16/10/2009 - 16:30h Políticas que avancem governo Lula desafiam programa de candidata

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Paulo de Tarso Lyra, de Brasília – VALOR

O grupo de trabalho criado pelo PT para elaborar o programa de governo da candidata à Presidência Dilma Rousseff estabeleceu ontem quatro grandes diretrizes de trabalho: um Plano Nacional de Desenvolvimento, englobando questões como economia, meio ambiente, educação, ciência e tecnologia e política externa; uma abordagem de continuidade dos programas sociais do governo Lula; uma análise sobre a política institucional brasileira, incluindo uma proposta para tornar o estado mais ágil e a sociedade mais democrática e participativa; e um último ponto, mais amplo, tratando de questões diversas, como violência, juventude e cultura.

A ideia é apresentar este planejamento para a chefe da Casa Civil já na semana que vem. Segundo o assessor especial da Presidência para assuntos internacionais e coordenador do grupo de Trabalho, Marco Aurélio Garcia, o grande desafio é montar um plano de ação que mostre o que será feito além das realizações obtidas ao longo destes últimos oito anos. “De qualquer maneira, estamos diante de uma herança positiva que será deixada pelo governo Lula”, afirmou ele, que exerceu a mesma função nas campanhas de 1994, 1998 e 2006. Em 2002, ele ajudou na elaboração do programa, mas não foi o coordenador dos trabalhos.

Dentro do que Marco Aurélio chamou de Plano Nacional de Desenvolvimento, encontram-se temas econômicos, ambientais, educacionais e científicos, como antecipou o Valor.

Durante reunião com a bancada de deputados federais do PT, no início do ano, Dilma disse ser fundamental aproveitar o que ela chamou de “era do conhecimento”, com pesados investimentos nas áreas de educação e pesquisas científicas e tecnológicas. Estes dois pontos foram incluídos no Fundo Social, formado com recursos do pré-sal, e relatado na Câmara pelo deputado Antonio Palocci (PT-SP), um dos mais atuantes nesta fase de pré-campanha de Dilma.

Outro tema forte do programa será a política social. Marco Aurélio ressaltou que o grande legado da gestão Lula foi incluir pessoas que estavam à margem do sistema social com políticas consistentes de crescimento econômico. Embora haja a intenção de dar um tratamento qualificado para este assunto, Marco Aurélio lembrou que ele está diretamente relacionado ao plano de desenvolvimento nacional.

No eixo batizado de políticas institucionais, Marco Aurélio afirmou que a intenção é discutir o sistema político nacional, a força das instituições brasileiras e formas para amplificar a participação da sociedade no debate das políticas públicas. O petista apontou uma das principais críticas feitas à atual gestão e que, segundo ele, soa vaga no debate público: o tamanho do Estado brasileiro. “Eu vejo as pessoas falarem muito que o Estado está inchado. Mas não se qualifica esta discussão, as pessoas ficam presas apenas aos números.”

Segundo o assessor especial, a ideia é trabalhar em cima de uma reforma administrativa que “torne o Estado mais eficiente e profissional”. Ele disse que ainda há carências na máquina pública e cita, como exemplo, uma recente reunião que teve com assessores para debater comércio exterior: “O Brasil ainda perde grandes oportunidades na área de comércio exterior por carência de profissionais qualificados.”

Por fim, o plano de governo vai debater algumas questões mais genéricas, como políticas para a juventude, ações de combate à violência, estímulos à produção cultural. Marco Aurélio acrescentou ainda que, apesar de amplo, o programa de governo deve trazer grandes eixos, mas não detalhar ações, o que acontecerá em um momento posterior com a elaboração das devidas políticas públicas. “A reunião de ontem serviu para definir os temas e a metodologia para agrupá-los. Será um bom subsídio tanto para os discursos como para apresentar nos debates com os partidos aliados”, completou Marco Aurélio.

15/10/2009 - 12:42h Dilma monta ”núcleo político” da candidatura

Palocci, Gilberto Carvalho e Franklin Martins integram grupo, que já vem se reunindo com Lula e a ministra

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Dilma e Lula


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Lula e Franklin Martins

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Lula e Palocci

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Fernando Pimentel, Ricardo berzoini e o marketeiro João Santana

Vera Rosa, BRASÍLIA – O Estado SP

Sob a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, montou um núcleo político para coordenar sua campanha ao Palácio do Planalto. Integrado pelo deputado Antonio Palocci (PT-SP), que chefiou a equipe do programa de governo de Lula, em 2002, o grupo já se reuniu três vezes com o presidente e com Dilma, nos últimos dois meses, com o objetivo de traçar estratégias para a corrida de 2010.

Além de Palocci, fazem parte do time o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, o ministro Franklin Martins (Comunicação Social), o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), e o marqueteiro João Santana.

No último jantar, há cerca de um mês, Lula falou sobre dificuldades enfrentadas em suas campanhas para atrair apoios além das “fronteiras da esquerda”. Foi dessas conversas reservadas que saiu a ideia de Dilma comandar reuniões com os partidos aliados e apresentar-se como candidata disposta a fazer acordos políticos, e não apenas como “gerentona” do governo.

Santana, por sua vez, tem orientado a ministra a vestir o figurino da simpatia. Dona de temperamento explosivo, Dilma ficou conhecida na Casa Civil por distribuir broncas. “Sou uma mulher dura, cercada por homens meigos”, diz ela, toda vez que é lembrada de sua “fama”. O marqueteiro deixou Dilma sorridente e pediu a ela que usasse cores mais vivas.

Nos bastidores, porém, é Palocci que ocupa papel de destaque nessa fase de aquecimento da maratona eleitoral, por vezes trocando “figurinha” com o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu. Não foi à toa que Palocci compareceu ao jantar na casa de Dilma com dirigentes e parlamentares do PDT, no último dia 6, e com os aliados do PR, na noite de terça-feira. Visto com uma espécie de curinga por Lula, o ex-ministro da Fazenda tanto pode ser candidato do PT ao governo paulista como coordenador da campanha de Dilma.

Na prática, o destino de Palocci está atrelado ao do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), ex-ministro da Integração. O Planalto quer desidratar a candidatura de Ciro à Presidência – tanto que deflagrou ofensiva a fim de garantir o apoio de vários partidos a Dilma – e tenta empurrá-lo para a sucessão do governador José Serra (PSDB).

O cenário dos sonhos de Lula é uma disputa plebiscitária entre Dilma e Serra, para comparar os oito anos de governo do PT com o mesmo período da gestão do PSDB de Fernando Henrique. No xadrez montado pelo presidente, Ciro concorre a governador de São Paulo, com o apoio do PT, e sai do caminho de Dilma. Se esse jogo for confirmado, Palocci não entrará na corrida ao Bandeirantes e poderá coordenar a campanha de Dilma.

Absolvido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da acusação de violar o sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, em 2006, o deputado também tem o nome citado para ocupar a Casa Civil, quando Dilma deixar o governo para assumir a candidatura. Lula, porém, tem dúvidas sobre quem deve ser o substituto da ministra.

06/10/2009 - 08:27h PT reage a Ciro com 6 postulantes em São Paulo

Partidos: Para Marta, deputado do PSB “não tem nada a ver com SP”

Eduardo Knapp / Folha Imagem
Foto Destaque
Palocci, Edinho e Berzoini: sob pressão do presidente Lula, estratégia petista é viabilizar um nome para a hipótese de Ciro não vingar como candidato


Caio Junqueira, de São Paulo – VALOR

O PT paulista começou ontem a se articular para construir uma candidatura própria ao governo do Estado de São Paulo. A ideia é ter ainda este ano um nome para ser colocado na mesa de negociação com os aliados no início de 2010. Por enquanto, os pretendentes são o senador Eduardo Suplicy, a ex-ministra Marta Suplicy, o prefeito de Osasco, Emídio de Souza, os deputados federais Arlindo Chinaglia e Antonio Palocci, e o ministro da Educação, Fernando Haddad.

O encontro foi uma resposta imediata às movimentações do PSB estadual, que promoveu uma agressiva campanha de filiação de personalidades para alavancar uma candidatura ao Palácio dos Bandeirantes. No saldo final, o partido trabalha com três nomes: o deputado federal Ciro Gomes, o vereador paulistano Gabriel Chalita e o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf. “Não dá para lideranças do PSB afirmarem que o partido terá candidato independentemente do PT. É uma postura inábil”, disse o presidente do PT-SP, Edinho Silva.

