08/11/2009 - 16:59h Com medo do medo

HISTÓRIA


A advogada Silvana Prado, 51, percorreu um longo caminho até encontrar uma resposta para suas crises de pânico e aprender a controlá-las; hoje coordena um grupo de autoajuda

Caio Guatelli/Folha Imagem

A advogada Silvana Prado, 51, que superou as crises de pânico


GABRIELA CUPANI – FOLHA SP


DA REPORTAGEM LOCAL

A advogada paulista Silvana Prado, 51, não esquece seu primeiro encontro com o pânico: estava com seus pais numa loja de material esportivo quando, sem nenhum motivo aparente, começou a sentir um medo terrível. Seu coração disparou. Tentava respirar e não conseguia, faltava-lhe o ar. Começou a suar frio e a sentir tonturas.
Ela já havia experimentado, com menos intensidade, alguns desses sintomas -sempre os atribuía ao cansaço. Da mesma forma súbita como começava, o desconforto desaparecia.
Silvana saiu da loja para respirar e decidiu ir até o carro na tentativa de espantar a sensação ruim. Com os pais preocupados, foram todos embora.
Em vez de diminuir, ao chegar em casa o medo se transformou em pavor. A advogada não conseguia conversar, sentia um aperto no peito. Deitada, a sensação piorou. Com as mãos geladas, a visão embaçada e os lábios dormentes, teve certeza de que estava morrendo. Deitou no chão e esperou pelo pior.
A agonia durou 20 minutos e, inexplicavelmente, desapareceu. A sensação tinha sido tão devastadora que, ao final, Silvana mal conseguia andar.
Passados 17 anos de seu encontro com o pânico, como diz, ela ainda é capaz de se lembrar dos detalhes daquele dia.
Mãe de uma adolescente na época, Silvana tinha acabado de se mudar para os Estados Unidos em função de uma transferência de trabalho do marido. Além de viver o estresse da adaptação ao novo país, ela convivia com uma tragédia recente: em dois anos havia perdido dois filhos com poucos meses de vida, vítimas de uma doença congênita rara.
Silvana sobreviveu àquele ataque de pânico, mas vieram muitos outros. Era sempre a mesma coisa: de repente, sem motivo nenhum, o coração disparava, sentia-se sufocada pela falta de ar, a cabeça parecia estourar, sentia náuseas, achava que estava ficando louca.
As crises também aconteciam à noite. “Acordava com o coração disparado e as mãos dormentes.” Chegou a ter três ataques desses por dia.
“O terror era meu companheiro constante. Depois da primeira crise, ficou o pavor de ter outra”, conta. “Quanto mais medo sentia, mais fraca ficava, mais alimentava o medo e mais poderosa a crise se tornava.”
As crises eram tão assustadoras que ela ficou três meses sem sair de casa, com receio de sofrer um ataque na rua e de se descontrolar. “Tinha medo de ter medo. Eu, que antes era capaz de dirigir até Toronto [no Canadá], não conseguia mais ir ao supermercado”, diz.
Como havia passado por um “check-up” pouco tempo antes, a advogada sabia que não tinha problemas cardíacos. Sua médica, então, lhe receitou remédios contra depressão.
Mas, há quase 20 anos, a síndrome do pânico era um enigma até para os médicos. A doença não era tão estudada nem estava tão em evidência. Poucos especialistas sabiam como diagnosticá-la e tratá-la.
O tempo passava e Silvana não sentia melhoras. Um dia, folheando uma revista que falava da síndrome do pânico, a foto de uma mulher lhe chamou a atenção. “Me identifiquei imediatamente com a expressão de pavor de seu rosto. Ali descobri qual era meu problema.”

Por conta própria
Silvana resolveu, então, buscar respostas por conta própria. Largou os remédios para depressão e começou a frequentar bibliotecas e livrarias em busca dos artigos mais recentes sobre o tema.
“Eu tinha ouvido dizer que pânico não tinha cura e pensei: “Bem, vou ser a primeira a me curar disso”. Fui criando meu tratamento de maneira intuitiva. Li sobre os benefícios da atividade física e comecei a me exercitar. Li sobre os benefícios da meditação e comecei a meditar, a respirar corretamente. A partir daí minhas leituras e estudos nunca pararam. Li tudo o que havia nos Estados Unidos sobre pânico, fiz entrevistas com especialistas e vi que meus passos estavam corretos”, diz.
Silvana também usou técnicas da terapia cognitivo-comportamental. “Comecei a prestar atenção aos meus pensamentos, a analisar o que era verdadeiro ou não, usando pensamentos lógicos para corrigir as ideias distorcidas.”
Foi assim, por conta própria, que Silvana aprendeu que a síndrome do pânico pode ser desencadeada por um evento estressante, que se trata de um transtorno de ansiedade e que as crises podem ser controladas com exercícios de relaxamento e mudanças de comportamento, além dos remédios.
“A maioria dos pacientes precisa de medicamentos, mas ela parece ter descoberto, de maneira intuitiva, estratégias para mudar pensamentos e crenças”, avalia o psiquiatra Acioly Lacerda, da Universidade Federal de São Paulo. “Além disso, por se tratar de um transtorno de ansiedade, medidas que diminuam os níveis de tensão servem como coadjuvantes.”
A melhora foi surpreendente. Já na primeira semana as crises noturnas sumiram. Em seis meses, o problema estava sob controle. “Mas nem todo mundo melhora sem medicamentos”, enfatiza ela.
Em 1999, de volta ao Brasil, foi convidada a dar palestras contando sua experiência. Ao perceber o interesse de pessoas que não tinham a quem recorrer, montou um grupo de autoajuda, o Apoiar, numa sala emprestada pela igreja, em Franca, no interior paulista.
Na primeira reunião apareceram cerca de 50 pessoas, com males como pânico, depressão e ansiedade. “Logo estávamos atendendo 600 pessoas por mês. Uma equipe de voluntários, entre acupunturistas, professores de ioga e psicólogos, trabalhavam para dar apoio a essas pessoas, ensinando técnicas de relaxamento e respiração, entre outros.”
Nesse meio tempo, lançou um livro contando sua experiência e passou a editar um jornal sobre saúde mental.
Após quase dez anos de atividade, em outubro do ano passado o grupo encerrou os trabalhos por falta de recursos. Atualmente, Silvana está negociando um acordo com uma empresa que vai possibilitar a retomada do trabalho.
“Eu me curei e isso é possível se você está disposto a dar os passos necessários em direção à recuperação”, diz.

09/04/2009 - 15:32h “Gestão” Kassab: dinheiro nos bancos, obras paradas e aumento de gastos com propaganda

Para justificar a paralisia em obras e investimentos, a “gestão” Kassab culpa a crise internacional.

Porém, neste período aumentou o volume de recursos financeiros aplicado em bancos, principalmente nos bancos privados. De acordo com o último balancete divulgado (fevereiro de 2009), a Prefeitura já tem quase R$ 4 bilhões de reais em caixa, voltando a patamares pré-eleição.

Relevantes áreas, como educação, habitação, assistência social, obras, subprefeituras, transportes e trânsito foram as mais prejudicadas, pois deixaram de receber quase R$ 1 bilhão, quando comparados com o orçamento do ano anterior.

