02/07/2008 - 15:48h As ameaças grotescas de Sarkozy

Um funcionário da TV não responde ao bom dia do presidente Sarkozy, resultado: ameaça contra a TV pública, tudo gravado. Eta direita arrogante!

Les images de Sarkozy en “off” avant son interview sur France 3

Sarkozy en off sur France 3
Colocado por rue89

Installé dans le studio du 19/20 à quelques minutes du début de son intervention, Nicolas Sarkozy est entre les mains des techniciens et maquilleuse de France 3. Face à lui, le directeur de l’information de la chaîne, Paul Nahon, et les trois journalistes Audrey Pulvar, Véronique Auger et Gérard Leclerc. L’ambiance est glaciale.

Sur cette vidéo que s’est procurée en exclusivité Rue89, on voit un technicien régler les micros du Président, qui le salue. Le technicien ne répond pas, ce qui choque Nicolas Sarkozy. Après s’être plaint de ce manque de politesse -”on n’est pas dans le service public, on est chez les manifestants”-, il finira par dire: “Ça va changer, là.” (lire ci-dessous).

Ensuite, il plaisante sur la “placardisation” de Gérard Leclerc, qui est -avec Véronique Auger, Audrey Pulvar et d’autres présentateurs et rédacteurs en chef de France 3- l’un des signataires d’une tribune très critique sur la réforme en cours, publiée la semaine dernière dans Le Monde: “T’es resté combien de temps au placard?”

Juste avant que le son ne soit coupé depuis le studio, Nicolas Sarkozy s’assure que France 3 évoquera bien son déplacement du jour à Carcassonne. Paul Nahon lui répond que c’est prévu. Avant, pour plus de certitude, de donner un ordre dans son micro: “Donc on parlera de Carcassonne avec le Président après, hein? Yes! Parfait!”
Addendum le 01/07/2008 à 17h08: France 3 a lancé mardi matin une enquête interne pour déterminer “pourquoi et comment des images tournées avant le direct ont pu quitter France Télévisions”. Par ailleurs, selon le site Arretsurimages.net (sur abonnement), la réflexion du Président -”ça va changer!”- concernait la France, après une déclaration de la journaliste Véronique Auger.► Mercredi à 09h15, France Info évoquera les vidéos “off” publiées sur Internet. Les auditeurs de la station sont invités à réagir et à poser leurs questions sur cette page.

30/06/2008 - 22:00h Sarkozy e seu primeiro-ministro continuam caindo nas pesquisas

Sondage: Nicolas Sarkozy et François Fillon au plus bas

Par La rédaction du Post , le 30/06/2008
Leur politique étrangère aussi est critiquée, de mauvais augure avant la présidence française de l’Europe.

François Fillon et Nicolas Sarkozy.

François Fillon et Nicolas Sarkozy.© Antoine Gyori/AGP/Corbis/Antoine Gyori

Le président Nicolas Sarkozy et le Premier ministre, François Fillon, atteignent leur plus bas niveau de popularité depuis l’élection présidentielle en mai 2007, selon un sondage LH2 pour nouvelobs’ diffusé ce lundi.

Le chef de l’Etat perd deux points en un mois à 34% d’opinion positive. Le Premier ministre perd lui un point à 45%.

A l’inverse, 59% des sondés ont une opinion négative du président de la République, dont 31% une opinion “très négative”, et 48% ont une opinion négative du chef du gouvernement (dont 19% “très négative”).

Près d’un Français sur deux (47%) estime que Nicolas Sarkozy a détérioré l’image de la France dans le monde. Un chiffre qui prend tout son sens à quelques heures du début de la présidence française de l’Union Européenne. 45% seulement des Français interrogés déclarent porter un jugement positif sur la politique étrangère de Nicolas Sarkozy.

La politique étrangère, c’était encore le dernier bastion de Nicolas Sarkozy dans les sondages. Là encore le chef de l’Etat est attendu au tournant et devra répondre aux attentes des Français. Et ce n’est pas gagné, selon le même sondage, 28% des Français ne lui font “pas du tout” confiance pour prendre la tête de l’UE.

(Source: nouvelobs’)

17/06/2008 - 09:41h Um bloco à deriva

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Gilles Lapouge* - O Estado de São Paulo

A Europa começa a semana com um ar doentio: espantada, com olheiras e vertigens. Isso porque o tratado de Lisboa, que deveria ser a base da Constituição da União Européia composta de 27 países, foi rejeitado na sexta-feira pelos irlandeses. A UE, portanto, é um barco à deriva, sem itinerário nem direção.

No mapa da Europa, alguns países se agitam- principalmente, a França e a Alemanha, os dois motores da UE, que juntos inventaram esse catastrófico e natimorto Tratado de Lisboa. Em seguida, a Grã-Bretanha, que fervilha de eurocéticos. O primeiro-ministro Gordon Brown tenta, sem muita paixão, convencê-los de que o tratado deve ser ratificado.

Em Praga, capital da República Checa - outro ninho de eurocéticos -, o feroz presidente antieuropeu Vaclav Klaus entusiasmou-se, dizendo que ”o Tratado de Lisboa acabou”. Ora, se a República Checa, depois da Irlanda, rejeitar o texto, então poderemos dizer, realmente, que o Tratado de Lisboa acabou.

Felizmente, existe um homem de boa vontade que se apega muito a esse tratado. Trata-se, claro, do presidente Nicolas Sarkozy, que deve exatamente ir a Praga para empregar seu charme, sedução, inteligência, verve, talento e genialidade para convencer os deputados checos a aprovarem o tratado.

Conseguirá? E, sobretudo, a Europa vai aprender alguma coisa com esses desastres que se repetem? Saberá fazer um diagnóstico corajoso? Esse diagnóstico é simples: para a ratificação do Tratado de Lisboa, cada país podia escolher a via parlamentar ou o referendo. E 26 países optaram pela ratificação por seus Parlamentos. No geral, os parlamentos ratificaram o documento, exceto, talvez (vamos saber em alguns dias), na República Checa, Dinamarca, Suécia e Holanda. Entre os 27 países, apenas um escolheu a via do referendo: a Irlanda.

A conclusão é lógica: em todos os países a classe política é favorável à Europa, embora sem muito ardor. Em compensação, as populações são claramente hostis à essa integração. É uma verdade cruel, depois de 50 anos de Europa. Mas é preciso ter coragem política para afrontá-la e, em conseqüência, para remodelar a União Européia. Fazer dela um produto atraente e não uma mecânica grosseira, complicada, abstrata, distante, intrincada, sem alma nem alegria.

Como a Europa era bela sem os sonhos dos europeus de 1960, depois dos horrores da guerra! Era bem cuidada, repleta de rios comunitários, caminhos compartilhados, homens e mulheres que queriam dançar juntos. Mesmo o azul do céu era comum a todos os países.

Com o decorrer dos anos, o sonho sucumbiu ao elefante branco monstruoso de Bruxelas. O sonho transformou-se em milhões de documentos insípidos, diretivas, textos redigidos por milhares de funcionários burocráticos, trancados nos palácios de vidro de Bruxelas, que regulamentam o futuro da cevada ou do milho europeu sem ter jamais visto um pé de milho ou um feixe de trigo. A União Européia é o triunfo da abstração, da racionalidade, das matemáticas e da tecnocracia. E esse triunfo é a derrota da Europa.

