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	<title>Blog do Favre &#187; Renda</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Neri: classe média é maioria, desigualdade diminui e o Brasil já decolou</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/neri-classe-media-e-maioria-desigualdade-diminui-e-o-brasil-ja-decolou/</link>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 18:40:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Classe media]]></category>
		<category><![CDATA[classes]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade]]></category>
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		<category><![CDATA[Marcelo Néri]]></category>
		<category><![CDATA[Renda]]></category>

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		<description><![CDATA[Blog de Paulo Henrique Amorim


Marcelo Neri: o brasileiro é mais formiga que cigarra




Entrevistei o professor Marcelo Neri, economista e chefe do Centro de Pesquisas Sociais da FGV-RJ, para o Entrevista Record, que vai ao ar hoje à noite, pela Record News.
Leia abaixo os principais pontos da entrevista:
. Em 1992, a classe média era um terço [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><a rel="bookmark" href="http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=22576">Blog de Paulo Henrique Amorim<br />
</a></h2>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="MarceloNeri" src="http://www.paulohenriqueamorim.com.br/wp-content/uploads/2009/11/MarceloNeri.jpg" alt="Marcelo Neri: o brasileiro é mais formiga que cigarra " width="498" height="341" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>Marcelo Neri: o brasileiro é mais formiga que cigarra</em></p>
<p style="text-align: center;"><em><br />
</em></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">Entrevistei o professor Marcelo Neri, economista e chefe do Centro de Pesquisas Sociais da FGV-RJ, para o Entrevista Record, que vai ao ar hoje à noite, pela Record News.</p>
<p style="text-align: left;">Leia abaixo os principais pontos da entrevista:</p>
<p style="text-align: left;">. Em 1992, a classe média era um terço do total da renda brasileira.</p>
<p style="text-align: left;">. Hoje, é mais de 50%.</p>
<p style="text-align: left;">. Entre 2003 e 2008, 32 milhões de brasileiros, ou seja, metade da população da Franca, ingressou no conjunto das classes A, B e C. O principal fator dessa ascensão não foram os programas assistenciais, mas a renda do trabalho.</p>
<p style="text-align: left;">. Entre 2003 e 2009 foram criados 8 milhões de empregos com carteira assinada.</p>
<p style="text-align: left;">. Pode-se dizer também que essa é uma década da redução da desigualdade.</p>
<p style="text-align: left;">. Entre 2000 e 2008 a renda dos 10% mais pobres da população cresceu 72%. Ou seja, o crescimento da renda dos pobres no Brasil é um crescimento de tamanho chinês.</p>
<p style="text-align: left;">. A renda dos 10% mais ricos cresceu 11%.</p>
<p style="text-align: left;">. Todo mundo cresceu.</p>
<p style="text-align: left;">. É uma bolha?</p>
<p style="text-align: left;">. Não, frisou Neri. Esse processo já dura cinco anos: de 2003 a 2008 a renda do brasileiro cresce 7% ao ano. Ou seja, não é bolha porque a renda sobe por causa do trabalho e porque os brasileiros passaram a estudar mais.</p>
<p style="text-align: left;">. Trabalhar e estudar são coisas que ficam, não vão embora como uma bolha.</p>
<p style="text-align: left;">. A queda na desigualdade é inédita.</p>
<p style="text-align: left;">. No anos 60 o Brasil viveu o período mais desigual da sua história. O Brasil tinha a terceira pior distribuição de renda do mundo.</p>
<p style="text-align: left;">. Hoje é o décimo. Quer dizer, é um país ainda muito desigual, mas se a desigualdade continuar a cair, será um país de desigualdade tolerável.</p>
<p style="text-align: left;">. O importante é que o Brasil cresce em baixo. O crescimento econômico do Nordeste é igual ao da China.</p>
<p style="text-align: left;">. É o que mostra uma pesquisa feita por ele sob o título “Produtores e Consumidores da Nova Classe Média”. O nordestino botou o filho na escola, conseguiu emprego com carteira assinada e a renda dos produtores cresce mais que a renda dos consumidores.</p>
<p style="text-align: left;">.Ou seja, o brasileiro é mais formiga do que cigarra.</p>
<p style="text-align: left;">. As mulheres são o maior sucesso dessa história.</p>
<p style="text-align: left;">. Elas fizeram uma revolução há 30 anos. Foram para a escola e conseguiram salários que começaram a se aproximar do salário dos homens.</p>
<p style="text-align: left;">. A história da ascensão das mulheres nordestinas é a mais significativa. Um exemplo disso é que as mulheres são as principais clientes do Crediamigo, o programa de microcrédito do Banco do Nordeste, que detém dois terços do mercado nacional de microcrédito.</p>
<p style="text-align: left;">. O Crediamigo promove sobretudo no Nordeste uma revolução nos pequenos negócios. Os empréstimos começam com R$ 400 e o avalista é um grupo de três a cinco pessoas em que um se responsabiliza pela dívida do outro.</p>
<p style="text-align: left;">. Entre o primeiro empréstimo e dezembro de 2008, aumentou em 42% o lucro dos que tomam dinheiro no Crediamigo. Sessenta por cento deles deixaram de ser pobres.</p>
<p style="text-align: left;">. O Marcelo Neri tem um estudo para a Fundação Getúlio Vargas só sobre o Crediamigo. Ele contou que a Prefeitura do Rio vai copiar o Crediamigo, além da Prefeitura de São Gonçalo, na região do Grande Rio.</p>
<p style="text-align: left;">Concluiu o professor Marcelo Neri: o Brasil muda rapidamente para melhor e muita gente não percebe.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Paulo Henrique Amorim</strong></p>
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		<title>Pobres já gastam 5% mais que ricos</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 11:02:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[aposentadorias]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa-familia]]></category>
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		<description><![CDATA[
 Estudo mostra avanço do consumo das classes D e E do Norte e Nordeste em relação às classes A e B do Sudeste
Márcia de Chiara &#8211; O Estado SP
Os pobres do Norte e Nordeste estão consumindo mais que os ricos do Sudeste. Nos últimos 12 meses até setembro deste ano, as classes D e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-out;" src="http://www.vivaterra.org.br/consumo_93.1.jpg" alt="http://www.vivaterra.org.br/consumo_93.1.jpg" /><br />
<strong> Estudo mostra avanço do consumo das classes D e E do Norte e Nordeste em relação às classes A e B do Sudeste</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Márcia de Chiara &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Os pobres do Norte e Nordeste estão consumindo mais que os ricos do Sudeste. Nos últimos 12 meses até setembro deste ano, as classes D e E das regiões Norte e Nordeste do País gastaram R$ 8,8 bilhões com uma cesta de alimentos, produtos de higiene pessoal e limpeza. Essa cifra é 5% maior que a desembolsada pelas camadas A e B (R$ 8,4 bilhões) que vivem no Sudeste do País no mesmo período com esses itens, revela estudo exclusivo da LatinPanel, maior empresa de pesquisa domiciliar da América Latina.</p>
<p>Em igual período do ano passado, a situação era exatamente inversa: o gasto das camadas que compõem a base da pirâmide social no Norte e Nordeste com bens não duráveis havia sido 5% inferior ao das classes A e B do Sudeste. &#8220;Houve uma reversão&#8221;, afirma Christine Pereira, diretora da empresa e responsável pela pesquisa.</p>
<p>Ela atribui a mudança a fatores conjunturais. Inflação em baixa, que dá mais poder de compra ao consumidor, ganhos de renda dos trabalhadores que recebem salário mínimo e o fato de a crise não ter afetado as camadas de menor renda explicam, segundo Christine, o avanço do consumo dos bens não duráveis pelos mais pobres. Os dados da pesquisa foram obtidos a partir de visitas semanais a 8,2 mil domicílios para auditar o consumo de 65 categorias de produtos.</p>
<p>Embora em maior número, as famílias das classes D e E do Norte e do Nordeste têm renda agregada bem menor que a das famílias das classes A e B do Sudeste. No Norte e no Nordeste, há 6,9 milhões de lares que recebem até quatro salários mínimos (R$ 1.860) por mês, o que corresponde a 40% do total de famílias das classes D e E do País. Já as classes A e B somam 4,9 milhões de domicílios no Sudeste ou 45% dos lares desse estrato social do Brasil. Essas famílias têm renda mensal superior a dez salários mínimos (R$ 4.650).</p>
<p>Para o economista chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges, boa parte do avanço do consumo dos mais pobres se deve ao aumento real do salário mínimo de 5,7% concedido neste ano. &#8220;O salário mínimo pesa muito nas regiões Norte e Nordeste&#8221;, diz.</p>
<p>Nas contas dele, a massa real de renda dos ocupados, pensionistas da Previdência e também beneficiários do Bolsa Família cresceu 7,7% no Norte e Nordeste no primeiro semestre deste ano em relação a igual período de 2008. O acréscimo é mais que o dobro do registrado para essa população que vive no Sudeste do País, que foi de 3,1% nas mesmas bases de comparação.</p>
<p>Além disso, Borges ressalta que a inflação dos mais pobres, que ganham até cinco salários mínimos (R$ 2.325), medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), perdeu fôlego este ano. Após fechar 2008 com alta de 6,5%, a maior taxa desde 2003, o INPC deve encerrar 2009 com aumento de 4,5%, prevê.</p>
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		<title>Cesta básica pesa menos no orçamento dos pobres</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 11:47:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
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		<description><![CDATA[da Folha Online
A fatia do salário mínimo necessária para comprar a cesta básica é uma das menores em mais de uma década, segundo reportagem de Verena Fornetti na Folha deste sábado.
