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	<title>Blog do Favre &#187; revolta</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Lula defende que feriado de Zumbi seja nacional</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 10:20:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Maiá Meneses e Ana Claudia Costa &#8211; O Globo

Comentários

  			
RIO &#8211; O presidente Luiz Inácio Lula da Silva veio ao Rio no   feriado de Zumbi , nesta quinta-feira, para inaugurar a estátua de João Cândido, o &#8220;almirante negro&#8221;, na Praça Quinze, no Centro, no lançamento do Projeto Memória, da Fundação Banco do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p id="atual">&nbsp;</p>
<p><cite>Maiá Meneses e Ana Claudia Costa &#8211; O Globo</cite></p>
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<div id="ler_cmt" style="display: none"><a href="http://oglobo.globo.com/rio/mat/2008/11/20/lula_defende_que_feriado_de_zumbi_seja_nacional-586485991.asp#coment">Comentários</a></div>
</div>
<p><a href="http://oglobo.globo.com/fotos/2008/11/20/20_MVG_RIo_lula.jpg" rel="lightbox" title="Lula na inauguração da estátua / Foto: Marcelo Carnaval" class="img imgLoader">  			<img src="http://oglobo.globo.com/fotos/2008/11/20/20_MVB_RIo_lula.jpg" galleryimg="no" title="Lula na inauguração da estátua / Foto: Marcelo Carnaval" alt="Lula na inauguração da estátua / Foto: Marcelo Carnaval" align="left" border="0" /></a></p>
<p>RIO &#8211; O presidente Luiz Inácio Lula da Silva veio ao Rio no   <a href="javascript:NewWindow('/rio/fotogaleria/2008/7275/','fotogaleria',720,580,'no','no');" target="_self">feriado de Zumbi</a> , nesta quinta-feira, para inaugurar a estátua de João Cândido, o &#8220;almirante negro&#8221;, na Praça Quinze, no Centro, no lançamento do Projeto Memória, da Fundação Banco do Brasil. Na solenidade, que contou com a presença do ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, o presidente defendeu que o feriado fosse nacional.</p>
<p>- No Brasil, há 350 cidades que já adotaram o feriado. Possivelmente, seria importante transformá-lo em feriado nacional, já que em 2006 eram 225 e hoje são 350 os municípios que adotaram a homenagem. E certamente são essas as cidades mais importantes do país &#8211; disse Lula, durante discurso na Praça XV, no Rio de Janeiro.</p>
<p>O presidente disse ainda que o Brasil é formado hoje por uma raça segundo ele perfeita. Para o presidente, a mistura de raças e a vinda nos negros africanos para o Brasil aperfeiçoou o perfil do brasileiro.</p>
<p><a href="javascript:NewWindow('/rio/fotogaleria/2008/7275/','fotogaleria',720,580,'no','no');" target="_self">(Veja mais fotos das comemorações do Dia da Consciência Negra no Rio)</a></p>
<p><strong>Festa e desfile pela manhã</strong></p>
<p>Durante a manhã, cerca de 400 pessoas marcaram presença na comemoração do Dia da Consciência Negra. Mais de 200 alunos da rede estadual de educação desfilaram em frente ao monumento de Zumbi dos Palmares. A programação começou com um ritual de oferendas, roda de capoeira, lavagem do monumento e o hino nacional. Os colégios Barão do Rio Branco, Operário São Vicente e Tenente Otávio Pinheiro, além do Ciep Mário Tamboridegui e do Instituto de Educação Roberto Silveira, apresentaram suas bandas de fanfarra.</p>
<p><a href="http://oglobo.globo.com/fotos/2008/11/20/20_MHG_rio_zumbi.jpg" rel="lightbox" title="Desfile cívico no Centro do Rio" class="img imgLoader">  			<img src="http://oglobo.globo.com/fotos/2008/11/20/20_MHB_rio_zumbi.jpg" galleryimg="no" title="Desfile cívico no Centro do Rio" alt="Desfile cívico no Centro do Rio" align="left" border="0" /></a></p>
<p>Apresentações de grupos folclóricos e de capoeira, jongo, maculelê e caminhada em homenagem aos 100 anos de uma banda marcaram a data. Os festejos começaram cedo, por volta das 7h. Durante o evento, o vice-governador, Luiz Fernando Pezão, destacou a importância do feriado e a tentativa de erradicar o racismo do país.</p>
<p>- Nosso governo já deu o pontapé para o fim do racismo quando institucionalizou o ensino da história africana nas escolas. Esse segmento da sociedade dá em muito a sua contribuição na cultura. Temos que valorizar &#8211; disse o vice-governador.</p>
<p>Durante o evento da comemoração sobre o Dia da Consciência Negra, em frente ao monumento de Zumbi, na Avenida Presidente Vargas, um grupo da &#8220;Ação da Cidadania&#8221; tirava documentos como carteira de trabalho e identidade de quem procurasse as tendas. Exposições de artesanato e barracas com comidas típicas também fizeram parte do dia de comemorações.</p>
<p>A festa pelo Dia da Consciência Negra começou às 7h e somente terminou na noite de ontem com um show do cantor Martinho da Vila, na Praça Quinze. Devido à interdição parcial da Avenida Presidente Vargas, o trânsito ficou lento nos acessos à avenida na manhã de ontem, devido à motoristas desavisados que tentavam entrar na Presidente Vargas. Por volta da 11h, no entanto, o trânsito fluía sem problemas na Presidente Vargas e ruas transversais.</p>
<p><strong>Saiba quem foi o Almirante negro</strong>João Cândido Felisberto foi o militar brasileiro que, em 1910, liderou a Revolta da Chibata. O motim, que durou cinco dias, teve a participação de militares de baixa patente, que tomaram navios da Marinha na Baía da Guanabara e ameaçaram bombardear o Rio, reivindicando o fim dos castigos físicos a marinheiros. João Cândido, que ficou conhecido como Almirante Negro, acabou expulso das forças armadas e viveu como estivador e ambulante no centro do Rio. Ele morreu em 1969, aos 89 anos.</p>
<p>Nos quinze anos em que permaneceu na Marinha, foi castigado em nove ocasiões, ficou preso entre dois e quatro dias em celas solitárias e, por duas vezes, foi rebaixado de cabo a marinheiro. Sua ficha registra ainda dez elogios por bom comportamento, o último feito três meses antes da revolta. A memória do Almirante Negro foi resgatada na década de 1970 pelos compositores João Bosco e Aldir Blanc, com o samba &#8220;O mestre-sala dos mares&#8221;. Em 22 de Novembro de 2007, no aniversário de 97 anos da Revolta, foi homenageado com uma estátua, que ficou durante dois anos nos jardins do Museu da República e, agora, pode ser visitada na Praça Quinze. A estátua, criada pelo artista plástico Walter Brito, traz o &#8220;almirante negro&#8221; segurando um leme e apontando para o mar.</p>
