05/10/2009 - 14:24h Roubos crescem em bairros vizinhos da cracolândia

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Em Santa Cecília, alta foi de 342% se comparados trimestres de julho a setembro de 2008 e 2009; em Higienópolis foi de 25%

Para moradores, ações desenvolvidas pela polícia na cracolândia levaram usuários de drogas a migrar para áreas próximas

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AFONSO BENITES DA REPORTAGEM LOCAL E TAI NALON – COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Três homens armados entram em uma casa lotérica do bairro Santa Cecília, na região central de São Paulo. Após alguns minutos tentando convencer as funcionárias, protegidas por um vidro à prova de balas, a darem o dinheiro do caixa, eles mudam de tática. Usam um cliente como refém e apontam a arma para sua cabeça.
A cena aconteceu em 30 de setembro, na rua das Palmeiras. Foi um dos 31 roubos registrados nos últimos três meses no bairro, segundo a polícia.
Vizinhos da cracolândia, os bairros de Santa Cecília e Higienópolis tiveram um aumento em dois índices de criminalidade (furtos de veículos e roubos) e queda em um (furto), entre os meses de julho e setembro deste ano, na comparação com o mesmo período de 2008.
No trimestre, foram 342% mais roubos que no mesmo período de 2008 em Santa Cecília (de 7 para 31) e 25% mais em Higienópolis (de 8 para 10).
Os dados são do Infocrim, sistema usado pelas polícias para mapear crimes.
As mudanças nesses índices de violência coincidem com o período da ação Centro Legal, com a qual a polícia e a prefeitura tentam reduzir os índices de violência na região conhecida como cracolândia, na Luz.
Nesse trabalho, iniciado em julho, 65 pessoas foram presas e ao menos cem foram atendidas por órgãos assistenciais.
Até agora, apenas o índice de roubos apresentou uma redução significativa na cracolândia -caiu 35% (de 142 para 92).
Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, do início da operação até 29 de setembro, foram realizadas 16.007 abordagens a usuários de drogas -1.070 foram encaminhados para unidades de saúde e 94 precisaram de internação.

Novo endereço
Em uma reunião do Conseg (Conselho Comunitário de Segurança) da região, na última quarta, era consenso entre os moradores que a criminalidade e o aumento do número de mendigos em Santa Cecília e Higienópolis foram fruto da ação na cracolândia.
“Está muito claro que a cracolândia saiu de um lugar e se mudou para outro”, afirmou um morador que não quis se identificar.
Segundo Fuad Sallum, presidente do Conseg, com a migração, os pontos mais perigosos do centro passaram a ser o largo do Arouche, a rua das Palmeiras, a praça Marechal Deodoro, a avenida Angélica e o entorno da faculdade Mackenzie e do shopping Higienópolis.
Na reunião, o capitão Mário Sérgio Delfini disse que a PM tem notado um aumento de moradores de rua nos bairros vizinhos da cracolândia, mas não de usuários de drogas.
Para o comandante da Polícia Militar na região central, coronel Marcos Roberto Chaves, a migração dos moradores de rua e viciados já era esperada. No entanto, segundo ele, ainda não é possível atribuir o aumento da criminalidade às mudanças.
“Estamos avaliando se há alguma relação com a migração. Se tiver, vamos atuar”, disse.


Comerciantes reclamam da falta de segurança

Ao menos oito estabelecimentos comerciais da rua Barão de Tatuí, famosa pelos bares, restaurantes e lanchonetes na Santa Cecília, foram assaltados em setembro. Com isso, comerciantes já pensam em se mudar.
Um deles é o francês Jean Raquin, que tem há quatro anos a casa de vinhos Le Tire-Bouchon. “Investi e estou me arrependendo. Não temos segurança.”
Vizinho de Raquin, o comerciante Mário Melilli, que mora há 52 anos na rua, diz que nos últimos dois meses tem aumentado significativamente o número de mendigos na região. “Nunca vi tanto como agora.”
Dono de um bar na rua das Palmeiras, Antônio Pires diz que também invadiram a região viciados em drogas que vieram da cracolândia.
Priscila Andréia, vendedora no shopping Higienópolis, mudou de turno por medo de sair do trabalho à noite. Ela foi assaltada há um mês perto da estação Marechal Deodoro do metrô, quando um homem levou seu celular.

