01/08/2008 - 16:06h Supla e João Suplicy dividem palco em show nesta sexta

Endereço: r. Inhambu, 229, Vila Uberabinha, região sul, São Paulo, SP. Classificação etária: 18 anos

da Folha Online

Os irmãos João Suplicy e Supla se apresentam juntos nesta sexta-feira (1º), no Ao Vivo Music, em São Paulo (SP), no espetáculo “Brothers of Brazil”.

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Irmãos Supla e João Suplicy se apresentam no espetáculo “Brothers of Brazil”, na capital

Apesar do nome estrangeiro, muito da música brasileira estará presente no repertório, que rende uma mistura inusitada de estilos, da bossa nova e samba, notadamente puxada por João, ao punk e rock clássico, do roqueiro Supla.

A platéia poderá ouvir músicas inéditas de autoria da dupla, como “Samba Around the Clock”, “Stay Tranquilo” e “Carnaval Wax”, além dos sucessos “Japa Girl” e “Garota de Berlim”, de Supla, e covers de clássicos da bossa nova que fazem parte do disco “Love Me Tender” de João Suplicy.

Com carreiras musicais sólidas e opostas, ambos sucumbiram à idéia de dividir o mesmo palco depois de um show que fizeram em Londres, em 2007. Naquele dia nasceu o “Brothers of Brazil”, batizado pelo ex-empresário do The Clash, Bernard Rhodes, que estava na platéia.

A partir daí, Supla e João voltaram para o Brasil e se trancaram em estúdio, compondo durante todo o início de 2008. Embalados pelo “revival” da bossa nova, a dupla fez uma turnê pela Europa em abril.

27/07/2008 - 12:59h Já tentou dançar ao ritmo do minueto?

Forró universitário

O jovem autor deste artigo vai acabar colunista na Folha de São Paulo, se o seu artigo é levado ao pé da letra. Já se for uma critica ácida do elitismo snob, expondo seu gigantesco preconceito, Leandro Sarubo poderá almejar um prêmio literário, e também trabalhar na Folha de São Paulo. Tem Folha para todos os gostos, incluso os meus. LF

ARTIGO

Leandro Sarubo

Nota errada

Passei dois dias analisando os dados sobre os gêneros musicais prediletos dos jovens. Queria encontrar um que fosse positivo.

Que me fizesse parar com essa minha mania de reclamar do Brasil. Perdi tempo.

O primeiro dado negativo está no líder da pesquisa: o forró. No Nordeste, a adesão é ainda maior. As chances de o Nordeste evoluir cessam nesse dado. Pois, por mais preconceituoso que isso possa parecer, o Nordeste só evoluirá quando abandonar suas arcaicas raízes culturais.

O pagode aparece em segundo lugar, com 23% de masoquistas, mesmo índice de quem ainda não desistiu do rock.

É difícil entender essa relação de amor entre os brasileiros e o batuque. O samba, variante do pagode com letras mais chateadas, foi lembrado por 11% dos jovens. O axé, patrocinado por cantoras que só sabem gritar “sai do chão”, tem a atenção de 15%.

A MPB ficou em sexto lugar: 40% dos ouvintes estão no mais alto nível de escolaridade. O gênero cresce no público que, em tese, deveria reparar na inaptidão musical de nossos artistas.

E é aqui que constatamos uma nuance do Brasil: independentemente do nível de escolaridade, sempre a música mais tosca, mais atolada de frases de duplo sentido, será a predileta.

Com o tempo, a educação passou a elitizar nossas asneiras. O efeito disso é que os jovens e o Brasil vão regredir ano após ano. O lado bom é que podemos escolher o batuque que será a trilha da derrota tupiniquim.


LEANDRO SARUBO, 20, é estudante de jornalismo em Sorocaba/SP

24/07/2008 - 12:50h Supla e João Suplicy misturam rock e MPB no Brothers of Brazil, que tem temporada no Mistura Fina

Irmãos de sangue e de música

Publicada em 24/07/2008

Christina Fuscaldo - O Globo

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Supla e João Suplicy são os Brothers of Brazil

RIO - Pai de família tranqüilão, João Suplicy atende o telefone de seu apartamento no Rio, disponibilizando o tempo que for necessário para bater um papo sobre o Brothers of Brazil. Solteirão do rock, Supla pega o celular, não ouve quase nada do que a repórter diz, mas decide continuar a entrevista assim mesmo. Isso porque ele está em estúdio, em São Paulo, e tem poucos minutos de intervalo. Mas falar sobre o projeto, que iniciou junto ao irmão mais novo há oito meses e que terá temporada no Mistura Fina a partir desta quinta-feira, faz com que o primogênito da família Suplicy perca a noção da hora. E também da lista de lugares por onde o dueto já passou:

