado em São Paulo em 1998. Hoje o Estado já conta com 25 hospitais geridos pelas OSs.

16/09/2009 - 10:56h Kassab congela 12% da verba da Saúde para 2009

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Recursos represados chegam a R$ 644,4 milhões; construção de três hospitais perdeu metade do dinheiro

Diego Zanchetta – O Estado SP

A gestão Gilberto Kassab (DEM) descumpriu a promessa de não congelar verbas na área da Saúde. Somente no primeiro semestre deste ano, os recursos represados da pasta somaram R$ 644,4 milhões, o equivalente a 12% do orçamento anual atualizado para o setor, de R$ 5,4 bilhões. Uma das dotações mais atingidas, com um contingenciamento de 77%, é a rubrica destinada a ampliação e reforma de equipamentos de saúde: foram congelados R$ 79,7 milhões de um orçamento anual de R$ 104,1 milhões.

Os dados constam no Relatório de Acompanhamento Orçamentário e Financeiro da Secretaria Municipal da Saúde do segundo trimestre, enviado à Câmara Municipal. Desde fevereiro, o prefeito vinha afirmando que o congelamento de verbas não atingiria as áreas de Saúde e de Educação. Outras obras e intervenções, como a construção de túneis e viadutos, a varrição, a coleta do lixo, o recapeamento de ruas e a limpeza de galerias pluviais já foram atingidos por corte e congelamentos de até 20% na verba de 2009.

Mas o relatório assinado pelo secretário da Saúde, Januário Montone, e entregue à Comissão de Saúde do Legislativo, mostra que o congelamento também atingiu, por exemplo, a verba prevista para a construção de três novos hospitais até 2012, uma das principais promessas de Kassab feitas durante a campanha da reeleição. Dos R$ 90 milhões previstos este ano para o início da construção de hospitais na Vila Brasilândia (zona norte), em Parelheiros (zona sul) e na Vila Matilde (zona leste), R$ 45 milhões foram congelados no primeiro semestre. As três unidades ainda estão em fase de projeto.

Outro programa vitrine da primeira gestão do prefeito foi atingido pelo congelamento. Se entre 2006 e 2008 o prefeito entregou 110 AMAs (Assistências Médicas Ambulatoriais), neste ano apenas uma unidade das dez previstas pelo governo no Plano de Metas ficou pronta, na Casa Verde. Oito unidades ainda estão na fase de definição de parceiros. Ao todo, o prefeito congelou no semestre R$ 30,5 milhões para a construção de novos equipamentos de saúde – ou 70% dos R$ 43,9 milhões previstos.

No Plano de Metas também estão previstas 50 unidades de atendimento odontológico (AMAs-Sorriso) até 2012. Nenhuma ficou pronta neste ano. A verba de R$ 92,9 milhões para o Serviço de Atendimento Médico de Urgência também sofreu congelamento de 15% (R$ 14,2 milhões). Da rubrica que prevê verba anual de R$ 11,6 milhões para a formação e o aperfeiçoamento dos servidores, foi congelado R$ 1 milhão (9%).

“SEM CORTES”

Em nota, a Secretaria da Saúde informou que não haverá cortes de verbas na pasta e os prazos serão cumpridos para a construção de AMAs e de hospitais. “Cabe ainda explicar que o contingenciamento se refere a um quadro momentâneo do processo orçamentário”, diz a nota. A pasta afirma que o contingenciamento “é uma ferramenta de austeridade e responsabilidade de uma gestão preocupada com o cenário de crise mundial, presente principalmente no primeiro semestre de 2009, mas que, de forma alguma, inviabiliza ou causa prejuízo aos serviços de saúde”.

Do total de R$ 5,4 bilhões para o ano, o governo empenhou (já previu gastar) R$ 2,9 bilhões de janeiro a junho. A Saúde garante que os serviços de pronto atendimento não estão sendo afetados pelo congelamento. A pasta ressalta ainda ter investido mais de R$ 10 milhões só por causa da gripe A (H1N1).

09/09/2009 - 11:40h Kassab congela R$ 644 milhões da Saúde

Bruno Ribeiro do Agora

A Prefeitura de São Paulo congelou R$ 644,4 milhões na Secretaria Municipal da Saúde previstos para ser gastos no primeiro semestre deste ano. O congelamento no Orçamento atinge setores como a manutenção dos atendimentos de emergência dos hospitais, o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), o Programa Saúde da Família e a Vigilância em Saúde –que cumpre políticas preventivas, como o combate à dengue e à gripe suína.

O congelamento é admitido em um relatório da Secretaria Municipal da Saúde enviado à Câmara Municipal. O texto diz que a prefeitura empenhou (reservou para ser gasto), até o final de junho, 54% do Orçamento do ano todo da pasta, mas só liquidou (gastou) 37% dessa verba.

Os números contradizem declarações do prefeito Gilberto Kassab (DEM), que afirmou mais de uma vez que a saúde pública era uma das áreas prioritárias e que não teria gastos reduzidos neste ano. Culpando a queda de arrecadação trazida pela crise econômica, a prefeitura fez cortes em algumas áreas. Na varrição de ruas, por exemplo, a redução foi de 22%.

Com os recursos que deixaram de ser gastos, a prefeitura poderia construir cerca de 600 UBSs (Unidades Básicas de Saúde) na cidade ou ainda os três hospitais que o prefeito prometeu (um na Vila Brasilândia, na zona norte, um em Parelheiros, na zona sul, e um terceiro na zona leste) e operá-los por cinco anos. As obras desses hospitais ainda não começaram. Com esse recurso, o Programa Saúde da Família, que atende cerca de 4 milhões de pessoas, funcionaria por quase um ano e meio.

Propaganda
Na contramão do congelamento, a propaganda da Secretaria da Saúde custariaR$ 2 milhões no ano, segundo o Orçamento. A prefeitura reviu os gastos e aumentou o recurso para R$ 17 milhões. Até o fim de junho, reservou R$ 12 milhões dessa verba e já gastou R$ 1,7 milhão –quase a previsão original para 2009.

13/11/2008 - 16:58h Reportagem sobre problemas da saúde no norte de Minas na final do Prêmio Esso

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Luiz Ribeiro jornalista na final do Esso

Reportagem sobre as dificuldades de acesso dos moradores de Mirabela (Norte de Minas) aos serviços de saúde e a suspeita de envolvimento da prefeitura local com a Máfia dos Sanguessugas está entre as finalistas do Prêmio Esso de Jornalismo 2008. A matéria do jornalista Luiz Ribeiro fez parte de uma série publicada pelo jornal Estado de Minas, intitulada “Sangria na Saúde”, que revelou as irregularidades e desvios de recursos na saúde em todas as regiões brasileiras, com base em relatórios da Controladoria-Geral da União (CGU). A entrega do Prêmio está marcada para o dia 9 de dezembro, no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. A série “Sangria da Saúde” já garantiu pelo menos menção honrosa.

