12/08/2009 - 12:08h Turbulências na campanha

eleições 2010

Estratégia de Lula de transformar disputa pelo Planalto em plebiscito entre Dilma e o PSDB é colocada em xeque por causa das possíveis candidaturas de Marina e Ciro, além da rebeldia do PMDB

Tiago Pariz e Flávia Foreque – Correio Braziliense

André Dusek/AE – 18/5/09
Dilma: base aliada cobra de Lula preço mais alto para referendar candidatura da ministra

 A candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, atravessa o momento mais delicado de campanha. Com a opção do PSB pelo lançamento do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) ao Palácio do Planalto e a quase certa candidatura da senadora Marina Silva (PT-AC), pelo PV, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi colocado em xeque. Os aliados aproveitaram um momento de estagnação da candidata para cobrar mais caro o apoio nos estados e na aliança presidencial.

A mudança do cenário favorável a Dilma Rousseff ocorreu em meio à crise no Senado e às dificuldades do PT (1)em avançar nas conversas sobre as alianças estaduais. A missão de retirar a candidata do marasmo está nas costas de Lula. A primeira é a aliança com o PMDB, que sofre com falta de entendimento em Minas Gerais, Pará, Ceará, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. A segunda é amarrar todos os aliados em torno de Dilma e evitar as candidaturas de Marina e Ciro Gomes. Lula quer transformar a eleição de 2010 em um plebiscito entre o seu governo, representado pela ministra da Casa Civil, e a eventual candidatura do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), representante dos oito anos da administração Fernando Henrique Cardoso. Para os petistas, Serra seria mais fácil de bater do que o também tucano Aécio Neves, governador de Minas Gerais.

Os acordos estaduais são vitais para a sobrevivência do apoio do PMDB. O líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), um dos defensores da candidatura de Dilma Rousseff, faz um alerta. “Se deixar o jogo solto nos estados, vai ter briga.” Os sintomas das desavenças estão à mostra. O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, que chegou a ser cotado como vice de Dilma, ameaça se lançar ao governo baiano contra Jaques Wagner (PT). No Pará, o deputado Jader Barbalho deve sair para o Senado com apoio da oposição e contra a governadora Ana Júlia Carepa (PT-PA).

Até mesmo entre alguns parlamentares do PMDB o ceticismo é grande sobre a capacidade de Dilma absorver os votos e a popularidade do presidente Lula. “Ela se esforça para fazer gestos e cenas, mas não tem o carisma do presidente”, avaliou um parlamentar peemedebista.

O presidente Lula terá hoje reunião com os socialistas sobre o futuro político de Ciro Gomes. O deputado pelo Ceará já disse que decidiu se lançar à Presidência. Mesmo não sendo um dos maiores entusiastas da empreitada, o governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, prometeu bancar a proposta do colega na reunião com Lula.

Resistência

“A intenção do Lula é fazer um plebiscito, mas o PSB não vai rifar a candidatura do Ciro pelo interesse dos outros partidos”, afirmou o deputado Beto Albuquerque (RS), vice-presidente da legenda. O nome do socialista ganha força diante da resistência da base aliada em acreditar no fôlego da mãe do PAC”. “Ela ainda é uma incógnita”, avaliou o deputado Márcio França (SP). “A nossa prioridade era ter dois candidatos (à Presidência) do bloco do governo”, emendou.

O PSB viu na proposta do PV a Marina Silva uma maneira de se cacifar nas negociações pela disputa presidencial. A avaliação corrente é que a candidatura da senadora à Presidência enfraquece a projeção de Dilma. “Tem candidaturas que são naturais porque trazem um valor simbólico e têm também aquelas que são construídas, que é o caso da Dilma. É uma candidatura sólida, mas tem muito trabalho pela frente. Não vejo ela ter a confiança da base”, diz o presidente do PV, José Luiz Penna.

Enquanto cuida da aliança, Lula mandou Dilma intensificar o esforço de exposição e divulgação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Ela cumpriu agenda no Rio Grande do Norte e no final de semana estará em São Paulo para participar, em Osasco, a quinta maior cidade do estado, de um fórum de tecnologia social. O ato também serve para prestigiar o prefeito da cidade, Emídio de Souza, pré-candidato petista ao governo paulista.

1 – “BALÃO DE ENSAIO”
Com os nomes do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) e da senadora Marina Silva (PT-AC) ventilados para a disputa presidencial, o PT já trabalha com a hipótese de ter a corrida diluída com outros concorrentes. “De repente é até melhor mais candidatos para forçar um segundo turno”, avaliou o ex-senador José Eduardo Dutra, candidato a presidente do PT. “Ainda não sei se é melhor polarizar com o PSDB.” Para a senadora Ideli Salvatti (PT-AC), as defecções na base aliada não passam de balão de ensaio.


Discurso de concorrente

Carlos Moura/CB/D.A Press – 17/6/08
    A Marina vai causar uma revolução na eleição”
    Pedro Simon (PMDB-RS), senador

 Assediada pelo PV, a senadora Marina Silva (PT-AC) está encantada com o projeto político de disputar a Presidência da República. Ela é movida por colocar no centro do debate sobre o Brasil pós-Lula o desenvolvimento ecossustentável. Oficialmente, a senadora disse ainda analisar a questão, mas os sinais de sua decisão estão expostos.

Marina Silva não tem medo de perder o mandato por infidelidade partidária caso o PT venha cobrar sua vaga no Senado na Justiça Eleitoral. “Quando falo da magnitude do que estou fazendo, o cálculo político apequena o debate. Não seria o medo de perder o mandato que me faria desistir do que acredito e defendo. O mandato é uma honra que ganhei do povo acreano”, afirmou a petista.

A senadora não só minimiza a importância de uma disputa judicial pelo mandato como se escora na experiência política da colega de PT Dilma Rousseff, pré-candidata à Presidência. Ao ser questionada sobre o pedido da ministra da Casa Civil para que ela continue na legenda, Marina respondeu: “Fiquei sabendo que ela fez um apelo e disse que me entende. Afinal, ela saiu do PDT para ir para o PT e sabe como é isso”.

Desde que o PV apresentou uma pesquisa em que mostra um surpreendente desempenho nas classes A e B, Marina Silva dedicou-se às conversas com pessoas mais próximas. Sustentou que mais ouve do que fala. São apelos para não rasgar 30 anos de história e militância pelo PT, pedidos para não trair antigos colegas. Mas o entusiasmo com o protagonismo político é maior. Quem conversou com ela nos últimos dias praticamente jogou a toalha. O senador Pedro Simon (PMDB-RS) a classificou de a grande novidade. “A Marina vai causar uma revolução na eleição”, disse.

A ex-ministra do Meio Ambiente cita seis pessoas defensoras do movimento utópico em que se espelha. Quatro delas são: Chico Mendes, morto em 1988, o sociólogo Florestan Fernandes, morto em 1995, o teólogo Leonardo Boff, e o presidente Lula. Boff já declarou ser favorável à candidatura. O presidente Lula não deu nenhuma declaração, nem chamou Marina para uma conversa. Se demorar demais, pode ser atropelado pelos fatos. A bancada do PT no Senado divulgou ontem carta aberta pedindo que Marina não deixe o partido. (TP)

12/08/2009 - 10:30h Terceira via muda xadrez eleitoral


Marina, na avaliação de analistas e parlamentares, pode abalar caráter plebiscitário do embate entre PT e PSDB

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Julia Duailibi e Gustavo Uribe, AGÊNCIA ESTADO – O Estado SP

A eventual entrada de Marina Silva (PT-AC), ex-ministra do Meio Ambiente, na disputa presidencial de 2010 pode acabar com o caráter plebiscitário da eleição dando origem a uma “terceira via”, que certamente se beneficiará do desgaste da polarização entre PT e PSDB.

Na avaliação de analistas políticos e parlamentares, a candidata Marina tende a empurrar a eleição para o segundo turno, trazendo o “imponderável” para a disputa, em razão, principalmente, de três fatores: é uma novidade eleitoral; tem boa imagem num momento em que o País assiste às denúncias no Congresso; e defende uma bandeira palatável a setores da classe média, o meio ambiente.

Baseados na expressão “terceira via” – mas não no conceito desenvolvido pelo sociólogo inglês Anthony Giddens, que nos anos 90 pregou um caminho entre o neoliberalismo e a social-democracia excessivamente calcada do papel do Estado -, analistas veem mudança no xadrez político com Marina na disputa.

“Ela traz o imponderável para a disputa. O crescimento dela é imprevisível. Além disso, ela tira a ‘plebiscitação’ do pleito e joga, sem dúvida, a eleição para o segundo turno”, avalia o senador José Agripino Maia (DEM-RN). A entrada de Marina na disputa também dá combustível aos entusiastas da candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) à Presidência. “Caminhar para uma eleição plebiscitária ficará mais difícil, e o quadro eleitoral será mais diverso. Há espaço para duas candidaturas que defendam o projeto do presidente Lula”, declarou o líder do PSB na Câmara, Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). Esse será o argumento usado pelos setores do PSB que são a favor da candidatura Ciro, na reunião de hoje com Lula.

TETO ELEITORAL

Para Humberto Dantas, conselheiro do Movimento Voto Consciente, Marina “deve ser a alternativa para os descontentes com o governo Lula e com a oposição”. Carismática e com a trajetória em prol do meio ambiente, a ex-ministra deve obter mais de 10% dos votos em primeiro turno, estima Dantas. Entre os parlamentares, as estimativas iniciais ficam abaixo de 10% dos votos, embora muitos evitem arriscar em razão do “elemento surpresa” da candidatura. Marina levaria os votos dos “órfãos” da ex-senadora Heloisa Helena (PSOL)”, que pode concorrer ao Senado.

“Ela vai carregar uma bandeira importante e pouco recorrente no universo político brasileiro, o meio ambiente”, disse José Paulo Martins, coordenador da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Marina provocará mudança no discurso de seus concorrentes – do lado tucano, os governadores José Serra (SP) ou Aécio Neves (MG), e do petista,a ministra Dilma Rousseff.

Para Carlos Melo, do Instituto de Ensino e Pesquisa, a senadora colocará em pauta um “tema pouco caro aos virtuais candidatos à Presidência Dilma e Serra”. “Eles terão de tomar cuidado quando falarem sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e sobre o Rodoanel”, destaca Melo.

22/03/2009 - 12:18h Datafolha: aguardando segunda-feira

Domingo é o dia em que os jornais vendem mais. A Folha de hoje traz pesquisa Datafolha sobre intenção de voto em alguns Estados, a 19 meses das eleições. Não tem qualquer sorte de importância, como prova entre outros exemplos, o fato de Geraldo Alckmin liderar com mais de 50% das intenções de voto a 8 meses das eleições municipais em São Paulo e acabou fora do segundo turno.

A escolha dos nomes para configurar os cenários eventuais deixou de lado o nome de Gilberto Kassab, que os demos gostariam de ver como candidato a governador em 2010, assim como o nome de Aloizio Mercadante que foi candidato a governador pelo PT nas últimas eleições. No caso de Kassab, a sua ausência da pesquisa permite a Alckmin atingir um patamar de intenção de voto superior, pois é o único candidato do campo demo-tucano. Já no campo da oposição de centro-esquerda o Datafolha incluiu em todas as simulações o nome de Luiza Erundina e a dos eventuais nomes do PT, com a consequente divisão das intenções de voto do eleitorado. Na última eleição na capital paulista, Luiza Erundina não foi candidata e apoiou Marta Suplicy. Para dar um exemplo do significado da eliminação do nome de Kassab e a de manter Erundina, basta olhar as intenções de voto na capital, onde Alckmin aparece com 34%, Marta com 20% e Erundina com 10%.

Em fim, como já escrevi pesquisa eleitoral com 19 meses de antecipação serve só para alimentar a projeção de nomes e as disputas internas nos partidos. Carece de qualquer outro valor ou interesse. Bem diferente de avaliar a situação dos governantes, particularmente em momentos delicados como os de hoje com o impacto da crise econômica. Teria sido interessante sim, a Folha publicar hoje os resultados da avaliação do governo estadual e do prefeito de São Paulo, que seguramente o Datafolha fez. A questão é de atualidade e permitiria comparar com a avaliação feita sobre o governo Lula.