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		<title>Tributo ao Almirante Negro</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Nov 2008 11:56:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dia da consciência negra 
A vida e a luta de João Cândido Felisberto, líder da Revolução das Chibatas, no começo do século 20, serão levadas ao palco, hoje, por alunos de escola pública de Samambaia
Lívia Nascimento - Correio Braziliense


Hiram Vargas/Esp. CB/D.A Press





Rafael Hack (E) e Rafael Cerqueira comandam o espetáculo, como diretor e ator principal, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><font class="chapeu">Dia da consciência negra </font></strong></p>
<p><font class="sutia">A vida e a luta de João Cândido Felisberto, líder da Revolução das Chibatas, no começo do século 20, serão levadas ao palco, hoje, por alunos de escola pública de Samambaia</font></p>
<p style="background-color: #ffff99"><font style="background-color: #ffff99" class="assinatura">Lívia Nascimento</font> <font style="background-color: #ffff99" class="complassinatura">- Correio Braziliense</font></p>
<table width="120" align="right" border="0" cellpadding="1" cellspacing="1">
<tr>
<td><font class="credito">Hiram Vargas/Esp. CB/D.A Press</font></td>
</tr>
<tr>
<td class="imagem"><img src="http://stat.correioweb.com.br/cw/EDICAO_20081120/fotos/pri-2011-4201.jpg" border="1" /></td>
</tr>
<tr>
<td><font class="legenda"><em><font size="1">Rafael Hack (E) e Rafael Cerqueira comandam o espetáculo, como diretor e ator principal, respectivamente: expectativa de êxito nas apresentações</font></em><br />
</font></td>
</tr>
</table>
<p><font class="texto">A coragem e a determinação que marcaram a vida de uma figura pouco conhecida da história brasileira, o marinheiro João Cândido Felisberto, chegaram às salas de aula da Escola Classe 414, de Samambaia. A saga do personagem conhecido também como Almirante Negro, líder da Revolução das Chibatas, em 1910, encantou os estudantes do 1º ano do ensino médio da instituição.</font><font class="texto">O encontro entre os adolescentes de 16 e 17 anos surgiu após a leitura da publicação do Prêmio de Redação da Fundação Assis Chateaubriand deste ano que homenageou o marinheiro. Hoje, Dia da Consciência Negra, eles encenarão na escola a peça inspirada na vida de João Cândido.</font></p>
<p><font class="texto">Em junho, o colégio recebeu exemplares do caderno especial que contava toda a vida do líder. Filho de ex-escravos, João se alistou na Marinha do Brasil e não demorou a se revoltar contra o tratamento dado aos marinheiros, negros em sua maioria, e freqüentemente castigados com chibatadas — prática comum durante o período de escravidão.</font></p>
<p><font class="texto">A idéia de homenagear João Cândido partiu do professor de história que resolveu trabalhar o caderno em sala de aula como ferramenta de ensino das disciplinas, o que despertou o interesse das turmas. Após ler o material sobre a vida do almirante, Francisco Laranja comentou com a coordenadora da instituição, Heloísa Martins Ferraz, que o assunto daria uma bela peça e assumiu o desafio de levar para o palco de madeira, montado pelos alunos no pátio da escola, a obra adaptada.</font></p>
<p><font class="texto">As duas apresentações do Tributo a João Cândido, marcadas para as 10h30 e 16h30, devem ser assistidas pelos 1.150 alunos do centro de ensino. Durante todo o dia serão realizadas diversas manifestações culturais em homenagem à cultura afro-brasileira.</font></p>
<p><font class="texto"><strong>Montagem</strong><br />
Para transformar o sonho em realidade, foi preciso o trabalho em equipe de todos os envolvidos no projeto. O professor, que faz sua estréia no mundo das artes cênicas, dividiu os alunos em dois grupos: produtores e atores. Como a história é vivida por marinheiros, os meninos ficaram concentrados no palco; as mulheres ocuparam seus espaços na produção. A animação da turma é contagiante: eles constroem o cenário, objetos cênicos e se organizam para produzir o figurino típico do início do século 20.</font></p>
<p><font class="texto">Segundo Heloísa Ferraz, a peça ensaiada há um mês pelos estudantes agregou conhecimentos fundamentais para a vida escolar. “Como foi um tema trabalhado com muito cuidado nas salas de aula, eles estão bastante envolvidos com a história. Esse trabalho também ajuda com a auto-estima deles, o que acaba refletindo no rendimento escolar”, avalia. Já o professor Francisco Laranja destaca o resgate da história : “É importante porque falta ao Brasil reconhecer fatos importantes da cultura nacional. A Revolta das Chibatas não é um tema tão conhecido”, espera.</font></p>
<p><font class="texto"><strong>Concurso</strong><br />
O resgate do personagem ainda desconhecido de grande parte da população brasileira começou com a realização do 14º Prêmio Nacional Assis Chateaubriand de Redação — Projeto Memória que teve como tema João Cândido Felisberto e a Luta pelos Direitos Humanos. Para subsidiar as redações que seriam escritas pelos estudantes foi produzida uma publicação de 12 páginas com dicas de estudo e informações sobre a vida do Almirante Negro.</font></p>
<p><font class="texto">Se depender do intérprete de João Cândido, o estudante Rafael Cerqueira, 17 anos, a história será contada da maneira mais fiel e com o objetivo de fazer justiça à vida do almirante. “No começo achei que não daria conta, mas depois comecei a ler mais sobre a história dele e me interessei. Ele brigou pelos direitos dos marinheiros.”</font></p>
<p><font class="texto">Para o diretor do espetáculo, Rafael Hack, 17 anos, a apresentação na escola é apenas o primeiro passo. “Pretendo que a peça saia o mais perfeita possível porque é bom para mostrar para a nossa população que os negros já passaram por muita coisa. Com a peça, o tema de João Cândido será fixado na cabeça dos jovens”, avalia, com segurança.</font></p>
