Blog do Favre

- Luis Favre

17/11/2009 - 17:05h Exuberância feminina no interior da França

Meu prato: Marie-Pierre é a mulher que faz a diferença na expansão dos domínios Troisgros.

Por Nicholas Lander, Financial Times – VALOR


Divulgação
Foto Destaque
A contribuição especial de Marie-Pierre para o império Troisgros emergiu pela primeira vez na abertura do Le Central


Nos últimos 79 anos, o nome Troisgros e a cidade de Roanne (a 100 km de Lyon, no leste da França) são sinônimos da melhor cozinha francesa. Em 1930, Jean-Baptiste Troisgros abriu o restaurante da família do lado aposto da estação ferroviária. Seus filhos, Jean e Piere, o administraram depois dele e agora o filho de Pierre, Michel, está no comando.

O local original, a Maison Troigros, é hoje um restaurante com salas que há muito recebe a classificação máxima de três estrelas do celebrado guia Michelin. A família também é dona do Le Central, o café-delicatessen que fica ao lado, e do La Colline du Colombier, um “auberge” de campo que fica a 30 minutos de automóvel de Roanne.

Mas nos últimos 25 anos a força comercial que vem conduzindo o sucesso dos Troisgros é uma mulher que nunca quis de fato se estabelecer em Roanne. Marie-Pierre Lambert nasceu em Valença no vale do Rhône. Ela se matriculou no hotel-escola de Grenoble em 1973 porque queria uma profissão que lhe permitisse conhecer o mundo. Michel Troisgros era um colega de classe e ela descreve o primeiro encontro dos dois como um “coup de foudre”, ou amor à primeira vista.

Foto Destaque
La Colline du Colombier: restaurante de campo e hotel com abrigos de ferramentas transformados em cabanas-iglus


Assim que se formaram, ela fez com ele uma viagem ao redor do mundo, enquanto ele estabelecia sua carreira. Mas não foi fácil. “Michel cozinhou em Bruxelas, no [hotel cinco estrelas] Connaught de Londres e em Nova York. Naqueles dias os hoteleiros relutavam em contratar casais”, explica ela. “Hoje é muito diferente. Fico feliz em dizer isso.”

No começo de 1983, eles retornaram a Roanne para uma estadia de seis meses, com planos de se mudarem para a Austrália e lá abrir seu próprio restaurante. Mas em agosto daquele ano, o tio de Michel, Jean, morreu. Marie-Pierre e Michel decidiram ficar. Naquela altura já casados, Marie-Pierre assumiu seu papel na Maison Troisgros junto com a família do marido.

Marie-Pierre diz que sua falecida sogra era supergentil, mas que a função dela era puramente de “maîtresse” do restaurante, alguém que recebia os clientes, certificava-se de que tudo estava correndo tranquilamente no salão e então se despedia dos comensais.

Marie-Pierre teve dificuldade para encontrar seu próprio nicho, mas agora admite que provavelmente a adaptação foi mais difícil para Michel, que estava trabalhando com duas madames Troisgros.

A contribuição especial de Marie-Pierre para o império Troisgros emergiu pela primeira vez na abertura do Le Central em 1996, a poucas portas de “la grande maison”, como ela se refere ao restaurante principal.

O Le Central é descrito pela família como “café/mercearia”. Suas prateleiras estão cheias de vinagres, pasta e molhos, enquanto suas paredes são cobertas de fotografias em branco e preto de seus fornecedores de ingredientes e vinhos. Para o jantar, tivemos suflê de queijo, risoto com cogumelo marrom, pernas de rã com gengibre e alho, e uma maravilhosa torta Tatin.

Marie-Pierre parece estar ainda mais em seu elemento no La Colline du Colombier, um restaurante de campo e hotel criado em uma ex-fazenda perto de Iguerande.

O La Colline du Colombier recebeu seu nome por causa do pombal que havia no local, que hoje abriga um cozinha circular e um banheiro maravilhoso logo acima dela. Ele é a coroação da busca por um local empreendida por Marie-Pierre durante oito anos, com um conjunto de construções que permitisse à família fazer algo original e instigante no exuberante interior da França.

No começo, tudo que a família viu foram construções deterioradas. “Queríamos algo que expressasse o estilo Troisgros, queríamos algo bem mais tranquilo, em harmonia com o século XXI.”

Com o arquiteto Patrick Bouchain, eles também conseguiram encontrar uma solução bem incomum para o problema de que as casas existentes na fazenda não ofereciam quartos suficientes para tornar a conversão viável.

Inspirando-se nas cabanas locais, ou “cadoles”, usadas pelos produtores de vinho como abrigo de ferramentas. Eles construíram três dormitórios no estilo cadole, que são os quartos mais confortáveis e talvez mais românticos. Eles se parecem com iglus cortados ao meio, em estilo pastoral, com um espaço de estar ultramoderno construídos diante de estacas de aço para permitir uma visão ininterrupta do cenário rural.

O belo celeiro que acomodava o gado é hoje o restaurante Le Grand Couvert. Seu cardápio de outono a € 35 oferece pratos com presuntos variados, bruschetta de escargot com ervilhas; um mousse de fígado de frango com camarão de água doce; salmão com molho de pimenta vermelha; e um delicioso pot-au-feu.

Marie-Pierre fala com grande paixão do Le Colombier e do tempo que já está com os Troisgros – ela diz, modesta, que se vê como “braço direito” de Michel -, mas seu sorriso aumenta quando ela fala de César, o filho mais velho do casal.

César está seguindo os passos da família e atualmente trabalha como chef do restaurante French Laundry, no Napa Valley, na Califórnia. Mas somente o tempo dirá se ele vai sucumbir ao charme de Roanne – como fez sua mãe.

(tradução Mario Zamarian)

Tags: FRANÇA, gastronomia, negócios, Restaurantes, Troisgros
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22/09/2009 - 17:50h Onde matar a saudade de um bom ceviche

Meu prato: Aberto há cinco meses, o peruano La Mar preenche lacuna na gastronomia paulistana

http://colunistas.ig.com.br/comidinhas/files/2009/05/cebiche-mixto.jpg

Por Maria da Paz Trefaut, para o Valor, de São Paulo

Desde que trocou o Peru pelo Brasil há 23 anos, Tomás Málaga, economista do Itaú-BBA, passou a fazer o seu próprio ceviche. Nas suas incursões culinárias, além de ter desenvolvido técnicas pessoais para o ceviche, que corta com uma faca de sushiman, Málaga manteve o hábito de preparar pratos tradicionais como o seco de cordeiro e o lomo saltado. Era estranho para ele que uma cidade como São Paulo, com uma culinária internacional estabelecida e tão diversificada, não tivesse restaurantes de seu país.

“O jeito era matar a saudade da comida na casa dos amigos”, conta ele, satisfeito ao ver que o panorama mudou. “Um dos aspectos positivos da globalização culinária é a valorização das origens como forma de marcar a diferença. Quando você se olha no outro e vê que ele aprecia a sua cultura, é motivado a mergulhar mais fundo na sua história”, diz.

A descoberta dos sabores peruanos pelos paulistanos, que se tornou mais possível este ano, com a chegada do restaurante La Mar, é interpretada por Málaga como consequência do boom gastronômico que tomou conta do Peru. “Há quinze, vinte anos, quando os turistas brasileiros chegavam a Lima quase não encontravam restaurantes de qualidade. Isso mudou radicalmente. Hoje há uma culinária muito sofisticada, diversificada, que faz sucesso no exterior e está incentivando jovens a usarem ingredientes locais em pratos contemporâneos”, conta.

O La Mar é o primeiro passo no Brasil do megaempresário Gastón Acurio, que atualmente tem 32 restaurantes em 13 países e que sempre deixou claro seu objetivo de globalizar a cozinha peruana. No Peru, seu império gastronômico se estende por todo o território, com seis marcas em segmentos diferentes, que vão da alta gastronomia a casas de suco. No ano passado, as vendas da cadeia alcançaram US$ 60 milhões. Não por acaso Acurio é notícia no “Los Angeles Times”, em jornais europeus e já teve seu perfil escrito por Mario Vargas Llosa.

Cinco meses depois da abertura da franchising do La Mar em São Paulo, Acurio deixa claro que seu interesse em seguir adiante com novos negócios no Brasil é permanente. Mas não tem pressa: “Para abrir uma nova casa é preciso arrumar a primeira. Quero que seja o público a dizer que já nos recebeu de maneira definitiva e nos dê luz verde para fazer outro restaurante.”

A empreitada paulistana do La Mar é obra de Alexandre Miqui, que já atuava no ramo culinário há alguns anos – foi sócio da cadeia de fast-food Gendai – e havia introduzido, timidamente, a culinária do Peru por essas bandas no nipo-peruano Shimo. Neto de japoneses, Miqui sempre viajou muito ao Peru para visitar parentes de sua mulher. Conhecia a gastronomia, os restaurantes de Acurio e sua história de empreendedor.

O encontro entre os dois aconteceu em São Paulo, durante uma temporada de Fórmula 1. A negociação foi muito rápida, mas entre a definição do ponto e a conclusão da reforma se passaram dois anos. Tudo estava em andamento quando começaram os primeiros sinais da crise econômica. Mas se ela atrasou a abertura do La Mar em Nova York, com obras já iniciadas, Miqui não pensou em recuar: “Quem vive aqui já está acostumado aos vaivéns da área econômica. É nas crises que se fazem os melhores negócios”, diz ele, que não esconde o desejo de trazer também a primeira casa criada por Acurio, o Astrid y Gastón, de alta cozinha peruana, que já existe em Santiago, Quito, Bogotá, Caracas, Buenos Aires, Panamá, Cidade do México e Madri.

O fato de o La Mar ser uma experiência internacional que deu certo – só no México existem três casas – deu segurança a Miqui. Os cinco anos do Shimo também contribuíram para a certeza de que uma cevicheria teria boa aceitação entre os paulistanos. “A influência japonesa na culinária peruana é muito forte e o próprio ceviche feito lá já tem muito de japonês”, avalia. Embora exista a eterna disputa entre peruanos e equatorianos, que reivindicam a origem do ceviche, a receita mudou ao longo do tempo. “No ceviche antigo o peixe marinava várias horas e hoje em dia é feito quando vai para a mesa. Quanto mais fresco, melhor”.

Embora no La Mar sejam oferecidos outros pratos da culinária peruana, o forte são os ceviches (peixe cru cortado em cubos) e os tiraditos (corte em lâminas finas) embebidos em leite de tigre. O detalhe brasileiro fica por conta das sobremesas, mais sofisticadas do que na matriz de Lima e que mesclam receitas do Astrid y Gaston.

“Quando me perguntaram se eu mudaria algo na casa de São Paulo, sugeri alteração na carta de sobremesas, pois o paulistano é muito exigente”, conta o chef Fábio Barbosa que ficou três meses no Peru para se adaptar ao cardápio. Entre as opções doces, a mais típica são os picarones (rosquinhas fritas embebidas em mel de rapadura, folha de figo e especiarias). É uma sobremesa pesada, mas mesmo assim, os empresários peruanos José Figueroa e Moises Diaz, que se tornaram frequentadores do La Mar, pedem porções individuais.

Depois de várias décadas de Brasil, os dois comemoram o fato de encontrar fora de casa uma comida de qualidade, bem próxima da que costumam ter em Lima, quando viajam a negócios. “Para o peruano é quase uma religião comer bem e nós, que adoramos São Paulo, estávamos um pouco órfãos. Agora, a cidade está completa”, diz Figueroa.

Tags: alimentação, ceviche, ceviche peruano, culinária, gastronomia, La Mar, Restaurantes
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21/08/2009 - 10:51h Lei antifumo é inconstitucional, diz AGU

Órgão recomenda que Supremo Tribunal Federal suspenda legislação paulista, pois tema seria da alçada federal

 

Fernanda Aranda e Renato Machado – O Estado SP

 


A Advocacia-Geral da União (AGU), órgão que defende e representa a União principalmente em ações no Supremo Tribunal Federal (STF), emitiu parecer anteontem que considera a lei antifumo paulista inconstitucional. O documento, assinado por José Antonio Dias Toffoli, enfatiza que a competência de legislar sobre o uso do cigarro em ambientes fechados é do governo federal e não de Estados ou municípios. O caso ainda não tem data para ser julgado. Ainda que o parecer seja específico sobre a lei paulista, abre precedente para outros questionamentos. O Estado do Rio, por exemplo, aprovou norma semelhante à de São Paulo. Minas e as cidades de Manaus e Belém também querem abolir o cigarro de locais fechados e coletivos.
Apesar de o posicionamento não ser definitivo, levantamento feito pelo Estado mostra que nos últimos casos polêmicos julgados pelo STF tem prevalecido o entendimento da AGU. Foi assim no questionamento das cotas para estudantes negros em universidades, na avaliação sobre as pesquisas com células-tronco e na disputa sobre a área indígena Raposa Serra do Sol (mais informações nesta página). O jurista especializado em Direito Constitucional Luiz Tarcísio Ferreira Teixeira destaca a relevância. “Não significa que o parecer será seguido, mas é o primeiro questionamento sério a respeito da constitucionalidade da lei antifumo”, afirmou.

Segundo a Secretaria-Geral de Contencioso, ligada à AGU, a inconstitucionalidade da lei antifumo reside no fato de que “o Estado invadiu competência da União”. “Embora a competência para legislar sobre saúde seja concorrente, compete à União editar normas gerais e aos Estados, competência complementar ou suplementar.”

O professor de Direito Constitucional João Antonio Wiegerinck refuta a tese de que a competência é exclusiva da União. “Trata-se de uma questão de saúde pública e, portanto, São Paulo tem competência sim para legislar. Além do mais, o Brasil é um país muito grande e cada Estado tem o direito de trabalhar políticas públicas, respeitando suas especificidades.”

A AGU se manifestou após consulta feita pelo ministro do Supremo Celso de Mello. Ele é relator de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade movida pela Confederação Nacional do Turismo. “Estamos satisfeitos com essa manifestação, mas vamos esperar o entendimento do STF. Há muita pressão de São Paulo por essa lei”, afirmou Marcus Vinicius Rosa, diretor jurídico da Associação Brasileira de Gastronomia, Hospedagem e Turismo (Abresi), que patrocina a Adin.

