28/11/2008 - 12:20h Marinho defende aliança mais ampla em SP

César Felício, de São Bernardo do Campo - VALOR

http://www.galizacig.com/imxact/2007/02/20070123_brasilia_luiz_marinho_590.jpgPrincipal prefeito eleito pelo PT no Estado de São Paulo, o ex-ministro do Trabalho e da Previdência Luiz Marinho já sinaliza que a correlação de forças dentro da sigla poderá mudar.

Com o enfraquecimento do PT no interior do Estado e a nova derrota na capital, o partido se fortaleceu em seu berço e domicílio eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E pela primeira vez São Bernardo, e não Santo André, torna-se a principal referência petista no cordão industrial que circunda a capital. Marinho exclui a própria candidatura ao governo estadual, mas deixa claro que irá atuar para aumentar o grau de pragmatismo do PT estadual de modo ao partido estabelecer um amplo arco de alianças partidárias para as próximas eleições estaduais.

O prefeito eleito lembra que em 2006 a disputa interna entre o senador Aloizio Mercadante e a ex-ministra do Turismo Marta Suplicy impediu que o partido conseguisse uma coligação de grande porte para enfrentar o tucano José Serra, que se elegeu no primeiro turno. Em 2002, quando Marinho foi candidato a vice na chapa de José Genoino, a perspectiva era apenas garantir um palanque para Lula no segundo turno da eleição presidencial. Nas eleições anteriores nunca foram tentadas alianças fora dos partidos da esquerda.

Para Marinho, o PT tem que seguir a estratégia de José Serra, que usou a eleição municipal para tentar cimentar uma aliança com o PMDB e o DEM para 2010, em torno não só da sua candidatura presidencial, mas das eleições locais, ainda que não estejam definidos os nomes dos candidatos ao governo do Estado e ao Senado. O prefeito eleito citou quatro possíveis candidatos a governador no PT: o ministro da Educação Fernando Haddad, o deputado Antonio Palocci, o senador Aloizio Mercadante e a ex-ministra Marta Suplicy.

Sua candidatura é descartada face à dificuldade de a administração de Marinho mostrar resultados no curto prazo. Entre os colaboradores de Marinho, há bastante pessimismo não só em relação aos efeitos da crise econômica sobre o setor industrial, responsável por quase 40% dos empregos na cidade, como em relação às contas municipais. “Marinho não pode fazer um governo pífio se quiser manter ambições políticas, e as condições que irá encontrar não são nada animadoras. Ele terá que contar com muita ajuda do governo federal”, comenta o coordenador político da campanha, o ex-prefeito Maurício Soares. Os petistas esperam que os investimentos federais do PAC compensem uma eventual perda de receita. A cidade está 9 projetos de saneamento e 4 de habitação que somam R$ 167 milhões.

Cidade com o segundo maior orçamento do país entre municípios do interior (atrás apenas de Campinas), São Bernardo não conta com uma grande dívida fundada, mas tem uma tradição de problemas de dívidas de curto prazo, segundo Soares. Prefeito da cidade entre 1989 e 1992 e entre 1997 e 2002, Soares afirma que assumiu a administração municipal com pagamentos vencidos a fornecedores e prestadores de serviço nas duas ocasiões. “Já há reclamações de atrasos. A gente sabe que existem algumas táticas como o empenho e o posterior cancelamento do empenho. É algo que só ficará claro quando o novo governo assumir”, diz Soares.

A equipe econômica do prefeito Dib contesta a assessoria de Marinho. Segundo dados da secretaria de Finanças, há R$ 248,78 milhões em empenhos a serem liquidados até 31 de dezembro. A receita corrente realizada até 31 de outubro foi de R$ 1,434 bilhão. A previsão é que entrem em novembro e dezembro mais R$ 272,1 milhões, valor suficiente para cobrir os empenhos.

A equipe de transição é comandada por Miriam Belchior, que foi casada com o prefeito de Santo André, Celso Daniel, assassinado em 2001 quando era coordenador de programa de governo da candidatura presidencial de Lula em 2002.

A participação do presidente Lula na campanha de São Bernardo do Campo deu-se em duas etapas. A mais importante foi a das alianças. Passou pelo gabinete presidencial o acordo para que o deputado e cantor Frank Aguiar (PTB-SP), cuja seção local do partido é controlada pelo deputado estadual Campos Machado, ligado aos tucanos, se tornasse vice na chapa de Marinho. E também foi um encontro com Lula que sacramentou o reingresso de Maurício Soares no PT, rompendo a aliança de 20 anos com o prefeito William Dib, do PSB, mas solidamente alinhado ao PSDB e ao DEM.