Um exemplo da rubrica Construção de Reservatórios e Piscinões: No primeiro trimestre do ano passado já haviam sido empenhados R$ 5,1 milhões, mais da metade dos R$ 9,1 milhões previstos. Em 2009, embora o orçamento seja maior, R$ 18,4 milhões, ainda não empenharam nada. Ou seja, não há sequer um piscinão sendo construído por esta dotação.

Uma das poucas áreas em que a Prefeitura mostrou que está fazendo mais é justamente na Comunicação, pois a Secretaria havia empenhado até mar/08 R$23.821.305,29, contra R$ 28.950.739,30 atuais, mais de R$ 5 milhões corresponde a um crescimento de 21,5% nas despesas realizadas pelo órgão. Há uma dotação específica para divulgação do Plano de Metas, mas o referido programa só foi anunciado no dia 31 de março. Só que antes disso, a Secretaria já havia empenhado R$ 12.225.500,00 com esta ação. Os dados são da Bancada de Vereadores do PT.

Conclusão
Os números não deixam dúvidas de que Kassab voltou a ritmo de serviço que sempre desempenhou à frente da Prefeitura, aumentando gastos em Propaganda e aplicações em bancos privados e frustrando a população de São Paulo ao deixar de fazer importantes obras para o desenvolvimento da cidade e a melhoria da qualidade de vida dos seus moradores.

LF

09/04/2009 - 14:53h “Gestão” Kassab: atrasados, CEUs seguem em obras

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O CEU Formosa, alvo de polemica durante a campanha eleitoral. Um dos que ainda está em obras.

Adriana Ferraz e Gabriela Gasparin do Agora

Os vizinhos dos prometidos CEUs Formosa e Uirapuru, nas zonas leste e oeste, ainda sonham com a chance de poder usufruir de atividades esportivas e culturais. Ambos os centros -que, segundo a prefeitura, estariam prontos em janeiro- contam apenas com os blocos educacionais.

“As obras estão paradas. Nem o buraco da piscina foi feito. A nossa região precisa de lazer, nós somos carentes”, afirma o autônomo Hildebrando de Lima, 27 anos, que mora na Vila Formosa.

Os pais de alunos criticam o atraso na entrega do material e dos uniformes. “Tive de comprar um monte de material para a minha filha”, reclama a diarista Verônica Fátima da Silva, 33 anos.

No centro, a mesma reclamação. “As crianças precisam usar roupas de sair para ir à escola. O velho não serve mais. O prefeito não sabe que elas crescem?”, questiona a mãe Severina Regina da Hora, 58 anos.

09/04/2009 - 14:20h Cortes de verbas marcam os cem dias de Kassab

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Jorge Soufen Jr, Adriana Ferraz e Gabriela Gasparin – AGORA

Os cem primeiros dias da atual administração do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), foram marcados pelo aperto nas finanças, por escândalos nas áreas de saúde e educação e por falhas na prevenção de enchentes e no programa de inspeção veicular. No centésimo dia, amanhã, o paulistano terá sentido pouco, na prática, as medidas positivas do governo -o reflexo é a queda da aprovação de Kassab nos últimos meses.

O prefeito já previa tempos difíceis ao assumir o segundo mandato, em 1º de janeiro. No discurso de posse, culpou a crise econômica para justificar o congelamento de 20% no Orçamento 2009, ou R$ 5,5 bilhões, o maior da história da capital em números absolutos. Resultado: redução de investimentos, revisão de contratos e atrasos em obras.

A população já começou a sentir os problemas, seja no programa de recapeamento de ruas (que está parado), no atraso de obras de canalização (córrego do Ipiranga é o principal exemplo) ou no corte de repasse às concessionárias de ônibus, que ameaçam não renovar a frota.

No balanço do período, porém, as falhas na educação são as que chamam mais atenção. Além do escândalo da merenda, a gestão teve de enfrentar críticas sobre a volta às aulas. O início do ano letivo foi marcado por rodízio de alunos, falta de professores, escolas com falhas de infraestrutura e atrasos em obras.

A pasta também lidou com um imbróglio relativo a dados sobre falta de vagas em creches e pré-escolas. O prefeito prometeu zerar o déficit até 2012 e a lista de espera, que era de 110 mil em junho de 2008, caiu neste ano para 67 mil. A diferença foi atribuída ao recadastramento.

No trânsito, o programa de inspeção veicular -importante para a redução da poluição e melhora da qualidade de vida dos moradores -apresentou dificuldades burocráticas e muita confusão.

Mesmo interessados, os motoristas não conseguiam marcar a inspeção por sobrecarga no site da empresa contratada. O setor também conviveu com atrasos em licitação de radares e panes no sistema de informação dos pontos de ônibus da cidade.

No período, uma constatação: Kassab não fugiu do enfrentamento de tragédias de grande comoção social. Foi assim quando desabou o teto da sede da Igreja Renascer, no Cambuci (região central), ou quando os moradores da favela Paraisópolis (zona sul) enfrentaram a polícia.

Kassab chegou ao dia 26 de março com 45% de aprovação dos paulistanos, segundo pesquisa Datafolha. No pico de popularidade, em outubro, após vencer o primeiro turno das eleições, obteve 61% de “ótimo” e “bom”. Em maio de 2008, foram 39%.

Uma nova imagem
Pai da Lei Cidade Limpa, Kassab prepara, agora, uma nova marca para alavancar sua popularidade. As opiniões de seus assessores se dividem. Uns defendem a “revolução do trânsito”, com novos corredores, reforma da marginal Tietê, construção de duas novas rodoviárias e investimento de mais R$ 1 bilhão no metrô. Outros, o “carinho com a saúde e a educação”, com a extensão da cobertura médica e educacional na capital.

09/04/2009 - 14:00h 100 dias de Kassab: paralisia em São Paulo

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Os primeiros 100 dias do atual mandato do prefeito Kassab estão longe de corresponder à expectativa que ele criou na população durante a campanha eleitoral. A administração municipal voltou à rotina burocrática de acumular dinheiro em caixa – o saldo já chega hoje a R$ 4 bilhões – e não está cumprindo nenhuma das centenas de promessas que fez aos eleitores. O que tem chamado mesmo a atenção são os escândalos envolvendo a administração que pipocam nos meios de comunicação.
Denúncias de corrupção envolvendo cargos de confiança e funcionários da administração, fraudes em licitações para a compra de remédios e merenda escolar, e prática de corrupção por parte de fiscais em subprefeituras, são alguns dos escândalos que ganharam destaque na mídia. Ao mesmo tempo, o governo municipal dá seguidos exemplos de incompetência administrativa: falta de vagas em creches, atraso na entrega do uniforme e do material escolar, gasto excessivo em publicidade enquanto a cidade se afoga com as enchentes, e descumprimento de promessas importantes para a população, como a construção de novos corredores de ônibus.
Projetos polêmicos – caso da revisão do Plano Diretor Estratégico e a recuperação da Cracolândia, rebatizada de Nova Luz – abrem espaço para a ocupação urbana desordenada e para o mercado continuar ditando as regras do crescimento da cidade. E a proposta que concede à Sabesp, sem qualquer contrapartida à comunidade, a exploração dos serviços de água e esgoto por 30 anos, prorrogável por mais 30 – demonstra o imediatismo pragmático deste governo, em detrimento de uma visão estratégica de solução dos problemas estruturais de São Paulo.
Os escândalos e a inoperância do governo começam a se refletir nas pesquisas de avaliação da administração municipal. Levantamento do Datafolha divulgado em março mostrou que em cinco meses Kassab perdeu 16 pontos percentuais na sua aprovação, que era de 61% em outubro de 2008 e recuou agora para 45%.
Enquanto o presidente Lula estimula o crescimento econômico do Brasil investindo em obras, Kassab vem fazendo uma gestão com o pé no freio, guardando dinheiro e congelando investimentos em prejuízo do desenvolvimento da cidade. Com a crise internacional, esse quadro se agravou. O prefeito anunciou em janeiro um congelamento de R$ 5,5 bilhões do orçamento municipal, cancelando obras que poderiam abrir vagas de trabalho e manter aquecida a atividade econômica no município. Proibiu, por exemplo, as subprefeituras de gastarem em melhorias nos bairros e não liberou um centavo dos cofres públicos para erguer os três novos

