<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Blog do Favre &#187; revista</title>
	<atom:link href="http://blogdofavre.ig.com.br/tag/revista/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://blogdofavre.ig.com.br</link>
	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
	<lastBuildDate>Tue, 24 Nov 2009 14:21:38 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Comissão responsabiliza servidor da Abin por grampo a presidente do STF</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/comissao-responsabiliza-servidor-da-abin-por-grampo-a-presidente-do-stf/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/comissao-responsabiliza-servidor-da-abin-por-grampo-a-presidente-do-stf/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 15 Nov 2008 13:40:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[Abin]]></category>
		<category><![CDATA[dantas]]></category>
		<category><![CDATA[grampo]]></category>
		<category><![CDATA[GSI]]></category>
		<category><![CDATA[Lacerda]]></category>
		<category><![CDATA[Noblat]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia]]></category>
		<category><![CDATA[revista]]></category>
		<category><![CDATA[Satiagraha]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>
		<category><![CDATA[Tribunal]]></category>
		<category><![CDATA[Veja]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/comissao-responsabiliza-servidor-da-abin-por-grampo-a-presidente-do-stf/</guid>
		<description><![CDATA[

Acusado é presidente da Associação dos Servidores da Abin. 
Ele e mais três pessoas são suspeitas de tramar escuta para derrubar cúpula da agência

Suspeito de ter feito grampo de Gilmar Mendes é da Abin

Comentários

BRASÍLIA &#8211; Investigações da Comissão de Sindicância do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) apontam o presidente da Associação dos Servidores da Abin [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3><font size="4"><br />
</font></h3>
<p><font size="5">Acusado é presidente da Associação dos Servidores da Abin. </font></p>
<p><font size="5">Ele e mais três pessoas são suspeitas de tramar escuta para derrubar cúpula da agência</font></p>
<h3></h3>
<p><font size="4"><strong>Suspeito de ter feito grampo de Gilmar Mendes é da Abin</strong></font></p>
<div id="rcm_st">
<div id="ler_cmt" style="display: none"><a href="http://oglobo.globo.com/pais/mat/2008/11/14/suspeito_de_ter_feito_grampo_de_gilmar_mendes_da_abin-586415298.asp#coment">Comentários</a></div>
</div>
<p>BRASÍLIA &#8211; Investigações da Comissão de Sindicância do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) apontam o presidente da Associação dos Servidores da Abin (Asbin), Nery Kluwe, como um dos principais suspeitos de participar da operação que resultou na produção e divulgação de trechos de uma <a href="http://oglobo.globo.com/pais/mat/2008/09/01/dialogo_grampeado_entre_gilmar_mendes_demostenes_torres_segundo_transcricao_da_revista_veja_-548032133.asp" target="_self">conversa do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO)</a>  . Segundo reportagem de   <strong>Jailton de Carvalho</strong> publicada neste sábado no GLOBO, o ministro-chefe do GSI, general Jorge Félix, tratou do assunto com dirigentes da Abin, na quinta-feira. Sindicalista há longo tempo, Kluwe lidera uma campanha interna para tirar o delegado Paulo Lacerda em caráter definitivo do comando da Abin. ( <a href="http://oglobo.globo.com/pais/noblat/#140194" target="_self">No blog do Noblat: Fonte foi a mesma da &#8220;Veja&#8221;</a>  )</p>
<div class="opn ftr">
<blockquote><p><font size="4"><strong><span class="abr">&#8220;</span>  			<span class="frs">  A fonte da &#8220;Veja&#8221; foi ele (Kluwe)  </span><span class="fch">&#8220;</span></strong></font></p></blockquote>
<hr /></div>
<p>Lacerda  <a href="http://oglobo.globo.com/pais/mat/2008/09/01/lula_afasta_toda_cupula_da_abin_em_resposta_grampo_no_supremo-548036517.asp" target="_self">foi afastado do cargo em caráter temporário</a>pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início de setembro, quando a revista &#8220;Veja&#8221; divulgou reportagem sobre suposto grampo. Gilmar Mendes cobrou providências imediatas de Lula e, no meio da crise, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, sugeriu o afastamento de Lacerda. Agora, o caso começa a tomar novos contornos.</p>
<p>- A fonte da &#8220;Veja&#8221; foi ele (Kluwe) &#8211; disse o general no encontro de quinta-feira, segundo relato de uma fonte do governo.</p>
<div class="opn ftr">
<blockquote><p><font size="4"><strong><span class="abr">&#8220;</span>  			<span class="frs">  Eu acredito em prova. Provar é impossível. Não fiz o grampo  </span><span class="fch">&#8220;</span></strong></font></p></blockquote>
<hr /></div>
<p>Em nota divulgada no início da noite desta sexta, o GSI nega que o general tenha apontado suspeitos de escutas telefônicas. A Comissão do GSI foi aberta em 5 de setembro com o objetivo de investigar o envolvimento de servidores da Abin no grampo dos telefones de Gilmar ou de Demóstenes. Desde então, a comissão vem chamando para depor servidores da Abin que trabalharam na <a href="http://oglobo.globo.com/economia/infograficos/2008/08/06/quem_quem_na_operacao_satiagraha-547602491.asp" target="_self">Operação Satiagraha</a> , investigação da Polícia Federal sobre o banqueiro Daniel Dantas que contou com o apoio de aproximadamente 80 analistas de inteligência. Kluwe também foi interrogado.</p>
<p>Ouvido pelo GLOBO, o presidente da Asbin negou as acusações:</p>
<p>- Suspeitam que eu sou o autor do grampo e do vazamento. Mas o ônus da prova cabe a quem acusa. Eu acredito em prova. Provar é impossível. Não fiz o grampo &#8211; afirmou.</p>
<p><a href="http://www.oglobodigital.com.br/" target="_self">Leia a matéria completa na edição deste sábado do GLOBO (somente para assinantes)</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/comissao-responsabiliza-servidor-da-abin-por-grampo-a-presidente-do-stf/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Muy amigo&#8230;</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/06/muy-amigo/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/06/muy-amigo/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 13 Jun 2008 11:27:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[Alckmin]]></category>
		<category><![CDATA[alstom]]></category>
		<category><![CDATA[Concorrência]]></category>
		<category><![CDATA[Consultoria]]></category>
		<category><![CDATA[contratos]]></category>
		<category><![CDATA[Cteep]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[Folha]]></category>
		<category><![CDATA[governo SP]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
		<category><![CDATA[licitações]]></category>
		<category><![CDATA[negócios]]></category>
		<category><![CDATA[propina]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>
		<category><![CDATA[revista]]></category>
		<category><![CDATA[Transporte]]></category>
		<category><![CDATA[Tucanos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2008/06/muy-amigo/</guid>
		<description><![CDATA[



Folha aponta para Martini, ligado a Alckmin
&#160;
 
No governo de SP, ex-diretor da Alstom dispensa licitação
Estatal firmou negócio de R$ 4,82 mi com empresa francesa sem concorrência
O contrato foi autorizado por engenheiro indicado pelo secretário de Energia de Alckmin, que hoje faz parte do governo Serra
DA REPORTAGEM LOCAL
MARIO CESAR CARVALHO E JOSÉ ERNESTO CREDENDIO &#8211; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/06/muy-amigo/5749/" rel="attachment wp-att-5749" title="serraapoiafolha.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/06/muy-amigo/5749/" rel="attachment wp-att-5749" title="serraapoiafolha.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/06/serraapoiafolha.jpg" alt="serraapoiafolha.jpg" /></a></div>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/06/muy-amigo/5748/" rel="attachment wp-att-5748" title="alstomfolha.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/06/muy-amigo/5748/" rel="attachment wp-att-5748" title="alstomfolha.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/06/alstomfolha.jpg" alt="alstomfolha.jpg" /></a></div>
<div style="text-align: center" align="left"><font size="4"><strong><em>Folha aponta para Martini, ligado a Alckmin</em></strong></font></div>
<p align="left">&nbsp;</p>
<p align="left"> <a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/06/muy-amigo/5759/" rel="attachment wp-att-5759" title="trem_457.gif"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/06/trem_457.gif" alt="trem_457.gif" align="left" height="278" width="267" /></a></p>
<p><font size="5"><strong>No governo de SP, ex-diretor da Alstom dispensa licitação</strong></font></p>
<p><strong>Estatal firmou negócio de R$ 4,82 mi com empresa francesa sem concorrência</strong></p>
