10/10/2008 - 09:55h O voto paulistano de Piraporinha a Santana

Cristiane Agostine e Caio Junqueira, VALOR

Entre as senhoras de Santana e os jovens de Piraporinha localizam-se os extremos do eleitorado paulistano que surpreendeu neste domingo ao conferir ao prefeito Gilberto Kassab (DEM), já no primeiro turno, uma votação superior ao da ex-prefeita Marta Suplicy.

Reduto paulistano do moralismo que, na ditadura, clamou por censura, Santana foi uma das zonas eleitorais em que Marta mais perdeu votos. Em sua eleição como prefeita, em 2000, teve 34,6% dos votos lá. Na tentativa de reeleição, em 2004, 25,9%. Este ano, sua votação reduziu-se para 12,1%.

Piraporinha deu à petista o maior ganho de votos, proporcionalmente, em relação às últimas eleições: teve 43,1% em 2000, 52% em 2004 e 59,5% neste ano. Configurou-se, assim, como um dos poucos bastiões do município que resistiram ao avanço kassabista.

O Valor passou um dia em cada uma dessas regiões para tentar desvendar as razões desses comportamentos opostos. Em Piraporinha, a população predominantemente carente acha que Kassab apenas deu continuidade às iniciativas administrativas tomadas por Marta, que o precedeu no cargo. Até uma espécie de tribunal popular foi montado no local para julgar o atual prefeito, condenando-o por negligência e falta de investimentos no bairro nas áreas de educação, cultura e esporte.

Em Santana a situação é inversa e o anti-petismo é um sentimento alastrado entre as pessoas, em sua maioria integrante da classe média paulistana. A defesa da tradição, da família e da propriedade fundamentam os argumentos contrários a Marta Suplicy em um bairro com forte apelo de católicos conservadores, onde o vereador Gabriel Chalita (PSDB) colheu uma de suas mais expressivas votações

Em Piraporinha, corredores de ônibus, bilhete único e CEUs movem eleitor

Em uma travessa da estrada do M’Boi Mirim, uma das principais ruas de Piraporinha, na zona sul de São Paulo, Romualdo José da Silva, de 48 anos, protege-se em um pequeno salão de cabeleireiros da garoa que caía na manhã de quarta-feira. É só perguntar para ele para quem foi o seu voto e ele logo fala que é PT de coração. As ações do governo da ex-prefeita Marta Suplicy são enumeradas por ele como em uma propaganda política: Centros Educacionais Unificados (CEUs), corredores de ônibus, bilhete único, material escolar e uniforme. “Marta ajudou muito a população mais pobre e ninguém pensava em fazer isso”, resume.

Marisa Cauduro/Valor
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Antonio Jefferson: “Kassab é o prefeito dos ricos. Só veio para terminar as coisas da prefeita”

Perto de lá estão dois CEUs, entregues pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM), semelhantes aos da gestão da ex-prefeita. Está também o Hospital do M’ Boi Mirim, projeto de Marta, que foi entregue pelo prefeito e as Amas, unidades de saúde, bandeiras da atual gestão. O investimento de Kassab no bairro não parece ter tido efeito sobre Romualdo. “Kassab fez muito, mas ele só deu continuidade às obras de Marta. Os projeto são dela e ninguém nunca vai tirar.”

Pedro Viano do Santo, de 52, pai de 11 filhos, interrompe a conversa: “Acho Kassab mais corajoso. Ele está há pouco tempo e já limpou a cidade”, disse, referindo-se ao Cidade Limpa . Pedro votou em Kassab no primeiro turno, por recomendação de sua igreja evangélica. Apesar dos elogios, diz que agora vai de Marta: “O pessoal da igreja fechou com ele e eu votei também. Mas agora o voto é meu, não adianta e vou de Marta.”

Piraporinha, onde mora Romualdo, é a zona eleitoral onde Marta mais ganhou votos, proporcionalmente, em relação à eleição de 2004. Neste ano, ela teve 59,5% dos votos e Kassab, 20,97%. Quatro anos atrás, teve 52% e José Serra (PSDB), 32,17% . Na zona eleitoral, que corresponde ao Jardim Ângela e Jardim São Luis, o PT sempre foi forte.

No CEU Guarapiranga, entregue por Kassab, Romildo Merces de Jesus, de 28 anos, deixa a filha de quatro anos enquanto comenta: “Isso aqui é coisa da Marta. ” Ele diz não gostar de Kassab porque a prefeitura o fez sair da favela onde vivia. “Me falaram: vai para o albergue ou para a rua. Não é assim que se trata.”

“Kassab é o prefeito dos ricos, está muito longe de se preocupar com os pobres”, opina Antonio Jefferson, de 21 anos, sobre o crescimento do PT no bairro. “Ele se preocupou mais com a imagem da cidade, em diminuir a poluição visual, do que com o povo. Do que adianta ter a cidade limpa se o povo está triste, sem saúde?”. Funcionário de supermercado, lembra que participou de manifestações para que a prefeitura construísse o hospital M’ Boi Mirim, ainda na gestão Marta. “O povo viu quem lutou por isso. Foi a mesma coisa com os CEUS. Foi a Marta que lutou pelo terreno. O Kassab só veio para terminar as coisas da prefeita.”

Os moradores de Piraporinha também se organizaram para pedir investimentos na região. A igreja e movimentos sociais fizeram dois tribunais populares para “julgar” a prefeitura e no último prepararam uma ação civil pública contra o governo por falta de investimentos em educação, cultura e esporte. O tribunal foi organizado pelo Fórum de Defesa da Vida, que reúne 250 entidades e representantes do Ministério Público. “A ausência do poder público é marcante aqui”, diz Lea Maria Chaves, integrante do fórum.

O Jardim Angela, que compõe Piraporinha, já foi considerada a área mais violenta do mundo pela ONU. Ainda hoje é classificada como uma das regiões onde os direitos humanos são menos respeitados. Cerca de 30% da população vivem em mais de 270 favelas. “Acredito que o partido PT é mais sensível ao social”, diz Lea Maria, apesar de reclamar de dificuldades para trabalhar com o governo de Marta. “Voto no PT, mas acho que lidar com Kassab é mais fácil.”

Nas ruas da região, a campanha petista predomina, mas as ações de Kassab no reduto petista reverteram-se em alguns votos. No CEU Vila do Sol, Maria Rosangela, 27 anos, dona de casa, diz ter mudado o voto depois do CEU, onde estuda sua filha. “Em 2004 votei na Marta, mas agora foi Kassab. Vamos ver se ele continua fazendo benfeitorias para cá.” No hospital M’Boi Mirim, Moacir Edson Costa, de 37 anos, trabalhador autônomo, comenta que “Marta foi boa” e que em 2004 votou nela. “Voto no Kassab para ele continuar o que está fazendo.”

A comerciante Ivone França, de 63 anos, afirma que votou em Kassab “por opção na hora.” Ela reclama que a ex-prefeita preocupou-se muito com os mais carentes. “Marta fez muita escola na periferia. Isso ajuda e atrapalha. Para quem tem lojinha de material escolar, como eu, foi ruim. Não vendo quase nada depois que a prefeitura passou a dar material escolar.” Sua irmã, Lucia Aparecida, de 53 anos, também escolheu o prefeito. Ela também reclama dos projetos de transferência de renda. “Tem muita gente carente que recebe essas bolsas, mas não precisa. Aqui falam que Marta vai dobrar asbolsas só pra votarem nela.”

Dona de um bar, reclama das taxas do lixo e da iluminação criadas na gestão Marta e não se conforma com um comentário sobre o caos aéreo de Marta, feito quando a petista era ministra do Turismo. “Eu até gravei da televisão ela falando o ‘relaxa e goza’. Queria mostrar para a minha filha, para não votar na Marta”. Do Jardim Angela, onde a comerciante mora com a família, o trajeto de ônibus até o centro a viagem dura mais de duas horas. Sua filha tem de fazê-lo de segunda a sexta. “Todo mundo tem carro, não podemos culpar o Kassab pelo trânsito. Acho que tem de fazer rodízio de dois dias. Pode por mais ônibus que for, se não tiver rodízio de dois dias, vai continuar do jeito que está.” (CA)

Em Santana, tradição religiosa, culto à família e aversão a taxas definem escolha

Nem a presença da Paróquia de São José Operário, Patrono dos Trabalhadores, é capaz de levar os eleitores do bairro de Santana a votar na candidata à prefeita de São Paulo pelo Partido dos Trabalhadores, Marta Suplicy. É neste bairro da classe média e alta paulistana, o primeiro ao norte do rio Tietê, que ela assiste , eleição após eleição, sua votação despencar. De 2000 a 2004, caiu 25%. Neste ano, 53%.

