06/10/2008 - 07:49h O PT foi o grande vencedor das eleições para prefeito das capitais

PT faz seis capitais no primeiro turno

PSDB, PMDB e PSB elegem dois prefeitos cada e DEM fica fora do segundo turno em Salvador

estrela_sobe3.jpg

João Domingos - O Estado de São Paulo

O PT foi o grande vencedor das eleições para prefeito das capitais. Ganhou em seis delas no primeiro turno: Rio Branco, com Raimundo Angelim; Recife, com João da Costa; Vitória, com João Coser; Porto Velho, com Roberto Sobrinho; Fortaleza, com Luizianne Lins; e Palmas, com Raul Filho. Destes, somente João da Costa não foi reeleito - teve o apoio do atual prefeito, João Paulo.

PSDB, PMDB e PSB elegeram dois prefeitos cada. O PSDB reelegeu Beto Richa, em Curitiba, e Sílvio Mendes, em Teresina. O PMDB reelegeu Iris Rezende, em Goiânia, e Nelson Trad Filho, em Campo Grande.

O PSB reelegeu Ricardo Coutinho, em João Pessoa, e Iradilson Sampaio, em Boa Vista. Cícero Almeida se reelegeu em Maceió pelo PP. O PV venceu em Natal, com Micarla de Sousa. E o PC do B ganhou em Aracaju, com Edvaldo Nogueira.

Abertas as urnas, ficou demonstrado o que as pesquisas de opinião já indicavam: a vitória da continuidade das administrações. Até o prefeito de Manaus, Serafim Correa (PSB), que era apontado como grande zebra, conseguiu passar para o segundo turno, aproximando-se do favorito Amazonino Mendes (PTB).

Surpresa também em Belo Horizonte, onde as pesquisas chegaram a apontar a vitória de Márcio Lacerda (PSB) no primeiro turno. Ele é apoiado em conjunto pelo PT e pelo PSDB. Mas o peemedebista Leonardo Quintão, apoiado pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, passou ao segundo turno a apenas dois pontos de Lacerda.

Já em Salvador o deputado ACM Neto (DEM), que sempre figurou como favorito, acabou de fora. A eleição será decidida em segundo turno entre João Henrique (PMDB) e Walter Pinheiro (PT).

Depois de figurar por bom tempo em primeiro lugar, o senador Marcelo Crivella (PRB) acabou ficando de fora. Para o segundo turno no Rio foram Eduardo Paes (PMDB) e Fernando Gabeira (PV).

24/09/2008 - 17:13h IBOPE: Raul Filho (PT) lidera em Palmas (Tocantins)

estrela_sobe7.jpghttp://www.vitrinedotocantins.com.br/images/stories/0trio1.jpg

Ibope - Com 39%, petista abre dez pontos sobre Lelis (29%) e lidera acima da margem de erro; Nilmar tem 21%.

O prefeito licenciado Raul Filho (PT) venceria a disputa para a Prefeitura de Palmas se as eleições fossem hoje com 39% das intenções de voto. É o que revela a segunda rodada da pesquisa Ibope/TV Anhanguera. Na segunda colocação, com 29%, aparece o deputado estadual Marcelo Lelis (PV), seguido da deputada federal Nilmar Ruiz (DEM), com 21%. Pelo levantamento (com intervalo de confiança de 95%), o cenário aponta agora a liderança de Raul acima da margem de erro da pesquisa, que é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.

O levantamento, realizado entre os dias 19 e 21 de setembro com 504 eleitores, mostra agora o empresário Getúlio Vargas (PT do B) e o pedagogo Tasso Antônio (PMN) empatados em quarto lugar com 1% cada um. Pelo apurado, 7% dos entrevistados ainda estão indecisos; 2% pretendem anular o voto ou votar em branco; e 1% não respondeu.

Espontânea
Com 38% das intenções de voto, Raul Filho também lidera acima da margem de erro na consulta espontânea - aquela em que o entrevistado não é exposto à estimulação das cartelas com os nomes dos candidatos. Em segundo lugar, com 26%, novamente aparece Marcelo Lelis, seguido de Nilmar Ruiz (20%). Tasso Antônio obteve 1%, enquanto Getúlio Vargas não atingiu 1% das citações. Já o número de indecisos é de 12%, ao passo que 2% querem votar em branco ou anular o voto, enquanto 1% não quis responder.

Evolução

Em relação à primeira rodada do Ibope/TV Anhanguera, realizada entre os dias 2 e 4 de setembro, o candidato Raul Filho cresceu quatro pontos percentuais (tinha 35% na anterior). Já Marcelo Lelis oscilou positivamente dois pontos (tinha 27%), ao passo que Nilmar Ruiz oscilou negativamente um ponto (tinha 22%).

