18/12/2008 - 21:17h Solidão

Guilherme Bergamini

 

Tonico Mercador

 

 

Tratado
oblíquo
da
solidão

 

 

 

 

   1   
(solidão)
sol sem luz
quando se está só e
(avassaladoramente)  
mal acompanhado.

  (solidão)
dia sem sol  
quando se está só  
sem o próprio corpo  
(sua bengala).
 

(solidão)
sombra do sol quando se está só
e são  (no mundo)
mudo e morto.

2
comparada à minha, a solidão dos outros
é cortina opaca de banheiro
rosa murcha entre seios lembrança
apagada em lençóis
de gelo.

minha solidão é como um deus
sem cara sem sexo sem tamanho
em um pequeno mundo efêmero.

3

minha solidão é maior do que a (solidão) da minha mulher
do que a (solidão) dos meus filhos do que a (solidão)
dos que ainda não nasceram
 

minha solidão é maior do que
a (solidão) dos amigos que deixei de beijar
(enquanto eram amigos) maior do que a (solidão) dos inimigos
que deixei de matar
(enquanto eram vivos)

minha solidão é a
(solidão) dos que estão suspensos
entre a lembrança e o esquecimento
sem pontes tapetes arames fios de navalha (nem isso).

6

solidão apavora (ou inspira?)
solidão devora e vomita

solidão enregela (ou dinamita?)
solidão é escuro e ausência

solidão é silêncio (ou abismo?)
solidão é desejo e desolação

solidão é espera (ou suicídio?)
solidão é avesso e abandono

solidão é pergunta (ou escolha?)
solidão é falta e disfarce

solidão é leito seco
de um rio seco rio sem leito
ou leito sem rio
sem corpos úmidos deitados nele?

11
dizem que a solidão
é fumaça de cigarro
numa sala muda

mulher nua
e seu batom
abandonados no tapete  

         luz de abajur 
tão distante que a
mão não alcança

homem e seu destino
na escuridão
da página em branco.

 

23

                            meus filhos longe
         dos meus abraços
         (longe)
         dos meus olhos
         envelhecendo longe
         de mim
         dos meus rios
         florestas
         mares ladeiras
         bares
         cafés da manhã 

                            eu tão longe de mim
         dos meus sonhos
         da lua (imóvel)
         na moldura da janela
         da sirene da polícia
         do motor da cidade 

                            eu só
         (tão longe)
         a música esculpindo (cenários)
         memórias

         (totens) para a saudade longínqua.


Tonico Mercador, poeta e jornalista, autor de diversos
livros, entre eles Perversos. tmercador@mac.com

Fonte revista electronica Tanto

25/11/2008 - 10:00h Veja os principais pontos da reforma tributária

O Estado SP - da Redação

SÃO PAULO - A comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou no dia 19 de novembro o substitutivo do relator Sandro Mabel (PR-GO) à proposta de reforma tributária, ressalvado os destaques que visam alterar o texto. Votaram contra o parecer oito deputados: três do DEM, três do PSDB, um do PPS e um do PSOL.

Os parlamentares dos partidos da base governista votaram todos a favoráveis ao texto do relator da reforma tributária. Ao todo foram apresentado 125 destaques para mudar o texto, a grande maioria destaques simples.

A proposta de reforma tributária prevê:

1. Criação do Imposto sobre Valor Adicionado Federal (IVA-F) que substituirá a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), a Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) e o Salário Educação, que incide sobre a folha de pagamentos.

2. A Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) será incorporada ao Imposto de Renda.

3. O bolo a ser distribuído entre a União, os Estados e os municípios será composto pelas receitas do IVA federal, do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto de Renda acrescido pela CSLL. Hoje, a partilha inclui apenas o IR e o IPI, sem a CSLL. Essa mudança não resultará em mais receita para os Estados e municípios, pois eles terão um porcentual do bolo que corresponderá exatamente ao que recebem atualmente.

4. O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o principal tributo estadual, passará a ter alíquotas uniformes em todo o território nacional. A legislação do ICMS será federal, ou seja, os Estados não poderão mais legislar sobre ele.

5. A receita do ICMS ficará com o Estado onde a mercadoria for consumida. Hoje, o Estado produtor é que fica com a maior parte da receita. Com essa medida, o governo espera acabar com a guerra fiscal. Com essa regra, os Estados mais industrializados e exportadores perderão receitas, enquanto que os importadores ganharão.

