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	<title>Blog do Favre &#187; remédio</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>EUA indicam remédio para prevenir câncer de próstata</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/02/eua-indicam-remedio-para-prevenir-cancer-de-prostata/</link>
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		<pubDate>Sat, 28 Feb 2009 19:57:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
 Usada para tratar calvície, finasterida reduz em 25% o risco de tumor maligno
Recomendação se apoia em estudo com 18.882 homens; especialistas se dividem sobre o uso da droga, que pode gerar disfunção sexual
AMARÍLIS LAGE &#8211; FOLHA SP
DA REPORTAGEM LOCAL
A Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco) e a Associação Americana de Urologia (AUA) divulgaram no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://dicasgratis666.files.wordpress.com/2008/08/finasterida.jpg" alt="http://dicasgratis666.files.wordpress.com/2008/08/finasterida.jpg" width="126" height="267" /><img src="http://newsimg.bbc.co.uk/media/images/41381000/gif/_41381365_prostate_cancer.gif" alt="http://newsimg.bbc.co.uk/media/images/41381000/gif/_41381365_prostate_cancer.gif" width="375" height="270" /></div>
<p><strong> Usada para tratar calvície, finasterida reduz em 25% o risco de tumor maligno</strong></p>
<p><strong>Recomendação se apoia em estudo com 18.882 homens; especialistas se dividem sobre o uso da droga, que pode gerar disfunção sexual</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">AMARÍLIS LAGE &#8211; FOLHA SP</p>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>A Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco) e a Associação Americana de Urologia (AUA) divulgaram no dia 24 a primeira recomendação de um remédio para a prevenção do câncer de próstata.</p>
<p>A orientação prevê que homens saudáveis usem finasterida para prevenir esse tipo de tumor -procedimento que a Asco definiu como &#8220;quimioprevenção&#8221;. O remédio já é utilizado atualmente no tratamento da calvície e do crescimento benigno da próstata.</p>
<p>A recomendação tem como base o PCPT (Prostate Cancer Prevention Trial), estudo realizado nos Estados Unidos e no Canadá com 18.882 homens com idade acima de 55 anos e sem sinal de câncer de próstata.</p>
<p>Durante sete anos, parte dos participantes tomou finasterida e parte, placebo. Constatou-se que o uso do remédio reduziu em cerca de 25% o aparecimento do câncer.</p>
<p>O resultado, porém, foi acompanhado de uma polêmica: aparentemente, os homens que tomaram finasterida e tiveram câncer de próstata apresentavam tumores mais agressivos. Estudos posteriores mostraram que, como esses participantes tinham a próstata reduzida pela finasterida, era mais fácil encontrar nas biópsias deles tumores agressivos. Além disso, os pesquisadores relataram que esses tumores eram detectados antes no grupo que tomou o remédio do que no grupo que recebeu placebo.</p>
<p>&#8220;O tempo mostrou que a finasterida deixa essas células com uma aparência mais &#8220;feia&#8221;, mas é só uma alteração morfológica, elas não ficam mais agressivas. Houve uma polêmica que dividiu os médicos, mas ela vai acabar. Se a AUA adotou essa recomendação, é porque as evidências a favor da finasterida são muito fortes&#8221;, avalia o urologista Miguel Srougi, professor titular da USP.</p>
<p>Mas, para outros especialistas, ainda há algumas perguntas em aberto. &#8220;Uma delas é: a finasterida só evita o câncer mais leve, e não o mais agressivo? Outra: qual o resultado da finasterida depois de sete anos? Há indício de que, após esse período, a proteção diminua&#8221;, afirma Stênio de Cássio Zequi, cirurgião pélvico do Hospital do Câncer A.C.Camargo.</p>
<p>O urologista Carlos Eduardo Corradi, chefe do departamento de uro-oncologia da SBU (Sociedade Brasileira de Urologia), considera a recomendação norte-americana precoce. &#8220;Estudos com o câncer de próstata demoram muitos anos para apresentar resultados e o PCPT não teve a conclusão final ainda. A gente não sabe o que pode acontecer a longo prazo.&#8221;</p>
<p><strong><br />
Desvantagens</strong></p>
<p>As entidades norte-americanas recomendam que homens que já tomam finasterida e aqueles que têm PSA total até 3 conversem com seus médicos sobre os prós e contras de tomar o medicamento a longo prazo. No Brasil, o PSA total é considerado saudável até 2,5, mas isso varia de acordo com outros fatores, como o tamanho da próstata do paciente e o índice de PSA livre.</p>
<p>Uma desvantagem do remédio é que ele pode gerar disfunção sexual e crescimento da mama. De acordo com Zequi, esses efeitos costumam atingir cerca de 3% dos pacientes.</p>
<p>Para os especialistas ouvidos pela Folha, o uso do medicamento deve ser indicado para homens que integrem grupos de risco. Ter um parente de primeiro grau com a doença eleva em duas vezes o risco de desenvolver câncer de próstata. Além disso, a incidência da doença parece ser maior em negros, de acordo com Srougi.</p>
<p>Ele ressalta que, atualmente, os urologistas não têm à disposição nenhum outro método preventivo para o câncer de próstata. Há alguns anos, acreditou-se que o licopeno (substância que confere a cor vermelha do tomate), o selênio e a vitamina E teriam um efeito protetor, mas levantamentos recentes mostraram que ainda não há evidências suficientes nesse sentido.</p>
<p>Procurado pela reportagem, o Inca (Instituto Nacional de Câncer) respondeu, por meio de sua assessoria de imprensa, que não comenta pesquisas que não tenham tido participação do corpo clínico do órgão.</p>
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		<title>Programa de aids começa a estagnar</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jan 2009 11:17:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na opinião de especialistas, epidemia tem novas características que exigem mudança, principalmente na prevenção
Lígia Formenti, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP
Após sucessivos elogios recebidos no cenário internacional, o Programa Nacional de DST-Aids começa a dar sinais de estagnação. Indicadores importantes, como número de casos novos e taxa de mortalidade, praticamente não mudaram nos últimos cinco anos. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Na opinião de especialistas, epidemia tem novas características que exigem mudança, principalmente na prevenção</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99" class="fonte">Lígia Formenti, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP</p>
<p>Após sucessivos elogios recebidos no cenário internacional, o Programa Nacional de DST-Aids começa a dar sinais de estagnação. Indicadores importantes, como número de casos novos e taxa de mortalidade, praticamente não mudaram nos últimos cinco anos. Os índices de transmissão da mãe para o bebê durante a gravidez caíram, mas não como era esperado pelo próprio governo.</p>
<p>Além disso, com o aumento de casos no Norte e Nordeste entre homossexuais jovens e pessoas com mais de 50 anos, a epidemia adquiriu novas características, o que exige mudança na forma de atuação, principalmente na área de prevenção.</p>
<p>&#8220;O quadro é bastante preocupante, mas o que vemos é apenas comemoração&#8221;, afirma Mário Scheffer, da organização não-governamental Pela Vidda. Todos os dias , 97 pessoas se contaminam com o HIV, vírus da aids, e outras 30 morrem por causa da doença. &#8220;É como se um ônibus caísse do despenhadeiro diariamente e ninguém se importasse.&#8221;</p>
<p>Para Scheffer, os números estampam a necessidade de o programa fazer uma autocrítica, perceber o que não está dando certo e, nessas áreas, mudar a estratégia. &#8220;Mas o que vemos é o oposto. Há uma percepção coletiva de que tudo está maravilhoso, que temos o maior programa do mundo. Estamos vivendo de sofismas, não da realidade.&#8221;</p>
