<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Blog do Favre &#187; Sarkozy</title>
	<atom:link href="http://blogdofavre.ig.com.br/tag/sarkozy/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://blogdofavre.ig.com.br</link>
	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
	<lastBuildDate>Tue, 24 Nov 2009 00:00:42 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>O complexo de Sarkozy</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/09/o-complexo-de-sarkozy/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/09/o-complexo-de-sarkozy/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2009 19:20:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[COMPORTAMENTO]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[complexo de Sarkozy]]></category>
		<category><![CDATA[FRANÇA]]></category>
		<category><![CDATA[Sarkozy]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/09/o-complexo-de-sarkozy/</guid>
		<description><![CDATA[Para os que não acreditaram no que escrevi no post anterior
Filme sobre complexo de altura de Sarkozy faz sucesso na internet
da Ansa, em Paris &#8211; Folha Online
Um dos vídeos mais comentados atualmente na França deixa evidente o complexo que o presidente Nicolas Sarkozy tem com sua altura, especulada em 1,65 m. Na gravação, feita pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Para os que não acreditaram no que escrevi no post anterior</em></p>
<p><strong>Filme sobre complexo de altura de Sarkozy faz sucesso na internet</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">da Ansa, em Paris &#8211; Folha Online</p>
<p>Um dos vídeos mais comentados atualmente na França deixa evidente o complexo que o presidente Nicolas Sarkozy tem com sua altura, especulada em 1,65 m. Na gravação, feita pelo canal francês RTBF na Bélgica, uma mulher diz que a assessoria do francês seleciona apenas pessoas de baixa estatura para permanecerem ao lado dele em ocasiões públicas.</p>
<p>A mulher foi uma das escolhidas para ficar atrás do presidente durante a visita que Sarkozy fez na quinta-feira passada (3) à fábrica de autopeças Faurecia, na Normandia. Conforme a RTBF, antes do presidente chegar, as funcionárias foram selecionadas conforme as alturas para permanecerem perto dele.</p>
<p>No vídeo, o repórter Jean-Philippe Schaller fala com uma das mulheres que ficou sabendo que ela tinha sido escolhida por causa do quesito. &#8220;Sim, ninguém pode ser mais alto que o presidente. É assim que funciona&#8221;, responde a mulher.</p>
<p>O jornalista também diz que, na reportagem, tentou demonstrar o esforço que os assessores de Sarkozy fazem para melhorar a imagem do presidente na Normandia, já que, em fevereiro passado, o mandatário recebeu comentários hostis em um ato público na região.</p>
<p>O possível complexo de altura de Sarkozy é muito especulado pela imprensa internacional, principalmente porque sua mulher, a ex-modelo Carla Bruni, tem quase 1,80 m.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" width="500" height="405"><param name="width" value="500" /><param name="height" value="405" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/UyHg7ngBRwA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="405" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" src="http://www.youtube.com/v/UyHg7ngBRwA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=1"></embed></object></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/09/o-complexo-de-sarkozy/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Aprovação a Lula cai de 81,5% para 76,8%, indica CNT/Sensus</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/09/aprovacao-a-lula-cai-de-815-para-768-indica-cntsensus/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/09/aprovacao-a-lula-cai-de-815-para-768-indica-cntsensus/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2009 19:00:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[Ciro Gomes]]></category>
		<category><![CDATA[CNT-Sensus]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[governo Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Heloísa Helena]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Marina Silva]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisas]]></category>
		<category><![CDATA[Sarkozy]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/09/aprovacao-a-lula-cai-de-815-para-768-indica-cntsensus/</guid>
		<description><![CDATA[Sergio Leo, no twitter, diz que a ausência de Carla Bruni pesou negativamente na avaliação. Na mesma linha, notícias da França indicam que Sarkozy tem complexo de baixinho e só aceita caras de baixa estatura ao lado dele, o que explica seu entusiasmo na parada de ontem, por ser fotografado junto ao Lula e não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Sergio Leo, no twitter, diz que a ausência de Carla Bruni pesou negativamente na avaliação. Na mesma linha, notícias da França indicam que Sarkozy tem complexo de baixinho e só aceita caras de baixa estatura ao lado dele, o que explica seu entusiasmo na parada de ontem, por ser fotografado junto ao Lula e não com Jobim. </em></p>
<p><em>Mas jornalistas bem informados, e mal intencionados, pretendem que o motivo é outro: Lula é aprovado por 76,8% e tem só 7,2% de opiniões negativas. Já Sarkozy tem 36% de aprovação e 61% de desaprovação. </em></p>
<p><em>Ambos responsabilizam a imprensa pelos resultados. LF</em></p>
<p><strong>Gripe suína, crise no Senado e caso Lina Vieira contribuíram para variação, informou instituto de pesquisas</strong></p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99" class="fonte">Fábio Graner, da Agência Estado</p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<div style="text-align: center"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" id="infografico" width="554" height="358" align="middle"><param name="id" value="infografico" /><param name="width" value="554" /><param name="height" value="358" /><param name="bgcolor" value="FFFFFF" /><param name="align" value="middle" /><param name="_cx" value="16404" /><param name="_cy" value="10583" /><param name="src" value="http://www.estadao.com.br/especiais/2009/09/cntsensus_materia.swf" /><param name="wmode" value="Window" /><param name="play" value="-1" /><param name="loop" value="0" /><param name="quality" value="High" /><param name="menu" value="0" /><param name="allowscriptaccess" value="sameDomain" /><param name="scale" value="ShowAll" /><param name="devicefont" value="0" /><param name="embedmovie" value="0" /><param name="seamlesstabbing" value="1" /><param name="profile" value="0" /><param name="profileport" value="0" /><param name="allownetworking" value="all" /><param name="allowfullscreen" value="false" /><embed type="application/x-shockwave-flash" id="infografico" width="554" height="358" bgcolor="FFFFFF" align="middle" _cx="16404" _cy="10583" src="http://www.estadao.com.br/especiais/2009/09/cntsensus_materia.swf" wmode="Window" play="-1" loop="0" quality="High" menu="0" allowscriptaccess="sameDomain" scale="ShowAll" devicefont="0" embedmovie="0" seamlesstabbing="1" profile="0" profileport="0" allownetworking="all" allowfullscreen="false"></embed></object></div>
