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	<title>Blog do Favre &#187; SAÚDE</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Sonhos são exercício para o cérebro</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 16:55:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Benedict Carey






Visões durante o sono podem servir de aquecimento




Os sonhos são tão férteis e parecem tão autênticos que os cientistas presumem há muito tempo que eles devem ter uma finalidade psicológica crucial. Para Freud, os sonhos funcionam como campo de atividade da mente inconsciente; para Jung, o sonho é um estágio em que os arquétipos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-16640" title="newyorktimes_folha" src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/11/newyorktimes_folha2.gif" alt="newyorktimes_folha" width="200" height="18" /></p>
<p><span style="font-size: medium;"><strong>Benedict Carey</strong></span></p>
<p><span style="font-size: large;"><strong><br />
</strong></span></p>
<table style="height: 87px;" border="0" width="482">
<tbody>
<tr>
<td>
<hr size="2" noshade="noshade" /><span style="font-size: x-large;"><strong><em>Visões durante o sono podem servir de aquecimento</em></strong></span></p>
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Os sonhos são tão férteis e parecem tão autênticos que os cientistas presumem há muito tempo que eles devem ter uma finalidade psicológica crucial. Para Freud, os sonhos funcionam como campo de atividade da mente inconsciente; para Jung, o sonho é um estágio em que os arquétipos da psique representam temas primais. Teorias mais recentes afirmam que os sonhos ajudam o cérebro a consolidar memórias emocionais ou a trabalhar problemas atuais, como um divórcio ou frustrações no trabalho.<br />
Mas o que dizer da hipótese de que o objetivo principal dos sonhos não é de natureza psicológica?<br />
Em artigo recente no periódico &#8220;Nature Reviews Neuroscience&#8221;, o psiquiatra J. Allan Hobson, que pesquisa o sono na Universidade Harvard, argumenta que a função principal do sono REM (caracterizado por movimentos rápidos dos olhos) é de natureza fisiológica. O cérebro está aquecendo seus circuitos, preparando-se para as visões, os sons e as emoções do estado desperto.<br />
&#8220;Isso ajuda a explicar muitas coisas, como o porquê de as pessoas esquecerem tantos sonhos&#8221;, disse Hobson. &#8220;É como praticar corrida; o corpo não se recorda de cada passo dado, mas sabe que se exercitou. Ele foi aquecido e afinado. A ideia aqui é a mesma: os sonhos afinam a mente, preparando-a para a consciência desperta.&#8221;<br />
Hobson argumenta que o sonhar é um estado de consciência paralela que opera continuamente, mas que costuma ser suprimido durante a vigília.<br />
&#8220;A maioria [dos estudiosos] parte de ideias psicológicas previamente determinadas e tenta fazer os sonhos se encaixar nessas ideias&#8221;, disse Mark Mahowald, neurologista e diretor do programa de desordens do sono do Centro Médico Hennepin County, em Minneapolis (EUA). &#8220;O que me agrada nesse novo artigo é que ele não parte de nenhuma premissa prévia sobre a função dos sonhos.&#8221;<br />
O sono REM parece ser um desenvolvimento recente, em termos evolutivos; ele é perceptível em humanos, outros mamíferos e pássaros. E estudos sugerem que o sono REM aparece em fase muito precoce da vida: no caso dos humanos, no terceiro trimestre de vida do feto.<br />
Cientistas encontraram em estudos evidências de que a atividade REM ajuda o cérebro a construir conexões neurais, especialmente em suas áreas visuais. O feto em desenvolvimento pode estar &#8220;vendo&#8221; algo, em termos de atividade cerebral, muito antes de seus olhos se abrirem.<br />
Algumas pessoas são capazes de assistir a seus próprios sonhos como observadoras, sem despertarem. Conhecido como sonhar lúcido, esse estado de consciência é em si um mistério. Mas é um fenômeno real, e Hobson encontra nele um argumento forte em favor de sua tese de que os sonhos serviriam como aquecimento fisiológico.<br />
Em estudo publicado em setembro no períodico &#8220;Sleep&#8221;, Ursula Voss, de Frankfurt, liderou uma equipe que analisou ondas cerebrais durante o sono REM, a vigília e o sonho lúcido. O estudo constatou que o estado de sonho lúcido possui elementos do sono REM e da vigília -especialmente nas áreas frontais do cérebro, que ficam inativas durante o sonhar normal. Hobson foi coautor do artigo.<br />
