20/02/2009 - 12:29h Encarcerado no PMDB

Maria Cristina Fernandes – VALOR

http://acertodecontas.blog.br/wp-content/uploads/2008/02/jarbas-vasconcelos.jpgSó há dois tipos de políticos: aqueles que levantam grana para fazer política e os que fazem política para levantar grana. O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) tem militado ao longo de seus 40 anos de vida pública na primeira categoria. Nesta militância tem companheiros egressos de quase todos os partidos. É compreensível que se sintam minoritários face ao portentoso exército que cerra fileiras do outro lado. Mas não é esta militância, de um lado ou do outro, que pavimenta a chegada ao poder. É a política. E não são visíveis hoje os rumos da oposição neste campo. É este o resumo da entrevista do senador à ‘Veja’.

Não é a primeira vez que Jarbas se rebela contra seu partido ou contra o poder. O que impressiona é como a oposição à qual hoje se filia tenha sido capaz de encarcerar um espírito como o seu nos limites das páginas de uma revista.

O senador pernambucano resistiu ao golpe militar abrindo diretórios do MDB pelo interior de seu Estado; rebelou-se contra a eleição indireta, ausentando-se do colégio eleitoral que escolheu Tancredo Neves; e segurou, como presidente do partido, a campanha de Ulysses Guimarães, quando a maioria de seus correligionários pulava para o barco de Fernando Collor de Mello.

Fez política nadando contra a maré dentro do PMDB, mas não se furtou a deixá-lo quando viu sua carreira ser ameaçada pela burocracia do partido que, em 1985, montou uma convenção municipal para derrotar suas pretensões de se candidatar a prefeito do Recife.

Jarbas saiu do PMDB e foi para o PSB, quando montou a chamada “Frente Popular do Recife”, reunindo PT e PCdoB, além do então deputado federal Miguel Arraes, com quem depois romperia. Elegeu-se prefeito do Recife derrotando um obscuro deputado lançado por seu partido. Passadas as eleições, Jarbas voltou para o PMDB e foi, paulatinamente, reconquistando a legenda.

A eleição que salvou a carreira política do então deputado federal, tendo sido determinante para a história do Estado naquele momento de retomada do poder pelos civis, só foi possível graças a uma infidelidade partidária.

Hoje a história não se repetiria face à decisão dos tribunais superiores de que o mandato é dos partidos, saudada como indício de moralização dos costumes políticos. Foi uma decisão ansiosamente aguardada pelos partidos de oposição, que nela viram a salvaguarda para a defecção de seus correligionários rumo ao curral governista. E teve entusiasmado apoio do próprio Jarbas.

Ainda é cedo para se concluir que o PMDB vai compor chapa com a ministra Dilma Rousseff, mas, para ser substantivo, um movimento pró-Serra no partido hoje teria que partir de posições que internamente detenham poder, como o presidente da Câmara, Michel Temer (SP).

Se a cacicada do PMDB, com os redobrados poderes da fidelidade partidária, limita seus movimentos na política nacional, o senador também enfrenta problemas no plano regional.

Ao contrário do senador Pedro Simon (PMDB-RS), que atira para o céu e preserva pontes na terra face a interesses do governo de sua aliada Yeda Crusius (PSDB), Jarbas hoje tem mitigadas chances de ver seu grupo retomar o poder em Pernambuco.

O governador do Estado, Eduardo Campos (PSB), está na faixa dos 80% de aprovação e conta com o apoio da quase totalidade dos 49 deputados da Assembleia Legislativa. Na última vez que foi ao Recife, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalizou publicamente sua candidatura à reeleição.

No início do primeiro governo Lula, quando o ex-ministro José Dirceu (PT) tentou fechar uma aliança com o PMDB que só viria a se concretizar anos mais tarde, o então governador Jarbas Vasconcelos foi a ponta de lança dessa aproximação, respaldada pela simpatia do presidente que nunca esqueceu da visita que o então emedebista lhe fez na prisão.

Dirceu chegou a almoçar no Palácio do Campo das Princesas com Jarbas. Comunicou ao então deputado Eduardo Campos que, em 2006, o lulismo juntaria o então governador e o prefeito do Recife à época, João Paulo (PT), numa única chapa como candidatos, respectivamente, ao Senado e ao governo do Estado.

Veio o mensalão, Dirceu caiu e Jarbas acabou se afastando da esfera petista. Eduardo Campos, que saiu do ministério da Ciência e Tecnologia para reforçar a retaguarda governista na Câmara no auge do mensalão, foi ganhando espaço até que, em 2006, derrotou o candidato jarbista à sua sucessão.

Na entrevista, o senador diz não ter mais pretensão de disputar cargos. Seus correligionários no Estado ficaram em polvorosa, mas não há motivos para desacreditar dele.

Maria Cristina Fernandes é editora de Política. Escreve às sextas-feiras

E-mail mcristina.fernandes@valor.com.br

23/11/2008 - 17:27h Recife tem campanha gay friendly

Com as cores do arco-íris

Recife adota campanha gay friendly / Foto: Divulgação Empetur

O Globo


Recife adota campanha gay friendly / Foto: Divulgação Empetur

RIO – A capital pernambucana se une à lista de destinos ‘gay friendly’ e aderiu a campanha “Pernambuco simpatiza com você”, lançada pelo Recive Convention & Visitors Bureau. Segundo o presidente do Recife CVB e da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), José Otávio Meira Lins, Recife é o principal destino do Nordeste para esta faixa de público, que chega a registrar gastos 30% superiores aos realizados pelos clientes ‘hetero’. Com a campanha, se por um lado, o turista poderá identificar mais facilmente o estabelecimento adequado a seu perfil, por outro, os hotéis que aderirem à campanha terão cursos de capacitação para seus funcionários.

- Boa Viagem, Calhetas e Porto de Galinhas estariam entre os principais atrativos para o público GLS no estado e Recife se diferencia pela vida cultural e noturna agitada e pela comunidade gay atuante – acrescenta.
E você? Tem dicas para um roteiro gay friendly? Compartilhe

Recife adota campanha gay friendly / Foto: divulgação Os estabelecimentos que aderiram à campanha serão identificados com placas na recepção com as cores do arco-íris, símbolo internacional do público GLBTS. Por enquanto, cinco estabelecimentos da capital já aderiram à campanha: os hotéis Cult, na Praia do Pina; Jangadeiro e Hotel des Arts, em Boa Viagem; Pousada do Amparo (Roteiros de Charme) em Olinda e o flat Blue Tree, em Jaboatão dos Guararapes.