<p>BRASÍLIA -  A avaliação positiva do governo Lula caiu 4,4 pontos percentuais, passando de 69,8% em maio para 65,4% em setembro, de acordo com pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta terça-feira, 8. Em contrapartida, a avaliação negativa da administração do presidente aumentou 1,4 ponto percentual, de 5,8% para 7,2%.</p>
<p><strong>Veja também: </strong><a href="http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac431264,0.htm" class="inot"><strong>CNT/Sensus: Serra lidera todas simulações para 2010</strong></a></p>
<p><span class="inot">A avaliação regular subiu de 23,9% para 26,6%. Segundo o diretor do Sensus, Ricardo Guedes, a queda na opinião favorável ao governo ocorre principalmente entre pessoas das regiões Sul e Sudeste, entre mulheres, pessoas jovens e de &#8220;maior idade&#8221;.Já a aprovação a Lula recuou de 81,5% em maio para 76,8% em setembro e a desaprovação subiu três pontos percentuais, de 15,7% para 18,7%. Embora o nível de desaprovação do presidente tenha aumentado, sua avaliação positiva ainda se encontra em um patamar significativamente alto, conforme analisou Guedes.</span></p>
<p><span class="inot">Guedes associou a queda nas avaliações positivas do governo e do presidente Lula a três fatores: gripe suína, o episódio envolvendo a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira com a ministra Dilma Rousseff e a crise no Senado, envolvendo o presidente da casa, senador José Sarney, embora este último tema não esteja contemplado na pesquisa. Segundo o diretor, há uma postura do presidente Lula de chamar crises institucionais para si, que prejudica sua popularidade. &#8220;Há uma postura menos política de Lula&#8221;, afirmou.</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/09/aprovacao-a-lula-cai-de-815-para-768-indica-cntsensus/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Um Sarkozy nem de direita, nem de esquerda&#8230; o engodo que funciona</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/07/um-sarkozy-nem-de-direita-nem-de-esquerda-o-engodo-que-funciona/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/07/um-sarkozy-nem-de-direita-nem-de-esquerda-o-engodo-que-funciona/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2009 19:06:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[FRANÇA]]></category>
		<category><![CDATA[Sarkozy]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/07/um-sarkozy-nem-de-direita-nem-de-esquerda-o-engodo-que-funciona/</guid>
		<description><![CDATA[Le Sarkozy « nouveau », une supercherie qui marche


Par Patrick Jarreau &#124; Rue 89
Le message a été largement diffusé depuis trois semaines. Le président de la République n&#8217;a rien ménagé pour nous convaincre qu&#8217;il entrait -et nous avec lui- dans une nouvelle phase de son quinquennat.Un Nicolas Sarkozy métamorphosé occuperait maintenant l&#8217;Elysée. Il a « rompu avec la rupture », [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1 class="title">Le Sarkozy « nouveau », une supercherie qui marche</h1>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.gala.fr/var/gal/storage/images/media/images/actu/photos_on_ne_parle_que_de_ca/sarkozy2/carla_et_nicolas_sarkozy_bisous/772471-1-fre-FR/carla_et_nicolas_sarkozy_bisous_reference.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://www.gala.fr/var/gal/storage/images/media/images/actu/photos_on_ne_parle_que_de_ca/sarkozy2/carla_et_nicolas_sarkozy_bisous/772471-1-fre-FR/carla_et_nicolas_sarkozy_bisous_reference.jpg" width="555" height="385" /></div>
<div style="text-align: center"></div>
<div style="background-color: #ffff99" class="submitted">Par Patrick Jarreau | Rue 89</div>
<p>Le message a été largement diffusé depuis trois semaines. Le président de la République n&#8217;a rien ménagé pour nous convaincre qu&#8217;il entrait -et nous avec lui- dans une nouvelle phase de son quinquennat.<!--break-->Un Nicolas Sarkozy métamorphosé occuperait maintenant l&#8217;Elysée. Il a « rompu avec la rupture », nous dit-on. Il a réhabilité le « modèle français ». S&#8217;éloignant lui-même de Neuilly-Auteuil-Passy et du « triangle d&#8217;or » des Champs-Elysées (il a informé officiellement les lecteurs du <a href="http://tempsreel.nouvelobs.com/actualites/20090701.OBS2703/?xtmc=sarkozy&amp;xtcr=25">« Nouvel Observateur »</a> qu&#8217;il regrettait la faute de goût du Fouquet&#8217;s), le chef de l&#8217;Etat se laisserait entraîner par son épouse jusqu&#8217;à la rive gauche de la Seine.</p>
<h3>« C&#8217;est pas la gauche, la France, c&#8217;est pas la droite, la France ! »</h3>
<p>Plus sérieusement, dans son <a href="http://www.elysee.fr/documents/index.php?mode=view&amp;lang=fr&amp;cat_id=7&amp;press_id=2723">discours du 22 juin</a> devant le Congrès et dans nombre de ses propos depuis, le président a assuré vouloir ignorer désormais la frontière entre majorité et opposition, renoncer aux antagonismes (tout en maintenant les « divergences » sur la responsabilité individuelles et l&#8217;égalité), travailler avec tout le monde.</p>
<p>La mémoire historique propose un lointain modèle à ce mouvement. Candidat à la première élection présidentielle de la Ve République, en 1965, Charles de Gaulle, douloureusement surpris d&#8217;avoir été mis en ballottage au premier tour, avait refusé la suggestion de son premier ministre, Georges Pompidou, qui lui recommandait de se présenter, au second tour, comme le chef des « nationaux » contre « tous les autres ». Il avait au contraire chanté les mérites de la France unie, à la fois ordre et mouvement, droite et gauche, étant entendu que « c&#8217;est pas la gauche, la France, c&#8217;est pas la droite, la France ! ». <em>(<a href="http://www.ina.fr/politique/elections/video/I00012573/charles-de-gaulle-petite-phrase-c-est-pas-la-gauche-la-france-pas-la-droite.fr.html">Voir la vidéo</a>)</em></p>
<p>Nicolas Sarkozy, dont la formation politique initiale est le gaullisme, n&#8217;a pas oublié cette leçon de base. Il s&#8217;en inspire dans un contexte bien différent, mais la recette est facile à reconnaître.</p>
<p>A vrai dire, le mélange de libéralisme économique et de dirigisme plus ou moins social, caractéristique du gaullisme, était déjà présent <a href="http://www.u-m-p.org/site/index.php/ump/s_informer/discours/reunion_publique_agen_22_juin_2006">dans la campagne électorale</a> de 2006-2007. Le tisserand de cette étoffe chamarrée était Henri Guaino, ancien collaborateur de Philippe Séguin, de Charles Pasqua, puis de la campagne de Jacques Chirac en 1995, aujourd&#8217;hui conseiller spécial du président.</p>
<p>Où est la nouveauté, alors ? Le président parle plus souvent de la France et des Français. Il a même affirmé que la crise du capitalisme financier était la revanche des « valeurs françaises ». Il prend la défense du Tour de France qui « fait partie des bonheurs des Français ». Comme dit le philosophe <a href="http://gauchet.blogspot.com/2009/07/le-spectre-qui-hante-leurope-cest-la.html">Marcel Gauchet</a>, il s&#8217;est « franchouillardisé ».</p>
