26/02/2009 - 11:34h Crise afunda economia espanhola

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Após anos de crescimento alto, puxado por abundância de crédito, desemprego explode no país

Adoção do euro limita ação do governo; empresários querem reforma trabalhista e economistas preveem retomada lenta e dolorosa

VICTOR MALLET DO “FINANCIAL TIMES” – FOLHA SP

Quando um dos maiores clubes de futebol de um país tão fanático pelo esporte quanto é a Espanha deixa de pagar seus jogadores, é um aviso de que algo pode estar drasticamente errado em uma das economias mais bem sucedidas na Europa.
David Villa é um dos jogadores do Valencia cujo último salário está atrasado por tempo indeterminado pelo clube, fortemente endividado. Villa é apenas mais um entre o número crescente de vítimas, ricas e pobres, de um mergulho na recessão que se encaminha para ser uma das piores da Europa.
As tensões estão começando a se manifestar na sociedade espanhola, normalmente tranquila e tolerante. Vendedores de rua e africanos residentes no país fizeram duas manifestações neste mês em Lavapiés, em Madri, protestando contra o alegado racismo e as investidas policiais; subsequentemente, veio à tona que a polícia da capital recebeu cotas semanais de imigrantes ilegais que deve prender. Em Andaluzia, no sul, milhares de imigrantes sem comida ou abrigo invadiram cidades procurando em vão trabalhos na colheita de azeitonas já tomados por espanhóis.
Guindastes estão parados em obras na costa espanhola e nas periferias. Muitas lojas pequenas no centro de Madri fecharam. Um dono de construtora arruinado é acusado de cinco assaltos a bancos.
“Não vamos ter uma recessão. Vamos ter uma depressão, como nos anos 1930″, diz o economista Lorenzo Bernaldo de Quirós, presidente da Freemarket International Consulting. Quirós é um dos analistas mais pessimistas, mas se justifica apontando previsões quase consensuais: o desemprego atingindo 19% até o final do ano (contra mais de 14%, ou 3,3 milhões de pessoas, hoje); um déficit orçamentário de ao menos 6,5% do PIB; contração econômica de 3% ou mais em 2009, e, possivelmente, uma deflação. “Somado à crise financeira, este é o quadro perfeito para definir uma depressão”, conclui.
Essa depressão pode atingir a economia espanhola -uma das dez maiores do planeta e a quarta da zona do euro- com tanta gravidade que pode fazê-la perder muitos dos ganhos conquistados na década passada desde a adoção do euro.
Até a chegada da crise global, a Espanha tinha desempenho elogiável. Seu retorno à democracia e à prosperidade após uma guerra civil e a ditadura Franco é, afinal, uma das grandes histórias de sucesso da Europa do pós-guerra. Nos dez anos terminados em 2006, o crescimento real chegou à média anual de 3,7%, contra 2,1% na zona do euro. O PIB per capital subiu para mais de 90% da média dos 15 principais países ocidentais da União Europeia.
Essa expansão ajudou a gerar mais de 5 milhões de empregos e a atrair mais imigrantes, como proporção relativa à população, que qualquer outro país da Europa. A construção civil, financiada pelo crédito fácil, foi o motor principal da economia durante uma década -e aí está a origem das dificuldades. Como nos EUA e no Reino Unido, a bolha imobiliária se rompeu, com grande força.
Estimados 1 milhão de casas e apartamentos recém-construídos estão desocupados. A construção residencial -que respondeu diretamente por 7,5% do PIB em 2006- está quase parando. O lobby que representa 14 grandes construtoras anunciou que não iniciou a construção de uma única casa nova em dezembro e só 135 em todo o quarto trimestre de 2008. “Durante 15 anos, o padrão de crescimento da economia espanhola foi baseada em mercados financeiros com alto grau de liquidez – e liquidez barata”, diz Rafael Doménech, economista-chefe para a Europa do banco espanhol BBVA. “Foi ótimo para a economia espanhola que as famílias e as empresas usassem essa liquidez para aumentar sua dívida.”
E foi o que elas fizeram. A dívida do setor privado dobrou em uma década, chegando a 120% do PIB. Com boa parte do crédito vindo de aposentados alemães e outros poupadores, através de títulos de crédito espanhóis avalizados por hipotecas, o déficit de conta corrente chegou a mais de 10% do PIB. Com o novo ambiente dos mercados financeiros, diz Doménech, “não podemos esperar usar o mesmo modelo de crescimento dos últimos dez anos”.
Teoricamente, a Espanha poderia substituir a atividade da construção com o aumento da produção em outros setores. O país é uma das economias mais abertas do mundo, e suas empresas nos setores de moda, energia renovável, infraestrutura e bancos têm sido investidores externos e exportadores ativos. Mas outras economias não estão em condições de assumir o lugar da construção. A indústria automotiva espanhola, responsável por um quinto das exportações do país e 6% de seu PIB, está lutando para fazer frente à queda na demanda doméstica e externa. O turismo, que movimenta 50 bilhões, caiu 3% no ano passado -a primeira queda anual desde 97.
O premiê socialista José Luis Rodríguez Zapatero seguiu o mesmo caminho que outros líderes na crise, anunciando uma enxurrada de planos de gastos governamentais, numa tentativa de combater o aumento do desemprego e evitar uma depressão prolongada. Miguel Sebastián, seu ministro da Indústria, vem flertando com o protecionismo -embora negue a acusação-, lançando uma campanha de “compre produtos espanhóis”.
Mas não há certeza alguma de que as medidas de gastos -algumas anunciadas apesar das objeções do ministro das Finanças e ex-responsável pela restrição fiscal, Pedro Solbes- terão os efeitos desejados. O que é certo é que a margem fiscal de manobra do governo, com o déficit orçamentário projetado já sendo mais que o dobro do teto de 3% do PIB permitido pela UE, é fortemente limitada. Embora a dívida pública acumulada ainda seja relativamente modesta, a deterioração das finanças públicas levou a agência de classificação Standard & Poor’s, no mês passado, a tirar da Espanha sua classificação AAA.
Em crises anteriores, a Espanha simplesmente desvalorizou a peseta para aumentar a competitividade das exportações e atrair investimentos -o caminho seguido agora pelo Reino Unido-, mas uma desvalorização unilateral deixou de ser uma opção possível para um membro da zona do euro.
Quase todos os executivos, economistas ortodoxos e políticos da oposição de direita concluem que a única maneira de a Espanha emergir da crise mais forte -ou sobreviver a ela dentro dos limites da zona do euro- é aumentar sua produtividade e competitividade, adotando reformas estruturais. O que querem dizer é que empregados possam ser contratados e demitidos mais facilmente, a um custo menor, e que os salários sejam definidos por empresas, não por setores.
Na semana passada, o presidente do Banco Central, Miguel Angel Fernández Ordóñez, irritou o governo ao descrever a reforma trabalhista como a medida “mais importante” contra o desemprego.
Enquanto isso, o fim da alta performance econômica deixa a dúvida: será que o país poderá retomá-la ao final da crise global? Para os economistas, a construção foi uma parte tão importante que a recuperação inevitavelmente será lenta. “A economia espanhola levará cerca de sete anos para crescer a 3% ao ano novamente”, diz Bernardo Quirós. “Os espanhóis perderão metade de sua riqueza. É horrível.”