Apesar de a Advocacia-Geral representar a União, não existe uma posição oficial do governo federal sobre a lei antifumo. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, até já elaborou um projeto de lei semelhante ao que vigora em São Paulo, que pleiteia a proibição do uso do cigarro em qualquer local, público ou privado, de uso coletivo. Ainda é necessária votação no Congresso, mas a medida foi elaborada com o auxílio de outro órgão federal, o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Por meio de nota, o governo do Estado defendeu a legalidade da lei. Afirmou que o Brasil é signatário da Convenção da Organização Mundial de Saúde (OMS), que “é mais recente e restritiva do que a lei federal”. “A Lei 13.541 dá pleno cumprimento ao tratado que determina que: ‘cada Parte adotará medidas eficazes de proteção contra a exposição à fumaça do tabaco em locais fechados’.”

POLÊMICAS

Casos em que prevaleceu o parecer da Advocacia-Geral

Célula-tronco: O STF manteve toda a Lei de Biossegurança, incluindo o artigo 5.º, que prevê a liberação da pesquisa com células-tronco, conforme queria a AGU. Isso contrariou até a Procuradoria-Geral da República (que representa o governo federal)

Raposa Serra do Sol: Corte manteve a demarcação contínua da reserva indígena em Roraima

Cotas para negros nas faculdades: STF negou liminar do DEM para suspender o sistema na UnB; AGU defende as cotas

Outros casos que serão julgados pelo STF

Aborto de anencéfalo: AGU defendeu o aborto em casos de fetos formados sem o cérebro. O documento encaminhado ao STF argumenta que o aborto nesses casos estaria respaldado pelos princípios da dignidade da pessoa, do direito à saúde, da liberdade e da autonomia da vontade.

Anistia: Defende a tese de que a Lei da Anistia,de 1979, beneficiou os militares acusados de tortura na ditadura. Por isso, não poderiam ser punidos em processos abertos pelo MP

Lei seca: AGU encaminhou parecer em defesa a lei que tornou mais rígidas as regras para dirigir após consumir álcool . O processo aguarda parecer da Procuradoria-Geral da República para voltar a tramitar no STF

União homoafetiva: AGU defende a união estável entre pessoas do mesmo sexo. Segundo o parecer enviado ao STF, reconhecimento dos direitos civis de casais homossexuais protege diversos valores constitucionais, como a dignidade da pessoa humana, a privacidade e a intimidade

A lei antifumo paulista é inconstitucional?

Debate:

 


NÃO:
João Antônio Wiegerinck *

Ao examinar a constitucionalidade ou não das normas ou atos emanados do Estado, é necessário observar o assunto em pauta e a forma como o assunto é tratado no trâmite entre o interesse de legislar e a publicação da norma em si.

O assunto ou objeto da norma sob exame é o ato de fumar, e é preciso abordar o tema com a coragem de ser desagradável aos que estão vinculados ao produto. Não é simpático, mas é verdadeiro afirmar que o fumar causa dependência e prejudica a saúde de quem fuma ativa e passivamente. Essas afirmações estão provadas, não são especulações.

Confrontado o assunto às normas que dele tratam, verificamos que a Lei Maior, nossa Constituição, empresta aos Estados Membros e ao Distrito Federal competência legislativa para regulamentar assuntos vinculados à saúde pública, e não parece razoável retirar o consumo de tabaco dessa seara. Assim, o Estado de São Paulo tem competência para complementar o que está previsto na lei federal sobre o mau costume de fumar em locais públicos.

Aqueles que defendem o direito de alguns em consumir produto nocivo à saúde com base na ausência de leis estaduais em outras unidades da federação, ou seja, na isonomia, ou ainda, no direito ao pleno emprego na indústria do turismo e do entretenimento, como bares, parques e restaurantes, precisam perceber que o foco é a literal contaminação do viciado e de terceiros presentes ao ato de fumar. Quando confrontado o direito ao pleno emprego com o direito à saúde, prevalece a saúde por bom senso, lógica pura e interpretação sistemática das normas. Sem saúde, não se pode exercer eficientemente um emprego ou trabalho.

O Estado de São Paulo tem preocupações bem fundamentadas para dar um tratamento mais rigoroso ao consumo de tabaco. O gigantismo da metrópole faz com que o número de afetados negativamente seja muito superior a qualquer outra localidade do Brasil. O que se entende, portanto, é que a lei estadual em nada confronta as normas gerais da lei federal, senão apenas a complementa de acordo com as necessidades regionais e locais, distintas das demais em nosso imenso território nacional.

As lições trazidas de outros países nos quais a saúde pública frente ao fumo também é tratada com a devida importância mostram que fumar causando danos a terceiros é, além de ilegal, ato inconstitucional. O artigo 196 da Constituição diz que todos temos direito à saúde – e para compreender o significado da palavra liberdade também é preciso compreender o que significa respeito ao próximo.

* Advogado e professor de Direito Constitucional da Universidade Presbiteriana Mackenzie

SIM:
Luiz Tarcísio Teixeira Ferreira *

Recente parecer da Advocacia Geral da União, na Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) movida pela Confederação Nacional do Turismo, no Supremo Tribunal Federal (STF), manifesta o entendimento pela inconstitucionalidade da lei paulista antifumo, com o qual temos de concordar. É que a competência da União para legislar sobre o assunto não pode ser sobrepassada, nem antagonizada, por Estados nem por municípios.

Os atos de comercializar cigarros e de fumar são legalmente aceitos pela lei nacional e só uma lei federal poderia proibi-los.

Visando a proteger a saúde dos não fumantes, o Congresso Nacional já editou lei federal que obriga bares, restaurantes e estabelecimentos congêneres a adotar os chamados “fumódromos”. Isso para que a liberdade do fumante não prejudique a saúde do não fumante. Assim, protege-se o direito à saúde e, ao mesmo tempo, garante-se o direito de liberdade do fumante.

Contrariando a lei nacional sobre o assunto, a legislação paulista proíbe a existência dos tais “fumódromos”. Essas leis com sentidos antagônicos não podem coexistir; uma delas merece ser eliminada para que se garanta o princípio da segurança jurídica. Afinal, a qual delas os comerciantes devem obediência? Adotam eles os “fumódromos” – obrigatórios pela lei federal -, ou os eliminam conforme previsto na lei paulista?

Nesse embate, a legislação de São Paulo parece claramente inconstitucional. Primeiramente, porque contraria a norma geral da União, o que não poderia fazê-lo. Depois, porque o direito à saúde do não fumante não pode ser um pretexto para eliminar-se o direito de liberdade da minoria fumante. Ambos devem coexistir porque gozam da mesma proteção constitucional.

Ao Estado não cabe preferir um ao outro, mas compatibilizá-los. A obrigatoriedade dos “fumódromos”, com todas as exigências técnicas da lei nacional, seria um meio de compatibilizar ambos os direitos. Ao proibir os “fumódromos”, a lei paulista pretendeu algo para o qual não tem competência, ou seja, transformar o ato de fumar em atividade proibida, quando ela é permitida pela lei nacional. Nenhum valor, nem mesmo a proteção à saúde, pode ser posto acima ou contra a Constituição. Lei que a fira ou ofenda os direitos de liberdade nela consagrados padece do mais grave vício que uma norma pode conter, o da sua inconstitucionalidade.

O parecer da AGU é o primeiro passo no reconhecimento da inconstitucionalidade da lei antifumo, que certamente terá curta duração. Assim espera a comunidade jurídica em nome do respeito devido à Constituição Federal.

* Advogado constitucionalista, especialista em Direito de Estado e professor de Direito da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo

Tags: AGU, cachimbo, charuto, cigarro, fumo, governo SP, Hotéis, João Antônio Wiegerinck, José Serra, lei antifumo, Luiz Tarcísio Teixeira Ferreira, Restaurantes
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18/08/2009 - 18:16h Nômade com raízes forjadas

Meu Restaurante: Com perseverança, a chef Paola Carosella finca no Brasil seu caldeirão cultural.

Stefan Schmeling / Valor Foto Destaque
Foto Destaque
A argentina Paola Carosella, chef-proprietária do restaurante Arturito: aprendizado com a exigente clientela paulistana que quer “dirigir” a casa

 

Por Maria da Paz Trefaut, de São Paulo – VALOR

O preconceito que grande parte dos brasileiros nutre contra os argentinos não impediu que Paola Carosella fizesse um nome em São Paulo. O restaurante do qual é chef-proprietária, o Arturito, completa um ano na semana que vem com lugares disputados todas as noites. “No começo sofri horrores, agora dou risada. Acho muito pequeno o preconceito da fronteira, alguém achar que por um limite físico e geográfico uma pessoa é melhor ou pior do que a outra.” Por conta de sua nacionalidade, recorda que, certa vez, ao recomendar peixe para os clientes de uma determinada mesa, recebeu como resposta: “Pelo amor de Deus, você é argentina e não entende nada de peixe! Só de carne”. Esse foi um dos comentários mais leves que ouviu.

Em compensação, se deixasse o Brasil hoje e alguém lhe perguntasse o que mais aprendeu, ela responderia sem hesitar que aqui aprendeu a ouvir e a entender o cliente, usando as críticas para crescer. “Para mim foi uma enorme transformação ver o poder que ele tem, muito diferente dos lugares onde eu tinha trabalhado, onde o chef de cozinha propõe uma coisa e o cliente come”. Segundo ela, aqui o cliente transforma tudo, tem um enorme poder na direção do restaurante. “Ele te obriga, entre aspas, de uma forma que considero boa, a que você o satisfaça. Não tinha trabalhado em culturas onde o cliente reclama tanto, como o paulistano. Eu curto, sinto que grande parte de meu crescimento profissional deve-se à tentativa de entender suas exigências”.

A especialidade de Paola é o fogo, a comida preparada no forno à lenha, na chapa, na grelha, no grill, onde o grande personagem é o produto. Em sua auto-avaliação, acredita que cada vez menos faz receitas e o que busca é uma forma de valorizar produtos. Isso vale para uma anchova fresca ou para um ojo de bife premium assados no forno à lenha. “A única coisa que preciso é de um bom peixe fresco, de uma carne de qualidade, de uma caixa de ferro pesada e de um bom forno. Depois, vejo o que cada prato pede como acompanhamento para que fique interessante na boca.”

Produtos frescos são o que mais valoriza. Procura produzir para o consumo do dia de forma a que, no fim da noite, já não seja possível encontrar duas ou três sugestões do cardápio. “Acabou, acabou. Não gosto de jogar fora nem de guardar de um dia para outro”. Um de seus desejos é encurtar o caminho entre o produtor e a mesa para fechar o círculo entre a terra, o cozinheiro, o cliente.

Sua paixão mais recente é a salumeria – presuntos, linguiças, chorizo e defumados de porco, pato e coelho – que ela mesma prepara e serve no início da refeição com pães, como se fossem uma espécie de “bruschettas desconstruídas”. Aliás, o pão é algo que merece destaque no cardápio. Chega à mesa sempre quente, crocante por fora e macio por dentro, do couvert à sobremesa. “Eu adoro pão”, confessa. “Tem a ver com minhas origens: é uma coisa muito italiana e muito argentina. Uso pão em todas as suas variantes: quente, frio, amassado na chapa com manteiga, moído, em migalhas fritas”.

Neta de italianos que emigraram para a Argentina no pós-guerra, Paola chegou a São Paulo em 2001 com o chef argentino Francis Mallmann para abrir o Figueira Rubayat. Tinha trabalhado em restaurantes pequenos, não falava português, e vinha para dirigir uma brigada de quase setenta pessoas, num restaurante que fazia até 1500 couverts por dia.

Como para muitos argentinos, o Brasil para ela resumia-se às férias passadas em Florianópolis e no Rio de Janeiro. “Eu tinha trabalhado em outros países: me formei na França, trabalhei lá (Le Bristol e Le Grand Vefour), em Londres e São Francisco. Mas sempre como cozinheira. Foi meu primeiro cargo de chef”, diz Paola, que no primeiro ano não saiu da cozinha, não conseguiu falar português nem conhecer a idiossincrasia do paulistano.

O contrato da chef com Francis Mallmann, com quem trabalhou durante sete anos e considera seu grande mestre, chegou ao fim quando A Figueira completou um ano. Era hora de voltar para Buenos Aires e abrir seu restaurante. Mas o país estava em pleno panelaço e ela, muito apaixonada pelo Brasil. Então, pensou: já que ia abrir um restaurante, por que não São Paulo? Voltou para Buenos Aires, vendeu tudo e veio para cá montar o Julia Cocina, restaurante no qual começou a se tornar conhecida e que deixou por desentendimentos societários.

Depois de dois anos sabáticos veio o Arturito, que ela considera uma etapa da maturidade. “Que venham outras”, diz, inquieta, apesar de gostar como nunca do que faz e de sentir que encontrou um lugar na cidade. “São Paulo é complexa, demora até você descobrir qual é tua tribo.” Apesar isso, segundo Paola, é um lugar fantástico para se ter um restaurante. Tem bons produtos, um público crítico, exigente e apreciador, que premia e castiga. “Tem, também, uma mão de obra excelente e não é difícil treinar uma boa equipe”.

Aos 36 anos, seu plano a curto prazo é permanecer mais cinco anos no Brasil. Buenos Aires é algo que “já foi”. Gostaria de ter um restaurante em outro lugar do mundo ou de viver na ponte aérea, já que não quer abandonar o Arturito. “Sou nômade, muito solitária, não tenho raízes. Ou melhor: minhas raízes são, com certeza, muito diferentes daquilo que habitualmente se considera uma raiz”.

Tags: , Arturito, comidas, culinária, Paola Carosella, Restaurantes, salumeria
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12/07/2009 - 17:11h O Guia do mestre

NOVA SÉRIE

Estreia: Domingo 12 de Julho às 20H.
National Geographic Channel (NatGeo – canal 33 da Net, 34 da TVA e 51 da Sky).

O Guia é um novo programa de viagens com um enfoque gastronômico. Trata-se de uma maneira diferente de revelar lugares e pessoas mostrando sua cultura através da culinária, vinhos, temperos e histórias. Mas nada de ir para a cozinha preparar uma receita. O programa vai mais além, mostrando o tema em questão através de uma vivência mais profunda.

Josimar Melo, um dos maiores críticos gastronômicos do Brasil, irá revelar os melhores chefs locais e seus pratos incríveis, bem como se envolver na ação real com eles. Seja cavalgando em La Mancha, apanhando trufas na Toscana, caçando na França ou pescando na Amazônia, entre outros, ele sempre sujará as mãos antes de sentar à mesa nos melhores restaurantes.

Por fim, ao seu lado na mesma mesa e tarefas, estão artistas e escritores locais, cantores, atores, modelos, poetas e atletas – todos compartilhando idéias e sabores da arte mais antiga de todas.