29/08/2009 - 12:56h “Os Jardins estão sob ataque”

Ladrões invadem e roubam casa de secretário de Serra

http://2.bp.blogspot.com/_Nj7k-NFjuzA/SCS1iD5nPpI/AAAAAAAAA4g/3BzRXzhzQHA/s320/serra_afif.jpgCriminosos levaram joias e dinheiro da residência de Guilherme Afif no Jardim Paulistano

Secretário estava na casa com a mulher, um dos filhos e duas funcionárias; ocorrência mobilizou a cúpula da polícia paulista

MÔNICA BERGAMO

COLUNISTA DA FOLHA

A casa do empresário Guilherme Afif Domingos (DEM-SP), secretário de Estado do Emprego e Relações do Trabalho do governo José Serra (PSDB), foi invadida por seis ladrões na manhã de ontem, numa ocorrência que mobilizou a cúpula da polícia paulista.
De acordo com Afif, o grupo chegou a sua casa, no Jardim Paulistano, afirmando ter uma “encomenda” para o “senhor Afif”. Uma das empregadas tentou pegar o pacote. Mas, como ele era pesado, abriu o portão. A casa foi então invadida.
Armados, os assaltantes recolheram relógio, joias “do dia a dia usadas por minha mulher” e dinheiro vivo, “aquela reserva que a gente já guarda em casa para o ladrão”, diz o secretário. Afif afirma que na casa estavam também sua mulher, duas funcionárias e um dos filhos, que chegou a sofrer ameaças.
Os ladrões ficaram na residência por 20 minutos e sabiam detalhes da vida do secretário. “Além de me chamarem pelo nome, eles disseram que, se eu não indicasse em que lugar guardava o cofre, iriam para a casa em que mora a minha outra filha. Eles sabiam o endereço dela e fizeram a ameaça.”
O grupo fugiu.
Pelo menos outras duas residências próximas à de Afif -uma delas, em sua própria rua- foram assaltadas na última semana. Numa delas, os ladrões se apresentaram como funcionários da Sky. Como o dono, um publicitário, tinha de fato chamado a empresa para um conserto, abriu a porta.
O próprio Afif, um dia antes do assalto, solicitou os serviços da NET, outra empresa de TV por assinatura, mas teve medo quando os funcionários chegaram a sua residência. Antes de permitir a entrada deles, confirmou com a empresa se eram de fato os empregados enviados por ela para o conserto.
“É preciso cuidado. O bairro tem tido uma rotina de assaltos. E eles estão ocorrendo não apenas em casas mas em apartamentos da região. Parece que é uma onda, que [os assaltantes] migraram de outro setor para os Jardins”, disse Afif.
“Os Jardins estão sob ataque”, diz o empresário Marcos Arbaitman, vice-presidente da Ame Jardins, entidade que reúne moradores da região. Ele reverbera o sentimento de outros vizinhos. “O governo acha que aqui só moram ricos que podem pagar segurança particular e retirou a polícia do bairro”, diz outro dirigente da Ame.
A criminalidade vem crescendo no Estado nos últimos meses. No segundo trimestre de 2009, o número de roubos aumentou 18% em relação ao mesmo período de 2008, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública.
Na semana passada, os moradores se reuniram com o secretário Antonio Ferreira Pinto e pediram o reforço no policiamento, a instalação de câmeras e a volta de uma base móvel da PM para o bairro. O prefeito Gilberto Kassab (DEM-SP), morador da região, estava presente e deu sugestões.

