14/05/2008 - 18:27h As combinações do pop art

Les Combines de Robert Rauschenberg

rauschenberg_charlene.jpg
Rauschenberg “Charlene” 1954

“Je désire intégrer à ma toile n’importe quel objet de la vie” Robert Rauschenberg

Après avoir étudié l’art aux Etats-Unis et à Paris, Robert Rauschenberg (né en 1925) expose pour la première fois ses tableaux en 1951. Il s’agit alors de monochromes, les White Paintings. En 1952 il entreprend d’effacer à la gomme un dessin de Willem de Kooning (c’est le scandaleux Erased De Kooning drawing), figure emblématique de l’expressionnisme abstrait qui dominait l’art américain de cette époque. Il rencontre John Cage et Merce Cunningham au mythique Black Mountain College en Caroline du Nord, et fait la connaissance de Jasper Johns à New York. Il se lie d’amitié avec le peintre Cy Twombly avec qui il voyagera en Europe et en ‘Afrique du Nord et avec qui il exposera en 1953 à New York, à son retour aux États-Unis.

(more…)

14/05/2008 - 09:52h O pintor que reciclou o lixo da cultura ocidental

Ele incorporou o refugo da sociedade de consumo nas telas


rauschenberg_cardboard.jpg
Rauschenberg - “Cardboard”

Antonio Gonçalves Filho - O Estado de São Paulo

Rauschenberg não foi Jasper Johns, apesar de ter sido uma instituição da arte americana. Isso quer dizer muito, embora ambos tenham surgido na esteira da arte pop que representava, nos anos 1960, uma alternativa para o expressionismo abstrato americano. Ao ganhar o grande prêmio de pintura na Bienal de Veneza, em 1964, Rauschenberg foi elevado à condição de semideus do pós-expressionismo com suas telas pantagruélicas consumidas avidamente pelo mercado e instituições museológicas. Mas, como se disse, Rauschenberg , a despeito dessa presença permanente na arte americana, não fez por ela o que fez Jasper Johns, ao trazer para o mundo do consumo pop a bandeira dos EUA esvaziada do sentido patriótico e reduzida à mera condição de pretexto para a pintura. Rauschenberg, de certo modo, faz o percurso inverso, apesar de estar na mesma estrada pop: usou as sobras da civilização urbana como crítica, mas acabou contribuindo para o consumo desse refugo como arte - daí a equivocada associação de Rauschenberg com os neodadaístas.

A arte pop sempre manteve uma relação incestuosa com a publicidade e a sociedade de consumo. Rauschenberg era esperto demais para deixar escapar os frutos dessa orgia artístico-financeira, seja vendendo uma cama com lençóis sujos - de tinta ou coisa pior (como a pintura-objeto Cama, produzida nos anos 1950)- ou telas que incorporavam objetos do cotidiano retirados de seu contexto. Jasper Johns, ao contrário, partiu desse mesmo cotidiano para criar um novo espaço pictórico, requintado e próprio.

Em outras palavras, apesar de ligado ao advento da arte pop americana, Jasper Johns ainda cultivava a herança pictórica européia, como mais tarde ficaria provado em pinturas cada vez mais próximas dessa tradição. Rauschenberg representava justamente o contrário, a crise da arte como ciência européia - e, nesse sentido, Argan estava absolutamente certo ao afirmar que a busca de uma arte autônoma, desligada desse passado, deslocou o eixo de produção da Europa para os EUA com o fim da 2ª Guerra. Mas pode um artista ou um movimento ser, efetivamente, autônomo?