Provavelmente ficará para segunda-feira, dia em que os jornais vendem menos. LF

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DATAFOLHA

Alckmin lidera com folga e opositor está indefinido

Tucano obtém de 41% a 46% das intenções de voto para o governo de SP em 2010

Ex-governador obtém pior resultado em confronto com Marta; Datafolha diz que favoritismo de Alckmin está ligado a “recall” de eleições

JOSÉ ALBERTO BOMBIG- Folha SP

DA REPORTAGEM LOCAL

O tucano Geraldo Alckmin, derrotado ainda no primeiro turno da eleição do ano passado para prefeito de São Paulo, é o preferido dos paulistas na corrida para governador, segundo o Datafolha. Trata-se da primeira pesquisa de intenção de voto nas eleições de 2010 para governos estaduais.
Atual secretário de Desenvolvimento do governador José Serra (PSDB), ele obtém entre 41% e 46% das intenções de voto -sempre na liderança- em todos os cenários em que ele foi citado.
Serra, nome mais cotado entre os tucanos para disputar a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também em 2010 e líder nas pesquisas, não aparece em nenhum deles.
A 19 meses da eleição, nenhum dos adversários de Alckmin atinge sequer a metade de suas intenções de voto nos cenários em que ele é apresentado. Os mais bem posicionados são os ex-prefeitos Marta Suplicy (PT) e Paulo Maluf (PP).
O melhor desempenho do tucano (46%), que governou São Paulo de 2001 a 2006, ocorre quando o candidato do PT é o ministro da Educação de Lula, Fernando Haddad. Contra Marta, o tucano obtém seu pior resultado (41%).
Na hipótese de o deputado federal e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci concorrer pelo PT, Alckmin chega a 45%.
O outro nome tucano apresentado pelo Datafolha, o do secretário da Casa Civil de Serra, Aloysio Nunes Ferreira, oscila de 2% a 3% das intenções. Ele e Alckmin já travam uma batalha dentro do partido e do Palácio dos Bandeirantes pelo direito de concorrer em 2010.
A pesquisa foi realizada entre 16 e 19 deste mês. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

“Recall”
O diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, diz que o levantamento mostra “amplo favoritismo de Alckmin”. Mas ele ressalva que Aloysio, Haddad e o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf -também testado em todos os cenários-, ainda são pouco conhecidos.
“Os demais já concorreram nas urnas muitas vezes e recentemente. A campanha para o governo costuma ficar escondida por conta da disputa pela Presidência, e o eleitor, por causa disso, só se lembra dela mais adiante”, afirma Paulino.
Como exemplo, ele cita o desempenho de Paulo Maluf (PP), que chega a liderar com 20% quando Alckmin sai da disputa. Também sem o ex-governador tucano, a ex-prefeita Luiza Erundina (PSB) atinge 14%, seu melhor índice.
O resultado da pesquisa deve servir de combustível para Marta na disputa interna do PT. Derrotada por Gilberto Kassab (DEM) no segundo turno da eleição para a Prefeitura de São Paulo, ela chegou a ser apontada como nome descartado do processo.
No entanto, Palocci e Haddad, que seriam os preferidos de Lula, ainda mostram pouca viabilidade. O ex-ministro da Fazenda oscila de 3% a 5%.
O ministro da Educação não passa de 2%. Já Marta chega a liderar com 19% no cenário sem Alckmin e com Aloysio.
Além de Skaf (sem partido), também foram apresentados em todos os cenários Campos Machado (PTB), Ivan Valente (PSOL), Paulinho (PDT) e Soninha (PPS).

15/12/2008 - 14:55h Lula é aprovado por mais de 80% da população e Serra lidera para 2010

CNT/Sensus: aprovação do governo Lula é de 71,1%

LEONARDO GOY - Agencia Estado

BRASÍLIA - Mesmo já em meio às preocupações com a crise econômica, o índice de aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atingiu 71,1% neste mês, uma marca recorde em toda a série histórica da Pesquisa CNT/Sensus, que a Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgou hoje. O levantamento é realizado desde 1998. Na pesquisa anterior, realizada em setembro, esse índice encontrava-se no nível de 68,8%.A taxa de avaliação negativa do governo manteve-se praticamente estável, caindo de 6,8% para 6,4%. A avaliação do governo Lula era regular para 21,6% dos entrevistados, ante 23,2% em setembro. A pesquisa foi realizada entre os dias 8 a 12 de dezembro, junto a 2 mil pessoas em 24 Estados do País.

Em relação à percepção sobre o desempenho pessoal de Lula, a pesquisa mostra um avanço na aprovação, de um nível de 77,7%, em setembro, para 80,3% neste mês. Este é o segundo maior índice da série histórica, ficando atrás apenas do nível de 83,6% obtido pelo próprio Lula em janeiro de 2003. A desaprovação pessoal do presidente Lula caiu de 16,6% em setembro para 15,2% em dezembro.

CNT/Sensus: Serra lidera projeções para eleição de 2010

Agencia Estado
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), eventual nome tucano para disputa da eleição presidencial em 2010, continua liderando as intenções de voto, segundo a pesquisa CNT/Sensus divulgada hoje pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). Além disso, os possíveis candidatos do governo – a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff; o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias; o deputado Ciro Gomes (PSB-CE); e a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy aparecem apenas, no máximo, em terceiro lugar, em qualquer um dos sete cenários simulados no levantamento.

Na primeira lista, Serra lidera com 46,5% (ante 45,7% em setembro), Heloísa Helena (PSOL) aparece com 12,5%, mesmo porcentual de setembro, e Dilma tem 10,4% das intenções de voto. Ao todo, 30,6% declararam voto branco ou nulo ou não sabe/não responderam. Em outro cenário, sem Serra, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), lidera com 25,3% (ante 22,4% em setembro). Heloísa Helena tem 19,1%, com ligeira queda em relação aos 21,2% de setembro. Já Dilma aparece com 12,9% (12,3% em setembro).

Em uma terceira lista, sem Serra e sem Dilma, Aécio lidera com 47,3%. Heloísa Helena tem 13,5% e Patrus Ananias, 6,8%. Na quarta lista, com Ciro Gomes, Serra tem 44%; Heloísa Helena, 14,6%; e Ciro, 10,1%. Em um quinto cenário, novamente sem Serra, Aécio lidera com 24,3%, Heloísa Helena tem 19,2% e Ciro, 14,9%. Em uma sexta simulação, Serra aparece à frente com 45,8%; Heloísa Helena tem 13,7% e Marta Suplicy, 8,6%. Na última lista, Aécio lidera com 25,1%, Heloísa Helena tem 21,8% e Marta, 10,3%.

A CNT/Sensus também fez um levantamento espontâneo sobre as preferências do eleitorado. Na consulta sem uma lista prévia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não pode mais se reeleger, lidera com 20,4%. Serra aparece em segundo lugar, com 10,6%. A pesquisa foi realizada entre os dias 8 a 12 de dezembro, junto a 2 mil pessoas em 24 Estados do País.

13/12/2008 - 09:15h ABC: empresários de ônibus querem tarifa a R$ 2,80 em abril

Leandro Amaral – Repórter Diário

Felipe Logli
A tarifa dos ônibus em cinco cidades passa a ser de R$ 2,50, mas empresários querem alterar para R$ 2,80

Antes mesmo de entrar em vigor neste domingo (14) o reajuste na tarifa de ônibus no ABC, o empresariado já sonha com mais um aumento em um curto espaço de tempo: R$ 2,80 em abril de 2009. “Queremos mais em abril”, sentencia o presidente do SETC/ABC (Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo do ABC), Baltazar de Souza, durante entrevista ao Repórter Diário.

Segundo ele, as prefeituras não cumpriram o acordo de reajustar a tarifa anualmente. “Nós temos um compromisso de repassar a tarifa de ano em ano. Em abril deste ano venceu o prazo e nada. No ano passado foi só R$ 0,10 de reajuste que também não resolveu muito”, reclama o empresário justificando a própria reivindicação. “Nós tivemos aumento de salário, do óleo diesel e nós vamos ficando com defasagem”.

A idéia inicial era que os atuais prefeitos “cobrissem a defasagem” com o reajuste da passagem para R$ 2,80, porém o “presente de Natal” dos empresários do transporte não foi atendido. “Quando nós contávamos com R$ 2,80 eles deram R$ 2,50″, lamenta Baltazar.

A força dos empresários em relação à elevação da tarifa deu provas claras de quem “dirige o transporte” na região. Enquanto as prefeituras ainda se reviravam entre planilhas e cálculos, Baltazar já anunciava em alto e bom som, aos quatro ventos, a novidade ao bolso do usuário.

Somente no dia seguinte, as administrações municipais se pronunciaram. O Executivo andreense confirmou, por meio de nota, o que o empresário já havia antecipado. O único a falar publicamente sobre o assunto, também no dia seguinte, foi o prefeito de São Caetano. “Continuaremos com a menor tarifa do ABC”, cravou José Auricchio Júnior (PTB), referindo-se à cobrança atualde R$ 2 contra R$ 2,30 dos outros municípios.

A partir deste domingo (14), o valor da tarifa de ônibus passará de R$ 2,30 para R$ 2,50 nos municípios do ABC. O reajuste de 9%, resultará em um valor maior que o cobrado em São Paulo (R$ 2,30). As exceções ficam por conta de São Caetano e Rio Grande da Serra, onde a passagem será R$ 2,30. O último reajuste foi repassado aos usuários em abril de 2007, subindo de R$ 2,10 para R$ 2,30 – aumento de 9,25%. A variação do IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) desde o último acréscimo até novembro deste ano foi de 17,12%. Em maio passado a AETC/ABC tentou negociar junto ao Consórcio reajuste mínimo de R$ 0,10, mas a proposta não foi aceita.

Critérios
Segundo o presidente da ANTP – Associação Nacional de Transportes Públicos – Ailton Brasiliense, a elevação do preço da passagem deve seguir critérios, entre os quais o principal item é a contrapartida ao usuário. “Existe uma planilha criada há mais de 20 anos por um órgão já extinto, mas que ainda é muito utilizada. Nela constam os custos fixos e variáveis, tipo de frota, idade da frota, entre muitos outros itens. Depende, portanto, do que está sendo negociado entre o poder público e o grupo empresarial. Haverá renovação de frota? Racionalização da oferta? Ampliação da oferta? Como a gratuidade está considerada na formação da planilha? Enfim, a decisão final deve considerar um grande número de parâmetros, para definição da tarifa”, detalha o engenheiro.

O empresário Baltazar de Souza garante que as melhorias ocorrem. “As empresas renovam a frota, estão sempre comprando e se estruturando melhor. Santo André e Diadema já renovaram a frota e São Bernardo, até o fim do ano, receberá mais 20 coletivos”, cita, destacando também o investimento no capital humano. Segundo ele, um motorista de ônibus no ABC recebe hoje cerca de R$ 1,8 mil. Valor este, segundo Baltazar, maior que em outras localidades.

Porém, não é isso que dizem os usuários dos coletivos. A estudante Valdimaria Santos de Souza, 15 anos, usa o ônibus todo dia para ir à escola em Santo André. Segundo ela, entre ida e volta, gastará R$ 10 a mais por mês. “Isso não é legal. Eles aumentam, mas o transporte continua precário. Isso sem falar que somos tratados como cachorro”, diz. A dona de casa Claudete Câmara, 58, concorda. “Utilizo o ônibus todo dia. Esse aumento vai atrapalhar no orçamento doméstico. Pagar tudo isso para entrar em um ônibus lotado e sem qualidade não vale”, reclama.

“Eu avisei”, lembra Alvarez
O ex-vereador de Santo André, Ricardo Alavarez, que disputou a sucessão do Paço pelo PSol, durante a campanha eleitoral já havia sinalizado para a “dor no bolso sempre que termina uma eleição”. “Faz 20 anos que isso acontece: termina a eleição e logo em seguida vem o aumento. Não é bola de cristal e sim uma relação promíscua entre o transporte e a eleição”, critica. “Todo mundo sabe que tem relação e que não é mera coincidência”, observa Alvarez.

Aliás, esta não é a primeira vez que a relação transporte e eleição é citada no meio político. Nos últimos dias cogitou-se a possibilidade do aumento estar atrelado a acordos firmados entre empresários e políticos para o pagamento das dívidas de campanha. “Eu desafio os empresários abrirem as planilhas de contas”, cutuca. “Eu afirmo que os empresários da região retiram no mínimo R$ 2 milhões líquido todo mês”, dispara.

E, por falar em período eleitoral, quem não se lembra da promessa do deputado estadual Orlando Morando (PSDB) que disputou o embate sucessório em São Bernardo contra Luiz Marinho. Dias antes da eleição, o tucano prometeu que a tarifa seria reduzida a R$ 2 na cidade, caso ele fosse o vitorioso nas urnas. Ele perdeu, e agora, o atual chefe do Executivo, William Dib (PSB) – seu principal apoiador – permitiu o reajuste.

10/12/2008 - 10:47h Debater é preciso

PT rejeita legado de Lula na economia

Cristiano Romero – VALOR

Se continuar atacando a política econômica do seu próprio governo, como fez no último domingo, o Partido dos Trabalhadores (PT) ficará sem bandeira para a disputa da sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A crítica a essa política, especialmente à gestão monetária e cambial, é uma marca histórica do candidato mais cotado da oposição neste momento – José Serra (PSDB), governador de São Paulo. Serra critica o modelo de estabilização que está aí desde 1994, ano em que foi lançado o Plano Real.

Ao assumir o poder, Lula abraçou o tripé superávit primário-câmbio flutuante-metas para inflação, que dá sustentação à política econômica desde 1999, e reforçou-o. Aumentou o superávit das contas públicas e manteve a autonomia do Banco Central (BC) na condução das políticas monetária e cambial. Com isso, tirou o Brasil de uma grave crise de confiança em 2003 e o colocou numa rota de crescimento sustentado que já dura cinco anos – e que só está sendo interrompida agora graças à mais grave crise internacional em oito décadas.

Ironicamente, os ataques de dirigentes nacionais do PT à política econômica (leia-se: ao Banco Central) ocorreram três dias depois de o Datafolha revelar que o presidente Lula goza de aprovação recorde (70%) e dois dias antes do anúncio, pelo IBGE, do crescimento de 6,8% do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre, quando comparado ao mesmo período de 2007. Foi a maior alta desde o segundo trimestre de 2004.

