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	<title>Blog do Favre &#187; PT</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>PT de Santo André leva disputa para segundo turno</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/pt-de-santo-andre-leva-disputa-para-segundo-turno/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 18:54:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[PED]]></category>
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		<description><![CDATA[Leandro Amaral e Aline Bosio &#8211; Repórter Diário
O Partido dos Trabalhadores elegeu neste domingo (22/11) em todos os níveis &#8211; municipal, estadual e nacional &#8211; a nova cúpula da sigla. No ABC, apenas o diretório municipal de Santo André não definiu o novo dirigente, levando a disputa para o segundo turno, agendado para o dia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="background-color: #ffff99;">Leandro Amaral e Aline Bosio &#8211; Repórter Diário</span></h2>
<p>O Partido dos Trabalhadores elegeu neste domingo (22/11) em todos os níveis &#8211; municipal, estadual e nacional &#8211; a nova cúpula da sigla. No ABC, apenas o diretório municipal de Santo André não definiu o novo dirigente, levando a disputa para o segundo turno, agendado para o dia 6 de dezembro.</p>
<p>No reduto andreense, que conta com 4.490 filiados, apenas 2.550 militantes votaram. A maioria escolheu Luiz Turco (1.142 votos, 47,25%), seguido por Antônio Padre (355 votos, 14,69%), Tiago Nogueira (322 votos, 13,4%) , Valdir da Hora, o Didi (299 votos, 12,37%), Carlão (229 votos, 9,47%) e Ivo Martim (67 votos, 2,77%).</p>
<p>No segundo turno, Tiago Nogueira e Carlão já anunciaram que vão apoiar o nome de Antonio Padre &#8211; que é apoiado pelo ex-prefeito João Avamileno e por uma ala ligada à Ivete Garcia.</p>
<p><strong>São Bernardo</strong><br />
O atual presidente Wanderley Salatiel, como previsto, venceu o PED em São Bernardo. Com apoio do cinco dos seis vereadores e do prefeito Luiz Marinho (PT), o petista foi reconduzido ao cargo por mais três anos. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, militante histórico da legenda em São Bernardo, não compareceu para registrar o sufrágio.</p>
<p>“A união foi construída durante os dois anos (atual mandato). Eu trabalho juntando nossa militância e, por pouco, não conseguimos o consenso. O povo decidiu que a gente continuasse devido ao trabalho na base”, vibrou, destacando que a prioridade, em 2010, é a reeleição dos deputados Vicentinho (federal) e Ana do Carmo (estadual), além da propagação das candidaturas do PT à sucessão do Planalto – com Dilma Rousseff – e à sucessão do governo paulista – cujo candidato ainda está indefinido.</p>
<p>Dos 6.627 filiados aptos, 2650 compareceram. Salatiel conquistou 1967, contra 307 do vereador Luisinho e 113 de Tauvanes. O restante foi nulo e branco.</p>
<p><strong>Diadema</strong><br />
Os petistas compareceram em grande número na votação do PED deste domingo. Eram esperados cerca de quatro mil votantes e compareceram 3.298. Josemundo Dário Queiroz, o Josa &#8211; que teve o apoio do prefeito Mário Reali (PT) &#8211; foi o mais votado, com 2,2 mil (71.82%), seguido de Licio Gonzaga Lobo, que contabilizou 527 votos (17.20%). O suplente a vereador do PT, Ronaldo Lacerda teve 301 votos (9.83%) e professor Reinaldo com 35 votos (1.14%). Nulos e brancos foram 81 votos e 154 votos, respectivamente. A nova direção do partido tomará posse no dia 20 de fevereiro de 2010.<br />
<strong><br />
Mauá</strong><br />
Candidato único, Leandro Dias sagrou-se vitorioso com cerca de 3.200 votos. Ele afirma que a legenda fará um amplo debate com a militância e a sociedade no intuito da conscientização política com foco no próximo pleito. “É a compreensão de que a unidade somente fortalece o partido na cidade. Pela primeira vez não teremos Lula na disputa e, por isso, precisamos ter força para vencer. Nós compreendemos que a unidade é o primeiro passo para essa força. As condições estão reunidas não só para a unidade, mas para um mandato em torno de um consenso”, disse.<br />
<strong><br />
São Caetano</strong><br />
Em São Caetano, o vencedor do processo eleitoral interno é o vereador Edgar Nóbrega, que recebeu 609 votos, o equivalente a 58,4% do total. Em segundo lugar na preferência dos militantes ficou Marco Antônio Guilherme (399 votos, 38,2%), seguido de Arquimedes Lazeri (35 votos, 3,45%). Dos 1.087 votos, 25 foram brancos e 19 nulos. Na cidade, são 2,5 mil filiados.</p>
<p>Na busca pelo renascimento do partido na cidade, que desde a saída de Hamilton Lacerda, não conseguiu preencher o espaço de principal voz oposicionista, o novo dirigente municipal, Edgar Nóbrega, comemorou a vitória. “Vamos reestruturar o partido a partir do próximo ano, para ajudar o PT a eleger a Dilma Rousseff à presidência, além de criar um programa voltado às eleições de 2012”, afirma. Segundo o vereador, a meta é melhorar os serviços prestados à população, já que a cidade já tem uma boa estrutura econômica.</p>
<p><strong>Ribeirão Pires</strong><br />
Candidato único, Antonio Carlos Pereira de Souza, o Carlão, conquistou 290 dos 301 votos registrados. Na cidade, 975 filiados estavam aptos ao pleito. Segundo ele, a união visa resgatar a pujança do PT na cidade. “Nós tivemos grandes perdas nos últimos anos. Não fizemos o sucessor da Maria Inês, tivemos baixas no quadro de vereadores e perdemos militantes. Na última eleição tivemos baixa votação e não fizemos nenhum vereador. Por tudo isso, fizemos uma série de conversações, um planejamento e retomamos o caminho da unidade para alçar novos trajetos e conseguir os nossos louros”, afirmou.</p>
<p><strong>Rio Grande da Serra</strong><br />
Candidato único, o atual presidente Benedito Araújo foi reconduzido ao posto com o crivo de 402 dos 411 militantes que foram às urnas. “Nós amadurecemos. Não discordamos das outras cidades que estão em um processo acirrado, mas nós estamos muito preocupados com o processo eleitoral, principalmente a eleição presidencial. Nós queremos eleger a Dilma e o processo de unidade vem com esse olhar”, disse.</p>
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		<title>Antonio Donato foi eleito presidente do PT municipal no primeiro turno. Edinho Silva foi releito presidente estadual também no primeiro turno e José Eduardo Dutra deve ser confirmado hoje como o novo presidente nacional do PT</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 11:43:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[Antonio Donato]]></category>
		<category><![CDATA[Edinho Silva]]></category>
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		<description><![CDATA[
Apuradas 80% das urnas da capital paulista, durante a noite de ontem, o vereador Antonio Donato contabilizava 65% dos votos. Também na capital paulista Edinho Silva atingia 94% dos votos e José Eduardo Dutra 82%. Estes resultados parciais concernem a votação na cidade de São Paulo. LF fonte twitter Donato





da Folha Online
O ex-senador e ex-presidente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><img class="size-full wp-image-16636 alignleft" title="estrela_sobe" src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/11/estrela_sobe1.jpg" alt="estrela_sobe" width="137" height="164" /></em></p>
<p><em>Apuradas 80% das urnas da capital paulista, durante a noite de ontem, o vereador Antonio Donato contabilizava 65% dos votos. Também na capital paulista Edinho Silva atingia 94% dos votos e José Eduardo Dutra 82%. Estes resultados parciais concernem a votação na cidade de São Paulo. LF fonte twitter Donato</em></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;"><em><br />
</em></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">da Folha Online</span></h2>
<p>O ex-senador e ex-presidente da Petrobras José Eduardo Dutra (SE), favorito na disputa à presidência do PT, deve ser confirmado ainda hoje para o cargo.</p>
<p>Dutra tem o apoio dos principais líderes do partido, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e conseguiu unir três correntes do partido: Novos Rumos, PT de Lutas e Massas e Construindo um novo Brasil.</p>
<p>Ele defende a aliança do partido com o PMDB para 2010, mas não descarta antigos aliados, como o PC do B e o PSB.</p>
<p>O PED (Processo de Eleição Direta) do PT, realizado neste domingo (22), é considerado o maior processo de eleição de um partido no país. A expectativa era de que 200 mil filiados fossem às urnas.</p>
<p>Como a votação é manual, a apuração das cédulas só deve ser finalizada nesta terça-feira.</p>
<p>Se houver segundo turno, Dutra deve disputar o comando do PT com o atual secretário-geral, deputado José Eduardo Cardozo (SP), que conta com o apoio do ministro Tarso Genro (Justiça).</p>
<p>Também estão na corrida interna: Iriny Lopes (Chapa Esquerda Socialista), Markus Sokol (Chapa Terra, Trabalho e Soberania), Geraldo Magela (Chapa Movimento: Partido para Todos) e Serge Goulart (Chapa Virar à Esquerda, Reatar com o Socialismo).</p>
<p>A nova direção deve tomar posse em fevereiro, durante o 4º Congresso do partido, em Brasília, quando deve ser confirmada oficialmente a candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à sucessão presidencial.</p>
