15/03/2009 - 13:43h Salvadorenho copia Lula em campanha

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Candidato da ex-guerrilha FMLN, Mauricio Funes contratou marqueteiro petista e testa mensagem de moderação nas urnas hoje

Direita governista usou Chávez contra esquerda; à diferença de 2004, EUA ficaram neutros na disputa, a mais acirrada desde 1992

FLÁVIA MARREIRO – FOLHA SP

DA REPORTAGEM LOCAL

Hugo Chávez é a arma da direita e Luiz Inácio Lula da Silva -e o marqueteiro petista João Santana- são o norte da esquerda na eleição presidencial de El Salvador que acontece hoje, a mais disputada em 17 anos e a primeira na qual um candidato da ex-guerrilha FMLN (Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional) tem chances de ganhar.
A julgar pela campanha da governista Arena (Aliança Republicana Nacionalista, direita), no poder desde 1989, trata-se de um referendo na Venezuela. O candidato Rodrigo Ávila, 44, espalhou o bolivariano em outdoors e spots de TV que conclamam os salvadorenhos a salvar o país de Chávez e das “garras do comunismo”.
É um ataque potente contra a FMLN -convertida em partido político no acordo de paz de 1992, que pôs fim à sangrenta guerra civil (1980-1992) do país centro-americano-, numa eleição em que a ex-guerrilha se mostrou mais disposta do que nunca a mostrar imagem de esquerda pragmática.
A frente escolheu Mauricio Funes, 49, popular jornalista de TV, para representá-la. Funes -que lidera as pesquisas por pequena margem- não lutou na guerra civil e ainda mantinha relação próxima com Lula.
“O socialismo do século 21 não é para El Salvador”, disse Funes à Folha. “Considero Lula e seu estilo de governar meu referencial mais próximo.
Quando fui escolhido candidato, não vacilei. Convenci o partido a contratar João Santana, que conheço há anos”, continuou ele, casado com a brasileira e petista Vanda Pignato, funcionária da Embaixada do Brasil em San Salvador.
O marqueteiro lulista encheu a TV com crianças e trabalhadores correndo balançando a bandeira salvadorenha em clipes bem filmados com jingles com variações de “a esperança vencerá o medo”, o slogan “Mudança Segura” e imagens de Lula e Barack Obama, recente adepto do mantra.
Funes lançou até, há três dias, uma Carta à Nação, nos moldes da Carta ao Povo Brasileiro do petista em 2002. Prometeu segurança jurídica aos investidores, negou que vá fazer nacionalizações e disse que não quer rever o Cafta, o acordo de livre comércio dos EUA com a América Central.
Apesar da íntima ligação de Funes com o Brasil, a campanha governista acusa a Venezuela de ingerência. “Lula virou valor agregado. Não havia espaço para criticar”, diz o economista e analista político Roberto Rubio Fabián, do local Funde (Fundação Nacional para o Desenvolvimento).
Questionado sobre o uso da imagem de Chávez, Rodrigo Ávila, engenheiro e ex-diretor da polícia, não titubeou: “A verdade é dura. Foi Chávez quem disse que queria incluir El Salvador na Pátria Grande Bolivariana”. O candidato prometeu construir a “nova direita”.
Para Rubio, Funes não foi suficientemente claro ao marcar distância do venezuelano, sob risco de criar arestas na ala radical da FMLN. “O problema é que ele precisava de um discurso moderado para o eleitorado e um outro tom para dentro.”

Fator EUA e votação
Os governistas não puderam contar com o apoio explícito da Casa Branca como em 2004, na eleição de Antonio Saca. À época, na tradição da Guerra Fria, o Departamento de Estado do governo Bush disse que uma vitória da esquerda atrapalharia as relações com Washington.
Estavam à frente da ofensiva americana pró-Arena Otto Reich e Roger Noriega, que antes trabalharam no governo Reagan (1981-1989), quando os EUA deram assessoria antiguerrilha ao Exército salvadorenho e apoio encoberto aos esquadrões da morte. Um terço da população salvadorenha vive nos EUA, e 18% do PIB vem de remessas dos imigrantes. Os americanos são os principais consumidores das exportações do país, onde quase metade da população vive abaixo da linha de pobreza. O dólar é usado como moeda local desde 2001.
Desta vez, 46 congressistas republicanos dos EUA até que tentaram. O grupo enviou carta a Barack Obama e a Hillary Clinton alertando para “os riscos” de uma vitória da FMLN. Mas o Departamento de Estado disse que trabalhará bem com quem ganhar.
A votação de hoje em El Salvador deve acontecer num clima tenso, dadas as denúncias de tentativa de fraude feitas pela esquerda e as idiossincrasias do sistema eleitoral -o país, um pouco maior que Sergipe, tem 4,2 milhões de eleitores.
A autoridade eleitoral é formada por indicados dos partidos, com maioria da direita. O registro eleitoral é por ordem alfabética, o que obriga eleitores a se deslocarem -e o transporte de eleitores não é crime. Observadores europeus apontaram uso da máquina do Estado e da mídia em favor de Ávila.
Rubio Fabián teme uma guerra de impugnações de urnas na apuração. “Se Funes perder por poucos votos, será difícil para a FMLN aceitar.”


Folha Online
Leia a entrevista com Funes (Ávila não atendeu aos pedidos da Folha)
www.folha.com.br/090729

15/03/2009 - 13:09h Esquerda tenta vitória inédita em El Salvador

Candidato de ex-grupo guerrilheiro à presidência adota tom moderado para romper hegemonia da direita

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William Booth, THE WASHINGTON POST – O Estado SP

Depois de uma guerra civil que durou 12 anos e de uma paz atualmente ameaçada pela criminalidade, a esquerda salvadorenha pode, nas eleições de hoje, concluir uma jornada notável que teve início com a luta armada e pode terminar no palácio presidencial.

O seu candidato nas eleições é Mauricio Funes, de 49 anos, ex-correspondente do canal em espanhol da CNN. Ele foi recrutado recentemente pela Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN), grupo revolucionário convertido em partido político, e disputa a presidência voto a voto com Rodrigo Ávila, de 44 anos, ex-chefe da força nacional de polícia e candidato da Aliança Republicana Nacionalista (Arena), partido que venceu as quatro últimas eleições em El Salvador.

Apesar de os membros da FMLN fazerem campanha tradicionalmente vestidos de vermelho, Funes prefere uma camisa panamá branca, calças jeans da moda e óculos de grife. E mesmo num partido cuja retórica está mais próxima do estilo dos irmãos Castro, de Cuba, Funes se considera a versão local do presidente americano, Barack Obama.

A comparação é feita abertamente: Funes e a FMLN usam imagens de Obama nos seus anúncios (apesar das objeções do Departamento de Estado americano). A campanha publicitária da FMLN na televisão completa o vínculo ao empregar o slogan de Obama em inglês e espanhol: “Sí, se puede!”

BOLIVARIANOS

Se vencer hoje, Funes colocará outro Estado latino-americano na trilha da “maré rosa” que já chegou a Brasil, Chile, Venezuela, Equador, Bolívia, Uruguai e Nicarágua, onde partidos de esquerda venceram as eleições nos últimos anos. Mas a pergunta que ocupa as mentes dos eleitores, de acordo com entrevistas e pesquisas de opinião, refere-se ao tipo de esquerda que ele representa.

Será a esquerda democrática, globalizada, empresarial e moderada que se mostra amigável aos EUA, como a brasileira? Ou a esquerda populista, linha-dura e nacionalista que antagoniza os Estados Unidos, como se vê na Venezuela?

Funes disse representar a esquerda moderada, e afirmou que a Guerra Fria precisa acabar em El Salvador. “A comunidade empresarial não tem medo de nós e nós não temos medo dos empresários. Trabalharei para fortalecer nosso relacionamento com os Estados Unidos, fazendo deles nossos parceiros, e acho que juntos trabalharemos bem.”

Até 2 milhões de salvadorenhos residem nos Estados Unidos. Estima-se que as remessas de dinheiro feitas pelos salvadorenhos que moram no exterior totalizem US$ 8 bilhões anuais, o equivalente a cerca de 20% do PIB do país.

O direitista Ávila diz que Funes é um fantoche que servirá aos seus verdadeiros mestres – a linha-dura da FMLN que quere fazer de El Salvador um satélite venezuelano, sob a influência do presidente Hugo Chávez.

18/12/2008 - 16:30h Jaques Wagner rompe com prefeito de Salvador

Ruptura
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Folhapress – VALOR, de São Paulo

Os ataques mútuos durante a campanha eleitoral e a aproximação do PMDB com o DEM na Bahia provocaram o rompimento entre o governador Jaques Wagner (PT) e o prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro (PMDB).

A decisão de romper foi anunciada pelo governador, menos de 48 horas depois de João Henrique participar de uma palestra e almoço com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), na segunda-feira, em Salvador.

No evento, João Henrique disse que está disposto a trabalhar no fortalecimento do projeto político entre o DEM e o PMDB, em 2010. “A partir de agora João Henrique será tratado como prefeito de oposição, mas de forma republicana”, disse Wagner, por meio de sua assessoria. O governador informou que não iria comentar o rompimento.

João Henrique disse ontem que não foi “informado” do rompimento e que vai esperar um pronunciamento oficial do governador antes de fazer qualquer declaração.

Em meio ao tiroteio está o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, do PMDB. Ele declarou que não pretende mais ser deputado federal – decisão que representa ameaça ao projeto de Wagner de continuar no governo em 2010.