Os números mostram que a economia vinha pisando no acelerador. A velocidade de crescimento do consumo das famílias pulou, do segundo para o terceiro trimestre, de 6,7% para 7,3%. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que revela a taxa de investimento da economia, saltou de 16,2% para 19,7%.

É importante registrar que todo esse crescimento vinha acontecendo com a inflação embicando para baixo. Depois de começar o ano em alta e de acelerar em maio e junho, quando registrou, respectivamente, altas de 0,79% e 0,74%, o IPCA, o índice de preços oficial do regime de metas, recuou justamente no portentoso terceiro trimestre do PIB – para 0,53% em julho, 0,28% em agosto e 0,26% em setembro.

Isto mostrou, mais uma vez, que o Comitê de Política de Monetária (Copom) estava certo quando decidiu elevar os juros a partir de abril. O objetivo não era abortar o crescimento de 2008, já dado, mas prevenir a inflação em 2009 e, com isso, assegurar que a economia continuasse crescendo no ano que vem, num ritmo menor, mas ainda de forma acelerada. Pelo que se viu, a gestão das expectativas conduzida pelo BC, tão incompreendida mesmo no governo, deu certo.

Em meados de setembro, o mundo entrou em crise e o Brasil foi atingido de uma maneira mais rápida qua a esperada. Em outubro e novembro, a economia entrou em pânico e, embora ainda não se saiba exatamente qual será o efeito disso sobre a atividade econômica neste e nos próximos trimestres, espera-se agora uma desaceleração brutal do crescimento.

Na reunião da corrente Construindo um Novo Brasil, o antigo Campo Majoritário rebatizado após o mensalão, que controla o PT, buscou-se um culpado para a crise. Acharam três: o PSDB, o BC – “o último bastião da ortodoxia no Brasil”, nas palavras do ex-ministro José Dirceu – e suas políticas neoliberais. Em entrevista à “Folha de S.Paulo”, Dirceu defendeu a completa reformulação da política econômica. Disse que é preciso mudar a política de juros, o superávit primário e o câmbio.

Quando esteve no governo, Dirceu, registre-se, foi crucial para o que o então ministro Antonio Palocci convencesse o presidente Lula a seguir a política econômica herdada do governo do PSDB. Com o tempo, constatando os benefícios que essa política lhe trazia (ou alguém ainda tem dúvida de que foi a estabilidade que tirou Lula do atoleiro político de 2005 e o conduziu à reeleição no ano seguinte?), o presidente decidiu ser seu principal avalista e isso, claro, ajudou a estabilizar a economia.

No mercado, são poucos os que ainda duvidam do caráter pragmático de Lula. O presidente não é, definitivamente, um reformista, mas está longe de entregar os pontos na economia. Suas escolhas o fizeram perder aliados ao longo do caminho – o mais notável deles foi a ex-senadora Heloísa Helena, que deixou o PT para fundar o PSOL -, mas o aproximaram da maioria da população. Quando dispara contra a política econômica de Lula, o PT deixa sem discurso seu candidato à sucessão.

As bases do discurso de Serra para 2010 estão lançadas. Em apenas dois anos de gestão em São Paulo, o governador levantou mais de R$ 20 bilhões para investir em infra-estrutura. Está dando um banho no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da ministra Dilma Rousseff, sua possível adversária na disputa presidencial – e não por deméritos da ministra, mas porque é mesmo difícil, no plano federal, fazer investimento público dentro do atual quadro institucional.

Com sua política de investimento agressiva, Serra quer se diferenciar de Dilma como gestor eficiente, realizador de obras. Com críticas impiedosas à condução da economia, procura se distinguir de Lula na seara onde o presidente tem obtido mais sucesso e, portanto, pode transferir votos. Se o PT não defender o legado do seu próprio governo, ficará sem discurso.

Banco Central: o dia em que Lula piscou

Em seis anos de governo, o presidente Lula reiterou a autonomia do BC, mas não foi sempre que fez ouvido de mouco à artilharia contra a instituição. Em abril deste ano, estimulou o presidente do BC, Henrique Meirelles, a sair candidato a alguma coisa em 2010 – menos à presidência, claro – e, ato contínuo, convidou o professor Luiz Gonzaga Belluzzo, da Unicamp, para substituí-lo.

Respeitável crítico da política econômica, Belluzzo declinou da oferta, preocupado com uma possível rejeição a seu nome no mercado financeiro.

Cristiano Romero é repórter especial e escreve às quartas-feiras.

E-mail cristiano.romero@valor.com.br

20/11/2008 - 12:08h Comission aprova projeto de reforma tributária

Relator faz concessões aos estados e consegue aprovar reforma tributária

Depois de passar pela Comissão Especial, projeto agora será votado em plenário

Brasília - Deputados Antônio Palocci (PT-SP) e Sandro Mabel (PR-GO) são eleitos presidente e relator da Comissão da Reforma Tributária Foto: f
Deputados federais, Palocci e Mabel, presidente e relator da comissão

Cristiane Jungblut – O Globo

BRASÍLIA. A reforma tributária foi aprovada ontem à noite na Comissão Especial da Câmara, depois que o relator, deputado Sandro Mabel (PR-GO), fez concessões aos governos estaduais.

Os partidos de oposição — DEM, PSDB, PSOL, PV e PPS — votaram contra. Até o fim da noite, a comissão ainda tentava votar os destaques. O projeto seguirá agora para votação no plenário da Câmara.

Num parecer complementar, Mabel contemplou reivindicações do Espírito Santo, Minas Gerais e Pará. Para agradar aos estados do Nordeste, especialmente, Mabel inflou os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR), elevandoos de R$ 2,8 bilhões para R$ 3,5 bilhões, e prometeu buscar mais verbas para chegar a R$ 8 bilhões até o fim da votação da reforma no Senado.

PMDB e PV dificultaram a votação do parecer de Mabel com obstrução. Os dois partidos querem aprovar um destaque ao texto prevendo um refinanciamento de dívidas com os impostos federais que serão extintos.

O governo disse ser contra.

O texto deixa claro que a Previdência não perderá receitas com a desoneração da folha de pagamento dos empregados. Segundo o relatório, se no primeiro ano após a aprovação da reforma tributária não for aprovado um projeto sobre o assunto, a partir do segundo ano haverá redução de um ponto percentual por ano da contribuição previdenciária do empregador, por seis anos. Com a redução, o INSS perderá R$ 4 bilhões ao ano.

Tributo sobre grandes fortunas sai do texto Mabel excluiu proposta do PT que criava uma contribuição sobre grandes fortunas. Ele manteve o atual texto da Constituição, que prevê um Imposto Sobre Grandes Fortunas, que nunca foi criado na prática. A reforma tem como principal objetivo mudar as regras de cobrança do ICMS e criar o Imposto Sobre Valor Adicionado, o IVA Federal.

— Só temos três semanas para votar. Ou então, só daqui a seis anos. No ano que vem, o governo não vai bancar uma reforma tributária — disse Mabel.

Até a noite, Mabel tentava ainda um acordo para elevar de 2% para 3% a alíquota do ICMS que permanecerá sendo cobrada nos estados de origem dos produtos depois de implementada a reforma, cujo objetivo é transferir a maior parte da cobrança para os estados de destino dos produtos. Pela reforma, o ICMS passará a ser cobrado nos estados de destino, depois de um período de transição de 12 anos.

Estados como São Paulo chegaram a pedir 4% na origem.

Mabel manteve o dispositivo que interessa ao Rio de Janeiro: o que inclui a taxação de 2% ou 3% do petróleo e da energia elétrica na alíquota que permanecerá nos estados de origem. Hoje, eles são taxados apenas nos estados de destino.

Palocci defende debate sobre Emenda 3 O presidente da Comissão Especial, Antonio Palocci (PT-SP), disse que a proposta de contratação de profissionais liberais como pessoas jurídicas, conhecida como Emenda 3, deverá ser discutida no futuro, quando forem aprovadas leis regulamentando a reforma tributária.

— Nessa parte constitucional da reforma não está incluído esse ponto. É um problema importante, que está pendente de solução no que diz respeito à legalidade, ao desenvolvimento normal das atividades de pessoas jurídicas. A reforma tributária pressupõe uma mudança constitucional e depois uma sucessão de medidas infraconstitucionais, que são leis complementares e ordinárias. Nesse processo de implantação de leis complementares, com certeza a questão da Emenda 3 tem que ser resolvida — disse Palocci

Empresários pedem votação rápida

Manifesto assinado por 17 entidades foi lido em seminário na CNI

BRASÍLIA. Entidades empresariais reforçaram ontem a pressão pela aprovação de uma reforma tributária ainda este ano.

Durante o seminário Reforma Tributária e Competitividade, na Confederação Nacional da Indústria (CNI), foi lido um manifesto de apoio ao relatório do deputado Sandro Mabel (PRGO), assinado por 17 entidades.

Segundo o documento, a proposta do relator da reforma “é a melhor que poderia ser apresentada no momento”. Os empresários afirmam que o novo sistema — apesar de só entrar em vigor daqui a alguns anos —, tornaria o país “mais competitivo no cenário globalizado, o que é fundamental para a atração de investimentos, sobretudo pelas limitações que a atual crise financeira impõe”.

Os empresários pedem que o texto de Mabel, que alterou a proposta original do governo, tramite com mais rapidez no Congresso. Eles alertam que, se isso não ocorrer, dificilmente a reforma será aprovada no ano que vem. Isso porque 2009 será ano pré-eleitoral e quando serão sentidos os reflexos da crise.

Para os empresários, a proposta de Mabel traz avanços, como as regras de transição da atual cobrança do ICMS para o novo modelo. O documento elogia também a proposta de desoneração da folha de pagamento do empregador, reduzindo a contribuição previdenciária dos empresários dos atuais 20% para 14%, ao longo de seis anos.

Essa é uma antiga reivindicação do setor. Os empresários pediram, no entanto, um “aperfeiçoamento” de pontos como a garantia de que a reforma não causará aumento da carga tributária.

Para os signatários, “é preciso distinguir o ideal do que é possível a ser alcançado”.

O documento é assinado por entidades como Associação Brasileira da Infra-Estrutura e das Indústrias de Base (Abdib), Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) e Associação Brasileira das Indústrias de Máquina e Equipamentos (Abimaq). O presidente da CNI, deputado Armando Monteiro (PTB-PE), que faz parte da comissão especial que analisa a reforma, disse que é fundamental sua aprovação neste momento de incerteza econômica.

Os principais pontos da reforma

IVA FEDERAL: Será criado o Imposto sobre Valor Adicionado (IVA), que unirá PIS, Cofins e salário-educação.

CIDE: O relator decidiu manter a Cide (o imposto sobre combustíveis) e não incluí-lo no IVA Federal.

CSLL: A Contribuição Sobre o Lucro Líquido (CSLL) será unificada com o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ).

IPI: O Imposto de Produtos Industrializados (IPI) será mantido.

ICMS: A legislação dos 27 estados será unificada a partir do segundo ano de aprovação da reforma tributária.

Haverá uma regra de transição de 12 anos do atual sistema de cobrança para o novo. O objetivo é transferir, nesse período, a cobrança do ICMS para os estados de destino dos produtos, ou estados consumidores.

Mas, ao final do processo, será mantida uma alíquota de 2% (ou 3%) nos estados de origem dos produtos, para agradar aos grandes estados produtores e para efeitos de fiscalização.

TAXAÇÃO DO PETRÓLEO: O relatório inclui o petróleo e a energia elétrica na alíquota residual que será cobrada nos estados de origem dos produtos. Essa é a principal reivindicação do governo do Rio de Janeiro.

Hoje, a Constituição exclui esses produtos de cobrança do ICMS feita na origem.

GUERRA FISCAL: A proposta mantém por 12 anos os atuais incentivos fiscais em setores como industrial, agropecuário e portuário.

FUNDO DE EQUALIZAÇÃO DE RECEITAS (FER): Criado para compensar perdas que os estados terão com a implantação das novas regras do ICMS. O fundo será formado com receitas do novo sistema de tributos federais (IR, IPI e IVA Federal), o que seria hoje equivalente a 10% do IPI repassados a estados.

FNDR: O Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional é criado para ajudar no crescimento de regiões mais empobrecidas. O relator diz que ele terá, pelo menos, R$ 3,5 bilhões.

DESONERAÇÃO DA FOLHA DE PAGAMENTO: Dispositivo determina que, se no primeiro ano após a aprovação da reforma tributária não for aprovado um projeto sobre o assunto, a partir do segundo ano haverá uma redução em um ponto percentual por ano da contribuição previdenciária paga pelo empregador junto ao INSS, que assim cairá dos atuais 20% para 14% em seis anos. Com a redução, segundo a equipe econômica, o INSS perderá R$ 4 bilhões a cada ano.