Veja o Brothers of Brazil no Rock in Rio Lisboa

- Fizemos o primeiro show no Made in Brazil, que fica ao lado do pub mais punk de Camden Town (Londres), um que Amy Winehouse freqüenta. Depois, tocamos no Guanabara, no Buffalo, que é onde bandas que já estão no circuito se apresentam. Todos os dias foram bem cheios. Também fomos a Bruxelas, Paris, Los Angeles, Santa Mônica, Nova York. Fizemos show no Rock in Rio Lisboa… Vamos agora ao Rio, depois tem Bahia, Curitiba, Porto Alegre…

Ouça ‘Brothers of Brazil’

Ouça ‘Vanity funk’

Ouça ‘My samba’

Ouça ‘Stay tranqüilo’

Era para ser só um encontro informal entre Supla e João, que estavam fazendo shows pela Europa na mesma época. Mas a parceria inusitada entre o punk rocker e o apaixonado por música brasileira acabou consolidada no momento em que Bernard Rhodes, ex-empresário do The Clash, batizou a dupla de “Brothers of Brazil”. Aí, não tinha mais como voltar atrás: Supla voltou a tocar bateria e dar atenção à MPB e João resgatou o roqueiro que tinha dentro de si com seu violão em punho.

- Eu sempre gostei de rock, a coisa que mais ouvi foi Beatles. Mas depois enveredei para o samba e para a bossa nova. Meu irmão também curte MPB, mas a bateria dele é mais pesada. Foi o primeiro instrumento dele - comenta João. - Musicalmente, a gente buscou um ponto em comum, coisa que parecia difícil, porque um não tem nada a ver com o outro: eu faço MPB e Supla é todo punk. Acho que não seria possível se não fôssemos irmãos. As vozes timbram bem juntas, por sermos irmãos. E temos liberdade de falar “isso aí não dá”. Acabamos encontrando mais afinidades compondo em inglês.

Esta é a primeira vez que João (34 anos, marido da apresentadora do “Casseta & Planeta” Maria Paula e pai de Maria Luiza e Felipe) faz parceria com Supla (42 anos, namorado de Brijitte West, vocalista da banda de punk rock New York Loose). Antes, os dois só tinham trabalhado juntos no disco “Bossa furiosa”, que o segundo lançou em 2003. Mas o caçula apenas emprestou seu violão ao disco do irmão.

Tenho personalidade forte, mas a gente sempre deixa prevalecer o bom senso, sem ego, porque ego destrói tudo


- João participou em oito músicas. Gravei metade do disco no estúdio em que o Beastie Boys gravava, em Nova York, e depois coloquei só eu e ele nessas outras faixas. Todo mundo gostou da parte dele, só que eram minhas músicas. No Brothers of Brazil, a gente realmente está compondo juntos. Não é aquela coisa de ele dizer: “Edu”, que é como ele me chama, “vem cantar na minha música?” Fazemos melodias juntos. Cada um é bom em um negócio e a gente vai misturando - diz Supla.

O repertório do show, que fica em cartaz até 7 de agosto no Mistura, vai de Dorival Caymmi a Ramones, passando por parcerias dos irmãos, entre elas “Brothers of Brazil”, que inicia e encerra o show, “Samba around the clock”, “I love the french”, “Stay tranqüilo” e “My ballon”. Estão no roteiro também brigas ensaiadas e/ou espontâneas, porque, afinal, João Suplicy e Supla são irmãos. “Mulher americana” já é um dos pivôs.

- Fizemos essa para a namorada do meu irmão, porque ele estava com saudades - entrega João. - A gente tem bastante atrito, sim. Mas já incorporamos ao show, porque deixamos rolar naturalmente. E, no palco, somos só nós dois, vozes, violão e bateria.

- Meu irmão quer tocar essa droga e nem ensaiamos ainda - replica Supla. - Tenho personalidade forte, mas a gente sempre deixa prevalecer o bom senso, sem ego, porque ego destrói tudo. Com a gente, é briga de amor. Falei de fazermos uma música chamada “I hate Beatles” e primeiro João falou: “Que é isso? Pára.” Mas depois ele adorou.