<p>Ao longo do dia de ontem, os líderes do partido marcaram presença em todo o país na escolha do futuro comando do PT. A maior movimentação foi na sede do Diretório Nacional em Brasília. Pela manhã, o presidente Lula votou acompanhado da primeira-dama Marisa Letícia, da ministra Dilma, de seu chefe de gabinete Gilberto Carvalho e do atual presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini.</p>
<p>Descontraído, Lula aproveitou para mandar recados aos correligionários e aos possíveis aliados do PT para 2010. Recomendou prioridade para o projeto de fazer seu sucessor e defendeu que se houver divergência, não seja um obstáculo para a campanha majoritária.</p>
<p>&#8220;Eu não tenho mais ilusão quando se trata de disputas locais, por mais que a gente oriente as pessoas de que deve prevalecer é o projeto nacional, normalmente, o que tem acontecido é que cada um olha para o seu umbigo e prevalece as questões dos Estados. O que é importante é que se houver divergências dentro da base aliada nos Estados, isso não seja impeditivo para a ministra Dilma&#8221;, disse Lula.</p>
<p>Dilma também falou das dificuldades em se conciliar os problemas nacionais com os regionais, mas usou um tom conciliador. &#8220;Eu sempre acho que não pode ser fundamentalista. Tem essa ótica nacional que ela sobrepõe necessariamente, mas há de se levar em conta as realidades locais porque os interesses locais são legítimos&#8221;, disse.</p>
<p>A ministra ainda recorreu a um discurso amigável para falar de um possível retorno de petistas à direção do partido que são réus do processo do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal). Para Dilma, é natural que eles exerçam seus direitos políticos porque ainda não foram condenados.</p>
<p>&#8220;Olha, eu acho que o PT está procedendo de forma correta. Você não pode adotar uma prática que ocorreu muito no Brasil ao longo dos últimos anos que era, ao contrário da conquista democrática do ocidente que havia que provar que uma pessoa era culpada e não a pessoa provar que era inocente. Até agora, nós não temos nenhuma dessas pessoas julgadas ou condenadas em definitivo, então, acho normal que elas exerçam seus direitos políticos. Ninguém pode ser cassado a priori&#8221;, disse.</p>
<p>Segundo reportagem da Folha publicada no sábado (21), os favoritos, Dutra e Cardozo, afirmam que, se eleitos, não colocarão obstáculo à volta de petistas que são réus no mensalão, com o ex-ministro José Dirceu e os deputados federais José Genoino e João Paulo Cunha.</p>
<p>Na avaliação do presidente, o PT que foi às urnas ontem aprendeu com os erros. &#8220;O PT está hoje muito maior, muito mais consolidado, mais calejado, muito mais senhor da situação. Não existe na história da humanidade, na história política do mundo, um partido que estando no poder não tenha cometido erros. Isso aconteceu no mundo inteiro e aconteceu no PT. O que nós precisamos é ter clareza que os erros cometidos devem servir de ensinamentos para que a gente não erre outra vez.&#8221;</p>
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		<title>PT escolhe direção e congresso que definirá programa de governo</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 10:43:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Paulino Menezes

 Lula: voto na direção do PT e reclamações contra diretórios que mantêm candidaturas contra o interesse da candidatura de Dilma; &#8220;cada um olha para seu umbigo&#8221;


Cristiane Agostine, Maria Inês Nassif, Paola de Moura e Sérgio Bueno, de Brasília, São Paulo, Rio e Porto Alegre &#8211; VALOR
No dia em que o PT fechou as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><em>Paulino Menezes<br />
</em></span><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002390/imagens/foto23pol-pst-a6.jpg" border="0" alt="Foto Destaque" /><br />
<span style="font-size: x-small;"><em> Lula: voto na direção do PT e reclamações contra diretórios que mantêm candidaturas contra o interesse da candidatura de Dilma; &#8220;cada um olha para seu umbigo&#8221;</em></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><em><br />
</em></span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Cristiane Agostine, Maria Inês Nassif, Paola de Moura e Sérgio Bueno, de Brasília, São Paulo, Rio e Porto Alegre &#8211; VALOR</span></h2>
<p>No dia em que o PT fechou as urnas do seu Processo Eleitoral Direto (PED) como uma coroação do protagonismo que deverá retomar no processo eleitoral de 2010 e num governo de Dilma Rousseff, se a candidata vencer as eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva votou de camisa vermelha e deixou registrado o seu desagrado ao ao comportamento dos diretórios regionais do partido que não cederam nas negociações de aliança eleitoral com o PMDB. &#8220;Eu não tenho mais ilusão quando se trata de disputas locais. Por mais que a gente oriente as pessoas de que o que deve prevalecer é o projeto nacional, normalmente o que tem acontecido é que cada um olha para o seu umbigo e prevalecem as questões dos Estados&#8221;, disse. &#8220;O que é importante é que se houver divergências dentro da base aliada nos Estados, que isso não seja impeditivo para a ministra Dilma ter dois ou mais candidatos apoiando sua candidatura&#8221;, relativizou.</p>
<p>Lula referiu-se aos casos de Estados como Minas, Rio e Bahia, que mantém decisão de candidatura própria apesar de isso poder resultar no fracasso da negociação nacional com o PMDB. O presidente votou ontem pela manhã, na sede nacional do PT, em Brasília, acompanhado de sua esposa, Marisa Letícia, e da ministra Dilma.</p>
<p>Em Minas, o PED tornou mais remotas as chances de o partido abrir mão de uma candidatura própria (ver matéria). No Rio, a eleição está polarizada entre os grupos do PT que querem a aliança com o PMDB já no primeiro turno da eleição de 2010 e os que pleiteiam uma candidatura própria a governo do Estado. A pré-candidatura ao governo que está na mesa é a do prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, que interpretou as declarações de Lula como reconhecimento de que partido não vai conseguir unificar todos os Estados.</p>
<p>Ao lado do presidente Lula na votação, a ministra e pré-candidata Dilma disse que o PT não pode &#8220;ser fundamentalista&#8221; na articulação de alianças com outros partidos nos Estados. A ministra, no entanto, afirmou que o que for decidido pelo Congresso do PT, em fevereiro, sobre as alianças deverá ser seguido nos Estados.</p>
<p>Embora pareça uma contradição, terminado o PED o PT deverá se envolver na construção do &#8220;protagonismo&#8221; reclamado por todos os candidatos a presidente durante a campanha que terminou ontem, com a provável vitória em primeiro turno do ex-senador e ex-presidente da Petrobras José Eduardo Dutra, candidato da tendência Construindo um Novo Brasil (CNB), que teve o apoio do grupo Novo Rumo, que tem na ex-prefeita Marta Suplicy uma de suas expoentes, e do PT de Lutas e de Massas, facção ligada à família Tatto que chegou ao segundo turno PED de 2009, na disputa pela presidência do PT. O resultado oficial deve ser proclamado na terça-feira.</p>
<p>Além de definir o presidente do partido e a composição do Diretório Nacional &#8211; que deverá escolher a Executiva &#8211; pelos próximos três anos, os filiados que compareceram ao PED escolheram também os delegados do congresso nacional que será realizado em fevereiro. Instância máxima do PT, tem o poder de definir as diretrizes partidárias, as políticas de alianças e normas de condução interna.</p>
<p>Com número de delegados proporcional à votação do PED, cada uma das oito chapas ao Diretório Nacional (que concorreram simultaneamente aos seis candidatos a presidente da sigla) terá condições de participar do congresso, que deve ter cerca de 1.300 delegados &#8211; um para cada mil filiados. &#8220;Por menor que os grupos sejam, eles têm sempre voz; se não disputarem, somem da dinâmica partidária&#8221;, afirmou o deputado José Genoíno, ex-presidente da legenda.</p>
<p>Durante o processo eleitoral, questões programáticas e de alianças foram intensamente debatidas e todos as candidaturas, mesmo as mais ligadas ao presidente Lula, concordam que num terceiro governo do PT, sem Lula, o partido terá de ter um protagonismo maior nas definições programáticas e nas decisões de governo. &#8220;O partido não tem que conceber políticas públicas apenas quando está na oposição&#8221;, afirmou o deputado federal José Eduardo Martins Cardozo (SP), candidato a presidente pela Mensagem ao Partido, que deve sair como a segunda força do PT dessas eleições, mesmo sendo uma tendência relativamente nova &#8211; foi criada após o escândalo do mensalão, em 2005. &#8220;A confusão entre partido e governo permeou a ação partidária, muitas vezes com os presidentes do partido agindo como porta-vozes do governo, e não do partido&#8221;, disse.</p>
<p>Eleitor de Cardozo, o ministro Tarso Genro defendeu, num eventual governo de Dilma Rousseff, um partido &#8220;mais organizado, mais vinculado aos movimentos sociais e mais integrado às grandes decisões políticas do governo.&#8221; Com a ressalva de que o atual presidente, deputado Ricardo Berzoini (SP), &#8220;desempenhou seu papel num momento difícil da vida do partido&#8221;, durante a chamada crise do Mensalão, a ex-prefeita Marta Suplicy, que apoiou a chapa de Dutra, disse que ele foi a &#8220;reboque&#8221; de Lula e de Dilma e o PT tende a retomar o controle nessas eleições.</p>
