21/08/2008 - 15:46h Escondido durante anos: loteamento tucano no Estado de SP

As declarações da ex-secretária de educação de Geraldo Alckmin são uma verdadeira confissão. Durante anos a educação estadual está, e continua estando, loteada para favorecer os políticos e compadres amigos em detrimento das necessidades de professores e alunos.

Se o fato vem a luz agora é como produto da crise do PSDB e da briga pela prefeitura entre serristas e alckministas. A crise acaba provocando fissuras na lei do silêncio da hipocrisia tucana e põe a nu, não só o sistema de favores aos correligionários e apanigüados, com cargos públicos; mas também a cumplicidade dos grandes veículos de comunicação que durante anos fecharam os olhos para essa realidade.

A verdadeira questão é saber qual é a relação entre o desastre educacional em São Paulo e esse aparelhamento da tucanagem e afins no sistema educativo? Qual é a relação entre o resultado do Saresp no ensino médio de São Paulo, -1,41 é a média obtida pelos alunos em uma escala de 0 a10- e a nomeação de apadrinhados do PSDB. (Nota roxa, de vergonha).

Tenho lembrado aqui no blog que existem quase 40.000 cargos de livre provimento no governo estadual e suas empresas, autarquias e afins, ou seja cargos preenchidos sem concurso público e dinheiro para fundações ligadas ao PSDB e aliados (29/02/2008 - 14:47h Sem lícitação, governo Alckmin pagou R$417 milhões para fundações só entre 2001 e 2004 (resposta a Clóvis Rossi)). Porque a mídia nunca se interessou em desvendar a natureza desses cargos e sua função de cabide de emprego e de apoio partidário? ou não foi atrás das fundações que recebem milhões do governo tucano e que são ligadas a seus políticos? Porque a questão da máquina pública estadual não foi nunca objeto de debate e discussão nos jornais de São Paulo? LF

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02/08/2008 - 12:52h Edição do debate destaca alguns dados e esconde outros

Capa Folha de S.Paulo - Edição São PauloA edição do debate feita hoje pela Folha mostra erros no uso de dados, no debate da Band, por parte de todos os candidatos. Por exemplo, em relação a educação, o artigo “corrige” Alckmin assim:

“Alckmin citou o indicador nacional, que é influenciado pelo sistema de progressão continuada (aprovação automática), além de a melhora ter se dado a partir de 2007, quando ele já estava fora do cargo. O tucano também não fez referência a indicador estadual, que traça quadro bem pior”.

Você, eu e provavelmente a maioria dos leitores da Folha não entenderam nada de toda essa frase.

Alckmin disse que São Paulo “está acima da média no IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica)”. A Secretária Estadual de Educação avaliou as escolas estaduais a partir das notas do Saresp -provas aplicadas nos estudantes da rede- e na taxa de aprovação dos alunos. O índice de avaliação chama-se Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo). Pois bem, de 0 a 10, a média de TODAS as escolas do Estado de São Paulo foi de 1,41. O Idesp da 8ª série do ensino fundamental foi 2,54. O da 4ª série chegou a 3,23. Ou seja, a qualidade da educação é sofrível em todas as etapas, mas piora nas séries mais altas e fica próxima de zero no fim do ensino médio. (dados do jornal Agora, do grupo Folha). “ Mais da metade de todas as escolas estaduais paulistas tem indicadores abaixo das médias do Índice de Desenvolvimento de São Paulo (Idesp) no Estado. No ensino médio, a situação é mais alarmante, já que 57% das escolas não atingiram o Idesp 1,41, numa escala de 0 a 10. No ciclo de 1º a 4 ª séries, 55% não chegam a 3,23 e, entre estabelecimentos de 5ª a 8ª, 50% estão abaixo de 2,54.” (O Estado de São Paulo).

Em outro trecho da edição do debate feita pela Folha é abordada a questão da situação das finanças da prefeitura ao final da administração da Marta. O tema motivou um ataque violento de Alckmin afirmando que a petista tinha falido a cidade e deixado um rombo gigantesco.

Neste ponto a Folha questiona a resposta de Marta, cita o TCM e também o atual Secretário de Planejamento de Kassab.

A Folha poderia informar que as contas da Marta foram aprovadas pela Câmara Municipal com o voto favorável incluso dos vereadores do DEM. Ela poderia acrescentar que essas contas também foram aprovadas pelo Tribunal de Contas do Município (TCM). Mais importante ainda, a Folha poderia informar que este litígio foi objeto de um julgamento no Supremo Tribunal Federal que julgo as contas da Marta em conformidade com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

A resolução do STF destaca dados fornecidos no julgamento feito pelo TCM na aprovação das contas da ex-prefeita. Diz o documento do STF:

5. O Tribunal de Contas do Município de São Paulo, por maioria, decidiu pela aprovação das contas de MARTA TERESA SUPLICY, entendendo que a conduta da ex-Prefeita no exercício de 2004 esteve de acordo com a Lei de Diretrizes Orçamentárias.