Leonardo Rodrigues/Valor
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Ariane Leonardi: “A família dela é muito desregrada. Político tem que ter regra. O que ela proporciona à minha família?”

Encontrar um eleitor petista nas tortuosas ruas deste bairro é tarefa árdua. Na melhor das hipóteses, o que se vê são ex-petistas (arrependidos) que, quando optaram pelo 13 nas urnas, o destinatário foi o presidente Lula. Bem antes de ele tentar ser presidente. “Só votei no Lula em 1986 porque eu trabalhava com metalúrgica. Depois nunca mais. Trabalhei com a Erundina. Para consertar um banheiro eles faziam reunião. Se Moisés fosse petista ainda estava no Egito consultando as bases pra ver se fugiam do Egito”, diz Ruth Guiness, 63, dona-de-casa, caminhando por uma das feiras livres do bairro na fria manhã de anteontem.

As opiniões expressadas, em geral, trazem consigo uma anedota, um termo pejorativo - como a referência à gestão Lula a um “governo de bebum” e a ojeriza a ele por uma “questão de pele”- e muitas referências a condutas pessoais tidas por inaceitáveis aos políticos. Mais do que ao presidente e ao partido, são esses julgamentos que embasam a maior parte das críticas a Marta, ainda que o bairro concentre o maior índice de divorciados da cidade.

“A família dela é muito desregrada. Político tem que ser como um juiz, tem que ter regra. O que ela proporciona para a minha família? Ligo a tevê e ela está na Parada Gay. O que tá indicando para meu filho? Para relaxar e gozar? E o filho dela? Cantor louco de rock, ‘zueiro’, o que proporciona de bom? Sem falar que para ser prefeita tem que ter marido”, afirma a advogada Ariane Leonardi, 32 anos. Atuante na área de direito de família para pessoas carentes, embora a bordo de um Dodge Journey da montadora Chrysler avaliado em cerca de R$ 100 mil, ela pede, no fim da conversa: “Frise a família e a sociedade. O que falta nela é o conceito de família”.

O discurso expõe um componente constante no bairro, a religiosidade. Desde sua fundação, a Igreja tem presença forte no local, a começar pela origem do seu nome: Santa Ana. Formado a partir da doação de uma sesmaria a Companhia de Jesus no século XVII, o crescimento veio no fim do século XIX, com a instalação de um colégio pela Irmãs de São José de Chambéry. Já no início da abertura política ainda durante o regime militar, ficaram famosas as “senhoras de Santana” que atuaram contra o despudor televisivo.

Hoje, a aversão ao PT e a Marta é questionada pelo padre Humberto, da Paróquia São José Operário. “A resposta para isso é uma constante busca minha. Mas acho que há um receio da classe média a aspectos religiosos, políticos e comportamentais que venham de setores progressistas da sociedade”, afirma. Ele conta também que verificou isso quando se instalou no bairro, há cinco anos, e muitas pessoas tinham aversão ao Concílio Vaticano II, documento papal que nos anos 60 modernizou e abriu a instituição para, segundo ele, “tantas realidades”.

Além da tradição e da família, a propriedade também permeia os argumentos contrários à petista. Bairro onde o pequeno e médio comércios compõem o visual das ruas, as taxas do lixo e da luz criadas na gestão Marta, entre 2001 e 2004, são pontos que elevam a rejeição à ex-prefeita. “Eu gostava tanto dela, votava nela, mas depois, com essas taxas não dá mais. Pesou bastante para a gente. Quando mexe no bolso fica ruim, né”, diz Ingrid, proprietária do Empório da Beleza, na avenida Alfredo Pujol, a principal do bairro.

Há, porém, quem estenda as críticas às questões administrativas e ao setor considerado ponto forte da candidata: educação. Presente na rede pública municipal de ensino desde os anos 80, a diretora de escola Jane Garcia, 52 anos, kassabista, teve como chefes em última instância uma seqüência de prefeitos com colorações partidárias diversas: Mário Covas, Jânio Quadros, Luiza Erundina, Paulo Maluf, Celso Pitta, Marta Suplicy, José Serra e Gilberto Kassab. E garante: o chefe atual é o maioral. “Ela fez os CEUs mas e o restante como é que fica? Estou em uma escola hoje que precisava de reformas elétricas, hidráulicas, pintura, ampliação. Só agora conseguimos. Só agora os professores são valorizados com aumentos”, diz, enquanto seu poodle Tara, protegido do frio com um vestidinho azul, descansa em seu colo. Depois da exposição técnica, cita, tal qual os outros entrevistados, os aspectos pessoais da candidata petista. “Ela é arrogante e tem toda a questão social-familiar”.

O anti-petismo de Santana acaba por contaminar a candidatura dos vereadores da legenda. O primeiro integrante da sigla a aparecer na lista dos mais votados é José Américo, na 33ª colocação, com 256 votos. Antes dele, predominam políticos do PSDB, DEM, PP e PTB. Quem lidera o ranking, com 3.095 votos, é o tucano Gabriel Chalita, o mais votado da capital paulista. Tendo por lema de campanha “São Paulo mais educada, sua família mais feliz”, descreve em seu site que “foi catequista, ministro da eucaristia e seminarista” e que “considera a família o alicerce da sociedade”. (CJ)

08/10/2008 - 10:15h O mapa dos resultados eleitorais dos partidos, por região e em números de votos

O jornal O Globo publicou um mapa com os resultados eleitorais comparativos entre 2004 e 2008. Os resultados mostram, como já indicamos no blog, uma importante vitória eleitoral dos partidos da base do governo Lula e quedas expressivas dos partidos de oposição.

É assim, por exemplo, no Nordeste, onde o PMDB registra um crescimento de 25% no número de prefeituras conquistadas, o PDT um crescimento de 126% de prefeituras ganhas, o PSB mais 91% de novas prefeituras e o PT um crescimento de 105% novas conquistas. Em contraposição, o DEM (ex-PFL) registra menos 63%, o PSDB menos 16% e o PPS menos 78%.

Estes resultados aparecem em todas as regiões do país, em maior ou menor medida. Ao mesmo tempo na região sudeste e em parte também na região sul, a oposição resiste melhor. Nesse sentido se repete o que já foi constatado na eleição presidencial de 2006, são essas regiões as que dão maior sustentação para a oposição.

Mas é significativo que no sudeste, onde a oposição ao governo Lula esta mais implantada e onde seu resultado foi menos ruim, o DEM (ex-PFL) tenha sofrido um recuo de 11% de prefeituras a menos e o PPS uma perda de 25%, compensadas em parte pela melhora do PSDB que conquistou 8% de novas prefeituras. O PT, por sua vez, conseguiu nesta região um crescimento de 18% no número de prefeituras novas, o PDT 23% e o PSB 36%.

No mesmo jornal O Globo, na coluna de Ilimar Franco, um quadro retrata os resultados em votantes para cada partido. O quadro mostra que os partidos de oposição a Lula (PSDB, DEM e PPS) fizeram 5,2 milhões de votos a menos que em 2004. Já só os partidos de esquerda (PT, PCdoB e PSB) conseguiram 2,2 milhões de votos a mais que em 2004 e o PMDB, que também faz parte da base de apoio do presidente, amplio sua votação em 4,1 milhões. LF

Clicar na imagem para ampliar e ler o mapa do jornal O Globo

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Clique na imagem para ampliar e ler o gráfico da coluna de Ilimar Franco, do jornal O Globo

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07/10/2008 - 10:43h As urnas mostram uma derrota da oposição e vitória dos partidos do governo Lula, em primeiro lugar do PT

Eleições municipais no Brasil mostra que o PT é quem mais prefeituras novas conquistou e o DEM e PSDB, os que mais perderam

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Ontem a Folha de São Paulo informava assim sobre o resultado nacional das eleições municipais, após o primeiro turno:
“Passado o primeiro turno, PT, PMDB e PSDB são os maiores vencedores nas 26 capitais e nos 53 municípios com mais de 200 mil eleitores, o chamado G79 -um universo de 46.819.495 eleitores, o equivalente a 36,4% do total dos habilitados a votar para prefeito.” (Folha SP, 6/10/2008 “PT, PMDB e PSDB dominam capitais e maiores cidades”).