<p>Também há uma convergência nas questões programáticas e nas opiniões sobre políticas de alianças &#8211; embora os candidatos à esquerda, como Markus Sokol, da Tendência &#8220;Terra, Trabalho e Soberania&#8221; e Serge Goulart, da &#8220;Virar à Esquerda, Reatar com o Socialismo&#8221;, sejam contrários à aliança com o PMDB. As demais tendências, agrupadas em torno dos candidatos José Eduardo Dutra, Geraldo Magela, Iriny Lopes e Cardozo defenderam o fortalecimento do núcleo de esquerda na aliança eleitoral e numa eventual coalizão sem, no entanto, descartar uma aliança eleitoral com o PMDB. Essa confluência resulta também num entendimento generalizado de que programaticamente o PT pode caminhar para compromissos mais progressistas com Dilma do que nos dois governos de Lula. &#8220;Existem tarefas que agora podem ser realizadas; antes não podiam&#8221;, afirmou o ex-deputado e ex-presidente do partido José Dirceu. Ele aponta como temas o aprofundamento da distribuição de renda e reformas política, educacional, tecnológica e de gestão pública, além de questões ambientais no agronegócio e na agricultura familiar. &#8220;A sociedade espera um maior papel do Estado e não sei se isso é guinar à esquerda, porque não sei se o empresariado vai ser contra.&#8221;</p>
<p>Integrantes de tendências mais à esquerda do partido, no entanto, estão pessimistas quanto a possibilidade de o PT dar uma guinada à esquerda. Sokol disse que houve uma recomposição do antigo Campo Majoritário, que tinha ampla maioria no partido até o escândalo do mensalão. O dirigente e candidato defende o debate da atualização do índice de produtividade da terra e o aumento do controle estatal sobre as reservas de petróleo.</p>
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		<title>Ex-senador deve ser eleito presidente do PT</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 10:18:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
José Eduardo Dutra, Edinho Silva e Antonio Donato, são os favoritos para presidente nacional, estadual e municipal do PT
DA REPORTAGEM LOCAL FOLHA SP
O ex-senador José Eduardo Dutra deve confirmar hoje seu favoritismo e ser eleito presidente do PT. Segundo dados extra-oficiais da noite de ontem, eram grandes as chances de uma vitória ainda no primeiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://politicaecidadania.atarde.com.br/wp-content/uploads/2009/09/dutra.jpg" alt="http://politicaecidadania.atarde.com.br/wp-content/uploads/2009/09/dutra.jpg" width="137" height="151" /><img src="http://www.pt-sp.org.br/blog/edinho/imagens/913.jpg" alt="http://www.pt-sp.org.br/blog/edinho/imagens/913.jpg" width="236" height="150" /><img style="cursor: -moz-zoom-in;" src="http://www.pt-sp.org.br/tpl/spawfotos/Donato%20Ogata.JPG" alt="http://www.pt-sp.org.br/tpl/spawfotos/Donato%20Ogata.JPG" width="119" height="149" /></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><em>José Eduardo Dutra, Edinho Silva e Antonio Donato, são os favoritos para presidente nacional, estadual e municipal do PT</em></span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">DA REPORTAGEM LOCAL FOLHA SP</span></h2>
<p>O ex-senador José Eduardo Dutra deve confirmar hoje seu favoritismo e ser eleito presidente do PT. Segundo dados extra-oficiais da noite de ontem, eram grandes as chances de uma vitória ainda no primeiro turno. Dutra é da chapa Construindo um Novo Brasil (CNB), o antigo Campo Majoritário do partido. Seu principal rival é o deputado federal e atual secretário-geral petista, José Eduardo Cardozo, do grupo Mensagem ao Partido.<br />
Os outros quatro candidatos à presidência são Geraldo Magela, Iriny Lopes, Markus Sokol e Serge Goulart.<br />
Os filiados ao partido votavam diretamente nas chapas. Além da direção nacional, foram eleitas lideranças estaduais e municipais.<br />
Os filiados foram às urnas em mais de quatro mil municípios no país. O resultado oficial será anunciado até amanhã. A nova direção será escolhida com base no número de votos das chapas. A posse ocorrerá em fevereiro. O mandato foi estendido de dois para três anos.<br />
As eleições do PT neste ano marcaram a união das principais correntes da sigla ainda no primeiro turno da disputa. &#8220;Esse foi o PED [Processo de Eleição Direta] de maior convergência entre as candidaturas. Não vai deixar sequelas, como aconteceu em outros anos&#8221;, afirmou Dutra.<br />
Na eleição anterior do partido, em 2007, Ricardo Berzoini, atual presidente, e o deputado federal Jilmar Tatto, do PT de Lutas e Massas, foram para o segundo turno.<br />
No Estado onde está pelo menos um terço dos filiados do partido, a CNB e as correntes Novo Rumo e PT de Lutas e Massas fecharam um acordo que envolveu as três esferas de poder da sigla -municipal, estadual e nacional.<br />
A tendência Novo Rumo, ligado à ex-prefeita da capital Marta Suplicy e uma dissidência da antiga ala majoritária, fechou apoio ao nome de Dutra para a presidência.<br />
Em troca, a CNB apoiou Antonio Donato, do Novo Rumo, para o Diretório Municipal. Edinho Silva foi escolhido pelas duas correntes para comandar o partido no Estado, pelo segundo mandato consecutivo.<br />
&#8220;O PT conseguiu uma união sem grandes turbulências, uma lição de maturidade que todos deveriam aproveitar&#8221;, afirmou Marta. (ANA FLOR E JOSÉ ALBERTO BOMBIG)</p>
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		<title>PT vai às urnas</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 14:03:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[Partidos: Eleição do PT tenta manter hegemonia em 2010 com estratégia para fortalecer bancada federal
PT vai às urnas na tentativa de sobreviver a Lula
Caio Junqueira, de São Paulo &#8211; VALOR
Os filiados que o PT convoca para a eleição interna neste domingo vão, mais do que escolher a direção que conduzirá o partido na disputa de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img class="size-full wp-image-16526 alignleft" title="estrela_sobe" src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/11/estrela_sobe.jpg" alt="estrela_sobe" width="166" height="200" />Partidos: Eleição do PT tenta manter hegemonia em 2010 com estratégia para fortalecer bancada federal</strong></p>
<p><span style="font-size: x-large;">PT vai às urnas na tentativa de sobreviver a Lula</span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Caio Junqueira, de São Paulo &#8211; VALOR</span></h2>
<p>Os filiados que o PT convoca para a eleição interna neste domingo vão, mais do que escolher a direção que conduzirá o partido na disputa de 2010, dar início à retomada do protagonismo petista num horizonte em que, pela primeira vez, Luiz Inácio Lula da Silva não é presidente ou candidato. A tentativa do PT é agregar a popularidade lulista e retomar a autonomia na relação com o Palácio do Planalto, que o partido pretende continuar ocupando a partir de 2011.</p>
<p>Sob o governo Lula, o partido cresceu. Passou de 828,7 mil filiados em 2002 para 1,35 milhão no Processo de Eleições Diretas (PED) deste domingo. No Executivo, passou de 174 prefeitos para 545 e de 3 governadores para 5. No Senado, de 7 para 10, mas minguou na Câmara Federal. Elegeu em 2006 seis deputados a menos do que em 2002.</p>
<p>O desafio de imediato é, a partir da candidatura da ministra Dilma Rousseff, impor a hegemonia do partido frente à aliança partidária que lhe dará sustentação.</p>
<p>A aliança com o PMDB e com outros partidos que não os históricos aliados à esquerda (PCdoB, PSB e PDT) é amplamente defendida pelos candidatos no PED, em diferentes escalas de maior ou menor simpatia. Nenhum deles, porém, abre mão das rédeas da elaboração do programa de governo de Dilma.</p>
<p>A mais do que provável eleição já em primeiro turno do ex-presidente da Petrobras e da BR Distribuidora José Eduardo Dutra é o retrato mais acabado desse momento do partido. Carioca de nascimento, foi senador por Sergipe entre 1995 e 2002, mas nunca teve grande atuação na máquina partidária petista. Os cargos que desempenhou no governo o aproximaram de Dilma e o PT conta com isso para que sua relação com ela difira da relação submissa que tem com Lula.</p>
<p>&#8220;Não adianta querer ser protagonista se não tiver voto, por isso a prioridade também é aumentar as bancadas&#8221;, afirma Dutra, que não acredita em grandes alterações na relação do partido com o Planalto no pós-Lula. &#8220;Será um governo de coalizão, assim como este&#8221;.</p>
<p>A ausência de Lula, porém, tem sido ventilada pelas hostes petistas. &#8220;É um cenário novo porque coloca em prova o que sempre defendemos: ter várias lideranças. Todo partido quer sempre ter mais presença, mas não há uma obsessão em crescer no governo&#8221;, afirma o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini.</p>
<p>O fato de a eleição ser dada como certa em 1º turno &#8211; a primeira desde José Dirceu em 2001 &#8211; explica-se por uma reaproximação de forças que não se compunham desde o mensalão, em 2005, e deixou em alerta as correntes adversárias.</p>