Os petistas avaliam que é necessário construir um nome na legenda sem fechar as portas para qualquer aliado. O receio é de que se Ciro se lançar à Presidência da República no próximo ano, o partido não tenha um nome viável a quem apoiar tampouco para lançar à sucessão paulista. Até mesmo o apoio a Ciro no Estado é dúvida.

“O Ciro mudou o domicílio eleitoral para São Paulo mas declara que prefere a candidatura a presidente. Precisamos nos preparar desde já, construir um calendário sem fechar as portas para os aliados”, afirma o presidente nacional da sigla, deputado Ricardo Berzoini, que colocou algumas ressalvas a serem observadas em uma possível aliança com o PSB: “Tem muitos setores do PSB aliados ao governo do Estado aqui”.

Outras lideranças, como Marta Suplicy, foram mais contundentes. “Estamos chegando a percepção de que a candidatura Ciro não tem nada a ver com São Paulo. O PSB nunca fez caminho das flores para o PT aqui”, disse a ex-ministra, que defende a candidatura Palocci. “Para aprovar o Ciro temos que saber como o PSB vai estar em nível nacional. Nas últimas eleições eles não se coligaram formalmente conosco”, disse Edinho.

Os principais defensores da aliança com Ciro Gomes foram os emissários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, autor da idéia: o líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante, e na Câmara, Candido Vaccarezza. Palocci defendeu que o nome de Ciro deve ser considerado em se tratando de uma aliança com o PSB.

Embora haja dúvida, a aliança com o PSB para enfrentar os 16 anos de gestão tucana no Estado só teria chances de ocorrer se Ciro fosse candidato. Paulo Skaf está informalmente descartado pelo PT. “Não podemos vetar nenhum nome, mas o Ciro tem mais sensibilidade dentro de setores do PT. Ninguém falou em abrir diálogo com o PSB sendo o Skaf candidato”, disse Edinho.

De acordo com ele, a atuação pró-ativa de Skaf pela derrubada da CPMF em dezembro de 2007, percorrendo gabinetes no Senado e organizando manifestações, é o principal motivo. Sua atuação como estimulador do movimento “Cansei”, em julho de 2007, oficialmente “Movimento Cívico pelos Direitos dos Brasileiros”, reforça a rejeição interna. “Ele teve posições políticas que se traduzem hoje em resistências ao seu nome. Suas posições geraram descontentamento no PT e no governo”, afirmou Edinho.

02/10/2009 - 20:39h Ciro em SP?: Berzoini diz que há espaço para socialista; Marta Suplicy, no entanto, defende candidatura de Antonio Palocci

Com transferência de título, PT já admite apoiar Ciro em SP

Carolina Freitas, da Agência Estado


Em sentido horário: Palocci, Ivo e Eleonora Rosset e Berzoini, durante ato na Câmara Municipal

HÉLVIO ROMERO/AE – Em sentido horário: Palocci, Ivo e Eleonora Rosset e Berzoini, durante ato na Câmara Municipal


SÃO PAULO - Em evento na Câmara Municipal de São Paulo, o presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, admitiu nesta sexta-feira, 2, a possibilidade de o partido apoiar uma eventual candidatura do deputado federal Ciro Gomes (PSB) ao governo de São Paulo em 2010. Sentada a poucos metros de Berzoini, a ex-prefeita Marta Suplicy, por sua vez, afirmou defender a candidatura do deputado federal e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci ao governo.

A declaração de Berzoini, feita durante o evento de filiação dos empresários Ivo e Eleonora Rosset, da Valisère, ao PT, vem no mesmo dia em que Ciro transfere seu domicílio eleitoral para o Estado, abrindo a hipótese de lançar-se a governador. Apesar da transferência, Ciro tem deixado clara sua pretensão de concorrer à Presidência nas próximas eleições.

“Há espaço para Ciro ser candidato em São Paulo com o apoio do PT”, afirmou Berzoini, após participar, na Câmara Municipal, da cerimônia de filiação ao PT do empresário Ivo Rosset e da psicanalista Eleonora Rosset. “O PT é um partido democrático, onde os caciques não impõem à base nenhuma decisão. Pelo debate sobre o futuro do Brasil, há espaço para construir isso no PT.”

Apesar da disposição de Berzoini, o PT estadual trabalha prioritariamente com uma candidatura própria ao governo paulista. Para o presidente do PT-SP, Edinho Silva, a decisão de Ciro de transferir o título mostra a necessidade de “diálogo”. “A possibilidade de Ciro concorrer ao governo era uma especulação. Hoje é real, concreta”, disse o líder. “A decisão dele formaliza que o PT tem de dialogar com o PSB de uma forma efetiva.”

Edinho sugeriu que Ciro saia como vice da ministra Dilma Rousseff, possível candidata do PT à Presidência. “A prioridade é construir a vice-presidência com o PMDB, mas não se pode descartar uma liderança como Ciro Gomes.”

Antonio Palocci

Nome forte para concorrer ao Palácio dos Bandeirantes pelo PT, o deputado federal Antonio Palocci esforçou-se em mostrar cordialidade diante da decisão de Ciro. “Como liderança política e como companheiro nosso, Ciro é muito bem-vindo ao debate em São Paulo”, disse. “Ele vai ser muito considerado por nós.”

Sobre sua própria candidatura, no entanto, Palocci esquivou-se de falar. “Não tenho nada a esconder, mas a discussão não se coloca agora”, afirmou. “Primeiro decidiremos o cenário nacional, depois os Estados.”

A ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy – também sondada para concorrer ao governo estadual – evitou fazer prognósticos sobre o destino de Ciro. “O cenário é muito nublado, não temos de fazer análises precipitadas.” A respeito da hipótese de concorrer ao Executivo paulista, Marta disse não estar entre suas preferências. “Governo não é a minha prioridade. Vou ser candidata em 2010, mas estou na campanha por Palocci em São Paulo.”

Palocci e Marta foram, cada um a seu tempo, saudados com gritos de “governador” e “governadora” por pessoas da plateia, formada por mais de 300 pessoas.

Ivo e Eleonora Rosset, donos da Valisère, assinam filiação ao PT

Empresário foi o primeiro importante membro do mundo dos negócios a expressar apoio público a Lula

estadao.com.br


O Partido dos Trabalhadores realizou nesta sexta-feira, 2, cerimônia para oficializar a filiação do casal  Ivo e Eleonora Rosset, donos da Valisère à sigla. Ivo foi o primeiro grande empresário a expressar apoio a candidatura de Lula nas eleições presidenciais de 2002.

Marta Suplicy, presente na cerimônia de filiação do casal Rosset, ressaltou a atitude do empresário. “Enquanto alguns empresários ficaram ciscando em diferentes partidos, o Ivo não foi bater em qualquer porta, foi no partido no qual ele acreditava há bastante tempo”, disse a ex-ministra. “Isso mostra, diferentemente dos outros, que não existe oportunismo nessa filiação.”

O líder do PT na Assembleia Legislativa, deputado Rui Falcão, aproveitou a oportunidade para alfinetar o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf. O empresário filiou-se nesta semana ao PSB, após sondagens a vários partidos. “Hoje há na nossa cidade e no nosso Estado empresários à procura de partidos, já o Ivo fez essa decisão há muitos anos e agora a formaliza.”

Partido Verde

O PV também se movimentou no sentido de angariar empresários para o seus quadros. Na última quarta-feira, 30, Marina Silva conduziu uma cerimônia de filiações ao Partido Verde: das 17 pessoas que se juntaram à sigla, 11 eram empresários e entre eles Guilherme Leal, copresidente do Conselho da Administração da Natura, cotado para assumir o posto de vice na chapa de Marina.

Entre os novos membros do Partido Verde que compareceram à cerimônia estavam Fernando Tedesco Simões, do Moinho Brasil, Ricardo Young, presidente do Instituto Ethos, Ricardo Guimarães, sócio e diretor-presidente da Thymus Branding, e Fernando Garnero, do Grupo Brasilinvest.

