30/09/2008 - 08:58h PSDB nega, mas negociação com DEM para 2º turno prossegue

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Informação provocou mal-estar na campanha de Alckmin por passar idéia de que tucanos teriam ”jogado a toalha”

Ana Paula Scinocca e Marcelo de Moraes - O Estado de São Paulo

O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), confirmou que desde o início da campanha conversa abertamente com dirigentes do PSDB sobre a formação de aliança no segundo turno para tentar impedir a vitória da petista Marta Suplicy em São Paulo. Ontem, o Estado revelou que dirigentes tucanos, como o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), já discutem a articulação que reúna os dois partidos na segunda etapa da disputa. Essas conversas, feitas com líderes do DEM, como o ex-senador Jorge Bornhausen e o próprio Maia, incluem a possibilidade de acordo em torno do prefeito Gilberto Kassab (DEM), diante de sua vantagem sobre o tucano Geraldo Alckmin, indicada pelas pesquisas de intenção de voto.

link Enquete: Quem ganha com briga Kassab-Alckmin?

A informação provocou mal-estar na campanha de Alckmin por passar a idéia de que dirigentes nacionais teriam “jogado a toalha”, duvidando de sua vitória. Por conta disso, os tucanos aliados de Alckmin passaram o dia tentando negar a articulação, planejada para ser anunciada logo depois do primeiro turno.

Sérgio Guerra chegou a divulgar nota oficial ontem para dizer que essa negociação não estava sendo feita. “Não há e não houve conversa com o ex-senador Jorge Bornhausen com vistas às eleições de São Paulo. O PSDB só trabalha com uma hipótese: o candidato do partido, Geraldo Alckmin, estará no segundo turno.”

Ao Estado, o presidente nacional do PSDB reafirmou o que escrevera na nota e confirmou que tem conversado sistematicamente com Rodrigo Maia, mas “nunca sobre segundo turno”.

“Na semana passada mesmo, conversamos e ele até reclamou da troca de farpas entre Alckmin e Kassab. Mas nunca falamos de segundo turno”, disse. “Nacionalmente, o partido está fora da eleição de São Paulo.”

E tem estado mesmo fora. Alckmin tem feito a campanha com o PSDB dividido entre ele e Kassab. Freqüentemente, o tucano tem se queixado a amigos do “abandono” e se diz amparado apenas pela mulher, Lu Alckmin, e pela filha Sophia.

ADVERSÁRIO COMUM

Para os dirigentes do DEM, a discussão sobre o acordo no segundo turno é “natural”, já que os dois partidos são aliados nacionais e regionais, enquanto a candidatura petista representa o governo federal, adversário comum para as duas legendas. Maia lembra que uma eventual vitória de Marta sobre Kassab ou Alckmin seria muito ruim para os dois partidos, que perderiam o controle da maior cidade do País.

“Acho que Kassab estará no segundo turno e não tenho dúvida de que receberá o apoio de todo o PSDB. Até porque não conheço um político do DEM ou do PSDB que prefira apoiar Marta em vez de ficar do lado do Kassab ou do Alckmin”, disse Maia. “Seria um tiro no pé não acontecer esse apoio. É claro que aquele que for para o segundo turno terá a ajuda dos dois partidos. É uma coisa lógica. DEM e PSDB sabem que a vitória de Marta representa um problema para ambos.”

Sobre as conversas com os tucanos, o presidente do DEM disse que nunca deixou de falar com regularidade com Sérgio Guerra. “Claro que conversamos sempre. E é claro que vai haver uma convergência dos dois partidos no segundo turno.”

O prefeito do Rio, César Maia, pai de Rodrigo Maia, concorda que os dois partidos estarão juntos no palanque do segundo turno. E avalia que os eleitores dos dois candidatos também se reunirão em torno daquele que ficar incumbido de enfrentar Marta. Acha até que isso independe de Alckmin decidir apoiar ou não Kassab no segundo turno.

“Nenhum de nós conduz nossos eleitores como desejaríamos. Quem confronta o PT e influencia seu eleitor não tem como impedir que o eleitor coerentemente vá contra o PT”, afirmou César Maia.

Para o prefeito do Rio, a votação em São Paulo representa uma “eleição binária”, com dois lados claramente definidos. “O eleitor, numa eleição binária, não vota a favor de seu antípoda. Portanto, no segundo turno, essa será a tendência: eleitores do Kassab, mais eleitores do Alckmin com Kassab”, apostou.

