10/10/2008 - 09:55h O voto paulistano de Piraporinha a Santana

Cristiane Agostine e Caio Junqueira, VALOR

Entre as senhoras de Santana e os jovens de Piraporinha localizam-se os extremos do eleitorado paulistano que surpreendeu neste domingo ao conferir ao prefeito Gilberto Kassab (DEM), já no primeiro turno, uma votação superior ao da ex-prefeita Marta Suplicy.

Reduto paulistano do moralismo que, na ditadura, clamou por censura, Santana foi uma das zonas eleitorais em que Marta mais perdeu votos. Em sua eleição como prefeita, em 2000, teve 34,6% dos votos lá. Na tentativa de reeleição, em 2004, 25,9%. Este ano, sua votação reduziu-se para 12,1%.

Piraporinha deu à petista o maior ganho de votos, proporcionalmente, em relação às últimas eleições: teve 43,1% em 2000, 52% em 2004 e 59,5% neste ano. Configurou-se, assim, como um dos poucos bastiões do município que resistiram ao avanço kassabista.

O Valor passou um dia em cada uma dessas regiões para tentar desvendar as razões desses comportamentos opostos. Em Piraporinha, a população predominantemente carente acha que Kassab apenas deu continuidade às iniciativas administrativas tomadas por Marta, que o precedeu no cargo. Até uma espécie de tribunal popular foi montado no local para julgar o atual prefeito, condenando-o por negligência e falta de investimentos no bairro nas áreas de educação, cultura e esporte.

Em Santana a situação é inversa e o anti-petismo é um sentimento alastrado entre as pessoas, em sua maioria integrante da classe média paulistana. A defesa da tradição, da família e da propriedade fundamentam os argumentos contrários a Marta Suplicy em um bairro com forte apelo de católicos conservadores, onde o vereador Gabriel Chalita (PSDB) colheu uma de suas mais expressivas votações

Em Piraporinha, corredores de ônibus, bilhete único e CEUs movem eleitor

Em uma travessa da estrada do M’Boi Mirim, uma das principais ruas de Piraporinha, na zona sul de São Paulo, Romualdo José da Silva, de 48 anos, protege-se em um pequeno salão de cabeleireiros da garoa que caía na manhã de quarta-feira. É só perguntar para ele para quem foi o seu voto e ele logo fala que é PT de coração. As ações do governo da ex-prefeita Marta Suplicy são enumeradas por ele como em uma propaganda política: Centros Educacionais Unificados (CEUs), corredores de ônibus, bilhete único, material escolar e uniforme. “Marta ajudou muito a população mais pobre e ninguém pensava em fazer isso”, resume.

Marisa Cauduro/Valor
piraporinha.jpg
Antonio Jefferson: “Kassab é o prefeito dos ricos. Só veio para terminar as coisas da prefeita”

Perto de lá estão dois CEUs, entregues pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM), semelhantes aos da gestão da ex-prefeita. Está também o Hospital do M’ Boi Mirim, projeto de Marta, que foi entregue pelo prefeito e as Amas, unidades de saúde, bandeiras da atual gestão. O investimento de Kassab no bairro não parece ter tido efeito sobre Romualdo. “Kassab fez muito, mas ele só deu continuidade às obras de Marta. Os projeto são dela e ninguém nunca vai tirar.”

Pedro Viano do Santo, de 52, pai de 11 filhos, interrompe a conversa: “Acho Kassab mais corajoso. Ele está há pouco tempo e já limpou a cidade”, disse, referindo-se ao Cidade Limpa . Pedro votou em Kassab no primeiro turno, por recomendação de sua igreja evangélica. Apesar dos elogios, diz que agora vai de Marta: “O pessoal da igreja fechou com ele e eu votei também. Mas agora o voto é meu, não adianta e vou de Marta.”

Piraporinha, onde mora Romualdo, é a zona eleitoral onde Marta mais ganhou votos, proporcionalmente, em relação à eleição de 2004. Neste ano, ela teve 59,5% dos votos e Kassab, 20,97%. Quatro anos atrás, teve 52% e José Serra (PSDB), 32,17% . Na zona eleitoral, que corresponde ao Jardim Ângela e Jardim São Luis, o PT sempre foi forte.

No CEU Guarapiranga, entregue por Kassab, Romildo Merces de Jesus, de 28 anos, deixa a filha de quatro anos enquanto comenta: “Isso aqui é coisa da Marta. ” Ele diz não gostar de Kassab porque a prefeitura o fez sair da favela onde vivia. “Me falaram: vai para o albergue ou para a rua. Não é assim que se trata.”

“Kassab é o prefeito dos ricos, está muito longe de se preocupar com os pobres”, opina Antonio Jefferson, de 21 anos, sobre o crescimento do PT no bairro. “Ele se preocupou mais com a imagem da cidade, em diminuir a poluição visual, do que com o povo. Do que adianta ter a cidade limpa se o povo está triste, sem saúde?”. Funcionário de supermercado, lembra que participou de manifestações para que a prefeitura construísse o hospital M’ Boi Mirim, ainda na gestão Marta. “O povo viu quem lutou por isso. Foi a mesma coisa com os CEUS. Foi a Marta que lutou pelo terreno. O Kassab só veio para terminar as coisas da prefeita.”

Os moradores de Piraporinha também se organizaram para pedir investimentos na região. A igreja e movimentos sociais fizeram dois tribunais populares para “julgar” a prefeitura e no último prepararam uma ação civil pública contra o governo por falta de investimentos em educação, cultura e esporte. O tribunal foi organizado pelo Fórum de Defesa da Vida, que reúne 250 entidades e representantes do Ministério Público. “A ausência do poder público é marcante aqui”, diz Lea Maria Chaves, integrante do fórum.

O Jardim Angela, que compõe Piraporinha, já foi considerada a área mais violenta do mundo pela ONU. Ainda hoje é classificada como uma das regiões onde os direitos humanos são menos respeitados. Cerca de 30% da população vivem em mais de 270 favelas. “Acredito que o partido PT é mais sensível ao social”, diz Lea Maria, apesar de reclamar de dificuldades para trabalhar com o governo de Marta. “Voto no PT, mas acho que lidar com Kassab é mais fácil.”

Nas ruas da região, a campanha petista predomina, mas as ações de Kassab no reduto petista reverteram-se em alguns votos. No CEU Vila do Sol, Maria Rosangela, 27 anos, dona de casa, diz ter mudado o voto depois do CEU, onde estuda sua filha. “Em 2004 votei na Marta, mas agora foi Kassab. Vamos ver se ele continua fazendo benfeitorias para cá.” No hospital M’Boi Mirim, Moacir Edson Costa, de 37 anos, trabalhador autônomo, comenta que “Marta foi boa” e que em 2004 votou nela. “Voto no Kassab para ele continuar o que está fazendo.”

A comerciante Ivone França, de 63 anos, afirma que votou em Kassab “por opção na hora.” Ela reclama que a ex-prefeita preocupou-se muito com os mais carentes. “Marta fez muita escola na periferia. Isso ajuda e atrapalha. Para quem tem lojinha de material escolar, como eu, foi ruim. Não vendo quase nada depois que a prefeitura passou a dar material escolar.” Sua irmã, Lucia Aparecida, de 53 anos, também escolheu o prefeito. Ela também reclama dos projetos de transferência de renda. “Tem muita gente carente que recebe essas bolsas, mas não precisa. Aqui falam que Marta vai dobrar asbolsas só pra votarem nela.”