<p>Mais, pour le reste, rien de changé. Le vote par l&#8217;Assemblée nationale d&#8217;une énième version de la proposition de loi sur le travail du dimanche atteste que le président n&#8217;a modifié en rien son programme. De même, la réduction des effectifs de fonctionnaires continue, et la loi sur l&#8217;hôpital n&#8217;attend que le feu vert du Conseil constitutionnel pour entrer en application. Le report de l&#8217;âge légal de la retraite est annoncé pour l&#8217;an prochain.</p>
<h3>Pas de « parenthèse »</h3>
<p>Qu&#8217;on s&#8217;en réjouisse ou qu&#8217;on s&#8217;en lamente, la réforme sarkozyenne n&#8217;est pas abandonnée. La crise n&#8217;a absolument pas provoqué, à droite, une transformation comparable à celle qu&#8217;avait dû accomplir François Mitterrand quand il s&#8217;était converti à la rigueur, en 1983, le PS entrant alors dans ce que Lionel Jospin avait appelé une « parenthèse » -dont il n&#8217;est jamais ressorti.</p>
<p>A l&#8217;inverse, je ne vois vraiment pas la moindre décision ou le moindre texte législatif que l&#8217;on puisse citer comme preuve tangible d&#8217;un cours nouveau et d&#8217;un ralliement du président d&#8217;aujourd&#8217;hui et de son parti au « modèle social français » qu&#8217;ils présentaient, il y a deux ans, comme périmé. Au reste, Nicolas Sarkozy a livré lui-même la clé de sa politique aux parlementaires de l&#8217;UMP : « mobiliser les électeurs tout en démobilisant les adversaires ». Le point 2 est une réussite totale, avec la coopération active des intéressés.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/07/um-sarkozy-nem-de-direita-nem-de-esquerda-o-engodo-que-funciona/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>França: recorde de abstenção no escrutino europeu. O partido de Sarkozy obtêm um bom resultado e o PS um forte recuo</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/06/franca-recorde-de-abstencao-no-escrutino-europeu-o-partido-de-sarkozy-obtem-um-bom-resultado-e-o-ps-um-forte-recuo/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/06/franca-recorde-de-abstencao-no-escrutino-europeu-o-partido-de-sarkozy-obtem-um-bom-resultado-e-o-ps-um-forte-recuo/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 07 Jun 2009 19:42:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[eleições europeias]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[FRANÇA]]></category>
		<category><![CDATA[parlamento europeu]]></category>
		<category><![CDATA[PS]]></category>
		<category><![CDATA[Sarkozy]]></category>
		<category><![CDATA[UE]]></category>
		<category><![CDATA[UMP]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/06/franca-recorde-de-abstencao-no-escrutino-europeu-o-partido-de-sarkozy-obtem-um-bom-resultado-e-o-ps-um-forte-recuo/</guid>
		<description><![CDATA[
REUTERS/PHILIPPE WOJAZER &#8211; AU QG d&#8217;Europe Ecologie, on célèbre la troisième place au scrutin européen, dimanche 7 juin.
Européennes : l&#8217;UMP en tête, le PS en fort recul
Première confirmation : la France se dirige vers un nouveau record d&#8217;abstention aux élections européennes. Selon les premières estimations, environ 60 % des Français auraient boudé le scrutin.
Les listes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><img src="http://medias.lemonde.fr/mmpub/edt/ill/2009/06/07/h_4_ill_1203636_f214_856097.jpg" alt="AU QG d'Europe Ecologie, on célèbre la troisième place au scrutin européen, dimanche 7 juin." title="AU QG d'Europe Ecologie, on célèbre la troisième place au scrutin européen, dimanche 7 juin. | REUTERS/PHILIPPE WOJAZER" width="555" border="0" height="371" /><br />
<font size="1"><em>REUTERS/PHILIPPE WOJAZER &#8211; AU QG d&#8217;Europe Ecologie, on célèbre la troisième place au scrutin européen, dimanche 7 juin.</em></font></p>
<h1>Européennes : l&#8217;UMP en tête, le PS en fort recul</h1>
<p>Première confirmation : la France se dirige vers un nouveau record d&#8217;abstention aux élections européennes. Selon les premières estimations, environ 60 % des Français auraient boudé le scrutin.</p>
<p>Les listes UMP arrivent en tête au plan national (28,3 % des voix), devançant largement celles du Parti socialiste, qui ne franchit pas la barre symbolique des 20 % des voix (17,5 %), les listes d&#8217;Europe Ecologie (14,8 %) complétant ce trio de tête, selon une estimation TNS Sofres-Logica réalisée pour Le Monde, Le Point, France 2, France 3 et France Inter.</p>
<p>L&#8217;UMP réussit son pari. Les leaders de la majorité s&#8217;étaient fixé un double objectif : rester le premier parti de France et atteindre la barre des 25 % de suffrages. Avec ses 28,3 %, l&#8217;UMP est même au-dessus des estimations les plus favorables. Rachida Dati, élue en Ile-de-France, évoque &#8220;un succès pour le président de la République&#8221;. Dans la région Sud-Est, l&#8217;UMP totalise 29,7 % des voix.</p>
<p>Le PS est deuxième. Mais sans la manière. Martine Aubry espérait un score supérieur à 20 %. Au niveau national, on serait donc à 17,5 %. Le PS n&#8217;avait pas vraiment réussi dans la dernière ligne droite de la campagne à faire entendre sa différence avec d&#8217;autres listes à gauche qui se définissaient comme les dépositaires d&#8217;un &#8220;vote sanction&#8221;. Comme un symbole de l&#8217;effondrement socialiste, dans le Sud-Est, la liste PS, conduite par Vincent Peillon, totalise seulement 15,5 % des voix. Elle est devancée par la liste Europe Ecologie.</p>
<p>Pour François Bayrou, l&#8217;échec est encore plus cuisant. Le MoDem serait en dessous de 9 %, loin des 18,57 % obtenus par son leader au premier tour de la présidentielle de 2007. Surtout, la formation centriste ne parvient pas à s&#8217;imposer comme le troisième parti de France, une place abandonnée aux écologistes.</p>
<p>Les listes Europe Ecologie emmenées par Daniel Cohn-Bendit, Eva Joly et José Bové réaliseraient près de 15 %. La performance des écologistes en Ile-de-France sera scrutée avec attention : vu le bon score obtenu dans l&#8217;Hexagone, il n&#8217;est pas impossible que les écologistes franciliens dépassent les socialistes.</p>
<p>Les listes du Front de gauche totalisent 6,3 % des voix. L&#8217;association avec le Parti de gauche de Jean-Luc Mélenchon a redonné des couleurs au Parti communiste. Il y a deux ans, Marie-George Buffet totalisait 1,93 % des voix à l&#8217;élection présidentielle. Derrière arrivent les listes du Nouveau parti anticapitaliste (NPA) d&#8217;Olivier Besancenot, qui, avec 5 %, atteint l&#8217;objectif qu&#8217;il s&#8217;était fixé. Les listes de Lutte ouvrière ferment la marche avec 1,3 %.</p>
<p>A l&#8217;extrême droite, le Front national recueille 6,5 % des voix, alors que Libertas (le MPF de Philippe de Villiers et les chasseurs du CPNT) totalise 5 % des voix. Dans la région Sud-Est, Jean-Marie Le Pen, qui conduisait la liste FN, recueille 8,5 % des voix.<br />