<p>O pesquisador da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) Alexandre Grangeiro diz que os dados divulgados no último boletim, em novembro, estampam uma lista de desafios que precisam ser enfrentados. Grangeiro, que já foi coordenador do programa nacional, observa que o País hoje apresenta não uma, mas várias epidemias de aids. Nas Regiões Sudeste, Sul e na faixa litorânea, há uma epidemia mais antiga e estabilizada, com queda do número de soropositivos usuários de drogas e um aumento dos casos entre gays jovens. No Norte e Nordeste, existe uma epidemia bem mais recente, formada principalmente por transmissão heterossexual. &#8220;Isso exige a adoção de estratégias diferenciadas na prevenção e na melhoria da qualidade do atendimento.&#8221;</p>
<p>O que preocupa nos Estados do Norte é a combinação de alguns fatores &#8211; menor tendência ao uso de preservativos, iniciação sexual precoce, menos interesse pelo teste para detectar o HIV. Todas características que dificultam a prevenção e o acesso mais rápido ao tratamento. Talvez por isso a Região Norte apresente uma tendência de aumento nos índices de mortalidade. &#8220;Com a interiorização da aids, o País enfrenta outro problema, que é a desigualdade na qualidade dos serviços, a dificuldade no acesso ao tratamento. Isso precisa ser solucionado&#8221;, avalia a coordenadora da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia), Cristina Pimenta.</p>
<p>Grangeiro aponta ainda outros dois pontos que precisam ser melhorados: quantidade de pessoas testadas para o HIV e o acesso a tratamento para gestantes contaminadas. &#8220;Muito se fala que a aids somente será controlada com a vacina. No caso das gestantes, o tratamento existente é uma forma de vacina, algo que previne a infecção do feto em quase 98% dos casos. Mesmo assim, o País continua registrando, todos os anos, uma triste marca de contaminações em bebês.&#8221;</p>
<p>O pesquisador da USP acredita que os maiores desafios estão em áreas que dependem de ações governamentais gerais. &#8220;Sem infraestrutura adequada nos serviços, não há como garantir diagnóstico precoce. Sem pré-natal de qualidade, não há como se certificar de que a gestante não é portadora do vírus, não há como ofertar tratamento adequado antiaids para o bebê. A qualidade das ações acaba esbarrando nos problemas gerais.&#8221;</p>
<p><strong>PREVENÇÃO</strong></p>
<p>A estimativa é de que 46% dos pacientes cheguem aos serviços em estágio adiantado da doença. Com isso, o efeito dos remédios antiaids será limitado. &#8220;Há muito o que melhorar nesta área&#8221;, diz Grangeiro. O infectologista Caio Rosenthal tem avaliação semelhante. &#8220;O programa melhorou muito, há avanços inegáveis. Mas em alguns pontos é possível avançar mais, como no diagnóstico precoce.&#8221; O infectologista Celso Ramos concorda: &#8220;É preciso mudar a cultura, tornar o teste mais disponível em toda a rede. &#8220;</p>
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		<title>FDA pode banir drogas para asma</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Dec 2008 17:42:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Serevent e Foradil, broncodilatadores aprovados pela Anvisa, são amplamente usados no Brasil
Recomendação é de painel de especialistas da agência, que avaliam que remédios aumentam risco de morte; posição não é definitiva
FERNANDA BASSETTE &#8211; FOLHA SP
Especialistas da FDA (agência norte-americana que regulamenta a aprovação de alimentos e fármacos) sugeriram a proibição do uso dos medicamentos Serevent [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://imgsrv.kcbs.com/image/kcbs/UserFiles/Image/asthma_inhaler.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://imgsrv.kcbs.com/image/kcbs/UserFiles/Image/asthma_inhaler.jpg" width="502" height="377" /></div>
<p><strong>Serevent e Foradil, broncodilatadores aprovados pela Anvisa, são amplamente usados no Brasil</strong></p>
<p><strong>Recomendação é de painel de especialistas da agência, que avaliam que remédios aumentam risco de morte; posição não é definitiva</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">FERNANDA BASSETTE &#8211; FOLHA SP</p>
<p>Especialistas da FDA (agência norte-americana que regulamenta a aprovação de alimentos e fármacos) sugeriram a proibição do uso dos medicamentos Serevent e Foradil para tratar pacientes com asma sob a justificativa de que eles aumentam os riscos de morte. No Brasil, os dois remédios são aprovados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e são amplamente prescritos pelos médicos.<br />
A recomendação foi feita durante uma reunião realizada anteontem nos Estados Unidos e ainda não é a posição definitiva da FDA, que costuma seguir a mesma linha de decisão.<br />
A discussão envolvendo os riscos dos medicamentos para asma incluía outros dois remédios: Advair (que ainda não é aprovado no Brasil) e Symbicort. Esses não tiveram associação direta com o aumento do número de mortes e continuam indicados para tratar asma.<br />
Segundo o alergista Celso Henrique de Oliveira, professor da pós-graduação em pediatria da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Foradil e Serevent são medicamentos broncodilatadores de ação prolongada, indicados apenas quando associados a um corticóide inalatório. Já Advair e Symbicort possuem corticóide na formulação. &#8220;O broncodilatador abre os brônquios e ajuda o paciente a respirar, enquanto o corticóide tem ação antiinflamatória e age no tratamento da doença.&#8221;<br />
O problema, explica Oliveira, é que muitos pacientes usam os broncodilatadores por conta própria e para alívio imediato da crise, sem associar com um corticóide -o que não é recomendado. Em tese, esses remédios deveriam ser vendidos apenas com receita médica.<br />
&#8220;A gente sabe que no Brasil a venda acontece indiscriminadamente. O remédio é indicado para uso duas vezes por dia, mas o paciente usa cinco, seis, até dez vezes. Isso causa uma sobrecarga mesmo. Além disso, as causas das mortes ainda estão sendo investigadas&#8221;, afirmou o alergista.<br />
Segundo Oliveira, Serevent e Foradil são medicamentos &#8220;primos&#8221; dos broncodilatadores Aerolin e Berotec, de ação curta e que são usados no tratamento de asma há mais de 30 anos. &#8220;Serevent e Foradil são melhores, melhoram a qualidade de vida do paciente e têm uma indicação específica. Em vez de proibir o uso, as agências reguladoras deveriam controlar a venda, feita de maneira indiscriminada, pois qualquer remédio ingerido em excesso pode aumentar o risco de morte.&#8221;<br />
Na opinião da alergista Yara Mello, diretora da Associação Brasileira de Asmáticos (Abra), os dois medicamentos possuem ação comprovada, demonstrada em inúmeros estudos clínicos, então ainda não há motivo para pânico.<br />
&#8220;O que a FDA está apresentando agora são evidências estatísticas de que há mais casos de morte de pacientes que usaram os remédios sem o corticóide, mas eles ainda não comprovaram qual mecanismo está envolvido nisso. Por isso, acho complicado associar o medicamento à morte&#8221;, ponderou.<br />
<strong><br />
Nenhum caso grave</strong><br />
A assessoria de imprensa da Anvisa informou que a agência está acompanhando as discussões internacionais sobre a indicação de Serevent e Foradil para tratar asma, mas avisou que, por enquanto, não há indícios suficientes de riscos para proibir os medicamentos no Brasil e também não há nenhum registro de reação adversa ou efeito colateral grave associados aos medicamentos.<br />
Tatiana Matozo, da Novartis (fabricante do Foradil) e Robson Lima, da GlaxoSmithKline (que fabrica o Serevent) informaram que as empresas acreditam na segurança dos produtos, quando usados de acordo com o que está previsto na bula -uso do remédio associado a um corticóide inalatório. As duas informaram também que a decisão não é definitiva.<br />
(Colaborou RACHEL BOTELHO)</p>
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		<title>A nova superbactéria</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Nov 2008 17:17:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Caption: Scanning electron microscope image of A. baumannii, with maps of its genome (outer circle) and alien island sequences (inner circle – red).
