07/03/2008 - 16:53h Toccata e Fuga
Obras para órgão
Durante a sua vida Bach tornou-se mais conhecido como organista, consultor para a construção de órgãos e Compositor de trabalhos para órgão todos em géneros livres (tais como: Prelúdios, Fantasias e Tocatas) e formas proscritas como prelúdios-corais. Bach logo cedo estabeleceu reputação pela sua criatividade e habilidade em integrar aspectos de muitos estilos diferentes dentro de seu trabalho organístico. Uma influência decididamente norte-alemã foi exercida por Georg Böhm, com quem Bach manteve contato em Lüneburg, e Buxtehude em Lübeck, quando o jovem organista o visitou em 1704 numa licença estendida do seu trabalho em Arnstadt. Neste período Bach copiou os trabalhos de numerosos compositores franceses e italianos de forma a ampliar sua capacidade dentro dessas linguagens composicionais, e mesmo depois arranjou muitos concertos para violino de Vivaldi e outros para órgão.
O seu período mais produtivo (1708-1714) viu não somente composições de muitos pares de prelúdios e fugas e toccatas e fugas, mas também a composição do Orgelbüchlein (”pequeno livro para órgão”), uma coleção incompleta de 49 pequenos prelúdios-corais feitos para demonstrar varias técnicas composicionais que poderiam ser usadas em arranjos de melodias corais. Após deixar Weimar, a produção organistica de Bach caiu, embora os seus trabalhos mais conhecidos (as seis trio-sonatas, o livro III da prática para instrumento de teclado de 1739, e os Corais “Grande Dezoito” revistos mais tarde na vida dele) foram todos compostos após esse período. Bach esteve também muito empenhado depois na sua vida como consultor em vários projectos de construção de órgãos, testando órgãos recentemente construídos, e tocando órgão em recitais vespertinos.
O sistema de numeração BWV
O registro das obras de Bach foi elaborado por Wolfgang Schmieder e é conhecido pelas siglas “BWV”, que significam Bach Werke Verzeichnis (’Catálogo de Obras de Bach’). O catálogo foi publicado em 1950 e os números BWV algumas vezes são chamados como números de Schmieder. Uma variante desse sistema usa S no lugar de BWV, significando Schmieder.
O catálogo é organizado mais tematicamente do que cronologicamente; BWV 1-222 são as cantatas, BWV 225-248 as obras corais feitas em larga-escala. BWV 250-524 corais e canções sacras, BWV 525-748 obras para orgão, BWV 772-994 outras obras para instrumentos de teclado, BWV 995-1000 musica para alaúde, BWV 1001-1040 música de câmara, BWV 1041-1071 música orquestral e BWV 1072-1126 cânones e fugas. Para a compilação do catálogo, apesar de quase metade da obra de bach ter sido perdida ao longo do tempo, Schmieder seguiu grande parte da “Bach Gesellschaft Ausgabe” (edição da sociedade Bach), uma ampla edição dos trabalhos do compositor produzida entre 1850 e 1905.
Fonte Wikipédia