&#8220;Vemos esse cérebro dividido em ação&#8221;, disse ele. &#8220;Isso me diz que existem esses dois sistemas e que eles podem, de fato, estar em ação ao mesmo tempo.&#8221;<br />
Ainda falta muito para os pesquisadores poderem confirmar essa hipótese. Mas os benefícios disso podem ir além de uma compreensão mais profunda do cérebro adormecido. Os esquizofrênicos sofrem alucinações de origem desconhecida. Hobson sugere que esses voos da imaginação possam estar relacionados à ativação anormal da consciência sonhadora. Como disse Jung: &#8220;Deixe o sonhador despertar, e você verá uma psicose&#8221;.</p>
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		<title>Com medo do medo</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 18:59:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[HISTÓRIA


A advogada Silvana Prado, 51, percorreu um longo caminho até encontrar uma resposta para suas crises de pânico e aprender a controlá-las; hoje coordena um grupo de autoajuda 
 



Caio Guatelli/Folha Imagem





A advogada Silvana Prado, 51, que superou as crises de pânico


  GABRIELA CUPANI &#8211; FOLHA SP

 DA REPORTAGEM LOCAL
A advogada paulista Silvana  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-large;"><strong><span style="color: #000080;">HISTÓRIA</span></strong></span></p>
<p><span style="font-size: large;"><strong><br />
</strong></span></p>
<p><strong>A advogada Silvana Prado, 51, percorreu um longo caminho até encontrar uma resposta para suas crises de pânico e aprender a controlá-las; hoje coordena um grupo de autoajuda </strong></p>
<p><!--Fotografia/Auto/Inicio--> <!--FOTO--></p>
<table border="0" width="320">
<tbody>
<tr>
<td>Caio Guatelli/Folha Imagem<br />
<img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/h0811200901.jpg" border="0" alt="" /></td>
<td valign="bottom"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><em>A advogada Silvana Prado, 51, que superou as crises de pânico</em></p>
<p><em><br />
</em></p>
<h2><!--/FOTO--> <!--Fotografia/Auto/Final--> <span style="background-color: #ffff99;"><strong>GABRIELA CUPANI &#8211; FOLHA SP</strong></span></h2>
<p><strong><br />
</strong> DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>A advogada paulista Silvana  Prado, 51, não esquece seu primeiro encontro com o pânico:  estava com seus pais numa loja  de material esportivo quando,  sem nenhum motivo aparente,  começou a sentir um medo terrível. Seu coração disparou.  Tentava respirar e não conseguia, faltava-lhe o ar. Começou  a suar frio e a sentir tonturas.<br />
Ela já havia experimentado,  com menos intensidade, alguns  desses sintomas -sempre os  atribuía ao cansaço. Da mesma  forma súbita como começava, o  desconforto desaparecia.<br />
Silvana saiu da loja para respirar e decidiu ir até o carro na  tentativa de espantar a sensação ruim. Com os pais preocupados, foram todos embora.<br />
Em vez de diminuir, ao chegar em casa o medo se transformou em pavor. A advogada não  conseguia conversar, sentia um  aperto no peito. Deitada, a sensação piorou. Com as mãos geladas, a visão embaçada e os lábios dormentes, teve certeza de  que estava morrendo. Deitou  no chão e esperou pelo pior.<br />
A agonia durou 20 minutos e,  inexplicavelmente, desapareceu. A sensação tinha sido tão  devastadora que, ao final, Silvana mal conseguia andar.<br />
Passados 17 anos de seu encontro com o pânico, como diz,  ela ainda é capaz de se lembrar  dos detalhes daquele dia.<br />
Mãe de uma adolescente na  época, Silvana tinha acabado de  se mudar para os Estados Unidos em função de uma transferência de trabalho do marido.  Além de viver o estresse da  adaptação ao novo país, ela  convivia com uma tragédia recente: em dois anos havia perdido dois filhos com poucos  meses de vida, vítimas de uma  doença congênita rara.<br />
Silvana sobreviveu àquele  ataque de pânico, mas vieram  muitos outros. Era sempre a  mesma coisa: de repente, sem  motivo nenhum, o coração disparava, sentia-se sufocada pela  falta de ar, a cabeça parecia estourar, sentia náuseas, achava  que estava ficando louca.<br />
As crises também aconteciam à noite. &#8220;Acordava com o  coração disparado e as mãos  dormentes.&#8221; Chegou a ter três  ataques desses por dia.<br />
&#8220;O terror era meu companheiro constante. Depois da  primeira crise, ficou o pavor de  ter outra&#8221;, conta. &#8220;Quanto mais  medo sentia, mais fraca ficava,  mais alimentava o medo e mais  poderosa a crise se tornava.&#8221;<br />