Rauschenberg bem que tentou. Não custa lembrar que ele cometeu a heresia de apagar os vestígios dessa mesma pintura européia em 1953, ao destruir um desenho de Willem De Kooning - que, apesar de um nome ligado ao expressionismo abstrato americano, era holandês. A justificativa; ele queria trabalhar num espaço intermediário entre ‘arte e vida’. Isso existe? Uma assemblage - e Rauschenberg foi mestre na técnica - não é a mais sincera prova de que ambas estão grudadas como irmãs siamesas? Não foi ele mesmo quem disse que a tarefa de um artista é ser testemunha de seu tempo? Pois bem: esqueça o homem (e suas contradições) e fique com o pintor, que, nos anos 1950, ainda se preocupava em remover de suas telas abstratas uma incômoda narrativa, até sucumbir a ela ao adotar uma posição antagônica em seu período pop, incorporando mais metáforas do que poderiam suportar os olhos cansados de seus espectadores.

Ao contrário do amigo Johns, os olhos de Rauschenberg não se fixaram na pintura. Eles vagaram pela tela com o ceticismo pop e a inquietação performática, mas acabaram se voltando, de forma nostálgica, para o passado nas últimas obras. Elas constituem uma prova de que o crédito na renovação da arte usando o refugo das ruas caiu por terra quando Rauschenberg cedeu ao formalismo, desistindo do discurso pop. Em certa medida, virou uma paródia dele mesmo, assumindo a condição de performático de plantão ou reciclando idéias para parecer antenado com as bandas dos anos 1980 (ele fez capas para o Talking Heads).

É bem verdade que, nos últimos tempos, Rauschenberg já não incomodava ninguém com seu policromatismo - mais tropicalista que o de Beatriz Milhazes. Ninguém se importa em ganhar dinheiro com pinturas multinacionais. É um negócio como outro qualquer. Até que alguém, algum dia, não consiga vender o refugo.

14/05/2008 - 09:46h Morre um pioneiro da pop art

O artista norte-americano Robert Rauschenberg estava com 82 anos

http://www.sammlung.daimlerchrysler.com/sculpt/potsdamerplatz/potsd_rauschenberg200.jpg

NYT e ANSA - O Estado de São Paulo

O artista americano Robert Rauschenberg, que reformulou a arte americana no século 20 - principalmente, um dos precursores da pop art - e se tornou um dos mais importantes de seu país, morreu anteontem à noite, aos 82 anos, em sua casa na ilha de Captiva, na Flórida. Ele esteve internado por causa de bronquite, mas quis sair do hospital e em 2002 sofreu um acidente vascular cerebral que paralisou metade de seu corpo. Pintor, escultor, gravador, fotógrafo, coreógrafo e performer, o trabalho de Rauschenberg deu um novo significado à escultura, como define o crítico do The New York Times, Michael Kimmelman, citando as obras que se tornaram emblemáticas do modernismo pós-Guerra: Canyon - consistia em uma águia calva empalhada e unida a uma tela; Monogram - que tinha sobre um painel pintado um pneu; e Bed - o artista moldou na parede uma colcha e travesseiro encharcado com tinta, como se estivessem cheios de sangue. Trabalhando em muitas frentes durante sua vasta carreira - chegou até mesmo a ter experiência como compositor - Rauschenberg ‘desafiou a tradicional idéia de que um artista deve ficar ligado a apenas um meio ou estilo’.

Milton Ernest Rauschenberg nasceu em 22 de outubro de 1925 na pequena cidade de Port Arthur, no Texas, lugar onde ‘era muito fácil crescer sem nunca ver uma pintura’, como já disse o artista, que, mais tarde, adulto, resolveu tomar Robert como nome. Ele estudou farmácia na Universidade do Texas e só em San Diego, tempos mais tarde, quando trabalhava no Hospital da Marinha, pôde ver pela primeira vez uma pintura, em uma galeria da cidade. Depois, entrou para o Instituto de Arte da Cidade de Kansas e viajou a Paris, onde conheceu Susan Weil, uma jovem pintora de Nova York, que ia entrar para o Black Mountain College na Carolina do Norte. Admirador do artista Josef Albers, então chefe da área de belas artes da faculdade, Rauschenberg resolveu acompanhar Susan (sua esposa por pouco tempo). Foi o ponto inicial de sua trajetória.