Até petistas ficaram surpresos com o movimento tucano na reta final da campanha. Em seu blog, Luiz Favre, marido de Marta Suplicy, comparou o gesto a uma “punhalada”. “Bem na contramão das afirmações do candidato tucano, os dirigentes nacionais do PSDB, com FHC na cabeça, afirmam em alto e bom som que o demo Kassab é tão tucano quanto. Isto, a seis dias do primeiro turno, enquanto as pesquisas indicam uma disputa acirrada entre Alckmin e Kassab, é uma verdadeira facada pelas costas em Geraldo Alckmin”, escreveu Favre.

29/09/2008 - 11:20h Apunhalado pelas costas

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Ao dia seguinte do debate, no qual Alckmin acuou Kassab, mostrando o descaso com as 158 mil crianças fora das creches e escolas e onde apontou a filiação do demo com malufismo, o Estadão estampa em chamada de capa, as costuras para abandonar Alckmin por parte de setores da cúpula do PSDB nacional. Bem na contramão das afirmações do candidato tucano, os dirigentes nacionais do PSDB com FHC na cabeça, afirmam em alto e bom som que o demo Kassab é tão tucano quanto. Isto, a 6 dias do primeiro turno enquanto as pesquisas indicam uma disputa acirrada entre Alckmin e Kassab, é uma verdadeira facada pelas costas em Geraldo Alckmin.

O respeito aos candidatos e ao processo eleitoral, exige aguardar o resultado das urnas e do veredito popular para depois abordar as condições concretas do segundo turno. A ação de alguns elementos da cúpula tucana, além de indecente, visa a sinalizar que já considera Alckmin carta fora do baralho.

O movimento de setores do tucanato contra Alckmin confirma o que escrevi apenas dois dias atrás: “No plano político, esta semana concentrará os ataques contra Alckmin e as pressões para montar, com sua participação, um frente anti-PT e anti-Marta com Kassab. Se ele se recusar, José Serra já anunciou que o substituirá como quase “candidato” (esse o sentido de vazar que estaria disposto a se licenciar do cargo para fazer a campanha… de Kassab). FHC veio, com sua declaração anti-PT, indicar que este será o desfecho que o alto tucanato apadrinhará.

Para Alckmin o que está sendo preparado pelos seus “companheiros” é um haraquiri. A morte política.”

A matéria do Estadão mostra que na dúvida que Alckmin aceite o sacrifício, alguns tucanos preferem apunhalá-lo pelas costas. LF

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Para derrotar Marta, PSDB admite apoiar Kassab no segundo turno

Se confirmar vantagem e superar Geraldo Alckmin no domingo, prefeito de São Paulo terá o apoio dos tucanos

Christiane Samarco, O Estado de São Paulo

O PSDB nacional já decidiu: caso o eleitor paulista deixe o candidato tucano à Prefeitura de São Paulo, Geraldo Alckmin, fora do segundo turno, como indicam as pesquisas, o partido fechará oficialmente - e rápido - com o prefeito Gilberto Kassab (DEM), que disputa a reeleição. A costura para apressar a união dos principais líderes tucanos no Estado já está em curso, independentemente do resultado da eleição no domingo.

Nos bastidores do partido, tucanos de Norte a Sul entoam o discurso de que o PSDB será vitorioso, desde que a candidata Marta Suplicy (PT) seja derrotada. A ordem é não descaracterizar a vitória. Argumentam que, no pior cenário, com o tucano fora do segundo turno, ninguém poderá dizer que o PSDB perdeu se o vitorioso for Kassab, que tem a marca de “candidato do governador” José Serra (PSDB).

É com esse discurso e a certeza de que manterão o comando da maior cidade do País que dirigentes tucanos se preparam para “tomar posse da vitória”, caso Kassab consiga a reeleição. De olho no segundo turno, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso troca telefonemas com o ex-senador e conselheiro do DEM Jorge Bornhausen. Ambos se encontram semanalmente em São Paulo com o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE).

Quando o DEM se viu obrigado a reagir a ataques de tucanos a Kassab, Bornhausen sempre recomendou prudência, deixando protestos para o presidente do partido, deputado Rodrigo Maia (RJ). “Quanto mais ficarmos em silêncio, melhor.”

Em suas conversas com FHC e Guerra, Bornhausen sempre insiste na tese de que “agora é hora de a gente ficar calado e preservar as pontes para as negociações futuras”. É esse trio que, ao lado de Serra, conduzirá todas as negociações. Cauteloso, Guerra tem afirmado que, independentemente do “caldeirão da crise paulista”, a interlocução está preservada.