Por meio de Soares, coordenador político da campanha, Marinho montou uma aliança com 11 partidos, muitos dos quais reunindo a elite política da cidade, formada por um grupo de famílias de origem italiana estabelecidas em São Bernardo desde o início do século passado e cujos sobrenomes batizam vários bairros nos municípios. Com isso, o isolamento petista - que levou o deputado Vicentinho a concorrer sozinho em 2004 e ter apenas 23% dos votos válidos - foi definitivamente para o passado.

Seja em atos públicos de governo ou de campanha, Lula participou cinco vezes de concentrações populares na cidade onde reside, durante a campanha. Criticou tanto ao prefeito William Dib (PSB) quanto o candidato tucano Orlando Morando, chamado de “sujeitinho” pelo presidente em palanque. “Ficou nítido que Lula tem um projeto pessoal que passa por ter nas mãos do PT a Prefeitura de São Bernardo”, comentou Morando, que atribui ao presidente uma das principais razões de sua derrota. Dentro do grupo derrotado, o palpite é que o presidente bancou Marinho porque apostaria em seu ex-ministro do Trabalho e da Previdência como opção para disputar o governo estadual em 2010. Entre os aliados do prefeito eleito, a candidatura na próxima eleição é descartada e razões de ordem pessoal são lembradas. Mas deixam claro que Marinho pode estar sendo preparado como uma espécie de herdeiro para vôos futuros.

“Lula gosta muito de São Bernardo e se incomoda de morar em uma cidade onde o partido não ganhava há muitos anos. Mas acima de qualquer outra coisa, Lula gosta muito de Luiz Marinho. Talvez mais do que qualquer outro político no PT paulista”, comentou um correligionário do prefeito eleito.

A campanha de Marinho também foi vigorosa do ponto de vista financeiro. O candidato petista arrecadou R$ 11,469 milhões para cabalar o voto dos 539 mil eleitores da cidade. Fez um investimento médio de R$ 21,28 por voto da cidade. Em São Paulo, o prefeito reeleito da capital, Gilberto Kassab (DEM), arrecadou por meio de seu comitê financeiro R$ 34,3 milhões, o que significaria um gasto médio por eleitor de R$ 4,19. ” Isso foi produto da pressão sindical. Com o controle que a CUT tem sobre as bases dos trabalhadores, as empresas abriram os cofres para o PT, não só por amor, mas por temor”, diz Morando.

21/11/2008 - 10:25h Nossa Caixa: na Assembléia, PT diz que é contra venda

Apesar do discurso crítico, aprovação é dada como certa ainda este ano

Clarissa Oliveira - O Estado SP

http://www.cutsp.org.br/imagens/2008/junho/robertofelicio.jpgApesar da expectativa de que a venda da Nossa Caixa seja aprovada sem a menor dificuldade na Assembléia Legislativa, o PT empenhou-se - ao menos no discurso - em criticar duramente a operação. Reconhecendo que está em “aparente contradição”, pelo fato de o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estar por trás da compra, petistas não economizaram nos ataques. Na prática, entretanto, nem os críticos mais ferrenhos duvidam que o aval dos deputados sairá ainda este ano.

“É um negócio ruim para o governo do Estado. O fato é que São Paulo perde um importante instrumento de fomento”, disse o líder do PT na Assembléia, deputado estadual Roberto Felício. Ele afirmou que o negócio serve apenas aos interesses políticos do governador José Serra, que terá um reforço de caixa para investimentos, no momento em que seu nome ganha força para a disputa presidencial de 2010.

Felício disse que o Banco do Brasil foi guiado por “interesses comerciais”. “Claro que, se o governo do Estado decide vender a Nossa Caixa, o Banco do Brasil vai se apresentar. Mas não significa que o governo Lula acredite que a Nossa Caixa deve ser vendida.”

Líder da minoria na Assembléia, o deputado Ênio Tatto (PT) seguiu a mesma linha. Assim como Felício, ele reconheceu que o fato de a base governista contar com nada menos do que 70 deputados é garantia de que a venda será aprovada. Ainda assim, ele disse que o PT quer a garantia de que o acordo não trará demissões e que o BB assumirá um papel de fomento no Estado. “São Paulo não deveria abrir mão de ter um banco.”