As crises eram tão assustadoras que ela ficou três meses sem  sair de casa, com receio de sofrer um ataque na rua e de se  descontrolar. &#8220;Tinha medo de  ter medo. Eu, que antes era capaz de dirigir até Toronto [no  Canadá], não conseguia mais ir  ao supermercado&#8221;, diz.<br />
Como havia passado por um  &#8220;check-up&#8221; pouco tempo antes,  a advogada sabia que não tinha  problemas cardíacos. Sua médica, então, lhe receitou remédios contra depressão.<br />
Mas, há quase 20 anos, a síndrome do pânico era um enigma até para os médicos. A  doença não era tão estudada  nem estava tão em evidência.  Poucos especialistas sabiam  como diagnosticá-la e tratá-la.<br />
O tempo passava e Silvana  não sentia melhoras. Um dia,  folheando uma revista que falava da síndrome do pânico, a foto de uma mulher lhe chamou a  atenção. &#8220;Me identifiquei imediatamente com a expressão de  pavor de seu rosto. Ali descobri  qual era meu problema.&#8221;</p>
<p><strong>Por conta própria<br />
</strong> Silvana resolveu, então, buscar respostas por conta própria. Largou os remédios para  depressão e começou a frequentar bibliotecas e livrarias  em busca dos artigos mais recentes sobre o tema.<br />
&#8220;Eu tinha ouvido dizer que  pânico não tinha cura e pensei:  &#8220;Bem, vou ser a primeira a me  curar disso&#8221;. Fui criando meu  tratamento de maneira intuitiva. Li sobre os benefícios da atividade física e comecei a me  exercitar. Li sobre os benefícios  da meditação e comecei a meditar, a respirar corretamente. A  partir daí minhas leituras e estudos nunca pararam. Li tudo o  que havia nos Estados Unidos  sobre pânico, fiz entrevistas  com especialistas e vi que meus  passos estavam corretos&#8221;, diz.<br />
Silvana também usou técnicas da terapia cognitivo-comportamental. &#8220;Comecei a prestar atenção aos meus pensamentos, a analisar o que era verdadeiro ou não, usando pensamentos lógicos para corrigir as ideias distorcidas.&#8221;<br />
Foi assim, por conta própria,  que Silvana aprendeu que a síndrome do pânico pode ser desencadeada por um evento estressante, que se trata de um  transtorno de ansiedade e que  as crises podem ser controladas  com exercícios de relaxamento  e mudanças de comportamento, além dos remédios.<br />
&#8220;A maioria dos pacientes precisa de medicamentos, mas ela  parece ter descoberto, de maneira intuitiva, estratégias para  mudar pensamentos e crenças&#8221;, avalia o psiquiatra Acioly  Lacerda, da Universidade Federal de São Paulo. &#8220;Além disso,  por se tratar de um transtorno  de ansiedade, medidas que diminuam os níveis de tensão  servem como coadjuvantes.&#8221;<br />
A melhora foi surpreendente. Já na primeira semana as  crises noturnas sumiram. Em  seis meses, o problema estava  sob controle. &#8220;Mas nem todo  mundo melhora sem medicamentos&#8221;, enfatiza ela.<br />
Em 1999, de volta ao Brasil,  foi convidada a dar palestras  contando sua experiência. Ao  perceber o interesse de pessoas  que não tinham a quem recorrer, montou um grupo de autoajuda, o Apoiar, numa sala  emprestada pela igreja, em  Franca, no interior paulista.<br />
Na primeira reunião apareceram cerca de 50 pessoas, com  males como pânico, depressão  e ansiedade. &#8220;Logo estávamos  atendendo 600 pessoas por  mês. Uma equipe de voluntários, entre acupunturistas, professores de ioga e psicólogos,  trabalhavam para dar apoio a  essas pessoas, ensinando técnicas de relaxamento e respiração, entre outros.&#8221;<br />
Nesse meio tempo, lançou  um livro contando sua experiência e passou a editar um  jornal sobre saúde mental.<br />
Após quase dez anos de atividade, em outubro do ano passado o grupo encerrou os trabalhos por falta de recursos.  Atualmente, Silvana está negociando um acordo com uma  empresa que vai possibilitar a  retomada do trabalho.<br />
&#8220;Eu me curei e isso é possível  se você está disposto a dar os  passos necessários em direção  à recuperação&#8221;, diz.</p>
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		<title>&#8220;Gestão&#8221; Kassab: dinheiro nos bancos, obras paradas e aumento de gastos com propaganda</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Apr 2009 18:32:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para justificar a paralisia em obras e investimentos, a &#8220;gestão&#8221; Kassab culpa a crise internacional.