Tradução de CLARA ALLAIN

09/03/2008 - 23:04h Socialistas anunciam vitória na Espanha

Zapatero comemora vitória/REUTERSPartido de Zapatero (foto) consegue mais cadeiras no parlamento e governo espanhol é reeleito. Maioria absoluta, no entanto, não é atingida

09/03/2008 - 16:51h Espanha: PSOE derrota a direita, dizem todas as pesquisas após o voto

176 deputados confere a maioria absoluta no parlamento espanhol. Segundo diferentes pesquisas feitas após a votação o PSOE teria obtido entre 163 e 178 deputados. A direita do PP estaria entre 145 e 152.

A vitória do PSOE é nítida e pode atingir a maioria absoluta.

09/03/2008 - 16:44h Onda rosa na França e na Espanha?

O PSOE sob a direção de Zapatero estaria bem mais a frente que a direita do PP, segundo pesquisa após o voto. Isto daria uma maior representação parlamentar a esquerda, perto de conquistar uma maioria absoluta no parlamento.

Na França, pesquisa de boca-de-urna anuncia o Partido Socialista com 47% e a direita da UMP, o partido de Sarkozy, com 40%. (instituto CSA).

A cidade de Rouen passa a mãos da esquerda. Em várias outras cidades importantes o segundo turno se apresenta favoravelmente aos socialistas, é o caso de Caen e de Lille com Martin Aubry. Paris e Lyon continuaram governadas pela esquerda.

