14/09/2008 - 18:51h Tucanos brigam com tucanos

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Depois de publicar o post anterior é que percebi o título escolhido pela Folha. Os “cabos eleitorais” para a Folha são de “Alckmin”. Já o quinta-coluna do PSDB que faz campanha para o DEM é, para a Folha, “tucano”.

A nota mostra tudo. A traição de alguns tucanos ao candidato escolhido pelo próprio partido. A raiva dos apoiadores de Alckmin e a intolerância com tamanha “traição” (Oue, oue, não era o PT que não convivia bem com divergências?). A pretensão de Kassab de usurpar o PSDB, como duplo representante da quinta-coluna e do DEM, possível pelo apoio que ele tem e que todos sabem de quem!

O “tucano”, a Folha escolhe, lapsus linguae significante.

10/09/2008 - 12:58h Alckmistas pedem expulsão de aliados de Kassab

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Para presidente do PSDB paulistano, permanência de kassabistas no partido é “insustentável”

Ana Paula Scinocca e Gabriel Manzano Filho - O Estado de São Paulo

Irritados com os tucanos que estão apoiando a reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM) em prejuízo do candidato do próprio partido, aliados de Geraldo Alckmin defenderam a expulsão dos dissidentes. Houve até veto à presença de vereadores que apóiam a campanha de Kassab, bem como de tucanos que integram sua administração (entre eles Walter Feldmann e Alexandre Schneider), no jantar marcado para as 20 horas de hoje, no Jockey Club. O evento já tem confirmada a presença do governador José Serra e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

A amigos, o presidente do PSDB paulistano, José Henrique Reis Lobo - que é secretário do governo Serra -, reconheceu ser “insustentável” a permanência dos aliados de Kassab no partido.

A temperatura da crise no partido começou a aumentar no fim de semana, depois que pesquisa do Datafolha revelou empate técnico entre Alckmin e Kassab. Um dia depois, reunião com cerca de 150 tucanos em um hotel na Liberdade revelou um clima ainda pior.

Revoltados com a trajetória de queda nas pesquisas e com a ida ao segundo turno ameaçada pelo empate com Kassab, tucanos pediram “as cabeças” dos dissidentes. Lobo fez um discurso irritado. A aproximação entre tucanos puro-sangue e kassabistas já havia sido descartada anteriormente.

Ontem, procurado pela reportagem, o presidente do PSDB paulistano limitou-se a dizer que os tucanos pró-Kassab “na verdade se auto-exilaram do partido”. Dos 12 vereadores do PSDB, apenas 5 têm apoiado a candidatura de Alckmin. Todos os outros estão com Kassab. No jantar de hoje, são esperadas cerca de 400 pessoas. Os convites estão sendo vendidos a R$ 1.000.

A crise no PSDB começou a ser desenhada ainda na pré-campanha, quando Serra defendeu a candidatura de Kassab em sinal de “lealdade” a seu ex-vice. Liderados por Alckmin, tucanos bateram o pé e exigiram que o PSDB tivesse candidato próprio, em vez de apoiar a reeleição do prefeito.

KASSAB

Embalado pelo crescimento nas mais recentes pesquisas, o prefeito evitou ontem comentar a crise no PSDB e a ameaça de expulsão dos tucanos que o apóiam. “Minha preocupação é cuidar da minha campanha e administrar a cidade. E pretendo continuar com essa conduta, sem me preocupar com o que acontece na campanha dos adversários”, disse à noite, depois de participar do lançamento do livro Cidades Nota Dez, de Rubens Figueiredo, na Livraria Cultura.

Kassab se disse “gratificado” pelas pesquisas que dão “quase 80%” de aprovação à sua administração - na verdade, os índices de ótimo e bom de sua gestão se encontram em torno de 45%. E alfinetou os tucanos: “Isso me dá orgulho e acontece graças à excelente equipe e ao governador José Serra, parceiro de nossa administração.”