<p><strong>Um exímio bordador</strong></p>
<p><font class="texto">No livro Pontos e bordados (Editora UFMG; 460 páginas, R$ 38), o escritor e historiador mineiro José Murilo de Carvalho resgata a figura do marinheiro João Cândido Felisberto, o Almirante Negro. Os leitores ficam sabendo de uma informação no mínimo inusitada: o hábil marinheiro e líder da Revolta da Chibatas também executava a arte de bordar com maestria.</font><font class="texto">A descoberta aconteceu por acaso durante a visita do escritor ao Museu de Arte Regional de São João del Rei, em Minas Gerais, ao encontrar dois panos bordados com desenhos de autoria atribuída a João Cândido Felisberto.</font></p>
<p><font class="texto">Após pesquisa, José Murilo descobriu que durante o tempo em que ficou preso, depois de sufocada a revolta, o almirante bordava para ajudar a passar o tempo e fugir da morte na cadeia onde perdeu muitos companheiros. Uma das peças é chamada de O adeus do marujo. Tem no centro uma âncora e sobre ela duas mãos que se apertam como em uma despedida. (LN) </font></p>
<p><strong>para  saber mais</strong></p>
<p><font class="titulo">Homenagem à luta de Zumbi</font></p>
<p><font class="texto">O Dia Nacional da Consciência Negra é comemorado no país há 35 anos em lembrança ao assassinato de Zumbi dos Palmares. O escravo foi morto em 1695 e era considerado o mais importante líder do Quilombo dos Palmares, na serra da Barriga, divisa entre Alagoas e Pernambuco.</font><font class="texto">Fundado em 1597 por escravos foragidos de engenhos, o quilombo deu origem a uma cidade formada por fortificações espalhadas pela mata, onde chegaram a viver em torno de 20 mil a 30 mil pessoas.A semana na qual está inserido o dia 20 de novembro também recebe o nome de Semana da Consciência Negra.</font></p>
<p><font class="texto">Em algumas cidades do Brasil, como São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Campinas (SP), Cuiabá (MT), Sorocaba (SP), Maceió (AL), Volta Redonda (RJ) e Piracicaba (SP), a data é lembrada como feriado para alguns serviços. Nessas localidades, as agências bancárias não abrirão. Mas no Distrito Federal haverá expediente normal. </font></p>
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		<title>Injustiça e desordem</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Jul 2008 09:06:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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foto Sebastian Salgado
VERISSIMO &#8211; O Globo

Quando Goethe disse que preferia a injustiça à desordem, a Europa recém fora sacudida pela revolução francesa e enfrentava outro terremoto, o bonapartismo em marcha. Sua opção não era teórica, era pela específica velha ordem que os novos tempos ameaçavam. Por mais injusta que fosse, a velha ordem era melhor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.overmundo.com.br/_overblog/multiplas/1175392489_membros_do_mst.jpg" alt="http://www.overmundo.com.br/_overblog/multiplas/1175392489_membros_do_mst.jpg" height="361" width="551" /><br />
<font size="1"><em>foto Sebastian Salgado</em></font></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>VERISSIMO &#8211; O Globo<br />
</strong></p>
<p>Quando Goethe disse que preferia a injustiça à desordem, a Europa recém fora sacudida pela revolução francesa e enfrentava outro terremoto, o bonapartismo em marcha. Sua opção não era teórica, era pela específica velha ordem que os novos tempos ameaçavam. Por mais injusta que fosse, a velha ordem era melhor do que as paixões incontroláveis libertadas pela revolução.</p>
<p>Mas a frase de Goethe atravessou 200 anos, foi usada ou repudiada por muitos, na teoria ou na prática e em vários contextos, e chega aos nossos dias mais atual do que nunca. Você não pode pensar na questão agrária brasileira, por exemplo, sem cedo ou tarde ter que se perguntar se prefere a justiça ou a ordem.</p>
<p>A injustiça no caso é flagrante e escandalosa. Mesmo que se aceite todas as teses sobre o desvirtuamento do movimento dos sem-terra e se acate a demonização dos seus líderes, militantes e simpatizantes, a dimensão do movimento é uma evidência literalmente gritante do tamanho da iniqüidade fundiária no Brasil, que ou é uma ficção que milhares de pessoas resolveram adotar só para fazer barulho ou é uma vergonha nacional. A iniqüidade que criou essa multidão de deserdados no país com a maior extensão de terras aráveis do mundo é a mesma que expulsou outra multidão para as ruas e favelas das grandes cidades, deixando o campo despovoado para o latifúndio e o agronegócio predatório.</p>
<p>A demora de uma reforma agrária para valer, tão prometida e tão adiada, só agrava a exclusão e aumenta a revolta.</p>
<p>Quem acha que desordem é pior do que injustiça tem do que se queixar, e a que recorrer. As invasões e manifestações dos sem-terra se sucedem e assustam. Proprietários rurais se mobilizam e se armam, a violência e o medo aumentam, a reação se organiza. Agora mesmo no Rio Grande do Sul, enquanto endurece a repressão policial às ações do MST, um documento do Ministério Público estadual prega a criminalização de vez do movimento, caracterizando-o como uma guerrilha que ameaça a segurança nacional, com ajuda de fora. É improvável que uma maioria de promotores de justiça do estado, transformados em promotores de ordem acima de tudo, tivesse abonado o documento como estava redigido, com seu vocabulário evocativo de outra era. Mas ele dá uma idéia da força crescente do outro lado da opção definidora, dos que escolheram como Goethe.</p>
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		<title>L’année 1968 en photographies</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/05/l%e2%80%99annee-1968-en-photographies/</link>
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		<pubDate>Mon, 12 May 2008 17:20:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[

A Saïgon, le 1er février 1968, alors que débute “l&#8217;offensive du Têt”, le chef de la police sud-vietnamienne exécute d&#8217;une balle dans la tête un officier communiste. Cette photo vaut à son auteur, Eddie Adams, le prix Pulitzer. 