Tags: , culinária, gastronomia, Josimar Melo, lazer, mesa, O Guia, Restaurantes, TURISMO, viagens
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03/06/2009 - 14:28h IBGE: fatia do turismo na economia foi de 3,63% em 2006

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JACQUELINE FARID – Agencia Estado

RIO – As Atividades Características do Turismo (ACT) registraram R$ 73,87 bilhões de valor adicionado (valor criado por um agente econômico no Produto Interno Bruto) em 2006, elevando, naquele ano, a participação do setor de turismo na economia brasileira para 3,63%, ante 3,61% em 2003. Os dados são parte do estudo “Economia do turismo: uma perspectiva macroeconômica 2003-2006″, divulgado hoje pelo IBGE e resultado de um acordo de cooperação técnica entre o Ministério do Turismo e o instituto.

Ainda de 2003 para 2006, o número de ocupados nas ACT passou de 5,3 milhões para 5,7 milhões, o equivalente a 10,1% do setor de Serviços, que totalizava 56,6 milhões, e a 6,1% do total do País (92,2 milhões).

Em 2006, a atividade de serviços de alimentação liderava a ocupação no setor de turismo, com 2,8 milhões de pessoas, ou 50,01% do total das ACT. Outros destaques são os serviços de transporte rodoviário (1,08 milhão de pessoas) e as atividades recreativas, culturais e desportivas (1 milhão).

A pesquisa do IBGE informa ainda que, em 2006, o total dos rendimentos pagos pelas ACT (R$ 31,34 bilhões) representou 3,23% dos rendimentos pagos pelo conjunto da economia brasileira, ficando levemente abaixo da participação observada em 2003 (3,3%).

De acordo com a pesquisa, em 2006 as ACT pagaram uma remuneração média anual (incluindo o 13º salário) de R$ 5.484 por trabalhador. Os maiores rendimentos médios anuais estavam nos serviços de transporte aéreo (R$ 68.406), aquaviário (R$ 36.069) e ferroviário (R$ 33.265), e os menores rendimentos médios nos serviços de transporte rodoviário (R$ 4.608) e nos serviços de alimentação (R$ 3.158).

Tags: , ACT, emprego, Hotéis, IBGE, PIB, Restaurantes, viagens
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14/05/2009 - 16:55h Turismo: Retração no Brasil deve ser bem menor que a do mundo em 2009

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Roberta Campassi, de São Paulo – VALOR

O francês Jean-Claude Baumgarten, presidente do Conselho Mundial de Turismo & Viagens (WTTC, em inglês), é o tipo de pessoa que vê o copo meio cheio, não a metade vazia. Quando ele analisa a economia do turismo no Brasil, destaca não os pontos de atraso em relação ao mundo, mas sim o que estar atrás dos outros países pode significar: um potencial de crescimento muito maior.

Baumgarten desembarcou em solo brasileiro nesta semana para ciceronear a 9 ªconferência global do WTTC em Florianópolis, que ocorre na sexta-feira e no sábado, pela primeira vez num país latino-americano. A entidade representa empresários do mundo todo – conta com 100 presidentes das maiores empresas do turismo entre seus membros – e discutirá no evento problemas e oportunidades do setor.

Baumgarten prefere olhar para as oportunidades. Por exemplo: se o turismo representa 6,2% do PIB do Brasil contra 9,4% da economia de 181 países juntos, a conclusão do presidente é que “existe um fantástico espaço para expansão” em toda a cadeia do setor de viagens no país. Por sua vez, se o turismo gera 5,9% dos empregos brasileiros contra 7,6% dos empregos mundiais, isso mostra que o governo tem uma boa possibilidade de fomentar trabalho.

Quem sabe a visão mais otimista de Baumgarten não seja desmedida. Embora os dados mostrem que o turismo no Brasil tem peso menor na economia do que que em outros lugares, algumas projeções apontam para a tendência de recuperação no futuro.

É o caso da estimativa de crescimento da atividade turística ano a ano, de 2009 a 2019. No Brasil, a expansão anual deverá ser de 4,5%, mais do que o ritmo de 4,3% na América Latina e de 4% no mundo todo. Mesmo em 2009, ano de recessão global, a atividade turística brasileira deve registrar encolhimento de apenas 0,4%, frente a um tombo de 3% nos países latino-americanos e de 3,5% no mundo. Todos os dados foram produzidos a pedido do WTTC pela Oxford Economics, consultoria econômica da Universidade de Oxford.

Mas Baumgarten também tem ciência dos entraves para a evolução do turismo e dá dois conselhos ao Brasil: fomentar o turismo doméstico e facilitar a vida dos investidores.

“Se olharmos para os países em que o turismo é muito forte, veremos que todos eles têm muito turismo interno”, afirma. Ele explica que as viagens das pessoas em seus próprios países são essenciais para sustentar os negócios de turismo no longo prazo e os tornam mais independentes de eventos internacionais negativos, como a recente pandemia de gripe. “Nos EUA, 85% da atividade turística são gerados pelos próprios americanos. A Índia é um bom exemplo entre os países que estão fomentando o turismo interno”, diz.

Outro ponto crucial, segundo Baumgarten, é o esforço dos governos para atrair investidores. “A construção de um hotel se paga em 30 anos, então é necessário que o governo sinalize que haverá coerência na cobrança de imposto, investimento na promoção do destino e pouca burocracia.” E completa: “Os investidores estão ansiosos para vir ao Brasil e agora é a hora de o país fazer sua lição de casa.”

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21/04/2009 - 17:23h D.O.M., de Alex Atala, é o melhor sul-americano

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Alex Atala

Restaurante passa de 40.º a 24.º em ranking liderado por El Bulli

Luiz Horta – O Estado SP

A revista inglesa Restaurant, cuja lista anual dos melhores do mundo dá sempre muita discussão, divulgou sua relação 2009 na presença de quase todos os chefs mencionados. A festa foi ontem, em Londres. A premiação, espécie de Oscar dos restaurantes, existe desde 2002. Mesmo girando em torno de alguns nomes de sempre no assunto da alta gastronomia, como os espanhóis e franceses triestrelados, há diversas surpresas.

O D.O.M., de Alex Atala deu um salto, passando da 40ª para 24ª posição e sendo eleito, simultaneamente, melhor restaurante da América do Sul. O Alinea, de Chicago, domínio de Grant Achatz, um dos chefs mais celebrados do momento, subiu 11 posições, passando a ser o 10º do mundo. Mas o mais notável destaque é o pequeno restaurante Noma, de Copenhague. O chef René Redzepi faz cozinha nórdica contemporânea, com grande ênfase nos produtos do terroir local: os peixes, as frutas vermelhas silvestres e a vasta e desconhecida gama de cogumelos dinamarqueses. O Noma, que nem sequer figurava dois anos atrás na lista, subiu para terceiro lugar, atrás somente dos pesos pesados Fat Duck (de Heston Blumenthal) e El Bulli (de Ferran Adrià). E com ele entra o sueco Mathias Dahlgren e sobe o também sueco Oaxen Skärgårdskrog (para 32ª posição), todos do movimento da New Nordic Cuisine.

Blumenthal e Adrià repetem a lista do ano passado, mantendo-se em segundo e primeiro, respectivamente. Os problemas de Blumenthal com uma contaminação suspeita que deixou seu restaurante fechado por um mês não afetaram sua posição de ícone contemporâneo na Inglaterra.

Outras oscilações dignas de menção: a subida do catalão Celler de Can Roca de 26º para 5º, uma acelerada de 21 posições (a maior da lista), e a entrada da Osteria Francescana, de Massimo Bottura, que estreia com a admirável posição de 13º melhor restaurante do mundo. Os brasileiros terão oportunidade de revê-lo no Laboratório Paladar, em junho, quando visitará São Paulo. Lá estará também o quarto do mundo dessa seleção, Andoni Luis, do Mugaritz. Mais novidades são o Momofuku Ssäm Bar, de David Chang, em Nova York, e o Steirereck, de Viena. No aspecto “do chão não passa”, ninguém supera o tombo de 28 posições que levou o afamado Le Louis XV, de Alain Ducasse: despencou para a 43ª posição, um baque considerável. Ducasse ainda teve de amargar a homenagem como Personalidade de Destaque ao seu cordial rival, Joël Robuchon. Mas, mesmo homenageado, Robuchon baixou quatro posições com seu parisiense L’Atelier (atual 18º). Parece que o pêndulo do gosto oscila, neste ano, entre os nórdicos e americanos, com paradas na Espanha e na Inglaterra. Agora, é só a tradicional discussão sobre critérios, injustiças e omissões, trufas e foie, a versão gastronômica para o papo de boteco do futebol.

BOM MARKETING

O sobe e desce do ranking revela mais do que uma mudança na qualidade da gastronomia desses restaurantes, segundo especialistas. O D.O.M, por exemplo, é visto como uma casa que soube mostrar ao mundo o que tem de melhor. “Atala é um excelente chef e além disso muito bom em marketing”, diz o gourmet Jacques Trefois. “É mais difícil ter votos no exterior”, admitiu Atala ontem. “Porém, muitos chefs espanhóis vieram para Brasil no ano passado e acho que isso pesou.”

Já Maurizio Remmert, empresário e gourmet, chama a atenção para o fato de Atala ter preocupação com o sabor e a tradição dos ingredientes. “Não vou lá só para fazer uma degustação teórica, com espumas e perfumes. Ali, eu mastigo coisas de verdade.”

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Vista da sala e da cozinha do D.O.M.
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Os 10 mais + D.O.M.

 

1.º El Bulli, Espanha

2.º The Fat Duck, Reino Unido

3.º Noma, Dinamarca

4.º Mugaritz, Espanha

5.º El Celler de Can Roca, Espanha

6.º Per Se, EUA

7.º Bras, França

8.º Arzak, Espanha

9.º Pierre Gagnaire, França

10.º Alinea, EUA

24.º D.O.M., Brasil

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22/03/2009 - 16:28h Pela trilhas de Almodóvar e as iguarias do Eñe

ene.jpg
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Gran Gang

http://www.seurestaurante.com.br/fotos_restaurante/ENE.jpgComemorando os dois anos do restaurante espanhol Eñe, o grupo, Gran Gang, que há dois anos vem fazendo um show só com as músicas das trilhas sonoras dos filmes de Almodóvar, fará uma apresentação no restaurante. O show chama-se “Un Año de Amor – Nas Trilhas de Almodóvar” e reúne boleros, tangos, rancheras e outros gêneros latinos que falam de paixão e desejo, apresentados em clima de cabaré. Será no Restaurante Eñe – Nueva Cocina Española, nos dias 23 e 30 de março, às 22h30. Por tratar-se de uma comemoração pelo transcurso do segundo aniversário do restaurante, o show foi especialmente rebatizado de “Dos Años de Amor – Nas Trilhas de Almodóvar”. O endereço é Rua Dr. Mário Ferraz, 213 – Jardim Paulista (tel: 3816-4333).

Tags: , comidas, culinária, Gran Gang, músicas, restaurante eñe, Restaurantes, shows, trilhas de filmes
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20/03/2009 - 17:11h O cariri da guisandera

por Giovanna Tucci – Blog do Paladar (caderno semanal do jornal O Estado SP)

A chef Lourdes Hernández não precisa fazer malabarismos para que seus visitantes se sintam no México, o México lindo y querido da canção de Chucho Monge. Tudo em sua casa parece, sem inanidades e chiliques, conduzir o visitante com precisão: as cores, as milhares de referências ao Dia dos Mortos, a música, a sucessão de comidas provocantes mas nunca grosseiramente picantes.

Há duas entradas na Casa dos Cariris e ambas ficam na mesma rua, embora uma seja atrás e a outra na frente. Não queira entender. Cariri no Ceará? Cariri da língua índigena? Estes são os cariris da muy chispa guisandera mexicana radicada em São Paulo que prepara semanalmente almoços e jantares quase secretos. Ela envia e-mails para seu restrito mailing com o cardápio do dia, quase sempre um menu-degustação com seis pratos, e quem quiser experimentar se inscreve. São cerca de 20 lugares espalhados em mesinhas de madeira cobertas por panos de chita e Lourdes sabe com o rigor de um matemático quem vem e onde irá se sentar.

A cozinha misturada à sala permite que se veja sem interrupções a chef com suas bochechas rosadas de calor, séria e compenetrada em seu sítio de extravio, um horizonte fugidio e sempre estranho – que é como ela própria define as horas despendidas à frente do fogão. “Mas se a gente tem sorte, é essa mesma estranheza que faz da comida um ponto de encontro, de descanso, uma viagem de exploração pessoal e coletiva. Onde a gente fica nua para mostrar a dança dos dedos e da língua e dos lábios e só a fome nos veste, indelicada e primitiva”, expressou em um de seus saborosos e-mails, que sempre vêm carregados de reflexões.

Abaixo, uma conversa com Lourdes e (porque era irresistível) furtos de pensamentos que ela compartilhou virtualmente nos últimos meses.

Você organiza almoços e jantares ultraexclusivos em casa. Só fica sabendo quem está no seu mailing…

No México eu já tinha um lugar fechado, um speakeasy: todo mundo sabia que existia – governador e prefeito, juiz federal e diplomata, artista e amigo – mas só aqueles que respondiam meus e-mails entravam. Era muito divertido, tinha música ao vivo nos fins de semana e artistas como o grupo Cafe Tacvba passavam por ali lançando seus trabalhos. Era um lugar muito vivo.

É comum no México chefs trazerem as pessoas para suas próprias casas?

Com certeza não sou a primeira nem a única a fazer isso. E, de alguma maneira, relaciono minha vontade de preparar jantares em casa à palavra “paladar”. Ela nos chegou via Cuba, os cubanos a aprenderam com a personagem de uma novela brasileira que organizava refeições na própria casa. Quer coisa melhor do que fazer uma coisa que você curte muito, ser paga por isso e ainda poder escolher seu público? Olha, foi uma tentação irresistível. Mas não é tão comum, as pessoas têm medo, são timoratas.

Não há um cardápio fixo. Como é feita a seleção?

Depende de quanto dinheiro eu tenho na carteira e que tipo de ingrediente está pedindo para ser usado. Aí começo a observar minha própria vontade. Não tenho mais sócios limitando meu desejo e eu gosto de fazer pelo menos um prato que nunca tenha feito antes, um costume que adquiri desde o México.

Tem apreço por algum em especial?

Gosto muito do sabor de meu pibil, que preparo usando a técnica do buraco no chão: faço um buraco no chão e vou colocando pedras quentes, depois ponho a carne no molho embrulhada em folhas de bananeiras. Por cima, mais pedras quentes. Fecho o buraco com mais folhas e deixo cozinhar durante um dia. É impressionante. Acho um barato, sobretudo quando o sabor cresce em contato com um molho de salsa com chile habanero. E gosto também da receita das costillitas de palaviccini, mas a história delas já contei em um dos e-mails e esta tarde está quente demais para eu repetir.