*Gilles Lapouge é correspondente em Paris

04/06/2008 - 13:24h Ciganos são bode expiatório

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Gilles Lapouge* - O Estado de São Paulo

Tempos horríveis estes para os ciganos italianos, principalmente os chamados “romas”, de origem romena. O premiê italiano, Silvio Berlusconi, acaba de conceder poderes extraordinários para os chefes de polícia de Roma, Nápoles e Milão fazerem um novo censo dos ciganos e expulsarem os que têm problemas com a Justiça.

Será que Berlusconi tem o direito, na União Européia, de perseguir as pessoas desse modo? Os romas são três quartos romenos e um quarto italianos. Portanto, são cidadãos da UE e não podem ser detidos ou expulsos. Mas Berlusconi não está nem aí com isso. Bruxelas se comoverá com a sorte deles? Isso não é tão certo, embora seja desejável.

As medidas contra os ciganos têm precedentes assustadores. Em 1939, sob o nazismo, eles foram tachados de “raça inferior”. Cerca de 30 mil foram expulsos para o Leste e começaram os massacres e o confinamento em guetos. Em 1942, Heinrich Himmler, chefe da SS, deportou os ciganos alemães para campos de concentração.

As medidas de Berlusconi não têm nenhuma relação com tais horrores. Mas não podemos deixar de nos sentir chocados ao ver as mesmas pessoas perseguidas pelo mesmo “crime”: o de pertencer a uma determinada etnia. Pode-se até explicar o gesto de Berlusconi: a Itália padece. A crise é feroz. Nápoles, incapaz de administrar o próprio lixo, apodrece ao sol. Em casos semelhantes, todo líder procura um bode expiatório. O que Berlusconi tinha à mão era o povo cigano.

Sem desculpar Berlusconi, é preciso reconhecer que tal comportamento não é exclusivo dele: em 2007, seu predecessor, Romano Prodi, que não é de direita, mas de centro-esquerda, baixou um decreto que lhe permitiu expulsar ciganos.

A maldição que recai sobre os ciganos também é antiga. Eles deixaram seu berço, a Índia, na Antigüidade, e espalharam-se pela região do Mediterrâneo. Tinham uma fama detestável: os gregos os apelidaram de “intocáveis”.

Nas sociedades modernas, a sorte dos romas italianos mostra que o problema da imigração não pára de se agravar. A crise intensifica o ódio pelos imigrantes, esses sujeitos que vêm “tirar o nosso emprego”. Os países europeus endurecem suas leis, expulsam, separam as famílias, desprezam. Hoje, a Europa, que por muito tempo deu lições de direitos humanos, não exibe um rosto bonito. Ela é feia. Em todas as capitais, afiam-se as armas contra os imigrantes. O código civil é reformulado. A imigração é tratada como crime.

Evidentemente, não podemos esquecer que a imigração em massa representa um desafio. Mas a solução não é lotar aviões fretados, como faz o presidente francês, Nicolas Sarkozy. É necessária na Europa uma política de imigração firme, coerente, diferente das histerias anticiganas de Berlusconi. Uma política que tenha dois pilares: no interior, a solidariedade e a integração; no exterior, acordos de cooperação com os países de emigrantes.

*Gilles Lapouge é correspondente em Paris

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23/05/2008 - 11:09h Greve geral é novo golpe para Sarkozy

Paralisação convocada por maiores centrais sindicais protesta contra plano de aumentar tempo de contribuição para aposentadoria

Apesar de adesão parcial, organizadores dizem que 700 mil foram às ruas; atos têm o apoio de 60% da população, afirma enquete


Manifestantes protestam em Paris contra projeto do governo de aumentar o tempo de contribuição para a aposentadoria na França

CÍNTIA CARDOSO

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM PARIS

Centenas de milhares de franceses pararam de trabalhar e saíram às ruas ontem contra o projeto do governo de Nicolas Sarkozy de aumentar de 40 para 41 anos o tempo de contribuição para a aposentadoria. As cinco principais centrais sindicais do país convocaram greve geral e protestos disseminados.

A CGT, principal entidade sindical, estimou em 700 mil os manifestantes que saíram às ruas para protestar. Só em Paris, dizem terem sido 70 mil -já a polícia fala em 28 mil.

O governo francês argumenta que a combinação do déficit das contas públicas e o aumento da esperança de vida da população torna imprescindível a mudança no sistema previdenciário. O regime único de aposentadoria tem um rombo de 4,6 bilhões.

Uma sondagem divulgada pelo jornal “Libération” mostra que 60% dos entrevistados apóiam a greve de ontem e 36% são contra. Os franceses, no entanto, estão divididos quanto à necessidade de reformas.

Para 49%, inevitavelmente a França será obrigada a adotar um regime de aposentadoria inspirado do modelo americano. Ou seja, onde cada empregado é responsável pelo pagamento de sua própria aposentadoria.

Paradoxalmente, apenas 22% concordam com um período mais longo de contribuição. O engenheiro de sistemas Samuel Marchand é um dos partidários da mudança. “Eu comecei a contribuir aos 25 anos. Acho justo ter que contribuir mais tempo, mas me preocupo com a questão do desemprego na faixa dos 50 anos. Não adianta nada eu ter disposição para trabalhar e perder o emprego quando ficar mais velho”, afirmou.
Essa , aliás, parece ser uma das principais preocupações de Xavier Bertrand, ministro do Trabalho. O governo determinou que, até o fim de 2009, as empresas assinem acordos de compromisso para aumentar a participação de empregados entre 55 e 64 anos.

O gesto, entretanto, não foi suficiente para acalmar os ânimos. As centrais argumentam que é injusto elevar os anos de contribuição com base em cálculos da expectativa de vida porque um operário vive, em média, menos tempo do que um executivo.

Uma das centrais, a CFDT, apóia o princípio de prolongamento da contribuição, mas afirma que é inútil passar de 40 anos para 41 anos com uma taxa de emprego de apenas 38% entre os trabalhadores entre 55 e 64 anos. Já as centrais CGT e FO discordam das propostas do governo. Esse cisma sindicalista parece ter sido sentido na taxa de adesão à greve. A média nacional entre os funcionários públicos foi de 8%, chegando a 25% em alguns setores, como o ferroviário.