11/12/2008 - 15:29h World Bank’s ‘Wrong Advice’ Left Silos Empty in Poor Countries

By Alison Fitzgerald and Helen Murphy


 

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Dec. 10 (Bloomberg) — Inside and out, the rusted towers of El Salvador’s biggest grain silo show how the World Bank helped push developing countries into the global food crisis.Inside, the silo, which once held thousands of tons of beans and cereals, is now empty. It was abandoned in 1991, after the bank told Salvadoran leaders to privatize grain storage, import staples such as corn and rice, and export crops including cocoa, coffee and palm oil.

Outside, where Rosa Maria Chavez’s food stand is propped against a tower wall, price increases for basic grains this year whittled business down to 16 customers a day from 80.

“It’s a monument to the mess we are in now,” says Chavez, 63.

About 40 million people joined the ranks of the undernourished this year, bringing the estimate of the world’s hungry to 963 million of its 6.8 billion people, the Rome-based United Nations Food and Agriculture Organization said yesterday. The growth didn’t come just from natural causes. A manmade recipe for famine included corrupt governments and companies that profited on misery. Another ingredient: The World Bank’s free- market policies, which over almost three decades brought poor nations like El Salvador into global grain markets, where prices surged.

“The World Bank made one basic blunder, which is to think that markets would solve problems of such severe circumstances,” said Jeffrey Sachs, director of the Earth Institute at Columbia University and a special adviser to UN Secretary-General Ban Ki- moon. “But history has shown you need to help people to get above the survival threshold before the markets can start functioning.”


‘The Washington Consensus’

Created in 1944, the Washington-based World Bank Group spent much of its first 35 years dispensing low-interest loans, grants and development advice to poor countries with an eye toward promoting self-reliance. In 1980, the bank’s executives began attaching conditions to loans that required “structural adjustments” in the recipients’ national economies. The mandates were designed to have poor countries cut import tariffs, reduce government’s role in enterprises such as agriculture and promote cultivation of export crops to attract foreign currency.

The philosophy, which came to be known as “The Washington Consensus,” was based in part on assumptions that importing basic grains would be inexpensive and that farmers in developing nations could earn more producing exports. Food prices had fallen for years and few economists thought that would change, said Mark Cackler, manager of the bank’s Agriculture and Rural Development Department in Washington.


Exporter to Importer

In 2007 and the first half of 2008, an index of more than 60 food commodity prices compiled by the FAO rose 82 percent. While costs have since eased, they were 20 percent higher on Nov. 1 than at the end of 2006.

The increases hit hard in countries such as El Salvador, which had adopted the principles of the Washington Consensus in return for loans. El Salvador’s Central Reserve Bank said the total amount of the lending was “not available.” The Agriculture Ministry did provide this measure of their effects: The country was a net exporter of rice 20 years ago; now it imports 75 to 80 percent of what it consumes.

The World Bank has “given consistently wrong advice,” said Jose Ramos-Horta, the president of East Timor in Asia and the 1996 Nobel Peace Prize winner.

“It is their advice — that buying externally is cheaper than producing — that has resulted in this,” he said.

‘More Than Underinvestment’

Current and former World Bank officials say small countries hurt their own agriculture industries by suppressing prices, taxing farms, inflating exchange rates and favoring urban development. They reject the assertion that structural adjustment loans hurt developing nations’ self-sufficiency.

“The premise that this crisis was caused by these policies is something that we don’t agree with,” said World Bank spokeswoman Geetanjali Chopra. “This crisis was caused by much more than underinvestment in agriculture.”

Still, in nations such as Honduras and Ghana, imports of basic grains climbed after governments eliminated agricultural subsidies, sold off grain stores or decreased tariffs to get World Bank loans in the 1990s, according to data from the UN’s FAO.

In Honduras, 23,000 rice farmers went out of business, and employment from rice fell to 11,200 people from 150,000 after the government trimmed import duties, according to the human rights group Oxfam International. Honduran farms now supply 17 percent of the domestic demand for rice, down from 90 percent before the tariffs changed.


McNamara’s Shift

In Ghana, the World Bank required a tariff reduction on rice to 20 percent from 100 percent. Imports tripled, said Raj Patel, a scholar at the Center for African Studies at the University of California at Berkeley.

The free-market policies were a sharp turn from the bank’s earlier efforts — led by former bank President Robert McNamara – - to develop poor countries’ domestic agriculture and self- reliance, said Uma Lele, a World Bank economist from 1971 to 1991 and 1995 to 2005.

McNamara, who oversaw the escalation of the U.S. war in Vietnam as defense secretary under presidents John F. Kennedy and Lyndon Johnson before joining the bank in 1968, shifted his views. He introduced the structural adjustment concept in 1979, in a speech in Manila urging rich nations to open their markets to imports from poor countries.

“Developing countries will need to carry out structural adjustments favoring their export sector,” he said in the speech. McNamara, 92, declined to comment for this story.

Free Market Principles

World Bank officials were frustrated that their investment in agriculture through the 1970s wasn’t paying off, especially in Africa, said Pierre Landell-Mills, a bank economist at the time.

“There were state marketing organizations that were a complete nightmare of mismanagement and corruption,” said Landell-Mills, 69, now a principal at the Policy Practice, a public policy consulting group in Brighton, England, in a June interview. “There were unsustainable subsidies.”
The “preferred solution,” he said, was to dismantle the marketing boards, shrink governments and remove barriers to entrepreneurship.

McNamara in 1980 approved the first three structural adjustment loans. By 1985, they made up more than 25 percent of the World Bank’s total lending, according to Kyle Peters, its country services director.

Free-market principles were on the rise in the U.S. and the U.K., the bank’s major funders. Margaret Thatcher had become British prime minister in 1979 with promises of privatizing state-owned enterprises. Ronald Reagan was elected U.S. president in 1980, pledging to cut taxes and government programs.


New Ideas, New Staff

Reagan appointed Alden “Tom” Clausen, a former chief executive officer of Bank America Corp., to succeed McNamara in 1981. The new bank president was convinced “that you could fight poverty better and more efficiently and more quickly if you get the policies of a country right,”

Clausen said in an interview.

“I loved structural adjustment loans, and I made a lot of them,” he said.

As the bank’s philosophy evolved, so did its staff. Clausen hired Anne Krueger, an economist known for her advocacy of “getting prices right” by removing government controls, as vice president for economics and research in 1982. She “reshuffled the central economics staff,” wrote Devesh Kapur, in the bank’s official history, “The World Bank: Its First Half Century.”

“Of course the direction of research had changed,” Krueger, 74, said in an interview on Aug. 25. She acknowledged that some economists left because they didn’t agree with the bank’s focus. “Research moved away from big planning models with unreasonable incentives and swung toward things that were much more conducive to agriculture.”

‘Dysfunctional Systems’

Krueger led a five-volume study that concluded developing countries were hurting their own agriculture with tax and exchange rate policies. She said the bank’s free-trade principles boosted output and growth.

“These were largely dysfunctional systems,” she said. “It made sense to reduce tariffs so that countries could produce the goods that they were most efficient at.”

After leaving the bank in 1986, Krueger became first deputy managing director of the International Monetary Fund, which makes loans to help countries correct balance of payment problems and promotes economic policies.

As structural adjustment loans grew, the portion of the World Bank’s lending devoted to agriculture fell, to about 8 percent in 2000 from 30 percent in 1980. Last year, farm-related loans made up 12 percent of the bank’s $24.7 billion portfolio.


‘A Human Face’

“One of the reasons we have problems today is because of the cuts in agriculture,” said Montague Yudelman, 86, who was director of the World Bank’s agriculture department under McNamara. “If they’d made a continuously high level of investment, we’d have been in much better shape.”
By the late 1980s critics began saying the bank, along with the IMF, was fostering poverty and dependence. UNICEF, the United Nations Children’s Fund, in 1987 published a two-volume study titled, “Adjustment With a Human Face.” It concluded that some of the bank’s programs led to increases in malnutrition and disease in poor nations and urged new strategies to protect the most vulnerable people.

In 1995, just 30 days into his tenure as bank president, James Wolfensohn promised changes.

During a meeting with representatives of 12 non-profit organizations, Wolfensohn heard their argument that 15 years of adjustment lending had wiped out small farmers in countries from Africa, Latin America and Asia, damaging their ability to feed people. Some called for the bank to be disbanded.

‘A Different Way’

“What I’m looking for is a different way of doing business in the future,” Wolfensohn, a former Australian Olympic fencer and New York banker, told them. Wolfensohn, 75, who left the World Bank in 2005, declined to be interviewed for this story.

The bank’s commitment to free-market principles didn’t waver.

In 2000, as a condition for a $6.8 million agriculture loan in East Timor, the bank demanded that publicly funded agricultural service centers be privatized and rejected money for a public grain silo and slaughterhouse, according to Tim Anderson, a political economy lecturer at the University of Sydney. He has written several papers on East Timor’s development.

It also turned down proposals for the government to provide research and advice to farmers and to supply seeds and fertilizer because, “such public sector involvement has not proved successful elsewhere,” according to a World Bank mission report that year.


Small Farms Ignored

At the time, there was already evidence that private entrepreneurs weren’t serving so-called smallholders, who the bank says make up 60 percent of the world’s 2.5 billion farm households.

A 1998 study by Michael L. Morris, then a senior economist and project coordinator with the International Maize and Wheat Improvement Center in El Batan, Mexico, found that private seed companies in Africa focused on supplying large commercial operations and “often ignored small-scale, subsistence-oriented farmers located in remote areas.” Morris, 53, is now the World Bank’s lead agriculture economist for the Africa region.