6. A alíquota do ICMS interestadual cairá para 2%. Hoje, ela é de 7% quando a mercadoria é vendida para o Sul e Sudeste e de 12% quando a mercadoria é vendida para o Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

7. Depois da reforma, nenhum Estado poderá conceder incentivos fiscais para atrair empresas para o seu território. Os incentivos já concedidos foram todos validados.

8. Haverá um Fundo de Equalização de Receitas (FER) para ressarcir os Estados por eventuais perdas por conta da reforma. A maioria dos governadores argumenta que as receitas deste fundo já são de propriedade dos Estados, como os recursos da lei Kandir. Os governadores dizem também que a receita do Fundo é insuficiente para cobrir as perdas.

9. Será criado o Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR) para compensar os Estados pelo fim da guerra fiscal. O governo aceitou elevar os recursos deste fundo de R$ 2,8 bilhões para R$ 3,5 bilhões. A maioria dos governadores entende que esses recursos são insuficientes e querem, pelo menos, R$ 8 bilhões.

10. Os investimentos produtivos serão isentos do IVA federal e do ICMS.

11. A reforma prevê a redução de um ponto porcentual por ano, durante seis anos, da alíquota da contribuição patronal ao INSS. Ela passará de 20% para 14%.

12. Todos os insumos utilizados pelos empresários na produção das mercadorias e serviços poderão ser deduzidos como despesas, antes da aplicação do IVA federal e do ICMS. Esta regra permite que os materias de escritório, por exemplo, também seja m descontados. Os governadores alegam que haverá uma perda substancial de receita por causa dessa medida.

13. A existência da Zona Franca de Manaus, com os seus incentivos fiscais, foi prorrogada por mais 20 anos, de 2013 para 2033.

14. Os produtos que integram a cesta básica não pagarão ICMS. Até mesmo o relator da reforma, deputado Sandro Mabel (PR-GO), foi contra essa proposta por causa da perda de receita para os Estados, mas ela terminou aprovada.

15. As alíquotas do IVA federal poderão ser elevadas para as empresas que sejam poluidoras. Da mesma forma, a empresa que proteger o meio ambiente poderá ter suas alíquotas reduzidas.

16. A alíquota dos royalties pagos pela extração de minérios foi elevada de 2% para 3% e passou a incidir sobre o faturamento bruto. Hoje é sobre o faturamento líquido.

28/10/2008 - 15:30h Quércia espera apoio de Serra para disputar Senado

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Quercia, Kassab e Bornhausen - Foto: José Luiz Conceição / Agência Estado

Cristiane Agostine, VALOR

O PMDB de São Paulo, controlado pelo ex-governador Orestes Quércia, espera um aceno do governador José Serra (PSDB) à sua candidatura ao Senado, em 2010, para depois negociar a participação do partido no governo do prefeito reeleito Gilberto Kassab (DEM). Os pemedebistas esperam também ampliar sua presença no governo estadual, articulada pelo governador tucano.

Na negociação feita pelo PMDB com o DEM, com aval de Serra, Quércia colocou sua candidatura ao Senado, com apoio dos tucanos, como condição. “Fizemos um acordo mais político do que administrativo com Kassab, visando 2010″, comentou Quércia. Segundo o pemedebista, a garantia de apoio na próxima eleição pesará mais do que os cargos que Kassab deverá abrir para participação. “Nós já temos a vice de Kassab e não vamos reivindicar muitos cargos. Mas a participação no governo estadual é uma questão a ser analisada”, disse Quércia.

Kassab anunciou que manterá os secretários de Governo, Saúde, Educação e Finanças. Ontem, disse que fará poucos ajustes na equipe e o coordenador da campanha de Kassab, Guilherme Afif Domingos, disse que o governo abrirá espaço aos aliados: PMDB, PR, PV, PPS e PSC. “A participação do DEM não muda. A vitória consolidou não o partido, mas a aliança”, afirmou.

O PMDB deve ficar com Assistência Social ou Trabalho, com a indicação da vice, Alda Marco Antônio. Enquanto o PR e o PPS tentam garantir uma maior participação nas secretarias e nas subprefeituras, o DEM deverá abrir espaço maior para a participação de aliados tucanos, como o secretário municipal Walter Feldman e o vereador Gilberto Natalini. Feldman deve ir para a secretaria de Subprefeituras, que ocupou no início da gestão José Serra/ Gilberto Kassab, no lugar de Andrea Matarazzo. O PPS deve ficar com uma secretaria, de Cultura, e cogita a candidata do partido derrotada no primeiro turno, vereadora Soninha.

