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	<title>Blog do Favre &#187; salários</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Kassab engorda seu salário e os de sua turma: Aumento a 1º escalão custará até R$ 3 milhões</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/kassab-engorda-seu-salario-e-os-de-sua-turma-aumento-a-1%c2%ba-escalao-custara-ate-r-3-milhoes/</link>
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		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 13:36:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[alto escalão]]></category>
		<category><![CDATA[Funcionalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Kassab]]></category>
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		<description><![CDATA[

Valor é o acréscimo anual se Câmara aprovar reajuste a prefeito, vice e secretários municipais
FELIPE GRANDIN &#8211; Jornal da Tarde 
felipe.grandin@grupoestado.com.br
O projeto de lei que altera os salários do prefeito Gilberto Kassab (DEM), da vice, Alda Marco Antonio (PMDB), e dos 26 secretários municipais aumentará em R$ 2,7 milhões por ano os gastos com o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://txt.jt.com.br/editorias/2009/11/13/9.1.imagem_kassab.jpg" border="0" alt="" width="340" /></p>
<p style="text-align: center;">
<p><strong>Valor é o acréscimo anual se Câmara aprovar reajuste a prefeito, vice e secretários municipais</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">FELIPE GRANDIN &#8211; Jornal da Tarde </span></h2>
<p>felipe.grandin@grupoestado.com.br</p>
<p>O projeto de lei que altera os salários do prefeito Gilberto Kassab (DEM), da vice, Alda Marco Antonio (PMDB), e dos 26 secretários municipais aumentará em R$ 2,7 milhões por ano os gastos com o primeiro escalão da Prefeitura. A proposta foi apresentada na quarta-feira pela Câmara Municipal e prevê que Kassab passe a ganhar 90,25% dos vencimentos de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), ou R$ 23,1 mil. Alda e os secretários terão reajustes com base nesse teto.</p>
<p>Atualmente, o governo municipal desembolsa R$ 314,9 mil com os salários do primeiro escalão &#8211; incluindo as gratificações por participação nos conselhos das empresas municipais. Se o projeto for aprovado, o custo pode atingir até R$ 560 mil. Em fevereiro, esse total chegaria a R$ 580 mil, com reajuste que será concedido aos ministros do STF. Os cálculos estão baseados nos dados disponíveis no site De Olho nas Contas, da Prefeitura.</p>
<p>Kassab terá o salário ampliado em de 95%. Seu holerite, que hoje é de R$ 12,3 mil, passará para R$ 24,1 mil em fevereiro. O prefeito afirmou, no entanto, que deve abrir mão da diferença. O maior aumento será da vice-prefeita: 294%. Alda ganha R$ 5,5 mil por mês e passará para R$ 21,7 mil.</p>
<p>Também terão reajustes expressivos os quatro secretários que recebem apenas o salário do cargo: R$ 5,3 mil. São eles: Alfredo Cotait Neto (Relações Internacionais), Cláudio Lembo (Negócios Jurídicos), Marcos Belizário (Pessoa com Deficiência) e Orlando Almeida (Controle Urbano). Com a mudança, os vencimentos sobem para R$ 20,4 mil, alta de 284%.</p>
<p>A diferença será menor para aqueles que ganham jetons. Atualmente 12 secretários recebem essas gratificações, que variam de R$ 3 mil a R$ 12 mil por mês. Dez levam o valor máximo, que, somado com o salário de secretário, chega a R$ 17,3 mil. Outros dois, Edsom Ortega (Segurança Urbana) e José Gregori (Direitos Humanos), ganham R$ 14,3 mil.</p>
<p>A menor diferença será para aqueles que recebem como presidentes de empresas municipais &#8211; Alexandre de Moraes (CET e SPTrans) e Marcelo Branco (Emurb), cujos vencimentos são de R$ 19,5 mil por mês.</p>
<p>Branco será o único a perder dinheiro com o novo projeto. Além do salário de presidente, ele ganha R$ 6 mil de jetom, por participar do conselho da Emurb. O total chega a R$ 25,5 mil e ultrapassa o teto permitido por lei. Procurada ontem à tarde, a Emurb informou que não conseguiu entrar em contato com o secretário.</p>
<p>O caminho para o aumento foi aberto por Kassab em agosto, ao aprovar lei estabelecendo o STF como parâmetro para o teto da folha salarial. Com isso, ele permitiu o próprio reajuste e o dos secretários, o que, no entanto, tem de ser proposto pelo Legislativo.</p>
<p>O presidente da Câmara, Antonio Carlos Rodrigues (PR), defendeu o projeto, apresentado por ele. “Temos obrigação de apresentar a proposta este ano.”</p>
<p><strong>HOLERITE</strong></p>
<p>R$ 3,7 mi<br />
é quanto a Prefeitura gasta<br />
hoje com salários do alto escalão</p>
<p>R$ 6,7 mi<br />
será pago, aproximadamente, se o aumento for aprovado</p>
<p>26<br />
secretários ocupam 27 pastas municipais; Alexandre de Moraes acumula Transportes e Serviços</p>
