30/09/2008 - 16:17h Shaná Tová. Começa o ano 5769

Pelo menos para a comunidade judaica, que celebra o Rosh Hashaná, seu ano-novo, entre hoje e amanhã

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/ea/AlphonseL%C3%A9vy_Shofar.jpg/200px-AlphonseL%C3%A9vy_Shofar.jpghttp://newcentrist.files.wordpress.com/2007/09/6x8-shana-tova-dove.jpg

Valéria França - O Estado de São Paulo

http://www.chabad.org.br/receitas/festas/imagem/rosh_Hashana.jpgHigienópolis, Bom Retiro e Jardins estavam ontem em clima de festa judaica. Na vitrine de algumas lojas, lia-se “shaná tová”, um espécie de feliz ano-novo em hebraico. Os judeus comemoram até o final da tarde de quarta-feira o Rosh Hashaná, o ano-novo judaico - que diferente do calendário ocidental-laico, chegou a 5769. Dos 65 mil judeus que escolheram o Estado de São Paulo para morar, 60 mil estão na capital, formando assim a maior colônia no País.

Não por outro motivo, supermercados, restaurantes e lojas estavam cheias de mães judias, que saíam carregadas de pacotes. Dentro deles, havia chocolates, para presentear amigos, pães e pratos típicos, que fariam parte do Rosh Hashaná.

Todas estavam com pressa. As festividades começaram ao anoitecer de ontem e, por volta das seis horas da tarde, os homens , principalmente, já deveriam estar recolhidos nas sinagogas. “E a maioria das mulheres , em casa, arrumando a mesa para a ceia”, diz Helena Goldenstein, de 85 anos, nascida na Polônia. “A esta altura a ceia está pronta em banho-maria, porque nesses dois dias, os mais ortodoxos não trabalham, não andam de elevador, não dirigem, nem apagam e acendem as luzes de casa.” No sábado, Helena foi ao cabeleireiro e comprou R$ 1 mil em chocolates para desejar um ano doce aos amigos.

Mesmo os judeus não ortodoxos tiram esses dias para ficar com a família. “É um período feito para repensar a vida, fazer um balanço do que já passou”, diz Samuel Seibel, de 54 anos, dono da Livraria da Vila, um judeu nada ortodoxo. “Ninguém estoura champanhe. É um período introspectivo.” Pratos de difícil e demorada execução, compõe a tradicional ceia, conhecida por ser rica e cheia de elementos simbólicos (veja quadro ao lado). “Nesta época, a colônia procura o que tem de mais tradicional”, diz a chef Andréa Kaufmann, do AK Delicatessen, representante de uma gastronomia judaica mais moderna. Pensando nisso, Andréa inclui em seu cardápio guefilte fish, espécie de musse de peixe, fornecido por uma mãe judia, especialista na receita típica da época.Entre talentosas cozinheiras de tradição judaicas, destaca-se Rebeca Zakon, de 70 anos, dona do restaurante kosher do Clube Hebraica, no Jardim Paulistano. Num domingo comum, ela serve 400 refeições. Ainda cozinha para hospitais - como Albert Einstein, Pro Matre, Oswaldo Cruz e mais recentemente Alvorada - e para todas as linhas aéreas. “Estou há uma semana trabalhando das cinco horas da manhã às seis da tarde”, diz ela, que coordena uma equipe de 30 pessoas. “Neste Rosh Hashaná tivemos o dobro de encomendas em relação ao ano passado.”

A israelense Shoshana Baruch, de 59 anos, proprietária do Shoshi Delishop, no Bom Retiro, no centro, teve de recusar encomendas. “As pessoas sabem que domino as tradições. Hoje, os mais jovens trabalham e não vão para a cozinha. Antigamente, as avós cozinhavam, as mães ajudavam e as filhas aprendiam”, diz Shoshana, considerada a tradicional mãe judia. “No meu restaurante, ninguém pode deixar comida no prato. “Para Boris Ber, presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo, esse aumento na venda de ceias é sinal da volta dos jovens à religião. ”

A busca da identidade religiosa passa por esse lado gastronômico”, explica.”A comunidade judaica sempre foi unida. Por isso, sobreviveu até os dias de hoje.”