In its 2008 World Development Report, the bank acknowledged that limiting governments’ participation in agriculture had hurt small farmers — citing Morris’s 10-year-old study as part of the evidence.

“The expectation was that removing the state would free the market for private actors to take over these functions — reducing their costs, improving their quality, and eliminating their regressive bias. Too often, that didn’t happen,” the bank said in the report.

No ‘Evil Force’

In 2000, Wolfensohn defended the bank to critics. During a meeting at Prague Castle that year, he told an invited crowd of 300 activists, bankers and government officials: “You should not regard us as a black and evil force. Maybe we’ve gotten things wrong. I’m sure we have in many cases.”
The next year, several non-profit groups that had worked with the bank to study its loan conditions released a report saying that the policies “have undermined the viability of small farms, weakened food security and damaged the natural environment.”

In response to the criticism from the Structural Adjustment Participatory Review International Network, the bank issued its own analysis that listed successes as well as missteps. It concluded that the required changes in agriculture were too much, too soon.


Lessons Learned

“The lessons for future policies are that agricultural adjustments are complex and require a sequence of modest steps,” the bank said in the report.
In August 2004, James Adams, the World Bank’s head of operations policy, declared the end of structural adjustments.

“We have abandoned the prescriptive character of the old policy,” Adams said in a statement. At the same time, he said, the underpinnings of the Washington Consensus “remain important themes of economic policy.”

The next year, the bank demanded that Niger privatize its irrigation systems, according to a 2007 report by Eurodad, a Brussels-based coalition of 56 non-profit groups. The requirement “has seriously damaging effects on poor farmers’ access to a precious and scarce resource,” said the report, based on an analysis of the bank’s databases. In all, the group found economic policy conditions were attached to 71 percent of loans and grants.
The World Bank in May pledged $1.2 billion for a Global Food Response Program that’s designed to speed money to the neediest countries without the usual red tape. As of last month the Bank approved $364 million for 25 countries and $541 million more is designated for 10 others.

Trade Talks Stalled

Current Bank President Robert Zoellick, a former U.S. trade representative, has promised to double agriculture spending while touting free trade as a solution to rising food prices. Zoellick, 55, declined to be interviewed.

Poor countries remained skeptical of open markets during the latest round of World Trade talks in Geneva, in July. They insisted that they be allowed to raise tariffs to protect domestic agriculture, stalling the negotiations.

El Salvador, meanwhile, has invested about $240 million in agriculture since 2004. It now gives farmers a $30 bag of the seed of their choice and a $30 sack of fertilizer.

“The World Bank had a very short-term vision; it couldn’t have been more wrong,” said Mario Salaverria, El Salvador’s agriculture minister, as he inspected corn in Sonsonate province, about 50 kilometers (31 miles) west of San Salvador.

His country must regain self-sufficiency, he said. “We can stop using our cars because of price increases, but we can’t stop eating.”

01/10/2008 - 10:15h Salvador: Três embolados no primeiro turno

João Henrique (PMDB), CM Neto (DEM) e Walter Pinheiro (PT) dividem a liderança João Henrique tem 25%, ACM Neto tem 24% e Walter Pinheiro tem 22% dos VOTOS VÁLIDOS


Faltando cinco dias para o primeiro turno das eleições, continua indefinida a disputa pela prefeitura de Salvador. O candidato à reeleição pelo PMDB, João Henrique Carneiro, está com 25% das intenções de voto, ao lado de ACM Neto (DEM), com 24% e de Walter Pinheiro (PT), com 22%. Em comparação com o levantamento anterior, realizado nos dias 25 e 26 de setembro, o peemedebista oscilou dois pontos para cima (de 23% para 25%), o democrata oscilou dois pontos para baixo (de 26% para 24%) e o petista oscilou de 21% para 22%. Antonio Imbassahy, do PSDB, oscilou um ponto para baixo (de 15% para 14%). Hilton Coelho, do PSTU, manteve 4%. Votos em branco ou nulo totalizam 7%. Indecisos, 3%.

Considerando-se os votos válidos, João Henrique Carneiro tem 28% das intenções de voto. ACM Neto está com 27%, Walter Pinheiro, com 25%, Antonio Imbassahy tem 16% e Hilton Coelho está com 4%. Os votos válidos são aqueles utilizados nos resultados oficiais da Justiça Eleitoral, onde se excluem os brancos, os nulos e as abstenções. Para efeito de cálculo destes votos, o Datafolha exclui da amostra, além dos votos brancos e nulos, os eleitores que se declaram indecisos.

O Datafolha ouviu 992 eleitores na cidade de Salvador, nos dias 29 e 30 de setembro. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Na intenção de voto espontânea, também ocorre empate entre os três candidatos: ACM Neto foi de 17% para 18%, João Henrique Carneiro manteve os mesmos 16% da pesquisa anterior, e Walter Pinheiro passou de 16% para 15%. Antonio Imbassahy oscilou de 11% para 9%, Hilton Coelho teve uma oscilação de 2% para 1%. Outras respostas somam 5%, mesmo percentual dos que votariam em branco ou anulariam seu voto. O percentual de indecisos oscilou de 31% para 29%.

Número de Walter Pinheiro é o mais conhecido;
26% dos eleitores de Imbassahy podem mudar seu voto; ACM Neto seria o mais beneficiado

Do total de entrevistados em Salvador, 81% estão totalmente decididos em relação ao seu voto, contra 18% que ainda podem mudá-lo. No levantamento da semana passada, esses percentuais eram de 78% e 20%, respectivamente. Dos eleitores de ACM Neto, 86% não mudam mais o seu voto, percentual este que é de 84% entre os eleitores de Walter Pinheiro. No levantamento anterior esses índices eram de 79% e 81%, respectivamente. Entre os eleitores de João Henrique Carneiro, manteve-se o índice de 80%, e entre o eleitorado de Antonio Imbassahy, esse índice foi de 77% para 71%.

Entre os 19% dos eleitores de João Henrique Carneiro que ainda podem mudar o seu voto, 10% votariam em Walter Pinheiro. Entre os eleitores de Antonio Imbassahy que não estão totalmente decididos a votar no candidato (29%), 16% podem votar em ACM Neto. Dos eleitores de ACM Neto, 14% ainda podem mudar seu voto, percentual que é de 16% entre os eleitores de Walter Pinheiro.

O índice de eleitores soteropolitanos que sabem o número de seu candidato oscilou de 56% para 59%. Já 31% (eram 35%) não sabem ainda o número do candidato escolhido e 10% (eram 9%) responderam incorretamente.

O percentual dos eleitores de Walter Pinheiro que afirma conhecer seu número subiu de 70% para 78%, e dos eleitores de ACM Neto subiu de 62% para 67%. Já entre os eleitores de João Henrique Carneiro, o índice teve uma oscilação de 61% para 63%. Entre os eleitores de Antonio Imbassahy, caiu de 49% para 43% os que têm conhecimento de seu número.

Segundo turno indefinido em Salvador

Se houver uma situação de segundo turno entre João Henrique Carneiro e ACM Neto, os percentuais são de 46% para o candidato do PMDB, ante 41% do candidato do DEM. Votos brancos ou nulos somam 11%, indecisos são 2%. Na pesquisa de três dias atrás, os índices eram de 44% e 42%, respectivamente. Dos eleitores de Walter Pinheiro, 60% votariam em João Henrique Carneiro, contra 24% que votariam em ACM Neto. Entre os eleitores de Antonio Imbassahy, 33% dariam seu voto ao atual prefeito e 55% escolheriam o democrata.

Em simulação de segundo turno entre Walter Pinheiro e João Henrique ocorre empate: 42% para o petista e 41% para o peemedebista. Votariam em branco ou anulariam seu voto, 15%. Indecisos, 2%. Entre os eleitores de ACM Neto, 37% votariam em Walter Pinheiro, enquanto 35% votariam em João Henrique Carneiro. Dos eleitores de Antonio Imbassahy, 51% dariam seu voto ao candidato do PT, contra 33% que votariam no candidato do PMDB.

Numa terceira situação, entre Walter Pinheiro e ACM Neto, o petista venceria o democrata por 48% a 40%. Votos em branco ou nulos somam 11%, e 2% estão indecisos. No levantamento anterior os dois candidatos empatavam: 46% para o primeiro e 43% para o segundo. Do eleitorado de João Henrique Carneiro, 61% estariam com Walter Pinheiro no segundo turno, ante 25% que dariam seu voto a ACM Neto. Entre os eleitores de Antonio Imbassahy, esses percentuais são de 42% para o petista e de 47% para o democrata.

Ainda num outro cenário, que envolvesse ACM Neto e Antonio Imbassahy, os percentuais seriam de 40% para o candidato do DEM e de 39% para o candidato do PSDB. Votos brancos ou nulos totalizam 18%. Indecisos, 2%. Em relação à pesquisa anterior, houve uma oscilação dos dois candidatos: o democrata tinha 42% e o tucano, 38%. Nessa situação, dos eleitores de João Henrique Carneiro, 33% escolheriam ACM Neto no segundo turno, contra 41% que escolheriam Antonio Imbassahy. Já, entre os eleitores de Walter Pinheiro, 22% dariam seu voto a ACM Neto e 52% votariam em Antonio Imbassahy.

