19/10/2009 - 14:51h Marketing eleitoral

Canal de Larissa C. Squeff

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13/10/2009 - 09:37h Construindo uma biografia “de realizador”

Serra gastará em publicidade em 2010, mais que o dobro do que Alckmin gastou em 2006 quando foi candidato a presidente. Aumento é de 158% nos gastos de propaganda, segundo o jornal Folha de São Paulo. Em contrapartida, investimento em combate as enchentes terá redução drástica. A biografia se constrói com propaganda. Nisto, José Serra é um verdadeiro “realizador” (ver Serra e Kassab cortam verbas importantes para a população e investem pesado em publicidade)

http://www.paulohenriqueamorim.com.br/wp-content/uploads/2009/09/AecioSerraFHCSLim.jpg

Cresce gasto com publicidade em Minas e SP

Serra e Aécio aumentam em 158% e 21%, respectivamente, verba de divulgação institucional em 2010 em comparação com 2006

SP prevê gasto de R$ 120 mi em publicidade, enquanto Minas destina R$ 40 mi; os tucanos são pré-candidatos do partido à Presidência


PAULO PEIXOTO E BRENO COSTA DA AGÊNCIA FOLHA, EM BELO HORIZONTE


Os governos tucanos de Minas Gerais e de São Paulo pretendem aumentar em 21% e 158%, respectivamente, os gastos com publicidade governamental no ano eleitoral de 2010, comparado com 2006.
Naquele ano, quando José Serra se elegeu governador paulista, o Orçamento de São Paulo foi elaborado pelo seu antecessor, o tucano Geraldo Alckmin, que concorreu à Presidência. Aécio Neves era o governador de Minas e foi reeleito. Agora os dois são pré-candidatos do PSDB à Presidência.
A previsão de gastos para 2010, no caso do governo de São Paulo, ultrapassa a evolução real do Orçamento do Estado desde 2006. Nesse período de quatro anos, o valor total do Orçamento paulista cresceu 26,9%. Já a evolução do Orçamento de Minas foi de 25,1%.
Considerando o valor dos Orçamentos de SP (R$ 125,5 bilhões) e de Minas (R$ 41,1 bilhões) para o próximo ano, a proporção dos gastos com publicidade previstos por Serra e Aécio é exatamente igual: 0,1%.
As comparações com 2006 feitas pela Folha contemplam os valores reais da propaganda institucional de cada governo, corrigidos pelo IGP-DI. Estão fora desse cálculo publicidade específica, como campanhas na área de saúde ou de segurança.
Serra prevê gastar no próximo ano R$ 119,9 milhões em publicidade institucional, enquanto Aécio prevê gastos de R$ 40,4 milhões, conforme as propostas orçamentárias que os governos enviaram no mês passado aos seus respectivos Legislativos estaduais.
A lei estabelece como limite para gastos com publicidade em ano eleitoral a média da verba gasta nos três anos anteriores. O texto da legislação eleitoral (lei 9.504/1997) não deixa claro se o cálculo da média inclui apenas as despesas com publicidade institucional, ou todos os gastos na rubrica “comunicação social”.
No caso de São Paulo, chama a atenção o fato de Serra ter elevado os valores da publicidade na sua gestão em comparação com os gastos orçados por Alckmin para o ano eleitoral de 2006 (R$ 46,5 milhões, valor também atualizado).
O peso da publicidade no Orçamento paulista mais do que dobrou em relação àquele ano e também em relação a 2007 -primeiro ano da gestão Serra, mas com Orçamento elaborado pelo governo antecessor.
Na disputa pela indicação do PSDB para a candidatura presidencial, fala-se nos bastidores sobre a possibilidade de haver uma chapa “puro-sangue” com Serra e Aécio. Ambos negam.
Aécio já anunciou que deixará o governo até o começo de abril, sendo ou não o escolhido para ser o candidato ao Planalto. Se o escolhido for Serra, ele deve tentar o Senado.
Serra disputa a reeleição somente se não for escolhido candidato a presidente.

09/10/2009 - 09:57h Serra e Kassab cortam verbas importantes para a população e investem pesado em publicidade

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07/10/2009 - 08:54h Editorial da Folha SP: Kassab da prioridade à propaganda

http://colunas.epoca.globo.com/files/657/2008/10/kassab_blog.gif

Editorial FOLHA SP

editoriais@uol.com.br

Prioridade à propaganda


A PRETEXTO de ajustar seus gastos a um orçamento mais curto, a gestão Gilberto Kassab (DEM) deu seguidas demonstrações de desorientação em suas prioridades.

O prefeito de São Paulo chegou a determinar cortes na varrição e na coleta de lixo. Depois de expostas as imagens do entulho que se acumulava pelas vias -e após um temporal que alagou e paralisou a capital-, Kassab recuou. Antes disso, a administração já desistira de suprimir uma das cinco refeições diárias dos alunos das creches municipais.

Que lógica, afinal, haveria por trás dos cortes anunciados? À primeira vista, obedeceriam a uma ação organizada de redução de custos, como consequência da crise econômica. Se a tesoura ameaçou cortar até a comida das creches, supõe-se que não haveria mais gordura para queimar. Aí começam as contradições.

A verba para publicidade oficial não sofreu cortes. Ao contrário, a previsão no início do ano era gastar R$ 31 milhões. Após sucessivos aportes, a despesa prevista até dezembro mais que dobrou e atingiu R$ 80 milhões. A título de comparação, a economia com a varrição e a coleta de lixo seria de R$ 3,5 milhões.

Agora Kassab anuncia gasto de R$ 105 milhões em propaganda em 2010, quantia recorde. É mais do que pretende destinar à construção e à reforma de corredores de ônibus. A administração alega que a verba publicitária atende a programas de interesse da população. Ampliar e melhorar corredores de ônibus, imprimir mais velocidade à limpeza das vias e das bocas de lobo, treinar professores e agentes de saúde…, há uma lista de despesas bem mais interessantes e prioritárias para os paulistanos.

É de estranhar, aliás, tamanho impulso nos gastos de propaganda quando o prefeito afirma que não será candidato no ano que vem. Se parece difícil vislumbrar o que Kassab ganhará com a operação, o certo é que a população paulistana sairá perdendo.

07/10/2009 - 08:33h Área social da cidade perde recursos no orçamento de Kassab para 2010

http://www.folhavp.com.br/vereadores/joao%20antonio.jpgNota do Vereador João Antonio, líder da bancada do PT na Câmara de Vereadores de São Paulo

Redução dos gastos nas áreas sociais e aumento das despesas com propaganda. Esse é o resumo da proposta orçamentária do município de São Paulo para 2010 que o prefeito Kassab enviou à Câmara Municipal. Apesar de projetar uma arrecadação de R$ 28,1 bilhões no ano que vem, a administração DEM/PSDB não amplia investimento em transporte público, adia mais uma vez obras aguardadas pela população e tira recursos do orçamento das 31 subprefeituras, que prestam serviço diretamente à população.
Os três hospitais novos (Parelheiros, Brasilândia e Vila Matilde) prometidos na campanha eleitoral de 2008 mais uma vez não sairão do papel. Os recursos para a construção dos equipamentos sofreram corte de 83% na comparação entre o orçamento de 2009 e a proposta para 2010: de R$ 30 milhões para R$ 5 milhões cada unidade, o que denuncia que os hospitais, tão aguardados pela população, não são prioridades da administração demotucana.
A previsão de gastos em habitação, saneamento e urbanização de favelas não acompanha o crescimento dessas demandas na cidade. O mesmo acontece com a ampliação da rede própria de creches – que enfrenta um crescente déficit de vagas – e as despesas com assistência e desenvolvimento social (Programa Renda Mínima e albergues), cujos orçamentos para o ano que vem praticamente repetem o que foi planejado para 2009.
No transporte, Kassab reduz para R$ 360 milhões (corte de 31%) a despesa com compensação tarifária, que é o dinheiro que subsidia o preço da passagem. Menos subsídio significa passagem de ônibus mais cara. Kassab não vai construir corredores de ônibus (nem o da Celso Garcia, prometido desde 2007) e na expansão do metrô, que tanto prometeu ajudar, o prefeito programou gastar apenas R$ 10 milhões. É bom lembrar que em 2008 ele havia prometido repassar R$ 1 bilhão para o metrô, mas só entregou R$ 275 milhões.
A redução de gastos só não afeta a área de propaganda, que vai dispor de R$ 105 milhões. Um aumento de 239% na comparação com os R$ 31 milhões inicialmente reservados para este ano (mas que até setembro já haviam atingido R$ 80 milhões, graças aos remanejamentos).
A gestão DEM/PSDB demonstra fragilidade para executar projetos esperados há anos pela população. O prefeito só sabe guardar o dinheiro da prefeitura nos bancos, não libera verba para obras necessárias. Ele não tem um plano para a cidade, toma decisões erradas e depois recua daquilo que anunciou, como vimos recentemente na sua tentativa de reduzir a merenda fornecida em creches e de cortar gastos com o serviço de coleta de lixo e varrição de ruas.