Para quem busca ainda um roteiro gay pela cidade vale conferir a Boate Metrópole e o Bar Mustang, no bairro Boa Vista; e o samba da Casa de Bamba, na Torre.
Hotéis terão curso de capacitação gratuita

Segundo Tatiana Menezes, diretora executiva do Recife CVB, os hotéis interessados em aderir à campanha poderão solicitar informações e credenciamento para a cessão de placas através do (81) 3328.8300.

“Estamos convidando os associados para aderirem à campanha. Em 2009, o Convention irá promover capacitação gratuita para os funcionários dos hotéis ‘friendly’”, ressalta.

24/09/2008 - 11:24h Justiça eleitoral: cada caso, um caso

A Justiça Eleitoral cassou a candidatura de João da Costa (PT) à prefeitura de Recife por uso da máquina. Foram enviados e-mails da Secretaria de Educação convocando para eventos de campanha. Já em São Paulo, episódios semelhantes envolvendo o candidato Gilberto Kassab (DEM) não deram em nada. Um deles foi o uso de e-mail da administração municipal, por um subprefeito, em horário de expediente, para enviar convite de inauguração do comitê de campanha (coluna Panorama Político, jornal O Globo).

19/09/2008 - 09:32h Em Recife, petista João da Costa chega a 48%


Mendonça, do DEM, também sobe e tem 24% das intenções

RECIFE. A eleição de Recife segue sem reviravoltas, com a liderança do petista João da Costa, que atingiu 48% das intenções de voto. De acordo com a pesquisa divulgada ontem pela Rede Globo e pelo Datafolha, o segundo colocado é José Mendonça Filho (DEM), que tem 24% das intenções de voto. Em relação à pesquisa anterior, o petista teve evolução de três pontos contra dois de seu principal adversário. Na terceira posição, permanece o empate entre Raul Henry (PMDB), com 9%, e Cadoca (PSC), com 8%.

Edilson Silva (PSOL) e Kátia Telles (PSTU) têm 1% cada, enquanto Roberto Numeriano (PCB) não chega a isso.

Votos em branco e nulos seriam 6%, e 3% não sabem em quem votar. Numa disputa de segundo turno entre Costa e Mendonça, o petista venceria por 55% a 39%. A margem de erros é de três pontos para mais ou para menos. A pesquisa ouviu 832 eleitores entre os dias 17 e 18 de setembro e foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco sob o número 052/2008.

08/09/2008 - 17:08h Recife: João da Costa lidera com 46,3%

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Pesquisa NEPD/Fade/UFPE mostra que petista creceu 10 pontos em 12 dias.

RENATA GONDIM – FOLHA DE PERNAMBUCO

A segunda pesquisa de intenções de voto para a sucessão do Recife, divulgada, hoje, com exclusividade pela Folha de Pernambuco em parceria com o NEPD/Fade/UFPE, aponta um crescimento de mais de dez pontos percentuais do candidato do PT, João da Costa, em um período de doze dias. O petista permanece na liderança da disputa, agora com 46,3% dos votos. Na última pesquisa apresentada – no dia 25 de agosto -, estava com 36,5%. O estudo foi realizado nos dias 3 e 4 deste mês, e traz a sua maior amostra de entrevistados: 3.710 eleitores. No passado, foram 2.976 entrevistas. Os adversários Mendonça Filho (DEM) e Carlos Eduardo Cadoca (PSC) apresentaram novas quedas de percentual.

 
 

Em segundo lugar, o democrata passou de 23,7% na primeira pesquisa para 20,4%. O social-cristão, como terceiro colocado, saiu de 16,9% para 11,3%. Já o postulante do PMDB, Raul Henry, ainda que continue como quarto colocado, saiu dos 5,1% para 7,3%. Edilson Silva, do PSOL, aparece com 1,2% das intenções, 0,3% a mais do que na amostragem passada (0,9%). Kátia Telles, do PSTU, manteve o seu percentuação de avaliação, mesmo oscilando de 1,2% para 1,1%. Por sua vez, o candidato do PCB, Roberto Numeriano, passou de 0,3% para 0,5%. Os votos brancos, nulos e de eleitores indecisos somam 11,8%. E se comparados ao último percentual, registraram uma queda de 3,3 pontos percentuais.

O detalhamento das intenções de voto por microrregiões também foi ampliado nesta pesquisa, e passou de oito para dez, chegando à localidades que quase nunca são alvo dos estudos eleitorais, a exemplo das comunidades do Caranguejo, Coque e Vasco da Gama.

Ao todo, foram 46 bairros abordados, seguindo a mesma metodologia em que os eleitores preservavam os seus nomes, recebiam a cédula para identificação da candidatura e identificavam dados de idade, sexo, escolaridade, renda e bairro. Também nesta pesquisa detalhada, João da Costa aparece como o melhor avaliado em todas as microrregiões. Mais do que isso, o petista conseguiu elevar todos os seus percentuais.

A maior avaliação do candidato do PT está na microrregião Alto José do Pinho/Morro da Conceição/Vasco da Gama/ Beberibe/Macaxeira/Córrego do Jenipapo, com 56,8% dos votos. Outros 16,6% do eleitorado vota em Mendonça, 10,1% em Cadoca, e 5,4% em Raul Henry.

O candidato petista tem situação confortável também na microrregião do Cordeiro/ Torre/Madalena/Iputinga/Engenho do Meio/San Martin/Mustardinha, onde soma 50,1% das intenções, enquanto o segundo colocado, Mendonça Filho, tem 18,4%, e Cadoca, 12,8%.

A microrregião que aparece com a disputa mais acirrada é a de Boa Viagem/Setúbal/ Pina/Brasília Teimosa/ Ipsep/Lagoa do Araçá/Imbiribeira, onde João da Costa aparece com 36,3% dos votos – o menor percentual registrado por ele -, contra 25% de Mendonça, e 13,8% de Cadoca. Aliás, era nesta mesma microrregião em que o prefeiturável democrata apareceu melhor avaliado na primeira pesquisa, com 27,8%.