Aqui no blog, apoiado em artigos precisos do jornal O Estado de São Paulo, mostrei que existia uma vontade de ofuscar e confundir sobre os resultados eleitorais, sonegando a questão central: o primeiro turno consagrou uma vitória expressiva do governo Lula e sua base de apoio, com destaque para o PT.

Hoje a Folha de SP (ver nos post precedentes) tem que reconhecer os fatos ignorados ontem. DEM e PSDB são os partidos que mais prefeituras perderam e o PT foi o partido que ganhou mais prefeituras. A oposição perdeu duplamente. Primeiro na política, fugindo de qualquer questionamente ao governo ou “federalização” da disputa municipal, ao contrário do que ela fez em 2004. A oposição perdeu também nas urnas, no voto. O DEM quase desaparecendo e o PSDB, encolhendo. O DEM já perdeu neste primeiro turno 176 prefeituras, foi o partido que mais perdeu. Em segundo lugar, com 109 prefeituras a menos, o PSDB e em terceiro lugar do ranking dos derrotados, o aliado dos demo-tucanos, o PPS de Roberto Freire e a Soninha, que perdeu 70 prefeituras.

O resultado das eleições municipais neste primeiro turno, obscurecido pelo interesse político e a parceria mídia-oposição, não conseguiu tapar o sol com a peneira. Os demo-tucanos estão cada vez mais confinados ao Estado de São Paulo e mesmo aqui o avanço do PT foi importante, particularmente nas cidades do cinturão indústrial de São Paulo.

Luis Favre

 

 

07/10/2008 - 09:52h Oposição perde espaço pelo país; PT tem o maior crescimento

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Desempenho do partido de Lula, porém, ficou aquém do projetado por sua direção; em números absolutos, o PMDB foi o partido mais vencedor do domingo, com 1.194 prefeitos eleitos no primeiro turno

ALAN GRIPP - LETÍCIA SANDER da FOLHA SP

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Os três principais partidos de oposição ao governo Lula foram os que mais perderam prefeituras no primeiro turno da eleição de domingo. O DEM deixará o poder em 176 cidades; o PSDB, em 109; e o PPS, em 70.

Embora com desempenho aquém do projetado por sua direção, o PT sai das urnas com o maior crescimento no número de municípios. O partido tem atualmente 391 prefeitos, esperava chegar a 700 e saiu das urnas com 548 eleitos.

Mas, pelo critério de número de votos nominais, o grande vencedor no primeiro turno é o PMDB. Seus candidatos a prefeito receberam 18,4 milhões de votos, embora o número de prefeituras do partido tenha ficado praticamente estável (de 1.212 para 1.194).

A comparação foi feita pela Folha entre os resultados parciais da eleição divulgados até o fechamento desta edição pelo Tribunal Superior Eleitoral e a lista dos partidos hoje no poder, elaborada pela CNM (Confederação Nacional de Municípios), a principal entidade municipalista do país. Esse cruzamento retrata mais fielmente a realidade política brasileira, pois contempla o troca-troca partidário desde 2004.

O TSE havia computado até o final da tarde de ontem os votos em 5.544 municípios -em 29 deles, a eleição será decidida somente no segundo turno.

Além do PT, o PTB e siglas que compõe o chamado “bloquinho de esquerda” foram os partidos que mais ganharam prefeitos. O PT fez 157 prefeituras a mais do que tem hoje e ainda disputa o segundo turno em 15 cidades, entre elas 3 capitais (São Paulo, Salvador e Porto Alegre).
O PSB obteve o resultado mais consistente entre as legendas do bloquinho -95 prefeitos a mais do que os 214 que governa hoje, de acordo com os dados da CNM. O PTB terá a partir do próximo ano 35 prefeituras a mais, e o PDT, 33. PC do B e PV também cresceram -cada um ganhou no primeiro turno 21 prefeituras a mais.

Hoje, os 14 partidos que apóiam o governo Lula no plano federal têm 3.360 prefeituras, contra 1.852 governadas pelas demais siglas. Os três principais partidos de oposição no plano federal -PSDB, DEM e PPS- têm juntos 1.761.

No primeiro turno desta eleição, os partidos da chamada base aliada conquistaram 4.036 cidades, um crescimento de 20% em relação a hoje. Os demais enxugaram seus quadros -saíram do primeiro turno com 1.479, uma queda de 20%. PSDB, PPS e DEM fizeram 1.406 prefeituras, de acordo com os dados parciais do TSE.

Parte do declínio do DEM no número de prefeituras se deve ao fraco desempenho da sigla na Bahia, na primeira eleição após a morte do ex-governador Antônio Carlos Magalhães. O partido tem atualmente 116 prefeitos, de acordo com a lista da CNM. Neste primeiro turno, só elegeu 44, aponta o TSE. Se comparado ao resultado no primeiro turno da eleição de 2004, a derrocada do DEM fica ainda maior (71%) na Bahia. Naquele ano, a legenda chegou ao poder em 153 cidades.

O PMDB, comandando na Bahia pelo ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), sai deste primeiro turno como o grande herdeiro do carlismo. Em 2004, os peemedebistas fizeram 20 prefeituras no Estado. Atualmente têm 57. Saem das urnas com 113.

O PT, do governador Jaques Wagner e que disputa com o PMDB o espólio político de ACM, elegeu 66 prefeitos no domingo -hoje tem 25, seis a mais do que elegeu em 2004.

Sob a liderança do governador Eduardo Campos, o PSB consolidou Pernambuco como um forte reduto do partido. Em 2004, a legenda fez 12 prefeituras no Estado. Agora, assegurou o controle de 49.

Considerando o número total de votos nominais computados até agora, o PT ficou em segundo lugar, atrás do PMDB, com 16,5 milhões de votos. Em terceiro, ficou o PSDB, com 14,45 milhões de votos, seguido do DEM, com 9,3 milhões, puxado pelo bom desempenho de Gilberto Kassab em São Paulo.

No fim da tarde, em reunião do conselho político, Lula ironizou a oposição, segundo relato de presentes: “Existem três partidos que estão muito nervosos: o DEM, porque perdeu muitas prefeituras, e o PSDB e o PPS, que perderam boas prefeituras”.

06/10/2008 - 17:44h Confira a lista dos vereadores eleitos em São Paulo

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colaboração para a Folha Online

A cidade de São Paulo escolheu neste domingo 55 vereadores para a Câmara Municipal. Os eleitos foram os vereadores mais votados de cada partido ou coligação levando em consideração o quociente eleitoral.

Para realizar o cálculo, em primeiro lugar é necessário somar o número de votos válidos para vereador na cidade –todos os votos excluídos brancos e nulos. Esse número é dividido pelo total de vagas no legislativo municipal –55 no caso de São Paulo–, resultando no quociente eleitoral.

Por conta do quociente eleitoral, alguns candidatos que obtiveram votação menor que algum concorrente conseguiram se eleger. É o caso, por exemplo, do Dr. Milton Ferreira (PPS), que se elegeu com 14.873 votos, enquanto Myriam Athie (PDT), com 28.864 votos, ficou de fora.

Veja a lista dos vereadores eleitos em São Paulo e sua respectiva votação:

PMDB

Goulart (PMDB) - 90.022
Jooji Hato (PMDB) - 40.838

DEM

Milton Leite (DEM) - 80.023
Marta Costa (DEM) - 39.159
Marco Aurélio Cunha (DEM) - 38.394
Domingos Dissiei (DEM) - 37.734
Kamia (DEM) - 29.906
Carlos Apolinário (DEM) - 25.581
Sandra Tadeu (DEM) - 25.153

PR

Aurélio Miguel (PR) - 50.779
Antonio Carlos Rodrigues (PR) - 43.590
Toninho Paiva (PR) - 35.534
Agnaldo Timóteo (PR) - 26.163
Marco Cintra (PR) - 22.863

PSDB

Gabriel Chalita (PSDB) - 101.990
Mara Gabrilli (PSDB) - 79.874
Netinho (PSDB) - 54.683
Carlos Alberto Bezerra Jr. (PSDB) - 50.513
Adolfo Quintas (PSDB) - 34.197
Claudinho de Souza (PSDB) - 33.570
Juscelino (PSDB) - 32.480
Gilson Barreto (PSDB) - 32.050
Floriano Pesaro (PSDB) - 31.719
Souza Santos (PSDB) - 31.318
Ricardo Teixeira (PSDB) - 27.242
Dalton Silvano (PSDB) - 24.074
Gilberto Natalini (PSDB) - 23.858