Ver. João Antônio
Líder da Bancada do PT
Câmara Municipal de São Paulo

06/10/2009 - 10:06h Kassab gastará em publicidade mais que com CEUs e escolas

http://www.prefeitura.sp.gov.br/portal/upload/DSC_4845_1190305609.JPG

Kassab prevê gasto recorde com publicidade

Prefeito planeja aumentar despesas com propaganda em 31% no ano que vem; verba é maior do que a prevista para corredor de ônibus

Ao todo, prefeitura terá R$ 105 milhões para divulgar obras e campanhas em 2010, contra os R$ 80 milhões reservados para este ano

CONRADO CORSALETTE E EVANDRO SPINELLI – FOLHA SP

DA REPORTAGEM LOCAL

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), pretende gastar no ano que vem mais com a propaganda de sua gestão do que com a construção e reforma de corredores de ônibus.
Os R$ 105 milhões destinados à publicidade oficial que constam no projeto orçamentário para a cidade em 2010 também superam a verba reservada para construção, ampliação e reformas de CEUs e escolas de ensino fundamental.
Segundo a proposta de Orçamento enviada pelo prefeito à Câmara Municipal na semana passada, o dinheiro reservado para a propaganda no ano que vem é 31% superior aos cerca de R$ 80 milhões que devem ser gastos neste ano na área.
Trata-se de um recorde no que se refere a despesas com publicidade oficial na cidade.
A decisão de aumentar a verba da área segue uma tendência da gestão Kassab. Neste ano, mesmo diante do congelamento de recursos nos últimos meses sob a justificativa de que é preciso ter cautela diante da crise econômica mundial, o prefeito não parou de aumentar a verba para a comunicação.
Kassab começou 2009 com R$ 31 milhões no Orçamento para propaganda oficial. Depois de sucessivos aportes, a área chegou aos atuais R$ 80 milhões. O aumento em relação à previsão inicial de gastos, portanto, foi da ordem de 158%.
A ex-prefeita petista Marta Suplicy (2001-2004) gastou em toda sua gestão cerca de R$ 200 milhões com propaganda, em valores corrigidos pela inflação. O ano em que mais utilizou verbas na área foi o de 2003, quando desembolsou R$ 58 milhões, também em valores corrigidos.
A gestão Kassab diz, por meio de nota, que investe a verba de publicidade “na divulgação de programas de interesse da população”.
Uma das últimas campanhas da prefeitura abordou a criação das AMAs Especialidades, clínicas onde a população pode ser atendida por médicos especialistas. O prefeito gastou R$ 3,3 milhões com a propaganda. Apesar de os anúncios exaltarem a “criação” de Kassab, o cronograma de construção dessas AMAs está atrasado.
Na campanha de 2008, quando disputou a reeleição, o prefeito prometeu colocar em funcionamento ao menos 30 clínicas do gênero até o início deste ano. Até agora, entregou sete.
A crise do lixo, desencadeada após Kassab decidir cortar verbas para a varrição de ruas sob a mesma justificativa de que era preciso economizar por causa da crise econômica, também deve acabar em propaganda.
No início do mês passado, quando o prefeito virou alvo de críticas e se viu obrigado a recuar da decisão de reduzir a varrição das ruas, ele afirmou que está em seus planos lançar uma grande campanha ambiental, a fim de orientar a população sobre a destinação do lixo produzido no município.

http://4.bp.blogspot.com/_yijt8GXoKLA/SQCeUxA6A5I/AAAAAAAAAUg/elPq6xqAENs/s400/0829049.jpg

outro lado

Verba atenderá interesse público, diz prefeitura

DA REPORTAGEM LOCAL

A assessoria do prefeito Gilberto Kassab (DEM) afirmou que os gastos com publicidade atendem a interesse público. “São Paulo investe a verba de publicidade na divulgação de programas de interesse da população, com campanhas educativas, informativas, de prestação de serviços e de prestação de contas”, diz a nota oficial.
Segundo o texto, “o valor indicado na proposta orçamentária será investido para divulgar temas como as campanhas de vacinação, o funcionamento dos equipamentos de saúde e de educação, campanhas de prevenção contra dengue e outras enfermidades, e programas como a Nota Fiscal Eletrônica, que é um importante avanço na redução da carga tributária individual e também um instrumento de reforço de receitas”.
A nota oficial conclui dizendo que os gastos com propaganda poderão ser acompanhados por meio do site “De Olho Nas Contas”, que pode ser acessado por meio da página da Prefeitura de São Paulo na internet (www.prefeitura.sp.gov.br).
Nas entrevistas, Kassab defende seus gastos com propaganda sempre dizendo que eles são “necessários para informar a população”. Ele também costuma afirmar que as campanhas publicitárias de sua administração não visam promovê-lo pessoalmente, com objetivos eleitorais.
“As pessoas às vezes associam campanhas educativas, publicidade de um órgão público, como se fosse promoção das administrações. Não é. Verbas de publicidade são muito importantes”, afirmou Kassab, em entrevista no mês passado.

03/10/2009 - 13:39h Kassab: mais grana em propaganda e menos nas subprefeituras

Kassab terá R$ 105 milhões para publicidade

http://www.diogosalles.com.br/images/eleicao08_kassabinho.jpg


No ano eleitoral, a gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM) terá R$ 105 milhões para publicidade, valor recorde destinado à área e 32,7% maior que os R$ 79 milhões já empenhados neste ano. A Comunicação foi um dos únicos setores com aumento no Orçamento para 2010, acima dos 2% da reposição inflacionária. O prefeito defende os gastos como “prestação de serviços” em campanhas de saúde e de combate às enchentes.

O valor para cada uma das 31 subprefeituras foi reduzido, em média, em 30%. O maior aumento no Orçamento ocorreu na habitação: 166,7%. Kassab disse que só comentará o Orçamento quando a Câmara publicá-lo no Diário Oficial da Cidade.

Orçamento proposto por Kassab reduz verba das subprefeituras

Recursos são 40% menores em relação ao projeto do prefeito para 2009

DO “AGORA” e FOLHA SP

As subprefeituras terão um corte de 40% no Orçamento proposto pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM) para 2010, em comparação com o projeto enviado à Câmara Municipal no ano passado. A iniciativa é vista no meio político como uma tentativa de concentração de poder pela administração.
Entre as 31 subprefeituras, a da Sé (região central) e a de M’Boi Mirim (zona sul) serão as mais afetadas pela redução de R$ 468 milhões proposta pelo Executivo. Ambas terão pouco menos da metade do que foi apresentado em 2008.
A que menos sofreu redução foi a de Guaianases (zona leste) -mesmo assim, terá quase um terço a menos do que foi oferecido por Kassab para este ano.
De forma geral, as subprefeituras são responsáveis por serviços como poda de árvores, conservação de jardins e áreas públicas e limpeza de bueiros. O fato de estarem mais próximas da população do que o próprio prefeito é visto como motivo para que tivessem mais força do que a que dispõem hoje.
“Desempenhar apenas a função de zeladoria é um reflexo da centralização. Hoje, [as subprefeituras] são menos do que as antigas administrações regionais”, diz o vereador Antonio Donato (PT), vice-presidente da Comissão de Finanças da Câmara.
Relator da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), o vereador Milton Leite (DEM) afirma que precisa examinar a proposta de Kassab. “Não pode ser visto só por um aspecto. Se mudou o responsável da despesa, por exemplo, então não há corte.”
Subprefeita da Lapa (zona oeste), Soninha Francine (PPS) disse já ter passado apuros com o contigenciamento feito neste ano. O corte previsto para 2010 (34%) preocupa.
“Tem um forte impacto na vida das pessoas. Estamos sem capacidade alguma de investimento. É legítimo mostrar que se precisa e tem capacidade para executar os recursos”, diz.

29/09/2009 - 09:20h Intolerante, Serra se queixa do resultado de sua própria propaganda

Qual foi a reação de José Serra as críticas de Gabriel Chalita, o vereador mais votado de SP, e a sua saída do PSDB?
“Não estou nem aí”, foi a ríspida resposta do candidato-governador.

Conhecido por não tolerar críticas, perseguir jornalistas e desprezar sindicatos, a resposta do governador é típica dos que não aceitam nenhuma contestação.

Não deve surpreender, por isso, que hoje o jornal Valor publique duas cartas de tucano-leitores, penas emprestadas para refletir a alma de José Serra:

Isolado

“Sempre rigoroso na reconstituição dos fatos políticos, o Valor lembra na matéria ‘Alckmin se isola’ (28/09 página A6), que ele dividiu sistematicamente o PSDB paulista e nacional. Em 2004, tentou impedir a candidatura de Serra à Prefeitura, impondo um candidato praticamente desconhecido, e não levou. Em 2006, com Serra à frente de todas as pesquisas, impôs sua própria candidatura à Presidência, levou, mas perdeu as eleições por falta de coerência e de liderança. Em 2008, tentou romper a aliança Serra/Kassab, vitoriosa na prefeitura, levou no partido, mas não chegou ao segundo turno. É o chamado oportunismo sem resultado. Agora, isolado, ele tem a alternativa de ficar e dividir o partido, ou seguir a trilha de seu herdeiro político, o Chalita – porta da rua, serventia da casa.”