A pesquisa foi registrada no cartório da 9ª Zona Eleitoral sob o número 47/2008.

06/09/2008 - 17:35h João da Costa (PT) consolida liderança em Recife com 45% dos votos, diz Datafolha

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da Folha Online

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado pela TV Globo revela que o candidato do PT à Prefeitura de Recife, João da Costa, subiu 8 pontos percentuais em relação ao levantamento de agosto e está com 45% das intenções de voto. A pesquisa completa será publicada na edição da Folha deste domingo.

O Datafolha entrevistou 815 eleitores nos dias 4 e 5 de setembro de 2008. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no TRE-PE (Tribunal Regional Eleitoral) de Pernambuco sob o número 046/2008.

O candidato do DEM, Mendonça Neto, perdeu mais 4 pontos percentuais em relação ao levantamento de agosto e está com 22% do eleitorado. Em terceiro lugar está o candidato do PSC, Carlos Eduardo Cadoca, com 10%, empatado tecnicamente com Raul Henry (PMDB), com 9%.

Os candidatos Edilson Silva (PSOL) e Kátia Telles (PSTU) continuam com 1% cada. O candidato Roberto Numeriano (PCB) não pontuou.

Segundo o Datafolha, 12% dos eleitores estão sem candidatos, 7% pretendem votar em branco ou nulo e 5% ainda mostram-se indecisos.

05/09/2008 - 00:28h Eleição no Recife – Na pesquisa de Lavareda, Costa (PT) tem 56%

Do blog do jornalista César Rocha:

O Ipesp, do sociólogo e velho marqueteiro de Jarbas Vasconcelos (PMDB) e da antiga União por Pernambuco, divulgou esta manhã o Barômetro Pernambuco, pesquisa que vem realizando com freqüência no Recife.

Segundo o levantamento, feito com 1.000 eleitores do Recife, João da Costa [candidato do PT a prefeito] venceria hoje com o mesmo percentual de votos válidos do prefeito João Paulo (PT) em 2004 – 56%.

Veja os números (intenção de voto/estimulada/votos válidos):

João da Costa (PT) – 56%

Mendonça Filho (DEM) 27%

Cadoca (PSC) – 10%

Raul Henry (PMDB) – 6%

Os demais candidatos não pontuaram.

O Barômetro levantou qual a nota que os 1.000 entrevistados no Recife dariam ao Bolsa Família.

Ótimo – 27%

Bom – 43%

(Total até aqui: 70%)

Regular – 23%

Ruim – 2%

Fonte Blog de Noblat

03/09/2008 - 09:50h Prefeito do Recife ameaça eleger sucessor no 1º turno

Leo Caldas/Valor

João da Costa: campanha embalada por gestão que agrada tanto os mais abastados quanto os eleitores da periferia

Carolina Mandl – VALOR

O candidato João da Costa (PT) começou a disputa pela Prefeitura do Recife sob a alcunha de “poste”. Sem nunca ter concorrido a uma eleição majoritária, enfrentava a rejeição inclusive dos caciques petistas. Pesquisas da campanha do candidato em meados deste ano também não deixavam dúvida: João da Costa era um total desconhecido para dois terços dos recifenses. O restante tinha apenas ouvido falar dele.

Porém, pelo último levantamento divulgado pelo Ibope no sábado, João da Costa venceria já no primeiro turno, com 47% dos votos. Juntos, os demais concorrentes não alcançavam 40%. A arrancada, que surpreende até seus próprios correligionários, logo enseja a pergunta: como ele alcançou esse resultado?

O grande impulso, na avaliação da coordenação de campanha, está vindo do maior cabo eleitoral de João da Costa, o atual prefeito João Paulo (PT), que tem altos índices de aprovação.

Em oito anos, a gestão do petista conseguiu agradar tanto os mais pobres quanto os mais abastados. Na periferia, prevaleceram as obras do Orçamento Participativo, que, sob o comando do então secretário João da Costa, investiu 12% do orçamento (R$ 300 milhões) em 3,6 mil intervenções, principalmente na área de urbanização. Para a classe média, agradaram projetos como o fim do transporte clandestino na cidade, que congestionava o trânsito, e do Recifolia, uma festa de axé que tumultuava o bairro de Boa Viagem.

Pesquisas qualitativas feitas com os eleitores têm mostrado que o impulso de João Paulo, que precisou impor a candidatura do seu secretário, tem sido forte. João da Costa ainda não é muito conhecido pela população. “Só se sabe que ele é o candidato de João Paulo. Isso, por enquanto, tem bastado”, diz um integrante da equipe de marketing.

O baixo grau de conhecimento do candidato deve-se ao fato de a experiência de sua experiência se concentrar nos bastidores de João Paulo. Depois de atuar como líder estudantil – cursou, sem concluir, Direito, Agronomia e Administração de Empresas -, foi secretário do prefeito nos últimos sete anos. Como um teste para a candidatura à prefeitura, lançou-se deputado estadual em 2006, mobilizando o exército de delegados do OP. Conseguiu se eleger, mas deixou o cargo para retornar à secretaria.

É nessa atuação com o OP que os programas de televisão e rádio se concentram para passar a idéia que ele vai continuar a gestão de João Paulo. “É a identidade com o prefeito que está gerando votos”, diz Karla Menezes, presidente do PT no Recife.

Com a estratégia, ele tem desbancado políticos bastante conhecidos na cidade, como o ex-governador José Mendonça (DEM) e Carlos Eduardo Cadoca (PSC), deputado federal por três vezes, mesmo sendo o único a ainda não ter apresentado um programa de governo.

Para a oposição, além do prefeito, a coligação de 16 partidos que o postulante conseguiu formar tem garantido parte expressiva dos votos. É um reforço de 419 candidatos a vereadores – de um total de 641 postulantes no Recife – que se transformam em cabos eleitorais. Mendonça (DEM), que aparece na segunda colocação nas pesquisas de intenção de voto, não conseguiu atrair outras legendas.