“Un vote sanction à amplifier”

Par La rédaction du Post , le 09/03/2008
C’est ce que dit Ségolène Royal sur TF1. L’UMP réplique.

Nicolas sarkozy (archives)

Nicolas sarkozy (archives)
Reuters/JACKY NAEGELEN

Ségolène Royal, du PS: C’est un “vote sanction” pour le pouvoir qui doit “s’amplifier au deuxième tour”, a-t-elle dit sur France 2.

“J’ai vu monter très fortement la désillusion et même la colère.”

“Il faut que ce vote sanction s’amplifie dimanche prochain sinon rien ne changera”, a-t-elle poursuivi.

Elle demande aussi au Premier ministre Fillon de “renoncer” au paquet fiscal.

Rama Yade, de l’UMP: “Le vote sanction n’a pas eu lieu”, rappelant qu’il y avait 80 % de participation en 1983, donc beaucoup plus.

Le premier secrétaire du PS pavane
Il salue la “volonté de participation” des électeurs, et la “volonté d’espoir dans une gauche capable d’être utile”.

Mais surtout, parle de “la volonté d’avertir le président Nicolas Sarkozy, sur la politique qui est menée depuis 9 mois, notamment sur le pouvoir d’achat.”

“Tout reste ouvert, rien n’est gagné, dit encore celui qui est réélu à Tulle et va présider le conseil général de Corrèze.

Les électeur ont voulu “faire bouger Sarkozy”, dit-il. “Au second tour, il va falloir faire bouger le président. Ce serait très grave qu’il ne se passe rien.”

Roselyne Bachelot, ministre de la Santé réplique
Elle appelle sur France 3, la gauche à “se garder de tout triomphalisme”, ne voyant “absolument pas” de sanction à l’égard du président de la République.

Rachida Dati: “pas de chèque en blanc au PS”
La garde des Sceaux Rachida Dati a appelé les électeurs à ne “pas donner de chèque en blanc au Parti socialiste” dimanche sur TF1.

La N°2 du MoDem, Marielle de Sarnez:
Elle y voit le signe d’un “désenchantement pour le gouvernement”, tout en estimant que la “sanction” du gouvernement exprimée par les électeurs n’est pas non plus “une adhésion” à la gauche.

09/03/2008 - 08:40h Direita e esquerda duelam na Espanha

Em outra eleição antecedida por um ataque terrorista, o socialista Zapatero enfrenta o direitista radical Rajoy

Lourival Sant’Anna – O Estado de São Paulo

A Espanha disputa hoje um clássico. Em vez de Real Madrid e Barcelona, esquerda e direita enfrentam-se num duelo cuja ferocidade se aproxima mais de uma tourada. Há uma semana, as últimas pesquisas davam cinco pontos de vantagem ao primeiro-ministro socialista, José Luis Rodríguez Zapatero, sobre o líder da oposição de direita, Mariano Rajoy, do Partido Popular. Pelo precedente, é preciso encará-las com um grão de sal. Assim como há quatro anos, um atentado terrorista mais uma vez se interpôs entre as sondagens e a votação.

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07/03/2008 - 17:30h Foi suspensa a campanha eleitoral na Espanha em repúdio a assassinato

ETA assassina um ex-conselheiro municipal socialista na Espanha e os partidos decidem suspender a campanha eleitoral.
Todos os partidos assinaram um comunicado conjunto de repúdio ao atentado.
A intervenção do grupo armado ETA é uma clara tentativa de brecar o favoritismo do atual Primeiro Ministro, o socialista Zapatero.
A direita espanhola tentará tirar proveito do fato, reforçando sua acusação contra o governo de moleza com o terrorismo Basco.

06/03/2008 - 09:01h Buenos Aires é tomada pela eleição espanhola

AP
Cartazes de propaganda eleitoral do primeiro-ministro espanhol, o socialista José Luis Zapatero, num prédio em Buenos Aires, capital da Argentina

Janes Rocha – VALOR

Fotos gigantes do premiê espanhol, José Luis Rodriguez Zapatero, estão por toda a cidade, nesta reta final da campanha eleitoral. Mas não é na Espanha, e sim em Buenos Aires. Outdoors, faixas e cartazes com as cores da bandeira espanhola, amarelo e vermelho, e a mensagem “A visão positiva”, estão nas ruas, edifícios e até em ônibus. A caça ao eleitor portenho revela a importância da comunidade espanhola residente na Argentina para as eleições gerais de domingo na Espanha.