A perspectiva de Kassab é de ter uma relação ainda mais fácil com os vereadores. A oposição, na próxima legislatura, será menor. Hoje, o PT tem 13 vereadores e na próxima legislatura terá 11.

19/10/2008 - 09:28h PT está na maioria das disputas do interior de SP

O Estado SP

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O PT está na disputa no maior número de cidades que terão segundo turno no Estado de São Paulo. Além da capital, o partido tem candidatos em quatro importantes colégios eleitorais da Grande São Paulo, um tradicional reduto do partido.

Em Guarulhos, o petista Sebastião Almeida enfrenta Carlos Roberto de Campos, do PSDB. A Prefeitura de Mauá tem como concorrentes Oswaldo Dias, do PT, e Chiquinho do Zaira, do PSB. Outro petista, Vanderlei Siraque, disputa com Aidan Ravin, do PTB, em Santo André.

Em São Bernardo do Campo, enfrentam-se os candidatos Luiz Marinho, do PT, e Orlando Morando, do PSDB. As sondagens divulgadas pelas equipes de campanha indicam disputas acirradas.

A vitória no ABC é considerada estratégica para o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que iniciou a trajetória política como sindicalista na região. Na campanha, ele gravou declarações de apoio e subiu no palanque dos petistas.

No interior, o PT está em vantagem na corrida pela Prefeitura de São José do Rio Preto. O candidato do partido, João Paulo Rillo, aparece oito pontos na frente do concorrente do PSB, Valdomiro Lopes Júnior, em pesquisa do Ibope. O presidente Lula gravou mensagens de apoio ao petista. O PSDB faz parte da coligação que apóia Valdomiro - tem o candidato a vice na chapa.

A direção estadual do partido negociou o apoio do atual prefeito da cidade, Edinho Araújo, do PPS, ao candidato do PSB. A declaração de apoio ainda não surtiu efeito. Valdomiro liderou a disputa no primeiro turno.

Em Bauru, o candidato do PMDB, Rodrigo Agostinho, também abriu oito pontos em relação ao concorrente, o tucano Caio Coube, de acordo com a última pesquisa. Coube havia chegado na frente no primeiro turno. O peemedebista tem como vice na chapa a vereadora Estela Almagro. Os dois candidatos receberam reforços de seus partidos esta semana.

O secretário de Transportes do Estado, Mauro Arce, esteve na cidade para anunciar investimentos do governo estadual. O presidente do Diretório Estadual do PT, Edinho da Silva, participou da campanha ao lado do candidato aliado, do PMDB.

30/09/2008 - 19:55h Cancelado o debate na Globo, dizem que o periquito do papagaio agiu a pedido de um Grã tucano

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da Folha Online

Os candidatos à Prefeitura de São Paulo lamentaram a decisão da TV Globo de cancelar o debate antes do primeiro turno da eleição municipal. A petista Marta Suplicy admitiu a possibilidade de algum dos seus adversários ter manobrado para impedir a realização do debate.

“Talvez [tenha acontecido uma manobra]”, respondeu ela ao ser questionada. “Porque da nossa parte houve compromisso e eu lamento muito que não haja debate.”

Marta não citou nomes, mas fez várias críticas ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), candidato à reeleição.” No Nordeste, brasileiro colocou o PFL, os ‘demos’, na extinção. De repente a cidade de São Paulo está com alguém que nunca foi eleito e um partido que nunca foi eleito em São Paulo, com possibilidade de votação boa. São Paulo é a maior cidade do país, como vai ter a bandeira do retrocesso do PFL?”

Em público, Kassab disse lamentar o cancelamento do debate. “Lamento muito porque os debates são muito importantes. Eu compareci a todos e infelizmente não vai ter este. É uma oportunidade a menos do eleitor paulistano definir o seu voto”, afirmou Kassab.

Nos bastidores, de acordo com o blog Campanha no Ar, a equipe de Kassab comemorava o cancelamento do debate da Globo.

Em nota divulgada à imprensa, Alckmin disse que “perde São Paulo ganha a dissimulação” com o cancelamento do debate. “Perde o eleitor, que poderia comparar as propostas para o governo de sua cidade, e ganha a articulação de bastidor que inviabilizou o encontro. Perde a população, que poderia conhecer melhor o passado e os compromissos de cada candidato e ganha a estratégia obscura”, diz a nota.