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		<item>
		<title>Aproveitando a escuridão: Kassab quer alto escalão da Prefeitura com salários acima de R$ 20 mil. Seus vereadores apresentaram projeto ontem.</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/aproveitando-a-escuridao-kassab-quer-alto-escalao-da-prefeitura-com-salarios-acima-de-r-20-mil-seus-vereadores-apresentaram-projeto-ontem/</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 14:31:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[Kassab]]></category>
		<category><![CDATA[Prefeitura SP]]></category>
		<category><![CDATA[salários]]></category>

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		<description><![CDATA[
Câmara de SP quer aumento de 92% para Kassab


FELIPE GRANDIN e DIEGO ZANCHETTA &#8211; O Estado SP

A Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Paulo apresentou ontem projeto de lei para aumentar os salários do prefeito Gilberto Kassab (DEM), da vice, Alda Marco Antonio (PMDB), e dos 27 secretários. Segundo a proposta, Kassab passaria a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.estadao.com.br/fotos/kassabwadih300.jpg" alt="http://www.estadao.com.br/fotos/kassabwadih300.jpg" /></p>
<p><span style="font-size: xx-large;">Câmara de SP quer aumento de 92% para Kassab</span></p>
<p><span style="font-size: xx-large;"><br />
</span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">FELIPE GRANDIN e DIEGO ZANCHETTA &#8211; O Estado SP<br />
</span></h2>
<p>A Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Paulo apresentou ontem projeto de lei para aumentar os salários do prefeito Gilberto Kassab (DEM), da vice, Alda Marco Antonio (PMDB), e dos 27 secretários. Segundo a proposta, Kassab passaria a receber o equivalente a 90,25% dos vencimentos do ministro do Supremo Tribunal Federal, ou R$ 23,1 mil mensais. O salário de Alda passaria para R$ 20,8 mil e o dos 27 secretários, a R$ 19,6 mil. O prefeito, que recebe R$ 12 mil, afirmou que deve abrir mão do aumento de cerca de 92%. Já os secretários pleiteavam o aumento há três anos &#8211; nove deles já recebem R$ 5,3 mil e outros dois jetons de R$ 6 mil, totalizando R$ 17,3 mil por mês.</p>
<p>O reajuste chegará a 278% no caso da vice-prefeita, que ganha hoje R$ 5,5 mil. Já os secretários que recebem R$ 5,3 mil terão um aumento de 269%. De acordo com a Prefeitura, os titulares de pasta não poderão mais acumular jetons por participação nos conselhos administrativos e fiscais das empresas municipais, caso o reajuste seja aprovado. A proposta é criticada pela oposição, que apresentará um substitutivo limitando o aumento ao reajuste da inflação acumulada entre 2001 e 2009. Segundo o PT, o teto do aumento deveria ser de 52%.</p>
<p>O líder petista, João Antônio, afirmou que é uma &#8220;afronta&#8221; triplicar o salário dos secretários no ano em que a Prefeitura cortou quase 20% do orçamento e deixou de investir em obras como a construção de hospitais, a construção do Rodoanel e na ampliação de novas linhas do Metrô, como o prefeito havia prometido na campanha da reeleição em 2008. Mas a base governista deve aprovar o aumento sem dificuldades até a segunda semana de dezembro. A bancada do PT tem 11 vereadores. Com mais os dois votos do PCdoB, a oposição tem apenas 14 dos 55 votos da Casa. Kassab conta com o apoio de pelo menos 40 vereadores.</p>
<p>O projeto do reajuste foi protocolado pelo presidente da Mesa Diretora, Antônio Carlos Rodrigues (PR), com o apoio do 2º vice-presidente, Paulo Frange (PTB), e do 2º secretário, Milton Leite (DEM). Para entrar em vigor, a proposta precisa ser aprovada em plenário, por 28 dos 55 vereadores, em duas votações. Após Rodrigues anunciar o projeto do aumento, os parlamentares abriram sessão extraordinária para tentar votar 28 projetos de vereadores e do governo. Mas, pelo segundo dia consecutivo, a pauta foi obstruída por falta de quórum.</p>
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		<title>Cesta básica pesa menos no orçamento dos pobres</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/cesta-basica-pesa-menos-no-orcamento-dos-pobres/</link>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 11:47:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Cesta básica]]></category>
		<category><![CDATA[DIEESE]]></category>
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		<category><![CDATA[salário mínimo]]></category>
		<category><![CDATA[salários]]></category>

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		<description><![CDATA[da Folha Online
A fatia do salário mínimo necessária para comprar a cesta básica é uma das menores em mais de uma década, segundo reportagem de Verena Fornetti na Folha deste sábado.
Com isso, o peso dos gastos com alimentação no orçamento das famílias de menor renda tem caído.