ACM Neto é o mais rejeitado; Walter Pinheiro, o menos rejeitado

O índice de rejeição de ACM Neto passou de 40% para 41%. Em seguida, aparecem três candidatos empatados: Antonio Imbassahy (foi de 30% para 33%), Hilton Coelho (de 36% para 32%) e João Henrique Carneiro (de 37% para 32%). Walter Pinheiro segue sendo o menos rejeitado (manteve 22%). Rejeitam todos os candidatos o mesmo índice dos últimos levantamentos (4%). O percentual dos que não rejeitam nenhum oscilou de 2% para 3%. Indecisos se mantiveram em 2%.

49% AVALIAM O GOVERNO DE JOÃO HENRIQUE CARNEIRO COMO REGULAR
Nota atribuída ao prefeito é de 5,4

O desempenho do prefeito de Salvador é considerado regular para metade do eleitorado: 49% (eram 46% na pesquisa anterior). Avaliam seu governo como ótimo ou bom, 24%, enquanto 25% o avaliam como ruim ou péssimo. No levantamento anterior, esses percentuais eram de 22% e 30%, respectivamente.

A nota média atribuída ao desempenho de João Henrique Carneiro oscilou de 5,1 para 5,4, numa escala de 0 a 10. Atribuem uma nota de cinco a dez, 73% (eram 69%).

Salvador, 30 de setembro de 2008.  Instituto Datafolha

30/09/2008 - 11:12h “Popularidade de Lula não é capaz de eleger postes”, diz governador da Bahia

Ruy Baron/Valor – 9/12/2005

Jaques: governador baiano mantém discurso conciliador em relação ao ministro Geddel Vieira Lima

Raymundo Costa, VALOR

Na reta final da campanha, a eleição embolou em Salvador, Bahia. Talvez mais que em qualquer outra cidade, o clima entre os aliados é tenso.

Os três dos dois candidatos cotados para passar para o segundo turno são da base de apoio do governo Luiz Inácio Lula da Silva e do governador Jacques Wagner: João Henrique, do PMDB, atual prefeito, e Walter Pinheiro, do PT. O terceiro é Antonio Carlos Magalhães Neto, ACM Neto, do DEM e herdeiro do carlismo.

Em poucos Estados a disputa pelo uso da imagem do presidente foi tão intensa, a ponto de levar o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), um dos fiadores da aliança PT-PMDB, ao ponto de ameaçar um rompimento com o governo. Jaques diz que não é de “esquentar” briga. Acredita na recomposição, apesar da “tensão” entre os aliados.

O governador da Bahia acha que não basta a popularidade para eleger “um poste”. É preciso haver sinergia com o eleitorado. “Há uma maximização da imagem do governador e do presidente da República, que eu acho que contam, mas não é uma coisa absoluta de o cara sair de zero para 60%!”, disse ao Valor, em conversa na sexta-feira. O petista também não vê o governador de Minas Aécio Neves como candidato pelo PMDB com o apoio de Lula. “Só se for na oposição”, diz.

A seguir, os principais trechos da entrevista:

Valor: O apoio do presidente e do governador desequilibra a eleição?

Jaques Wagner: Quando alguém diz ‘eu sou Lula desde criancinha’, quando é Lula só a partir do ano passado, as pessoas se dão conta. Até porque eu acho que as pessoas lêem errado as pesquisas. Quando ela diz assim: 60% dos eleitores dizem que o apoio do presidente Lula é benéfico, o que eles estão dizendo é que, para 66% do eleitorado, saber que o candidato que ele escolheu é aliado do presidente Lula, aumenta a vantagem dele em 60%. Mas é o que eu digo aqui é que 60% de 1% é 0,6%. Então o cara sairá de 1% para 1,6%. É que as pessoas querem ler assim: se o presidente Lula botar a mão eu saio de zero para 60%. O que não é verdade.

Valor: Não é automático.

Wagner: Não existe isso. É óbvio que quando você cria uma sinergia, quando há uma consciência coletiva, as pessoas raciocinam assim: eu vou votar nesse cara que ele é amigo do governador, é amigo do presidente e não é um babaca, para falar um termo bem objetivo. Agora, se o cara for um babaca, diz assim ‘pô Lula, você vai me perdoar mas nesse aí eu não voto não’. Então não funciona aquela idéia de eu ‘elejo um poste’. Não existe isso.

Valor: No entanto, o senhor acha que o PT vai crescer mais que os outros.

Wagner: Com essa identificação do 13, eu acho que os candidatos do PT ganham mais que os outros. Não é em detrimento dos outros.

Valor: O fato é que há reclamação. Como é que a base vai chegar em Brasília para as votações?

Wagner: Óbvio que a volta é uma volta com pontos de tensão. Não tem como. Toda eleição, evidente que mais na eleição municipal, não é um mar de rosas. A lógica municipal é mais intensa que a estadual e que a nacional. O que está em jogo agora? Os deputados estaduais e federais lutam fortemente para a eleição do seu prefeito, e isso na contabilidade dele significará uma posição melhor para a eleição dele em 2010. É essa a briga. E o governador? O prefeito pesa X para deputado estadual e federal e pesa um pouco menos para governo do estado e presidente da República. Evidente. Isso porque ele consegue muito mais coordenar o voto para deputado estadual e federal.

Valor: Mas a eleição de prefeitos agora não dará uma base melhor para a eleição do presidente e de governador de 2010?

Wagner: A população está estabelecendo uma lin ha direta entre ela e os cargos majoritários, principalmente governador e presidente da República. Vou dar o meu exemplo: eu tinha 50 prefeitos em 417. E ganhei na faixa de 230 cidades. Significa que nem os prefeitos que trabalharam contra convenceram a população. Eu não estou menosprezando, evidentemente que ele é um elemento da política, e da base de apoio, mas ele pesará muito mais na eleição de deputado estadual e federal, eventualmente na de senador, do que na de governador e presidente da República.

Valor: Por quê?

Wagner: Eu me convenço cada vez mais que as pessoas não querem intermediário para escolher governador e presidente. Por que dá tensão? Dá uma tensão maior aqui e vai dar uma tensão menor em nível nacional. É uma coisa até curiosa: onde você vai e ganha, em geral o cara vai dizer que foi ele que ganhou. Onde você não vai e o cara perde, ele vai dizer que você é que foi o culpado pela derrota dele.

Valor: A base fica unida?

Wagner: Está todo mundo mais maduro e todo mundo dá importância a estar participando de um projeto, até agora, exitoso, que é o do presidente Lula, em nível nacional, e na Bahia. até agora, a gente está bem. Então eu não acho que vá haver alguma sangria desatada.; Agora é fato que haverá uma tensão pós eleitoral normal. Eu, por exemplo, estou tentando ser o mais equilibrado possível. Há uma maximização da imagem do governador e do presidente da República, que eu acho que contam, mas não é uma coisa absoluta de o cara sair de zero para 60%. Quando está pau a pau, digamos um está com 40% e outro está com 38%, aí eu concordo que pode fazer a diferença.

Valor: O senhor e o ministro Geddel saem como entraram nessa eleição?

Wagner: Temos um ponto de conflito que foi produzido por alguém que não era meu nem dele, que é o prefeito atual, que foi eleito pelo PDT, com vice do PSDB, e baixíssima participação do PMDB, que não tinha nem interesse em ficar no governo. Tinha lá uma secretaria marginal. De repente, quando o cidadão viu que estava com problemas de sobrevivência política, ele teve de sair de um partido pequeno e procurar um partido maior para se abrigar. Ele é muito midiático. Eu até gosto dele, não é um mau caráter, não é um larápio, mas é um cara confuso. Confuso na política e confuso na gestão. Ele precisava de tempo de televisão. Quis vir para o meu partido, coisa que eu recomendei.

Valor: Mas o PT não quis?

Wagner: O vício do cachimbo deixa a boca torta. A gente vai amadurecendo mas alguns vícios vez por outra aparecem. Então apesar de o governador dizer: ‘rapaz, põe o cara pra dentro. A gente já está no governo, põe logo o cara no PT’, o meu partido não acolheu a minha sugestão, o pedido de seu governador. E ele acabou indo para o PMDB. Ao ir para o PMDB gerou então um pólo de tensão. Não por culpa dele, por culpa da conjuntura. Geddel e o PMDB receberam esse presente – tinham pouquíssima coisa em Salvador e ganharam um prefeito e uma prefeitura, como máquina política para fazer a operação da política, no bom sentido. É óbvio que gostariam de ter todo mundo em torno deles. Então lutaram por isso. Eu defendi a tese da minha base de sustentação (um candidato só), pelo menos na capital. As pessoas não se convenceram. Até porque diziam que ele é ruim de compromisso. O pessoal de pesquisa dizia que ele tinha dificuldade de ir até para o segundo turno. O argumento é que era melhor não jogarmos com uma hipótese só e perdermos para o PFL. A outra hipótese era o Imbassahy, com quem eu tenho relação. Mas isso não animava muita gente exatamente porque era um alinhamento com o PSDB nacional e as pessoas aqui não tinham interesse óbvio nessa aproximação. Quando acabar a eleição tem um rescaldo a ser tratado. E eu tenho que ficar administrando esse conjunto todo.

Valor: A base se mantém até 2010?

Wagner: Político é um animal objetivo, que eu dividiria em dois tipos: uns um pouco mais programáticos e outros, vamos dizer assim, mais conjunturais. Quem é mais programático, tende a continuar, apesar de ter havido um estremecimento com o chamado bloquinho (a união congressual de PSB, PCdoB e PDT). Mas eu acho que diminuiu essa tensão. Já vinha diminuindo antes, com a solução de São Paulo (a indicação de Aldo Rebelo para vice de Marta Suplicy). A relação do Eduardo Campos (governador de Pernambuco e presidente do PSB) com o presidente é excepcional. O episódio de Minas, por mais que localmente tenha ha reflexos no PT – e há um rescaldo a ser cuidado internamente – , do ponto de vista externo da relação dos aliados o PT acabou marcando um tento positivo, porque bem ou mal apoiou um candidato do PSB com interligação do PSDB, o que mostra que, aos trancos e barrancos, o PT também consegue apoiar os outros.