10/09/2008 - 12:21h Presente de grego

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Tudo indica que a candidatura Alckmin foi vítima da armadilha montada pela quinta-coluna de Kassab no PSDB. As declarações do responsável do marketing eleitoral, trocado ontem, não deixam dúvidas (ver entrevista de Lucas Pacheco embaixo).

Venderam para Alckmin a idéia que Kassab ficaria atacando Marta para fazer linha auxiliar dele e que depois bastaria recolher os frutos da “habilidosa” combinação. Devem ter dito que Kassab só estava interessado em sair com um bom resultado e depois compor para continuar pesando no plano municipal. A condição era Alckmin ficar falando de generalidades e aguardar o segundo turno.

Ao mesmo tempo a turma que sabia, agia abertamente fazendo campanha em favor de Kassab. As contribuições chegavam devagar e a Folha era alimentada permanentemente de fofocas e acusações visando a desmoralizar a campanha do tucano. Kassab, por sua vez, confiscava a figura do atual governador e se travestia de tucano: o falso bico de oro era fornecido pelo seu padrinho e as penas pretas pela quinta-coluna tucana.

Alckmin pensou que o cavalo era um gesto de amizade. Os que saem do seu ventre não pretendem deixar nenhum ferido entre os partidários do ex-governador. LF

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Publicitário deixa campanha de Alckmin e ataca serristas

Lucas Pacheco culpa tucanos ligados ao governador por problemas no programa

Marqueteiro diz que “lobos em pele de cordeiro” fizeram orquestração para espremer Alckmin; “não dá para fazer campanha autista”, afirma

Marlene Bergamo - 15.ago.08/Folha Imagem

FORA Lucas Pacheco, ex-marqueteiro de Alckmin, que está em empate técnico com Kassab no Datafolha

RENATA LO PRETE - FOLHA SP
EDITORA DO PAINEL

O marqueteiro Lucas Pacheco está fora da campanha de Geraldo Alckmin, que disputa a Prefeitura de São Paulo pelo PSDB. Em entrevista à Folha, ele culpou os tucanos ligados a José Serra pelas dificuldades enfrentadas pela campanha.
Pacheco, que será substituído por Raul Cruz Lima, critica sobretudo os “lobos em pele de cordeiro” -referência velada a José Henrique Reis Lobo, presidente do PSDB municipal e secretário do governador.

FOLHA - O que deu errado?
LUCAS PACHECO
- Desde o princípio entendi que o Geraldo corria em faixa própria. Costumava dizer que estávamos na Castelo Branco. À direita, o prefeito, contando com a simpatia da máquina estadual. À esquerda, a candidata do PT, também numa faixa muito bem pavimentada. Para nós sobrou o canteiro central: a grama. Eu dizia que o Geraldo era o candidato off-road.

FOLHA - E por que não funcionou?
PACHECO
- Nossa estratégia se baseava em quatro pontos. Primeiro: o Geraldo colocar o dedo na ferida, apontar os graves problemas que a cidade tem. Porque isso aqui não é “Alice no País das Maravilhas”. Segundo: apresentar propostas viáveis, criativas. Terceiro: resgatar a obra do Geraldo. Afinal, ele estava um pouco esquecido. Mostrar o que ele já fez, aliado a todos os atributos positivos e à baixa rejeição que ele tem. Quarto -e mais importante: resolver a equação política.

FOLHA - Que equação?
PACHECO
- Essa situação de você ter duas candidaturas disputando a mesma fatia do mercado eleitoral. O PSDB alckmista e o PSDB kassabista.

FOLHA - Mas isso não é um dado de realidade, uma vez que o partido está na prefeitura e, ao mesmo tempo, Alckmin resolveu disputar a eleição?
PACHECO
- O que sustenta uma campanha é o pilar político. Há um segundo pilar, que envolve mobilização, organização, recursos, e um terceiro, que é a comunicação. Mas o fundamental é o pilar político.