Em sua reportagem, o jornalista norte-mineiro mostrou que alguns moradores da zona rural de Mirabela eram obrigados a pagar até 15 reais a um vereador para ter direito de ser transportado em ambulância do município. A quantia era cobrada a título de “ajuda” para pagar o combustível.

Mirabela é um dos municípios mais pobres da região Norte de Minas Gerais, fica a 500 km de Belo Horizonte e tem 12,8 mil habitantes. Uma fiscalização realizada por auditores da Controladoria Geral da União (CGU) no município apontou indícios de superfaturamento e de conluio na compra de ambulância pela prefeitura junto à Planam, uma das empresas envolvidas com a chamada Máfia das Ambulâncias ou Máfia das Sanguessugas. O relatório da CGU chamou a atenção de Luiz Ribeiro, que percorreu o município atrás de moradores dispostos a falar sobre a precariedade do setor de saúde. Descobriu que a Prefeitura de Mirabela pagou R$ 76 mil por uma ambulância, e que o valor era R$ 10,8 mil superior ao preço de mercado. A Prefeitura nega o superfaturamento e diz ter havido apenas “uma diferença de preço”. A reportagem mostrou ainda as dificuldades para o acesso o atendimento médico, a falta de cobertura de comunidades rurais por parte das equipes do Programa de Saúde da Família (PSF) e falta de profissionais em postos de saúde.

Não é a primeira vez que uma reportagem de Luiz Ribeiro se destaca no cenário nacional.. O repórter do Estado de Minas em Montes Claros já ganhou mais de vinte prêmios – individual e em equipe. Neste ano, esteve entre os ganhadores do Grande Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo e do Prêmio Sebrae de Jornalismo. Jornalista de texto primoroso, Ribeiro sempre dá ênfase às questões sociais em suas reportagens.

Publicada pelo Estado de Minas no período de 24 a 29 de agosto, a série “Sangria na Saúde” foi uma das maiores reportagens investigativas produzidas pelo jornalismo brasileiro. Um grupo de repórteres do Estado de Minas – liderado pelos jornalistas Alana Rizzo, Maria Clara Prates e Thiago Herdy – analisou 1.341 relatórios da CGU relativos ao mesmo número de cidades visitados pelos auditores do órgão federal. As equipes do jornal estiveram em 11 municípios das cinco regiões brasileiras para observar de perto as irregularidades detectadas pela Controladoria-Geral da União e saber que providências foram tomadas. Uma das cidades inspecionadas foi Mirabela, onde os auditores da CGU constataram diversos problemas no acesso da população aos serviços de saúde.

O QUE É O PREMIO ESSO

O Prêmio Esso de Jornalismo é um programa institucional da Esso Brasileira de Petróleo, empresa com mais de 95 anos de presença no Brasil.

Desde 1955, o Prêmio Esso vem promovendo o reconhecimento do mérito dos profissionais de Imprensa através da indicação e escolha dos melhores trabalhos publicados em jornais e revistas, segundo o julgamento de comissões independentes formadas exclusivamente por jornalistas e especialistas da área de Comunicação. E desde 2001, vem distinguindo também o melhor trabalho de jornalismo em televisão, com a concessão do Prêmio Esso de Telejornalismo. Na edição 2008, foram inscritos 1.182 trabalhos, sendo 533 reportagens e séries de reportagens.

Luiz Ribeiro já ganhou o Prêmio Esso Regional Centro-Oeste de Jornalismo em 2001, como membro da equipe que publicou uma série de reportagens sobre os super salários dos deputados estaduais mineiros, também publicada pelo jornal Estado de Minas.

Em 2006, o jornalista norte-mineiro contribuiu com a série de reportagens sobre a “Máfia dos Sanguessugas”, que também foi finalista do Esso e ganhou vários outros prêmios nacionais e internacionais. Além de Mirabela, outros municípios do Norte de Minas adquiriram veículos do esquema das ambulâncias: Januária e Bonito de Minas.

O Norte de Minas conta com três jornalistas ganhadores do Prêmio Esso de Jornalismo: Fialho Pacheco, já falecido, Paulo Narciso e Luiz Ribeiro. Fialho Pacheco foi um dos maiores vencedores da história do prêmio – ganhou cinco vezes -. Paulo Narciso conquistou a premiação duas vezes.

Fonte Fábio Oliva

01/09/2008 - 10:28h A saúde está doente

Sobrevivendo à base de soro caseiro

Crianças convivem com más condições em favelas

Roberto Almeida, O ESTADO DE SÃO PAULO


Se Denise dos Santos chora, é porque a vida ela diz que “só vai levando”. Para a dona de casa, cada avanço parece que vem seguido de dois retrocessos – sensação comum entre os moradores da favela Jardim Floresta, na zona sul de São Paulo. O esgoto foi canalizado, as vielas receberam pavimento, mas as benfeitorias, que continuam sob a lei do tráfico, agora são palco para um surto de diarréia entre crianças. A causa para o problema, que incomoda moradores há um mês, ainda não foi descoberta.Não se sabe se é a água, ou se é a comida, mas a filha de Denise, S., de 10 anos, desmaiou duas vezes no banheiro com febre e fortes dores de barriga. Foi levada ao posto de saúde para fazer exames, e hoje aguarda os resultados. Enquanto isso, soro caseiro. A mãe, esperançosa, até esboça um sorriso. “Se Deus quiser, vai ficar tudo bem”, diz, olhando para a filha. Ela espera o melhor porque Simone Pereira, a poucos metros dali, ri à toa. Seu filho mais novo, J., de apenas 4 anos, também está passando mal, mas desta vez saiu do banho apressado, brincando mesmo molhado, escapando das mãos de sua avó, que queria enrolá-lo na toalha. Ainda assim, soro caseiro.

Mais crianças com problemas de saúde vão aparecendo. Outras quatro, em 15 minutos de caminhada. Na creche que atende a favela, administrada pela ONG Reconciliação, o panorama é o mesmo: são duas reclamações por semana, com média subindo desde julho, segundo a enfermeira Cássia Tomé. Ela aguarda uma análise da água que abastece a região.

A favela é parte da Vila São José, à beira da Avenida Teotônio Vilela, área de manancial. Um pequeno ponto da região da Capela do Socorro, que em 2007 foi líder em mortalidade infantil. Segundo dados da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), divulgados pelo Movimento Nossa São Paulo, a cada mil nascimentos, 17 morrem antes de completar 1 ano – três vezes mais em comparação a um nascimento em Pinheiros, na zona oeste.

Os filhos de Denise e Simone sobrevivem, assim como as crianças do outro lado da avenida, na Favela da Minhoca. Ali, canos desembocam em um córrego, que segundo moradores está infestado de ratos. Tudo a um quilômetro da Represa Guarapiranga, que abastece parte da cidade.