Apoiada por uma ação que corre na Justiça Eleitoral, movida por uma denúncia do Ministério Público (MP), a oposição também acusa – ainda que de forma velada – o candidato petista de usar a máquina da prefeitura. No processo, o MP afirma que funcionários podem estar sendo coagidos a trabalhar na campanha de João da Costa.

Segundo Michel Zaidan, coordenador do Núcleo de Estudos Eleitorais, Partidários e da Democracia da Universidade Federal de Pernambuco, a arrancada de João da Costa também está relacionada ao perfil do eleitor recifense. “Ele gosta de polarizar. Uma terceira via nunca se concretiza. Quando o cenário está um pouco mais embolado, as pessoas já preferem migrar para os candidatos que estão na frente”, diz. E, na hora de optar entre Mendonça e João da Costa, o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contribui para a esquerda.

Por enquanto, a reação dos demais candidatos à escalada de João da Costa tem sido branda. Vai mais pela linha de que todos vão continuar o que está bom na atual gestão, mas prometem fazer mais. A coordenação de campanha de João da Costa, porém, tem receio do bombardeio que possa vir pela frente. “A velocidade com que ele subiu nas pesquisas foi muito rápida. É preciso cautela porque ainda tem um mês antes da votação”, explica um integrante da equipe.

Não se sabe se ele já chegou a um teto e pode cair com os ataques ou se ainda deve crescer mais. Amanhã Lula estará no Recife, o que pode dar um empurrão ao postulante. Por enquanto, porém, não estão previstos eventos políticos.

Na capital pernambucana, Lula enfrenta uma delicada situação. Além do petista João da Costa, Cadoca (PSC), que se encontra na terceira posição nas pesquisas com cerca de 10% dos votos, faz parte da base aliada do governo. Há ainda uma outra questão mais espinhosa: apesar de João da Costa ser o candidato oficial de Eduardo Campos (PSB), governador de quem Lula tem estado mais próximo, sua vitória em primeiro turno poderia fortalecer demais João Paulo como adversário a sua reeleição em 2010.

Nos últimos programas eleitorais, Eduardo tem aparecido mais ao lado de Cadoca do que de João da Costa. Na sexta-feira, o candidato do PSC pisou no calo da prefeitura na questão da segurança, um problema que já foi alvo de queixas do governo estadual pelo não envolvimento de João Paulo no combate aos homicídios da capital mais violenta do país. Cadoca disse que já está conversando com o governador sobre seus planos para a segurança. “Embora seja uma atribuição do Estado, o prefeito não pode se omitir”, afirmou, no mesmo tom usado por Eduardo Campos quando indagado sobre suas ações para a segurança pública.

26/08/2008 - 08:47h De olho na Copa-14, 7 museus recebem R$ 2 milhões

http://3.bp.blogspot.com/_yvWhoKej5y8/SLHQ53FM86I/AAAAAAAAA20/GAhL3waGYS8/s1600/belas+artes+24+AGOSTO+2008+080.jpg
Museu Nacional de Belas Artes – RJ

Ministérios do Turismo e da Cultura investem para melhorar estrutura e divulgação das instituições

Clarissa Thomé – O Estado de São Paulo

Sete museus de Estados que são candidatos a sediar os jogos da Copa do Mundo de 2014 vão receber, neste ano, R$ 2 milhões dos Ministérios do Turismo e da Cultura para sua reestruturação. A idéia é transformar esses museus em atrações para turistas estrangeiros que virão ao País e ampliar a visitação nacional.

O programa de qualificação de museus para o turismo – que tem como mote “Museu – Descubra um na sua próxima viagem” – prevê o treinamento de profissionais de turismo e dos funcionários das instituições, melhoria nos espaços de exposição, aquisição de equipamentos e mobília, divulgação dos museus, panfletos e identificação trilíngüe de obras (português, espanhol e inglês) além de desenvolvimento de roteiros turísticos em que esses museus estejam inseridos.

Serão beneficiados os museus de Arte Sacra da Universidade Federal da Bahia (UFBA), na Bahia, a Casa das Artes do Divino, em Goiás, o Museu da Inconfidência, em Minas Gerais, o Museu Emílio Goeldi, no Pará, o Museu do Homem do Nordeste, em Pernambuco, o Museu Nacional de Belas Artes, no Estado do Rio, e o Museu Oceanográfico, no Rio Grande do Sul.

DIVERSIFICAÇÃO

“No mundo todo há uma potencialização do museu como atrativo turístico. Infelizmente, isso ainda não acontece no Brasil como gostaríamos. Esse programa é uma primeira iniciativa no sentido de aproximar os museus brasileiro do turismo, melhorar o receptivo desses museus, diversificar os roteiros turísticos. Sol e praia não podem ser as únicas atrações”, disse o ministro do Turismo, Luiz Barretto. Um dos objetivos do programa é ampliar o número de visitas aos museus.

O ministro interino da Cultura, Juca Ferreira, que toma posse na quinta-feira, em substituição a Gilberto Gil, lembrou que as instituições já estão recebendo investimentos para o reforço da segurança, antes mesmo do programa de qualificação. “A segurança dos museus não depende deste programa. Já estamos fazendo investimentos, até mesmo atraindo a iniciativa privada, com incentivos da Lei Rouanet. Temos como meta dotar rapidamente nossos museus de estrutura de segurança que nos permita superar a vulnerabilidade que a gente tem hoje”, disse. Ele citou como exemplo o Museu Nacional de Belas Artes, um dos contemplados pela parceria entre os ministérios, e que já recebeu equipamentos de segurança.