Wanderlei Fonseca

Fonseca@uol.com.br

“O Geraldo Alckmin é tão pretensioso e arrivista que faria um enorme favor ao PSDB saindo do partido como seu pupilo Chalita.”

José de Arimatéia Silva Pereira

josearimateiasp@gmail.com

Não é por acaso que muitos no PSDB, a boca pequena, acusam Serra de desagregador e antípoda de alguém como Lula, bem-humorado e unificador.

Esse traço voltou a se manifestar ontem e está nos jornais hoje.

Durante uma inauguração, o candidato-governador partiu para o ataque contra Lula e Marta, proclamando que suas grandes realizações não são divulgadas, contrastando com o exagero petista.

O Estadão, que reproduz a fala de Serra, esqueceu de confrontá-lo com os fatos, o que a Folha sim fez.

Segundo Serra: “Na prefeitura e no Estado é muito difícil levantar aquilo que está sendo feito. Tem um fenômeno psicológico qualquer que o pessoal resiste teimosamente em contar o que está fazendo”. Como se alguém aqui ignorasse a massiva propaganda de Estado e Prefeitura diariamente nos canais de TV e rádios, verdadeiro “conto” das fantasias serristas.

Mas como sempre Serra é traido pelo seu inconsciente. É realmente muito difícil “levantar aquilo” em matéria de corredores de ônibus, por exemplo. Em 7 anos de Serra-Kassab a prefeitura não construiu nenhum novo corredor e o Celso Garcia ainda nem saiu do papel. Difícil de saber, por exemplo, que contrariamente a imensa propaganda, Kassab não aportou R$ 1 bilhão para expandir o metrô. Muito difícil, ainda, descobrir quantos piscinões foram construidos para combater as enchentes na cidade, 1 em 7 anos (Marta fez 7 em 4 anos e com menos da metade do dinheiro que Kassab tem no orçamento).

“Não se trata de inventar” disse Serra, sem arrancar gargalhadas da platéia tucana bem comportada. Basta comparar a propaganda do metrô na TV e a via-crúcis quotidiana de seus usuários para morrer de rir. Para não falar nas obras da marginal apresentadas na TV como grande preocupação ambiental e ecológica do governo estadual.

Mas basta confrontar a palavra do governador com as cifras da publicidade dele, como faz a Folha para escancarar o cinismo do candidato-governador tucano. Nunca antes na história do Estado de São Paulo um governador gastou tanto em publicidade. A única rubrica que não foi nem cortada, nem congelada pelo seu pupilo Kassab.

Como fazem políticos exagerados, nunca antes desde o descobrimento gastou-se tanto em publicidade para preencher tamanho vácuo de realizações. LF

A seguir os artigos da Folha e do Estadão

Oposição terá batalha dura em 2010, diz Serra

DA REPORTAGEM LOCAL FOLHA SP

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), afirmou ontem à noite que a oposição ao governo Lula deve se preparar para uma “batalha dura” em 2010. “Não será uma batalha tranquila, vai ser uma batalha dura, difícil, mas nós vamos enfrentá-la”, disse Serra, sem, no entanto, assumir que é pré-candidato à Presidência.
O tucano participou do evento de filiação ao PSDB do ex-prefeito de São Bernardo do Campo (SP), William Dib, que deixou o PSB -uma espécie de “troco” pela ida do vereador paulistano Gabriel Chalita para o partido de Ciro Gomes.
Mais cedo, ao discursar na entrega de uma escola técnica em Heliópolis, Serra disse que precisa melhorar ainda mais a divulgação de suas ações. Neste ano, a verba para publicidade oficial do Estado cresceu 43% em relação ao ano passado.
“Antigamente, tinha muito discurso e pouca ação. Hoje, talvez a gente tenha pouco discurso e muita ação”, disse, após enumerar obras para a região.
No mês passado, conforme a Folha revelou, o governo Serra iniciou a distribuição de um “boletim mensal” para 52 municípios no Estado divulgando obras e projetos da administração estadual. São 2,3 milhões de exemplares, ao custo anual de R$ 8,2 milhões. A verba publicitária de Serra neste ano é de R$ 227 milhões.
“Acho que tem que intensificar a divulgação. Não se trata de inventar nada. É dizer aquilo que está sendo feito”, disse.
Serra aproveitou para fazer críticas indiretas aos seus ex-adversários petistas, sem citar nomes. Primeiro, foi a ex-prefeita Marta Suplicy, sua adversária em 2004. “Quando fui eleito, achei que Heliópolis era um canteiro de obras, pelo que falava na propaganda. Quando cheguei aqui, não tinha nada”.
Antes disso, brincou fazendo plágio dos discursos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Como diriam os políticos exagerados: “[vamos] fazer tantas quantas foram feitas desde a época do Descobrimento [risos]“, disse, ao citar a ordem de dobrar de 26 para 52 o número de escolas técnicas do Estado.

***

Serra faz crítica indireta a Lula

Governador referiu-se ao presidente como ‘político exagerado’ durante evento na capital paulista

Silvia Amorim – O Estado SP

Ao entregar a 40ª escola técnica da sua gestão com evento em uma das maiores favelas de São Paulo, o governador José Serra (PSDB) referiu-se indiretamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um “político exagerado”. A crítica, velada, foi feita enquanto o tucano comentava o plano de expansão de faculdades de tecnologias no Estado. “Quando o (Geraldo) Alckmin foi governador tinham nove Fatecs, ele deixou 26. Eu propus dobrar para 52. Como diriam políticos exagerados, fazer tantas quantas foram feitas desde a época do descobrimento”, disse o governador ontem, arrancando risos do público.

A expressão “nunca antes desde o descobrimento do Brasil” é usada com frequência por Lula para exaltar suas realizações. “Nunca, desde o descobrimento do Brasil, se fez tanto pelo Nordeste brasileiro como no meu governo”, afirmou o presidente numa dessas ocasiões.

Em entrevista, Serra não negou nem confirmou que estivesse falando de Lula. “Não, especificamente. Mais de um político falou isso”, desconversou.

Provável candidato do PSDB à Presidência, Serra mostrou preocupação com a divulgação das ações do governo. Ele cobrou de sua equipe – estendendo o recado à Prefeitura de São Paulo – mais publicidade das obras no Estado. “Na prefeitura e no Estado é muito difícil levantar aquilo que está sendo feito. Tem um fenômeno psicológico qualquer que o pessoal resiste teimosamente em contar o que está fazendo”, ironizou.

“O córrego do Sacomã eu não sabia que havia sido canalizado. Tem que intensificar a divulgação. Não se trata de inventar. É dizer aquilo que está sendo feito para que as pessoas saibam”, prosseguiu. Serra estava acompanhado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), e o secretário estadual de Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, na inauguração em Heliópolis – escolas técnicas são vitrines do governo tucano.

A avaliação do tucanato é de que o PSDB ficou muito atrás do PT na divulgação de ações. O próprio Serra já manifestou em público o reconhecimento de que os adversários são melhores na hora de capitalizar politicamente suas realizações.

“Quando fui eleito prefeito, achei que Heliópolis era um canteiro de obras pelo que se falava na propaganda. Cheguei aqui e não tinha nada. Agora, não vou exagerar dizendo que é um canteiro de obras, mas mudou bastante”, cutucou Serra, referindo-se à gestão da petista Marta Suplicy na prefeitura paulistana. “Antigamente tinha muito discurso e pouca ação. Hoje talvez a gente tenha pouco discurso e muita ação”, emendou.

Serra pediu a uma líder comunitária que leve famílias para conhecer a obra. “Cleide, vale a pena trazer o povo de Heliópolis para ver a escola. Não apenas os estudantes, mas as famílias, mesmo quem tenha filho pequeno. Seria muito interessante.”

Ele reagiu a declarações do deputado e pré-candidato do PSB à Presidência, Ciro Gomes (CE). “Comigo não tem risco, porque não entro no baixo nível”, disse Serra. “Isso toma tempo e tenho mais o que fazer, que é trabalhar para corresponder a expectativa da população.”

Na sexta-feira, Ciro, em discurso a sindicalistas em São Paulo, disse que o governador era “feio para caramba, mais na alma que no rosto”. E, depois, acusou Serra de ter “atitude destrutiva” com rivais. “A conduta dele é feia, de não enfrentar o adversário com linguagem civilizada. No meu caso é uma coisa terrível, até minha conta-salário ele conseguiu que um juiz de São Paulo bloqueasse.” O deputado foi condenado a pagar indenização de cem salários mínimos por ter chamado Serra de “candidato dos grandes negócios e negociatas”. Ambos são inimigos declarados.

Serra adotou o mesmo tom de desprezo ao se referir ao vereador Gabriel Chalita, que se desligou do PSDB e oficializa hoje a filiação ao partido de Ciro. No sábado, em entrevista ao Estado, Chalita criticou a gestão Serra na educação, área que o vereador chefiou no governo Geraldo Alckmin, e apontou o tucano como responsável por sua saída do PSDB. “Não estou nem aí”, disse Serra, a respeito das críticas.

