28/11/2008 - 07:48h Our retail therapy is in China, India and Germany

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By Jim O’Neill - Financial Times

Published: November 27 2008 18:59 | Last updated: November 27 2008 18:59

For much of the past three years, as it became evident that the US housing bubble was bursting, I believed that the old adage “the US catches a cold, the world catches pneumonia” would be laid to rest, helped by the emergence of the so-called Brics – Brazil, Russia, India, China.

Until September and the collapse of Lehman Brothers, the US investment bank, this was still a reasonable model for the evolving world. However, since mid-September maybe the real question has – unfortunately – become: “What happens if the US itself has caught pneumonia?”

At the heart of this is the dramatic tightening of US financial conditions that took place from mid-September until recently. For the over-levered US consumer, coming on top of declining housing values, the era of buoyancy is almost definitely over.

At its 2007 peak, US domestic consumption reached as much as 72 per cent of the country’s overall gross domestic product, which is more than 20 per cent of global GDP. Not bad for a population of some 300m people, out of more than 6bn globally. By the end of 2008, consumption will be back below 70 per cent and will probably be on its way down to something around 65 per cent or less in a few years. How can the world cope?

The answer is that unless Chinese, German and Indian shoppers start spending more freely, it will not.

Aggressive infrastructure-based fiscal expansion in the US from the incoming administration will help the country recover and rebuild but, as with the UK, there has to be a chance that any direct stimulus for the indebted US consumer will be saved, not spent. Indeed, it is no bad thing that domestic private savings will be rebuilt. Among other things it means the US will not need to keep gobbling up the world’s savings.

To avoid global pneumonia, what we need is shopping in Berlin, Frankfurt, Beijing, Shanghai, Delhi and Mumbai. Here is how to do it.

China looks like it does not need too much guidance judging by the media focus on its $586bn (€453bn, £380bn) “stimulus” package. China has to regard export strength, especially low-valued exports, as a thing of the past. This will involve some redeployment of people, which in some regions could be quite challenging. But boosting domestic spending, especially for consumption and investment, is vital.

Such spending should feed through to renewed import growth, so China can help offset the end of import growth in the US. Of course, annual retail sales growth as measured by October’s numbers was a strong 22 per cent but, until consumption represents a bigger share of GDP, the government should seek to increase this further. Noises about the potential development of a proper nationwide social security system are encouraging; this is vital to reduce China’s huge savings rate.

As for India, its demographic dividend makes it arguably the most interesting of the Brics in the next decade. According to the United Nations, by 2020, India’s population could grow by as much as the current size of the US. If Indian policymakers can boost infrastructure spending, the escalating urbanisation that will accompany this could unleash massive consumption. Indian policymakers should stop worrying about the May 2009 election and introduce steps now to allow more foreign capital to help the financial sector fulfil these exciting prospects. Among other things it would diminish fears about India’s external financing challenges also.

It is not just India and China that could help. Germany and its policymakers should take a long, hard look in the mirror. At 85m, Germany’s population is equivalent to more than a quarter of that of the US. It needs to make a contribution to world consumption in a similar ratio, relative to that of the US consumer.

Next year is the 20th anniversary of the fall of the Berlin Wall. German consumption has barely budged since then. Why not celebrate by giving its people a surge in consumer spending? Raise real wages and cut value added tax: Germany owes it to itself and the world after such a long period of adjustment to both unification and European monetary union. It certainly needs to, as the export machine is set to struggle.

Who knows, if Germany “gets it” maybe even Japan might then consider change. Then we would know the world really was being turned upside down.

The writer is chief economist at Goldman Sachs

08/11/2008 - 18:01h Um amor proibido

Livro resgata a paixão entre serva e nobre que abalou a Rússia dos czares

Image:Sheremetev.jpgImage:Zhemchugova.jpg

Nicolai e Praskovia

Vivian Oswald - O GLOBO

Correspondente• MOSCOU

Na Rússia imperial, o teatro era a arte dos servos. Entre 1770 e 1820, cerca de dois mil eram obrigados a se dividir entre as atividades domésticas e os palcos, onde incorporavam personagens nobres, ou não, só para divertir os ricos nos 170 teatros que pertenciam à aristocracia.