Le Monde.fr</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/06/franca-recorde-de-abstencao-no-escrutino-europeu-o-partido-de-sarkozy-obtem-um-bom-resultado-e-o-ps-um-forte-recuo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Quem será o primeiro a sair da crise?</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/quem-sera-o-primeiro-a-sair-da-crise/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/quem-sera-o-primeiro-a-sair-da-crise/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 06 May 2009 22:41:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[dívida pública França]]></category>
		<category><![CDATA[FRANÇA]]></category>
		<category><![CDATA[recessão]]></category>
		<category><![CDATA[Sarkozy]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/quem-sera-o-primeiro-a-sair-da-crise/</guid>
		<description><![CDATA[
Gilles Lapouge* &#8211; O Estado SP
A crise econômica vai evaporar como uma bolha de sabão, uma gripe suína? Ninguém acredita nisso e, no entanto, já está se começando a delinear um cenário de &#8220;saída da crise&#8221;. Na Europa, quem vai se recuperar primeiro? Como sempre, os prognósticos são dominados pela rivalidade entre os grandes países [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://colunas.epoca.globo.com/files/961/2009/03/sarkozy.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://colunas.epoca.globo.com/files/961/2009/03/sarkozy.jpg" width="255" height="385" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Gilles Lapouge* &#8211; O Estado SP</p>
<p>A crise econômica vai evaporar como uma bolha de sabão, uma gripe suína? Ninguém acredita nisso e, no entanto, já está se começando a delinear um cenário de &#8220;saída da crise&#8221;. Na Europa, quem vai se recuperar primeiro? Como sempre, os prognósticos são dominados pela rivalidade entre os grandes países europeus.</p>
<p>Entre França, Itália, Inglaterra ou Alemanha, qual país será o mais dinâmico? Qual sairá mais estropiado, caolho, surdo ou capenga? Dois países se fiscalizam: França e Alemanha, os &#8220;amigos íntimos&#8221; que, na realidade, não param de se vigiar, às vezes até tentando colocar um pouco de veneno na sopa do outro. Até agora é a França que ganha as apostas. Ela deixaria a zona de risco daqui a um ano. Os outros estariam aos empurrões para ocupar o segundo lugar.</p>
<p>Foi Nicolas Sarkozy que pintou esse cenário, que considera justo, pois a França tem a chance de ter um presidente mais inteligente do que os outros presidentes europeus. Portanto, é normal que saia do pesadelo mais rápido do que os outros. E, como é uma boa menina, &#8220;ainda ajudaria os vizinhos a sair do buraco&#8221;.</p>
<p>O problema é que os especialistas da União Europeia não parecem ter compreendido muito bem esse raciocínio brilhante de Sarkozy. Seus prognósticos são diferentes. Para eles, será a Alemanha que vai sair primeiro da crise. No início de 2010, a França ainda estará em recessão (contração de 0,2% no Produto Interno Bruto), enquanto Alemanha, Inglaterra e Itália já estariam mostrando algum crescimento (de 0,1% a 0,3%).</p>
<p>Que humilhação: até a Itália deverá ter um desempenho melhor do que o da França! Que desgraça! A superioridade da Alemanha é explicada: o país dispõe de uma estrutura industrial mais forte e formada por muitas pequenas e médias empresas muito competentes. Mas, o pior de tudo, é que a França está tragicamente endividada.</p>
<p>E, depois de Sarkozy, a dívida explodiu. Antes mesmo da crise, ela já era profunda. E hoje se subvenciona a toda força. Os bancos são socorridos, como também as montadoras, com bilhões de euros. Entre 2008 e 2009, o déficit público francês dobrou, chegando a 100 bilhões.</p>
<p>No fim de 2008, a dívida pública francesa se elevou para 68% do Produto Interno Bruto, representando uma dívida de 52 mil para cada francês. O serviço da dívida absorve quase a soma total do imposto de renda. O governo, sem dúvida, será obrigado a aumentar a receita, o que significará aumentar impostos e, sobretudo, o valor das contribuições sociais. Não existe meio melhor para frear ou mesmo impedir o crescimento.</p>
<p>Moral da história: o importante não é ser mais inteligente do que todo o mundo (ou dizer isso), é preciso também ser responsável.</p>
<p><strong>*Gilles Lapouge é correspondente em Paris</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/quem-sera-o-primeiro-a-sair-da-crise/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Governo francês torna regras de entrada cada vez mais rígidas; só em março, 206 brasileiros foram repatriados</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/governo-frances-torna-regras-de-entrada-cada-vez-mais-rigidas-so-em-marco-206-brasileiros-foram-repatriados/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/governo-frances-torna-regras-de-entrada-cada-vez-mais-rigidas-so-em-marco-206-brasileiros-foram-repatriados/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2009 13:17:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[FRANÇA]]></category>
		<category><![CDATA[imigração]]></category>
		<category><![CDATA[passaportes]]></category>
		<category><![CDATA[Sarkozy]]></category>
		<category><![CDATA[Schenguen]]></category>
		<category><![CDATA[viagens]]></category>
		<category><![CDATA[Vistos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/governo-frances-torna-regras-de-entrada-cada-vez-mais-rigidas-so-em-marco-206-brasileiros-foram-repatriados/</guid>
		<description><![CDATA[
 Triplica o nº de barrados 
Andrei Netto &#8211; O Estado SP
O governo francês está repatriando brasileiros em massa no Aeroporto Internacional Roissy-Charles de Gaulle. Entre janeiro e março, o número de viajantes &#8211; a maioria de turistas &#8211; barrados no setor de imigração triplicou. Apenas em dois voos nos últimos dias, mais de 30 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.plumedepresse.com/local/cache-vignettes/L180xH120/expulsionweb8854-7efc9.jpg" alt="http://www.plumedepresse.com/local/cache-vignettes/L180xH120/expulsionweb8854-7efc9.jpg" /></div>
<p><strong> Triplica o nº de barrados </strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Andrei Netto &#8211; O Estado SP</p>
<p>O governo francês está repatriando brasileiros em massa no Aeroporto Internacional Roissy-Charles de Gaulle. Entre janeiro e março, o número de viajantes &#8211; a maioria de turistas &#8211; barrados no setor de imigração triplicou. Apenas em dois voos nos últimos dias, mais de 30 pessoas foram detidas e devolvidas, muitas das quais sem explicações.</p>
<p>O bloqueio de estrangeiros nos principais aeroportos da França não é dirigido contra brasileiros, mas eles são vítimas cada vez mais frequentes do rigor no controle da imigração ordenado pelo governo do presidente Nicolas Sarkozy. A atitude é paradoxal porque vem no momento em que começa (exatamente hoje) o Ano da França no Brasil, destinado a divulgar uma &#8220;França moderna e ávida de diálogo&#8221;.</p>
<p>De acordo com a TAM, só em março 206 passageiros que viajavam pela companhia foram impedidos de entrar na França. O número é três vezes maior do que os 67 bloqueados em janeiro e quase o dobro dos 116 retidos em fevereiro.</p>