Dona de um bar, reclama das taxas do lixo e da iluminação criadas na gestão Marta e não se conforma com um comentário sobre o caos aéreo de Marta, feito quando a petista era ministra do Turismo. “Eu até gravei da televisão ela falando o ‘relaxa e goza’. Queria mostrar para a minha filha, para não votar na Marta”. Do Jardim Angela, onde a comerciante mora com a família, o trajeto de ônibus até o centro a viagem dura mais de duas horas. Sua filha tem de fazê-lo de segunda a sexta. “Todo mundo tem carro, não podemos culpar o Kassab pelo trânsito. Acho que tem de fazer rodízio de dois dias. Pode por mais ônibus que for, se não tiver rodízio de dois dias, vai continuar do jeito que está.” (CA)

Em Santana, tradição religiosa, culto à família e aversão a taxas definem escolha

Nem a presença da Paróquia de São José Operário, Patrono dos Trabalhadores, é capaz de levar os eleitores do bairro de Santana a votar na candidata à prefeita de São Paulo pelo Partido dos Trabalhadores, Marta Suplicy. É neste bairro da classe média e alta paulistana, o primeiro ao norte do rio Tietê, que ela assiste , eleição após eleição, sua votação despencar. De 2000 a 2004, caiu 25%. Neste ano, 53%.

Leonardo Rodrigues/Valor
santana.jpg
Ariane Leonardi: “A família dela é muito desregrada. Político tem que ter regra. O que ela proporciona à minha família?”

Encontrar um eleitor petista nas tortuosas ruas deste bairro é tarefa árdua. Na melhor das hipóteses, o que se vê são ex-petistas (arrependidos) que, quando optaram pelo 13 nas urnas, o destinatário foi o presidente Lula. Bem antes de ele tentar ser presidente. “Só votei no Lula em 1986 porque eu trabalhava com metalúrgica. Depois nunca mais. Trabalhei com a Erundina. Para consertar um banheiro eles faziam reunião. Se Moisés fosse petista ainda estava no Egito consultando as bases pra ver se fugiam do Egito”, diz Ruth Guiness, 63, dona-de-casa, caminhando por uma das feiras livres do bairro na fria manhã de anteontem.

As opiniões expressadas, em geral, trazem consigo uma anedota, um termo pejorativo - como a referência à gestão Lula a um “governo de bebum” e a ojeriza a ele por uma “questão de pele”- e muitas referências a condutas pessoais tidas por inaceitáveis aos políticos. Mais do que ao presidente e ao partido, são esses julgamentos que embasam a maior parte das críticas a Marta, ainda que o bairro concentre o maior índice de divorciados da cidade.

“A família dela é muito desregrada. Político tem que ser como um juiz, tem que ter regra. O que ela proporciona para a minha família? Ligo a tevê e ela está na Parada Gay. O que tá indicando para meu filho? Para relaxar e gozar? E o filho dela? Cantor louco de rock, ‘zueiro’, o que proporciona de bom? Sem falar que para ser prefeita tem que ter marido”, afirma a advogada Ariane Leonardi, 32 anos. Atuante na área de direito de família para pessoas carentes, embora a bordo de um Dodge Journey da montadora Chrysler avaliado em cerca de R$ 100 mil, ela pede, no fim da conversa: “Frise a família e a sociedade. O que falta nela é o conceito de família”.

O discurso expõe um componente constante no bairro, a religiosidade. Desde sua fundação, a Igreja tem presença forte no local, a começar pela origem do seu nome: Santa Ana. Formado a partir da doação de uma sesmaria a Companhia de Jesus no século XVII, o crescimento veio no fim do século XIX, com a instalação de um colégio pela Irmãs de São José de Chambéry. Já no início da abertura política ainda durante o regime militar, ficaram famosas as “senhoras de Santana” que atuaram contra o despudor televisivo.

Hoje, a aversão ao PT e a Marta é questionada pelo padre Humberto, da Paróquia São José Operário. “A resposta para isso é uma constante busca minha. Mas acho que há um receio da classe média a aspectos religiosos, políticos e comportamentais que venham de setores progressistas da sociedade”, afirma. Ele conta também que verificou isso quando se instalou no bairro, há cinco anos, e muitas pessoas tinham aversão ao Concílio Vaticano II, documento papal que nos anos 60 modernizou e abriu a instituição para, segundo ele, “tantas realidades”.

Além da tradição e da família, a propriedade também permeia os argumentos contrários à petista. Bairro onde o pequeno e médio comércios compõem o visual das ruas, as taxas do lixo e da luz criadas na gestão Marta, entre 2001 e 2004, são pontos que elevam a rejeição à ex-prefeita. “Eu gostava tanto dela, votava nela, mas depois, com essas taxas não dá mais. Pesou bastante para a gente. Quando mexe no bolso fica ruim, né”, diz Ingrid, proprietária do Empório da Beleza, na avenida Alfredo Pujol, a principal do bairro.

Há, porém, quem estenda as críticas às questões administrativas e ao setor considerado ponto forte da candidata: educação. Presente na rede pública municipal de ensino desde os anos 80, a diretora de escola Jane Garcia, 52 anos, kassabista, teve como chefes em última instância uma seqüência de prefeitos com colorações partidárias diversas: Mário Covas, Jânio Quadros, Luiza Erundina, Paulo Maluf, Celso Pitta, Marta Suplicy, José Serra e Gilberto Kassab. E garante: o chefe atual é o maioral. “Ela fez os CEUs mas e o restante como é que fica? Estou em uma escola hoje que precisava de reformas elétricas, hidráulicas, pintura, ampliação. Só agora conseguimos. Só agora os professores são valorizados com aumentos”, diz, enquanto seu poodle Tara, protegido do frio com um vestidinho azul, descansa em seu colo. Depois da exposição técnica, cita, tal qual os outros entrevistados, os aspectos pessoais da candidata petista. “Ela é arrogante e tem toda a questão social-familiar”.

O anti-petismo de Santana acaba por contaminar a candidatura dos vereadores da legenda. O primeiro integrante da sigla a aparecer na lista dos mais votados é José Américo, na 33ª colocação, com 256 votos. Antes dele, predominam políticos do PSDB, DEM, PP e PTB. Quem lidera o ranking, com 3.095 votos, é o tucano Gabriel Chalita, o mais votado da capital paulista. Tendo por lema de campanha “São Paulo mais educada, sua família mais feliz”, descreve em seu site que “foi catequista, ministro da eucaristia e seminarista” e que “considera a família o alicerce da sociedade”. (CJ)

08/10/2008 - 10:15h O mapa dos resultados eleitorais dos partidos, por região e em números de votos

O jornal O Globo publicou um mapa com os resultados eleitorais comparativos entre 2004 e 2008. Os resultados mostram, como já indicamos no blog, uma importante vitória eleitoral dos partidos da base do governo Lula e quedas expressivas dos partidos de oposição.

É assim, por exemplo, no Nordeste, onde o PMDB registra um crescimento de 25% no número de prefeituras conquistadas, o PDT um crescimento de 126% de prefeituras ganhas, o PSB mais 91% de novas prefeituras e o PT um crescimento de 105% novas conquistas. Em contraposição, o DEM (ex-PFL) registra menos 63%, o PSDB menos 16% e o PPS menos 78%.

Estes resultados aparecem em todas as regiões do país, em maior ou menor medida. Ao mesmo tempo na região sudeste e em parte também na região sul, a oposição resiste melhor. Nesse sentido se repete o que já foi constatado na eleição presidencial de 2006, são essas regiões as que dão maior sustentação para a oposição.