FOLHA - Qual foi a linha decidida antes de o programa de TV estrear?
PACHECO
- O primeiro programa foi para o ar em 20 de agosto. Reapresentava o Geraldo ao eleitor. No segundo programa, dois dias depois, começamos a executar a estratégia de colocar o dedo na ferida. Dos problemas da saúde, da educação. O Tobias da Vai-Vai cantava um samba quase fúnebre que dizia que faltam mais de cem mil vagas nas escolas e nas creches. No dia seguinte, um sábado, o mundo tucano-kassabista, ligado ao governo do Estado, caiu sobre a cabeça do candidato. Começou uma pressão insuportável. Diziam que estávamos batendo na gestão do Serra na prefeitura. Estávamos mostrando os problemas. Não dá para fazer campanha autista.

FOLHA - Quem fazia a pressão?
PACHECO
- Os lobos em pele de cordeiro. Que se diziam porta-vozes da insatisfação do Serra. Fizeram uma orquestração para acuar o candidato. Tentar espremê-lo. Assim como tentaram, primeiro, inviabilizar a candidatura, trabalharam depois para tornar seu discurso inviável. Se ele não puder apontar os problemas, vai dizer o quê? Não é o prefeito. Não foi prefeito. É um ex-governador que acredita ter uma missão. E eu acredito que ele tem. Mas não deixaram ele falar. Quero deixar registrado que, no meio de todo esse processo, ele teve dois leões ao lado dele: o Edson Aparecido [coordenador-geral da campanha] e o Julio Semeguini [deputado federal muito próximo a Alckmin].

FOLHA - “Lobos em pele de cordeiro” é referência a José Henrique Reis Lobo, secretário do governo Serra e presidente do PSDB municipal?
PACHECO
- É uma referência a todos os que diziam ao candidato que ele deveria esquecer o Kassab e falar apenas da Marta, que ele podia acreditar que estava muito próximo o dia em que o PSDB ia chegar junto. O PSDB que ele não tem. Foram muitos acenos. Diziam que ele teria apoio explícito, e não apenas gravado em fita. Mas diziam apenas para acalmá-lo e para convencê-lo a não falar da gestão Kassab.

FOLHA - O sr. se refere ao vídeo com declaração de José Serra que lhe foi entregue para ser incluído no primeiro programa de TV?
PACHECO
- O que eu posso dizer é que essas pessoas falavam em nome dele.

FOLHA - O que o sr. achou da declaração gravada por Serra?
PACHECO
- Correta. De homem de partido. Nada além disso.

FOLHA - O candidato cedeu?
PACHECO
- Ele foi convencido de que a mudança poderia contribuir para unir o partido em torno dele. Mas isso nunca aconteceu. Não era isso o que queriam. Eles queriam que o Geraldo fosse desidratado.

FOLHA - Como ficou o programa?
PACHECO
- Tivemos que fazê-lo apenas em cima de atributos e propostas. Isso, numa cidade que se divide entre o voto no PT e o voto anti-PT, é mortal. A classe média que vota no PSDB e que vive na Manhattan paulistana, que nunca foi à Brasilândia, a Itaquera, nunca viu uma AMA nem uma UBS, começou a assistir àquele festival de maravilhas [no programa de Kassab] e a achar que está tudo ótimo. Mudar pra quê? É mudança ou continuidade? Eu acho que o Geraldo tem de ser o candidato da mudança. E ficou impossível dizer isso na TV.

FOLHA - Como o sr. responde ao que dizem que a propaganda de Alckmin é tecnicamente ruim?
PACHECO
- Não temos os recursos das outras duas campanhas, feitas, aliás, por dois profissionais por quem tenho o maior respeito [João Santana, de Marta Suplicy, e Luiz Gonzalez, de Kassab]. E temos menos tempo. Tinha de adotar uma estética mais próxima da vida das pessoas que sofrem. Mas os lobos em pele de cordeiro conseguiram contaminar o noticiário com a versão de que havia crise de formato, não de conteúdo. Vi coisas nesta campanha que fariam o malufismo corar.