Diante do confronto entre partidários do prefeito e de Alckmin, o presidente do PSDB procurou manter diálogo com as duas alas do partido representadas na Executiva nacional. A preocupação de preservar a interlocução com o DEM ficou clara quando o fogo amigo se intensificou, com as críticas do ex-ministro tucano e secretário da prefeitura, Clóvis Carvalho, a Alckmin. Guerra limitou-se a defender o candidato, “homem público correto, que todo o partido admira”. Disse que acusações a Alckmin “não são apoiadas pelo PSDB, que tem nele seu candidato para vencer em São Paulo”. Em momento algum fez reparos aos ataques de Kassab.

A maior preocupação dos tucanos é administrar o próprio Alckmin, pois o temor geral é que sua eventual derrota acabe arranhando a imagem de Serra. Até os mais próximos aliados do governador apontam responsabilidade de Serra na crise por ele ter se omitido na condução do processo que resultou na candidatura de Alckmin.

02/09/2008 - 16:01h Demora para cair a ficha

Rodrigo Maia, presidente do DEM e Cesar Maia, prefeito do Rio: otimistas
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Segundo o TSE, nestas eleições municipais o DEM (ex-PFL) está com 5.000 candidatos a menos que em 2004. Já em 2006 o partido de direita tinha minguado o número dos seus deputados e eleito um único governador, o do Distrito Federal.

Agora os demos correm o risco de perder as duas capitais que governam graças aos ainda fracos desempenhos de Solange Amaral (Rio) e Gilberto Kassab (São Paulo). Além disso, patinam em Belo Horizonte (Gustavo Valadares, com 1%, segundo o último Ibope), Porto Alegre (Onyx Lorenzoni, 5%) e São Luís (Raimundo Cutrim, 5%).

No caso de São Paulo, o candidato demo só disputa com um certo peso porque, travestido de tucano, ele arvora o título de candidato de Serra, do qual herdou sem ser eleito a maior prefeitura do país.

Além de São Paulo, suas reais chances estão em Salvador, com ACM Neto, Fortaleza com Moroni Torgan e em Belém, com Valeria. Nas três capitais as pesquisas os apresentam disputando o primeiro lugar.

Uma força marginal, porem influente na imposição de pautas para a mídia e os tucanos, aos quais estão subordinados sem nenhum assomo de independência.

Uma perspectiva assombrada pela ausência de lideranças e de bases locais.

Mesmo assim, o presidente nacional do DEM, Rodrigo Maia, está otimista. É o que ele diz na entrevista que deu para o portal Globo e que você pode ler aqui. LF

09/06/2008 - 13:25h DEM acusa o vice de Yeda, também do DEM, de não respeitar a “omertà”

Omertà é uma palavra de etimologia italiana, que significa “conspiração“. No geral, é um consenso, que implica em nunca colaborar com as autoridades. Pode ser entendido como um “voto de silêncio” entre mafiosos (wikipédia)

No filme O poderoso chefão ficou famosa a frase de Marlon Brando: “Farei a ele uma proposta que não poderá recusar”

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Deixa ver se entendi bem. O vice-governador de Rio Grande do Sul, Paulo Feijó, membro do DEM (partido de Gilberto Kassab e Rodrigo Maia), grava uma conversa com Cesar Busatto do PPS (partido de Roberto Freire e Soninha). Busatto é chefe da casa cívil do governo tucano de Yeda Crusius. Na conversa, o chefe da casa Cívil disse: ““…Se pudéssemos encontrar um modus vivendi que nos permitisse tu não romper com tuas convicções….para tu estar dizendo pra ti mesmo, pra tua consciência…qual é o custo disso? Eu não sei, de repente o Fernando (o presidente do Banrisul chama-se Fernando Lemos) faz um gesto concreto pra ti, não quero pensar alto porque isso não tá no horizonte…uma coisa concreta que pudesse permitir ou outra coisa, quem sabe?”. Ou seja, propõe “comprar” o apoio ou o silêncio do vice governador e utilizaria para isso os serviços do presidente do Banrisul. Na mesma conversa ele disse que empresas estatais gaúchas são utilizadas, incluso financeiramente, para assegurar o apoio do PMDB e do PP.

A fita, gravada sem o conhecimento de Busatto, vai para Polícia Federal, para os procuradores e para os deputados da CPI do Detran. Os implicados nesta e outras, digamos, irregularidades, são demitidos pela governadora e eis que o DEM nacional, partido do vice-governador que flagrou a maracutaia, quer… expulsá-lo por deslealdade?

Rodrigo Maia chega a declarar: “Eu disse ao Sérgio Guerra (presidente do PSDB) que, para nós, é um constrangimento. Pedimos desculpas pelo que o nosso filiado está fazendo o governo gaúcho passar.”