<p><strong>O contrato foi autorizado por engenheiro indicado pelo secretário de Energia de Alckmin, que hoje faz parte do governo Serra</strong></p>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>MARIO CESAR CARVALHO E JOSÉ ERNESTO CREDENDIO &#8211; FOLHA DE SÃO PAULO</strong></p>
<p>Um ex-diretor da Alstom tornou-se presidente em 1999 de uma companhia do governo de São Paulo, a EPTE (Empresa Paulista de Transmissão de Energia), e dois anos depois fechou um negócio adicional com a Alstom de R$ 4,82 milhões sem concorrência, segundo documentos obtidos pela Folha.</p>
<p>O protagonista dessa história é o engenheiro eletricista José Sidnei Colombo Martini. Foi ele quem autorizou a EPTE a pagar R$ 4,82 milhões a mais à Alstom para que ela acondicionasse e armazenasse seis transformadores de 120 toneladas cada um. Os transformadores haviam sido comprados pela EPTE por R$ 110 milhões.</p>
<p>O armazenamento era necessário porque as obras civis de uma subestação no Cambuci, na região central de São Paulo, haviam atrasado. Subestação é o local onde a energia enviada por estações maiores sofre uma redução para ser distribuída aos consumidores.</p>
<p>Dois especialistas em licitações ouvidos pela Folha, sob a condição de que seus nomes não fossem citados, disseram estranhar que um contrato de R$ 110 milhões não contemplasse o possível atraso.</p>
<p><strong><br />
Exigência francesa</strong></p>
<p>A Alstom francesa exigiu em carta, da qual a Folha obteve uma cópia, que a própria empresa cuidasse do seguro dos transformadores e de seu armazenamento. Ameaçava não estender a garantia aos equipamentos caso outra empresa fosse contratada.</p>
<p>Martini aceitou a exigência sem questionamentos, segundo anotações que constam da ata de reunião da diretoria da EPTE, obtida pela Folha. A idéia de que não era necessário fazer uma nova licitação foi defendida por Celso Sebastião Cerchiari. Hoje, ele é diretor da Cteep, privatizada em 2006.</p>
<p>Documentos enviados por promotores suíços para o Brasil citam o caso da compra de R$ 110 milhões da Eletropaulo como um dos que a Alstom prometeu pagar &#8220;gratificações ilícitas&#8221; para conseguir negócios com o governo paulista.</p>
<p>Segundo o texto suíço, as propinas eram pagas por meio de contratos de consultoria fantasmas. O contrato com o consultor era o biombo que escondia o pagamento ilícito.</p>
<p>O caso da EPTE é apresentado como parte de um contrato maior, chamado Gisel (Grupo Industrial para o Sistema da Eletropaulo), projeto de 1983.</p>
<p>O consórcio Gisel era composto por Alstom, Cegelec, ABB e Lorenzetti. Como a Cegelec e a ABB foram compradas pela Alstom, o consórcio acabou reduzido a duas empresas.</p>
<p>Martini tem ligações com o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB). Em julho de 2003, ele conseguiu que a ABB (Asea Brown Boveri) doasse 40 kits de padarias artesanais para a então primeira-dama Lu Alckmin. No evento de entrega dos kits, estavam presentes executivos da empresa francesa.</p>
<p>Em abril de 2006, a Cteep deu um patrocínio de R$ 60 mil para a revista &#8220;Ch&#8217;an Tao&#8221;, da Associação de Medicina Tradicional Chinesa do Brasil, presidida pelo médico Jou Eel Jia.<br />
O médico era acupunturista de Alckmin, à época pré-candidato do PSDB à Presidência da República. A Cteep ainda pertencia ao governo paulista.</p>
<p>Procurado pela Folha, Alckmin disse que Martini foi indicado pelo então secretário de Energia, Mauro Arce, hoje secretário dos Transportes do governador José Serra (PSDB).</p>
<p><strong>O presidente</strong></p>
<p>A EPTE nasceu de uma cisão do patrimônio da Eletropaulo, privatizada em 1998. Em 2001, a EPTE foi incorporada pela Cteep (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista). Martini, que havia saído da Alstom em 1999, assumiu nesse processo a presidência da Cteep. Em 2006, a Cteep foi vendida pelo governo paulista por R$ 1,19 bilhão para o grupo colombiano Interconexión Elétrica S.A.<br />
Martini continua presidindo a empresa, rebatizada com o nome de Transmissão Paulista. Ela opera 12.144 quilômetros de linha de transmissão e 102 subestações. O lucro da Cteep em 2007 foi de 630%.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/06/muy-amigo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>&#8220;Bush é horrível demais para ser esquecido&#8221;, diz Philip Roth</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/05/bush-e-horrivel-demais-para-ser-esquecido-diz-philip-roth/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/05/bush-e-horrivel-demais-para-ser-esquecido-diz-philip-roth/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 16 May 2008 18:12:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[autores]]></category>
		<category><![CDATA[Bush]]></category>
		<category><![CDATA[Clinton]]></category>
		<category><![CDATA[escritores]]></category>
		<category><![CDATA[hillary]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[negros]]></category>
		<category><![CDATA[Obama]]></category>
		<category><![CDATA[prêmios]]></category>
		<category><![CDATA[Republicanos]]></category>
		<category><![CDATA[revista]]></category>
		<category><![CDATA[Roth]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2008/05/bush-e-horrivel-demais-para-ser-esquecido-diz-philip-roth/</guid>
		<description><![CDATA[Philip Roth
Blog Rosebud
O escritor americano Philip Roth falou à Spiegel sobre envelhecimento, sobre por que George W. Bush é o pior presidente americano da história, e revelou por que nunca dá o seu número de celular a ninguém.
Philip Roth, que vai completar 75 anos em março, é um dos autores norte-americanos vivos mais aclamados pela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><img src="http://bp0.blogger.com/_oD-g-o8rcMQ/SB1d4ib779I/AAAAAAAAAYE/cWiaCmIoNro/s400/01_roth.jpg" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196412770953457618" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center" border="0" />Philip Roth</p>
<p><strong>Blog Rosebud</strong></p>
<p>O escritor americano Philip Roth falou à Spiegel sobre envelhecimento, sobre por que George W. Bush é o pior presidente americano da história, e revelou por que nunca dá o seu número de celular a ninguém.</p>
<p>Philip Roth, que vai completar 75 anos em março, é um dos autores norte-americanos vivos mais aclamados pela crítica. Seu livro &#8220;O Complexo de Portnoy&#8221;, de 1969, levou-o à fama, e ele deu continuidade ao sucesso, ganhando o prêmio Pulitzer com o livro &#8220;Pastoral Americana&#8221;, de 1997.</p>
<p>Muitos de seus livros têm o alter-ego ficcional de Roth, Nathan Zuckerman, como personagem principal. Zuckerman aparece novamente no último trabalho de Roth, &#8220;Exit Ghost&#8221;, em que o personagem volta a Nova York depois de muitos anos de exílio no interior da Nova Inglaterra.</p>
<p>A Spiegel conversou com Roth sobre &#8220;Exit Ghost&#8221;, as eleições americanas e os prazeres da vida no campo.</p>
<p><span id="more-5310"></span><br />
<strong><br />
Spiegel &#8211; Senhor Roth, quantas vezes você tentou matar Nathan Zuckerman, o herói e narrador de muitos de seus livros?</strong></p>
<p><strong>Philip Roth -</strong> (risos) Eu não sei &#8211; você sabe?</p>
<p><strong>Spiegel &#8211; Três vezes. Uma em &#8220;Deception&#8221;&#8230;</strong></p>
<p><strong>Roth -</strong> Ah, é verdade, eu tinha me esquecido dessa.</p>
<p><strong>Spiegel &#8211; E depois novamente em &#8220;The Counterlife&#8221;, quando ele tinha 44 anos. Agora, em seu novo livro &#8220;Exit Ghost&#8221;, ele aparece bem vivo, aos 71 anos de idade, mas você o mata novamente.</strong></p>
<p><strong>Roth -</strong> Não o matei. Só mandei ele para casa.</p>
<p><strong>Spiegel &#8211; &#8220;Foi embora para sempre&#8221;, foi o que o senhor escreveu. Faz alguma diferença?</strong></p>
<p><strong>Roth -</strong> Com certeza.<br />
<strong><br />
Spiegel &#8211; Nathan Zuckerman é um escritor que costumava viver sozinho no interior &#8211; um pouco parecido com o escritor Philip Roth &#8211; mas depois volta para Nova York. Ele está tentando escapar da idade avançada, tentando se tornar forte novamente?</strong></p>
<p><strong>Roth -</strong> Ah, talvez ele tente, mas acho que este último livro é de fato sobre a vida que o está deixando. Ele não tem mais o espírito de luta dentro de si. Por alguns momentos, há uma explosão de luta e virilidade, mas ele acaba fugindo.<br />
<strong><br />
Spiegel &#8211; Será que esse vai ser o fim de Zuckerman?</strong></p>
<p><strong>Roth -</strong> Sim.<br />
<strong><br />
Spiegel &#8211; Por que o senhor quis eliminar o seu personagem mais famoso?</strong></p>
<p><strong>Roth -</strong> Nem eu mesmo percebi que tinha o desejo de chegar a um final. Se me lembro bem, isso simplesmente aconteceu. Quando comecei o livro, não sei se pensei que seria o último.</p>
<p><strong>Spiegel &#8211; Você não tinha um plano quando começou o livro?</strong></p>