<p>A indignação com as restrições vem crescendo nas duas últimas semanas, graças a um protesto em torno do repatriamento da professora universitária Solange França, de 39 anos. Docente da Universidade Estadual de Santa Cruz, em Ilhéus, na Bahia, a engenheira agrônoma foi barrada no voo TAM 8068, que chegou ao Aeroporto Charles de Gaulle às 14 horas da quinta-feira, dia 10. Nas sete horas que se sucederam, Solange foi detida para conferência de documentação e encaminhada para uma sala da Direção de Polícia de Fronteiras (Dpaf). Lá, tentou se explicar, antes de ser obrigada a embarcar em um voo de retorno ao País.</p>
<p><strong>SEM DOIS DOCUMENTOS</strong></p>
<p>Mesmo com passaporte regular, dinheiro &#8211; 1,8 mil &#8211; e cartões de crédito, Solange acabou tendo o acesso à França negado pela falta de dois documentos: um seguro-saúde e um atestado oficial, emitido pelas prefeituras distritais na França, reconhecendo o abrigo temporário em um endereço preciso &#8211; como hotel ou a casa de amigos. &#8220;Solicitei esclarecimentos ao policial da recepção, mas ele mandou que eu me sentasse, em um tom de voz ameaçador e agressivo. Neste momento, percebi que estava sendo expulsa da França&#8221;, relatou. Junto dela, outros 15 brasileiros também foram obrigados a assinar um termo de &#8220;recusa de entrada&#8221;.</p>
<p>A ira seguinte acaba repassada ao Consulado do Brasil em Paris, por causa da suposta indiferença com que estaria tratando as vítimas. A própria Solange é uma das que denunciaram a suposta negligência. Enquanto era detida, tentou auxílio na embaixada, por telefone, mas um número havia sido modificado e outro não atendia. Um terceiro telefonema foi atendido por um vigia, que lhe forneceu um telefone celular do plantão de emergências, que estava desligado.</p>
<p>O retorno dos apelos só aconteceu horas mais tarde. &#8220;Eu me senti desprotegida. Quando consegui o auxílio, já era tarde. Talvez antes ainda fosse possível pagar um seguro-saúde, ou reservar um hotel, mas nada disso pôde ser tentado&#8221;, lamenta a professora. &#8220;O que me espanta é que um número elevado de brasileiros está retornando todos os dias e o consulado não parece preparado.&#8221;</p>
<p><strong>VISTO PARA CÔNSUL</strong></p>
<p>Procurada pelo Estado, a embaixadora Maria Celina Rodrigues, cônsul em Paris, afirmou que Solange não havia atentado para algumas exigências do governo francês, mas não isentou o Ministério da Imigração de críticas. &#8220;Não temos como fazer mais pelos brasileiros que são retidos porque a verificação é feita na porta do avião, onde não temos acesso.&#8221;</p>
<p>Maria Celina confirmou os atritos no Aeroporto Charles de Gaulle. &#8220;Há uma série de problemas que estão acontecendo e infelizmente escapam ao nosso controle. Perdemos a capacidade de agir&#8221;, diz, referindo-se às cotas de expulsão de estrangeiros do governo francês. &#8220;A situação é preocupante. Uma alternativa seria cancelar os acordos de ingresso automático e ambos os países passarem a exigir vistos. Só não sugiro esta alternativa ao Itamaraty porque seria necessário denunciar o acordo em vigor e, além disso, não teríamos pessoal para atender à demanda.&#8221;</p>
<p>A embaixadora revelou ainda que já foi vítima do rigor francês. Ao assumir o cargo, mesmo em função diplomática, teve de requisitar visto de trabalho à Embaixada da França no Brasil, uma atitude incomum. &#8220;Então, sugeri ao Itamaraty que adotasse o princípio da reciprocidade, o que acabou acontecendo&#8221;, conta. Maria Celina explicou ainda que tenta obter uma audiência no Ministério da Imigração para esclarecer o problema, mas ainda não foi atendida.</p>
<p><strong><br />
<font size="5">Rigidez nas normas envergonha até franceses</font></strong></p>
<p>&#8220;Nós não temos mais o direito de receber nossos amigos sem pedir autorização?&#8221;, indagam</p>
<p style="background-color: #ffff99">ANDREI NETTO &#8211; O Estado SP</p>
<p>Casos como o da professora Solange França, repatriada ao Brasil, causam inconformidade não apenas entre imigrantes, mas também entre cidadãos franceses. Yves Bellenand, francês que hospedaria Sônia e a aguardava no saguão do aeroporto no dia do repatriamento, é um dos que se mostram indignados contra o rigor imposto pelo Palácio do Eliseu contra os estrangeiros. &#8220;Vergonha e revolta são os dois sentimentos que me movem. Vergonha de ser francês e revolta contra um poder que tem como linha de conduta a repressão pura.&#8221;</p>
<p>Segundo Bellenand, o atestado oficial de acolhimento (recepção de visita estrangeira, por exemplo) exige, além do preenchimento de formulário, comprovantes de pagamento de eletricidade e de aluguel, atestado de salubridade do imóvel, cópia de carteira de identidade e 45 de taxa. E, mesmo assim, o acolhimento pode ser negado. &#8220;Não temos mais o direito de receber nossos amigos estrangeiros sem pedir autorização?&#8221;, questiona Bellenand, casado com uma brasileira.</p>
<p>Por trás do aumento dos casos de repatriamento está uma política de Estado, ordenada pelo governo e posta em prática pelos Ministérios da Imigração e do Interior, que estipulou metas de expulsões. Em janeiro, o ministro da Imigração, Brice Hortefeux, apresentou, com orgulho, os números de sua gestão. Só em 2008, 29,7 mil estrangeiros em situação &#8220;irregular&#8221; foram &#8220;reconduzidos à fronteira&#8221;, ante 23,2 mil em 2007. O número foi além do imaginado, uma vez que o objetivo &#8211; admitido por Hortefeux -, era de 26 mil expulsões.</p>
<p>Procurado pelo Estado, o Ministério da Imigração informou que não se pronunciaria e o do Interior não respondeu.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/governo-frances-torna-regras-de-entrada-cada-vez-mais-rigidas-so-em-marco-206-brasileiros-foram-repatriados/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Os limites do bonapartismo</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/os-limites-do-bonapartismo/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/os-limites-do-bonapartismo/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2009 23:05:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[bonapartismo]]></category>
		<category><![CDATA[David Rieff]]></category>
		<category><![CDATA[FRANÇA]]></category>
		<category><![CDATA[Sarkozy]]></category>
		<category><![CDATA[UMP]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/os-limites-do-bonapartismo/</guid>
		<description><![CDATA[
David Rieff &#8211; VALOR
Sarkozy pode se dar ao luxo de dar as costas a seu partido, em vista do colapso total da oposição socialista
Após quatro décadas, a França retornou ao comando militar unificado da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). De uma tacada, o presidente Nicolas Sarkozy derrubou um dos pilares da política francesa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.internationalist.org/sarkozynapoleon.jpg" alt="http://www.internationalist.org/sarkozynapoleon.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">David Rieff &#8211; VALOR</p>
<p>Sarkozy pode se dar ao luxo de dar as costas a seu partido, em vista do colapso total da oposição socialista</p>