Com informações de Carolina Freitas, da Agência Estado

18/05/2009 - 15:30h Aliança PT/PMDB é inviável em 1/3 dos Estados

Rumo a 2010: Pemedebistas alegam que sem os acordos locais, não conseguem aprovar chapa nacional com Dilma

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Raquel Ulhôa e Paulo de Tarso Lyra, de Brasília – VALOR

A cúpula do PMDB aguarda o retorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva da viagem que está fazendo a China, Turquia e Arábia Saudita, para cobrar uma solução – e rápida – para os principais confrontos estaduais do partido com o PT, sob pena de estar ameaçado o apoio nacional dos pemedebistas à candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à Presidência da República.

O problema considerado mais emblemático é o de Minas Gerais, onde o PMDB tem o candidato até agora mais competitivo, segundo as pesquisas, mas o PT rejeita apoiá-lo, mesmo sendo ministro do governo Lula – Hélio Costa (Comunicações). A situação de Minas é relevante, porque o Estado tem o maior número de delegados do PMDB que irão decidir, na Convenção Nacional de junho de 2010, se o partido fará aliança com Dilma, com o candidato do PSDB ou terá candidato próprio.

“Sem os votos de Minas, a gente não ganha a convenção”, afirma o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), um dos defensores do apoio à candidatura do governo. Por isso mesmo, é ele quem faz a cobrança mais dura por uma ação efetiva de Lula sobre os diretórios regionais do PT que se negam a apoiar candidatos do PMDB nos Estados, ainda que mais competitivos.

“O PT terá que decidir se a prioridade para o partido é ou não a eleição da ministra Dilma presidente. Para nós, o fundamental são as nossas bases estaduais. Queremos estar no projeto nacional com o presidente Lula, mas não podemos sacrificar nossas bases”, diz Alves. Ele diz que Lula antecipou o processo eleitoral, ao lançar a candidatura de Dilma, e que o PT e o PMDB são os partidos que mais têm candidatos a governador. “Não podemos brigar em tudo que é canto”, afirma.

O líder está se reunindo com os deputados pemedebistas mais representativos de cada Estado para analisar a relação com o PT. É o resultado desse levantamento que a direção do PMDB levará a Lula, segundo Alves, tão logo ele retorne da viagem. “Teremos uma conversa muito séria e sincera”, diz.

O presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), calcula que, dos 27 Estados, a aliança entre PT e PMDB é certa em nove, “bem encaminhada” em outros nove e praticamente impossível no restante. Para o secretário de comunicação do PT, Gleber Naime, uma grande aliança nacional com o PMDB vai sempre esbarrar nas particularidades regionais dos dois partidos. “Mas precisamos nos esforçar, para dar continuidade aos avanços do governo Lula”.

O embate entre PT e PMDB em Estados eleitoralmente estratégicos – como Rio Grande do Sul, Bahia e Rio de Janeiro, além de Minas – também preocupa petistas que consideram a aliança entre as duas legendas fundamental para a construção da candidatura da ministra.

A avaliação é que a cúpula nacional do PT não está agindo com energia sobre os diretórios estaduais, que, em sua maioria, preferem lançar candidatura própria a apoiar o PMDB. A queixa estende-se a Lula, que, segundo petistas e pemedebistas, estaria deixando os problemas avançarem demais.

Com isso, tanto petistas quanto pemedebistas estão avançando nas articulações de seus próprios interesses, e o afastamento pode se tornar irreversível. “É igual pasta de dente: depois que sai do tubo não volta mais”, afirmou um observador do processo.

Como em 2010 não estará em vigor a regra que obrigava os partidos a repetirem nos Estados a aliança nacional (verticalização), o PMDB, em tese, pode se compor livremente em cada local e, ainda assim, estar na chapa de Dilma. O problema, como alertam os próprios petistas, é que a candidatura da ministra precisa ser construída e, para isso, é fundamental ter palanques fortes, especialmente nos maiores colégios eleitorais.

Em alguns Estados onde os aliados estarão separados poderia até render dois palanques a Dilma, o que pode levar a outro problema: há locais em que a relação é tão conflituosa que pode obrigar a ministra a optar por um dos candidatos aliados ou ignorar comícios no Estado.

Por esses fatores, manter os aliados unidos deve interessar mais ao PT que ao PMDB, que não tem candidato próprio à Presidência e prioriza a eleição de governadores.

A falta de alianças consistentes causaria outro problema ao PT: comprometeria a quantidade de deputados e senadores a serem eleitos pelo partido. E uma boa base parlamentar é fundamental a qualquer projeto de governo nacional.

Uma das razões dessa aparente falta de conexão entre a Executiva nacional e os diretórios estaduais do PT pode estar no vazio político instalado na cúpula. A atual direção, com Berzoini (SP) à frente, está em fim de mandato. Em novembro, o partido realiza o PED (Processo de Eleições Diretas) para a troca dos comandos nacional e estaduais. E há indefinição quanto à nova presidência.

O mais cotado, Gilberto Carvalho, não pode assumir as rédeas do processo pré-eleitoral, porque continua exercendo função de chefe de gabinete da Presidência. Além disso, Lula ainda não decidiu se libera Carvalho para a missão partidária. O resultado é um vácuo de comando, que começa a preocupar petistas atentos ao jogo eleitoral.

Apesar da resolução aprovada no dia 8, estabelecendo que as alianças estaduais só podem ser feitas depois da definição da aliança nacional, a mensagem parece não ter chegado aos Estados. Continuam prevalecendo os interesses locais, em detrimento da aliança nacional.

Um dos locais onde há mais atrito é o Rio Grande do Sul. A determinação nacional é de apoio ao candidato do PMDB, provavelmente José Fogaça. Mas os petistas locais não aceitam. O ministro Tarso Genro é o pré-candidato do partido. “Eu sou da segunda geração do PT. O Genro é fundador. Não é possível que ele não tenha juízo suficiente para ver que seus gestos estão atrapalhando”, reclamou um integrante do diretório nacional.

O PSDB, por sua vez, tenta montar uma estratégia pré-eleitoral nos Estados mais programática. Pretende formar palanques fortes para seu candidato a presidente – os governadores José Serra (SP) ou Aécio Neves (MG) -, mas não está jogando todas as fichas numa aliança nacional com o PMDB. “Não vamos fechar projetos regionais incoerentes com o projeto nacional. O desespero é deles [PT]“, disse o deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB-ES), presidente do Instituto Teotonio Vilela, ele próprio candidato a governador para garantir palanque a Serra.

Uma preocupação é comum a PT e PSDB: não querem depender de pemedebistas que estão “em cima do muro” e, mais à frente, podem mudar de lado. Essa é uma das explicações dos petistas para a resistência em apoiar Fogaça no Rio Grande do Sul. Como o PMDB também conversa com o PSDB, o PT teme ficar isolado e, consequentemente, deixar Dilma sem palanque consistente no Estado. Entre Dilma e Serra, o PMDB do Rio Grande do Sul escolhe nenhum dos dois. Defende candidatura própria.

Nesse jogo, há outras peças sobre a mesa. Por exemplo: pemedebistas temem que a doença de Dilma a tire do jogo e o PT fique sem opção. Avaliam, ainda, que se a candidatura de Dilma não decolar e Serra se mantiver na liderança, o tucano terá maior poder de atração. Um ministro próximo do presidente afirma que não será o número de cargos que garantirá fidelidade do PMDB a Dilma. “Se entregarmos a Esplanada inteira e Serra disparar nas pesquisas, eles mudam de lado”, diz.

06/05/2009 - 10:59h Aliança reabre rixa entre Genro e Dirceu

Sérgio Bueno, de Porto Alegre – VALOR

Sérgio Lima/Folha Imagem – 28/4/2009
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Tarso Genro: petistas alinhados à corrente de Berzoini e Dirceu defendem a candidatura própria do PT gaúcho

A decisão do PT gaúcho de definir o candidato ao governo do Rio Grande do Sul já em julho, antes do congresso nacional do partido que, em fevereiro do ano que vem, vai oficializar a política de alianças em torno da candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República, colocou novamente em confronto dois velhos adversários petistas: o ministro da Justiça, Tarso Genro, e o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, que já haviam medido forças durante o escândalo do mensalão, em 2005.