Com isso, o peso dos gastos com alimentação no orçamento das famílias de menor renda tem caído.
Segundo dados do Dieese, a compra da cesta básica [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="background-color: #ffff99;">da Folha Online</span></h2>
<p>A fatia do salário mínimo necessária para comprar a cesta básica é uma das menores em mais de uma década, segundo reportagem de Verena Fornetti na Folha deste sábado.</p>
<p>Com isso, o peso dos gastos com alimentação no orçamento das famílias de menor renda tem caído.</p>
<p>Segundo dados do Dieese, a compra da cesta básica toma 44,99% da renda líquida (descontada a parcela da Previdência) do trabalhador que recebe salário mínimo. O resultado é melhor que o do ano passado, quando eram necessários 50,25% do rendimento para fazer essa compra. Em 1995, os produtos básicos comprometiam quase 89% da renda.</p>
<p>O aumento do poder de compra do salário mínimo ocorre em razão dos reajustes acima da inflação nos últimos anos e porque os preços dos alimentos se desaceleraram após dois anos de altas significativas.</p>
<p>O feijão, o arroz e a carne, por exemplo, ficaram mais baratos. O preço do feijão carioquinha caiu 47,39% nos últimos 12 meses, de acordo com o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fundação Getulio Vargas. Ovo, macarrão, óleo de soja, músculo bovino e carne suína também tiveram deflação.</p>
<p>Leia reportagem completa aqui</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.agenciasindical.com.br/imagens/manchetes/cesta%20basica.jpg" alt="http://www.agenciasindical.com.br/imagens/manchetes/cesta%20basica.jpg" /></p>
<p><span style="font-size: xx-large;"><strong>Poder de compra maior diversifica gastos</strong></span></p>
<p>Com deflação em alimentos como arroz, feijão e carne, famílias desembolsam menos em itens básicos e variam consumo</p>
<p>Trabalhadores com salário menor são os que mais transformam renda em consumo, pois poupam menos, diz especialista</p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">VERENA FORNETTI &#8211; FOLHA SP</span></h2>
<p>DA REDAÇÃO</p>
<p>A fatia do salário mínimo necessária para comprar a cesta básica é uma das menores em mais de uma década. Com isso, o peso dos gastos com alimentação no orçamento das famílias de menor renda tem caído.<br />
Segundo dados do Dieese, a compra da cesta básica toma 44,99% da renda líquida (descontada a parcela da Previdência) do trabalhador que recebe salário mínimo. O resultado é melhor que o do ano passado, quando eram necessários 50,25% do rendimento para fazer essa compra. Em 1995, os produtos básicos comprometiam quase 89% da renda.<br />
O aumento do poder de compra do salário mínimo ocorre em razão dos reajustes acima da inflação nos últimos anos e porque os preços dos alimentos se desaceleraram após dois anos de altas significativas.<br />
O feijão, o arroz e a carne, por exemplo, ficaram mais baratos. O preço do feijão carioquinha caiu 47,39% nos últimos 12 meses, de acordo com o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fundação Getulio Vargas. Ovo, macarrão, óleo de soja, músculo bovino e carne suína também tiveram deflação.<br />
Salomão Quadros, coordenador de Análises Econômicas da FGV, afirma que os alimentos subiram menos que a inflação neste ano, ao contrário do que aconteceu no ano passado. Como o reajuste do salário mínimo é calculado a partir do PIB e da inflação média na economia, a conta beneficia os mais pobres, que empregam uma parte da renda maior que a dos mais ricos nos gastos com alimentação. Com o poder de compra ampliado, essas famílias podem variar os itens consumidos.<br />
&#8220;O salário está maior, e o gasto, menor. As famílias podem, então, gastar com outras coisas, como materiais de construção para reformar a casa e vestuário&#8221;, diz Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Dieese.<br />
É o caso da dona de casa Lucinéia Macena da Silva Cruz, 39, que controla cada centavo que entra em casa e notou a diferença deste ano em relação a 2008. O marido de Lucinéia ganha pouco mais de um salário mínimo montando materiais de escritório em São Paulo. Moram com quatro filhos -só um trabalha, mas quase não ajuda nas compras da casa.<br />
Mesmo com o orçamento apertado, tem sobrado um pouco mais de dinheiro para incrementar o consumo da família.<br />
No mês passado, depois de quitar as contas e providenciar os produtos para a alimentação, Lucinéia comprou três blusinhas e uma saia. Em outubro, havia comprado um rádio, que parcelou em seis vezes.<br />
&#8220;O que eu uso mais em casa é arroz e feijão porque a nossa família é grande. Como estão mais em conta, às vezes eu compro um iogurte para as crianças, uma fruta ou uma bolachinha&#8221;, diz ela, que mora em uma casa de dois quartos equipada com micro-ondas, máquina de lavar, tanquinho, fogão, geladeira, TV e um DVD queimado, a ser trocado assim que sobrar dinheiro no fim do mês.</p>
<p><strong>Efeito cascata</strong><br />
O diretor do Dieese destaca que as famílias que ganham menos são as que mais transformam renda em consumo, pois tendem a poupar menos. &#8220;Se o rendimento dessas famílias aumentar R$ 1, certamente elas vão gastar R$ 1 a mais. Esse é um mecanismo importante para dinamizar a economia.&#8221;<br />
Lúcio ressalta que o salário mínimo tem efeito cascata, pois uma parte expressiva da população ocupada no Norte e no Nordeste recebe salários próximos ao valor mínimo. Benefícios sociais -como o valor base da aposentadoria -também estão atrelados ao piso salarial.<br />
&#8220;No fundo, o brasileiro está com mais dinheiro no bolso e isso proporciona tanto bem-estar a curto prazo quanto mantém a economia girando&#8221;, diz Marcelo Neri, coordenador do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Brasileiros de baixa renda viajam mais</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 13:34:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[TURISMO]]></category>
		<category><![CDATA[Classe C]]></category>
		<category><![CDATA[Hotéis]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Barretto]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisas]]></category>
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		<category><![CDATA[turismo social]]></category>
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		<description><![CDATA[Nos últimos dois anos, o número de pessoas que fizeram pelo menos uma viagem aumentou 83%, segundo levantamento do governo
Renato Andrade, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP

O aumento da renda dos brasileiros contribuiu para a expansão do número de turistas dentro do País, de acordo com pesquisa divulgada ontem pelo governo. Segundo o levantamento, o número [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Nos últimos dois anos, o número de pessoas que fizeram pelo menos uma viagem aumentou 83%, segundo levantamento do governo</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Renato Andrade, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p><img class="alignleft" src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091105/img/4.35.imagem_sauipe.jpg" alt="" /></p>
<p>O aumento da renda dos brasileiros contribuiu para a expansão do número de turistas dentro do País, de acordo com pesquisa divulgada ontem pelo governo. Segundo o levantamento, o número de pessoas que fizeram pelo menos uma viagem nos últimos dois anos aumentou 83% em relação ao verificado em 2007. Para o ministro do Turismo, Luiz Barretto, os dados mostram que o turismo começa a fazer parte da lista de consumo dos brasileiros de menor renda, o que significa um novo desafio para as empresas do setor. &#8220;Temos que ter produtos para essa nova classe média&#8221;, disse.</p>