<p>O que ficou conhecido como Campo Majoritário, cujo núcleo de poder esteve na cúpula do governo e do partido no primeiro mandato de Lula &#8211; Antonio Palocci, Luiz Gushiken, José Genoino, Delúbio Soares e Dirceu -, hoje está rebatizado de Construindo um Novo Brasil (CNB) e lança Dutra presidente com o apoio de antigos integrantes: a corrente Novo Rumo, de Marta Suplicy, e a PT de Lutas e de Massas, de Jilmar Tatto. Juntos, os mais otimistas falam que o grupo pode chegar a 60% dos votos.</p>
<p>Para esses grupos, a aliança pró-Dutra é uma convergência em nome do projeto Dilma. Para as outras candidaturas, é mais uma tática eleitoral para manter a maioria que sempre deu as cartas no partido no momento em que se configura um futuro incerto sem a presença de Lula.</p>
<p>&#8220;Ninguém sabe qual será o impacto de Dilma presidente sobre a vida interna do PT. É evidente que os ex-integrantes do Campo Majoritário pensaram nisto quando buscaram montar uma chapa única para o PED: querem se fortalecer para atuar num ambiente desconhecido&#8221;, afirma o secretário de Relações Internacionais do PT, Valter Pomar.</p>
<p>Para ele, a melhor mostra de que se trata de uma tática eleitoral, e não de unidade, é a diferença entre os partidários de Dutra quanto a apoiar ou não a candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) ao governo paulista. Pomar integra a corrente Articulação de Esquerda, cuja candidata a presidente é a deputada Iriny Lopes (ES). A previsão é de que ela tenha 15% dos votos.</p>
<p>A vitória no 1º turno dependerá da mobilização dos filiados nos principais colégios eleitorais: SP, RJ, MG, BA, RS e BA. São nesses locais que a CNB tem mais força. Em se mantendo o patamar de votação de 30% das últimas eleições, a vitória é tida como certa. Mas o otimismo em demasia preocupa dirigentes. Muitos filiados, por acreditarem nisso, não vão votar.</p>
<p>Candidato pela segunda vez, o deputado José Eduardo Martins Cardozo (SP), da corrente Mensagem ao Partido -uma dissidência do antigo Campo Majoritário- avalia que há chances reais de 2º turno. &#8220;Estamos confiantes. E se houver, pode ter mudanças profundas no quadro&#8221;, diz.</p>
<p>Ao lado do deputado federal pelo DF e candidato pela corrente Movimento PT, Geraldo Magela, Cardoso concentra-se na crítica à forma como a CNB conduz o partido. As duas correntes avaliam que, em geral, a hegemonia do ex-Campo permanece, embora com &#8220;cara e jeito diferentes&#8221;. Integrantes do Movimento acreditam na possibilidade de chegar a 14% dos votos.</p>
<p>Havendo segundo turno, as chances de as correntes minoritárias terem maior participação interna aumentaria, embora a atual direção garanta que isso já ocorra. A candidata da AE, deputada Iriny Lopes (ES), aposta que o PT, qualquer que seja o resultado de sua disputa interna, deve focar a busca pelo protagonismo não apenas pelo poder, mas para comandar uma efetiva discussão programática.</p>
<p>&#8220;A importância do PT não será medida pelos ministérios, mas na articulação no Congresso e sobretudo na condução do programa de governo. O PT será fortalecido na medida em que tiver participação na construção do projeto vencedor numa terceira etapa&#8221;, diz.</p>
<p>Berzoini garante que essa terceira etapa terá a participação de todas as correntes. &#8220;É pouco relevante fazer mais de 50% dos votos. O que importa é valorizar todas as chapas&#8221;. Pode ser o prenúncio de uma nova fase do PT. Se Dilma vencer as eleições.</p>
<p><span style="font-size: x-large;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-size: x-large;"><strong>Minas e Rio terão as disputas mais decisivas da legenda</strong></span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">César Felício e Paola de Moura, de Belo Horizonte e do Rio &#8211; VALOR</span></h2>
<p>É em Minas Gerais e no Rio que o PT terá as disputas mais decisivas do Processo de Eleições Diretas deste domingo. A divisão entre os cerca de 40 mil filiados do PT mineiro aptos a votar é menor do que aparenta a inscrição de cinco candidatos a presidente do diretório estadual e 12 chapas locais. Em maior ou menor grau, todas as alas do partido defendem a candidatura própria ao governo estadual nas eleições do próximo ano e não há dissidência em relação ao apoio à candidatura presidencial da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. A única disputa real é entre as candidaturas ao governo estadual do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel e do ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias. Os aliados de Pimentel são os favoritos para vencer as eleições de domingo.</p>
<p>Pimentel já conta com o apoio do deputado federal Reginaldo Lopes, presidente do diretório estadual, e do dirigente Aluisio Marques, presidente do diretório municipal. Lopes deve ser reeleito e o vice-prefeito de Belo Horizonte, Roberto de Carvalho, um aliado de Pimentel, deve ganhar a eleição municipal. A vitória dos aliados do ex-prefeito é tão provável que sua estratégia é tentar converter a eleição de domingo em uma prévia da escolha do futuro candidato ao governo.</p>
<p>Em todos os últimos embates internos, ficou nítido que Patrus e seus principais aliados, como o secretário-geral da Presidência, Luiz Dulci, contam com mais sustentação na cúpula nacional petista, enquanto Pimentel é hegemônico em Minas.</p>
<p>A eleição direta do PT em Minas não deverá impedir a realização de prévias no próximo ano. Os aliados de Patrus já sinalizaram que o ministro permanecerá candidato independente do resultado da disputa interna. &#8220;Os colégios eleitorais da eleição interna e da primária não são idênticos&#8221;, afirmou o secretário nacional de Comunicação do PT, Gleber Naime, que concorre com o apoio de Patrus à presidência estadual da sigla. Um trunfo do ministro é o maior apoio entre os detentores de cargo eletivos, em movimentos sociais e em partidos aliados.</p>
<p>Patrus e Dulci estão em um grupo que conta ainda com o ex-secretário nacional de Direitos Humanos Nilmário Miranda, dois deputados federais, cinco estaduais e os prefeitos de Betim, Governador Valadares e Teófilo Otoni. Patrus ainda conta com a CUT regional. O ministro participa da mesma chapa nacional dos ex-deputados federais José Dirceu e Marta Suplicy, do secretário particular da Presidência, Gilberto Carvalho, e do deputado federal José Genoino.</p>
<p>O ministro tem a simpatia de lideranças de todos os possíveis aliados em 2010 em Minas, com a exceção do PSB, que prefere Pimentel. Mas o ex-prefeito tem cerca do dobro das intenções de voto a Patrus nas pesquisas. E conta com quatro deputados federais e três estaduais, entre eles Cecília Ferramenta que ao lado do marido Chico, comanda as bases de Ipatinga, cidade com o maior número de petistas.</p>
<p>No Rio, o PED reedita disputas históricas com a direção nacional. Parte do PT do Rio tenta novamente se insurgir e lançar candidatura própria ao governo do Estado. O prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, lançou-se como um dos concorrentes do atual governador Sérgio Cabral e é apoiado por Vladimir Palmeira e pelo deputado Carlos Santanna. No entanto, o destino é quase certo: &#8220;Se a direção do PT não concordar, acabou&#8221;, afirma o líder do PT na Câmara, o deputado Cândido Vaccarezza (SP), que acrescenta que não existe PT do Rio ou de São Paulo, &#8220;só existe o PT nacional&#8221;.</p>
<p>No PED do domingo, dos cinco candidatos a presidente estadual, dois apoiam a proposta de Lindberg e um a da aliança com Garotinho. O prefeito alega que, para Dilma, uma candidatura independente seria o melhor dos mundos, já que, teoricamente, ela teria três palanques no Estado: PT, PMDB e PR de Garotinho. Com entusiasmo, Lindberg diz já ter o apoio do PDT, do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) e do PSC. &#8220;O PT está muito submisso, mendigando no pé do PMDB&#8221;, afirmou o prefeito.</p>
<p>Lindberg garante que ainda não foi pressionado pela direção nacional. &#8220;Lula até hoje não falou nada&#8221;. Mas admite já ter tido conversas com o deputado federal Ricardo Berzoini (SP) e com o ex-ministro José Dirceu. &#8220;Mas eles não me pressionam porque sabem que não adianta&#8221;. Aliado do prefeito na luta pela candidatura, Vladimir Palmeira, que, em 1998, após vencer a candidatura regional para governador, teve que abandonar o projeto e engolir uma aliança com o PDT de Brizola e Garotinho, acredita no projeto de Lindberg. &#8220;O Cabral não cumpriu nenhuma das cinco promessas que nos fez&#8221;, reclama Palmeira. Entre elas a de dar acesso ao núcleo do poder e de não fazer indicações na secretaria dada ao partido. Palmeira também acredita que o PT nacional desta vez não vai se intrometer. &#8220;Eles vão ter que brigar com o PT de Minas, do Rio Grande do Sul e da Bahia&#8221;.</p>
<p>Carlos Santanna, deputado federal mais antigo do PT no Rio, com cinco mandatos é mais radical: &#8220;O PT do Rio é um partido de cartório, que não participa da luta da sociedade. Temos que ter posição&#8221;. Santanna está otimista quanto à vitória do grupo que apoia Lindberg. &#8220;Nós vencemos duas vezes nas eleições para o tempo de TV&#8221;, referindo-se às votações na executiva e no diretório que deu ao prefeito direito a 30 das 40 inserções que o PT do Rio terá na programação dos canais abertos de TV a partir de quarta-feira.</p>