PT

Senival (PT)- 66.083
Arselino Tatto (PT)- 59.250
Donato (PT) - 50.361
Francisco Chagas (PT) - 37.823
João Antonio (PT) - 33.861
Alfredinho (PT) - 33.395
Juliana Cardoso (PT) - 30.585
Ítalo Cardoso (PT) - 30.514
José Américo (PT) - 30.002
Zelão (PT) - 28.078
Chico Macena (PT) - 26.499

PC do B

Jamil Murad (PC do B) - 28.129
Netinho de Paula (PC do B) - 84.307

PSB

Eliseu Gabriel (PSB) - 31.587
Noemi Nonato (PSB) - 30.713

PRB

Atílio Francisco (PRB) - 25.669

PDT

Claudio Prado (PDT) - 30.998

PV

Tripoli (PV) - 45.717
Penna (PV) - 25.799
Abou Anni (PV) - 22.604

PP

Wadih Mutran (PP) - 26.037
Missionário José Olímpio (PP) - 28.902

PSC

Marcelo Aguiar (PSC) - 41.474

PTB

Celso Jatene (PTB) - 49.774
Adilson Amadeu (PTB) - 41.668
Paulo Frange (PTB) - 36.870

PPS

Claudio Fonseca (PPS) - 21.026
Dr. Milton Ferreira (PPS) - 14.873

06/10/2008 - 00:29h Marta ou Kassab

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Com 99,69% dos votos apurados

  * Válidos 6.351.680 (77,48%)
* Nulos 315.901 (3,85%)
* Brancos 230.081 (2,81%)
* Abstenção 1.276.378 (15,57%)

Nome do candidato (partido) % válidos votos válidos

Gilberto Kassab (DEM)
33.61% 2.134.851

Marta (PT)
32.79% 2.082.523

Geraldo Alckmin (PSDB)
22.47% 1.427.501

Maluf (PP)
5.92% 375.736

Soninha (PPS)
4.19% 266.155

Ivan Valente (PSOL)
0.67% 42.467

03/10/2008 - 13:46h PT lidera em Santo André, Diadema e São Bernardo

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Aline Bosio e Leandro Amaral - Repórter Diário

Os três candidatos do PT que disputam a principal cadeira do Executivo em Santo André, São Bernardo e Diadema aparecem na liderança nas pesquisas realizadas pelo Instituto Opinião nesta semana. Vanderlei Siraque, Luiz Marinho e Mário Reali apresentam chances de se consagrarem vitoriosos já no primeiro turno, que será realizado neste domingo (5).

Em Santo André, o petista aparece com 42% dos votos, 31 pontos percentuais de vantagem para Raimundo Salles (DEM), que ocupa a segunda colocação. Aidan Ravin (PTB) está com 9%, Newton Brandão (PSDB) com 7% e Ricardo Alvarez (PSol) apenas 1%.

Já Marinho conta com 38% das intenções de votos, enquanto o rival tucano, Orlando Morando, registra 28%. A terceira colocação fica com Alex Manente (PPS), que soma 9%. Aldo Santos (PSol) e Evandro de Lima (PTdoB) não atingiram 1% das intenções de voto.

Em Diadema, Reali abre 15 pontos de vantagem para José Augusto (PSDB), com 46% e 31% dos votos, respectivamente. Ricardo Yoshio (PMN) registra 4% dos votos e Vladão (PCB) não alcançou 1%. As pesquisas divulgadas pelo Repórter Diário foram realizadas pelo Instituto Opinião em parceria com os jornais Ponto Final, ABCDMaior e Folha de Ribeirão Pires.

Leia também:
- Marinho abre 10 pontos e se aproxima da vitória no 1º turno
- Reali dispara com 46% dos votos e se distancia de José Augusto
- Siraque abre 31 pontos e se aproxima da vitória no 1º turno

18/09/2008 - 18:15h Alckmin liga Kassab a Pitta e a Maluf

Ele diz que se ‘orgulha’ do apoio do PTB, mas que não trabalhou para Pitta.
Kassab foi secretário de Planejamento na gestão do ex-prefeito.

Foto: Roney Domingos/G1

O candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PSDB, Geraldo Alckmin, em reunião com sindicato de agentes comunitários de saúde, nesta quinta-feira (18) (Foto: Roney Domingos/G1)

Roney Domingos Do G1 - Portal Globo

O candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PSDB, Geraldo Alckmin, adotou, nesta quinta-feira (18), a estratégia de mostrar o seu adversário Gilberto Kassab, prefeito e candidato à reeleição pelo DEM, como ex-companheiro dos ex-prefeitos Celso Pitta e Paulo Maluf, também candidato pelo PP. Kassab foi secretário de Planejamento da gestão Pitta, em 1997.

Pitta é agora afiliado ao PTB, partido que apóia Alckmin. O tucano deixou claro que se “orgulha” do apoio do partido, mas vincula a imagem de Pitta ao seu concorrente. “O PTB é um bom partido. Aliás, em 1998, foi o único partido que apoiou Mário Covas. Agora, eu não fui secretário do Pitta. Não trabalhei para o Pitta, nem para o Maluf. A minha história é bastante diferente. É um erro subestimar a inteligência das pessoas.”

O G1 fez contato com a assessoria de Gilberto Kassab e espera resposta.

Em reunião com o Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde nesta quinta, Alckmin concordou com o diagnóstico da candidata Marta Suplicy, de que a cidade de São Paulo vive uma crise na saúde. “É um problema em todos os pontos cardeais”, disse.

Infidelidade

Alckmin disse também, nesta quinta, que está de acordo com a decisão de seus companheiros de partido de punir o secretário municipal de Esportes, Walter Feldman, por sua declaração de apoio explícito à reeleição de Kassab.

“Este assunto é partidário. Todo mundo sabe o que penso a respeito da fidelidade partidária. Eu sou fundador do PSDB. Não fundamos um partido virtual; fundamos um partido real, que merece respeito aos companheiros.”

Carro velho

O candidato tucano que, na quarta-feira,teve de descer para empurrar um jipe durante carreata, disse que agora está de carro novo. “Eu gostava mais do Willys anos 60, mas romântico, anos de namoro. Mas o negócio não andava. Agora, estamos com um 2008 e está firme.”

O candidato afirmou que a imagem dele mesmo empurrando um jipe não é positiva nem negativa para sua campanha. “É apenas verdadeira. Eu pego na massa. Pior é se eu estivesse sendo empurrado. Eu não sou de transferir, de passar as coisas para os outros.”

18/09/2008 - 13:43h Filiações

A nota a seguir é do portal UOL e destaca as declarações de Kassab sobre Maluf e Pitta, na sabatina da Folha. Percebam que o arrependimento de Kassab é por ter “errado com 50% da população” que elegeu Pitta. A população foi vítima da demagogia vendida pelo malufismo com participação ativa de Kassab. A população pagou as conseqüências,  já Kassab foi Secretário de Planejamento de Pitta. A responsabilidade dele não é a mesma. LF

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O prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), elogiou nesta quinta-feira o deputado federal e candidato a prefeito Paulo Maluf (PP). Ele disse que Maluf foi um bom prefeito, mas que se arrependeu de ter votado no ex-prefeito Celso Pitta (PTB). A declaração foi feita na manhã desta quinta-feira, durante a sabatina promovida pela Folha.

Durante a sabatina, o candidato responderá a perguntas de quatro entrevistadores –a colunista da Folha Mônica Bergamo, os jornalistas Nilson Camargo (editor responsável do jornal “Agora”) Fernando Barros (editor de Brasil) e Rogério Gentile (editor de Cotidiano)– e da platéia, que encaminharam suas questões por escrito. Kassab afirmou que apoiou Maluf em 1992 porque acreditava que ele era melhor do que o senador petista Eduardo Suplicy. “Maluf era mais bem preparado do que o senador Suplicy”, disse. “[Maluf] foi um bom prefeito […] Elegeu o sucessor.” Sobre as denúncias de corrupção contra o ex-prefeito, Kassab não quis comentar. Disse que quem deve cuidar disso é a Justiça. Ontem, em sabatina da Folha, Maluf elogiou Kassab. “Ele [Kassab] tem uma qualidade: está sendo leal a seu titular [Serra]. Poucos vices têm isso”, afirmou. “Ele está fazendo uma administração seguindo o que o Serra estava fazendo”, disse Maluf. Quanto a Pitta, de quem Kassab foi secretário do Planejamento, o prefeito disse que se arrependeu do voto, mas que não errou sozinho. “Na eleição do Pitta, 50% dos paulistanos votaram nele.”