6. Entendeu-se que a ação do Poder Executivo no tocante à assunção de despesas, cancelamento de empenhos e inscrição em restos a pagar encontrou amparo no art. 30, II, da LDO, que conferiu interpretação autêntica ao art. 42, da Lei de Responsabilidade Fiscal.

7. Ponderou-se, ainda, ser necessária uma análise global da conduta de gestor durante o mandato, sobretudo por não haver norma de transição na Lei de Responsabilidade Fiscal. Assim, comparou-se a situação
encontrada no início do mandato com a deixada ao sucessor, concluindo-se:
´(…) pelo cumprimento ao artigo 42 da Lei de Responsabilidade Fiscal, visto que a disponibilidade de caixa se revelou suficiente para cumprir as obrigações assumidas, restando, ainda, um saldo positivo de R$91.046.265,51 (noventa e um milhões, quarenta e seis mil, duzentos e sessenta e cinco reais e cinqüenta centavos)´ (fls. 146, do apenso 01).

8. Em suma, embora se tenham verificado algumas irregularidades de cunho formal, a Corte de Contas constatou a necessidade da execução das despesas realizadas e dos procedimentos adotados para a contínua atuação da Administração em satisfação ao interesse público. (a integra do julgamento do STF aqui).

A Folha escreve: “A campanha do PT lembra que o tribunal aprovou as contas”, frase que conclui o tema, precedido da afirmação do Secretario de Kassab que Marta “deixou uma dívida superior a R$ 3 bilhões. Parte registrada em balanço e parte oculta”. A Folha, neutra. Neutra?

Curiosamente um dos principais enfrentamentos entre Alckmin e Kassab, sobre a iluminação pública, não motivou nenhuma menção na edição do debate feita pela Folha. Porém neste ponto Kassab fez menção a vários dados, abordou a privatização da Eletropaulo feita por Alckmin.

Na edição feita pela Folha o tema sofreu um apagão. Esta questão da iluminação foi objeto de uma reportagem especial do SPTV da Globo e aqui no Blog, o vereador Antonio Donato forneceu dados que até agora não sofreram qualquer contestação e que explicam porque Kassab diz no debate que “na próxima gestão estaremos implementando o Reluz”, para ocultar que o Reluz retomado por Marta na sua gestão foi suspenso na gestão Kassab porque a prefeitura está inadimplente com a Receita Federal, deixando de receber por isso os repasses para o programa. (ver aqui os dados sobre o tema).

Como podemos ver a tentativa de mostrar os dados inflados pelos candidatos no debate, alguns deles são erros mesmo e outros exageros ou distorção, sofre do viés de uma edição superficial que longe de esclarecer dificulta a compreensão e não destaca o essencial. LF

21/07/2008 - 18:56h Cadê o gerentão?

http://www.bobnews.com.br/images/9f2cb3ed7593a9bf4a3fe4907e219da1.jpg
Alckmin de boca fechada para falar da educação no seu governo

Uma coisa que chama a atenção na cobertura eleitoral é o pequeno espaço dado aos resultados obtido pelo candidato Alckmin e seu partido durante os dois mandatos exercidos a frente do governo estadual.

Editorial recente da Folha de São Paulo abordou este balanço na questão da educação. Para o editorial

“Dados oficiais de 2007 mostram que 71% dos alunos que concluem o ensino médio têm dificuldades até para lidar com conceitos elementares, como subtração e porcentagem.
Verifica-se agora que até as recentes tentativas de corrigir os erros ficam aquém do esperado. Como mostrou ontem reportagem desta Folha, o governo não conseguiu cumprir nenhuma das quatro metas a que se propôs para o período de 2004 a 2007.
Em 3 dos 4 indicadores, a situação chegou a deteriorar-se. Foi o caso da reprovação no ensino médio: a meta era diminuir de 9,3% para 7% a proporção de alunos que repetem de ano. A taxa, porém, subiu para 17,6%.
Tendências na educação, quanto mais numa rede pública com a escala da estadual paulista, não se modificam da noite para o dia.”

O candidato do PSDB, Geraldo Alckmin cumpriu dois mandatos a frente do governo estadual. Se os resultados não se modificam da noite para o dia e o atual governador não pode ser invocado para produzir milagres, o que dizer do seu predecessor, com dois mandatos seguidos no comando do Estado mais rico do Brasil?

Segundo a atual Secretária de Educação do Estado de São Paulo o programa de formação de professores do governador Alckmin não tinha foco e jogou o dinheiro fora:

“Os R$ 2 bilhões investidos em formação continuada de professores pelo governo de São Paulo nos últimos cinco anos não melhoraram o desempenho dos alunos. A afirmação é da secretária estadual da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, que anunciou mudanças no programa. Segundo ela, o principal problema do Teia do Saber é a falta de foco. O projeto de formação dos docentes foi implantado na gestão do ex-secretário Gabriel Chalita (PSDB), em 2003.