OS MUSEUS

Museu de Arte Sacra:
Aberto em 1958, há no acervo esculturas de madeira e barro e coleção de marfim dos séculos 17 e 18, além de prataria, móveis e pinturas. Salvador (BA). Site: www.mas.ufba.br

Museu da Inconfidência:
Criado em 1938, tem documentos relativos à Inconfidência Mineira, como o volume original com a sentença de Tiradentes. Ouro Preto (MG). Site: www.museudainconfidencia.iphan.gov.br

Museu Emilio Goeldi: Fundado em 1866, tem importante acervo etnográfico e arqueológico, além de coleções de estudos de botânica, zoologia e geologia. Belém (PA). Site: www.museu-goeldi.br

Museu do Homem do Nordeste: Criado em 1979, surgiu a partir das idéias de Gilberto Freyre, que defendia um Museu de Etnografia sertaneja. Reúne acervos oriundos dos museus de Antropologia, de Arte Popular e do Açúcar. Recife (PE). Site: www.fundaj.gov.br

Museu Nacional de Belas Artes:
Criado em 1937, teve origem nas obras trazidas de Portugal por d. João VI, em 1808. São pinturas, gravuras, esculturas de Auguste Rodin, Pablo Picasso, Joan Miró e muitos outros. Rio de Janeiro (RJ). Site: www.mnba.gov.br

Museu Oceanográfico: Fundado em 1953, mantém exposição sobre o oceano, com maquetes e aquários. A coleção de moluscos tem 51 mil lotes. Rio Grande (RS). Site: www.museu.furg.br/museu_oceanografico.html

Casa das Artes do Divino: Não há informações sobre o museu no Sistema Brasileiro de Museus. Pirenópolis (GO)

23/08/2008 - 14:48h Em Recife, Costa (PT) abre vantagem de 11 pontos sobre Mendonça

da Folha Online

O candidato do PT à Prefeitura de Recife, João da Costa, lidera a disputa com 37% das intenções de voto, segundo pesquisa Datafolha divulgada hoje pela TV Globo –material completo será publicado na edição deste domingo da Folha.

O ex-governador Mendonça (DEM) aparece com 26% das preferências. Com isso, Costa está 11 pontos à frente do segundo colocado.

A nova pesquisa –realizada quinta e sexta-feira– mostra uma inversão na liderança da disputa em relação ao levantamento de julho, quando Mendonça estava à frente de Costa –que tinha 22%. Mendonça aparecia com 30%.

Já Cadoca (PSC) aparece com 13% das intenções de voto –ele tinha 22% na pesquisa de julho.

Raul Henry (PMDB) tem 5%. Katia Telles (PSTU), Roberto Numeriano (PCB) e Edilson Silva (PSOL) aparecem com 1% cada um.

A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O Datafolha entrevistou 830 eleitores. A pesquisa foi registrada no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) com o número 038/2008.

Segundo turno

Num eventual segundo turno, Costa e Mendonça ficariam tecnicamente empatados: 46% para o petista e 44% para o democrata.

Contra Cadoca, Costa venceria com 53%, contra 33%. Cadoca também perderia para Mendonça, por 53% a 28%.

O material completo da pesquisa está na edição da Folha deste domingo, que está nas bancas na tarde deste sábado.

16/08/2008 - 01:18h Com 41%, Marta dispara na corrida pela Prefeitura, diz Ibope

Na pesquisa anterior, Marta tinha 34% das intenções de voto. Alckmin caiu de 31% para 26%

Da Redação – O Estado de São Paulo


SÃO PAULO – Com 41 % das intenções de voto, a candidata Marta Suplicy (PT) disparou na corrida pela Prefeitura de São Paulo, segundo pesquisa encomendada pelo O Estado de S.Paulo e pela TV Globo, divulgada nesta sexta-feira, 15. A candidata do PT havia registrado 34% na última pesquisa. Já o candidato Geraldo Alckmin (PSDB) caiu de 31% para 26%. Com uma margem de erro de três pontos porcentuais, Marta abriu uma vantagem de 15 pontos. Na pesquisa anterior, os candidatos estavam tecnicamente empatados na pesquisa induzida – 34% de Marta contra 31% de Alckmin.

 

 

Veja também:

linkCrivella sobe 5 pontos e amplia liderança no Rio
linkCandidato apoiado por Aécio não deslancha e PC do B lidera

linkCandidato do PT à prefeitura do Recife abre dez pontos

 

 

Os números divulgados hoje mostram ainda que o atual prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (DEM) perdeu dois pontos nas intenções de voto – caiu de 10% para 8%. Já o candidato do PP, Paulo Maluf, e a candidata do PPS, Soninha, ficaram no mesmo patamar – em 9% e 2%, respectivamente. Do total de entrevistados, 7% dizem que votarão nulo, 4% ainda não sabem em quem vão votar e 1% não respondeu.A pesquisa mostra ainda que nas projeções de segundo turno para as eleições à Prefeitura de São Paulo, Marta venceria o pleito. Na disputa com Kassab, a petista aparece com 55% contra 30%. Num enfrentamento com Alckmin, o resultado é mais apertado, mas a petista venceria o pleito com 47% das intenções contra 42% do tucano. Num hipotético segundo turno entre Alckmin e Kassab, o tucano venceria com 57% contra 20%RejeiçãoNa pesquisa, o índice mais alto de rejeição é do candidato Maluf: 50% declararam que não votariam nele “de jeito nenhum”. Em segundo lugar nessa categoria aparecem empatados a petista Marta Suplicy com restrição de 27% do eleitorado da Capital e o prefeito Kassab também com 27%. O candidato do PSDB é o que aparece com o mais baixo índice de rejeição entre os candidatos competitivos: 11% disseram que não votariam nele.

A pesquisa Ibope, contratada pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela TV Globo foi a campo entre os dias 12 e 14 de agosto e entrevistou 805 eleitores da Capital. O intervalo de confiança estimado é de 95% e a margem de erro é de 3 pontos porcentuais. A pesquisa está registrada na 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, sob número 01700108.