Usa ingredientes brasileiros?

A tapioca. Eu acho que a tapioca é um ingrediente mágico, camaleônico, versátil, muito gostoso. A tapioca vai virar objeto do desejo nos próximos anos no mundo inteiro. Pode escrever.

Em um dos recentes jantares, você serviu um badalado polvo que conseguia ser ao mesmo tempo picante e agridoce.

Aquele polvo foi uma experiência. Eu ganhei de um grande cozinheiro e pesquisador, Ricardo Muñoz Zurita, autor da enciclopédia de gastronomia mexicana, um livro sobre a baunilha. A receita estava ali, esperando por mim.

Sua casa tem muitas inspirações mexicanas, incluindo trabalhos de seu marido, Felipe Ehrenberg que, aliás, dá uma mão durante os eventos: ajuda a servir, garante que todo mundo está satisfeito…

O Felipe é um grande artista, já é parte da história das artes. Era integrante do grupo Fluxus, sempre esteve à frente de seu tempo, tanto que inventou a palavra “neográfica” em uma Bienal de Viena. Ele é um artista conceitual, grande, importante, mas eu gosto muito quando pinta as paredes das cores que eu amo.

Você já comentou, em seus e-mails, que a viagem da comida mexicana até o Brasil é complicada, o que dificulta sensivelmente a existência de produtos frescos aqui. Qual é a solução?

Ir ao México. Continuar trabalhando no cultivo. Você sabia que o tomate mesoamericano demorou 15 anos para ficar à vontade na Europa e conseguir atingir seu sabor original? Então…paciência.

Quais restaurantes devemos anotar no caderninho antes de ir ao México?

Boa! São tantos, depende da companhia, da vontade. Mas você não pode deixar de ir a comer no El Bajío, em Azcapotzalco, no Tlamanalli, em Teotitlán del Valle, no Café de Oaxaca, em Oaxaca, e tem o Biko, o Biko desses dois gênios bascos dominados pelo jeito mexicano, Mikel Alonso e Bruno Oteiza. Comer nos mercados às 5 da manhã, ir à maior marisqueria que é nosso Ceasa por causa dos peixes e frutos de mar. Comer e comer, agradecendo, sempre.

As músicas que tocam durante os jantares parecem ter sido escolhidas com paixão, e é comum em muitos de seus e-mails você enviar frases e poemas, como o belo Alta traición, de José Emilio Pacheco.

Eu só cozinho para ter o pretexto de mandar e-mails e ouvir as músicas que quero ouvir! Faço trilhas sonoras às vezes cafonas ou sorridentes ou tristes de cortar as veias. Gosto das citações e dos aforismos porque acho que eles viajam que nem literatura oral, sabe? Eles se transformam, viram de ninguém e nos atingem feito bolero. Gosto muito de ler, citar textos de autores nos e-mails e dizer “olha, é isto aqui que está se passando pela minha cabeça agora”. Acabei de terminar o segundo volume da trilogia Millenium, de Stieg Larsson.

Seus textos são divertidos, irreverentes, saborosos. Você chegou a pensar em ser jornalista, como seu pai?

Um bom texto deve te prender, te seduzir, contar alguma coisa e de preferência fechar com nocaute. Não vejo diferença entre um bom texto de gastronomia, uma boa crônica ou um bom texto literário. Meu pai nunca quis que eu me dedicasse ao Jornalismo, ele sabia que eu podia ficar em casa fazendo bolos para ele!

Da caixa de entrada

A vida no Brasil
Acho que agora sou mais mexicana que antes. Não porque agora esteja agora cozinhando comidas mexicanas, mas pela consciência de fazê-lo e refletir constantemente sobre isso frente a vocês.

A picante comida mexicana
Só uma lembrança, um “recordatório”, como ameaçava minha mãe. Dos mais de 2 mil chiles que você pode comprar no México, mais ou menos trezentos diferentes são encontrados nos mercados principais das cidades mais importantes. Desses trezentos, seis ou oito são picantes, o resto é tempero.

Fama de guisandera
Sou uma cozinheira que gosta de ser chamada de guisandera. Guisandera é quem faz guisados, refogados, revoltijos. Nada de purezas, preciso dos véus para esconder meus acidentes diários, meus excessos, minha notável falta de coordenação e timing.

Criatividade
O mordaz crítico Jean-François Revel já escreveu que todo menu é um exercício de retórica. E que, quando falta criatividade na cozinha, a gente pode se divertir pelo menos dando nome às recriações.

E-mails
Eu sei que muitas vezes os e-mails que eu mando pouco têm a ver com comida. E é bem provável que muitos não se interessem pelo que passa por minha cabeça. Vantagem do e-mail: você apaga.

Depois de uma noite de muita cachaça no restaurante Mocotó…
Prometi não beber cachaça nunca mais, mas nada que os guizos de chile não curem.

Música
Eu não consigo me liberar dessa parte minha alto falante e super kitsch que me impele a enxergar minha vida com subtítulos que parecem saídos de baladas e boleros, cumbias e vallenatos e, para que negar? De algumas das rancheras mais enfadonhamente tangueras. Já entendi que tenho alma de tijolo e coração de cortiço.

Duas formas de cozinhar e comer
Gosto de distinguir entre duas formas de cozinhar e de comer: aquela cheia de comentários enciclopédicos, representação exata do encontro gastronômico, sem mácula. E uma segunda, onde se estabelece uma liberdade excepcional para inventar, servir, comer. Sempre na corda bamba entre o desastre, os cultos escandalosos e as orgias silenciosas.

Para receber os e-mails de Lourdes, escreva para guisandera@gmail.com

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02/03/2009 - 20:56h Faturamento do turismo no Brasil cresce 20% no primeiro bimestre de 2009

Em alta

 

Eduardo Rodrigues* – O GLOBO

Ministro do Turismo, Luiz Barretto

BRASÍLIA – Apesar da crise financeira internacional, o Rio de Janeiro recebeu 2,55 milhões de visitantes na temporada de verão, 50 mil a mais que no ano passado. No carnaval, ponto alto da estação, a ocupação da rede hoteleira carioca alcançou 95%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH). De acordo com estimativa do Ministério do Turismo, o faturamento do setor no Brasil cresceu 20% nos primeiros dois meses do ano, na comparação com o mesmo período de 2008. Apesar da queda nos gastos de turistas estrangeiros nos país, o mercado se manteve aquecido principalmente pelas viagens de brasileiros a destinos nacionais.

- Este resultado é muito importante. Ter um resultado tão positivo em um momento de crise significa que nem todos os setores foram atingidos da mesma forma – disse o ministro do Turismo, Luiz Barretto.

“A desvalorização cambial do fim do ano passado deixou o produto ‘Brasil’ mais competitivo (L. Barretto)“


O ministro Barretto atribuiu o crescimento do setor ao fato de muitos brasileiros terem preferido viajar pelo Brasil nessa temporada de férias:

- A desvalorização cambial do fim do ano passado, quando o real desvalorizou cerca de 30% ante o dólar, deixou o produto ‘Brasil’ mais competitivo. O dólar no patamar entre US$ 2,25 e US$ 3 deixa [o país] mais competitivo para o brasileiro e para o estrangeiro – explicou.

Ele disse ainda que os turistas estrangeiros também contribuíram para o crescimento do setor, principalmente argentinos e chilenos.

- Hoje está mais barato, por exemplo, para o argentino, para o chileno, freqüentar o Brasil – disse Barretto.

Segundo o ministro, outro fator que facilita a entrada dos sul-americanos no Brasil é a ligação terrestre que há entre os países do continente.

O ministério ainda não tem o total dos gastos de turistas estrangeiros no Brasil nos dois primeiros meses deste ano, mas informou que apenas em janeiro eles deixaram no país US$ 492 milhões. No mesmo período do ano passado foram gastos USS 595 milhões.

Em relação ao verão passado, a ocupação nos hotéis brasileiros cresceu 23%. Em Pernambuco, por onde passaram 800 mil turistas apenas no carnaval, a lotação dos quartos chegou a 100%.

A ocupação dos hotéis na Bahia cresceu 5% e no Ceará chegou a 86%, quatro pontos percentuais acima do Carnaval passado. Santa Catarina manteve os 85% registrados no mesmo período do ano anterior.

Os hotéis de São Paulo, que normalmente sofrem queda durante o período de férias, apresentaram uma alta de 5% no período.

Apesar de ter sido castigada pelas enchentes no final de 2008, Santa Catarina manteve o índice de hospedagens em 85% da capacidade e ainda registrou alta de 7% na entrada de turistas estrangeiros.

A estimativa de crescimento de 20% no bimestre para o setor, feita pelo ministério, leva em consideração os resultados de várias atividades que compõem as receitas do turismo no país. Em janeiro e fevereiro de 2009, as operadoras de turismo venderam 15% mais pacotes que no início do ano passado, ao passo que os voos domésticos aumentaram 10% no mesmo período. A locação de veículos apresentou aumento ainda maior, de 40%, chegando a dobrar em capitais como Salvador e Fortaleza.

Neste verão, as festas populares consolidaram o Rio como o principal destino turístico do Brasil. No réveillon a cidade recebeu 612 mil turistas, enquanto outras 719 mil pessoas viajaram para aproveitar o carnaval carioca. Segundo o ministério, o turismo no país emprega 2,225 milhões de empregos formais, mas se considerados os empregos indiretos e o setor de bares e restaurante esse número pode chegar a 6,3 milhões.

- Hoje o Brasil não tem uma única porta de entrada no turismo. Além do circuito de sol e praia, o ecoturismo e o turismo de culta e negócios também fazem parte da diversificação do setor – afirmou Barretto.

* Com informações da Agência Brasil

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04/12/2008 - 17:58h Prêmio Paladar

Os vencedores do prêmio do ano do suplemento do jornal O Estado de São Paulo

Conheça os restaurantes, pratos e chefs que foram escolhidos os melhores na premiação do Paladar

Tags: , comidas, Prêmio Paladar, Restaurantes
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05/09/2008 - 19:20h Caipirinha feita de pimenta e caju

http://baixaki.ig.com.br/usuarios/imagens/wpapers/376795-11455-1280.jpg
da Folha Online

Em vez de frutas, a geléia é utilizada como ingrediente principal em drinques de um restaurante em São Paulo. A idéia é usar na bebida elementos que fazem parte não só do bar, mas também da cozinha.

No quadro Boa Vida, desta semana, a repórter Marina Fuentes prova a “invenção” do barman Juliano Vieira, que ensina a preparar a bebida. Assista aos outros vídeos com a participação da jornalista.

 

Uma das bebidas do estabelecimento, a caipirinha Odeon, é feita com geléia de pimenta e caju. Segundo o barman, esta fruta quebra o gosto forte dos alimentos apimentados.

Juliano explica que a base deste drinque são dois ingredientes: o caju e a geléia de pimenta –produzida no restaurante. “Para fazer o drinque usamos: meio caju (grande), uma colher de sopa de geléia dedo-de-moça, uma colher rasa de açúcar e um pouco de suco de limão. Amassa levemente a mistura, acrescenta gelo e completa com uma dose e meia de cachaça da sua preferência. Mexa dentro do copo, mas nunca batendo a coqueteleira”.

O videocast é mais um produto gratuito que a Folha Online oferece para seus leitores.

Serviço:
Restaurante Odeon
Onde: r. Jerônimo da Veiga, 30, Itaim Bibi, zona Sul de São Paulo, tel.: 0/xx/11 3071-4635

Tags: , alimentos, bebidas, caipirinha, caju, cozinha, drinques, pimenta, Restaurantes
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04/09/2008 - 19:00h Aquecimento do turismo impulsiona vagas no setor

 

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Luiz Eduardo Barreto, atual ministro de Turismo, Airton Nogueira do Mtur, Marta Suplicy , ex-ministra do Turismo e José Eduardo Barbosa, presidente da Braztoa parceira no programa “Viaja mais, melhor idade” (foto 2007)

 

 

 

ANDRÉ LOBATO colaboração para a Folha de S.Paulo

O aquecimento da economia e o aumento do valor médio gasto por turistas estrangeiros no Brasil contribuíram para a formalização do trabalho no setor de turismo, que tradicionalmente tem alta informalidade. Veja vídeo.

O emprego formal no segmento cresceu 14,7% entre 2002 e 2006 –mais do que o informal, que teve acréscimo de 10,9%, segundo dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) que deverão ser divulgados em dois meses.

“O crescimento do turismo no Brasil, de cerca de 9% em 2007, é o dobro da média mundial para o setor”, diz Ricardo Moesch, coordenador-geral de qualificação dos serviços turísticos do Ministério do Turismo.

Um levantamento da FGV (Fundação Getúlio Vargas) com executivos de 92 empresas do setor, divulgado em março, indicou que a elevação do faturamento estimulará as contratações ainda neste ano. Os destaques são as companhias aéreas e as locadoras de carro.

Onde há vagas

Especialistas ouvidos pela Folha afirmam que hotelaria e alimentação são os setores que mais demandam mão-de-obra com qualificação técnica, como garçons e cozinheiros.

Alexandre Sampaio, vice-presidente da Federação Nacional de Hotéis, destaca que cargos de gerência seguem estáveis, mas que técnicos terão grande procura.

Segundo o Ipea, os maiores crescimentos do emprego formal ocorreram nos segmentos de auxiliar de transporte (49,4%), agências de viagem (39%) e alimentação (36,7%).

A região Norte teve o maior aumento na contratação formal (28,3%). O Sudeste ficou em último, com 10,7%.

O Rio de Janeiro foi a cidade que, entre 11 capitais turísticas, obteve o pior crescimento da ocupação em restaurantes e bares entre 1996 e 2006, segundo levantamento feito pelo Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes da cidade. Com 27% de aumento, ficou muito atrás da primeira colocada, Florianópolis, que teve 300%.

Eventos

O país melhorou sua posição mundial como sede de eventos: passou do 19º lugar, em 2003, para o oitavo, em 2006.

Cursando gestão em turismo e hotelaria na Universidade Estadual Vale do Acaraú, no Ceará, Luciano Santos, 22, pretende trabalhar com eventos ou em outra área que também tem forte demanda: o turismo de aventura.