Credit: Courtesy of J.Carr/CDC; T.Gianoulis and D.Massa/Yale
Comunidade internacional divulga alerta para infecções resistentes a remédios
Normalmente encontrada no solo e na água, uma perigosa e resistente bactéria se alastra por hospitais de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center">  <em><font size="1"><img src="http://www.eurekalert.org/multimedia/pub/web/3307_web.jpg" border="0" /></font></em></p>
<div align="center"></div>
<div align="center"></div>
<p align="center"><em><font size="1"><strong>Caption:</strong> Scanning electron microscope image of A. baumannii, with maps of its genome (outer circle) and alien island sequences (inner circle – red).<br />
<strong>Credit:</strong> Courtesy of J.Carr/CDC; T.Gianoulis and D.Massa/Yale</font></em></p>
<p><strong>Comunidade internacional divulga alerta para infecções resistentes a remédios</strong></p>
<p>Normalmente encontrada no solo e na água, uma perigosa e resistente bactéria se alastra por hospitais de todo o mundo, inclusive do Brasil, alertaram especialistas em doenças infecciosas em artigo publicado esta semana na revista médica “The Lancet”. De acordo com os médicos, a Acinetobacter baumannii seria ainda mais ameaçadora do que a MRSA (uma variante muito resistente de Staphylococcus aureus) e a Clostridium difficile: ela já responde por pelo menos 30% das infecções hospitalares resistentes a drogas.</p>
<p>— Há um crescente aumento de infecções por A baumannii em vários hospitais em todo o mundo — afirmou, em entrevista à Reuters, Matthew Falagas, da Universidade de Tufts, em Boston, e do Instituo Alfa de Ciências Biomédicas, na Grécia, co-autor do artigo ao lado de Drosos Karageorgopoulos. — E são infecções muito difíceis de tratar porque as bactérias são resistentes à maioria dos medicamentos disponíveis.</p>
<p>Brasil já registrou casos de infecção</p>
<p>Especialistas em infecção hospitalar no Brasil já estão cientes da ameaça da bactéria e de sua presença em centros de saúde no país há algum tempo.</p>
<p>— Do mesmo modo que em outros países, não somente as Staphylococcus aureus resistentes à meticilina, conhecidos como MRSA, têm preocupado nossa comunidade médicocientífica.</p>
<p>Surtos de infecções hospitalares causadas por A. baumannii, sensíveis somente ao antibiótico colistina, têm sido descritos, há alguns anos, no Brasil — diz Agnes Marie Sá Figueiredo, diretora do Instituto de Microbiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).</p>
<p>De acordo com o artigo da “Lancet”, o papel da A. baumannii em graves infecções diagnosticadas em pacientes criticamente doentes é cada vez mais claro. “Esse patógeno está associado a surtos de infecção muito difíceis de serem controlados”, destaca o texto.</p>
<p>Alguns médicos estão lançando mão de uma classe de antibióticos conhecidos como polimixinas para combater a infecção.</p>
<p>Essas drogas não são usadas há 20 anos para esta finalidade, em parte por causa dos efeitos colaterais que apresentam, entre eles problemas renais. “Isso significa que os médicos precisam de novas drogas para combater a bactéria”, sustentou Falagas. “Mas a melhor arma para deter o avanço da A. baumannii ainda é lavar bem as mãos. Essa é a medida mais importante de prevenção para os que trabalham em hospitais.” Mas não apenas. A limpeza das instalações hospitalares e dos equipamentos utilizados é ainda mais importante, sustentam especialistas em infecções resistentes.</p>
<p>A A. baumannii compartilha muitas das piores características da MRSA e da Clostridium difficile, como a sobrevivência em superfícies secas e a resistência à maioria dos desinfetantes. A A. baumannii sobrevive na poeira e até na roupa de cama por meses.</p>
<p>Ela também pode ser transportada na pele de pessoas saudáveis. Tudo isso torna muito difícil a erradicação da bactéria depois que ela se instala em alguma instituição, explicam os especialistas, e revelam a importância da limpeza rigorosa na prevenção.</p>
<p>A A. baumannii provoca infecções sangüíneas e pneumonia, entre outros problemas.</p>
<p>Especialistas dizem que a bactéria não representa uma ameaça às pessoas saudáveis e que mesmo para as linhagens mais resistentes ainda existem drogas eficazes. No entanto, dizem, a questão é preocupante.</p>
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		<title>Primeira traquéia feita com células-tronco do paciente é usada em transplante</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Nov 2008 19:10:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Claudia Castillo posa para foto no corredor do hospital de Barcelona, onde se submeteu a um transplante de traquéia
 O GLOBO
Órgão sob medida
Num feito que já está sendo considerado um marco na medicina, cirurgiões espanhóis realizaram com sucesso o primeiro transplante de um órgão criado em laboratório a partir das células-tronco do próprio paciente. A tecnologia, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.google.com/hostednews/afp/media/ALeqM5jmiRsGiYcDN-kHFcaufP0hBANU7g?size=m" style="cursor: pointer" id="ss-image" /></div>
<p align="center"><em><font size="1">Claudia Castillo posa para foto no corredor do hospital de Barcelona, onde se submeteu a um transplante de traquéia</font></em></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong> O GLOBO</strong></p>
<p><strong>Órgão sob medida</strong></p>
<p>Num feito que já está sendo considerado um marco na medicina, cirurgiões espanhóis realizaram com sucesso o primeiro transplante de um órgão criado em laboratório a partir das células-tronco do próprio paciente. A tecnologia, ainda experimental, permitiu que se fizesse um transplante sem a necessidade de se usar drogas contra rejeição. A colombiana Claudia Castillo, de 30 anos, que recebeu uma nova traquéia, se encontra com boa saúde, relatam os cirurgiões em estudo publicado na revista médica “The Lancet”.</p>
<p>Para os especialistas, os órgãos feitos sob medida têm tudo para se popularizarem, cumprindo uma importante promessa das tão apregoadas aplicações terapêuticas das células-tronco.</p>
<p>A cirurgia foi realizada há cinco meses. Em razão de uma tuberculose severa, a traquéia da mulher havia ficado muito danificada e ameaçava inviabilizar um de seus pulmões — o órgão é responsável por levar o ar aos pulmões. Os médicos optaram então por um transplante.</p>
<p>Mas de um tipo nunca antes tentado. Para desenvolver em laboratório uma nova passagem de ar para a paciente, os especialistas partiram de uma traquéia fornecida por um doador.</p>
<p>Os cientistas submeteram o órgão doado a banhos de substâncias químicas bastante fortes (um detergente enzimático) para destruir todas as células vivas do doador, deixando apenas uma espécie de fôrma, composta de colágeno.</p>
<p>Isso forneceu a eles uma “estrutura” de traquéia, que, posteriormente, foi devidamente repovoada com células da própria paciente.</p>
<p>Por terem usado as células de Cláudia, os médicos conseguiram “enganar” seu organismo, evitando a rejeição do órgão. Dois tipos de células foram usadas: aquelas retiradas da própria região da traquéia e células-tronco adultas — células imaturas retiradas da medula óssea e que têm o potencial de se transformarem em vários tecidos do corpo. No caso de Cláudia, as células-tronco foram encorajadas a se tornarem células de traquéia.</p>