Os representantes sindicais, porém, minimizaram esses dados. Em comunicado, as centrais afirmaram que o mais importante foi a mobilização nas ruas. Além da manifestação na praça da Bastilha, em Paris, também foram realizados protestos em outras 80 cidades. (leia mais na Folha SP)

saiba mais

Apoio cai entre população e partidários

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

As greves na França ocorrem em um momento em que o presidente Nicolas Sarkozy enfrenta dificuldades para melhorar sua popularidade. Pouco mais de um ano após subir ao poder, sondagem divulgada pelo instituto Ipsos revela que só 40% dos entrevistados aprovam o governo, contra 58% de julgamentos desfavoráveis.
Esses percentuais são próximos aos verificados em abril. No governo havia a expectativa que, após a entrevista televisiva em 24 de abril, houvesse uma recuperação dos índices.
No centro do descontentamento, está o poder aquisitivo em queda ou estagnado. Sarkozy, na campanha, fez da promessa de recuperação da economia o pilar do seu discurso. Mas o balanço dos últimos 12 meses mostra uma economia morosa sob um cenário internacional adverso de alta do petróleo. As reformas propostas pelo presidente, potencialmente impopulares, tornam-se ainda mais indigestas com uma economia lenta.
A personalidade de Sarkozy também afeta a opinião publica. Os franceses parecem ter enjoado da superexposição de sua vida pessoal, das amizades com milionários e da aparição freqüente em revistas de celebridades.
Os baixos índices resvalam no premiê, François Fillon, que vê o sua aprovação, hoje em 50%, seguir uma trajetória de queda.
Não bastassem os dissabores da opinião pública, Sarkozy passa por uma crise dentro do próprio partido. Projeto de lei de regulamentação de organismos geneticamente modificados foi derrotado no Parlamento com o apoio do UMP, e grandes nomes de sua bancada, como o ex-premiê Jean-Pierre Raffarin, criticam abertamente o presidente por tentar passar reformas sem consultar o partido.
Com esse clima, Sarkozy antevê dificuldades para passar projetos mais difíceis -como a abolição da jornada de 35 horas. (CC)

15/05/2008 - 17:17h Professores entram em greve na França

Funcionários públicos protestam contra política de reformas de Sarkozy

REUTERS - Agencia Estado


PARIS - Centenas de milhares de professores e outros trabalhadores do setor público francês entraram em greve na quinta-feira, 15, para protestar contra os cortes e reformas anunciados pelo governo do presidente conservador Nicolas Sarkozy.

É a terceira grande greve do setor público desde que Sarkozy chegou ao poder, há um ano, prometendo reformas que reanimariam a economia francesa. Os sindicatos planejam uma greve ainda maior para o dia 22 de maio.

Professores e alunos marcharam pelo centro de Paris em uma manifestação que lotou algumas das maiores avenidas da capital. A polícia estima que havia 18 mil manifestantes, mas, segundo os organizadores, havia mais de 50 mil.

A principal questão abordada pelos protestos é o plano de cortar 11 mil postos de trabalho no setor de educação (o que inclui a demissão de mais de 8 mil professores) ao preencher apenas metade das vagas deixadas por aqueles que se aposentarem.

O governo diz que os cortes são necessários para conter os gastos públicos e equilibrar o orçamento até 2012, atendendo ao compromisso que o país assumiu com a União Européia.

Uma pesquisa da OpinionWay mostrou que 54 por cento dos entrevistados acham a greve justa.

Sarkozy, que atravessa a fase menos popular de seu mandato, disse em um discurso televisionado que apóia o direito à greve, mas irá forçar uma lei que obrigue as escolas a continuar abertas para que os pais possam ir ao trabalho.

“As greves trazem dificuldades insuperáveis para as famílias… Eu pedi ao governo que apresente um projeto de lei antes do verão para garantir o direto das crianças serem recebidas pelas escolas”, disse. O Ministério da Educação francês disse que 34 por cento dos seus funcionários — o que equivale a cerca de 300 mil pessoas — estavam em greve ao meio-dia (horário local). Os sindicatos de professores apresentaram números maiores, dizendo que esta greve é maior do que a paralisação anterior, ocorrida em março.

“Se o governo precisa de dinheiro, deve acabar com os cortes de impostos que Sarkozy fez para os ricos”, disse Leonore Topelet, 16 anos, uma das manifestantes.

Embora o ministro da Educação, Xavier Darcos, tenha dito ao canal LCI que a greve “não se adapta aos problemas que enfrentamos hoje”, os manifestantes em Paris estão convencidos de que o governo pode atingir suas metas economizando em outros setores.

12/05/2008 - 08:41h Maio 68: Um ano que continua a resistir a qualquer teoria ou interpretação

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No campo da memória, cada pessoa colore os eventos de Maio de 68 com os próprios pincéis

Gilles Lapouge - O Estado de São Paulo

Estamos em maio, esse belo mês, com sua suave luminosidade, os lírios do campo, o verde, as rosas e, como acontece a cada dez anos, as comemorações do Maio de 68, as amplas revoltas estudantis que não conseguiram demolir o governo francês mais poderoso e mais respeitável do século, o governo do general De Gaulle.

Nenhuma cerimônia de aniversário, mas muitas reuniões, artigos, livros, um “espírito da época”. Por que tantos discursos? Em primeiro lugar, porque 40 anos se passaram. Um lapso de tempo que dá àqueles eventos um “ar histórico”.

Além disso, o presidente Nicolas Sarkozy, quando ainda era um homem “glorioso” e não um “ineficaz” (ou seja, há um ano), definiu-se como “o homem que ia liquidar Maio de 68”. Bravo Nicolas! (alguns meses depois, Sarkozy casou-se com uma espécie de ressurreição dos estudantes de Maio de 68, a bela Carla Bruni, “queridinha” da “esquerda festiva”, superlativamente).

E, de novo, percebe-se que Maio de 68 continua rebelde a todas as interpretações, teorias e recuperações. Cada um colore Maio de 68 com os próprios pincéis, com cores que, segundo o caso, são ou anarquistas, ou festivas, utópicas, tirânicas, sexuais, dirigistas, individualistas, comunitárias, etc.

mai68.jpgMaio de 68 é um episódio incompreensível sobre o qual todos os modelos apenas resvalam. Mesmo com 40 anos de distância, ninguém sabe realmente o que foi exatamente. É um “objeto histórico não identificado”, não identificável; não se parece com nada. E nada do que se faz ou do que se pensa hoje poderia se dizer que é um eco, um reflexo, mesmo deformado, de Maio de 68.

Por exemplo, hoje, nesta primavera de 2008, as ruas de Paris ferveram, com alunos, estudantes, professores, gritando. Imediatamente, os jornais evocaram uma espécie de “prolongamento” ou um obscuro “retorno” de Maio de 68. Ora, basta ouvir os slogans gritados hoje para compreender que são antípodas daqueles de 68.

Em Maio de 68, os estudantes se manifestaram contra a disciplina, contra os mestres que impunham uma ordem austera, contra as faculdades onde os professores, os “mandarins”, davam seus cursos em toga e arminho. Maio de 68 queria, ao contrário, que as obrigações e as lições desaparecessem, que os exames fossem abolidos, que os professores se recolhessem no seu canto, que as idéias se fizessem sozinhas, por partenogênese, por qualquer um e por todo o mundo.

Em 2008, os netos dos magníficos doidivanas de 68 são sérios como cardeais. Invadem a rua para reclamar o contrário da liberdade cara a seus “jovens avós” de 1968: eles querem mais professores, mais lições para “decorar”, mais disciplina, mais exames, mais seriedade.

Os manifestantes de 68 eram alegres como as borboletas, os loucos, os malabaristas. Os de 2008 são circunspectos, angustiados. Têm medo de seus estudos, da profissão que não vão encontrar, da sociedade macilenta que os aguarda.

Salvo alguns casos um pouco patológicos, os estudantes de 2008 não falam em revolução, mas de ordem, regulamentos. Empreendem um combate corporativista, sem jamais questionar as estruturas da sociedade presente. Querem apenas melhorar as engrenagens e, sobretudo, que os mestres os façam trabalhar, que os preparem para a sua futura inserção, sem dramas, na sociedade liberal.

