06/10/2009 - 12:56h Coluna Panorama Político do jornal O Globo

Leia a integra da coluna de Ilimar Franco com Fernanda Krakovics, no jornal O Globo


Yeda_pesquisa

06/10/2009 - 09:25h Impeachment de governadora tucana de Rio Grande do Sul é apoiado por 62%

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Mesmo tendo assinado documento de apoio a Yeda, o candidato José Serra quer distancia


No RS, 74% desaprovam Yeda e 62% querem saída

Segundo Ibope, 43% dos gaúchos consideram seu governo péssimo

Elder Ogliari, PORTO ALEGRE – O Estado SP

Uma pesquisa feita pelo Ibope para o Grupo RBS mostra que a maioria dos gaúchos desaprova o desempenho da governadora Yeda Crusius (PSDB) e é favorável ao seu afastamento do cargo no momento em que ela enfrenta a maior crise política de sua conturbada gestão.

O resultado foi divulgado ontem pelo jornal Zero Hora. Os números indicam que 43% da população avalia o governo estadual como péssimo, 21% como ruim, 24% como regular, 9% como bom e 2% como ótimo.

Entre os entrevistados, 74% desaprovam o desempenho da governadora e 19% aprovam. Uma maioria de 84% diz ter conhecimento do processo de impeachment que tramita na Assembleia Legislativa. O índice de consultados favoráveis ao afastamento da Yeda é de 62%, enquanto o dos contrários é de 22% e o de indiferentes, de 8%.

Para 29%, as denúncias de envolvimento da governadora com a fraude do Detran gaúcho são verdadeiras, enquanto para 39% são mais verdadeiras do que falsas, para 12% são mais falsas que verdadeiras e para 3% são falsas.

Outra parte da mesma pesquisa foi divulgada no domingo, indicando a atual intenção de voto dos gaúchos um ano antes da eleição. O candidato do PT, Tarso Genro, lidera todas as projeções estimuladas para o primeiro turno, com índices de 37% a 40% e é seguido por José Fogaça (PMDB), com 28% em dois cenários, ou Germano Rigotto (PMDB), com 26% e 27%.

Yeda aparece em quarto lugar em dois cenários, com 5% e 4%. Em quatro das projeções para o segundo turno, a governadora fica com índices de 8% a 11%, contra adversários como Rigotto, com 48%, Beto Albuquerque (PSB), com 54%, Fogaça, com 61%, e Tarso, com 65%.

A pesquisa ouviu 812 pessoas de 52 municípios do Estado entre os dias 25 e 29 de setembro. A margem de erro é de 3 pontos porcentuais para mais ou para menos.

PROBLEMAS

No início de agosto a governadora se viu na condição de ré, com outras oito pessoas, de uma ação de improbidade administrativa na Justiça Federal. Enfrenta uma Comissão Parlamentar de Inquérito que tenta encontrar vínculos de agentes públicos com a fraude que desviou R$ 44 milhões do Detran entre 2003 e 2007. Além disso, espera que uma comissão especial de deputados negue a admissibilidade de um processo de impeachment proposto pelo Fórum de Servidores Públicos Estaduais (FSPE). Yeda nega participação em qualquer irregularidade.

Um de seus principais aliados, o deputado federal Cláudio Diaz (PSDB), admitiu que o partido avalia com preocupação os índices apurados pelo Ibope. Mas acredita que o quadro vai mudar porque a Assembleia deve rejeitar a tramitação do processo de impeachment, ainda nesta semana. Para ele, tanto a CPI como a Justiça não encontraram provas contra a governadora. Diaz afirmou que a crise política e o mau momento de Yeda nas pesquisas são resultado do esforço “denuncista e antidemocrático” que a oposição faz para “desacreditar um governo de realizações”.

O deputado Henrique Fontana (PT) refuta as acusações de Diaz. “É quase inacreditável que o PSDB pense que o Ministério Público Federal, a Polícia Federal e a Justiça Federal estejam envolvidos num complô contra o partido.”