Já nessa época, Rauschenberg tinha uma cabeça aberta para experimentar materiais e novos meios. Em 1950, deu início a uma série de impressões azuis para produzir os negativos de silhuetas, obras publicadas na revista Life em 1951 e que renderam sua primeira mostra individual, na influente Betty Parsons Gallery. ‘Todos estavam tentando desistir da estética européia’, afirmou Rauschenberg, referindo-se a Picasso, aos surrealistas e a Matisse. ‘John Cage dizia que o medo na vida é o medo da mudança’, ainda disse o artista - afinal, o compositor Cage comprou uma pintura de Rauschenberg na exposição na Betty Parsons. Com seu espírito inventivo, Rauschenberg se transformou, já na década de 1950, em um elo entre o expressionismo abstrato americano dos pintores Jackson Pollock e Willem de Kooning e os artistas que vieram depois, criadores identificados com o pop, a arte conceitual, os happenings e outros.

Poucos meses depois de mostrar as silhuetas azuis em Nova York, Rauschenberg, em viagem pela Europa e Norte da África com o artista Cy Twombly, entre 1952 e 1953, começou a coletar e fazer assemblages com objetos - pedaços de cordas, pedras, ossos. Um marchand de Roma resolveu mostrar essas obras, ‘as caixas contemplativas’, e elas foram também exibidas em Florença, onde um crítico sugeriu que o americano jogasse aqueles assemblages no Rio Arno - Rauschenberg achou uma boa idéia, se desfez de algumas caixas e guardou algumas para si. Foi uma passagem importante em sua trajetória, para depois realizar trabalhos importantes como os quadros-objetos intitulados monogramas, ainda nesta década. Também, de volta a Nova York, Rauschenberg exibiu série de pinturas todas brancas e todas pretas. Entre elas estavam telas com as quais De Kooning o presenteou para que fossem apagadas, o que foi o mote para que Rauschenberg ganhasse sua reputação de novo ‘enfant terrible’ do mundo da arte.

http://images.artnet.com/images_US/magazine/features/saltz/saltz1-11-7.jpg

A partir de então, o artista não parou: fez trabalhos em parceria com o coreógrafo Merce Cunningham entre meados dos anos 50 e na década de 1960, executando cenários e figurinos - e em 1963, por exemplo, ele mesmo coreografou e fez a performance da obra Pelican usando patins - além de trabalhos com Paul Taylor e Trisha Brown.

Suas Obras No Brasil

BIENAL DE SÃO PAULO: Robert Rauschenberg participou por quatro vezes, em diferentes períodos, da Bienal de São Paulo, mais importante mostra realizada no País: em 1959, na 5.ª edição da mostra, ainda abrigada no então espaço do Museu de Arte Moderna de São Paulo, ele apresentou três pinturas híbridas com colagem; na 9.ª, de 1967, estava entre os destaque da pop art americana; na 22.ª, de 1994, quando foi representado por um grande conjunto de peças, um total de 13 trabalhos ; e na 24.ª, de 1998, com curadoria-geral de Paulo Herkenhoff - nesta mostra ele exibiu uma de sua pinturas da série White Painting, de 1951.

EM MUSEU: No acervo do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP), há duas obras do americano. Os dois trabalhos, sem título e doados pelo artista, são criações de 1994. São obras da série em que Rauschenberg fez colagens a partir da união de duas diferentes imagens fotográficas.

13/05/2008 - 17:37h Morre o pintor norte-americano Robert Rauschenberg

Veja algumas das suas obras que foram postadas aqui no blog
Sabado, 08/03/2008 Modern ar
Segunda-feira, 14/04/2008 Louco por arte II
L'image “http://www.studio-international.co.uk/studio-images/rauschenberg/Charlene_b.jpg” ne peut être affichée car elle contient des erreurs.

da Folha Online

O pintor Robert Rauschenberg, um dos principais representantes da pop art e da arte contemporânea nos Estados Unidos, morreu aos 82 anos na noite de segunda-feira (12) em sua casa, no Estado norte-americano da Flórida.

http://www.museumofthegulfcoast.org/Files/rrArtista norte-americano Robert Rauschenberg morreu na noite de segunda-feira, aos 82 anos.
Texano descendente de índios Cherokee, Rauschenberg pediu para receber alta do hospital em que tratava uma bronquite. “Ele se foi em paz, em sua cama, como queria”, disse Jennifer Benton, uma amiga do artista.