<p><strong>Roth -</strong> Acho que não. A história simplesmente levou àquele final. E, da forma que ela se desenrolou, acabou trazendo um acabamento e uma conclusão. Mas, no começo&#8230; tudo o que havia era a idéia da sua volta. Você conhece a história de Rip Van Winkle? Rip Van Winkle ficou adormecido por 20 anos, e então acordou. Isso foi o que aconteceu com Zuckerman ao voltar para a cidade. Eu tive de descobrir o que ele iria descobrir &#8211; o que ele iria ver, como as pessoas seriam, principalmente os jovens. Foi uma história de descobertas, como é a maioria dos meus livros.</p>
<p><strong>Spiegel &#8211; E o que ele descobriu foram telefones celulares.</strong></p>
<p><strong>Roth -</strong> Ele ainda vive na era da máquina de escrever. E então ele vê as pessoas falando sozinhas na rua.</p>
<p><strong>Spiegel &#8211; O pano de fundo do livro são as eleições de 2004. Por que isso foi importante para você?</strong></p>
<p><strong>Roth -</strong> A decepção foi muito grande, principalmente entre os jovens. Pareceu para mim um momento histórico forte. Imaginei que fosse trazer um colorido forte, um bom pano de fundo.</p>
<p><strong>Spiegel -</strong> <strong>Em outras palavras, você escolheu o pano de fundo por motivos puramente técnicos?</strong><br />
<strong><br />
Roth -</strong> Sempre tento fazer com que haja algo acontecendo no livro além da história principal. E senti que isso me daria uma boa oportunidade para fazer com que todos se comportassem e agissem de forma a mostrar suas emoções por causa da eleição. Permitiu que eu trouxesse o jovem casal à vida e também salientou a diferença entre eles e Zuckerman.</p>
<p><strong>Spiegel &#8211; Ele é cínico e o casal é furioso.</strong></p>
<p><strong>Roth -</strong> É isso, apesar de que eu não diria que ele é cínico, mas sim que está acabado. Aquilo tudo acabou para ele.<br />
<strong><br />
Spiegel &#8211; Você ainda se importa com política? Está acompanhando as eleições de 2008?</strong></p>
<p><strong>Roth -</strong> Infelizmente sim. Eu parei de acompanhar até uns dois anos atrás &#8211; até lá, a política não era real. Então assisti os primeiros debates de New Hampshire, e os republicanos foram tão inacreditavelmente impossíveis. Assisti o debate dos democratas e me interessei por Obama. Acho que vou votar nele.<br />
<strong><br />
Spiegel &#8211; O que fez com que você se interessasse por Obama?</strong></p>
<p><strong>Roth -</strong> Primeiro o fato de ele ser negro. Sinto que a questão da raça nesse país é mais importante do que a questão feminista. Acho que a importância para os negros será enorme. Ele é um homem atraente, inteligente, e bastante articulado. Sua posição no Partido Democrata é mais ou menos OK para mim. E acho que vai ser importante para os negros americanos que ele seja presidente.<br />
<strong><br />
Spiegel &#8211; Poderia mudar a sociedade, não é verdade?</strong><br />
<strong><br />
Roth -</strong> Sim, poderia. Isso iria dizer algo sobre esse país, e seria algo maravilhoso. Não sei se vai acontecer. Eu raramente voto em alguém que vença. Pode ser o beijo da morte se você escrever na sua revista que eu vou votar em Obama. Ele estará acabado!<br />
<strong><br />
Spiegel &#8211; A discussão sobre Obama nos fez lembrar de seu personagem Coleman Silk, o herói de &#8220;A Marca Humana&#8221;, que é um negro com a pele muito clara, e que inventa uma biografia judia. O ponto a que queremos chegar é a questão da identificação, sobre o comportamento certo e o errado. Será que Obama é negro o suficiente?</strong></p>
<p><strong>Roth -</strong> Sei que essa discussão pode ir adiante, mas acho que ela vai desaparecer se ele for nomeado. A realidade dessa corrida vai deixar isso de lado. De qualquer forma, qualquer um que seja metade branco, metade negro, é considerado negro. Basta uma gota de sangue.</p>
<p><strong>Spiegel &#8211; Que os brancos o considerem negro, tudo bem. Mas a questão é se os negros o consideram negro.</strong></p>
<p><strong>Roth -</strong> Eles irão considerá-lo à medida que as eleições seguirem em frente. Se ele conseguir a nomeação.<br />
<strong><br />
Spiegel &#8211; Você de fato acredita que Obama poderia mudar Washington ou mudar a política?</strong></p>
<p><strong>Roth -</strong> Tenho interesse simplesmente em ver como seria a presença dele no governo. Você sabe quem ele é, de onde vem, essa é a mudança. Também é assim com Hillary Clinton, mas a grande diferença está em quem é ela. E a respeito de toda a retórica sobre mudança, mudança, mudança &#8211; é pura semântica, não significa nada. Eles irão responder às situações conforme elas aparecerem.<br />
<strong><br />
Spiegel &#8211; Você se interessa pelos Clinton como um casal? Eles são figuras literárias?</strong></p>
<p><strong>Roth -</strong> Ah, esse é o lado telenovela. Eles são tremendamente agressivos, acho que eles são capazes de falar ou fazer qualquer coisa, mas não, eles não me interessam como um casal. Bill Clinton era interessante como presidente &#8211; eu não sei o que ele é agora. Acho que eles podem estar exagerando ao tentar o jogo novamente, sendo agressivos, e as pessoas vão se irritar com isso.</p>
<p><strong>Spiegel &#8211; O que vai ficar do presidente atual, George W. Bush? Será que ele vai ser esquecido depois de sair do governo?</strong></p>
<p><strong>Roth -</strong> Não, ele foi horrível demais para ser esquecido. Haverá muita coisa escrita sobre isso. E há muito a ser escrito sobre a guerra. Há muito para ser escrito sobre o que ele fez com o reaganismo, uma vez que ele foi muito mais longe que Reagan. Então ele não será esquecido. Já disseram que ele foi o pior presidente que os Estados Unidos já tiveram. Na minha opinião, isso é verdade.</p>
<p><strong>Spiegel &#8211; Por quê?</strong></p>
<p><strong>Roth -</strong> Bem, principalmente por causa da guerra, da decepção com a entrada na guerra. O cinismo absoluto que envolveu a decepção. O custo da guerra, o Tesouro e as vidas dos americanos. Foi hediondo. Não há nada parecido com isso. Em segundo lugar, por causa de sua atitude em relação ao aquecimento global, que é uma crise mundial; e eles foram extremamente indiferentes, até mesmo hostis, em relação a qualquer tentativa de enfrentar o problema. E mais isso, mais aquilo, mais isso, mais aquilo&#8230; Ou seja, ele fez um grande estrago.<br />
<strong><br />
Spiegel &#8211; Já que o seu livro se passa na semana das eleições de 2004, você saberia explicar por que os americanos votaram em Bush pela segunda vez?</strong><br />
<strong><br />
Roth -</strong> Acho que foi pelo fato de estar em guerra e não querer mudar, além de estupidez política. Por que alguém elege uma determinada pessoa? Pensei bastante sobre John Kerry quando ele começou a campanha, mas ele não conseguia competir com Bush. Os democratas não são brutos, o que é muito ruim, porque os republicanos são brutos. E os brutos vencem.</p>
<p><strong>Klaus Brinkbäumer e Volker Hage<br />
Tradução: Eloise De Vylder<br />
Der Spiegel </strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/05/bush-e-horrivel-demais-para-ser-esquecido-diz-philip-roth/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Un héroe singular, reinventado por el creador de Sin City</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/05/un-heroe-singular-reinventado-por-el-creador-de-sin-city/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/05/un-heroe-singular-reinventado-por-el-creador-de-sin-city/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 12 May 2008 18:17:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[artistas]]></category>
		<category><![CDATA[aventuras]]></category>
		<category><![CDATA[books]]></category>
		<category><![CDATA[caricaturas]]></category>
		<category><![CDATA[filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Frank Miller]]></category>
		<category><![CDATA[historietas]]></category>
		<category><![CDATA[revista]]></category>
		<category><![CDATA[Sin City]]></category>
		<category><![CDATA[The Spirit]]></category>
		<category><![CDATA[Will Eisner]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2008/05/un-heroe-singular-reinventado-por-el-creador-de-sin-city/</guid>
		<description><![CDATA[Considerado el cómic más innovador e influyente de todos los tiempos, The Spirit, de Will Eisner, llega a la pantalla grande nada menos que de la mano de Frank Miller, el gran historietista y hombre clave detrás de las versiones cinematográficas de Sin City y 300. Se cumple así con un sueño soñado, entre otros, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Considerado el cómic más innovador e influyente de todos los tiempos, The Spirit, de Will Eisner, llega a la pantalla grande nada menos que de la mano de Frank Miller, el gran historietista y hombre clave detrás de las versiones cinematográficas de Sin City y 300. Se cumple así con un sueño soñado, entre otros, por el cineasta William Friedkin (El exorcista), que ya tiene un tráiler en YouTube y acusaciones de herejía en los foros de especialistas, curiosos y fans.</p>