Mas é significativo que no sudeste, onde a oposição ao governo Lula esta mais implantada e onde seu resultado foi menos ruim, o DEM (ex-PFL) tenha sofrido um recuo de 11% de prefeituras a menos e o PPS uma perda de 25%, compensadas em parte pela melhora do PSDB que conquistou 8% de novas prefeituras. O PT, por sua vez, conseguiu nesta região um crescimento de 18% no número de prefeituras novas, o PDT 23% e o PSB 36%.

No mesmo jornal O Globo, na coluna de Ilimar Franco, um quadro retrata os resultados em votantes para cada partido. O quadro mostra que os partidos de oposição a Lula (PSDB, DEM e PPS) fizeram 5,2 milhões de votos a menos que em 2004. Já só os partidos de esquerda (PT, PCdoB e PSB) conseguiram 2,2 milhões de votos a mais que em 2004 e o PMDB, que também faz parte da base de apoio do presidente, amplio sua votação em 4,1 milhões. LF

Clicar na imagem para ampliar e ler o mapa do jornal O Globo

municipais2008_mapa.jpg
Clique na imagem para ampliar e ler o gráfico da coluna de Ilimar Franco, do jornal O Globo

municipais2008_votos_partid.jpg

07/10/2008 - 10:43h As urnas mostram uma derrota da oposição e vitória dos partidos do governo Lula, em primeiro lugar do PT

Eleições municipais no Brasil mostra que o PT é quem mais prefeituras novas conquistou e o DEM e PSDB, os que mais perderam

estrela_sobe4.jpg

Ontem a Folha de São Paulo informava assim sobre o resultado nacional das eleições municipais, após o primeiro turno:
“Passado o primeiro turno, PT, PMDB e PSDB são os maiores vencedores nas 26 capitais e nos 53 municípios com mais de 200 mil eleitores, o chamado G79 -um universo de 46.819.495 eleitores, o equivalente a 36,4% do total dos habilitados a votar para prefeito.” (Folha SP, 6/10/2008 “PT, PMDB e PSDB dominam capitais e maiores cidades”).

Aqui no blog, apoiado em artigos precisos do jornal O Estado de São Paulo, mostrei que existia uma vontade de ofuscar e confundir sobre os resultados eleitorais, sonegando a questão central: o primeiro turno consagrou uma vitória expressiva do governo Lula e sua base de apoio, com destaque para o PT.

Hoje a Folha de SP (ver nos post precedentes) tem que reconhecer os fatos ignorados ontem. DEM e PSDB são os partidos que mais prefeituras perderam e o PT foi o partido que ganhou mais prefeituras. A oposição perdeu duplamente. Primeiro na política, fugindo de qualquer questionamente ao governo ou “federalização” da disputa municipal, ao contrário do que ela fez em 2004. A oposição perdeu também nas urnas, no voto. O DEM quase desaparecendo e o PSDB, encolhendo. O DEM já perdeu neste primeiro turno 176 prefeituras, foi o partido que mais perdeu. Em segundo lugar, com 109 prefeituras a menos, o PSDB e em terceiro lugar do ranking dos derrotados, o aliado dos demo-tucanos, o PPS de Roberto Freire e a Soninha, que perdeu 70 prefeituras.

O resultado das eleições municipais neste primeiro turno, obscurecido pelo interesse político e a parceria mídia-oposição, não conseguiu tapar o sol com a peneira. Os demo-tucanos estão cada vez mais confinados ao Estado de São Paulo e mesmo aqui o avanço do PT foi importante, particularmente nas cidades do cinturão indústrial de São Paulo.

Luis Favre

 

 

07/10/2008 - 09:36h Sem medo de ser feliz

PT continua líder nas capitais e nas maiores cidades do país

Partido confirma favoritismo, elege 13 prefeitos e está no 2º turno em 15 municípios

Já o PMDB pode eleger até 21 prefeitos e o PSDB pode governar 19 prefeituras do grupo das 79 cidades com mais de 200 mil eleitores

estrela_pt.jpgestrela_sobe5.jpg

FERNANDO RODRIGUES - FOLHA SP

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Apurados os votos em todas as 26 capitais e nos 53 municípios com mais de 200 mil eleitores, o PT confirmou seu favoritismo nas urnas e avançou nesse universo de grandes centros. O partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva conquistou 13 dessas cidades no primeiro turno e disputa outras 15 localidades no segundo turno, no dia 26 deste mês.
Hoje, os petistas governam 17 cidades do chamado G79, o grupo das capitais e cidades grandes que abriga 46,8 milhões de eleitores, o equivalente a 36,4% do total do país. Na eleição de domingo estavam em jogo 5.563 prefeituras.
Na sua hipótese mais otimista, o PT poderá chegar a 28 cidades governadas no G79, o que daria ao partido um eleitorado governado de 21,2 milhões nessas localidades.
É raro um partido ter sucesso em todos os segundos turnos para os quais se qualifica. O melhor indicador nesta fase da campanha é saber se o candidato passou à fase final na primeira ou na segunda colocação. Quem sai na frente, em geral, leva alguma vantagem -embora viradas também não sejam impossíveis. Dos 15 petistas no segundo turno, 11 terminaram o 1º turno na frente do adversário mais direto.
Junto com o PT no topo da tabela do G79 estão PMDB e PSDB, quase empatados. Os peemedebistas elegeram dez prefeitos no primeiro turno e disputam mais 11 cidades. Os tucanos já garantiram nove municípios grandes no domingo e estão em outros dez segundos turnos.
A diferença entre PMDB e PSDB é que seis candidatos peemedebistas passaram ao turno final na primeira colocação. Entre os tucanos, só quatro estão nessa situação.
Essa trinca somada -PT, PMDB e PSDB- tem hoje mais da metade das capitais e cidades com mais de mais de 200 mil eleitores. Em 2009, há uma tendência de leve ampliação nesse domínio.

DEM e segundo pelotão
Há um segundo pelotão de partidos no G79 cujo número de cidades governadas gravita em torno de quatro a nove. O grupo pode ser agora liderado pelo DEM (quatro cidades no primeiro turno e duas disputas no segundo). A atenção sobre os democratas está em São Paulo, onde a sigla disputa para valer pela primeira vez em sua história. A capital paulista é considerada a jóia da coroa por todos os partidos -pela exposição nacional e por causa do número de eleitores (8,2 milhões).
Junto nesse grupo intermediário de partidos nos grandes centros estão o PSB (três prefeitos eleitos no primeiro turno e outros seis em disputa agora), PDT (quatro primeiros turnos e um no segundo) e PP (três no último domingo e outros três em disputa no final do mês).
Na parte de baixo da tabela, várias siglas pequenas se esforçam para aparecer, mas sempre de maneira isolada. O caso mais notório desta vez é o PV, que já elegeu a prefeita Micarla de Souza, em Natal (RN), e disputa pela primeira vez a Prefeitura do Rio, com o deputado federal Fernando Gabeira.

Segundos turnos

Das 79 cidades grandes e capitais, 50 liqüidaram a eleição no domingo durante o primeiro turno. Em 29 municípios a definição foi para o segundo turno. Entre as 26 capitais, 15 já têm os seus prefeitos definidos.
O PT já está com seis capitais. PMDB, PSDB e PSB garantiram duas cada. PC do B, PP, e PV tem, até agora, uma capital cada um.