Le 31 janvier 1968, la nuit du Nouvel An lunaire,  les soldats nord-vietnamiens communistes du Front [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><em><img src="http://img369.imageshack.us/img369/8061/eddievietnamvv5.jpg" height="361" width="500" /></em></p>
<div align="center"></div>
<p align="center"><font face="times new roman,times"><em>A Saïgon, le 1er février 1968, alors que débute “l&#8217;offensive du Têt”, le chef de la police sud-vietnamienne exécute d&#8217;une balle dans la tête un officier communiste. Cette photo vaut à son auteur, Eddie Adams, le prix Pulitzer.</em> </font></p>
<p><font face="times new roman,times">Le 31 janvier 1968, la nuit du Nouvel An lunaire,  les soldats nord-vietnamiens communistes du Front national de libération se lancent à l&#8217;assaut des villes du Sud-Vietnam et encerclent les principales bases américaines à Huê et Khe Sanh. C&#8217;est un échec militaire pour le FNL, mais une victoire politique. Les Américains se rendent compte qu&#8217;une victoire rapide au Vietnam est hors de portée.</font></p>
<p><span id="more-5179"></span></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.stripes.com/photoday/032904.jpg" height="504" width="350" /></div>
<p align="center"><font face="times new roman,times"> </font><em><font face="Arial" size="2"><a href="http://www.stripes.com/photoday/032904photoday.html">John Olson ©Stars and Stripes</a></font></em></p>
<p><font face="times new roman,times">Lors de la bataille de Huê, en février 1968, un marine porte un enfant vientamien blessé, enveloppé dans une couverture. L&#8217;auteur de la photographie se nomme John Olson. Il n&#8217;a que 19 ans lorsqu&#8217;il arrive à Saïgon en 1967. Il parvient à se faire embaucher comme photographe par <em>Stars and stripes</em>, le quotidien de l&#8217;armée américaine. Dans une interview récente, il revient sur cette expérience éprouvante:”Les cinq jours que j&#8217;ai passés à Huê ont été à la fois les plus excitants et les plus horribles de mon existence. Si je pouvais revivre un moment de ma vie, ce serait celui-là.”</font></p>
<div style="text-align: center"><font face="times new roman,times"><img src="http://www.jerryjazzmusician.com/pics/ra7a.jpg" height="340" width="400" /></font></div>
<p align="center"><em><font face="times new roman,times">Marche à Memphis le 8 avril 1968 en hommage à Martin Luther King, assassiné deux jours plus tôt. Au centre, on distingue sa veuve, Coretta King et à sa gauche Ralph Abernaty, bras droit du dr King et fidèle parmi les fidèles de MLK.</font></em></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<div style="text-align: center"><font face="times new roman,times"><img src="http://img163.imageshack.us/img163/433/cohnbenditck5.jpg" height="728" width="500" /></font></div>
<p align="center"><em><font face="times new roman,times"> Les photographes Gilles Caron et Jacques Haillot immortalisent le sourire provocateur de Daniel Cohn-Bendit à l&#8217;encontre d&#8217;un CRS. Le 3 mai 1968, la Sorbonne est évacuée. Les affrontements débutent entre les forces de l&#8217;ordre et les étudiants. Cohn-Bendit, figure emblématique du mouvement estudiantin, est convoqué devant le conseil de discipline de l&#8217;université de Paris. Sur cette photo, deux sociétés s&#8217;affrontent.</font></em></p>
<div align="center"></div>
<div align="center"><em><font face="times new roman,times">Pour en savoir plus sur <a href="http://lire-ecouter-voir.blogspot.com/2008/03/nanterre-le-22-mars-1968.html"><font color="#ff0000">le mouvement du 22 mars à Nanterre</font></a>, voir l&#8217;article de J.C. Diedrich.</font></em></div>
<p><font face="times new roman,times"> </font><font face="times new roman,times"> </font></p>
<div style="text-align: center"><font face="times new roman,times"><img src="http://www.politicalassassinations.com/images/RFK%20conspiracy%20test.jpg" height="443" width="589" /></font></div>
<p><font face="times new roman,times">C&#8217;est juste après avoir remporté les élections primaires de Californie, qui le relançait dans la course à l&#8217;investiture du parti démocrate en vue de la présidentielle, que Robert Kennedy, se fait assassiner par Sirhan Sirhan, le 5 juin 1968 (il mourra le lendemain à l’hôpital). Bobby venait de terminer son discours et prenait un bain de foule lorsque Sirhan est arrivé et a tiré plusieurs balles à bout portant en direction du sénateur Kennedy. Sirhan Sirhan a déclaré qu’il avait tué Robert Kennedy parce qu’il avait apporté son soutien à Israël dans la guerre des six jours en juin 1967.</font></p>
<p><font face="Times New Roman">Pour en savoir plus sur ce drame, <a href="http://bricabraque.unblog.fr/2007/10/16/1968-lassassinat-de-robert-kennedy/"><font color="#00cc00">cliquez ici.</font></a></font></p>
<div style="text-align: center"><font face="times new roman,times"><img src="http://img515.imageshack.us/img515/1979/koudelkaflagmd5.jpg" height="323" width="500" /></font></div>
<p><font face="times new roman,times">La répression soviétique écrase le “printemps de Prague”. Ici, le corps d&#8217;un jeune Praguois, mort pour avoir tenté de poser un drapeau Tchèque sur un char soviétique. Originaire de Tchécoslovaquie, Josef Koudelka photographie les événements d&#8217;août 1968. Publiées d&#8217;abord anonymement aux Etats-Unis, il reçoit le prix Robert Capa pour ces images saisissantes.</font></p>
<div style="text-align: center"><font face="times new roman,times"><img src="http://www.sitartmag.com/images/josefkoudelka2.jpg" height="198" width="305" /></font></div>
<p><font face="times new roman,times">Du 21 au 27 août 1968, les jeunes Tchèques prennent d&#8217;assaut les chars du pacte de Varsovie venus restaurer l&#8217;ordre soviétique dans cette démocratie populaire “remuante”. Ils tentent d&#8217;entamer une discussion en russe avec les soldats:”Pourquoi êtes-vous là? De quel droit? Où voyez-vous des contre-révolutionnaires?” Les jeunes soldats  soviétiques sont décontenancés par ces réactions.</font></p>
<p><font face="Times New Roman">Pour en savoir plus sur <a href="http://bricabraque.unblog.fr/2007/12/04/printemps-de-prague-ete-1968-et-doctrine-brejnev/"><font color="#cc33cc">le printemps de Prague, lisez l&#8217;article du blog</font></a>.</font></p>
<div style="text-align: center"><font face="times new roman,times"><img src="http://www.horvatland.com/images/entrevues/mccullin-03.jpg" height="450" width="311" /></font></div>
<p align="center"><a href="http://www.horvatland.com/images/entrevues/mccullin-03.jpg"><font face="times new roman,times">http://www.horvatland.com/images/entrevues/mccullin-03.jpg</font></a></p>