Tags: , aventuras, Crescimento, emprego, empresas, estrangeiros, eventos, FGV, Hotéis, IPEA, Luiz Barreto, Marta, Marta Suplicy, melhor idade, MinTur, Restaurantes, Trabalho, vagas, Viaja mais
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28/08/2008 - 12:47h Tempo de Mari Hirata

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NINA HORTA


Ela chegou com um vidrinho de conserva de krill. Eles têm oclinhos pretos, definidos, como uns nerds dos mares


HÁ O tempo das andorinhas, das mangas, das chuvas de verão e o tempo da Mari Hirata, que coincide com o dos gafanhotos do arroz. Não perco por nada a chegada desta nossa brasileira-japonesa-francesa que, ruflando as asas, sacudindo as penas, vem nos trazer novidades todos os anos. E, acreditem, ela é de uma delicadeza tal que traz lembranças do Japão toda vez que chega, coisas que nunca vimos, um supermercado na mala, sementinhas, flores, gafanhotos crocantes e caramelados, ingredientes para o seu tofu, que é de uma delicadeza de flor, coisas que já nos vamos acostumando, quase esperando. Pois desta vez, o Josimar me passou um e-mail. “Tenho um presente para você que veio de muito looonge.” Já achei que era brincadeira e que seria uma cocada de Tatuí, mas fiquei esperando. Outro dia, escrevi que não poderia morrer sem comer o camarãozinho preferido das baleias, o krill. Imaginava-o mínimo, com uma casquinha “croustillant” e que, frito, faria roc, roc na boca. Já posso morrer. Mari Hirata chegou com um vidrinho de conserva de krill. São lesminhas de milímetros. Imagino quantos milhões deles satisfazem uma baleia, devem andar em esquadras de obnubilar os mares, jelicosos, gelatinosos, atentos, esperando o glupt das bocarras, sua única emoção, olhinhos esbugalhados, de óculos de aro preto. (Eles têm, sim, oclinhos pretos, definidos, como uns nerds dos mares.) Mas, então, Mari Hirata desceu suavemente na cozinha do Carlota, aquela cozinha nova, que fica em frente ao restaurante e que em pouquíssimo tempo ela e sua equipe transformaram numa coisa muito difícil de acontecer. Uma sala de jantar. Mesmo que ninguém se conheça, o clima vai esquentando, a mesa é comunitária, e, no fim, a impressão é de ser uma grande família de mafiosos italianos que tirou a noite para compartilhar uma comida certamente boa e interessante. Da sala, você vê a cozinha, pode aprender como se faz. Não dá para explicar tudo o que comemos. Isto é, não dá para eu explicar. Bebo um pouquinho, um pouquinho só, converso com Mara-brasileira à direita, com os bigodes fartos do Dória à esquerda, e já me esqueço completamente dos deveres de uma cronista, muito mais entusiasmada com as pessoas ao meu lado, com o descobrir que sementinha é aquela, como comer grandes costelas com a mão. O que não é problema eu me esquecer das receitas, porque Neide Rigo toma nota de tudo no seu blog (come-se.blogspot.com). O jantar está lindo, acessem o blog. É uma sensação assim de paz, de partilha. E o pessoal da cozinha, coeso. Mari tem a qualidade de acabar de fazer um jantar dificílimo e ficar com cara de quem quer mais trabalho. (Ultimamente, ela, pequenina, deu para fumar um charutão e, acabada a pajelança, agüenta mais uma aula sem pestanejar.) Carlos Siffert, trabalhando e aprendendo e ensinando… e comendo. A informalidade é tão grande que chega ao ponto de na última vez eu ter sido convidada pelo Carlos, com a promessa de trazê-lo de volta para casa, evitando qualquer problema com o bafômetro. Pois ele esqueceu de me pegar; e eu, de trazê-lo, o que foi resolvido sem problema aparente. Não acreditem nesse relato fútil. A invenção de Carla Pernambuco permite que você coma a comida típica de um país, feito por alguém nascido e crescido no lugar, que entende até o fundo as suas tradições e que tem prazer e passá-las para nós. É um acontecimento raro, bonito, que cura os céticos de suas dúvidas quanto ao poder civilizador de uma mesa indiana de cheiros impossíveis, de sopa de farro numa mesa libanesa, que transcende culturas e receitas e mostra que um quibe pode até sarar a perda de um grande amor.

ninahorta@ol.com.br

Tags: comida, cozinha, culinária, Japão, Mari Hirata, Nina horta, receitas, Restaurantes, Sopa
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19/08/2008 - 22:34h Mais dois ministros aderem à campanha de Marta em São Paulo

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Marta e o Ministro de Ciência e tecnologia, Sérgio Rezende

MARINA NOVAES colaboração para a Folha Online

A candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, recebeu nesta terça-feira o apoio de mais dois ministros da equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No início da noite, os ministros Sérgio Rezende (Ciência e Tecnologia) e Luiz Barreto (Turismo) vieram à capital paulista engrossar a campanha da petista e participar de encontros com a candidata.

Desde que deixou o Ministério do Turismo, em junho, Marta já recebeu publicamente o apoio dos ministros Tarso Genro (Justiça), Fernando Haddad (Educação), Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) e Dilma Rousseff (Casa Civil) que participaram de seminários temáticos organizados pelo PT para compor o programa de governo de Marta.

Os ministros José Gomes Temporão (Saúde) e Márcio Fortes (Cidades) também foram convidados pelo partido para participar dos seminários mas não compareceram nos eventos realizados em julho.

Tecnologia

No primeiro evento de hoje, Marta propôs a criação de um conselho metropolitano para a área de ciência e tecnologia que seria responsável pela regionalização do setor nos 39 municípios da região metropolitana de São Paulo. Outra proposta da petista é a utilização dos CEUs (centros educacionais unificados) no período noturno como centros de capacitação para jovens e adultos na área de tecnologia.

“Queremos colocar São Paulo na vanguarda da tecnologia urbana”, disse Marta, que foi elogiada pelo ministro Rezende.

“As propostas de Marta são inovadoras e vão de encontro com os projetos do governo federal”, disse o ministro.

Na seqüência, Marta se reuniu com o ministro Luiz Barreto –seu sucessor no ministério– para apresentar propostas para o setor de turismo em São Paulo.

No início do evento, Marta ouviu de alguns participantes ligados ao setor de bares e restaurantes reclamações referentes à Lei Seca. Para a candidata, a lei pode reabrir as discussões sobre a ampliação do horário de funcionamento dos ônibus e do metrô na cidade.

Entre as propostas discutidas no evento, Marta defendeu a ampliação do Pavilhão de Exposições do Anhembi e a criação de um centro de convenções na zona leste.

Apesar de o evento ser destinado à discussão de propostas para o setor de turismo, a petista voltou a apresentar suas idéias para o transporte público da cidade, como a extensão do metrô e a criação de novos corredores de ônibus.

Tags: Anhembi, CEU, Ciência e Tecnologia, Convenções, corredores, Luiz Barreto, Macro-regiões, Marta Suplicy, Municipais, petistas, Prefeitura SP, região metropolitana, Restaurantes, Seminários, Sérgio Rezende, tecnologia, Transporte, TURISMO
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11/08/2008 - 09:08h Brasília, centro do poder, vai às compras e atrai indústrias

Ruy Baron / Valor
Trânsito caótico na Esplanada dos Ministérios: frota de veículos de Brasília dobrou nos últimos dez anos

Cristiano Romero – VALOR

Cidade mais rica do país, com renda per capita três vezes superior à média, Brasília vive um boom econômico sem precedentes em sua história. Projetada para ter 500 mil habitantes no ano 2000, a capital federal conta hoje, a dois anos de seu cinqüentenário, cinco vezes mais habitantes do que o planejado. Aos poucos, está deixando de ser apenas a sede do poder para se transformar num pólo dinâmico de desenvolvimento econômico.

Uma classe média endinheirada, escolarizada e, em sua grande maioria, estável no emprego graças ao setor público, vai às compras sem pudor. Estima-se que, no Distrito Federal, cerca de 10% da população, o equivalente a 250 mil pessoas, ganha mais de R$ 20 mil por mês. Isso tem atraído a instalação de novos shopping-centers, concessionárias de automóveis, lojas de luxo, filiais de restaurantes de outros Estados.

A rede Iguatemi, pertencente ao grupo La Fonte, está construindo, por exemplo, um novo shopping no Lago Norte, bairro nobre da capital. Uma das lojas-âncoras do novo centro comercial, com inauguração prevista para o ano que vem, será a Livraria Cultura, o que fará de Brasília a única cidade, além de São Paulo, a ter duas livrarias dessa rede no mesmo mercado. A primeira loja, aberta há apenas três anos no shopping Casa Park, superou as expectativas.

Curiosamente, até 2003, portanto, depois de 43 anos de fundação, Brasília não dispunha de livrarias e de lojas de CDs e DVDs de grande porte. Naquele ano, o grupo francês Fnac abriu o caminho, instalando uma filial no Park Shopping, o maior do Distrito Federal, e atraindo a atenção de concorrentes como a Livraria Cultura. “Os resultados são muito positivos. Brasília tem um mercado potencial muito bom”, atesta Pedro Herz, diretor-geral da Cultura.

Um outro exemplo da pujança do comércio local – o crescimento explosivo da frota de veículos – já provoca dor-de-cabeça nos moradores mais antigos da cidade, acostumados a viver numa metrópole sem trânsito. Os números são impressionantes. Segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), nos últimos dez anos a frota de Brasília dobrou de tamanho, saltando de 499.049 para 1.020.415 veículos.

Na capital da República, a vida parece imitar uma velha piada, segundo a qual, os brasilienses são feitos de cabeça, tronco e rodas. Há, em média, um veículo para cada 2,5 habitantes. A média nacional é mais folgada: aproximadamente um para cada quatro pessoas. Quando se observa apenas o número de automóveis em circulação, excluindo da conta caminhões, motocicletas, caminhonetes, ônibus e outros veículos, a frota cresceu 89% entre 1998 e junho de 2008, o ritmo mais rápido do país – em São Paulo, o Estado mais rico, o número de carros aumentou 73% no mesmo período.

O resultado dessa corrida sobre rodas foi o surgimento de congestionamentos, especialmente na hora do rush, algo impensável para os criadores de Brasília, os arquitetos Oscar Niemeyer e Lúcio Costa. Numa entrevista publicada em março deste ano pelo jornal inglês “The Guardian”, Niemeyer afirmou que, por causa de problemas como o trânsito, sua “obra-prima está fora de controle”.

Na verdade, o que a realidade mostra é uma Brasília muito diferente da cidade idealizada na segunda metade dos anos 50. O comércio exuberante, movido pelos altos salários dos funcionários públicos, explica apenas uma parte da mudança de perfil e da recente explosão econômica. Nos últimos anos, empresas de outros Estados começaram a olhar para a capital federal não apenas como uma cidade administrativa, com um forte mercado consumidor, mas também como um bom lugar para instalar unidades de produção e centros de distribuição de mercadorias.

A União Química Farmacêutica Nacional, por exemplo, instalou no Distrito Federal a sua maior planta de fabricação de remédios, com capacidade para mais do que dobrar a produção das outras três fábricas do grupo. O investimento é tão importante para a empresa que seu presidente, Fernando Castro Marques, mudou-se para a capital federal e, daqui, comanda os negócios do grupo em São Paulo e Minas Gerais. “Viemos para cá porque o Centro-Oeste é a região que mais cresce no país e Brasília é a que mais cresce dentro do Centro-Oeste”, justifica Castro Marques.

A Aché Laboratórios Farmacêuticos, o terceiro maior fabricante de remédios genéricos do país, também deve desembarcar em breve na capital federal. A Biosintética, subsidiária da companhia que produz remédios genéricos, já instalou um centro de distribuição, mas, agora, se prepara para dar um passo mais ousado. “Brasília é o centro geográfico do país. Isto facilita muito o aspecto logístico. Como estamos vendo o crescimento da economia brasileira, com novas classes sociais chegando ao mercado consumidor, é cada dia mais importante estar no centro, principalmente, quando há infra-estrutura, e Brasília tem”, explica José Ricardo Mendes da Silva, presidente da Aché.

A decisão sobre o investimento será tomada dentro de 60 dias, quando o conselho de administração da empresa vai se reunir para tratar do assunto. Mendes da Silva está confiante na aprovação. “É totalmente viável”, diz ele. “O mercado de medicamentos está crescendo muito no Brasil. A capacidade produtiva das plantas da Aché na situação atual começa a ficar apertada para fazer frente a esse crescimento. A planta de Guarulhos (SP) está sendo expandida, vai ficar pronta em dois anos, mas a nossa leitura é que a perspectiva de mercado talvez seja maior do aquilo que teremos capacidade de expandir.”

A concretização do negócio, cujo valor a Aché ainda mantém em segredo, tornará Brasília, segundo Engels Rego, o maior pólo farmacêutico do país. Rego é o responsável, na secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo do governo do Distrito Federal, pela política de incentivos fiscais concedidos às empresas interessadas em se instalar na cidade. “A linha-mestra da nossa política é fortalecer nossas vocações, que são logística, atacado, distribuição, serviços de tecnologia da informação e comunicação e educação à distância”, informa o assessor.

A política de atração de empresas, que oferece descontos de até 80% nos valores dos terrenos e o financiamento de até 70% do ICMS por 15 anos, está dando resultados. Na semana passada, a PepsiCo, multinacional americana de alimentos e bebidas, confirmou que construirá três novas unidades no Brasil, uma delas, em Brasília. Segundo o vice-governador do Distrito Federal, Paulo Octavio de Oliveira, a unidade brasiliense será a maior fabricante de alimentos da PepsiCo na América Latina. Vai gerar mil empregos diretos e 5 mil indiretos. Na disputa pelo investimento, Brasília venceu a concorrência de duas cidades ícones do agronegócio – Uberlândia (MG) e Anápolis (GO).

Há muito mais em gestação. A construção civil, que sempre foi forte pela própria natureza de Brasília – uma capital construída no meio do cerrado vasto e desabitado -, vive momento de ouro. Apenas em dois bairros de classe média – Águas Claras e Setor Noroeste – serão edificados, nos próximos meses e anos, 396 prédios. No primeiro caso, as construções já começaram. No segundo, os editais de licitação serão lançados este mês.

Brasília tem indicadores invejáveis, para padrões nacionais, nos setores de tecnologia da informação (TI) e comunicação. Ocupa, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o primeiro lugar no ranking brasileiro de residências com computador, com 36,4% de penetração. É a número um também no de residências com acesso à internet (29,7% das casas) e a campeã em lares com telefone (94,1%). No caso da telefonia celular, para cada 100 habitantes, há 116 telefones.

A fusão da Brasil Telecom (BrT) com a Oi (ex-Telemar) ainda nem saiu do papel, mas seus sócios já planejam tirar vantagem desse mercado. A futura empresa, que será a maior do seu gênero no país, tem planos ambiciosos para Brasília. A expectativa, segundo um executivo ouvido pelo Valor, é gerar 10 mil empregos num projeto que, por enquanto, é tratado como “segredo de Estado”. Aposta-se que o investimento ocorrerá nos segmentos de transmissão de dados, comércio eletrônico e “data-center”, vocações “naturais” da cidade, que já é sede da BrT e de grandes empresas de tecnologia de informação, como a Politec, a Poliedro e a CTIS.