“Não havia relação interativa entre esses programas e as necessidades da escola”, disse Maria Helena. Chalita foi procurado, mas informou não ter interesse em falar sobre o assunto.”(jornal O Estado de São Paulo).

O braço direito de Alckmin “não tem interesse em falar sobre o assunto”?

Vai ficar por isso mesmo?

Jogam fora o equivalente a todo o dinheiro de um ano do FUNDEB para o Brasil inteiro, sem qualquer resultado é o tema é esquecido pela mídia que não retoma a questão?

O jornal Agora bradou:

“O aluno que vem com 4 no boletim tirou nota vermelha. Se a nota é 2, de tão vermelha ficou roxa.

Já quando uma rede inteira tira nota 1,4, todo mundo que tem responsabilidade na educação, a começar das autoridades, deveria fica roxo. De vergonha.

Essa foi a nota, dada pela Secretaria Estadual da Educação, ao desempenho da sua rede de ensino médio: 1,41, numa escala que vai até 10.

O índice foi obtido com base nas notas do Saresp -provas aplicadas nos estudantes da rede- e na taxa de aprovação dos alunos. Chama-se Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo).

O Idesp da 8ª série do ensino fundamental foi 2,54. O da 4ª série chegou a 3,23. Ou seja, a qualidade da educação é sofrível em todas as etapas, mas piora nas séries mais altas e fica próxima de zero no fim do ensino médio.(…)”

Com clareza o editorial diz que as autoridades deveriam ficar “roxas, de vergonha”.

Os resultados do idesp concernem todas as escolas estaduais no Estado de São Paulo, mas como informa o Estadão: “ Mais da metade de todas as escolas estaduais paulistas tem indicadores abaixo das médias do Índice de Desenvolvimento de São Paulo (Idesp) no Estado. No ensino médio, a situação é mais alarmante, já que 57% das escolas não atingiram o Idesp 1,41, numa escala de 0 a 10. No ciclo de 1º a 4 ª séries, 55% não chegam a 3,23 e, entre estabelecimentos de 5ª a 8ª, 50% estão abaixo de 2,54.”

Os alunos que concluem hoje a secundária, ingressaram na escola primária e as autoridades na época eram do PSDB (e Alckmin, durante dois mandatos consecutivos)). As crianças fizeram todo o percurso baixo governos estaduais do PSDB. Durante 8 anos desse percurso, não só o governo estadual era dominado pelo PSDB, mas o Brasil inteiro era governado por FHC do PSDB (juntos com os atuais Demos).

Vocês não pensam que Alckmin e Chalita devem explicações ao povo e a juventude de São Paulo?

A mídia não deveria entrevistá-los para falar de educação e explicar o que foi errado? onde eles erraram?

Esta questão não deveria ser objeto de debate? A mídia não estaria dando uma grande contribuição se pautasse a discussão destes resultados com os principais responsáveis do desastre? Ou impunemente, os que governaram o Estado de São Paulo, poderão continuar a pretender que sabem administrar?

Cadê o famoso “gerentão”?

Não se pode passar sob silêncio esse verdadeiro genocídio educacional da juventude no Estado.

Luis Favre

19/06/2008 - 10:11h Secretária de Serra disse que Secretário de Alckmin jogou fora R$ 2 Bi na educação

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Depois que outro secretário de Serra declarou que metrô de Alckmin não fiscalizou as obras que desabaram, é a vez da secretária de educação de Serra jogar no predecessor, Alckmin e seu Chalita, a responsabilidade pelo resultado nulo em educação.

Mostrando com clareza que está disposto a ir até o fim na destruição do seu adversário Alckmin, José Serra e seus partidários alimentam diariamente a mídia com munição contra seu “companheiro” de partido.

É forçoso reconhecer que ao cabo de 14 anos do PSDB no governo do Estado a educação está em frangalhos. Seria injusto que José Serra seja o único responsabilizado pelo desastre deixado pelo acumulo tucano. Porém a regra do jogo deles, antes da guerra intestina, era encobrir os fatos e agora a ordem é jogar no colo do predecessor.

Enquanto faz jogo de cena como eventual recurso, com a ajuda cúmplice da mídia que finge que é assim, José Serra pós a máquina dos serristas a trabalhar a todo vapor contra Alckmin. Ele continuará a faze-lo, independentemente do resultado da convenção do PSDB. Seu objetivo é “cristianizar” Alckmin e eliminá-lo do horizonte partidário para não ser incomodado na sua disputa pela candidatura presidencial em 2010.

O problema para Serra é que ele age como Stalin que mandou fuzilar toda a cúpula do Exército vermelho, enquanto acenava sorrisos para Hitler, e quando teve que enfrentá-lo percebeu que tinha um exercito em frangalhos.