Porém, neste período aumentou o volume de recursos financeiros aplicado em bancos, principalmente nos bancos privados. De acordo com o último balancete divulgado (fevereiro de 2009), a Prefeitura já tem quase R$ 4 bilhões de reais em caixa, voltando a patamares [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para justificar a paralisia em obras e investimentos, a &#8220;gestão&#8221; Kassab culpa a crise internacional.</p>
<p>Porém, neste período aumentou o volume de recursos financeiros aplicado em bancos, principalmente nos bancos privados. De acordo com o último balancete divulgado (fevereiro de 2009), a Prefeitura já tem quase R$ 4 bilhões de reais em caixa, voltando a patamares pré-eleição.</p>
<p>Relevantes áreas, como educação, habitação, assistência social, obras, subprefeituras, transportes e trânsito foram as mais prejudicadas, pois deixaram de receber quase R$ 1 bilhão, quando comparados com o orçamento do ano anterior.</p>
<p>Um exemplo da rubrica Construção de Reservatórios e Piscinões: No primeiro trimestre do ano passado já haviam sido empenhados R$ 5,1 milhões, mais da metade dos R$ 9,1 milhões previstos. Em 2009, embora o orçamento seja maior, R$ 18,4 milhões, ainda não empenharam nada. Ou seja, não há sequer um piscinão sendo construído por esta dotação.</p>
<p>Uma das poucas áreas em que a Prefeitura mostrou que está fazendo mais é justamente na Comunicação, pois a Secretaria havia empenhado até mar/08 R$23.821.305,29, contra R$ 28.950.739,30 atuais, mais de R$ 5 milhões corresponde a um crescimento de 21,5% nas despesas realizadas pelo órgão. Há uma dotação específica para divulgação do Plano de Metas, mas o referido programa só foi anunciado no dia 31 de março. Só que antes disso, a Secretaria já havia empenhado R$ 12.225.500,00 com esta ação. Os dados são da Bancada de Vereadores do PT.</p>
<p>Conclusão<br />
Os números não deixam dúvidas de que Kassab voltou a ritmo de serviço que sempre desempenhou à frente da Prefeitura, aumentando gastos em Propaganda e aplicações em bancos privados e frustrando a população de São Paulo ao deixar de fazer importantes obras para o desenvolvimento da cidade e a melhoria da qualidade de vida dos seus moradores.</p>
<p>LF</p>
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		<title>&#8220;Gestão&#8221; Kassab: atrasados, CEUs seguem em obras</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Apr 2009 17:53:23 +0000</pubDate>
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O CEU Formosa, alvo de polemica durante a campanha eleitoral. Um dos que ainda está em obras. 