06/10/2008 - 00:29h Marta ou Kassab

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Com 99,69% dos votos apurados

  * Válidos 6.351.680 (77,48%)
* Nulos 315.901 (3,85%)
* Brancos 230.081 (2,81%)
* Abstenção 1.276.378 (15,57%)

Nome do candidato (partido) % válidos votos válidos

Gilberto Kassab (DEM)
33.61% 2.134.851

Marta (PT)
32.79% 2.082.523

Geraldo Alckmin (PSDB)
22.47% 1.427.501

Maluf (PP)
5.92% 375.736

Soninha (PPS)
4.19% 266.155

Ivan Valente (PSOL)
0.67% 42.467

04/10/2008 - 20:24h IBOPE: Marta 35%; Kassab 27% e Alckmin 17%

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Ibope:Kassab atinge 27% e deve ir ao 2º turno com Marta

EQUIPE AE – Agencia Estado

SÃO PAULO – O prefeito de São Paulo e candidato à reeleição pelo DEM, Gilberto Kassab, subiu 2 pontos porcentuais – de 25% para 27% – na mais recente pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), contratada pelo jornal “O Estado de S.Paulo” e Rede Globo, e deve disputar o segundo turno com a candidata do PT, Marta Suplicy, que manteve 35% e continua liderando as intenções de voto. O candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, teve oscilação negativa de 3 pontos porcentuais, de 20% para 17%, na corrida à Prefeitura de São Paulo. Na sondagem anterior, divulgada em 27 de setembro, Kassab e Alckmin estavam tecnicamente empatados, uma vez que a margem de erro é de 3 pontos porcentuais para mais ou para menos. Agora, com 11 pontos de diferença, Kassab se descolou.

O deputado Paulo Maluf, candidato do PP, oscilou 1 ponto, de 7% para 6%. A vereadora Sonia Francine, a Soninha, candidata do PPS, subiu 1 ponto e agora está com 5%. Considerando a margem de erro da pesquisa, ambos estão em empate técnico.

O deputado Ivan Valente, candidato do PSOL, obteve 1%. Os candidatos Anai Caproni (PCO), Ciro Tiziani Moura (PTC) e Levy Fidelix (PRTB) tiveram menos de 1%. Edmilson Costa (PCB) e Renato Reichmann (PMN) constavam do disco da pesquisa estimulada, mas não foram citados pelos eleitores entrevistados. Os votos em branco e nulos somaram 6% e os que não sabem em quem votar ou não responderam totalizaram 3% dos eleitores.Os números levam em conta os votos totais.

Considerando apenas os votos válidos – a proporção do candidato sobre o total de votos, excluídos os brancos, nulos e indecisos -, a pesquisa de intenção de voto aponta Marta com 38%, Kassab com 30% e Alckmin com 19%. Maluf aparece com 7%, Soninha, com 5%, e Ivan Valente, com 1%. Os demais não pontuaram.

A pesquisa do Ibope foi realizada entre quinta-feira, dia 2, e hoje. Foram entrevistados 1.204 eleitores. O levantamento foi registrado na 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, sob o número 034.001.08-SPPE.

Histórico

Nas cinco pesquisas Ibope anteriores, também contratadas por Estado e TV Globo, Marta e Kassab apresentaram trajetórias bem diferentes. Marta liderou desde a primeira pesquisa, divulgada em 18 de julho, com 34%, mas em empate técnico com Alckmin, com 31%, e Kassab bem longe, com apenas 10%. Na época, a diferença de 21 pontos porcentuais que Alckmin impunha ao atual prefeito deu a impressão de que o segundo turno já estava definido. Kassab chegou a amargar um quarto lugar, atrás de Maluf, na pesquisa divulgada em 15 de agosto, mas passou a subir gradativamente a partir do programa eleitoral gratuito no rádio e na TV, iniciado a 19 de agosto, até superar Alckmin.

03/10/2008 - 23:11h Ibope: Coser (PT) mantém folga na liderança em Vitória

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O Globo

Atual prefeito de Vitória e candidato à reeleição, João Coser (PT) manteve larga vantagem nas intenções de voto segundo a pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira pela TV Gazeta, afiliada da TV Globo no Espírito Santo. Pelos novos números, o petista tem 71% da preferência do eleitorado, dois pontos percentuais a mais que no último levantamento. Luciano Rezende (PPS) manteve os 20% da pesquisa anterior.

Bernardo Teteco (PRTB), que tinha 2%, agora aparece com apenas 1%. Os candidatos Avelar (PCO) e Carlão (PSOL) tiveram menos de 1% das intenções. Os votos brancos ou nulos somam 2%, enquanto 6% não sabem ou não opinaram. A margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.

Numa simulação de segundo turno, Coser venceria Rezende por 73% contra 21%, segundo a pesquisa Ibope. Os votos brancos ou nulos somam 3%, enquanto 4% não sabem.Os votos brancos ou nulos somam 3%, enquanto 4% não sabem.

A pesquisa foi realizada entre 30 de setembro e 2 de outubro, e o Ibope ouviu 504 eleitores em Vitória. A pesquisa foi contratada pela TV Gazeta, e está registrada sob o número 072/ 2008 na 1ª Zona Eleitoral da capital capixaba.

03/10/2008 - 23:08h Porto Velho: Sobrinho (PT) amplia vantagem na liderança

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O Globo

O atual prefeito e candidato à reeleição em Porto Velho, Roberto Sobrinho (PT) ampliou vantagem sobre os adversários, segundo aponta a última pesquisa Ibope, divulgada nesta sexta-feira pela TV Rondônia, afiliada da TV Globo. Pelos novos números, Sobrinho subiu de 55% para 61%.

Lindomar Garçon (PV), o segundo colocado na pesquisa, caiu um ponto percentual: ele passou de 19% para 18%. Na terceira posição, estão empatados Mauro Nazif (PSB) e David Chiquilito Erse (PC do B), ambos com 5% da preferência. Os dois cresceram juntos, já que apareciam com 3% na pesquisa anterior.

Adilson Siqueira (PSOL), Doutor Alexandre (PTC) e Hamilton Casara (PSDB) permaneceram com menos de 3% das intenções. Votos brancos e nulos somam 2%. O percentual dos que não sabem ou não opinaram recuou nove pontos percentuais, passando de 13% para 4%.

O Ibope fez também uma simulação de segundo turno, que apontou vitória de Roberto Sobrinho sobre Lindomar Garçon, por 68% contra 23% do candidato do PV. Os brancos e nulos somam 5%, enquanto os que não sabem, 3%.

A pesquisa foi realizada entre 29 e 30 de setembro, com 504 eleitores na capital de Rondônia. A margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento, contratado pela Rádio TV do Amazonas, está registrado sob número 1328/2008 na 23ª Zona Eleitoral de Porto Velho.

03/10/2008 - 13:46h PT lidera em Santo André, Diadema e São Bernardo

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Aline Bosio e Leandro Amaral – Repórter Diário

Os três candidatos do PT que disputam a principal cadeira do Executivo em Santo André, São Bernardo e Diadema aparecem na liderança nas pesquisas realizadas pelo Instituto Opinião nesta semana. Vanderlei Siraque, Luiz Marinho e Mário Reali apresentam chances de se consagrarem vitoriosos já no primeiro turno, que será realizado neste domingo (5).

Em Santo André, o petista aparece com 42% dos votos, 31 pontos percentuais de vantagem para Raimundo Salles (DEM), que ocupa a segunda colocação. Aidan Ravin (PTB) está com 9%, Newton Brandão (PSDB) com 7% e Ricardo Alvarez (PSol) apenas 1%.

Já Marinho conta com 38% das intenções de votos, enquanto o rival tucano, Orlando Morando, registra 28%. A terceira colocação fica com Alex Manente (PPS), que soma 9%. Aldo Santos (PSol) e Evandro de Lima (PTdoB) não atingiram 1% das intenções de voto.

Em Diadema, Reali abre 15 pontos de vantagem para José Augusto (PSDB), com 46% e 31% dos votos, respectivamente. Ricardo Yoshio (PMN) registra 4% dos votos e Vladão (PCB) não alcançou 1%. As pesquisas divulgadas pelo Repórter Diário foram realizadas pelo Instituto Opinião em parceria com os jornais Ponto Final, ABCDMaior e Folha de Ribeirão Pires.

Leia também:
- Marinho abre 10 pontos e se aproxima da vitória no 1º turno
- Reali dispara com 46% dos votos e se distancia de José Augusto
- Siraque abre 31 pontos e se aproxima da vitória no 1º turno

01/10/2008 - 12:36h José Fogaça segue líder, com 35% das intenções de voto; Maria do Rosário e Manuela disputam vaga no segundo turno

Eleições2008 -  01/10/2008

José Fogaça segue líder, com 35% das intenções de voto; Maria do Rosário e Manuela disputam vaga no segundo turno Fogaça tem 39% dos votos válidos


Faltando cinco dias para o primeiro turno da eleição, José Fogaça, do PMDB, atual prefeito de Porto Alegre e candidato à reeleição, se mantém na liderança, com 35% das intenções de voto, segundo pesquisa realizada pelo Datafolha nos dias 29 e 30 de setembro. Fogaça repete a taxa que obtinha na pesquisa anterior, realizada nos dias 25 e 26. Maria do Rosário, do PT, e Manuela, do PC do B, continuam disputando uma vaga no segundo turno. Em relação ao levantamento da semana passada, o percentual de intenção de voto na petista oscilou de 19% para 20%, dentro da margem de erro, que é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. A deputada comunista se manteve com 18% das preferências.

Se o primeiro turno da eleição fosse realizado hoje, José Fogaça teria 39% dos votos válidos. Maria do Rosário ficaria com 22% e Manuela com 20% dos válidos.

A Justiça Eleitoral divulga os resultados oficiais da eleição com base nos votos válidos, excluindo brancos, nulos e abstenções. Para o cálculo destes votos, o Datafolha exclui da amostra, além dos votos brancos e nulos, os eleitores que se declaram indecisos.

Onyx, do DEM, oscilou de 5% para 8% das intenções de voto. Luciana Genro, do PSOL, se manteve com 7%. Nelson Marchezan Junior, do PSDB, e Vera Guasso, do PSTU, permanecem com 1% das preferências, cada. Carlos Gomes, do PHS, foi citado, mas não atingiu 1% das menções, como ocorria na semana passada.

O percentual dos que votariam em branco ou anulariam o voto para prefeito oscilou de 7% para 5%, e a taxa dos que se declaram indecisos caiu de 8% para 4%, a menor já registrada nessa série de pesquisas realizada pelo Datafolha na capital gaúcha. Assim, a parcela de eleitores de Porto Alegre que não têm candidato caiu de 15 pontos percentuais, na pesquisa da semana passada, para nove pontos hoje.

O Datafolha ouviu 1024 eleitores da capital gaúcha, a partir dos 16 anos de idade.

No que diz respeito à intenção de voto espontânea, José Fogaça oscilou de 28% para 27% das menções feitas antes que o entrevistado tenha acesso ao cartão com os nomes dos entrevistados. A taxa dos que dizem espontaneamente que vão votar em Maria do Rosário oscilou de 13% para 15%, e Manuela se manteve com 13% das citações espontâneas.

A taxa dos que não sabem dizer espontaneamente em quem vão votar no primeiro turno da eleição para prefeito de Porto Alegre caiu de 32% para 28%, e é a menor registrada nessa série de pesquisas.

Luciana Genro é citada espontaneamente por 5%, mesmo percentual obtido por Onyx. Nelson Marchezan Junior atinge 1% de menções espontâneas.

Petista leva vantagem sobre Manuela em relação a conhecimento do número
E decisão do voto por parte de seus eleitores

Pela primeira vez a maioria (53%) dos eleitores que têm intenção de votar em José Fogaça respondem corretamente qual número (15) devem digitar na urna eletrônica para confirmar seu voto para prefeito. Porém, expressivos 43% ainda não sabem o número do peemedebista.

Maria do Rosário, que vive disputa acirrada com Manuela por uma vaga no segundo turno, leva ligeira vantagem sobre sua adversária no que diz respeito ao conhecimento do número. A taxa de eleitores que pretendem votar na petista e sabem que devem digitar o número 13 para confirmar seu voto é de 64%. Entre os que pretendem votar na candidata do PC do B, a taxa dos que citam corretamente o número 65 é de 58%.

A cinco dias do primeiro turno da eleição para prefeito, 17% dos eleitores de Porto Alegre que declaram intenção de votar em um candidato ou que pretendem votar em branco ou anular afirmam que seu voto ainda pode mudar até o próximo domingo. A maioria (81%) diz que sua decisão é definitiva.

Esse é outro aspecto no qual a candidata do PT leva vantagem sobre Manuela: 21% dos que têm intenção de votar na candidata do PC do B afirmam que seu voto ainda pode mudar. Na pesquisa da semana passada, essa taxa era de 16%. Já entre os que têm intenção de votar na petista, o percentual dos que dizem que seu voto ainda pode mudar oscilou de 19% para 15%.

Dos que pretendem votar em Manuela, mas afirmam que seu voto ainda pode mudar, 9% afirmam que Maria do Rosário seria a candidata com mais chance de receber seu voto; 8% citam José Fogaça. Entre os eleitores que pretendem votar na candidata petista, mas não estão totalmente decididos, José Fogaça é citado por 5% como candidato com mais chance de receber seu voto. Manuela é citada por 2%, mesma taxa dos que citam Luciana Genro.