Em Maio de 68, o termo “revolução” estava em todas as bocas. E cada grupo desse “conjunto em fusão”, como disse Sartre, produzia o próprio modelo de revolução. Cada um tentava trazer novamente à tona uma antiga revolução fracassada ou subvertida.

Era a “tomada da Bastilha” em 1789, Lenin dançando na neve de Moscou em 1905 durante a revolução bolchevique (fracassada), ou a Comuna de Paris (anarquista) em 1871, a revolução literária do surrealismo em 1920, ou mesmo a revolução de Mao Tsé-tung.

Por isso, houve tantas barricadas nas ruas de Paris: como os estudantes souberam que, em julho de 1848, e na primavera de 1871, os insurgentes erigiram barricadas com paralelepípedos, resolveram fazer a mesma coisa, numa imitação um tanto supersticiosa e nostálgica, atirando-os contra os pobres policiais.

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Mas, mesmo quando invocavam esta ou aquela antiga revolução, torciam o seu sentido. Era uma referência mais “literária” do que “política”. Maio de 68 não pretendia tanto repensar a sociedade, mas mudar a visão do mundo, inventar uma nova filosofia. Os estudantes apostavam que, após a sua revolução, uma outra sociedade, como nunca houve até então na história, aliás bastante imprecisa, seria construída com base naquela nova visão do homem.

Por isso, a herança mais concreta de 1968 se inscreve menos no âmbito da política e mais no campo dos costumes, quase da filosofia. A primeira centelha de Maio de 68 não foi uma reivindicação financeira ou de uma alternativa à sociedade capitalista: foi um pedido apresentado pelos estudantes para se permitir que os rapazes fossem ao quarto das meninas no campus da universidade de Nanterre.

E o mesmo para convidar os professores das faculdades a sacudirem a poeira na qual dormitavam há dois séculos, a virem se juntar à “modernidade”. Pouco tempo depois de Maio de 68, assistimos a um espetáculo extraordinário: um professor chegou à sala de aula em “jeans” (da marca Lévi Strauss 501, aliás impecável), na faculdade revolucionária de Vincennes. Era o grande lingüista americano Noam Chomsky.

Inútil dizer que as mudanças desencadeadas por Maio de 68 em relação aos costumes, no cotidiano, na “visão do mundo”, são uma das maiores heranças desse mês extraordinário: a permissão de as mulheres usarem calças compridas, a fraternidade, a simplicidade, a liberação sexual, o direito ao aborto, o reconhecimento dos casais homossexuais, tudo isso foi efeito direto, às vezes tardio, de 68.

Com os dias passando, esse movimento lúdico constatou com espanto que aquela agitação se comunicava por si só: de amigo para amigo, ela foi para outras universidades e depois passou para a França inteira e foi além. Os estudantes viram que, sem que fosse aquele o objetivo, tinham adquirido um enorme contrapoder que fez vacilar o majestoso e brilhante general De Gaulle.

A palavra até então acorrentada se soltou, como louca, meio embriagada. Todo mundo falava com todo mundo. As barreiras sociais, cívicas, educacionais, geracionais, os códigos glaciais de comportamento, tudo desmoronou… Paris falava, falava, como um ébrio. Falava-se qualquer coisa, uma profusão de besteiras e algumas idéias inspiradas.

Com o passar do tempo, conceitos mais nitidamente políticos se insinuaram, tanto mais que o movimento se ampliou de tal maneira que contagiou outras classes, além da estudantil: operários, patrões, médicos, cineastas, todo o mundo. O movimento, ao crescer, se politizou.

E desse segundo capítulo, mais político, o que restou? Aparentemente nada. A sociedade se reconstituiu com seus altos edifícios, suas cidadelas, seus softwares. Ela se desenvolveu ao contrário das esperanças de 68, com Reagan, Thatcher, a ordem moral, etc…

Mas, na realidade, assim mesmo Maio de 68 se inscreveu na “política”. Para mim, um dos momentos mais bizarros dessas jornadas bizarras foi o grande desfile organizado no coração de Paris, em torno da praça Denfert-Rochereau.

Era um início de tarde. Nessa praça há uma estátua de um grande leão de bronze. Os manifestantes afluem de todas as partes, em grupos distintos: libertários, poetas, comunistas, vândalos, maoístas, arruaceiros, anarquistas, tipos divertidos.

Um jovem escala a estátua do leão. É um ruivo. Chama-se Daniel Cohn-Bendit. Parece um duende. É ele quem vai organizar o imenso cortejo. Com um megafone, chama os diferentes grupos: libertários, “fourieristas”, trotskistas, etc. E termina, gritando: “… e a crápula stalinista, no fim do cortejo!” Nesse dia, alguma coisa se passou no fundo das consciências. Maio de 68 permitia à juventude, pela primeira vez e solenemente, ser ao mesmo tempo “de esquerda” (pois Maio de 68 foi um movimento de esquerda) e, no entanto, ferozmente anti-stalinista, anticomunista, anti-soviética.

Não vamos dizer que Maio de 68 prefigurou os tremores de terra que se verificaram 20 anos depois e que derrubaram a fortaleza soviética. Pelo menos, precisamos reconhecer que, nessa ocasião, esses revoltosos, um pouco loucos e um pouco infantis, de Maio de 68, alguns dias antes de serem rechaçados ao seu silêncio pelo retorno triunfal de De Gaulle, pressentiram os enormes abalos que se seguiram, do arquipélago de Gulag às pregações do papa João Paulo II, da glasnost de Gorbachev às revoltas, também corajosas e grandiosas, das populações de Varsóvia ou de Berlim Oriental, cujo resultado seria a morte do comunismo, nos anos 90.

11/05/2008 - 13:58h Maio 68: A revolução que não houve… e mudou tudo

Talvez a geração de 1968 não tenha chegado aonde queria, mas mesmo assim deixou suas marcas na História, o que é uma outra maneira de vencer

 

Le 13 mai 1968
A manifestação do 13 maio 1968. A greve geral começou

Luiz Zanin Oricchio - O Estado de São Paulo

O número de adjetivos opostos que se podem aplicar a 1968 é praticamente inesgotável. Diz-se que foi o último suspiro do espírito coletivo, mas preparou o caminho para o individualismo contemporâneo. 68 falou em paz e amor mas teria praticado a guerra e levado à aventura da luta armada. Foi em essência anticapitalista e de esquerda, mas teria preparado terreno para o capitalismo global e consumista do mundo de hoje. Esse ano mítico, que teve seu epicentro em Paris durante o mês de maio, desperta até hoje reações e opiniões contraditórias, com pouco acordo possível entre elas. Tanto assim que, a cada dez anos, nos sentimos convocados a fazer reavaliações sobre tudo aquilo que aconteceu durante os 12 meses especiais de uma década toda particular. Foi um avanço? Um recuo? Uma aceleração da História? Símbolo da luta contra os autoritarismos, ou, pelo contrário, o mais radical e intolerante dos anos? Tudo cabe em 68. Ou quase tudo.