<p>De acordo com o levantamento, 58,8% dos 2.514 entrevistados pelo Instituto Vox Populi fizeram pelo menos uma viagem no Brasil entre 2007 e 2009. Na pesquisa anterior, esse porcentual era de 32%. O número de pessoas que não viajou e nem pretende viajar nos próximos dois anos caiu para 7,6%, ante 32% na pesquisa de 2007. Neste caso, a falta de dinheiro continua sendo o principal entrave. As entrevistas foram feitas em 11 capitais, entre 17 de junho e 7 de julho.</p>
<p>De acordo com a pesquisa, 15,8% das pessoas que recebem de um a três salários mínimos fizeram uma viagem nos últimos dois anos. Na faixa entre 3 a 5 salários mínimos, esse fatia sobe para 19,7%. &#8220;Esse número é expressivo&#8221;, disse Barretto. &#8220;O turismo era muito concentrado nas classes A e B, e a classe C tem entrado e contribuído para o alargamento da base&#8221;, acrescentou.</p>
<p>A pesquisa mostra ainda que a internet tem ganhado mais espaço como instrumento de pesquisa para definir roteiros de viagens. A rede mundial de computadores foi citada por 39% dos entrevistados como a principal fonte de informação, praticamente empatada com a tradicional consulta a amigos e familiares, ainda a melhor alternativa para 41% dos entrevistados.</p>
<p>O planejamento das viagens por conta própria também é outra característica do turista brasileiro revelada pela pesquisa. Da parcela de entrevistados que fizeram alguma viagem desde 2007, mais de 78% não utilizaram os serviços oferecidos pelas agências de viagem. Para Barretto, as empresas do setor devem buscar mais especialização e diversificação, para tentar atender aos diferentes perfis de turistas do País.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-large;">***</span></p>
<p><span style="font-size: xx-large;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-size: xx-large;"><strong>Classe C viaja mais e turbina turismo no país, diz estudo</strong></span></p>
<p><strong>Pesquisa traça o perfil do turista; NE é destino preferido</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;"><strong> JOHANNA NUBLAT</strong> &#8211; FOLHA SP</span></h2>
<p><span> DA SUCURSAL DE BRASÍLIA </span></p>
<p>O brasileiro viajou mais a turismo pelo país nos últimos dois anos, segundo indica pesquisa divulgada ontem pelo Ministério do Turismo. O percentual dos que fizeram pelo menos uma viagem interna passou de 32,4%, entre 2005 e 2007, para 58,8% nos últimos dois anos (variação de 83,7%).<br />
O estudo mostra ainda que  caiu de 32,5% para 7,6% o percentual de brasileiros que não  viajaram nos dois anos anteriores e não pretendiam viajar nos  dois seguintes.<br />
O gasto médio total dos que  viajaram, por outro lado, teve  uma queda de 9% no período.  Essa diminuição pode ser explicada em parte pela ampliação da base dos consumidores,  trazendo para o consumo pessoas com renda menor, diz  Márcio Nascimento, diretor do  Departamento de Promoção e  Marketing Nacional da ministério. Outra justificativa, segundo a pasta, é o barateamento de parte dos serviços.<br />
A presença maior das pessoas de renda mais baixa deve  fazer a &#8220;indústria do turismo  repensar o hábito do mercado&#8221;,  afirma o ministro da pasta, Luiz  Barretto. &#8220;Há uma nova classe  média com quem dialogar.  Mais de 60% de quem viajou  ganha até dez salários mínimos. A chamada classe C tem  um peso também no turismo.&#8221;<br />
Além desse fator, outros colaboraram para o aumento do  turismo nacional, como a crise  econômica e a gripe A (que diminuíram viagens para países  vizinhos), diz o governo.<br />
A pesquisa foi feita pelo Instituto Vox Populi, com 2.322  entrevistas entre junho e julho  deste ano em 11 capitais. Foram  ouvidos maiores de 18 anos, de  todas as classes econômicas. A  margem de erro é de dois pontos percentuais.<br />
O perfil traçado do viajante  brasileiro mostra que ele viaja  principalmente com a família,  para destinos no Nordeste e  por um curto período de tempo  (54,6% por até uma semana).<br />
A grande maioria (80,3%) se  desloca nas férias e um número  expressivo viajou nos feriados e  finais de semana prolongados  (66,8%) nos últimos dois anos  -a pesquisa anterior mostrava  um percentual menor, de 41%.<br />
O brasileiro também recorre  mais a dicas de conhecidos e à  internet para planejar sua viagem, buscando agências especializadas em viagens apenas  em 5,6% dos casos.<br />
As estradas são usadas pela  maioria das pessoas: 41,8%  usam normalmente o carro, e  23,8%, o ônibus. O avião é usado por 33,5% dos viajantes.<br />
Apesar de pensarem o deslocamento com certa antecedência, 19,9% dos viajantes pagam  a viagem em até sete dias da  partida. O pagamento é feito à  vista em 63,2% dos casos.<br />
Esses dados se referem ao  chamado cliente atual, ou seja,  o que viajou pelo menos uma  vez nos últimos dois anos. A  pesquisa mostra ainda as expectativas do cliente potencial:  o que demonstra interesse de  procurar destinos nacionais  nos próximos dois anos.<br />
Há diferenças entre esses  dois públicos, como a renda.  Enquanto 35,5% dos que viajaram têm renda familiar de até  cinco salários mínimos, 58,5%  dos que pretendem viajar nos  próximos anos pertencem a essa faixa salarial.<br />
Trabalhar esse &#8220;turismo social&#8221;, oferecendo produtos às  classes C e D, é um dos principais pontos da pesquisa que podem levar ao desenvolvimento  de políticas públicas e privadas,  explica Elisangela Machado, do  CET (Centro de Excelência em  Turismo) da UnB. Outro é a referência ao maior uso de hotéis.  &#8220;Se eu tenho mais brasileiros  viajando e vou ter um incremento ainda com a Copa, como  vou atender meu público interno e externo?&#8221;</p>
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		<title>Desemprego cai e renda aumenta</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 11:53:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Clique na imagem para ampliar</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-out;" src="http://brasiliaconfidencial.inf.br/wp-content/uploads/BsBConfidencial_78-1.gif" alt="http://brasiliaconfidencial.inf.br/wp-content/uploads/BsBConfidencial_78-1.gif" width="555" height="893" /></p>
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		<title>Exemplo de luta contra a pobreza, de crescimento da classe média e de ascensão como potência. Brasil continua terrivelmente desigual</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 19:09:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Mencione o Brasil e vem a adulação&#8221;, abre o &#8220;Christian Science Monitor&#8221;. &#8220;Sua luta contra a pobreza, sua crescente classe média, sua ascensão como potência são estudadas como modelos.&#8221; Mas, reage o texto de dois correspondentes:
&#8220;Em uma área o país está muito atrás: desigualdade de renda. Num novo estudo, o Brasil está no fim da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>&#8220;Mencione o Brasil e vem a adulação&#8221;, abre o &#8220;Christian Science Monitor&#8221;. &#8220;Sua luta contra a pobreza, sua crescente classe média, sua ascensão como potência são estudadas como modelos.&#8221; Mas, reage o texto de dois correspondentes:<br />
&#8220;Em uma área o país está muito atrás: desigualdade de renda. Num novo estudo, o Brasil está no fim da lista de 18 países da região, no pagamento a mulheres e minorias pelo mesmo trabalho de um homem branco&#8221;. Fonte Toda Mídia, de Nelson de Sá &#8211; Folha SP.</em></p>
<table id="mainPhoto" border="0">
<tbody>
<tr>
<td><img src="http://www.csmonitor.com/2009/1013/csmimg/OBRAZILGAPS_P1.jpg" border="0" alt="(Photograph)" /></td>
<td>
<table style="width: 166px; float: right;" border="0">
<tbody>
<tr>
<td><span>Employees assemble computers at Positivo Computers, Brazil&#8217;s largest computer producer, in Curitiba on September 25. Men earn                         30 percent more than women of the same age and education level in Brazil.</span></td>
</tr>
<tr>
<td>Cesar Ferrari/Reuters</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><!--startclickprintinclude--></p>