<p><font face="Times New Roman">Le Nigéria accède à l&#8217;indépendance en 1960. Il s&#8217;agit d&#8217;un pays composé de peuple très divers: yorubas à l&#8217;ouest du Niger, Ibos à l&#8217;est du fleuve, Haoussas au nord. Ces derniers conservent la prépondérance politique. Les Ibos, implantés dans le sud-est du pays, s&#8217;engagent dans la voie de la sécession et constituent la République indépendante du Biafra (30 mai 1967). La province concentre les 4/5 des richesses pétrolières du pays.</font></p>
<p><font face="Times New Roman">Dans ces conditions, cette tentative séparatiste est inadmissible pour le gouvernement fédéral. Une atroce guerre civile débute alors (elle durera 30 mois, de mai 1967 à janvier 1970) et fait entre 1 et 2 millions de morts. Finalement, cette sécession biafraise est écrasée par l&#8217;armée fédérale nigériane.</font></p>
<p><font face="Times New Roman">Ce conflit est aussi un des premiers terrains d&#8217;action des organisations humanitaires. Ainsi, en septembre 1968, Bernard Kouchner et trois autres médecins se rendent au Biafra à l&#8217;appel de la Croix Rouge qui dénonce une famine meurtrière, provoquée par le blocus mené par le gouvernement fédéral nigérian.</font></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://static.zooomr.com/images/3912062_5a498d6a41.jpg?r=360" height="500" width="325" /></div>
<p align="center"><em><font face="times new roman,times" size="2">Don McCullin:”Biafra” (1969).</font></em></p>
<p><font face="times new roman,times">Une photographie d&#8217;une violence inouïe qui permet de mesurer l&#8217;intensité de la famine provoquée par la guerre du Biafra. Choqué par ce qu&#8217;il voit,  McCulin cesse de photographier les combattants pour se focaliser sur ces enfants sacrifiés. Il entend ainsi convaincre la communauté internationale d&#8217;intervenir pour mettre un terme à cette tragédie. </font></p>
<div style="text-align: center"><font face="times new roman,times"><img src="http://www.news.com.au/common/imagedata/0,,5263629,00.jpg" height="422" width="277" /></font></div>
<p><font face="times new roman,times">En 1968, à Mexico, les deux sprinters américains Tommie Smith et John Carlos protestent contre la ségrégation raciale qui continue de sévir aux EU. Lors de la remise des médailles, ils brandissent le poing ganté de noir, tête baissée, à la manière du Black Power. L’image fait le tour du monde et souligne le rôle primordial que joue désormais la télévision.</font></p>
<p><font face="times new roman,times">Lors d&#8217;une interview accordée en 1997, Tommie Smith revient sur ce geste:”Il ne s&#8217;agit pas de saboter une cérémonie que je respecte, mais de lui donner un sens. […] Les pieds nus évoquent la pauvreté des Noirs en Amérique. Mon foulard et le collier de John Carlos rappellent les lynchages opérés dans le sud. Les poings gantés représentent la force et l&#8217;unité du peuple noir. Je conserve à la main la pousse d&#8217;olivier que l&#8217;on vient de m&#8217;offrir. L&#8217;hymne va commencer. […]”</font></p>
<p><font face="Times New Roman">Pour en savoir plus: <a href="http://bricabraque.unblog.fr/2008/02/16/le-black-panthers-party/"><font color="#0000ff">cliquez ici.</font></a></font></p>
<div style="text-align: center"><font face="times new roman,times"><img src="http://www.argentic.fr/visuals/1513/visual-medium.jpeg" height="311" width="460" /></font></div>
<p><span><font face="times new roman,times">Dick Fosbury par Raymond Depardon, Mexico 1968. Lors de l&#8217;épreuve de saut en hauteur, l&#8217;Américain Dick Fosbury utilise une technique personnelle afin d&#8217;effacer la barre. Il remporte la médaille d&#8217;or en franchissant 2,24m. Il laissera son nom à cette technique qu&#8217;il a mise au point. </font></span></p>
<p><span><font face="Times New Roman">Raymond Depardon est un des photographes (mais aussi  réalisateur) les plus célèbres. Il a couvert un très grand nombre d&#8217;événements clefs. Pour s&#8217;en convaincre, l</font></span><span><font face="Times New Roman">isez <a href="http://www.liberation.fr/transversales/weekend/301862.FR.php"><font color="#9900cc">l&#8217;interview passionnante de Raymond Depardon</font></a> autour de l&#8217;année 1968.</font></span></p>
<p><span></span></p>
<p><span></span></p>
<p><span></span></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://mx.geocities.com/tlatelolco_oculto/portada.jpg" height="230" width="231" /></div>
<p align="center"><span><a href="http://www.camacho.com.mx/tlatelolco68/principal.html"><font face="times new roman,times">http://www.camacho.com.mx/tlatelolco68/principal.html</font></a></span></p>
<p><span><font face="times new roman,times">Le 2 octobre 1968, l&#8217;armée ouvre le feu sur une manifestation étudiante à Mexico, place des Trois-Cultures: on compte plus de 300 morts et centaines de blessés. Au même moment, les medias du monde entier s&#8217;intéresse alors à la capitale mexicaine … car elle accueille les JO.</font></span></p>
<p><span></span></p>
<div style="text-align: center"><font face="times new roman,times"><img src="http://www.iconeparis.com/uploaded_images/21PAR83916-773737.jpg" height="269" width="400" /></font></div>
<p align="center"><span><font face="times new roman,times"><a href="http://www.iconeparis.com/2007/09/raymond-depardon-une-partie-de-campagne.html">Richard Nixon, 1968, Etats Unis d&#8217;Amérique, Campagne présidentielle. (c)<br />
Raymond Depardon/Magnum Photos.</a></font></span></p>
<p><span><font face="times new roman,times">Le républicain Nixon remporte l&#8217;élection présidentielle le 5 novembre 1968. Il devance de peu le démocrate Humphrey, sans doute privé de victoire par la candidature de George Wallace, partisan du maintien de la ségrégation dans le sud des Etats-Unis.</font></span></p>
<p><span></span></p>
<div style="text-align: center"><font face="Times New Roman"><img src="http://img63.imageshack.us/img63/998/apollo8cu4.jpg" height="400" width="500" /></font></div>
<p align="center"><em><font face="times new roman,times"><span>1968 © William Anders</span><span></span><span></span><span></span><span> :”Earthrise” (”clair de terre”).</span></font></em></p>
<p><span><font face="times new roman,times">Cette photo, prise le 24 décembre 1968, est sans doute une les plus célèbres au monde. Pour la première fois, les hommes contemplent leur planète depuis la lune. William Anders, l&#8217;auteur de ce clichet, était un des trois membres de la mission Apollo VIII, à destination de la lune. Tout au long de leur révolution autour de la lune, Borman, Lovell et Anders entament les repérages pour les futures missions d&#8217;alunissage.</font></span></p>