Se o plano vingar, diz um executivo da futura BrT-Oi, a companhia vai se tornar o maior empregador privado da cidade. As autoridades locais têm feito gestões, inclusive com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para que a sede da nova empresa de telecomunicação fique no Distrito Federal, mas os sócios não vêem nisso uma prioridade. “Fazer a sede em Brasília não vai gerar um emprego a mais. O que planejamos é muito mais ousado”, assegura uma fonte envolvida nas negociações da fusão.

O governo de Brasília acredita que, além da política de incentivos, uma lista de indicadores favoráveis tem atraído a atenção de empresários de fora. São mencionados, por exemplo, o ambiente de negócios (primeiro lugar do Brasil, segundo o ranking “Doing Business”, do Banco Mundial), a qualidade de vida (o IDH é 0,936, o maior do país, equivalente ao da Nova Zelândia e superior ao de países como Alemanha e Portugal) e a mão-de-obra qualificada (17% da população adulta tem nível superior, face à média de 8% no restante do país, e a taxa de analfabetismo é 3,4%, inferior à média nacional de 11,1%).

Tags: Água, analfabetismo, Anatel, automóveis, Brasília, carros, ceres, computadores, congestionamentos, empresas, ICMS, IDH, investimentos, laboratórios, livrarias, medicamentos, Niemeyer, ônibus, Renda, Restaurantes, Salário, serviços, telecomunicações
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02/06/2008 - 10:32h Emprego nas metrópoles avança 32,4%

Criação de vagas nas grandes cidades tem o melhor desempenho desde 2000 e expansão maior que a média nacional, de 21% até abril

Para economista, contratação reflete bom desempenho de setores concentrados nos principais centros, como o automotivo e o de serviços

Joel Silva – 23.mai.08/Folha Imagem


Operário em obra em São Paulo, que concentra boa parte das vagas

PEDRO SOARES – FOLHA SP

DA SUCURSAL DO RIO

O emprego nas maiores metrópoles do país cresce a um ritmo acelerado neste ano e acima da média do país, fenômeno sem precedentes desde que os grandes centros amargaram a crise provocada pela abertura da economia e a conseqüente reestruturação da indústria nacional que se estendeu até o final dos anos 90.
De janeiro a abril deste ano, foram gerados 259,5 mil empregos formais “líquidos” (diferença entre o total de admissões e de desligamentos) nas seis principais regiões metropolitanas do país -São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Porto Alegre.
Trata-se de uma expansão de 32,4% em relação ao primeiro quadrimestre de 2007 -quando foram abertas 196 mil vagas, com alta também expressiva, de 23%, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), elaborados a pedido da Folha pela LCA Consultores. É o melhor desempenho desde 2000 -quando houve alta de 30%.
Na média nacional, a expansão do emprego formal foi mais modesta: 21% ante os primeiros quatro meses de 2007 -com geração de 849 mil empregos. De janeiro a abril de 2007, o incremento havia sido um pouco maior -23%.
Segundo o economista Fábio Romão, da LCA, o emprego metropolitano vai melhor do que a média do país na esteira do bom desempenho de setores concentrados nos grandes centros. Cita as indústrias automobilística e de máquinas e equipamentos (líderes do crescimento do setor fabril), a construção civil e o setor de serviços, com destaque para a intermediação financeira e às atividades em bares, hotéis, restaurantes e turismo.
“É a redenção do emprego formal nas metrópoles. Os grandes centros tomaram fôlego na criação de vagas, após um período ruim nos anos 90. Em meados desta década, eles esboçaram uma reação, mas não com o ritmo atual”, diz.
Nos anos 90, foram as metrópoles as primeiras afetadas pelo que se chamou, então, de crise estrutural do emprego, com eliminação de milhares (talvez milhões) de postos de trabalho, especialmente na indústria. O setor tinha que se reestruturar ou quebrava com a concorrência internacional. O caminho tomado foi o corte de empregos e a terceirização.

Onda de empregos
Passada mais de uma década, a indústria, bem mais enxuta, volta a empregar com vigor: de janeiro a abril deste ano, gerou 41,6 mil postos de trabalho nas metrópoles -alta de 56% ante igual período de 2007. Na média nacional, o incremento foi bem menor: 6,9% (229 mil).
Na construção civil, o emprego evoluiu ainda mais favoravelmente: subiu 122,1% nas metrópoles -mais do que os 101,5% da média nacional. “A construção registra números recordes de emprego, e as grandes cidades puxam esse movimento”, diz o vice-presidente do Sinduscon, Eduardo Zaidan.
Somente São Paulo, diz ele, gerou 15% de todas as vagas abertas na construção no primeiro trimestre deste ano -no mesmo período de 2007, a cidade representou 22% total.
Em números absolutos, o setor de serviços foi o campeão na criação de empregos: 336,4 mil no primeiro quadrimestre de 2008 -alta de 24,2%. Desse total, 42,7% foram vagas abertas nas seis maiores regiões metropolitanas do país.
De todos os empregos formais gerados no Brasil no primeiro quadrimestre deste ano, 30,6% estavam nessas seis metrópoles, a maior marca para o período desde 2000.
Para a economista Lígia Cesar, da consultoria MCM, as grandes cidades são pólos de atração de empregos e de profissionais mais qualificados e se beneficiam mais de momentos de forte crescimento da economia, como o atual.
“Quando a economia cresce, gera uma demanda por serviços mais sofisticados, abre nichos de mercado e empregos, que são mais focados nas metrópoles,” explica Lígia Cesar.

Descompasso
O descompasso entre as metrópoles e o resto do país, diz Romão, é resultado tanto do maior dinamismo dos setores concentrados nas grandes cidades como também do desempenho tímido de ramos mais presentes no interior, como a indústria de alimentos, em especial de açúcar e álcool.
Outro inibidor do emprego fora das metrópoles é o fraco desempenho do comércio, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, segundo Romão.

Tags: ABR, alimentos, CAGED, Concorrência, construção, Crescimento, demanda, emprego, Hotéis, Indústria, LCA, Mercados, Nordeste, obras, Restaurantes, serviços, Trabalho, TURISMO
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20/05/2008 - 07:36h Parada gay faz bem para São Paulo

 

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São Paulo, a capital da diversidade

Orlando de Souza* – O Estado de São Paulo

Está chegando a hora. Faltam poucos dias para um dos principais cartões-postais da cidade, a Avenida Paulista, virar palco para a celebração da diversidade, com a realização da 12ª Parada do Orgulho Gay, no domingo.

Em 2007, o evento contou com 3,5 milhões de participantes – número que deve ser superado agora – e entrou para o Guinness. A programação deste ano inclui uma grande variedade de atrações, com shows, apresentações e discursos.

Essa festa hoje grandiosa começou timidamente, em 1997, com a participação de apenas 2 mil pessoas, e foi crescendo a cada ano. Em 2004, na oitava edição, a Parada paulistana se tornou o maior encontro homossexual do mundo, reunindo mais de 1,5 milhão de pessoas. Deixou para trás, por exemplo, o evento de São Francisco, nos Estados Unidos.

Atualmente, a Parada é o segundo evento que mais traz recursos para a cidade. Movimenta R$ 120 milhões, só perdendo para os R$ 200 milhões do Grande Prêmio do Brasil de F-1, que será realizado em novembro.

São Paulo não respeita a diversidade apenas nos dias que antecedem à Parada. Na cidade vivem mais de 1 milhão de gays e lésbicas, conforme dados da Abrat-GLS, e as opções de lazer e entretenimento para esse público não param de crescer. A cena noturna da capital é a mais agitada do País, com mais de 80 espaços, entre boates, restaurantes, bares, saunas e cafés.

Em parceria com a Abrat-GLS, o SPCVB, no programa Bem Receber, organizou treinamentos para qualificar o atendimento ao público GLS nos hotéis. No programa são abordados temas como o perfil do consumidor, suas exigências e como tratar sem preconceito todas as minorias.

Ao final, os profissionais recebem o Guia da Diversidade, que apresenta as credenciais de São Paulo para atrair esse segmento. A publicação inclui dicas culturais, de compras, lazer e gastronomia, com endereços e mapas. Mais de 300 profissionais já participaram desse treinamento e, certamente, com a continuidade desse programa, o público GLS será bem recebido em nossa cidade.

Eventos da magnitude da Parada do Orgulho Gay ajudam a manter o status de São Paulo como a capital de negócios no Brasil. A cidade, que recebe mais de 90 mil eventos por ano, cada vez mais consegue reconhecimento internacional.

Em uma recente edição da revista América Economia Intelligence, São Paulo aparece no topo do ranking das melhores cidades para realizar negócios da América Latina. A metrópole deixou para trás Miami, Santiago, Cidade do México e Buenos Aires.

O estudo, realizado pelo oitavo ano consecutivo, avaliou 42 cidades e reuniu as impressões de 1.200 executivos da região. A análise obedece a 50 variáveis socioeconômicas, entre as quais custo de vida, facilidades logísticas, eficiência urbana, utilização de internet, PIB per capita e produtividade acadêmica e científica.

Entre as boas credenciais paulistanas apontadas pela pesquisa estão os US$ 528 bilhões movimentados em ações na Bovespa no ano passado, além da expansão de 9% na atividade econômica.

São Paulo também foi classificada como a melhor das Américas no quesito eventos e encontros internacionais realizados em 2007. Os dados estão no novo ranking da International Congress and Convention Association (ICCA) – a maior organização mundial da indústria de eventos. A capital paulista conseguiu a 23ª colocação, ficando à frente de destinos tradicionais como Montreal, Buenos Aires e Nova York, entre outros.

São Paulo realizou 61 eventos internacionais em 2007, uma ampliação de 13% em relação a 2006, quando ocorreram 54. Essa classificação consolida a cidade como grande referência na realização de encontros desse gênero – a capital paulista concentra 30,6% dos eventos internacionais que ocorrem no Brasil. Esses números mostram a diversidade de São Paulo para realizar eventos para todos os bolsos, gostos e orientações.

* Orlando de Souza Presidente do São Paulo Convention & Visitors Bureau (SPCVB)

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25/04/2008 - 19:37h Turismo dá largada para a Copa de 2014

Presidente da CBF diz que iniciativa de planejamento do Ministério do Turismo coloca o Brasil à frente de outras experiências em países que já sediaram o evento

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Rio de Janeiro (25/04) – A ministra do Turismo, Marta Suplicy, ao lado do secretário de Turismo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, do diretor da Empresa Brasileira de Administração Pública e de Empresas (Ebape-FGV), Bianor Cavalcante, e do presidente do Fornatur, Bismarck Maia – abriu, nesta manhã (25), no Rio de Janeiro, o Seminário Internacional: Perspectivas e Desafios para o Turismo – Copa de 2014. “Para nós, do turismo, a ordem é uma só: planejar. A Copa é a grande oportunidade para o país ampliar a visibilidade que tem perante o mundo e temos que aproveitá-la”, disse a ministra.

Segundo Marta Suplicy, o Ministério do Turismo alinhava, junto a outros ministérios, questões necessárias para desenvolver o setor. “No governo somos um time e nossa função é apontar e encaminhar o que pode fazer diferença para o turismo”, explicou a ministra em coletiva logo após a abertura do seminário.

Da coletiva, participaram também Eduardo Paes e Ricardo Teixeira. Entre os temas em destaque, foram tratadas questões de infra-estrutura, como o projeto do Trem Bala Rio-São Paulo, que vem sendo planejado pela Casa Civil. Também a questão da Aviação Regional, cuja contribuição do Ministério em parceria com a Associação Brasileira de Empresas de Transporte Aéreo Regional (Abetar) já resulta em um estudo, que será entregue ao ministro da Defesa, Nelson Jobim. “É um estudo que aponta onde são necessários investimentos para incremento da Aviação Regional”.

Ricardo Teixeira destacou na coletiva que não se deve falar em custo, quando se pensa em Copa do Mundo, mas sim em investimento. “Tudo que está sendo feito numa Copa ficará para o país”. O presidente da CBF alertou que hoje é difícil mensurar valores porque as cidades-sede, “10 ou 12”, ainda não foram escolhidas. “A ministra do Turismo está certa quando fala que o momento agora é de planejar. Posso garantir, como membro do Comitê-Executivo da Fifa, que acompanhou as Copas desde 1990, que estamos avançados em relação ao que aconteceu em outras Copas. Ou seja, nós já estamos planejando há sete anos muita coisa que não foi planejada em outros países nessa época. O caminho é esse”.

Marta Suplicy observou que o Ministério do Turismo vai utilizar as informações do Estudo de Competitividade feito em 65 destinos, nos quais todas as capitais estão incluídas. “Isso significa que todas as cidades candidatas à Copa de 2014 também já foram avaliadas. Agora, vamos aprofundar os dados que temos, do ponto de vista quantitativo e qualitativo, para saber, por exemplo, a capacidade hoteleira de determinada cidade e a prestação de serviços turísticos ao visitantes. Por enquanto, não temos como mensurar valores. Nosso estudo vai possibilitar isso”, afirmou Marta Suplicy.

O secretário de Turismo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, lembrou que hoje, por meio do Ministério do Turismo, existe possibilidade de acesso a crédito do Prodetur Nacional (financiado com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID) para investimentos infra-estrutura, qualificação e promoção turística. Estão disponíveis pelo Programa US$ 1 bilhão. O acesso aos recursos é negociado por estados e municípios, com apoio técnico do MTur, e necessita de aprovação da Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex) do Ministério do Planejamento.

A segurança foi mais um tema abordado na coletiva. Eduardo Paes acredita que o modelo bem-sucedido adotado durante os jogos Pan-americanos 2007, no Rio de Janeiro, pode ser ponto de partida para o planejamento nas cidades que pleiteiam ser sedes da Copa de 2014. Ricardo Teixeira lembrou que durante a Copa da Alemanha, França e Estados Unidos o patrulhamento dos estádios foi feito por exércitos e forças nacionais desses países.