<h1>Latin America&#8217;s worst wage gap for women and minorities? Powerhouse Brazil.</h1>
<h2>Men earn 30 percent more than women in Brazil, according to a new report from the Inter-American Development Bank. That gap          is almost zero in Guatemala and Bolivia.</h2>
<address style="margin-bottom: 0pt;"><strong>By Andrew Downie</strong> | Correspondent of The Christian Science Monitor<br />
<strong>and <a href="http://www.csmonitor.com/cgi-bin/encryptmail.pl?ID=B2B0B0B3B0B7B1B0B1B4B4B9B4B5&amp;url=/2009/1013/p06s07-woam.html">Sara Miller Llana</a></strong> | Staff writer of The Christian Science Monitor </address>
<p><span>São Paulo, Brazil; and Mexico City &#8211; </span>Mention Brazil today and adulation follows. Its fight against poverty, its growing middle class, and its emergence as an economic powerhouse are all being studied as models to be applied elsewhere. (Read our three-part &#8220;<a href="http://www.csmonitor.com/2008/1112/p01s01-woam.html">Brazil Rising</a>&#8221; series for more.)</p>
<p>In one area, however, the country is far behind its peers: income equality. In a new study by the Inter-American Development Bank (IADB), released Monday, Brazil sits at the bottom of a list of 18 regional countries when it comes to how much women and minorities are paid for the same job a white man does.</p>
<p><!--startclickprintexclude--> <!--endclickprintexclude-->Men earn 30 percent more than women of the same age and education level in Brazil. In Bolivia and Guatemala, that gap is essentially zero. Compared to Mexico, the other economic engine of the region, Brazil also stands out: Men in Mexico earn just 7 percent more than their female peers. The same gaping divide appears in Brazil when comparing wages for whites and minorities – a blow to a nation where half the population considers itself black or mixed race and prizes itself on being &#8220;color blind.&#8221;</p>
<p>&#8220;Brazil is regarded in gender and ethnic terms as a very equalizing country. Everywhere there is inclusion. This is what Brazilians like to think about themselves,&#8221; says Hugo Ñopo , an IADB economist and lead author of the study. &#8220;What the statistics show is that there are important gaps&#8230;. We think of it as an invisible wall.&#8221;</p>
<p>Women: majority of workers in Latin America</p>
<p>With trade liberalization, economic growth, and urbanization, women throughout Latin America have joined the workforce in droves in recent decades, today comprising about 52 percent of all workers. But fair income distribution has not caught up. In the 18 nations studied, men earn on average 17 percent more than women, when accounting for age and educational attainment levels. In most countries, the gap is biggest among those with the least education. Women&#8217;s participation in the informal sector, such as domestic work that typically is underpaid and without benefits, drives down their earning power.</p>
<p>But in Brazil, the gap is so high, Mr. Ñopo says, because women are absent from the highest levels of corporate hierarchies. According to Leila Linhares Barsted, executive coordinator of Cepia, a Rio woman&#8217;s rights group, gender gaps have closed over the decades and women now comprise 40 percent of the nation´s workforce – an all-time high, she says. Brazil has good social policies in place, giving women 120 days of maternity leave. That&#8217;s more than in the US.</p>
<p>But wage inequality looms large. &#8220;In spite of government campaigns for equality, there is a still a sector that discriminates,          salary wise, against women,&#8221; Ms. Barsted says.</p>
<p>While old-fashioned discrimination is to blame in part for unequal wage distribution, there are other forces at play, says Ñopo. The study revealed the same gender income gaps for those who are self-employed – data that surprised the researchers and goes against long-held views that the employer is always to blame. &#8220;It&#8217;s the other way around. Self-employment is very attractive for females who have to take care of household responsibilities,&#8221; Ñopo says. &#8220;Having flexibility is invaluable for them. But the result is this flexibility that they look for in the labor market comes at a price.&#8221;</p>
<p>Brazil also at bottom for racial disparity</p>
<p>After Brazil, Uruguay and Nicaragua are the worst for wage inequality between genders. In Uruguay men earn 26 percent more          than women and in Nicaragua, 20 percent more.</p>
<p>For minorities, Brazil is also is ranked at the bottom of the list at 30 percent disparity (followed by Guatemala at 24 percent          and Paraguay at 22 percent).</p>
<p>The indigenous, who comprise about 10 percent of Latin America´s population, have made strides in countries such as Bolivia and Ecuador, reasserting their rights to resources and political inclusion. But in the seven countries where data was collected for the IADB study, ethnic and racial minorities earn 28 percent less than their white counterparts.</p>
<p>Mario Theodoro, a director at the government-sponsored research institute Ipea and author of a book on racial inequality in          Brazil, says that Brazil&#8217;s emergence on the world scene has not included everybody.</p>
<p>&#8220;What we have shown is that in spite of the growth, in spite of a more diversified economy, in spite of more jobs and higher paying jobs, the difference between blacks and whites remain,&#8221; says Mr. Theodoro. &#8220;The classic economic instruments are not sufficient to resolve problems of racism that are historical and cultural. We need to use different methods.&#8221;</p>
<p>The government defends Brazil&#8217;s record. Edson Santos, the Special Secretary for Policies Promoting Racial Equality, says that          President Luiz Inácio Lula da Silva has made it a point to address inequality.</p>
<p>&#8220;The gaps are high but they are being reduced over time, especially since Lula took power,&#8221; Mr. Santos says, adding that under          Lula the income of the poor has risen by 10 percent while the income of the rich has risen 2 percent.</p>
<p>Ivanir dos Santos, the executive secretary of the Center for the Articulation of Marginalized Peoples, says that the country´s legacy of slavery has taken a toll and that affirmative action programs, such as those developed in the US, are crucial to promote real change. An optional quota for blacks in federal universities, for example, is a step forward but does not go far enough. The government needs to take more mandatory measures, Mr. Dos Santos says.</p>
<p>Compounding the problem, he says, is that Brazil&#8217;s Congress and the media are dominated by white men and blacks tend not to be in politics in Brazil, in large part because they are poor and uneducated. There is neither an influential lobby nor a thriving black middle class.</p>
<p>&#8220;Brazil is growing but the difference between blacks and whites remains the same,&#8221; says dos Santos. &#8220;More concrete measures          are needed.&#8221;</p>
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		<title>Desigualdade cai, mas continua alta</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Oct 2009 13:42:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Foto Tuca Vieira &#8211; Paraisópolis &#8211; cidade de São Paulo

O Estado SP
Em 2008, grupos dos mais ricos ganhavam 18 vezes a renda dos pobres, ante 20,2 em 2006
Em três anos, de 2006 a 2008, diminuiu muito rapidamente a distância entre os dois extremos de rendimentos da sociedade brasileira, o que reduziu a desigualdade social no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align: center;"><img src="http://www.eupodiatamatando.com/wp-content/uploads/2007/11/paraisopolis_foto_de_tuca_vieira_livro_as_cidades_do_brasil.jpg" alt="http://www.eupodiatamatando.com/wp-content/uploads/2007/11/paraisopolis_foto_de_tuca_vieira_livro_as_cidades_do_brasil.jpg" /></h2>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-small;">Foto Tuca Vieira &#8211; Paraisópolis &#8211; cidade de São Paulo</span></p>