23/09/2009 - 12:30h Uma leitura indispensável

Editorial Jornal da Tarde

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17/09/2009 - 13:12h Corte de Kassab: Coleta seletiva vai ser suspensa

Enquanto Kassab preferiu fazer cortes em atividades de responsabilidade da Secretaria de Serviços, os gastos com publicidade cresceram. Até 30 de junho foram R$ 44,1 milhões. A previsão até o fim do ano é que sejam despendidos para publicidade R$ 78 milhões. O valor é 134% superior ao do ano passado.

http://colunas.epoca.globo.com/files/657/2008/10/kassab_blog.gif

Ecourbis, que atende as zonas sul e leste, diz que medida é ‘adequação orçamentária’

Cristiane Bomfim – Jornal da Tarde

cristiane.bomfim@grupoestado.com.br

Com o corte de 10% nos contratos de coleta de lixo anunciado pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM), a Ecourbis, uma das duas empresas responsáveis pelo serviço na cidade de São Paulo, afirma que suspenderá a coleta seletiva do lixo a partir de segunda-feira. O presidente da Ecourbis, Ricardo Acar, diz ainda que, para se adequar às restrições orçamentárias impostas pela Prefeitura, terá de reduzir em 10% a coleta porta a porta das residências e hospitais.

“Ainda tenho esperança que o prefeito reavalie a questão porque o corte trará um imenso prejuízo à cidade. Mas se isso não acontecer, teremos de encerrar a coleta seletiva, além de cortar em 10% a domiciliar”, diz Acar. O empresário reafirma que a Prefeitura terá de definir qual região da cidade ficará sem coleta. A Ecourbis é responsável por recolher lixo em 45 bairros das zonas leste e sul. Nos demais distritos, o lixo é recolhido pela empresa Loga, que não quis comentar o corte no valor do contrato.

Enquanto Kassab preferiu fazer cortes em atividades de responsabilidade da Secretaria de Serviços, os gastos com publicidade cresceram. Até 30 de junho foram R$ 44,1 milhões. A previsão até o fim do ano é que sejam despendidos para publicidade R$ 78 milhões. O valor é 134% superior ao do ano passado.

Segundo a Ecourbis, a coleta seletiva representa 2% das 6 mil toneladas de lixo recolhidas por dia. “É um porcentual pequeno, mas representa 20 caminhões e 20 equipes trabalhando noite e dia.”

Caso isso ocorra, as cooperativas de catadores devem ser as mais prejudicadas. Isso porque, segundo dados da Prefeitura, parte do material que passa pela triagem é recolhido pelas empresas. Durante 2008, as concessionárias foram responsáveis por 61% das 40.919 toneladas coletadas.

José Alberto Nascimento Chagas, presidente da CooperMyre, na Vila Sabará, zona sul, afirma que, com o fim da coleta seletiva feita pela Ecourbis, a renda dos 44 trabalhadores que cuidam da triagem dos materiais deve encolher. Na média, cada um recebe R$ 900 por mês. “Em agosto, das 224 toneladas de material que passou por aqui, 134 vieram da Ecourbis. Dependemos dessa coleta.”

Na Coopercaps, na Capela do Socorro, a situação é diferente. “O fim da coleta seletiva por parte da Ecourbis não irá nos prejudicar. Temos parcerias com condomínios e empresas que entregam os materiais reciclados”, explica o presidente, Telines Júnior.

O primeiro corte na área de limpeza anunciado pela gestão Kassab ocorreu em agosto. A redução de 20% nos contratos com as cinco empresas responsáveis pela varrição de vias e calçadas representou 3.274 demissões, segundo o Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana. Antes disso, a cidade contava com quase 9 mil garis. A Prefeitura diz que a queda na arrecadação de impostos este ano foi decisiva para a redução no orçamento.

12/09/2009 - 13:40h Kassab usa dinheiro dos precatórios e esporte, para fazer propaganda

Mais R$ 2,5 mi para publicidade

http://www.estadao.com.br/fotos/2607kassab.jpgJornal da Tarde

Em meio à crise nos serviços de varrição causada pelo corte de uma verba de R$ 53 milhões que seria repassada às cinco empresas que fazem o serviço, o prefeito Gilberto Kassab remanejou ontem mais R$ 2,5 milhões para publicidade. A verba foi transferida de eventos esportivos e do pagamentos de precatórios. Até dezembro, o governo tem a previsão de gastar R$ 80 milhões em publicações de interesse do Município.

O montante de publicidade em 2009 é 110,5% maior que o gasto de R$ 39 milhões do ano passado, quando Kassab foi reeleito, e 142% maior que a estimativa feita na peça orçamentária para 2009 enviada à Câmara.

Kassab defendeu as despesas. “Foi um erro prever só R$ 20 milhões (em publicidade), e não se pode confundir publicidade com campanhas educativas”, argumentou. A estimativa correta no Orçamento foi de R$ 32,2 milhões. Até o fim de agosto, porém, o prefeito havia empenhado R$ 69,2 milhões.

O prefeito disse que vai desenvolver novas campanhas educativas de combate às enchentes. “Precisamos fazer alertas para as pessoas colocarem o lixo na rua somente momentos antes de o caminhão passar.” Só no primeiro semestre, Kassab gastou R$ 4,43 milhões a mais do que o total de 2008. Em 2009, o gasto com publicidade será recorde, superando 2007 (R$ 66,9 milhões).

09/09/2009 - 11:40h Kassab congela R$ 644 milhões da Saúde

Bruno Ribeiro do Agora

A Prefeitura de São Paulo congelou R$ 644,4 milhões na Secretaria Municipal da Saúde previstos para ser gastos no primeiro semestre deste ano. O congelamento no Orçamento atinge setores como a manutenção dos atendimentos de emergência dos hospitais, o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), o Programa Saúde da Família e a Vigilância em Saúde –que cumpre políticas preventivas, como o combate à dengue e à gripe suína.

O congelamento é admitido em um relatório da Secretaria Municipal da Saúde enviado à Câmara Municipal. O texto diz que a prefeitura empenhou (reservou para ser gasto), até o final de junho, 54% do Orçamento do ano todo da pasta, mas só liquidou (gastou) 37% dessa verba.

Os números contradizem declarações do prefeito Gilberto Kassab (DEM), que afirmou mais de uma vez que a saúde pública era uma das áreas prioritárias e que não teria gastos reduzidos neste ano. Culpando a queda de arrecadação trazida pela crise econômica, a prefeitura fez cortes em algumas áreas. Na varrição de ruas, por exemplo, a redução foi de 22%.

Com os recursos que deixaram de ser gastos, a prefeitura poderia construir cerca de 600 UBSs (Unidades Básicas de Saúde) na cidade ou ainda os três hospitais que o prefeito prometeu (um na Vila Brasilândia, na zona norte, um em Parelheiros, na zona sul, e um terceiro na zona leste) e operá-los por cinco anos. As obras desses hospitais ainda não começaram. Com esse recurso, o Programa Saúde da Família, que atende cerca de 4 milhões de pessoas, funcionaria por quase um ano e meio.

Propaganda
Na contramão do congelamento, a propaganda da Secretaria da Saúde custariaR$ 2 milhões no ano, segundo o Orçamento. A prefeitura reviu os gastos e aumentou o recurso para R$ 17 milhões. Até o fim de junho, reservou R$ 12 milhões dessa verba e já gastou R$ 1,7 milhão –quase a previsão original para 2009.

29/08/2009 - 13:26h Relógios de Kassab estão parados

http://www.hispanosnet.com/gif_animados/relojes/relojes-36.gif

Adiada a licitação dos relógios de rua

Diego Zanchetta e Rodrigo Brancatelli – O Estado SP

Após sofrer mais de 50 questionamentos em audiência pública realizada na terça-feira, a licitação da Prefeitura de São Paulo para a concessão de mil relógios digitais de rua foi suspensa ontem por tempo indeterminado. Advogados de empresas questionaram principalmente dois pontos da concorrência: o fato de uma concessão pública ser feita sem a autorização prévia de um projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal, como aponta a legislação federal, e a exigência para que a concorrente também apresente um modelo de desenho para o aparelho que simbolize São Paulo.

O desenho exigido para o relógio foi considerada de “caráter subjetivo”. Do jeito como foi apresentado pela Emurb, cada interessado deverá propor o próprio protótipo durante a licitação. Empresários do setor dizem que, se o governo não definir previamente, por concurso público, o design dos relógios, a escolha dos modelos poderá ser colocada sob suspeição por um possível direcionamento. O objetivo do governo é criar um relógio temático com a cidade – em Natal, por exemplo, alguns relógios são em formato de caju, fruta típica do Estado.

A previsão da exploração do serviço por um único lote ao vencedor também causou polêmica. Parte dos interessados defendeu a criação de um comitê técnico para acompanhar todo o processo. Eles querem saber o peso exato que os itens “funcionalidade” e “design” terão nas escolhas das empresas.