<p>Depois de quatro dias de desenvolvimento num biorreator, a nova traquéia estava pronta para ser transplantada. O cirurgião responsável, Paolo Macchiarini, do Hospital das Clínicas de Barcelona, na Espanha, conduziu o procedimento em junho passado.</p>
<p>Cláudia foi diagnosticada com tuberculose em 2004.</p>
<p>— Começou com uma tosse e acabei passando três meses tentando descobrir o que estava errado comigo — lembra ela. — Foram muitos diagnósticos errados.</p>
<p>Tuberculose grave destruiu traquéia</p>
<p>De origem colombiana, Cláudia mora em Barcelona com os dois filhos, Johan, de 15 anos, e Isabella, de 4 anos. Em princípio, sua tuberculose foi tratada com remédios, mas a infecção foi tão severa que, este ano, ela sofreu um colapso no pulmão esquerdo. Ela deu entrada no hospital em março em estado muito grave, com grandes dificuldades de respirar. As únicas opções disponíveis seriam remover seu pulmão — o que implicaria uma série de riscos — ou um transplante de traquéia.</p>
<p>— É claro que estava com medo, mas queria muito ficar boa novamente — conta ela.</p>
<p>Dez dias depois da inovadora cirurgia, Cláudia foi mandada para casa sem apresentar qualquer complicação e sem ter tomado drogas imunossupressoras, normalmente usadas em transplantes para evitar a rejeição. Dois meses depois, exames revelaram que a operação tinha sido um sucesso.</p>
<p>— Me sinto ótima e muito honrada — diz ela. — O método me livrou da doença e voltei a me sentir bem.</p>
<p><strong><br />
SAIBA MAIS SOBRE A OPERAÇÃO</strong></p>
<p>Uma colombiana recebeu o primeiro transplante de um órgão feito sob medida. Ele foi desenvolvido a partir da traquéia de um doador, usada como molde, e células-tronco da própria paciente, extraídas da medula óssea. Com a técnica, os cientistas conseguiram evitar a rejeição da traquéia</p>
<p>As vias respiratórias da paciente tinham sido gravemente afetadas pela tuberculose</p>
<p>O PROCESSO DE TRANSPLANTE</p>
<p>Os médicos encontraram um doador de traquéia</p>
<p>A traquéia do doador é destituída de todas as suas células, deixando apenas o tecido conjuntivo, para sustentação</p>
<p>Células-tronco são extraídas da própria paciente, amadurecidas e transformadas em células de cartilagem</p>
<p>A traquéia do doador é colocada num biorreator especial, o que permite as células crescer naturalmente</p>
<p>O órgão criado em laboratório é cortado na forma correta para se adequar ao corpo da paciente e implantado nela</p>
<p><strong><br />
Célula embrionária restaura visão e audição de animal<br />
Primeiro passo para tratar seres humanos</strong></p>
<p>Células-tronco embrionárias foram usadas com sucesso para recuperar a visão e a audição de animais, anunciaram ontem pesquisadores do Instituto Nacional de Saúde (NIH), dos EUA, e da Universidade Nacional de Chonnam, na Coréia do Sul, no que acreditam ser o primeiro passo para o tratamento de seres humanos.</p>
<p>Um dos grupos recuperou a audição de porquinhos da Índia usando células-tronco humanas, enquanto o outro restaurou a visão em girinos usando células de sapos. Embora não tenham uso imediato em seres humanos, as experiências revelam importantes mecanismos do desenvolvimento da visão e da audição, importantes para as pesquisas.</p>
<p>— As descobertas ilustram o extraordinário potencial das pesquisas com células-tronco para o tratamento de doenças — disse Anand Swaroop, especialista do NIH.</p>
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		<title>Dor nas costas é a mais forte e grave para brasileiros, diz estudo</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Nov 2008 16:28:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Para 69% dos entrevistados, dor na coluna é considerada problema crônico
FOLHA SP 
A dor na coluna pode ser considerada a verdadeira vilã na vida dos brasileiros: é descrita como a mais forte, a que mais incomoda e a mais grave para a saúde. As conclusões são da pesquisa &#8220;Dor no Brasil&#8221;, realizada em parceria entre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/dor-nas-costas-e-a-mais-forte-e-grave-para-brasileiros-diz-estudo/8555/" rel="attachment wp-att-8555" title="costas_danca.jpg"></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/11/costas_danca.jpg" alt="costas_danca.jpg" width="551" height="475" /></div>
<p></a></p>
<p><strong>Para 69% dos entrevistados, dor na coluna é considerada problema crônico</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>FOLHA SP </strong></p>
<p>A dor na coluna pode ser considerada a verdadeira vilã na vida dos brasileiros: é descrita como a mais forte, a que mais incomoda e a mais grave para a saúde. As conclusões são da pesquisa &#8220;Dor no Brasil&#8221;, realizada em parceria entre a Pfizer e o Ibope com 1.400 pessoas de nove capitais do país.</p>
<p>Entre os entrevistados, 69% consideram a dor na coluna ou nas costas uma dor crônica, pois sofrem do problema há mais de um ano. No entanto, apesar de ser a mais incômoda, a dor na coluna ficou em segundo lugar no ranking das dores mais comuns na vida das pessoas. A primeira posição foi ocupada pela dor de cabeça.</p>
<p>A pesquisa constatou ainda alto índice de automedicação. Quando sentem uma dor reincidente, 64% dos entrevistados procuram resolver o problema sozinhos, geralmente por meio de remédios. Mas, quando a dor é desconhecida, 66% dos brasileiros procuram ajuda médica.</p>
<p>Para a anestesiologista Rioko Sakata, chefe do Ambulatório da Dor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), os resultados da pesquisa não surpreendem, pois não existem muitas clínicas especializadas em dor. Além disso, a dor nas costas é bastante freqüente na população.</p>
<p>De acordo com a médica, a dor na coluna geralmente é provocada por maus hábitos, como manter uma postura inadequada, carregar muito peso e passar boa parte do tempo sentado sem fazer alongamento, e também pelo sedentarismo. A artrose, doença degenerativa, também causa dor na coluna.</p>
<p>&#8220;Esta é uma dor freqüente, mas está longe de ser a mais intensa e a mais grave. Existem dores muito piores, como as de lesões na medula, por exemplo&#8221;, afirma a médica.</p>
<p>Sakata acrescenta ainda que a automedicação não é recomendada e pode trazer prejuízos para a saúde. &#8220;Se alguém tomar um remédio por conta, poderá esconder outros problemas e mascarar os sintomas de alguma doença que pode ser mais grave&#8221;, diz.</p>
<p>De acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde, 85% da população vai viver ao menos um episódio de dor nas costas ao longo da vida.</p>
<p>Um estudo realizado por pesquisadores autralianos e publicado recentemente no &#8220;British Medical Journal&#8221; mostrou que a recuperação das lombalgias (dores lombares) é muito mais longa do que o previsto pelas atuais orientações médicas.</p>
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		<title>Folha sabatinou Marta</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Sep 2008 21:35:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[foto Cesar Ogata

Na sabatina da Folha, Marta deixou claro o centro das divergências que opõem o PT a administração demo-tucana.