Como senhor vê a questão de Minas?

Wagner: Internamente ainda tem muita coisa a ser trabalhada. Ficou a tensão com o Fernando Pimentel, vem a eleição para governador e ele evidentemente é um nome. Há insatisfações que terão de ser aparadas. Eu não sou de Minas e não quero me meter, mas o problema parece sido mais de método mesmo.

Como encaixar esse grupo no plano da sucessão federal.?

Wagner: Eu acho que a administração que foi feita em Minas, é óbvio que ela sempre terá contornos nacionais, mas na minha opinião ela terá muita influência na questão estadual. Eu acho que o Fernando e o Eduardo não têm peso para influir na questão interna do PSDB. Portanto não têm peso para ajudar o Aécio a ser o candidato do PSDB. Também não vejo nenhuma hipótese de o Aécio ser candidato em composição, vamos dizer, como Eduardo Campos, o PSB. A relação do PSB com o presidente é excepcional. O Ciro Gomes, o Eduardo. Então, sinceramente, eu não consigo ver a tal história de o Aécio vir ao PMDB para virar candidato, só se for para ser candidato contra o candidato do presidente Lula.

A eleição de São Paulo prova que não há como ter dois candidatos da situação?

Wagner: Se o presidente Lula desembarca em 2010 extremamente bem avaliado, e coloca uma candidatura à sucessão que mostre fôlego, não acho que os aliados atuais queiram sair fora. Tendo uma candidatura boa,. a tendência é manter isso tudo junto.

Valor: O PT vai para o segundo turno em Salvador?

Wagner: De há muito esta é a primeira eleição de Salvado equilibrada. Está dando o que eu imaginava: Neto tem o público deles (carlismo, que está na casa entre 23% e 25%, não cai mas também não sobe, que foi o índice do último candidato deles (César Borges); Imbassahy perde fôlego…

Valor: E foi abandonado pelos tucanos?

Wagner: Pelos daqui não, pelo Serra (José, governador de São Paulo) não, mas pelos outros talvez sim, porque ele está numa posição meio autônoma em relação ao comando nacional. Pinheiro está crescendo, e aí vamos ver. Qualquer dois dos quatro pode ir.

Valor: Para o governador seria mais fácil administrar uma disputa Neto-Pinheiro, não é?

Wagner: Politicamente, se forem dois aliados para o segundo turno a mensagem política é positiva, e a administração é difícil.

27/09/2008 - 11:27h Três candidatos agora lideram em Salvador

ACM Neto, João Henrique e Walter Pinheiro estão tecnicamente empatados a menos de dez dias da eleição


ACM Neto,
  Imbassahy, João Henrique  e Walter Pinheiro

LUIZ FRANCISCO DA AGÊNCIA FOLHA,EM SALVADOR

O deputado federal Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM), o prefeito João Henrique Carneiro (PMDB) e o deputado federal Walter Pinheiro (PT) dividem a liderança na disputa pela Prefeitura de Salvador, a menos de dez dias para o primeiro turno da eleição.

Pesquisa Datafolha realizada entre quinta-feira e ontem mostra que o candidato democrata tem25%das intenções de voto, contra 23% do peemedebista e 21% do petista.

Em relação ao último levantamento, ACM Neto oscilou dois pontos para baixo e o peemedebista e o petista oscilaram um ponto para cima cada um.

Antonio Imbassahy (PSDB) e Hilton Coelho (PSOL) também oscilaram um ponto para cima e passaram, respectivamente, para 15% e 4%.

Foram ouvidos 1.008 eleitores e a margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. De acordo com a pesquisa, 6% dos eleitores pretendem votar em branco ou nulo e 5% estão indecisos.

Na intenção de voto espontânea, ACM Neto aparece com 17% (oscilou dois pontos para baixo), João Henrique tem16% (subiu quatro pontos em relação ao último levantamento) e Walter Pinheiro manteve os 14% da pesquisa anterior.

O Datafolha também simulou um eventual segundo turno entre os candidatos que aparecem à frente na pesquisa.

Entre João Henrique e ACM Neto, ocorre empate técnico: o peemedebista teria 44%, contra 42% do democrata. Caso o segundo turno aconteça entre Walter Pinheiro e ACM Neto, há um novo empate: o petista teria 46% dos votos, contra 43%. EntreACMNeto eImbassahy, mais umempate:42%para o candidato do DEM, contra 38%parao tucano.

Segundo o Datafolha, ACM Neto (40%) e João Henrique (37%) continuamsendo os candidatos mais rejeitados, ao lado de Hilton Coelho (36%), do PSOL. Em seguida aparecem Antonio Imbassahy, que passou de 27% para 30%, e Walter Pinheiro, que também teve o seuíndice derejeição aumentado – passou de 18% para 22%.

“O cenário é imprevisível. Não dá para afirmar quem vai disputar o segundo turno”, disse Mauro Paulino, diretor do Datafolha. O instituto perguntou também se os eleitores de Salvador estãodecididos emrelação ao seu voto – 78% responderam que não mudam de candidato, enquanto 20% afirmaram que podem alterá-lo.

Avaliação do prefeito Para 46% dos entrevistados, o desempenho de João Henrique à frente da prefeitura é regular, o que representaumaoscilação de três pontos para cima.

Outros 22% avaliam a sua administração como ótima ou boa (queda de quatro pontos) e 30% acham péssimo o governo do peemedebista (aumento de dois pontos).Amédia atribuída a seu desempenho é de 5,1.

19/09/2008 - 09:49h Petista sobe e disputa 2º lugar em Salvador; ACM Neto segue em 1º

ACM Neto,  Imbassahy, João Henrique  e Walter Pinheiro

LUIZ FRANCISCO – FOLHA SP

DA AGÊNCIA FOLHA, EM SALVADOR

Pesquisa Datafolha realizada anteontem e ontem mostra que a disputa pela Prefeitura de Salvador ficou mais acirrada. O deputado federal Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM) lidera com 27% das intenções de voto, mas oscilou um ponto percentual para baixo em relação ao levantamento anterior.

Em segundo lugar vêm o prefeito João Henrique Carneiro (PMDB), com 22% (oscilou um ponto para cima), e o deputado federal Walter Pinheiro (PT), com 20% -o petista subiu quatro pontos em relação à pesquisa anterior (a margem de erro é de três pontos percentuais).

Em relação à última pesquisa, o ex-prefeito Antonio Imbassahy (PSDB) perdeu quatro pontos e caiu para 14%, enquanto Hilton Coelho (PSOL) permanece com 3%. Segundo a pesquisa, os eleitores que pretendem votar em branco ou anular somam 9%, enquanto os indecisos somam 5%. O Datafolha ouviu 830 eleitores.

ACM Neto tem a maior rejeição, com 36%, seguido de João Henrique, com 33%. Imbassahy tem 27% e Pinheiro, 18%.

O Datafolha também simulou um eventual segundo turno entre os candidatos mais bem colocados e constatou um empate em todas as disputas.
Caso o segundo turno seja disputado entre ACM Neto e João Henrique, o democrata teria 43% das intenções de voto, ante 42% do peemedebista. No confronto entre ACM Neto e Walter Pinheiro, cada um teria 43%. Já uma eventual disputa entre ACM Neto e Imbassahy daria 42% ao democrata contra 40% do ex-prefeito.

“Dos três candidatos mais bem avaliados, ACM Neto é o que tem mais chances de disputar o segundo turno porque mantém estabilidade desde o começo das pesquisas”, disse Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha. Paulino lembrou, porém, que o índice de rejeição do deputado é o maior.
Para 44% dos eleitores entrevistados pelo Datafolha, ACM Neto vencerá as próximas eleições. Outros 16% acreditam na reeleição de João Henrique Carneiro, enquanto 14% confiam em Walter Pinheiro e 13%, em Imbassahy.

ACM Neto tem melhor desempenho entre eleitores entre 25 e 34 anos (34% da preferência). João Henrique vai melhor entre os que têm renda familiar de até dois salários mínimos (25%) e os mais jovens (25%). Pinheiro tem a sua melhor avaliação entre as pessoas entre 35 e 44 anos (24%) e com ensino superior (27%). Já Imbassahy obtém bom desempenho entre eleitores com mais de 60 anos (21%) e entre os que apresentam as maiores rendas (27%).

14/09/2008 - 23:03h Procura-se a oposição a Lula. Alckmin já aderiu

 

http://www.thx.blogger.com.br/AlckminLulaDebateDois.jpg

Blog de Noblat

Você viu a oposição por aí? Em qualquer lugar?

Não se avexe. Você não está cego. A oposição ao governo desapareceu. Escafedeu-se. Saiu de cena porque Lula não pára de crescer e porque ela não tem nada de novo a propor.

A eleição municipal ainda dá uma chance à oposição de apresentar sugestões para administrar melhor as cidades. Desde naturalmente que não pareça que ela ousa esboçar qualquer tipo de crítica a Lula ou ao seu governo. Proceder assim seria um desastre, teme a oposição.

Tem candidato (ACM Neto, em Salvador) ladeira à baixo nas pesquisas de intenção de voto só porque ameaçou dar uma surra em Lula. A ameaça foi feita há três anos. E não passou de uma infeliz bravata.