Segundo dados do Dieese, a compra da cesta básica [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="background-color: #ffff99;">da Folha Online</span></h2>
<p>A fatia do salário mínimo necessária para comprar a cesta básica é uma das menores em mais de uma década, segundo reportagem de Verena Fornetti na Folha deste sábado.</p>
<p>Com isso, o peso dos gastos com alimentação no orçamento das famílias de menor renda tem caído.</p>
<p>Segundo dados do Dieese, a compra da cesta básica toma 44,99% da renda líquida (descontada a parcela da Previdência) do trabalhador que recebe salário mínimo. O resultado é melhor que o do ano passado, quando eram necessários 50,25% do rendimento para fazer essa compra. Em 1995, os produtos básicos comprometiam quase 89% da renda.</p>
<p>O aumento do poder de compra do salário mínimo ocorre em razão dos reajustes acima da inflação nos últimos anos e porque os preços dos alimentos se desaceleraram após dois anos de altas significativas.</p>
<p>O feijão, o arroz e a carne, por exemplo, ficaram mais baratos. O preço do feijão carioquinha caiu 47,39% nos últimos 12 meses, de acordo com o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fundação Getulio Vargas. Ovo, macarrão, óleo de soja, músculo bovino e carne suína também tiveram deflação.</p>
<p>Leia reportagem completa aqui</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.agenciasindical.com.br/imagens/manchetes/cesta%20basica.jpg" alt="http://www.agenciasindical.com.br/imagens/manchetes/cesta%20basica.jpg" /></p>
<p><span style="font-size: xx-large;"><strong>Poder de compra maior diversifica gastos</strong></span></p>
<p>Com deflação em alimentos como arroz, feijão e carne, famílias desembolsam menos em itens básicos e variam consumo</p>
<p>Trabalhadores com salário menor são os que mais transformam renda em consumo, pois poupam menos, diz especialista</p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">VERENA FORNETTI &#8211; FOLHA SP</span></h2>
<p>DA REDAÇÃO</p>
<p>A fatia do salário mínimo necessária para comprar a cesta básica é uma das menores em mais de uma década. Com isso, o peso dos gastos com alimentação no orçamento das famílias de menor renda tem caído.<br />
Segundo dados do Dieese, a compra da cesta básica toma 44,99% da renda líquida (descontada a parcela da Previdência) do trabalhador que recebe salário mínimo. O resultado é melhor que o do ano passado, quando eram necessários 50,25% do rendimento para fazer essa compra. Em 1995, os produtos básicos comprometiam quase 89% da renda.<br />
O aumento do poder de compra do salário mínimo ocorre em razão dos reajustes acima da inflação nos últimos anos e porque os preços dos alimentos se desaceleraram após dois anos de altas significativas.<br />
O feijão, o arroz e a carne, por exemplo, ficaram mais baratos. O preço do feijão carioquinha caiu 47,39% nos últimos 12 meses, de acordo com o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fundação Getulio Vargas. Ovo, macarrão, óleo de soja, músculo bovino e carne suína também tiveram deflação.<br />
Salomão Quadros, coordenador de Análises Econômicas da FGV, afirma que os alimentos subiram menos que a inflação neste ano, ao contrário do que aconteceu no ano passado. Como o reajuste do salário mínimo é calculado a partir do PIB e da inflação média na economia, a conta beneficia os mais pobres, que empregam uma parte da renda maior que a dos mais ricos nos gastos com alimentação. Com o poder de compra ampliado, essas famílias podem variar os itens consumidos.<br />
&#8220;O salário está maior, e o gasto, menor. As famílias podem, então, gastar com outras coisas, como materiais de construção para reformar a casa e vestuário&#8221;, diz Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Dieese.<br />
É o caso da dona de casa Lucinéia Macena da Silva Cruz, 39, que controla cada centavo que entra em casa e notou a diferença deste ano em relação a 2008. O marido de Lucinéia ganha pouco mais de um salário mínimo montando materiais de escritório em São Paulo. Moram com quatro filhos -só um trabalha, mas quase não ajuda nas compras da casa.<br />
Mesmo com o orçamento apertado, tem sobrado um pouco mais de dinheiro para incrementar o consumo da família.<br />
No mês passado, depois de quitar as contas e providenciar os produtos para a alimentação, Lucinéia comprou três blusinhas e uma saia. Em outubro, havia comprado um rádio, que parcelou em seis vezes.<br />
&#8220;O que eu uso mais em casa é arroz e feijão porque a nossa família é grande. Como estão mais em conta, às vezes eu compro um iogurte para as crianças, uma fruta ou uma bolachinha&#8221;, diz ela, que mora em uma casa de dois quartos equipada com micro-ondas, máquina de lavar, tanquinho, fogão, geladeira, TV e um DVD queimado, a ser trocado assim que sobrar dinheiro no fim do mês.</p>
<p><strong>Efeito cascata</strong><br />
O diretor do Dieese destaca que as famílias que ganham menos são as que mais transformam renda em consumo, pois tendem a poupar menos. &#8220;Se o rendimento dessas famílias aumentar R$ 1, certamente elas vão gastar R$ 1 a mais. Esse é um mecanismo importante para dinamizar a economia.&#8221;<br />
Lúcio ressalta que o salário mínimo tem efeito cascata, pois uma parte expressiva da população ocupada no Norte e no Nordeste recebe salários próximos ao valor mínimo. Benefícios sociais -como o valor base da aposentadoria -também estão atrelados ao piso salarial.<br />
&#8220;No fundo, o brasileiro está com mais dinheiro no bolso e isso proporciona tanto bem-estar a curto prazo quanto mantém a economia girando&#8221;, diz Marcelo Neri, coordenador do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas.</p>