A continuar nesse caminho de divisão e destruição, Serra começara a ser chamado de Átila. Não por ser temido como o rei dos hunos. Mas porque, segundo a lenda, onde Átila passava a grama não voltava a nascer. Era sinônimo de terra arrasada. LF

A seguir manchete e artigo do jornal O Estado de São Paulo e Jornal da Tarde

SP perde R$ 2 bi na formação de professores

Governo admite que gasto com programa não melhorou o ensino

Maria Rehder - O Estado de São Paulo - JT
Os R$ 2 bilhões investidos em formação continuada de professores pelo governo de São Paulo nos últimos cinco anos não melhoraram o desempenho dos alunos. A afirmação é da secretária estadual da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, que anunciou mudanças no programa. Segundo ela, o principal problema do Teia do Saber é a falta de foco. O projeto de formação dos docentes foi implantado na gestão do ex-secretário Gabriel Chalita (PSDB), em 2003.

“Não havia relação interativa entre esses programas e as necessidades da escola”, disse Maria Helena. Chalita foi procurado, mas informou não ter interesse em falar sobre o assunto. No ano passado, 40 mil professores - de um total de 230 mil docentes da rede - participaram dos cursos oferecidos por instituições de ensino contratadas pela secretaria por meio de pregão eletrônico. Esse recurso, de R$ 2 bilhões, é o equivalente, por exemplo, ao valor investido pelo governo federal no ensino básico de todo o País no ano passado por meio do Fundeb - o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica.

“O que chama a atenção é que foi investido um recurso elevado, houve grande esforço da secretaria para capacitar, no entanto, como havia desarticulação dos programas que as universidades ofereciam com os resultados das avaliações das nossas escolas, essa capacitação não resultou em melhoria de desempenho. Não culpo as universidades, elas ofereciam aquilo que era pedido pela secretaria”, afirmou Maria Helena. Até o fim deste mês, a pasta vai publicar um edital abrindo a licitação já com as novas exigências.

Serão investidos R$ 108 milhões em 2008 para a contratação dos novos programas. Entre as mudanças, está a exigência de as universidades alinharem os programas com os resultados das avaliações nacionais e estaduais de educação e também a integração com a nova organização curricular feita na rede estadual, que define o que os alunos têm de aprender a cada bimestre. A secretária ressalta, porém, que não é só a formação continuada de professor que resolverá o problema da má qualidade do ensino nas escolas públicas. ” O dia-a-dia da sala de aula é importante. Valorização salarial e organização curricular são importantes.”

Segundo a diretora da Faculdade de Educação da USP, Sônia Penin, a formação continuada precisa ser revista por todos os que estão envolvidos no sistema de educação. “Não tenho dúvidas de que os resultados do Saresp têm de ser trabalhados nos programas de formação, mas desde que esta não se baseie em seminários e cursos, mas seja centrada na problemática de uma escola particularmente.” Maria Márcia Malavazzi, professora da Faculdade de Educação da Unicamp, explica que um dos problemas do programa é a necessidade de se formar em larga escala. “Atender um número tão grande de pessoas não é fácil. Ainda mais quando há no grupo professores que só estão buscando diploma para ganhar pontos.”

Professores ouvidos pela reportagem foram unânimes ao ressaltar que os cursos do Teia do Saber não atenderam às suas necessidades da prática em sala de aula. “Fiz um curso em 2003 para a área de ciências ministrado pela Uninove. Durou seis meses, mas não aproveitei nada na sala de aula, os professores não eram bem preparados. Depois não me animei a fazer outros”, diz uma professora de Ciências de uma escola da zona norte da capital. Outra professora de Taboão da Serra tem a mesma opinião: “Tive ótimas palestras na área de Geografia, mas nada voltado para a sala de aula.”

16/05/2008 - 11:02h Nota roxa, de vergonha

O titulo acima e o começo do editorial do jornal AGORA SP, do grupo Folha, são contundentes:


“O aluno que vem com 4 no boletim tirou nota vermelha. Se a nota é 2, de tão vermelha ficou roxa.

Já quando uma rede inteira tira nota 1,4, todo mundo que tem responsabilidade na educação, a começar das autoridades, deveria fica roxo. De vergonha.

Essa foi a nota, dada pela Secretaria Estadual da Educação, ao desempenho da sua rede de ensino médio: 1,41, numa escala que vai até 10.

O índice foi obtido com base nas notas do Saresp -provas aplicadas nos estudantes da rede- e na taxa de aprovação dos alunos. Chama-se Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo).

O Idesp da 8ª série do ensino fundamental foi 2,54. O da 4ª série chegou a 3,23. Ou seja, a qualidade da educação é sofrível em todas as etapas, mas piora nas séries mais altas e fica próxima de zero no fim do ensino médio.(…)”

Reproduzi acima a primeira parte do editorial do jornal AGORA. É a que constata os resultados do Idesp. Com clareza o editorial diz que as autoridades deveriam ficar “roxas, de vergonha”.

Os resultados do idesp concernem todas as escolas estaduais no Estado de São Paulo, mas como informa o Estadão: Mais da metade de todas as escolas estaduais paulistas tem indicadores abaixo das médias do Índice de Desenvolvimento de São Paulo (Idesp) no Estado. No ensino médio, a situação é mais alarmante, já que 57% das escolas não atingiram o Idesp 1,41, numa escala de 0 a 10. No ciclo de 1º a 4 ª séries, 55% não chegam a 3,23 e, entre estabelecimentos de 5ª a 8ª, 50% estão abaixo de 2,54.”