Para estes últimos, o Estado deve ser reduzido a sua mínima expressão. Não é por acaso que sempre se comparam com &#8220;gerentes&#8221; ou administração de empresa. Uma boa administração pública para eles, é a que dá [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><em><font size="1">foto Cesar Ogata<br />
</font></em><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/09/folha-sabatinou-marta/7650/" rel="attachment wp-att-7650" title="marta_sabatina_folha.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/09/marta_sabatina_folha.jpg" alt="marta_sabatina_folha.jpg" /></a></p>
<p>Na sabatina da <em><strong>Folha</strong></em>, Marta deixou claro o centro das divergências que opõem o PT a administração demo-tucana.</p>
<p>Para estes últimos, o Estado deve ser reduzido a sua mínima expressão. Não é por acaso que sempre se comparam com &#8220;gerentes&#8221; ou administração de empresa. Uma boa administração pública para eles, é a que dá lucro, no caso dinheiro aplicado no banco. Hoje mais de R$ 4 bi da prefeitura estão no banco: falta remédios, médicos, creches, habitação, e investimentos; mas o dinheiro está no banco. Mas isto não significa que sejam ecônomos ou comedidos em matéria de endividamento, carga tributária ou contratos a preços acima do mercado. Basta ver o endividamento em que deixaram o Brasil após 8 anos de FHC e o patamar em que deixaram a carga tributária, para perceber que é lorota o de austeros administradores.</p>
<p>Para o PT o Estado é um instrumento de redistribuição, permitindo que os impostos recolhidos na base de quem ganha mais e paga mais, sejam investidos em serviços a população &#8220;corrigindo&#8221; assim, em parte, a desigualdade social existente na sociedade.</p>
<p>As reduções de impostos não devem ser em detrimento da ação do Estado e sim para ampliar a geração de riqueza que sustente a ação redistributiva do próprio Estado.</p>
<p>Marta mostrou que a atual administração é incompetente para gastar, apesar das necessidades crescentes da população e da cidade, privilegiando as aplicações financeiras. Foi assim, incluso com o dinheiro federal, que não foi utilizado no SAMU por exemplo. Os exemplos, que Marta forneceu foram vários.</p>
<p>Marta mostrou que deixou as finanças em melhores condições que quando ela assumiu a prefeitura. Explicitando ao mesmo tempo, o esforço que significou recuperar São Paulo após a passagem de Pitta e tendo que pagar 13% do orçamento pela dívida negociada entre Pitta e FHC.</p>
<p>Mesmo assim, com R$ 10 Bilhões a menos em valores atualizados, Marta criou 800 equipes de Saúde da Família, contra 200 mais na atual gestão 150 das quais sem médicos. Construiu 45 UBS novas e municipalizou a saúde, iniciando a construção dos dois hospitais, M&#8217;BoiMirim e Cidade Tiradentes (Kassab transformou 99 UBS em AMA e criu 13 AMAS novas); Marta construiu 21 CEU&#8217;s (contra 13 da atual gestão), construiu mais de 100 Km de corredores de ônibus, contra 8 Km da atual gestão; deu uniforme e material escolar; Vai e Volta; 8 programas sociais como o Renda Mínima, para quase 300 mil famílias.</p>
<p>Convidada a comentar o único programa implantado em 4 anos pela atual gestão, o Cidade Limpa, Marta mostrou que para ser limpa, a cidade precisa mais que proibir outdoors, ela precisa coleta seletiva, aterros sanitários, centrais de compostagem e recolher o lixo das favelas.</p>
<p>Nestas questões as concepções divergentes indicadas no começo desta nota foram ilustradas praticamente. Kassab pediu para reduzir o valor dos contratos e em contrapartida abriu mão destas exigências impostas por Marta nos contratos. A &#8220;economia&#8221;, pífia, em troca de deixar o lixo nas favelas, com conseqüências ambientais e de saúde pesadas, não compensa.</p>
<p>Por último, Marta mostrou a importância de internet para entrar de cheio na era digital, combatendo a exclusão digital das maiorias e de propulsar significativamente a construção de metrô para recuperar o atraso gigantesco nesta área, após 14 anos de governos demo-tucanos dos quais 8 anos com FHC como presidente. LF</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Lá como aqui: Propaganda enganosa</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Sep 2008 13:17:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A matéria de capa do jornal O Globo mostra a propaganda enganosa, é a manchete do jornal,  feita pela candidata demo no Rio de Janeiro. Ontem eu mostrei aqui, com dados da própria prefeitura de São Paulo, que o candidato demo proferia um número grande de inverdades (Ver Os “flagras” mais grosseiros da sabatina de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>A matéria de capa do jornal <strong>O Globo</strong> mostra a propaganda enganosa, é a manchete do jornal,  feita pela candidata demo no Rio de Janeiro. Ontem eu mostrei aqui, com dados da própria prefeitura de São Paulo, que o candidato demo proferia um número grande de inverdades<font size="3"> (Ver</font></em><big><big><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/09/os-flagras-mais-grosseiros-da-sabatina-de-kassab-no-estadao/" title="Os “flagras” mais grosseiros da sabatina de Kassab no Estadão" rel="bookmark"> <font size="3">Os “flagras” mais grosseiros da sabatina de Kassab no Estadão</font></a></big></big><em>) . O <strong>Jornal da Tarde</strong> <strong>(JT)</strong> também destacou em sua edição de ontem as inverdades e exageros das afirmações de Kassab<font size="3"> (Ver</font> </em><font size="3"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/09/jt-tambem-flagrou-kassab-na-sabatina/" title="JT também flagrou Kassab na sabatina" rel="bookmark">JT também flagrou Kassab na sabatina</a></font><em><font size="3">)</font>. Pelo que pode se ver pela reportagem do <strong>Globo</strong>, no eixo Rio-São Paulo a coerência dos porta-bandeiras do ex-PFL é grande, no recurso a propaganda enganosa pelo menos. LF</em></p>
<p align="center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/09/la-como-aqui-propaganda-enganosa/7138/" rel="attachment wp-att-7138" title="kassab_estadao.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/09/kassab_estadao.jpg" alt="kassab_estadao.jpg" width="213" height="213" /></a><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/09/la-como-aqui-propaganda-enganosa/7137/" rel="attachment wp-att-7137" title="solange_amaral_demrj.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/09/solange_amaral_demrj.jpg" alt="solange_amaral_demrj.jpg" width="326" height="213" /></a><br />