O “Painel” da Folha, editado por Renata Lo Prete, informou que Alckmin (PSDB) recebeu como má notícia o cancelamento do debate.

Acordo

Em nota, a TV Globo informa que tentou fechar um acordo com os candidatos Ivan Valente (PSOL), Ciro Moura (PTC) e Renato Reichmann (PMN) para que eles não participassem do debate de São Paulo. “Este acordo tem sido tentado desde maio. Para que aqueles com menos densidade eleitoral abrissem mão do debate, a TV Globo ofereceu cobertura muito maior do que aquela a que fariam jus inicialmente se apenas critérios jornalísticos fossem levados em conta. Esta cobertura já foi ao ar”, diz a nota.

O objetivo era fazer o debate somente com os cinco candidatos mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto –Marta Suplicy (PT), Gilberto Kassab (DEM), Geraldo Alckmin (PSDB), Soninha Francine (PPS) e Paulo Maluf (PP).

Em nota à imprensa, Valente disse que a lei eleitoral determina que todos os candidatos com representação na Câmara dos Deputados sejam convidados para os debates televisivos. Afirmou também que os candidatos não aceitaram as formas de compensação oferecidas pela emissora –entrevistas em jornais locais — por considerarem uma medida antidemocrática.

O candidato alegou ainda que a ampla exposição e a troca de idéia entre os concorrentes são fundamentais para a construção da democracia. “É no debate eleitoral –muito mais do que no próprio horário gratuito — que o real confronto de idéias, essencial para a escolha do eleitoral, se faz presente”, disse.

De acordo com o blog Campanha no Ar, Ciro rechaça a idéia de que tenha causado o cancelamento do debate. Lembrando que outros dois candidatos se recusaram a assinar o acordo, Moura afirma que “a Globo é grande, mas não está acima da lei”.

23/09/2008 - 19:15h Fortaleza: Luizianne cresce e consolida liderança

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Isabela Martin - O Globo

FORTALEZA - A liderança consolidada da prefeita de Fortaleza e candidata à reeleição, Luizianne Lins (PT), foi confirmada na sexta pesquisa Vox Populi/TV Jangadeiro divulgada nessa terça-feira. Luizianne cresceu dois pontos percentuais em relação à consulta anterior, do dia 8 de setembro, e registra agora 47% das intenções de voto, seguida pelos candidatos Moroni Torgan (DEM), com 22%, e Patrícia Saboya (PDT), que tem 14%. Com apoio do governador Cid Gomes (PSB) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a petista trabalha para vencer a disputa ainda no primeiro turno.

Todos os outros cinco adversários juntos somaram apenas 5%, incluindo Luiz Gastão (PPS), que obteve 1%, e nesta segunda-feira renunciou à candidatura. O Vox Populi ouviu 700 pessoas nos dias 19 e 20 de setembro. A pesquisa contratada pela TV Jangadeiro (afiliada do SBT) está registrada na justiça eleitoral com o número 666/2008.A margem de erro é de 3,7 pontos percentuais para mais ou para menos.

Há duas semanas, quando a tendência de crescimento de Luizianne se acentuou, ela virou alvo de ataques dos adversários. Mas a estratégia parece não estar surtindo efeito em favor deles. Em relação à pesquisa anterior, Moroni caiu um ponto e Patrícia, três pontos.

Num possível segundo turno, Luizianne também derrotaria Moroni e Patrícia, segundo o Vox Populi. Contra Moroni ela venceria de 57% a 34%. Com o mesmo percentual, derrotaria Patrícia, que ficaria com 33%. Já candidata do PDT venceria Moroni por 48% a 37%. Brancos e nulos somaram 10% e não sabe ou não respondeu, 6%.

O fraco desempenho de Patrícia contrasta com a sua baixa rejeição, apenas 8%, a menor entre os mais bem colocados. Moroni lidera nesse quesito com 32%, enquanto Luizianne é rejeitada por 23% dos eleitores.