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Saúde é a área mais mal avaliada de todas as últimas gestões

Adriana Carranca – O Estado de São Paulo

Os três dos candidatos à Prefeitura de São Paulo que já ocuparam o posto anteriormente falharam na saúde. A área se tornou o calcanhar de Aquiles das administrações municipais. Na opinião dos eleitores, foi neste setor que os prefeitos Paulo Maluf (1993-1996), Marta Suplicy (2001-2004) e o atual, Gilberto Kassab (2006-2008), tiveram o pior desempenho. Na gestão José Serra (2005-2006), que apóia o candidato tucano Geraldo Alckmin, não foi diferente.

As entrevistas foram feitas no penúltimo ano das administrações, exceto por Maluf, realizada ao fim da gestão. A saúde foi a área de pior desempenho de Kassab para 23,1% dos entrevistados, seguida dos transportes, para 12%. A enquete foi respondida por 605 moradores e eleitores, de ambos os sexos e com idades entre 18 e 70 anos, distribuídos proporcionalmente à população de cada região da cidade, critérios adotados em todas as pesquisas.

Na gestão Serra, 31% apontaram a saúde como pior área, também seguida dos transportes, com 16,3%. Na administração Marta, a insatisfação com saúde e segurança foi similar, para 19,5% e 17,7%, respectivamente. Maluf foi o que teve a pior avaliação da área: para 50,6%, a saúde era o principal problema, seguida da violência.

Isso, apesar de a saúde ter sido a principal bandeira de Maluf e de seu sucessor, Celso Pitta, que iniciaram a terceirização dos serviços municipais com o Plano de Atendimento à Saúde (PAS). O programa gerou polêmica e foi alvo de denúncias. “Os médicos tinham de aderir ao PAS, formando cooperativas para administrar cada unidade, ou eram afastados. Conheço profissionais tarimbados que foram cuidar de asfalto”, diz o médico Clóvis Constantino, do Conselho Federal de Medicina. “Até alimentação e lavanderia eram terceirizados. Isso dificultava a fiscalização.”

Ele, no entanto, não é contra a terceirização, adotada até hoje com o repasse da gestão dos equipamentos públicos às chamadas Organizações Sociais (OSs), entidades sem fins lucrativos do terceiro setor. “Essas parcerias otimizam recursos e as organizações sociais são entidades com tradição na gestão da saúde, como o Hospital Santa Catarina”, defende. Outra vantagem é que as OSs podem administrar várias unidades na mesma região, o que, em tese, facilitaria a integração dos serviços, embora isso ainda não funcione bem na prática.

A falta de integração entre as unidades com funções diversas e de fluxo no encaminhamento dos pacientes são o principal gargalo da saúde, segundo os especialistas. “As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) não conversam com os hospitais municipais nem estaduais, não há um sistema de informações integrado”, diz Paulo Mangeon Elias, do departamento de Medicina Preventiva, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Segundo ele, é preciso garantir que o paciente recebido nos postos de atendimento básico – as chamadas portas de entrada – sejam encaminhados para exames laboratoriais e tratamento, quando necessário, o que ainda é falho. “Essa coexistência de diferentes modelos como UBS, AMA e PSF dificulta a gestão. E o atendimento de média complexidade continua falho. Você faz consulta, mas espera meses por um exame ou atendimento que demande especialidade, como oncologia e cardiologia”, diz Áurea Ianni, pesquisadora do Instituto de Saúde do Estado. Ela defende uma estratégia metropolitana, já moradores das cidades vizinhas buscam atendimento em São Paulo.

DESCONTROLE

As OSs receberão repasses de R$ 168 milhões neste ano e já gerenciam 226 das 412 UBSs e 57 das 115 unidades de Assistência Médica Ambulatorial (AMAs), além de quatro prontos-socorros, quatro unidades de pronto-atendimento (menores, para emergências) e 69 outros serviços. Embora seja elogiado por boa parte da comunidade médica e da administração da saúde por otimizar recursos e dar maior agilidade ao sistema, como na contratação de profissionais e compra de equipamentos, já que dispensa licitações, o processo é hoje duramente criticado por falta de controle nos repasses de dinheiro público.

O Tribunal de Contas do Município (TCM) apontou falta de fiscalização na transferência de verbas e de exigência do cumprimento de metas de atendimento, como previsto na Lei Municipal 14.132, de 2006, que regulamentou as OSs. Com base em relatórios do TCM, o Ministério Público move uma ação civil pública contra a Prefeitura. “A prestação de contas sobre a aplicação dos recursos tem de ser mensal porque, se houver sobras, isso deve ser compensado no repasse subseqüente. Mas o Programa Saúde da Família, por exemplo, funciona desde 2001, com parte da gestão terceirizada via convênios ou OSs e a primeira análise dos repasses só foi feita em 2005″, diz a promotora de Justiça Anna Trotta Yaryd. Em resposta, a Secretaria Municipal de Saúde informou que a ação se refere a contratos anteriores e que o controle de repasses é feito trimestralmente, sendo compensadas as sobras no quarto mês.

O médico Oswaldo Tanaka, professor do Departamento de Prática de Saúde Pública, da Faculdade de Saúde Pública da USP, defende a criação de uma agência reguladora “forte e competente” para a saúde. “O setor privado produz mais com menos. Mas é preciso aprimorar as parcerias, garantindo a eficiência dos serviços geridos pelas entidades”, diz o médico.

COLABOROU FABIANE LEITE

PRINCIPAIS PONTOS DO SISTEMA MUNICIPAL

UBS: É a porta de entrada no sistema, onde são agendadas consultas com clínico-geral, ginecologista, pediatra e vacinação

AMA: Atendimento sem consulta marcada para casos de baixa complexidade, como diarréia, dores, pequenas contusões, problemas respiratórios

PSF: Criado pelo Ministério da Saúde, em 1994, prevê atendimento integral por equipe multiprofissional – clínico-geral, enfermeiro e dois auxiliares, cinco agentes comunitários – responsável por 4 mil famílias

ORGANIZAÇÕES SOCIAIS

O que são: Para caracterizar-se como organização social, a entidade não pode ter fins lucrativos e deve atender a princípios como legalidade, impessoalidade e moralidade. Elas recebem repasses da Prefeitura para gerir hospitais e unidades de saúde

Principais gestores: Casa de Saúde Santa Marcelina, Associação Congregação Santa Catarina, Fundação Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e Irmandade da Santa Casa de São Paulo, entre outros

PROBLEMAS DO SISTEMA:

Falta de integração entre os serviços das unidades e hospitais

Há falhas e demora no encaminhamento dos pacientes, após atendimento nas UBSs e AMAs, chamadas de portas de entrada

Faltam serviços especializados, como oncologia e cardiologia, e o agendamento de exames pode demorar meses

Ainda não há uma estrutura bem montada para tratamento contínuo de doenças agudas

Os repasses para OSs são feitos sem fiscalização ou exigência do cumprimento de metas

SAÚDE EM NÚMEROS

R$ 4,9 bilhões
é o orçamento da saúde em 2008

412 unidades
Básicas de Saúde (UBSs)

115 unidades
de Assistência Médica Ambulatorial (AMAs)

1.052 equipes
do Programa Saúde da Família (PSF)

16 hospitais
e prontos-socorros, além de unidades de menor porte, para pronto-atendimento de
casos mais graves

 

 

Entre os desafios, organizar sistema e integrar serviços

Especialistas dizem também que é preciso garantir fluxo de atendimento

Adriana Carranca

Os candidatos à prefeito de São Paulo prometem “criar, implantar, ampliar” o sistema municipal de saúde, mas na opinião do economista Áquilas Mendes, professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e presidente da Associação Brasileira de Economia da Saúde (Abres), isso é uma falácia. Ele explica que apenas 3% dos R$ 4,9 bilhões do orçamento da pasta em 2008 referem-se a investimentos. O restante é custeio com a manutenção dos serviços já existentes, que não pode ser reduzido.