O sucesso a jato do Brothers of Brazil fez com que João e Supla fossem convidados para apresentar um programa na Rede TV. “Brothers” estréia em agosto, com direção de Fabio Embu (o Homem Berinjela do “Pânico”).

- O “Brothers” vai ser diário. Às segundas, terças e quartas, vamos ao ar ao vivo. Nas quintas e sextas, o programa será gravado. Não posso falar muita coisa ainda, só que será um espaço para variedades e que estou encarando como um desafio - declara João.

Brothers of Brazil: Qui (24 e 31 de julho e 7 de agosto), às 21h, no Mistura Fina (Rua Rainha Elizabeth 769, Arpoador - RJ - tel.: 2523-1705). R$ 30.

13/07/2008 - 18:18h The Who - Behind Blue Eyes

06/06/2008 - 13:42h Guns N’ Roses “Civil War”

19/05/2008 - 19:16h Rolling Stones:”Street fighting man”

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Pochette du disque des Rolling Stones

Ce titre des Rolling Stones n’est certainement pas un appel à la révolution, d’ailleurs le groupe s’est toujours gardé de toute forme de militantisme. Cela dit, les Stones se font ici l’écho de l’agitation de la jeunesse du monde entier. En effet, “le temps est venu de se battre” dans de nombreuses régions du monde et si les Stones regrettent l’apathie de Londres qu’il faudrait réveiller, il s’agit plutôt d’une anomalie en Europe.

C’est l’occasion de dresser un tour d’horizon rapide de la contestation tout au long de cette année 1968.
(more…)

03/04/2008 - 14:02h El soul se toma revancha

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Cada una con su estilo, Alicia Keys, Amy Winehouse y Beyoncé revitalizan el género de origen negro y, junto con Joss Stone, proyectan el legado de figuras como Tina Turner y Aretha Franklin. De cómo el alma volvió al cuerpo y está entre nosotros

Por Sergio Marchi - Para LA NACION - BUENOS AIRES, 2008

Amy Winehouse

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Hay pocas cosas tan inmortales como el alma, que nunca envejece y siempre está allí, en el reino de lo intangible pero de ánimo presente. Alma, en inglés, se dice soul , y es apropiado que haya un estilo de música con ese nombre, atemporal, conectado con el espíritu y a menudo invisible (¿o debería escribir “inaudible”?). Hacía tiempo que nadie hablaba de la música soul , un género que parecía destinado al anaquel de las reliquias del siglo XX. Hasta la última entrega de los premios Grammy.

Allí se produjo una sorprendente resurrección. Bastó que dos reinas en el exilio abandonaran su ostracismo y se aparecieran en cuerpo y alma durante la ceremonia celebrada en Los Ángeles en febrero pasado: Tina Turner y Aretha Franklin, de 68 y 65 años respectivamente, probaron que la magia del soul sigue viva en ellas. Tras su retiro de casi ocho años, Tina se mostró en espléndida forma y hasta soportó con elegancia un pisotón de la princesa Beyoncé (se puede ver en YouTube). Aretha Franklin, directamente, convirtió el Staples Center de California en una iglesia.

Aquella noche de los Grammy hubo una gran ganadora: Amy Winehouse, la atribulada cantante británica que encarna la versión actual de la diva soul . Su álbum Back to Black fue alabado en todo el mundo y se ha convertido en un éxito arrollador, incluso en la Argentina. Lo suyo tuvo un grado inusual de dramatismo: participó de la ceremonia vía satélite, tras abandonar la clínica donde se recuperaba del abuso de drogas y alcohol. Un condimento especial para su triunfo.

Sin embargo, la ganadora moral de esa noche parece haber sido Alicia Keys, otra nueva exponente de la canción negra que fue presentada por un prócer del soul , Stevie Wonder. A ese padrinazgo se le suma el hecho de que Bob Dylan la mencionó en una de sus letras recientes. Keys apabulló al público y lo puso de pie con una tremenda performance de “No One”, uno de los éxitos de su reciente álbum As I Am .

El mensaje fue claro y contundente: las divas soul recuperaban la escena. Pero ¿dónde habían estado todo este tiempo?