As imagens de Zapatero incluem sempre um quadro vermelho com o logotipo do governista Partido Socialista Obrero Espanhol (PSOE). O premiê tenta a reeleição contra o candidato do Partido Popular (PP), Mariano Rajoy. Segundo pesquisas divulgadas pelos principais jornais do país no último fim de semana, Zapatero estaria até quatro pontos à frente de Rajoy, com 42,9% das intenções de voto contra 38,8%.

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06/03/2008 - 08:52h Disputa eleitoral na Espanha atrai intelectuais estrangeiros

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BBC – portal Globo

Um grupo de intelectuais estrangeiros decidiu se envolver nas eleições que serão realizadas no próximo domingo na Espanha.

De acordo com o Partido Socialista, a plataforma de apoio do primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero conta com o apoio de mais de 13 mil assinaturas.

Zapatero ganhou nesta quarta-feira o apoio do escritor português José Saramago, do mexicano Carlos Fuentes, do cineasta italiano Bernardo Bertolucci e do maestro Daniel Barenboim.

O primeiro-ministro já contava com a simpatia do americano Joseph Stiglitz, vencedor do Nobel de Economia, e da australiana Helen Caldicott, vencedora do Nobel da Paz.

Na oposição a Zapatero está o escritor peruano Mario Vargas Llosa, que não pediu diretamente o voto para o candidato do Partido Popular, Mariano Rajoy, mas criticou o primeiro-ministro.

Vargas Llosa disse no último dia 26, em Madri, que “a política de Zapatero teve efeito perverso com ilusões mentirosas” e chamou o líder espanhol de “bobo social”.

O escritor, que já tinha feito campanha para o ex-primeiro-ministro conservador José Maria Aznar, disse desta vez que se sente identificado com a política do Partido Popular, mas não com todo o programa.

Por isso, pediu o apoio para o Partido União, Progresso e Democracia, também de centro-direita.

Vídeo

O grupo de intelectuais estrangeiros que apóia Zapatero aparece em um vídeo do partido do primeiro-ministro.

No vídeo, as personalidades dizem que, apesar de não terem direito a voto na Espanha, consideram Zapatero “um exemplo internacional”, como definiu Bertolucci.

Saramago afirma que “Zapatero é um homem decente e merece toda a confiança”.

Para a ativista Helen Caldicott, a reeleição do primeiro-ministro “é muito importante porque sua liderança na União Européia vai ajudar os países latino-americanos a entrar realmente no século 21″.

O maestro Barenboim chama o líder socialista no vídeo de “amigo José Luis” e diz que “deseja com toda a alma” que ele permaneça no poder “pelo menos mais quatro anos”.

A plataforma de apoio a Zapatero abriu a campanha eleitoral no mês passado com a participação de artistas como o ator Javier Bardem (vencedor do Oscar de melhor ator coadjuvante), o cineasta Pedro Almodóvar e atletas como o campeão olímpico de ginástica Gervasio Deffer.

O vídeo da campanha tem uma música especial. Os artistas espanhóis criaram uma melodia para o poema Defesa da Alegria, do escritor uruguaio Mario Benedetti.

02/03/2008 - 11:12h Ecos do terrorismo nas urnas espanholas

Eleitores votarão divididos entre métodos de esquerda e direita para lidar com problema que marca o país

Priscila Guilayn – Correspondente O Globo

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Esquerda, Zapatero (PSOE)-Direita Rajoi (PP)

MADRI. Foi a primeira vez na história da democracia espanhola que se rompeu a união em torno da luta contra o terrorismo. O conservador Partido Popular (PP), na oposição, se isolou, se recusando a unir forças com o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), no governo, e com todos os grupos políticos presentes no Parlamento — aprofundando ainda mais a divisão entre direita e esquerda na já polarizada Espanha.

No próximo dia 9 se escolherá o presidente do país nos próximos quatro anos, e os espanhóis, no meio do fogo cruzado, se posicionam também ao lado de PP ou PSOE. No entanto, não é a ideologia o que mais conta na hora da escolha, e sim a posição de cada partido em relação ao grupo separatista basco Pátria Basca e Liberdade (ETA).