Sem perder a elegância que ele não é disso, Geraldo Alckmin, candidato a prefeito de São Paulo pelo PSDB, pôs um vídeo na tv onde critica o PT, mas poupa Lula. Ou melhor: avaliza Lula.

28/08/2008 - 11:15h Sobra PT e falta PSDB na TV em Salvador

Alan Marques/Folha Imagem – 30/7/2008
Serra: governador de São Paulo gravou imagens para as campanhas de Curitiba, Porto Alegre e Teresina

Raquel Salgado – VALOR

Depois de usar a imagem do governador Jaques Wagner (PT) apoiando sua candidatura na convenção do PSDB e de frisar que tem a simpatia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o candidato tucano à Prefeitura de Salvador, Antonio Imbassahy, duas vezes prefeito, dificultou uma possível participação do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), no horário eleitoral. Por ora, a coordenação da campanha não pensa em usar sua imagem.

Além de São Paulo, Serra só apareceu, até agora, no programa do deputado Fernando Gabeira, candidato da coligação PV-PSDB-PPS à Prefeitura do Rio. Serra, assim como o governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), já gravaram para a campanha à reeleição do prefeito Beto Richa, em Curitiba, assim como para a campanha de Nelson Marchezan Júnior, candidato do PSDB em Porto Alegre. Serra também gravou para a campanha tucana em Teresina.

Sua situação poderá se complicar. “Além de não ter hoje um mandato como os outros candidatos, não pode contar com um apoio muito militante do PSDB”, diz Paulo Fábio Dantas Neto, diretor do Centro de Recursos Humanos da Universidade Federal da Bahia (UFBA) que estuda há anos a política baiana. No segundo turno, contudo, Imbassahy se fortalece, pois é pouco rejeitado pela população e se apresenta ao eleitorado como uma boa segunda opção.

Na avaliação de Dantas Neto, não é apenas a aproximação de Imbassahy com Wagner e Lula que impede a participação de Serra no pleito soteropolitano. Mesmo sendo muito próximo de um tucano de destaque na política local e nacional, o deputado federal Jutahy Magalhães Junior, Serra precisa ser pragmático e pensar em um palanque competitivo na Bahia em 2010. “A solução mais provável é que o PSDB marche com o Democratas, o que limita os movimentos de Serra neste ano”, diz. Há ainda a aproximação de ACM Neto com Serra e Aécio, que o vêem como um aliado promissor.

Serra, por sua vez, não é grande angariador de votos em Salvador. Na eleição presidencial de 2002 obteve apenas 4,6% dos votos válidos no º turno e 10,6% na segunda etapa.

Depois de evitar maiores comparações com seu falecido avô, o deputado federal e candidato do Democratas, Antonio Carlos Magalhães Neto, resolveu resgatar não só a imagem do senador ACM, mas também reforçar sua campanha com a presença de outros carlistas: a do hoje senador, César Borges, e a do ex-governador da Bahia, Paulo Souto.

“Veja o que o Democratas e o PR já fizeram por Salvador”, diz o narrador do programa de ACM Neto. Uma seqüência de imagens de ruas, avenidas, parques, além de uma maternidade e de jornais anunciando a vinda da Ford para o Estado são apresentadas seguidas por frases que lembram muito uma antiga campanha de Paulo Maluf. A cada obra, um coro diz: “Foi ACM que fez”, “Foi Paulo Souto que fez”, “Foi César Borges que fez”.

Imbassahy e ACM Neto disputam faixas parecidas do eleitorado. O tucano já foi um dos quadros do antigo PFL e foi graças ao apoio carlista que chegou à prefeitura da capital em 1992. Apesar de seguir bem colocado nas pesquisas, Imbassahy caiu de 27% para 18% na última pesquisa Ibope por encomenda da Rede Bahia, da família Magalhães.

O candidato do PT, o deputado federal Walter Pinheiro, após ter arrancado no Ibope, chegando a 13% das intenções de voto (antes tinha 6%), vai ter, já no 1º turno, uma grande ajuda de Wagner. Depois de afirmar que permaneceria eqüidistante no º turno, pois três dos cinco candidatos são da base aliada de seu governo, Wagner decidiu gravar participações no programa de Pinheiro.

O atual prefeito, João Henrique Carneiro (PMDB) tem usado a parceria com Lula e com o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima. Com a desvantagem de ter sua administração atacada por todos os candidatos, o peemedebista partiu para o confronto. O alvo preferido é Imbassahy que, segundo ele, teve oito anos de mandato e não fez nem metade do que João fez em menos de quatro. O prefeito, que tem 15% das intenções de votos, preocupa-se também com a evolução de Pinheiro. Ambos se apresentam como próximos a Lula e Wagner e opositores ao modo carlista de se fazer política. (Colaboraram Ana Paula Grabois, do Rio; Marli Lima, de Curitiba; Sérgio Bueno, do Rio Grande do Sul, e Cesar Felício, de São Paulo)

26/08/2008 - 08:47h De olho na Copa-14, 7 museus recebem R$ 2 milhões

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Museu Nacional de Belas Artes – RJ

Ministérios do Turismo e da Cultura investem para melhorar estrutura e divulgação das instituições

Clarissa Thomé – O Estado de São Paulo

Sete museus de Estados que são candidatos a sediar os jogos da Copa do Mundo de 2014 vão receber, neste ano, R$ 2 milhões dos Ministérios do Turismo e da Cultura para sua reestruturação. A idéia é transformar esses museus em atrações para turistas estrangeiros que virão ao País e ampliar a visitação nacional.

O programa de qualificação de museus para o turismo – que tem como mote “Museu – Descubra um na sua próxima viagem” – prevê o treinamento de profissionais de turismo e dos funcionários das instituições, melhoria nos espaços de exposição, aquisição de equipamentos e mobília, divulgação dos museus, panfletos e identificação trilíngüe de obras (português, espanhol e inglês) além de desenvolvimento de roteiros turísticos em que esses museus estejam inseridos.

Serão beneficiados os museus de Arte Sacra da Universidade Federal da Bahia (UFBA), na Bahia, a Casa das Artes do Divino, em Goiás, o Museu da Inconfidência, em Minas Gerais, o Museu Emílio Goeldi, no Pará, o Museu do Homem do Nordeste, em Pernambuco, o Museu Nacional de Belas Artes, no Estado do Rio, e o Museu Oceanográfico, no Rio Grande do Sul.

DIVERSIFICAÇÃO

“No mundo todo há uma potencialização do museu como atrativo turístico. Infelizmente, isso ainda não acontece no Brasil como gostaríamos. Esse programa é uma primeira iniciativa no sentido de aproximar os museus brasileiro do turismo, melhorar o receptivo desses museus, diversificar os roteiros turísticos. Sol e praia não podem ser as únicas atrações”, disse o ministro do Turismo, Luiz Barretto. Um dos objetivos do programa é ampliar o número de visitas aos museus.

O ministro interino da Cultura, Juca Ferreira, que toma posse na quinta-feira, em substituição a Gilberto Gil, lembrou que as instituições já estão recebendo investimentos para o reforço da segurança, antes mesmo do programa de qualificação. “A segurança dos museus não depende deste programa. Já estamos fazendo investimentos, até mesmo atraindo a iniciativa privada, com incentivos da Lei Rouanet. Temos como meta dotar rapidamente nossos museus de estrutura de segurança que nos permita superar a vulnerabilidade que a gente tem hoje”, disse. Ele citou como exemplo o Museu Nacional de Belas Artes, um dos contemplados pela parceria entre os ministérios, e que já recebeu equipamentos de segurança.

OS MUSEUS

Museu de Arte Sacra:
Aberto em 1958, há no acervo esculturas de madeira e barro e coleção de marfim dos séculos 17 e 18, além de prataria, móveis e pinturas. Salvador (BA). Site: www.mas.ufba.br

Museu da Inconfidência:
Criado em 1938, tem documentos relativos à Inconfidência Mineira, como o volume original com a sentença de Tiradentes. Ouro Preto (MG). Site: www.museudainconfidencia.iphan.gov.br

Museu Emilio Goeldi: Fundado em 1866, tem importante acervo etnográfico e arqueológico, além de coleções de estudos de botânica, zoologia e geologia. Belém (PA). Site: www.museu-goeldi.br

Museu do Homem do Nordeste: Criado em 1979, surgiu a partir das idéias de Gilberto Freyre, que defendia um Museu de Etnografia sertaneja. Reúne acervos oriundos dos museus de Antropologia, de Arte Popular e do Açúcar. Recife (PE). Site: www.fundaj.gov.br

Museu Nacional de Belas Artes:
Criado em 1937, teve origem nas obras trazidas de Portugal por d. João VI, em 1808. São pinturas, gravuras, esculturas de Auguste Rodin, Pablo Picasso, Joan Miró e muitos outros. Rio de Janeiro (RJ). Site: www.mnba.gov.br

Museu Oceanográfico: Fundado em 1953, mantém exposição sobre o oceano, com maquetes e aquários. A coleção de moluscos tem 51 mil lotes. Rio Grande (RS). Site: www.museu.furg.br/museu_oceanografico.html

Casa das Artes do Divino: Não há informações sobre o museu no Sistema Brasileiro de Museus. Pirenópolis (GO)

07/05/2008 - 15:18h Governo da Bahia lança São João como produto turístico nacional

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de esq. a dir. Fatima Wagner, primeira-dama da Bahia, Domingos Leonelli, secretário de turismo (Bahia), Jaques Wagner governador do Estado e Marta Suplicy, ministra do Turismo

 

São Paulo (06/05) – A ministra do Turismo, Marta Suplicy, disse, hoje à noite, durante o lançamento dos festejos de São João como produto turístico nacional, evento realizado pelo governo da Bahia, em São Paulo, no Armazém da Vila Olímpia, que “a Bahia faz mais um gol”. “O Forró é extremamente apreciado e a possibilidade de levar turistas para Ilhéus, Porto Seguro e Salvador, numa época em que menos turistas viajam para essas regiões, é uma descoberta”, afirmou.