Revendications salariales

E por quê? Porque, provavelmente, cada um projeta sobre 1968 o que bem entende, segundo suas inclinações pessoais (políticas, ideológicas, e mesmo psicológicas). Por exemplo, quem apoiava o general De Gaulle na França, ou o governo militar no Brasil, tem poucos motivos para lembrar com carinho de 1968. Já quem, mesmo após a queda do Muro de Berlim, conserva o coração à esquerda, pode evocar 68 como uma espécie de idade de ouro da contestação. Quem ama a ordem acima de todas as coisas vê poucos motivos para admirar uma época em que tudo era questionado e posto de pernas para o ar. Quem prefere a instabilidade à injustiça lança outro olhar sobre o mesmo período. Espíritos clássicos tendem a evitar sobressaltos. Românticos os toleram melhor. E assim por diante. Nossa atitude em relação a 68 diz muito a respeito de quem somos.

Les salariés ne sont pas à vendre

No entanto, apesar desse subjetivismo de julgamento (o passado muda segundo os olhos que o enxergam), 1968 pode ser visto como um conjunto de fatos bem definido e que envolve uma efervescência fora do comum da juventude, sobretudo universitária. Fala-se muito em Paris e nas barricadas do Quartier Latin, mas as revoltas pipocaram em toda parte. No arco de alguns meses, os distúrbios passaram por Paris, Praga, Cidade do México, San Francisco, Varsóvia, Rio, São Paulo e outras cidades. O mundo parecia revirado pelo avesso e nenhuma das venerandas instituições ficou ao abrigo de petardos, morais ou físicos - Estado, Família, Igreja, Exército, Polícia, Educação, Partido. Tudo podia e devia ser contestado - e essa era a palavra de ordem comum.

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Contestado em nome de quê? De um bem tão concreto quanto abstrato chamado liberdade. Se em Paris exigia-se o fim de um governo de velhos, em Varsóvia e Praga o alvo era o stalinismo. Praga vivia a sua primavera particular, sob o governo de Alexander Dubcek e sua proposta de socialismo com rosto humano. No Brasil, o alvo era bem visível - o governo militar, instalado quatro anos antes. Aqui, a tensão teve seu ponto alto após o assassinato do estudante Edson Luiz, e na posterior Passeata dos Cem Mil, que reuniu universitários, intelectuais, artistas e padres no centro do Rio. As manifestações se sucederam e o enfrentamento atingiu o clímax em São Paulo na luta entre os estudantes da USP e os do Mackenzie, que ocupavam lados opostos na ideologia e nas calçadas da Rua Maria Antônia. O conflito deixou um morto, um rastro de destruição e posições cada vez mais radicais de lado a lado. Dez dias depois, ‘caía’ o clandestino 30º Congresso da UNE em Ibiúna e as principais lideranças estudantis eram presas. O desfecho do ano rebelde brasileiro veio na forma de um radical fechamento do governo militar com o AI-5, decretado a 13 de dezembro, data que marca o fim de 1968 no País.

A vaga de 68 (porque, de fato, foi uma onda) mostra contornos particulares em cada país onde se quebrou. Nem poderia ter sido diferente, dada a diversidade de condições entre Praga e São Paulo, Paris e Cidade do México, por exemplo. Mas havia um aspecto comum. As lutas de 68 foram sempre antiautoritárias. Quer fosse um governo democrático mas sentido como ‘antiquado’, quer fosse uma ditadura militar ou a opressão de um império comunista - e lá estavam os jovens para se opor e, nas ruas, mostrar seu inconformismo.

Foi também uma época de invenções, que se multiplicavam sob a forma de frases, grafites, músicas, filmes, teatro, performances. A idéia era que tudo deveria ser jovem e ‘novo’, uma ideologia, na verdade, dos anos 60 mas que, como todas, em 68 se intensifica. Experimentou-se, em arte e na vida, como poucas vezes antes. Aliás, arte e vida passaram a ser tratadas como se fossem uma só. Viver artisticamente - essa era uma das utopias. Criar na rua, enquanto se vive. Abolir limites entre agir e pensar. Precisava-se mudar a sociedade, como queria Marx, e mudar a vida, como desejava Rimbaud.

Se isso não era possível na prática, parecia bem tangível no desejo. Por isso, 68 foi uma época de entrega generosa, pois sentia-se que todas as possibilidades estavam abertas. E, também por isso, viveu-se um voluntarismo que às vezes beirava a insanidade.

Como para mostrar que existe um abismo entre o desejo e sua realização, todas essas lutas terminaram, do ponto de vista prático, em derrotas inquestionáveis. No Brasil, o AI-5; na França, a volta de De Gaulle; em Praga, os tanques soviéticos; no México, o massacre da praça Tlatelolco; nos EUA, a eleição de Nixon, etc..

No entanto, do aparente fracasso, muita coisa ficou. Talvez mais no campo comportamental que no político. Apesar de a grande maioria das lideranças estudantis serem masculinas, deu-se um impulso vital ao feminismo e à igualdade entre os sexos. O autoritarismo foi questionado e cedeu em diversos níveis, nas famílias e nas escolas. Mesmo em instituições fechadas, como hospitais psiquiátricos, passou-se a questionar o ‘lugar do poder’ com os movimentos antimanicomiais. A ordem era duvidar de tudo e o argumento de autoridade perdeu a razão de ser.

Quando se relembra a cronologia de 1968, pode-se perguntar como tanta coisa pôde acontecer em tão pouco tempo. Vivia-se como numa febre, em estado de exaltação permanente. Uma espécie de embriaguez política e cultural, que não deixou de fabricar a sua própria ressaca. O day after de 68 foi menos ameno em algumas praças do que em outras. Se o voluntarismo se associa à crença de que os métodos violentos devem ser empregados em algumas circunstâncias históricas, então 68 pode estar na origem das lutas armadas que ocorreram na América do Sul e na Europa. No Brasil, o AI-5 fechou as válvulas de escape da política e abriu caminho para as tentações da ação direta, que já existiam de forma embrionária (a guerrilha do Caparaó é de 1966). A Itália e a Alemanha tiveram de enfrentar grupos armados como as Brigadas Vermelhas e a Baader-Meinhoff. E o fizeram sem abdicar das liberdades democráticas, é bom que se diga.

Outro ’subproduto’ de 68, a apologia das drogas como forma de expansão da consciência, deve ser relativizado. Quem viveu aquele tempo sabe que as esquerdas brasileiras eram em geral muito ‘caretas’ a esse respeito. As drogas circulavam mais na cultura 68 americana que nas outras. Depois sim, espalhou-se para outros países e generalizou-se nos anos 70. A droga foi mitificada como a chave para as portas da percepção (lembrando que o livro de Aldous Huxley, com esse título, é de 1954) e o seu potencial destrutivo e as implicações sociais quando ligadas ao crime organizado não eram percebidos ainda.

Talvez por tudo isso, mas também por propor uma sociedade menos hierarquizada em todos os níveis, 1968 seja permanente má referência para conservadores. Não por acaso, o atual presidente francês Nicolas Sarkozy, durante a campanha eleitoral, afirmou que havia chegado a hora de enterrar de vez o legado de 68. Responsabilizou o maio parisiense por um sem número de males como a confusão entre o bem e o mal, o verdadeiro e o falso, o belo e o feio. Disse até mesmo que 68 havia promovido o culto ao dinheiro, à especulação e ao lucro fácil. Só faltou culpar 68 pela cabeçada de Zidane em Materazzi. No entanto, em pesquisa da revista Le Nouvel Observateur, a maior parte dos seus compatriotas sustenta o contrário. A imensa maioria (77%) afirma que em 68 teria ficado com os estudantes e apenas 14% ao lado das forças da ordem. Os franceses entendem que 68 teve efeitos positivos sobre vários aspectos da vida social como a repartição de tarefas entre homens e mulheres, os direitos sindicais, a sexualidade, relações entre pais e filhos, costumes, a vida política, a relação entre professores e alunos.