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		<title>Na contramão de outros países, salários no Brasil sobem mais</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/na-contramao-de-outros-paises-salarios-no-brasil-sobem-mais/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 16:51:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[OIT]]></category>
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		<category><![CDATA[salário mínimo]]></category>
		<category><![CDATA[salários]]></category>

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		<description><![CDATA[
Assis Moreira, de Genebra &#8211; VALOR
O Brasil é um dos poucos países onde os salários têm aumentado mais em termos reais, enquanto declinam na maior parte dos outros países, mesmo com os sinais de recuperação econômica global, avalia a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
O crescimento mundial dos salários declinou de 4,3% em 2007 para 1,4% [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.fotosdahora.com.br/gifs_animados/gifs/01Animais/passaros_construindo_casa.gif" alt="http://www.fotosdahora.com.br/gifs_animados/gifs/01Animais/passaros_construindo_casa.gif" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Assis Moreira, de Genebra &#8211; VALOR</span></h2>
<p style="text-align: left;">O Brasil é um dos poucos países onde os salários têm aumentado mais em termos reais, enquanto declinam na maior parte dos outros países, mesmo com os sinais de recuperação econômica global, avalia a Organização Internacional do Trabalho (OIT).</p>
<p style="text-align: left;">O crescimento mundial dos salários declinou de 4,3% em 2007 para 1,4% em 2008, em termos reais, com o corte das horas trabalhadas e pode ser ainda pior este ano, segundo estudo da entidade.</p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002377/imagens/arte04bra-oit-a3.gif" border="0" alt="Foto Destaque" /></p>
<p style="text-align: center;">
<p>Já no caso do Brasil, a OIT calcula que o país registrou o maior crescimento real de salários entre oito dos países que fazem parte do G-20, e também fez um dos maiores aumentos no salário mínimo.</p>
<p>O aumento médio foi de 2,8% do salário real em 2008, enquanto o México ficou na lanterna, com queda de 3,5% no mesmo período. O salário mínimo teve o sétimo maior aumento na categoria entre os países examinados, com alta real de 6%.</p>
<p>Segundo a OIT, no primeiro trimestre o ritmo de expansão dos ganhos caiu no país, mas a situação se estagnou no segundo trimestre e se espera alta de salários de novo no segundo semestre.</p>
<p>&#8220;O Brasil está num círculo vicioso, as políticas econômica e social dão resultado e isso se reflete nos salários&#8221;, disse o economista Patrick Belser. Em entrevista à imprensa, ontem, em Genebra, a OIT colocou de fato o Brasil no centro da discussão, como um dos melhores resultados em meio à crise global.</p>
<p>Comparado com a média de 2008, a alta de salários mensais reais no primeiro trimestre deste ano caiu pela metade em mais de 35 países. Dados sobre o desemprego indicam que a pressão sobre os salários vai aumentar no futuro.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Aumento de Kassab vai a votação. Reajuste eleva salários também de vice e secretários para R$ 17,5 mil</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/aumento-de-kassab-vai-a-votacao-reajuste-eleva-salarios-tambem-de-vice-e-secretarios-para-r-175-mil/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/aumento-de-kassab-vai-a-votacao-reajuste-eleva-salarios-tambem-de-vice-e-secretarios-para-r-175-mil/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 14:28:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[Funcionalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Kassab. prefeitura sp]]></category>
		<category><![CDATA[salários]]></category>
		<category><![CDATA[Secretários municipais]]></category>
		<category><![CDATA[servidores municipais]]></category>

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		<description><![CDATA[Diego Zanchetta &#8211; O Estado SP
Mesmo depois de sucessivos cortes no Orçamento feitos por Gilberto Kassab (DEM), a Câmara Municipal tenta hoje construir uma proposta de aumento de salário do prefeito, da vice, Alda Marco Antonio, e dos 27 secretários. Segundo líderes de bancada, o novo salário deve ser de cerca de R$ 17,5 mil [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><img class="alignright" src="http://zzss.files.wordpress.com/2008/02/kassab.jpg" alt="http://zzss.files.wordpress.com/2008/02/kassab.jpg" /><span style="background-color: #ffff99;">Diego Zanchetta &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Mesmo depois de sucessivos cortes no Orçamento feitos por Gilberto Kassab (DEM), a Câmara Municipal tenta hoje construir uma proposta de aumento de salário do prefeito, da vice, Alda Marco Antonio, e dos 27 secretários. Segundo líderes de bancada, o novo salário deve ser de cerca de R$ 17,5 mil &#8211; valor já recebido por nove secretários que acumulam o salário atual (R$ 5,3 mil) e mais dois jetons de R$ 6 mil pela participação em conselhos administrativos de empresas da Prefeitura. Kassab ganha atualmente R$ 12 mil mensais.</p>
<p>Apesar da sintonia com Kassab, a proposta apresentada ontem pelo presidente da Câmara, Antonio Carlos Rodrigues (PR), rachou a base kassabista. Aliados disseram ser favoráveis ao reajuste, mas alegam que o momento não é adequado. &#8220;É um negócio justo, mas difícil de defender agora. É um desgaste fora de hora&#8221;, afirmou um dos líderes. &#8220;Se fosse correção da inflação, ainda teria justificativa.&#8221;</p>
<p>A preocupação com possível &#8220;desgaste&#8221; tem motivo. Na semana passada, a Justiça Eleitoral cassou 13 vereadores e tornou um suplente inelegível por três anos acusados de receber doações ilegais da Associação Imobiliária Brasileira (AIB). Eles já conseguiram efeito suspensivo até o julgamento do recurso no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).</p>