Os alunos que concluem hoje a secundaria, ingressaram na escola primária é as autoridades na época já eram dirigentes do PSDB (foram governadores Covas, Alckmin e Serra, um após outro, todos do PSDB). As crianças fizeram tudo o percurso baixo governos estaduais do PSDB. Durante 8 anos desse percurso, não só o governo estadual era dominado pelo PSDB, mas o Brasil inteiro era governado por FHC do PSDB (juntos com os atuais Demos).

Vocês não pensam que Alckmin, Serra e FHC devem explicações ao povo e a juventude de São Paulo?

A mídia não deveria entrevistá-los só para falar de educação e explicar o que foi errado? onde eles erraram?

Esta questão não deveria ser objeto de debate nacional? A mídia não estaria dando uma grande contribuição se pautasse a discussão destes resultados com os principais responsáveis do desastre. Ou impunemente, os que governaram e governam o Estado de São Paulo, poderão continuar a pretender, que sabem administrar.

Cadê o famoso “gerentão”?

Não se pode passar sob silêncio esse verdadeiro genocídio educacional da juventude no Estado. Não estamos falando de tapioca.

Luis Favre

16/05/2008 - 10:28h De 0 a 10, ensino médio de SP tira 1,4. No ensino médio, 57% não chegam a índice 1,41

Valor é a média desse nível de ensino no Estado; o indicador da pior escola é de apenas 0,16

Renata Cafardo, Marcela Spinosa e Fernanda Aranda - O Estado de São Paulo

Mais da metade de todas as escolas estaduais paulistas tem indicadores abaixo das médias do Índice de Desenvolvimento de São Paulo (Idesp) no Estado. No ensino médio, a situação é mais alarmante, já que 57% das escolas não atingiram o Idesp 1,41, numa escala de 0 a 10. No ciclo de 1º a 4 ª séries, 55% não chegam a 3,23 e, entre estabelecimentos de 5ª a 8ª, 50% estão abaixo de 2,54.

Entre os dez piores do Estado em cada ciclo, a maioria das escolas têm Idesp menor do que 1. Isso quer dizer que grande parte dos seus alunos está no nível abaixo do básico e não é capaz de compreender textos ou fazer cálculos elementares em matemática. Como as metas traçadas para o fim deste ano pelo governo aumentam em cerca de 5% o Idesp desejado, as piores nem sequer chegarão a 1 em 2008 e demorarão mais que o restante para a atingir o objetivo de 2030.

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No ano passado, faltou professor de história, geografia, física, química e matemática na Escola Paulo Virgínio, em Cachoeira Paulista, que tem o pior Idesp do Estado (0,16). “Os nossos alunos do período noturno não tiveram o menor interesse em fazer o Saresp (exame que compõe o Idesp). Eles não freqüentam as aulas, faltam em todas as disciplinas, são o nosso maior desafio”, lamenta a diretora Ana Maria Barreiros. A escola aparece justamente na lista das piores do ensino médio.

No total, são apenas 122 estudantes matriculados nesse nível de ensino. “Definitivamente, nosso problema não é superlotação. Agora, precisamos encontrar maneiras de atrair os alunos para a escola. Trazê-los para dentro da sala de aula. ”

Segundo o vice-presidente do Conselho Estadual de Educação, Arthur Fonseca Filho, um dos grandes problemas do ensino médio é adequar o currículo ao interesse dos adolescentes. Apesar de ter universalizado o ensino fundamental, o País enfrenta dificuldades para aumentar o índice nacional de 40% dos jovens freqüentando o ensino médio. Em São Paulo, a taxa é de cerca de 60%.

Com o Idesp 0,92, a Escola Estadual Professora Carolina Augusta da Costa Galvão, na Vila Prudente, zona leste da capital, ficou em sexto lugar no ranking das unidades com mais baixo rendimento em 2007 no ciclo de 5ª a 8ª séries. Segundo a diretora da unidade, Eliane Dantas de Oliveira, que assumiu o cargo há um ano e meio, 99% dos alunos são do Nordeste do País e, vez ou outra, ficam 40 dias sem freqüentar a escola. “A maior dificuldade deles é na hora de ler e escrever. Os pais não podem deixar os filhos tanto tempo fora da escola”.

16/05/2008 - 09:16h Só uma escola pública da capital está entre as 30 melhores de São Paulo

Interior lidera nos 3 ciclos de ensino avaliados por indicador que reúne nota no Saresp e adequação aluno/série

Renata Cafardo - O Estado de São Paulo

Apenas uma escola estadual da capital aparece entre as 30 que têm o melhor Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (Idesp) no Estado. O predomínio do interior ocorre nos três ciclos de ensino - 1ª a 4ª séries, 5ª a 8ª séries e ensino médio. Os índices atuais das cerca de 5 mil escolas da rede estadual foram divulgados ontem pelo governo, assim como a meta a que elas devem chegar no fim do ano.

link Lista completa com o ranking das escolas

Esse indicador, que traça objetivos até 2030, foi elaborado com base na nota em uma avaliação da secretaria em 2007, o Saresp, e na quantidade de alunos na série correta para a série em cada escola.