FOLHA - Por exemplo?
PACHECO
- As acusações de compra de delegados [por kassabistas] antes da convenção do PSDB. Isso na cidade mais avançada do país.

FOLHA - O sr. está fora?
PACHECO
- Decidi sair depois de conversar com o Geraldo e com o Edson, para o bem do candidato. Quando você insiste numa tese, passa a atrapalhar o processo. Mas ponho a maior fé na campanha, no Raul Cruz Lima, que vai assumir, e na vitória. Depois de três meses, estou louco para ver meus netos.

08/09/2008 - 17:25h Pintou limpeza no jantar tucano: quinta-coluna não entra… será?

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Kassab e Natalini, a direita de José Serra, não são bem-vindos ao jantar tucano. Natalini é vereador do PSDB

PSDB barra tucanos-kassabistas em jantar de Alckmin com Serra

THIAGO FARIA - colaboração para a Folha Online

Organizado para representar a união do partido em torno da candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) para a Prefeitura de São Paulo, o jantar que acontece na próxima quarta-feira (10) não deve contar com a presença de tucanos aliados ao prefeito Gilberto Kassab (DEM). Segundo a campanha tucana, vereadores do partido que não aderiram a campanha de Alckmin não serão convidados.

A idéia do diretório municipal, que organiza o evento, é reunir pela primeira vez na campanha o governador José Serra (PSDB) com Alckmin. Além de caciques tucanos, o jantar também deve contar com lideranças locais. Antes da convenção tucana, o próprio Serra foi um dos defensores do apoio do partido à reeleição de Kassab.

O presidente municipal do PSDB, José Henrique Reis Lobo, incumbiu uma equipe formada por membros do diretório municipal para vender os convites, que saem a R$1.000 por pessoa. Ao todo, o partido pretende reunir 300 pessoas no jantar.

Lobo nega que haja alguma orientação específica para não convidar a ala kassabista do partido, mas admite que eles devem mesmo ficar de fora. “Não queremos constrangê-los convidando para participar de um evento do candidato que eles não apóiam”, disse Lobo.

No domingo, Alckmin resolveu abandonar o discurso de que o PSDB está unido em torno de sua candidatura e criticou seus colegas de partido que apóiam Kassab na disputa. “Acho que essas pessoas não têm compromisso nem com o povo nem com o partido. Têm compromisso com os cargos e com o governo. O PSDB que eu defendo é outro”, disse o ex-governador.

Gilberto Natalini (PSDB), um dos vereadores que se recusam a fazer campanha para Alckmin, evitou criticar o ex-governador, mas não gostou do tom da declaração. “Achei que a colocação dele foi fora de hora. Fora de propósito”, afirmou Natalini, que confirmou não ter sido convidado para o jantar de Alckmin com Serra.

08/09/2008 - 14:22h Alckmin ataca quinta-coluna de Kassab no PSDB

O candidato tucano acabou dasabafando.

Não é para menos.

Ver seu adversário do DEM travestido de tucano, “roubando” seu principal cabo eleitoral, o governador Serra e além do que, ter que suportar os tucanos comandados por Walter Feldman fazendo campanha aberta pelo prefeito, mexeria com qualquer um.

A convenção do PSDB escolheu por ampla maioria apresentar Geraldo Alckmin como candidato a prefeito. A convenção tucana rejeitou a idéia de apoiar o candidato do DEM e optou pelo candidato próprio. Eis que Kassab cresce no eleitorado tucano se apresentando como tal e invoca o governador como testemunha. É a turma de Kassab no PSDB abertamente faz campanha pelo adversário de Alckmin. Geraldo deve sentir-se apunhalado pelas costas. Não é para menos. LF

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