“Ampliar serviços significa aumentar a despesa, mas isso depende de ampliar a base de arrecadação, o que não tem sido um esforço das administrações”, diz. O orçamento da Secretaria Municipal de Saúde, entre 2005 e 2007, ficou em cerca de 16% da receita – o mínimo exigido por emenda constitucional é 15%. Em 2008, a revisão orçamentária prevê 20%. “Mas, o comprometimento das despesas rígidas ainda é enorme. A folha compromete 30%”.

Para os especialistas, a questão central da próxima gestão deve ser organizar o sistema, integrar os serviços e garantir o fluxo dos atendimentos. “Precisa construir mais UBSs e hospitais? Sim. Mas, desde que haja eficiência no atual sistema. Ou vamos continuar fazendo mais do mesmo”, diz Paulo Mangeon Elias, do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP. Para ele, falta nas propostas um plano para o município, com metas e financiadores definidos, tendo como diretriz o Sistema Único de Saúde (SUS). “A partir dele, cada administração cumprirá a sua parte. Mas isso não se faz com uma proposta de governo. Os problemas da saúde em São Paulo não serão resolvidos em uma gestão, por mais brilhante que ela seja”, diz.

Na avaliação de Oswaldo Tanaka, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) as propostas deste ano demonstram uma “valorização da saúde como política pública, como prevê a Constituição”. As propostas dos candidatos Marta Suplicy (PT), Geraldo Alckmin (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM), diz ele, são semelhantes. “Propõem atenção à saúde básica e composição de serviços para diferentes complexidades, além da construção de três hospitais em áreas precárias. Kassab, porém, dá mais ênfase às AMAs. A curto prazo, a população fica satisfeita, mas o problema é que você tem de garantir o atendimento pós-AMA dos casos agudos e seu acompanhamento contínuo”.

Tanaka considerou as propostas de Soninha e Ivan Valente “mais intencionais do que operacionais”. “O que eles propõem não nos dá parâmetros para, mais tarde, cobrar as promessas”, disse. Sobre a criação de mutirões de consultas proposta por Soninha, ressaltou: “É boa, mas o que eu faço com as doenças encontradas? Essa é a grande questão hoje.” Ele também criticou a proposta de Paulo Maluf. “Se retomado, o PAS enfrentará novo embate técnico e político. Era gerido como um plano de saúde, por cooperativas privadas e, portanto, não atende aos princípios de universalidade do SUS. E não podemos correr o risco de sermos excluídos novamente do SUS porque os financiamentos federais e estaduais são muito importantes”, diz o médico.

19/08/2008 - 19:17h Elucidação do mistério das Farmácias Populares em São Paulo

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Atualizado às 20 horas, com precisão nos dados.

Instigado pelo artigo de ontem do jornal O Estado de São Paulo e procurando desvendar a situação das Farmácias Populares na cidade de São Paulo, fui atrás dos dados.

No post de ontem eu formulava uma série de perguntas que permitiriam esclarecer a situação na principal administração demo-tucana do país, São Paulo. Saber se era verdadeira a acusação de discriminação, se existia qualquer demanda negada de financiamento ao governo federal para abertura de novas farmácias Populares na cidade. Enfim qual era a situação. (SAMU e Farmácia Popular: governo federal entra com a verba e a prefeitura de Kassab com o “trololó”)

Minha procura permite esclarecer alguns pontos, mas outros permanecem obscuros. Evidentemente se alguém, algum jornalista, perguntasse ao prefeito Kassab o mistério e os pontos escuros ficariam seguramente esclarecidos.

Primeiro fato aparentemente elucidado: existem 16 farmácias populares na cidade de São Paulo criadas na administração Marta Suplicy, nenhuma nova farmácia popular foi criada ou solicitada pela prefeitura demo-tucana entre 2005 e hoje. (existe ainda uma dúvida se Marta entregou só 15 e os demo-tucanos inauguraram a última no primeiro semestre de 2005).

Segundo dados esclarecidos pela contribuição do vereador Paulo Fiorilo: dos R$15.311.627,00 orçados entre 2005 e 2008 (4 anos) para Operação e Manutenção das Farmácias Populares foram empenhados um total de R$3.576.879,56 e efetivamente liquidados R$2.736.612,47, ao cabo de 4 anos (ou para ser mais preciso de 3 anos e 8 meses). (São Paulo deixa recurso federal para farmácia popular guardado no banco).

Se repete com as Farmácias Populares o que o editorial do jornal O Estado de São Paulo tinha denunciado com relação ao SAMU. Nas Farmácias Populares a prefeitura demo-tucana gastou em 4 anos apenas 17% do total do dinheiro orçado para o manutenção e o funcionamento das mesmas.

Nos 4 anos que estamos analisando, segundo o Portal Transparência Brasil, do governo federal, a prefeitura de São Paulo recebeu para as Farmácias Populares um total de R$5.414.000,00.

Por último, segundo o NovoSeo da prefeitura, do dinheiro repassado, o equivalente a R$5.796.182,21, encontra-se no banco em aplicação financeira.

Surge aqui um novo mistério. Aplicando ano após ano os recursos do governo federal nos bancos, os demo-tucanos conseguiram lucrar os pouco mais de R$3 milhões que efetivamente usaram para as farmácias populares? Em todo caso podemos convir que a função da prefeitura não é transferir o dinheiro do SUS e do Ministério da Saúde alocado para as farmácias Populares, para os bancos e usar apenas 17% do total orçado ao cabo de quase 4 anos.

Tentando me aprofundar nas investigações sobre o mistério das Farmácias Populares na principal prefeitura demo-tucana do país, me deparei com o seguinte dado do NovoSeo da Prefeitura concernente ao ano de 2008 e a execução orçamentária do primeiro semestre do ano.

Dose Certa?

Na rubrica Receitas, Transferências de convênio dos Estados para o SUS, no item Convênio programa de Assistência Farmacêutica Básica do Estado de São Paulo – Dose Certa, a previsão orçamentária para 2008 é R$19.059.000,00 e para a Secretária de Saúde R$61.050.000,00, totalizando R$80.109.000,00.