Del campo a la ciudad

El origen de toda la historia está en los años 40, cuando una gran parte de la población negra de los estados sureños de Estados Unidos abandonó las zonas rurales y se dirigió a los centros urbanos del Norte, preferentemente hacia Chicago, en búsqueda de una vida mejor. Así, el blues dejó de ser rural para convertirse en música urbana. En el camino, surgieron variantes que desafiaron la ortodoxia de los doce compases del blues , y a esa mutación se la llamó rhythm & blues : canciones con raíz de blues que no eran, técnicamente hablando, blues genuinos.

Los amantes del góspel, la música religiosa, siempre vieron con malos ojos a estos estilos, a los que consideraban alejados de Dios y muy cercanos a las peores costumbres de los hombres: el sexo, la bebida, la violencia. Ambos mundos parecían escindidos, pero algunas cosas los reunirían. En primer lugar, el rhythm & blues comenzó a entreverarse con la música country y, a mediados de los años 50, nació el rock and roll . Así, los chicos blancos dieron rienda suelta a su amor por la música negra, cambiando para siempre el panorama cultural de los tiempos por venir.

Al mismo tiempo, Ray Charles consiguió imprimirle a su sanguíneo rhythm & blues un fervor casi religioso. Con temas como “I ve got a Woman”, “Hallelujah, I Love Her So” y, sobre todo, “What I d Say”, conseguiría la piedra filosofal del soul . ¿Cómo? Mediante la unión de lo profano con lo espiritual: combinando el rhythm & blues con algunos elementos del góspel. Si se reemplaza el objeto del deseo (una mujer) por Jesús, la canción pierde todo su peso ofensivo y se transforma en un himno góspel. “What I d Say” es el primer tema que incluye el recurso conocido como llamada y respuesta, tan característico en las iglesias negras.

Ray Charles inspiró a otros grandes cantantes como Jackie Wilson, James Brown y Sam Cooke, que afianzarían el estilo y probarían sus variantes personales. Con la creación del sello Motown, Berry Gordy Jr. le dio al soul un caracter juvenil y orientado al público blanco. Pocos años después, The Beatles, inspirados por sus canciones, conquistarían el mundo con sus “yeah, yeah, yeah”. Martha & The Vandellas, The Temptations y The Supremes serían las estrellas de Motown de la década del 60, y serían relevadas por Marvin Gaye y Stevie Wonder en la del 70.

Motown se caracterizó por su pertenencia geográfica, la ciudad de Detroit, al norte de Estados Unidos. En el extremo sur sería la ciudad de Memphis el faro que alumbraría el nacimiento de Stax Records, que produjo grandes individualidades: Aretha Franklin, Otis Redding y Wilson Pickett, entre otros.

Pero en los 70, el género comenzó a cambiar: James Brown le puso funk a su estilo, aparecieron grandes orquestadores como Isaac Hayes y Barry White, y finalmente arribó la música disco. Su éxito descomunal, entre 1975 y 1979, arrastró la música soul tras sus pasos y la obligó a orientarse hacia las pistas de baile con un ritmo monótono, que le hizo perder gran parte de su riqueza. En 1980, la disco era historia y el soul estaba perdido. La irrupción de Michael Jackson, que creó un sonido propio, no alcanzó para revitalizar el género.

El entorno no ayudó mucho a que el soul sobreviviese, ya que en los 80 toda la música se volvió hacia el mercado; solo había lugar para superestrellas como Jackson, Prince y Lionel Richie. Otro factor que contribuyó a eclipsar el soul fue el surgimiento del rap, género en que predomina la palabra hablada y las baterías electrónicas, que oscurecen lo que en el soul era esencial: la expresión humana. De manera que el soul fue archivado y destinado a enriquecer el repertorio de las radios de oldies … hasta hoy.

El frente de las nuevas divas soul se conformó a instancias de la industria, que sabe que una cantante femenina con personalidad siempre es buen negocio. Probablemente sea Beyoncé Knowles la favorita de las discográficas; un nombre ya probado como solista y como figura destacada de Destiny s Child, un trío de R&B (así, solo con las iniciales) que alborotó el gallinero a comienzos de esta década. Beyoncé, además de dar prueba de fe ante la reina Tina Turner, protagonizó Dreamgirls , una película basada en la carrera de Diana Ross &The Supremes. Pero hay que decir que es la más anclada en la fórmula R&B , un aggiornamento inofensivo del soul : un león con las garras cortadas.