26/07/2008 - 12:31h Recife: 58% dizem que é ótima a gestão de João Paulo do PT

Prefeito João Paulo de Recife junto com Marta Suplicy, ambos do PT
http://www.chicobruno.com.br/newsimage/5348p.jpg

Tive que acrescentar no título que se trata de Recife e de João Paulo, o prefeito do PT. Tal como está na Folha me pareceu que o título perdia alguma informação relevante. LF

58% dizem que é ótima a gestão de João Paulo

DA AGÊNCIA FOLHA, EM RECIFE

A gestão do prefeito de Recife, João Paulo (PT), é considerada ótima ou boa por 58% dos eleitores da cidade, segundo pesquisa Datafolha realizada nos dias 23 e 24 deste mês.
O índice é equivalente ao obtido em novembro de 2007, quando 55% dos entrevistados aprovaram a administração. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
Segundo o levantamento, nesses oito meses, a parcela de eleitores que avalia a gestão como ruim ou péssima caiu de 17% para 12%. A avaliação regular oscilou de 26%, no final de 2007, para 29%.
A aprovação a João Paulo, que neste ano completa seu segundo mandato consecutivo, é maior nas classes D e E (64%). Em uma escala de zero a dez, o petista obteve nota média de 7,2 dos entrevistados.
Para realizar a pesquisa, o Datafolha entrevistou 831 eleitores de Recife com 16 anos ou mais.
(FÁBIO GUIBU)

19/07/2008 - 18:55h Ibope: Mendonça Neto lidera corrida no Recife com 30%

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CARLOS MARCHI – Agencia Estado

SÃO PAULO – Com quatro candidatos competitivos e um grau de indefinição relativamente baixo, Recife terá uma das eleições mais disputadas em 2008, assegura a diretora do Ibope, Márcia Cavallari. Os números revelados pela pesquisa Ibope contratada pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela TV Globo mostraram que o ex-governador Mendonça Neto (DEM) aparece na liderança, com 30% das preferências. Ele é seguido por Carlos Cadoca (PSC), com 22% e João da Costa (PT), com 20%, em empate técnico. Mais atrás, com 7%, apareceu o deputado Raul Henry (PMDB).

Três deles têm padrinhos influentes no Recife. Mendonça Neto é herdeiro da máquina do antigo PFL, hoje DEM; Costa é o candidato do prefeito João Paulo, de quem foi secretário; e Henry é apoiado pelo senador Jarbas Vasconcelos, que foi prefeito do Recife e governador de Pernambuco por duas vezes.

Se Costa leva aparente vantagem no quesito apadrinhamento, Mendonça se destacou por ter a menor rejeição, de apenas 17%. Seus rivais, no entanto, não ficaram longe: Cadoca não receberia o voto de 19% dos eleitores recifenses, Costa é rejeitado por 20% e Henry é rechaçado por 27% dos eleitores.


Registro da pesquisa

A pesquisa Ibope contratada pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela TV Globo foi a campo entre 14 e 16 de julho e entrevistou 805 eleitores pernambucanos, com intervalo de confiança estimado em 95% e margem de erro de 3 pontos porcentuais. A pesquisa está registrada na 9ª Zona Eleitoral de Recife sob o nº 023/2008.

15/04/2008 - 03:52h Projetos bilionários mudam perfil da economia de PE

Suape vai gerar mais de 260 mil empregos até 2011

Cibelle Bouças – VALOR

Um conjunto de investimentos nas áreas petroquímica e logística superior a US$ 10 bilhões estimulará a interiorização e a diversificação do perfil industrial de Pernambuco nos próximos três anos. O Estado, que tem perfil industrial focado nas áreas têxtil, de alimento e metalurgia, recebe aportes na construção da refinaria Abreu e Lima, da Petroquímica Suape e no estaleiro Atlântico Sul – áreas com pouca ou nenhuma presença no Estado.

Juntos, esses projetos reforçarão a logística local e estimularão outros investimentos, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho, durante o seminário “Pernambuco Novo: Cenários e Oportunidades para 2008″, promovido pelo Valor, em parceria com o governo do Estado.

“Pernambuco vive um momento importante, onde uma nova economia está se construindo”, afirmou o governador Eduardo Campos (PSB).

Parte das apostas concentra-se em Suape, que receberá R$ 1,2 bilhão em recursos públicos até 2010 para melhoria da infra-estrutura portuária. Segundo Bezerra, o governo do Estado aguarda autorização da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), neste ano, para a construção de um novo terminal, que terá capacidade para 10 milhões de toneladas por ano. Em 2007, o porto movimentou 7 milhões de toneladas de minério e a previsão é elevar esse volume para 9 milhões neste ano.

A meta é elevar a capacidade a 35 milhões de toneladas/ano, para escoar combustíveis da refinaria Abreu e Lima, fruto de parceria da Petrobras com a venezuelana PDVSA e que terá aporte de US$ 4 bilhões até 2010. De acordo com Paulo Roberto Costa, diretor de abastecimento da Petrobras, a refinaria processará 200 mil barris de petróleo por dia. O complexo também envolve investimento de US$ 657 milhões na Petroquímica Suape, com inauguração prevista para 2010. A empresa tem como sócios confirmados a Petrobras e a Companhia Integrada Têxtil do Nordeste. Segundo Costa, a entrada de novos sócios -e suas participações acionárias – será discutida hoje em Recife.

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Outro projeto anunciado é a construção do Estaleiro Atlântico Sul, investimento de US$ 5,8 bilhões para a construção de dez navios já encomendados pela Petrobras, disse Sérgio Machado, presidente da Transpetro.

Fora do complexo industrial de Suape, alguns setores ganham musculatura. É o caso da criação do pólo farmoquímico de Goiana, no litoral norte do Estado, que recebe investimentos de R$ 1,1 bilhão para a instalação de unidades dos grupos Hemobrás, Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco (Lafepe) e Novartis. Em Barreiros, Sul do Estado, o grupo espanhol Qualta investe ? 500 milhões em um complexo turístico. “Até junho, o governo deve fechar acordos para instalação de 25 empreendimentos, totalizando US$ 8,6 bilhões”, disse Bezerra.

Na área de fruticultura, estão previstos R$ 2 bilhões em um projeto de irrigação de 110 mil hectares em Petrolina e está em fase de negociação o projeto Canal do Sertão, de outros 140 mil hectares de irrigação, que terá aporte de US$ 4 bilhões. O projeto tem à frente os grupos Itochu, Petrobras, Odebrecht e Queiroz Galvão. “Estamos discutindo a criação de uma empresa de propósito específico (EPE) para a inclusão desse projeto no PAC”, disse Bezerra.

O avanço desses projetos dependerá da expansão da rede de gás. Ricardo Lamassa, assessor comercial da Copergás, disse que a empresa tem planos de investir R$ 600 milhões na expansão da rede de gasodutos em 880 quilômetros, e outros R$ 450 milhões na construção de terminal de gás natural liquefeito (GNL) para elevar a produção de gás dos atuais 1,1 milhão de metros cúbicos/dia para 6,5 milhões até 2015.