<p>Para conceder reajuste em 2010, a proposta precisa ser votada em plenário neste ano. Em agosto, a Casa já havia aprovado aumento do teto do funcionalismo de R$ 12.384,06 (salário de Kassab) para R$ 22.111,00 (teto do Judiciário), medida que abriu caminho para reajuste de secretários. &#8220;Mas não há nada decidido ainda, vamos discutir isso na Mesa e buscar um acordo&#8221;, disse Rodrigues.</p>
<p>A Mesa Diretora tem quatro governistas e um parlamentar de oposição. São necessários os votos de três membros para a aprovação do projeto. Kassab diz que vai abrir mão de seu futuro reajuste, mas a majoração é pleiteada pelos secretários.</p>
<p>A decisão dos vereadores reflete posição adotada pela cúpula governista, de que o aumento deve ser votado ainda neste ano, quando não há eleições e a possibilidade de desgaste é menor. O Executivo tenta aprovar ainda a proposta para a correção do IPTU, que deve chegar à Câmara na próxima semana, e o Plano Plurianual 2009-2012.</p>
<p><em>COLABOROU FABIO LEITE</em></p>
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		<title>Brasil saindo da crise: Produção e salário real disparam em SP</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 13:09:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Bianca Ribeiro, de São Paulo &#8211; VALOR
A atividade industrial paulista registrou um grande salto em setembro e deu início a uma recuperação que deve se estender pelos próximos meses. Conforme a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o Indicador do Nível de Atividade (INA) da indústria de transformação cresceu 4,3% de agosto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-out;" src="http://g1.globo.com/Noticias/Carros/foto/0,,19844434-EX,00.jpg" alt="http://g1.globo.com/Noticias/Carros/foto/0,,19844434-EX,00.jpg" width="555" height="394" /></p>
<p style="text-align: center;">
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Bianca Ribeiro, de São Paulo &#8211; VALOR</span></h2>
<p>A atividade industrial paulista registrou um grande salto em setembro e deu início a uma recuperação que deve se estender pelos próximos meses. Conforme a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o Indicador do Nível de Atividade (INA) da indústria de transformação cresceu 4,3% de agosto para setembro, em números ajustados sazonalmente. É a maior taxa de crescimento desde abril de 2008. Em agosto, o INA havia apontado baixa de 1%, segundo dados revisados.</p>
<p>&#8220;É o primeiro número incontestavelmente positivo e forte, que aponta para a continuidade dessa tendência nos meses que restam em 2009&#8243;, diz Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas Econômicas (Depecon) da Fiesp. Na sua avaliação, esse aumento ocorre em cenário &#8220;confortável&#8221; em relação ao uso da capacidade, que fechou o mês em 81,2%, ante 82,6% apurados um ano antes.</p>
<p>As vendas reais aumentaram 7,5% na passagem de agosto para setembro e subiram 3,3% em relação a setembro do ano passado. Além disso, os salários reais e as horas trabalhadas na produção, outros quesitos que compõem o INA, aumentaram 5,4% e 0,9%, respectivamente. Dos 17 setores analisados, 16 tiveram recuperação.</p>
<p>A força da expansão da indústria paulista em setembro surpreendeu economistas, que, no entanto, mantêm previsões mais conservadoras para a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do IBGE. Esse indicador, que representa a indústria nacional, deve subir pouco mais de 1% no período em análise (número dessazonalizado), na visão desses economistas.</p>
<p>Para Bernardo Wjuniski, da consultoria Tendências, a PIM deve apontar aumento de 1,1%, pois a mostra é mais abrangente e diversificada. Os bens de capital, por exemplo, que têm peso importante em São Paulo, encontram mais dificuldade para acelerar a retomada no resto do país.</p>
<p>Os dados da Fiesp mostram que no setor de máquinas e equipamentos a atividade cresceu 4,2% ante agosto, com ajuste sazonal, e as vendas aumentaram 9,4%. Na indústria de veículos, a atividade cresceu 6,4% em setembro ante agosto, com ajuste sazonal, e as vendas aumentaram 8,3%, em grande parte sustentada pela desoneração do IPI, que começou a se recompor neste mês.</p>
<p>Flávio Serrano, economista-sênior do BES, também acha que os dados da indústria de São Paulo não antecipam necessariamente um comportamento nacional da atividade. Ele acredita que a PIM deve registrar aumento de 1,4% em setembro, trajetória que, diz, pode ser considerada confortável como variação mensal até março do ano que vem, sem riscos inflacionários. &#8220;Ainda há muito espaço para recuperação&#8221;, resume Serrano.</p>
<p>Assim, os economistas não veem no crescimento da indústria paulista pressão suficiente para referendar uma eventual antecipação da alta do juro por parte do Banco Central. Para Bernardo Wjuniski, que prevê aumento da Selic apenas para setembro de 2010, a expansão &#8220;foi mais rápida do que o inicialmente previsto, mas ainda não é suficiente para indicar aperto monetário antecipado.&#8221;</p>
<p>Flávio Serrano avalia que riscos atrelados à expansão de atividade e a preços só começarão a ser contabilizados pelo BC a partir de abril, mas ele não crê em aumento de juro antes de 2011. Fernanda Feil, da Rosenberg Associados, também descarta esse tipo de discussão por enquanto.</p>
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		<title>Natal deve criar 130 mil vagas de temporários</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 14:05:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Márcia De Chiara &#8211; O Estado SP
A contratação de trabalhadores temporários para as lojas de shopping centers neste Natal será recorde. O setor vai abrir 130 mil vagas neste ano, um número 30% maior em relação à mesma data de 2008, segundo a Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings (Alshop).