Adriana Ferraz e Gabriela Gasparin do Agora
Os vizinhos dos prometidos CEUs Formosa e Uirapuru, nas zonas leste e oeste, ainda sonham com a chance de poder usufruir de atividades esportivas e culturais. Ambos os centros -que, segundo a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"> <em><img src="http://dialogospoliticos.files.wordpress.com/2008/12/kassab1.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://dialogospoliticos.files.wordpress.com/2008/12/kassab1.jpg" width="270" height="201" /><img src="http://www6.prefeitura.sp.gov.br/noticias/ars/aricanduva_vformosa/2009/01/0006/portal/noticias/ars/aricanduva_vformosa/2009/01/0006/imagem/ceu%20site.jpg" alt="http://www6.prefeitura.sp.gov.br/noticias/ars/aricanduva_vformosa/2009/01/0006/portal/noticias/ars/aricanduva_vformosa/2009/01/0006/imagem/ceu%20site.jpg" width="267" height="200" /><br />
O CEU Formosa, alvo de polemica durante a campanha eleitoral. Um dos que ainda está em obras. </em></p>
<p style="background-color: #ffff99">Adriana Ferraz e Gabriela Gasparin do Agora</p>
<p>Os vizinhos dos prometidos CEUs Formosa e Uirapuru, nas zonas leste e oeste, ainda sonham com a chance de poder usufruir de atividades esportivas e culturais. Ambos os centros -que, segundo a prefeitura, estariam prontos em janeiro- contam apenas com os blocos educacionais.</p>
<p>&#8220;As obras estão paradas. Nem o buraco da piscina foi feito. A nossa região precisa de lazer, nós somos carentes&#8221;, afirma o autônomo Hildebrando de Lima, 27 anos, que mora na Vila Formosa.</p>
<p>Os pais de alunos criticam o atraso na entrega do material e dos uniformes. &#8220;Tive de comprar um monte de material para a minha filha&#8221;, reclama a diarista Verônica Fátima da Silva, 33 anos.</p>
<p>No centro, a mesma reclamação. &#8220;As crianças precisam usar roupas de sair para ir à escola. O velho não serve mais. O prefeito não sabe que elas crescem?&#8221;, questiona a mãe Severina Regina da Hora, 58 anos.</p>
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		<title>Cortes de verbas marcam os cem dias de Kassab</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Apr 2009 17:20:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Jorge Soufen Jr, Adriana Ferraz e Gabriela Gasparin &#8211; AGORA
Os cem primeiros dias da atual administração do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), foram marcados pelo aperto nas finanças, por escândalos nas áreas de saúde e educação e por falhas na prevenção de enchentes e no programa de inspeção veicular. No centésimo dia, amanhã, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://stream.agenciabrasil.gov.br/media/imagens/2009/03/17/1500FRP4833.image_media_horizontal.jpg" alt="http://stream.agenciabrasil.gov.br/media/imagens/2009/03/17/1500FRP4833.image_media_horizontal.jpg" width="550" height="369" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Jorge Soufen Jr, Adriana Ferraz e Gabriela Gasparin &#8211; AGORA</p>
<p>Os cem primeiros dias da atual administração do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), foram marcados pelo aperto nas finanças, por escândalos nas áreas de saúde e educação e por falhas na prevenção de enchentes e no programa de inspeção veicular. No centésimo dia, amanhã, o paulistano terá sentido pouco, na prática, as medidas positivas do governo -o reflexo é a queda da aprovação de Kassab nos últimos meses.</p>
<p>O prefeito já previa tempos difíceis ao assumir o segundo mandato, em 1º de janeiro. No discurso de posse, culpou a crise econômica para justificar o congelamento de 20% no Orçamento 2009, ou R$ 5,5 bilhões, o maior da história da capital em números absolutos. Resultado: redução de investimentos, revisão de contratos e atrasos em obras.</p>
<p>A população já começou a sentir os problemas, seja no programa de recapeamento de ruas (que está parado), no atraso de obras de canalização (córrego do Ipiranga é o principal exemplo) ou no corte de repasse às concessionárias de ônibus, que ameaçam não renovar a frota.</p>
<p>No balanço do período, porém, as falhas na educação são as que chamam mais atenção. Além do escândalo da merenda, a gestão teve de enfrentar críticas sobre a volta às aulas. O início do ano letivo foi marcado por rodízio de alunos, falta de professores, escolas com falhas de infraestrutura e atrasos em obras.</p>
<p>A pasta também lidou com um imbróglio relativo a dados sobre falta de vagas em creches e pré-escolas. O prefeito prometeu zerar o déficit até 2012 e a lista de espera, que era de 110 mil em junho de 2008, caiu neste ano para 67 mil. A diferença foi atribuída ao recadastramento.</p>