04/08/2009 - 10:19h Latrocínio cresce 79% na capital paulista

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Crime foi o que mais aumentou no 1º semestre, em comparação com o mesmo período de 2008, seguido de sequestros

 

Secretaria da Segurança relaciona crescimento, na capital e no Estado, com crise econômica mundial, que começou em setembro

AFONSO BENITES E ANDRÉ CARAMANTE – FOLHA SP

DA REPORTAGEM LOCAL

Os crimes de latrocínio e sequestro foram os que mais cresceram no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado na capital paulista.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, a alta tem relação direta com a crise econômica internacional iniciada em setembro passado.
Os dados da Secretaria da Segurança Pública mostram que de janeiro a junho deste ano ocorreram 52 latrocínios (roubos seguidos de morte) em São Paulo, contra 29 em 2008 -diferença de 79,3%. No total do Estado, esse crime subiu de 126 casos para 172 -36,5%.
Os sequestros subiram 58,3% na capital. Foram 12 casos no primeiro semestre de 2008; agora houve 19.
Em “nota explicativa” divulgada ontem em seu site com os dados da violência, a secretaria afirma que “o aumento da criminalidade no Estado também foi notado nas crises [econômicas] de 98/99, 2001/2002 e 2003.” Segundo o texto, “quando o desemprego aumenta, o potencial de criminalidade tende a crescer; quando cai, esse potencial tende a declinar, porém de forma mais lenta”.
Nos seis meses analisados, no entanto, o aumento do desemprego na capital paulista foi inferior a um ponto percentual, aponta o relatório do Dieese.
Indicado pela Segurança Pública para falar sobre o aumento da violência, o delegado-geral da Polícia Civil, Domingos Paulo Neto, disse que não é possível apontar um motivo para o aumento dos crimes de latrocínio e sequestro na capital.
“Não consigo afirmar o que motivou o aumento dos crimes de latrocínio, por exemplo. Não sei se mais pessoas reagiram a um assalto ou se o ladrão matou a vítima por pura maldade”, disse Paulo Neto.
Dados sobre os esclarecimentos dos latrocínios e sequestros não foram fornecidos pela gestão do governador José Serra (PSDB).
Um dos latrocínios ainda sem solução, por exemplo, é o que vitimou José Francisco Fappi, 47. Gerente de uma multinacional de alimentos, ele foi morto dia 25 de maio num assalto na Aclimação (zona sul).
Anteontem, um pai morreu ao tentar salvar o filho de assalto, na rodovia Anchieta, em São Bernardo do Campo (ABC).

Homicídios e roubos
Enquanto capital e Grande São Paulo registraram queda nos homicídios dolosos (intencionais), de 0,1% e 8,8%, respectivamente, no interior, houve uma alta de 21,3%.
As regiões que puxaram esse aumento foram as de Santos, Ribeirão Preto e São José dos Campos. No comparativo, o Estado teve aumento de quase 6%. No interior, as regiões de Presidente Prudente e de Bauru tiveram queda nesse quesito.

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Não foi a crise que elevou a violência, dizem analistas

DA REPORTAGEM LOCAL

A crise econômica global não afeta o crime tão rapidamente como sugeriu o governo do Estado, afirmam estudiosos da violência. E o maior número de latrocínios, sustentam eles, não pode ser dissociado de crimes como roubo e tráfico de drogas.
Para o cientista social José dos Reis Santos Filho, do Núcleo de Estudos sobre Violência e Políticas Alternativas da Unesp (Universidade Estadual Paulista), latrocínio e sequestro não são crimes normalmente praticados por pessoas que, “em razão de uma crise econômica ou do desemprego, por exemplo”, entraram há pouco tempo na criminalidade.
“A crise econômica não provoca de uma hora para outra o aumento da criminalidade como está acontecendo.”
“É preciso olhar como essa criminalidade está relacionada ao tráfico de drogas, com consumidores ou com as pessoas que estão no mercado das drogas”, continuou ele.
O sociólogo Ignácio Cano, do Laboratório de Análise da Violência da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), vê o crescimento dos latrocínios em São Paulo como consequência da alta de 19% nos roubos.
“O latrocínio é um roubo malsucedido. Temos de olhar para o roubo.” Tanto o cientista social Santos Filho quanto o sociólogo Cano concordam que o aumento dos casos de sequestro no Estado não está relacionada à crise econômica.
(AB e AC)

31/07/2009 - 12:32h Governo Serra: crime em SP cresce pelo 2º trimestre seguido

Homicídios subiram 11,5% em relação ao mesmo período de 2008 e roubos bateram recorde; estupros e latrocínios também aumentaram