Estes atores, bailarinos, músicos ou cantores de origem humilde eram treinados pelos melhores profissionais da Europa, para onde alguns eram enviados para estudar as vanguardas. Os teatros se concentravam nas duas principais capitais russas: Moscou e São Petersburgo.

Grandes nomes surgiram neste cenário, como a da cantora lírica Praskovia Kovalevskaia (1768-1803). Descoberta pelo conde Nicolau de Sheremetevo (1751-1809), seu proprietário, a diva da ópera russa chamou a atenção da czarina Catarina, a Grande, e, anos mais tarde, chocou a sociedade ao se tornar a condessa de Sheremetevo.

Tudo isso aconteceu um século antes da Revolução de 1917, que mudaria a cara da Rússia e acabaria com a distinção histórica entre as classes sociais. A reconstituição do romance acaba de ser publicada pelo escritor Douglas Smith no livro “The Pearl”, que saiu nos Estados Unidos e na Inglaterra no final do primeiro semestre, e deve ser lançado na França e Coréia do Sul no ano que vem. O nome do livro, Pérola, é uma alusão ao primeiro nome artístico de Praskovia, Zhemchugova, que vem de zhemchug, pérola, em russo.

‘Tradição não é lei’

Homem mais rico do mundo à época, Nicolau era obcecado pelo teatro e teve um das companhias mais bem-sucedidas do seu tempo. Revelou Praskovia ainda criança.

Deu a ela educação artística e tornou-a uma das maiores artistas de sua época.

Mas não resistiu aos encantos da jovem serva, com quem viveu por 20 anos e teve um filho, Dmitri.

Nos anos 1770, o pai de Nicolau, Pedro, resolveu abrir o seu próprio teatro após uma apresentação que organizou com atores contratados em homenagem a Catarina, a Grande, durante visita da czarina ao palácio de Kuskovo, onde também costumava montar festivais de teatro aos domingos.

Kuskovo, onde viviam, tornou-se um local popular.

O novo projeto de Pedro, que já tinha um coro e uma orquestra de servos, era ambicioso. Italianos foram contratados para ser instrutores dos cantores e alemães, para a orquestra. Jovens servos eram enviados a São Petersburgo para aprender e treinar com os melhores músicos do país. O próprio Nicolau participava das aulas.

Nicolau cresceu com o teatro.

Atuou desde criança com amigos na corte e ficou impregnado pelo teatro de Paris, que conheceu durante a viagem de quase três anos que fez pela Europa. Esteve na Alemanha, na Inglaterra, na França, como qualquer russo educado de sua geração.

O teatro tornou-se uma paixão.

Acabou incumbido pelo pai de dirigir a companhia de Kuskovo. Recrutou mais artistas e mandava vir peças européias importantes para serem apresentadas pela primeira vez na Rússia. Montou cenários compatíveis com a riqueza — que parecia ilimitada — da família.

Contratou arquitetos de renome e construiu novos teatros em suas propriedades.

Quando foi escolhida por Nicolau em meio a um punhado de servos, Praskovia tinha apenas 9 anos. O conde tinha 26. Após identificar o que chamou anos mais tarde de “inclinação para a dança e uma voz superlativa”, Nicolau disse que daquele dia em diante suas tarefas na casa iam mudar. Continuaria cuidando da princesa Dolgorukaya, mas também seria parte da trupe e teria aulas de voz. Ele seria um de seus professores.

Viveram juntos pelo teatro e foi o teatro que os aproximou. Os detalhes sobre o romance perderamse no tempo. Não há muitos registros, principalmente sobre a vida de Praskovia, que não deixou documentos , nem diários. Em “The Pearl”, Smith tenta inferir os detalhes relacionamento com base nas poucas informações disponíveis em arquivos russos e nas visitas que fez aos lugares freqüentados por ambos. Por esta razão, deixa no ar uma série de explicações. Talvez esta tenha sido a maior lacuna e ao mesmo tempo o ponto alto do livro.

Acredita-se que o caso amoroso tenha começado quando a cantora tinha entre 13 e 14 anos.

“Se estes sentimentos entre pessoas tão diferentes hoje parecem banais, na Rússia do século XVIII eram revolucionários”, afirma Smith no livro.

Nicolau custou a reconhecer publicamente o relacionamento com Praskovia e acabou o fazendo para agradar a mulher, que era religiosa ao extremo.