<p>Após quatro décadas, a França retornou ao comando militar unificado da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). De uma tacada, o presidente Nicolas Sarkozy derrubou um dos pilares da política francesa &#8211; e do legado de Charles de Gaulle, fundador do próprio partido político de Sarkozy.</p>
<p>A decisão é coerente com a maneira como Sarkozy governou desde sua eleição em 2007. Quer se trate de buscar uma reforma para o sistema judiciário francês, redesenhar seu mapa administrativo, propor uma nova aliança de países mediterrâneos, ou aparentemente por fim à ambígua política externa francesa &#8211; de alinhamento e não alinhamento com os Estados Unidos -, Sarkozy é pura ambição.</p>
<p>O problema é que um número excessivo de decisões de Sarkozy revelaram-se puramente simbólicas, como a malfadada União Mediterrânea; mal concebida, tal como a reforma judiciária, à qual se opõe virtualmente toda a magistratura; ou abertamente motivada por autointeresse, como a reforma administrativa, que de alguma maneira conseguiu abolir apenas os departamentos e administrações regionais controlados pela oposição socialista.</p>
<p>Muita gente no UMP, partido governante de Sarkozy têm se manifestado cada vez mais publicamente, ao expressar sua insatisfação com seu método de tomada de decisões. Na realidade, em vez de conceder séria margem para tomada de decisões a seu primeiro-ministro, François Fillon, ou ao gabinete de Fillon, Sarkozy trouxe praticamente todas as alavancas de poder para si e seus assessores dentro do palácio do Eliseu.</p>
<p>Com efeito, poucas observadores informados duvidam de que Jean-David Levitte, principal assessor de política externa de Sarkozy, tenha influência muito maior do que o ministro de Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner. Analogamente, em questões de política interna, a ministra do Interior, Michele Alliot-Marie, nada tem que se aproxime da agenda poderosa de Claude Guéant, assessor histórico de Sarkozy e diretor-geral do gabinete presidencial.</p>
<p>A despeito dos hábitos autoritários de de Gaulle ou de François Mitterrand, a personalização da presidência por Sarkozy é inédita na história da Quinta República. Sarkozy faz pouco segredo de seu desdém por membros de seu próprio partido, atraindo para seu gabinete socialistas como Kouchner e Rama Yade, vice-ministro para Relações Exteriores, e nomeando socialistas aposentados da cena política, como o ex-primeiro-ministro Michel Rocard, para comandar comissões nacionais e representar a França em negociações de tratados internacionais. Sarkozy pode se dar ao luxo de dar as costas a seu partido, em vista do colapso total da oposição socialista, que quase certamente perderá a eleição em 2012.</p>
<p>Se Sarkozy governasse com eficácia, esses desvios políticos e institucionais poderiam parecer uma lufada de ar fresco em uma sociedade cujas instituições parecem cada vez mais inadequadas diante dos problemas de uma sociedade multiétnica e pós-industrial (ainda que a dirigista França tenha conservado sua base industrial melhor do que muitos outros países ricos).</p>
<p>Foi assim que muitos dos que apoiavam o pleito presidencial de Sarkozy o viam. Apesar das diferenças de políticas, Sarkozy seria para a França o que Margaret Thatcher fora para o Reino Unido: um líder que tiraria o país de seu impasse, conservando os melhores aspectos de dirigismo, mas finalmente dando aos empreendedores espaço para crescer, reprimindo a criminalidade e reformando o ensino.</p>
<p>Mas Sarkozy não governou com eficácia, como deixam abundantemente claro o desencanto de seu partido consigo e dados de pesquisas. O caráter frenético de sua presidência &#8211; iniciativa transbordando em iniciativa, cada uma delas sendo a solução transformativa para o problema imediato e toda oposição sendo denunciada como eivada de mentira, ma fé e covardia &#8211; desgastou-se.</p>
<p>Em relação a diversas questões, especialmente salários, impera a liberalização do emprego, e a reforma do judiciário e da educação secundária, programas anunciados com tremendo alarde tiveram de ser adiados ou cancelados. Quase invariavelmente, Sarkozy atribuiu a culpa ao ministro em questão, e então avançou para o tema seguinte que atraiu seu interesse. Enquanto isso, sua obsessão com o domínio do ciclo diário de notícias, não importa quão volátil o pretexto, continua inclemente. Ele já chegou a aparecer em cenas de crime &#8211; não provocados por distúrbios urbanos, mas de crimes passionais privados, onde nenhuma razão de Estado poderia justificar a presença do presidente da República.</p>
<p>Em vista do estado patético da oposição socialista, é difícil ver que preço, se algum, Sarkozy pagará por seu histórico na presidência. Mas esse estilo de governo &#8211; essencialmente uma campanha eleitoral, e não um governo &#8211; praticamente assegura que quase nada de real importância poderá ser realizado.</p>
<p>Em recente entrevista coletiva à imprensa, o presidente americano Barack Obama comentou abominar fazer comentários precipitados sobre questões de grande relevância pública antes de ter absoluta certeza de conhecer o assunto em questão &#8211; e antes que tivesse segurança de sua opinião sobre o tema. Muitos franceses desejariam que tal autodisciplina pudesse contaminar Nicolas Sarkozy. Dado seu temperamento, porém, isso dificilmente parece provável de acontecer. Em consequência, um governo no qual muitos tinham colocado grandes esperanças está descambando em demagogia e ineficácia.</p>
<p><strong>David Rieff é autor de &#8220;At the Point of a Gun: Democratic Dreams and Armed Intervention&#8221; (A queima roupa: sonhos democráticos e intervenções armadas). Seu livro mais recente, &#8220;Swimming in a Sea of Death: A Son´s Memoir&#8221; (Nadando num mar de morte: memória de um filho), trata de sua mãe, a romancista e crítica Susan Sontag. © Project Syndicate/Europe´s World, 2009. www.project-syndicate.org</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/os-limites-do-bonapartismo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O esforço de Sarkozy para se aproximar de Obama</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/o-esforco-de-sarkozy-para-se-aproximar-de-obama/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/o-esforco-de-sarkozy-para-se-aproximar-de-obama/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 03 Apr 2009 15:02:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[MÍDIA]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[G-20]]></category>
		<category><![CDATA[Merkel]]></category>
		<category><![CDATA[Obama]]></category>
		<category><![CDATA[regulação]]></category>
		<category><![CDATA[Sarkozy]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/o-esforco-de-sarkozy-para-se-aproximar-de-obama/</guid>
		<description><![CDATA[
Gilles Lapouge * &#8211; O Estado SP
O G-20 permitiu ver que o novo &#8220;casal&#8221; Sarkozy/Angela Merkel vem se dando muito bem. Em vez de brigarem como cão e gato, o que ocorria há seis meses, o francês e a alemã formaram uma frente para impor ao G-20 um plano de moralização do sistema financeiro mundial.