Na base de apoio de Serra, entretanto, o clima já é de vitória. Ontem, líderes governistas trocaram telefonemas com petistas, para preparar o terreno para a chegada do projeto na Assembléia, previsto para segunda ou terça-feira. Entre apoiadores do governo, a tese é de que, com o Banco do Brasil como comprador, nem o PT vai atrapalhar a votação. E, em caso de qualquer dificuldade, um simples pedido do presidente Lula ou do governador José Serra resolveria a questão.

“As condições políticas para uma aprovação ainda este ano são muito favoráveis e eu acredito que ela vai acontecer”, afirmou o presidente da Assembléia, deputado Vaz de Lima (PSDB). “Poderá haver mais ou menos dificuldade, dependendo do texto. Mas há um interesse de Estado no negócio.”

O líder tucano na Casa, deputado Samuel Moreira (PSDB), não escondeu o otimismo. “Acho que o processo todo será muito tranqüilo”, afirmou. “Tenho convicção de que poderá haver uma ou outra emenda. Mas, ao final, será certamente aprovado”, completou o líder do DEM, Estevam Galvão.

Ainda assim, até na base governista há quem discorde do negócio. O deputado Pedro Tobias (PSDB) avisou que só vota a favor se estiver convencido de que será um bom negócio para o Estado. “Em princípio, eu sou contra. Se me convencer, eu voto a favor. Mas, se eu não estiver convencido, não há nada que me faça votar.”

28/10/2008 - 14:00h Derrota ameaça hegemonia de grupo martista em São Paulo

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Marco Aurelio Garcia, Jilmar Tatto e Ricardo Berzoini DN do PT

Cristiane Agostine e Raquel Ulhôa, VALOR de São Paulo e Brasília

A derrota de Marta Suplicy na disputa pela Prefeitura de São Paulo em São Paulo levou à divisão os grupos que a apoiaram, o que pode comprometer sua volta ao governo federal e até mesmo sua pré-candidatura ao governo do Estado, em 2010.

O resultado da eleição gerou um rearranjo de forças entre as tendências que controlam os diretórios estadual e municipal do PT, com influência majoritária dos martistas. Grupos não ligados à ex-prefeita apostam na divisão dos apoiadores de Marta para tentar enfraquecê-los. Com a crise interna deflagrada a partir da derrota, os dissidentes articulam um movimento para antecipar a troca da direção partidária, prevista para o fim de 2009. “O grupo da Marta vai se dividir ainda mais depois desta derrota”, comentou um dirigente dissidente do estadual. “Eles já não estão marchando unidos”, comentou. A antecipação da eleição interna, entretanto, é descartada pelas Executivas municipal e estadual do partido.

O grupo de Marta é hegemônico no PT municipal e elegeu 9 dos 11 vereadores. Os martistas também têm forte influência no estadual. As críticas ao comando da campanha de Marta, entretanto, não são poucas nos diretórios de São Paulo e a atuação do coordenador, deputado Carlos Zarattini, gerou divergências até mesmo entre os martistas que o indicaram. “A comunicação com a população de São Paulo foi péssima. Não tivemos problemas só com a classe média, mas também com o eleitorado tradicional do PT”, comentou um dirigente da campanha. “Perdemos em toda a cidade.”

Sem acordo até mesmo entre eles, os aliados da ex-prefeita ainda têm dúvidas sobre o futuro político dela. Dizem que Marta espera um aceno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para voltar ao Planalto, provavelmente no Ministério do Turismo, onde estava antes de disputar a prefeitura. Com poder de pressão diminuído, eles têm dúvidas em relação à vontade de Lula levar novamente Marta ao primeiro escalão do governo.

Petistas de tendências mais distantes de Marta prevêem o enfraquecimento da pré-candidatura da ex-prefeita em 2010. “Ela não está morta politicamente”, contrapõe o vereador Donato, aliado de Marta e dirigente estadual do PT. “É um grande nome para disputar o governo do Estado. Quem tem mais voto é ela e no fim é isso o que pesa”, comentou Donato. “Mas temos de analisar, com profundidade, os problemas do PT. Não conseguimos dialogar com um conjunto amplo da sociedade.”

A preparação do partido para 2010 e a troca da direção partidária no próximo ano estarão na pauta do encontro que a direção do PT de São Paulo fará hoje. A bancada municipal dos vereadores, controlada pelo grupo martista, também se reúne hoje.