18/09/2008 - 19:50h Datafolha: Marta continua na liderança, com 37%; Alckmin e Kassab estão empatados, com 22%

Datafolha

Eleições2008 -18/09/2008

Faltando 17 dias para o primeiro turno da eleição para prefeito de São Paulo, Marta Suplicy, do PT, continua em primeiro lugar na preferência dos eleitores paulistanos, com 37% das intenções de voto, segundo pesquisa realizada pelo Datafolha nos dias 17 e 18 de setembro. O segundo lugar segue sendo disputado por Geraldo Alckmin, do PSDB, com 22% das preferências, e pelo atual prefeito, Gilberto Kassab, do DEM, que obtém percentual idêntico ao obtido pelo tucano. Em comparação com o levantamento anterior, realizado há uma semana, nos dias 11 e 12, foram registradas oscilações dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A taxa de intenção de voto em Marta se manteve idêntica. Kassab oscilou um ponto para cima (atingia 21%) e Alckmin teve uma variação positiva de dois pontos percentuais (tinha 20%). É a primeira vez, desde o final de julho, que o candidato tucano obtém uma oscilação positiva.

O ex-prefeito Paulo Maluf (PP) oscilou de 8% para 7% das preferências e Soninha (PPS) oscilou de 4% para 3%. Ivan Valente (PSOL) atinge 1% das intenções de voto. Anaí Caproni (PCO), Ciro (PTC), Edmilson Costa (PCB) e Renato Reichmann (PMN), foram citados, mas não atingiram 1% das menções. O nome de Levy Fidelix (PRTB) constava do cartão circular apresentado aos entrevistados, mas ele não foi citado.

Se a eleição fosse hoje, 4% votariam em branco ou anulariam o voto, mesmo percentual dos que não saberiam em quem votar.

Foram ouvidos 1666 eleitores da cidade de São Paulo, a partir dos 16 anos de idade.

O levantamento também mostra pequenas variações no que diz respeito à intenção de voto espontânea, às simulações de segundo turno e às taxas de rejeição dos candidatos.

Cerca de um terço (28%) diz, espontaneamente, antes da apresentação dos nomes dos candidatos, que gostariam de votar em Marta Suplicy para prefeita, taxa idêntica à registrada no levantamento da semana passada. O percentual dos que mencionam Gilberto Kassab espontaneamente oscilou de 15% para 17%, seu melhor índice até o momento. Geraldo Alckmin é citado de maneira espontânea por 14%, taxa que era de 12% no levantamento anterior. Não sabem dizer, espontaneamente, em quem vão votar para prefeito em 5 de outubro, 28% (eram 31% na pesquisa anterior).

Simulações de segundo turno mostram empate entre Marta e seus possíveis adversários

Se o segundo turno fosse realizado hoje, entre Marta Suplicy e Gilberto Kassab, 46% dos eleitores da capital paulista votariam na candidata do PT, e 45% optariam pela reeleição do democrata. Ocorre, portanto, empate entre os dois, em razão da margem de erro de dois pontos percentuais. Há uma semana, Marta obtinha 48% e Kassab atingia 44%.

Dos que declaram intenção de votar em Geraldo Alckmin no primeiro turno, 72% votariam em Kassab em uma segunda votação; 18% dariam seu voto a Marta. A maior parte dos eleitores que têm intenção de votar em Paulo Maluf (53% deles) daria seu voto ao democrata; 31% votariam na petista.

A simulação de uma disputa entre Marta e Geraldo Alckmin continua mostrando um empate entre os dois: 47% votariam na petista e percentual idêntico optaria pelo candidato tucano. O resultado é idêntico ao registrado há uma semana.

A maioria (70%) dos eleitores que votariam em Kassab no primeiro turno optaria por Geraldo Alckmin no segundo; 23% votariam em Marta. Entre os potenciais eleitores de Maluf, 66% votariam no peessedebista e 26% optariam pela petista.

Se a disputa fosse entre Alckmin e Kassab, o tucano, com 47% do total de votos, venceria o oponente democrata, que teria 40%.No começo do mês, o peessedebista tinha 18 pontos de vantagem sobre o atual prefeito (52% a 34%).

Nesse caso, metade (49%) dos que pretendem votar em Marta no primeiro turno ficaria com Geraldo Alckmin; um terço (32%) optaria pela reeleição do atual prefeito. A maioria (54%) dos eleitores de Maluf ficaria com o tucano, ante 32% que dariam seu voto ao democrata.

Rejeição a Kassab pára de diminuir

A rejeição a Kassab, que vinha caindo a cada pesquisa, oscilou para cima: o percentual dos que não votariam de jeito nenhum no democrata no primeiro turno da eleição para prefeito passou de 22% na semana passada para 24% hoje. Essa taxa continua inferior à obtida por Marta Suplicy, que oscilou de 33% para 34%, e superior à que obtém Geraldo Alckmin, que se manteve em 17%.