<p>Há, no entanto, quem discorde de Lindberg. O deputado federal Antonio Carlos Biscaia é a favor da aliança com o governador Cabral. &#8220;Vejo aspectos positivos no governo, mas não gosto do lado impositivo que não negocia a candidatura e diz que a chapa será Cabral, Pesão e Picciani&#8221;. No entanto, o deputado acredita que a aliança é melhor para o partido. Biscaia ainda levanta dúvidas sobre o projeto de Lindberg. &#8220;Mesmo que o grupo dele vença, temos que ver qual a real intenção. Pode ser que depois, queira negociar&#8221;, questionou. Biscaia, no entanto, afirma que a decisão do PT do Rio deve ser respeitada &#8211; &#8220;Não admito intervenção nacional&#8221;.</p>
<p>Vaccarezza, acredita que esta intevenção não vai ser necessária . &#8220;É apenas uma vontade do Lindberg. Tenho a sensação de que a aliança com Cabral sairá vitoriosa no domingo&#8221;, diz o deputado.</p>
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		<title>Constrangimento ao PSDB tem lucro eleitoral, irritação faz mal à saúde do impaciente</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 15:55:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acordo com Ciro constrange PSDB e irrita petistas



 

Raymundo Costa, de Brasília &#8211; VALOR
Além de causar constrangimento entre os tucanos, o acordo de Ciro Gomes (PSB) com Aécio Neves (PSDB), para as eleições de 2010, provocou cobrança e insatisfação no PT. Em conversa na terça-feira, em Belo Horizonte, Ciro reafirmou o compromisso de retirar sua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: xx-large;"><strong>Acordo com Ciro constrange PSDB e irrita petistas</strong></span></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-large;"><strong><br />
</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-large;"><strong> </strong></span><img class="aligncenter" src="http://2.bp.blogspot.com/_3lgYdkCib-0/Sc-D6miW7OI/AAAAAAAAAds/EUVsSlwbbx4/s400/A%C3%A9cio+e+Ciro.bmp" alt="http://2.bp.blogspot.com/_3lgYdkCib-0/Sc-D6miW7OI/AAAAAAAAAds/EUVsSlwbbx4/s400/A%C3%A9cio+e+Ciro.bmp" /></p>
<p style="text-align: center;">
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Raymundo Costa, de Brasília &#8211; VALOR</span></h2>
<p>Além de causar constrangimento entre os tucanos, o acordo de Ciro Gomes (PSB) com Aécio Neves (PSDB), para as eleições de 2010, provocou cobrança e insatisfação no PT. Em conversa na terça-feira, em Belo Horizonte, Ciro reafirmou o compromisso de retirar sua candidatura a presidente, se o nome a ser indicado pelo PSDB for o do governador de Minas Gerais. Na prática, isso significaria o afastamento de Ciro da candidatura oficial do governo, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.</p>
<p>Ciro já havia manifestado, em julho, a intenção de abrir mão de sua candidatura e apoiar Aécio Neves, na hipótese de o governador vir a ser o candidato do PSDB. À época, a declaração foi tomada apenas como provocação ao governador de São Paulo, José Serra, o mais provável candidato dos tucanos a presidente. Para Aécio, receber novamente Ciro em Belo Horizonte era mais um capítulo da disputa que trava com Serra. Mas a situação de Ciro mudou bastante desde julho passado.</p>
<p>Nesse período, Ciro manteve sua candidatura presidencial, apesar de um apelo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao PSB de apoio à candidatura única dos partidos aliados (Dilma), e transferiu o domicílio eleitoral do Ceará para São Paulo, deixando em aberto a possibilidade de concorrer ao governo do Estado. A gestão de Ciro ficou a cargo do presidente do PT, Ricardo Berzoini, que coordena o Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) do partido. Em pelo menos duas ocasiões o presidente petista foi acionado para &#8220;conter&#8221; o deputado cearense.</p>
<p>Na primeira, Ciro exigia uma rápida definição do PT sobre sua eventual candidatura ao governo de São Paulo. Os petistas pediram tempo para aparar as arestas internas esperadas em decorrência do lançamento de um candidato (Ciro) de outro partido (o PSB).</p>
<p>O PT tem outros nomes que podem ser indicados, como o do deputado Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda, e de Emídio de Souza, prefeito de Osasco, por exemplo. A ex-prefeita Marta Suplicy também havia defendido a candidatura própria, tendo especificado o nome de Palocci, e precisava ser &#8220;conversada&#8221; para apoiar a estratégia do presidente Lula para São Paulo.</p>
<p>O tempo passou e o PT não se manifestou, como esperava Ciro. O deputado voltou a exibir sinais de impaciência com o partido, que preferiu então jogar o problema para o presidente Lula. A conversa do presidente com o ex-ministro da Integração Nacional não foi muito diferente.</p>
<p>Fontes do PSB, por outro lado, contam que o flerte de Ciro Gomes tem dois objetivos: jogar para dentro do PSDB, partido ao qual já foi filiado, a fim de demonstrar que Aécio é capaz de reunir mais apoios que o governador José Serra; e o segundo, estabelecer uma cabeça de ponte em Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país. Se conseguir dividir o eleitorado mineiro, Ciro poderia anular a diferença a ser obtida por Serra em São Paulo.</p>
<p>Ao manter Ciro como pré-candidato, o PSB aumenta seu poder de negociação com o partido líder da aliança que atualmente apoia o governo. Também se resguarda em relação à possibilidade de que Dilma Rousseff não viabilize sua candidatura a presidente. O PT esperava resposta melhor da ministra nas pesquisas, devido a ampla exposição a qual foi submetida, após ter recebido alta hospitalar. Ciro, por seu turno, mantém-se à frente ou empatado tecnicamente com Dilma. O governador José Serra, líder nas pesquisas, acha que Ciro é mais candidato a presidente que a governador do Estado.</p>
<p>Entre as declarações que Ciro fez em Belo Horizonte, uma especialmente chamou a atenção dos petistas: a de que Aécio é o candidato que pode &#8220;convocar todos os brasileiros decentes, de todos os partidos, como faz em Minas, e celebrar um projeto de país que dê avanço ao que o presidente Lula representou&#8221;. Para o presidente Lula e o PT, o candidato descrito por Ciro Gomes tem um outro nome. Chama-se Dilma Rousseff. O governador Aécio, depois de ter dado um prazo para o PSDB se definir (15 de janeiro) abandonou o discurso do pós Lula e passou a atacar o governo, na expectativa de melhorar sua posição relativa entre os tucanos.</p>
<p>Ontem, em São Paulo, o governador José Serra evitou comentar a aproximação entre Aécio Neves e Ciro Gomes. Depois de vistoriar obras de ampliação do metrô de São Paulo, Serra negou-se a falar sobre política, mas disse aos jornalistas que eles poderiam fazer perguntas sobre o assunto, se quisessem. Porém, adiantou que não iria responder.</p>
<p>Questionado sobre o encontro de entre Aécio e Ciro, o governador paulista disse que não caberia a ele comentar. &#8220;Não tem nenhum comentário. O Aécio tem o direito de ver as pessoas que ele quiser. A mim não cabe comentar&#8221;, afirmou. (Com agências noticiosas)</p>
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		<title>PT teme ficar sem candidatos em MG, SP, RJ e ES</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 14:02:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<category><![CDATA[SP]]></category>

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		<description><![CDATA[Partidos: Pressão do PMDB em nome da aliança nacional e do apoio a Dilma pode ameaçar candidaturas próprias

Cristiane Agostine, de Brasília &#8211; VALOR
O PT está preocupado com a possibilidade de não ter candidatura própria ao governo nos quatro Estados do Sudeste, que correspondem a 44% do eleitorado nacional. O PMDB pressiona os diretórios estaduais petistas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Partidos: Pressão do PMDB em nome da aliança nacional e do apoio a Dilma pode ameaçar candidaturas próprias</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.ipcdigital.com/var/ipcdigital/storage/images/noticias/brasil/lula-e-reeleito-presidente/militantes-do-partido-dos-trabalhadores-se-reunem-no-setor-comercial-sul-em-brasilia-em-frente-ao/60181-1-por-BR/Militantes-do-Partido-dos-Trabalhadores-se-reunem-no-Setor-Comercial-Sul-em-Brasilia-em-frente-ao_fotogaleria_h.jpg" alt="http://www.ipcdigital.com/var/ipcdigital/storage/images/noticias/brasil/lula-e-reeleito-presidente/militantes-do-partido-dos-trabalhadores-se-reunem-no-setor-comercial-sul-em-brasilia-em-frente-ao/60181-1-por-BR/Militantes-do-Partido-dos-Trabalhadores-se-reunem-no-Setor-Comercial-Sul-em-Brasilia-em-frente-ao_fotogaleria_h.jpg" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Cristiane Agostine, de Brasília &#8211; VALOR</span></h2>
<p>O PT está preocupado com a possibilidade de não ter candidatura própria ao governo nos quatro Estados do Sudeste, que correspondem a 44% do eleitorado nacional. O PMDB pressiona os diretórios estaduais petistas de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo a apoiar os candidatos pemedebistas, em nome da manutenção da aliança nacional entre os dois partidos. A direção do PT, no entanto, não pretende ceder em Minas. A decisão, se confirmada, poderá prejudicar a candidatura do ministro pemedebista Helio Costa (Comunicações).</p>
<p>A situação eleitoral de Minas Gerais foi discutida ontem, em reunião do grupo de trabalho eleitoral do PT. No Sudeste, além da disputa mineira, a eleição no Rio também preocupa petistas. A falta de entendimento com o PMDB na Bahia também foi destacada, assim como a falta de definição do candidato que o partido apoiará em São Paulo.</p>