hospitais que havia prometido na campanha. O congelamento afetou muito os investimentos sociais, prejudicando programas que funcionam como uma rede de proteção social para os mais carentes ou atingidos pela crise.
Nestes primeiros 100 dias de 2009 do governo DEM/PSDB os paulistanos não têm o que comemorar. São Paulo não está no rumo certo, como foi falsamente anunciado na propaganda eleitoral. A cidade vive um momento de indefinição por falta de um planejamento de longo prazo e a inexistência de projetos estruturantes que dêem conta das inúmeras demandas da população no campo do transporte, da educação, da saúde, da habitação e da cultura/esportes. O que se vê hoje é o governo municipal suscetível à influência de investidores privados, defensor dos grandes interesses econômicos, e permitindo o surgimento de graves irregularidades na administração pública. Kassab está tirando São Paulo dos trilhos e colocando de novo a cidade no rumo do caos e da desordem, como se via até o ano 2000.


Bancada de Vereadores do PT/SP
Ver. João Antônio
Líder da Bancada
Câmara Municipal de São Paulo

18/12/2008 - 10:34h ‘Parasitas’ sugam R$ 130 mi. Este é o valor estimado por promotor do Gaeco sobre esquema de fraude com insumos hospitalares

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Jornal da Tarde

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Com apenas dois votos contrários – Milton Leite (DEM) e José Police Neto (PSDB) -, a Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal aprovou ontem o relatório da subcomissão de vereadores que investiga a máfia dos parasitas. De autoria do petista Paulo Fiorilo, o texto pede, além de uma CPI em 2009, uma investigação do Ministério Público Estadual e do Tribunal de Contas do Município (TCM) sobre os contratos da Secretaria de Saúde com a empresa Pronto Express, responsável por armazenar e distribuir insumos a rede básica hospitalar da capital.

“Há indícios de irregularidades nos preços praticados e na forma de contratação, além da informação de que a empresa foi habilitada junto à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em agosto de 2006, mas iniciou a prestação de serviços junto à Prefeitura no mês de maio de 2006”, destacou Fiorilo no relatório.

Investigação parlamentar

A Pronto Express, que substituiu os Correios na distribuição de medicamentos, virou alvo de investigação parlamentar após o vereador Aurélio Miguel (PR) ler em plenário reportagem do site Terra Magazine relatando que a empresa, com sede na Bahia, teve como sócio até 2003 o senador Antônio Carlos Magalhães Júnior (DEM-BA), filho do senador ACM, morto em 2007, e que hoje é do publicitário Fernando Barros, acusado de ser “testa-de-ferro” de ACM Jr.

Para Police Neto, líder do governo na Câmara, “há excesso de acusações”. “Não vejo a relação apresentada (da Prefeitura) com o político baiano. Acho delicado lançar suspeição sobre algo que nem suspeição tem”, disse o vereador.

Segundo a Secretaria de Saúde, o contrato original, de 2004, com os Correios omitia que o serviço era de distribuição de medicamentos e, por isso, a licença da Anvisa não foi exigida. Quando a Pronto Express assumiu o serviço, em maio de 2006, “a licença da Anvisa foi providenciada, a pedido da pasta.”

PRONTO EXPRESS SUBSTITUIU CORREIOS

R$ 283 mil
por mês era o valor pago, segundo a Secretaria Municipal
de Saúde, aos Correios para cuidar da logística no recebimento de medicamentos e na distribuição para os hospitais
municipais

Maio a novembro de 2006:
foi o período em que a empresa Pronto Express assumiu em
‘caráter emergencial’ o serviço, depois que os Correios decidiram rescindir o contrato com a Prefeitura por “falta de interesse”, segundo informações da pasta da Saúde

R$ 698, 7 mil
por mês foi o valor que venceu licitação aberta pela Prefeitura, oferecido pela Pronto Express – na concorrência que teve mais cinco empresas, segundo a secretaria. O novo serviço começou no dia 1º dezembro de 2006

R$ 1,12 milhão
por mês, atualmente, é o valor estimado do contrato com
a empresa Pronto Express. O aumento no pagamento,
segundo a pasta de Saúde, se deu em razão do maior volume de medicamentos distribuídos e da entrega a cada 15 dias, em vez de uma vez por mês


‘Parasitas’ sugam R$ 130 mi

Este é o valor estimado por promotor do Gaeco sobre esquema de fraude com insumos hospitalares

Fabio Leite – Jornal da Tarde

f.leite@grupoestado.com.br

O rombo provocado pela máfia dos parasitas nos cofres públicos de São Paulo pode chegar a R$ 130 milhões. A projeção é do promotor José Reinaldo Guimarães Carneiro, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), órgão do Ministério Público que investiga esquema de fraude em licitações para venda de insumos a hospitais públicos estaduais e municipais, entre 2004 e outubro deste ano.

“É uma das maiores, se não for a maior fraude no sistema de saúde que o Brasil já registrou”, afirmou Carneiro, um dos promotores que, na semana passada, ofereceram denúncia à Justiça contra 13 pessoas – três empresários, três funcionários, dois laranjas, um doleiro e quatro funcionários públicos -, acusadas de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, peculato (desvio de recursos públicos) e fraude às licitações.

No dia em que encaminhou a denúncia ao juiz da 2ª Vara Criminal da capital, o Gaeco divulgou uma nota dizendo que as fraudes causaram prejuízo de pelo menos R$ 80 milhões aos cofres públicos. “Mas já há perspectivas das auditorias da (Secretaria Estadual da) Fazenda que elevam para até R$ 130 milhões”, disse Carneiro. A Fazenda informou que ainda não tem os valores, “pois as auditorias ainda não foram concluídas.”

Num organograma apresentado junto à denúncia, o Ministério Público (MP) mostra que o esquema tinha por finalidade subornar os quatro funcionários públicos para fraudar pregões eletrônicos e presenciais em três hospitais: Ipiranga, Pérola Byington (estaduais) e Tatuapé (municipal).