Rankings elaborados pelo Estado mostram que a capital só aparece entre as dez melhores de 1ª a 4ª séries. A Escola Estadual Prof.ª Blanca Zwicker Simões, que fica no Jardim Anália Franco, bairro de classe média na zona leste, tem mais de mil alunos e não há registro de evasão. Ela foi a sétima colocada do ranking. Nas escolas de 5ª a 8ª séries não há uma da capital entre as 50 melhores. No ensino médio, a primeira que aparece está na 28ª posição.

Educadores afirmam que o melhor desempenho do interior está ligado a fatores sociais, que aproximam a escola da comunidade e do aluno. Mas, segundo o especialista em financiamento da educação da Universidade de São Paulo (USP), Juca Gil, há também razões financeiras. Ele lembra que, no interior, as prefeituras são responsáveis por oferecer merenda e transporte também para escolas estaduais. Isso não ocorre na capital. Municípios mais ricos muitas vezes ainda ajudam na reforma de escolas do Estado, apesar de terem rede municipal.

“O salário do professor é o mesmo em qualquer cidade do Estado, mas, com R$ 1.500 no interior, ele pode ter uma casa melhor, morar no centro, ir ao cinema, porque tudo isso é mais barato”, completa Gil. Além disso, professores e diretores tendem a permanecer mais tempo numa mesma escola nas cidades do interior. “Eles desenvolvem e se comprometem mais com o projeto pedagógico. Na capital, professores e diretores não param em escolas mais conflituosas e a legislação permite essas mudanças”, diz o vice-presidente do Conselho Estadual da Educação, Arthur Fonseca Filho.

Segundo a secretária estadual da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, o governo está estudando modificações na lei para impedir mudanças após curtos períodos de trabalho numa escola. “As escolas do interior também costumam ser menores, com menos de mil alunos, o que facilita o trabalho”, completa a secretária.

Entre as 5.183 escolas estaduais, 1.056 (20%) estão na capital. Entre as cidades que mais aparecem nas listas das dez melhores em cada ciclo estão Campinas, Dolcinópolis, Aparecida D’Oeste, Americana.

São Carlos, no noroeste do Estado, tem a melhor escola de 1ª a 4ª séries, com Idesp 6,93 (o mais alto do Estado nos três níveis). O índice já é praticamente o que se espera para 2030 em todas as escolas. Mas a cidade tem também a pior entre 5ª e 8ª séries, com Idesp 0,26 (mais informações, pág. A19). Nas listas nas dez piores, há seis escolas da capital no primeiro ciclo do fundamental e duas no segundo.

Segundo a educadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Maria Marcia Sigrist, o melhor desempenho de escolas públicas de cidades menores é algo registrado no mundo todo. “As relações humanas e sociais são diferentes da capital. Além disso, muitas vezes há apenas uma escola na cidade e alunos de todas as classes sociais estudam lá”, completa. É o que ocorre na única escola da cidade de Pontes Gestal, a 551 quilômetros da capital, que é a melhor de 5ª a 8ª do Estado (mais informações, pág. A19).

O Idesp pode variar de 0 a 10 e foi feito pela primeira vez neste ano no Estado. As médias gerais foram de 1,41 para o ensino médio, 2,54 para 5ª a 8ª e 3,23 para 1ª a 4ª. Até 2030, espera-se chegar a 5, 6 e 7, respectivamente. O indicador paulista é semelhante ao Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), lançado pelo governo federal no ano passado. Os dois indicadores traçam metas para cada escola. “As escolas de São Paulo vão continuar a perseguir as metas do Ideb também”, diz a secretária.

15/05/2008 - 10:11h Folha de SP: uma vergonha!

Embaixo da página, escondido no caderno cotidiano, na pag. 4 (página par, menos visível) e com um título enganador, a Folha de São Paulo “informa”, no meio desta nota (reproduzida embaixo), o que deveria ter um destaque de primeira importância: O ensino estadual está em frangalhos.

O jornal O Estado de São Paulo, o Jornal da Tarde e até o Agora tiveram que escancarar os números com visibilidade, tamanho o “apagão” da educação no Estado.

De 0 a 10, ensino médio de SP tira 1,4.

A Folha tinha os dados desde ontem e aqui ontem foi reproduzido o artigo online de Gilberto Dimenstein. Hoje a Folha, militante na proteção dos tucanos de São Paulo, oculta o que deveria exigir um alerta e destaque maior.

Triste espetáculo de desinformação e uma clara manifestação do rabo preso da Folha com o tucanato.