Entre os que pretendem votar em José Fogaça, 12% admitem que seu voto mudar; eram 16% na pesquisa anterior. Desses, 3% provavelmente votariam em Maria do Rosário; Manuela, Luciana Genro e Onyx são citados por 2%, cada.

Pesquisa mostra estabilidade em simulações de segundo turno e quanto a taxas de rejeição

A pesquisa mostra estabilidade quanto às simulações de segundo turno. Se uma segunda votação fosse realizada hoje entre José Fogaça e Maria do Rosário, o peemedebista teria 52% do total de votos. A petista receberia o voto de 38%. No levantamento anterior, ele obtinha 53% e ela atingia 37%.

No caso de uma disputa entre Fogaça e Manuela, o resultado, hoje, é idêntico ao registrado na semana passada: 50% para o atual prefeito, 38% para a candidata do PC do B.

Se o segundo turno fosse entre Fogaça e Maria do Rosário, o peemedebista contaria com o apoio da maioria (52%) dos que declaram intenção de votar em Onyx no primeiro turno. A candidata do PT receberia a maior parte dos votos dos eleitores de Manuela (55%) e de Luciana Genro (47%).

Movimento semelhante se daria se a disputa fosse entre o atual prefeito e Manuela: 53% dos eleitores de Onyx optariam por Fogaça; 55% dos que pretendem votar em Maria do Rosário e 42% dos que têm intenção de votar em Luciana Genro optariam pela candidata do PC do B.

Também se verifica estabilidade no que se refere às taxas de rejeição aos candidatos. O percentual dos que não votariam de jeito nenhum em Maria do Rosário no primeiro turno da eleição se manteve em 23%, e a taxa dos que não votariam em Manuela oscilou de 22% para 23%. As candidatas continuam empatando nesse ranking com o líder José Fogaça, cuja taxa de rejeição oscilou de 21% para 22%.

A taxa dos que não votariam de jeito nenhum em Onyx oscilou de 22% para 20% e Luciana Genro se manteve com 21% de eleitores que afirmam que não votariam nela de forma alguma.

O percentual de rejeição a Vera Guasso, líder nesse ranking, oscilou de 32% para 31%. Não votariam de jeito nenhum em Carlos Gomes 17%, e rejeitam Nelson Marchezan Junior 15%.

Votariam em qualquer um dos candidatos 8%, e não votariam em nenhum deles 4%.

Dizem ter grande interesse nas eleições para prefeito de Porto Alegre 34%. Afirmam ter médio interesse nas eleições 38% e declaram que têm interesse, mas que ele é pequeno, 11%. Não têm interesse na eleição para prefeito 17% dos eleitores da capital gaúcha.

São Paulo, 30 de setembro de 2008. Instituto Datafolha

01/10/2008 - 10:09h Rio: Eduardo Paes (PMDB) mantém a liderança, Crivella (PRB) e Gabeira (PV) disputam vaga no segundo turno.

Paes tem 33%, Crivella, 21%, e Gabeira, 19% dos VOTOS VÁLIDOS

http://www.alerj.rj.gov.br/fotos/futmulher_epaes_fv_24_09_07_new.jpg
Eduardo Paes (PMDB) (acima) lidera no Datafolha, Crivella e Gabeira (embaixo) disputam o segundo lugar
http://oglobo.globo.com/fotos/2008/03/21/21_MHG_teste2monta.jpg

DATAFOLHA

Eduardo Paes (PMDB) lidera a disputa pela prefeitura do Rio de Janeiro, com 29% das intenções de voto, a cinco dias das eleições municipais. Ele mantém o mesmo índice do último levantamento, em 25 e 26 de setembro.

O adversário de Paes no segundo turno está indefinido: Marcelo Crivella (PRB) oscilou um ponto em relação à pesquisa anterior e agora tem 19%, enquanto Gabeira (PV), que já havia subido quatro pontos percentuais há quatro dias, oscilou mais dois pontos para cima e agora tem 17%.

Jandira Feghali (PCdoB) passou de 13% para 12% das intenções de voto.

Sem alterações significativas nas taxas de intenção de voto encontram-se os demais candidatos, com pouca probabilidade de continuar na disputa. Solange (DEM) obteve 5% das citações; Molon (PT), 4%; Chico Alencar (PSOL), 2%; e Paulo Ramos (PDT), 1%. Eduardo Serra (PCB), Filipe Pereira (PSC) e Vinícius Cordeiro (PTdoB) não alcançaram a taxa mínima.

Afirmam agora que votarão em branco ou anularão 7% dos eleitores, e ainda não souberam posicionar-se 4%.

Considerando-se apenas os votos válidos, Paes tem 33% das intenções de voto.Crivella aparece com 21%, empatado com Fernando Gabeira, que tem 19%.

A seguir, vêm Jandira, 13%, Solange, 5%, Molon, 4%, Chico Alencar, 3%, e Paulo Ramos, 1%.

No cálculo por votos válidos não estão incluídos os brancos, nulos e as abstenções. É com base nos votos válidos que a Justiça Eleitoral divulga os resultados oficiais da eleição. Para o cálculo desses votos, o Datafolha exclui da amostra, além dos votos brancos e nulos, os eleitores que se declaram indecisos.

O Datafolha ouviu 1311 eleitores cariocas de 16 anos ou mais, nos dias 29 e 30 de setembro de 2008. A margem de erro máxima, para o total da amostra, é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Eleitores de Paes e Crivella são os que mais cientes do número a ser digitado

A cinco dias da votação popular para o próximo prefeito, a taxa de conhecimento do número do candidato atinge 48%, quase a mesma observada na semana passada (45%).

Mostram-se mais cientes do número correto os eleitores de Paes (57%, ante 53% há quatro dias) e de Crivella (53%, sete pontos percentuais acima do verificado antes, 48%), em comparação aos eleitores de Gabeira (41%) e Jandira (38%).

78% estão totalmente decididos quanto ao voto

Enquanto 70% dos eleitores diziam-se totalmente decididos quanto à sua escolha há quatro dias, hoje essa parcela soma 78%.

Do eleitorado de Eduardo Paes, 82% votariam estão certos de seu voto. Entre os eleitores de Gabeira, 79% estão totalmente decididos a votar no candidato. Para a mesma projeção, 81% dos que dizem votar em Crivella estão totalmente decididos em relação ao seu voto.

Na pesquisa espontânea, quando não é apresentado aos eleitores o cartão com o nome dos candidatos, Paes também continua liderando, acima do obtido na última pesquisa: de 16%, ele atinge agora 20%.

Crivella, que aparecia sozinho em segundo lugar até semana passada, mantém 12%, e empata tecnicamente com Gabeira, que sobe de 10% para 13%.

Jandira Feghali tem 7%. Em relação aos demais candidatos, não são observadas mudanças significativas: Molon e Solange ficam com 2%, e Chico com 1% das menções espontâneas. Os demais não alcançam 1%, cada. Nesta situação, 8% reafirmam intenção de votar branco ou nulo e um terço (30%) revela-se indeciso.

Paes venceria adversários se segundo turno fosse hoje

Considerada a hipótese de segundo turno entre Paes e Crivella, amplia a vantagem do primeiro em relação ao segundo: há quatro dias, 53% escolheriam o primeiro e 32% o segundo, taxas que chegam agora, respectivamente, a 58% de opção pelo candidato do PMDB, ante 29% do candidato do PRB. Declaram voto em branco ou nulo 12%, enquanto 2% não souberam opinar.

Pela primeira vez, o Datafolha testou a hipótese de o segundo turno ocorrer entre Paes e Gabeira. Neste caso, Paes seria eleito, com 53%, contra 33% do candidato do PV. Outros 11% anulariam ou votariam em branco, 2% estariam indecisos.

Na terceira situação possível apresentada aos entrevistados, 51% escolheriam Paes e 37% optariam por Jandira, isto é, Paes também seria eleito. Assim como ocorre com Crivella, Paes aumenta a vantagem sobre a candidata do PCdoB, que tiveram 48% e 41% das menções na semana passada. Mostram-se sem candidato 12%, sendo 2% de indecisos e 10% os que afirmam que votariam branco ou nulo.

Por último, na quarta vez em que é testada a hipótese de disputa entre Crivella e Jandira, novamente Jandira aparece com vantagem: ela seria eleita com 50% dos votos, contra 36% do adversário.

Eleitores rejeitam mais Crivella e Solange

Como observado desde o início das pesquisas de intenção de voto no Rio de Janeiro este ano, Crivella é o candidato mais rejeitado: 38% dos eleitores cariocas não votariam nele de jeito nenhum, taxa que mantém-se estável em relação à semana passada.

Solange permanece como o segundo nome mais rejeitado desde agosto, agora por 26% dos eleitores, um ponto abaixo do obtido na pesquisa anterior (27%).

Compõem um terceiro grupo de candidatos que não seriam escolhidos pelos eleitores Gabeira (rejeitado por 24%), Jandira (19%), Paes (18%). Considerando-se esses resultados, Paes tem uma vantagem em relação a seu principais adversários na disputa.

Seguem-se, com 16% cada, Molon e Filipe Pereira; com 15% (cada), Paulo Ramos e Vinícius Cordeiro; com 14% (cada), Chico Alencar e Antonio Carlos; e, por último, Eduardo Serra com 13%.

Afirmam que votariam em qualquer um e não rejeitam nenhum 7%, 4% rejeitam todos e não votariam em nenhum, outros 5% não souberam posicionar-se.

Avaliação de maia continua regular
Eleitores atribuem nota 4,9 ao prefeito

Prestes a completar sete anos e nove meses à frente da prefeitura do Rio de Janeiro, Cesar Maia é aprovado, com avaliação ótima ou boa, por 23% dos eleitores cariocas, taxa que foi de 22% há quatro dias, em 26 de setembro, e que mostra-se estável, considerando a margem de erro, desde o início de julho, quando atingiu 26% de aprovação, a partir do que oscilou para baixo ou para cima.

Já, a parcela dos que o avaliam como regular (39%) mantém-se praticamente a mesma desde 17 e 18 de setembro, quando apresentou crescimento em relação ao início do mês (32% em levantamento dos dias 04 e 05).

Por outro lado, considerando o decorrer do mês de setembro, diminui seis pontos percentuais a taxa de reprovação ao prefeito do DEM: de 40% no início do mês para 36% semana passada, taxa que se mantém no atual levantamento.

Na presente pesquisa, Maia alcança 4,8 de nota média, atribuída pelos eleitores dentro de uma escala de zero a dez, aproximando-se um pouco mais do 5,1 obtido em 03 e 04 de julho.

São Paulo, 30 de setembro de 2008. Instituto Datafolha

30/09/2008 - 19:55h Cancelado o debate na Globo, dizem que o periquito do papagaio agiu a pedido de um Grã tucano

http://dearad.files.wordpress.com/2008/03/nova_logo_globo.jpg

da Folha Online

Os candidatos à Prefeitura de São Paulo lamentaram a decisão da TV Globo de cancelar o debate antes do primeiro turno da eleição municipal. A petista Marta Suplicy admitiu a possibilidade de algum dos seus adversários ter manobrado para impedir a realização do debate.

“Talvez [tenha acontecido uma manobra]“, respondeu ela ao ser questionada. “Porque da nossa parte houve compromisso e eu lamento muito que não haja debate.”

Marta não citou nomes, mas fez várias críticas ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), candidato à reeleição.” No Nordeste, brasileiro colocou o PFL, os ‘demos’, na extinção. De repente a cidade de São Paulo está com alguém que nunca foi eleito e um partido que nunca foi eleito em São Paulo, com possibilidade de votação boa. São Paulo é a maior cidade do país, como vai ter a bandeira do retrocesso do PFL?”

Em público, Kassab disse lamentar o cancelamento do debate. “Lamento muito porque os debates são muito importantes. Eu compareci a todos e infelizmente não vai ter este. É uma oportunidade a menos do eleitor paulistano definir o seu voto”, afirmou Kassab.

Nos bastidores, de acordo com o blog Campanha no Ar, a equipe de Kassab comemorava o cancelamento do debate da Globo.

Em nota divulgada à imprensa, Alckmin disse que “perde São Paulo ganha a dissimulação” com o cancelamento do debate. “Perde o eleitor, que poderia comparar as propostas para o governo de sua cidade, e ganha a articulação de bastidor que inviabilizou o encontro. Perde a população, que poderia conhecer melhor o passado e os compromissos de cada candidato e ganha a estratégia obscura”, diz a nota.

O “Painel” da Folha, editado por Renata Lo Prete, informou que Alckmin (PSDB) recebeu como má notícia o cancelamento do debate.

Acordo

Em nota, a TV Globo informa que tentou fechar um acordo com os candidatos Ivan Valente (PSOL), Ciro Moura (PTC) e Renato Reichmann (PMN) para que eles não participassem do debate de São Paulo. “Este acordo tem sido tentado desde maio. Para que aqueles com menos densidade eleitoral abrissem mão do debate, a TV Globo ofereceu cobertura muito maior do que aquela a que fariam jus inicialmente se apenas critérios jornalísticos fossem levados em conta. Esta cobertura já foi ao ar”, diz a nota.

O objetivo era fazer o debate somente com os cinco candidatos mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto –Marta Suplicy (PT), Gilberto Kassab (DEM), Geraldo Alckmin (PSDB), Soninha Francine (PPS) e Paulo Maluf (PP).