O Estado de São Paulo repassou para a prefeitura estes R$80 milhões que a prefeitura orçou para saúde e o programa de Assistência Dose Certa?

Até agora, aparentemente não.

Esse dinheiro, o governo estadual também está aplicando em banco?

Ou esse dinheiro não foi repassado porque a prefeitura não sabe o que fazer com ele? (fora aplicações financeiras).

Ou ele foi efetivamente repassado para fazer frente às despesas do orçamento da prefeitura que prevê como Operação da Assistência Farmacêutica, despesas no valor de R$202.694.713,28?

Porque não perguntar?

Eu sei que cifras são áridas, mas peço paciência ao leitor.

Aparentemente, a gestão demo-tucana da prefeitura não teve qualquer interesse em desenvolver as Farmácias Populares e gastou com elas menos que o total recebido do governo federal (gastou apenas 17% do total orçado em 4 anos).

Mas qual é a situação em relação ao programa criado por eles mesmos, chamado Dose Certa e os demais gastos da verba estadual com saúde?

Vimos que a prefeitura prevê receber do Estado um pouco mais de R$80 milhões em 2008. Mas no primeiro semestre a prefeitura recebeu apenas um pouco mais de R$1 milhão (R$1.023.429,32) ou seja 1,28% do convênio orçado para 2008.

A própria prefeitura, por sua vez, prevendo gastar na Operação Assistência Farmacêutica um pouco mais de R$200 milhões, liquidou apenas R$29.907.865,08 no primeiro semestre de 2008 (14,76% do total).

Se repete aqui o que o jornal O Estado de São Paulo denunciara com relação ao SAMU. A prefeitura não investe e não aplica seu dinheiro, nem o dinheiro do governo federal, nem estadual (bem que deste último, não se sabe bem onde está o dinheiro) nas farmácias, nem no SAMU.

O dinheiro está no banco

Para se ter uma idéia, ao cabo do primeiro semestre de 2008 o equivalente a 18% de todo o orçamento da prefeitura estava aplicado no banco.

Kassab tinha fechado 2007 e iniciado 2008 com mais de R$4 bilhões em aplicações financeiras. Em junho 2008, Kassab tinha em caixa R$5,6 bilhões, dos quais R$4,2 bilhões em aplicações financeiras.

Será que as necessidades em SAMU, ambulâncias, pronto-socorro, farmácias populares, Dose-certa etc. estão bem resolvidas ao ponto de não precisar recursos, nem o resto da cidade investimentos?

Será?

Como se vê, tentando desvendar o mistério da reclamação dos demo-tucanos por supostamente não receberem recursos federais para as Farmácias Populares, acabei achando outros mistérios que deveriam se elucidados pelo próprio Prefeito.

Basta algum jornalista perguntar.

E perguntar não ofende, né?

Deixo aqui uma pergunta, para o próximo capítulo sobre o modo demo-tucano de governar.

O orçamento previsto para Operação e Manutenção do Programa Saúde da Família prevê um gasto de R$559.294.267,00 para 2008 e no primeiro semestre foi liquidado R$135.268.148,77, exatos 24,19%.

Onde está esse dinheiro, que até agora não foi usado no Saúde da Família?

Luis Favre

10/08/2008 - 13:31h Saúde da Família reduz internação

Pesquisa aponta queda maior de atendimentos hospitalares em cidades cobertas pelo programa

A imagem “http://www.andrehq.com.br/upload/imagem_portifolio/204/1115.jpg” contém erros e não pode ser exibida.

Lígia Formenti – O Estado de São Paulo

Dados preliminares de uma pesquisa feita pela Universidade Federal da Bahia em parceria com a Universidade Federal de Minas indicam uma estreita relação entre o Programa de Saúde da Família (PSF) e a redução de internações de doenças como pneumonia, asma e diarréia.

Foram comparados dados hospitalares de todos os Estados, entre 1999 e 2006, com o atendimento do PSF. “O estudo indica um padrão: quanto mais bem estruturado for o programa, maior a redução das internações por essas doenças”, contou a diretora do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde, Claunara Mendonça.

No período analisado, a taxa anual de internação por insuficiência cardíaca de pessoas com mais de 40 anos, por exemplo, sofreu uma redução de 5,42% em municípios com 70% de cobertura do PSF. Em cidades onde a cobertura é menor que 20%, a redução também foi registrada, mas num porcentual menor: 1,95%.

Na região Centro-Oeste, onde a cobertura do PSF passou de 2% em 2001 para 45% em 2006, a proporção de internações por asma também caiu. Em 1998, de cada 100 mil habitantes, 140 eram internados anualmente por crises provocadas pela doença. Em 2006, a taxa foi de 60 a cada 100 mil.

A pesquisa, que deverá ser concluída nos próximos meses, é citada por Claunara como exemplo do impacto positivo do PSF, que completa 15 anos e conta atualmente com 28.452 equipes.

“Cerca de 85% dos problemas mais comuns de saúde podem ser resolvidos com atenção básica”, garante. Claunara admite, porém, que há ainda pontos a serem melhorados. “Uma das maiores preocupações é com a qualidade dos profissionais de nível superior que integram as equipes”, afirma. “Boa parte dos médicos foram formados para curar doenças, não preveni-las, que é o objetivo principal do programa.”

VALORIZAÇÃO

Para tentar reduzir essa carência, os Ministérios da Saúde e da Educação preparam um edital para bolsas de graduação, previsto no Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde. Pela proposta, alunos passariam um período no PSF, sob orientação de seus professores. Os médicos do PSF seriam considerados instrutores e também seriam remunerados pela orientação.

Além da mudança na formação, avalia Claunara, é preciso valorizar mais profissionais que trabalham com saúde coletiva e preventiva. “Enquanto essa área não for valorizada, dificilmente um aluno escolherá fazer especialização em saúde coletiva, preventiva.”

O ministério estuda, também, mecanismos para incentivar os municípios a formar suas equipes do PSF com “padrão-ouro”, como são chamados os grupos integrados por profissionais especialistas em saúde coletiva.

01/08/2008 - 11:24h O blog e o debate

Fernando Donasci / Folhaimagem

Os diversos temas que foram abordados no debate ontem, na Band, tiveram tratamento aqui no blog.

Os leitores do blog podem assim confrontar os temas e argumentos dos candidatos com os dados fornecidos em vários post que relacionarei por tema aqui.