<div align="center"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" width="425" height="355"><param name="width" value="425" /><param name="height" value="355" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/j1F-97xJ33E&amp;hl=en" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="355" wmode="transparent" src="http://www.youtube.com/v/j1F-97xJ33E&amp;hl=en"></embed></object></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Adncultura*com &#8211; La Nación &#8211; Por Juan Manuel Domínguez</strong></p>
<p>&#8220;Creo firmemente que este medio es capaz de tratar temas mucho más allá del típico esquema de persecución y venganza o la rutina de dos mutantes a las piñas; si he ayudado a demostrar eso, no puedo pedir más. Ese aplauso durará algunos años después de que me vaya, y luego se desvanecerá en la historia.&#8221; La frase se lee en el libro  Eisner/Miller  -una versión megalomaníaca del mundo de las historietas, con ecos del diálogo entre Truffaut y Hitchcock de  El cine según Hitchcock-  , y parece que dejó helado a Frank Miller, el creador de cómics transformados en los films  Sin City  y  300  , actual encargado de la nueva versión fílmica de  The Spirit , el clásico de Eisner. &#8220;Creo que se te va a recordar por mucho más&#8221;, respondió entonces Miller, sin saber que tendría la oportunidad de concretar esa sospecha en el mismísimo funeral de su amigo y colega. Allí, mientras  Sin City  se convertía en un gran éxito en las salas de todo el mundo, el productor Michael Uslan se acercó al hombre clave en la renovación de los superhéroes en los años 80. Su idea era usar la estética digital y los contrastes cuasi plenos de  Sin City  para llevar a cabo uno de los proyectos soñados y perseguidos, entre otros, por William Friedkin, director de  El exorcista  : la película de  The Spirit . Y aunque la primera respuesta fue una respetuosa negativa, el tráiler que actualmente circula en la Web (disponible en www.mycityscreams.com) demuestra que Miller y su desmesurado ego nunca hubieran dejado el proyecto en manos que no hubieran estrechado las de Eisner.</p>
<p><span id="more-5180"></span></p>
<p><img src="http://adncultura.lanacion.com.ar/anexos/imagen/08/821748.jpg" align="left" border="0" height="388" width="253" /><br />
Aunque Miller sostiene que su versión es más una actualización que una copia viñeta a viñeta, las acusaciones de herejía rebosan los foros especializados. ¿Qué lleva a no pocos fanáticos de Superman y demás superamigos a crucificar a Miller, bajo el cargo de ser un Judas a 24 cuadros por segundo? ¿Tal vez el hecho de que, en la película, el protagonista -un policía que vuelve de la muerte- tiña de negro su prototípico uniforme de guantes, sombrero y traje azul de tres piezas? ¿La &#8220;deslealtad&#8221; de forzar su eterno formato de siete páginas semanales a una sola aventura de hora y media? ¿El aspecto de personaje salido de una servilleta firmada por Dashiell Hammett, que lo aleja de su imagen más cercana a la de un hijo no reconocido de Cary Grant? ¿El despropósito de centrar la cámara en Spirit, cuando en realidad Eisner usaba la viñeta para narrar vidas anónimas, con el enmascarado como excusa? ¿La desaparición de la trama de un Robin de color llamado &#8220;Ebony White&#8221; (&#8230;bano blanco)? ¿El tono aparentemente grave que se le da a una historieta tan hedonista como sentida y aventurera? Tal vez todo esto hiera el corazón de los fans, pero lo cierto es que solo se han visto menos de dos minutos.</p>
<p>Quizá la introducción a El espíritu de una vida (Norma, 2008), la biografía oficial de Eisner escrita por el narrador e historietista Michael Chabon ayude a entender las objeciones de los, digamos, &#8220;creyentes&#8221;. Allí, Chabon utiliza una cita de Gustave Flaubert para establecer la importancia real de Eisner y sus aportes: &#8220;Un autor en su libro debe ser como Dios en el universo, presente en todas partes pero nunca visible&#8221;. Lo curioso es que aquel lugar en el que Eisner está presente pero invisible es nada más y nada menos que la historieta estadounidense como industria. Y no es que sobre Eisner recaigan méritos enciclopédicos al estilo &#8220;el creador del primer cómic&#8221; (aunque inventó muchas cosas que serían fundamentales para el medio). En Eisner, en su obra y en su historia personal, pueden rastrearse, sin excavar mucho, el pasado y la evolución del cómic en Estados Unidos. No solo las innovaciones gráficas que le permitía su destreza de artista visual. Su forma de hacer negocios, su interés en varias facetas poco conocidas del medio (como la impresión), sus errores, sus influencias, sus anécdotas, su osadía y su legado, son elementos que dibujan una cartografía del medio. Los cómics como apéndice de los diarios, industria o contracultura, vendidos en revisteros o en un mercado monopólico de nivel y alcance mundiales: Eisner vio, vivió y dibujó todo eso.</p>
<p>Judío crecido en un gueto italiano de Nueva York, su primer trabajo llegó en forma de orden de su madre, Fannie: &#8220;¡A vender diarios!&#8221;. Como muestra en su tira semiautobiográfica, Viaje al corazón de la tormenta , el joven Billy Eisner escondía su vergüenza laboral entre los diarios que vendía y allí, en las páginas salvadoras, descubriría el Popeye de E. C. Segar y, sobre todo, la surrealista historieta Krazy Kat , de George Herriman, obra de la que Eisner sostenía, en el reciente documental Portrait of a Sequential Artist , que fue su mayor inspiración para los grandes cambios que realizaría en los encuadres y la disposición de la página, muy cercanos a los recursos cinematográficos.</p>
<p>Pero si su madre lo mandaba a vender diarios, su padre recompensaba su esfuerzo y curiosidad al conseguirle una cita con Ham Fisher, autor de la tira Joe Palooka . Y en esa entrevista laboral, Eisner se enamoró de una vez y para siempre del arte del dibujo. Tanto, que la única frase que pudo articular fue &#8220;¿Qué tipo de pluma usas?&#8221;. Con esa misma curiosidad y deseo de superación, que en su adolescencia lo habían llevado a competir constantemente con su compañero de secundaria Bob Kane (el creador de Batman ), un Eisner de apenas 20 años se lanzó a una empresa nueva, para él y para el medio: el estudio Eisner &amp; Iger.</p>
<p>En aquella época, y frente al éxito de las historietas en los diarios, se editaban revistas que compilaban las tiras, como Famous Funnies . Era obvio que, en un determinado momento, la cantidad de historietas a reeditar se agotaría, así que la propuesta de Eisner &amp; Iger consistió en generar contenidos nuevos. En en esa sociedad -como cuando escribía cómics educativos en el ejército o durante su alejamiento del medio para trabajar en publicidad-, Eisner transformaba en dogma la reflexión de un amigo sobre su habilidad para los negocios y el tablero: &#8220;Cuando estás detrás de la mesa de un despacho haces feliz a tu madre; cuando estás en tu mesa de dibujo, a tu padre&#8221;. Los colegas del estudio compartían pasado (en su gran mayoría eran hijos de inmigrantes judíos) y futuro: nombres como Jack Kirby o Lou Fine terminarían por formar parte del Olimpo del cómic. Mientras tanto, el día a día lo marcaban las trompadas contra mafiosos de cuarta categoría o las bromas entre colegas, como las que Eisner sufría por haber rechazado a un personajucho llamado Superman.</p>
<p>A pesar del éxito del estudio, Eisner siempre fue un hombre más bien tímido, del bando de los recluidos. Incluso cuando, tras conseguir un arreglo inédito para esos años (la propiedad de los derechos de la obra), malvendió su parte de Eisner &amp; Iger para hacer The Spirit como suplemento dominical de varios matutinos, la frase que definía su capacidad para contar una y cien historias sobre pequeñas personas es demoledora: &#8220;Dibujaba las vidas que creía que otras personas estaban teniendo&#8221;. A partir de 1940, fecha de publicación de la primera historieta de The Spirit , Eisner logró utilizar a su enmascarado sin poderes (cedió en el uso del antifaz, pero no en las características de su personaje) como una síntesis estética de diversos clásicos: planos salidos de El ciudadano y La dama de Shanghai de Orson Welles y el cine negro de Fritz Lang, el nervio de Guy de Maupassant y Edgar Allan Poe (a veces Eisner adaptaba sus cuentos) y la textura, como siempre en su obra, de la ciudad de Nueva York. Un combo que daba lugar a historias y dibujos extraordinarios en el Caribe, mar adentro, en el espacio exterior y, por supuesto, en la ciudad, destacada en la primera página, que incluía una variante visual para capturar al lector, como la palabra &#8220;Spirit&#8221; formada con ventanas, papeles o pentagramas. En distintas épocas y tonos, desde sus comienzos hasta su extinción (el desgano ganó la batalla que el archienemigo Octopus nunca logró) pasando por el paréntesis al que lo obligó el paso de Eisner por el ejército, The Spirit nunca fue otra cosa que pequeños grandes relatos de alta inventiva visual, en los que se traslucen las ansiedades del autor -no hay femme fatale en Spirit con la que el personaje no lo pase más que bien-, su experiencia de vida y sus ambiciones narrativas. De los cientos de fábulas que componen The Spirit , Eisner sostenía que su favorita siempre fue &#8220;La historia de Gerhard Shnobble&#8221;, el relato de un hombre común que, tras ser despedido de su trabajo, se propuso demostrarle al mundo que podía volar. Mientras Shnobble planea entre los rascacielos de Nueva York, es alcanzado por la bala de unos bandidos que pelean contra Spirit (que ni se entera de Shnobble). Y Eisner escribe: &#8220;Y así muerto Gerhard Shnobble, se precipitó hacia abajo. Pero no lo lloren. Lloren por la humanidad. Pues de toda la muchedumbre que asistió a su muerte, ni una sola llegó siquiera a sospechar que, aquel día, Gerhard Shnobble había volado&#8221;.</p>