Agora a briga envolve uma eventual aliança com o PMDB no Estado, algo impensável para a maior parte dos petistas gaúchos devido à rivalidade local histórica entre os dois partidos. A polêmica começou quando o presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, da corrente Construindo um Novo Brasil, a mesma de Dirceu, criticou o calendário estabelecido pelo diretório estadual. Segundo o dirigente, a decisão do partido no Rio Grande do Sul é informal e a definição de nomes deverá se subordinar à estratégia nacional de alianças, que é “prioridade” para o PT.

A declaração, dada ao jornal gaúcho “Zero Hora” na semana passada, foi entendida como um recado para os petistas gaúchos apoiarem um candidato do PMDB no Estado em troca do apoio dos pemedebistas à candidatura de Dilma ao Planalto. Genro, um dos três pré-candidatos do PT ao governo gaúcho, logo reagiu e disse em entrevista ao mesmo jornal que a manifestação de Berzoini foi “infeliz” porque desconsiderava a polarização local com o PMDB e “o fato de termos um partido programático, politizado e ético”.

Genro chegou a exigir um pedido de desculpas públicas de Berzoini, mas ontem foi a vez de Dirceu entrar na briga em defesa do presidente nacional da sigla. Em sua página na internet, ele negou participar de qualquer “manobra” da cúpula nacional para interferir na decisão do diretório gaúcho e disse que o ministro da Justiça tratou as divergências internas “de forma desrespeitosa”, mas deixou bem clara sua posição.

“Defendo, sim, o diálogo com o PMDB, com os outros aliados, e a abertura para alianças no Estado, sem pré-condições e sem ilusões. Se dialogamos com o PTB e o PDT, com o PP, inclusive, e fazemos alianças nos municípios, por que não dialogar com o PMDB, nosso principal aliado em nível nacional?”, escreveu. Segundo ele, todos os Estados, “inclusive o Rio Grande do Sul”, deverão aguardar a acatar a “tática” eleitoral que será definida pelo diretório nacional.

Em 2005, Genro assumiu interinamente a presidência nacional do PT e, para disputar a eleição para permanecer no cargo, exigiu a saída de Dirceu, da chapa do então Campo Majoritário (hoje Construindo um Novo Brasil), devido ao envolvimento dele com a crise do mensalão. O ex-ministro, que havia deixado a Casa Civil em junho para retornar à Câmara dos Deputados (onde foi cassado em dezembro em função do escândalo) negou-se a atender e ganhou a queda-de-braço contra Genro, que desistiu da disputa.

Mas agora Genro não está sozinho. O próprio deputado estadual Adão Villaverde, pré-candidato pela mesma corrente de Berzoini e Dirceu, afirmou ontem que “é muito difícil” uma coalizão com o PMDB no Estado. “O PMDB participa do núcleo do governo tucano de Yeda Crusius”, afirmou o parlamentar. “Tudo indica que aqui a saída será ter dois palanques para a ministra Dilma”.

O pré-candidato da corrente Articulação de Esquerda, Ary Vanazzi, disse que o PT “não pode abrir mão” da candidatura própria ao governo do Estado, até para reacender a militância e fortalecer a ministra Dilma na disputa pela Presidência. “O PMDB daqui nunca foi aliado do presidente Lula”, afirmou. De acordo com ele, é “irreal” se pensar em qualquer tipo de apoio do PT ao PMDB no Rio Grande do Sul.

Genro não quis comentar o assunto ontem. Um dos articuladores da pré-candidatura do ministro da Justiça, o ex-prefeito de Bagé, Luis Fernando Mainardi, porém, disse que o PT gaúcho vive uma situação “surreal”, com seu principal nome para 2010, que lidera as pesquisas de intenção de voto, instado pelo presidente nacional do partido a abrir mão da disputa em favor do PMDB. “Os dois partidos sempre estiveram em polos opostos da política no Estado”, comentou.

Para Mainardi, que não vê problemas na existência de dois palanques para Dilma no Estado em 2010, só quem está “absolutamente” alheio ao contexto local pode imaginar uma aliança entre o PT e o PMDB no Rio Grande do Sul. “Não existe nenhuma possibilidade de o PT apoiar o PMDB aqui”, reforçou o secretário geral do partido, Carlos Pestana, da corrente Democracia Socialista, que tem cerca de 24% das cadeiras no diretório estadual e já declarou apoio a Genro. Segundo ele, as tendências Rumo Socialista (17% do diretório), PT Amplo (10%) e Esquerda Democrática (8%) também apoiam o ministro da Justiça.

05/05/2009 - 11:05h PT: sucessão no RS põe Tarso e Berzoini em conflito

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Clarissa Oliveira – O Estado SP

Os preparativos para a corrida eleitoral de 2010 no Rio Grande do Sul abriram no último fim de semana uma crise pública entre o presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), e o ministro da Justiça, Tarso Genro (RS). O conflito começou após Berzoini afirmar, em entrevista ao jornal Zero Hora, que considera “prematuras” decisões sobre candidaturas nos Estados ainda este ano.

link Confira a íntegra da entrevista

A declaração foi feita em referência ao fato de Tarso ter registrado oficialmente no PT sua pré-candidatura ao governo gaúcho, no final do mês passado. Um dia após tomar conhecimento das declarações do presidente do PT, Tarso veio a público para cobrar um pedido de desculpas. “As declarações são constrangedoras e ofendem todo o partido no Estado”, declarou o ministro,ao mesmo jornal.

Ontem, em entrevista à TV Estadão, Berzoini não aceitou a cobrança. Questionado se acredita que deve desculpas a Tarso, rebateu: “Temos de trabalhar com tranquilidade. Esse tipo de debate público não interessa ao PT nem ao ministro.”

Ainda assim, ele reafirmou as declarações do fim de semana. Disse que a prioridade no partido é o calendário para a eleição presidencial de 2010, que prevê definições como a política de alianças nacional. “Qualquer decisão antes disso, seja sobre política de alianças ou sobre candidaturas, é uma decisão provisória”.

Berzoini: Tarso deve respeitar prazos para candidatura


TV Estadão | 4.5.2009

O presidente do PT, Ricardo Berzoini, rebate críticas do ministro da Justiça Tarso Genro, que havia anunciado a pré-candidatura ao governo gaúcho. Berzoini disse que anúncio era “prematuro”

16/12/2007 - 09:37h ‘O PT é bucha de canhão do governo’


Candidato à presidência do PT, Jilmar Tatto diz que legenda tem a sensação de quem ‘ganhou, mas não levou’ O Estado de São Paulo

Depois de conquistar mais de 60 mil votos no primeiro turno da eleição interna do PT, o deputado Jilmar Tatto (SP) afirma que a nova direção da legenda deve ter como principais bandeiras a candidatura própria em 2010 e o fortalecimento do partido na relação com o governo federal. Tatto avalia que o PT se transformou na “bucha de canhão” do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Tudo quanto é problema o PT defende, o PT está lá, é o principal partido da coalizão,que dá sustentação ao governo”, afirma o deputado. “Mas a sensação que nós temos é de quem ganhou e não levou.”
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16/12/2007 - 09:34h ‘O PT é bucha de canhão do governo’


Candidato à presidência do PT, Jilmar Tatto diz que legenda tem a sensação de quem ‘ganhou, mas não levou’ O Estado de São Paulo

Depois de conquistar mais de 60 mil votos no primeiro turno da eleição interna do PT, o deputado Jilmar Tatto (SP) afirma que a nova direção da legenda deve ter como principais bandeiras a candidatura própria em 2010 e o fortalecimento do partido na relação com o governo federal. Tatto avalia que o PT se transformou na “bucha de canhão” do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Tudo quanto é problema o PT defende, o PT está lá, é o principal partido da coalizão,que dá sustentação ao governo”, afirma o deputado. “Mas a sensação que nós temos é de quem ganhou e não levou.”

CANDIDATURA PRÓPRIA

“Eu acredito que será uma traição ao povo brasileiro e à militância do PT se a nossa direção não reivindicar e colocar como questão de princípio uma candidatura do PT para disputar 2010. A razão principal é que mudança, no Brasil, é com o PT. Foram 27 anos que nos transformaram no principal partido do País. Temos que exercer essa autoridade sobre nossos aliados. Isso se faz com diálogo, mas o tamanho faz diferença na política.”