<p style="text-align: center;">
<h2><span style="background-color: #ffff99;">O Estado SP</span></h2>
<p>Em 2008, grupos dos mais ricos ganhavam 18 vezes a renda dos pobres, ante 20,2 em 2006</p>
<p>Em três anos, de 2006 a 2008, diminuiu muito rapidamente a distância entre os dois extremos de rendimentos da sociedade brasileira, o que reduziu a desigualdade social no País, apontou o estudo do IBGE. A melhoria na renda contrasta com dados referentes a bens e serviços: apenas 61% dos domicílios brasileiros tinham simultaneamente, em 2008, água encanada, coleta de esgoto, de lixo e iluminação elétrica.</p>
<p>Em 2006, a razão entre a renda familiar per capita dos 20% mais ricos e dos 20% mais pobres era 20,2, ou seja, o grupo mais rico ganhava 20,2 vezes a renda do mais pobre. No ano seguinte, essa relação caiu a 18,7, e em 2008, foi a 18. O nível ainda é alto &#8211; em países desenvolvidos, fica em torno de 4 a 6 -, mas já mostra redução na desigualdade entre os brasileiros, segundo Ana Lucia Saboia, coordenadora-geral do estudo.</p>
<p>O IBGE também apurou que caiu a proporção de pessoas com rendimento familiar per capita abaixo de 60% do mediano. Como foi estimado em R$ 415, os 60% eram R$ 249 em 2008 &#8211; essa medida serve para mensurar a pobreza dos grupos sociais. Em 2006, 37,3% ganhavam menos que essa fronteira; em 2007, 36,1%; em 2008, 33,8%. Também caiu o diferencial entre o rendimento familiar mensal per capita das famílias dos 10% mais ricos em relação aos 40% mais pobres. Em 2001, era 22,1 e em 2008, 16,8. Os números foram comemorados pelo diretor do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas, Marcelo Néri. Ele lembrou que a queda começou em 2001 e se acentuou a partir de 2004, porque se associou ao crescimento econômico. &#8220;Não era mais como em 2001, quando o bolo caiu e a parte dos pobres caiu menos.&#8221;</p>
<p>Os problemas de distribuição de renda, porém, continuam. Enquanto o rendimento familiar médio ficou em R$ 720, metade das famílias vivia com menos de R$ 415 &#8211; salário mínimo vigente em setembro de 2008.<br />
<strong><br />
SERVIÇOS</strong></p>
<p>Apesar de 40% das residências brasileiras não terem ao menos um serviço público essencial (água encanada, coleta de esgoto, de lixo e iluminação elétrica), o dado representa um avanço em relação a 1998. Naquele ano, o porcentual de unidades com os quatro benefícios ao mesmo tempo era de 56,8%, ante 43,2% desprovidos de pelo menos um deles. A região com maior acesso era o Sudeste (82,6% dos lares) e a com menor era o Norte (14,9%).</p>
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		<title>Agora, é a classe D que vai ao paraíso digital</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 17:55:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cenário: Fatias mais pobres da população compram PCs e serviços de internet no rastro aberto pela classe C


Gustavo Lourenção / Valor

 Na Associação Santa Cruz, na favela do Jaguaré, em São Paulo, adolescente aprende a usar o computador com a professora Neide Martins; acesso às redes sociais é um do principais atrativos




Talita Moreira e André [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Cenário: Fatias mais pobres da população compram PCs e serviços de internet no rastro aberto pela classe C</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-small;"><em>Gustavo Lourenção / Valor<br />
</em></span><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002358/imagens/foto_06emp-internet-b3.jpg" border="0" alt="Foto Destaque" /><br />
<span style="font-size: xx-small;"><em> Na Associação Santa Cruz, na favela do Jaguaré, em São Paulo, adolescente aprende a usar o computador com a professora Neide Martins; acesso às redes sociais é um do principais atrativos</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-small;"><em><br />
</em></span></p>
<p><span style="font-size: xx-small;"><em><br />
</em></span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Talita Moreira e André Borges, de São Paulo &#8211; VALOR</span></h2>
<p>Vá até a favela do Jaguaré, na zona Oeste de São Paulo, suba pelas vielas que se abrem em meio aos barracos e entre em qualquer uma das salas de aula do centro cultural Santa Cruz. Pergunte aos alunos que frequentam os cursos de moda, informática ou gastronomia quantos têm computador em casa ou acesso à internet. O número de braços erguidos fica bem abaixo do percentual típico de uma escola de classe média, por exemplo, mas é surpreendentemente alto para o perfil socioeconômico dos moradores.</p>
<p>É uma situação comum a outros bolsões de pobreza das grandes cidades brasileiras. A despeito dos recursos financeiros limitados, essa fatia da população está encontrando maneiras de ganhar acesso a facilidades como o correio eletrônico, as redes sociais e as buscas na internet. Para muitos, o computador parcelado no crediário e a assinatura de um serviço de acesso à internet já não são mero sonho de consumo. Converteram-se em uma ferramenta de estudos e pesquisas para crianças, entretenimento para adolescentes e símbolo de orgulho para os adultos.</p>
<p>Depois da classe C, que nos últimos anos tornou-se um dos principais alvos de empresas dos mais diversos setores, o acesso aos bens de tecnologia da informação (TI) também começa a ser realidade para a classe D &#8211; famílias com renda mensal entre R$ 768 e R$ 1.114, segundo os critérios da Fundação Getúlio Vargas (FGV).</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002358/imagens/arte06emp-internet-b3.gif" border="0" alt="Foto Destaque" /></p>
<p>Os fatores que estão proporcionando esse acesso são basicamente os mesmos que deram impulso ao consumo da classe C: barateamento dos computadores, acesso mais fácil ao crédito e, acima de tudo, a percepção sobre a importância crescente dos PCs e da internet como ferramentas de estudo, trabalho e lazer.</p>
<p>Um ano atrás, o vigilante noturno João José Dias e a esposa, Vera Dias, compraram seu primeiro computador &#8211; um modelo da Positivo que custou R$ 1 mil e foi dividido em 15 prestações. O casal também apertou o orçamento para pagar R$ 90 mensais para ter acesso a uma conexão de internet com velocidade de 1 megabit por segundo (Mbps). &#8220;Cortamos gastos com roupas e coisas supérfluas&#8221;, afirma a dona de casa, que ajuda a bancar as contas da família fazendo artesanato.</p>
<p>O casal decidiu investir num computado de tanto que insistiu o filho mais velho, de dez anos. &#8220;É muito importante para fazer as pesquisas de escola&#8221;, afirma Vera. Mas ela e o marido também acabaram se interessando pela coisa: ambos se matricularam nas aulas de informática oferecidas no centro cultural. Foi ali, numa tarde de quarta-feira, que o Valor encontrou os dois &#8211; ambos carregando suas apostilas.</p>
<p>Histórias como a da família Dias têm são cada vez mais comuns e começam a chamar a atenção das empresas do setor.</p>
<p>&#8220;A entrada da classe D no setor de PCs é um movimento muito claro para nós&#8221;, afirma César Aymoré, diretor de marketing da Positivo Informática. Essa camada da população já representa entre 6% e 8% das vendas de micros de mesa da companhia, que é o maior fabricante de computadores do país. Grandes varejistas, como a Casas Bahia, também já notam que a movimentação desses consumidores começa a ter impacto nos negócios.</p>
<p>Na Telefônica, 10% das vendas de novas conexões do serviço de acesso Speedy são para a classe D &#8211; mais que o dobro do percentual apresentado no ano passado. &#8220;A internet está ganhando um papel central na vida das pessoas, na vida em comunidade. Não é uma questão de status&#8221;, afirma o diretor de clientes residenciais da operadora, Fabio Bruggioni.</p>