No balanço do resultado das eleições no Estado, os petistas analisarão além da derrota em São Paulo, a de Santo André, cidade considerada estratégica no ABC paulista. O PT ganhou em São Bernardo do Campo e é o partido com maior número de prefeituras na região metropolitana do Estado, que concentra mais de 47,8% da população.

Ontem, a Executiva Nacional do PT fez um balanço positivo do desempenho do partido nas eleições municipais, obtendo um crescimento de 35% em relação a 2004 e elegendo 556 prefeitos - segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral -, mas vai trabalhar com “mineirice” para superar arestas com aliados na tentativa de construir uma candidatura conjunta para a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E não vai “varrer para debaixo do tapete” os problemas internos que o partido enfrentou.

Em entrevista concedida depois da reunião, ontem, em Brasília, o presidente do partido, deputado Ricardo Berzoini (SP), negou que a pré-candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à Presidência da República tenha saído enfraquecida das eleições municipais, que colocaram em xeque a capacidade de Lula transferir votos. Segundo Berzoini, Dilma saiu fortalecida “do ponto de vista partidário, pela disposição militante” de comparecer, após o horário trabalho, em compromissos políticos de candidatos aliados.

“O objetivo da eleição municipal não é enfraquecer ou fortalecer candidato a presidente da República”, disse Berzoini. Ele afirmou que a ministra também cresceu na opinião pública, à medida que se tornou mais conhecida, mas foi cauteloso ao falar dela como candidata. Segundo ele, 2010 está longe e qualquer previsão sobre nomes é mera especulação”.

Berzoini não assumiu culpas nem fez críticas a campanhas. Sobre a derrota de Marta Suplicy em São Paulo, disse que o diretório estadual fará avaliação das razões e que seria “pretensão” do diretório nacional fazer análise de forma superficial. Lembrou, no entanto, que os votos que Marta recebeu correspondem ao “patamar histórico do PT” e que ela enfrentou partidos fortes em São Paulo, que se juntaram no segundo turno contra ela, inclusive o PMDB.

Berzoini mostrou-se especialmente preocupado em recompor a boa relação do PT com o PMDB, que se enfrentaram em Salvador e Porto Alegre. “Vamos trabalhar onde houve embate entre partidos base aliada com muito diálogo, principalmente entre PT e PMDB. Já conversei com o deputado Michel Temer (SP), presidente do PMDB, para termos diálogo permanente, superar problemas. Não vamos esconder que houve divergências e diferenças, mas vamos tratar politicamente”, afirmou Berzoini. A disposição, segundo ele, é “tratar dos problemas sem ânimo de guerra”.

Em Belo Horizonte, o PT saiu dividido, mas Berzoini também minimizou os problemas. Afirmou que “houve críticas de lado a lado” - tanto dos petistas que apoiaram a aliança com o PSDB do governador Aécio Neves, em torno da candidatura de Márcio Lacerda (PSB), quando daqueles que eram contra. Para esses, a presença de Aécio foi muito forte na campanha, disse Berzoini. Já a ala petista ligada ao prefeito Fernando Pimentel (PT), mentor da aliança com o PSDB ao lado de Aécio, criticou as lideranças do partido que torciam para outras candidaturas. “Devemos trabalhar com maturidade, grandeza”, disse o presidente do PT.

Mesmo analisando que é prematuro falar em nomes para a sucessão de Lula, Berzoini disse que o presidente e o PT trabalham para ter candidato e ser a cabeça-de-chapa em uma coligação com os aliados. Mas ele não descartou a candidatura de outro partido da base. “Seria prepotência”, afirmou. Avaliou, no entanto, que é legítimo o PT querer a vaga, pela liderança do presidente Lula.

A executiva recebeu também a proposta de realização de um ciclo de debates sobre a crise financeira e mesas redondas com economistas de diferentes correntes de pensamento. O PT convidará os demais partidos de sustentação do governo, para que tenham melhor compreensão dos problemas e das medidas adotadas para seu combate.

“A oposição está apresentando as alternativas dela. O PT precisa ter uma visão sobre a crise. É uma caixa preta. Ninguém sabe onde vai”, disse o assessor especial para assuntos internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, vice-presidente do partido.

03/07/2008 - 10:58h Presidente do PT-SP contesta reportagem da Folha

Carta publicada hoje no painel do leitor da Folha de São Paulo. Como o jornal não contestou a teor da carta de José Américo, deve ter concordado com ela.