Em nota à imprensa, Valente disse que a lei eleitoral determina que todos os candidatos com representação na Câmara dos Deputados sejam convidados para os debates televisivos. Afirmou também que os candidatos não aceitaram as formas de compensação oferecidas pela emissora –entrevistas em jornais locais — por considerarem uma medida antidemocrática.

O candidato alegou ainda que a ampla exposição e a troca de idéia entre os concorrentes são fundamentais para a construção da democracia. “É no debate eleitoral –muito mais do que no próprio horário gratuito — que o real confronto de idéias, essencial para a escolha do eleitoral, se faz presente”, disse.

De acordo com o blog Campanha no Ar, Ciro rechaça a idéia de que tenha causado o cancelamento do debate. Lembrando que outros dois candidatos se recusaram a assinar o acordo, Moura afirma que “a Globo é grande, mas não está acima da lei”.

28/09/2008 - 15:56h Porto Alegre em disputa acirrada

Blog da Rosane de Oliveira do jornal Zero Hora de Porto Alegre

Margem estreita

DA PÁGINA 10 DE ZH DOMINICAL

Com a indefinição sobre quem vai enfrentar José Fogaça no segundo turno, a última semana de campanha não deve registrar mudança na tática dos candidatos que ocupam os primeiros lugares em Porto Alegre: Maria do Rosário e Manuela D’Ávila continuarão se atacando porque brigam pela segunda vaga e a pesquisa mostrou empate técnico.
Como o Ibope desta semana destoa das pesquisas anteriores e das sondagens de outros institutos em relação ao segundo turno, o experiente Fogaça não cairá na tentação de mudar tudo porque os números dizem que a parada é mais difícil com Rosário. Na coordenação da campanha, Manuela é considerada mais perigosa, por ser novidade e por não precisar responder pelos governos passados.


Como caiu o número de indecisos, será preciso suar para virar votos. Isso significa intensificar o corpo-a-corpo, que tem dividido a atenção com os debates e entrevistas. Maria do Rosário e Manuela farão comícios no Largo Glênio Peres, enquanto Fogaça seguirá visitando bairros.

Cautela com as pesquisas

ABERTURA DA PÁGINA 10 DE ZH DOMINICAL

Se a pesquisa do Ibope estiver certa, uma das vagas no segundo turno na Capital será disputada palmo a palmo pelas candidatas Manuela DÁvila (PC do B) e Maria do Rosário (PT). Só pela pesquisa é impossível dizer qual delas irá para o segundo turno com o prefeito José Fogaça (PMDB), até porque a mobilização na última semana de campanha é capaz de virar uma eleição que parecia perdida. O PT está aí para comprovar que é possível: já virou disputa que parecia perdida, colocando os militantes na rua e fazendo valer sua inserção na periferia.Ameaçado de ficar fora da fase seguinte, o partido tem se mobilizado nos últimos dias, mas a candidata Maria do Rosário permanece empacada nos 16%. A pesquisa mostra que o PT está no jogo, mas terá de usar sua capilaridade nas vilas para desbancar Manuela.Quem já se envolveu diretamente com uma campanha sabe que é preciso ter cautela com as pesquisas e não dar a elas mais valor do que têm: são retratos de um momento e têm margem de erro elevada – no caso do Ibope, três pontos percentuais para mais ou para menos. A do Ibope apontou uma queda de quatro pontos percentuais para Manuela e crescimento de mesma ordem para Luciana Genro (PSOL), enquanto Maria do Rosário permaneceu estagnada e o prefeito José Fogaça aumentou dois pontos.Alguns números são intrigantes, a começar pela queda de Manuela e pela estagnação de Rosário. Não combinam com o que se percebe na rua. Causam estranheza, também, os resultados das simulações de segundo turno, muito diferentes da pesquisa anterior do próprio Ibope, sem que tenha ocorrido algum fato político capaz de justificar tal mudança. Na sondagem anterior, Manuela aparecia como uma candidata mais competitiva do que Rosário no confronto com Fogaça. Agora, a situação se inverteu. Na simulação de segundo turno entre Manuela e a petista, a pesquisa anterior dava 45% para a candidata do PC do B e 31% para a do PT. Agora, Manuela tem 35% e Rosário, 34%.

Escrito por Rosane de Oliveira

27/09/2008 - 12:33h Datafolha: Intenção de voto para prefeito de Sao Paulo

 

Ver também no blog meus comentários sobre as pesquisas Ibope e Datafolha, em Pesquisas mostram disputa acirrada pelo segundo lugar e Marta consolidada na liderança

Datafolha

A nove dias do primeiro turno da eleição para prefeito de São Paulo, o atual ocupante do cargo, e candidato à reeleição, Gilberto Kassab, do DEM, chega a 24% das intenções de voto e abre uma vantagem de quatro pontos percentuais sobre Geraldo Alckmin, do PSDB, que tem 20% das preferências. Ocorre um empate, em razão da margem de erro, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Porém, como o empate se dá no limite da margem de erro, a probabilidade de Kassab estar à frente é maior. Marta Suplicy, do PT, continua liderando, com 37%.

Em comparação com o levantamento anterior, realizado há uma semana, nos dias 17 e 18, foram registradas oscilações dentro da margem de erro. A taxa de intenção de voto em Marta permaneceu idêntica, e Alckmin oscilou dois pontos para baixo (tinha 22%). Kassab oscilou dois pontos para cima (atingia 22%).

Gilberto Kassab é, entre os três primeiros colocados na disputa, o único candidato que ganhou pontos após o início do horário eleitoral. No final de julho, o democrata tinha 11%, e estava em terceiro lugar, 21 pontos atrás de Geraldo Alckmin, que tinha 32%, e dividia a liderança com Marta que, na ocasião, tinha 36%. A primeira pesquisa realizada após o início da transmissão do horário eleitoral, realizada nos dias 21 e 22 de agosto, mostrava Marta com 41%, Alckmin com 24% e Kassab com 14%. O prefeito oscilou positivamente a cada pesquisa: ele obteve 16% no final de agosto, foi a 18% no começo de setembro, a 21% em levantamento dos dias 11 e 12 desse mês, a 22% na semana seguinte e chega hoje a 24%. Ou seja, depois do horário eleitoral, a candidata do PT se manteve estável, o candidato tucano perdeu 12 pontos percentuais e Kassab ganhou 13 pontos.

O ex-prefeito Paulo Maluf (PP) oscilou de 7% para 6% das preferências e Soninha (PPS) oscilou de 3% para 4%. Ivan Valente (PSOL) se mantém com 1% das intenções de voto. Anaí Caproni (PCO), Ciro (PTC), Levy Fidelix (PRTB) e Renato Reichmann (PMN), foram citados, mas não atingiram 1% das menções. O nome de Edmilson Costa (PCB) constava do cartão circular apresentado aos entrevistados, mas ele não foi citado.

Se a eleição fosse hoje, 4% votariam em branco ou anulariam o voto, e 3% não saberiam em quem votar.

Foram ouvidos 1658 eleitores da cidade de São Paulo, a partir dos 16 anos de idade, nos dias 25 e 26 de setembro.

A taxa dos que dizem espontaneamente, antes da apresentação dos nomes dos candidatos, que vão votar em Marta Suplicy para prefeita, é hoje de 29%. Há uma semana, eram 28%. Gilberto Kassab atinge sua maior taxa de intenção de voto espontânea, 19% (eram 17% no levantamento anterior). Geraldo Alckmin é citado de maneira espontânea por 14%, mesmo percentual registrado na semana passada. Não sabem dizer, espontaneamente, em quem vão votar para prefeito em 5 de outubro, 25%, menor taxa registrada nessa série de pesquisas do Datafolha.

Em simulação de segundo turno contra Marta, Kassab tem 47%, e a petista, 46%

As três simulações de segundo turno feitas pelo Datafolha mostram empates, em razão da margem de erro, de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Pela primeira vez a simulação de um segundo turno entre Marta Suplicy e Gilberto Kassab mostra o democrata numericamente à frente da petista: se uma segunda votação fosse realizada hoje, 47% votariam em Kassab, e 46% dariam seu voto a Marta. Na pesquisa da semana passada era a ex-prefeita quem estava numericamente à frente (46% a 45%).

Se o segundo turno fosse entre Marta e Geraldo Alckmin, 48% votariam no tucano e 45% optariam pela candidata do PT. As quatro últimas pesquisas mostravam os dois rigorosamente empatados, com 47% das preferências, cada, nos três últimos levantamentos, e com 46%, cada, no final de agosto.

A simulação de um segundo turno entre Alckmin e Kassab, hipótese hoje pouco provável, mostra o peessedebista com 44% e o democrata com 42% das intenções de voto. Na pesquisa anterior, o candidato tucano estava sete pontos à frente (47% a 40%).

Rejeição a Kassab oscila para baixo e empata com a de Alckmin; Marta é rejeitada por 35%

A rejeição a Gilberto Kassab, que tinha subido na última pesquisa, voltou a oscilar para baixo. O percentual dos que não votariam de jeito nenhum no democrata no primeiro turno da eleição para prefeito passou de 24% na semana passada para 21% hoje. Assim, o democrata volta a empatar com Geraldo Alckmin no ranking de rejeição; a taxa dos que descartam votar no tucano oscilou de 17% para 18%. Marta, por sua vez, atinge a maior taxa de rejeição nessa série de pesquisas: 35% afirmam que não votariam na ex-prefeita de forma alguma no primeiro turno da eleição. Na pesquisa da semana passada eram 34%.

Paulo Maluf continua sendo o candidato com maior taxa de rejeição: 58% dos eleitores paulistanos não votariam de jeito nenhum no ex-prefeito, taxa idêntica à registrada no levantamento anterior.

Vêm a seguir Soninha (17% de rejeição), Levy Fidelix (16%), Ciro (13%), Anaí Caproni, Ivan Valente (12% de rejeição, cada), Edmilson Costa (11%) e Renato Reichmann (10%).

Votariam em qualquer um dos candidatos 2%, mesmo percentual dos que não votariam em nenhum deles.

27/09/2008 - 11:54h Em Porto Alegre, disputa pelo 2º turno continua indefinida

Segundo Datafolha, Fogaça segue líder, com 35%

http://www.videversus.com.br/fotos/6997/6997_jose_fogaca2.jpgrosario_manuela_luciana.jpg
Fogaça (PMDB) na liderança, enfrentará Maria do Rosário(PT) ou Manuela d’Avila (PCdoB), Luciana Genro (Psol) está com 7%

GRACILIANO ROCHA DA AGÊNCIA FOLHA, EM PORTO ALEGRE

Na reta final da eleição, o prefeito e candidato à reeleição José Fogaça (PMDB) se mantém líder isolado da disputa pela Prefeitura de Porto Alegre, enquanto Maria do Rosário (PT) e Manuela D’Ávila (PCdoB) buscam, voto a voto, a passagem parao segundo turno.

Pesquisa Datafolha realizada nos dias 25 e 26 de setembro mostra Fogaça com 35% das intenções de voto. Ele oscilou dois pontos percentuais para cima em relação à pesquisa feita em 17 e 18 de setembro.

A petista avançou um ponto e está com 19%, enquanto a comunista manteve-se com 18% – o que configura empate técnico.

A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Luciana Genro (PSOL) têm 7% e, Onyx Lorenzoni (DEM), 5%. Nelson Marchezan Jr. (PSDB) e Vera Guasso (PSTU) têm 1%. Carlos Gomes (PHS) não foi citado.

“Dificilmente o Fogaça deixará de disputar o segundo turno, mas quem deve disputar comele é completamente indefinido, já que Maria do Rosário e Manuela empatam até na rejeição”, disse o diretor do Datafolha, Mauro Paulino. Dos ouvidos, 23% disseram que não votariam na petista e 22% não votariam em Manuela.

A maior diferença entre as candidatas está na TV e no rádio: 22% acham que Manuela está se saindo melhor – o dobro dos que acham a propaganda da petista melhor. Fogaça leva a melhor no quesito, com 30%.

No segundo turno, Fogaça seria o vencedor. Contra a petista, o atual prefeito venceria por 53%a 37%. Contra Manuela, 50% preferem Fogaça e 38%, a candidata do PCdoB.

O Datafolha ouviu 1.035 eleitores em Porto Alegre. A pesquisa está registrada no TRE sob o número 84/2008.

27/09/2008 - 11:27h Três candidatos agora lideram em Salvador

ACM Neto, João Henrique e Walter Pinheiro estão tecnicamente empatados a menos de dez dias da eleição


ACM Neto,
  Imbassahy, João Henrique  e Walter Pinheiro

LUIZ FRANCISCO DA AGÊNCIA FOLHA,EM SALVADOR

O deputado federal Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM), o prefeito João Henrique Carneiro (PMDB) e o deputado federal Walter Pinheiro (PT) dividem a liderança na disputa pela Prefeitura de Salvador, a menos de dez dias para o primeiro turno da eleição.

Pesquisa Datafolha realizada entre quinta-feira e ontem mostra que o candidato democrata tem25%das intenções de voto, contra 23% do peemedebista e 21% do petista.

Em relação ao último levantamento, ACM Neto oscilou dois pontos para baixo e o peemedebista e o petista oscilaram um ponto para cima cada um.