Segundo o MP, atuaram no esquema Ziran Maria de Melo Moreira (chefe da seção do setor e compras do Ipiranga), Márcia Meneghello (diretora técnica da divisão de enfermagem do Pérola Byington) e João de Oliveira Filho, funcionário do mesmo hospital, e Milva Lúcia de Melo, diretora de farmácia do Tatuapé. O MP estima que eles teriam desviado, entre 2004 e 30 de outubro deste ano R$ 17,2 milhões, “ainda não integralmente calculados”.

No Hospital Municipal do Tatuapé, a servidora Milva, afirma a promotoria, interagia com a quadrilha “fraudando os procedimentos de licitação colocados em sua alçada”. Ela “controlava o estoque de produtos farmacêuticos, viabilizando pedidos depois repassados à quadrilha, segundo os seus próprios interesses espúrios”, informa a denúncia. Milva foi exonerada no dia 17 de novembro, a pedido, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.

Além de superfaturar o preço de insumos, já que as empresas idôneas que participavam do pregão eram desclassificadas pelos servidores públicos, mesmo apresentando preços menores, o suposto esquema ainda entregava produtos de baixa qualidade e em menor quantidade, segundo o MP.

Das 11 empresas suspeitas de participar da máfia, segundo o Departamento de Polícia Judiciária (Decap), que também investiga o esquema, cinco mantêm contratos com a Prefeitura. São elas: Embramed, Velox, Halex Istar, Home Care e Biodinâmica. Juntas elas receberam R$ 17,3 milhões do governo municipal entre 2005 e outubro deste ano. Para Carneiro, promotor do Gaeco, “todos os contratos com as empresas envolvidas são suspeitos.”


ENTENDA O CASO

Em 30 de outubro, a Polícia Civil desmantelou o esquema da ‘máfia dos parasitas’, acusada de fraudar licitações para venda de insumos a hospitais públicos, com superfaturamento de preços.

Das 11 empresas investigadas pelo Ministério Público , 5 mantêm contratos com a Prefeitura da capital: Embramed, Home Care, Halex Istar, Biodinâmica e Velox.

13 suspeitos (incluindo quatro servidores municipais e estaduais) foram denunciados à Justiça pelo Ministério Público, que estima um prejuízos de até R$ 130 milhões para os cofres públicos.

Além da denúncia do MP que se refere a hospitais públicos municipais e estaduais de São Paulo, a máfia dos parasitas, segundo a Polícia Civil, também se ramificou por mais 29 prefeituras do Rio,de Minas Gerais e Goiás. Neste caso, a quantia de dinheiro público desviado ainda não foi calculada.

‘É uma das maiores, se não for a maior, fraudes no sistema de saúde que o Brasil já registrou”

JOSÉ REINALDO GUIMARÃES CARNEIRO,
PROMOTOR DO GAECO, QUE JÁ ENCAMINHOU DENÚNCIA À JUSTIÇA
CONTRA 13 ACUSADOS DE ENVOLVIMENTO COM O ESQUEMA DE FRAUDES
EM LICITAÇÕES DE HOSPITAIS PÚBLICOS MUNICIPAIS E ESTADUAIS

15/11/2008 - 14:22h Para garantir verba, SP remaneja dinheiro de metrô da capital pelo ABC

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Sérgio Gobetti – O Estado SP

O governo paulista trocou o pedido de verbas do Orçamento da União do metrô da capital para as obras do metrô do ABC. A mudança ocorreu por problema técnico que impedia a destinação de recursos a obra que não estivesse no Plano Plurianual (PPA), como era o caso do metrô da capital. Segundo o coordenador da bancada paulista, deputado Devanir Ribeiro (PT-SP), a troca foi sugerida pelo secretário de Planejamento do Estado, Fernando Luna, para não deixar São Paulo sem verbas federais para o metrô em 2009. Agora, a linha São Paulo-Mauá-Rio Grande da Serra poderá receber R$ 200 milhões.

O governo também pediu R$ 100 milhões para equipamentos de saúde. As propostas foram apresentadas ontem, como emendas. A bancada paulista podia apresentar 20 emendas, das quais duas foram reservadas ao governador José Serra e duas ao prefeito Gilberto Kassab. No total, as emendas paulistas somaram R$ 1,8 bilhão, mas o relator-geral, Delcídio Amaral (PT-MS), deve aprovar apenas R$ 600 milhões. Somente as emendas de Kassab custariam R$ 500 milhões.

O limite de verbas para emendas é determinado pelo volume de receitas, que em 2009 está ameaçado pela crise. Até agora, o relator reservou R$ 6 bilhões para as emendas de bancada e comissão. Para distribuir mais, só se cortar despesas incluídas no Orçamento pelo Executivo federal.

Os deputados só descobriram anteontem que a emenda em favor do metrô de São Paulo estava ameaçada de reprovação técnica. Ontem era o último dia para a apresentação de emendas. A proposta nem chegou a ser levada ao comitê que analisa a admissibilidade das mesmas. Para legalizar o aporte de recursos ao metrô, o governo federal precisaria enviar um projeto de lei alterando o PPA. A equipe de Serra achou mais fácil remanejar o valor para o metrô do ABC. Mas isso não significa que o metrô da capital terá menos dinheiro. Basta que o governo paulista remaneje verbas do seu próprio orçamento.

31/08/2008 - 09:40h Saúde é maior preocupação para 3 em cada 4 paulistanos

Segundo pesquisa Ibope/Estado/TV Globo, a seguir vêm educação, prioridade para 53%, e segurança, com 41%

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Carlos Marchi – O Estado de São Paulo

A saúde é a questão que mais preocupa o cidadão de São Paulo. Para 74% dos eleitores paulistanos é o tema que mais deve merecer atenção do futuro prefeito, informa pesquisa Ibope contratada pelo Estado e pela TV Globo. Esta preocupação majoritária é que tem influenciado os candidatos a dedicar grande espaço de seus programas na propaganda gratuita no rádio e na televisão ao setor. As demandas dos paulistanos estão concentradas em três áreas: além da saúde, a educação foi citada por 53% dos eleitores e a segurança, por 41%.

Outras questões que têm potencial relevância não estão, no momento, entre as grandes preocupações do cidadão paulistano. O desemprego, que sempre comanda as demandas em vésperas de eleição, foi mencionado por 31% dos entrevistados. O trânsito caótico de São Paulo apareceu como problema para apenas 23% dos cidadãos, enquanto o transporte coletivo foi citado por 25%. A pesquisa pediu aos entrevistados que citassem as três áreas que mais os preocupavam no momento.

Outros assuntos que costumam merecer importância na avaliação da população foram pouco citados. Habitação, por exemplo, surge como problema para apenas 9% dos paulistanos; calçamento de ruas e avenidas foi mencionado por 5%; o problema do menor abandonado mobiliza só 8% dos cidadãos; a limpeza pública está preocupando apenas 4% e o meio ambiente, que costuma atrair o interesse de parcelas significativas da população, foi mencionado por 6%.

O comportamento do eleitor carioca repete, com ligeiras mudanças, o pensamento paulistano. Para 77% dos cidadãos da capital fluminense a saúde também é o problema que mais preocupa, seguida pela segurança pública, citada por 54%, e a educação, mencionada por 51%. No Rio, o desemprego preocupa menos ainda – o problema foi citado por apenas 21%. O trânsito carioca, tão ou mais caótico que o de São Paulo, preocupa apenas 8% dos eleitores. O transporte coletivo foi lembrado por 11%.