Paulo Maluf segue liderando o ranking de rejeição, com 58% de eleitores que não votariam de jeito nenhum no ex-prefeito. Essa taxa era de 57% no levantamento anterior.

Vêm a seguir Levy Fidelix, Soninha (17% de rejeição, cada), Ciro (15%), Ivan Valente (13%), Anaí Caproni , Edmilson Costa e Renato Reichmann (12% de rejeição, cada).

Votariam em qualquer um dos candidatos 2%, mesmo percentual dos que não votariam em nenhum deles.

São Paulo, 18 de setembro de 2008

DATAFOLHA

08/08/2008 - 18:06h Marta é primeira dos favoritos a aparecer no horário eleitoral

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A Justiça Eleitoral definiu na tarde desta sexta-feira o tempo de propaganda na televisão e no rádio dos candidatos a prefeito e vereador em São Paulo. Gilberto Kassab (DEM) terá o maior tempo: 8m44s73, seguido por Marta Suplicy (PT), com 6m40s75.

Em seguida vêm Geraldo Alckmin (PSDB), com 4m27s42; Paulo Maluf (PP), com 2m30s46; Soninha Francine (PPS), com 1m46s01; Ciro Moura (PTC), com 1m03s91; Ivan Valente (PSOL) e Renato Reichmann (PMN), ambos com 1m01s57; Edmilson Costa (PCB), Levy Fidelix (PRTB) e Anaí Caproni (PCO), com 54s55.

A candidata do PT à prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, será a primeira, entre os favoritos, a aparecer na estréia da propaganda eleitoral gratuita, no próximo dia 19, determinou sorteio realizado nesta sexta-feira no TRE.

Nos programas seguintes será feito um rodízio de aparição entre os candidatos. No rádio, a veiculação da propaganda eleitoral será das 7 às 7h30 e das 12 às 12h30. Na TV, das 13h às 13h30 e das 20h30 às 21h. A propaganda para prefeitos será as segundas, quartas e sexta-feiras, e para vereador, terças, quintas e sábados. Também haverá 30 minutos diários para a veiculação de inserções de até 60 segundos para candidatos a prefeito.As informações são do G1 e UOL.

22/04/2008 - 15:03h A cada três dias, um homossexual é assassinado no Brasil

Mortes chegaram a 122 no ano passado, superando México e EUA

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Brasília - JB

O Brasil é o campeão mundial de assassinatos de homossexuais. A denúncia é do antropólogo e presidente do Grupo Gay da Bahia, Luiz Mott. De acordo com a associação, são mais de 100 casos por ano – o que, na média resulta em um homossexual ou travesti assassinado a cada três dias.

– Em 2007, foram 122. Vivemos um verdadeiro homocausto – afirma Mott, num trocadilho que busca associar as mortes dos homossexuais com o o holocausto.

O México é o país com o segundo maior número de assassinatos anuais (35) seguido pelos Estados Unicos, que tem 25 casos, o quem proporcionalmente à população, significa muito menos.

– Lá, são 100 milhões de habitantes a mais do que aqui – compara o antropólogo.

Mott alerta sobre a necessidade de se erradicar esse tipo de crime no Brasil, “sob pena de passar à história como o país mais homofóbico do mundo”.

De acordo com Mott, neste ano o Grupo Gay da Bahia contabilizou 49 casos de assassinatos de homossexuais até 14 de abril. Ele disse que só aumenta o número de travestis mortos. Há uma tendência nova. Os travestis sempre representaram 25% a 30% dos casos de mortes. Neste ano, eles representam metade dos casos.

– Como eles representam uma faixa de 30 mil habitantes brasileiros, então as chances de um travesti morrer assassinada é 259 vezes maior do que um homossexual do sexo masculino.

Coleta de dados

Os dados da organização são coletados na internet e nos jornais. Por isso, o presidente do Grupo Gay acredita que os números podem ser ainda maiores. Segundo ele, não existem estatísticas oficiais sobre assassinados homossexuais, o que revela descaso das autoridades com esse segmento da população.

– É fundamental que o governo institua aulas de educação sexual em todos os níveis escolares para ensinar o respeito ao homossexual e ao travesti. Depois, que a polícia e a Justiça punam severamente quem mata homossexuais. Em terceiro lugar, é preciso que gays e lésbicas saiam do armário, assumam sua identidade e denunciem quando forem ameaçados – argumenta o antropólogo.