<p>Em Minas, a resistência do diretório estadual do PT quanto ao apoio à candidatura de Costa é forte. Dirigentes petistas analisaram a candidatura do PMDB como &#8220;frágil&#8221; e disseram que ele costuma &#8220;começar bem&#8221; a disputa eleitoral, com alto índice de intenção de voto, mas não consegue sustentar a candidatura. Além disso, afirmaram que o pemedebista &#8220;não dará o palanque necessário&#8221; para ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) na disputa pela Presidência. Na análise dos petistas, Antonio Augusto Anastasia, vice do governador Aécio Neves (PSDB), é um &#8220;candidato forte&#8221; e pode gerar problemas à base aliada na disputa. A Executiva do PT poderá apoiar a decisão do diretório estadual, que está entre a candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel e o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social). Apoiador de Pimentel, o presidente do diretório estadual, deputado Reginaldo Lopes, descartou a intervenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. &#8220;Há pré-disposição de candidatura única&#8221;, disse.</p>
<p>Depois da reunião do grupo de trabalho eleitoral do PT, dirigentes do partido acenaram à candidatura própria petista. &#8220;Por que só nós temos de ceder?&#8221;, questionou Paulo Frateschi, da Executiva. A falta de entendimento entre PT e PMDB em outros Estados, no entanto, deverá ser resolvida por Lula.</p>
<p>O caso mais emblemático é o Rio de Janeiro. A disputa no Estado gerou amplo debate na reunião de ontem, do PT. No Rio, o resultado da eleição interna do partido, no fim do mês, definirá se o PT estadual apoiará a reeleição de Sérgio Cabral (PMDB) ou se lançará a candidatura do prefeito Lindberg Farias. O favorito na disputa interna é o deputado Luiz Sérgio, apoiado pelo presidente do estadual, Alberto Cantalice. Se ele vencer, o diretório deverá apoiar o PMDB, em detrimento de candidatura própria. &#8220;Se não apoiarmos Cabral, o que está em risco é a aliança nacional com o PMDB&#8221;, disse Cantalice. O grupo pró-PMDB defendem que Lula ou Dilma intervenham no Estado.</p>
<p>O diretório do Rio está dividido e os apoiadores de Lindberg ganharam força recentemente. Um exemplo disso é que Lindberg conseguiu obter a maioria das inserções partidárias na televisão: das 40 inserções que o partido terá no fim do mês, 30 ficarão com Lindberg e só 10 com a ministra Dilma. Se o PT optar por apoiar Cabral, o partido lutará pela vice na chapa ou por uma cadeira no Senado.</p>
<p>Outro caso que deverá ter intervenção de Lula é a Bahia. O comando do PT acredita que o presidente poderá convencer o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) a não sair candidato e apoiar a reeleição de Jaques Wagner.</p>
<p>Em São Paulo, a decisão do presidente Lula também será fundamental para decidir se o partido apoiará uma eventual candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB) ou se lançará candidato. Há pessimistas, no entanto, como o secretário-geral do partido, Vilson Oliveira: &#8220;Se Serra não for candidato, nem Alckmin, nem Ciro, nem Kassab, daí talvez o PT tenha chance.&#8221;</p>
<p>O grupo de trabalho eleitoral do PT acompanhará de perto as divergências entre PT e PMDB, mas as decisões só deverão ser tomadas a partir de janeiro.</p>
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		<title>Crise prematura na campanha de Dilma</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 12:26:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Raymundo Costa &#8211; VALOR
A candidatura da ministra Dilma Rousseff passa por um momento de definições e por uma crise prematura na aliança com o PMDB. Tão prematura quanto uma campanha eleitoral antecipada em meses.
Entre as definições, a menos surpreendente é a de que os ministros candidatos às eleições de 2010, inclusive Dilma, apenas deixarão seus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><img class="alignleft" src="http://www.valoronline.com.br/imagens/colunistas/COL-RAYMUNDO_COSTA.jpg" border="0" alt="Colunista" /><span style="background-color: #ffff99;">Raymundo Costa &#8211; VALOR</span></h2>
<p>A candidatura da ministra Dilma Rousseff passa por um momento de definições e por uma crise prematura na aliança com o PMDB. Tão prematura quanto uma campanha eleitoral antecipada em meses.</p>
<p>Entre as definições, a menos surpreendente é a de que os ministros candidatos às eleições de 2010, inclusive Dilma, apenas deixarão seus cargos no mês de abril, no último dia previsto na Constituição.</p>
<p>Até lá, a ministra se mantém grudada em Lula; a tiracolo, para cima e para baixo, inaugurando, falando. O treinamento com João Santana começa a surtir efeitos, segundo petistas.</p>
<p>Está descartada a hipótese de que Gilberto Carvalho, chefe de gabinete da Presidência, assuma o cargo de Dilma. O mais provável é que a ministra seja substituída por Miriam Belchior.</p>
<p>O PT deve assumir politicamente a candidatura de Dilma no Congresso Nacional do partido marcado para fevereiro de 2010.</p>
<p>Para a mesma data está prevista a posse do novo presidente petista a ser eleito no dia 22, o ex-senador sergipano José Eduardo Dutra. Uma eternidade. Não é à toa que Dutra andou falando, no final de semana, que a aliança com o PMDB ainda corre riscos. Sua posse deve ser antecipada, entre outras coisas, para tratar do princípio de incêndio na relação com o PMDB.</p>
<p>Pegou mal no PT o anúncio de que o deputado Michel Temer e o ex-governador Orestes Quércia estabeleceram uma trégua em São Paulo: Quércia apoiaria Serra, apesar de o presidente nacional do PMDB ter fechado um pré-compromisso, em Brasília, com a candidatura da ministra Dilma. O PT, que até agora engoliu acordos mais de interesse da candidatura presidencial que do partido, sentiu o cheiro de queimado no ar.</p>
<p>Os petistas acham que já fizeram de tudo em favor da aliança: namoraram, pegaram na mão, disseram que vão casar e o PMDB escolheu até o noivo, Michel Temer.</p>
<p>A revelação de que Temer e Quércia, enquanto isso, andam de conversa é o pretexto de que precisa o PT para falar grosso. O discurso é que foi aberta a porta para a traição nos Estados. &#8220;Fazer acordo com o PT e com o Quércia para apoiar o Serra é a senha para liberar para todo mundo fazer o mesmo nos Estados&#8221;, é o que se diz, em resumo, no PT.</p>
<p>O PMDB pediu alto para concretizar a aliança. Preço que talvez o PT não esteja preparado para pagar, pois significa ficar sem candidato majoritário em alguns dos maiores colégios eleitorais do país.</p>
<p>Além de tudo o que já levou (ministérios, vice e apoio aos candidatos bem posicionados na disputa aos governos estaduais), o PMDB agora quer também prioridade nos Estados que o partido considera &#8220;problemáticos&#8221; para assegurar o apoio a Dilma na convenção de junho.</p>
<p>É isso o que agora o PT diz aceitar &#8220;de jeito nenhum&#8221;.</p>
<p>O PSDB, por seu turno, parece caminhar para um entendimento, se não pisar nas cascas de banana previsíveis: José Serra candidato a presidente e Aécio Neves, ao Senado. Legalmente, nada impede que em junho, data as convenções partidárias, Aécio junte-se a Serra na chapa dos sonhos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A conjuntura eleitoral será determinante para a decisão do governador de Minas Gerais.</p>
<p>Principal ativista da chapa café com leite, FHC acredita que Aécio precisa de tempo para assimilar a ideia de ser vice de Serra, proposta atualmente descartada pelo governador. A chapa, atualmente, é o ponto de convergência dos tucanos. A versão segundo a qual a decisão em janeiro pode levar José Serra a desistir é turbinada no Palácio do Planalto.</p>
<p>Faz parte do jogo eleitoral. Os tucanos há muito não pautavam a agenda política como na semana passada. Lula, que no início do mandato escalava o deputado José Genoino para responder falas de FHC , desta vez saiu em pessoa para responder o artigo &#8220;Para onde vamos?&#8221; que Fernando Henrique publicou nos jornais &#8220;O Globo&#8221; e &#8220;O Estado de S. Paulo&#8221;.</p>
<p>Além de FHC, o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga também marcou presença para pontuar diferenças na política econômica, em entrevista ao Valor. Os tucanos juram que foi enchente e não mão de gente que botou o jaboti na árvore. O que o PSDB não tem como negar é que a intervenção de FHC tirou Serra do foco.</p>
<p><strong>Raymundo Costa é repórter especial de Política, em Brasília. Escreve às terças-feiras</strong></p>
<p><strong>E-mail: raymundo.costa@valor.com.br</strong></p>
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		<title>Convergência de interesses entre o PSDB e o PT</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 11:00:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Agenda]]></category>
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		<description><![CDATA[por Rubens Barbosa* &#8211; O Estado SP
O artigo do Presidente FHC sobre o autoritarismo popular e os termos da entrevista de Caetano Velloso de apoio a Marina Silva são os primeiros exemplos de que há perspectivas de uma nova linguagem no discurso oposicionista. O Presidente Lula e o PT reagiram de forma igualmente dura.