<p>En esa historia, que no era excepción, estaba la semilla que se transformaría en bosque cuando Eisner volviera de su retiro de casi 20 años alejado del comic: contar las historias que transcurrían a espaldas de The Spirit , narrar siempre con un ojo en el pasado y poniendo en juego sus experiencias personales. Y es que, en medio de una fiebre por The Spirit motivada por un texto de su ex colaborador Jules Feiffer en el libro The Great Comic Book Heroes , una nota periodística acompañada de unas páginas nuevas y el relanzamiento en las editoriales Kitchen Sink y Warren, el autor tenía una historia nueva. Cuenta su biografía que en épocas de Spirit , un colega cuya hija había fallecido de cáncer el día anterior entró llorando al estudio. Eisner lo miró y le dijo a su hermano Pete: &#8220;Si eso me pasara a mí alguna vez, yo no podría trabajar&#8221;. Al poco tiempo, se le diagnosticó leucemia a su hija Alice. La muerte de Alice a los 16 años se convirtió en el motor de la primera de las cuatro historias de Un contrato con Dios . Mientras algunos sostenían que ese trabajo inventaba la novela gráfica, la importancia de la obra que ninguna editorial grande quiso publicar radicaba en que Eisner gritaba, a través de la historia de un rabino que perdía a su niña, toda su furia contenida. Y demostraba que en el cómic no solo cabían aventuras, ansias y enseñanzas en una viñeta: también podía entrar una vida entera, y la tragedia sin caricaturas de la muerte. Gracias a esa historia y el estímulo de Cat Yronwode, una joven fanática que ayudó a organizar los archivos de Eisner y le pidió que transformara sus anécdotas en cómics, dedicó su último período a contar su vida a través de diversos personajes: El sueñero , A Life Force , Una cuestión de familia , Pequeños milagros y media docena más de títulos. Caballos de Troya que, a pesar de su público joven, hablaban con aquellos que tenían las mismas dudas, recuerdos y dolores que él.</p>
<p>Will Eisner, el Mil Caras: el hombre que rechazó ser editor de Marvel Comics, el que según el dibujante de Tarzán &#8220;tuvo que crear un premio con su nombre para poder recibir uno&#8221;, el mismo para quien el mayor elogio fue: &#8220;Señor Eisner, acabo de volver de Nueva York y ¿sabe?: es igual que en sus cómics&#8221;, y el que escribió El cómic y el arte secuencial , teoría de la historieta en una época en la que nadie la ensayaba. Su trabajo final fue el que siempre había querido hacer: como parte de un trueque con Michael Chabon a cambio de la citada introducción a su biografía, Eisner dibujó y entintó un relato en el que el Escapista conoce a Spirit. La noche en que terminó las páginas, Eisner fue internado y, dos semanas y media después, moría. Ahora, la relativa proximidad del estreno (prevista para enero del año próximo) de la versión Miller de la que muchos consideran su obra cumbre trae lo mejor de Eisner: el espíritu del artista que sin duda sabía volar. adn WILL EISNER</p>
<p>Creador de The Spirit, muy posiblemente el cómic más innovador e influyente de todos los tiempos, Eisner encontró su vocación tras vender diarios en las calles. Escondido entre las páginas que en realidad debía vender, así empezó a leer las tiras que luego lo inspirarían. Sus originales destacan por el uso de los encuadres, más próximos al cine de Orson Welles que a las historietas de superhéroes.</p>
<div align="center"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" width="425" height="355"><param name="width" value="425" /><param name="height" value="355" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/aTKoIf4IO4Y&amp;hl=en" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="355" wmode="transparent" src="http://www.youtube.com/v/aTKoIf4IO4Y&amp;hl=en"></embed></object></div>
<p><span><a href="http://sincity.kryspin.net/" target="_blank" title="http://sincity.kryspin.net/" rel="nofollow">http://sincity.kryspin.net/</a><br />
<a href="http://www.imdb.com/title/tt0831887/" target="_blank" title="http://www.imdb.com/title/tt0831887/" rel="nofollow">http://www.imdb.com/title/tt0831887/</a></span></p>
<p>The spirit (2009) Teaser<br />
Dir. Frank Miller</p>
<p>Adapted from the legendary comic book series created by Will Eisner, The Spirit is a classic action-adventure-romance written for the screen and directed by genre-twister Frank Miller (creator of &#8220;300&#8243; and &#8220;Sin City&#8221;). It is the story of a former rookie cop who returns mysteriously from the dead as the Spirit (Gabriel Macht) to fight crime from the shadows of Central City. His arch-enemy, the Octopus (Samuel L. Jackson) has a different mission: he&#8217;s going to wipe out Spirit&#8217;s beloved city as he pursues his own version of immortality. The Spirit tracks this cold-hearted killer from Central City&#8217;s rundown warehouses, to the damp catacombs, to the windswept waterfront&#8230; all the while facing a bevy of beautiful women who either want to seduce, love or kill our masked crusader. Surrounding him at every turn are Ellen Dolan (Sarah Paulson), the whip-smart girl-next-door; Silken Floss (Scarlett Johansson), a punk secretary and frigid vixen; Plaster of Paris (Paz Vega), a murderous French nightclub dancer; Lorelei (Jaime King), a phantom siren; and Morgenstern (Stana Katic), a sexy young cop. Then of course, there&#8217;s Sand Saref (Eva Mendes), the jewel thief with dangerous curves. She&#8217;s the love of his life turned bad. Will he save her or will she kill him? In the vein of Batman Begins and Sin City, The Spirit takes us on a sinister, gut-wrenching ride with a hero who is born, murdered and born again.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/05/un-heroe-singular-reinventado-por-el-creador-de-sin-city/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Um marco legal para a mídia</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/um-marco-legal-para-a-midia/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/um-marco-legal-para-a-midia/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 23:22:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MÍDIA]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[Britto]]></category>
		<category><![CDATA[censura]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[concessões]]></category>
		<category><![CDATA[Congresso]]></category>
		<category><![CDATA[Constituição]]></category>
		<category><![CDATA[Deputados]]></category>
		<category><![CDATA[direitos]]></category>
		<category><![CDATA[Estatais]]></category>
		<category><![CDATA[ética]]></category>
		<category><![CDATA[Globo]]></category>
		<category><![CDATA[imagem]]></category>
		<category><![CDATA[imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[informação]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Jornais]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[legislação]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdades]]></category>
		<category><![CDATA[Lobby]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[multas]]></category>
		<category><![CDATA[ombudsman]]></category>
		<category><![CDATA[PDT]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia]]></category>
		<category><![CDATA[políticos]]></category>
		<category><![CDATA[processos]]></category>
		<category><![CDATA[radiodifusão]]></category>
		<category><![CDATA[regulação]]></category>
		<category><![CDATA[revista]]></category>
		<category><![CDATA[SBT]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[telefonia]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>
		<category><![CDATA[web]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/um-marco-legal-para-a-midia/</guid>
		<description><![CDATA[O advogado Pedro Serrano defende regras para evitar abusos de poder da grande mídia.