No [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://news.sky.com/sky-news/content/StaticFile/jpg/2009/Apr/Week1/15253825.jpg" alt="http://news.sky.com/sky-news/content/StaticFile/jpg/2009/Apr/Week1/15253825.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Gilles Lapouge * &#8211; O Estado SP</strong></p>
<p>O G-20 permitiu ver que o novo &#8220;casal&#8221; Sarkozy/Angela Merkel vem se dando muito bem. Em vez de brigarem como cão e gato, o que ocorria há seis meses, o francês e a alemã formaram uma frente para impor ao G-20 um plano de moralização do sistema financeiro mundial.</p>
<p>No entanto, Angela Merkel saiu um pouco à frente de Sarkozy na &#8220;corte&#8221; que todos os chefes de Estado fizeram ontem ao maravilhoso Obama. No jantar em Downing Street, quem estava ao lado de Obama? Angela Merkel, felizarda! Mas Sarkozy não poupa esforços. Há três meses vem tentando estreitar relações com o americano, mas as coisas não avançam muito rápido. Tentou tudo.</p>
<p>No dia da vitória de Obama, bateu todos os rivais. Enviou felicitações ao novo presidente uma hora antes de Gordon Brown e duas antes de Merkel (ele esqueceu do &#8220;c&#8221; de Barack, mas não foi nada grave).</p>
<p>Decidido a encontrar o americano antes dos outros, Sarkozy mandou preparar o avião para voar a Chicago em novembro. Mas Obama estava com a cabeça em outro lugar. O britânico Brown foi mais esperto. Foi recebido na Casa Branca. É verdade que americanos e ingleses têm uma relação especial.</p>
<p>Após longas e dolorosas semanas de espera, um consolo. Há dez dias o jornal Figaro mostrou na capa uma enorme fotografia com Sarkozy e Obama, conversando. Muito estranho! Mais tarde ficou-se sabendo que era uma montagem para dar a conhecer ao povo francês que os dois chefes tinham conversado por telefone. De fato, houve o diálogo. Bela proeza!</p>
<p>Sarkozy achava que a viagem de Obama à Europa permitiria que os dois tivessem um encontro a sós. Mas, no âmbito do G-20, seria difícil. Falta de tempo. Além disso, 19 outros chefes de Estado estariam disputando o americano, e uma reunião à parte não seria possível.</p>
<p>Sarkozy imaginou outro cenário. Convidou Obama para uma viagem às praias da Normandia, local de desembarque dos americanos em 1944. Uma peregrinação que os presidentes americanos gostam de fazer.Mas Obama não vai ter tempo. Bom, fica para uma outra vez.</p>
<p>Mas por que Obama não tem tempo? Tem ao seu alcance outros grandes chefes de Estado, no G-20: o indiano, o brasileiro, o russo, o chinês. Aliás, ontem mesmo disse que o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, é &#8220;o cara&#8221;.</p>
<p>Portanto, até que poderia ir à Normandia com Sarkozy. Mas não. Obama tem outra coisa de urgente para fazer. Pretende ir a Praga. Praga? Sim, a capital da República Checa, um país sem governo, e, além do mais, um país &#8220;eurocético&#8221;.</p>
<p>E não é tudo. No fim do seu périplo, Obama reservou dois dias para a Turquia, país que tem um quinto do seu território dentro da Europa, os outros 4/5 na Ásia. E um país governado por &#8220;islâmicos moderados&#8221;.</p>
<p>Esse americano é desconcertante. Claro que, refletindo mais, a Turquia pode ser uma preciosa intermediária entre os diferentes Estados que, há 50 anos, lutam até a morte no Oriente Médio.</p>
<p>Diante de tudo isso, o que se diz é que Sarkozy não conseguiu forçar a porta nem o coração de Obama. Isso não porque Obama não goste do presidente francês ou das suas bravatas. Talvez seja, simplesmente, porque, no momento, a Europa não é o problema número 1 do mundo. Nos seus discursos, Obama não pronunciou a palavra &#8220;Europa&#8221;. E, da mesma maneira que não vai à Normandia, também não terá tempo de ir a Berlim.</p>
<p>Devemos concluir que ele não aprecia muito a Europa, que prefere Medvedev ou Hu Jintao a Sarkozy ou Merkel? Absolutamente. É possível que todas essas hipóteses sejam só invenção ou fantasmas de jornalistas sem inspiração.<br />
<strong><br />
*Gilles Lapouge é correspondente em Paris</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/o-esforco-de-sarkozy-para-se-aproximar-de-obama/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>As promessas do G-20</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/as-promessas-do-g-20/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/as-promessas-do-g-20/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2009 20:56:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[Brown]]></category>
		<category><![CDATA[finanças]]></category>
		<category><![CDATA[G20]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Obama]]></category>
		<category><![CDATA[regulação]]></category>
		<category><![CDATA[Sarkozy]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/as-promessas-do-g-20/</guid>
		<description><![CDATA[Veja o que Obama disse ao Primeiro Ministro da Austrália, sobre o Lula. Clique aqui 
&#160;
&#160;
&#160;

&#8216;Hoje nasce nova ordem financeira mundial&#8217;, diz Brown
Regulação do sistema financeiro mundial foi um dos principais pontos do acordo de líderes do G-20 em Londres

&#160;
Da Redação &#8211; Agencia Estado
&#160;
 SÃO PAULO - A regulação do sistema financeiro mundial foi um dos principais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="5"><strong>Veja o que Obama disse ao Primeiro Ministro da Austrália, sobre o Lula. <a href="http://www.bbc.co.uk/worldservice/emp/pop.shtml?l=pt&amp;t=video&amp;p=/portuguese/meta/dps/2009/04/emp/090402_g20obamalula.emp.xml">Clique aqui </a></strong></font></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="left">&nbsp;</p>
<p align="left">&nbsp;</p>
<div id="c">
<h1>&#8216;Hoje nasce nova ordem financeira mundial&#8217;, diz Brown</h1>
<p><strong>Regulação do sistema financeiro mundial foi um dos principais pontos do acordo de líderes do G-20 em Londres</strong></div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99" class="fonte">Da Redação &#8211; Agencia Estado</p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p> SÃO PAULO - A regulação do sistema financeiro mundial foi um dos principais pontos do acordo de líderes do G-20 em Londres. Este era um grande impasse entre Estados Unidos e Europa. Enquanto os americanos não aceitavam uma fiscalização internacional dos bancos, a Europa defendia o controle. Em uma coletiva de imprensa após a reunião de cúpula do grupo em Londres, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, disse que &#8220;hoje nasceu uma nova ordem financeira mundial. Este é o dia em que o mundo se uniu para lutar conjuntamente contra a recessão global&#8221;.</p>
<p align="center"><img src="http://www.estadao.com.br/brown.jpg" /></p>
<div align="center"></div>
<p align="center"><em>Primeiro-ministro britânico, Gordon Brown: &#8220;Hoje nasceu uma nova ordem financeira mundial&#8221;</em></p>
<p>O presidente da França, Nicolas Sarkozy, reforçou a idéia de que os países do G-20 concordaram em realizar reformas profundas na forma como o sistema financeiro internacional está organizado, regulando fundos de hedge e registrando as agências de crédito.</p>
<p>O acordo saiu após duras negociações entre os países que, como Alemanha e França, davam prioridade à regulação do sistema financeiro internacional e os que, como os Estados Unidos, pediam estímulos fiscais para estimular a economia.</p>
<p>O premiê britânico assegurou que o G-20 lança uma mensagem clara de que &#8220;nesta era global nossa prosperidade é indivisível&#8221;, e de que &#8220;são necessárias soluções globais aos problemas globais&#8221;. Brown disse que o &#8220;consenso de Washington está superado&#8221; e que chegou um &#8220;novo consenso&#8221;, em que o comércio mundial deve se converter em um &#8220;motor de crescimento&#8221;.</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/as-promessas-do-g-20/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Brasil entra tranquilo e sem pressa na reunião</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/brasil-entra-tranquilo-e-sem-pressa-na-reuniao/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/brasil-entra-tranquilo-e-sem-pressa-na-reuniao/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2009 12:19:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[Bancos]]></category>
		<category><![CDATA[Brown]]></category>
		<category><![CDATA[comércio mundial]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[FMI]]></category>
		<category><![CDATA[G20]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Obama]]></category>
		<category><![CDATA[recessão]]></category>
		<category><![CDATA[regulação]]></category>
		<category><![CDATA[Sarkozy]]></category>
		<category><![CDATA[Sistema financeiro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/brasil-entra-tranquilo-e-sem-pressa-na-reuniao/</guid>
		<description><![CDATA[






&#160;
&#160;
Alberto Tamer &#8211; O Estado SP
&#160;


Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")


O Brasil entra sem medo na reunião do G-20 que se inicia hoje com muita expectativa e pouca esperança. Teme-se que seja mais uma &#8220;conferência das promessas não cumpridas&#8221;, como todas as anteriores desse grupo que detém 80% do PIB mundial. Um alto funcionário americano alertou ontem para esse risco.