<p>Segundo o executivo, metade dos consumidores da classe D que têm uma conexão de banda larga da Telefônica assina planos com velocidade igual ou superior a 1 Mbps. É uma distribuição parecida com a que se encontra nas classes B e C.</p>
<p>A operadora também lançou, recentemente, um pacote que inclui telefone fixo residencial de uso ilimitado e acesso à internet por meio de uma linha discada dedicada por R$ 54,90 mensais. O produto foi desenhado para atrair clientes que estão começando a usar a web, mas ainda não têm dinheiro ou interesse em pagar por um acesso de banda larga. A Telefônica ainda tem um milhão de internautas adeptos da linha discada e, de acordo com Bruggioni, esse número tem se mantido constante nos últimos anos. Enquanto mais pessoas adquirem um computador e começam a navegar na internet, outras migram para as conexões de alta velocidade.</p>
<p>&#8220;O computador é o grande sonho da classe D&#8221;, afirma Renato Meirelles, sócio-diretor e analista do instituto de pesquisas Data Popular, especializado em estudos sobre o comportamento das classes C, D e E.</p>
<p>Segundo o pesquisador, os PCs têm uma importância prática, além de ser um objeto de desejo. &#8220;Em 73% das famílias da classe D, os filhos têm mais escolaridade que os pais. Com isso, o pai acaba não conseguindo ajudar o filho nas tarefas de escola. O computador é que acaba cumprindo esse papel.&#8221;</p>
<p>Por outro lado, os computadores e a internet permitem que jovens de todas as faixas de renda tenham acesso aos mesmos recursos de comunicação, como redes sociais, sites de buscas e programas de mensagens instantâneas.</p>
<p>O acesso à web, na verdade, é o grande propulsor das vendas de computadores. &#8220;Sabemos que a compra um PC é motivada pelo acesso à internet. Hoje, 70% das pessoas que compram nosso equipamento são usuários de algum tipo de serviço de banda larga, contra 45% de um ano atrás&#8221;, observa Aymoré, da Positivo.</p>
<p>Para incentivar esse processo &#8211; e indiretamente estimular suas vendas &#8211; a Positivo mantém um acordo com a Vivo. A promoção inclui a oferta gratuita de um modem para o acesso à internet por meio da rede de terceira geração (3G) da operadora de telefonia móvel. Se o consumidor fosse diretamente até a loja da Vivo, por exemplo, pagaria R$ 199 pelo equipamento no plano de 250 megabytes. O custo do serviço, diz Aymoré, é 30% inferior ao valor normal e, nos três primeiros meses, o usuário só paga metade do preço da assinatura.</p>
<p>Um ano atrás, a Positivo também lançou um micro para atender à demanda dos consumidores de menor renda. O &#8220;PC da Família&#8221; custa entre R$ 999 e R$ 1.299 e é configurado com serviços específicos. Há links para que os pais tenham acesso direto a notícias, oportunidades de emprego, elaboração de currículo e dicas sobre como educar o filho. Para as crianças, o PC traz conteúdo educacional, com dicionário e jogos. O negócio deu certo. &#8220;Hoje, é o modelo de desktop que mais vendemos&#8221;, afirma o executivo.</p>
<p>Com base nesse resultado, outro modelo voltado à classe D foi lançado há três meses. O &#8220;PC Fácil&#8221;, comenta Aymoré, é um micro didático. Ao ligar a máquina, o usuário tem informações sobre como navegar na internet, criar um e-mail etc.</p>
<p>A oferta de modelos com linguagem mais básica e a queda nos preços dos computadores têm sido fundamentais no processo de inclusão desses consumidores de baixíssima renda. Hoje, é possível encontrar micros de mesa por R$ 619, bem menos que o valor mínimo de R$ 750 disponível no fim de 2005. Nos notebooks, a redução nesse período foi ainda mais pronunciada, de 41%: o produto mais barato do mercado sai por R$ 815, segundo o site de comparação de preços Buscapé.</p>
<p>Mesmo com as reduções de preço, porém, o valor ainda é alto demais para pessoas como Fabiana Guandalim, moradora da favela do Jaguaré. Casada com um vigia que recebe pouco mais de um salário mínimo por mês e mãe de cinco filhos, não sobra dinheiro para a família adquirir um computador. Mas Fabiana sonha: &#8220;É o que eu mais quero, e eu vou conseguir&#8221;. Ela já se matriculou nas aulas de informática do centro cultural.</p>
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		<title>Aumento da renda eleva IDH do Brasil</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 11:30:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
País se manteve estável, no entanto, no ranking que compara o desenvolvimento humano de 182 nações, na 75ª posição
De 2006 para 2007, o IDH brasileiro passou de 0,808 para 0,813; valores acima de 0,800 representam &#8220;alto desenvolvimento humano&#8221;
ANTÔNIO GOIS &#8211; FOLHA SP
DA SUCURSAL DO RIO
Impulsionado mais uma vez pelo aumento na renda, o Brasil registrou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-14296" title="Brasil_olho" src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/10/Brasil_olho.jpg" alt="Brasil_olho" width="400" height="265" /><br />
<strong>País se manteve estável, no entanto, no ranking que compara o desenvolvimento humano de 182 nações, na 75ª posição</strong></p>
<p><strong>De 2006 para 2007, o IDH brasileiro passou de 0,808 para 0,813; valores acima de 0,800 representam &#8220;alto desenvolvimento humano&#8221;</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">ANTÔNIO GOIS &#8211; FOLHA SP</span></h2>
<p>DA SUCURSAL DO RIO</p>
<p>Impulsionado mais uma vez pelo aumento na renda, o Brasil registrou uma melhora em seu IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), mas permaneceu estável no ranking de nações elaborado anualmente pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), na 75ª posição.<br />
O IDH varia de 0 a 1 e tenta medir o desenvolvimento humano dos 182 países comparados a partir de três dimensões: saúde, educação e PIB per capita. De 2006 para 2007 (os relatórios sempre se referem a dois anos antes), o IDH brasileiro variou de 0,808 para 0,813. Um valor acima de 0,800 é considerado nível de alto desenvolvimento humano.<br />
Neste ano, o tema principal do relatório foi migração. Para facilitar as análises sobre este tópico, pela primeira vez, o Pnud separou nações com IDH acima de 0,900 num grupo considerado de muito alto desenvolvimento humano.<br />
Fazem parte desta elite, que concentra a maioria dos imigrantes, 38 países, liderados por Noruega (0,971), Austrália (0,970) e Islândia (0,969).<br />
Na base do ranking encontram-se Níger (0,340), Afeganistão (0,352) e Serra Leoa (0,365). O Pnud destaca que uma criança que nascer hoje em Níger terá expectativa de viver apenas até os 51 anos, enquanto uma norueguesa deverá chegar aos 81.<br />
&#8220;Muitos países testemunharam retrocessos nas últimas décadas devido às retrações econômicas, crises induzidas por conflitos e epidemias de HIV&#8221;, afirma a principal autora do relatório deste ano, Jeni Klugman.<br />
Como os dados divulgados no relatório deste ano vão somente até 2007, ainda não é possível mensurar o impacto da crise econômica mundial, iniciada no fim do ano passado.<br />
Alison Kennedy, chefe da equipe de estatística do IDH, no entanto, diz esperar que os efeitos não sejam tão grandes: &#8220;O PIB per capita de muitos países pode ter sido bastante afetado, mas os indicadores de saúde e educação não reagem tão rapidamente a crises, o que poderá fazer com que a oscilação não seja tão significativa.&#8221;</p>
<p><strong>Brasil</strong><br />
Os indicadores brasileiros no IDH serão detalhados hoje pelo escritório do Pnud no país, mas, na comparação com o relatório de 2008, é possível verificar que o avanço se deu principalmente por causa do PIB per capita.<br />
Educação e saúde também melhoraram, mas em ritmo menor, já que o analfabetismo adulto tem caído pouco no país e a expectativa de vida ao nascer (único componente do índice de saúde) não costuma sofrer oscilações bruscas de um ano para o outro.<br />