Verônica Couto &#8211; Revista ARede
A Lei de Imprensa ficou caduca, e 22 de seus artigos foram suspensos, em fevereiro, por liminar do ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal (STF). A remoção do “entulho autoritário” foi comemorada por jornalistas e ativistas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O advogado Pedro Serrano defende regras para evitar abusos de poder da grande mídia.</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Verônica Couto &#8211; Revista ARede</strong></p>
<p><img src="http://www.arede.inf.br/images/stories/internas/arede35/entrevista_IMG_9722-b.jpg" alt="L'image “http://www.arede.inf.br/images/stories/internas/arede35/entrevista_IMG_9722-b.jpg” ne peut être affichée car elle contient des erreurs." align="right" />A Lei de Imprensa ficou caduca, e 22 de seus artigos foram suspensos, em fevereiro, por liminar do ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal (STF). A remoção do “entulho autoritário” foi comemorada por jornalistas e ativistas dos direitos humanos. Mas há quem pergunte se é bom para a sociedade viver sem uma lei que regule a atividade da imprensa, ou da mídia, em geral. Para o advogado constitucionalista Pedro Serrano, o vácuo regulatório é ruim para o cidadão. Deve-se aproveitar o momento, diz ele, para debater um novo marco legal, que aumente a responsabilidade social da mídia. Em vez de uma Lei de Imprensa, o advogado propõe uma Lei de Garantia de Direito da Informação. De um lado, impedindo a censura prévia, por quaisquer meios; de outro, protegendo o cidadão de abusos praticados em quaisquer veículos — jornal, rádio, TV, internet.</p>
<p>Sem isso, destaca Pedro Serrano, não há, por exemplo, garantia de direito de resposta; e as indenizações por crimes de calúnia e difamação, em ações baseadas apenas nos Códigos Civil ou Penal, têm valores ínfimos, em comparação ao porte das empresas. Ele é a favor de multas pesadas, sem limites prévios, e de um papel de regulador ético da atividade para o Judiciário. E, de modo a assegurar um espírito realmente republicano à comunicação no Brasil, defende o fim da renovação automática das concessões de radiodifusão, prevista no próprio texto constitucional. “É mecanismo imperial e absurdo”, diz.</p>
<p>A decisão de Ayres Britto vale até o julgamento, pelo STF, do mérito da ação impetrada pelo PDT, que acusa a Lei de Imprensa de inconstitucionalidade — uma Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental. E há, também, na Câmara dos Deputados, desde 1992, um projeto de substitutivo da Lei de Imprensa (PL 3.232). Entre outras coisas, prevê multa indenizatória com base em critérios como tiragem, mas sem definição de teto.</p>
<p><span id="more-4943"></span></p>
<p><strong>ARede • Por que foi importante, técnica e politicamente, a decisão do STF, de tornar sem efeito artigos da Lei de Imprensa?</strong><br />
Pedro • Até então, muitas decisões já vinham considerando inconstitucionais alguns dispositivos da Lei de Imprensa, face à Constituição de 88. Mas elas tinham efeito limitado às partes do processo; a lei, como norma geral, continuava valendo. À medida que se fosse atingido por alguns daqueles dispositivos, era preciso alegar a inconstitucionalidade e aguardar decisão judicial. Tecnicamente, o maior benefício da decisão [do STF] é o que se chama ergo omni, expressão que significa válido para todos, com efeito para toda a sociedade. Já no sentido político, indiretamente, há uma alerta feito pelo Judiciário ao Legislativo, de que deve produzir uma nova regulação sobre o assunto. O Legislativo pode até concluir que não deve haver regulamentação especial para a imprensa, do que eu particularmente discordo. Nesse caso, que revogue a legislação de imprensa, mas que decida a respeito, como é papel do Parlamento.</p>
<p><strong>ARede • E por que você é a favor de uma lei específica para a imprensa?</strong></p>
<div align="left"><img src="http://www.arede.inf.br/images/stories/internas/arede35/entrevista_IMG_9770.jpg" alt="L'image “http://www.arede.inf.br/images/stories/internas/arede35/entrevista_IMG_9770.jpg” ne peut être affichée car elle contient des erreurs." align="right" />Pedro • Estado de Direito é o Estado, juridicamente falando, em que há a superioridade das leis. Nos governos absolutistas, havia o estado de polícia, em que o Estado tinha com as pessoas uma relação de servidão: o imperador manda, e a vontade dele é autônoma, não é condicionada por nenhuma norma. A sociedade evoluiu para o Estado de Direito, em que a ordem jurídica, as leis, tornam-se o poder soberano, e não os governantes. O Estado é obrigado a respeitar os direitos do cidadão. Mas o Estado, quando estabelece relações com uma pessoa, tem um poder muito maior do que ela. Dois particulares entre si, em uma relação jurídica, são iguais, e a possibilidade de se prejudicarem um ao outro é muito menor do que a do Estado, na relação com uma pessoa. O Estado tem um poder muito maior que você, inclusive para te obrigar a fazer o que você não quer. Tem a capacidade de criar regras e é a única entidade na sociedade que pode usar de forma legítima a violência para impor suas decisões.</div>
<p>Em um quadro desses, você precisa que o indivíduo tenha direitos especiais, mais protegidos do que face a outros cidadãos. Na nossa Constituição, são os direitos fundamentais, os Estados Unidos chamam direitos civis, mas toda sociedade democrática tem esse conjunto de direitos garantidos ao cidadão.</p>
<p>Por que recorro a esse exemplo? Porque a mídia tem grande poder. Quando ela estabelece uma opinião ou dá uma informação contra você, pode te gerar prejuízos muito maiores do que um particular, ao opiniar sobre você. Há um desnível. Eu não posso tratar o que o “Estado de S. Paulo”, a TV Globo, o SBT dizem a respeito de uma pessoa, no mesmo patamar do que o que eu digo. Por isso, não posso aplicar, na relação com a mídia, a mesma legislação que aplico para uma relação entre particulares comuns. O Código Penal e o Civil, quando tratam de questões relativas à imprensa, usam a mesma legislação aplicada a mim, a uma pessoa comum, quando falo algo contra você.</p>
<p>O poder que a mídia tem em uma sociedade de informação — em que a pessoa cada vez mais se torna signo — é imenso, comparável ao do Estado, tanto que é chamada de quarto poder. Então, pelas mesmas razões que a sociedade democrática de direito protege o cidadão na relação com o Estado, deve protegê-lo na relação com mídia. Uma observação importante: essa proteção deve se dar sem aplicação de censura prévia.</p>
<p><strong>ARede • Quando um juiz proíbe a divulgação de uma informação, está usando a Lei de Imprensa ou o Código Civil?</strong><br />
Pedro • O Código Civil. Não haver uma legislação especial para a imprensa também implica a possibilidade de o Judiciário emitir liminares, decisões provisórias de toda a natureza, antecipações de tutela, que podem suspender a veiculação de uma notícia. Uma Lei de Imprensa é necessária tanto para garantir o direito da pessoa, como para garantir o direito de informação e de veiculação de notícia. Você não pode interromper uma atividade de veiculação de notícia numa sociedade democrática por uma liminar, como se faz em relação a outras condutas. Uma coisa é eu impedir uma venda, por meio de liminar –— trata-se de ato comercial, e estou prejudicando o interesse de uma pessoa. Quando impeço a veiculação de uma notícia, posso estar prejudicando o interesse de todos e o funcionamento democrático da sociedade O Judiciário não deve ter esse poder.</p>
<p><strong>ARede • Se eu admito que a imprensa tem um poder tal de causar dano, e a liminar busca evitar um dano irreversível, sem essa possibilidade, não há risco para o cidadão?</strong><br />
Pedro • Sim, mas a notícia tem um timing que é preciso preservar. Temos que aprender com toda a história humana: preservar a veiculação de informações no tempo que o mundo de hoje exige é fundamental para a sociedade ser democrática. Isso não significa, contudo, atribuir à imprensa poder absoluto. Ela tem que ser responsável; quanto maior poder, maior a responsabilidade.<br />
Essa responsabilidade pode se dar através de dois mecanismos. Primeiro, a procedimentalização, que é uma idéia mal discutida e foi o primeiro mecanismo encontrado pelos iluministas para controlar as decisões estatais. Quando os iluministas pensaram o Estado de Direito, na Revolução Francesa, ou na revolução norte-americana, a forma de racionalizar as decisões no Estado foi a procedimentalização. Isto é, você regular o processo de formação da vontade do Legislativo. Para formar uma vontade legal (do juiz ou do legislador), ou formar uma lei, é preciso passar por um processo regulado pelo Judiciário. A autoridade, antes de tomar uma decisão pública, é obrigada a passar por um procedimento regulado por lei.</p>
<p>Nesse caso, a imprensa precisa ter regulada a procedimentalização da notícia. Por exemplo, ouvir a outra parte não pode ser uma decisão ética do jornalista, mas sim uma obrigação legal, sob pena dele sofrer conseqüências civis e penais. Oferecer direito de defesa a quem seja acusado em uma notícia, em igual proporção à notícia acusadora, tem que ser um dever jurídico, não só ético. Mas essa responsabilização nunca deve ser a priori, apenas posterior à notícia.</p>
<p align="left"><img src="http://www.arede.inf.br/images/stories/internas/arede35/entrevista_IMG_9686.jpg" alt="L'image “http://www.arede.inf.br/images/stories/internas/arede35/entrevista_IMG_9686.jpg” ne peut être affichée car elle contient des erreurs." align="left" />Também precisa parar com essa história de condenar um jornal a pagar R$ 20 mil de indenização. Isso significa alguma coisa? Devemos copiar o modelo norte-americano de sanção civil. É a noção de que não vou apenas reparar o dano feito, mas vou dar exemplo. No abuso de poder de informação, tem que haver indenização realmente significativa, que coíba esse tipo de medida e force a empresa jornalística a pensar duas vezes.</p>
<p align="left">&nbsp;</p>
<p><strong>ARede • Os donos de jornais reclamam que o PL de uma nova Lei de Imprensa, que está no Congresso, não fixa limites para as multas.</strong><br />