ELEIÇÕES 2008

“A estratégia tem que ser a do fortalecimento do PT, lançando candidaturas próprias onde for possível e, onde não for, ter uma influência no programa. Segundo, temos que discutir um programa para a disputa municipal que inclua a defesa do governo Lula, o fortalecimento do movimento social, a democratização do Estado, com orçamento participativo.”

POLÍTICA DE ALIANÇAS

“Acho que a base das coligações em 2008 deve seguir o que acontece no governo federal. Mas você tem alguns municípios onde isso é impossível, tem que discutir caso a caso. Em São Paulo, por exemplo, eu sou contra discutir uma aliança com o Maluf. E o PP está na base do governo. Em tese, acho que as alianças têm que ocorrer preferencialmente dentro da base. Mas acho que devemos tirar, por exemplo, uma decisão política de não fazer alianças com PSDB e PFL (atual DEM).”

PRÉVIAS

“Nós temos um histórico no partido de democracia de prévias que já é muito tranqüilo. Na medida do possível, tem de haver diálogo, fazer pesquisas, verificar qual o melhor nome. Não havendo consenso, realizam-se as prévias. A militância decide quem é o candidato do PT.”

RELAÇÃO DO PT COM GOVERNO

“Precisa aperfeiçoar essa relação. Eu considero que o PT não está sendo tratado com carinho em relação ao governo federal. O PT é a bucha de canhão. Tudo quanto é problema o PT defende, o PT está lá, é o principal partido da coalizão,que dá sustentação ao governo. Mas a sensação que nós temos é de quem ganhou e não levou. O PT tem perdido espaço, do ponto de vista político. A próxima direção tem que ter uma relação institucional com o governo, não de pessoas, de correntes.”

NOVO DIRETÓRIO DO PT

“Acredito que esta seja uma direção mais de centro. Acho que é possível, desde que a gente consiga montar uma Executiva consensual, sem conflitos – por isso eu defendo que o secretário-geral e o tesoureiro não sejam da mesma chapa do presidente -, podemos retirar tensões da direção do PT. Acho que temos que criar mecanismos internos para que a direção aprimore a forma de conduzir a política do PT e, ao mesmo tempo, sinalize para a sociedade, para a militância, para o movimento social, que o PT está mudando.”

DISPUTA INTERNA

“Precisamos de uma direção mais democrática e o presidente é fundamental nesse processo. Acho que tenho mais condições de fazer esse trabalho que o Ricardo Berzoini. Primeiro, ele já está naturalmente desgastado, por já estar no comando do partido. E as forças políticas que me apóiam, evidentemente, me ajudam a ter condições, internamente, de unificar o PT. Em função desse esgotamento que vemos na chapa Construindo um Novo Brasil.”

DEBATE ÉTICO

“Neste primeiro turno, tivemos 53% dos filiados do PT que votaram pela mudança, que votaram por alguma forma de renovação. E dentro dessa renovação, obviamente, está a questão dos métodos, da forma de dirigir o PT, da criação de um código de ética que seja uma construção coletiva, para evitar inclusive erros cometidos no passado, cometidos por integrantes do antigo Campo Majoritário. Essa questão está colocada e temos que tratar como prioridade a questão do comportamento ético dos dirigentes, deputados e filiados. Está na ordem do dia e compete à nova direção fazer essa discussão.”

APOIOS

“Acho que os apoios (de lideranças da Mensagem ao Partido a Berzoini) são legítimos, eu respeito. Aqueles que defendem Berzoini são os que defendem a continuidade. Acham que as coisas têm que ficar como estão. Mas quem acha que tem que ter renovação, vai votar em mim. Agora, a característica que vemos é muito chapa branca. Muito ministro apóia o Berzoini. Os grupos que me apóiam são militantes, de base.” C.O.

16/12/2007 - 09:33h ‘Nosso centro será eleição de 2008′


Candidato a mais um mandato de presidente do PT, Ricardo Berzoini diz que disputa ajudará a unificar a sigla

Clarissa Oliveira – O Estado de São Paulo

Atual presidente do PT e candidato à reeleição, o deputado Ricardo Berzoini (SP) acredita que a eleição municipal do ano que vem entrará na pauta do partido assim que a nova direção for escolhida. Para ele, esse quadro contribuirá para unificar as tendências da legenda e amenizar o clima de disputa que se formou nos últimos meses. “Passada a eleição interna, nosso centro vai ser a eleição municipal de 2008. Com isso, a tendência de unidade interna e de soma de esforços é muito grande”, afirma o parlamentar.
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13/12/2007 - 13:07h PT debate na rádio CBN a escolha de seu presidente

Sexta-feira
14 de dezembro
Debate do
Jilmar Tatto
com
Ricardo Berzoini

Rádio CBN
Das 9h10 às
9h30 da manhã
Mediação:
Heródoto Barbeiro

Você poderá ouvir a programação pela
internet no
www.cbn.com.br
ou pelas seguintes
freqüências:

São Paulo – 90,5 FM e 780 AM
Rio de Janeiro – 92,5 FM e 860 AM
Brasília – 95,3 FM
Belo Horizonte – 106,1 FM
Blumenau/SC – 820 AM
Campinas / SP – 99,1 FM
Cascavel / PR – 1.340 AM
Cuiabá / MT – 590 AM
Curitiba/ PR – 90,1 FM
Florianópolis / SC – 740 AM
Fortaleza / CE – 1.010 AM
Goiânia / GO – 1.230 AM
João Pessoa / PB – 1.230 AM
Londrina / PR – 830 AM E 93,5 FM
Maceió / AL – 104,5 FM
Manaus / AM – 91,5 FM
Maringá / PR – 95,5 FM
Mogi Mirim / SP – 610 AM
Natal / RN – 1.190 AM
Paranaguá / PR – 1.570 AM
Ponta Grossa / PR – 1.300 AM
Porto Alegre / RS – 1.340 AM
Recife / PE – 90,3 FM
Ribeirão Preto / SP – 96,9 FM
Salvador / BA – 1.050 AM
Santos / SP – 102,1 FM
Teresina / PI – 910 AM
Vitória / ES – 93,5 FM

13/12/2007 - 13:04h PT debate na rádio CBN a escolha de seu presidente

Sexta-feira
14 de dezembro
Debate do
Jilmar Tatto
com
Ricardo Berzoini

Rádio CBN
Das 9h10 às
9h30 da manhã
Mediação:
Heródoto Barbeiro

Você poderá ouvir a programação pela
internet no
www.cbn.com.br
ou pelas seguintes
freqüências:

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06/12/2007 - 09:01h Todas as correntes do PT têm o desafio: Construir um novo pacto majoritário


A Folha de São Paulo de hoje aborda o processo de eleições no PT de cara ao segundo turno. No artigo a uma referencia a meu artigo, publicado ontem neste blog.

Disse a Folha:

“Pacto majoritário”
Apesar de tantas semelhanças entre as duas candidaturas, o presidente do PT negou ontem, em nota à militância, que tenha procurado Tatto em busca de uma composição que evitasse o segundo turno.
Conforme revelou a Folha anteontem, emissários de Berzoini encamparam a idéia e chegaram a negociar com adversários. “Não aceito nenhuma tratativa em relação ao segundo turno que não seja programática”, disse.
Já o tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, um dos coordenadores da campanha de Berzoini, reconhece o movimento, mas diz que ele não tem o apoio do comando. “Não temos a intenção de recompor o Campo Majoritário [que comandou a sigla até o mensalão].”
Em seu blog, Luis Favre, marido da ministra Marta Suplicy (Turismo), pregou a criação de um “pacto majoritário”.
“Essa possibilidade existe na medida em que, tanto Berzoini e Tatto, como as correntes que estão agrupadas no apoio a ambos, compartilham pontos centrais acumulados em todos esses anos pelo PT”, afirmou.”

Como o artigo fala de tentativas de reconstituir o antigo campo majoritário, que ninguém que eu saiba defende no PT (o fato de alguns apoiadores de José Eduardo Cardoso manifestarem sua intenção de apoiar Berzoini não pode ser considerado como uma reconstituição do antigo Campo Majoritário), a citação do meu texto fora de contexto, nada esclarece.