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27/02/2008 - 22:48h Espanha: Socialistas com Zapatero podem obter majoría absoluta

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O socialista Zapatero (com Lula na foto) é favorito segundo pesquisa

Una encuesta da mayoría absoluta al PSOE

El sondeo, encargado por Telecinco, otorga a los socialistas entre 170 y 177 escaños

ELPAÍS.com – Madrid

Una encuesta realizada por la empresa Demométrica para Informativos Telecinco da hoy un 44,2% de los votos al PSOE, frente a un 38,6% al PP. Esto significa que los socialistas obtendrían ente 170 y 177 escaños, rozando la mayoría absoluta en el Congreso que se obtiene con 176. Zapatero se mantiene como líder mejor valorado, con una puntuación de 5,44.

El sondeo, que se ha realizado a través de 8.000 entrevistas telefónicas y que ofrece un margen de error de 1,2%, ha tenido lugar entre los días 19 y 26 de febrero, en días próximos al primer debate entre los dos principales candidatos, José Luís Rodríguez Zapatero y Mariano Rajoy.

La tercera fuerza política, Izquierda Unida, mantendría según esta encuesta cinco escaños, aunque con la posibilidad de obtener dos escaños más. Por su parte, Convergencia i Unió obtiene en este estudio 10 escaños, mientras que Esquerra Republicana entre tres y cuatro y el Partido Nacionalista Vasco, seis.

31/01/2008 - 15:16h Espanha: igreja e direita, mesmo credo

A igreja espanhola ainda não percebeu que o franquismo esta morto. Saudosa da época em que o Estado era confessional, e não laico, e onde suas propriedades e riquezas, assim como outros pecadilhos bem terrenos, eram protegidos pela santa aliança do sabre e a batina. Espero que os eleitores da Espanha rejeitem nas urnas as pretensões reacionárias do braço “espiritual” da direita espanhola. A mensagem deveria ser clara: Vade retro! LF

Manifestación 12-N a las 16:43  en Neptuno

Manifestação da igreja e da direita contra o governo Zapatero

Calendrierromain

As fotos “ambíguas” do calendário romano e a postura nada ambígua do clero espanhol 

La Conferencia Episcopal emite una nota orientando el voto, en la que ataca la negociación con grupos terroristas, el matrimonio gay o la asignatura de ‘educación a la ciudadanía’.

JUAN G. BEDOYA - Madrid – EL PAÍS
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28/05/2007 - 00:57h Los socialistas ganan poder, el PP votos

Editorial do jornal espanhol El País

El Partido Popular fue ayer la formación más votada en el conjunto de los municipios españoles por una diferencia de unos 160.000 votos, ligeramente superior a la que hace cuatro años permitió al PSOE proclamarse vencedor en los comicios. Ese resultado es efecto, en gran medida, del triunfo en Madrid de Esperanza Aguirre y Alberto Ruiz-Gallardón a costa de un PSOE que cosecha un fracaso sin paliativos en la capital de España. La paradoja de la situación es que, pese a ese retroceso en el cómputo global, los socialistas no sólo tendrán más concejales, sino que están en disposición de ganar posiciones en el reparto de poder territorial por efecto de la pérdida de mayoría absoluta del PP en comunidades y ayuntamientos que venía gobernando. Leia mais aqui

27/05/2007 - 18:24h El PSOE conserva Barcelona y Sevilla y el PP arrasa en Madrid y Valencia

Zapatero vota junto a su mujer, Sonsoles Espinosa- AP

Las elecciones autonómicas celebradas hoy en toda España no han ofrecido grandes sorpresas.

El PSOE conserva la alcaldía de Barcelona y Sevilla. El PP, por su parte, arrasa en Madrid y en Valencia. En cuanto a las autonómicas, el sondeo de IPSOS indica que el PP podría perder la mayoría absoluta en Navarra y tal vez en Baleares.

El PSOE obtiene el 35,46% de los votos, frente al 35,24% del PP en las elecciones municipales celebradas hoy con el 81% de los votos escrutados, una diferencia de unos 40.000 sufragios. Los socialistas ganaron en votos los comicios celebrados en 2003, con apenas 123.000 sufragios más que los populares. Apenas seis décimas separaron entonces a PSOE (34,83%) y PP (34,29%).

El sondeo de IPSOS hecho público a las ocho de la tarde indica que el PP podría perder la mayoría absoluta en Navarra y tal vez en Baleares. Gobernaría en 31 capitales, frente a las 18 del PSOE. En Madrid, el PP arrasa.