06/10/2008 - 17:44h Confira a lista dos vereadores eleitos em São Paulo

camara_municipal_eleita2008.gif

colaboração para a Folha Online

A cidade de São Paulo escolheu neste domingo 55 vereadores para a Câmara Municipal. Os eleitos foram os vereadores mais votados de cada partido ou coligação levando em consideração o quociente eleitoral.

Para realizar o cálculo, em primeiro lugar é necessário somar o número de votos válidos para vereador na cidade –todos os votos excluídos brancos e nulos. Esse número é dividido pelo total de vagas no legislativo municipal –55 no caso de São Paulo–, resultando no quociente eleitoral.

Por conta do quociente eleitoral, alguns candidatos que obtiveram votação menor que algum concorrente conseguiram se eleger. É o caso, por exemplo, do Dr. Milton Ferreira (PPS), que se elegeu com 14.873 votos, enquanto Myriam Athie (PDT), com 28.864 votos, ficou de fora.

Veja a lista dos vereadores eleitos em São Paulo e sua respectiva votação:

PMDB

Goulart (PMDB) - 90.022
Jooji Hato (PMDB) - 40.838

DEM

Milton Leite (DEM) - 80.023
Marta Costa (DEM) - 39.159
Marco Aurélio Cunha (DEM) - 38.394
Domingos Dissiei (DEM) - 37.734
Kamia (DEM) - 29.906
Carlos Apolinário (DEM) - 25.581
Sandra Tadeu (DEM) - 25.153

PR

Aurélio Miguel (PR) - 50.779
Antonio Carlos Rodrigues (PR) - 43.590
Toninho Paiva (PR) - 35.534
Agnaldo Timóteo (PR) - 26.163
Marco Cintra (PR) - 22.863

PSDB

Gabriel Chalita (PSDB) - 101.990
Mara Gabrilli (PSDB) - 79.874
Netinho (PSDB) - 54.683
Carlos Alberto Bezerra Jr. (PSDB) - 50.513
Adolfo Quintas (PSDB) - 34.197
Claudinho de Souza (PSDB) - 33.570
Juscelino (PSDB) - 32.480
Gilson Barreto (PSDB) - 32.050
Floriano Pesaro (PSDB) - 31.719
Souza Santos (PSDB) - 31.318
Ricardo Teixeira (PSDB) - 27.242
Dalton Silvano (PSDB) - 24.074
Gilberto Natalini (PSDB) - 23.858

PT

Senival (PT)- 66.083
Arselino Tatto (PT)- 59.250
Donato (PT) - 50.361
Francisco Chagas (PT) - 37.823
João Antonio (PT) - 33.861
Alfredinho (PT) - 33.395
Juliana Cardoso (PT) - 30.585
Ítalo Cardoso (PT) - 30.514
José Américo (PT) - 30.002
Zelão (PT) - 28.078
Chico Macena (PT) - 26.499

PC do B

Jamil Murad (PC do B) - 28.129
Netinho de Paula (PC do B) - 84.307

PSB

Eliseu Gabriel (PSB) - 31.587
Noemi Nonato (PSB) - 30.713

PRB

Atílio Francisco (PRB) - 25.669

PDT

Claudio Prado (PDT) - 30.998

PV

Tripoli (PV) - 45.717
Penna (PV) - 25.799
Abou Anni (PV) - 22.604

PP

Wadih Mutran (PP) - 26.037
Missionário José Olímpio (PP) - 28.902

PSC

Marcelo Aguiar (PSC) - 41.474

PTB

Celso Jatene (PTB) - 49.774
Adilson Amadeu (PTB) - 41.668
Paulo Frange (PTB) - 36.870

PPS

Claudio Fonseca (PPS) - 21.026
Dr. Milton Ferreira (PPS) - 14.873

06/10/2008 - 15:19h Resultados em São Paulo confirmam disputa acirrada no 2° turno

http://g1.globo.com/Noticias/Politica/foto/0,,15627462-EX,00.jpg

Os resultados do primeiro turno das eleições em São Paulo comportam algumas surpresas, mas nada de muito diferente do previsível e que tenho explicado aqui ao longo destes últimos meses.

Marta e Kassab disputarão o segundo turno. A surpresa fica pelo resultado conseguido por Kassab, acima das pesquisas, e o da Marta, aquém das mesmas pesquisas. Considero esta diferença pouco significativa, produto da polarização de segundo turno, que começou nos últimos dias que precederam o primeiro turno e, em nada invalidam, as analises que tenho explicitado sobre a situação na cidade e a conjuntura eleitoral (tampouco penso que invalida o trabalho das pesquisas de opinião feita por institutos sérios, à condição de não atribuir às pesquisas a capacidade de ler o futuro, o que elas evidentemente não podem fazer e sim a de detetar tendências e movimentos).

Os resultados das eleições no Brasil e no Estado de São Paulo, assim como na cidade, mostram o descompasso existente no eleitorado do país, já presentes nas eleições presidenciais de 2006. Só que elas evoluíram no sentido de um avanço das forças do governo federal e do PT e de um recuo importante no país, porem ainda pequeno no Estado de São Paulo, das forças de oposição, DEM e PSDB. (ver Base aliada do presidente Lula dirigirá pelo menos 66 das 100 cidades com mais arrecadação; O PT foi o grande vencedor das eleições para prefeito das capitais; O PT e os partidos aliados do governo Lula ganham na maioria das capitais e nas principais cidades do Brasil).

O fato especifico das eleições na cidade foi a eliminação do inicialmente favorito, Geraldo Alckmin do PSDB, na disputa com o candidato de Serra, Gilberto Kassab do DEM. Este último obteve uma vitória indiscutível nessa disputa interna ao campo demo-tucano, mas ao preço de uma crise importante no PSDB, com desdobramentos que irão além do pleito municipal.

De uma situação de desvantagem (em 2006 na cidade de São Paulo, Serra foi eleito no primeiro turno governador e Alckmin venceu no primeiro e no segundo turno contra Lula), a campanha municipal mostrou uma evolução em favor de um maior equilibro entre os campos em disputa, mesmo se o campo conservador mantém uma força e um peso ainda majoritário no eleitorado.

O candidato mais forte do campo demo-tucano acabou derrotado e emerge como seu substituto Gilberto Kassab, um candidato mais frágil e vulnerável, porem apoiado numa poderosa máquina municipal e estadual, inserida com força na mídia e nas elites empresariais.  Para os admiradores da subida fulgurante de um candidato pouco conhecido, como Kassab e que babam extasiados, em particular nas páginas dos jornais paulistas;  é bom lembrar que São Paulo já passou por isso e pagou caro pela admiração pelo quase desconhecido Fernando Collor e depois por Celso Pitta.

Por sua vez a campanha de Marta conseguiu resistir ao rolo compressor, em parte graças a própria divisão dos adversários, é conseguiu agrupar no primeiro turno a totalidade do seu eleitorado (Lula teve 32,8% em São Paulo no primeiro turno de 2006). A luta do segundo turno determinará se esse eleitorado de Marta constitui, como em 2004 e 2006, o teto do voto PT (Lula teve 43,2% no segundo turno em 2006). Ou se configura a base para uma ampliação desse eleitorado que leve a vitória.

O resultado não está escrito antecipadamente e o primeiro turno deixou isto em aberto. Os campos que se enfrentam neste segundo turno são bastante equilibrados, porque apesar da hegemonia da direita ter sido uma constante, com duas exceções, desde 1982 na cidade, o crescimento do PT e do centro-esquerda tem progredido a cada eleição.