Ele mesmo precisou lutar contra o próprio preconceito que permeou a sua criação e que marcava a Rússia do seu tempo.

Antes de se casar numa igreja discreta, que à época era afastada e hoje está bem no centro de Moscou, ele tentou (e teria conseguido) comprar na Polônia uma origem nobre para a ex-serva. Na carta que enviou ao czar anunciando o casamento, quando Praskovia estava no leito de morte, afirma que a cantora vinha de uma família nobre polonesa, tendo sido criada nas suas propriedades e recebido excelente educação.

Praskovia morreu logo depois de Dmitri nascer e pouco antes de ter seu casamento divulgado à sociedade.

Foi o único filho que tiveram, embora se diga até hoje que a saúde debilitada da cantora se devia a abortos que fizera ao longo de sua vida breve.

Anos mais tarde, em carta deixada para o filho, Nicolau fala de seu amor pela mulher: “Tradição não é lei. Ninguém pode submeter sua mente e vontade à ela, especialmente quando é possível libertarse de erros do passado”.

Ao final do livro, Smith destaca com certa ponta de tristeza que, hoje, os túmulos de Nicolau e Praskovia caíram no esquecimento. Os turistas procuram no cemitério de Moscou Nicolau Rimski-Korsakov, Arthur Rubinstein ou Tchaikóvski, “embora Praskovia, uma das primeiras grandes estrelas da ópera russa, tenha sido quem conseguiu romper a barreira que separa o talento do berço”.

O começo do fim da escravidão

ENTREVISTA DOUGLAS SMITH

MOSCOU. Fascinado há 16 anos pelo escandaloso romance entre Nicolau e Praskovia na Rússia do século XIX, o americano Douglas Smith levou sete anos para poder contá-lo e reconstruir o cenário da época no livro “The Pearl: a true tale of forbidden love in Catherine the Great’s Russia” (“A Pérola: uma verdadeira história de amor proibido na Rússia de Catarina, a Grande”). Em entrevista ao GLOBO, fala da dificuldade de obter informações sobre a ex-serva e condessa, que nada deixou escrito sobre a sua vida.

O GLOBO: De onde surgiu a idéia de escrever sobre Nicolau e Praskovia?

DOUGLAS SMITH: Soube da história em 1992. Estava passando um ano na Rússia para fazer o meu doutorado. Fiz uma visita ao palácio de Kuskovo como turista. Quando vi o lugar e, depois que li sobre Nicolau de Shremetevo e Praskovia, fiquei fascinado.

Nunca tinha ouvido falar nessa história.

Durante muitos anos, fiquei com aquilo na cabeça.

Fui anotando os nomes de livros que precisava ler, histórias sobre o assunto. Só em 2001 passei a me dedicar inteiramente a esse projeto. Levei sete anos para fazer a pesquisa. Não foi fácil. Não só pelo fato de estar na Rússia, mas também porque havia poucos documentos sobre Praskovia. Ela mesma não deixou nada por escrito.

Ao longo do livro fica claro que faltam dados sobre o que se passava pela cabeça de Praskovia. Muitas vezes fica no ar se ela se esteve ou não em certas situações…

SMITH: A dificuldade de obter informações sobre ela me levou a ter que preencher as lacunas. Estive em todos os lugares por onde eles passaram. Estudei a vida no palácio. Tentei captar o cenário da história para ter acesso ao que teria acontecido.

Não dá para saber exatamente o que passava pela cabeça dela, mas dá para entender como foi a sua vida e o que aconteceu. Quando conto a história dos dois para as pessoas, recebo de cara o seguinte comentário: não saiba que você era novelista. E tenho que explicar que é uma história verdadeira, não se trata de ficção.

Os russos gostam de histórias de grandes heróis, de guerras vitoriosas. Qual a importância deste romance no imaginário coletivo?

SMITH: É difícil quantificar a influência desse romance na sociedade russa. Mas posso dizer que o fato de alguém tão nobre na sociedade da época se casar com uma serva era um verdadeiro escândalo. E um desafio para a elite social de reconhecer aquela mulher como igual. Talvez seja um pouco de exagero, mas este foi o começo do fim da servidão. Estava claro que iam começar a pensar o que era a elite e os servos. As pessoas tiveram de reconsiderar os seus próprios padrões.