Segundo a ministra, a parceria do governo da Bahia com a CVC fará “com que a roda do turismo e a da economia gire”. “Temos a expectativa de que aconteçam 1.700 viagens de ônibus no Estado e 417 municípios estejam festejando.”

A estratégia do governo da Bahia de ir a São Paulo para realizar o lançamento foi considerada mais um acerto, uma vez que se trata do maior emissor de turistas para o Estado. A ministra também observou: “O Carnaval da Bahia já é referência nacional, e o forró nós podemos construir. E é preciso dizer que a Bahia tem sido pioneira em coisas muito diferentes, como, por exemplo, no turismo étnico de afro-descendentes, que o Ministério está ajudando.”

A ministra lembrou que o governador Jacques Wagner tem procurado atrair mais vôos dos Estados Unidos para a Bahia e que a secretária de estado norte-americana, Condollezza Rice, quando esteve no Estado, também disse que se empenharia por isso. Resumindo o que pensa, a ministra enfatizou: “O fato é que a Bahia tem características especiais, e algumas só ela tem.”

O governador Jacques Wagner destacou que o Ministério do Turismo tem sido parceiro da Bahia. E que é importante o estímulo para que se faça mais um produto baiano, para o turismo brasileiro. De acordo com Jacques Wagner, as comemorações de São João envolvem 417 municípios e mais fortemente próximo de 100, onde há festas organizadas pelas prefeituras.

“Esta é uma época boa para a gente lançar um novo produto porque, tenho certeza, o paulista, o carioca e o goiano vão gostar de ter, em Salvador, a praia, o sol, mas também de contar com a possibilidade de ouvir uma quadrilha, ou um trio, de dançar a quadrilha, ou de comer milho cozido e de viver uma tradição belíssima. São João é uma festa que se espalha por toda a Bahia. Além do Axé, de Gilberto, de Glauber, de Caetano, também temos forrozeiros importantes, que tocam um belo acordeon, um triângulo e uma zabumba”, enumerou Jacques Wagner.

Fonte MinTur

11/04/2008 - 03:16h Tapping Brazil’s growing tourism industry

By Polya Lesova, MarketWatch

SALVADOR, Brazil (MarketWatch) — This beautiful coastal city rewards visitors with a variety of intense experiences.

In a single day, you can stroll back in time along the cobblestone streets of the historic Pelourinho district and take in its blend of restored and decaying colonial architecture. You can grab a bite of such typical Bahian foods as acaraje, ground black-eyed peas deep fried in dende oil and served with dried shrimp. After a leisurely afternoon soaking up the sun at the beach, you can savor a folklore show exemplifying the distinctive African-tinged culture of Bahia, including the capoeira martial-arts dance brought to Brazil by Angolan slaves.

For tourism entrepreneurs, such as the executives of Invest Tur, a start-up company engaged in tourism-oriented real-estate development, Bahia holds tremendous untapped potential.

“Brazil has an incredible mixture of natural beauty, [pleasant] climate, a welcoming population and a vast number of different cultural attractions,” said Carlos Novis Guimaraes, chairman of Invest Tur’s board.

“From the Amazon to tropical forests to colonial history to beaches, it’s a myriad of natural and very high-level attractions that have been vastly underdeveloped.”

These attractions, combined with a very positive macroeconomic view of Brazil, encouraged Guimaraes and his partners to launch Invest Tur.

In addition, soccer-mad Brazil is gearing up to host the 2014 World Cup, which will accelerate tourist inflows and speed up investment in tourism and infrastructure.

Last July, Invest Tur raised about $500 million in an initial public offering. Its revenue comes from the development and sale of second homes, as well as from co-development and co-ownership of resorts.

Invest Tur buys land and then builds luxurious hotels and second homes. It has about 15 projects in its portfolio. Txai Resort Itacare in Bahia is currently the lone hotel the company has in operation; other projects are in various stages of development.

(mais…)

07/04/2008 - 07:47h Transporte urbano mobiliza debate eleitoral

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Caio Junqueira, Sérgio Bueno, Vanessa Jungerfeld, Carolina Mandl e Ivana Moreira, de São Paulo, Porto Alegre, Florianópolis, Recife e Belo Horizonte

VALOR

No ano em que o trânsito bateu sucessivos recordes de congestionamento em várias capitais do país, o transporte urbano deve se transformar num dos mais acirrados temas de debate da campanha eleitoral. Desde as últimas eleições municipais, a frota nacional de veículos cresceu 27%. Esse crescimento, impulsionado pelo financiamento facilitado, levou a mais municipal das políticas públicas, o transporte público, a deixar de ser um problema exclusivo das faixas de renda que dele dependem para se transformar também numa preocupação de classe média.

Com quase seis milhões de veículos nas ruas, São Paulo terá um debate marcado pela radicalização da disputa política. Os três principais partidos que pretendem lançar candidato -PT, PSDB e DEM- participaram de maneira direta ou indireta da administração da cidade nos últimos dez anos e já buscam culpados pela situação. A discussão programática deve ceder lugar à troca de farpas e busca de culpados pela situação, que, calcula-se, gera um prejuízo anual que o economista da Fundação Getúlio Vargas, Marcos Cintra, calcula em R$ 30 bilhões.

Dos três, o PT, que deve lançar candidata a ministra do Turismo, Marta Suplicy, prefeita entre 2001 e 2004, é o que se julga em posição mais confortável para atacar tanto a provável candidatura do tucano Geraldo Alckmin, que governou o Estado de 2001 a 2006, quanto do prefeito Gilberto Kassab (DEM), que deve tentar a reeleição. “Nossas críticas à gestão Serra-Kassab se basearão em não terem dado continuidade aos corredores de ônibus que a Marta introduziu. E só foram se preocupar com trânsito após os recordes de engarrafamento. Já Alckmin participou dos 12 anos dos tucanos no Estado e foi o que menos fez metrô”, afirma o presidente municipal do PT, vereador José Américo.

Secretário de Transportes Metropolitanos na gestão Alckmin e atual presidente da Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano, Jurandir Fernandes é o principal técnico em transportes ligado aos tucanos. Para ele, o futuro prefeito terá de investir em corredores de ônibus, mas corredores “de verdade”. “Tem que ser exclusivos mesmo, sem taxi, autoridades ou polícia, não parar nos cruzamentos e ter possibilidade de ultrapassagem.”

Sobre as críticas à gestão Alckmin, Fernandes diz que se trata de “oportunismo político”. “Temos 20 km de linhas que ficarão prontas até 2010. Tem que considerar não linhas inauguradas, mas colocadas em obras. Retomamos a linha 2 e demos início à linha 4 do metrô, além da linha de trem de Osasco a Grajaú.”

Kassab vai explorar o aporte de recursos no metrô – o que a Prefeitura de São Paulo não fazia há 30 anos – que pode vir a chegar a R$ 1 bilhão, além da ampliação em duas horas do rodízio de veículos na cidade.

No Rio, há cerca de 240 novos veículos a mais circulando diariamente na cidade, em um espaço limitado geograficamente pelo mar e pelas montanhas. Para o secretário municipal de trânsito, Arolde de Oliveira, os candidatos precisarão se ater em especial ao intenso crescimento mobiliário e comercial das regiões que agregam Jacarepaguá, Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes. “Há novos pólos de tráfego que não estavam previstos nos planejamentos urbanos anteriores. Todas as vias chegaram ao limite. Esgotaram-se as possibilidades de duplicação”, diz.

Como exemplo, cita o túnel Rebouças, inicialmente projetado para 80 mil veículos diários e por onde hoje passam mais de 200 mil; e a linha amarela, projetada para menos de 100 mil e hoje com fluxo de 200 mil veículos/ dia. “As obras que devem centrar o debate nesta área são algumas poucas duplicações, além da criação de corredores de ônibus e aquisição de ônibus interligados.” O secretário também aponta o alto índice de idosos na cidade como fator que piora o tráfego. “Há cada vez mais idosos se habilitando a dirigir. E eles dirigem com mais cautela, os reflexos já não são os mesmos. Acabam dirigindo mais devagar.”

Na capital gaúcha, a velocidade média dos ônibus nos corredores chega a 23 km/ h, quase 30% acima do melhor desempenho registrado em São Paulo. “Porto Alegre vive uma situação razoavelmente confortável”, afirma o secretário de Mobilidade Urbana, Luís Afonso Senna. Segundo ele, a velocidade nos corredores de ônibus vem se mantendo estável. Ainda assim, melhorar o transporte coletivo para estimular a redução do uso dos automóveis e evitar, no futuro, a necessidade de rodízio é a bandeira comum aos candidatos. Todos também defendem a construção do metrô.

Uma das metas do prefeito José Fogaça (PMDB), possível candidato à reeleição, é implantar os “Portais da Cidade”, que prevêem a construção de três estações de transbordo de onde partirá uma linha tronco para atender a área central da cidade.

Para a candidata do PT à prefeitura, a deputada federal Maria do Rosário, é preciso reverter a redução do número de usuários do sistema, de 33 milhões para 25 milhões por mês nos últimos dez anos. Rosário defende a criação de linhas que ligam bairros entre si sem passar pelo centro, maior freqüência dos ônibus, um controle mais rigoroso das planilhas de custos das empresas e até a ampliação de subsídios para, por exemplo, portadores de deficiência.