<p><span><font face="Times New Roman">Jamais des hommes n&#8217;avaient vu la Terre de cette manière. L&#8217;astronaute dira d&#8217;ailleurs à son retour: <em>“A un moment, je l&#8217;ai visée avec mon pouce</em> [la Terre]<em>, et, à cette distance, il la cachait entièrement. J&#8217;ai réalisé à quel point nous étions tous insignifiants si tout ce que j&#8217;avais connu pouvait tenir derrière mon pouce.”</em></font></span></p>
<p><span><em><font face="Times New Roman">Sources:</font></em></span></p>
<p><span><font face="Times New Roman"><em>-</em> Le Hors-série du<em> Monde 2</em> consacré à l&#8217;année 1968.</font></span></p>
<p><span><font face="Times New Roman">- Les sites internet ajoutés en lien (ci-dessous et dans le corps de l&#8217;article).</font></span></p>
<p><span><font face="Times New Roman">Liens: </font></span></p>
<p><span><font face="Times New Roman">- La richissime sélection de photos du <a href="http://laiusolibrius.free.fr/index.php"><font color="#cc33ff">Laïs d&#8217;Olibrius.</font></a></font></span></p>
<p><span><font face="Times New Roman">- La série de <a href="http://www.digitaljournalist.org/issue0107/ss01.htm"><font color="#ff0000">clichets terrifiants de John Olson</font></a> lors de la bataille de Huê, au cours de l&#8217;offensive du Têt.</font></span></p>
<p><span><font face="Times New Roman">- Sélection de <a href="http://lukeprog.com/personal/influential_photographs.html"><font color="#339900">52 photographies célébrissimes</font></a>.</font></span></p>
<p><span><font face="Times New Roman">- Des photos des violences et <a href="http://mx.geocities.com/tlatelolco_oculto/"><font color="#996633">assassinats d&#8217;étudiants à Mexico</font></a>.</font></span></p>
<p><span><font face="Times New Roman">- Le dossier documentaire réalisé par M. Augris consacré à <a href="http://dossiers-histoire.blogspot.com/2008/02/lanne-1968-en-france-et-dans-le-monde.html"><font color="#9933ff" face="times new roman,times">L&#8217;ANNEE 1968 EN FRANCE ET DANS LE MONDE</font></a><font face="times new roman,times">. Vous y trouverez une série d&#8217;articles (rédigés par les camarades Augris, Tribouilloy, Diedrich et moi-même) classés par thèmes sur l&#8217;année 1968.</font></font></span></p>
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		<title>Maio 68: Um ano que continua a resistir a qualquer teoria ou interpretação</title>
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		<pubDate>Mon, 12 May 2008 08:41:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
 No campo da memória, cada pessoa colore os eventos de Maio de 68 com os próprios pincéis
Gilles Lapouge &#8211; O Estado de São Paulo
Estamos em maio, esse belo mês, com sua suave luminosidade, os lírios do campo, o verde, as rosas e, como acontece a cada dez anos, as comemorações do Maio de 68, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.danielriot.com/images/medium_mai_68.2.jpg" alt="http://www.danielriot.com/images/medium_mai_68.2.jpg" /></div>
<p><strong> No campo da memória, cada pessoa colore os eventos de Maio de 68 com os próprios pincéis</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Gilles Lapouge &#8211; O Estado de São Paulo</strong></p>
<p>Estamos em maio, esse belo mês, com sua suave luminosidade, os lírios do campo, o verde, as rosas e, como acontece a cada dez anos, as comemorações do Maio de 68, as amplas revoltas estudantis que não conseguiram demolir o governo francês mais poderoso e mais respeitável do século, o governo do general De Gaulle.</p>
<p>Nenhuma cerimônia de aniversário, mas muitas reuniões, artigos, livros, um “espírito da época”. Por que tantos discursos? Em primeiro lugar, porque 40 anos se passaram. Um lapso de tempo que dá àqueles eventos um “ar histórico”.</p>
<p>Além disso, o presidente Nicolas Sarkozy, quando ainda era um homem “glorioso” e não um “ineficaz” (ou seja, há um ano), definiu-se como “o homem que ia liquidar Maio de 68”. Bravo Nicolas! (alguns meses depois, Sarkozy casou-se com uma espécie de ressurreição dos estudantes de Maio de 68, a bela Carla Bruni, “queridinha” da “esquerda festiva”, superlativamente).</p>
<p>E, de novo, percebe-se que Maio de 68 continua rebelde a todas as interpretações, teorias e recuperações. Cada um colore Maio de 68 com os próprios pincéis, com cores que, segundo o caso, são ou anarquistas, ou festivas, utópicas, tirânicas, sexuais, dirigistas, individualistas, comunitárias, etc.</p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/05/maio-68-um-ano-que-continua-a-resistir-a-qualquer-teoria-ou-interpretacao/5192/" rel="attachment wp-att-5192" title="mai68.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/05/mai68.jpg" alt="mai68.jpg" align="left" /></a>Maio de 68 é um episódio incompreensível sobre o qual todos os modelos apenas resvalam. Mesmo com 40 anos de distância, ninguém sabe realmente o que foi exatamente. É um “objeto histórico não identificado”, não identificável; não se parece com nada. E nada do que se faz ou do que se pensa hoje poderia se dizer que é um eco, um reflexo, mesmo deformado, de Maio de 68.</p>
<p>Por exemplo, hoje, nesta primavera de 2008, as ruas de Paris ferveram, com alunos, estudantes, professores, gritando. Imediatamente, os jornais evocaram uma espécie de “prolongamento” ou um obscuro “retorno” de Maio de 68. Ora, basta ouvir os slogans gritados hoje para compreender que são antípodas daqueles de 68.</p>
<p>Em Maio de 68, os estudantes se manifestaram contra a disciplina, contra os mestres que impunham uma ordem austera, contra as faculdades onde os professores, os “mandarins”, davam seus cursos em toga e arminho. Maio de 68 queria, ao contrário, que as obrigações e as lições desaparecessem, que os exames fossem abolidos, que os professores se recolhessem no seu canto, que as idéias se fizessem sozinhas, por partenogênese, por qualquer um e por todo o mundo.</p>
<p>Em 2008, os netos dos magníficos doidivanas de 68 são sérios como cardeais. Invadem a rua para reclamar o contrário da liberdade cara a seus “jovens avós” de 1968: eles querem mais professores, mais lições para “decorar”, mais disciplina, mais exames, mais seriedade.</p>
<p>Os manifestantes de 68 eram alegres como as borboletas, os loucos, os malabaristas. Os de 2008 são circunspectos, angustiados. Têm medo de seus estudos, da profissão que não vão encontrar, da sociedade macilenta que os aguarda.</p>