Covas

Apesar de na década de 1990 Kassab ter apoiado Maluf ao invés do tucano Mário Covas, ele disse que mantinha uma boa relação com ele. “No segundo turno, ele recebeu meu apoio no meu escritório pessoal”, disse sobre a eleição em que Covas venceu para o governo do Estado.

17/09/2008 - 13:08h Terra arrasada… por falta de profetas?

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Maluf não é profeta, mas é representante da direita. Kassab se arrepende de Pitta, mas não de ser de direita

O ex-prefeito e candidato do PP à Prefeitura de São Paulo, Paulo Maluf, negou que se arrependa de ter apoiado o ex-prefeito Celso Pitta (PTB) nas eleições municipais de 1996. O candidato, no entanto, afirmou que se “fosse profeta”, não o apoiaria novamente. A declaração foi feita durante a sabatina promovida pela Folha na manhã desta quarta-feira. Já Gilberto Kassab diz que se arrepende de ter sido Secretário de Planejamento de Pitta, mas por enquanto nada disse de estar arrependido de ter apoiado Maluf em 1992 e em 1998.

Como ninguém é profeta, ambos descobriram o “erro” depois.

Vale a pena lembrar o resultado da ausência de profetas, invocada pela dupla: Saúde destroçada, caos no transporte, escolas de lata e cidade quebrada e endividada pelos próximos 30 anos.

Sem ser profeta, o PT se apresentou como alternativa, mas sabe como que é, né?

Não tinham nada contra Suplicy, mas não queriam ver o PT mandando aqui.

Agora estão arrependidos, mas sabe como que é, né?

Não temos nada contra Lula, mas o PT…

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05/09/2008 - 13:55h Rio: Paes ultrapassa Crivella e assume a liderança no Rio

Pesquisa IBPS

Eduardo Paes (PMDB) assume a liderança no Rio. Marcelo Crivella (PRB) em segundo
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O Globo Online

RIO - Pesquisa do Instituto Brasileiro de Pesquisas Sociais (IBPS), divulgada nesta sexta-feira, mostra uma mudança de cenário na disputa pela Prefeitura do Rio. Na oitava consulta de intenção de votos feita pelo instituto, Eduardo Paes (PMDB/PTB/PP/PSL) passou a frente de Marcelo Crivella (PRB/PR/PSDC/PRTB). Paes, que em agosto tinha 16% da intenção de votos, agora aparece com 25%. Já o senador, que antes tinha 20%, obteve 19% este mês.

Jandira Feghali (PCdoB/PTN/PHS/PSB) ocupa o terceiro lugar, com 12% da preferência do eleitorado, seguida por Fernando Gabeira (PV/PSDB/PPS), com 8%. Solange Amaral (DEM/PTC/PMN) tem 5% da intenção de voto, Chico Alencar (PSOL/PSTU) e Alessandro Molon (PT) têm 4%; e Paulo Ramos tem 1%. Votos brancos e nulos somam 9%. Os candidatos Filipe Pereira (PSC), Antônio Carlos (PCO), Eduardo Serra (PCB) e Vinicius Cordeiro (PTdoB) não atingiram 1%.

Marcelo Crivella é o candidato com maior índice de rejeição, com 32%, seguido por Solange, com 15%; Gabeira, com 11%; Jandira, com 8%; Molon, com 7%, Paes, com 6%; e Chico Alencar, Paulo Ramos e Felipe Pereira, com 4%.

Em um possível segundo turno entre Jandira e Crivella, a candidata venceria com 46%, contra 32%. Crivella venceria, com 39%, o candidato Fernando Gabeira 36%. Já Eduardo Paes venceria Crivella, com 53% contra 28%. Paes também derrotaria Jandira, com 47%, contra 34%.

A pesquisa, registrada na 228ª ZE, sob o número 025/2008, ouviu 1.100 entrevistados, por telefone, entre os dias 2 e 4 de setembro. A margem de erro é de 3%, para mais ou para menos.

05/09/2008 - 10:41h O mapa das eleições municipais em São Paulo

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PSDB e PT brigam por 10% de indecisos

Paulo Totti - VALOR

Não é esta a primeira vez que Marta Suplicy (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB) são adversários na disputa pela Prefeitura de São Paulo. Isso já aconteceu em 2000, quando Marta teve 34,4% dos votos e passou para o segundo turno. O desempenho de Alckmin foi tão discreto que nem seus próprios eleitores (17,26%) recordarão que o então vice-governador de Mário Covas chegou em terceiro. Quem logrou classificar-se para uma derrota no turno final foi outro reincidente na eleição de agora, Paulo Maluf (PP, ex-PPB), com 17,4% - 7,5 mil votos a mais que Alckmin.

Marta Teresa Suplicy - os sobrenomes Matarazzo e Smith Vasconcelos não constam do registro no TRE - teve sua maior votação no primeiro turno, 41,94%, na 375ª Zona Eleitoral - São Mateus, no extremo leste da cidade, região que o instituto de pesquisas Datafolha considera Leste 2. Marta foi a mais votada em 2000 também nos bairros de Sapopemba (41,21%) na Leste 1, Itaim Paulista (40,02%) Leste 2 e Grajaú (39,66%), Sul 2. Paulo Salim Maluf - herdeiro dos votos de Jânio Quadros e também de Adhemar de Barros, curiosa aliança da vassoura com a gazua ainda não explicada pela ciência política - conseguiu sua maior votação, 23,04%, na 260ª Zona Eleitoral - Ipiranga e Sacomã, Sul 1. Apesar de não ter sido o primeiro, Maluf foi igualmente bem votado na Vila Maria (20,47%, Norte 1) e Tatuapé (20,23%, Leste 1).

Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho, na mesma eleição, teve sua maior votação, 36,08% na 5ª Zona Eleitoral - Jardim Paulista, Cerqueira César, Vila Olímpia (Oeste). Outras boas votações de Alckmin: 33,32% em Pinheiros, Alto de Pinheiros, Jardim América, Vila Ida, Vila Madalena (Oeste); 27,37% em Perdizes (Oeste) e 27,15% na Vila Mariana (Sul 1).

Oito anos depois, pouco mudou. Marta e o PT continuam imbatíveis a Leste e ao Sul. Alckmin e o PSDB são os campeões de votos na região Oeste. Maluf perdeu poder, prestígio e votos. Seus eleitores migraram visivelmente para o PSDB e o PFL, hoje DEM, mas, nesta undécima participação sua em eleições diretas, ainda tem influência - não mais que 10% dos votos - numa faixa que corta verticalmente o centro do mapa de São Paulo, juntando bairros da região Norte, Vila Maria, Santana, Tucuruvi, com a do Sul próximo - Ipiranga - e da Leste 1 - Penha, Tatuapé -, região que, por ser um reduto de Jânio Quadros em suas disputas com o então MDB na década de 80, levou o politicólogo Antônio Flávio Pierucci a publicar respeitada análise do quadro eleitoral com o título “A direita mora do outro lado da cidade”.

O outro lado, obviamente, era o que ficava logo ali, depois da Sé, a caminho das zonas Norte e Leste. A esquerda era o MDB, de Orestes Quércia e ainda de Fernando Henrique Cardoso, e, na época, freqüentava um triângulo com vértices nas Universidades (USP, PUC, Mackenzie). O MDB, depois PMDB, ainda sustentou por anos a disputa pelo voto na periferia, mas, nessas regiões, perdeu algum terreno para o PSDB e maciçamente para o PT. Hoje, o PSDB consolidou o domínio em bairros como Pinheiros, Perdizes, Jardins. Não é que a direita se tenha mudado para este lado da cidade, dirão petistas que ainda se consideram esquerdistas. Este lado da cidade é que marchou, pelo menos, para a centro-direita. Dados oficiais mostram que José Serra, em 2004 para prefeito, alcançou nessa espécie de Vilaboim ampliada mais de 55% dos votos no primeiro turno. E se espalhou, com 45% a 55% dos votos, por Norte 1, Leste 1 e Sul 1. Números semelhantes, mesmo derrotado, o PT registrou em 2004 numa espessa franja de eleitores que ocupa toda região Sul 2, a densamente povoada região Leste 2 e a porção Perus/Anhanguera da região Norte 2 (em 1996, eleição de Celso Pitta, o PT salpicava de vermelho apenas dois subdistritos da Leste 2).