<p>No trânsito, o programa de inspeção veicular -importante para a redução da poluição e melhora da qualidade de vida dos moradores -apresentou dificuldades burocráticas e muita confusão.</p>
<p>Mesmo interessados, os motoristas não conseguiam marcar a inspeção por sobrecarga no site da empresa contratada. O setor também conviveu com atrasos em licitação de radares e panes no sistema de informação dos pontos de ônibus da cidade.</p>
<p>No período, uma constatação: Kassab não fugiu do enfrentamento de tragédias de grande comoção social. Foi assim quando desabou o teto da sede da Igreja Renascer, no Cambuci (região central), ou quando os moradores da favela Paraisópolis (zona sul) enfrentaram a polícia.</p>
<p>Kassab chegou ao dia 26 de março com 45% de aprovação dos paulistanos, segundo pesquisa Datafolha. No pico de popularidade, em outubro, após vencer o primeiro turno das eleições, obteve 61% de &#8220;ótimo&#8221; e &#8220;bom&#8221;. Em maio de 2008, foram 39%.</p>
<p><strong>Uma nova imagem</strong><br />
Pai da Lei Cidade Limpa, Kassab prepara, agora, uma nova marca para alavancar sua popularidade. As opiniões de seus assessores se dividem. Uns defendem a &#8220;revolução do trânsito&#8221;, com novos corredores, reforma da marginal Tietê, construção de duas novas rodoviárias e investimento de mais R$ 1 bilhão no metrô. Outros, o &#8220;carinho com a saúde e a educação&#8221;, com a extensão da cobertura médica e educacional na capital.</p>
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		<title>100 dias de Kassab: paralisia em São Paulo</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Apr 2009 17:00:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Os primeiros 100 dias do atual mandato do prefeito Kassab estão longe de corresponder à expectativa que ele criou na população durante a campanha eleitoral. A administração municipal voltou à rotina burocrática de acumular dinheiro em caixa – o saldo já chega hoje a R$ 4 bilhões – e não está cumprindo nenhuma das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/100-dias-de-kassab-paralisia-em-sao-paulo/10626/" rel="attachment wp-att-10626" title="estrelita.gif"></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/04/estrelita.gif" alt="estrelita.gif" /><img src="http://www.opovo.com.br/opovo/politica/img/751122_not_fot.jpg" alt="http://www.opovo.com.br/opovo/politica/img/751122_not_fot.jpg" width="164" height="138" /></div>
<p></a></p>
<p>Os primeiros 100 dias do atual mandato do prefeito Kassab estão longe de corresponder à expectativa que ele criou na população durante a campanha eleitoral. A administração municipal voltou à rotina burocrática de acumular dinheiro em caixa – o saldo já chega hoje a R$ 4 bilhões – e não está cumprindo nenhuma das centenas de promessas que fez aos eleitores. O que tem chamado mesmo a atenção são os escândalos envolvendo a administração que pipocam nos meios de comunicação.<br />
Denúncias de corrupção envolvendo cargos de confiança e funcionários da administração, fraudes em licitações para a compra de remédios e merenda escolar, e prática de corrupção por parte de fiscais em subprefeituras, são alguns dos escândalos que ganharam destaque na mídia. Ao mesmo tempo, o governo municipal dá seguidos exemplos de incompetência administrativa: falta de vagas em creches, atraso na entrega do uniforme e do material escolar, gasto excessivo em publicidade enquanto a cidade se afoga com as enchentes, e descumprimento de promessas importantes para a população, como a construção de novos corredores de ônibus.<br />
Projetos polêmicos – caso da revisão do Plano Diretor Estratégico e a recuperação da Cracolândia, rebatizada de Nova Luz &#8211; abrem espaço para a ocupação urbana desordenada e para o mercado continuar ditando as regras do crescimento da cidade. E a proposta que concede à Sabesp, sem qualquer contrapartida à comunidade, a exploração dos serviços de água e esgoto por 30 anos, prorrogável por mais 30 – demonstra o imediatismo pragmático deste governo, em detrimento de uma visão estratégica de solução dos problemas estruturais de São Paulo.<br />
Os escândalos e a inoperância do governo começam a se refletir nas pesquisas de avaliação da administração municipal. Levantamento do Datafolha divulgado em março mostrou que em cinco meses Kassab perdeu 16 pontos percentuais na sua aprovação, que era de 61% em outubro de 2008 e recuou agora para 45%.<br />