Coleta seletiva: Cidade limpa ; Um bom debate para no jogar o lixo embaixo do tapete; Os graves problemas do lixo no Brasil

Ponte Estaiada: Ponte da Marta: recordar é viver

Iluminação:Mais luz no apagão demo-tucano;   Seminário PT: Contribuição de Marta Suplicy ao debate sobre segurança ;   TV Globo põe luz sobre o apagão demo-tucano em São Paulo

Educação: Após 13 anos de governo tucano: De 0 a 10, ensino médio de SP tira 1,4; Cadê o gerentão? ; Educação SP: Serra denuncia herança maldita de Alckmin ;
Lucro do petróleo pode espalhar Ceus e Cieps por todo o país
; Com os demo-tucanos na prefeitura o CEU fica lá acima, mesmo! ; As variações da mentira

Transporte: Contribuição de Marta Suplicy para o seminário do PT sobre transporte e mobilidade urbana (integral) ; Tragédia do metrô deixou 7 mortos: Secretário de Serra disse que Metrô de Alckmin optou por fiscalizar menos ; Até que em fim. Grupo Folha põe Alstom e PSDB no seu lugar ;Cara de paisagem ; Governo prevê R$ 38,5 bilhões em investimento no transporte para Copa ; 14 anos de governo tucano com falta de planejamento e pouco investimento: Metrô de SP é mais lotado que o de Tóquio ; Quem o pariu, que o embale

Saúde: Contribuição de Marta Suplicy sobre saúde no seminário do PT ; Datafolha: 53% consideram os demo-tucanos “ruim e péssimo” na Saúde. Saiba porque? ; Desnutrição infantil cai 46% no pais e 74% no Nordeste ; JORNAL DA TARDE: Crise na saúde municipal de São Paulo

Finanças: Já que falam em impostos… ; Supremo Tribunal Federal desmente ataque de Kassab ; Estou anonadado ! ; Cai mais uma mentira contra Marta

15/07/2008 - 22:47h Contribuição de Marta Suplicy sobre saúde no seminário do PT

O Seminário do PT contou com a participação (de esq. a direita) de Gonzalo Vecina e Cláudio Lottemberg, Secretários Municipais de Saúde de Marta Suplicy e José Serra, respectivamente, com Marta Suplicy. Na foto junto com o vereador José Américo e o coordenador do programa de Marta, Jorge Wilhem

seminario_saude.jpg

Minhas amigas, meus amigos…

Quero agradecer a presença de Cláudio Lottemberg, presidente do Hospital Albert Einstein, e de Gonzalo Vecina, que foi meu secretário da Saúde e hoje é superintendente do Hospital Sírio-Libanês.
Quero agradecer, também, a presença de todos vocês – deputados, vereadores, profissionais da saúde, lideranças comunitárias, militantes do PT.
Vamos dar início, hoje, ao debate de mais um tema do seminário “São Paulo: Novos Caminhos”. Vamos falar de saúde.

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09/05/2008 - 18:33h Kassab investe pesado… em publicidade!

http://www.fotosdahora.com.br/clipart/cliparts_imagens/06Economia/saco_de_dinheiro_com_asas.gifFoi publicado no Diário Oficial desta sexta-feira (9) decreto (nº 49.485) destinando R$6.618.500,00 à Secretaria Executiva de Comunicação, órgão subordinado à Secretaria de Governo. O orçamento municipal de 2008 reservou R$34.866.537,00 para a comunicação e com a suplementação prevista no decreto, a área de comunicação terá um crescimento de 19%.

No mesmo decreto, o Expresso Tiradentes perdeu R$10.620.000,00 da verba programada para investimento neste ano, de R$228.955.00,00. Ressalte-se que até abril passado esta importante obra viária, que conta com apoio decisivo do governo federal, o que possibilitou em 2007 a inauguração do trecho Parque D. Pedro II-Sacomã, apresentou uma baixa execução orçamentária em 2008. Dos R$228 milhões, apenas R$83 milhões haviam sido empenhados (comprometido para ser gasto).

O valor total das suplementações feitas através do decreto é de R$106.118.500,00. São retirados recursos da obra do sistema viário Jacu-Pêssego, do Programa Ação Centro-BID, entre outras rubricas.

A denúncia foi feita pelo vereador Arselino Tatto (PT), lider da bancada na Camâra Municipal.

Na saúde a Prefeitura de São Paulo gastou com propaganda das AMAs o mesmo montante que foi investido em todas as obras das unidades de saúde no período, ou seja, R$1,2 milhão. Os dados são da Secretaria da Saúde do município e se referem ao primeiro trimeste deste ano.

Uma das áreas mais sacrificadas é o Programa de Saúde da Família (PSF), do qual 144 equipes estão sem médico de saúde da família, conforme apurou o mandato do vereador Carlos Neder.

Não deu no New York Times e não terá uma linha em nenhum jornal de São Paulo. O silêncio faz parte da propaganda.

07/05/2008 - 22:43h Prefeito de Paris entra na disputa pela liderança do PS contra Ségolène Royal

Bertrand Delanoë s’engage à son tour dans la course à la succession de François Hollande

Le maire de Paris Bertrand Delanoë à l'université d'été de La Rochelle, le 1er septembre.
AFP/PIERRE ANDRIEU

Le PS a besoin d’un “véritable leader” qui “ne soit pas un simple point d’équilibre interne”, qui “ait l’expérience et le sens du travail collectif” et qui “aime le Parti socialiste”, écrivent les signataires du texte.

Christine Garin et Jean-Michel Normand – Le Monde

Un mois tout juste après le lancement de la “consultation participative” de Ségolène Royal, Bertrand Delanoë s’engage à son tour dans la course pour le congrès socialiste de novembre. Les amis du maire de Paris ont publié, mardi 6 mai, un texte destiné à servir de base à une contribution puis à une motion soumise au vote des adhérents.

Ce texte de onze feuillets “pour un grand congrès socialiste” est de facture très classique. Un quasi contre-pied à la méthode de Mme Royal. L’ancienne candidate à l’élection présidentielle est taclée dès la troisième page. Après un long survol de ” l’Etat de la France” – sans “modèle”, sans “repères” et “en quête d’un nouvel espoir” -, une autre démarche est proposée. ” Le rôle d’un parti, insiste-t-il, est (de) débattre avec le pays bien avant les élections. Car la démocratie participative, pour être authentique et réellement féconde, doit se nourrir d’une mise en débat des projets et non de simples questions.”

Sur la nécessité de renouer avec une “ambition” pour la formation, sur l’environnement – “un enjeu vital” -, sur le travail comme sur les retraites, sur l’Europe ou encore la nécessité d’une “grande réforme de la fiscalité locale”, le document défend des orientations qui font largement consensus au sein du PS, hormis dans son aile la plus à gauche.

Le chapitre consacré à “la reconstruction du PS” conduit implicitement à l’hypothèse d’une candidature de Bertrand Delanoë – jamais nommé – au poste de premier secrétaire. Là encore, Mme Royal, dont le nom n’apparaît pas non plus, en prend pour son grade.

Les signataires veulent retrouver “le goût et la pratique du travail collectif” alors que, estiment-ils, “ce sont malheureusement les initiatives d’extériorisation et de contournement des lieux de débats et de décision collective qui se sont développés, particulièrement pendant et après l’élection présidentielle”. S’agissant des alliances, le congrès devra – “cette fois” – trancher sur le fond. Foin des cafouillages improvisés de l’entre-deux tours de la présidentielle : les lignes doivent bouger “mais pour susciter un élan identifié, à gauche”.