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Delegado-geral afirma que, apesar de crescimento no total, números tiveram queda em junho; “vamos trabalhar para manter essa inversão”, diz

DA REPORTAGEM LOCAL FOLHA SP

A violência voltou a crescer em todo o Estado de São Paulo pelo segundo trimestre seguido. De abril a junho deste ano, os casos de assassinatos subiram 11,5% em relação ao mesmo período do ano passado -um aumento que não ocorria desde 1998. O total de roubos bateu mais um recorde histórico. Também ocorreram mais casos de estupro e latrocínios (roubo seguido de morte).
Ao todo, no período foram 1.168 homicídios (a secretaria não divulgou o total de vítimas, apenas de casos) e 68.524 registros de roubo -até então, o recorde era de 65.635 nos primeiros três meses deste ano.
Os dados foram divulgados ontem pelo delegado-geral da Polícia Civil, Domingos Paulo Neto. Ele, porém, afirmou que o crescimento da violência no Estado, em números absolutos, é “insignificante”.
“Embora tenha havido um aumento em relação ao segundo trimestre do ano passado, já registramos uma queda em junho. Vamos trabalhar para manter essa inversão”, disse.
Segundo Domingos Neto, em maio foram registrados 427 homicídios em todo o Estado, enquanto em junho foram 327. Uma redução de 23,4%.
“O crime de homicídio em São Paulo está controlado. O que temos que combater é o crime contra o patrimônio, principalmente o roubo”, disse o delegado-geral.
Os casos de roubo tiveram queda de apenas 1,25% de maio para junho deste ano.
O delegado lembrou que, em 2000, ocorriam, em média, 15 assassinatos por dia na capital paulista. Agora, são 3,5. Mas uma alta superior a 11% nos casos de homicídio não ocorria desde 1998. Naquele ano houve aumento de 19% em comparação com igual período de 1997.

Latrocínios
Apesar de terem aumentado em relação ao ano passado, os latrocínios sofreram uma queda em comparação com o primeiro trimestre deste ano. Foram de 94 para 78, segundo o levantamento.
Após registrar um maior número de estupros em quatro trimestres consecutivos, neste houve uma ligeira queda em relação ao anterior. Foi de 1.055 para 948. Queda de 9,7%.
De acordo com Domingos Neto, o governo estadual tem atuado em três frentes para reduzir a criminalidade: aproximação da polícia da comunidade, aumento da quantidade de prisões e investimento em tecnologia da informação.
Ontem, a Secretaria da Segurança da gestão José Serra (PSDB) não divulgou os dados de violência por regiões do Estado. Segundo a assessoria do órgão, esse detalhamento será apresentado na segunda-feira.
Alegando não ter ainda todos os dados, o delegado-geral evitou dar uma justificativa para o aumento da violência. “Não dá para falar sem uma análise nas regiões do Estado. Com quase 40 milhões de habitantes, fica difícil analisar sem ter um conhecimento específico do que teria motivado esse aumento.”

03/05/2009 - 12:00h Não teve destaque na mídia, mas a população sabe da insegurança no Estado SP

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“NA QUINTA-FEIRA , foi divulgada oficialmente a pior notícia de toda a gestão Serra: o aumento de roubos e mortes em São Paulo, interrompendo uma queda de vários anos -o indicador de homicídios diminuía desde 1999. Os roubos bateram, agora, um recorde: crescimento de 19% nos três primeiros meses deste ano, em comparação com o mesmo período de 2008.”

Assim começa Gilberto Dimenstein sua coluna na Folha hoje. Para o jornal AGORA, que dedica ao assunto seu editorial, “São preocupantes os últimos números divulgados para a violência no Estado de São Paulo. Como o Agora noticiou, os roubos, latrocínios e estupros na capital aumentaram no primeiro trimestre de 2009. Como é o segundo trimestre seguido de dados ruins, fica claro que a tendência é negativa.”

Como já tinha noticiado o Diário de São Paulo e O Globo, São Paulo registra um arrastão a prédio a cada 15 dias.