07/04/2008 - 07:47h Transporte urbano mobiliza debate eleitoral

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Caio Junqueira, Sérgio Bueno, Vanessa Jungerfeld, Carolina Mandl e Ivana Moreira, de São Paulo, Porto Alegre, Florianópolis, Recife e Belo Horizonte

VALOR

No ano em que o trânsito bateu sucessivos recordes de congestionamento em várias capitais do país, o transporte urbano deve se transformar num dos mais acirrados temas de debate da campanha eleitoral. Desde as últimas eleições municipais, a frota nacional de veículos cresceu 27%. Esse crescimento, impulsionado pelo financiamento facilitado, levou a mais municipal das políticas públicas, o transporte público, a deixar de ser um problema exclusivo das faixas de renda que dele dependem para se transformar também numa preocupação de classe média.

Com quase seis milhões de veículos nas ruas, São Paulo terá um debate marcado pela radicalização da disputa política. Os três principais partidos que pretendem lançar candidato -PT, PSDB e DEM- participaram de maneira direta ou indireta da administração da cidade nos últimos dez anos e já buscam culpados pela situação. A discussão programática deve ceder lugar à troca de farpas e busca de culpados pela situação, que, calcula-se, gera um prejuízo anual que o economista da Fundação Getúlio Vargas, Marcos Cintra, calcula em R$ 30 bilhões.

Dos três, o PT, que deve lançar candidata a ministra do Turismo, Marta Suplicy, prefeita entre 2001 e 2004, é o que se julga em posição mais confortável para atacar tanto a provável candidatura do tucano Geraldo Alckmin, que governou o Estado de 2001 a 2006, quanto do prefeito Gilberto Kassab (DEM), que deve tentar a reeleição. “Nossas críticas à gestão Serra-Kassab se basearão em não terem dado continuidade aos corredores de ônibus que a Marta introduziu. E só foram se preocupar com trânsito após os recordes de engarrafamento. Já Alckmin participou dos 12 anos dos tucanos no Estado e foi o que menos fez metrô”, afirma o presidente municipal do PT, vereador José Américo.

Secretário de Transportes Metropolitanos na gestão Alckmin e atual presidente da Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano, Jurandir Fernandes é o principal técnico em transportes ligado aos tucanos. Para ele, o futuro prefeito terá de investir em corredores de ônibus, mas corredores “de verdade”. “Tem que ser exclusivos mesmo, sem taxi, autoridades ou polícia, não parar nos cruzamentos e ter possibilidade de ultrapassagem.”

Sobre as críticas à gestão Alckmin, Fernandes diz que se trata de “oportunismo político”. “Temos 20 km de linhas que ficarão prontas até 2010. Tem que considerar não linhas inauguradas, mas colocadas em obras. Retomamos a linha 2 e demos início à linha 4 do metrô, além da linha de trem de Osasco a Grajaú.”

Kassab vai explorar o aporte de recursos no metrô – o que a Prefeitura de São Paulo não fazia há 30 anos – que pode vir a chegar a R$ 1 bilhão, além da ampliação em duas horas do rodízio de veículos na cidade.

No Rio, há cerca de 240 novos veículos a mais circulando diariamente na cidade, em um espaço limitado geograficamente pelo mar e pelas montanhas. Para o secretário municipal de trânsito, Arolde de Oliveira, os candidatos precisarão se ater em especial ao intenso crescimento mobiliário e comercial das regiões que agregam Jacarepaguá, Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes. “Há novos pólos de tráfego que não estavam previstos nos planejamentos urbanos anteriores. Todas as vias chegaram ao limite. Esgotaram-se as possibilidades de duplicação”, diz.

Como exemplo, cita o túnel Rebouças, inicialmente projetado para 80 mil veículos diários e por onde hoje passam mais de 200 mil; e a linha amarela, projetada para menos de 100 mil e hoje com fluxo de 200 mil veículos/ dia. “As obras que devem centrar o debate nesta área são algumas poucas duplicações, além da criação de corredores de ônibus e aquisição de ônibus interligados.” O secretário também aponta o alto índice de idosos na cidade como fator que piora o tráfego. “Há cada vez mais idosos se habilitando a dirigir. E eles dirigem com mais cautela, os reflexos já não são os mesmos. Acabam dirigindo mais devagar.”

Na capital gaúcha, a velocidade média dos ônibus nos corredores chega a 23 km/ h, quase 30% acima do melhor desempenho registrado em São Paulo. “Porto Alegre vive uma situação razoavelmente confortável”, afirma o secretário de Mobilidade Urbana, Luís Afonso Senna. Segundo ele, a velocidade nos corredores de ônibus vem se mantendo estável. Ainda assim, melhorar o transporte coletivo para estimular a redução do uso dos automóveis e evitar, no futuro, a necessidade de rodízio é a bandeira comum aos candidatos. Todos também defendem a construção do metrô.

Uma das metas do prefeito José Fogaça (PMDB), possível candidato à reeleição, é implantar os “Portais da Cidade”, que prevêem a construção de três estações de transbordo de onde partirá uma linha tronco para atender a área central da cidade.

Para a candidata do PT à prefeitura, a deputada federal Maria do Rosário, é preciso reverter a redução do número de usuários do sistema, de 33 milhões para 25 milhões por mês nos últimos dez anos. Rosário defende a criação de linhas que ligam bairros entre si sem passar pelo centro, maior freqüência dos ônibus, um controle mais rigoroso das planilhas de custos das empresas e até a ampliação de subsídios para, por exemplo, portadores de deficiência.

A deputada federal Luciana Genro (PSOL) defende uma auditoria nas planilhas de custos para verificar se as margens de lucro das empresas não estão “exageradas”. Segundo ela, de janeiro de 2001 a agosto de 2007 (sem incluir o reajuste de fevereiro deste ano) as tarifas subiram 114%, enquanto o IPCA aumentou 59%. A deputada admite ainda conceder isenção aos trabalhadores desempregados com subsídio integral para evitar impacto nos preços pagos pelos demais usuários.