Ainda em relação à pesquisa anterior, Tasso Antônio se manteve estável (1%), enquanto Getúlio Vargas oscilou para cima, visto que não havia obtido 1% dos votos na anterior. Já o número de indecisos caiu quatro pontos (eram 11%), ao passo que o número daqueles que pretendem votar nulo ou em branco permaneceu estável (2%), o mesmo ocorrendo com aqueles que não quiseram responder (1%).

Favoritismo
Raul Filho será o próximo prefeito de Palmas para 57% (na anterior 35% pensavam assim), independentemente da intenção de voto dos entrevistados. Em segundo lugar na lista de favorito para vencer as eleições, aparece agora Marcelo Lelis com 19% (18% na anterior). Nilmar Ruiz é a terceira nesse quesito com 13% das citações (31% na anterior). Já Getúlio Vargas não atingiu 1% (não havia sido citado na anterior), ao passo que Tasso Antônio não foi citado (na atingiu 1% na anterior).

Veja a evolução da rejeição dos candidatosPalmas - De acordo com a segunda rodada do Ibope/TV Anhanguera, a candidata Nilmar Ruiz segue como a mais rejeitada, 35% (na anterior tinha 30%). Com os mesmos 26%, Raul Filho segue como o segundo mais rejeitado, só que agora empatado com Getúlio Vargas, que na anterior tinha 23%. Na seqüência, aparecem Tasso Antônio, 19% (tinha 17%); e Marcelo Lelis, 17% (tinha 15%).Já o número daqueles que não rejeitam ninguém é de 5% contra 4% da consulta anterior, ao passo que 4% se mostraram indecisos em relação a esse quesito (na anterior eram 3%), enquanto 2% não responderam (na anterior foi 1%).

Detalhes
A exemplo da rodada anterior, Nilmar encontra maior prevenção ao seu nome entre os homens, 39% (era 33%); entre aqueles com 25 a 29 anos, 43% (era 37%); entre aqueles com curso superior, 39% (era 32%, sendo que tinha o mesmo percentual entre aqueles com até a 4ª série do ensino fundamental); e entre os com renda familiar de mais de cinco salários mínimos, 45% (era 36%).Por seu turno, Raul Filho manteve a rejeição entre os com 16 a 24 anos, 31% (era 34%); e entre os com renda com mais de cinco salários mínimos, 35% (era 30%). E viu seus piores índices de rejeição migrarem de homens e mulheres (26%) para os homens (26%); e daqueles que possuem da 5ª à 8ª séries (32%) para os de curso superior (28%).Já os piores índices de rejeição de Getúlio Vargas migraram para as mulheres, 28% (eram divididos entre ambos os sexos, 23%); para os com 40 anos ou mais, 33% (eram 27% entre os com 25 a 29 anos); e para aqueles com até a 4ª série do fundamental, 33% (eram 27% entre os com curso superior). Ele só manteve os piores índices entre os que ganham mais de dois a cinco salários mínimos, 27% (mesmo percentual da anterior), agora também acompanhado daqueles que ganham até dois salários.Tasso Antônio é agora mais rejeitado pelos homens, 19% (era pelas mulheres, 18%); e por aqueles com 40 anos ou mais, 21% (eram pelos de 25 a 29 anos, 19%); manteve a pior rejeição entre aqueles com até a 4ª série do fundamental, 24% (era 25%); e entre os que ganham até dois salários, 19% (era 20%) e de mais de dois a cinco salários, também 19%.Marcelo Lelis segue com os piores índices de rejeição entre os homens, 18% (mesmo percentual na anterior); entre aqueles com até a 4ª série fundamental, 21% (20% na anterior); e entre os que ganham mais de dois a cinco salários, 22% (18% na anterior).