COMIDA KOSHER

É típica entre judeus ortodoxos. O preparo segue as restrições da Bíblia ou Torá:O rabino tem de inspecionar a produção dos alimentosA carne tem de ser de animal ruminante e todo seu sangue é retiradoO peixe com escamas é o único permitidoLeite e carne não se misturam

ALIMENTOS TÍPICOS

http://www.gutessen.com.br/site/produtos/images/image-7.jpg

Guefilte Fish é uma espécie de musses de peixe com molho de raiz forte e beterraba. O peixe sempre se desloca para a frente, por isso dá sorteMaçã é obrigatório ter na mesa. É o símbolo do início do mundo, a fruta de EvaHalla é um pão tradicional com passas. É doce (assim como outros alimentos da mesa), para que o ano também seja assim, e redondo, no formato da vida (um ciclo)

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/45/Strucla_sweet_bread02.jpg/300px-Strucla_sweet_bread02.jpg

19/09/2007 - 19:17h Presidente Lula e Dona Marisa comemoram o ano novo judeu 5.768 com representantes da comunidade judaíca

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula recebeu hoje uma delegação de líderes da comunidade judaica brasileira e latino-americana e rabinos de São Paulo e do Rio de Janeiro, encabeçada por Jack Terpins-presidente do Congresso Judaico Latino-Americano/CJL e Confederação Israelita do Brasil /CONIB

 

A delegação recebeu os cumprimentos de Lula pela passagem do Ano Novo Judaico de 5768. Também, o presidente ouvirá o toque do shofar (instrumento típico feito a partir do chifre do carneiro), cujo som nos convida à reflexão, ouvirá a explicação dos rabinos sobre esse que é um dos períodos mais significativos do calendário judaico, quando Deus sela o destino de cada um, dando o seu veredicto no Iom Kipur, Dia do Perdão, celebrado no entardecer da próxima 6ª feira, dia 21 de setembro.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

A rabina Luciana Pajecki, os rabinos Nilton Bonder, Michel Schlesinger, Yossi Schildkraut, Shabsi Alpern integram o grupo, juntamente com os presidentes das Federações de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Ceará e Distrito Federal, respectivamente, Boris Ber, Sergio Niskier, Isac Baril, Henry Chmelnitsky, Arnaldo Len e Leslie Sasson; mais Cláudio Epelman, representante do Congresso Judaico Latino-Americano, jovens líderes do Chile, Argentina e Brasil, Abram Goldstein da B’nai B’rith do Brasil, todos eles, capitaneados por Jack Terpins.

O encontro foi finalizado com bênçãos alusivas à época e com o toque do shofar.


18/09/2007 - 19:30h Lideranças judaicas no Planalto

Nesta quarta-feira o presidente Lula recebe no Palácio do Planalto as lideranças políticas e religiosas judaicas. Estarão presentes a presidência e diretoria da CONIB e as presidências de todas as federações israelitas brasileiras. Fonte FIERJ.

12/09/2007 - 01:02h Ano novo judaico: Feliz ano 5768 com paz, democracia e alegria para todos em um Brasil de todos

Shaná Tová - 5768

09/09/2007 - 16:59h Shaná Tová



A liderança da comunidade judaico-brasileira será recebida pelo presidente Lula no Palácio do Planalto, no próximo dia 19 de setembro às 14,00 h. O motivo é o desejo do Presidente em enviar à comunidade judaica um feliz ano novo, tradição que se repete a cada ano. No ano passado o presidente ouviu o toque do shofar e saboreou um pedaço de chalah com mel, tradição judaica de voto por um ano novo doce e feliz.

Shaná Tová - 5768




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