Marta
“Em relação à reportagem “Marta erra dados e usa verba de Lula para obras do metrô” (Brasil, 1/7), Marta Suplicy não cometeu nenhum erro na apresentação de qualquer dado.
O leitor só percebe isso a partir da linha fina do texto, que também tem problemas: o assunto é tratado como sendo o programa de governo do PT. Ledo engano. A reportagem teve acesso ao anteprojeto para discussão na convenção municipal do PT do programa de governo. Não é o programa do PT, ainda. Em seu exercício editorial, a Folha imprimiu à ação do PT, de modo injustificável, o caráter de “má-fé”.
Empregou os verbos “subtrair”, ao se referir a citações de casos de dengue, ou “omitir”, à questão de reajustes de ônibus -algo injustificável porque a reportagem informa que houve erro na redação do documento sobre os casos de dengue, algo muito diferente da intenção de subtrair dados, e não houve omissão quanto a reajustes tarifários do transporte coletivo na gestão Marta.”
JOSÉ AMÉRICO DIAS , presidente do PT municipal (São Paulo, SP)

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29/06/2008 - 22:14h Convenção do PT: Marta é candidata a prefeitura com apoio de 6 partidos

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29/06/2008 - 21:21h Com Lula e Marta, o PT visa conquistar a Prefeitura

Cesar Ogarta
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Associação a Lula marca convenção do PT em SP

ANA PAULA TAVARES - Agencia Estado

SÃO PAULO - A união de seis partidos (PT, PC do B, PDT, PSB, PTN e PRN) já no primeiro turno das eleições municipais de São Paulo, os desentendimentos entre a cúpula tucana na capital paulista e, principalmente, a associação dos feitos do governo Lula marcaram a convenção que oficializou hoje a candidatura da petista Marta Suplicy para a prefeitura da cidade.

É a segunda vez que ela tenta ocupar o cargo. A convenção, realizada na tarde de hoje, reuniu cerca de 3 mil pessoas.

Os políticos que estavam presentes e tiveram a chance de discursar não deixaram de ressaltar ações do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dos benefícios para a cidade com uma parceria federal. Marta Suplicy, ao falar com o público, fez questão de ressaltar o vínculo de amizade com o presidente. “Posso destacar que sou companheira histórica do presidente Lula, que participei de seu governo e que conto com o seu apoio”, afirmou no palanque, que trazia ao fundo uma imagem dela e do presidente.

Inclusão social

Ao apresentar, sem detalhes, o programa social para a cidade de São Paulo, a candidata fez novamente uma vinculação direta ao governo federal. “É um conjunto integrado de programas para colocar São Paulo na vanguarda social do País. E temos o apoio do governo federal, que é o governo que mais promove a inclusão social no Brasil”, afirmou. Outros políticos que passaram pelo palanque também fizeram a mesma associação. O presidente do Diretório Municipal do PT, José Américo Dias, ressaltou que São Paulo precisa estar em sintonia com o Brasil. “Nós últimos quatro anos tivemos um retrocesso em questões de todas as áreas. Precisamos pulsar no pulso do Brasil”, disse.

O mesmo fez o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) que afirmou, em seu discurso, que o PSDB não tem como comparar o que já fez como governo com as ações promovidas pelo governo Lula. “O segundo governo Lula está sendo muito melhor que o primeiro. E o segundo governo de Marta vai ser melhor.”

União

Também presente do palanque, o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), acredita que para vencer a disputa municipal, os demais candidatos têm pela frente um “desafio praticamente intransponível”, que é vencer a candidatura que une seis partidos e que tem o apoio do presidente Lula. O presidente da Câmara aproveitou também para ressaltar os desentendimentos internos do PSDB. “Não é porque o PSDB e o DEM estão se desentendendo que vamos ganhar. Vamos eleger a Marta porque ela é melhor.”

O candidato a vice na chapa encabeçada por Marta, o deputado federal Aldo Rebelo (PC do B-SP), ressaltou a decisão unânime dos seis partidos em fazer essa coligação para a disputa municipal.

29/06/2008 - 21:15h PT confirma candidatura de Marta em SP e evoca Lula

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Partido usará popularidade do presidente na campanha.
Marta Suplicy terá como candidato a vice o deputado Aldo Rebelo

Roney Domingos Do G1, em São Paulo

O Partido dos Trabalhadores oficializou durante convenção realizada neste domingo (29) a candidatura da ex-ministra do Turismo Marta Suplicy na disputa pela Prefeitura de São Paulo. A legenda deixou claro que usará a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha eleitoral.