Desempenho de cada um

Em primeiro lugar na pesquisa Ibope/TV Anhanguera, Raul Filho manteve seus melhores índices entre os homens, 41% (39% na anterior); e entre aqueles com 40 anos ou mais, 44% (41% na anterior, inclusive para aqueles com 25 a 29 anos). E viu sua melhor performance migrar daqueles que tinham até a 4ª série do fundamental (47%) para os com ensino médio (42%); e daqueles com renda de até dois salários mínimos (37%) para os que ganham mais de dois até cinco salários (44%). Segundo colocado, Marcelo Lelis segue melhor respaldado entre os homens, 30% (28% na anterior); entre os com curso superior, 35% (30% na anterior); e entre aqueles com renda de mais de cinco salários, 38% (32% na anterior). Sua melhor performance só mudou daqueles com 16 a 24 anos (41%) para os com 25 a 29 anos (35%).A melhor performance de Nilmar Ruiz, terceira colocada, manteve-se entre as mulheres, 23% (25% na anterior); e entre os que ganham mais de cinco salários, 25% (26% na anterior). E migrou dos com 40 anos ou mais (24%) para os com 16 a 24 anos (27%); e daqueles que possuem da 5ª à 8ª séries (24%) para aqueles com até a 4ª série do ensino fundamental (25%).Tasso Antônio segue melhor respaldado entre os homens, 2% (1% na anterior); entre os com 25 a 29 anos, 2% (1% na anterior); entre aqueles com ensino médio, 2% (1% na anterior); e entre os que ganham mais de dois a cinco salários mínimos, 2% (1% na anterior). Por seu turno, Getúlio Vargas obteve melhor performance entre os homens, 1% (mesmo percentual da anterior); entre os com 16 a 24 anos, 1% (mesmo percentual da anterior); entre os com curso superior, 2% (1% na anterior); e entre os que ganham mais de dois a cinco salários mínimos, 1% (mesmo percentual da anterior).

Em tempo
 

A pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (23) pela TV Anhangüera, afiliada da TV Globo no Tocantins, também se encontra divulgada no site Globo.com [veja aqui] no Portal Terra [veja aqui]

Fonte: Jornal do Tocantins - Marcelo Santos

09/09/2008 - 10:32h Katia Abreu (DEM-Tocantins) é opção para compor chapa com PSDB em 2010. PT lidera em Palmas

estrela_sobe4.jpgkatiaabreu.jpg

Katia Abreu, senadora DEM do Tocantins mira 2010, mas na capital do Estado é PT que lidera

Raquel Ulhôa - VALOR

Em Palmas, prefeito petista lidera disputa com 35% das intenções de voto
De Palmas (TO)

Com 35% das intenções de voto, o prefeito licenciado Raul Filho, do PT, lidera a disputa pela Prefeitura de Palmas, capital do Tocantins, segundo pesquisa realizada pelo Ibope entre os dias 2 e 4 de setembro. A candidata do DEM, a ex-prefeita Nilmar Ruiz, que em agosto aparecia em primeiro lugar em duas rodadas da pesquisa Serpes, encomendadas pelo Jornal do Tocantins, aparece em terceiro lugar, com 22%, atrás do petista e do deputado estadual Marcelo Lelis (PV), que tem 27%.

Lelis é candidato da coligação integrada pelo PSDB do ex-governador Siqueira Campos, que o apóia à distância, sem participação ativa. Defensor da criação do Estado do Tocantins quando deputado federal por Goiás, Siqueira está afastado do cenário político desde 2006, quando perdeu a eleição de governador - cargo que ocupou por três vezes - para Marcelo Miranda (PMDB).

Até hoje, dedica-se à contestação judicial da eleição de Miranda, por uso da máquina na campanha. Siqueira anunciou que ficaria distante da campanha de Lelis, embora o apóie, porque sua prioridade é o Recurso Contra a Expedição de Diploma (RCED) do governador. Em 2006, além de sua derrota pessoal, o ex-governador também viu o filho, o ex-senador Eduardo Siqueira Campos, ser derrotado para o Senado pela senadora Kátia Abreu (DEM), ex-aliada política.

Por enquanto, a senadora tem se dedicado mais à campanha no interior. E vê preocupada a queda de Nilmar nas pesquisas. Pretende dedicar mais tempo à capital. Nilmar aparece com maior índice de rejeição (30%). Sem fatos políticos que justifiquem a queda, analistas atribuem a rejeição ao programa eleitoral gratuito.

Um dos problemas foi a ambigüidade em relação ao governo Luiz Inácio Lula da Silva. O Democratas faz oposição radical ao petista, mas o programa de Nilmar usava a imagem de Lula, anunciando suposto acordo entre ele e a candidata, pela governabilidade da capital. A Justiça Eleitoral proibiu a candidata de veicular propaganda eleitoral com imagem de Lula.

O prefeito licenciado Raul Filho tem a segunda maior rejeição (26%), mas, aparentemente, não teve sua candidatura abalada com as denúncias publicadas pelo jornal “Correio Braziliense” de irregularidades apontadas pela Polícia Federal em licitação.