Antonio Imbassahy (PSDB) e Hilton Coelho (PSOL) também oscilaram um ponto para cima e passaram, respectivamente, para 15% e 4%.

Foram ouvidos 1.008 eleitores e a margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. De acordo com a pesquisa, 6% dos eleitores pretendem votar em branco ou nulo e 5% estão indecisos.

Na intenção de voto espontânea, ACM Neto aparece com 17% (oscilou dois pontos para baixo), João Henrique tem16% (subiu quatro pontos em relação ao último levantamento) e Walter Pinheiro manteve os 14% da pesquisa anterior.

O Datafolha também simulou um eventual segundo turno entre os candidatos que aparecem à frente na pesquisa.

Entre João Henrique e ACM Neto, ocorre empate técnico: o peemedebista teria 44%, contra 42% do democrata. Caso o segundo turno aconteça entre Walter Pinheiro e ACM Neto, há um novo empate: o petista teria 46% dos votos, contra 43%. EntreACMNeto eImbassahy, mais umempate:42%para o candidato do DEM, contra 38%parao tucano.

Segundo o Datafolha, ACM Neto (40%) e João Henrique (37%) continuamsendo os candidatos mais rejeitados, ao lado de Hilton Coelho (36%), do PSOL. Em seguida aparecem Antonio Imbassahy, que passou de 27% para 30%, e Walter Pinheiro, que também teve o seuíndice derejeição aumentado – passou de 18% para 22%.

“O cenário é imprevisível. Não dá para afirmar quem vai disputar o segundo turno”, disse Mauro Paulino, diretor do Datafolha. O instituto perguntou também se os eleitores de Salvador estãodecididos emrelação ao seu voto – 78% responderam que não mudam de candidato, enquanto 20% afirmaram que podem alterá-lo.

Avaliação do prefeito Para 46% dos entrevistados, o desempenho de João Henrique à frente da prefeitura é regular, o que representaumaoscilação de três pontos para cima.

Outros 22% avaliam a sua administração como ótima ou boa (queda de quatro pontos) e 30% acham péssimo o governo do peemedebista (aumento de dois pontos).Amédia atribuída a seu desempenho é de 5,1.

25/09/2008 - 14:18h Petistas são favoritos em Rio Branco e em Porto Velho

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Candidato à reeleição na capital acreana, Raimundo Angelim tem apoio dos irmãos Tião e Jorge Viana e, segundo as pesquisas de intenção de votos, deve definir a disputa ainda no primeiro turno

Edson Luiz – Correio Braziliense

José Varella/CB/D.A Press – 26/11/04
Angelim, do PT(E): perda de cinco pontos percentuais, mas na dianteira


José Varella/CB/D.A Press – 6/10/06
Tião e Jorge Viana, senador e ex-governador do Acre: cabos eleitorais de Angelim em Rio Branco

O prefeito de Rio Branco, Raimundo Angelim (PT), seria reeleito se a eleição fosse realizada hoje. A última pesquisa do Ibope, divulgada na terça-feira, mostra o candidato com 51% da preferência dos eleitores, contra 23% do segundo colocado, o deputado federal Sérgio Petecão (PMN). Tião Bocalom (PSDB) ocupa a terceira posição, com 11%. Apesar da dianteira, Angelim, que conta com apoio do ex-governador Jorge Viana e seu irmão, o senador Tião Viana (PT-AC), perdeu cinco pontos percentuais em relação à amostragem feita há um mês.

Sem tradição política, o ex-professor universitário Raimundo Angelim chegou à prefeitura de Rio Branco com apoio dos irmãos Viana e da senadora Marina Silva (PT-AC), que fizeram a maior parte dos cargos nos 22 municípios do Acre. Na capital, o atual prefeito conseguiu derrotar o deputado federal Flaviano Melo, considerado uma das maiores lideranças do PMDB no estado. Nas últimas eleições, o PT também fez maioria na Câmara dos Deputados e mantém dois parlamentares no Senado, contra um do PMDB, Geraldo Mesquita Júnior, que foi eleito pelo PT e posteriormente se desligou do partido.

Curiosamente, apesar de o PT dominar atualmente a política do Acre, foi no estado que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve um de seus piores desempenhos nas eleições de 2006, quando o candidato do PSDB Geraldo Alckmin obteve grande vantagem. O fenômeno, que nem mesmo o tucano soube explicar, pode ser atribuído ao apoio do PMDB ao adversário do presidente, já que nunca houve acordos estaduais com os petistas.

Na pesquisa divulgada na terça-feira, o candidato petista ficou com 51% da intenção de votos, mas distante do segundo colocado, o deputado Petecão, que é apoiado pelo PMDB. Angelim representa uma coligação que reúne outros 16 partidos que formam a Frente Popular do Acre, criada há oito anos para eleger Jorge Viana governador do estado. Petecão subiu quatro pontos percentuais, já que na pesquisa realizada em agosto contava com 19% e hoje está em 23%. O mesmo aconteceu com Bocalom, que teve um crescimento de dois pontos, saindo de 11% para 13%. Antônio Rocha, do PSol manteve o mesmo índice de antes: 1% das intenções de votos.

Os votos brancos e nulos, que na primeira pesquisa totalizaram 6%, ficaram na amostragem divulgada terça-feira em 3%, enquanto que o número de eleitores indecisos subiu de 7% para 9%. Na simulação feita pelo Ibope, seja qual for o adversário de Angelim em um eventual segundo turno, a vitória seria do prefeito de Rio Branco com 60% dos votos.

FICHA TÉCNICA

RIO BRANCO
População
280 mil

Eleitores
201.620

Candidatos a prefeito
4

Orçamento
R$ 350 milhões

PORTO VELHO
População
380.884

Eleitores
253.333

Candidatos a prefeito
7

Orçamento
R$ 500 milhões
Metodologia e identificação

A pesquisa do Ibope em Rio Branco foi feita entre 12 e 14 de setembro, enquanto que em Porto Velho, entre os dias 15 e 17. Nas duas cidades as amostragens foram encomendadas pela Rádio TV do Amazonas e a margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos. Na capital do Acre a pesquisa foi registrada na 1ª Zona Eleitoral de Rio Branco com o número 11615/2008. Em Porto Velho, o registro foi feito na 23ª Zona Eleitoral com o número 1249/2008.
Em Porto Velho, vantagem é mantida

O prefeito de Porto Velho, Roberto Sobrinho (PT), manteve os mesmos percentuais na pesquisa divulgada pelo Ibope na terça-feira e deve ser reeleito sem precisar disputar um segundo turno. Ele tem 55% das intenções de votos contra 19% de seu principal adversário, Lindomar Garçon (PV). O terceiro colocado, Mauro Nazif, tem 3%. Apesar de os resultados de ambas as pesquisas serem semelhantes, houve um aumento grande do número de entrevistados que disseram não saber em quem votar. Em agosto era 7% e em setembro chegou a 13%.

Roberto Sobrinho tem pouco tempo de carreira em Rondônia e não faz parte dos grupos tradicionais que sempre dominaram a política no estado. Sua primeira experiência foi justamente a prefeitura de Porto Velho. O petista agora enfrenta dois adversários que poderiam ser considerados de peso, mas que estão muito além do que era de se esperar. Hamilton Casara (PSDB) chegou a ser presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e deputado federal. David Chiquilito Erse é de família tradicional na política. Seu pai, de quem herdou o nome, foi um dos mais populares prefeitos da capital rondoniense.

A recondução pode estar garantida, segundo a pesquisa do Ibope, que não detectou alterações entre seus adversários que pudessem ameaçar seu favoritismo. O segundo colocado continua com os mesmos índices de antes, que foi 19%, enquanto que o terceiro candidato caiu de 7% para 3%. Os outros quatro candidatos mantiveram ou caíram na pontuação. David Chiquilito Erse (PCdoB) continua com 3%, o mesmo percentual da pesquisa anterior, enquanto que Doutor Alexandre (PTC) caiu de 3% para 1%. Adilson Siqueira (PSol) e Hamilton Casara (PSDB) permaneceram com 1%.

Pela pesquisa do Ibope, os únicos números que aumentaram foram os dos indecisos, que quase dobraram em um mês e a poucos dias das eleições: de 7% para 13%, enquanto que brancos e nulos mantiveram os mesmos 4% de agosto. (EL)

22/09/2008 - 14:28h Rio: Paes sobe quatro pontos e aumenta vantagem sobre Crivella, aponta pesquisa

Eduardo Paes (PMDB) assume a liderança no Rio. Marcelo Crivella (PRB) em segundo
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colaboração para a Folha Online, no Rio

A 9ª pesquisa de intenção de votos feita pelo IBPS (Instituto Brasileiro de Pesquisa Social) na cidade do Rio de Janeiro aponta ampliação da vantagem do candidato a prefeito Eduardo Paes (PMDB) sobre o segundo colocado Marcelo Crivella (PRB). Paes tem 29% da preferência do eleitorado, quatro pontos percentuais a mais que na consulta anterior. Já Crivella soma 17%, dois pontos a menos do que tinha no levantamento divulgado dia 5 de setembro.

Jandira Feghali (PC do B) aparece com 11% das intenções de voto e Fernando Gabeira (PV), com 9% das preferências. Solange Amaral (DEM) caiu um ponto, para 4%; Alessandro Molon (PT) ficou estável em 4%. Chico Alencar (PSOL) perdeu dois pontos e agora tem 2%. Paulo Ramos (PDT) manteve o índice de 1% das preferências.

Votos nulos e brancos somam 7%. Os candidatos Felipe Pereira (PSC), Antonio Carlos (PCO), Eduardo Serra (PCB) e Vinícius Cordeiro (PT do B) não atingiram individualmente 1% das citações.

O instituto mediu ainda a rejeição dos candidatos. Crivella aparece em primeiro lugar, com 29%; seguido de Solange Amaral, com 11%; Gabeira, com 9%; Jandira Feghali, com 5%; Alessandro Molon, com 4%; Eduardo Paes, com 5%; Chico Alencar, com 2%; Paulo Ramos, com 2%; Felipe Pereira, com 2%; e Antonio Carlos, Eduardo Serra e Vinícius Cordeiro, com 1%.

Segundo turno

Na projeção de segundo turno entre Paes e Crivella, o peemedebista teria 55% contra 23% do adversário. Entre Paes e Jandira, segundo o IBPS, o primeiro teria 48%, contra 31% da candidata.

Em outro cenário de segundo turno, Jandira venceria Crivella por 48% a 28%. Já Gabeira teria 40% contra 35% de Crivella. Este último resultado mostra uma inversão de tendência, com a vitória de Gabeira pela primeira vez na série histórica.

Na aferição de voto espontâneo, 46% dos entrevistados responderam que ainda não têm candidato a prefeito para as próximas eleições. Entre os candidatos citados espontaneamente aparecem: Eduardo Paes (18%), Crivella (10%), Jandira (6%), Gabeira (7%), Chico Alencar (2%), Solange Amaral 2%, Alessandro Molon 2%, Paulo Ramos (1%).

Governantes

A 9ª pesquisa do IBPS mostra que o presidente Lula é aprovado (soma dos conceitos “muito bom”e “bom”) por 51% dos cariocas, considerado “regular” por 35% e reprovado (soma dos conceitos “ruim” e “muito ruim”) por 13%.

O governador Sérgio Cabral é aprovado por 31% dos cariocas, considerado “regular” por 44% e reprovado por 21%. O prefeito Cesar Maia é aprovado por 24% dos cariocas, considerado “regular” por 33% e reprovado por 40%.

Do total de entrevistados, 46% disseram que votariam em um candidato apoiado por Lula, outros 20% são indiferentes a esse apoio, enquanto 32% não votariam nesse candidato. Já 37% votariam em um candidato apoiado pelo governador, outros 21% são indiferentes, enquanto 38% não votariam nesse candidato. Há ainda 23% dos entrevistados que votariam em um candidato apoiado pelo prefeito, outros 17% são indiferentes a esse apoio, enquanto 55% não votariam nesse candidato.

Pesquisa

O IBPS ouviu 2.512 eleitores entre os dias 15 e 18 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para cima ou para baixo. A pesquisa foi registrada na 228ª Zona Eleitoral, sob o número 031/2008.

19/09/2008 - 09:29h DATAFOLHA RIO: disputa acirrada pelo 2º lugar

No Datafolha, Paes lidera com 26%; já Crivella, Jandira e Gabeira estão embolados

Cláudia Lamego e Fábio Vasconcelos – O Globo

A18 dias da eleição, embolou a disputa pela prefeitura do Rio, mas pelo segundo lugar.
Pesquisa Datafolha encomendada pela Rede Globo e pela “Folha de S.Paulo” mostra que o candidato do PMDB, Eduardo Paes, subiu um ponto mas consolidou-se na liderança, com 26% das intenções de voto.

Em segundo lugar aparece Marcelo Crivella (PRB), que tinha 21% e caiu para 18%. O senador, porém, está tecnicamente empatado com Jandira Feghali (PCdoB), que foi de 12% para 13%. O candidato do PV, Fernando Gabeira, vem logo atrás, já que subiu três pontos e hoje tem 11%. Com este resultado, ele fica tecnicamente empatado com Jandira, porque a pesquisa tem margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Em quinto lugar, Solange Amaral (DEM), candidata do prefeito Cesar Maia, caiu dois pontos e agora tem apenas 5%. Em seguida, surge Alessandro Molon (PT), que subiu um ponto, passando para 4%. Chico Alencar (PSOL) foi de 4% para 3% e Paulo Ramos passou de 1% para 2%.