Candidata pelo PCdoB, a deputada federal Manuela D’Ávila também vê na implantação do metrô uma “pauta urgente” para a futura administração, desde que combinada com o sistema de ônibus e ciclovias. Melhorar o conforto e a freqüência dos ônibus, qualificar os profissionais do setor e exigir mais investimentos das empresas são propostas do candidato do DEM, o deputado federal Onyx Lorenzoni.

Em Florianópolis, as últimas pesquisas da prefeitura apontam a questão viária como uma das principais preocupações da cidade. O prefeito Dário Berger (PSDB), candidato à reeleição, criou a tarifa única e fez algumas obras que melhoraram o fluxo de veículos. Entretanto, a cidade ainda carece de transporte marítimo em ligações importantes entre a ilha e o continente, hoje feita por duas pontes: Colombo Salles e Pedro Ivo Campos. A ponte Hercílio Luz, cartão postal de Florianópolis, está desativada. Além da falta de transporte marítimo, Florianópolis não possui um sistema cicloviário. Há trechos de ciclovias, que dificilmente se conectam. Para a oposição, Berger não fez investimentos necessários. “É visível que os acessos à cidade estão saturados. Essa ligação não recebe investimentos desde a década de 90, quando foi inaugurada a última ponte”, diz Joares Ponticelli, presidente do PP em Santa Catarina.

No Recife, a situação do trânsito é tão caótica que a Câmara Municipal deve votar, este mês, um projeto do vereador Liberato Costa Júnior (PMDB) para a implantação de rodízio, inspirado no modelo paulistano. A principal diferença, porém, é que no Recife a proibição de circulação será durante o dia todo, e não apenas nos horários de pico. A restrição não atingiria o bairro de Boa Viagem, cujas principais vias ficam paradas diariamente. “Recife tem apenas 200 quilômetros quadrados e não tem mais por onde crescer. Foi se expandindo verticalmente”, diz.

Os candidatos temem a reação do eleitorado à medida. Para o candidato do PMDB, Raul Henry, a restrição à circulação de carros ainda precisa ser melhor avaliada. De acordo com o deputado federal, o pedágio no centro da cidade pode ser uma alternativa ao rodízio. “Mas ainda estamos avaliando para montar o programa de governo.” O que ele dá como certo em suas ações, caso seja eleito, são os investimentos em obras públicas voltadas para novas vias na cidade, além da ampliação do transporte coletivo.

Para Mendonça Filho (DEM), a solução para amenizar o trânsito no Recife está em ampliar a “mobilidade dos cidadãos” . O candidato pretende incentivar os recifenses a andarem mais, por exemplo. “Em muitas áreas, Recife não tem calçadas. Pretendemos municipalizar as calçadas das principais vias que hoje estão sob responsabilidade privada”, explica. Uma nova via ligando o centro da cidade ao bairro de Boa Viagem também está nos planos do ex-vice-governador. Ele descarta o rodízio: “Não vejo necessidade no curto prazo.” Um dos poucos candidatos que não se recusa a admitir o rodízio é o deputado federal Cadoca (PSC). “Ainda precisa ser mais estudado, mas pode ser uma saída em uma situação de emergência.”

Em Belo Horizonte, o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), conseguiu autorização da Câmara Municipal para vender a participação acionária que o município tinha na Copasa, a estatal de saneamento básico. Uma grande parte dos recursos será utilizada na conclusão de obras viárias. Com a proposta aliviar o trânsito no centro, o prefeito se envolveu em projetos polêmicos como a transferência da rodoviária para a zona oeste. A proposta, já aprovada, esbarra nos interesses dos comerciantes do centro.

Um dos possíveis candidatos a substituir Pimentel, o secretário estadual de desenvolvimento econômico Márcio Lacerda (PSB), já levou à ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, proposta para retomar as obras do metrô, atrasadas há mais de duas décadas, num modelo de Parceria Público Privada, com contrapartida das três esferas de governo. Além da conclusão da primeira linha, Lacerda defende a construção da segunda, que levaria o metrô até a Savassi, tradicional e refinado centro de compras da capital mineira.(Colaborou Raquel Salgado, de Salvador)

17/12/2007 - 16:19h Pernambuco e Recife: avaliação do governador e do prefeito no limbo

Na pesquisa da Plural, que esta coluna teve acesso com exclusividade, os números de avaliação do Governo estadual batem com os do Datafolha. Eduardo (PSB) tem 11% de ótimo e 37% de bom. Apenas 5% consideram ruim e outros 6% péssimo.

Eduardo Campos, governador de Pernambuco

João Paulo,
Prefeito de Recife


João Paulo vai bem –

Já o prefeito João Paulo (PT) passou no teste: tem 16% de ótimo, 44% de bom e apenas 8% de péssimo. Fonte Blog de Magno Martins

26/10/2007 - 12:11h pesquisa eleições municipais em Recife

Coluna de Magno Martins na Folha de Pernambuco

Mendonça consolida imagem

Algumas constatações óbvias da pesquisa do Ipespe sobre a sucessão de João Paulo no Recife, divulgada, ontem, dentro do pacote do “Barômetro Pernambuco”: Mendonça Filho se desvinculou completamente da imagem de Jarbas, de quem foi vice, ganhou luz própria e continua liderando nos três cenários avaliados.

Cadoca, que está em segundo, mas numa situação caracterizada de empate técnico, mostra, mais uma vez, que não pode ser um candidato subestimado, mesmo estando numa legenda nanica, o PSC. O candidato mais forte do PT, como se esperava, é o ex-ministro Humberto Costa, com 18% das intenções de voto, enquanto o mais fraco é Maurício Rands, com 2%.

João da Costa, o preferido do prefeito, aparece com 5%. A grande surpresa da pesquisa é o desempenho do candidato do PMDB, Raul Henry, que não consegue ultrapassar a casa dos 7%, mesmo depois de uma mídia intensa na tevê ao lado do senador Jarbas Vasconcelos.

Aliados do prefeito têm dito nos bastidores que farão uma campanha light em relação a Cadoca, porque quando seu nome é retirado de qualquer cenário em pesquisa, os votos migram quase na sua totalidade para Mendonça e não Henry. No mais, essa pesquisa vai dar mais munição às correntes do PT que passaram a combater a candidatura de João da Costa.