O otimismo dos lojistas por causa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="background-color: #ffff99;">Márcia De Chiara &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>A contratação de trabalhadores temporários para as lojas de shopping centers neste Natal será recorde. O setor vai abrir 130 mil vagas neste ano, um número 30% maior em relação à mesma data de 2008, segundo a Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings (Alshop).</p>
<p>O otimismo dos lojistas por causa das melhores condições de crédito e do aumento da renda no bolso do consumidor explica parcialmente o crescimento do número de contratações neste ano. Segundo o presidente da Alshop, Nabil Sahyoun, houve um aumento significativo de lojas nos últimos 12 meses, o que ampliou a necessidade de trabalhadores temporários para o fim de ano.</p>
<p>De acordo com os números da entidade, 26 novos shoppings vão entrar em funcionamento até dezembro deste ano e pelo menos 29 passaram por reformas que expandiram a área de vendas e o número de lojas em 2009. Com isso, serão necessários não apenas funcionários para as lojas, mas também para o setor de limpeza e infraestrutura, observa Sahyoun, explicando que a projeção inclui esse tipo de trabalhador.</p>
<p>Ele conta que muitas empresas já iniciaram o processo de seleção este mês e o salário médio fixo de vendedor é de R$ 673 na cidade de São Paulo. &#8220;Com as comissões, é possível tirar entre R$ 2 mil e R$ 2,5 mil&#8221;, diz o presidente da Alshop. No momento, ele não vê dificuldade para recrutar mão de obra. &#8220;Existe muita gente desempregada, a economia está crescendo, mas o mercado não está eufórico.&#8221;</p>
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		<title>&#8221;Brasil vai crescer 6% no ano que vem&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Sep 2009 12:45:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Leo Pinheiro / Valor

Luiz Carlos Mendonça de Barros: crescimento do PIB em 2010 pode chegar a 6% no ano que vem

Luiz Carlos Mendonça de Barros: sócio da Quest Investimentos e ex-ministro. Para Mendonça de Barros, economia deve retomar o dinamismo de antes da crise, mas é preciso cuidado com a inflação
Luciana Xavier, AGÊNCIA ESTADO
O Brasil [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-small;">Leo Pinheiro / Valor<br />
<img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002350/imagens/foto_24bra-luis-a3.jpg" border="0" alt="Foto Destaque" /><br />
Luiz Carlos Mendonça de Barros: crescimento do PIB em 2010 pode chegar a 6% no ano que vem</span></p>
<p style="text-align: left;">
<p><strong>Luiz Carlos Mendonça de Barros: sócio da Quest Investimentos e ex-ministro. Para Mendonça de Barros, economia deve retomar o dinamismo de antes da crise, mas é preciso cuidado com a inflação</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Luciana Xavier, AGÊNCIA ESTADO</span></h2>
<p>O Brasil deve ter forte recuperação e crescer 6% no ano que vem, acredita o sócio da Quest Investimentos, Luiz Carlos Mendonça de Barros, que foi presidente do BNDES e ministro das Comunicações no governo de Fernando Henrique Cardoso. &#8220;Vejo a economia retomando rapidamente o dinamismo de antes da crise&#8221;, disse, em entrevista ao AE Broadcast Ao Vivo, da Agência Estado. A seguir, os principais trechos da entrevista.</p>
<p><strong>Esta semana o Brasil virou grau de investimento pela Moody&#8221;s. Qual a importância desse upgrade?</strong></p>
<p>Houve uma convergência das agências, com uma novidade no caso da Moody&#8221;s, pois ela, além de melhorar nossa nota no nível de investment grade, colocou também em observação positiva. Isto é, deu um sinal de um movimento próximo de melhora ainda na nota. Mas é uma coisa engraçada porque o mercado já vinha antecipando esse movimento. Acho que essa questão do investment grade está superada. Vamos olhar para frente.</p>
<p><strong>Ao olhar à frente, o que o sr. vê? </strong></p>
<p>Vejo uma economia retomando rapidamente o dinamismo que tinha antes da crise, com impacto ainda negativo do comércio exterior &#8211; as exportações brasileiras não se recuperaram. Certamente, o investimento, afetado na crise, vai voltar naturalmente. Alguns analistas parecem não entender que uma dinâmica de economia de mercado tem um timing natural. Muita gente está criticando que o investimento não voltou ainda. Isso é absurdamente natural. Estamos saindo de uma crise. Então acho que a cadência da economia brasileira vai ser a manutenção do estímulo vindo do setor privado, do consumo &#8211; o emprego voltou a crescer, os salários voltaram a ter ganho positivo, em real. Os bancos também voltaram à normalidade. Com um estímulo adicional, pois perderam espaço para os bancos públicos nesses quatro a cinco meses em que se trancaram. Acho que vão querer recuperar o tempo perdido, o que dá um impulso maior à retomada do crédito.</p>
<p><strong>O sr. enxerga uma enxurrada de recursos vindo para o Brasil?</strong></p>
<p>Isso já está ocorrendo. Se olharmos a previsão de abertura de capital de empresas brasileiras nos próximos meses, estamos perto dos US$ 14 bilhões. E isso vai acontecer porque o mundo tem hoje um desequilíbrio entre oportunidade e liquidez para investimentos. Porque tem um pedaço grande do mundo, principalmente dos desenvolvidos, em que a retomada da atividade vai ser muito lenta. E esse pedaço tem ainda uma capacidade ociosa para ser ocupada, que vai fazer com que os investimentos nos próximos dois anos sejam muito pequenos. Por outro lado, há alguns países &#8211; o Brasil é um deles &#8211; onde se retomou mais rapidamente a dinâmica do consumo e as oportunidades se apresentam de forma mais clara. Além disso, é importante entender que nessa saída de crise há um problema com o dólar americano, que tem levado investidores a buscar ativos em regiões do mundo cuja moeda tenha dinâmica diferente do dólar. O real é uma dessas moedas.</p>