Seja como for, parece que durante 1968 a História pisou fundo e acelerou. Em ritmo febril, muitas lutas foram perdidas e outras ganhas, num balanço ainda por fazer. Por isso, voltamos a 68 a cada data redonda. Dez anos atrás, a mesma revista Le Nouvel Observateur revisitava a primavera parisiense com um título que talvez a defina muito bem: ‘La fausse révolution qui a tout changé.’ A falsa revolução que tudo mudou.

Em 1968, nos jogos no Mexico, dois atletas norte-americanos Tommie Smith et John Carlos levantam o punho fechado durante a entrega das medalhas

05/05/2008 - 18:15h Un an de Sarkozy: qu’a-t-il fait de ses promesses?

O jornal francês de direita “Le Figaro” publica hoje uma pesquisa sobre o balanço de Sarkozy um ano após entrar em função.

Para 64% dos franceses sarkozy não respeitou suas promessas eleitorais. Veja a pesquisa completa aqui.

O site Rue 89 faz um balanço ponto a ponto entre as promessas realizadas, realizada parcialmente e não realizadas.

Par Julien Martin | Rue89

Douze mois après son élection, l’heure est au bilan. Le président français a-t-il respecté les promesses du candidat UMP?

Nicolas Sarkozy mercredi en Tunisie (Reuters)

1er août 2007: le Parlement adopte définitivement la loi Tepa (Travail, emploi, pouvoir d’achat). Plus connue sous le nom de “paquet fiscal”, elle instaure un bouclier fiscal, exonère de taxes des droits de succession et défiscalise les intérêts d’emprunts immobiliers. Cette loi censée relancer l’économie française se chiffre à environ 15 milliards d’euros par an.8 janvier 2008: en conférence de presse, Nicolas Sarkozy avoue qu’il ne peut vider “des caisses qui sont déjà vides”. Tout le gouvernement reprend en coeur ce qui va devenir une ritournelle, quand certains de ses membres ne vont pas plus loin encore, tel le ministre du budget Eric Woerth:

“Le Président, quand il dit que les caisses sont vides, a raison. Les caisses ne sont pas vides, elles sont plus que vides, elles sont en déficit de 38 milliards.”

Deux dates qui symbolisent le bilan plus qu’en demi-teinte de la première année du Président. Mais, lors de son interview télévisée du 24 avril, le chef de l’Etat a demandé à être jugé dans quatre ans: “Je ne peux pas faire tout, tout de suite.” Dont acte. Ce qui n’empêche pas de faire un bilan d’étape en cette veille d’anniversaire de l’élection de Nicolas Sarkozy à la présidence de la République. Continue

(more…)

29/04/2008 - 16:57h Sarkozy: o mais impopular presidente da França desde De Gaulle

Par Julien Martin | Rue89

En chute libre dans les sondages, Nicolas Sarkozy est devenu lundi le président le plus impopulaire de la Ve République.

Nicolas Sarkozy vendredi à Monaco (Eric Gaillard/Reuters)

“Je m’imaginais bien que je ne passerais pas cinq ans à commenter des sondages excellents.” Nicolas Sarkozy avait vu juste. Mais sa prévision, confessée jeudi au cours de son interview télévisée, était encore en dessous de la réalité. Ce sont des sondages toujours plus bas qu’il a à affronter depuis plusieurs mois. Les plus bas de l’histoire du baromètre politique!

La dernière étude en date est même la plus catastrophique pour un président de la Ve République depuis la systématisation des sondages d’opinion. D’après le sondage BVA-Orange-L’Express publié ce lundi, 64% des personnes interrogées disent avoir une opinion négative du chef de l’Etat, contre 55% au mois de mars. Jusque-là, le record d’impopularité, depuis la création du baromètre BVA en 1981, était détenu par François Mitterrand en mars 1992. Quelques jours plus tard, le président socialiste congédiait sa très contestée chef du gouvernement, Edith Cresson.

La cote de popularité de Nicolas Sarkozy (DR)

A cette époque, l’impopularité du Premier ministre entraînait la chute dans les sondages du Président. Le premier faisait office de fusible, et le second remontait. Aujourd’hui, le schéma s’est inversé du fait de l’omniprésidence de Nicolas Sarkozy. François Fillon a longtemps résisté à la dégringolade du chef de l’Etat, avant de plonger à son tour au mois d’avril, avec 46% de mauvaises opinions, soit dix point de plus qu’au mois de mars.

Pour remonter dans l’estime des Français, le Premier ministre a opté pour le mea culpa. “J’assume ma part d’erreur”, s’est-il exclamé dans une interview accordée ce week-end au JDD. Pas sûr toutefois que la stratégie soit payante. Le Président a usé de la technique jeudi, reconnaissant sa “part de responsabilité” dans le mécontentement grandissant, ce qui n’a convaincu que 36% des Français, selon un autre sondage réalisé le lendemain.

Et la côte de Nicolas Sarkozy ne semble pas prête de repartir à la hausse. Son effondrement trouve sa source dans les principaux soutiens qui l’ont porté à l’Elysée: les sympathisants UMP (75% de bonnes opinions en avril, au lieu de 86% en mars), ainsi que les retraités (55% de mauvaises opinions en avril, alors qu’elles étaient de 45% le mois précédent). L’inquiétude liée aux tensions sociales -notamment le mouvement lycéen, soutenu par 65% des Français- semble donc avoir gagné toutes les couches de la population.

Les cotes de popularité des présidents de la Ve République (DR)

L’Etat de grâce n’aura été que de courte durée pour Nicolas Sarkozy. Les courbes de mauvaises et de bonnes opinions se sont croisées dès le mois de janvier, soit à peine huit mois après son élection. Visite de Kadhafi, rapport Attali, bouleversements conjugaux… Le Président de la “rupture” a décroché. François Mitterrand avait lui “tenu” deux ans après sa première élection, en 1981, puis un peu plus de trois ans après sa réélection en 1988. Quant à Jacques Chirac, il n’aura bénéficié de la bienveillance post-électorale qu’après sa réélection en 2002 -mais pendant deux ans-, le début de son premier mandat ayant été plombé d’entrée par l’opposition à la réforme des retraites initiée par Alain Juppé.

Une solution existe néanmoins à la chute de popularité du Président: la cohabitation. Mise à part l’élection ou la réélection, la seule et unique solution qui a fonctionné depuis 1981 est en effet l’installation d’un Premier ministre issu de l’opposition. Chirac sous Mitterrand en 1986, Balladur sous Mitterrand en 1993 et Jospin sous Chirac en 1997. Trois cohabitations durant la Ve République. Trois remontées dans l’opinion.