Seria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="c">
<h3>
<div style="text-align: center"><img src="http://gazetaonline.globo.com/_midias/jpg/103536-49d3f589d39e4.jpg" alt="http://gazetaonline.globo.com/_midias/jpg/103536-49d3f589d39e4.jpg" width="550" height="276" /></div>
<div style="text-align: center"></div>
</h3>
</div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99" class="fonte">Alberto Tamer &#8211; O Estado SP</p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p class="tmTexto" id="ctrl_texto"><span style="color: #155e91" id="tm04" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
<p><script>Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")</script></div>
<div id="corpoNoticia">
<div class="ImagemMateria"></div>
<p>O Brasil entra sem medo na reunião do G-20 que se inicia hoje com muita expectativa e pouca esperança. Teme-se que seja mais uma &#8220;conferência das promessas não cumpridas&#8221;, como todas as anteriores desse grupo que detém 80% do PIB mundial. Um alto funcionário americano alertou ontem para esse risco.</p>
<p>Seria triste, mas não uma tragédia. A economia mundial demorará mais para sair da recessão, os EUA continuarão fazendo sozinho o seu programa de incentivo fiscal e socorro aos bancos, a Europa continuará afundando e um dia, afinal, vai se decidir fazer o inevitável: investir maciçamente no estimulo à demanda interna, uma vez que já se está socorrendo o sistema financeiro.</p>
<p>PODEMOS FICAR SÓ OLHANDO</p>
<p>Nós entramos bem nessa reunião. Já estamos seguindo a estratégia certa. Desde os primeiros sinais da crise, tivemos o cuidado de fiscalizar e oferecer liquidez ao sistema bancário, que está enxuto e sólido.</p>
<p>Estamos executando uma política fiscal fortalecida por reduções de impostos em setores importantes para a geração de empregos e aumento da demanda, como a construção civil e a indústria automobilística. Só a cadeia produtiva dessa indústria representa 23% do PIB do País! Podemos até nos dar ao luxo de apontar o dedo para os países desenvolvidos e dizer, como estamos dizendo, absorvam logo essas subprimes, esses papéis podres que vocês mesmos criaram e que estão intoxicando, envenenando o mercado e as linhas de crédito.</p>
<p>Sabemos que eles vão demorar muito para fazerem isso, mas está cada vez mais claro que não há saídas. Ou os governos dos países ricos assumem os prejuízos ou essa crise vai demorar muito a passar.</p>
<p>E SE NÃO DER CERTO?</p>
<p>É evidente que, se isso acontecer, será ruim para nós. Entraremos em recessão mas poderemos conviver com ela por algum tempo melhor do que os outros.Temos, como a China, um mercado interno potencial inexplorado e não será nenhuma tragédia shakespeariana se por alguns meses tivermos um déficit fiscal de 1% ou 2%. Para nós é importante que essa reunião dê certo, mas a economia não irá cair no fundo do poço se isso não ocorrer.</p>
<p>POR QUE ESPERAR POUCO?</p>
<p>Simplesmente porque, tendo em vista o que aconteceu ontem, em Londres, pode-se dizer que há nitidamente dois blocos bem distintos. Um é formado pelos EUA, Japão e China, do qual o Brasil também faz parte. Eles defendem a aplicação imediata de uma política fiscal agressiva para promover um grande aumento da demanda e retomar o crescimento ainda no fim deste ano. O Brasil já vem há algum tempo aplicando essa estratégia. O fato de o governo ter reduzido impostos para os setores automobilístico e de construção revela pioneirismo. Só a Grã-Bretanha fez algum movimento nesse sentido mas não avançou.</p>
<p>O outro bloco é o da França e Alemanha. Os dois chefes de Estado, Sarkozy e Merkel, se reuniram ontem em Paris e firmaram um ponto de vista comum. Eles vão se opor a qualquer aumento de gastos e defenderão uma reforma imediata do sistema financeiro internacional.</p>
<p>Ainda ontem a chanceler alemã afirmou que a sua economia depende muito das exportações. Mas &#8220;é algo que nem mesmo queremos mudar, afirmou ela.&#8221; Ou seja, ela quer que o mundo mude, cresça mais para importar mais da Alemanha e sustentá-la! Isso não nos leva um pouco de volta ao passado?</p>
<p>G2 COM PINTA DE G3</p>
<p>A perigosa divisão ficou ainda mais clara nesta quarta-feira. Obama reuniu-se com Hu Jintao, no que já se estava chamando, em Londres, de um &#8220;novo G-2&#8243;. Não foi uma conversa informal, não.</p>
<p>Ao fim do encontro, eles anunciaram que decidiram trabalhar para reativar a economia por meio de medidas fiscais, reforçar o sistema financeiro e &#8220;estabelecer um diálogo bilateral estratégico&#8221;. Os EUA já vêm investindo pesadamente na política fiscal e a China destinou mais de US$ 500 bilhões para reativar o consumo interno. Sua vantagem é que os projetos já estão prontos e podem começar a ser executados imediatamente.</p>
<p>Como a Alemanha, seu crescimento espantoso até agora vem dependendo essencialmente das exportações, mas, ao contrário da Alemanha, sabe que precisa reverter essa situação, investindo na demanda interna. Ou isso, ou não crescerá mais de 5% neste ano. Inaceitável para um país com 1,3 bilhão de habitantes, 800 milhões dos quais vivendo pobre ou miseravelmente.</p>
<p><strong>*E- mail: at@attglobal.net</strong></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/brasil-entra-tranquilo-e-sem-pressa-na-reuniao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