El PSOE obtiene el 35,57% de los votos, frente al 34,90% del PP en las elecciones municipales celebradas hoy con el 73% de los votos escrutados, una diferencia de unos 111.000 sufragios. Los socialistas ganaron en votos los comicios celebrados en 2003, con apenas 123.000 sufragios más que los populares. Apenas seis décimas separaron entonces a PSOE (34,83%) y PP (34,29%).

En 1999, los populares obtuvieron una victoria en el conjunto de votos igualmente apretada: 34,44% frente al 34,26% de los socialistas. Tras el recuento de las papeletas de las municipales se procederá a contabilizar las de las elecciones autonómicas, que se celebran en 13 comunidades autónomas, Ceuta y Melilla.

Por municipios, en Madrid, con poco más del 63% escrutado, el popular Alberto Ruiz Gallardón revalidaría su mayoría absoluta con 33 concejales, frente a 19 del PSOE y cinco de IU.

En Barcelona, con el 75% recontado, el PSC mantendría sus 15 concejales y, previsiblemente, la alcaldía. CIU subiría de nueve a once; el PP mantendría sus siete y se quedarían en cuatro Esquerra e ICV, que en la actualidad tienen cuatro.

En Valencia, con el 60%, el PP obtendría 21 concejales, por 12 del PSOE y ninguno de IU. En Sevilla, con el 94% escrutado gana por apenas mil votos el PP, que obtendría 15 concejales, igual número que el PSOE, que podría repetir mandato con el apoyo de los tres de IU.

En Zaragagoza el PSOE gana un concejal con el 95% escrutado y alcanza los 13, el PP conseguiría 12, CHA tres, el PAR dos e IU uno.

Sondeo IPSOS

Tras el recuento de las municipales comenzará el de las autonómicas. Hasta que comience el recuento, la referencia es el sondeo que a las 20.00 horas ha difundido el insituto IPSOS para TVE y las autonómicas de la FORTA. Según esa encuesta, los dos grandes partidos mantienen básicamente sus feudos aunque peligra el Gobierno popular en Baleares y Navarra.

En Navarra ganaría UPN pero ha habido un fuerte ascenso de los nacionalistas de Nafarroa Bai, que incluso ha ganado en Pamplona, según la encuesta. UPN obtendría entre 19 y 21 diputados (tenía 23), Naforroa Baie entre 14 y 16 (no se presentó a los anteriores comicios, en los que los partidos nacionalistas obtuvieron ocho escaños) y el PSOE entre 11 y 13 (tiene 11).

En Baleares el PP, que ahora tiene mayoría absoluta, necesitaría un pacto con Unión Mallorquina para gobernar. En Cantabria el partido más votado es el PP, pero no gobernaría si se reedita el actual pacto de Gobierno entre los regionalistas y el PSOE.

En Madrid El Partido Popular lograría aumentar la mayoría de votos en Asamblea y Ayuntamiento de Madrid, al obtener el 50,5% de los votos y el 52,9%, respectivamente. Según la encuesta el PP obtendría entre 63 y 66 escaños en la Asamblea de Madrid, el PSOE entre 43 y 46 e IU entre 10 y 12. En la capital, el PP lograría entre 31 y 33 concejales, el PSOE entre 19 y 21 e IU entre 5 y 6.

En Canarias, donde los datos se han facilitado a las 21.00, hora peninsular, coincidiendo con el cierre de los colegios en el archipiélago, el candidato del PSOE, Juan Fernando López Aguilar, obtendría una gran subida pero necesitaría a Coalición Canaria para gobernar.

El Gobierno preveía que a las 22.00 se conocieran ya resultados significativos de las municipales. Se espera a partir de esa hora una comparecencia de la vicepresidenta, María Teresa Fernández de la Vega, y el ministro del Interior, Alfredo Pérez Rubalcaba. Hoy se eligen 65.347 concejales, 8.111 alcaldes, 3.023 alcaldes pedáneos, 1.036 diputados provinciales, 153 consejeros de cabildos insulares, otros tantos apoderados y junteros en los territorios históricos del País Vasco, 1.089 miembros de los concejos de Navarra, 13 consejeros del Consejo General de Arán-Lleida y 59 consejeros insulares de Mallorca, Menorca e Ibiza. Fuente El País de Espanha