A radicalização [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><img class="alignleft" src="http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/528/imagens/somos1.jpg" alt="http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/528/imagens/somos1.jpg" /><span style="background-color: #ffff99;">por Rubens Barbosa* &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>O artigo do Presidente FHC sobre o autoritarismo popular e os termos da entrevista de Caetano Velloso de apoio a Marina Silva são os primeiros exemplos de que há perspectivas de uma nova linguagem no discurso oposicionista. O Presidente Lula e o PT reagiram de forma igualmente dura.<br />
A radicalização das posições durante a campanha eleitoral tenderá a dificultar a aprovação, no inicio do novo governo, de uma agenda que responda aos desafios da próxima década.<br />
Há consenso no sentido de que algumas reformas estruturais não podem mais ser adiadas para permitir que a economia possa crescer de forma sustentável, com taxas acima de 5%. A polarização política até outubro de 2010 aumentará, culminando com uma eleição apertada, que deixará  feridas e ressentimentos. Nesse cenário não pareceria haver espaço para qualquer entendimento. Quem quer que vença a eleição não terá maioria absoluta no Congresso para aprovar as legislações reivindicadas pela sociedade e, mais uma vez, terá de recorrer a um governo de coalizão.<br />
O Professor Renato Janine Ribeiro, no último número da Revista Interesse Nacional, publicou instigante artigo sobre uma possível aliança entre o PSDB e o PT. Realista, o autor reconhece que uma aliança entre os dois partidos é muito difícil e que nenhum movimento nesse sentido pode acontecer antes da eleição de 2010.<br />
Não creio que a idéia de uma aliança possa prosperar, visto que o ideário dos dois partidos tem origens bastante distintas e, sob muitos aspectos, são irreconciliáveis. Penso, contudo, que deveria ser estimulada uma convergência de atitudes e de ações para depois das eleições, seja qual for o resultado, com vistas a avançar uma agenda consensual em favor do Brasil.<br />
Cada partido vai disputar a eleição, áspera e acirradamente, segundo sua visão de mundo e suas prioridades internas. Quem vencer, a partir de 2011, deverá buscar consolidar a estabilidade da economia, a democracia, os avanços no campo social e a projeção externa do país. Com uma pesada agenda de reformas internas e de negociação externa, o novo governo, apesar do capital político inicial, terá pouco tempo para negociar junto ao Congresso as mudanças que se impõem. Por não ter força política para aprová-las no Legislativo, o futuro presidente terá de formar uma nova coalizão com outros partidos. Se o impasse institucional persistir, é possível prever uma paralisia política que comprometerá os esforços para manter o crescimento e cumprir a vasta agenda interna, para melhorar a competitividade do país e atender os compromissos externos.<br />
Nesse contexto, cabe lembrar o exemplo parlamentar da Alemanha. As coalizões entre dois dos principais partidos – o CDU e o SPD – sempre se deram depois das eleições, depois das lideranças reconheceram que ninguém tinha maioria absoluta e nenhum entendimento com os partidos menores daria estabilidade ao governo. Assim apesar da dura disputa eleitoral, sempre foi possível uma convergência em torno de um objetivo maior: o interesse do povo alemão.<br />
Dentro dessa visão, talvez não seja uma utopia pensar em uma possível ação convergente entre o PSDB e o PT, durante os primeiros 100 dias de governo, com vistas a aprovar uma agenda mínima que, por uma serie de razões, vem sendo adiada há mais de quinze anos.<br />
Um entendimento desse tipo, no qual os dois partidos deverão fazer concessões, representaria uma vitoria de todos e minimizaria o desgaste de medidas impopulares que terão, em algum momento, de ser enfrentadas por um futuro governo. O PMDB e os demais partidos acrescentariam os votos necessários para uma maioria qualificada, sem o custo político e outros, que os governos FHC e Lula tiveram de incorrer.<br />
Não se trata de formar um governo de unidade nacional ou de adesão da oposição. Cada partido manterá sua independência no governo ou na oposição, mas haveria uma trégua com prazo definido com o compromisso de se chegar a um entendimento para aprovação de uma agenda de efetivo interesse do país.<br />
Evidentemente, a operacionalização de um entendimento desse tipo não é fácil e enfrenta algumas questões que deveriam ser esclarecidas. Em primeiro lugar, quem seriam os negociadores de um pacto dessa relevância? Não parece prudente que sejam os candidatos, mas personalidades representativas dos dois partidos que gozem da confiança deles. Em segundo lugar, quando começariam as conversas? O normal seria que fossem iniciadas logo depois das eleições, quando o quadro eleitoral estiver definido, mas antes da posse.<br />
O maior desafio, contudo, será a definição da agenda comum entre o PSDB e o PT. Os dois partidos concordam quanto às prioridades das reformas estruturais que melhorarão a competitividade dos produtos brasileiros e simplificarão a vida do cidadão comum e das empresas brasileiras: política, tributária, trabalhista e da previdência social, em especial.<br />
A dificuldade vai ser o que incluir em cada uma delas. Os entendimentos devem mostrar que mesmo nos detalhes, em larga medida, haverá consenso. Os pontos mais sensíveis e controvertidos deveriam ser resolvidos pelo presidente eleito, em consulta com o partido que perder a eleição.<br />
Com vontade política, os interesses do Brasil poderão ser colocados acima de diferenças e rivalidades menores.<br />
Chegou a hora de se pensar de maneira ousada e criativa. Não acho que buscar essa aparente utopia seja ingenuidade, que minimiza as dificuldades e os riscos, nem excesso de otimismo, que imagina estar o objetivo facilmente ao alcance da mão.<br />
A convergência entre o PSDB e o PT, depois das eleições, será a grande novidade da política brasileira. Se isso ocorrer, tornará mais próximo e mais viável o grande sonho de um Brasil moderno e desenvolvido.</p>
<p><em>*Rubens Barbosa, ex-embaixador em Washington e em Londres</em></p>
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		<title>Candidatura Ciro ao governo de São Paulo unificará o PT e reforçará a oposição aos tucanos no Estado. Ciro aceitará?</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 17:43:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Após uma tentativa vã de incentivar uma disputa no PT, abrindo um debate sobre o eventual candidato a vice, da eventual candidatura Ciro ao governo de SP -tentativa abandonada apenas esboçada-; a Folha SP tenta novamente hoje especular sobre o &#8220;efeito Ciro&#8221; nos rumos do PT no Estado.