A Empresa Municipal de Urbanização (Emurb) confirmou o adiamento no fim da tarde, por meio de nota publicada no site do governo municipal. Com previsão de render R$ 122 milhões aos cofres públicos, a concessão de 16 anos custaria para as empresas cerca de R$ 750 mensais de contrapartida ao Município por cada equipamento. Serão 850 até 2001 e outros 150 de reserva técnica para a ampliação da cobertura em novas vias.

28/08/2009 - 09:58h Kassab gastará R$ 5 milhões para expor projetos

Folha de S. Paulo – Agora

A Prefeitura de São Paulo vai gastar cerca de R$ 5 milhões para expor projetos urbanos, principalmente o Cidade Limpa, na Expo 2010, que será realizada em Xangai, na China. O prefeito Gilberto Kassab (DEM) apresentou ontem o projeto de participação da cidade no evento.

Ele disse que a ideia é que o custo –parcial ou total– da empreitada seja bancado pela iniciativa privada. Mas afirmou que já reservou dinheiro do Orçamento para o projeto, para o caso de não conseguir parceiros interessados.

A Expo 2010 será de maio a outubro do ano que vem. O prefeito também confirmou a intenção de lançar a candidatura de São Paulo para ser sede da Expo 2020. A World Expo –ou exposição mundial– é o terceiro maior evento do mundo em movimento de negócios –perdendo apenas para a Copa do Mundo e para as Olimpíadas.

A cidade de Xangai espera receber cerca de 70 milhões de turistas para a exposição. São Paulo terá um espaço de 400 m² no pavilhão dedicado a boas práticas urbanas.

26/08/2009 - 09:25h Relógios de Kassab com hora marcada

Empresas pedem modelo de relógio

Interessadas em explorar publicidade querem que Prefeitura defina o design dos relógios de rua

http://www.casanocampodacabral.blogger.com.br/Relogio%20salvador%20dali.JPG

LUÍSA ALCALDE, Jornal da Tarde

luisa.alcalde@grupoestado.com.br

O novo desenho dos relógios que marcam as horas e a temperatura nos canteiros das principais avenidas da capital foi motivo de discórdia ontem durante a audiência pública que discutiu as regras do edital que abrirá licitação para a exploração publicitária do serviço.

Trata-se da primeira autorização de exploração comercial da mídia externa na paisagem urbana desde que a Lei Cidade Limpa baniu os anúncios das ruas. O prazo de concessão é de 16 anos. O valor da exploração é de R$ 200 milhões. A Prefeitura vai permitir que as empresas, tanto nacionais como estrangeiras, se associem em consórcios. Serão 850 pontos.

Do jeito como foi apresentado ontem pela Prefeitura, cada interessado deverá propor seu próprio protótipo durante a licitação. Empresários do setor dizem que se a Prefeitura não definir previamente, por concurso público, o design dos relógios, a escolha dos modelos será subjetiva e colocará sob suspeição o processo por um possível direcionamento.

A previsão da exploração do serviço por um único lote a ser empregue ao vencedor também causou polêmica. Por esses motivos, os interessados defenderam a criação de um comitê técnico para acompanhar todo o processo. Eles querem saber o peso exato que os itens funcionalidade e design terão nas escolhas das empresas.

O assessor do Sindicato das Empresas de Publicidade Externa do Estado de São Paulo, Gustavo Haik, afirma que a escolha do modelo será baseada na subjetividade estética. “Podem gostar desse ou daquele simplesmente por acharem esse ou aquele mais bonito. Vamos receber notas por achismo. E isso pode fazer as empresas perderem pontos”, disse. “Se soubermos o modelo que a Prefeitura quer, o critério fica sendo apenas o preço”, afirmou.

Da mesma forma pensa o presidente da entidade, Luiz Fernando Rodovalho. “Desse jeito, as condições dos participantes não são iguais. Qual o melhor, o meu ou o seu?”, questiona ele. Segundo ele, existe um parecer do Tribunal de Contas do Município (TCM) que veta licitações por concepção.

A diretora de Paisagem Urbana da Empresa Municipal de Urbanização (Emurb), Regina Monteiro, diz que o novo desenho do relógio terá de valorizar a paisagem, além de incorporar tecnologia (leia ao lado). “O relógio é o serviço. A publicidade vai viabilizar isso.”

14/08/2009 - 13:01h Kassab gasta em propaganda mais do que corta em varrição

Gastos com limpeza terão corte de 20%, mas previsão é investir em publicidade 134% a mais do que o previsto no Orçamento

Prefeito diz que foi preciso ampliar despesas com propaganda para divulgar campanhas informativas nas áreas de saúde e de educação

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DA REPORTAGEM LOCAL – FOLHA SP

A Prefeitura de São Paulo já gastou mais em propaganda neste ano do que o valor que será cortado dos serviços de varrição de ruas e retirada de entulhos. Conforme a Folha revelou ontem, a administração Gilberto Kassab (DEM) vai cortar 20% dos gastos com varrição e coleta de entulho -redução de R$ 58,4 milhões na despesa com os serviços.

Até o início deste mês a gestão já havia empenhado R$ 69,5 milhões para propaganda.

No total, Kassab prevê gastar R$ 78,8 milhões com publicidade até o fim do ano, 134% mais do que o valor previsto no Orçamento para 2009 e 98,5% acima do gasto do ano passado, quando o prefeito foi reeleito.

Questionado ontem pela manhã, Kassab defendeu o corte de gastos com limpeza e as despesas com publicidade.

Segundo ele, a prioridade da gestão é manter os investimentos nas áreas de saúde e educação e garantir os subsídios às empresas de ônibus para não aumentar a tarifa neste ano.

O prefeito disse que o município deve arrecadar R$ 24 bilhões neste ano, 1% menos que no ano passado já descontada a inflação.

Com isso, disse o prefeito, foi necessário fazer uma série de cortes, mas que não afetarão a qualidade dos serviços. “Nós vamos ter rigor na fiscalização em todas as áreas, também na varrição, e vamos preservar a qualidade do serviço.”

Sobre as despesas com publicidade, Kassab disse que foi necessário para divulgar os serviços da prefeitura. Ele citou campanhas das áreas de saúde e educação, como a orientação à população sobre a gripe suína. “É equivocado fazer essa análise de que aumentou a publicidade. É vinculado à prestação de serviços.”

Demissões

Apesar de o prefeito afirmar que a qualidade dos serviços será mantida mesmo com os cortes, o presidente do sindicato das empresas de limpeza urbana, Ariovaldo Caodaglio, diz que a redução de 20% nos gastos com a varrição terá reflexos. “Os preços pagos pela varrição, no nosso entendimento, nem cobrem os custos”, disse ele, que diz serão “inevitáveis” as demissões no setor.
O corte no serviço de limpeza urbana ocorre às vésperas da temporada de chuvas.

O líder do PT na Câmara, João Antonio, disse que a prefeitura fez um orçamento inflado para abrigar todas as “promessas eleitoreiras”. “O governo vem com essa desculpa da crise internacional quando na verdade a Prefeitura de São Paulo arrecadou mais 5,45% no primeiro semestre deste ano em comparação a 2008.”

PT e governo usam critérios diferentes para apurar se houve queda ou crescimento da receita. Por isso as informações são divergentes.

(EVANDRO SPINELLI)

09/08/2009 - 19:36h Lei antifumo: Cartaz do filme “Coco antes de Chanel” em São Paulo perde o cigarro e ganha uma caneta

Coco Chanel, a estilista francesa, fumava como uma locomotiva. Ela era inseparável de seu cigarro, como Bogart ou Jacques Tati e Shelock Holmes, do cachimbo.

O anuncio do filme sobre a estilista comporta o cigarro na mão da personagem.

Mais em alguns países está proibido incitar ao fumo na publicidade.

Em Portugal e outros países tiraram o cigarro das mãos da Coco. Já em São Paulo, como constatei hoje no cinema Belas Artes (assisti com meu filho ao excelente Os falsários, a ver absolutamente), colocaram no lugar do cigarro uma caneta. Coco Chanel virou escritora.

Na França a mesma tentativa provocou um enorme protesto e finalmente o cartaz de Coco com o cigarro foi autorizado.

Mas lá deve ser que não defendem com tanto celo a saúde dos cidadãos, como faz o Big Brother aqui. LF

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Veja o cartaz com a caneta, no cinema Belas Artes

La cigarette est à Coco Chanel ce que la pipe est à Jacques Tati : un trait essentiel de leur image. Pourtant, sur les murs de France, l’une fume, l’autre pas. Audrey Tautou, l’actrice qui incarne la couturière dans le film d’Anne Fontaine, tient ostensiblement une cigarette à la main. Le créateur de Mon oncle roule en Solex avec, entre les dents, un moulin à vent jaune au lieu de sa bouffarde.

La censure est dans ce cas souterraine : Métrobus, l’afficheur qui gère les espaces de la RATP (mais aussi ceux de la SNCF), a estimé que la pipe de M. Hulot contrevenait à la loi Evin de 1991, qui interdit “toute publicité, directe ou indirecte” pour le tabac et l’alcool. Dans le même mouvement, la veille du lancement de la première vague d’affiches de Coco avant Chanel, Métrobus a fait part de son refus au distributeur du film, Warner France, de prendre ce visuel.