Pedro • A sanção deve ser pesada. E é provável que os donos de jornais não gostem. Se houver um limite, teria que ser em modelo semelhante ao norte-americano, capaz de tirar grandes empresas de circulação. Se tomar uma multa de US$ 2 milhões, US$ 3 milhões, o sujeito pode ser levado à falência. Nos Estados Unidos, se uma seguradora vender um seguro, sabendo que não tem condições de cobri-lo, e o indivíduo provar que houve má-fé, a empresa toma uma sanção civil milionária. Do mesmo modo, o Judiciário poderia exercer um controle ético da atividade de informação, por meio do estabelecimento de indenizações efetivamente vultuosas. Duas ou três indenizações que um jornal tomar, é eliminado do mercado, porque está claro que não tem condições éticas de atuar. A intenção não é indenizar o sujeito pelo dano cometido, mas impedir que funcionem no mercado empresas que não pratiquem o Jornalismo de forma ética. Esse controle não pode ser exercido pelo Executivo, mas sim pelo Judiciário, onde a empresa vai ter todo o direito de defesa.</p>
<p>Não dá para os donos de grandes mídias quererem ser tratados como um particular quando xinga um vizinho; não dá para tratar uma informação na grande mídia, que pode acabar com a vida de um desconhecido, um político, um artista, como vizinho que xinga vizinho. Não dá para aplicar a mesma legislação, porque são situações muito diferentes. O abuso de poder, o ato de má fé, as notícias editorializadas têm que ser punidas com muita seriedade. A procedimentalização é isso: o jornal que não adotar um procedimento ético deve ser punido. Não adianta ficar na base da boa vontade do dono de jornal: se ele quiser, põe um ombudsman; se não, tira. Até porque isso acaba realizado de forma conveniente ao jornal. O espaço da contradição, ou o outro lado, é sempre menor que o da acusação.</p>
<p>Além disso, não é justo que eu, cidadão, que tive minha vida prejudicada pela imprensa, esteja sujeito à ética corporativista, de uma profissão a que eu não pertenço. A idéia republicana de cidadania é que o cidadão participe das decisões de tudo que lhe atinge. Ética jornalística quem faz são os jornalistas, não sou eu, cidadão. Mas, se a atividade me atinge, a sociedade como um todo precisa construir regras mínimas para a conduta jornalística; normas cidadãs, criadas pelo Legislativo.</p>
<p><strong>ARede • Como seria a lei de imprensa ideal?</strong><br />
Pedro • Uma lei de imprensa republicana. Portugal, vários países da Europa, Estados Unidos: no mundo, não é uma coisa inédita ter uma Lei de Imprensa. A atividade precisa ser regulada, porque atinge a vida das pessoas. E o Brasil tem tradição suficiente para criar sua própria Lei de Imprensa. É importante, de um lado, preservar a liberdade de informação. Mas entendendo que isso é um direito, logo envolve responsabilidade na veiculação. Não pode haver censura prévia, nem pelo Judiciário — liminares devem ser vedadas, nada pode impedir a veiculação de uma notícia. Isso é ônus da vida republicana e democrática. Por outro lado, a notícia veiculada — informação ou opinião — com abuso de poder, deve ser sujeita à sanção do Judiciário.</p>
<p><strong>ARede • Como evitar a concentração da propriedade nas mídias?</strong><br />
Pedro • É totalmente possível preservar, nos limites do pensamento liberal, um mecanismo de democracia de propriedade nos meios de comunicação. Não propriamente coibindo a propriedade de veículo, mas usando as novas tecnologias para estimular a circulação de notícias alternativas, como TVs comunitárias e web TVs (um mecanismo fantástico para divulgar imagens). Não se pode deixar é que os lobbies dos donos de empresas de mídia impeçam o avanço tecnológico de chegar a todos. Porque é o que está acontecendo, essencialmente, no debate se as empresas de telefonia podem veicular imagem ou não. A lógica tem que ser republicana, da veiculação de informação. Se o sujeito consegue acumular capital com isso, bom para ele. Mas não pode impedir que outros também circulem informações pelos mecanismos que lhe forem viáveis.</p>
<p>Em segundo lugar, considero importante e necessário, no tocante à televisão e ao rádio, mudar a Constituição para acabar com esse sistema de capitanias hereditárias no serviço público. A lógica da Constituição, nessa área, é neandertal e feudal. Qualquer concessão de serviço público deve ser estabelecida pelo Estado e pode ser extinta pelo Estado, assegurado o direito de defesa. E, de tempos em tempos, o contrato se esgota e a concessão precisa ser submetida a nova concorrência pública. Quem oferecer melhores condições ganha. Mas como é a concessão de televisão no Brasil? Não pode ser rescindida pelo Estado; e só deixa de ser renovada por decisão de 2/5 (votação nominal) do Congresso Nacional. Está na Constituição, olha que absurdo.</p>
<p>Em qualquer outra concessão — energia, água, telefonia, etc. —, é preciso licitação. TV, não. Como se pode ter um contrato de concessão de serviço público de renovação automática? Submetê-lo à licitação seria trazer o mínimo de valor republicano, democrático e moral para o setor de rádio e TV. Se você aplicar valores liberais de mais de 200 anos, como é o caso das licitações no serviço público, já consegue uma baita democratização. Por que a família Marinho [dona da Globo] é mais cidadã do que a minha família, para ser dona de uma rede de TV? Para fazer essa concorrência, poderia se compor uma comissão conjunta do Congresso, Judiciário, Executivo, ou da sociedade civil. Quer ser dono da Globo? Vai ter que concorrer com outros empresários, oferecer contrapartidas à sociedade — em dinheiro, em tempo para programas educacionais, em obrigações em relação aos conteúdos.</p>
<p>Olha a que ponto chega a loucura: a TV é a única propriedade, em todo país, que não pode ser desapropriada pelo Estado. Tudo que for objeto de apropriação humana (diferente do ar, florestas, etc.), pode ser desapropriado: a tua roupa, a câmera fotográfica, teu relógio, tua casa pode ser desapropriada. Uma estação de TV, não. Até concordo que não deveria haver desapropriação, porque daria muito poder ao Executivo. Mas compor um órgão democrático para, pelo menos, fazer licitações periódicas, sim. É preciso reformar a Constituição, uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC).</p>
<p><strong>ARede • Você defende alguma regra específica para a informação veiculada na internet?</strong><br />
Pedro • Estamos em uma sociedade onde a opinião do outro, da autoridade, é fundamental para minha auto-estima e para viver socialmente. Obviamente, o veículo que forma opinião tem um poder imenso. No caso dos blogs, a capacidade dele te atingir é relativa, não se compara a uma Globo. Mas é um veículo de comunicação. Uma nova Lei de Imprensa deveria, não regulamentar a internet, mas o abuso do direito de informar, em todos os veículos. Se o blog publica uma informação, procedimentalizando, ouvindo os dois lados, conferindo se a informação é verdadeira, tudo bem.</p>
<p>Deve-se aproveitar as boas experiências da mídia, para transformá-las em lei. Por exemplo, a obrigação de que todo veículo tivesse ombudsman. No Brasil, a expressão Lei de Imprensa ficou carimbada, corretamente, como algo produzido pela ditadura. Mas é possível uma lei republicana de imprensa. Não só de imprensa, eu diria de comunicação social, um código de defesa dos direitos do cidadão face à informação. Garantir o direito de informação, de um lado, mas, do outro, assegurar o direito do cidadão face ao abuso do poder de informação. Seria mais uma Lei de Garantia de Direito da Informação, do que uma Lei de Imprensa.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/um-marco-legal-para-a-midia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Interesse Nacional</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/interesse-nacional-2/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/interesse-nacional-2/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 22 Apr 2008 21:33:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[EDUCAÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO-AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[MÍDIA]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[Interesse Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[publicações]]></category>
		<category><![CDATA[revista]]></category>
		<category><![CDATA[sites]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/interesse-nacional-2/</guid>
		<description><![CDATA[Ao leitores desta coluna e aos interessados na revista Interesse Nacional,
Agradeçemos os elogios prestados aqui sobre a revista, bem como as sugestões aqui articuladas.
Gostaria de pedir que visitem o nosso site www.interessenacional.com para deixar ali suas sugestões ou qualquer duvida sobre a revista.
Agradeçemos ao Luis Favre por postar o lançamento da nossa revista e contamos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://interessenacional.files.wordpress.com/2008/04/capa-interesse-nacional2.jpg?w=200&amp;h=283" class="alignleft" style="float: left; margin-left: 10px; margin-right: 10px" alt="capa da primeira edição" height="283" width="200" /><span style="color: #333333"></span>Ao leitores desta coluna e aos interessados na revista Interesse Nacional,</p>
<p>Agradeçemos os elogios prestados aqui sobre a revista, bem como as sugestões aqui articuladas.</p>
<p>Gostaria de pedir que visitem o nosso site <a href="http://www.interessenacional.com/" rel="nofollow">www.interessenacional.com</a> para deixar ali suas sugestões ou qualquer duvida sobre a revista.</p>
<p>Agradeçemos ao Luis Favre por postar o lançamento da nossa revista e contamos sempre com o seu apoio.</p>
<p>Atenciosamente,</p>
<p>Revista Interesse Nacional</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/interesse-nacional-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Assinatura a revista &#8220;Interesse Nacional&#8221;</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/assinatura-a-revista-interesse-nacional/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/assinatura-a-revista-interesse-nacional/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 11 Apr 2008 21:53:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MÍDIA]]></category>
		<category><![CDATA[assinatura Interesse Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[diplomacia]]></category>
		<category><![CDATA[geo-política]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[revista]]></category>
		<category><![CDATA[Rubens Barbosa]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/assinatura-a-revista-interesse-nacional/</guid>
		<description><![CDATA[Vários leitores deste blog solicitaram informações sobre assinatura da revista. Na próxima semana um site estará a disposição dos interessados.