Lula está em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, neste domingo, onde participará de evento na montadora Volkswagen, e não compareceu à convenção petista na capital.

Marta Suplicy terá como vice o deputado federal Aldo Rebelo (PC do B). A coligação “Uma nova atitude para São Paulo” terá seis partidos: PT, PC do B, PSB, PDT, PTN e PRB. Neste domingo, convenções do PC do B e do PRB confirmaram apoio a Marta.

A convenção do PT, realizada no Expo Barra Funda, registrou a presença de cerca de 2 mil pessoas, de acordo com funcionários do centro de convenções. O local foi enfeitado com balões vermelhos e decorado por banners que serão utilizados na campanha. Uma câmera de TV suspensa por uma grua registrou imagens do evento e do palco fortemente iluminado.

Um dos materiais de campanha tem a seguinte frase: “Marta e Lula. São Paulo com nova atitude”. O jingle com o bordão “Deixa ela trabalhar” tem a letra e música parecido com o utilizado pela campanha de Lula à reeleição em 2006, baseado no refrão “Deixa o Homem Trabalhar.”


Apoio externo

Marta citou o presidente Lula seis vezes em seu discurso de mais de quatro mil palavras. “São Paulo vai mudar porque estamos fortemente unidos. E São Paulo vai mudar da mesma forma que o presidente Lula está mudando o país”, afirmou. Lula e outras lideranças dos partidos do bloquinho participarão da campanha em São Paulo, descrita na convenção como prévia de 2010 entre os partidos “de esquerda” e os partidos de “de direita”.

“Se quiserem derrubar a Marta, terão de passar por cima do presidente Lula”, disse o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia. “O segundo governo Lula foi muito melhor do que o primeiro. O segundo governo da Marta vai ser muito melhor que o primeiro”, pregou o senador Aloizio Mercadante (PT-SP).

Dirigente do PSB, o deputado federal Márcio França citou que o bloco de esquerda, o chamado “bloquinho”, decidiu apoiar Marta porque viu chances reais de chegar ao segundo turno e por conta de um apelo pessoal do presidente.

“Tivemos um momento importante de Lula que pediu em nome do governo e em nome dele para que ele [Lula] pudesse estar aqui e pudesse fazer campanha. Também foi importante que o outro lado [PSDB e DEM] tem brigado bastante e a gente quis oferecer um exemplo didático de união”, afirmou França. O presidente Lula havia dito que não faria campanha onde houvesse mais de um candidato da base aliada.

França afirmou que o deputado federal Ciro Gomes e os governadores Eduardo Campos, de Pernambuco, e Cid Gomes, do Ceará, todos do PSB, devem atuar na campanha de Marta. Ele também garantiu que a ex-prefeita Luiza Erundina deverá subir no palanque da petista. Erundina chegou a ser convidada para ser vice de Marta. “Luiza Erundina vai estar na campanha”, afirmou.

O candidato a vice, Aldo Rebelo, destacou que a aliança em torno de Marta é a mesma que sustenta o governo federal. “O leque em torno da Marta é o mesmo leque que sustenta o governo Lula. Quando decidimos unir as nossas forças, isso deve ser registrado como triunfo da política, o único espaço de disputa com as forças que não permitem a inclusão social.”

O presidente do diretório municipal do PT, José Américo, afirmou que a aliança entre os partidos “unificou o movimento sindical na cidade de São Paulo pela primeira vez” e lembrou o presidente: “O Lula lidera uma revolução e precisa de São Paulo na sintonia do presidente.”

Até o PTN, partido que cultua a imagem do ex-presidente Jânio Quadros, lembrou a necessidade de ver Lula na campanha. “Jânio Qudros não se submeteu ao Fundo Monetário Internacional. Lula também não. Ele não privatizou. Pagou a dívida com nosso esforço”, afirmou o presidente do partido, José de Abreu.

O PT apresentou neste domingo um esboço do programa de governo. Marta afirmou que os partidos aliados serão chamados a colaborar com “um macroprograma” ambicioso que vai levar em consideração três pontos: ampliar a inclusão social, sustentar o processo de ascenção da nova classe média e consolidação da classe média já existente.