Segundo o Correio, a PF suspeita que o prefeito licenciado, em troca de um aparelho de ginástica de R$ 9 mil, agiu para favorecer o consórcio Prefisan/Compav numa obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O prefeito petista negou irregularidades e disse que o equipamento foi comprado numa transação normal. (RU)

Senadora é opção do DEM para compor chapa presidencial com PSDB
De Palmas (TO)

Por onde tem andado no interior do Tocantins nesta campanha municipal, a senadora Kátia Abreu (DEM) é lançada a candidata a governadora em 2010. Ela ouve, agradece e fica quieta. Prefere aguardar o resultado das eleições de 2008, para que seu futuro político seja analisado a partir do número de votos que seu partido obtiver nacionalmente.

Apesar da baixa densidade eleitoral do seu Estado (926,7 mil eleitores, o que representa 0,71% do eleitorado nacional e quarto menor colégio eleitoral do país), seu nome é citado como uma das opções do DEM em caso de candidatura própria a presidente da República ou a vice-presidente, numa coligação com o PSDB - nesse caso, se o candidato for o governador de São Paulo, José Serra. A aliança preferencial do governador de Minas Gerais, Aécio Neves, caso seja ele o candidato, acredita-se, é com o PMDB.

“Se eu fosse vice do Serra, eu levantaria os produtores do Brasil todo. Virariam militantes”, diz Kátia, sobrevoando o rio Tocantins, entre um município e outro visitado no fim-de-semana. Se depender dos seus aliados no Estado, o destino de Kátia - primeira senadora mulher do Tocantins - será mesmo a eleição para o governo estadual.

“Kátia não tem opção. O povo do Estado só abre mão dela se for para presidente da República. Ela é empreendedora, ousada. Vai atrair investidores para o Tocantins”, afirmou a prefeita do Brejinho de Nazaré (100 Km de Palmas), Miyuki Hyashida, no sábado, em sua casa.

Candidata à reeleição com mais de 70% de aprovação no município e presidente da Comissão de Piscicultura da CNA, Miyuki, Kátia e o presidente do Democratas no Estado, o deputado federal João Oliveira, acabavam de voltar de uma atividade de campanha em uma comunidade quilombola da cidade. A senadora discursou em cima de caminhão, dançou forró e sússia (dança folclórica de origem africana) e, na casa de um morador, comeu arroz, feijão e frango - com muita pimenta.

Brejinho de Nazaré foi o terceiro dos 12 municípios do Tocantins visitados por Kátia entre a noite de quinta, dia 4, até domingo, 7. Quase sempre acompanhada do presidente do DEM estadual. O partido tem 23 dos 139 prefeitos do Estado e quer eleger 35. Como ex-presidente do DEM do Tocantins e sua principal liderança, Kátia planeja visitar até a eleição quase todos os municípios - exceto 25, onde há disputa entre aliados.

A senadora também tenta melhorar a qualidade dos prefeitos do partido. Em abril, o DEM promoveu seminário de gestão pública para os então pré-candidatos, com algumas teses que Kátia repete nos discursos. Entre elas, a escola de tempo integral para que as crianças comam e aprendam atividades esportivas.

Defende construção de postos de saúde que realizem exames da próstrata nos homens e pré-natal nas mulheres grávidas. E propõe a realização de uma “gincana do conhecimento” entre municípios, com competição de matemática, leitura e índices de saúde. Depois da eleição, pretende oferecer curso sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Aos 46 anos, com três filhos e uma neta de cinco, Kátia lidera caminhadas com candidatos, militantes e eleitores pelas ruas de municípios como Ipueiras (1.184 habitantes) e Porto Nacional (47.141), em ritmo de maratona. Os discursos são contundentes, desafiadores. “Não tenho medo de homem, cara feia ou pito”, repete.

Na sexta-feira, depois de Ipueiras, Porto Nacional e Brejinho de Nazaré, a senadora terminou o dia em Paraíso do Tocantins, onde “produziu um comício” para ficar na história da cidade. Lá, o PMDB do governador Marcelo Miranda, seu aliado estadual, rompeu com o DEM, que tinha o candidato mais forte entre os aliados. Por isso, o partido de Kátia aliou-se ao PTB - que tem o candidato a prefeito - e indicou o vice.

Ela encomendou 300 camisetas brancas com a palavra “Esperança” impressa, para distribuir aos convidados do palanque, já que está proibida impressão de propaganda eleitoral. Pôs a assessoria enlouquecida atrás de uma pomba branca. Apareceram três, todas soltas ao final dos discursos para delírio do público. Rosas brancas foram jogadas. Ao final, com Roberto Carlos tocando ao fundo, todos cantaram “Jesus Cristo”. (RU)