Além do próprio IDH, o Relatório de Desenvolvimento Humano permite comparar outros indicadores.<br />
É possível destacar, por exemplo, que apesar de ter registrado queda na desigualdade desde o início da década, o Brasil ainda permanece no grupo de dez países mais desiguais do relatório, atrás apenas de Namíbia, Ilhas Comores, Botsuana, Haiti, Angola, Colômbia, Bolívia, África do Sul e Honduras. No Brasil, os 10% mais ricos detêm 43% da riqueza nacional, enquanto os 10% mais pobres, apenas 1%.<br />
Na Noruega, país que lidera o ranking, os 10% mais ricos concentram 23% da riqueza, enquanto os 10% mais pobres respondem por 4%.<br />
Outro indicador em que o Brasil destoa dos líderes é o investimento público em educação e saúde. Noruega, Austrália e Islândia investem, respectivamente, 35%, 31% e 36% de seu gasto público nessas áreas.<br />
No Brasil, a proporção é de apenas 22%. O maior desnível acontece na saúde, setor em que o Brasil investe 7% dos gastos, menos da metade do que Noruega (18%), Austrália (17%) e Islândia (18%).</p>
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		<title>&#8221;Lula vai deixar o BC segurar a inflação&#8221;</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Oct 2009 14:58:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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Fernando Dantas &#8211; O Estado SP


Recuperando-se de uma cirurgia de coluna, mas já mergulhado nos números da economia brasileira, o economista Affonso Celso Pastore, ex-presidente do Banco Central (BC), dá um voto de confiança ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Para Pastore, Lula é pragmático, sabe que a inflação prejudica a sua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="background-color: #ffff99;"> </span></h2>
<p style="text-align: center;"><img src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080602/img/4.12.imagem_pastore.jpg" alt="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080602/img/4.12.imagem_pastore.jpg" /></p>
<p style="text-align: center;">
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Fernando Dantas &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p><span style="background-color: #ffff99;"><br />
</span></p>
<p>Recuperando-se de uma cirurgia de coluna, mas já mergulhado nos números da economia brasileira, o economista Affonso Celso Pastore, ex-presidente do Banco Central (BC), dá um voto de confiança ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Para Pastore, Lula é pragmático, sabe que a inflação prejudica a sua popularidade e não vai impedir o BC de fazer o seu trabalho, mesmo num ano eleitoral. &#8220;Estou assumindo que o governo tenha responsabilidade.&#8221; O economista se alinha ao mercado ao prever que o surpreendente ritmo de reaquecimento da economia brasileira deve levar o BC a aumentar a Selic, a taxa básica de juros, em 2010. Pastore observa também que, como o impulso fiscal do governo que ajudou a tirar o País da crise foi realizado em grande parte com despesas permanentes, como salários e aposentadorias, não há como ajudar o BC agora, reduzindo aqueles gastos. A seguir, a entrevista:</p>
<p><strong>Por que o Brasil está saindo tão rápido da crise?</strong></p>
<p>A crise pegou o Brasil pela indústria. Teve uma queda um pouco menor na agricultura, mas a queda grande foi na produção industrial. No setor dos serviços, não caiu praticamente nada. Esse quadro é corroborado pelo emprego, que caiu na indústria, na agricultura, mas praticamente não caiu no setor de serviços. O grande setor da economia brasileira é o de serviços, empregando quatro vezes mais do que a indústria. Isso explica por que a recessão fez subir o desemprego no mundo inteiro, mas praticamente não fez subir o desemprego no Brasil.</p>
<p><strong>E por que foi desse jeito?</strong></p>
<p>Pode ter várias explicações, mas uma que ficou clara é que nós fomos pegos pelo lado dos &#8220;tradables&#8221; (produtos comercializáveis internacionalmente). A indústria é um setor muito aberto em relação ao comércio internacional, a exportação de manufaturas é mais ou menos 50% do PIB da indústria. Quando a crise jogou para baixo as exportações, jogou para baixo a produção industrial. Mas não jogou para baixo, por exemplo, setores de serviços como o setor bancário, que estava sólido, o comércio varejista, que foi rapidamente ajudado com medidas de isenção fiscal, ou as telecomunicações.</p>
<p><strong>Qual o papel da política econômica em preservar o Brasil dos piores efeitos da crise?</strong></p>
<p>A primeira reação que tinha de ter e teve foi a baixa agressiva de taxa de juros. O Banco Central teve de trazê-la a um nível mínimo histórico, abaixo da taxa de juros neutra. A segunda reação foi a política fiscal, em parte deliberada em reação à crise, como a isenção de impostos para automóveis, geladeiras e material de construção. Outra parte teve efeitos contracíclicos, mas já havia sido tomada antes, como aumentar salário de funcionários, benefícios da Previdência, Bolsa-Família, etc. Essas transferências, no fundo, são renda real que o governo está distribuindo a camadas da sociedade. Não é o único fator, mas explica um bom pedaço do movimento da recuperação da produção industrial de bens de consumo.</p>
<p><strong>Então acabaram sendo corretos esses aumentos?</strong></p>
<p>Esses são aumentos permanentes dos gastos públicos, que tiveram o lado benéfico de criar consumo e estão ajudando a sair rapidamente da crise. Mas tem outro lado: como esses aumentos de salário, de benefícios, são permanentes, você não consegue fazer uma redução gradual disso. E, assim, gera-se um episódio de aceleração da recuperação da atividade, que se soma ao estímulo que vem da política monetária.</p>
<p><strong>E quais as implicações disso?</strong></p>
<p>Eu mencionei que o setor de serviços está mais próximo do pleno emprego. Se você olhar para a indústria, há um hiato do produto (diferença entre o produto potencial e a produção atual) ainda muito grande. Mas, quando se olha para o PIB como um todo, no qual o setor de serviços é maior que o industrial, o hiato fica um pouco menor. Se ele é um pouco menor, isso significa que ele vai fechar um pouco mais depressa. E o risco é de que se tenha de começar o ajuste de taxa de juros antes do que o mercado julgava há três ou quatro semanas. Antes de alguns dados que saíram e mostram a velocidade com a qual a economia vem se recuperando, como o PIB do segundo trimestre e a produção industrial.</p>
<p><strong>Quando deve haver o fechamento do hiato?</strong></p>
<p>Há muita controvérsia, com algumas instituições prevendo já para o fim do primeiro trimestre de 2010, e outra para mais adiante. Na minha visão, independentemente da posição de cada um hoje, todos estão reconhecendo que o fechamento está um pouco mais rápido do que achavam que seria há alguns meses. O mercado está hoje avaliando como uma possibilidade mais alta que a Selic tenha de subir no começo do ano que vem. Em algum ponto do primeiro trimestre.</p>
<p><strong>De quanto precisará ser a alta da Selic?</strong></p>
<p>Se olhar a curva de juros, o mercado está colocando um ciclo total de 400 pontos, 450 pontos de subida de taxa de juros. Aí tem uma segunda controvérsia. Precisa tudo isso? Vai para mais de 12% a taxa de juros de novo, saindo de 8,75%? Ou vai se resolver com menos? É aí entra uma questão simples: se pudesse tirar um pedaço do estímulo fiscal, esse ajuste seria feito com taxa de juros menor. Acontece que estímulos fiscais contracíclicos, para que se possa tirá-los, têm de ser transitórios. No momento em que você não precisa mais deles, você tira. Esse estímulo fiscal tem um pedaço transitório, pequeno, que é a desoneração tributária. Mas tem a faceta permanente, do aumento das transferências. É um aumento dos gastos que você só resolveria se a inflação fosse maior para erodir o salário real dos funcionários. Porque ninguém vai politicamente chegar e baixar salário, não é? Essa componente é grande e permanente, não tem como tirar. Se não sai, se tiver de fazer o ajuste, será feito inteiro em cima de taxa de juros.</p>