20/06/2008 - 13:08h Nova atitude PT na TV

17/06/2008 - 15:53h Mais um comercial do PT na TV

16/06/2008 - 15:40h Mais PT na TV

15/06/2008 - 17:10h PT na TV

24/04/2008 - 22:26h Marta mais perto de assumir candidatura

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O encontro das bancadas de senadores, deputados federais, estaduais e de vereadores do PT de São Paulo com a ministra do Turismo Marta Suplicy, ocorrido na manhã de hoje em Brasília, deve influenciar de forma positiva a decisão da ex-prefeita de anunciar sua candidatura nas eleições deste ano.
O anúncio da entrada dela na disputa está mais perto, uma vez que seu nome é favorecido por uma ampla unidade partidária. Prova disso foi a lista de participantes do encontro com a ministra: senadores Aloízio Mercadante e Eduardo Suplicy, deputados federais Cândido Vaccarezza, José Genoíno, Paulo Teixeira, Devanir Ribeiro, José Mentor e Carlos Zarattini, deputados estaduais Roberto Felício, Simão Pedro, Rui Falcão, Antônio Mentor, Sebastião Almeida, Carlinhos Almeida, José Zico, Adriano Diogo e Ângela Perugini, além dos doze vereadores que compõem a bancada petista na Câmara Municipal de São Paulo - João Antonio, José Américo, Senival Moura, Paulo Fiorilo, Antônio Donato, Claudete Alves, Francisco Chagas, Carlos Neder, Chico Macena, José Ferreira (Zelão), Arselino Tatto e Beto Custódio.
ARGUMENTOS - Na reunião, Marta ouviu dos parlamentares que as marcas do seu governo à frente da Prefeitura de São Paulo estão “gravadas” na memória recente do povo paulistano, tais como a criação do Bilhete Único, a construção dos corredores exclusivos de ônibus, a reestruturação do transporte público, os investimentos em programas sociais e na construção dos CEUs, a distribuição do uniforme escolar, da merenda e do material escolar, bem como a criação das subprefeituras, da lei do zoneamento e do novo Plano Diretor.
Tudo isso foi feito mesmo depois de uma administração desastrosa que a antecedeu, com as finanças municipais seriamente comprometidas. A ex-prefeita melhorou as finanças e entregou a cidade com o dobro da arrecadação anterior - pulando de R$ 8 bilhões em 2001 para R$ 16 bilhões no final de 2004.
Comentário - Senti que a ministra ficou sensibilizada com a nossa visita e acho que agora aumentam as chances dela anunciar sua candidatura nos próximos dias.

Vereador João Antonio

02/04/2008 - 06:06h PT aguarda definição de Marta

Partido espera decisão da ministra do Turismo sobre disputar a sucessão do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e ter tempo suficiente para alianças, planejamento de campanha e elaborar programa de governo

Alessandra Pereira - Correio Braziliense

Celso Júnior/AE - 13/3/08
Ministra durante reunião do Conselho Nacional de Turismo. Expectativa é que o anúncio da candidatura ocorra ainda neste mês

São Paulo – Preocupados com a guerra por aliados nos bastidores e com a crescente disposição da militância, que não vê a hora de colocar o bloco em campanha nas ruas, dirigentes petistas aguardam ansiosos pela definição da ex-prefeita e ministra do Turismo, Marta Suplicy, que ainda não assumiu publicamente se será a candidata do partido à prefeitura paulistana. Depois de uma viagem de trabalho pela China, Marta desembarcou ontem em São Paulo, onde manteve agenda pessoal com espaço para poucos contatos políticos. Já em Brasília, ela participa hoje da reunião do Conselho Nacional de Turismo.

Enquanto a ex-prefeita toca normalmente seus projetos no ministério, lideranças regionais da legenda ficam em compasso de espera. A expectativa interna é de que Marta anuncie a candidatura até meados deste mês, para que haja tempo suficiente para fazer alianças, planejar táticas de campanha e concluir um bom programa de governo. Embora ninguém no PT queira pressionar Marta, que recebeu do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva carta branca para pensar com calma no assunto, os petistas sabem que não há tempo a perder. “Esta eleição já pegou fogo de um jeito que cada dia é um dia perdido, precisamos trabalhar forte”, diz um deputado estadual do PT.

O entusiasmo cresceu internamente a partir da divulgação de pesquisas de intenção de voto, no último fim de semana, nas quais Marta aparece ligeiramente à frente do virtual candidato tucano, o ex-governador Geraldo Alckmin. “Estamos concentrados em dois momentos. O primeiro será agendar uma reunião entre os dirigentes e Marta apenas para conversar. Depois, havendo uma confirmação de candidatura, vamos tentar formalizar alianças”, diz o presidente estadual do PT e prefeito de Araraquara, Edinho Silva. A idéia é convencer Marta a falar com o ex-governador Orestes Quércia — o PMDB é considerado um aliado com peso decisivo na corrida petista pela reconquista da prefeitura paulistana.