<font size="1"><em>Gilberto Kassab e Solange Amaral, demos antenados na propaganda enganosa</em></font></p>
<p><img src="http://oglobo.globo.com/jornal/oglobo/foto/capa__i.jpg" alt="http://oglobo.globo.com/jornal/oglobo/foto/capa__i.jpg" width="163" align="left" height="288" /><strong>CAPA DO JORNAL O GLOBO</strong></p>
<p><font size="5"><strong>Propaganda enganosa</strong></font></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p><font size="5"><strong>Solange mostra na TV o que a prefeitura já não entrega</strong></font></p>
<p><strong><em>Eleições 2008</em></strong></p>
<p>A candidata do DEM à prefeitura do Rio, Solange Amaral, exibe no horário eleitoral na TV o programa Remédio em Casa como exemplo de bom projeto da gestão Cesar Maia que teria continuidade com ela, sem informar que a distribuição de medicamentos está suspensa há um mês. Em alguns postos na Zona Oeste, as falhas já duram um ano.<br />
Os relatos de irregularidade na entrega são freqüentes.<br />
A prefeitura alega que havia problemas nas entregas e que foi aberta nova licitação.<br />
O serviço atende cerca de 400 mil diabéticos e hipertensos.</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p><strong><font size="5">Não tem nem para remédio</font></strong><br />
<strong>Prefeitura suspende distribuição de medicamentos, mas Solange usa programa na TV</strong></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Luiz Ernesto Magalhães &#8211; O GLOBO</strong></p>
<p>O programa Remédio em Casa está paralisado, mas é citado pela candidata a prefeita Solange Amaral (DEM) no horário eleitoral como um bom exemplo de projeto na área de saúde da administração do prefeito Cesar Maia. A Secretaria municipal de Saúde admitiu ontem que a remessa das caixas com medicamentos para tratamento de diabetes e hipertensão está suspensa desde o início de agosto. A previsão é que o serviço, que atende 400 mil pessoas, seja retomado em outubro, com a conclusão de uma licitação.<br />
O caso é um exemplo de como os candidatos usam o horário eleitoral para prometer o céu e mostrar realizações que não são bem assim. A disputa deve se acirrar ainda mais a partir de hoje, a exatamente um mês para as eleições.<br />
Segundo a prefeitura, a suspensão ocorreu porque a antiga prestadora do serviço falhava na entrega das encomendas.<br />
Por isso, o contrato foi suspenso e aberta uma nova licitação.<br />
Os pacientes estão sendo orientados a buscar os remédios nos postos onde se cadastraram no programa. O problema, porém, se arrasta há bem mais tempo do que o que foi informado.<br />
Na Zona Oeste, funcionários de postos de saúde, sem saber que falavam com um repórter do GLOBO, disseram ontem que em algumas unidades as falhas já duram cerca de um ano.<br />
São os casos dos postos Flávio do Couto Vieira (Anchieta) e Hamilton Land (Cidade de Deus). No Posto de Saúde da Família Carlos Cruz Lima (Colégio), a unidade decidiu suspender o cadastro de novos pacientes.</p>
<p><strong>Moradora recebe, mas família não</strong></p>
<p>A entrega irregular afeta boa parte dos moradores da Vila Porto Velho, em Cordovil, inscrita no programa. É lá que mora a aposentada Wanda Silva, de 66 anos, que sofre de hipertensão e apareceu no horário eleitoral do DEM, falando bem do projeto e exibindo a caixa cheia de remédios, logo após a apresentação de imagens que mostram a chegada de um carteiro a um local não identificado com a remessa.<br />
Ontem, Wanda voltou a elogiar a iniciativa da prefeitura e defende que o programa tenha continuidade.<br />
Mas reclama que as falhas de entrega a levem a ter despesas extras com o tratamento médico. Ou apelar para a solidariedade: é hábito entre os vizinhos pedirem comprimidos emprestados.<br />
As cartelas são devolvidas quando finalmente a encomenda chega.</p>
<p>— Fiquei sem o remédio durante dois meses logo depois de uma greve dos Correios. Recebi minha remessa, mas meu irmão e minha cunhada ainda não receberam. A gente até tenta pegar no posto, mas nem sempre tem todos os remédios — disse.<br />
A assessoria de Solange alegou que o objetivo do programa, o primeiro em que a candidata tratou da saúde — tema que vem sendo explorado intensamente pelos adversários — foi destacar a importância do projeto.<br />
A cem metros da casa de Wanda, vivem três pessoas de uma mesma família inscritas no programa. Vítima de um derrame há nove anos que a faz se locomover em cadeira de rodas, a aposentada Maria Aparecida Borges, de 66 anos, disse que há um ano não recebe os remédios para hipertensão.<br />
Já sua mãe, Araci da Silva de 83, está há dois meses sem receber os seus.</p>
<p>— A gente vai ao posto de saúde e ninguém sabe quando a entrega será normalizada. Acho que é por ser ano de eleição — disse Maria.<br />
Marido de Wanda, o funcionário público aposentado Luiz Carlos Pinhais da Silva disse ter esperança que a entrega dos remédios seja normalizada um dia. E que um candidato a vereador que, no sábado pagou a colocação de um portão na entrada da comunidade, cumpra a promessa de asfaltar as ruas se for eleito.</p>
<p>“A gente vai ao posto de saúde e ninguém sabe ao certo quando a entrega dos remédios será normalizada. Acho que isso acontece por ser ano de eleição<br />
Maria Aparecida Borges, de 66 anos, hipertensa</p>
<p>Fiquei sem o remédio durante dois meses, logo depois de uma greve dos Correios. Recebi minha remessa, mas meu irmão e minha cunhada, ainda não. A gente até tenta pegar no posto, mas nem sempre tem todos os remédios<br />
Wanda Silva, de 66 anos, hipertensa, que aparece no programa de Solange Amaral</p>
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		<title>Lula: &#8220;Eu tenho lado, e meu lado é Marta&#8221;</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Aug 2008 20:28:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Lula critica uso de sua imagem por candidatos da oposição
Em comício de Marta Suplicy, presidente afirma que candidata petista à Prefeitura é &#8217;seu lado em São Paulo&#8217;

                        Alexandre Inácio, da Agência Estado [...]]]></description>
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<h3>Lula critica uso de sua imagem por candidatos da oposição</h3>