Joss Stone, una inglesa rubia como el trigo y de voz negra como el ébano, es toda una veterana con tres álbumes, pese a ser la más joven del lote: está a punto de cumplir 21 años. Cuando lanzó su primer álbum tenía apenas 16, pero sus pasos fueron guiados por la pionera del rhythm &blues , Betty Wright, que la rodeó de leyendas del soul de Miami. No estuvo presente en la última entrega de los Grammy, pero ya cantó con los Rolling Stones y una larga lista de luminarias deslumbradas por un registro que desafía su edad y su color.

Diamantes

Alicia Keys atravesó airosa ese terreno de la precocidad; ya a los cuatro años sorprendió a sus maestras de jardín con su voz. Vecina de Harlem, hija de padre negro y madre blanca, estudió desde muy temprano piano clásico y eso fructificó en una compositora por la cual se libró una guerra ganada por el veterano Clive Davis, dueño de J Records y considerado uno de los cazatalentos más fabulosos de la historia (entre otros “descubrimientos” puede contar a Janis Joplin y Carlos Santana). El hombre la tuvo dos años haciendo banco, hasta que editó Songs in A Minor en 2001 y la niña Keys se convirtió en la artista más excitante del nuevo milenio, con ventas arrolladoras. The Diary of Alicia Keys y el flamante As I Am terminaron por dar forma al consenso unánime que existe sobre Alicia: es una artista destinada a permanecer.

Amy Winehouse es la que parece tener la magia y la cuota de tragedia al mejor estilo Billie Holiday. En 2003, llamó la atención con su disco Frank , pero fue Back to Black , producido por Mark Ronson, el que la convirtió en estrella. Su talento como cantante revela una fortaleza que no se corresponde con la fragilidad de su imagen. Su aparición eclipsó la sorpresa causada por Joss Stone en su momento y marcó otra cosa: su soul no busca recrear las viejas formas sino hacerlas evolucionar. La gran duda es si Amy podrá sobreponerse a sus adicciones o si reincidirá en ellas hasta cansar al público que hoy devora sus sórdidas historias en los tabloides británicos.

No es casual que el renacimiento del soul se esté produciendo tras un largo reinado del marketing en la industria discográfica. Después de tantas creaciones diseñadas a medida, hacía falta una buena cuota de talento natural. Y el soul se ha especializado siempre en pulir diamantes en bruto y no en crear joyas de un canto rodado. A lo mejor, todo se resume en que el soul (alma) es inmortal y este es solo un nuevo capítulo de su historia. ¡Aleluya!

24/01/2008 - 17:07h Supla - São Paulo

08/12/2007 - 13:30h The Who - Live at Woodstock



Woodstock 1969 See Me, Feel Me, Touch Me

08/12/2007 - 13:21h The Who - Live at Woodstock

Woodstock 1969 See Me, Feel Me, Touch Me

10/11/2007 - 17:09h Roy Orbison - Candyman

This video is from the movie Roy Orbison - Black and White Night. Featuring:
Jackson Brown, T Bone Burnnett, Elvis Costello, K D Lang, Bonnie Raite, J D Souther, Bruce Springsteen, Tom Waits, Jennifer Warnes.

10/11/2007 - 16:58h Roy Orbison - It’s Over

10/11/2007 - 16:56h ROY ORBISON - Oh, Pretty Woman (1964)

04/10/2007 - 17:00h Bruce Springsteen - Born in the USA

Born In The U.S.A.
Bruce Springsteen

Born down in a dead man’s town
The first kick I took was when I hit the ground
You end up like a dog that’s been beat too much
‘Til you spend half your life just covering up

[chorus:]
Born in the U.S.A.
Born in the U.S.A.
Born in the U.S.A.
Born in the U.S.A.

I got in a little hometown jam
And so they put a rifle in my hands
Sent me off to Vietnam
To go and kill the yellow man

[chorus]

Come back home to the refinery
Hiring man says “Son if it was up to me”
I go down to see the V.A. man
He said “Son don’t you understand”

[chorus]

I had a buddy at Khe Sahn
Fighting off the Viet Cong
They’re still there, he’s all gone
He had a little girl in Saigon
I got a picture of him in her arms

Down in the shadow of the penitentiary
Out by the gas fires of the refinery
I’m ten years down the road
Nowhere to run, ain’t got nowhere to go

I’m a long gone Daddy in the U.S.A.
Born in the U.S.A.
I’m a cool rocking Daddy in the U.S.A.
Born in the U.S.A.

26/09/2007 - 00:39h Rod Stewart & Amy Belle - I don’t want to talk about it

26/09/2007 - 00:27h Bryan Adams, Rod Stewart & Sting - All For Love