A interlocutores, a ex-prefeita tem demonstrado estar em dúvida sobre candidatar-se ou não, porque gosta do trabalho que vem fazendo no Ministério do Turismo. Marta investiu cerca de R$ 40 milhões em um ano, constrói marcas pessoais na pasta e, ainda esta semana, estará no Guarujá, no Litoral Sul paulista, para lançar um programa especialmente desenvolvido para os turistas da chamada terceira idade. O presidente Lula é convidado da ministra para o evento, marcado para sexta-feira. Caso ele confirme participação na atividade de Marta, há quem diga que a definição sobre a candidatura poderá estar mais próxima. Pelo menos é o que esperam os petistas. “Esperamos apenas um avanço significativo nas conversas já para a próxima semana”, despista Edinho.

01/04/2008 - 05:06h Direto da fonte

Sonia Racy - O Estado de São Paulo 

 Gentileza

Habituado a bater duro, o tucano Arthur Virgilio se diz preocupado com o excesso de gentilezas do PSDB e do DEM em relação a Marta Suplicy, em São Paulo.

“Se Alckmin, Kassab e Serra não chegarem logo a um entendimento, entrarão para a história como os maiores cavalheiros da política brasileira:insistem em ceder lugar para uma dama na Prefeitura.”

Tiroteio

Encontro no fim de semana, em São Paulo, de 500 lideranças do PT, definiu estratégias para a campanha de Marta Suplicy: atacar Alckmin e Kassab, tirando de cena José Serra, que está bem nas pesquisas. E bater na tecla do trânsito, com ênfase no transporte público.

Levantamento feito pelo partido constatou que o governador Alckmin foi o que menos investiu no metrô na história do Estado: só 800 metros por ano.

18/03/2008 - 13:31h Marta diz que apoio de Lula a sua candidatura em São Paulo vai pesar na decisão final

Marta diz que apoio de Lula pode pesar na decisão final sobre disputar a prefeitura - Roberto Stuckert Filho/O Globo
Roberto Stuckert Filho/O Globo

O Globo Online - Reuters

marta_pequeno.jpgSÃO PAULO - A ministra do Turismo, Marta Suplicy, afirmou que o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a promessa de um “apoio de 100%” a sua candidatura estão pesando favoravelmente para que ela opte por concorrer à prefeitura de São Paulo em outubro.

- Não há porque fazer especulação. Eu disse que estou dividida, eu amo São Paulo, eu sei que posso contribuir muito na minha cidade, mas eu também estou fazendo muita coisa interessante - reiterou a ministra a jornalistas sobre a dificuldade de se decidir que ela já havia revelado na segunda-feira .

- Tenho que agradecer ao presidente Lula, que me deu a possibilidade de me posicionar até dia 5 de junho e falou que, se eu me resolver por São Paulo, ele dá um apoio de 100%. Isso foi muito importante e está pesando na decisão - completou a ministra que participa em São Paulo do 6º Fórum Panrotas, um dos principais eventos de turismo do país.

Marta e o presidente Lula tiveram um encontro na quinta-feira passada quando acertaram a candidatura na capital paulista. Ela vem sendo muito pressionada pelo PT a aceitar a disputa. Em declarações públicas dá indicações de que vai disputar, mas como um sacrifício em relação a suas aspirações pessoais. Prefeita de São Paulo de 2000 a 2004, ela assumiu o ministério no ano passado.

- É um ministério que produz muito e dá para investir muito então é uma decisão difícil. É um problema que o coração bate de um lado, bate de outro - disse.

Por estratégia política, a ordem é adiar ao máximo o anúncio da candidatura. O plano de adiar até a data limite a saída do ministério - 5 de junho - tem dois motivos: evitar o desgaste natural da disputa e, principalmente, deixar que o foco continue na briga interna do PSDB em torno dos nomes de Geraldo Alckmin (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM). A expectativa no PT é que o atrito entre os dois favoreça Marta.

Na semana passada, o presidente Lula disse que Marta é uma boa candidata para a prefeitura de São Paulo:

- Não sei o que vai acontecer em São Paulo, mas todos sabem que a Marta é uma boa candidata. Eu só tenho o poder de convocar ou tirar alguém do ministério, mas se algum ministro deseja deixar o governo esse é um desejo unilateral - afirmou Lula.