Hoje, a Folha de São Paulo dedica o editorial a este assunto com um alerta na segurança: “COM DOIS trimestres seguidos de evidência, confirma-se inflexão preocupante na segurança pública do Estado de São Paulo. No final de 2008 e no início deste ano, parou de cair e voltou a aumentar a ocorrência de homicídios dolosos, depois de uma queda firme e contínua ao longo de sete anos.
Soma-se a isso o avanço no número de roubos e estupros e se terá um quadro que justifica o alerta das autoridades. Já sobre os latrocínios, ora em alta, e os roubos a bancos, em queda, não se podem tirar conclusões peremptórias, dado o baixo número dessas ocorrências, o que favorece bruscas variações.”
(Folha SP 3/5/2009)

Ao mesmo tempo em que aumenta a insegurança no Estado, o governo Serra procede a instalação de presídios, na base de critérios estabelecidos e conhecidos só por eles sem qualquer consulta aos prefeitos das cidades escolhidas e sem qualquer contrapartida para enfrentar os desdobramentos destas implantações.

Ou seja a política de segurança no Estado é errática, os índices da criminalidade (mesmo com as “maquiagens” das estatísticas estaduais) aumentam e nenhum debate sobre o assunto é promovido pelo governo estadual, que prefere evitar os holofotes sobre o assunto.

A substituição dos Secretários, por conta das acusações de corrupção, não consegue ocultar um certo descontrole nesta área sensível.

A sobriedade necessária no tratamento destes assuntos, não deveria ser sinônimo de encobrimento da perigosa situação da segurança pública no Estado de São Paulo. LF

03/03/2009 - 13:06h São Paulo registra um arrastão a prédio a cada 15 dias

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SP insegura: aumentaram os arrastões e os homicídios com roubo

Diário de S.Paulo – Portal O Globo

SÃO PAULO – A capital paulista tem registrado, em 2009, um arrastão a condomínio a cada 15 dias. Em 60 dias, foram cinco assaltos a edifícios de luxo, e uma tentativa de roubo. Em todo o ano de 2008, a polícia registrou sete crimes desse tipo. As quadrilhas agiram em bairros localizados em quase todas as regiões de São Paulo, exceto a Zona Leste. Nesta segunda-feira, foi registrado o sexto caso do ano, em Perdizes. Mais de 30 moradores foram mantidos reféns. Uma clínica de beleza no bairro da Aclimação também foi alvo de arrastão e uma cliente ficou ferida.

No dia 8 de janeiro, pelo menos sete homens armados invadiram um edifício residencial na Lapa, Zona Oeste da capital, e roubaram oito apartamentos. O grupo roubou ao menos R$ 27 mil, joias, computadores, cartões de crédito, documentos além do carro da síndica.

No dia 10 de janeiro, 10 criminosos roubaram nove apartamentos do Edifício Tulipa, na região dos Jardins, Zona Oeste de São Paulo. O porteiro foi rendido por dois dos assaltantes armados quando foi verificar o sistema de alarme, que tinha disparado. Nem o porteiro nem a empresa de segurança chamaram a polícia. Os bandidos dominaram moradores e roubaram dinheiro, joias, celulares e até carro. A ação foi filmada pelo circuito interno de tevê.

No dia 11 de janeiro, durante a madrugada, 30 assaltantes de uma quadrilha fizeram arrastão no luxuoso condomínio Itatinga, no bairro Pedra Branca, Zona Norte de São Paulo. Os bandidos levaram TVs de plasma, notebooks, videogames, dinheiro, carros e joias. Dias depois, a polícia prendeu 11 suspeitos de integrar a quadrilha. Cinco foram capturados por força de mandado judicial. Três foram autuados em flagrante por estarem na posse de objetos roubados. Outros três acusados foram levados à delegacia para averiguação e foram reconhecidos pelas vítimas. O bando que assaltou o condomínio chamava a atenção pelo armamento utilizado. Fuzis, metralhadoras e pistolas. Um dos homens presos pela polícia era Marcelo Severo Alves, o Tio Chico, de 25 anos, suspeito de integrar o PCC.

No dia 21 de fevereiro, quatro ladrões aproveitaram quando um morador de um prédio em Higienópolis, Centro, saiu para passear com os cachorros e renderam o vigia. Roubaram quatro apartamentos.