Acho que a história faz parte dos ideais da Rússia. Os russos adoram falar da sua cultura e têm muito orgulho dela. O conde de Sheremetevo e Praskovia são personagens importantes da cultura.

O próprio Nicolau resistiu muito ao casamento. Ele mesmo tinha seus preconceitos, não?

SMITH: Nicolau lutou contra seus próprios princípios por acreditar nesse amor. Não sabia o que fazer.

Era um produto do meio em que vivia. Mas queria poder dar a Praskovia o que ela mais desejava, que era o casamento.

O amor pelo teatro, sua abertura a todas as novidades vindas do Ocidente e as viagens que fez à Europa teriam mudado a cabeça do conde, ou ainda, o ocidentalizado?

SMITH: Acho que tudo isso teve um papel muito importante na história dele. Houve também todas as histórias que ele encenou nos seus teatros. Temas que lidavam com a beleza e o bizarro, romances de nobres com servos. (Vivian Oswald)

24/10/2007 - 22:28h Marilyn, Stalin & besos brujos: íconos del SotsArt

Civilización & Barbarie Blog de Cristina Civale

Perseguidos desde 1972 hasta la Perestroika, excluidos todavía de los ámbitos oficiales, los artistas rusos que hoy transitan el camino del sots art(base pop +carga conceptual política de la vieja Unión Soviética), exhiben desde esta semana en la Maison Rouge de Paris.

Lo hacen en la muestra que llaman Sots Art: Art Politique en Russia.

La palabra sost art proviente de la combinación de las palabras arte y socialismo e implica el despliegue de una retórica lúdica sobre la propaganda soviética.

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Pioneras de Victor Skersis

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Dios, ayudame a sobrevivir este amor fatal de Dmitri Vrubel

Esta obra fue considerada como una expresión de “arte degenerado” por parte de Vladimir Putin.

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Stalin y Monroe de Leonid Sokov

La exposición, que se puede ver hasta el 20 de enero del próximo año, exhibe la obra de 60 artistas -organizados alrededor del grupo creativo Blue Noses- a través de 160 obras entre fotografías, pinturas e instalaciones.

Sin embargo, dos obras no podrán ser exhibidas dada la prohibición de su exportación presentada por el actual gobierno ruso: se trataría de una fotografía en la que se besan dos policías y de una pintura donde se muestra juntos a Hitler, Mao y Stalin.

Aquí un inquietante bonus track tomado del sitio de los Blue Noses.

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Una época de clemencia

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Serie Danzas políticas

31/05/2007 - 22:16h Un G8 sous tension

Editorial do jornal francês Le Monde

La réunion ministérielle, mercredi 30 mai à Postdam, en préparation du sommet du G8 d’Heiligendamm, du 6 au 8 juin, sous présidence allemande, n’a fait que confirmer les tensions qui parcourent cette enceinte des grandes puissances industrialisées.

Deux dossiers importants font l’objet de graves désaccords : celui de la lutte contre le réchauffement climatique, qui met aux prises les Etats-Unis et la chancelière allemande, Angela Merkel, qui en a fait l’une de ses priorités ; et celui du statut du Kosovo, la province albanophone que les Occidentaux voudraient faire accéder à un statut d’”indépendance surveillée”, sans avoir réussi à emporter l’assentiment de la Russie. Moscou brandit la menace d’un veto au Conseil de sécurité de l’ONU.

Sur le Kosovo, une discussion tendue a opposé, à Potsdam, le ministre russe des affaires étrangères, Serguei Lavrov, et ses homologues américain et européens. Le représentant russe a jugé que les positions étaient “diamétralement opposées”, arguant que toute modification des frontières serait lourde de déstabilisation dans les Balkans, avec des conséquences possibles dans le Caucase.

La Russie a déployé ces derniers mois une rhétorique particulièrement offensive, face aux Etats-Unis, au sujet du bouclier antimissile en Europe, et ses relations avec les Européens se sont détériorées, notamment à l’occasion d’une dispute sur le déplacement d’un monument soviétique en Estonie. En comparaison avec le G8 de Saint-Pétersbourg en 2006, celui de Heiligendamm s’annonce comme une réunion à haute tension. Leia mais aqui