Enquanto o presidente Lula estimula o crescimento econômico do Brasil investindo em obras, Kassab vem fazendo uma gestão com o pé no freio, guardando dinheiro e congelando investimentos em prejuízo do desenvolvimento da cidade. Com a crise internacional, esse quadro se agravou. O prefeito anunciou em janeiro um congelamento de R$ 5,5 bilhões do orçamento municipal, cancelando obras que poderiam abrir vagas de trabalho e manter aquecida a atividade econômica no município. Proibiu, por exemplo, as subprefeituras de gastarem em melhorias nos bairros e não liberou um centavo dos cofres públicos para erguer os três novos</p>
<p>hospitais que havia prometido na campanha. O congelamento afetou muito os investimentos sociais, prejudicando programas que funcionam como uma rede de proteção social para os mais carentes ou atingidos pela crise.<br />
Nestes primeiros 100 dias de 2009 do governo DEM/PSDB os paulistanos não têm o que comemorar. São Paulo não está no rumo certo, como foi falsamente anunciado na propaganda eleitoral. A cidade vive um momento de indefinição por falta de um planejamento de longo prazo e a inexistência de projetos estruturantes que dêem conta das inúmeras demandas da população no campo do transporte, da educação, da saúde, da habitação e da cultura/esportes. O que se vê hoje é o governo municipal suscetível à influência de investidores privados, defensor dos grandes interesses econômicos, e permitindo o surgimento de graves irregularidades na administração pública. Kassab está tirando São Paulo dos trilhos e colocando de novo a cidade no rumo do caos e da desordem, como se via até o ano 2000.</p>
<p><strong><br />
Bancada de Vereadores do PT/SP<br />
Ver. João Antônio<br />
Líder da Bancada<br />
Câmara Municipal de São Paulo</strong></p>
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		<title>&#8216;Parasitas&#8217; sugam R$ 130 mi.  Este é o valor estimado por promotor do Gaeco sobre esquema de fraude com insumos hospitalares</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Dec 2008 12:34:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Jornal da Tarde
Relator mira em firma de distribuição
Com apenas dois votos contrários &#8211; Milton Leite (DEM) e José Police Neto (PSDB) -, a Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal aprovou ontem o relatório da subcomissão de vereadores que investiga a máfia dos parasitas. De autoria do petista Paulo Fiorilo, o texto pede, além [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://media.bigoo.ws/content/gif/smiles/smiles_407.gif" alt="http://media.bigoo.ws/content/gif/smiles/smiles_407.gif" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Jornal da Tarde</strong></p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/12/parasitas-sugam-r-130-mi-este-e-o-valor-estimado-por-promotor-do-gaeco-sobre-esquema-de-fraude-com-insumos-hospitalares/8974/" rel="attachment wp-att-8974" title="remedio.gif"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/12/remedio.gif" alt="remedio.gif" align="left" /></a><strong>Relator mira em firma de distribuição</strong></p>
<p>Com apenas dois votos contrários &#8211; Milton Leite (DEM) e José Police Neto (PSDB) -, a Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal aprovou ontem o relatório da subcomissão de vereadores que investiga a máfia dos parasitas. De autoria do petista Paulo Fiorilo, o texto pede, além de uma CPI em 2009, uma investigação do Ministério Público Estadual e do Tribunal de Contas do Município (TCM) sobre os contratos da Secretaria de Saúde com a empresa Pronto Express, responsável por armazenar e distribuir insumos a rede básica hospitalar da capital.</p>
<p>“Há indícios de irregularidades nos preços praticados e na forma de contratação, além da informação de que a empresa foi habilitada junto à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em agosto de 2006, mas iniciou a prestação de serviços junto à Prefeitura no mês de maio de 2006”, destacou Fiorilo no relatório.</p>
<p><strong>Investigação parlamentar</strong></p>
<p>A Pronto Express, que substituiu os Correios na distribuição de medicamentos, virou alvo de investigação parlamentar após o vereador Aurélio Miguel (PR) ler em plenário reportagem do site Terra Magazine relatando que a empresa, com sede na Bahia, teve como sócio até 2003 o senador Antônio Carlos Magalhães Júnior (DEM-BA), filho do senador ACM, morto em 2007, e que hoje é do publicitário Fernando Barros, acusado de ser “testa-de-ferro” de ACM Jr.</p>
<p>Para Police Neto, líder do governo na Câmara, “há excesso de acusações”. “Não vejo a relação apresentada (da Prefeitura) com o político baiano. Acho delicado lançar suspeição sobre algo que nem suspeição tem”, disse o vereador.</p>
<p>Segundo a Secretaria de Saúde, o contrato original, de 2004, com os Correios omitia que o serviço era de distribuição de medicamentos e, por isso, a licença da Anvisa não foi exigida. Quando a Pronto Express assumiu o serviço, em maio de 2006, “a licença da Anvisa foi providenciada, a pedido da pasta.”</p>
