05/06/2008 - 11:00h Vôo acima de um ninho de tucanos

http://estudioimpar.files.wordpress.com/2007/08/faca_8tratada.jpgParcial ou imparcial, o presidente do PSDB e Alckmin estão alertados: a convenção do PSDB vai ser palco da tentativa dos tucanos serristas de inviabilizar o candidato tucano em benefício do pefelista Kassab.

Secretário deixa cargo e diz que irá atuar por aliança

DA REPORTAGEM LOCAL - Folha SP

Com o aval do prefeito Gilberto Kassab, o tucano Ricardo Montoro deixa hoje a Secretaria municipal de Participação e Parceria, dizendo-se disposto a uma romaria pela manutenção da aliança PSDB/DEM na cidade. A cabeça de chapa, diz, caberia ao democrata.
Como hoje vence o prazo para saída os ocupantes de cargo que pretendam concorrer e os secretários Andrea Matarazzo (Coordenação das Subprefeituras) e Walter Feldman (Esportes) decidiram ficar, Montoro desponta como potencial candidato a vice numa remota aliança entre PSDB e DEM.
“Claro que não descarto. Mas o motivo é buscar apoio para a convenção. Não gostei da carta do [presidente do PSDB, José Henrique] Lobo. Como presidente, ele deveria ser parcial.”

http://www.photografos.com.br/users/fredalves/normal_77602_photo.jpgAlckmin percebeu que sua sorte depende de surfar no descontentamento com a administração Kassab - Serra. Iluminado pela percepção que será marginalizado pelo trator das maquinas estadual e municipal, vai semeando indicios de sua vocação “oposicionista”. Um dia é o trânsito, outro é a luz e assim vai… No final ele vai acabar reconhecendo que o PT está certo em considerar o governo Kassab medíocre. Veja está notinha na cóluna de Monica Bergamo, na Folha de hoje.

O CHOQUE
Já em campanha, Geraldo Alckmin (PSDB-SP) jantou anteontem no Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação. Disse aos empresários que SP está “escura” e precisando de um “choque de gestão”.

30/04/2008 - 10:01h Divisão tucana

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“São posições divergentes, ambas defensáveis, mas que, se concretizadas em duas candidaturas, nos deixa a todos “derrotados”. Estariam em palanques distintos dois candidatos que militam no mesmo espectro político e que têm como verdadeiro e único adversário a candidatura do PT.

Para quem advoga a tese de que “no segundo turno será diferente”, é preciso pôr o pé na realidade. Uma aliança no segundo turno, quando as feridas do embate ainda não estarão cicatrizadas, é no mínimo questionável.

Quem ganharia com essa cisão seria, justamente, nosso adversário comum. Ou alguém ainda tem dúvida de quem se beneficiaria com duas candidaturas saindo da mesma base? Estaremos ante uma situação de fragmentação partidária que poderá influir na perspectiva que é o anseio de todos nós: a reconquista do poder em 2010.”

Ricardo Montoro, artigo “Não vamos nos dispersar!”, TENDÊNCIAS/DEBATES da FOLHA