<p><strong>O dólar chegou ontem (dia 23) a R$ 1,782. Pode cair mais?</strong></p>
<p>Não sei. Há seis meses fiz uma projeção que naquele momento parecia absurda, de dólar a R$ 1,80. Até R$ 1,80 eu vou. A partir daí, prefiro observar (risos). Mas é importante entender que o real não tem movimento autônomo, isolado. Ele está se valorizando numa cesta de moedas &#8211; principalmente ligadas a economias exportadoras de commodities &#8211; e tem de acompanhar um pouco essa dinâmica. Ele não está sozinho.</p>
<p><strong>O que impede o dólar de voltar ao patamar pré-crise?</strong></p>
<p>Ele volta ao patamar pré-crise se as outras moedas também voltarem. E tem o Banco Central. Acho que o BC teria de acompanhar a cotação do real nessa cesta de moedas. Isto é, ele não deve interferir no processo de valorização dessa cesta. Mas se nessa cesta de moedas, o real, por alguma condição de movimento de capitais, tiver uma valorização maior, acho que é dever dele intervir.</p>
<p><strong>O sr. não vê então nenhum grande problema na economia?</strong></p>
<p>Por incrível que pareça, na metade do ano que vem vamos começar a nos preocupar com a inflação. E aí entra a questão fiscal. No período em que a economia privada deu esse vácuo, ele (governo) entrou, corretamente. Só que está na hora de sair. Porque, se acumularmos crescimento do consumo interno &#8211; que vai ocorrer -, volta dos investimentos e nível de gasto do governo tão elevado, vamos começar a criar tensão inflacionária, que vai desembocar na alta dos juros.</p>
<p><strong>De qualquer modo, a partir do segundo semestre de 2010 pode haver um problema para o BC?</strong></p>
<p>Acho que sim. Nós podemos começar a ver uma inflação mais próxima de 5% do que de 4,5% já no ano que vem.</p>
<p><strong>Como o sr. vê o crescimento do Brasil em 2010?</strong></p>
<p>Nós revisamos nossa projeção para crescimento do PIB em 2010 de 5% para 6%.</p>
<p><strong>Qual sua expectativa para o relatório trimestral de inflação?</strong></p>
<p>Acho que todas as projeções para este ano e para o ano que vem apontam ainda para um número por volta de 4,5% (IPCA). O que estou colocando como preocupação é uma projeção um pouco mais adiante, que não é bem o objetivo do relatório de inflação do BC.</p>
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		<title>PIB pode crescer acima de 5% em 2010</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Sep 2009 11:45:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Conjuntura: Demanda, com aumento do emprego e da renda, levou analistas a um forte aumento das projeções

Sergio Lamucci e João Villaverde, de São Paulo &#8211; VALOR
O cenário positivo que se desenha para a demanda interna torna cada vez mais provável um crescimento na casa de 5% em 2010, e já há até quem aposte em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Conjuntura: Demanda, com aumento do emprego e da renda, levou analistas a um forte aumento das projeções</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong></strong><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-out;" src="http://www.noticiacompleta.com/wp-content/uploads/2008/11/25.jpg" alt="http://www.noticiacompleta.com/wp-content/uploads/2008/11/25.jpg" width="555" height="395" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Sergio Lamucci e João Villaverde, de São Paulo &#8211; VALOR</span></h2>
<p>O cenário positivo que se desenha para a demanda interna torna cada vez mais provável um crescimento na casa de 5% em 2010, e já há até quem aposte em alta de 6%, como o ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros, da Quest Investimentos. O consumo das famílias e o investimento devem liderar a expansão, com as despesas do governo como coadjuvante, um resultado da combinação de juros baixos, mercado de trabalho em recuperação, gastos públicos elevados e redução das incertezas globais. Para este ano, boa parte dos bancos e consultorias já aponta para um Produto Interno Bruto (PIB) ligeiramente positivo.</p>
<p>O economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, diz que uma alta expressiva do PIB em 2010 está praticamente contratada. &#8220;A política monetária e a política fiscal serão muito expansionistas. Elas estarão trabalhando como nunca para estimular o crescimento&#8221;, afirma Vale, que revisou na semana passada a sua projeção de 4% para 5%. Para ele, apenas uma piora muito acentuada do cenário global pode comprometer um PIB forte em 2010, algo como um &#8220;novo Lehman Brothers&#8221; &#8211; o banco de investimentos que quebrou em setembro de 2008, agravando a crise. Vale acredita em crescimento de 5% do consumo das famílias, estimulado pela alta de 5% da massa salarial acima da inflação, e de 11% dos investimentos na construção civil e em máquinas e equipamentos (a formação bruta de capital fixo, FBCF) &#8211; em 2009, ele projeta queda de 10,2% da FBCF.</p>
<p>Mendonça de Barros passou a apostar em crescimento de 6% em 2010 depois da divulgação dos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de agosto, que revelou um saldo positivo de 242,1 mil postos de trabalhos formais. A renda segue firme e a geração de emprego está melhor do que se esperava, diz ele, observando que a Quest passou a trabalhar com uma alta do PIB neste ano de 0,2% &#8211; antes do Caged de agosto, estimava queda de 0,3%. O Morgan Stanley, que chegou a prever queda de 4,5%, hoje estima recuo de apenas 0,5%.</p>