Após a história da ponte da Marta, horror três anos atrás em editorial do jornal, maravilha na inauguração com Serra, Kassab e Maluf; da parcialidade na cobertura, eis uma nova manifestação da manipulação da informação.

Como diria Boris Casoy: É uma vergonha!

Luis Favre

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Escolas de SP terão meta de desempenho individual

Objetivo é que as instituições paulistas atinjam até 2030 um padrão semelhante ao encontrado hoje nos países desenvolvidos

DA REPORTAGEM LOCAL - FOLHA DE SÃO PAULO

A Secretaria de Estado da Educação de São Paulo criou um indicador de avaliação da qualidade das escolas para determinar metas individuais anuais para cada uma das 5.183 escolas da rede. O objetivo é que as instituições paulistas atinjam até 2030 um padrão semelhante ao encontrado nos países desenvolvidos hoje.
O Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo) combina o resultado do Saresp -exame do governo estadual- e o fluxo escolar -determinado pela taxa de aprovação média em cada ciclo: 4ª e 8ª séries do fundamental e 3ª do ensino médio.
Pelo novo índice, que varia de 0 a 10, o ensino médio recebeu nota 1,41. No ensino fundamental, a 8ª série ficou com 2,54 e a 4ª série, com 3,23. A escola mais bem colocada no ensino médio é a Papa Paulo 6º, em Santo André, com 6,2. Os números refletem resultados já divulgados do Saresp.
O cumprimento da meta pela escola irá garantir o pagamento a servidores de 50% do bônus, no valor de três salários. O pagamento dos 50% restantes dependerá do cumprimento de outros critérios, ainda não definidos pela secretaria.
Para Roberto Augusto Torres Leme, vice-presidente da Udemo (entidade que reúne diretores de escolas estaduais), “não adianta só avaliar o desempenho escolar, é preciso atacar as causas do problema na educação, como a questão salarial”.
“O bônus irá beneficiar só alguns profissionais, mas não resolverá o problema da rede”, diz Carlos Ramiro de Castro, presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de SP).

15/05/2008 - 09:48h Após 13 anos de governo tucano: De 0 a 10, ensino médio de SP tira 1,4

Só 2 colégios públicos do Estado têm índice 5 no Idesp, indicador que considera nota e adequação do aluno à série

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Renata Cafardo - O Estado de São Paulo

O primeiro Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (Idesp) mostra que as escolas estaduais paulistas estão longe de chegar ao nível de ensino de países desenvolvidos. O indicador foi feito a partir de uma fórmula que leva em conta as notas dos alunos no Saresp, uma avaliação feita pela Secretaria da Educação, e a taxa de crianças na série adequada para a idade.

A situação pior está no ensino médio, em que o índice é de 1,41 atualmente, numa escala de 0 a 10. O objetivo traçado pelo governo é chegar a 5 em 2030. No ensino fundamental, as metas são mais altas. Hoje, as escolas de 1ª a 4ª série têm Idesp de 3,23 e a meta é 7. Nas de 5ª a 8ª, o índice é 2,54 e a meta, 6, perto do que teriam países como Reino Unido, Finlândia e Coréia. A comparação com outras nações é possível porque o Ministério da Educação (MEC) já havia feito essa simulação quando lançou o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em 2007.

Esse índice nacional leva em conta a Prova Brasil e o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Assim como o Ideb, o Idesp traça metas a serem atingidas a cada ano por todas as escolas. Elas devem melhorar o desempenho até 2030, ‘quando São Paulo poderá ter escolas como as finlandesas’, diz a secretária estadual de Educação, Maria Helena Guimarães de Castro.

Atualmente, apenas duas escolas de ensino médio do Estado já têm índice 5. E cinco escolas de 5ª a 8ª série já chegaram a 6. Nenhuma de 1ª a 4ª chegou ainda à meta 7. Os indicadores de cada uma das cerca de 5 mil escolas do Estado serão divulgados hoje pelo governo estadual.

Segundo Maria Helena, além de ajudar as escolas a identificar e melhorar os problemas dos aluno, um dos objetivos do Idesp é ter um sistema transparente de bonificação. ‘O Idesp representará pelo menos 50% do bônus’, diz a secretária. Ela explica que o governo ainda elabora um projeto de lei com os critérios que levarão à premiação das melhores escolas. Além do Idesp, a assiduidade dos professores deve ser levada em conta.

Os resultados do Idesp não surpreendem porque refletem o desempenho dos alunos no Saresp 2007, que tem questões de português e matemática. Os índices das crianças de 1ª a 4ª são melhores porque esse nível de ensino vem mostrando uma evolução nos últimos anos, além de registrar menos de 10% dos alunos com a idade errada para a série.

O Saresp deste ano mostrou, no entanto, que apenas 24% dos alunos de 8ª série conseguem identificar a intenção de um autor ao publicar uma carta na editoria de opinião de um jornal. E que 71% dos estudantes concluíram o 3º ano do ensino médio sem saber operações matemáticas básicas.