A deputada federal Luciana Genro (PSOL) defende uma auditoria nas planilhas de custos para verificar se as margens de lucro das empresas não estão “exageradas”. Segundo ela, de janeiro de 2001 a agosto de 2007 (sem incluir o reajuste de fevereiro deste ano) as tarifas subiram 114%, enquanto o IPCA aumentou 59%. A deputada admite ainda conceder isenção aos trabalhadores desempregados com subsídio integral para evitar impacto nos preços pagos pelos demais usuários.

Candidata pelo PCdoB, a deputada federal Manuela D’Ávila também vê na implantação do metrô uma “pauta urgente” para a futura administração, desde que combinada com o sistema de ônibus e ciclovias. Melhorar o conforto e a freqüência dos ônibus, qualificar os profissionais do setor e exigir mais investimentos das empresas são propostas do candidato do DEM, o deputado federal Onyx Lorenzoni.

Em Florianópolis, as últimas pesquisas da prefeitura apontam a questão viária como uma das principais preocupações da cidade. O prefeito Dário Berger (PSDB), candidato à reeleição, criou a tarifa única e fez algumas obras que melhoraram o fluxo de veículos. Entretanto, a cidade ainda carece de transporte marítimo em ligações importantes entre a ilha e o continente, hoje feita por duas pontes: Colombo Salles e Pedro Ivo Campos. A ponte Hercílio Luz, cartão postal de Florianópolis, está desativada. Além da falta de transporte marítimo, Florianópolis não possui um sistema cicloviário. Há trechos de ciclovias, que dificilmente se conectam. Para a oposição, Berger não fez investimentos necessários. “É visível que os acessos à cidade estão saturados. Essa ligação não recebe investimentos desde a década de 90, quando foi inaugurada a última ponte”, diz Joares Ponticelli, presidente do PP em Santa Catarina.

No Recife, a situação do trânsito é tão caótica que a Câmara Municipal deve votar, este mês, um projeto do vereador Liberato Costa Júnior (PMDB) para a implantação de rodízio, inspirado no modelo paulistano. A principal diferença, porém, é que no Recife a proibição de circulação será durante o dia todo, e não apenas nos horários de pico. A restrição não atingiria o bairro de Boa Viagem, cujas principais vias ficam paradas diariamente. “Recife tem apenas 200 quilômetros quadrados e não tem mais por onde crescer. Foi se expandindo verticalmente”, diz.

Os candidatos temem a reação do eleitorado à medida. Para o candidato do PMDB, Raul Henry, a restrição à circulação de carros ainda precisa ser melhor avaliada. De acordo com o deputado federal, o pedágio no centro da cidade pode ser uma alternativa ao rodízio. “Mas ainda estamos avaliando para montar o programa de governo.” O que ele dá como certo em suas ações, caso seja eleito, são os investimentos em obras públicas voltadas para novas vias na cidade, além da ampliação do transporte coletivo.

Para Mendonça Filho (DEM), a solução para amenizar o trânsito no Recife está em ampliar a “mobilidade dos cidadãos” . O candidato pretende incentivar os recifenses a andarem mais, por exemplo. “Em muitas áreas, Recife não tem calçadas. Pretendemos municipalizar as calçadas das principais vias que hoje estão sob responsabilidade privada”, explica. Uma nova via ligando o centro da cidade ao bairro de Boa Viagem também está nos planos do ex-vice-governador. Ele descarta o rodízio: “Não vejo necessidade no curto prazo.” Um dos poucos candidatos que não se recusa a admitir o rodízio é o deputado federal Cadoca (PSC). “Ainda precisa ser mais estudado, mas pode ser uma saída em uma situação de emergência.”

Em Belo Horizonte, o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), conseguiu autorização da Câmara Municipal para vender a participação acionária que o município tinha na Copasa, a estatal de saneamento básico. Uma grande parte dos recursos será utilizada na conclusão de obras viárias. Com a proposta aliviar o trânsito no centro, o prefeito se envolveu em projetos polêmicos como a transferência da rodoviária para a zona oeste. A proposta, já aprovada, esbarra nos interesses dos comerciantes do centro.

Um dos possíveis candidatos a substituir Pimentel, o secretário estadual de desenvolvimento econômico Márcio Lacerda (PSB), já levou à ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, proposta para retomar as obras do metrô, atrasadas há mais de duas décadas, num modelo de Parceria Público Privada, com contrapartida das três esferas de governo. Além da conclusão da primeira linha, Lacerda defende a construção da segunda, que levaria o metrô até a Savassi, tradicional e refinado centro de compras da capital mineira.(Colaborou Raquel Salgado, de Salvador)

07/04/2008 - 02:49h Luxo para alguns e maior riqueza para todos

Toda Mídia

Nelson de Sá

Folha de São Paulo 

Vai faltar rico?

Até o ano que vem, deu o portal da Globo em manchete, São Paulo ganha mais três shoppings de luxo, todos “vizinhos” da Daslu. “As classes A e B de consumo perdem espaço”, no sentido de verem reduzida sua proporção no país, segundo pesquisa Cetelem, “mas não a pose”. Para especialistas, “tantos shoppings para alta renda pode deixar alguns a ver navios”. Por “descasamento de timing e questão cultural”, a classe C em explosão não deve ter nada em São Paulo, ao menos por enquanto. Só “para o futuro”.

CLASSE MÉDIA NORDESTINA

O “Financial Times” de sábado deu duas longas reportagens sobre o Nordeste, com destaque para um prédio em construção em Salvador, “o mais alto e caro na cidade”, a ser visto a 40 km. Será “um símbolo de que a cidade está pronta para entrar no palco internacional”. Um quarto será vendido no exterior, mas não por falta de demanda, pelo contrário, há uma “classe média emergente” e sedenta. Segundo Liz Gill, enviada do jornal, “o Nordeste está no limiar de uma explosão de desenvolvimento”.

14/03/2008 - 16:24h Rice discute turismo afro na Bahia

Secretária de Estado dos EUA, que visita hoje o Pelourinho, também deve falar sobre produção de combustíveis renováveis

Tiago Décimo, SALVADOR – O Estado de São Paulo

L'image “http://www.atarde.com.br/arquivos/2008/03/26362.jpg” ne peut être affichée car elle contient des erreurs. A secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, desembarcou ontem à tarde na Base Aérea de Salvador (BA)para uma visita de 18 horas à capital baiana.

Condoleezza foi recebida pelo chefe de gabinete do governo baiano, Fernando Schmidt, e pela baiana Marly Trindade, que a presenteou com uma fitinha de Nosso Senhor do Bonfim. Ela escolheu uma de cor vermelha – no candomblé, a cor faz referência a Iansã, a rainha dos ventos – que foi amarrada em seu pulso esquerdo. Em seguida, Condoleezza seguiu para o Hotel Pestana, no bairro boêmio do Rio Vermelho. A secretária americana já havia manifestado desejo de conhecer a capital baiana.

Condoleezza veio a Salvador para discutir, principalmente, o programa de incentivo ao turismo étnico-afro, que vem sendo elaborado desde o ano passado pelo Ministério do Turismo e o governo baiano. O projeto, que já recebeu investimentos de R$ 1,3 milhão, é inspirado pelo crescente interesse dos afrodescendentes americanos em conhecer lugares no mundo com fortes raízes africanas.

Com 82% de seus 2,9 milhões de habitantes compostos por negros, Salvador é tida como a maior cidade negra fora da África. Outros temas, como a produção de combustíveis renováveis, também estão na pauta.

Fonte próxima da secretária americana revelou ao Estado que Condoleezza manifestou preocupação com a situação econômica da Argentina, país que ela considera de grande peso regional.

Segundo a fonte, ela reclamou que, no auge da crise entre o governo do então presidente Fernando De La Rua e o Fundo Monetário Internacional, em 2001, os EUA foram acusados de ter ficado ao lado do Fundo. “É uma injustiça, pois fiquei dois dias pendurada no telefone tentando ajudar o governo argentino”, disse Condoleezza, de acordo com a fonte.

A secretária jantou ontem com o governador da Bahia, Jacques Wagner, o prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro, o ministro da Cultura, Gilberto Gil, e a ministra do Turismo, Marta Suplicy, e outros políticos, artistas, diplomatas e empresários. Hoje de manhã, ela visitará o histórico bairro do Pelourinho. Às 10 horas, deve embarcar para Santiago, Chile.

26/02/2008 - 19:45h Candidato de esquerda a presidência da República do Salvador sofre ameaças

Mauricio Funes denuncia persecución política

Santiago Leiva -Redacción Diario Co Latino

El periodista y candidato presidencial del Frente Farabundo Martí para la Liberación Nacional (FMLN), Mauricio Funes, denunció públicamente que es sujeto de persecución política.

El ex entrevistador televisivo, quien visitó anoche el municipio de Tonacatepeque, dijo que las evidencias de persecución vienen desde hace un par de meses, pero que se han incrementado en las últimas semanas.

“Ya veníamos teniendo evidencia de esa persecución, tengo cuatro meses de hacer la gira por los municipios del país y lo que hemos notado es que en las últimas semanas, pickup polarizados nos siguen en buena parte de la caravana”, denunció el candidato efemelenista.

Funes fue claro en que los vehículos que persiguen la caravana no son de la seguridad del FMLN, ni de diputados o alcaldes que quieran sumarse a la gira.

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