La Cinémathèque et la Warner ont réagi de manière différente. La première a décidé de modifier les 2 000 affiches annonçant l’exposition, qui dure jusqu’au 2 août. La Warner a préféré se passer du métro et des bus, qui “ne représentaient qu’une petite partie de notre campagne”, explique Olivier Snanoudj, directeur général adjoint de cette major. Ce dernier a travaillé avec les afficheurs qui acceptaient le visuel avec cigarette, comme Decaux, qui gère à Paris la publicité sur le mobilier urbain, les Abribus et les colonnes Morris.

La Cinémathèque défend la modification de son affiche – le moulin à la place de la pipe. Dans un communiqué du 21 avril, Serge Toubiana et Costa Gavras, directeur général et président, expliquent que le refus de Métrobus est intervenu trop tard pour élaborer une nouvelle affiche : “Macha Makeïeff, scénographe et commissaire de l’exposition, et ayant droit de l’oeuvre de Jacques Tati avec Jérôme Deschamps au sein de la société Les films de Mon Oncle, a proposé avec notre accord la meilleure idée possible (…), faisant ainsi en sorte que la lettre de la loi soit respectée, mais surtout que tout le monde prenne conscience de la substitution et deson absurdi té.”

MALRAUX TRONQUÉ

Olivier Snanoudj évoque de son côté le “zèle remarquable” de Métrobus dans l’application de la loi. L’ancien ministre socialiste de la santé, Claude Evin, à l’initiative du texte, trouve lui-même qu’il s’agit d’une application abusive, contre-productive et “ridicule”, du texte, un avis que partage son successeur, Roselyne Bachelot.

La Société des réalisateurs français et le Syndicat de la critique de cinéma, tout en dénonçant “un révisionnisme insupportable”, placent le débat sur un autre terrain : celui du droit d’auteur. Ces organismes estiment que la photo corrigée de Tati est une “infraction prévue dans le code de la propriété intellectuelle”. Ils ont demandé, lundi 20 avril, à la RATP et à la SNCF de refaire les affiches de l’exposition “en respectant l’image originelle, telle que l’a voulue l’auteur Jacques Tati”, donc avec la pipe, et de lancer une campagne d’affichage à leurs frais.

Le problème de droit d’auteur s’était déjà posé, en 1996, quand la Poste avait émis un timbre représentant André Malraux à partir d’une photo de Gisèle Freund, montrant l’écrivain et homme politique la mèche au vent, une cigarette aux lèvres. La Poste avait gommé la cigarette et, de ce fait, bafoué le droit d’auteur de Gisèle Freund.

Les deux photos de Tati – avec pipe ou moulin à vent – mériteraient de figurer dans l’exposition “Controverses”, qui réunit à la Bibliothèque nationale de France (site Richelieu) des images qui ont fait scandale ou polémique. On y trouve un portrait de Jean-Paul Sartre, qui avait servi d’affiche à une exposition que la BNF avait consacrée en 2005 au penseur de l’existentialisme. Ce dernier, sur l’image, avait un mégot de Boyard entre les doigts. Sur l’affiche, la cigarette n’y était plus. Beau joueur, la BNF a intégré ce visuel dans “Controverses”, sans oublier de rappeler la polémique qui l’avait accompagnée, aussi forte à l’époque que pour Tati aujourd’hui.
Michel Guerrin et Thomas Sotinel

08/08/2009 - 13:21h Apoio rápido no gatilho

A Folha não precisa maiores esclarecimentos para manifestar rapidamente seu apoio a licitação de Kassab sobre mobília urbana. Dá como moeda corrente a afirmação da Emurb que a manutenção dos abrigos implicará em nenhum retorno aos cofres municipais pela concessão da publicidade. Não precisa saber se isto é verdade ou não, nem qual é a prática em outros países sobre o mesmo assunto.

O negócio é bom para a empresa que ganhar, mas para a prefeitura? Os abrigos já existem, pelo menos na área que mais publicidade ira receber, o centro expandido. A licitação prevê um novo modelo de abrigo a ser construído pela empresa ganhadora? aparentemente não. Ela ira vender o espaço publicitário e abocanhar lucro sem nenhum investimento prévio, utilizando os abrigos já existentes e construídos pela prefeitura? Ou a prefeitura utilizará o critério da outorga que é usado para as estradas em São Paulo?

Como essas, têm inúmeras peguntas que o editorial da Folha não faz, dedicado a apoiar o retorno da publicidade nesses abrigos.

Indiscutivelmente dobrar o número de relógios permitirá um extraordinário ganho de pontualidade dos cidadãos, permitindo que deixemos os nossos relógios de pulso, em casa; mas é uma contrapartida suficiente para quem ira explorar publicitariamente? ou a prefeitura deveria receber uma parte da receita publicitária?

Porem, em 15 de setembro 2007 a Folha informava do projeto de Kassab em estes termos:
“Funcionará assim: a empresa instala os abrigos de ônibus ou os relógios nos pontos predefinidos e vende anúncios nesses locais. Para poder explorar essa publicidade, terá de pagar um valor à prefeitura. Ganhará a licitação a empresa que oferecer o maior valor para “comprar” o direito de explorar o serviço.
O governo estima que possa arrecadar até R$ 150 milhões por ano com a concessão do serviço. Antes da Lei Cidade Limpa, por conta da poluição visual, a receita seria de, no máximo, R$ 40 milhões, disseram técnicos da prefeitura.
Kassab afirmou que o dinheiro será usado para começar a enterrar fios e cabos.

Contratos
Hoje, os abrigos de ônibus e os relógios têm propaganda. Os contratos são anteriores à Lei Cidade Limpa.
São 1.250 abrigos de ônibus, cujo contrato vence em 30 de setembro, e 350 relógios com hora e temperatura e contrato até 31 de dezembro.
A prefeitura arrecada cerca de R$ 140 mil por mês com os dois contratos, ou R$ 1,68 milhão por ano, pouco mais de 1% do que o governo pretende receber com a nova licitação.
Será permitida propaganda em pelo menos 8.000 abrigos de ônibus, que devem ser instalados pela própria empresa que vencer a licitação. Hoje, a prefeitura recebe R$ 0,60 para cada abrigo com publicidade, um pagamento simbólico, equivalente a R$ 750 por mês.”
(FSP 15/09/2007).

Agora resulta que “a prefeitura não receberá quase nada -a vantagem é que deixará de gastar” (editorial FSP, hoje ver mais embaixo).

A Folha é rápida no apoio e silenciosa nas interrogações. LF

http://www.prefeitura.sp.gov.br/portal/upload/DSC_4845_1190305609.JPGhttp://www.prefeitura.sp.gov.br/portal/upload/DSC_4883_1190305818.JPG

Editoriais

editoriais@uol.com.br

Abrigos e relógios

O PREFEITO de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), decidiu permitir a publicidade em abrigos de pontos de ônibus, além de triplicar o número de relógios de rua, onde as propagandas já são permitidas. A possibilidade de anúncios nos pontos já estava prevista quando a Lei Cidade Limpa entrou em vigor, há dois anos e meio. Agora, parte do chamado mobiliário urbano começa a ganhar peças publicitárias, que deverão custear sua renovação e manutenção.
Desde que bem conduzido, o projeto oferece vantagens à cidade. Não retrocede no ganho contra a poluição visual, promove uma fonte de recursos para o erário e se compromete com a conservação de um item importante para a boa qualidade do transporte público municipal, que é o oferecimento de abrigos de ônibus bem conservados.
No caso dos relógios de rua, cuja licitação para exploração será aberta hoje com uma consulta pública, a ideia é passar dos atuais 320 em toda a cidade para cerca de 850 equipamentos em até dois anos. Outros 150 ficarão em reserva técnica para novas avenidas ou ampliação da cobertura, a critério da prefeitura. Os relógios passarão a ter câmeras de vídeo conectadas com a Polícia Militar, a Guarda Civil Metropolitana e a Companhia de Engenharia de Tráfego.
A licitação para os abrigos de ônibus deve ser aberta até o próximo mês. A depredação inutiliza 15% dessas instalações todo ano. A estimativa dos técnicos da Emurb (Empresa Municipal de Urbanização), que gerencia o projeto, é que a prefeitura não receberá quase nada -a vantagem é que deixará de gastar. Os contratos devem render R$ 2,4 bilhões, pagos em sua maioria com abrigos e relógios.
É de esperar que o projeto resulte em melhorias palpáveis para os cidadãos com a instalação de equipamentos de qualidade.