<p><strong>O que não é a situação ideal&#8230;</strong></p>
<p>Certamente, não. Ela pode ser positiva para quem olha política de distribuição de renda, ou para quem olha o benefício eleitoral que deriva de uma estratégia como essa. Mas não é positiva como política econômica ótima, porque implica uma taxa de juro maior.</p>
<p><strong>E a expansão de crédito pelos bancos públicos, não é um estímulo que poderia ser controlado?</strong></p>
<p>No meu modelo, coloco o crédito e a parte fiscal juntos, como explicativos de um pedaço da recuperação dos bens de consumo. Quando se olha o crédito, os bancos privados não estão aumentando, a não ser algo em crédito ao consumo. O grosso do aumento de crédito está nos bancos oficiais. Nisso, o governo poderia voltar atrás. Se ele quiser reduzir a taxa de expansão de crédito para o setor privado, ele abre espaço para a taxa de juros ficar mais baixa. Mas não me parece que é essa a determinação do governo. Me parece que a determinação é a de continuar a expansão de crédito dos bancos oficiais.</p>
<p><strong>Quanto o Brasil pode crescer sem risco inflacionário? </strong></p>
<p>Depende de crescimento de produto potencial. Com a taxa de investimento ainda baixa, acho que o produto potencial vai crescer, no máximo, 4,5%. Se estamos indo para 5% de crescimento, isso apressa o fechamento do hiato do produto.</p>
<p><strong>E quanto o sr. acha que o Brasil vai, de fato, crescer em 2010?</strong></p>
<p>Eu já estive no 4,5%, já passei para o 4,7%. Acho que é possivelmente entre 4,5% e 5%. Tem gente com mais do que isso no mercado. Tem gente com 6%. Depende do governo. Se o governo não fizer nada, vai dar 6%. É que eu sou um otimista inveterado, e acho que o governo vai tomar cuidado, não vai deixar ir para 6%. Enfim, cada previsão dessas depende do que pensamos sobre a reação do governo. O cara que acha que cresce 6% acha que o governo vai deixar o pau comer solto e não vai fazer nada. Não acho que o governo vai deixar o pau comer solto. Ele vai ser mais comedido, se precisar subir o juro vai subir o que tiver de subir. Se der para dar uma acertada, dentro do limite do possível, na política fiscal, vai dar. E aí vai ficar com o crescimento mais na faixa do 4,5% a 5%. Estou assumindo que o governo tenha responsabilidade. E que não está olhando só para a eleição.<br />
<strong><br />
O que o sr. pensa da possível saída do Henrique Meirelles do BC?</strong></p>
<p>O Meirelles vai decidir a vida dele, e tem todo o direito de fazer o que ele quiser &#8211; isso não vem ao caso. O que vem ao caso é que, se o Brasil estiver crescendo 5%, e se tiver de subir taxa de juros, acho que o dano é muito pequeno. Raciocine um pouco com a cabeça de um homem pragmático que se chama Luiz Inácio Lula da Silva, que viveu a vida inteira como sindicalista, antes de ser presidente e político, e sabe que o custo da inflação é tirar a popularidade de qualquer governo. E que sabe também que, se você tiver desemprego aberto, a sua popularidade vai embora. Um crescimento de 4,5% ou de 5% não vai gerar desemprego. Mas, se gerar inflação, tem o custo. Se o governo elevar os juros caso tenha de fazê-lo, a Fiesp pode gritar, alguns empresários podem ficar irritados, achando que estão destruindo o País, mas o Brasil estará melhor, com uma inflação contida e com o crescimento mais próximo do PIB potencial. Acho que, no plano do puro pragmatismo, o BC estaria tão livre para subir taxa de juros como jamais foi.<br />
<strong><br />
Preocupa a flexibilização da meta de superávit primário de 3,3% em 2010?</strong></p>
<p>Em primeiro lugar, a meta não é 3,3%. É 3,3% menos o Fundo Soberano, menos o PAC, menos isso, menos aquilo. A dinâmica da dívida pública não responde a essa definição do 3,3% menos o Fundo Soberano, etc. Porque o Fundo Soberano do qual se deduz o superávit é gasto que aumenta a dívida. O dinheiro que está se transferindo para o BNDES, para comprar empresas no exterior, está aumentando a dívida. O que se está deduzindo com o PAC &#8211; e não quero dizer que o PAC não seja uma coisa boa &#8211; está aumentando a dívida. Se a política fiscal é mais expansionista, se vão trabalhar com uma taxa real de juros mais alta, vai haver a necessidade de um superávit primário um pouco maior. Quer dizer, é preciso prestar atenção e se adaptar, e acho que possivelmente o governo está prestando atenção.</p>
<p><strong>Pode haver consequências negativas da redução do superávit?</strong></p>
<p>O temor de não sustentabilidade da dívida pública, que existia no começo do governo Lula, caiu a um mínimo. Isso ocorre em parte porque o Brasil está crescendo. Se o País crescer pouco, cresce 4,5%. Com isso, dá para ter até um superávit de 1,6% do PIB que estabiliza a relação dívida/PIB. Não há risco de o mercado achar que o Brasil vai entrar em &#8220;default&#8221;, fazendo um superávit primário menor. Esse risco desapareceu, o Brasil virou grau de investimento. Não é essa a discussão que interessa, mas sim se estamos fazendo o uso adequado das políticas monetária e fiscal para determinar o melhor balanço de crescimento do ponto de vista do impulso que você gera para o setor privado poder investir, ou do impulso que gera para o setor governamental crescer.</p>
<p><strong>Como o sr. vê as contas externas?</strong></p>
<p>O déficit na conta corrente este ano é muito pequeno, mas vai crescer bem no próximo. O BC, depois de hesitar muito, nesse último relatório de inflação já projeta um déficit na conta corrente para o ano que vem de 1,8% do PIB. Não é enorme, é financiável, porque você pode ter e deve ter fluxos de capital para financiar um déficit desse tamanho. Em primeiro lugar, o Brasil vai crescer mais do que o resto do mundo. Se ficar no intervalo mais baixo das projeções, temos de 4,5% a 5% em 2010 &#8211; é mais que os Estados Unidos, é mais que a Europa, é mais do que qualquer país latino-americano. O Brasil mudou muito a sua corrente de comércio, estamos muito mais integrados na Ásia, e a Ásia está crescendo muito mais depressa do que os Estados Unidos e as Américas. Quando se tem isso e um mercado interno deste tamanho, com sistema bancário sólido, com condições macroeconômicas estáveis, você atrai investimento estrangeiro direto, atrai portfólio de bolsa, tem fluxos de capitais que financiam facilmente o déficit em conta corrente de 1,8%. Agora, para que esse dinheiro entre, o mercado tem de perceber que esse é um crescimento sustentável, que não há nada artificial aqui dentro.</p>
<p><strong>O que o sr. quer dizer com isso?</strong></p>
<p>Suponha que nós podemos crescer 4,5% a 5%, mas o governo resolve crescer 6% para tentar ganhar uma eleição. Para crescer 6%, começa a exagerar no gasto público e &#8211; isto é puramente hipotético &#8211; põe o BC numa camisa de força, na qual ele é impedido de subir a taxa de juros, e deixa a inflação crescer temporariamente. Numa situação dessas, o mercado certamente perceberá que o crescimento é artificial. E o fluxo de capital não entra, e nesse caso deprecia o câmbio e tem inflação. Agora, para evitar correr o risco de deixar o crescimento ir para 6%, pode-se subir um pouco a taxa de juros, cortar um pouco o gasto público, trazer o crescimento de volta para 4,5% a 5%, evitando o custo inflacionário da depreciação cambial e financiando o déficit na conta corrente sem nenhum problema, com o câmbio de equilíbrio que tiver de ter. Nessas circunstâncias, que considero mais prováveis &#8211; porque acho que o governo vai ter juízo &#8211; penso que a tendência do câmbio é a de ficar estável, ou com uma pequena valorização. Mais para estável do que para pequena valorização.</p>
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