Reproduzo a seguir meu artigo:
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06/12/2007 - 08:22h Todas as correntes do PT têm o desafio: Construir um novo pacto majoritário

A Folha de São Paulo de hoje aborda o processo de eleições no PT de cara ao segundo turno. No artigo a uma referencia a meu artigo, publicado ontem neste blog.

Disse a Folha:

“Pacto majoritário”
Apesar de tantas semelhanças entre as duas candidaturas, o presidente do PT negou ontem, em nota à militância, que tenha procurado Tatto em busca de uma composição que evitasse o segundo turno.
Conforme revelou a Folha anteontem, emissários de Berzoini encamparam a idéia e chegaram a negociar com adversários. “Não aceito nenhuma tratativa em relação ao segundo turno que não seja programática”, disse.
Já o tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, um dos coordenadores da campanha de Berzoini, reconhece o movimento, mas diz que ele não tem o apoio do comando. “Não temos a intenção de recompor o Campo Majoritário [que comandou a sigla até o mensalão].”
Em seu blog, Luis Favre, marido da ministra Marta Suplicy (Turismo), pregou a criação de um “pacto majoritário”.
“Essa possibilidade existe na medida em que, tanto Berzoini e Tatto, como as correntes que estão agrupadas no apoio a ambos, compartilham pontos centrais acumulados em todos esses anos pelo PT”, afirmou.”

Como o artigo fala de tentativas de reconstituir o antigo campo majoritário, que ninguém que eu saiba defende no PT (o fato de alguns apoiadores de José Eduardo Cardoso manifestarem sua intenção de apoiar Berzoini não pode ser considerado como uma reconstituição do antigo Campo Majoritário), a citação do meu texto fora de contexto, nada esclarece.

Reproduzo a seguir meu artigo:

PT: um novo pacto majoritário com a participação das bases é possível


O resultado do primeiro turno das eleições internas no PT abre uma possibilidade real de construir um novo consenso majoritário, com destaque para a participação da base militante neste processo.

A realização desse segundo turno permite, mesmo com poucos dias pois ele está marcado em 16 de dezembro, destacar os pontos de convergência entre as duas principais forças, delimitando o campo dessa nova maioria.

A base partidária poderá assim pesar no rumo do partido, reforçando os elementos unitários e clarificando as divergências existentes. No lugar do acordo entre dirigentes a portas fechadas, uma clarificação política para sustentar um pacto majoritário.

Está possibilidade existe na medida em que tanto Ricardo Berzoini e Jilmar Tatto, como as correntes que estão agrupadas no apoio a ambos, compartilham pontos centrais acumulados em todos estes anos pelo PT, particularmente depois da vitória do Lula em 2002. Estes pontos concernem a governabilidade e as políticas de alianças; a independência do partido e dos movimentos sociais perante o Estado, mesmo no nosso governo; o apoio e a participação destacada do partido nos rumos da política governamental e a firme defesa do partido perante os ataques da direita e de setores da mídia.

Ela inclui também, e com destaque, a crítica aos erros e desvios no campo do financiamento irregular das campanhas eleitorais, crítica e autocrítica que foi publicamente assumida pela maioria do PT e de seus dirigentes. Está convergência construída a luz do dia resgata assim o patrimônio ético do PT, em correspondência com sua história e não contra ela, com seus quadros e não por cima deles. Ela recusa a hipocrisia dos fariseus adversários do PT e do governo Lula, que se servem dos erros e desvios dos quais nenhum deles está isento, para jogar o PT no lixo e inviabilizar o governo federal.

Todas as correntes do PT, os que foram seus candidatos no primeiro turno, e agora particulamente Ricardo Berzoini e Jilmar Tatto, estão confrontados com este desafio e deverão assumir suas posições às claras.

Para o presidente Lula, para o PT, para suas filiadas e filiados que responderam presentes neste processo, o caminho da configuração de uma maioria renovada e ancorada no debate construtivo deste segundo turno é uma oportunidade maior.

Mãos a obra

Luis Favre

05/12/2007 - 17:56h Carta de Ricardo Berzoini aos filiados do PT



Companheiras e companheiros,

Com grande parcela dos votos do nosso PED apurados, faço um primeiro balanço, iniciando pelas congratulações a toda a nossa militância.
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05/12/2007 - 17:51h Carta de Ricardo Berzoini aos filiados do PT


Companheiras e companheiros,

Com grande parcela dos votos do nosso PED apurados, faço um primeiro balanço, iniciando pelas congratulações a toda a nossa militância.

A votação na minha candidatura projeta um crescimento de mais de 10% em relação à de 2005, resultado do apoio da militância das chapas Construindo um Novo Brasil, Movimento Popular e Democracia Pra Valer. Fui o candidato à presidência mais votado em 23 dos 27 estados e o segundo nos outro quatro.

Obtivemos mais de 50% dos votos em 16 unidades da federação, tendo sido mobilizados mais de 300 mil filiados e filiadas, sendo que milhares deles participaram dos debates oficiais sobre os rumos do partido. Neste último domingo, do mais anônimo militante ao Presidente da República, nosso companheiro Lula, nós, petistas, reafirmamos nosso compromisso com a democracia e com o Brasil.

Confirmada a necessidade de um segundo turno, agradeço o apoio recebido e chamo todos e todas à mobilização para o dia 16. A vitória só será alcançada com nosso esforço na busca do apoio dos eleitores de outros candidatos e pela mobilização de nossos eleitores para mais uma votação.

Nosso compromisso com a democracia interna, com a implementação das decisões soberanas de nosso 3º Congresso e com a preparação do PT para ser vitorioso nas eleições de 2008 passa por mais uma grande demonstração de unidade e coesão no segundo turno do PED.

Implementar a Escola Nacional de Formação, os avanços na comunicação partidária, o código de ética, realizar o 1º Congresso da Juventude, apoiar os movimentos sociais em todo o país são algumas das prioridades do PT.

Apoiar o governo Lula, trabalhando para que as propostas programáticas do PT contribuam para seu sucesso é outra demanda fundamental, articulando a ação dos parlamentares, prefeitos, governadores, sindicalistas, dirigentes de movimentos e militantes do PT.

Vamos concluir nossa vitória com toda a fibra que caracteriza nossa luta e trabalhar para que o PT fique mais forte e continue CONSTRUINDO UM NOVO BRASIL.

Um forte abraço petista!

RICARDO BERZOINI

05/12/2007 - 12:55h PT: um novo pacto majoritário com a participação das bases é possível



O resultado do primeiro turno das eleições internas no PT abre uma possibilidade real de construir um novo consenso majoritário, com destaque para a participação da base militante neste processo.

A realização desse segundo turno permite, mesmo com poucos dias pois ele está marcado em 16 de dezembro, destacar os pontos de convergência entre as duas principais forças, delimitando o campo dessa nova maioria.

A base partidária poderá assim pesar no rumo do partido, reforçando os elementos unitários e clarificando as divergências existentes. No lugar do acordo entre dirigentes a portas fechadas, uma clarificação política para sustentar um pacto majoritário.

Está possibilidade existe na medida em que tanto Ricardo Berzoini e Jilmar Tatto, como as correntes que estão agrupadas no apoio a ambos, compartilham pontos centrais acumulados em todos estes anos pelo PT, particularmente depois da vitória do Lula em 2002. Estes pontos concernem a governabilidade e as políticas de alianças; a independência do partido e dos movimentos sociais perante o Estado, mesmo no nosso governo; o apoio e a participação destacada do partido nos rumos da política governamental e a firme defesa do partido perante os ataques da direita e de setores da mídia.

Ela inclui também, e com destaque, a crítica aos erros e desvios no campo do financiamento irregular das campanhas eleitorais, crítica e autocrítica que foi publicamente assumida pela maioria do PT e de seus dirigentes. Está convergência construída a luz do dia resgata assim o patrimônio ético do PT, em correspondência com sua história e não contra ela, com seus quadros e não por cima deles. Ela recusa a hipocrisia dos fariseus adversários do PT e do governo Lula, que se servem dos erros e desvios dos quais nenhum deles está isento, para jogar o PT no lixo e inviabilizar o governo federal.

Todas as correntes do PT, os que foram seus candidatos no primeiro turno, e agora particulamente Ricardo Berzoini e Jilmar Tatto, estão confrontados com este desafio e deverão assumir suas posições às claras.