07/08/2009 - 16:28h Exploração publicitária e Cidade limpa

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Blog Toda Mídia – Nelson de Sá

Exploração publicitária

Na semana em que José Serra tomou a Globo, de Jô Soares ao “SPTV”, para faturar a proibição do cigarro em São Paulo, Gilberto Kassab surge na Folha e “libera a propaganda em 9.800 locais da cidade”:

Dois anos e meio após a lei Cidade Limpa, o prefeito decidiu liberar propaganda em pontos de ônibus. Resolveu também triplicar o número de relógios de rua. A licitação para a exploração publicitária nos relógios será aberta amanhã. A dos abrigos de ônibus, até o mês que vem. No total serão 1.000 relógios e 8.800 abrigos. Quando houve a restrição à publicidade, São Paulo tinha 8.000 outdoors cadastrados e 7.000 irregulares, segundo estimativa da prefeitura. As empresas que vencerem as concorrências poderão explorar a publicidade por 16 anos nos relógios e 20 anos nos abrigos.

Entre as empresas no setor, a espanhola Cemusa, a francesa JC Decaux e a americana Clear Channel. E agora a brasileira Maior, criada recentemente em São Paulo também para atuar em “mídia exterior”.

Cidade limpa

Segundo o site Propaganda & Marketing, “com o decreto do prefeito Gilberto Kassab (DEM) publicado ontem, a Emurb já pode publicar o edital de licitação” para as mil unidades de relógios de rua da “nova fase” a serem espalhadas por São Paulo. Diz a presidente da estatal municipal:

Se o edital contemplar publicidade, acredito que consórcios de empresas de mídia exterior vão querer participar. Caso não, empresas de tecnologia vão entrar na disputa, pelo que indica o volume de consultas que a Emurb vem recebendo.

E acrescenta o site:

Atualmente a remuneração desses ícones é gerada por venda de publicidade sob gestão da Publicrono, negócio no qual, segundo fontes, tem o apoio da francesa JC Decaux, uma das principais ao lado da espanhola Cemusa e da americana Clear Channel.

Escrito por Nelson de Sá

07/08/2009 - 12:20h Kassab gasta mais com publicidade

No 1.º semestre, verba já superou recursos de 2008;Prefeitura congelou R$ 3 bilhões do orçamento deste ano

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Diego Zanchetta – O Estado SP

O corte de R$ 3 bilhões no Orçamento de 2009 feito pela gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM) não atingiu a publicidade oficial do governo. No primeiro semestre, a administração gastou R$ 4,43 milhões a mais do que o total de 2008, ano eleitoral no qual o prefeito disputou e conseguiu a reeleição. Até o dia 30 de junho, foram consumidos R$ 44,1 milhões, e a previsão é de que até o fim do ano sejam aplicados, com a transferência de valores do superávit financeiro, R$ 78,4 milhões – 134% a mais que os R$ 39,7 milhões do ano passado.

Os dados sobre os gastos com publicidade foram enviados no dia 2 de julho pelo secretário municipal de Governo, Clóvis Carvalho, à Comissão de Finanças da Câmara Municipal. Com base nos números, vereadores de oposição acusam o governo de reduzir gastos em setores responsáveis pela manutenção da cidade e de não cortar verbas destinadas à propaganda. Em quatro anos e meio, a gestão José Serra/Kassab já gastou R$ 205,3 milhões em publicidade. O recorde de gastos ocorreu em 2007, quando foram aplicados R$ 66,9 milhões. No seu último ano, em 2004, a ex-prefeita Marta Suplicy (PT) gastou R$ 39 milhões.

Desde 2008, as agências que fazem a publicidade da Prefeitura são a Lua Branca e a Nova SB Comunicação, ambas responsáveis por campanhas realizadas desde 2006 pelo PSDB. “Só espero que o prefeito faça as obras antienchente neste ano. Fica claro para o cidadão, que não se cansa de ver o mato alto e os buracos nas ruas, que o corte no Orçamento atingiu a cidade. Só que a publicidade, ao contrário, teve aumento de gastos”, critica o vereador Antonio Donato (PT), integrante da Comissão de Finanças do Legislativo.

Por causa da crise financeira, o prefeito reduziu de R$ 27,5 bilhões para R$ 24,5 bilhões a estimativa das verbas que vão entrar nos cofres da Prefeitura neste ano. A manutenção realizada pelas 31 subprefeituras e a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb) já foi atingida pelo corte. Em comparação com os primeiros semestres de 2009 e 2008, a queda na execução orçamentária de obras de manutenção das subprefeituras foi de R$ 114,5 milhões para R$ 93,8 milhões, valores que não incluem as despesas com pagamento de funcionários. Nessa verba entram nove rubricas com gastos de manutenção como, por exemplo, a pavimentação de vias e obras de combate à erosão e melhorias de bairros.

Na Siurb, também houve queda do total empenhado para o primeiro semestre de 2009, na comparação com igual período de 2008.

‘PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS’

Foram empenhados até o final de junho deste ano R$ 181,4 milhões; no ano passado, o empenho totalizou R$ 277 milhões no período. Os dados comparativos são da Comissão de Finanças, com base no NovoSeo (sistema de execução orçamentária online). O prefeito afirma, porém, que o congelamento não atingiu os investimentos nas áreas de saúde e educação.

A Prefeitura afirma que a publicidade tem caráter de “prestação de serviços”. O fato de não ter sido atingida pelo corte teria ocorrido principalmente em razão de campanhas das áreas de saúde e finanças, como o parcelamento de dívidas, a prevenção contra a nova gripe e o combate à dengue. “A Prefeitura tem obrigação de dar publicidade a importantes serviços colocados à disposição do cidadão e também de orientar a população sobre campanhas de alta relevância”, informou, em nota.

07/08/2009 - 11:56h Gestão Kassab libera a propaganda em 9.800 locais da cidade

A licitação dos abrigos de ônibus não deve render nada em dinheiro para a prefeitura? Será que é assim em outro países? Em Paris, por exemplo?
Vai ser um único lote para uma única empresa? Ou vários lotes para várias empresas? O mobiliário urbano será implantado onde a publicidade tem seu “filé-mignon” ou em toda a cidade? As empresas construirão em contrapartida banheiros públicos e outros equipamentos de interesse social? quantos? nenhúm? Em quanto tempo o total dos abrigos devera ser construído? 20 anos? A empresa poderá construir nos primeiros 5 anos, por exemplo, os abrigos na Fária Lima, 9 de julho, Rebouças, marginais e nos últimos 5 anos em Cidade Tiradentes e Capela do Socorro? Da receitas da publicidade nada será revertido para o município?

Como a mídia por enquanto não questiona nada e só reproduz as informações de Kassab, vamos contribuir para que o debate sério e responsável acompanhe está questão estratégica para o urbanismo da cidade. LF

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Dois anos e meio após o início da Lei Cidade Limpa, empresas poderão fazer publicidade em abrigos de ônibus e relógios de rua

Empresas que vencerem as concorrências terão direito de explorar a publicidade em regime de concessão; contratos são de R$ 2,4 bi

EVANDRO SPINELLI – FOLHA SP

DA REPORTAGEM LOCAL

Dois anos e meio após o início da Lei Cidade Limpa, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), decidiu liberar propaganda em abrigos para pontos de ônibus. Resolveu também triplicar o número de relógios de rua, onde hoje já é permitido haver publicidade.
A licitação para a exploração publicitária nos relógios será aberta amanhã com uma consulta pública. A dos abrigos, até o mês que vem.
No total serão até 1.000 relógios e 8.800 abrigos de ônibus. Quando houve a restrição à publicidade, São Paulo tinha cerca de 8.000 outdoors cadastrados e outros 7.000 irregulares, segundo estimativas da prefeitura, além da propaganda em 320 relógios de rua e 1.350 abrigos em pontos de ônibus.
As empresas que vencerem as concorrências poderão explorar a publicidade em regime de concessão (por 16 anos no caso dos relógios e, provavelmente, 20 anos no dos abrigos).
Com as licitações, a prefeitura espera arrecadar ao menos R$ 2,4 bilhões durante a vigência dos contratos, sendo que a maior parte desse valor será paga em equipamentos (novos abrigos de ônibus e relógios). Em dinheiro mesmo, a administração deve obter cerca de R$ 122 milhões.
A receita da prefeitura com impostos dos outdoors era de cerca de R$ 3 milhões por ano.

Exceção
A Lei Cidade Limpa já previa que a única exceção à propaganda nas ruas seria no chamado mobiliário urbano. Mas até então Kassab admitia apenas manter a propaganda nos relógios. Quanto aos abrigos de ônibus, ele dizia não estar convencido, pois poderia haver a volta da poluição visual.
A prefeitura diz que técnicos da Emurb (Empresa Municipal de Urbanização), que vai gerenciar o projeto, fizeram simulações em computador sobre como ficarão os locais de maior incidência de propaganda. E concluiu-se que o impacto visual não será grande.
O problema agora é fechar a equação financeira do contrato. No caso dos relógios, a questão está resolvida: serão 850 relógios em até dois anos (incluindo a substituição dos atuais 320) e outros 150 ficarão em uma reserva técnica para o caso de serem abertas novas avenidas ou caso haja necessidade de ampliar a cobertura em outros locais, sempre a critério da prefeitura.
Para cada relógio instalado a empresa pagará no mínimo R$ 750 por mês ao município.