Volto a concluir como tenho concluído quase que todas minhas análises nestes últimos três meses, sobre as eleições municipais em São Paulo. A decisão será voto a voto no segundo turno e muito dependera do engajamento dos militantes, simpatizantes e eleitores da Marta para convencer e vencer em 26 de outubro.

Luis Favre

06/10/2008 - 09:04h O PT e os partidos aliados do governo Lula ganham na maioria das capitais e nas principais cidades do Brasil

lula_povo.jpg

Vou tratar das questões de São Paulo em outro momento do dia. Quero neste post chamar a atenção sobre os dois artigos reproduzidos no blog, sobre o balanço do primeiro turno das eleições municipais no país.

Os artigos mostram que o PT e os partidos aliados do governo Lula são os grandes vitoriosos deste teste eleitoral.

Convém lembrar que em 2000, com FHC como presidente, as eleições municipais comportaram uma dimensão federal maior, na medida em que o PT assumiu claramente sua oposição ao governo federal de FHC, combinando este posicionamento com o tratamento das questões municipais e locais. As vitórias obtidas pelo PT naquele ano alavancaram o crescimento da candidatura Lula que seria vitoriosa dois anos depois, em 2002.

Desta vez a oposição demo-tucana desertou completamente o plano federal e limitou seu discurso ao plano estritamente local e municipal, procurando escapar do confronto com os resultados e a força de Lula e do seu governo. Na outra ponta, os candidatos da base aliada e o PT fizeram questão de trazer Lula e os resultados do governo federal para dentro da disputa eleitoral e da reflexão dos cidadãos. Mesmo a oposição tendo escapulido do confronto, para tentar vencer sem se assumir como tal, são os candidatos da base do governo Lula e que fizeram questão de manifestar isto em alto e bom som, os que emergem vitoriosos deste primeiro turno. De todos os partidos da base do governo é o PT quem sai na frente das principais vitórias nas capitais.

A leitura dos jornais ofusca estes fatos, que os artigos que reproduzi embaixo, do jornal O Estado de São Paulo, permitem medir com precisão e objetividade. Das 100 cidades com maior arrecadação do país, pelo menos 66 serão governadas por um prefeito da base do governo Lula. O PT foi o grande vencedor das eleições nas capitais do país. Leiam os dois artigos que seguem para bem medir o significado desta vitória eleitoral.

Este é um primeiro elemento para abordar a conjuntura política à luz da manifestação eleitoral e seus desdobramentos no plano político e das relações de força existentes. A análise específica de cada município, das regiões e dos Estados deverá incorporar este elemento maior que emerge das urnas: a vitória eleitoral do presidente Lula e das forças do governo é o fato eleitoral decisivo, em particular na perspectiva das eleições presidenciais de 2010. Evidentemente, projetar os resultados municipais sobre as eleições presidenciais seria ignorar que pesará mais no futuro pleito o desfecho da crise em Wall-Street, que os resultados das eleições municipais de 2008. Mas o impacto da vitória política e eleitoral do presidente Lula constitui um alicerce poderoso para construir as condições políticas da vitória daqui a dois anos. A derrota política e eleitoral da oposição, por outro lado, é uma demonstração do impasse que a falta de um programa e de alternativas, provoca na configuração de um pólo aglutinador desse campo. O único programa da oposição parece ser a de ter um candidato, José Serra, com liderança relembrada e com força eleitoral no Estado de São Paulo e a do Lula não ser ele mesmo o candidato a sua sucessão. Muito pouco, mais ainda após os resultados das eleições municipais.  LF

06/10/2008 - 07:49h O PT foi o grande vencedor das eleições para prefeito das capitais

PT faz seis capitais no primeiro turno

PSDB, PMDB e PSB elegem dois prefeitos cada e DEM fica fora do segundo turno em Salvador

estrela_sobe3.jpg

João Domingos - O Estado de São Paulo

O PT foi o grande vencedor das eleições para prefeito das capitais. Ganhou em seis delas no primeiro turno: Rio Branco, com Raimundo Angelim; Recife, com João da Costa; Vitória, com João Coser; Porto Velho, com Roberto Sobrinho; Fortaleza, com Luizianne Lins; e Palmas, com Raul Filho. Destes, somente João da Costa não foi reeleito - teve o apoio do atual prefeito, João Paulo.

PSDB, PMDB e PSB elegeram dois prefeitos cada. O PSDB reelegeu Beto Richa, em Curitiba, e Sílvio Mendes, em Teresina. O PMDB reelegeu Iris Rezende, em Goiânia, e Nelson Trad Filho, em Campo Grande.

O PSB reelegeu Ricardo Coutinho, em João Pessoa, e Iradilson Sampaio, em Boa Vista. Cícero Almeida se reelegeu em Maceió pelo PP. O PV venceu em Natal, com Micarla de Sousa. E o PC do B ganhou em Aracaju, com Edvaldo Nogueira.

Abertas as urnas, ficou demonstrado o que as pesquisas de opinião já indicavam: a vitória da continuidade das administrações. Até o prefeito de Manaus, Serafim Correa (PSB), que era apontado como grande zebra, conseguiu passar para o segundo turno, aproximando-se do favorito Amazonino Mendes (PTB).

Surpresa também em Belo Horizonte, onde as pesquisas chegaram a apontar a vitória de Márcio Lacerda (PSB) no primeiro turno. Ele é apoiado em conjunto pelo PT e pelo PSDB. Mas o peemedebista Leonardo Quintão, apoiado pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, passou ao segundo turno a apenas dois pontos de Lacerda.

Já em Salvador o deputado ACM Neto (DEM), que sempre figurou como favorito, acabou de fora. A eleição será decidida em segundo turno entre João Henrique (PMDB) e Walter Pinheiro (PT).

Depois de figurar por bom tempo em primeiro lugar, o senador Marcelo Crivella (PRB) acabou ficando de fora. Para o segundo turno no Rio foram Eduardo Paes (PMDB) e Fernando Gabeira (PV).

06/10/2008 - 00:29h Marta ou Kassab

marta_kassab.jpg

Com 99,69% dos votos apurados

  * Válidos 6.351.680 (77,48%)
* Nulos 315.901 (3,85%)
* Brancos 230.081 (2,81%)
* Abstenção 1.276.378 (15,57%)

Nome do candidato (partido) % válidos votos válidos

Gilberto Kassab (DEM)
33.61% 2.134.851

Marta (PT)
32.79% 2.082.523

Geraldo Alckmin (PSDB)
22.47% 1.427.501

Maluf (PP)
5.92% 375.736

Soninha (PPS)
4.19% 266.155

Ivan Valente (PSOL)
0.67% 42.467

04/10/2008 - 20:24h IBOPE: Marta 35%; Kassab 27% e Alckmin 17%

marta_kassab_alckmin.jpg

Ibope:Kassab atinge 27% e deve ir ao 2º turno com Marta

EQUIPE AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - O prefeito de São Paulo e candidato à reeleição pelo DEM, Gilberto Kassab, subiu 2 pontos porcentuais - de 25% para 27% - na mais recente pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), contratada pelo jornal “O Estado de S.Paulo” e Rede Globo, e deve disputar o segundo turno com a candidata do PT, Marta Suplicy, que manteve 35% e continua liderando as intenções de voto. O candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, teve oscilação negativa de 3 pontos porcentuais, de 20% para 17%, na corrida à Prefeitura de São Paulo. Na sondagem anterior, divulgada em 27 de setembro, Kassab e Alckmin estavam tecnicamente empatados, uma vez que a margem de erro é de 3 pontos porcentuais para mais ou para menos. Agora, com 11 pontos de diferença, Kassab se descolou.