<p>Em comício de Marta Suplicy, presidente afirma que candidata petista à Prefeitura é &#8217;seu lado em São Paulo&#8217;</p></div>
<div class="grupoC2">
<p style="background-color: #ffff99" class="fonte">                        <strong>Alexandre Inácio, da Agência Estado e Andréia Sadi, do estadao.com.br</strong></p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p class="tmTexto" id="ctrl_texto" align="center"><span style="color: #155e91" id="tm04" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
<p><script>Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")</script></div>
<div id="corpoNoticia">
<div class="grupoC1">
<div class="destaqueMateria">
<div style="text-align: center"><img src="http://www.estadao.com.br/fotos/comicio_ae.jpg" alt="Marta e Lula durante comício em São Miguel" width="292" height="280" /></div>
</div>
<div class="footerDestaque">
<div align="center"> <em><font size="1">José Luís Conceição/AE</font></em></div>
<div align="center"></div>
<div align="center"></div>
<p><strong>Marta e Lula durante comício em São Miguel</strong></div>
</div>
<p>SÃO PAULO - O presidente <a href="http://busca.estadao.com.br/JSearch/CBQM%21cBQM.action?e=&amp;s=Luiz%20In%E1cio%20Lula%20da%20Silva" title="Luiz Inácio Lula da Silva">Luiz Inácio Lula da Silva</a> criticou neste sábado, 30, durante comício que marcou sua primeira participação na campanha da candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, em São Miguel Paulista, na zona leste da capital, a utilização de sua imagem por candidatos de partidos de oposição. &#8220;Como presidente, eu não tenho que apoiar ninguém, mas numa campanha política só tenho um lado, que é o lado da Marta aqui em São Paulo&#8221;, declarou. Antes do comício, Lula participou de carreata em carro aberto por cerca de dois quilômetros das ruas do bairro, acompanhado da candidata petista, dos senadores Eduardo Suplicy e Aloísio Mercadante, ambos do PT-SP, dos deputados federais Luíza Erundina (PSB-SP), Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT).<strong>Veja também:</strong></p>
<p><a href="http://www.estadao.com.br/nacional/eleicoes2008/not_cid233449,0.shtm" title="Lula participa de campanha ao lado de Marta Suplicy em SP"><strong><img src="http://render.estadao.com.br/ext/selos/icone-bullet.gif" alt="link" border="0" />Lula participa de campanha ao lado de Marta Suplicy em SP</strong></a></p>
<p><a href="http://www.estadao.com.br/nacional/eleicoes2008/not_cid233418,0.shtm" title="Lula e Marta são ovacionados em carreata na zona leste de SP"><img src="http://render.estadao.com.br/ext/selos/icone-bullet.gif" alt="link" border="0" /><strong>Lula e Marta são ovacionados em carreata na zona leste de SP</strong></a></p>
<p><a href="http://www.estadao.com.br/nacional/eleicoes2008/not_cid233189,0.shtm" title="Alckmin cai, Kassab sobe e reduz diferença para tucano"><strong><img src="http://render.estadao.com.br/ext/selos/icone-bullet.gif" alt="link" border="0" />Alckmin cai, Kassab sobe e reduz diferença para tucano</strong></a></p>
<p><a href="http://www.estadao.com.br/interatividade/Multimidia/ShowEspeciais%21destaque.action?destaque.idEspeciais=680" title="Confira o perfil dos candidatos à Prefeitura de São Paulo"><strong><img src="http://render.estadao.com.br/ext/selos/icone-bullet.gif" alt="link" border="0" />Confira o perfil dos candidatos à Prefeitura de São Paulo</strong></a> <img src="http://render.estadao.com.br/ext/selos/icone-infografico.gif" alt="especial" border="0" /></p>
<p>Ao discursar para cerca de quatro mil pessoas, segundo a Polícia Militar, Lula ressaltou a força da mulher e disse que Marta foi vítima de preconceito quando prefeita de São Paulo, assim como Erundina quando esteve à frente da Prefeitura da capital. Segundo o Presidente, os quatro anos em que Marta ficou fora da Prefeitura foram importantes para a candidata ganhar sobriedade para o próximo mandato.</p>
<p>Lula confirmou a &#8220;parceria&#8221; com o governo federal que a candidata petista vem destacando em sua campanha, dizendo que vai haver maior afinidade entre a Presidência da República e a cidade de São Paulo se Marta Suplicy for eleita. Lula disse ainda que espera que o programa Farmácia Popular &#8211; que vende remédios mais baratos para a população de baixa renda &#8211; seja levado para todos os bairros da cidade. No comício, o presidente anunciou que irá assinar decreto na próxima semana estabelecendo a realização de exames oftalmológicos, dentários e de clínica geral em crianças nas escolas públicas de todo o País.</p>
<p>No comício, Marta ressaltou a importância dos CÉUs e lembrou que o primeiro inaugurado em seu mandato como prefeita foi na zona leste e teve presença de Lula. Além disso, Marta destacou que foi o governo de Lula que incluiu 51% da população na classe média. A candidata também fez críticas ao sistema de transportes da capital e disse que terá a parceria do presidente Lula para ampliar o metrô e estender a malha da zona leste.</p></div>
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		<title>Alívio para as dores e o cansaço</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 23:53:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
 Novos tratamentos melhoram a vida de que tem doença reumática
Antônio Marinho* &#8211; O Globo
Há alguns meses, Natália Souza, de 35 anos, começou a se queixar de dores por todo o corpo e crises de enxaqueca; vivia cansada, desanimada, dormia mal e, sem qualquer motivo, sentia profunda tristeza. Depois de sofrer muito, passar por vários [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.lacoctelera.com/myfiles/reflexologiaparati/Esqueleto2.jpg" alt="http://www.lacoctelera.com/myfiles/reflexologiaparati/Esqueleto2.jpg" height="377" width="551" /></div>
<p><strong> Novos tratamentos melhoram a vida de que tem doença reumátic</strong>a</p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Antônio Marinho* &#8211; O Globo</strong></p>
<p>Há alguns meses, Natália Souza, de 35 anos, começou a se queixar de dores por todo o corpo e crises de enxaqueca; vivia cansada, desanimada, dormia mal e, sem qualquer motivo, sentia profunda tristeza. Depois de sofrer muito, passar por vários médicos e exames sem diagnóstico, deu sorte de achar um especialista. Soube que tinha fibromialgia.<br />