O raciocínio avançado é que não pode ter jogo sujo com aliados e parceiros. Mesmo com parceiros que numa conversa propõem e reconhecem funcionar na base do mensalão, o DEM dos Maia e Kassab considera que a lealdade vale mais que a lei. A indignação deles, como da governadora tucana Yeda Crusius, não é com o mensalão, o uso de dinheiro público e sim com o destampador de podres.

Engraçado estes udenistas roxos: quando empresários gravaram a entrega de propina a um funcionário dos correios, eles agiam pelo bem público, assim como a revista Veja quando deu ampla publicidade as gravações; quando um dono de bingos gravou um cara do PT, funcionário de Garotinho, pedindo uma comissão, o bingueiro foi poupado pela oposição e pela mídia. Quando uma malversação das grossas é organizada pelos principais dirigentes do governo gaúcho e o vice, por motivações próprias, grava e põe a nu o sistema… o DEM estuda expulsar o vice!

Parece aqueles filmes onde o membro de uma família penetra no território de outra, quebrando a “paz” entre as famílias o que pode desencadear uma “guerra” entre as famílias e o capo de tutti le capi decide punir o intruso, exigindo que a própria família do “infrator” faça o serviço. Seguindo o código da omertá, a traição e a ruptura com a lei do silêncio, leva ao envio de peixe embrulhado em papel jornal. Eu vi muito filme assim no cinema.

O DEM nacional está dividido entre expulsar o vice de suas fileiras ou dar uma reprimenda, informa o Blog de Josias.

Em todo caso, no DEM ninguém cogita dar uma medalha ao vice, que mostrou como funcionam os udenistas aliados, quando estão no poder.

Só demos para um raciocino destes. LF

13/04/2008 - 14:46h Demo deixa lobo com fome

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Alckmin se impacienta e cobra definição do PSDB

Tucanato tenta antecipar reunião com direção do DEM

Mas os partidários de Kassab não têm a mesma pressa

Blog de Josias

A característica mais notável de Geraldo Alckmin é a serenidade. Em parte, foi graças a essa calma proverbial que o colunista Zé Simão pespegou-lhe o apelido de “picolé de chuchu.” Pois nos últimos dias o pré-candidato tucano à prefeitura de São Paulo exibe um temperamento apimentado. Súbito, tornou-se uma pilha de nervos.

De olho nas pesquisas que apontam a ascensão da rival petista Marta Suplicy, Alckmin impacienta-se com a demora do PSDB em tornar oficial a sua candidatura. Há três semanas, concordara, meio a contragosto, em protelar a definição até o final de abril. Mudou de idéia. Já defende até a convocação imediata de uma pré-convenção tucana.

Premido pelas inquietações do candidato, o presidente do PSDB na cidade de São Paulo, José Henrique Lobo, tenta, há uma semana e meia, marcar uma reunião com a direção do DEM, partido do prefeito Gilberto Kassab, candidato à reeleição. Os ‘demos’, porém, vêm se esquivando de Lobo. Não exibem o mais remoto sinal de pressa.

Deve-se ao tucano Lobo a organização de dois almoços entre Kassab e Alckmin. Foram à mesa a pretexto de analisar a hipótese de manutenção da aliança tucano-democrata. No último repasto, combinou-se que voltariam a trançar os garfos nos últimos dias de abril.

Até lá, prevalecendo a hipótese de duas candidaturas, ao menos negociariam um pacto de convivência no primeiro turno da eleição. Coisa civilizada, sem agressões de parte a parte. De modo a facilitar a reaglutinação das duas legendas no segundo turno, que, segundo se imagina, será travado com um inimigo comum: o PT.

Nesse meio tempo, Marta escalou as sondagens eleitorais. Para o Datafolha, ultrapassou Alckmin em um ponto percentual. Na aferição do Ibope, abriu uma dianteira de oito pontos. Daí a inquietação de Alckmin.

Embora tente antecipar as negociações com o DEM, a cúpula municipal do PSDB contrapõe ao desassossego de Alckmin o argumento de que nada o impede de pôr a candidatura na rua. Em sua versão apimentada, o picolé de chuchu responde assim: “Não posso ser candidato de mim mesmo.”

José Henrique Lobo, o presidente municipal do PSDB, tentou agendar para a semana passada um encontro com Rodrigo Maia (RJ) e Jorge Bornhausen (SC), respectivamente presidente e presidente de honra do DEM. A reunião chegou a ser marcada. Mas Rodrigo Maia a desmarcou, sob o pretexto de que precisava acompanhar a mãe, levada inesperadamente a uma mesa de cirurgia.