Belo Horizonte atribuiu o mesmo valor à questão da saúde, citada por 77%. A segunda grande preocupação dos mineiros é a segurança, observada por 58%, e a educação é demandada por 51%. No Recife, 71% dos eleitores citaram a saúde como tema central da municipalidade, enquanto 61% optaram pela segurança pública e 45% mencionaram a educação.

O critério mais usado pelo eleitor paulistano para escolher o seu candidato a prefeito é olhar o passado do político, forma apontada por 34% dos entrevistados. O segundo critério é o conjunto de propostas, citado por 33%.

Mas 16% ficam atentos ao currículo do candidato, 5% votam por causa do partido político a que o candidato é filiado e 4% admitem que escolhem pela simpatia. Uma parcela de 2% opta por um nome mediante indicação de outras lideranças e 1% vota por indicação de parentes, amigos ou vizinhos.

No Rio, o passado do candidato é o mais importante para 35%, seguido pelas propostas de governo, examinadas por 27%, e o currículo do candidato, considerado por 12%. Em Belo Horizonte, o passado do candidato mereceu 29% das citações, seguido pelas propostas de governo, com 28%, e o currículo, citado por 17%. O apoio político de outras lideranças foi mencionado por 8%. No Recife, ao contrário, as propostas de governo foram citadas por 39% e o passado do candidato foi lembrado por 26%.

RAIO X

A pesquisa Ibope, feita entre os dias 25 e 28, ouviu 1.001 eleitores em São Paulo, 1.001 no Rio de Janeiro, 805 em Belo Horizonte e 805 em Pernambuco. A margem de erro é de três pontos porcentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95% – ou seja, de cada 100 pesquisas, 95 terão resultados dentro da margem.

02/04/2008 - 03:15h Deixem Lula falar com a patuléia

ELIO GASPARI

FFHH era festejado em Oxford e Nosso Guia faz sua festa na periferia, cada um no seu galho

LULA CONSEGUIU construir sua agenda e ninguém conseguirá tirá-lo do trilho. É um cestão com progresso (5,4%) e aumento do consumo das famílias (13,4%). Há mais carne no prato e menos mês no fim do salário.
Nosso Guia impôs sua agenda falando diretamente à patuléia. É injusto querer limitar seus movimentos. Em 2002, quando FFHH recebeu seu 18º título de doutor honoris causa na Universidade de Oxford, vivia sua campanha, no mundo encantado que tanto aprecia. Pulando de palanque em palanque e torturando a gramática, Lula faz campanha em outro mundo, o de seus encantos.
Assim como a estabilidade da moeda saiu da agenda de FFHH , impondo-se a Lula e ao PT, o cestão de Nosso Guia haverá de demarcar os rumos da política brasileira por um bom tempo. Seria aquilo que o governador Aécio Neves chama de “Pós-Lula”.
O “Pós-Lula” já começou. É um quadro no qual não adianta xingar os programas sociais. O coração dessas iniciativas, como a leis trabalhistas de Getúlio Vargas, o fundo de garantia de Castello Branco, o Funrural de Emílio Médici, tornaram-se parte da sociedade brasileira. Podem mudar, mas não acabam. Pelo contrário, acabará quem propuser que acabem.
No bojo desse êxito está o desafio do “Pós-Lula”. Já não há cartões para distribuir ao andar de baixo. O baú da transferência de renda esvaziou-se, ajudando a criar um Brasil diferente. Não se trata mais de pensar na família que está na miséria, mas de milhões de pessoas que saíram dela, ou que viajaram no “elevador social”.
Coisas que hoje parecem idéias de jerico poderão entrar na agenda. Por exemplo: a universalização de um plano de saúde básico. É desnecessário lembrar que esse é um dos principais assuntos da campanha eleitoral americana. Seria necessário misturar o SUS com as operadoras de serviços privados. Coisa dificílima, mas, quando se trata de tungar a Viúva, é matéria fácil. Até hoje ela não conseguiu receber regularmente o dinheiro que gasta com o atendimento, na rede pública, de segurados de empresas privadas.
Por que São Paulo, como Nova York, Londres e Paris, têm bilhete único de transporte público, e o Rio de Janeiro não tem? Teria, segundo o governador Sérgio Cabral, no final deste ano, mas a promessa ficou para maio de 2009 e há um forte cheiro de empulhação no palavrório disponível. Por que o programa de regularização de lotes urbanos só é um êxito em Manaus?
No “Pós-Lula” será necessário mudar a qualidade da discussão de assuntos desse tipo. Em geral, os burocratas sacralizam um obstáculo e esterilizam as propostas. Assim, o ressarcimento do SUS não anda porque as operadoras vão à Justiça. Lorota. O jogo virará no dia em que o ministro da Saúde mostrar ao país o caso de um magano que paga ao plano de saúde e, tendo batido com o carro, foi para um pronto-socorro onde seu tratamento custou uma fortuna, mas o SUS levou um beiço.
No dia em que governadores e prefeitos botarem a boca no mundo, virarão o jogo dos transportes públicos em todas as cidades dominadas por cartéis semelhantes ao do Rio de Janeiro.
Na área da educação e da segurança pública, há dezenas de temas semelhantes. Cada um terá sua trava, mas nenhuma dessas travas resiste à exposição pública. Talvez a principal novidade do “Pós-Lula” seja que a patuléia veio para ficar.

22/02/2008 - 18:50h Manual de sexo para crianças cria polêmica na Espanha

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ANELISE INFANTE
de Madri para a BBC Brasil

Um manual de educação sexual para crianças e adolescentes intitulado Sexo sem tabu, lançado pelo governo da Catalunha, na Espanha, provocou reclamações entre os pais católicos. O folheto aborda com naturalidade temas polêmicos, como a masturbação para menores de 16 anos.

Os manuais de 24 páginas para estudantes de 10 e 11 anos e de 32 páginas para os de 12 a 16 abordam, com ilustrações e linguagem simples, vários aspectos da sexualidade, desde as mudanças no corpo até a homossexualidade.

Algumas associações de pais estão se manifestando contra o uso do folheto nas aulas e, após uma reunião realizada no último sábado, decidiram enviar um manifesto ao secretário de Educação da Catalunha, Ernest Maragall.

Os pais pediram a retirada do manual das salas de aula porque julgam que os textos “não falam de valores, de confiança nem de família, só de sexo sem considerar a família”, de acordo com o manifesto.

“Um folheto sobre um tema como a educação sexual não pode ser entregue diretamente aos menores sem a autorização dos pais”, protestou a assessora de comunicação da Associação Européia de Pais, Remédios Falaguera, que participou da reunião.

O secretário da instituição, Carles Armengol, divulgou uma nota à imprensa. No comunicado, afirma que os conteúdos do manual são “avançados demais”.

“Acreditamos que abrangem determinados temas de forma prematura”, diz o secretário. “A Generalitat (governo estadual da Catalunha) pode informar sobre sexualidade, mas são os pais e os professores que devem educar.”

Nada de novo

O governo catalão minimiza a polêmica. A Secretaria de Educação disse à BBC Brasil que “as críticas vêm sendo feitas por setores minoritários” e que os manuais foram criados por especialistas.