O deputado Paulo Maluf, candidato do PP, oscilou 1 ponto, de 7% para 6%. A vereadora Sonia Francine, a Soninha, candidata do PPS, subiu 1 ponto e agora está com 5%. Considerando a margem de erro da pesquisa, ambos estão em empate técnico.

O deputado Ivan Valente, candidato do PSOL, obteve 1%. Os candidatos Anai Caproni (PCO), Ciro Tiziani Moura (PTC) e Levy Fidelix (PRTB) tiveram menos de 1%. Edmilson Costa (PCB) e Renato Reichmann (PMN) constavam do disco da pesquisa estimulada, mas não foram citados pelos eleitores entrevistados. Os votos em branco e nulos somaram 6% e os que não sabem em quem votar ou não responderam totalizaram 3% dos eleitores.Os números levam em conta os votos totais.

Considerando apenas os votos válidos - a proporção do candidato sobre o total de votos, excluídos os brancos, nulos e indecisos -, a pesquisa de intenção de voto aponta Marta com 38%, Kassab com 30% e Alckmin com 19%. Maluf aparece com 7%, Soninha, com 5%, e Ivan Valente, com 1%. Os demais não pontuaram.

A pesquisa do Ibope foi realizada entre quinta-feira, dia 2, e hoje. Foram entrevistados 1.204 eleitores. O levantamento foi registrado na 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, sob o número 034.001.08-SPPE.

Histórico

Nas cinco pesquisas Ibope anteriores, também contratadas por Estado e TV Globo, Marta e Kassab apresentaram trajetórias bem diferentes. Marta liderou desde a primeira pesquisa, divulgada em 18 de julho, com 34%, mas em empate técnico com Alckmin, com 31%, e Kassab bem longe, com apenas 10%. Na época, a diferença de 21 pontos porcentuais que Alckmin impunha ao atual prefeito deu a impressão de que o segundo turno já estava definido. Kassab chegou a amargar um quarto lugar, atrás de Maluf, na pesquisa divulgada em 15 de agosto, mas passou a subir gradativamente a partir do programa eleitoral gratuito no rádio e na TV, iniciado a 19 de agosto, até superar Alckmin.

04/10/2008 - 12:51h Comparar

http://www.cidadedesaopaulo.com/touraereo/fotos/vale_anhangabau2.jpg

Amanhã é o primeiro turno da eleição, mas a cidade já vive um clima de polarização entre a atual administração e a candidatura da Marta.

A mídia tem insistido, apoiada nos resultados das pesquisas, sobre a boa avaliação da gestão Kassab, semelhante a boa avaliação da administração da Marta. Ficando o segundo turno favorecendo os candidatos a reeleição, por conta da boa situação que vive o país e os próprios municípios.

O segundo turno vai centralizar o debate e, no caso de São Paulo, permitir comparar gestões e propostas. Para os partidários da Marta, essa escolha deverá se fazer sobre a questão da liderança que São Paulo precisa. Liderança para aprofundar a luta contra a desigualdade social e para integrar e incluir no progresso as maiorias, ou serviço mínimo para contentar setores médios conservadores e sem ambição para lidar com os desáfios do século.

Marta assumiu uma cidade financeiramente quebrada e numa situação econômica de quase recessão. A herança combinou 8 anos de governo FHC, com 4 anos de governo Pitta - Kassab.

A priméira questão a destacar é que essa cidade foi quebrada por Pitta com a colaboração de Kassab e com a participação do seu partido aos quatro anos de decadência.

Já os demo-tucanos, e Kassab travestido deles, assumiram uma prefeitura após o governo Marta e em plena recuperação econômica do país com o presidente Lula.

O resultado herdado pelos que provavelmente disputarão o segundo turno é bem diferente, o que se traduz em números: Kassab teve 50% de receitas a mais que Marta para enfrentar os grandes problemas da cidade.

Marta teve que usar de criatividade, perseverança e inovação para reconstruir São Paulo. Ela propôs participação ao PSDB que a tinha apoiado contra Maluf, mas os tucanos preferiram por cálculo político ir para a oposição.

Ela propôs parcerias ao setor privado e empresarial e muitos responderam presente, o que permitiu importantes conquistas. Foi graças a parceria com o Banco Santander, por exemplo, que as crianças dos CEU’s puderam dispor de instrumentos musicais que a cidade sem dinheiro não podia comprar (instrumentos agora encostados). Foi graças a parceria com o Pão de Açúcar que a Fonte de Ibirapuera pode ser entregue a cidade para seus 450 anos, sem usar o dinheiro parco da própria prefeitura. Foi graças a contribuição da Valisere que as crianças dos CEU’s receberam de graça os maios para poder usufruir das piscinas. Foi com o dinheiro da TIM que Marta conseguiu completar a obra de Oscar Niemayer e fazer o teatro de Ibirapuera, porque sem dinheiro só assim era possível responder as necessidades de uma gestão eficiente.

Foi indo atrás do dinheiro do BID que Marta obteve os recursos para revitalizar o Centro que permitiu recuperar o Mercado Municipal, erradicar a Favela do Gato, renovar a Praça da Sé. Os $100 milhões de dólares permitiram tudo isso e quase 85% desse total ficou para a gestão atual, que nada fez e ainda teve que pagar multa ao BID por não ter usado o dinheiro deixado a sua disposição.

Foi com o mesmo espirito de inovação e criatividade que Marta criou os títulos do CEPAC, permitindo que o dinheiro privado fosse canalizado para obras nas regiões onde o dinheiro foi arrecadado, como a Ponte Estaida, os túneis e que previa a transformação das favelas em moradias dignas. As favelas ainda estão encostadas na avenida e a ponte acabou custando 50% a mais com a atual administração.

Com 50% de receitas a menos que a atual gestão, Marta deu uniforme e material escolar de graça, merenda digna, transporte escolar gratuito e construiu 21 CEU’s.Eliminou uma parte das escolas de lata feitas por Pitta e Kassab e deixou todas prontas para serem substituídas. Kassab não conseguiu entregar nenhuma única vez os uniformes de verão antes do inverno, reduziu o Vai e Volta e fez 13 CEU’s menores e mais caros. Ou seja com 50% de receitas a mais e CEU a menos, Kassab só gastou mais.

O mesmo podemos dizer sobre o transporte público onde o caos deixado por Pitta e Kassab, deu lugar a 100 km de corredores, 10 mil ônibus novos, legalização e eliminação do transporte clandestino e, finalmente, o Bilhete-Único. Com 50% de receitas a mais, Kassab fez 8 km de corredores, limitou o uso do Bilhete-Único e deixou a CET ao deus-dará.

O mesmo na questão da Saúde, onde reinava o PAS que Pitta e Kassab entregaram aos gafanhotos da destruição. Marta municipalizou a saúde, recuperou os equipamentos dos hospitais, contratou novamente os médicos e fez mais. Construiu 45 novas UBS e recuperou as existentes deixadas em estado deplorável. Criou 800 equipes de Saúde da família, começou a construção de dois novos hospitais e também em parceria com empresas privadas, conseguiu mamógrafos novos doados pela Avon. Com 50% de receitas a mais kassab renomeou 99 UBS em AMA (o dado é do jornal Folha de São Paulo) e construiu mais 11, completou os hospitais que Marta tinha iniciado e a situação continua a ser ruim nesse setor.

Se formos falar dos projetos sociais, como o Renda-Mínima, aí já seria covardia proceder a comparar.