Em branco e nulos somam 11%, e 6% dos eleitores disseram que não sabem em quem vão votar ou não opinaram. Filipe Pereira (PSC) e Eduardo Serra (PCB) atingem 1%, cada. Já Antonio Carlos (PCO) e Vinicius Cordeiro não pontuaram. Gabeira comemorou a divulgação dos números, dizendo que agora aparece para o eleitorado como candidato viável para ir ao segundo turno. Ele disse acreditar que quem o considerava bom candidato, mas estava indeciso, agora vai mudar.
— Estou crescendo, e isso é bom para que as pessoas acreditem que posso chegar ao segundo turno. Acredito que vou crescer ainda entre os indecisos. A disputa vai ser muito emocionante, voto a voto — disse Gabeira. O candidato disse que estava perdendo eleitores para o chamado voto útil contra o senador Crivella. Gabeira afirma que pode conseguir votos de outros adversários também.

— Preciso fazer com que o voto útil não seja contra mim. Vou continuar trabalhando por mais eleitores.

Crivella tem a mais alta rejeição: 34%

Eduardo Paes, que pela primeira vez lidera fora da margem de erro, também comemorou o resultado: — Vejo com muita alegria, mas com humildade, porque tem muito trabalho pela frente. Pelo que leio nos jornais, existe equilíbrio das intenções de voto em todas as classes sociais.Acho que isso é muito bom. Com os dados, Jandira disse estar convencida de que vai disputar o segundo turno.

— Essa possibilidade vem se reafirmando a cada pesquisa. Temos um número de indecisos enorme na pesquisa espontânea do Rio. Além disso, tenho sentido o carinho das ruas. Procurado, Crivella não quis comentar a pesquisa. Nas simulações de segundo turno, Eduardo Paes ganha dos dois principais adversários. Com Crivella, o placar ficaria em 53% a 32% para o peemedebista. Se fosse contra Jandira, ele venceria por 48% a 37%. Se a disputa fosse entre Jandira e Crivella, a candidata ganharia por 47% a 36%.

Crivella é o candidato mais rejeitado, com 34% de eleitores que não votariam nele de jeito nenhum. Solange e Gabeira vêm em seguida, com índices de 26% e 22%, respectivamente. Molon tem 18% de rejeição e Paes, 15%. Filipe Pereira é rejeitado por 14%; Chico Alencar por 13%; Vinicius Cordeiro e Paulo Ramos com 12%, cada, Eduardo Serra com 10% e, com a menor taxa de rejeição, Antonio Carlos (6%). (O site do Datafolha não tinha ontem à noite o índice de rejeição de Jandira). O Datafolha entrevistou 930 eleitores entre os dias 17 e 18 de setembro. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Rio sob o número RPE 32/2008.

18/09/2008 - 19:50h Datafolha: Marta continua na liderança, com 37%; Alckmin e Kassab estão empatados, com 22%

Datafolha

Eleições2008 -18/09/2008

Faltando 17 dias para o primeiro turno da eleição para prefeito de São Paulo, Marta Suplicy, do PT, continua em primeiro lugar na preferência dos eleitores paulistanos, com 37% das intenções de voto, segundo pesquisa realizada pelo Datafolha nos dias 17 e 18 de setembro. O segundo lugar segue sendo disputado por Geraldo Alckmin, do PSDB, com 22% das preferências, e pelo atual prefeito, Gilberto Kassab, do DEM, que obtém percentual idêntico ao obtido pelo tucano. Em comparação com o levantamento anterior, realizado há uma semana, nos dias 11 e 12, foram registradas oscilações dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A taxa de intenção de voto em Marta se manteve idêntica. Kassab oscilou um ponto para cima (atingia 21%) e Alckmin teve uma variação positiva de dois pontos percentuais (tinha 20%). É a primeira vez, desde o final de julho, que o candidato tucano obtém uma oscilação positiva.

O ex-prefeito Paulo Maluf (PP) oscilou de 8% para 7% das preferências e Soninha (PPS) oscilou de 4% para 3%. Ivan Valente (PSOL) atinge 1% das intenções de voto. Anaí Caproni (PCO), Ciro (PTC), Edmilson Costa (PCB) e Renato Reichmann (PMN), foram citados, mas não atingiram 1% das menções. O nome de Levy Fidelix (PRTB) constava do cartão circular apresentado aos entrevistados, mas ele não foi citado.

Se a eleição fosse hoje, 4% votariam em branco ou anulariam o voto, mesmo percentual dos que não saberiam em quem votar.

Foram ouvidos 1666 eleitores da cidade de São Paulo, a partir dos 16 anos de idade.

O levantamento também mostra pequenas variações no que diz respeito à intenção de voto espontânea, às simulações de segundo turno e às taxas de rejeição dos candidatos.

Cerca de um terço (28%) diz, espontaneamente, antes da apresentação dos nomes dos candidatos, que gostariam de votar em Marta Suplicy para prefeita, taxa idêntica à registrada no levantamento da semana passada. O percentual dos que mencionam Gilberto Kassab espontaneamente oscilou de 15% para 17%, seu melhor índice até o momento. Geraldo Alckmin é citado de maneira espontânea por 14%, taxa que era de 12% no levantamento anterior. Não sabem dizer, espontaneamente, em quem vão votar para prefeito em 5 de outubro, 28% (eram 31% na pesquisa anterior).

Simulações de segundo turno mostram empate entre Marta e seus possíveis adversários

Se o segundo turno fosse realizado hoje, entre Marta Suplicy e Gilberto Kassab, 46% dos eleitores da capital paulista votariam na candidata do PT, e 45% optariam pela reeleição do democrata. Ocorre, portanto, empate entre os dois, em razão da margem de erro de dois pontos percentuais. Há uma semana, Marta obtinha 48% e Kassab atingia 44%.

Dos que declaram intenção de votar em Geraldo Alckmin no primeiro turno, 72% votariam em Kassab em uma segunda votação; 18% dariam seu voto a Marta. A maior parte dos eleitores que têm intenção de votar em Paulo Maluf (53% deles) daria seu voto ao democrata; 31% votariam na petista.

A simulação de uma disputa entre Marta e Geraldo Alckmin continua mostrando um empate entre os dois: 47% votariam na petista e percentual idêntico optaria pelo candidato tucano. O resultado é idêntico ao registrado há uma semana.

A maioria (70%) dos eleitores que votariam em Kassab no primeiro turno optaria por Geraldo Alckmin no segundo; 23% votariam em Marta. Entre os potenciais eleitores de Maluf, 66% votariam no peessedebista e 26% optariam pela petista.

Se a disputa fosse entre Alckmin e Kassab, o tucano, com 47% do total de votos, venceria o oponente democrata, que teria 40%.No começo do mês, o peessedebista tinha 18 pontos de vantagem sobre o atual prefeito (52% a 34%).

Nesse caso, metade (49%) dos que pretendem votar em Marta no primeiro turno ficaria com Geraldo Alckmin; um terço (32%) optaria pela reeleição do atual prefeito. A maioria (54%) dos eleitores de Maluf ficaria com o tucano, ante 32% que dariam seu voto ao democrata.

Rejeição a Kassab pára de diminuir

A rejeição a Kassab, que vinha caindo a cada pesquisa, oscilou para cima: o percentual dos que não votariam de jeito nenhum no democrata no primeiro turno da eleição para prefeito passou de 22% na semana passada para 24% hoje. Essa taxa continua inferior à obtida por Marta Suplicy, que oscilou de 33% para 34%, e superior à que obtém Geraldo Alckmin, que se manteve em 17%.

Paulo Maluf segue liderando o ranking de rejeição, com 58% de eleitores que não votariam de jeito nenhum no ex-prefeito. Essa taxa era de 57% no levantamento anterior.

Vêm a seguir Levy Fidelix, Soninha (17% de rejeição, cada), Ciro (15%), Ivan Valente (13%), Anaí Caproni , Edmilson Costa e Renato Reichmann (12% de rejeição, cada).

Votariam em qualquer um dos candidatos 2%, mesmo percentual dos que não votariam em nenhum deles.

São Paulo, 18 de setembro de 2008

DATAFOLHA

08/09/2008 - 17:08h Recife: João da Costa lidera com 46,3%

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Pesquisa NEPD/Fade/UFPE mostra que petista creceu 10 pontos em 12 dias.

RENATA GONDIM – FOLHA DE PERNAMBUCO

A segunda pesquisa de intenções de voto para a sucessão do Recife, divulgada, hoje, com exclusividade pela Folha de Pernambuco em parceria com o NEPD/Fade/UFPE, aponta um crescimento de mais de dez pontos percentuais do candidato do PT, João da Costa, em um período de doze dias. O petista permanece na liderança da disputa, agora com 46,3% dos votos. Na última pesquisa apresentada – no dia 25 de agosto -, estava com 36,5%. O estudo foi realizado nos dias 3 e 4 deste mês, e traz a sua maior amostra de entrevistados: 3.710 eleitores. No passado, foram 2.976 entrevistas. Os adversários Mendonça Filho (DEM) e Carlos Eduardo Cadoca (PSC) apresentaram novas quedas de percentual.

 
 

Em segundo lugar, o democrata passou de 23,7% na primeira pesquisa para 20,4%. O social-cristão, como terceiro colocado, saiu de 16,9% para 11,3%. Já o postulante do PMDB, Raul Henry, ainda que continue como quarto colocado, saiu dos 5,1% para 7,3%. Edilson Silva, do PSOL, aparece com 1,2% das intenções, 0,3% a mais do que na amostragem passada (0,9%). Kátia Telles, do PSTU, manteve o seu percentuação de avaliação, mesmo oscilando de 1,2% para 1,1%. Por sua vez, o candidato do PCB, Roberto Numeriano, passou de 0,3% para 0,5%. Os votos brancos, nulos e de eleitores indecisos somam 11,8%. E se comparados ao último percentual, registraram uma queda de 3,3 pontos percentuais.

O detalhamento das intenções de voto por microrregiões também foi ampliado nesta pesquisa, e passou de oito para dez, chegando à localidades que quase nunca são alvo dos estudos eleitorais, a exemplo das comunidades do Caranguejo, Coque e Vasco da Gama.

Ao todo, foram 46 bairros abordados, seguindo a mesma metodologia em que os eleitores preservavam os seus nomes, recebiam a cédula para identificação da candidatura e identificavam dados de idade, sexo, escolaridade, renda e bairro. Também nesta pesquisa detalhada, João da Costa aparece como o melhor avaliado em todas as microrregiões. Mais do que isso, o petista conseguiu elevar todos os seus percentuais.

A maior avaliação do candidato do PT está na microrregião Alto José do Pinho/Morro da Conceição/Vasco da Gama/ Beberibe/Macaxeira/Córrego do Jenipapo, com 56,8% dos votos. Outros 16,6% do eleitorado vota em Mendonça, 10,1% em Cadoca, e 5,4% em Raul Henry.

O candidato petista tem situação confortável também na microrregião do Cordeiro/ Torre/Madalena/Iputinga/Engenho do Meio/San Martin/Mustardinha, onde soma 50,1% das intenções, enquanto o segundo colocado, Mendonça Filho, tem 18,4%, e Cadoca, 12,8%.

A microrregião que aparece com a disputa mais acirrada é a de Boa Viagem/Setúbal/ Pina/Brasília Teimosa/ Ipsep/Lagoa do Araçá/Imbiribeira, onde João da Costa aparece com 36,3% dos votos – o menor percentual registrado por ele -, contra 25% de Mendonça, e 13,8% de Cadoca. Aliás, era nesta mesma microrregião em que o prefeiturável democrata apareceu melhor avaliado na primeira pesquisa, com 27,8%.

A pesquisa foi registrada no cartório da 9ª Zona Eleitoral sob o número 47/2008.

06/09/2008 - 17:35h João da Costa (PT) consolida liderança em Recife com 45% dos votos, diz Datafolha

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da Folha Online

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado pela TV Globo revela que o candidato do PT à Prefeitura de Recife, João da Costa, subiu 8 pontos percentuais em relação ao levantamento de agosto e está com 45% das intenções de voto. A pesquisa completa será publicada na edição da Folha deste domingo.

O Datafolha entrevistou 815 eleitores nos dias 4 e 5 de setembro de 2008. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no TRE-PE (Tribunal Regional Eleitoral) de Pernambuco sob o número 046/2008.

O candidato do DEM, Mendonça Neto, perdeu mais 4 pontos percentuais em relação ao levantamento de agosto e está com 22% do eleitorado. Em terceiro lugar está o candidato do PSC, Carlos Eduardo Cadoca, com 10%, empatado tecnicamente com Raul Henry (PMDB), com 9%.

Os candidatos Edilson Silva (PSOL) e Kátia Telles (PSTU) continuam com 1% cada. O candidato Roberto Numeriano (PCB) não pontuou.

Segundo o Datafolha, 12% dos eleitores estão sem candidatos, 7% pretendem votar em branco ou nulo e 5% ainda mostram-se indecisos.