<p>&#8220;O consumo das famílias deve continuar forte, e o investimento também deve voltar, estimulado pela demanda. Além disso, o governo está gastando que nem louco&#8221;, afirma Mendonça de Barros, ministro das Comunicações no governo Fernando Henrique Cardoso. Apenas as exportações não devem ter uma reação das mais expressivas, já que o mundo ainda crescerá pouco no ano que vem.</p>
<p>Para ele, o ritmo forte de expansão da economia, com um mercado de trabalho tão pujante, pode exigir aumentos de juros já no primeiro semestre do ano que vem. Nesse cenário, o governo deveria mudar a política fiscal, diz Mendonça de Barros. Com a demanda privada aquecida, manter os gastos públicos em alta expressiva é uma má ideia. &#8220;A inflação não vai dar saltos, pulando de 4,5% para 8%, mas pode ficar pressionada por conta do mercado de trabalho muito aquecido, elevando os preços dos serviços.&#8221; Vale diz que há de fato o risco de alta dos juros no ano que vem, mas vê um eventual aumento da taxa Selic, hoje em 8,75% ao ano, apenas no quarto trimestre. Se ocorrer, será mais por causa das perspectivas para a inflação em 2011 do que pela pressão no ano que vem, já que a capacidade ociosa na indústria é grande.</p>
<p>O diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, Octavio de Barros, também mudou a sua projeção de crescimento do PIB para 2010, elevando-a de 4,9% para 5,4%. &#8220;A maior surpresa em nosso cenário certamente tem sido o comportamento muito favorável do mercado de trabalho e da renda&#8221;, diz Barros. Segundo ele, os efeitos da redução dos juros, dos estímulos fiscais e da rede de proteção social criada nos últimos anos &#8220;foram capazes de preservar o emprego de forma importante, levando à rápida recuperação da confiança dos consumidores e, consequentemente, à manutenção do otimismo empresarial e da produção voltada ao mercado doméstico&#8221;.</p>
<p>O economista chama a atenção para o desempenho das vendas no comércio, que podem crescer algo próximo a 5% neste ano, descontada a inflação. Num quadro de preservação da demanda interna, com perspectiva de continuidade da expansão dos estímulos fiscais e da ampliação de alguns benefícios já contratados &#8211; o salário mínimo deve subir quase 10% em 2010, por exemplo -, ele mudou as suas estimativas para o PIB deste ano e do próximo. Para 2009, o Bradesco, que projetava queda de 0,5% prevê agora uma alta de 0,1%. &#8220;Em nosso novo cenário, a demanda doméstica continua a ser o motor do crescimento, puxada pelo consumo das famílias e os gastos do governo. Os investimentos retornarão em breve, mas esperamos uma contribuição bem menor do que os demais ainda em 2010&#8243;, afirma Barros, ressalvando, contudo, que as inversões podem ser mais fortes do que ele projeta, &#8220;por conta das boas perspectivas para a economia e da farta disponibilidade de financiamento doméstico e externo. &#8221;</p>
<p>Para Rodrigo Azevedo, ex-diretor do Banco Central (BC) e sócio-sênior da JGP Gestão de Recursos, o Brasil deverá alcançar crescimento de 5% no PIB do próximo ano, impulsionado pela melhora do setor exportador e do mercado interno, sustentado pelo crescente aumento da renda. &#8220;Há revisão para cima no crescimento mundial, tendo uma retomada do comércio em primeiro plano. Como já observamos uma puxada das exportações acima das previsões, é possível supor que o quadro para 2010 seja melhor&#8221;, analisa Azevedo, que trabalha com um quadro mais favorável para as exportações do que a média dos analistas. Para ele, a &#8220;profunda&#8221; retração pela qual passou a indústria entre o fim de 2008 e os primeiros meses de 2009 ampliou a capacidade ociosa, que foi e está sendo lentamente retomada. Azevedo destaca ainda que o governo federal não dá sinais de que vai segurar os gastos públicos.</p>
<p>O economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges, diz que, do ponto de vista da oferta, a indústria é que vai brilhar em 2010. Ele prevê alta de 9% para a produção industrial, uma reação forte à queda de 7% esperada para 2009. Os setores ligados ao mercado interno e que produzem bens de capital devem ter bom desempenho, avalia ele. Do lado da demanda, ele aposta em forte expansão do consumo das famílias, de 5,2%, e do investimento, de 15,8%.</p>
<p>Outro fator que vai ajudar o crescimento é a herança estatística (o &#8220;carry over&#8221;) que 2009 deixará para 2010, como destaca Azevedo. Segundo ele, se o PIB deste ano ficar estável, como ele prevê, o &#8220;carry over&#8221; será de 2,5%. Com isso, se a economia não crescer nada em relação ao nível do fim deste ano, a expansão em 2010 será de 2,5%. Para comparar, o &#8220;carry over&#8221; que 2008 deixou para 2009 foi negativo em 1,5%.</p>
<p>Thaís Zara, economista-chefe da Rosenberg &amp; Associados, tem previsões menos otimistas para o próximo ano, embora aposte em crescimento de 0,3% em 2009. &#8220;O fundo do poço já passou, mas o crescimento mundial não será tão forte quanto se imagina&#8221;, afirma ela, que aposta em crescimento de 3,5% para o ano que vem. O fim das desonerações tributárias deve tirar um pouco de força da economia nos próximos trimestres, acredita ela. Nem a perspectiva de aquecimento da demanda externa por produtos nacionais empolga a analista, que vê no câmbio valorizado um entrave para o impulso exportador, embora os bens primários devam melhorar o saldo comercial do Brasil.</p>
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		<title>Editorial do JT denuncia a ação &#8220;desastrada&#8221; de Kassab com a GCM</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/08/editorial-do-jt-denuncia-a-acao-desastrada-de-kassab-com-a-gcm/</link>
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		<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 13:48:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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