Para que ambas gestões estivessem empatadas seria necessário que em todos os elementos a serem comparados, os demo-tucanos tivessem 50% a mais de resultados, pois contaram com 50% a mais de receitas. O que vemos é que em quase tudo é o contrário que é verdadeiro: Marta fez mais com 50% a menos. É isto é uma demonstração indiscutível de liderança e capacidade a dirigir uma cidade do porte de São Paulo.

Deixei para o final a questão que parece ser a única onde a opinião de uma parte da população, da mídia e da propaganda demo-tucana parecem marcar uma superioridade em relação a Marta: os impostos e taxas.

Marta teve que aumentar os impostos e taxas para fazer frente as necessidades da cidade nas condições em que fora deixada pela administração Pitta-Kassab (Kassab foi secretário de planejamento de Pitta durante dois anos e depois optou por ser candidato a deputado, sem romper com Pitta que continuou contando com a participação do partido de Kassab até o fim).

O aumento do IPTU foi feito introduzindo um elemento de justiça fiscal, quem ganha mais paga mais. Marta isentou de IPTU 1 milhão de domicílios. Esta manifestação clara de repartir o esforço para que os mais ricos assumam uma parte maior deu sustento a campanha de destruição contra Marta. A taxa do lixo veio dar um argumento suplementário para a elite que permitia um eco na população pobre, pois a taxa era paga por todos. Marta já diz que isto foi um erro. O que seus detratores não dizem é que a carga tributária municipal continuou aumentando, o que explica que Kassab teve 50% de receitas a mais e que nenhuma redução de impostos de envergadura foi implementada na cidade. A única que propôs reduzir os impostos dos autônomos foi a própria Marta, copiada depois pelos demais candidatos. mas porque Kassab não fez antes?

Seguramente o leitor deve estar se perguntando: onde foi o dinheiro? onde está o 50% de receitas a mais, se com 50% a menos Marta fez tanto mais?

Pois bem, uma parte esta no banco: R$ 4,5 bilhões está aplicado no banco. O custo de quase todas as obras de Kassab, em valores reais, sofreram aumentos. Ou seja, os 13 CEU’s de Kassab eram menores, com menos lugares de teatro, menos piscinas mas custaram de 8% a 60% a mais do previsto. O mesmo com a ponte Estaiada, o mesmo com o leite das crianças, o mesmo com o conjunto da obra demo-tucana. Resultado: uma parte do 50% a mais de receita pagou mais caro em valores atualizados, as obras e serviços e uma parte está no banco. Uma pequena parte foi usada para financiar o fim da taxa do lixo, não sem antes liberar as empresas concessionárias de reciclagem, recolhimento de lixo nas favelas etc.

O segundo turno, cara à cara e com o mesmo tempo de TV a população poderá decidir o rumo que quer dar a cidade de São Paulo. Sobre as propostas para o futuro a campanha de Marta tem feito e em todas as áreas. Kassab simplesmente copia ou chia.

Luis Favre

03/10/2008 - 23:11h Ibope: Coser (PT) mantém folga na liderança em Vitória

estrela_sobe2.jpg

O Globo

Atual prefeito de Vitória e candidato à reeleição, João Coser (PT) manteve larga vantagem nas intenções de voto segundo a pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira pela TV Gazeta, afiliada da TV Globo no Espírito Santo. Pelos novos números, o petista tem 71% da preferência do eleitorado, dois pontos percentuais a mais que no último levantamento. Luciano Rezende (PPS) manteve os 20% da pesquisa anterior.

Bernardo Teteco (PRTB), que tinha 2%, agora aparece com apenas 1%. Os candidatos Avelar (PCO) e Carlão (PSOL) tiveram menos de 1% das intenções. Os votos brancos ou nulos somam 2%, enquanto 6% não sabem ou não opinaram. A margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.

Numa simulação de segundo turno, Coser venceria Rezende por 73% contra 21%, segundo a pesquisa Ibope. Os votos brancos ou nulos somam 3%, enquanto 4% não sabem.Os votos brancos ou nulos somam 3%, enquanto 4% não sabem.

A pesquisa foi realizada entre 30 de setembro e 2 de outubro, e o Ibope ouviu 504 eleitores em Vitória. A pesquisa foi contratada pela TV Gazeta, e está registrada sob o número 072/ 2008 na 1ª Zona Eleitoral da capital capixaba.

03/10/2008 - 23:08h Porto Velho: Sobrinho (PT) amplia vantagem na liderança

estrela_sobe1.jpg

O Globo

O atual prefeito e candidato à reeleição em Porto Velho, Roberto Sobrinho (PT) ampliou vantagem sobre os adversários, segundo aponta a última pesquisa Ibope, divulgada nesta sexta-feira pela TV Rondônia, afiliada da TV Globo. Pelos novos números, Sobrinho subiu de 55% para 61%.

Lindomar Garçon (PV), o segundo colocado na pesquisa, caiu um ponto percentual: ele passou de 19% para 18%. Na terceira posição, estão empatados Mauro Nazif (PSB) e David Chiquilito Erse (PC do B), ambos com 5% da preferência. Os dois cresceram juntos, já que apareciam com 3% na pesquisa anterior.

Adilson Siqueira (PSOL), Doutor Alexandre (PTC) e Hamilton Casara (PSDB) permaneceram com menos de 3% das intenções. Votos brancos e nulos somam 2%. O percentual dos que não sabem ou não opinaram recuou nove pontos percentuais, passando de 13% para 4%.

O Ibope fez também uma simulação de segundo turno, que apontou vitória de Roberto Sobrinho sobre Lindomar Garçon, por 68% contra 23% do candidato do PV. Os brancos e nulos somam 5%, enquanto os que não sabem, 3%.

A pesquisa foi realizada entre 29 e 30 de setembro, com 504 eleitores na capital de Rondônia. A margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento, contratado pela Rádio TV do Amazonas, está registrado sob número 1328/2008 na 23ª Zona Eleitoral de Porto Velho.

02/10/2008 - 12:37h “O PT vai ter a maior vitória política nas eleições municipais em toda a sua história”, diz Mercadante

Mercadante: disputa Alckmin-Kassab pode ajudar Marta

estrela_sobe4.jpgmercadante.jpg

TATIANA FÁVARO - Agencia Estado

CAMPINAS - O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) afirmou hoje, em visita a Campinas (a 95 quilômetros da capital paulista), que o discurso político do ex-governador e candidato à Prefeitura de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), deve ajudar na atração de votos tucanos para a ex-prefeita e candidata do PT, Marta Suplicy, no segundo turno. “Acho mais provável ela estar no segundo turno, pelas pesquisas, com o Kassab (Gilberto Kassab, candidato à reeleição pelo DEM). A forma como o Kassab e o Alckmin estão disputando, os ataques pessoais, a natureza do discurso, as mágoas que estão sendo geradas, isso ajuda na nossa disputa no segundo turno”, disse Mercadante.

“O Alckmin tem dito que o Kassab era aliado do (Celso) Pitta, é aliado do (Orestes) Quércia, será aliado do (Paulo) Maluf, e com isso ele recompõe um pouco a origem do PSDB, que é pra onde ele tem recorrido para tentar manter sua candidatura. PSDB da época de Mário Covas, Franco Montoro, que apoiaram nossas candidaturas no segundo turno, historicamente e não as candidaturas de direita”, disse o senador, que completou: “Então esse discurso ajuda a possibilidade de disputarmos parte desse eleitorado (do PSDB), um eleitorado democrático, mais moderno, contemporâneo, e que sempre rechaçou as candidaturas de direita, o populismo de direita e em muitos momentos nos apoiou. Então acho que temos um cenário favorável”, analisou Mercadante.