Serviço: Realizado pelo Ministério do Turismo, o Seminário Internacional: Perspectivas e Desafios para o Turismo – Copa de 2014 é o primeiro passo para orientar o turismo brasileiro a se organizar para a realização da Copa de 2014 no Brasil. Na abertura, a ministra do Turismo e o diretor da Ebape-FGV assinaram convênio no valor de R$ 865,8 mil (R$ 786,8 mil parte do Ministério e o restante da FGV) para a realização de estudo sobre as 18 cidades candidatas a sede e subsedes dos jogos da Copa de 2014. Com esse estudo, a previsão é que daqui a 12 meses o turismo saiba quais as reais necessidades de investimentos para a Copa de 2014.
Leia a íntegra do discurso da ministra Marta Suplicy no evento
(mais…)

Tags: aeroportos, Aviação, BID, CBF, China, Cofiex, Copa, Copa 2014, copa de futebol 2014, desenvolvimento, emprego, esporte, eventos, FGV, FIFA, futebol, Hotéis, infra-estrutura, investimentos, jogo, Marta Suplicy trem, planejamento, Restaurantes, serviços, Teixeira, Times, Transporte
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06/04/2008 - 11:09h Um jornal online se interessou: Idosos terão desconto de 50% em meios de hospedagem em períodos de baixa estação

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O Globo Online

marta_viaja2.jpgRIO – Já está disponível para aposentados e pensionistas a extensão dos descontos do programa Viaja Mais Melhor Idade a meios de hospedagem. Com o programa lançado nesta sexta-feira pelo Ministério do Turismo, o público da terceira idade passa a contar com desconto de 50% na tarifa cobrada por hotéis em todo o Brasil. O desconto será válido para o ano inteiro, vinculado à baixa ocupação nos 1.190 estabelecimentos já cadastrados no programa, distribuídos em mais de 280 cidades em todos os estados e no Distrito Federal. Como a adesão ao programa acontece diariamente, o ministério estima que até dezembro, mais de 2,5 mil meios de hospedagens estejam oferecendo o desconto ao público da terceira idade, foco do “Viaja Mais Melhor Idade.

A ministra Marta Suplicy, que esteve no Guarujá, na sexta-feira para o lançamento do programa, esclareceu que é critério de cada hotel se cadastrar no programa.

“O hotel é quem define quando é a sua baixa temporada”, disse a ministra à Agência Brasil.

Marta Suplicy ressaltou que com mais esse critério, os beneficiados pelo programa terão acesso a descontos o ano todo, diferentemente da primeira fase do Viaja Mais, quando eram oferecidos somente pacotes para viagens de março a junho e de agosto a novembro, ficando de fora os meses de janeiro, fevereiro e dezembro.

O acordo que permite o desconto de 50% para a melhor idade foi firmado em dezembro passado pelo Ministério do Turismo com a Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH), Associação Brasileira de Resorts (ABR) e Federação Nacional de Bares, Restaurantes, Hotéis e Similares (FNHRDS).

Na prática, o Viaja Mais Melhor Idade Hospedagem é uma ação que amplia os produtos do Viaja Mais Melhor Idade, programa lançado em 2007, e que oferece pacotes turísticos em períodos de baixa ocupação, com serviços diferenciados e a possibilidade de serem parcelados ao público da terceira idade e pensionistas.

“Acredito que com essa oferta ampliamos a possibilidade de o idoso fazer a sua viagem”, disse a ministra ao acrescentar que essa ampliação “vai interessar e possibilitar muita gente a realizar o sonho que antes não conseguiu”.

Assim como na primeira fase, serão investidos R$ 5,2 milhões em propaganda do Viaja Mais Melhor Idade Hospedagem.

Indagada sobre o motivo de o Guarujá ser o cenário para divulgar a expansão do programa, a ministra Marta Suplicy disse que o Viaja Mais Melhor Idade Hospedagem poderia ser lançado em qualquer cidade. No entanto, foi na região que o programa conseguiu cerca de 80% das adesões dos estabelecimentos. Além disso, a ministra lembrou que São Paulo é o maior emissor e receptor de turistas.

“E também porque o Guarujá é uma referência na Baixada Santista”.

O turista da melhor idade pode procurar o estabelecimento que faz parte do Viaja Mais Melhor Idade Hospedagem pelo site www.viajamais.com.br. O turista também poderá ligar gratuitamente para o telefone 0800 77 07 202, em funcionamento a partir do dia 07/04 (segunda-feira), para saber quais meios de hospedagem estão cadastrados no programa. Haverá, ainda, um guia impresso com a lista de estabelecimentos cadastrados que será distribuído para o público-alvo – associações e clubes de melhor idade. Além disso, os meios de hospedagem cadastrados receberão um kit, que ficará exposto nas recepções, identificando que têm a tarifa para melhor idade.

Tags: , ABIH, ABR, aposentados, descontos, hospedagem, Hotéis, idosos, Marta Suplicy, MinTur, Restaurantes, viagens
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05/04/2008 - 06:46h Nenhum jornal esta interessado: Ministério do Turismo lança Viaja Mais Melhor Idade Hospedagem

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Ministério do Turismo lança Viaja Mais Melhor Idade Hospedagem

Guarujá (04/04) - A ministra do Turismo, Marta Suplicy, lançou hoje, no Guarujá (SP), o Viaja Mais Melhor Idade Hospedagem, uma ampliação das ações para o público da terceira idade. A novidade é que, agora, essa parcela da população poderá contar com desconto de 50% na tarifa cobrada por meios de hospedagem credenciados no programa Viaja Mais Melhor Idade. O desconto será válido para o ano inteiro, vinculado à baixa ocupação nos estabelecimentos.

Na prática, o Viaja Mais Melhor Idade Hospedagem é uma ação que amplia os produtos do Viaja Mais Melhor Idade, programa lançado em 2007, voltado ao público da terceira idade e que oferece pacotes turísticos em períodos de baixa ocupação, com serviços diferenciados e a possibilidade de serem parcelados. “Acredito que com essa oferta ampliamos a possibilidade de o idoso fazer a sua viagem”, disse a ministra ao acrescentar que essa ampliação “vai interessar e possibilitar muita gente a realizar o sonho que antes não conseguiu”.

Para a ministra Marta Suplicy, o programa Viaja Mais Melhor Idade tem tudo para atingir os 50 mil pacotes. Essa nova etapa, que garante 50% de desconto no custo da hospedagem, também deverá alcançar bons resultados. Assim como na primeira fase, serão investidos R$ 5,2 milhões em propaganda do Viaja Mais Melhor Idade Hospedagem, que no lançamento hoje à tarde contava com adesão de 1.190 estabelecimentos.

As ações de venda de pacotes turísticos e de oferta de descontos na hospedagem para a terceira idade são meios para atingir objetivos contemplados no Plano Nacional de Turismo 2007-2010: promover inclusão social e fortalecer o turismo no mercado interno, reduzindo impactos da sazonalidade no setor e, ao mesmo tempo, gerando mais empregos e renda.

Na Espanha existe um programa semelhante há 17 anos. De acordo com a ministra, lá a proposta sofreu muitos percalços, mas, hoje, movimenta cerca de 1 milhão de pessoas para diferentes destinos turísticos. “No Brasil temos a possibilidade de ter um turismo em massa e é isso que dará musculatura ao setor”, disse a ministra, ao lembrar que no país há 15 milhões de idosos, dos quais 9 milhões têm condições de viajar. “É esse público que temos que conquistar”.

A ministra destacou que os indicadores econômicos positivos permitiram ao brasileiro trocar aparelhos eletrodomésticos e carro. “Percebemos que tínhamos que colocar a viagem na cesta de consumo do brasileiro”, completou.

Para o público que prestigiou o lançamento do programa Viaja Mais Melhor Idade − cerca de 1.200 pessoas, entre autoridades, convidados e idosos − no Centro de Exposições do Hotel Casa Grande, no Guarujá, a ministra ressaltou que hoje, no Brasil, estamos vendo a diminuição da desigualdade de renda entre as classes sociais. “A maioria hoje está concentrada na classe C. As classes D e E diminuíram e as classes A e B estão no patamar de 15%. Isso significa que temos uma melhoria na qualidade de vida e esse movimento já é contínuo no país. Temos, portanto, condições de ofertar programas para brasileiros que não querem apenas viajar para ficar na casa de parentes, mas também para ir para um hotel. Queremos ajudar essas pessoas a conquistarem seus sonhos e desejos. Com isso, estamos fazendo com que o turismo interno ganhe musculatura no país”.

A ministra destacou também o papel do Ministério do Turismo como indutor do desenvolvimento do setor. “Fico contente em dizer que o orçamento do nosso ministério, que não é mais um apêndice de outro ministério, aumentou 47% este ano em relação a 2007. Tivemos no ano passado, um orçamento de R$ 1,8 bilhão e agora vamos contar R$ 2,6 bilhões. Isto é importante porque estamos fazendo investimento em infra-estrutura, o que representa melhor qualidade de vida para a população. Estamos investindo também em qualificação de mão-de-obra. E tudo isso é muito positivo para o setor turístico”.

O prefeito do município Farid Said Madi foi enfático ao elogiar a ministra e as relações com o governo federal. “Nunca tivemos uma relação tão próxima e positiva com o Ministério do Turismo na história do Guarujá”, ressaltou Madi. O Guarujá recebeu R$ 4,4 milhões de investimentos do MTur em 2007 para obras de infra-estrutura turística, dos quais R$ 4 milhões foram aplicados em obras no aeroporto.

Segundo Farid Madi, nos últimos três anos, a prefeitura tem se empenhado em recuperar o prestígio do Guarujá. Para ele, a escolha da cidade para o lançamento do programa Viaja Mais Melhor Idade Hospedagem significa o reconhecimento do governo federal e do Ministério do Turismo da importância da Baixada Santista.

Indagada sobre o motivo de o Guarujá ser o cenário para divulgar a expansão do programa, a ministra Marta Suplicy disse que o Viaja Mais Melhor Idade Hospedagem poderia ser lançado em qualquer cidade. No entanto, foi na região que conseguimos cerca de 80% das adesões dos estabelecimentos. Além disso, a ministra lembrou que São Paulo é o maior emissor e receptor de turistas. “E também porque o Guarujá é uma referência na Baixada Santista”.

“A iniciativa representa um avanço muito grande para o setor. Quando existe aquecimento de uma parte da cadeia do turismo, seja transporte aéreo ou algum atrativo, toda a máquina funciona mais rápido. Essa medida pode contribuir para fazer uma revolução no mercado do turismo de lazer no Brasil”, ressaltou o presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Marca Brasil (IMB), José Zuquim.

Em dezembro passado, a ministra do Turismo, Marta Suplicy, assinou um acordo com a Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH), Associação Brasileira de Resorts (ABR) e Federação Nacional de Bares, Restaurantes, Hotéis e Similares (FNHRBS) para implantar o desconto de 50% no preço das diárias para o público da melhor idade, durante a baixa ocupação na rede hoteleira.

Tire suas dúvidas sobre o Viaja Mais/Viaja Mais Melhor Idade

(mais…)

Tags: Abav, ABIH, ABR, aeroportos, Amazonas, aposentados, Bancos, Braztoa, consumo, crédito, descontos, emprego, Exposições, FNHRBS, hospedagem, Hotéis, inclusão, INSS, investimentos, lazer, Marta Suplicy, MinTur, Restaurantes, viagens
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29/03/2008 - 03:54h Brasil tem aliado chinês para defesa de candidatura do Rio às Olimpíadas de 2016

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Árvore é plantada nos arredores do Estádio Nacional, cujas obras para as Olímpiadas estão sendo concluídas em Pequim / Reuters

Cristina Massari, do Globo Online

RIO – A candidatura do Rio de Janeiro para sediar as Olimpíadas de 2016 já conta com um importante aliado. Em viagem à China nesta semana, a ministra Marta Suplicy recebeu do vice-presidente da Administração Nacional de Turismo da China (CNTA), DU Jiang, um aceno: a recomendação ao comitê olímpico chinês que apóie a candidatura do Brasil.

- Eles falaram sobre isso com muita pompa e circunstância. O vice-presidente do órgão do turismo chinês disse que, a partir de estudos e avaliação feita previamente, que está enviando formalmente ao comitê olímpico chinês o apoio à candidatura do Brasil. Entretanto, os votos são pessoais, e serão dados por duas pessoas diferentes, conforme ele ponderou, acrescentando apenas que iam recomendar ao comitê que apóie a nossa candidatura. Acredito que isso terá certo peso e impacto na decisão do comitê olímpico – disse a ministra ao Globo Online, de Xangai, após ter feito visita em Pequim pelos locais onde estão construídas as instalações olímpicas.

A forma de captação dos recursos necessários aos investimentos demandados para organizar os Jogos Olímpicos de Pequim saltou aos olhos da ministra do Turismo, que cumpriu na viagem à China uma agenda combinando a promoção do Brasil para aumentar o fluxo de turistas chineses, e uma espécie de `benchmarking` para os preparativos da Copa de 2014 , apesar de ela mesma já ter se declarado indecisa entre concorrer pela prefeitura de São Paulo ou permanecer à frente do turismo – onde a enfrentará a disputa pela candidatura das Olimpíadas de 2016.

- Foram investidos US$ 44 bilhões, contando com as obras em estádios e aeroportos. Quando eles foram escolhidos para sediar as Olimpíadas, sabiam que não teriam condições de fazer um investimento deste porte. Encontraram uma forma de captação muito interessante, em parcerias com a iniciativa privada. Foram buscar o investimento estrangeiro com parceria chinesa. Isso possibilitou transferência de tecnologia e trabalho para os chineses.

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Trabalhadores limpam as estruturas de vidro e aço do Estádio Nacional em Pequim, conhecido como o ninho de pássaros / Foto: Reuters

Aos olhos da ministra brasileira, os resultados destas parcerias foram ‘impressionantes’:

- Visitamos o `cubo`, que é o espaço das provas de natações. Fora a beleza estética, é todo feito de losangos e quadrados de vidro leitoso, mas tudo de forma harmoniosa, é feito com a tecnologia mais avançada. O nado rítmico permitirá que o som ouvido debaixo d’água pelo atleta e fora da água pela platéia seja sincronizado. É tudo muito moderno, de um grau de estética e sofisticação impressionante.

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Tudo pronto no “cubo” para as provas de natação

O Centro Olímpico foi erguido numa região onde há 15 anos era uma zona rural, voltada para a produção de legumes. Nem ônibus passava. E agora já está tudo praticamente terminado e o que vê é cidade muito dinâmica e nervosa, criativa. Pequim sofreu uma grande transformação nos últimos 30 anos. É outro mundo. Em cada quarteirão há prédios novos, onde afloram a modernidade e a tecnologia – descreve Marta Suplicy.