“Nenhuma informação ali é nova para eles”, diz uma nota de imprensa assinada pelo diretor-geral do Departamento de Saúde Pública, Antoni Plasènsia.

Para o governo, os folhetos têm como objetivo ajudar os menores a conhecer o cuidado com o corpo e incentivar condutas saudáveis em relação à sexualidade.

“A diferença está na clareza e naturalidade com que trata os temas”, afirma a Secretaria de Educação catalã. “Por isso, chamou-se Sexo sem tabu.”

Os 400 mil manuais já começaram a ser distribuídos nas escolas catalãs. Os dedicados às crianças de 10 e 11 anos têm como título: Comigo também está acontecendo e com você?. Nos folhetos preparados para os adolescentes de 12 a 16 anos, o título é Seja seu.

A definição para masturbação de crianças de 10 e 11 anos é descrita no manual como “uma coisa natural, uma forma de conhecer seu corpo e ter novas sensações”.

O manual também retrata a situação de um casal de adolescentes que pretende iniciar sua vida sexual. Ao informar sobre os detalhes da experiência, deixa uma recomendação.

“Viva de acordo com seus gostos e preferências, explore seu corpo, tocando-se e tendo prazer”, diz o texto. “Se bem que nada é obrigatório”, acrescenta o manual

17/02/2008 - 23:43h A dialética da Folha (3)

Segundo os dados da pesquisa Datafolha cresceu a percentagem dos que consideram a saúde o pior desempenho de Kassab.

A Folha acha este fato um absurdo. Como pode a população avaliar assim, o que a Folha aparentemente considera diferente?

O jornal não se conforma e pede explicação do “fenômeno” ao Diretor do Datafolha. Acuado a fornecer uma justificativa para a Folha, ele nos fornece uma pérola: como Kassab não pára de inaugurar equipamentos para melhorar a saúde, a população acaba percebendo que a saúde… piora!

Vejam só:

“Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha, diz que uma das hipóteses para o crescimento da preocupação do paulistano com a área da saúde é que a série de inaugurações que Kassab fez no setor tenha chamado atenção para o problema: “Acaba aparecendo o assunto e aumenta a lembrança”. (Folha de hoje)

Mas porque a lembrança que aumenta é que está pior?

12/02/2008 - 09:41h Contra infarto, Inglaterra incentiva sexo

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Serviço de saúde do governo inglês recomenda exercícios sexuais como forma de prevenir doenças cardiovasculares

Endorfinas liberadas durante o ato ajudam a viver mais; produção de hormônios extras mantém ossos sadios e previne rugas

DA REPORTAGEM LOCAL – FOLHA DE SÃO PAULO

O serviço de saúde inglês (NHS), uma espécie de SUS britânico, tem feito uma recomendação pouco ortodoxa como forma de prevenir doenças cardiovasculares: a prática de exercícios sexuais.
Em seu site oficial, o órgão diz que “sexercise” (exercício sexual) pode diminuir os riscos de ataques cardíacos e ajudar as pessoas a viver mais. “As endorfinas liberadas durante o orgasmo estimulam as células do sistema auto-imune.”
Segundo o NHS, durante a relação sexual são usados todos os grupos musculares, o que faz com que “o coração e os pulmões trabalhem duro e haja uma queima de cerca de 300 calorias por hora”.
O serviço afirma ainda que a produção extra dos hormônios estrógeno e progesterona, envolvida na relação sexual, ajuda a manter os ossos e os músculos sadios e previne rugas.
O NHS também dá dicas de como otimizar a vida sexual. Sobre orgasmo, aconselha: “Passe algum tempo consigo mesmo para aprender o que o excita”. Também ensina exercícios para os músculos da pélvis. “Pare e reinicie seu fluxo de urina quando for ao banheiro. Depois disso, é possível se exercitar em qualquer lugar, a qualquer momento, em seqüências de dez a 20 contrações.”
Sobre masturbação, o serviço diz que a prática é útil para explorar o próprio corpo. “Para homens, ajuda a conter a ejaculação, para que não ocorra cedo demais; para mulheres, facilita a chegada ao orgasmo.”
Para a psiquiatra Carmita Abdo, professora da Faculdade de Medicina da USP, a iniciativa tem “tudo a ver” com a prevenção de doenças cardiovasculares. “É um bom exercício, libera endorfina. Tem muita gente que detesta exercício em academia porque se sente excluído, um robô. O sexo é um tipo de exercício que inclui, que envolve afeto, carinho. Um é o personal trainer do outro”, afirma a médica.
Para ela, sexo problemático pode estar associado a doenças cardíacas. “O coração é feito do mesmo tecido interno [endotélio] que reveste os órgãos sexuais. No homem, a disfunção erétil pode, muitas vezes, sinalizar uma doença cardíaca.”
O cardiologista Otávio Rizzi Coelho, da Unicamp (Universidade de Campinas), afirma que existe um mito entre as pessoas que sofreram infartos ou outras doenças cardíacas de que o sexo seria contra-indicado. “Não faz mal. A quantidade de energia despendida não é muito grande. Pode, sim, ter uma vida sexual sem riscos adicionais.”
Para ele, as orientações do serviço inglês são fundamentais para cardiopatas e para quem quer prevenir eventos cardiovasculares.
(CLÁUDIA COLLUCCI)

11/02/2008 - 08:32h Tumores evoluem para resistir a drogas

Brasileiro radicado no Reino Unido detecta seleção natural agindo em “tempo real” para mudar genes de câncer de mama

Quimioterápico causa uma mutação benéfica à célula doente, que se espalha entre as células; estudo saiu on-line na revista “Nature”

RAFAEL GARCIA
DA REPORTAGEM LOCAL – FOLHA DE SÃO PAULO

“Nada em biologia faz sentido a não ser sob a luz da evolução.” Quando o biólogo russo-americano Theodosius Dobzhansky (1900-1975) cunhou essa frase, estava se referindo ao princípio subjacente a tudo o que é vivo, mas não estava dizendo necessariamente que o mesmo tipo de lógica se aplicaria especificamente à busca de tratamentos contra o câncer.

Essa surpresa foi algo com que o patologista brasileiro Jorge Reis-Filho, 32, se deparou. Tentando entender como tumores adquirem resistência a drogas quimioterápicas, a equipe liderada pelo cientista no Centro Breakthrough de Pesquisa em Câncer de Mama, de Londres, descobriu como um tipo de tumor “evolui”. Atacado por um remédio, o câncer pode se adaptar por meio da seleção natural a um ambiente que em tese lhe seria hostil.

A descoberta teve participação de outra equipe, liderada pelo bioquímico Alan Ashworth. Os cientistas mostraram que o câncer de mama causado por uma mutação no gene BRCA2 -um dos tipos mais comuns de variedades hereditárias dessa doença- pode desenvolver tolerância a medicamentos modernos, que atacam o DNA do tumor.

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31/01/2008 - 14:14h Pílula do dia seguinte é ‘inaceitável’, diz CNBB

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Millôr

 

Blog de Josias

A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) decidiu engrossar o coro do arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, contra o uso da pílula do dia seguinte durante o Carnaval. Em nota veiculada no sítio do órgão máximo da Igreja, a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família classificou a distribuição do medicamento aos foliões de providência “moralmente inaceitável”.