Nicolas Sarkozy s’en inspira-t-il? Le cas de figure n’apparaît que très peu probable, particulièrement avec l’instauration du quinquennat. Bien que les tensions entre les deux têtes de l’exécutif se fassent de plus en plus nombreuses, chacun loue publiquement les qualités de l’autre et souligne la complémentarité. Le Président n’entend pas même changer de Premier ministre dans l’immédiat, ni dissoudre l’Assemblée nationale. Au risque de devenir le chef de l’état de disgrâce.

20/04/2008 - 19:59h Maioria dos franceses consideram primeiro ano de Sarkozy um fracasso

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Um ano atrás, a mídia considerava que Sarkozy era uma revolução

da Efe, em Paris

Seis em cada dez franceses consideram que o primeiro ano na presidência de Nicolas Sarkozy foi “um fracasso”, diz uma pesquisa do instituto Viavoice que será publicada nesta segunda-feira (21) no jornal “Libération”.

Após liderar o primeiro turno das eleições presidenciais de 22 de abril de 2007 diante de Ségolène Royal, Sarkozy foi eleito com mais de 53% dos votos em 6 de maio de 2007 e assumiu o cargo dez dias depois.

Segundo a pesquisa, 59% dos entrevistados afirmam que o primeiro ano do presidente conservador foi “um fracasso”. Ao mesmo tempo, 20% disseram considerar o primeiro ano de Sarkozy “um sucesso”.

Já 19% dizem acreditar que não foi nem um fracasso nem um sucesso, e 2% não se pronunciaram.

Outra pesquisa, da Ifop, publicada neste domingo pelo “Journal du Dimanche”, indica que para 79% dos pesquisados a ação de Sarkozy e de seu governo desde sua eleição “não permitiu” melhorar a situação da França e dos franceses.

Na pesquisa da Ifop, a popularidade do presidente caiu um ponto percentual em abril, para 36%, enquanto na da Viavoice está em 38% (dois pontos percentuais a menos).

10/04/2008 - 18:47h La contestation lycéenne contre les suppressions de postes prend de l’ampleur

AFP/BERTRAND GUAY
“On a atteint d’une certaine manière le point de non retour”, a expliqué le président de l’UNL, Florian Lecoultre.

Le Monde

Pour la cinquième fois en deux semaines, les lycéens se sont mobilisés, jeudi 10 avril, pour dénoncer les suppressions de postes dans l’éducation nationale. A Paris, de 30 000 à 40 000 manifestants, selon l’Union nationale lycéenne (UNL), étaient au départ du cortège reliant le jardin du Luxembourg à la station de métro Saint-François-Xavier, à proximité du ministère de l’éducation. La police avance le chiffre de 19 000 manifestants, soit deux fois plus que mardi.

En province, la mobilisation a aussi pris de l’ampleur. 5 500 lycéens et 400 fonctionnaires ont défilé dans la matinée à Grenoble, selon la préfecture de l’Isère. De légers incidents ont éclaté à la fin du défilé. A Lyon, un millier de lycéens ont défilé, soit le double de la manifestation de mardi. A Toulouse, les manifestants étaient 3 000 selon les organisateurs et 1 700 d’après la police, contre 400 il y a deux jours.

“ON A TOUS EU 16-20 ANS”

L’UNL et la Fédération indépendante lycéenne (FIDL) ont reçu le soutien d’une quinzaine d’organisations syndicales, d’enseignants, d’étudiants et de parents d’élèves. Dans un communiqué conjoint diffusé mercredi soir, ils ont réaffirmé leur “volonté commune de défendre le service public d’éducation aujourd’hui menacé”, notamment par les 11 200 suppressions de postes prévues cette année, dont environ 8 500 postes d’enseignants. Le secondaire devrait à lui seul perdre environ 8 800 postes.

L'image “http://medias.lemonde.fr/mmpub/edt/ill/2008/04/10/h_9_ill_1033292_lyceens.jpg” ne peut être affichée car elle contient des erreurs.

Pour le ministre de l’éducation nationale, Xavier Darcos, interrogé jeudi par Le Parisien, “le nombre de manifestants évolue dans des proportions raisonnables et reste très concentré sur l’Ile-de-France”. “Derrière l’écran parisien, moins de 2 % des lycées du pays sont bloqués”, assure-t-il. “On a tous eu 16-20 ans, tous pu être inquiets pour notre avenir. C’est naturel, inévitable même”, a ajouté le ministre. Un ton mâtiné de “paternalisme pour le moins poussiéreux”, accuse le Parti communiste dans un communiqué.
Selon le président de l’UNL, Florian Lecoultre, qui s’exprimait jeudi sur LCI, “en plus de cinq ans, on a accumulé 50 000 postes perdus”. “On a atteint d’une certaine manière le point de non-retour car à plus de trente-cinq par classe dans la plupart des établissements, c’est impossible d’étudier en terminale”, a ajouté le leader du syndicat lycéen.

Xavier Darcos justifie les réductions d’effectifs annoncées par les évolutions démographiques. Les effectifs du second degré ont baissé de 145 000 élèves en trois ans, et devraient encore reculer de 40 000 à la rentrée prochaine.

07/04/2008 - 13:27h Terrorismo à européia

 O FILTRO - Thomas Trauman - Época

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Está em curso uma fortíssima campanha contra os biocombustíveis que, ao final, vai atingir o Brasil. Na semana passada, a revista americana Time e o jornal britânico The Guardian lideraram essa campanha com textos que disseminavam confusão, desinformação e má-fé para concluir que os biocombustíveis são a nova ameaça ao futuro da humanidade. O alvo central parece ser o etanol à base de milho produzido nos Estados Unidos, mas em poucos parágrafos a imprensa gringa conclui que a cana-de-açúcar está empurrando a soja para a Amazônia e destruindo a floresta. É uma bobagem sem tamanho (a ameaça real sobre a Amazônia é do gado e da madeira, o resto é conversa), mas os interesses por trás dessa campanha são reais. Na semana passada, a Alemanha voltou atrás na decisão de dobrar para 10% a mistura de etanol à gasolina. O presidente da França, Nicolas Sarkozy, acusou o Brasil e os EUA de dumping de biocombustíveis. Em março, o Reino Unido retirou o financiamento a um programa de etanol, relata o Valor. Uma preocupação emergencial dos europeus com o futuro da humanidade? Infelizmente, não. A Europa – Alemanha à frente – lidera a produção mundial de biodiesel e teme que o fim das tarifas de proteção abrirá as comportas para a produção tanto do Brasil quanto dos EUA. Com essa gritaria toda, podem, por exemplo, também convencer o Japão a adiar seus planos de aumentar o uso de etanol. É a mesma tática usada pelo lobby dos fazendeiros britânicos contra a carne brasileira. Diziam defender a saúde dos consumidores, obtinham espaço na imprensa para falar sobre as péssimas condições sanitárias brasileiras, para, na realidade, conseguir monopólio do mercado. Esse é o jogo do ecoterrorismo europeu.

Por Thomas Traumann

31/03/2008 - 14:13h Gerdau quer comprar usina na França

O grupo Gerdau é “oficialmente” candidato à compra da usina metalúrgica de Gandrange, que pertence a Arcelor Mittal, o maior grupo siderúrgico do mundo. A notícia foi dada neste domingo pela Agência France Press, que cita como fonte Alain Sthal, responsável pelas negociações para tentar salvar o emprego de 595 trabalhadores.