Nesta segunda-feira (14), Maia e Bornhausen estarão em São Paulo. Participam de um encontro reservado das cúpulas do PSDB e do DEM. Acomodados no divã pela crescente popularidade de Lula, os partidos buscam um novo norte oposicionista. Os ‘demos’ poderiam, se desejassem, esticar a permanência na cidade, para se avistar, finalmente, com Lobo. Não afastam a hipótese. Mas tampouco deram certeza de que a conversa vá ocorrer.

Em privado, os líderes do DEM avaliam que a indefinição jogo água no moinho de Kassab. Esgrimem o seguinte raciocínio: o crescimento de Marta Suplicy demonstra que a empreitada municipal submete Alckmin a um risco concreto de derrota.

Os ‘demos’ imaginam que, com o correr dos dias, Alckmin terminaria se convencendo de que ganharia mais se concordasse em se preservar para a disputa pelo governo de são Paulo, em 2010. Agora, apoiaria Kassab, que não tem tanto a perder.

Vem daí a irritação de Alckmin. Comunicou ao PSDB –nas esferas municipal, estadual e nacional—, que não abre mão de levar o nome à cédula já em 2008. Acha que Kassab também está decidido a disputar. E pensa que não há mais razão que justifique a delonga. Quer apressar as coisas.

Resta agora saber se Lobo conseguirá arrastar os dirigentes do DEM para uma reunião ainda nesta semana. Na seqüência, teria de convencer o próprio Kassab a antecipar o almoço que, segundo combinara com Alckmin, só aconteceria nos últimos dias de abril.

Os dirigentes do PT e a ministra Marta Suplicy (Turismo) acompanham a refrega tucano-democrata à distância. Trazem sorriso nos lábios. Simultaneamente, o petismo costura alianças com outros partidos. Cortejado por Alckmin, Kassab e Marta, Orestes Quércia, mandachuva do PMDB, o aliado mais cobiçado, informou aos correligionários que pende para um acerto com o PT.

Escrito por Josias de Souza

23/01/2008 - 13:43h Ofensiva de DEM por Kassab irrita Alckmin e aumenta divisão tucana


Raimundo Paccó/Folha Imagem

Rodrigo Maia: tom duro ao entrar na reunião,
trocado por suavidade depois de conversar com o prefeito paulistano

César Felício e Cristiane Agostine
VALOR

A demonstração pública de apoio ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), dada pelo governador paulista, José Serra (PSDB), na segunda-feira, acalmou a cúpula do DEM, mas elevou a agressividade de aliados do ex-governador Geraldo Alckmin, possível candidato tucano à disputa da capital. A reação divide-se entre críticas aos integrantes do DEM e o combate interno: os aliados do ex-governador lembram que Serra não é o único presidenciável tucano e portanto não haveria razão para o partido desistir da candidatura própria neste ano para favorecê-lo em 2010.
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20/01/2008 - 11:46h Demos: Façam o que eu digo e não o que eu faço!


Os demos Gilberto Kassab e Cesar Maia: em comum aumento da carga tributária

A população do Rio de Janeiro está revoltada contra Cesar Maia e começou uma greve de IPTU. Os cariocas consideram abusivo o alto imposto e pouco o retorno do que arrecada o Demo Cesar Maia. Os jornais, O Globo, Extra, Jornal do Brasil dedicam espaço diário à revolta da população contra o prefeito de Rio.

Em São Paulo, o Demo Kassab se ufana de arrecadar o dobro do orçamento de Marta Suplicy e tem, no prefeito internauta do Rio, um dos principais apoios à sua candidatura à prefeitura de São Paulo.

A ambos e aos Demos em seu conjunto se aplica a perfeição a frase: façam o que eu digo e não o que eu faço!

A principal bandeira, quase a única, do mantra dos Demos é a carga tributária… dos outros.

Poderia-se pensar que a luta dos demos contra os impostos é uma espécie de autocrítica. Quando eram governo com FHC ocorreu a maior alta da carga tributária em relação a riqueza produzida no Brasil: ela foi de 22% do PIB a 36% no fim do mandato em 2002 (cito as cifras de memória).

Mas não é autocrítica não. É hipocrisia. Vendem uma coisa e fazem outra. Leia a seguir o artigo do jornal O Estado de São Paulo que prefere falar dos Maias, para melhor proteger Kassab , os Demos e o PSDB. (porque não indicar, por exemplo, que os domicílios isentos de IPTU em São Paulo passaram de 1.200 milhão na gestão Marta, a 900 mil hoje por conta do reajuste do valor venal dos imóveis).

Mesmo assim vale a leitura

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