Para o presidente Lula, para o PT, para suas filiadas e filiados que responderam presentes neste processo, o caminho da configuração de uma maioria renovada e ancorada no debate construtivo deste segundo turno é uma oportunidade maior.

Mãos a obra

Luis Favre

05/12/2007 - 11:28h PT: um novo pacto majoritário com a participação das bases é possível


O resultado do primeiro turno das eleições internas no PT abre uma possibilidade real de construir um novo consenso majoritário, com destaque para a participação da base militante neste processo.

A realização desse segundo turno permite, mesmo com poucos dias pois ele está marcado em 16 de dezembro, destacar os pontos de convergência entre as duas principais forças, delimitando o campo dessa nova maioria.

A base partidária poderá assim pesar no rumo do partido, reforçando os elementos unitários e clarificando as divergências existentes. No lugar do acordo entre dirigentes a portas fechadas, uma clarificação política para sustentar um pacto majoritário.

Está possibilidade existe na medida em que tanto Ricardo Berzoini e Jilmar Tatto, como as correntes que estão agrupadas no apoio a ambos, compartilham pontos centrais acumulados em todos estes anos pelo PT, particularmente depois da vitória do Lula em 2002. Estes pontos concernem a governabilidade e as políticas de alianças; a independência do partido e dos movimentos sociais perante o Estado, mesmo no nosso governo; o apoio e a participação destacada do partido nos rumos da política governamental e a firme defesa do partido perante os ataques da direita e de setores da mídia.

Ela inclui também, e com destaque, a crítica aos erros e desvios no campo do financiamento irregular das campanhas eleitorais, crítica e autocrítica que foi publicamente assumida pela maioria do PT e de seus dirigentes. Está convergência construída a luz do dia resgata assim o patrimônio ético do PT, em correspondência com sua história e não contra ela, com seus quadros e não por cima deles. Ela recusa a hipocrisia dos fariseus adversários do PT e do governo Lula, que se servem dos erros e desvios dos quais nenhum deles está isento, para jogar o PT no lixo e inviabilizar o governo federal.

Todas as correntes do PT, os que foram seus candidatos no primeiro turno, e agora particulamente Ricardo Berzoini e Jilmar Tatto, estão confrontados com este desafio e deverão assumir suas posições às claras.

Para o presidente Lula, para o PT, para suas filiadas e filiados que responderam presentes neste processo, o caminho da configuração de uma maioria renovada e ancorada no debate construtivo deste segundo turno é uma oportunidade maior.

Mãos a obra

Luis Favre

05/12/2007 - 09:16h Berzoini e Tatto farão 2º turno na eleição do PT

Nova disputa está marcada para o dia 16; participação da militância no PED, maior do que em 2005, surpreendeu até os organizadores


Clarissa Oliveira 

O Estado de São Paulo

 

 

 

 

 

Os deputados Ricardo Berzoini (SP) e Jilmar Tatto (SP) foram confirmados como os dois nomes escolhidos por mais de 320 mil militantes do PT para disputar em um segundo turno a presidência nacional da legenda, marcado para o dia 16. Representante da chapa Construindo um Novo Brasil e atual presidente, Berzoini obteve 131.699 votos no primeiro turno, realizado no domingo em todo o País. Isso equivale a 43,42% dos 303.344 votos válidos. Tatto, que encabeça a chapa Partido é Para Lutar, contabilizou 61.440 votos, ou 20,25%. (mais…)

05/12/2007 - 09:09h Berzoini e Tatto farão 2º turno na eleição do PT


Nova disputa está marcada para o dia 16; participação da militância no PED, maior do que em 2005, surpreendeu até os organizadores


Clarissa Oliveira – O Estado de São Paulo

Os deputados Ricardo Berzoini (SP) e Jilmar Tatto (SP) foram confirmados como os dois nomes escolhidos por mais de 320 mil militantes do PT para disputar em um segundo turno a presidência nacional da legenda, marcado para o dia 16. Representante da chapa Construindo um Novo Brasil e atual presidente, Berzoini obteve 131.699 votos no primeiro turno, realizado no domingo em todo o País. Isso equivale a 43,42% dos 303.344 votos válidos. Tatto, que encabeça a chapa Partido é Para Lutar, contabilizou 61.440 votos, ou 20,25%.

Terceiro colocado, o deputado José Eduardo Martins Cardozo (SP), representante do grupo Mensagem ao Partido, teve 57.694 votos, ou 19,02%.

Os números ainda estão sujeitos à conferência das atas encaminhadas pelos diretórios regionais à sede nacional do PT em São Paulo, mas não devem sofrer alterações significativas. O partido programou para hoje às 11 horas uma entrevista para comentar o resultado da apuração, encerrada à meia-noite de ontem.

Apesar de confirmarem a liderança de Berzoini na eleição, o resultado da apuração frustrou suas expectativas e as de seus aliados. O deputado, que voltou a Brasília no fim da tarde, enquanto a apuração ainda estava em andamento na sede do PT em São Paulo, admitiu em conversa por telefone que sua performance deixou a desejar. “Ficou aquém do que eu esperava, mas está dentro da previsão com a qual trabalhávamos”, disse Berzoini. “Voto é voto, não é? Faltou voto.”

Ainda assim, Berzoini disse que se mantém confiante na vitória no segundo turno. O resultado de ontem apontou um avanço de sua performance em relação à última eleição interna, em 2005. Naquele ano, ele obteve no primeiro turno 123.537 votos. Além disso, a chapa encabeçada pelo deputado obteve 42,58% dos votos, o que lhe garante uma participação maior que a de 42% detida hoje no Diretório Nacional petista.

Tatto, por sua vez, disse que os números condizem com as estimativas desenhadas por seu grupo de apoio nas últimas semanas antes da eleição de domingo. Dizendo-se despreocupado com as articulações de alianças para o segundo turno, ele afirmou que a tendência é que sua candidatura angarie os votos dos petistas que enxergam uma necessidade de renovar a direção partidária. “Quem quiser mudar, quiser que o PT se recicle, vai votar em mim”, afirmou, também em conversa por telefone.

Ele já conta com o apoio de um dos candidatos eliminados no primeiro turno, Valter Pomar, da chapa A Esperança é Vermelha. Nas últimas semanas antes da votação, Pomar vinha anunciando que apoiaria qualquer candidato que chegasse a um segundo turno contra Berzoini.

ADESÃO

A adesão da militância ao Processo de Eleições Diretas (PED) do PT surpreendeu até mesmo os organizadores. Desde a votação no domingo o partido trabalhava com a expectativa de contabilizar 300 mil votos. No início da noite, a previsão foi elevada para 310 mil e terminou à meia-noite, com 326.147.

O número de participantes superou até o da eleição de 2005, na qual 314 mil filiados foram às urnas, mobilizados em parte pelo escândalo do mensalão. Desde então, o PT cita o número como exemplo de sua capacidade de manter a participação da base na atividade partidária.

FRASES

Ricardo Berzoini
Candidato da chapa Construindo um Novo Brasil

“Ficou aquém do que eu esperava, mas está dentro da previsão com a qual trabalhávamos”

Jilmar Tatto
Candidato da Partido é Para Lutar

“Quem quiser mudar, quiser que o PT se recicle, vai votar em mim”

04/12/2007 - 23:25h Com maior participação dos filiados, que nas eleições precedentes: Berzoini e Tatto vão disputar segundo turno pela presidencia do PT

de esqu. a dir. Marco Aurelio Garcia, Jilmar Tatto e Ricardo Berzoini, os dois últimos disputaram o segundo turno

Mais de 320 mil filadas e filiados do PT participaram da escolha dos novos dirigentes do partido. O seja uma participação maior que nas eleições internas de 2005.

Os quatro primeiros colocados no primeiro turno para presidente da legenda foram:

Ricardo Berzoini – 43,75%

Jilmar Tatto – 20,51%

José Eduardo Cardozo – 18,93%

Valter Pomar – 11,43%

(faltando contabilizar ainda uns poucos votos).

Valter Pomar já anunciou seu apoio a Jilmar Tatto para o segundo turno, que acontecerá em 16 de dezembro próximo.