Com um quadro de 1.108 funcionários, a usina de Gandrange corre o risco de ser parcialmente fechada, pois a Arcelor Mittal pretende transferir parte da produção a outros países. O caso tomou tamanha amplitude que o próprio presidente Nicolas Sarkozy visitou o lugar em fevereiro para garantir que o Estado está “pronto para investir na usina, com ou sem a Mittal”. A ministra da economia, Cristine Lagarde, se pronunciou hoje, garantindo que o “objetivo principal é salvar os empregos”.

A usina de Gandrange fica no nordeste da França e tem capacidade para produzir 1,04 milhão de toneladas de aço por ano. Ainda não existe informação sobre o valor que seria pago, mas segundo a France Press, o grupo brasileiro é, por enquanto, o único interessado na compra. A assessoria de imprensa da Gerdau, sediada em Porto Alegre, não tem nenhuma informação a respeito da transação. Fonte Mário Camera, Blog À francesa.

21/03/2008 - 02:18h Nuit 68 : «Enragez-vous»

par Agnès Giard

«2008. Esprit de contestation, es-tu là ?» Vendredi 21 mars, au Lieu Unique, à Nantes, entrez librement dans un centre d’art reconverti en usine à penser : conférences, projections de films, lectures, discussions, musique… Et beaucoup de cul —il en faut—, pour redonner aux gens le goût du plaisir.

Nuit68

Le plaisir librement pris, le plaisir sans entraves, sans tabous, sans honte, n’est-il pas plus que jamais d’actualité ? «68 ne fait que commencer», affirme François Cusset. Enseignant de l’histoire intellectuelle à Sciences Po, auteur de Queer Critics et French Theory, il n’a pas la dent tendre avec les soixante-huitards : «On a l’impression d’avoir trop entendu parler de mai 68, une overdose soixante-huitarde, que ça soit pour ou contre. C’est que ce sont toujours les mêmes qui s’en font les représentants, qui nous en éloignent comme d’une préhistoire et nous repassent toujours les mêmes clichés évitant de penser. Alors que tout ce qui fait la singularité de mai 68 est toujours d’actualité.»
A 19h, au Lieu Unique, François Cusset inaugure les débats avec un coup de gueule bien mordant. Non, Mai 68, ça n’était pas qu’un feu de paille. Oui, le combat continue. Vous voulez être heureux ? Alors, au boulot.

Organisée par Virginie Pringuet, la Nuit 68 est une invitation à faire la fête mais, surtout à retrousser les manches. Bien que nous vivions dans un des pays les plus libres au monde, il y a encore tellement de choses à changer. Certains vieux slogans conservent toute leur charge explosive : “Déboutonnez votre cerveau aussi souvent que votre braguette”, “Faites l’amour et recommencez”, “Enragez-vous”, “Je décrète l’état de bonheur permanent”, “Inventez de nouvelles perversions sexuelles”, “Consommez plus, vous vivrez moins”, “Sous les pavés, la plage”, “Il est interdit d’interdire”, “Je prends mes désirs pour la réalité car je crois en la réalité de mes désirs”, “Jouissez sans entraves, baisez sans carotte”, “La liberté d’autrui étend la mienne à l’infini”, “Faites l’amour, pas la guerre”, “Dieu, c’est moi”, “Aimez-vous les uns les autres”, “Plus je fais l’amour, plus j’ai envie de faire la révolution. Plus je fais la révolution, plus j’ai envie de faire l’amour”, “La vie est ailleurs”, “L’imagination au pouvoir” et mon préféré : “Zelda, je t’aime ! À bas le travail !”.

Naïfs, foutraques, enthousiastes, frénétiques oui et alors. Ces slogans ont au moins le mérite de proposer une alternative. Et c’est que la Nuit 68 propose aussi, avec notamment une programmation de films consacrée au “cinéma insurrectionnel” bourrée de pépites historiques : le SCUM manifesto, par exemple (de Carole Roussopoulos et Delphine Seyrig, 1976), incroyable mise en scène du livre de Valerie Solanas. Née en 1936, violée par son père, abandonnée à 15 ans par des parents qui avaient divorcé, survivant grâce à la mendicité et la prostitution, Valérie Solanas est considérée comme une des leaders les plus radicales du mouvement féministe aux USA. Et pour cause. En 1968, elle publie un tract à la violence défoulatoire, qui prône l’éradication des hommes. Il s’intitule S.C.U.M. (racaille) et certains l’on traduit : “Société pour Castrer les Mâles” (Society for Cutting Up Men). Valerie Solanas y écrit : “Vivre dans cette société, c’est au mieux y mourir d’ennui. Rien dans cette société ne concerne les femmes. Alors, à toutes celles qui ont un brin de civisme, le sens des responsabilités et celui de la rigolade, il ne reste qu’à renverser le gouvernement, en finir avec l’argent, instaurer l’automation à tous les niveaux et supprimer le sexe masculin.»

Son texte est drôle, fou-furieux, plein d’une rage libératrice, mais dans la vie, hélas, Valerie Solanas accumule les bêtises. Toxicomane et meurtrière, elle finira par mourir prématurément dans un hôpital public de San Francisco. Qu’importe. Son manifeste a le mérite d’agiter violemment l’opinion. En 68, la révolution sexuelle est en marche. En 2008, qui la fera aboutir ? Kantuta Quiros et Aliocha Imhoff, qui sélectionnent les films les plus agit-pro-cul de Nuit 68 ont bien l’intention de reprendre le flambeau. “Nous ne commémorons pas 68, nous n’avons pas connu 68. Nous n’avons que la nostalgie du futur. Happening et art total, militantisme insurrectionnel et front homosexuel révolutionnaire, black power et féminisme radical composeront un journal contre-culturel cinématographique «des années 68», qui entraînèrent dans leur sillage un profond bouleversement des rapports entre art et politique, à la force inaliénable, contradictoire, et toujours vivante.”
 Toujours vivant, l’esprit de la révolte ? C’est ce qu’on va voir au Lieu Unique.

Nuit 68 : vendredi 21 mars, de 18 heures à 5 heures du matin.

«Dans son discours du 29 avril 2007, Nicolas Sarkozy fustige l’héritage du mail 68. La pensée anti-68 n’est pas nouvelle, elle s’est déjà exprimée dans les années 80, notamment dans le livre écrit par Alain Renaut et Luc Ferry, “La Pensée 68”. 40 ans après, faudrait-il envoyer aux oubliettes tous les changements profonds qui se sont opérés dans notre société, illustrés par les fameux événements ? L’héritage serait-il à ce point négatif ? Et qu’en pensent aujourd’hui les enfants de 68 ? La forme de naïveté, l’élan, la joie qui ont permis la révolte, existent-ils aujourd’hui ? Nuit 68 n’est pas une commémoration ni un rassemblement nostalgique de soixante-huitards, plutôt quelques aperçus de l’esprit de contestation dans notre société d’un point de vue artistique, social, médiatique… Au cours de cette nuit particulière, il y aura des conférences, discussions, lectures, projections… Avant que la soirée ne se cloture en musique !»

Le lieu unique : 2 rue de la biscuiterie, 44013 Nantes.