 

O texto é assinado pelo bispo auxiliar do Rio de Janeiro, dom Antônio Augusto Dias Duarte. Médico de formação, ele sustenta que o medicamento que será distribuído por prefeituras pernambucanas é abortivo. “Trata-se de um recurso usado para interceptar o desenvolvimento do concepto após uma relação sexual dita ‘desprotegida’, isto é, quando não foi usado um método anticoncepcional e se supõe que houve uma fecundação e o início de uma gravidez.”

 

Anota, de resto, que a pílula contém “altas doses” de hormônios femininos (estrogênio) e masculinos (progesterona). E afirma, em timbre de alerta: “O uso desses hormônios em alta dose pode acarretar sérias complicações à saúde da mulher, como os tromboembolismos.”

Segundo dom Dias Duarte, a pílula do dia seguinte provoca “um aborto químico”. Que, na opinião dele, é “tão gravemente imoral quanto o aborto cirúrgico”. O religioso arremata: “Por tudo isso, o uso da pílula do dia seguinte é moralmente inaceitável, ainda mais quando sua distribuição é feita de maneira indiscriminada e com o uso do dinheiro público.”

 

A manifestação da Pastoral para a Vida e a Família da CNBB veio a público nesta quarta-feira (30), mesmo dia em que que o juiz José Viana Ulisses Filho, da 6ª Vara da Fazenda Pública de Recife, negou o pedido de liminar contra o uso da pílula do dia seguinte em Pernambuco. Com a decisão, manteve-se inalterado o plano de distribuição do medicamento em quatro municípios pernambucanos: Recife, Olinda, Paulista e Jaboatão.

 

A ação que resultou na decisão do juiz Ulisses Filho fora movida pela Aduseps (Associação dos Usuários de Seguros, Planos e Sistemas de Saúde). Antes, dom José Cardoso Sobrinho, o arcebispo de Olinda e Recife, tentara, sem sucesso, convencer o Ministério Público de Pernambuco a tomar providências judiciais contra a distribuição do contraceptivo.

Ao apoiar a posição de seu representante para a região de Olinda e Recife, a CNBB compra briga com o ministro José Gomes Temporão. O titular da pasta da Saúde classificara de “lamentável” a posição do arcebispo. É por posicionamentos como esse, dissera Temporão, que cada vez mais os jovens se distanciam das paróquias.

 

“A prefeitura está correta e a Igreja está equivocada, mais uma vez”, afirmara Temporão. “A prefeitura está fazendo uma coisa que está dentro do protocolo do Ministério da Saúde. A pílula do dia seguinte é usada apenas sob prescrição médica, por orientação médica. Aí é uma questão de saúde pública e não religiosa.”

 

“Eles estão corrompendo a juventude, desviando a juventude da lei de Deus”, respondera dom José Cardoso Sobrinho. “Qualquer problema humano é também religioso.” Para o arcebispo, a distribuição das pílulas “viola os direitos fundamentais e induz a população a praticar o mal”.

 

PS.: Ilustração via sítio do Millôr Fernandes.

Escrito por Josias de Souza

20/01/2008 - 10:10h Museus e bibliotecas de Paris suspendem uso de Wi-Fi

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Biblioteca François Mitterrand em Paris

Determinação atende ao princípio de precaução; funcionários se queixam de risco à saúdeAndrei Netto, PARIS

O uso de hotspots de internet sem fio (Wi-Fi) em museus e bibliotecas da capital francesa está suspenso até o mês de fevereiro. A moratória decretada pelo Conselho de Paris visa a esclarecer a origem de distúrbios de saúde declarados por funcionários das instituições, supostamente vinculados às emissões de radiofreqüência das estações de base.

A decisão reabre a controvérsia em torno dos riscos – ainda não comprovados, nem descartados – à saúde gerados pela exposição excessiva às ondas de internet, telefonia celular e microondas, entre outras.

Desde junho, 60 bibliotecas e museus mantidos pela prefeitura vinham sendo equipados com estações de base, aparelhos que emitem as ondas captadas pelos microcomputadores. Com o passar dos meses, funcionários de quatro bibliotecas pediram a intervenção da Federação Sindical Unitária (FSU) junto à prefeitura.

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17/01/2008 - 18:09h Bissexualidade feminina não é só uma fase de indecisão


girlskissgirls's photo de 08/12/07

REUTERS e AGENCIA ESTADO

NOVA YORK – Um estudo psicológico recém-publicado afirmou que a bissexualidade feminina não é uma fase de transição entre o heterossexualismo e o lesbianismo, mas sim uma orientação sexual específica.
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17/01/2008 - 17:19h Un test évaluant le risque d’avoir un cancer de la prostate sera bientôt proposé


Une opération du cancer de la prostate en décembre 2000. | AFP/WALTRAUD GRUBITZSCH
AFP/WALTRAUD GRUBITZSCH

Une opération du cancer de la prostate en décembre 2000.

Les hommes qui le souhaitent pourront bientôt avoir accès à un test, réalisé après prise de sang, qui évaluera s’ils sont ou non exposés à un risque supérieur à la moyenne d’être atteints d’un cancer de la prostate. Telle est la conclusion pratique d’un travail mené en Suède et aux Etats-Unis dont les résultats ont été rendus publics, mercredi 16 janvier, par le New England Journal of Medicine. Ce test est actuellement en cours de développement et devrait être prochainement commercialisé. Il est fondé sur la découverte d’une série de mutations génétiques associées au cancer de la prostate.
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17/01/2008 - 12:06h Não tem epidemia de febre amarela, o pânico é um fenômeno de imprensa, disse o DR. Drauzio Varella


 

Foto: Fantástico – Rede Globo


Reportagem do Fantástico neste domingo mostra o Dr Dráuzio Varela em Teresina, no quadro “E agora doutor?”. A matéria ensina como reconhecer a dengue, com cenas em interiores de residências e hospitais, com pacientes e médicos locais.

Excelente. Imperdível.

Confira o vídeo aqui

Febre amarela


“É uma situação normal”, diz Drauzio Varella

VINÍCIUS QUEIROZ GALVÃO – 14 de janeiro 2008

DA REPORTAGEM LOCAL – FOLHA DE SÃO PAULO

De cinco casos de febre amarela notificados pela vigilância sanitária no ano de 2004, três pacientes morreram. Um dos dois sobreviventes é o cancerologista Drauzio Varella, 64.
Infectado numa viagem à Amazônia dias antes, com vacina vencida havia ao menos duas décadas, o médico diz que a exposição da doença nos meios de comunicação nos últimos dias deve levar a um aumento no número de casos “por que os médicos vão fazer mais diagnósticos.”

No livro “O Médico Doente”, Drauzio narra a experiência com a doença. Leia abaixo os principais trechos da entrevista, concedida ontem no intervalo de atendimento a pacientes no Hospital Sírio-Libanês.

FOLHA – Dá para falar em surto?