Reste la question “du leadership” et donc de la succession de François Hollande à la tête du PS. L’hypothèse d’un “premier secrétaire de transition et d’attente”, évoquée par les tenants du “ni Bertrand ni Ségolène”, est écartée : c’est non. Ce serait “la stagnation assurée et le gel de la rénovation”. Le PS a besoin d’un “véritable leader” qui “ne soit pas un simple point d’équilibre interne”, qui “ait l’expérience et le sens du travail collectif” et qui “aime le Parti socialiste”. Qui mieux que M. Delanoë, au PS depuis trente-six ans, qui en a gravi et occupé tous les échelons, correspond à ce portrait ?

Outre la volonté de faire valoir les “différences politiques non négligeables” qui séparent sa démarche de celle engagée par Mme Royal, M. Delanoë entend démontrer qu’il peut rassembler au-delà de son fief parisien et des “jospinistes” historiques, sa famille d’origine. La liste des 93 signataires compte 17 élus de la capitale mais aussi quelques premiers secrétaires fédéraux de province. On note la présence du strauss-kahnien Michel Destot, maire de Grenoble, mais aussi du maire de Strasbourg, Roland Ries, qui avait soutenu Mme Royal. La moisson n’est pas négligeable mais elle n’élargit pas fondamentalement la sphère d’influence de M. Delanoë au sein du parti. Alors que les rapports de force internes sont difficilement lisibles, la plupart des responsables de fédération issus de la majorité constituée autour de M. Hollande au congrès du Mans hésitent visiblement à s’engager dès maintenant.

D’ici au congrès, les partisans du maire de Paris vont tenter de convaincre d’autres signataires, en faisant notamment pression sur le courant strauss-kahnien – composé de nombreux anciens jospiniens et rocardiens – engagé dans une tentative de rapprochement avec les fabiusiens. M. Delanoë compte rester sur le pont. Il publiera le 22 mai un livre d’entretiens, avant de rassembler ses partisans, le 24 mai à Paris.

31/03/2008 - 13:30h França: Delanoë, melhor líder para a esquerda?

Par La rédaction du Post

Le maire de Paris devance Ségolène Royal dans les sondages.

Selon un sondage LH2 réalisé pour Libération,  Bertrand Delanoë tire profit de sa réélection à la mairie de Paris, en terme de popularité.

Ségolène Royal et Bertrand Delanoë.
Ségolène Royal et Bertrand Delanoë.

Dans ce baromètre, le maire de Paris devance Ségolène Royal sur deux questions clés. Pour les sondés, il serait le meilleur leader de la gauche (avec 15 %) et le meilleur candidat au poste de premier secrétaire du parti (avec 21 %). Sur ces deux points, la présidente de la région Poitou-Charentes recueille respectivement 14 % et 19 % des sondages.

Qu’est-ce que cela veut dire ?
Concrètement, cela signifie que Bertrand Delanoë monte en puissance dans la course au leadership socialiste. Désormais incontournable, il se trouve au coude à coude avec Ségolène Royal, qui jusqu’à maintenant, disposait d’une certaine avance sur lui dans les sondages.

Conclusion :
Le prochain congrès du PS, qui se tiendra du 7 au 9 novembre, est déjà dans toutes les têtes. Même si la plupart des socialistes appellent à l’unité et à la réforme du parti, en évitant de s’engager dans une guerre fratricide entre Ségolène Royal et Bertrand Delanoë, la bataille entre ces deux poids-lourds est belle et bien lancée.

29/03/2008 - 05:20h ‘Bandeira’ de Kassab, AMAs se multiplicam reduzindo espaço de postos já existentes

Sara Duarte – UOL em São Paulo

Médicos sem sala para atender, filas de até uma hora e meia para uma consulta, pedreiros quebrando paredes enquanto a população aguarda na fila para receber remédios. O dia-a-dia em alguns postos de atendimento médico mantidos pela Prefeitura de São Paulo revela contradições do sistema de saúde da principal metrópole do país.

Esse cenário foi encontrado pela reportagem do UOL em visita a três unidades da rede de Assistência Médica Ambulatorial. Promessa de campanha do ex-prefeito José Serra (PSDB), atual governador do Estado, esses ambulatórios de pronto-atendimento converteram-se na principal bandeira do prefeito Gilberto Kassab (DEM), a ponto de ele inaugurar até três novas unidades por semana.

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09/03/2008 - 23:17h França: não foi um tsunami, mas a onda rosa é bem forte

Le résultat des municipales en un coup d’œil

Pierre Haski (Rue89)

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défaite de la droite et de Sarkozy au premier tour de municipales

Vous vous réveillez lundi matin sans avoir écouté les infos, et vous voulez avoir une vision rapide et synthétique du premier tour des élections municipales? Rue89 a pensé à vous.

Un premier tour marqué par une vague rose bien réelle, sensible dans la plupart des grandes villes à commencer par Paris et Lyon, un désaveu du gouvernement qui s’accompagne toutefois d’une bonne résistance individuelle de certaines personnalités de droite, comme Alain Juppé à Bordeaux (la seule grande ville qui reste solidement ancrée à droite ce dimanche soir), et de certains membres du gouvernement, comme Laurent Wauquiez et Luc Chatel qui font de belles prises à la gauche.

S’y ajoute un MoDem placé de manière ambiguë en position d’arbitre dans plusieurs villes, et qui devra se prononcer plus clairement dans les prochains jours, et enfin une extrême gauche vigoureuse dans plusieurs villes. Etat des lieux.

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09/03/2008 - 18:01h Sarkozy é reprovado no primeiro teste

sarko_agricola.jpgReali junior, correspondente do jornal O Estado de São Paulo e fino conhecedor da política francesa resumiu a situação as vésperas do primeiro turno das eleições municipais na França: Sarkozy, entre o desastre e a derrota.

O que indica a boca-de-urna deste domingo é uma derrota da direita, porem aparentemente não um desastre. O próximo domingo acontece o segundo turno nas cidades que não elegeram uma chapa majoritária já no primeiro, ele poderá mostrar a amplidão desta derrota e se acabará sendo um desastre ou uma derrota municipal. O Partido Socialista sai vencedor deste primeiro round, com 47% contra 40% a UMP, o partido de Sarkozy e várias cidades passaram das mãos da direita para a esquerda. É o caso de Tourcoing, antes governada pela direita. Em outras cidades os socialistas podem ganhar no segundo turno. As contas definitivas ficam para a próxima semana, mas a derrota da direita é o fato maior deste primeiro teste eleitoral de Sarkozy. LF

09/03/2008 - 16:44h Onda rosa na França e na Espanha?