O senador disse que o PT terá uma “vitória inédita e espetacular” na Grande São Paulo nas eleições municipais como um todo e que o resultado será importante na construção do projeto futuro - eleição ao governo paulista. Isso porque, segundo Mercadante, o partido aposta na possível eleição em primeiro turno de Emídio de Souza (Osasco), Luiz Marinho (São Bernardo do Campo), Mário Reali (Diadema) e Vanderlei Siraque (Santo André) e no primeiro lugar no segundo turno com os candidatos Oswaldo Dias (Mauá), Sebastião Almeida (Guarulhos) e Sérgio Ribeiro (Carapicuíba).

“O PT vai ter a maior vitória política nas eleições municipais em toda a sua história. Esse é meu sentimento, é um pouco do que as pesquisas anunciam, é o sentimento da militância, e acho que isso vai ser muito importante para o nosso projeto futuro no Estado de São Paulo”, afirmou.


Campinas

Mercadante caminhou pelo calçadão da rua 13 de Maio, no centro de Campinas, em apoio à candidatura do prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT). Pesquisa Ibope divulgada na sexta-feira mostrou que o candidato à reeleição lidera a corrida eleitoral com 66% das intenções de voto, seguido de Carlos Sampaio (PSDB), com 9%; e Jonas Donizette (PSB), com 8%.

“Em Campinas também acho que a gente ganha em primeiro turno e com uma larga vantagem. Isso vai ser um reconhecimento histórico. Em aliança com o PT, Hélio fez um grande governo em parceria com o presidente Lula”, disse Mercadante. “Esse, eu diria, é o grande projeto vencedor das eleições no Estado de São Paulo. O PT e os aliados do governo do presidente Lula vencerão com larga vantagem nas prefeituras. Quando terminar a eleição, domingo, e somarmos os votos, vamos mostrar que foi a mais importante vitória em toda a história política da esquerda no Estado.”

01/10/2008 - 12:27h João da Costa continua líder na disputa, com 46% do total de votos. Nos votos válidos, petista tem 52%

João da Costa continua líder na disputa, com 46% do total de votos Nos votos válidos, petista tem 52%

A cinco dias das eleições municipais, 46% dos eleitores recifenses declaram intenção de votar no candidato do PT, João da Costa (PT). O petista se mantém líder na corrida pela prefeitura, embora com oscilação de dois pontos percentuais para baixo em relação ao resultado obtido em 17 e 18 de setembro (48%). Mendonça (DEM) continua estável na segunda posição, com 22%, mesma taxa de menções do início do mês (04 e 05 de setembro), com oscilação de dois pontos percentuais para baixo em relação à pesquisa de 17 e 18 de setembro.

Raul (PMDB) oscilou dois pontos para cima em relação a 17 e 18 de setembro e está com 11%, empatado com Cadoca (PSC), que tem 8%. O empate entre os dois ocorre desde o início do mês, porém agora com vantagem do peemedebista sobre o candidato do PSC.

Os candidatos Edilson Silva (PSOL) e Kátia Telles (PSTU) alcançam 1% cada. Roberto Numeriano não teve seu nome citado.

Permanecem sem sabem em quem votar 3% dos eleitores, enquanto 8% afirmam intenção de anular o voto ou votar em branco.

Quando considerados apenas os votos válidos, João da Costa atinge 52% das intenções de voto. Na mesma projeção, Mendonça (DEM) tem 25%, Raul, 13%: e Cadoca, 9%. Katia Telles e Edilson Silva aparecem com 1% cada.

Considerando-se a margem de erro da pesquisa, não é possível afirmar que João da Costa será eleito no primeiro turno.

O cálculo por votos válidos exclui brancos, nulos e indecisos, e é baseado nesse sistema que a Justiça Eleitoral divulga o resultado oficial da eleição. Para o cálculo destes votos, o Datafolha exclui da amostra, além dos votos brancos e nulos, os eleitores que se declaram indecisos.

O Datafolha ouviu 1007 eleitores da cidade do Recife com 16 anos ou mais, nos dias 29 e 30 de setembro de 2008. A margem de erro máxima, para o total da amostra, é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Em onze dias, a parcela dos que sabem o número correto a ser digitado na urna no dia 05 de outubro aumentou de 52% para 63%.

Os eleitores mais bem informados sobre o número de seu candidato são os de João da Costa (77%, ante 62% há 11 dias), taxa que é de 64% entre os que gostariam de eleger Mendonça (52% naquela ocasião), de 56% entre os eleitores de Raul (38% antes) e, por último, de 37% entre os de Cadoca (29% na pesquisa anterior).

Entre os que declaram voto em João da Costa, 88% dizem estar totalmente decididos sobre sua escolha. Os eleitores de Mendonça que afirmam estar totalmente decididos por seu nome são 78%; os de Raul, 73%; e de Cadoca, 67%.

Na simulação espontânea, quando os eleitores mencionam em quem pretendem votar sem a apresentação do cartão com os nomes dos candidatos, João da Costa fica à frente dos demais, com 37%, seguido de Mendonça, citado por 16% - menos da metade do candidato petista. Neste caso, 8% citam Raul e 3%, Cadoca.

Edilson Silva e Kátia Telles não alcançam 1% cada. Revelam-se indecisos 24% (era de 29% há onze dias), e 8% afirmam ter pretensão de anular ou votar em branco.

Inquiridos a indicar sua opção em uma provável disputa de segundo turno entre João da Costa e Mendonça, os eleitores da capital pernambucana elegeriam o primeiro, com 54% dos votos, ante 36% do segundo. Há onze dias, essas taxas eram, respectivamente, de 55% e 39%.
Já a intenção de votar branco ou nulo varia para cima, de 5% para 8% agora, enquanto somam 2% dos que ainda não têm posição.

Raul e João da Costa são os menos rejeitados

Cadoca, novamente o mais rejeitado dentre todos os candidatos, desde agosto, não seria votado hoje por 40% dos eleitores, taxa que é equivalente à observada há onze dias (41%).

Nesse período, o candidato do PSC superou a rejeição da candidata Kátia Telles, que alcança hoje 37% (38% antes).

Edilson Silva aparece rejeitado por 33%, e Mendonça, que está em segundo lugar da disputa, por 32%. Roberto Numeriano tem rejeição de 29%; João da Costa, de 26%; e Raul, de 24%.

Afirmaram rejeitar todos os candidatos 4%, enquanto 3% não rejeitam nenhum e 5% dos eleitores não souberam responder.

55% aprovam João Paulo
Nota média atribuída ao prefeito de Recife é de 7,2

A maioria dos eleitores de Recife (55%) consideram ótimo ou bom o governo de João Paulo, embora essa aprovação revele-se hoje quatro pontos percentuais menor que a verificada em meados de setembro (dias 17 e 18), e nove pontos percentuais menor que à do início do mês, quando chegou a 64%.

Nesse mesmo período, subiu de 29%, há onze dias, para 33% agora, a parcela dos que avaliam sua gestão regular. Já a taxa de reprovação mantém-se a mesma: 11%.

Dentro de uma escala de zero a dez, os eleitores atribuem nota média 7,2 ao prefeito do PT, idêntica à da pesquisa anterior. 25% dos entrevistados lhe atribuem a nota dez, mesmo percentual da pesquisa anterior.

São Paulo, 30 de setembro de 2008. Instituto Datafolha