Esta síndrome, cuja principal causa é o estresse e o estilo de vida moderno, é só uma das cem doenças reumáticas existentes, das quais a mais conhecida é a artrite. Para aumentar o conhecimento sobre essas doenças, a Sociedade Brasileira de Reumatologia lançou este mês uma campanha de esclarecimento à população.</p>
<p>Casos de difícil diagnóstico</p>
<p>Na campanha “Reumatismo é coisa séria”, a sociedade (www.reumatologia.com.br) quer incentivar o diagnóstico precoce e mostrar que as dores, em qualquer idade, têm alívio.<br />
Um exemplo é a fibromialgia, que ataca 3% a 5% da população, com pico entre os 30 anos e 55 anos (80% mulheres) e afeta todo o corpo.<br />
A maior dificuldade na fibromialgia é o diagnóstico. Uma cena comum é o indivíduo peregrinar por diversos médicos com dor generalizada. Ele gasta o que não tem com exames sofisticados e remédios, sem necessidade, segundo Evelin Goldenberg, doutora em reumatologia pela Unifesp e médica do Hospital Israelita Albert Einstein. O mal muitas vezes é acompanhado de depressão, inchaço, hábito de ranger os dentes no sono, problemas intestinais e dormência.</p>
<p>— Consultas rápidas baseadas em exames não têm qualquer valor. O diagnóstico é clínico.<br />
Deve-se levar ouvir a história emocional e social desde a infância — diz Evelin, autora de “O coração sente, o corpo dói, como reconhecer e tratar a fibromialgia” (Ed.Atheneu).<br />
Evelin já viu casos de pessoas com câncer e lúpus diagnosticadas com fibromialgia e vice-versa. Há pessoas que recebem tratamento para hérnia de disco, passam por fisioterapia e não melhoram porque seu problema é fibromialgia.<br />
Geraldo Castelar, diretorcientífico da Sociedade Brasileira de Reumatologia, reforça que o diagnóstico é clínico, baseado em queixa de dor generalizada (pelo menos de 11 a 18 pontos do corpo), por mais de três meses.</p>
<p>— O tratamento deve envolver reumatologista, profissional da área da saúde mental, fisioterapeuta e professor de educação física — diz.<br />
Às vezes, é preciso tomar remédios pelo resto da vida.<br />
Não há pílula mágica, e o que funciona para um pode não ser bom para outro paciente.<br />
Segundo o reumatologista Eduardo Sadigurschi, do Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, com o alívio da dor, o indivíduo tem boa qualidade de vida.<br />
As dores no corpo podem ter outras causas, como, por exemplo, artrose e artrite reumatóide.<br />
Na artrite, a inflamação pode começar numa infecção da articulação, como no caso da febre reumática.<br />
Sem tratamento, cerca de 30% dos pacientes se tornam permanentemente incapacitadas em quatro anos. E chegam a perder 15 anos de expectativa de vida. Contra artrite os médicos receitam antiinflamatórios e analgésicos, mas a destruição do tecido continua.<br />
Os maiores avanços são drogas biológicas que bloqueiam a atividade de substâncias envolvidas na inflamação, mas elas são caras. Há seis medicamentos desse tipo nos EUA e três em fase de aprovação.<br />
Os resultados dos estudos com essas drogas parecem promissores. O americano Alan Moore, de 59 anos, sentiu os primeiros sinais da doença em 2001. Ele entrou num protocolo de pesquisa com uma droga biológica injetável e diz ter melhorado.</p>
<p>— Em alguns dias os sintomas praticamente desapareceram — conta Moore.<br />
Segundo pesquisadores, em pacientes com doença moderada a grave a combinação de diferentes medicamentos pode ser a melhor opção. Em artigo na revista médica “Lancet”, o reumatologista Joel Kremer, frisa que é importante levar em conta o custo benefício.<br />
O tratamento com agentes biológicos custa até US$ 18 mil por ano: — A abordagem inadequada da artrite reumatóide leva a cirurgias, causa baixa produtividade e perda de qualidade de vida, além de aumentar o risco de infecções e doença cardiovascular — afirma Kremer.<br />
O tratamento da doença é mais eficaz quando iniciado no primeiro ano após os aparecimento dos sintomas, diz o especialista.</p>
<p><img src="http://www.beliefnet.com/healthandhealing/images/FW00007.jpg" alt="http://www.beliefnet.com/healthandhealing/images/FW00007.jpg" align="left" /><strong>SAIBA MAIS SOBRE AS PRINCIPAIS COMPLICAÇÕES</strong></p>
<p>A causa exata é desconhecida. Cientistas afirmam que pessoas com artrite têm um sistema imunológico mais ativo, que produz em excesso proteínas normalmente encontradas no organismo e chamadas TNF-alfa (fatoralfa de necrose tumoral). Elas se acumulam nas articulações e causam a grave inflamação nas juntas, principalmente das mãos e dos pés, destruindo aos poucos a cartilagem e os ossos, causando dor, deformidades e limitando os movimentos, segundo a reumatologista Evelin Goldenberg. Atinge 1% da população mundial e a prevalência aumenta com a idade (de 5% em mulheres com mais de 55 anos).<br />
<strong><br />
SINTOMAS DA ARTRITE </strong><br />
Juntas rígidas como se estivessem enferrujadas, ao acordar pela manhã. Esta rigidez articular pode durar mais de uma hora. Fadiga inexplicável, inchaço e vermelhidão das articulações, principalmente das mãos, são outros sinais. Os pacientes têm erosão nas articulações rapidamente: 40% em 6 meses e 70% em dois anos.<br />
<strong><br />
PREVENÇÃO</strong><br />
Como não se conhecem as causas, não há prevenção, segundo Evelin. A artrite não é hereditária nem contagiosa.</p>
<p><strong>TRATAMENTO </strong><br />
Apesar de a artrite reumatóide ser incurável, a pessoa pode ter boa qualidade de vida. De acordo com a gravidade, o médico pode receitar analgésicos, antiinflamatórios hormonais e não-hormonais, drogas anti-reumáticas modificadoras da doença e medicamentos biológicos (bloqueiam a atividade da TNF-alfa).<br />
<strong><br />
A FIBROMIALGIA </strong><br />
É uma síndrome dolorosa crônica, não inflamatória, caracterizada pela presença de dor músculo-esquelética difusa, ou seja, por todo o corpo e com múltiplos pontos dolorosos. O principal fator é o estresse, mas pode ser desencadeada por virose e até acidente traumático. É causada pelo aumento de compostos que produzem dor e diminuição de substâncias que aliviam o sintoma, como serotonina, noradrenalina e dopamina. O diagnóstico é exclusivamente clínico. O tratamento é sintomático e consiste no uso de medicamentos antidepressivos, anticonvulsivantes e analgésicos, associados a exercícios físicos, acupuntura e psicoterapia, dependendo da avaliação médica.</p>
<p>* Com o “New York Times”</p>
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