Rauschenberg teve um acidente vascular cerebral (AVC) em 2002, que paralisou metade de seu corpo, mas havia voltado a trabalhar recentemente.

Oito de seus quadros produzidos após 2002 foram classificados pela revista New Yorker como “os mais fortes, os mais líricos que o artista produziu em muitos anos”.

Segundo a biografia do artista no site do museu Guggenheim, Robert Rauschenberg nasceu como Milton Rauschenberg em 22 de outubro de 1925, na cidade de Port Arthur, no Estado do Texas, nos EUA.

Ele começou a estudar farmácia na Universidade do Texas, em Austin, antes de ser recrutado para a marinha norte-americana, onde ele serviu como técnico neuropsiquiatra nos hospitais da corporação na cidade de San Diego (Califórnia).

Em 1947, ele se matriculou no Kansas City Art Institute e viajou a Paris para estudar na Académie Julian no ano seguinte, onde aprofundaria seus estudos nas artes plásticas.

Rauschenberg chhegou a estudar com o compositor musical experimentalista John Cage –a quem homenageou na obra “Cage”– e, ainda jovem, fez parte do movimento Dadá em Nova York.

Com France Presse e Ansa

adncultura*com

Murió Robert Rauschenberg, padre del pop art

Incomprendido en sus comienzos, se convirtió en figura clave de la vanguardia de los Estados Unidos, además de inspirador de muchas figuras del arte objetual

 

(EFE).- El pintor estadounidense Robert Rauschenberg, pionero del “pop art” y considerado una de las figuras artísticas más influyentes de la segunda mitad del siglo XX, murió en Tampa (Florida) el lunes a los 82 años, informó hoy su representante.

Rauschenberg fue un incomprendido hasta la llegada del “pop-art”, un movimiento que reconoció su obra y que le atribuyó la paternidad del nuevo estilo, donde Andy Warhol y Roy Lichtenstein fueron dos de sus principales representantes.

El ciclo de su obra más célebre es el que se encuadra bajo las “Combine Paintings”, un período que surge con la incorporación de objetos reales a su obra y representan el interés del artista por trabajar en todas direcciones, persiguiendo la idea de tridimensionalidad.

http://www.artchive.com/artchive/r/rauschenberg/monogram.jpg

Aunque declaró no haber llegado a entender lo que es el dadaismo, de Marcel Duchamp -padre de este movimiento y figura clave del arte del siglo-, aprendió a elevar a la categoría de arte cualquier objeto de la vida cotidiana.

Su trayectoria artística ilustra la evolución que se produce en las décadas centrales del siglo XX desde el expresionismo abstracto dominante hacia las nuevas formas del Pop Art, cuyo punto de partida fue la toma de conciencia de la modernización tecnológica y de sus consecuencias culturales.

En 1964, un año después de pintar Express, obra que refleja sus más importantes innovaciones y técnicas, Rauschenberg se convirtió en el primer artista norteamericano en obtener el primer Premio de Pintura de la Bienal de Venecia, contribuyendo así de manera decisiva a que el “pop art” se diera a conocer internacionalmente.

Considerado como una figura clave de la vanguardia de los años 1950 y 1960 además de inspirador de muchas figuras del arte objetual y otras vanguardias radicales de la década de 1970, Rauschenberg fue descubierto en 1951 por el mítico galerista neoyorquino de origen italiano Leo Castelli.

Nacido el 22 de octubre de 1925 en la localidad de Port Arthur (Texas), Rauschenberg fue un incomprendido hasta la llegada del “pop-art”.