José Eduardo Cardoso, que ficou em terceiro lugar, e que tem o apoio dos ministros Tarso Genro, Fernando Haddad, Dilma Roussef, dos governadores Jaques Wagner, da Bahía e Marcelo Deda, de Sérgipe e de Olivio Dutra e a corrente Democracia Socialista, não manifestou ainda sua escolha para o segundo turno. Está corrente defende a necessidade da refundação do PT, depois do que considerou como sua destruição moral e ética, pelas forças do antigo Campo Majoritário, lideradas agora por Ricardo Berzoini.

A concomitância da vitória de Edinho Silva para presidente da sigla no Estado de São Paulo; de José Américo para presidente do PT na capital paulista e do primeiro lugar ocupado por Tatto no nosso Estado, seguido por Ricardo Berzoini, configuram um novo quadro das relações políticas no interior do PT. Pois o peso do Estado de São Paulo no PT nacional continua grande pelo numero de seus filiados, além da própria história do PT.

Mesmo sendo favorito, Ricardo Berzoini sofreu uma importante derrota no Estado de São Paulo e independentemente do resultado do segundo turno, a nova relação interna não deverá excluir uma composição para poder governar o PT. A convergência com o setor representado por Jilmar Tatto pode constituir o elemento aglutinante de uma nova maioria partidária renovada.

Os resultados confirmam o apoio amplo dos petistas aos candidatos comprometidos com essa renovação partidária ancorada na defesa intransigente do PT contra seus adversários da direita.

A liderança do presidente Lula aparece assim reforçada, com um PT em melhores condições de superar seus erros e desvios, ao mesmo tempo que reafirma sua política de alianças, sua disposição a uma atuação mais autônoma e de esquerda.

Após o segundo turno, o processo de construção de uma nova maioria que incorpore a esquerda e reforce o protagonismo do PT, estará na ordem do dia. As condições são mais que favoráveis.

Luis Favre

04/12/2007 - 22:44h Com maior participação dos filiados, que nas eleições precedentes: Berzoini e Tatto vão disputar segundo turno pela presidencia do PT

de esqu. a dir. Marco Aurelio Garcia, Jilmar Tatto e Ricardo Berzoini, os dois últimos disputaram o segundo turno

Mais de 320 mil filadas e filiados do PT participaram da escolha dos novos dirigentes do partido. O seja uma participação maior que nas eleições internas de 2005.

Os quatro primeiros colocados no primeiro turno para presidente da legenda foram:

Ricardo Berzoini – 43,75%

Jilmar Tatto – 20,51%

José Eduardo Cardozo – 18,93%

Valter Pomar – 11,43%

(faltando contabilizar ainda uns poucos votos).

Valter Pomar já anunciou seu apoio a Jilmar Tatto para o segundo turno, que acontecerá em 16 de dezembro próximo.

José Eduardo Cardoso, que ficou em terceiro lugar, e que tem o apoio dos ministros Tarso Genro, Fernando Haddad, Dilma Roussef, dos governadores Jaques Wagner, da Bahía e Marcelo Deda, de Sérgipe e de Olivio Dutra e a corrente Democracia Socialista, não manifestou ainda sua escolha para o segundo turno. Está corrente defende a necessidade da refundação do PT, depois do que considerou como sua destruição moral e ética, pelas forças do antigo Campo Majoritário, lideradas agora por Ricardo Berzoini.

A concomitância da vitória de Edinho Silva para presidente da sigla no Estado de São Paulo; de José Américo para presidente do PT na capital paulista e do primeiro lugar ocupado por Tatto no nosso Estado, seguido por Ricardo Berzoini, configuram um novo quadro das relações políticas no interior do PT. Pois o peso do Estado de São Paulo no PT nacional continua grande pelo numero de seus filiados, além da própria história do PT.

Mesmo sendo favorito, Ricardo Berzoini sofreu uma importante derrota no Estado de São Paulo e independentemente do resultado do segundo turno, a nova relação interna não deverá excluir uma composição para poder governar o PT. A convergência com o setor representado por Jilmar Tatto pode constituir o elemento aglutinante de uma nova maioria partidária renovada.

Os resultados confirmam o apoio amplo dos petistas aos candidatos comprometidos com essa renovação partidária ancorada na defesa intransigente do PT contra seus adversários da direita.

A liderança do presidente Lula aparece assim reforçada, com um PT em melhores condições de superar seus erros e desvios, ao mesmo tempo que reafirma sua política de alianças, sua disposição a uma atuação mais autônoma e de esquerda.

Após o segundo turno, o processo de construção de uma nova maioria que incorpore a esquerda e reforce o protagonismo do PT, estará na ordem do dia. As condições são mais que favoráveis.

Luis Favre

 

04/12/2007 - 18:46h Apuração: 4ª parcial confirma segundo turno na disputa pela presidência do PT

Está matematicamente definido que haverá segundo turno na disputa para a presidência nacional do PT. Com 90% dos votos apurados, já é possível afirmar que nenhum dos candidatos terá os 50% mais um que garantiriam a vitória em primeiro turno.

O atual presidente, Ricardo Berzoini, segue liderando com 42,92% dos votos. Jilmar Tatto (21,16%) e José Eduardo Cardozo (19,31%) ainda brigam para saber quem irá ao segundo turno contra Berzoini.

A quarta parcial das apurações mostra que a diferença de Tatto para Cardozo é de quase cinco mil votos. Segundo o secretário nacional de Organização do PT, Romênio Pereira, que coordena as apurações, a definição sobre qual dos dois seguirá adiante sairá apenas na próxima parcial, prevista para as 19h de hoje.

A expectativa do PT é de que 300 mil petistas tenham votado no PED 2007. Destes, foram apurados 275.379. Berzoini teve até o momento 110.422. Todos os demais, juntos, já contabilizam 146.881.

“É uma diferença de 36.459 que não pode ser tirada com os 25 mil que ainda restam”, explicou Romênio. O segundo turno está marcado para 16 de dezembro. Fonte portal do PT nacional.

04/12/2007 - 18:43h Apuração: 4ª parcial confirma segundo turno na disputa pela presidência do PT

Está matematicamente definido que haverá segundo turno na disputa para a presidência nacional do PT. Com 90% dos votos apurados, já é possível afirmar que nenhum dos candidatos terá os 50% mais um que garantiriam a vitória em primeiro turno.

O atual presidente, Ricardo Berzoini, segue liderando com 42,92% dos votos. Jilmar Tatto (21,16%) e José Eduardo Cardozo (19,31%) ainda brigam para saber quem irá ao segundo turno contra Berzoini.

A quarta parcial das apurações mostra que a diferença de Tatto para Cardozo é de quase cinco mil votos. Segundo o secretário nacional de Organização do PT, Romênio Pereira, que coordena as apurações, a definição sobre qual dos dois seguirá adiante sairá apenas na próxima parcial, prevista para as 19h de hoje.

A expectativa do PT é de que 300 mil petistas tenham votado no PED 2007. Destes, foram apurados 275.379. Berzoini teve até o momento 110.422. Todos os demais, juntos, já contabilizam 146.881.

“É uma diferença de 36.459 que não pode ser tirada com os 25 mil que ainda restam”, explicou Romênio. O segundo turno está marcado para 16 de dezembro. Fonte portal do PT nacional.

03/12/2007 - 20:09h Ricardo Berzoini enfrentará Jilmar Tatto no segundo turno das eleições no PT

Confirmada a informação adiantada neste blog: a eleição para presidente nacional do PT terá segundo turno e será disputada por Ricardo Berzoini e Jilmar Tatto.

Os resultados confirmam o apoio amplo dos petistas aos candidatos comprometidos com a a renovação partidária ancorada na defesa intransigente do PT contra seus adversários da direita. Ricardo Berzoini lidera a disputa com mais de 40% dos votos dos petistas no país, seguido por Jilmar Tatto com 24% e José Eduardo Cardoso com 18% e Valter Pomar com 10% aproximadamente.

A concomitância da vitória de Edinho Silva para presidente da sigla no Estado de São Paulo; de José Américo para presidente do PT na capital paulista e do primeiro lugar ocupado por Tatto no nosso Estado, seguido por Ricardo Berzoini, configuram um novo quadro das relações políticas no interior do PT.

A liderança do presidente Lula aparece assim reforçada, com um PT em melhores condições de superar seus erros e desvios, ao mesmo tempo que reafirma sua política de alianças, sua disposição a uma atuação mais autônoma e de esquerda.

Luis Favre