A disputa passou a ser, figurativamente, entre a Vilaboim e a Capela do Socorro. Vilaboim é a agradável pracinha de Higienópolis, em cuja vizinhança moram tucanos históricos como Fernando Henrique Cardoso e Paulo Renato Souza, ex-ministro da Educação e hoje deputado federal. O eleitor típico do PSDB mora numa “Vilaboim ampliada”, que pode ser Higienópolis e também Moema ou Alto Pinheiros. Ganha mais de 10 salários mínimos por mês e tem educação superior completa. Já o eleitor típico, que há três eleições vota no PT e parte agora para sua quarta manifestação de fidelidade, tem menos de seis anos de educação formal, ganha dois salários mínimos mensais e mora numa “Capela do Socorro ampliada”, que pode ser um conjunto habitacional da Cidade Dutra, ou uma casa-geminada-de-banheiro-único-e-laje-aguardando-ampliação-para-segundo-piso no Jardim Irene, região Sul 2. Aqui Fernando Henrique e Paulo Renato são pouco conhecidos e nada influentes. A Zona Sul se orgulha de Cafu, o lateral direito da seleção pentacampeã de futebol, nascido no Jardim Irene, mas a influência política é da família Tatto. A família, com experiência de atuação entre os sem-terra no interior do Rio Grande do Sul, instalou-se na região da Capela do Socorro e ligou-se à igreja e ao PT de São Paulo. Hoje nada acontece na política da Zona Sul ou na vida interna do PT da capital sem a concordância do deputado federal Jilmar Tatto, do deputado estadual Ênio Tatto e do vereador Arselino Tatto.

Nesta campanha, Marta Suplicy chegou à Cidade Dutra e à Vila São José, na 280ª Zona Eleitoral, para uma protocolar caminhada pelas ruas de comércio, abraços e apertos de mão de moradores que, somados os dois eventos, não durariam mais de 45 minutos. Os Tatto haviam mobilizado uma multidão para recebê-la, no meio da tarde de uma quarta-feira, dia de trabalho. Na Vila São José, Marta teve de transformar a visita em comício, subiu no carro de som e discursou ao lado dos Tatto e - cortesia da família - outros candidatos a vereador do PT e até do PCdoB e do PSB. Nas eleições municipais perdidas de 2004 e nas presidenciais vencidas de 2006 (Em São Paulo as presidencias não foram vencidas pelo PT - NDLF), o PT teve mais de 60% na Vila São José. “Vamos ter mais de 80 agora, e levar Marta à vitória já no primeiro turno”, conclamou do alto do carro de som - o seu carro de som -o vereador Tatto. Na pracinha triangular José Boerner Roschel da Vila São José, mais de mil pessoas aplaudiam. Duzentas delas traziam bandeiras com o nome e o 13.696 de Arselino Tatto, candidato à reeleição.

A campanha de Geraldo Alckmin tem algumas deficiências marcantes. A principal delas é a falta de doadores e, até agora, a ausência do governador Serra nos palanques e na TV - a primeira deficiência, comenta-se, seria uma provável conseqüência da segunda. Mas falta também uma família Tatto para arrebanhar “militantes” - pagos evidentemente, pois desde a eleição da prefeita Luiza Erundina, em 1988, mesmo no PT, não há mais quem tabalhe de graça em eleição -, embandeirar as esquinas e criar um clima de “já ganhou”, verdadeiro ou artificial.

De eleição em eleição, o PT cresce a partir da periferia. Em 1996, só tinha mais de 45% dos votos em São Mateus

Em Tremembé, esquina das avenidas Coronel Sezefredo Fagundes e Professora Maria Amália, numa tarde em que o bairro receberia a visita de Alckmin, apareceu um velho e grande ônibus com o letreiro “Família Cerciari” e faixas de “Paulo Cerciari, Vereador, 45.111″, estacionou perto do Sobradinho dos Drinks e ficou ali, parado, sem fazer qualquer barulho. A família Cerciari foi embora quando veio a notícia de que Alckmin desistira da visita porque adeptos de Maluf, com quatro kombis, uma bateria de oito (bons) ritmistas e dezenas de bandeiras “São Paulo tem pressa, Maluf, 11″ já ocupavam as calçadas na confluência das duas avenidas. Permaneceu no local, por mais alguns minutos a torcida organizada “Aníbal, 45.601″, do ex-subprefeito de Jaçanã, Aníbal de Freitas Filho. São as 60 moças de Aníbal com suas bandeiras amarelas, transportadas em seis camionetas, a presença mais constante nas aparições de Alckmin no Centro e na região Norte da cidade (no acompanhamento de Alckmin, mais fiéis e interessados que os tucanos parecem ser os candidatos a vereador do PTB, como Robson Tuma, “homem de respeito, 14.040″, com suas nove reluzentes kombis). As moças de Aníbal recebem ajuda de custo para alimentação, transporte e um salário mínimo para acompanhar a agenda do candidato a vereador o mês inteiro (esta é a remuneração padrão da mão-de-obra menos qualificada da campanha de rua). Como Alckmin não apareceu para os ambicionados eleitores - apenas passou de carro pela esquina - as garotas do Aníbal também foram embora, rebolando na cadência do samba da bandinha que esperava a chegada de Maluf. Uma das coordenadoras de Aníbal se aproximou de outro coordenador e gritou-lhe no ouvido: “Ânimo, ânimo”. E ria. Dava a impressão de que o fazia literalmente entre aspas, repetindo recomendação de algum coordenador de coordenadores.

Dois dias depois, Alckmin acordou cedo e às 6h30 já estava na esquina da rua Monsenhor Andrade e Henrique Dias, no bairro do Brás, à entrada do maior camelódromo do Brasil, o Shopping Popular da Madrugada. É um terreno da antiga Rede Ferroviária Federal alugada a uma empresa, a GSA, que administra o funcionamento entre duas da manhã e seis da tarde de um aglomerado de 4,7 mil bancas dedicadas à venda de produtos populares - praticamente tudo, à exceção visível de bebidas alcoólicas e eletroeletrônicos. Cada banca mede dois metros por um e é atendida, no mínimo, por duas pessoas: 9,4 mil eleitores diretos, fora as famílias. Atrás do shopping há um estacionamento que recebe em média 300 ônibus por noite - 400 na época de Natal. Existem até alojamentos no shopping para hospedar os motoristas de ônibus que antes iam para o Paraguai, mas desde 2005 preferem viajar até São Paulo transportando milhares de sacoleiros de todo o país.

Alckmin chegou sem paletó, protegido do frio da madrugada por uma camiseta por baixo da camisa social, e foi colhendo informações dos administradores do shopping. Seus acompanhantes eram poucos e também poucos os candidatos a vereador e cabos eleitorais. Somados, chegavam a 12. No labirinto de bancas, uma colada a outra, com um corredor exíguo, mais estreito que os caminhos do Mercado Modelo de Salvador, luzes todas acesas pois não se vê o sol nascer sobre o teto de plástico das tendas, Alckmin vai cumprimentando vendedores e fregueses - estes, em sua quase totalidade eleitores de outras cidades e Estados - e fazendo perguntas. Com seu característico apertar do lábio inferior com a arcada dentária superior, o candidato quer saber tudo, o valor do aluguel (R$ 220 o metro quadrado), o horário de funcionamento, onde moram. E despede-se: “Parabéns, você é uma guerreira”. “Até mais, bons negócios”. Mas o clima não é exatamente o de campanha eleitoral, está tudo muito certinho, comportado, até que um dos acompanhantes de Alckmin, de óculos, bigodes grisalhos, paletó sem gravata, grita: “Olha o governador que vai ser prefeito. Geraldo Alckmin!”. Quem sacode a monotonia é o deputado federal Antônio Carlos Pannunzio, vindo de Brasília e Sorocaba para ajudar na campanha. Quatro mocinhas da comitiva começam a entoar “Geraldo, Geraldo”. E um outro acompanhante grita: “45″. A visita acaba com um funcionário da GSA informando o ex-governador de que o único político que até agora se interessou pela sorte dos vendedores do shopping é Agnaldo Timóteo, vereador pelo PR. O cantor apóia Gilberto Kassab.

Mapas organizados pelos cientistas políticos Fernando Limongi e Lara Mesquita, da Universidade de São Paulo (USP) e do Cebrap, mostram a geografia do voto e a evolução do PT no município de São Paulo. Se Maluf está presente em quase todas as disputas travadas em São Paulo nos últimos 20 anos - até daquela, em 1996, de que não participou mas mandou votar em Celso Pitta como se este fosse seu bastante procurador - o Partido dos Trabalhadores é o que sempre concorreu à prefeitura nesse período e, desde que há segundo turno, é o único jamais ausente no “play off” eleitoral.