<p>Salvo alguns casos um pouco patológicos, os estudantes de 2008 não falam em revolução, mas de ordem, regulamentos. Empreendem um combate corporativista, sem jamais questionar as estruturas da sociedade presente. Querem apenas melhorar as engrenagens e, sobretudo, que os mestres os façam trabalhar, que os preparem para a sua futura inserção, sem dramas, na sociedade liberal.</p>
<p>Em Maio de 68, o termo “revolução” estava em todas as bocas. E cada grupo desse “conjunto em fusão”, como disse Sartre, produzia o próprio modelo de revolução. Cada um tentava trazer novamente à tona uma antiga revolução fracassada ou subvertida.</p>
<p>Era a “tomada da Bastilha” em 1789, Lenin dançando na neve de Moscou em 1905 durante a revolução bolchevique (fracassada), ou a Comuna de Paris (anarquista) em 1871, a revolução literária do surrealismo em 1920, ou mesmo a revolução de Mao Tsé-tung.</p>
<p>Por isso, houve tantas barricadas nas ruas de Paris: como os estudantes souberam que, em julho de 1848, e na primavera de 1871, os insurgentes erigiram barricadas com paralelepípedos, resolveram fazer a mesma coisa, numa imitação um tanto supersticiosa e nostálgica, atirando-os contra os pobres policiais.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.mtholyoke.edu/%7Ecjpulver/mai-68/mai68.jpg" alt="http://www.mtholyoke.edu/~cjpulver/mai-68/mai68.jpg" height="327" width="468" /></div>
<p>Mas, mesmo quando invocavam esta ou aquela antiga revolução, torciam o seu sentido. Era uma referência mais “literária” do que “política”. Maio de 68 não pretendia tanto repensar a sociedade, mas mudar a visão do mundo, inventar uma nova filosofia. Os estudantes apostavam que, após a sua revolução, uma outra sociedade, como nunca houve até então na história, aliás bastante imprecisa, seria construída com base naquela nova visão do homem.</p>
<p>Por isso, a herança mais concreta de 1968 se inscreve menos no âmbito da política e mais no campo dos costumes, quase da filosofia. A primeira centelha de Maio de 68 não foi uma reivindicação financeira ou de uma alternativa à sociedade capitalista: foi um pedido apresentado pelos estudantes para se permitir que os rapazes fossem ao quarto das meninas no campus da universidade de Nanterre.</p>
<p>E o mesmo para convidar os professores das faculdades a sacudirem a poeira na qual dormitavam há dois séculos, a virem se juntar à “modernidade”. Pouco tempo depois de Maio de 68, assistimos a um espetáculo extraordinário: um professor chegou à sala de aula em “jeans” (da marca Lévi Strauss 501, aliás impecável), na faculdade revolucionária de Vincennes. Era o grande lingüista americano Noam Chomsky.</p>
<p>Inútil dizer que as mudanças desencadeadas por Maio de 68 em relação aos costumes, no cotidiano, na “visão do mundo”, são uma das maiores heranças desse mês extraordinário: a permissão de as mulheres usarem calças compridas, a fraternidade, a simplicidade, a liberação sexual, o direito ao aborto, o reconhecimento dos casais homossexuais, tudo isso foi efeito direto, às vezes tardio, de 68.</p>
<p>Com os dias passando, esse movimento lúdico constatou com espanto que aquela agitação se comunicava por si só: de amigo para amigo, ela foi para outras universidades e depois passou para a França inteira e foi além. Os estudantes viram que, sem que fosse aquele o objetivo, tinham adquirido um enorme contrapoder que fez vacilar o majestoso e brilhante general De Gaulle.</p>
<p>A palavra até então acorrentada se soltou, como louca, meio embriagada. Todo mundo falava com todo mundo. As barreiras sociais, cívicas, educacionais, geracionais, os códigos glaciais de comportamento, tudo desmoronou&#8230; Paris falava, falava, como um ébrio. Falava-se qualquer coisa, uma profusão de besteiras e algumas idéias inspiradas.</p>
<p>Com o passar do tempo, conceitos mais nitidamente políticos se insinuaram, tanto mais que o movimento se ampliou de tal maneira que contagiou outras classes, além da estudantil: operários, patrões, médicos, cineastas, todo o mundo. O movimento, ao crescer, se politizou.</p>
<p>E desse segundo capítulo, mais político, o que restou? Aparentemente nada. A sociedade se reconstituiu com seus altos edifícios, suas cidadelas, seus softwares. Ela se desenvolveu ao contrário das esperanças de 68, com Reagan, Thatcher, a ordem moral, etc&#8230;</p>
<p>Mas, na realidade, assim mesmo Maio de 68 se inscreveu na “política”. Para mim, um dos momentos mais bizarros dessas jornadas bizarras foi o grande desfile organizado no coração de Paris, em torno da praça Denfert-Rochereau.</p>
<p>Era um início de tarde. Nessa praça há uma estátua de um grande leão de bronze. Os manifestantes afluem de todas as partes, em grupos distintos: libertários, poetas, comunistas, vândalos, maoístas, arruaceiros, anarquistas, tipos divertidos.</p>
<p>Um jovem escala a estátua do leão. É um ruivo. Chama-se Daniel Cohn-Bendit. Parece um duende. É ele quem vai organizar o imenso cortejo. Com um megafone, chama os diferentes grupos: libertários, “fourieristas”, trotskistas, etc. E termina, gritando: “&#8230; e a crápula stalinista, no fim do cortejo!” Nesse dia, alguma coisa se passou no fundo das consciências. Maio de 68 permitia à juventude, pela primeira vez e solenemente, ser ao mesmo tempo “de esquerda” (pois Maio de 68 foi um movimento de esquerda) e, no entanto, ferozmente anti-stalinista, anticomunista, anti-soviética.</p>
<p>Não vamos dizer que Maio de 68 prefigurou os tremores de terra que se verificaram 20 anos depois e que derrubaram a fortaleza soviética. Pelo menos, precisamos reconhecer que, nessa ocasião, esses revoltosos, um pouco loucos e um pouco infantis, de Maio de 68, alguns dias antes de serem rechaçados ao seu silêncio pelo retorno triunfal de De Gaulle, pressentiram os enormes abalos que se seguiram, do arquipélago de Gulag às pregações do papa João Paulo II, da glasnost de Gorbachev às revoltas, também corajosas e grandiosas, das populações de Varsóvia ou de Berlim Oriental, cujo resultado seria a morte do comunismo, nos anos 90.</p>
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		<title>Nuit 68 : «Enragez-vous»</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Mar 2008 05:18:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[par Agnès Giard
«2008. Esprit de contestation, es-tu là ?» Vendredi 21 mars, au Lieu Unique, à Nantes, entrez librement dans un centre d’art reconverti en usine à penser : conférences, projections de films, lectures, discussions, musique… Et beaucoup de cul —il en faut—, pour redonner aux gens le goût du plaisir.