” Visitamos o `cubo`, que é o espaço das provas de natações. Fora a beleza estética, é todo feito de losangos e quadrados de vidro leitoso, mas tudo de forma harmoniosa, tem a tecnologia mais avançada “

Após visita a Hong Kong, nesta sexta-feira, a ministra deixa a China. Em Xangai, onde esteve depois da estada em Pequim, a ministra Marta tratou, entre outros assuntos, da participação do Brasil na Expo Xangai 2010, evento que integra o calendário de feiras mundiais e que, em termos econômicos e culturais, segundo avaliação do Ministério do Turismo, é precedido apenas pela Copa do Mundo e pelos Jogos Olímpicos.

O Comitê Organizador da Expo Xangai espera que a exposição conte com a participação de mais de 29 organizações internacionais e 167 países (dentre eles o Brasil, que ainda não definiu o tema de seu estande), e atraia cerca de US$ 3 bilhões em recursos, coma a visita de cerca de 70 milhões de pessoas.

Para construir o local da exposição o governo de Xangai escolheu uma área de 5.28 Km2 no centro da cidade, onde cerca de oito mil residentes e 272 empresas estavam instalados em condições precárias. O governo local comprou a área e relocou os antigos moradores e empresas para duas áreas residenciais, com melhor estrutura e maior metragem quadrada, oferecendo condições especiais de compra.

O projeto adotado para o desenvolvimento da rede de transporte terrestre da cidade inclui a construção mais três novas linhas de metrô, que totalizarão, até 2010, mais 166 quilômetros e 110 estações à rede hoje existente, que já conta com 234 estações de metrô.

Além disso, Marta e o secretário de Turismo de Xangai, Dau Chu Ming, estabeleceram um acordo de cooperação no desenvolvimento de um programa para capacitar cozinheiros brasileiros na produção de pratos da tradicional culinária chinesa.

- A capacidade brasileira de aumentar sua oferta de restaurantes de culinária chinesa, com qualidade e produção compatíveis com o que se faz hoje nos melhores restaurantes das cidades da China, deve ser mais um importante elemento de diferenciação e aumento de nosso potencial de atração do turista chinês – avaliou a ministra.

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Trabalhador faz os últimos reparos em templo tibetano em Pequim / Reuters

Marta Suplicy lembrou ainda das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e de outras, feitas pelo ministério, que têm melhorado a capacidade do Brasil de atender turistas.

- Nos próximos anos, essas obras vão ampliar muito nossa oferta de serviços, beneficiando não só o turista, mas a população residente, uma vez que o investimento se traduz em mais qualidade de vida nas localidades beneficiadas – disse Marta.

Segundo a ministra, o número de visitantes que o Brasil recebe da China vem aumentando a cada ano, assim como é crescente o contingente de turistas chineses que viajam pelo mundo. Em 2007 foram 44 milhões.

- Hoje são 36 mil chineses que viajam para o Brasil e os brasileiros, 38 mil. É ainda um número muito modesto em relação ao potencial, porque há alguns limites, como a distância e a falta de conhecimento do Chinês sobre o Brasil.

” A China buscou o investimento estrangeiro com parceria chinesa. Isso possibilitou transferência de tecnologia e trabalho para os chineses “

- O maior impedimento, fora a distância é acesso, o transportes aéreo. A Air China Faz três vôos semanais via Madri e a Varig, que tinha a concessão da rota, passou por problemas e não reassumiu as linhas. Visitamos a Air China, para colocar para eles a importância do aumento da freqüência. E sugeri uma rota Pequim Brasília Estados Unidos, mas eles não estavam familiarizados com esta história, mas afirmaram que a linha Pequim Madri São Paulo é lucrativa e que há interesse no aumento da freqüência. Mas, acrescentou a ministra, a Air China enfrenta problemas de disponibilidade de aeronaves para a ampliação desta oferta no curto prazo.

- O fabricante atrasou a entrega de 20 aviões novos em um ano.

Para reduzir estes limites, a agenda da ministra incluiu reuniões com as autoridades chinesas que trataram de negociações para o aumento da oferta de assentos nos vôos entre a China e o Brasil e a abertura de um escritório de promoção turística do Brasil naquele país. Por parte da possibilidade de as companhias brasileiras abrirem uma rota para China, Marta disse que ia consultar a Anac para verificar a ocorrência de eventuais consultas.

- Ainda não vimos com Anac a possibilidade de uma brasileira assumir a rota para a China. O mais interessante é que Varig assumisse. Ela vem recuperando suas inhas paulatinamente e foi a primeira – comenta.

Leia também: Capital do Tibete volta aos poucos ao normal, diz diplomata brasileiro que acompanha protestos no Tibete contra o governo chinês

e Cidades da Copa serão conhecidas até dezembro

Tags: , aeroportos, China, Copa, Copa do mundo 2014, culinária, Expo 2010, exposição, Feira, investimentos, jogo, jogos olímpicos, Marta Suplicy, Ming, olimpíadas, ônibus, PAC, Pequim, Restaurantes, Tibete, Transporte, Xangai
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29/11/2007 - 06:19h O melhor: O niguiri polifônico do maestro Jun

Melhor sushi – Jun Sakamoto

O Estado de S.Paulo


– Regra é regra: no Prêmio Paladar, é a comida que está em foco. O sabor em primeiro plano, textura, apresentação e outros parâmetros vêm depois e aí segue. Assim, por mais que o restaurante de Jun Sakamoto insista em ser econômico na simpatia e generoso nas idiossincrasias, é difícil não reconhecer seu talento com o niguiri (o sushi depeixe e/ou frutos do mar sobre bolinhos de arroz). Porque, excentricidades à parte, quando o sushiman começa a conduzir no balcão aquela sinfonia de pescados e lulas frescos, vieiras sem comparação no mercado, sempre com um arroz perfeito, não tem jeito. Por apreço às verdades gastronômicas, os votos foram para ele.Para apreciar de perto a técnica do chef (e de seu sub, o Jura), no balcão, é preciso pedir o menu-degustação, que sai caro. Deixe-se, então, levar por um ritual bem roteirizado de texturas e sabores. Como um bom regente, Jun sabe usar fortíssimos e pianos e dosar momentos de delicadeza e pungência, até que você transcorra o recital de sushis e vá embora para casa impressionado com aquilo que comeu.

Onde comer

Jun Sakamoto – R. Lisboa, 55, Pinheiros, 3088-6019.
Menu-degustação: R$ 210 no balcão e R$ 195 na mesa

Aizomê – Al. Fernão Cardim, 39, Jd. Paulista, 3251-5157.
Menu-degustação completo: R$ 120

Hideki – R. dos Pinheiros, 70, Pinheiros, 3086-0685. Combinado: R$ 75

Original Shundi – R. Dr. Mário Ferraz, 490, Itaim-Bibi, 3079-0736. Combinado: R$ 65

os outros finalistas

Aizomê

No restaurante de Shin Koike, os jovens Sasaki e Taka servem sushis bem construídos e peixes de primeira linha, sempre com algum pequeno toque especial.

Original Shundi

Ainda em forma, o veterano Shundi Kobayashi apresenta ao cliente seu conhecido arsenal de iguarias, sempre com muito rigor na apresentação visual.

Hideki

Hideki Fuchikami tem evoluído nos últimos tempos e, além de grandes pescados, entre os melhores da cidade, apresenta sushis em franco processo de refinamento.

os votos dos comilões

ALESSANDRA BLANCO
Aizomê

Adoro sentar no balcão de restaurantes japoneses. Não sei por que as pessoas não fazem isso. Primeiro: é lindo ver o sushiman em ação. Aqui, os movimentos eram tão rápidos e delicados que fiquei imaginando se, quando ele dormia, não repetia os mesmos gestos, involuntariamente. Segundo porque o sushiman simpatiza com você, e aí é uma maravilha. O sushi de atum do Aizomê é um dos melhores sushis que já comi na vida: pouquíssimo arroz, mas muito saboroso, um pedaço lindo, generoso e divino de atum por cima, raiz forte já misturada ao arroz e na quantidade suficiente para “desentupir” o nariz. Depois, comi ainda sushis de garoupa, olho de boi, polvo e ainda de meca, esse rapidamente grelhado com um maçarico bem na minha frente. Fiquei extremamente em dúvida entre ele e o Jun Sakamoto. Nesse último, comi maior variedade de sushis, todos divinos. Mas o que não consigo deixar de pensar é no sushi de atum, simples, do Aizomê. Então, é para ele que vai o meu voto.

BRAULIO PASMANIK
Jun Sakamoto

Não há muito que dizer. Os sushis que saem das mãos de Jun são inigualáveis. Os peixes são os melhores que se pode encontrar por aqui. O arroz tem textura e sabor perfeitos. E Jun, controle de qualidade em pessoa, vai tratando de doutrinar seus clientes para que comam o sushi com a quantidade certa de shoyu, sem deixar parar no prato por mais de dois minutos. E ainda tenta explicar o que é tradicional no Japão: comer com as mãos, estendendo o prazer também ao sentido do tato.

JACQUES TREFOIS
Jun Sakamoto

Bons sushis, tanto o arroz como os peixes.

LUIZ AMÉRICO CAMARGO
Jun Sakamoto

Em certos momentos, os sushis do chef tiveram os adversários quase nos seus calcanhares, especialmente na qualidade dos peixes – foi uma felicidade provar ótimos atuns, agulhões, robalos em quase todos os concorrentes. Mas a casa de Jun Sakamoto sobressai pelo rigor na construção do niguiri, pelo arroz ainda superior e por vieiras e ostras realmente excepcionais, entre outras iguarias. Ainda que, em alguns casos, tivesse havido um exagero no wasabi.

LUIZ HORTA
Jun Sakamoto

Implico com o silêncio e a concentração do restaurante Jun, não é a minha graça em sair de casa, talvez porque já more num ambiente parecido. Sempre acho que vou fazer alguma coisa errada e ser banido por alguns meses, como num episodio de Seinfeld “no sushi for you!”. Mas quando fui comendo aqueles sushis, fui me emocionando, como uma epifania, tive meu atalho para Damasco ali no balcão, com Billie Holliday cantando e rindo de mim: “You””ve changed…”. Mudei mesmo, entrei Saulo e saí Paulo, pedi mais um sushi de ouriço, outro de enguia, o polvo incrível, a lula com seu salzinho preto e um zest de citrino, vi onde a faca termina e o talento começa.

PATRÍCIA FERRAZ
Aizomê

Fresquíssimos, com elegância ímpar, os quatro sushis são acomodados num pratinho retangular. Pargo, torô, olho de boi e sardinha – aquilo que estiver mais fresco no dia. Exibem o equilíbrio perfeito entre o peixe, o arroz e o wasabi. Sublimes.

RICARDO FREIRE
Hideki

Nunca tinha pensado no Hideki como um “haut” japa. Sempre fui levado para lá para aproveitar o bufê do almoço, que é gostoso e honesto, mas é um bufê. Sentar-me no balcão e pedir a escolha do sushiman foi uma experiência surpreendente. O que eu mais gostei é que, com exceção do torô e de um ou outro peixe branco, todos os sushis levam alguma frescurinha que agrada em cheio àqueles que, como eu, não sabem fazer cara de conteúdo para avaliar o frescor do peixe ou a quantidade de saquê do arroz. Adorei do primeiro ao último sushi proposto.

ROBERTO SMERALDI
Aizomê

Requinte no preparo e qualidade de ingredientes o tornam uma experiência inesquecível. Um bom indicador é a recusa do pessoal no balcão para lhe oferecer aquilo que você solicita quando a matéria- prima não for fresquíssima. Tomara que continue assim para sempre.

ROSA MORAES
Jun Sakamoto

Consistência, elegância , sutileza. Arroz no ponto certo, peixes, crustáceos e frutos do mar fresquíssimos. Sofisticados sushis de vieira, marisco vermelho, carapau, cavalinha gorda, enguia, lula, ostra, ouriço, torô… um mais delicioso que o outro. Ainda por cima, estava no meu dia de sorte: comi um gordíssimo sushi de atum bluefin e um de caranguejo do Alasca, recém chegados dos EUA, trazidos por um cliente que veio direto do aeroporto para o restaurante!

SAUL GALVÃO
Jun Sakamoto
Jun Sakamoto, sem dúvida. Também o Hideki agradou demais.

SILVIO GIANNINI
Original Shundi

Apresentação impecável, a consistência precisa do arroz e o frescor dos ingredientes e algumas iguarias raras fazem deste o melhor sushi atualmente servido na cidade. A presença constante do sushiman, que trabalha atrás do balcão, faz a diferença.

Tags: comida, culinária, Jun Sakamoto, Niguiri, Prêmio Paladar, Restaurantes, sushi
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08/10/2007 - 18:49h The Tire Man Weighs In

Michelin Ratings

Jean-Luc Naret, director of the Michelin Guide, unveils the New York ratings. (Andrew Harrer/Bloomberg News)

Michelin has just announced its third annual New York City restaurant ratings. Jean Georges, Le Bernardin and Per Se remained the city’s only restaurants with three Michelin stars. (Alain Ducasse at the Essex House was among them the first year, before it closed.)

Gordon Ramsay at the London joined Bouley, Daniel, Del Posto and Masa among the two stars restaurants, along with Picholine, which had previously had one star.

The new one-star retaurants are Anthos, Blue Hill, Dressler, in Williamsburg, Brooklyn, Gilt and L’Atelier de Joël Robuchon. JoJo retrieved a star it had lost last year. In perhaps the the biggest surprise, Craft lost its one star, along with Fiamma, La Goulue and Lever House.

The following also got one star: Annisa, Aureole, A Voce, Babbo, Café Boulud, Café Gray, Country, Cru, Danube, Devi, Etats-Unis, Fleur de Sel, Gotham Bar & Grill, Gramercy Tavern, Jewel Bako, Kurumazushi, The Modern, Oceana, Perry St., Peter Luger, Saul, Spotted Pig, Sushi of Gari, Veritas, Vong, Wallsé, wd~50.

From The New York Times

Tags: guias, Michelin, New York, Restaurantes, sociedade, TURISMO
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Intermezzo

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Ruggero Raimondi

“Votre toast”, ária da ópera Carmen, de Bizet




PERFIL LUIS FAVRE

blogdofavre@ig.com.br

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Foto de Luis Favre

Luis Favre Wemus

Luis Favre or Luiz Favre is the nom-de-guerre of Felipe Belisario Wermus (born 1949 Buenos Aires, Argentina). He was, as a young man, an Argentine union militant and member of Politica Obrera. Later he moved to France and became a leading member of the Internationalist Communist Organisation (OCI), a Trotskyist party in France, working especially in its international department. He moved to live in Brazil and is now a member of the PT.He is known to a broader public as the second husband of Marta Suplicy, ex-mayor of São Paulo and now a PT minister. Leia mais em Wikipedia.org http://en.wikipedia.org/wiki/Luis_Favre


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