O início da atual campanha de rua e da propaganda pela TV surpreendeu 80% dos eleitores já definidos em sua simpatia. A campanha se faz com o objetivo de não permitir o êxodo dos eleitores já conquistados, fiéis como se pertencessem a uma torcida de clube de futebol, e de conquistar os cerca de 11% indefinidos que, ao afinal se definirem, ditarão o vencedor. Se os indecisos forem 10%, 5,1% deles farão a diferença. E 10% são exatos 819 mil eleitores.

“Não é exagero dizer que em eleição polarizada a disputa durante a campanha é em torno de 10% dos votos. O problema é que a linha que divide o PT do PSDB concentra muita gente e, portanto, um leve deslocamento pode trazer mais do que 10% dos eleitores”, diz o cientista político Fernando Limongi.

Estas eleições têm uma característica singular: os partidos concorrem com seus principais nomes. Marta, Alckmin, Gilberto Kassab, Maluf, os candidatos mais competitivos, são os que realmente reúnem a maioria de votos em suas correntes. Não foi assim, por exemplo, na eleição presidencial de 2006, quando Alckmin foi o escolhido do PSDB naquele famoso jantar do restaurante Massimo, apesar de Serra ser o favorito nas pesquisas. Agora, não. Alckmin e Marta são os melhores nomes que PSDB e PT têm no momento em São Paulo. E o prefeito Kassab, desconhecido até suceder Serra há dois anos, é o que mais bem representa a sua corrente política, o DEM, embora ele não enfatize, e o eleitor não perceba, que sua origem é o PFL.

Mas Kassab é a novidade deste pleito. Sua presença confunde os analistas e permite que a realidade resista à teoria. E esta, traduzida, indica que a dicotomia PT/PSDB é um fatalismo. Marta, apontam as pesquisas, avança da periferia - Aldo Rebelo, o vice de Marta e deputado do PCdoB, diria que isso lembra a tática de Mao Tsé-Tung - e derrota o Centro (e o Oeste) em primeiro turno. Mas, no segundo, haveria outro determinismo histórico, PSDB e DEM se uniriam como estiveram unidos nos últimos pleitos e comemorariam a vitória.

No momento, Marta e Alckmin estão empatados nas pesquisas de segundo turno. Se Alckmin, porém, superar seu “déficit de entusiasmo” ou Kassab ultrapassá-lo (hipótese mais remota), impulsionado pelo maior tempo na TV e pelo exercício do próprio cargo de prefeito, a derrota do PT pode se configurar.

As pesquisas, aliás, já sugerem essa convergência: eleitores de Alckmin e Kassab se inclinam para o candidato antipetista que as urnas indicarem para o segundo turno, independentemente da briga na cúpula entre Alckmin e Kassab, Aécio Neves e José Serra.

Segundo o Datafolha, na região Sul, 37% dos eleitores votariam em Alckmin contra Marta no segundo turno, e 35% em Kassab (Marta, 54% e 56% respectivamente).

Na Norte, 51% em Alckmin e 47% em Kassab (Marta, 40% e 44%). Na Leste, Alckmin, 46% e Kassab, 39% (Marta, 47% e 51%).

Na Oeste, Alckmin, 64% e Kassab, 54% (Marta, 32% e 35%). Centro, Alckmin 48%, Kassab, 65% e Marta, 42% e 32%, se enfrentar Alckmin ou Kassab.

01/09/2008 - 15:07h Santo André: Lula diz estar confiante em vitória de Siraque ainda no primeiro turno

Lula diz estar confiante em vitória de Siraque ainda no primeiro turno

Aline Bosio - Repórter Diário

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O presidente Lula acredita que Siraque está preparado para dar continuidade ao governo petista em Santo André
Dando continuidade aos comícios em apoio aos candidatos ao Executivo do ABC, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu na manhã deste domingo (31) milhares de militantes em evento pró Siraque no bairro Jardim Teles de Menezes, em Santo André. De acordo com a coordenadoria de campanha do petista, cerca de 10 mil pessoas acompanharam o comício. Já a Polícia Militar calculou em 4 mil. Ao lado do atual prefeito João Avamileno, dos deputados Donisete Braga e Vicentinho, além do presidente da Câmara Federal Arlindo Chinaglia e do candidato a vice Martinha, Lula disse estar confiante na vitória ainda no primeiro turno.

“Está faltando muito pouco para que o companheiro Siraque consiga se eleger ainda no primeiro turno. Nenhum adversário consegue ter tanta força dos militantes como ocorre com o PT”, observou o presidente. “Não é possível que a população de Santo André vá votar no pior e abrir mão da melhor opção, que é o Vanderlei Siraque”, completou.

Já o prefeiturável Siraque, que se disse emocionado, agradeceu o apoio que tem recebido da militância da coligação. “Estamos na primeira colocação em todas as pesquisas, mas temos de fazer a campanha como se estivéssemos no último lugar. Só assim vamos caminhar para a vitória no primeiro turno”, ressalta.

O presidente da Câmara Federal, Arlindo Chinaglia, por sua vez, disse que Santo André vai continuar sendo o um bom exemplo para as outras cidades”, discursou Chinaglia.

Entre os presentes no palanque também estava Oswaldo Dias, candidato a prefeito pelo PT em Mauá. Presente nas campanhas de São Bernardo, Diadema e Santo André, o presidente se comprometeu a também participar de um evento ao lado de Dias, marcado para o próximo dia 20.

Assim como Lula, o prefeito Avamileno falou sobre a preparo de Siraque para administrar a cidade, lembrando de seus três mandatos como vereador e três como deputado estadual. “Ele vai dar continuidade ao trabalho iniciado pelo ex-prefeito Celso Daniel. Nos 16 anos em que o PT está no poder a cidade cresceu muito, ao contrário do que ocorreu quando nosso adversário estava à frente do governo”, provocou.

O prefeito salientou ainda a importância da parceria entre o governo federal e a prefeitura. “Conseguimos R$ 260 milhões com o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), sendo que R$ 160 milhões estão sendo destinados para a habitação e o saneamento”.

Trajetória
Durante o comício, Lula lembrou de sua trajetória dizendo ser impossível voltar ao ABC e não pensar em seu passado. Como balanço de seu governo, o presidente afirmou que vive uma ’situação mágica’. “A Petrobras levou 53 anos para atingir sua auto-suficiência. Agora, com a descoberta do pré-sal as coisas vão melhorar ainda mais. Parece que Deus resolveu morar de vez no Brasil. Esta camada é tão funda (cerca de sete mil metros) que qualquer hora vai aparecer um japonês junto com o petróleo, trazido diretamente do Japão”, brincou.

Assim como discursou na última sexta-feira (29), durante a inauguração do bloco B da UFABC (Universidade Federal do ABC), Lula afirmou que parte verba gerada com a extração de petróleo nesta região será utilizada para acabar com a pobreza no País, além de pagar a dívida educacional criada nas últimas décadas. “Precisamos investir na educação para formarmos cada vez mais pessoas qualificadas. Só com isso conseguiremos exportar mais produtos com alto valor agregado, fomentando assim o desenvolvimento das indústrias brasileiras”, disse. “Hoje o Brasil está vivendo seu melhor momento dos últimos 40 anos”, completou.

Outros candidatos

Aidan Ravin (PTB), que inicialmente caminharia por uma feira na Vila Luzita e participaria de um culto na Vila Helena, cancelou seus compromissos e realizou apenas reuniões internas neste domingo. Newton Brandão (PSDB) visitou a comunidade do Gamboa e Ricardo Alvarez (PSol) fez corpo a corpo na feira da Vila Humaitá. Raimundo Salles (DEM) não divulgou sua agenda.

31/08/2008 - 15:22h Consciência política

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“O candidato à Prefeitura de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) aproveitou o domingo para fazer campanha nos bairros Grajaú e Varginha (zona sul de SP) acompanhado de seu vice Campos Machado (PTB), de deputados e de diversos candidatos a vereador. Alckmin visitou pizzarias, supermercado, cabeleireiros e, conversando com as pessoas, prometeu melhorias para a região.

