30/11/2011 - 18:36h Esse não é um cachimbo

Ceci n´est pas une pipe – René Magritte
- Luis Favre

Ceci n´est pas une pipe – René Magritte

Um piscar de olho de René Magritte ao Marques de Sade

© Foto de Paul Bonzon. Paisagem noturna, 1918
O Museu de Arte Moderna de São Paulo-MAM está no Ano da França no Brasil, com a exposição “Olhar e fingir: fotografias da coleção Auer”. A mostra, com curadoria realizada pela historiadora francesa Elise Jasmin em parceria com o fotógrafo brasileiro Eder Chiodetto (curador do Clube de Colecionadores de Fotografia do MAM), reúne cerca de 290 peças da abrangente coleção do casal Michel e Michèle Auer e compreende quase 170 anos da história da fotografia. A coleção adquirida ao longo de mais de 40 anos pela Fundação Auer é a maior coletânea particular de fotografias do mundo, contando atualmente com cerca de 50 mil imagens. A exposição contará com imagens produzidas ao longo dos séculos 19, 20 e 21 por autores de diferentes continentes – entre os sul-americanos, estão os brasileiros Geraldo de Barros, Pedro Vasquez, Fabiana de Barros e Mario Cravo Neto – e garimpadas pelo casal em suas pesquisas e viagens pelo mundo. Entre outros tesouros da história da fotografia, o público brasileiro terá uma única de ver daguerreótipos, inclusive raras peças colorizadas e um calótipo (exemplar do processo positivo/negativo desenvolvido por William Henry Fox Talbot) da década de 1850, além de algumas obras do pictorialismo do final do século 19 e início do século 20. Entre os nomes de peso representando o século 20, estão fotografias de Cartier-Bresson, Brassaï e Man Ray e cartões de Marcel Duchamp, Salvador Dali e René Magritte. Os curadores selecionaram imagens que trazem à tona a história da fotografia contada pelo prisma de artistas transgressores. No lugar de buscar uma cópia do mundo real, esses artistas se apropriaram da fotografia para falar do imaginário, do universo das sensações e das percepções não visíveis representadas por meio de experimentações e metáforas visuais. A fotografia como invenção e não como catalogação do mundo.
Visitação: de 23 de abril a 28 de junho de 2009. Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 3. Tel (11) 5085-1300. Horários: Terça a domingo e feriados, das 10h às 17h30 (com permanência até as 18h). Ingresso: R$ 5,50. Sócios do MAM, crianças até 10 anos e adultos com mais de 65 anos não pagam entrada. Aos domingos, a entrada é franca para todo o público, durante todo o dia. http://www.mam.org.br/
Fonte Images & Visions

René Magritte Os amantes
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Gustavo Adolfo Bécquer |
Enquanto houver uns olhos que reflectem
outros olhos que os fitam,
enquanto a boca responda a suspirar
aos lábios que suspiram,
enquanto sentir-se possam ao beijar-se
duas almas confundidas,
enquanto exista uma mulher formosa,
haverá poesia!
Rimas – XXXVII
Antes de ti eu morrerei: oculto
no peito levo já
o ferro com que tuas mãos abriram
larga ferida mortal.
Antes de ti eu morrerei; meu espírito,
num anseio tenaz,
ante as portas da morte irá sentar-se,
a esperar-te lá.
[...]
Ali onde o sepulcro que se fecha
abre uma eternidade…
Tudo quanto nós dois sempre calámos
teremos de falar!
Gustavo Adolfo Bécquer (1836-1870)
Tradução de José Bento

Pintado em 1935, a Magia Negra é uma das mais surpreendentes deste pintor surrealista. O realismo da imagem é confrontado com a ilusão provocada pelo contraste entre o céu e o “autorizado”, de um lado, e o real porem geralmente “ocultado”, do outro. Ficamos enfeitiçado pela magia negra, subjugados pelo mistério e encantados com a audácia imaginativa. Mas para você talvez seja diferente. Trata-se de sensações, sentimentos, fantasmas, desejos e vivências. As do artista, as minhas e as de cada um de vocês.
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