Bastaria observar que os &#8220;Martistas&#8221; defensores da candidatura [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-out;" src="http://oglobo.globo.com/fotos/2009/10/06/06_MVG_ciro-gomes.jpg" alt="http://oglobo.globo.com/fotos/2009/10/06/06_MVG_ciro-gomes.jpg" /></p>
<p><em>Após uma tentativa vã de incentivar uma disputa no PT, abrindo um debate sobre o eventual candidato a vice, da eventual candidatura Ciro ao governo de SP -tentativa abandonada apenas esboçada-; a Folha SP tenta novamente hoje especular sobre o &#8220;efeito Ciro&#8221; nos rumos do PT no Estado.</em></p>
<p><em>Bastaria observar que os &#8220;Martistas&#8221; defensores da candidatura Ciro citados na matéria, apoiam a candidatura de Emídio, Prefeito de Osasco, como candidato do PT caso Ciro persista em disputar a presidência, para desmontar a idéia que a divergência entre &#8220;Martistas&#8221; esteja centrada em apoiar ou não Ciro Gomes ao governo estadual.</em></p>
<p><em>Vale lembrar também que a eventual candidatura Palocci ao governo foi posta na mesa pelo próprio presidente da República em conversa com o senador Mercadante e estampada na capa do Estadão e só recentemente o próprio Lula teria evoluído, pressionando Ciro em favor de uma aliança com o PT no plano estadual. </em></p>
<p><em>Para qualquer observador que conheça o PT é evidente hoje que, caso Ciro aceitar a sugestão lançada por Lula, o partido do presidente estará unido na aliança com Ciro e o PSB. Tanto é assim, que Emídio e Palocci, assim como Eduardo Suplicy, já indicaram publicamente que apoiam Lula nesta escolha e subordinam eventual candidatura à decisão do deputado do PSB que definirá sua escolha até março 2010.</em></p>
<p><em>A decisão está inteiramente nas mãos de Ciro e do PSB, este ultimo devendo escolher entre o apoio a Serra ou a aliança com a oposição aos demo-tucanos no Estado, ou seja o PT.</em></p>
<p><em>Agir para provocar está ruptura do PSB com Serra é o caminho para reforçar a candidatura Dilma e também para procurar derrotar o continuismo tucano no Estado. Se Ciro decidir ser candidato ao governo estadual o PSB passará a integrar a oposição e está aliança tem potencial de vencer o pleito estadual.</em></p>
<p><em>Ciro aceitará?</em></p>
<p><em>Caso ele aceite, alguém representativo no PT recusa essa aliança com Ciro como candidato? Ninguém. </em></p>
<p><em>Por isso a tentativa de provocar disputa interna sobre o assunto está fardada ao fracasso.</em></p>
<p><em>Caso Ciro persista na sua recusa a abandonar a candidatura a presidente, o PT deverá escolher um nome próprio para essa disputa. Nessa escolha o presidente também terá uma voz de peso, mas dificilmente existirá consenso no partido se o candidato não tiver o aval das principais lideranças no Estado, o que é o caso hoje com Palocci. </em></p>
<p><em>Poderá, aí sim, surgir disputa interna e até previa para definir o candidato. Mas isto é hoje só especulação. </em></p>
<p><em>De concreto, a candidatura Ciro ao governo estadual jogaria o PSB para uma aliança com o PT, unificaria a oposição aos demo-tucanos, alavancaria as candidaturas de Chalita e Mercadante ao Senado e permitirá à candidatura a deputada federal da Marta, eleger uma importante bancada do PT no parlamento. </em></p>
<p><em>O PT só tem a ganhar com esse desfecho das conversas para trazer Ciro para São Paulo.</em></p>
<p><em>A palavra está com Ciro. </em></p>
<p><em>Luis Favre</em></p>
<p><strong>Ver também</strong></p>
<h3 id="post-15091"><a title="Permanent Link to Lula: Dilma lá e Ciro aqui" rel="bookmark" href="../2009/10/lula-dilma-la-e-ciro-aqui/">Lula: Dilma lá e Ciro aqui</a></h3>
<h3 id="post-15117"><a title="Permanent Link to Os desdobramentos do Dilma lá e Ciro aqui" rel="bookmark" href="../2009/10/os-desdobramentos-do-dilma-la-e-ciro-aqui/">Os desdobramentos do Dilma lá e Ciro aqui</a></h3>
<h3 id="post-15145"><a title="Permanent Link to Caciques do PT paulista dão sinal verde para ”projeto Ciro”" rel="bookmark" href="../2009/10/caciques-do-pt-paulista-dao-sinal-verde-para-projeto-ciro/">Caciques do PT paulista dão sinal verde para ”projeto Ciro”</a></h3>
<h3 id="post-15152"><a title="Permanent Link to Aliado a Serra, PSB paulista resiste a aceitar candidatura de Ciro" rel="bookmark" href="../2009/10/aliado-a-serra-psb-paulista-resiste-a-aceitar-candidatura-de-ciro/">Aliado a Serra, PSB paulista resiste a aceitar candidatura de Ciro</a></h3>
<h3 id="post-15471"><a title="Permanent Link to PT vai priorizar Presidência e Congresso em 2010, diz Genoíno" rel="bookmark" href="../2009/10/pt-vai-priorizar-presidencia-e-congresso-em-2010-diz-genoino/">PT vai priorizar Presidência e Congresso em 2010, diz Genoíno</a></h3>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-in;" src="http://blog.opovo.com.br/blogdoeliomar/wp-content/uploads/2009/10/martaciro1-570x427.jpg" alt="http://blog.opovo.com.br/blogdoeliomar/wp-content/uploads/2009/10/martaciro1-570x427.jpg" width="495" height="371" /></p>
<p><strong><span style="font-size: xx-large;">&#8220;Efeito Ciro&#8221; implode grupo de Marta em SP</span></strong></p>
<p><strong>Parte da ala do PT ligada à ex-prefeita rejeita proposta de candidatura própria da sigla e trabalha por deputado do PSB para o governo</strong></p>
<p><strong>Intenção da ex-ministra de ver Antonio Palocci à frente da chapa que vai disputar o Palácio dos Bandeirantes divide seus simpatizantes</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">JOSÉ ALBERTO BOMBIG &#8211; FOLHA SP</span></h2>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>O grupo político ligado à ex-prefeita Marta Suplicy, hegemônico no PT paulista há pelo menos seis anos, está próximo da dissolução por conta da disputa envolvendo a candidatura da sigla ao governo do Estado e dos planos da ex-prefeita de concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados em 2010.<br />
Parte dos principais &#8220;martistas&#8221;, como são chamados internamente os apoiadores da ex-prefeita, se empenhou em pavimentar o caminho para que Ciro Gomes (PSB-CE) tenha o apoio do PT na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.<br />
Marta, no entanto, trabalha por uma candidatura própria da sigla, de preferência a do deputado federal e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, que seria uma espécie de herdeiro natural, na visão da ex-prefeita, do comando de seu grupo.<br />
No mês passado, Marta afirmou que Ciro &#8220;não tem nada a ver com São Paulo&#8221;.<br />
Líder do PT na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza (SP), por exemplo, alega que Ciro poderia ajudar Dilma Rousseff (pré-candidata do PT ao Planalto) e concorrer com chances de vitória no Estado.<br />
&#8220;É nessa medida, a de um palanque forte para a Dilma e de um nome forte junto ao eleitor, que a candidatura de Ciro Gomes ganha força&#8221;, diz Vaccarezza -que sempre foi identificado como um &#8220;martista&#8221;.<br />
A posição de Vaccarezza é compartilhada internamente pelos também deputados federais José Mentor, Devanir Ribeiro e Jilmar Tatto, expoentes da gestão de Marta na Prefeitura de São Paulo (2001-2004).<br />
Ao lado da ex-prefeita na defesa de Palocci como pré-candidato permaneceram Rui Falcão, líder do partido na Assembleia paulista, Antonio Donato, vereador na capital, e Carlos Zaratini, deputado federal, os três ex-secretários de Marta.<br />
&#8220;Entendo que o PT deva apresentar uma candidatura própria aos aliados, e acho que o Palocci é nosso melhor nome, mas reconheço que hoje há um importante movimento pró-Ciro&#8221;, afirmou Donato.</p>
<p>Vaga aberta<br />
Palocci se reuniu recentemente com seus correligionário em São Paulo e disse que não pretende se colocar como pré-candidato antes que Ciro decida qual eleição irá disputar -o Palácio do Planalto ou o Palácio dos Bandeirantes.<br />
Na prática, isso significa que o PT ficará sem ter um nome para trabalhar eleitoralmente até o início do ano que vem, quando o deputado do PSB deverá tomar sua decisão.<br />
A despeito da recusa de Palocci, seus correligionários vão inscrevê-lo como pré-candidato no diretório estadual.<br />
Na avaliação dos que tentam convencer o deputado petista a entrar na disputa, uma eventual candidatura Ciro ao governo paulista poderá criar um novo polo de oposição ao PSDB no Estado, vaga hoje automaticamente ocupada pelo PT.<br />
A outra opção anti-Ciro aventada no PT seria convencer Marta a concorrer novamente ao governo, mas a ex-prefeita já avisou o seu entorno que pretende se candidatar novamente a deputada federal.</p>
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