O PSOE sob a direção de Zapatero estaria bem mais a frente que a direita do PP, segundo pesquisa após o voto. Isto daria uma maior representação parlamentar a esquerda, perto de conquistar uma maioria absoluta no parlamento.

Na França, pesquisa de boca-de-urna anuncia o Partido Socialista com 47% e a direita da UMP, o partido de Sarkozy, com 40%. (instituto CSA).

A cidade de Rouen passa a mãos da esquerda. Em várias outras cidades importantes o segundo turno se apresenta favoravelmente aos socialistas, é o caso de Caen e de Lille com Martin Aubry. Paris e Lyon continuaram governadas pela esquerda.

“Un vote sanction à amplifier”

Par La rédaction du Post , le 09/03/2008
C’est ce que dit Ségolène Royal sur TF1. L’UMP réplique.

Nicolas sarkozy (archives)

Nicolas sarkozy (archives)
Reuters/JACKY NAEGELEN

Ségolène Royal, du PS: C’est un “vote sanction” pour le pouvoir qui doit “s’amplifier au deuxième tour”, a-t-elle dit sur France 2.

“J’ai vu monter très fortement la désillusion et même la colère.”

“Il faut que ce vote sanction s’amplifie dimanche prochain sinon rien ne changera”, a-t-elle poursuivi.

Elle demande aussi au Premier ministre Fillon de “renoncer” au paquet fiscal.

Rama Yade, de l’UMP: “Le vote sanction n’a pas eu lieu”, rappelant qu’il y avait 80 % de participation en 1983, donc beaucoup plus.

Le premier secrétaire du PS pavane
Il salue la “volonté de participation” des électeurs, et la “volonté d’espoir dans une gauche capable d’être utile”.

Mais surtout, parle de “la volonté d’avertir le président Nicolas Sarkozy, sur la politique qui est menée depuis 9 mois, notamment sur le pouvoir d’achat.”

“Tout reste ouvert, rien n’est gagné, dit encore celui qui est réélu à Tulle et va présider le conseil général de Corrèze.

Les électeur ont voulu “faire bouger Sarkozy”, dit-il. “Au second tour, il va falloir faire bouger le président. Ce serait très grave qu’il ne se passe rien.”

Roselyne Bachelot, ministre de la Santé réplique
Elle appelle sur France 3, la gauche à “se garder de tout triomphalisme”, ne voyant “absolument pas” de sanction à l’égard du président de la République.

Rachida Dati: “pas de chèque en blanc au PS”
La garde des Sceaux Rachida Dati a appelé les électeurs à ne “pas donner de chèque en blanc au Parti socialiste” dimanche sur TF1.

La N°2 du MoDem, Marielle de Sarnez:
Elle y voit le signe d’un “désenchantement pour le gouvernement”, tout en estimant que la “sanction” du gouvernement exprimée par les électeurs n’est pas non plus “une adhésion” à la gauche.

09/03/2008 - 08:27h Sarkozy, entre o desastre e a derrota

Eleição municipal reflete situação delicada da direita francesa, cuja maior esperança é a popularidade de Fillon

Reali Júnior – O Estado de São Paulo

François Fillon, Primeiro-Ministro é a esperança perante o desabamento da popularidade de Sarkozy

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Dez meses após a nítida vitória de Nicolas Sarkozy, a direita francesa encontra-se numa situação delicada. No dia das eleições municipais, ela é levada a optar entre a derrota ou o desastre, segundo revelam de forma quase unânime os institutos de pesquisas de opinião.

Trata-se de uma derrota prevista, porém de conseqüências ainda desconhecidas, por ser uma eleição municipal com aspectos nacionais. A relação de forças atual favorece os socialistas, com 44% das intenções de votos, enquanto os conservadores têm 41%.

O próprio Sarkozy, para reduzir os efeitos de uma derrota, decidiu antecipar algumas das decisões previamente anunciadas, como desmentir que prepara um rigoroso plano econômico. Ele afirma também que acelerará seu programa de reformas para o país e promete levá-lo até o fim, seja qual for o resultado da votação municipal.

Esse é o primeiro teste eleitoral de Sarkozy, cuja popularidade está fortemente abalada não apenas por ele não ter cumprido suas principais promessas eleitorais, mas também por seu comportamento político e privado – com um casamento com a cantora Carla Bruni apenas três meses após divorciar-se de Cécilia. Esses episódios prejudicaram a imagem de Sarkozy e contribuíram para a inversão de posição em relação a seu premiê, François Fillon, que tem 55% de popularidade, enquanto o presidente não ultrapassa os 38%.

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07/03/2008 - 17:40h França pesquisas: a esquerda favorita nas eleições municipais de domingo

Municipales: la gauche peut être confiante

Le bras de fer PS/UMPLa gauche part largement favorite avant le premier tour des élections municipales en France dimanche et elle est en position de prendre à la droite plusieurs grandes villes, dont Marseille, confirment plusieurs sondages publiés vendredi.

Alors, ils disent quoi les sondages ?
Quelques 32% des Français disent souhaiter l’élection d’un candidat de gauche, contre 27% qui optent pour un candidat de droite et 21% un autre candidat, selon une enquête Opinionway pour Le Figaro.

Les listes soutenues par la gauche obtiendraient 44% des voix au premier tour contre 41% à la droite, 7% au Modem, 2% à l’extrême-gauche, 2% au FN et 4% aux autres listes, selon une enquête CSA-Dexia pour Europe 1 et Le Parisien.

Elections à Paris, Lyon et Marseille.

Elections à Paris, Lyon et Marseille.

Et à Paris, cela donne quoi ?

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07/03/2008 - 17:18h Los ministros franceses ven en peligro sus feudos municipales

 

Nicolas Sarkozy, con estudiantes

Sarkozy visita hospital – escola. Ninguém quer aparecer na campanha municipal com ele

Los socialistas pretenden recuperar 30 grandes ciudades perdidas en 2001

Críticas crecientes a la acumulación de cargos políticos

J. M. MARTÍ FONT – París – EL PAÍS de Espanha

Los 21 ministros del Gobierno francés son candidatos en las elecciones municipales de los próximos 9 y 16 de marzo; 11 de ellos como cabezas de lista. La tradición política francesa de la acumulación de cargos consiste, literalmente, en añadir a la condición de diputado o senador la de alcalde, presidente de región o de comuna municipal y, eventualmente, la de ministro. Los expertos constitucionalistas la señalan como uno de los vicios que más empobrece la labor parlamentaria. Pero los políticos, por más que cuando están en campaña se muestran dispuestos a revisar esta práctica, a la hora de la verdad se cierran en banda a renunciar a uno sólo de sus cargos.

En determinadas ocasiones, esta práctica tiene riesgos. El desplome de la popularidad del presidente Nicolas Sarkozy ha dotado a estos comicios de una dimensión nacional, lo que pone realmente en peligro las ambiciones locales de los miembros de su Gobierno y de su partido, la Unión por un Movimiento Popular (UMP) y sus aliados.

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