DRAUZIO VARELLA – Acho que não. O que acontece é um fenômeno de imprensa. E isso é clássico na história das epidemias. Toda vez que surge uma, os governos negam. E a imprensa vai atrás, no rastro da doença. Estamos vivendo uma situação normal. As pessoas achavam que a febre amarela havia saído do repertório. E agora volta. Acho importante voltar para que se tenha idéia de que existe.

FOLHA – O senhor não vê esses casos como um alerta?

DRAUZIO
– Não vejo mesmo. O problema dessas fases de pânico é que muita gente que não precisa vai tomar a vacina. O sujeito está em São Paulo e vai ao Guarujá e quer se vacinar. Aí cria-se um problema social, engrossam-se as filas. E o sujeito que precisa não vai tomar. Eu acho até que essa preocupação com a febre amarela silvestre vai aumentar o número de casos porque os médicos vão fazer mais o diagnóstico.
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17/01/2008 - 09:31h Com filas nos postos de saúde, Rio vive agora “revolta pela vacina”



RAQUEL ABRANTES

DA SUCURSAL DO RIO – FOLHA DE SÃO PAULO

O Rio de Janeiro, cidade em que houve a Revolta da Vacina há 103 anos, agora assiste à “revolta pela vacina”: parte dos cariocas quer ser imunizada contra a febre amarela (apesar de a última ocorrência da doença na cidade datar de sete anos atrás), enfrenta filas nos postos de saúde e sai revoltada se não consegue.

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17/01/2008 - 09:29h A febre amarela e as palavras ao vento interesseiras do jornal O Globo


O jornal O Globo gosta de dar “opinião” sobre febre amarela

Um surto de rubéola atinge o Estado de São Paulo. O aumento no número de casos é de mais de 300% em relação ao total registrado durante todo o ano passado. Passou de 66 para 286 pessoas infectadas -crescimento superior também à soma dos últimos três anos. Na capital, o aumento foi maior: de 45 casos, em 2006, para 200, até o fim de setembro. A alta é de 344%.
O CVE (Centro de Vigilância Epidemiológica) emitiu alerta em que orienta intensificação das ações de controle da doença, como vacinação, que pode ser feita em qualquer posto de saúde. A transmissão da rubéola ocorre pelo ar.

A doença, mais comum na infância, também atinge adultos e é especialmente perigosa em grávidas- pode causar malformação do feto. A rubéola é causada por um vírus e tem como principais características o aparecimento de urticárias na pele e de ínguas ou caroços.

Em 2007 o Brasil teve 536.519 casos declarados de infecção pelo mosquito da dengue, com várias mortes provocada pela forma mais violenta da doença. No Estado de São Paulo o crescimento da dengue é exponencial, mesmo não constituindo ainda uma situação de epidemia.

O número de casos de febre amarela registrados neste ano no Brasil totalizam 10 casos, 7 de morte até agora. Ainda há 12 em investigação – 1 deles registrado ontem – e 7 infecções. Em 2003, por exemplo, foram computados 64 casos, com 23 mortes.

A febre amarela urbana não é registrada no Brasil desde 1942. As pessoas que adoeceram desde o final do ano foram contaminadas pelo tipo silvestre, em área de mata, onde circula outro mosquito transmissor da doença. Segundo o Ministério da Saúde, seriam necessários altos índices de infestação do Aedes aegypti, vetor da febre amarela nas cidades, para que a doença se espalhasse nas áreas urbanas. Para a transmissão, é necessário o mosquito da dengue picar um doente e, em um curto intervalo de tempo, picar uma pessoa sadia.

Os dados de Goiás comprovam que é muito pequeno o risco de a doença se urbanizar, mesmo no Estado, conforme tem dito o Ministério da Saúde. Dos 246 municípios do Estado, apenas 4 não registram a presença do mosquito da dengue. Mas o índice de infestação nas cidades que têm o Aedes aegypti é baixo – em apenas 30 delas supera o 1% aceitável pelo Ministério da Saúde, de acordo com dados de novembro.

Mesmo com todos esses dados, o jornal O Globo “opina” que a “epidemia” de febre amarela não é uma invencionice, chegando incluso a “opinar” contra o que disse sua principal coluna de política da página 2, que mostra os dados da dengue e da febre amarela para desmistificar a onda de boatos que, entre outros, a própria “opinião” do jornal ajuda a propalar. Vai ver que é por “opiniões”assim que tem filas gigantescas na cidade de Rio de Janeiro para obter a vacina.

O Globo
não “opina” nada sobre a dengue que corre solta em São Paulo, nem sobre a rubéola.

Por que sera? ou porque Serra? nunca sei muito bem como se escreve…

16/01/2008 - 08:16h Bactéria ataca comunidade gay nos EUA



Estudo sobre nova linhagem de micróbio resistente a antibióticos aponta núcleo de surto em bairro de San Francisco

Patógeno, comum em infecção hospitalar, cresce no ambiente exterior; risco para homossexual aumenta 13 vezes, diz pesquisador

DA REPORTAGEM LOCAL

Uma linhagem de bactéria potencialmente letal -e resistente a antibióticos- atravessou as fronteiras de hospitais nos EUA e está sendo transmitida entre homens gays pelo sexo, afirma estudo publicado anteontem. Os autores da pesquisa dizem que o patógeno conhecido como Sarm (Staphylococcus aureus resistente à meticilina), em geral restrito a casos de infecção hospitalar, está começando a aparecer fora dos ambientes clínicos em San Francisco e Boston.

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15/01/2008 - 09:37h Prevenção de acidentes nas férias



Ricardo Wagner Martins*

O Estado de São Paulo
Verão, férias, fugir do estresse e da violência. É hora de relaxar em um hotel maravilhoso, longe dos problemas. Porém, antes de arrumar as malas, você conferiu se o item segurança não foi deixado de lado?
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11/01/2008 - 15:22h Hidropilates não é moleza

Estica e puxa

Nós testamos a aula de hidropilates, modalidade que leva os princípios do pilates para água

 

Christina Fuscaldo – O Globo Online

Aula de hidropilates na academia Stella Torreão / Divulgação

RIO – A idéia era testar uma nova modalidade de exercício na água. O hidropilates não é exatamente a mistura da hidroginástica com o pilates, como pensei ao topar fazer a aula experimental na academia Stella Torreão, na Lagoa. Por ter sido adepta dos exercícios com molas e tiras de couro por quase dois anos, achei que teria os critérios necessários para fazer a comparação. E, bom, acho que consegui sair com uma idéia do que significa optar pela versão aquática do método criado na década de 20 pelo alemão Joseph Pilates.

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03/01/2008 - 20:34h Censurada en Francia una campaña contra el Sida por mostrar a dos hombres desnudos


La campaña se ha considerado “demasiado explícita”

27/12/2007 - 14:20h Cientistas próximos da criação de vasos sanguíneos artificiais

Minúsculos tubos são obtidos em laboratório a partir de células-tronco

O Globo

Cientistas americanos do Massachusetts Institute of Technology (MIT) anunciaram que estão próximos da criação de vasos sanguíneos artificiais.

Eles conseguiram criar minúsculos tubos em laboratório a partir de células-tronco.

A obtenção de vasos sanguíneos artificiais é considerado um dos importantes desafios da medicina regenerativa porque eles poderão transplantados para diversos órgãos que precisem de grandes quantidades de tecidos vasculares.
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