Le plaisir librement pris, le [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99"><strong>par Agnès Giard</strong></p>
<div class="entry-body">«<em>2008. Esprit de contestation, es-tu là ?»</em> Vendredi 21 mars, au <a href="http://www.lelieuunique.com/inclassables/fiches/fiche_i6.html"><em>Lieu Unique</em></a>, à Nantes, entrez librement dans un centre d’art reconverti en usine à penser : conférences, projections de films, lectures, discussions, musique… Et beaucoup de cul —il en faut—, pour redonner aux gens le goût du plaisir.<a href="http://sexes.blogs.liberation.fr/.shared/image.html?/photos/uncategorized/2008/03/20/nuit68.jpg" onclick="window.open(this.href, '_blank', 'width=400,height=100,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://sexes.blogs.liberation.fr/.shared/image.html?/photos/uncategorized/2008/03/20/nuit68.jpg" onclick="window.open(this.href, '_blank', 'width=400,height=100,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://sexes.blogs.liberation.fr/agnes_giard/images/2008/03/20/nuit68.jpg" title="Nuit68" alt="Nuit68" border="0" height="100" width="400" /></a></div>
<p>Le plaisir librement pris, le plaisir sans entraves, sans tabous, sans honte, n’est-il pas plus que jamais d’actualité ? «<em>68 ne fait que commencer</em>», affirme François Cusset. Enseignant de l’histoire intellectuelle à Sciences Po, auteur de <a href="http://www.amazon.fr/Queer-critics-litt%C3%A9rature-d%C3%A9shabill%C3%A9e-homo-lecteurs/dp/2130527930"><em>Queer Critics</em></a> et <a href="http://www.amazon.fr/French-Theory-Fran%C3%A7ois-Cusset/dp/2707146730"><em>French Theory</em></a>, il n’a pas la dent tendre avec les soixante-huitards : «<em>On a l’impression d’avoir trop entendu parler de mai 68, une overdose soixante-huitarde, que ça soit pour ou contre. C’est que ce sont toujours les mêmes qui s’en font les représentants, qui nous en éloignent comme d’une préhistoire et nous repassent toujours les mêmes clichés évitant de penser. Alors que tout ce qui fait la singularité de mai 68 est toujours d’actualité.»</em><br />
A 19h, au Lieu Unique, François Cusset inaugure les débats avec un coup de gueule bien mordant. Non, Mai 68, ça n’était pas qu’un feu de paille. Oui, le combat continue. Vous voulez être heureux ? Alors, au boulot.</p>
<p>Organisée par Virginie Pringuet, la Nuit 68 est une invitation à faire la fête mais, surtout à retrousser les manches. Bien que nous vivions dans un des pays les plus libres au monde, il y a encore tellement de choses à changer. Certains vieux slogans conservent toute leur charge explosive : “<em>Déboutonnez votre cerveau aussi souvent que votre braguette”, “Faites l’amour et recommencez”, “Enragez-vous”, “Je décrète l&#8217;état de bonheur permanent”, “Inventez de nouvelles perversions sexuelles”, “Consommez plus, vous vivrez moins”, “Sous les pavés, la plage”, “Il est interdit d’interdire”, “Je prends mes désirs pour la réalité car je crois en la réalité de mes désirs”, “Jouissez sans entraves, baisez sans carotte”, “La liberté d&#8217;autrui étend la mienne à l&#8217;infini”, “Faites l’amour, pas la guerre”, “Dieu, c&#8217;est moi”, “Aimez-vous les uns les autres”, “Plus je fais l&#8217;amour, plus j&#8217;ai envie de faire la révolution. Plus je fais la révolution, plus j&#8217;ai envie de faire l&#8217;amour”, “La vie est ailleurs”, “L’imagination au pouvoir”</em> et mon préféré : <em>“Zelda, je t&#8217;aime ! À bas le travail !”</em>.</div>
<p>Naïfs, foutraques, enthousiastes, frénétiques oui et alors. Ces slogans ont au moins le mérite de proposer une alternative. Et c’est que la Nuit 68 propose aussi, avec notamment une programmation de films consacrée au “<a href="http://www.lepeuplequimanque.org/nuit68">cinéma insurrectionnel</a>” bourrée de pépites historiques : le <em>SCUM manifesto</em>, par exemple (de Carole Roussopoulos et Delphine Seyrig, 1976), incroyable mise en scène du livre de Valerie Solanas. Née en 1936, violée par son père, abandonnée à 15 ans par des parents qui avaient divorcé, survivant grâce à la mendicité et la prostitution, Valérie Solanas est considérée comme une des leaders les plus radicales du mouvement féministe aux USA. Et pour cause. En 1968, elle publie un tract à la violence défoulatoire, qui prône l’éradication des hommes. Il s’intitule <em>S.C.U.M.</em> (racaille) et certains l’on traduit : “<em>Société pour Castrer les Mâles</em>” (<em>Society for Cutting Up Men</em>). Valerie Solanas y écrit : “<em>Vivre dans cette société, c&#8217;est au mieux y mourir d&#8217;ennui. Rien dans cette société ne concerne les femmes. Alors, à toutes celles qui ont un brin de civisme, le sens des responsabilités et celui de la rigolade, il ne reste qu&#8217;à renverser le gouvernement, en finir avec l&#8217;argent, instaurer l&#8217;automation à tous les niveaux et supprimer le sexe masculin.</em>»</p>
<p>Son texte est drôle, fou-furieux, plein d’une rage libératrice, mais dans la vie, hélas, Valerie Solanas accumule les bêtises. Toxicomane et meurtrière, elle finira par mourir prématurément dans un hôpital public de San Francisco. Qu’importe. Son manifeste a le mérite d’agiter violemment l’opinion. En 68, la révolution sexuelle est en marche. En 2008, qui la fera aboutir ? Kantuta Quiros et Aliocha Imhoff, qui sélectionnent les films les plus agit-pro-cul de Nuit 68 ont bien l’intention de reprendre le flambeau. “<em>Nous ne commémorons pas 68, nous n’avons pas connu 68. Nous n’avons que la nostalgie du futur. Happening et art total, militantisme insurrectionnel et front homosexuel révolutionnaire, black power et féminisme radical composeront un journal contre-culturel cinématographique «des années 68», qui entraînèrent dans leur sillage un profond bouleversement des rapports entre art et politique, à la force inaliénable, contradictoire, et toujours vivante.</em>”  Toujours vivant, l’esprit de la révolte ? C’est ce qu’on va voir au Lieu Unique.</p>
<p><span style="color: #333366"> Nuit 68 : vendredi 21 mars, de 18 heures à 5 heures du matin.</span></p>
<p><span style="color: #333366"><span style="font-style: italic">«</span><em>Dans son discours du 29 avril 2007, Nicolas Sarkozy fustige l’héritage du mail 68. La pensée anti-68 n’est pas nouvelle, elle s’est déjà exprimée dans les années 80, notamment dans le livre écrit par Alain Renaut et Luc Ferry, “La Pensée 68”. 40 ans après, faudrait-il envoyer aux oubliettes tous les changements profonds qui se sont opérés dans notre société, illustrés par les fameux événements ? L’héritage serait-il à ce point négatif ? Et qu’en pensent aujourd’hui les enfants de 68 ? La forme de naïveté, l’élan, la joie qui ont permis la révolte, existent-ils aujourd’hui ? Nuit 68 n’est pas une commémoration ni un rassemblement nostalgique de soixante-huitards, plutôt quelques aperçus de l’esprit de contestation dans notre société d’un point de vue artistique, social, médiatique… Au cours de cette nuit particulière, il y aura des conférences, discussions, lectures, projections… Avant que la soirée  ne se cloture en musique !</em>»</span></p>
<p><a href="http://www.lelieuunique.com/">Le lieu unique</a> : 2 rue de la biscuiterie, 44013 Nantes.</p>
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