INTERESSE
NACIONAL
Av. Brigadeiro Faria Lima, 2055 – 9º andar
01452-001  São Paulo, SP – Brasil
Tel.: (11) 3039-6330 • Fax: (11) 3039-6334
editorial@interessenacional.com
 
Receba a revista Interesse Nacional durante um ano (publicação trimestral: 4 números) pelo valor de R$ [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vários leitores deste blog solicitaram informações sobre assinatura da revista. Na próxima semana um site estará a disposição dos interessados.</p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 16pt; font-family: 'Adobe Caslon Pro','serif'">INTERESSE<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 16pt; font-family: 'Adobe Caslon Pro','serif'">NACIONAL</span><span style="font-size: 16pt; font-family: 'Adobe Caslon Pro','serif'"><o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 11pt; font-family: 'Adobe Caslon Pro','serif'">Av. Brigadeiro Faria Lima, 2055 – 9º andar<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 11pt; font-family: 'Adobe Caslon Pro','serif'">01452-001 <span> </span>São Paulo, SP – Brasil<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 11pt; font-family: 'Adobe Caslon Pro','serif'">Tel.: (11) 3039-6330 • Fax: (11) 3039-6334<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 11pt; font-family: 'Adobe Caslon Pro','serif'">editorial@interessenacional.com<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 11pt; font-family: 'Adobe Caslon Pro','serif'"><o:p> </o:p></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 11pt; font-family: 'Adobe Caslon Pro','serif'">Receba a revista </span><em><span style="font-size: 11pt; font-family: 'Adobe Caslon Pro','serif'">Interesse Nacional </span></em><span style="font-size: 11pt; font-family: 'Adobe Caslon Pro','serif'">durante um ano (publicação trimestral: 4 números) pelo valor de R$ 100,00, preenchendo e enviando este cupom juntamente com<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 11pt; font-family: 'Adobe Caslon Pro','serif'">• Cheque nominal à: Associação Interesse Nacional<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 11pt; font-family: 'Adobe Caslon Pro','serif'">• Comprovante do depósito no banco Itaú S.A., conta corrente 71968-5, agência 0445<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 11pt; font-family: 'Adobe Caslon Pro','serif'"><o:p> </o:p></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 11pt; font-family: 'Adobe Caslon Pro','serif'">Nome _____________________________________<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 11pt; font-family: 'Adobe Caslon Pro','serif'">Endereço ___________________________________ <o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 11pt; font-family: 'Adobe Caslon Pro','serif'">Bairro _______________________<span>  </span>CEP ____________________<span>  </span>Tel. ____<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 11pt; font-family: 'Adobe Caslon Pro','serif'">Cidade _________________________________________ Estado________<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 11pt; font-family: 'Adobe Caslon Pro','serif'">E-mail _________________________________________<span>  </span>Data _________</span><span style="font-size: 11pt; font-family: 'Adobe Caslon Pro','serif'"><o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 11pt; font-family: 'Adobe Caslon Pro','serif'"><o:p> </o:p></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 11pt; font-family: 'Adobe Caslon Pro','serif'">_________________________________________________________<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 16pt; font-family: 'Adobe Caslon Pro','serif'">INTERESSE<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 16pt; font-family: 'Adobe Caslon Pro','serif'">NACIONAL</span><span style="font-size: 16pt; font-family: 'Adobe Caslon Pro','serif'"><o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 11pt; font-family: 'Adobe Caslon Pro','serif'" lang="EN-US">Please mail, e-mail or fax your from to:<o:p></o:p></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 11pt; font-family: 'Adobe Caslon Pro','serif'">Av. Brigadeiro Faria Lima, 2055 – 9º andar<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 11pt; font-family: 'Adobe Caslon Pro','serif'">01452-001 <span> </span>São Paulo, SP – Brasil<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 11pt; font-family: 'Adobe Caslon Pro','serif'">Tel.: (11) 3039-6330 • Fax: (11) 3039-6334<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 11pt; font-family: 'Adobe Caslon Pro','serif'">editorial@interessenacional.com<o:p></o:p></span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/assinatura-a-revista-interesse-nacional/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Interesse nacional</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/interesse-nacional/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/interesse-nacional/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 09 Apr 2008 22:18:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[MÍDIA]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[alimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Biocombustíveis]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa]]></category>
		<category><![CDATA[clima]]></category>
		<category><![CDATA[debate]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[integração]]></category>
		<category><![CDATA[Interesse Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[jornalistas]]></category>
		<category><![CDATA[leituras]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Mercosul]]></category>
		<category><![CDATA[pensamento]]></category>
		<category><![CDATA[petistas]]></category>
		<category><![CDATA[petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>
		<category><![CDATA[República]]></category>
		<category><![CDATA[revista]]></category>
		<category><![CDATA[Tucanos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/interesse-nacional/</guid>
		<description><![CDATA[Merval Pereira &#8211; O Globo
 O que vem a ser o “interesse nacional”? Como definir as bases da participação do Brasil num mundo que cada vez mais exige uma integração internacional para o desenvolvimento sustentável? Para tentar responder a essas perguntas e debater a nossa atualidade, está chegando às bancas e livrarias do país a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99"><strong>Merval Pereira &#8211; O Globo</strong></p>
<p> O que vem a ser o “interesse nacional”? Como definir as bases da participação do Brasil num mundo que cada vez mais exige uma integração internacional para o desenvolvimento sustentável? Para tentar responder a essas perguntas e debater a nossa atualidade, está chegando às bancas e livrarias do país a revista “Interesse Nacional”, uma idéia do embaixador Rubens Barbosa, que no número de estréia trava um bom debate com o assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, sobre nossa política externa na América do Sul. O conselho editorial da revista é plural, com nomes como o do exportavoz de Lula André Singer, os advogados João Geraldo Piquet Carneiro e Joaquim Falcão, o ex-governador de São Paulo Cláudio Lembo, o presidente da Bolsa, Raymundo Magliano, o geógrafo Demétrio Magnoli, o sociólogo Sérgio Fausto e o jornalista Roberto Pompeu de Toledo.</p>
<p>Na apresentação, fica definido que “a democracia e a inserção internacional são parte do interesse nacional brasileiro, aquela como valor, esta como objetivo. Se a democracia é um valor que queremos preservar, e se a inserção internacional é hoje, mais do que nunca, uma condição do desenvolvimento, resta perguntar como se inserir no mundo para fortalecer a democracia e promover o desenvolvimento”.</p>
<p>No editorial, os editores defendem que o lugar de um país no mundo global e a sua capacidade de gerar bem-estar às suas populações dependem “das escolhas que ele internamente souber fazer, corrigir ou sustentar, ao longo do tempo, a partir de uma determinada interpretação de seus interesses e valores comuns e de uma certa leitura das oportunidades e riscos que o ambiente externo oferece à sua realização”.</p>
<p>Estaria a política externa brasileira na América do Sul correspondendo às escolhas certas? O embaixador Rubens Barbosa defende que não. Para ele, do ponto de vista do interesse nacional, “não estão claramente identificados nem os objetivos políticos e econômicos do Brasil nem as prioridades para o desenvolvimento de uma agenda brasileira para a região”.</p>
<p>Na sua opinião, o Brasil não parece estar captando corretamente o significado das transformações políticas que estão ocorrendo na região “em função do declarado viés ideológico que norteia a nossa atuação externa.</p>
<p>Assim, nossos interesses estão sendo crescentemente afetados e continuam carentes de uma resposta adequada.</p>
<p>O que vemos é uma agenda que não é a nossa sendo executada por nós”.</p>
<p>Ele atribui essa indefinição à “dualidade de interlocução externa”, dividida entre a assessoria internacional da Presidência da República e o Itamaraty, que “tem tornado mais difícil a formulação de uma política externa clara para a América do Sul, visto que, em muitos casos, o profissionalismo diplomático é deixado de lado e substituído por motivações políticopartidárias e ideológicas que nem sempre coincidem com os interesses nacionais mais permanentes”.</p>
<p>A disputa pela liderança regional com a Venezuela e a construção de uma imagem de parceiro generoso e não imperialista levaram o governo brasileiro, analisa Barbosa, “a distribuir ajuda financeira e prometer investimentos, nem sempre podendo compatibilizar as iniciativas bilaterais dentro de uma estratégia de integração”.</p>
<p>Já o assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, defende o ponto de vista de que o Brasil optou “por uma associação com países de seu entorno, com os quais comparte história, valores e possibilidades de complementação econômica”.</p>
<p>Por essa razão, diz ele, a América do Sul, transformouse em prioridade de sua política externa. “Essa opção decorre da percepção brasileira acerca das potencialidades da América do Sul no mundo de hoje, mas, sobretudo, no de amanhã”.</p>
<p>Ele passa a enumerar as razões dessa prioridade: “O continente tem o maior e mais diversificado potencial energético do planeta, se levarmos em conta suas reservas hidrelétricas, de gás e de petróleo, além de sua capacidade de produção de biocombustíveis.</p>
<p>A América do Sul possui a maior reserva de água doce do mundo”.</p>
<p>“Sua agricultura ocupa lugar de destaque, não só pela extensão e fertilidade de suas terras, como pelos avanços científicos e tecnológicos alcançados nos últimos anos. Suas jazidas minerais são enormes e diversas”.</p>
<p>Marco Aurélio Garcia ressalta que “para um mundo que se mostra (e se mostrará mais ainda) ávido de energia, água, alimentos e minérios, os fatores antes alinhados mostram quão relevante pode ser a contribuição da região para o desenvolvimento da humanidade. Some-se a tudo isso a rica biodiversidade do continente, o tamanho de sua população, a extensão e a diversidade de seu território e clima”.</p>
<p>O assessor especial da Presidência destaca, claramente defendendo a Venezuela, que “América do Sul conseguiu superar a era das ditaduras. Todos os seus atuais governos foram eleitos em pleitos marcados pela lisura e pela amplitude da participação popular”.</p>
<p>Para ele, “a efervescência social que se pode detectar em alguns países é expressão da incorporação recente de milhões de homens e mulheres — antes excluídos da cidadania real — na vida política.</p>
<p>Isso explica, em grande medida, os choques desses novos personagens com a obsolescência dos sistemas políticos e instituições herdadas do passado”.</p>
<p>O ingresso da Venezuela no Mercosul pode representar uma mudança qualitativa no bloco, afirma Garcia. A alegada “instabilidade” da Venezuela deve ser vista, segundo ele, como uma razão suplementar para apressar o ingresso desse país no Mercosul. “Devese a todo custo evitar o isolamento de Caracas do contexto sulamericano”.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/interesse-nacional/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