Segundo Maria Helena, uma das diferenças do índice nacional e do estadual é que o Ideb considera a nota média de todos os alunos da escola na Prova Brasil e no Saeb. Já o Idesp considera a quantidade de estudantes em cada nível de aprendizagem (avançado, adequado, básico e abaixo do básico). Os piores níveis recebem pesos maiores e acabam influenciando mais no Idesp.

‘Diferentemente do Ideb, assim, podemos trabalhar a qualidade e a eqüidade’, diz a secretária. O índice do Estado foi elaborado pelo economista do Universidade de São Paulo (USP) Naércio Menezes e pelo matemático da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Francisco Soares.

PROVAS E INDICADORES

Idesp - leva em conta as notas no Saresp e a taxa de crianças na série adequada para a idade

Ideb - indicador de qualidade, combina as notas da Prova Brasil e Saeb com o rendimento escolar

Saeb - avalia conhecimentos em português e matemática, por amostra, para 4.ª e 8.ª séries do fundamental e 3.º ano do médio. A Prova Brasil foi criada para complementar esse indicador, com dados por município e escola

Saresp - avaliação semelhante ao Saeb, mas restrita ao Estado de São Paulo

15/03/2008 - 15:38h Conta simples

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Charge da capa do jornal AGORA SP

15/03/2008 - 12:53h Editorial da Folha de São Paulo

Conta complicada

Na rede pública paulista, alunos chegam ao 3º ano do ensino médio sem saber realizar cálculos simples de matemática

AS PERGUNTAS eram bem simples, até para uma criança de 10 anos. Leia-se um exemplo: “A médica explicou que o paciente deveria tomar 1 comprimido do mesmo medicamento a cada seis horas. Quantos comprimidos desse medicamento o paciente deve tomar por dia?”
Poucos alunos de 4ª série serão capazes de resolver problemas assim se estiverem matriculados na rede estadual. Segundo os dados agora divulgados pela Secretaria da Educação, 80,8% dos estudantes da rede pública nessa faixa apresentavam, em 2007, níveis de aprendizagem abaixo do adequado.
No terceiro ano do ensino médio, 95,7% não atingem os padrões de desempenho previstos. Dificuldades com subtração e porcentagem se verificaram em 71% dos alunos que concluíam o colegial na escola pública.
São esses alguns dos resultados do Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo).

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14/03/2008 - 17:57h O que vai ser?

Capa Folha de S.Paulo - Edição São PauloCapa da Folha de São Paulo: “Os resultados do Saresp, exame realizado pelo governo paulista nas escolas públicas do Estado, mostram que, no ensino de matemática, mais de 80% dos alunos dessas escolas não obtiveram os conhecimentos esperados pela própria Secretaria da Educação em 2007. O 3º ano do ensino médio foi a série em que os estudantes tiveram as maiores dificuldades.”

O lide acima resume a situação dos alunos das escolas públicas do Estado de São Paulo. A seguir reproduzo a nota publicada no portal da revista Época pelo jornalista Thomas Traumann. Ele mostra na sua nota, duas realidades do Brasil na questão da educação.

Aproveitei e, depois das sábias palavras do editor da Época, acrescentei minhas próprias conversações com meus botões (como diria Mino Carta).

As suas opiniões também são bem-vindas.

O que o Brasil quer ser quando crescer

O FILTRO - Thomas Traumann

O dilema sobre o que o Brasil quer ser quando crescer está em dois episódios ocorridos ontem. O pior cenário está na revelação de que os exames feitos pela Secretaria da Educação de São Paulo apontam uma situação “trágica” no ensino de matemática nas escolas públicas. Mais de 80% dos alunos não atingiram os conhecimentos básicos no Estado mais rico do país. Agora, o Brasil que pode mudar: ontem foi a colação de grau da primeira turma da Universidade Zumbi dos Palmares, única instituição de ensino superior da América Latina que tem quase 90% de alunos negros. Convênios da reitoria com empresas permitiu que 60% dos 126 formandos do curso de Administração conseguissem um emprego antes de receber o diploma. Jornalistas têm a mania de simplificar, mas desta vez é simples assim: ou o Brasil investe em educação ou perde o bonde da história.

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O que São Paulo vai ser, quando acordar?

Luis Favre

Os alunos das escolas estaduais de São Paulo que não atingiram os conhecimentos básicos em matemática, quando entraram na escola primária tinham um governo do PSDB cuidando da educação. Durante todos os seus estudos foi o PSDB que cuidou da educação. Hoje as turmas que fizeram todo o percurso sobre os cuidados do PSDB na educação tiveram os piores resultados, dentre os catastróficos resultados da prova.

Segundo o governador José Serra é a culpa da “educação continuada”.

Não será, pergunto eu, a responsabilidade da continuada incompetência do PSDB na educação, a culpada de tamanho descalabro?

Delfim Neto já constatou o que ninguém quer reconhecer publicamente, mas é um fato: FHC entregou o Brasil falido.

E os tucanos em São Paulo, não são responsáveis pela falência da educação no Estado?