Vanderlei Nogueira, morador há mais de 30 anos do Grajaú, pediu atenção para o posto de saúde do bairro. O candidato respondeu: “Vamos contratar 1.500 médicos para os postos de saúde da capital”. Após a passagem do tucano, Nogueira, no entanto, não se mostrou muito convencido. “Quem era o prefeito aqui? Não era o Serra? Do partido dele? Então a coisa não melhorou muito aqui”, reclamou Nogueira.” (Folha online)

22/08/2008 - 13:42h Confira os resultados da pesquisa eleitoral para o ABC

Leandro Amaral - Repórter Diário

Com a divulgação nesta edição de mais três pesquisas eleitorais, encerra-se o primeiro ciclo dos quadros sucessórios na região. Com os sete levantamentos realizados, três cidades podem considerar-se já com o nome do novo prefeito, ou melhor, com reeleições definidas.

Em São Caetano, o atual chefe do Palácio da Cerâmica e candidato à reeleição, José Auricchio Júnior (PTB) com 73% das intenções de voto; em Rio Grande da Serra, o postulante a reeleição Adler Kiko Teixeira (PSDB) com 64% e em Ribeirão Pires, Clóvis Volpi (PV), também pleiteante a mais quatro anos de mandato com 51%, lideram com folga as disputas. Já Santo André, São Bernardo, Mauá e Diadema apresentam um quadro ainda indefinido sobre o novo administrador municipal.

Santo André
O candidato governista que disputa à sucessão municipal de Santo André, o deputado estadual Vanderlei Siraque (PT) lidera isolado com 31% das intenções de voto. A disputa, porém, está acirrada na busca pelo segundo lugar, pois três prefeituráveis aparecem tecnicamente empatados: Raimundo Salles (DEM) tem 11%, seguido por Newton Brandão (PSDB) 10% e Aidan Ravin (PTB) 9%. Já o candidato Ricardo Alvarez (PSol) registra 1%.

De acordo com a pesquisa, 25% do eleitorado afirmou que ainda não definiu o candidato e 14% não votará em nenhum dos postulantes ao Paço. Na pesquisa espontânea - onde o eleitor não recebe a lista com o nome dos candidatos - Vanderlei Siraque tem a preferência de 25% dos entrevistados, seguido por Raimundo Salles com 7% e, tecnicamente empatados, Newton Brandão e Aidan Ravin com 5%. Neste levantamento Ricardo Alvarez não atinge 1%.

Na avaliação quanto à rejeição de cada candidatura, Newton Brandão é o mais rejeitado com 43%. Na seqüência aparecem tecnicamente empatados: Vanderlei Siraque (28%), Ricardo Alvarez (25%), Raimundo Salles (23%) e Aidan Ravin (21%).

São Bernardo
O candidato governista à sucessão municipal de São Bernardo Orlando Morando (PSDB) lidera com 26% das intenções de voto, seguido por Luiz Marinho (PT) com 19%, Alex Manente (PPS) 13%; Aldo Santos (PSol) e Evandro de Lima (PTdoB) aparecem empatados com 1%. Se os números forem mantidos até o dia do pleito - 5 de outubro - a cidade terá 2º turno, fato que não ocorre desde 1996.
De acordo com a pesquisa, 28% do eleitorado afirmou que ainda não definiu o candidato e 12% não votará em nenhum dos postulantes ao Paço.

Na pesquisa espontânea, Orlando Morando é citado por 17% dos entrevistados, seguido por Luiz Marinho 13%, Alex Manente 8% e, assim como na estimulada, aparecem Aldo Santos e Evandro de Lima com 1%.

Na avaliação quanto à rejeição de cada candidatura, os pleiteantes aparecem tecnicamente empatados de acordo com a margem de erro: 25% dos entrevistados não votariam de jeito nenhum em Luiz Marinho; 23% descartam Orlando Morando e Evandro de Lima, 21% não escolheriam Aldo Santos e 20% não votariam em Alex Manente.

São Caetano

O atual prefeito e candidato à reeleição em São Caetano José Auricchio Júnior (PTB) deve manter o posto de chefe do Palácio da Cerâmica. Com 73% das intenções de voto dos eleitores o governista abriu 66 pontos percentuais de vantagem sobre o segundo colocado, o petista Jayme Tortorello, que aparece na preferência de 7% do eleitorado. O prefeiturável Horácio Neto (Psol) tem 4%. Ainda de acordo com o levantamento, apenas 12% dos eleitores estão indecisos e 4% afirmaram que não votarão em nenhum dos postulantes.

Na pesquisa espontânea as posições são não se alteram em relação ao levantamento estimulado. José Auricchio Júnior é lembrado por 64% dos entrevistados, seguido à distancia por Jayme Tortorello com 6% e Horácio Neto com 2%.

Na avaliação quanto à rejeição de cada candidatura, mesmo sendo o atual prefeito, José Auricchio Júnior é o candidato que registra menor índice: 8%. Já os dois postulantes oposicionistas aparecem tecnicamente empatados, isto é, estão com a mesma porcentagem se levada em consideração a margem de erro. Jayme Tortorello é rejeitado por 40% dos eleitores contra 38% de rejeição do prefeiturável Horácio Neto.

Diadema
O petista Mário Reali aparece na primeira colocação na pesquisa litoral estimulada. O candidato da situação registra 38% da preferência dos eleitores, seguido por José Augusto (PSDB), com 28%. Ricardo Yoshio (PMN) conta com 4% dos votos e Vladão (PCB) não registrou menos que 1%. Entre os entrevistados, 10% afirmaram que não votarão em nenhum dos pleiteantes à vaga do Executivo e 21% ainda estão indecisos.

Na pesquisa espontânea, Mário Reali também aparece na frente, com 31% dos votos contra 22 de José Augusto. Ricardo Yoshio registra 2 pontos percentuais e Vladão não foi citado pelos entrevistados. O número de indecisos salta para 37%, enquanto 8% afirmam que irão anular o voto.
A disputa entre os candidatos com o maior índice de rejeição está entre José Augusto e Vladão. Enquanto o tucano aparece com 24% na pesquisa, o comunista vem logo em seguida com 21%. Mário Reali aparece na terceira colocação, com 18 pontos percentuais e Yoshio registra 17%. 47% dos entrevistados não rejeitam ou não sabem se rejeitam os candidatos que estão disputando as eleições municipais.

Mauá
O petista Oswaldo Dias, um dos candidatos à prefeitura de Mauá, aparece em primeiro lugar na pesquisa eleitoral estimulada, com 36% de intenção de votos. Atrás dele está Chiquinho do Zaíra (PSB), com 22%. Diniz Lopes (PSDB) e Mateus Prado (PSol) aparecem com 12% e 1%, respectivamente. Entre os eleitores, 23% ainda não decidiram em quem irão votar em outubro. 7% do total afirmou que não votarão em nenhum dos candidatos que estão disputando a vaga do Executivo.

Na pesquisa espontânea, Oswaldo Dias também aparece na frente, com 31% da intenção de votos. Assim como na estimulada, Chiquinho do Zaíra está em segundo lugar, com 19%, seguido por Diniz Lopes, com 10%, e Mateus Prado, com 1%. Sete por cento disseram de irão anular o voto e 33% ainda estão indecisos.

Ribeirão Pires

O atual prefeito e candidato à reeleição Clóvis Volpi (PV) lidera a disputa em Ribeirão Pires com 51% das intenções de voto, seguido à distância pelo ex-prefeito Valdírio Prisco (PSDB) com 15% e Mário Nunes (PT) com 6%. De acordo com o levantamento, os indecisos somam 17% e 11% dos eleitores afirmaram que não votarão em nenhum dos postulantes.

Na pesquisa espontânea, Clóvis Volpi (PV) é citado por 35% dos entrevistados, seguido por Valdírio Prisco (PSDB) com 7% e Mário Nunes (PT) com 4%.

Rio Grande da Serra

O cenário político de Rio Grande da Serra é um dos mais definidos da região. Com 64% da intenção dos votos na pesquisa estimulada, Adler Kiko Teixeira (PSDB) está disparado na primeira colocação. Em segundo e terceiro lugares estão Carlos Augusto César, o Cafu (PT), com 8%, e Nilson Gonçalves, com 1%. Os que não souberam responder em quem irão votar somam 20% e os que afirmaram que não votarão em nenhum dos candidatos registra 7%.

A vantagem de Kiko na pesquisa espontânea também grande em relação ao segundo colocado. Ele aparece com 57% da intenção dos votos, enquanto Cafu registra 6% e Nilson Gonçalves 1%. O índice de indecisos é de 29% e os que não vão votar em nenhum dos candidatos atinge 7%.