Abrigos

No caso dos abrigos, o cálculo é mais complicado. Apesar de serem mais equipamentos, o custo de instalação, manutenção e operação é mais alto, principalmente por causa da depredação, atualmente em 15% ao ano. Ou seja, além dos mais de R$ 500 milhões com a instalação dos novos abrigos, a empresa gastará três vezes isso, ao longo do contrato, para repor as peças destruídas. Os relógios, por exemplo, têm índice de depredação perto de zero.
Assim, técnicos da Emurb estimam que a licitação dos abrigos de ônibus não deve render nada em dinheiro para a prefeitura. Em compensação, o governo não teria de gastar para instalar os equipamentos, além de “ganhar” a manutenção.

20/07/2009 - 20:26h A publicidade pornográfica de Sprite

Publicidade pornográfica de bebida, autorizadas na Alemanha, proibidas na França, abrem debate sobre os limites da criação e a imagem da mulher e do sexo que elas transmitem. A beber com moderação.

Sprite se lance dans la pub porno

Par Publigeekaire

PubligeekaireTout d’abord, un petit Disclaimer : les pubs ci-après sont NSFW (Not Safe For Work, surtout la première) = à ne regarder que si vous êtes seul et pas facilement choqué, ou avec un entourage qui ne risque pas de vous regarder comme un pervers.

spriteporno

Voici donc deux vidéos pour la marque Sprite qui sont en train de se propager sur le réseau à une vitesse hallucinante, et ce pour une raison simple : elles sont annoncées comme ayant été bannies des écrans télévisés allemands parce qu’elle étaient sexuellement trop explicites. Et on le croit aisément quand on visionne les images.

Pourtant, même si je connais mal la législation publicitaire de ce pays, j’émets un doute sur le fait qu’un annonceur ou qu’une agence aient vraiment pensé qu’ils allaient réussir à diffuser ça en TV. Si c’est le cas, les deux sont irresponsables.

Mais une autre piste serait de se dire qu’ils n’ont en fait qu’une envie, c’est de faire du viral. Et quel meilleur support pour cela que de proposer aux internautes des vidéos inédites (car pseudo interdites) et carrément obscènes (tout en n’étant pas du vrai porno) ?

Ce qui est sûr, c’est que personne ne semble en savoir beaucoup sur leur provenance, mais que tout le monde s’empresse d’en parler. (Voir les vidéos)

Après visionnage, deux réflexions :On dit souvent que le sexe fait vendre, mais à ce niveau de lubricité, ne fait-il pas aussi mal à l’image de la marque ?
Quid de l’image de la femme ? Ils croient qu’ils ne vendent du Sprite qu’à des mecs ?

J’avoue que je ne comprends pas trop ce que veut faire Sprite à l’international. La dernière fois, ils jouaient sur le registre des Kamikazes, et ici, ils partent dans le porno. Toc toc, où est la stratégie ?

08/06/2009 - 11:12h ”Butiques de planejamento” buscam mudança de conceitos

Pequenos escritórios focados em inovação ganham espaço na área de marketing das empresas

 

Marili Ribeiro – O Estado SP

 


Para entender um tipo de prestação de serviço que ganha espaço na área de marketing das empresas – oferecido por espécies de “butiques de planejamento”, contratadas por projeto -, é preciso aceitar que cresce a necessidade de novas ideias sob medida para fazer as mensagens publicitárias chegarem ao consumidor. É uma situação provocada principalmente pelo excesso de informações e conteúdos da era digital.

Se, por um lado, as estruturas conhecidas das agências de propaganda tendem a oferecer pacotes que envolvam os anunciantes em várias atividades de suas redes de serviços, por outro, os pequenos escritórios focados em inovação, com operação enxuta, abrem espaço propondo ações exclusivas.

“Há bem pouco tempo, tudo era diferente no mundo das marcas. O ritmo era mais lento na vida do consumidor e ele era apenas um receptor de mensagens. Trabalhar com marcas era mais simples: a gente estudava o ?target?, entendia quais necessidades poderia preencher e criava uma estratégia de posicionamento, benefícios e valores que iria durar por um período e dar origem a uma campanha publicitária nos meios tradicionais”, diz a publicitária Mariane Maciel, da equipe da agência CO.R, criada nesses novos padrões pela profissional da área de planejamento Rita Almeida.

A CO.R não faz anúncios, eventos ou qualquer outra peça de comunicação tradicional. Desenvolve propostas a partir do cruzamento de informações levantadas em pesquisas e estudos do universo do cliente, sugerindo um caminho inovador.

A trilha escolhida por Rita para vender seu trabalho não difere da opção apresentada ao mercado por outras duas planejadoras com mais de 20 anos de estrada, Denise Bayeux e Cecília Novaes. Ao começarem a empresa Arte da Marca, resolveram oferecer projetos personalizados de pesquisa e arquitetura de marca. “Percebemos que havia demanda para interpretar o negócio do cliente e achar necessidades que pudessem inspirar suas campanhas de comunicação com o mercado”, diz Cecília.

Um exemplo que ela gosta de contar sobre a atividade de planejamento, que ganhou relevância dentro das agências há pouco mais de dez anos, é o trabalho do qual participou para tornar a marca de amaciante de roupas Mon Bijoux uma concorrente efetiva da líder Comfort.

“As pesquisas indicavam que os atributos de produto eram iguais entre ambos, mas o Comfort oferecia uma promessa de maciez que impregnou o inconsciente do consumidor”, lembra Cecília. “Durante o processo de avaliação, levantamos que o perfume era um canal inexplorado na categoria. Partimos então para uma campanha cujo jingle pegou: me aperta, me cheira, me chama de Mon Bijoux. A disputa das marcas se equilibrou, o que parecia impossível.”

Com o consumidor sendo bombardeado por propostas em diferentes meios e que se renovam em um ritmo acelerado, surgiu uma nova demanda para os profissionais que se dedicam à gestão de marcas. “É preciso construir uma estratégia, mas logo em seguida atualizá-la, reformá-la e, às vezes, desconstruí-la para inovar em seguida. Para falar a verdade, todo mundo ainda está aprendendo a operar assim”, diz Mariane, da CO.R.

A dona da empresa Rita, que passou por agências renomadas como AlmapBBDO, Loducca e Talent, enxergou a oportunidade de negócio e, em dois anos de existência, a CO.R já realizou 60 projetos. “A proposta é partir do zero para poder renovar os conceitos existentes e a forma com que a empresa se relacionar com os seus consumidores”, diz Rita.

Foi assim que surgiram projetos como, por exemplo, achar a melhor forma de processar a transição da marca de telefonia BrT para a Oi, nas regiões Sul e Centro-Oeste. Depois de dois meses viajando pelas áreas onde a mudança de marca se daria, a CO.R levantou os valores que precisariam ser mantidos, assim como detectou as cinco cidades que, pela forte influência que exercem, poderiam abrir as portas de toda a região para a marca Oi, que comprou a BrT.

FRASES

Rita Almeida
Dona da CO.R

“A proposta é partir do zero para poder renovar os conceitos existentes e a forma com que a empresa se relaciona com seus consumidores”

Cecília Almeida
Sócia da Arte da Marca

“Percebemos que havia demanda para interpretar o negócio do cliente e achar necessidades que pudessem inspirar suas campanhas de comunicação”

08/06/2009 - 10:42h 56ª edição do Festival Internacional de Publicidade de Cannes

AlmapBBDO e DM9DDB lideram inscrições

Marili Ribeiro – O Estado SP

As agências brasileiras que mais inscreveram peças nas disputas da 56ª edição do Festival Internacional de Publicidade de Cannes, que acontece entre 20 e 27 de junho na costa francesa, foram AlmapBBDO e DM9DDB, com 155 trabalhos cada uma. Elas se inspiraram na boa safra de prêmios em outros eventos do meio publicitário, que antecedem Cannes – o maior e mais badalado festival do gênero -, e não arrefeceram o ânimo mesmo com a crise global, garantindo suas habituais participações.

O acompanhamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo a partir de 2001, desde que assumiu a representação oficial do Festival no Brasil, mostra ainda a permanência do País entre os três maiores participantes, atrás apenas dos EUA e da Alemanha. Nesse mesmo período, a Índia cresceu em presença e agora já surge em quinto lugar no total de inscrições. Fora isso, entre os dez mais estão Inglaterra, Espanha, Canadá, Austrália, França e Japão.

Do Brasil, há 150 empresas na competição. Como ocorreu com outros países, aqui também houve queda do total de peças inscritas em função da retração econômica. Foram 1.519 trabalhos, 38% menos do que em 2008. Serão 11 júris selecionando o que melhor se produziu em comunicação no último ano.

Este ano, três anunciantes se inscreveram diretamente na organização do festival. O Sport Club Corinthians Paulista que concorre com um trabalho na categoria que escolhe as melhores ações promocionais. A Secretaria de Relações Públicas do Senado Federal e a TV Globo inscreveram ações em uma categoria nova que julgará trabalhos de comunicação corporativa ou Relações Públicas. O Brasil surpreende e lidera em âmbito mundial a categoria Design, com 15% dos trabalhos concorrentes.

26/05/2009 - 10:00h Kassab ganha destaque na capa da Folha

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