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Aécio, Alckmin, Yeda e Serra. Agora todos querem abandonar a governadora a sua própria sorte


RIO G. DO SUL

Impeachment de governadora é apoiado por 62%

DA AGÊNCIA FOLHA, EM PORTO ALEGRE

Pesquisa do Ibope divulgada ontem revela que 62% dos eleitores do Rio Grande do Sul são favoráveis ao impeachment da governadora Yeda Crusius (PSDB) por causa das acusações de corrupção.
A permanência dela é defendida por 22%. A pesquisa, publicada ontem no jornal “Zero Hora”, ouviu 812 pessoas de 25 a 29 de setembro. A margem de erro é de três pontos.
Yeda é acusada pelo Ministério Público de ter recebido propina de operadores da fraude que desviou R$ 44 milhões do Detran-RS de 2003 a 2007.
As acusações geraram CPI e processo de impeachment na Assembleia, além de ação de improbidade na Justiça Federal. Yeda nega as denúncias. Ontem, no “Roda Viva”, ela disse que os números apontam que “a população quer a investigação [das denúncias] como eu quero”. Ela atribuiu a má avaliação do governo ao “mercado de escândalo que tem no RS”.

Colaborou a Reportagem Local

19/05/2008 - 16:07h RS Urgente: Há um cheiro de podre no reino da Yeda

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“Lair Ferst arrecadou recursos no 2° turno da campanha de Yeda Crusius”

Garantindo estar falando em nome do vice-governador Paulo Feijó (DEM), Enio Bacci informou que Lair Ferst foi arrecadador de recursos no segundo turno da campanha de Yeda Crusius. “O vice-governador me autorizou a dizer isso”, disse o ex-secretário da Segurança. “Ele acompanhou a campanha e me disse que está disposto a vir a CPI para contar o que sabe”. Bacci sugeriu ao presidente da CPI, deputado Fabiano Pereira (PT) que faça um convite a Paulo Feijó. “Ele quer vir na CPI, reforçou o deputado pedetista.
Enio Bacci disse ainda que Paulo Feijó contou-lhe que ao ver, durante a campanha eleitoral, uma planilha de custos com o valor de R$ 6,5 milhões para pagar o marqueteiro Chico Santa Rita achou a soma exagerada e comentou o fato com o próprio Santa Rita. A resposta do publicitário surpreendeu o candidato a vice de Yeda: “Me pediram para colocar este valor, mas por R$ 1 milhão eu faço”.

Ênio Bacci acusa governadora de omissão

Em seu pronunciamento inicial na CPI do Detran, o ex-secretário da Segurança Pública Ênio Bacci (PDT) confirmou que levou ao conhecimento da governadora Yeda Crusius (PSDB) um conjunto de denúncias sobre irregularidades no Detran. Segundo ele, mais da metade dos contratos do Detran tem problemas. Entre eles, citou uma licitação para contratação de uma empresa de limpeza que trabalharia nas delegacias de polícia do Estado. Segundo ele, há fortes indícios de que a licitação foi dirigida para que a empresa Santos Alves fosse vencedora.Uma cláusula do edital de licitação estabelecia como exigência que as empresas candidatas tivessem uma declaração por escrito afirmando que conheciam todas as 700 delegacias do Estado. Curiosamente, acrescentou o ex-secretário, em 30 dias a empresa Santos Alves tinha em mãos declarações de todas as delegacias. Foi um contrato de 480 mil/mês, 6 milhões/ano. Bacci também denunciou uma “farra nas locações de veículos” no Detran, com práticas de superfaturamento e de emissão de notas falsas.O deputado federal acusou a governadora e o ex-secretário de Segurança, José Otávio Germano (PP) de omissão diante das denúncias e anunciou que está preparando uma ação civil pública para fazer com que as autoridades do Poder Executivo que não apuraram as denúncias sejam responsabilizadas, inclusive do ponto de vista da reparação dos prejuízos para os cofres públicos.
O relator da CPI, deputado Adilson Troca (PSDB), tentou defender a governadora, perguntando a Bacci se, entre as denúncias que teriam sido encaminhadas por ele à governadora, estavam os contratos do Detran com a Fatec e a Fundae, fundações universitárias acusadas de envolvimento na fraude. O ex-secretário respondeu que, enquanto esteve na secretaria, não ficou sabendo de problemas com as fundações mas salientou que alertou Yeda Crusius sobre uma série de outras irregularidades que estariam sendo praticadas pelas mesmas pessoas que, posteriormente, foram presas pela Polícia Federal. Ainda segundo Bacci, o que foi revelado pela Operação Rodin é apenas a ponta do iceberg.