<p><strong>PRONTO EXPRESS SUBSTITUIU CORREIOS</strong></p>
<p><strong>R$ 283 mil<br />
por mês era o valor pago, segundo a Secretaria Municipal<br />
de Saúde, aos Correios para cuidar da logística no recebimento de medicamentos e na distribuição para os hospitais<br />
municipais</strong></p>
<p><strong>Maio a novembro de 2006:<br />
foi o período em que a empresa Pronto Express assumiu em<br />
‘caráter emergencial’ o serviço, depois que os Correios decidiram rescindir o contrato com a Prefeitura por “falta de interesse”, segundo informações da pasta da Saúde</strong></p>
<p><strong>R$ 698, 7 mil<br />
por mês foi o valor que venceu licitação aberta pela Prefeitura, oferecido pela Pronto Express &#8211; na concorrência que teve mais cinco empresas, segundo a secretaria. O novo serviço começou no dia 1º dezembro de 2006</strong></p>
<p><strong>R$ 1,12 milhão<br />
por mês, atualmente, é o valor estimado do contrato com<br />
a empresa Pronto Express. O aumento no pagamento,<br />
segundo a pasta de Saúde, se deu em razão do maior volume de medicamentos distribuídos e da entrega a cada 15 dias, em vez de uma vez por mês </strong></p>
<p><strong><br />
&#8216;Parasitas&#8217; sugam R$ 130 mi</strong></p>
<p><strong>Este é o valor estimado por promotor do Gaeco sobre esquema de fraude com insumos hospitalares</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Fabio Leite &#8211; Jornal da Tarde</p>
<p>f.leite@grupoestado.com.br</p>
<p>O rombo provocado pela máfia dos parasitas nos cofres públicos de São Paulo pode chegar a R$ 130 milhões. A projeção é do promotor José Reinaldo Guimarães Carneiro, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), órgão do Ministério Público que investiga esquema de fraude em licitações para venda de insumos a hospitais públicos estaduais e municipais, entre 2004 e outubro deste ano.</p>
<p>“É uma das maiores, se não for a maior fraude no sistema de saúde que o Brasil já registrou”, afirmou Carneiro, um dos promotores que, na semana passada, ofereceram denúncia à Justiça contra 13 pessoas &#8211; três empresários, três funcionários, dois laranjas, um doleiro e quatro funcionários públicos -, acusadas de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, peculato (desvio de recursos públicos) e fraude às licitações.</p>
<p>No dia em que encaminhou a denúncia ao juiz da 2ª Vara Criminal da capital, o Gaeco divulgou uma nota dizendo que as fraudes causaram prejuízo de pelo menos R$ 80 milhões aos cofres públicos. “Mas já há perspectivas das auditorias da (Secretaria Estadual da) Fazenda que elevam para até R$ 130 milhões”, disse Carneiro. A Fazenda informou que ainda não tem os valores, “pois as auditorias ainda não foram concluídas.”</p>
<p>Num organograma apresentado junto à denúncia, o Ministério Público (MP) mostra que o esquema tinha por finalidade subornar os quatro funcionários públicos para fraudar pregões eletrônicos e presenciais em três hospitais: Ipiranga, Pérola Byington (estaduais) e Tatuapé (municipal).</p>
<p>Segundo o MP, atuaram no esquema Ziran Maria de Melo Moreira (chefe da seção do setor e compras do Ipiranga), Márcia Meneghello (diretora técnica da divisão de enfermagem do Pérola Byington) e João de Oliveira Filho, funcionário do mesmo hospital, e Milva Lúcia de Melo, diretora de farmácia do Tatuapé. O MP estima que eles teriam desviado, entre 2004 e 30 de outubro deste ano R$ 17,2 milhões, “ainda não integralmente calculados”.</p>
<p>No Hospital Municipal do Tatuapé, a servidora Milva, afirma a promotoria, interagia com a quadrilha “fraudando os procedimentos de licitação colocados em sua alçada”. Ela “controlava o estoque de produtos farmacêuticos, viabilizando pedidos depois repassados à quadrilha, segundo os seus próprios interesses espúrios”, informa a denúncia. Milva foi exonerada no dia 17 de novembro, a pedido, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.</p>
<p>Além de superfaturar o preço de insumos, já que as empresas idôneas que participavam do pregão eram desclassificadas pelos servidores públicos, mesmo apresentando preços menores, o suposto esquema ainda entregava produtos de baixa qualidade e em menor quantidade, segundo o MP.</p>
<p>Das 11 empresas suspeitas de participar da máfia, segundo o Departamento de Polícia Judiciária (Decap), que também investiga o esquema, cinco mantêm contratos com a Prefeitura. São elas: Embramed, Velox, Halex Istar, Home Care e Biodinâmica. Juntas elas receberam R$ 17,3 milhões do governo municipal entre 2005 e outubro deste ano. Para Carneiro, promotor do Gaeco, “todos os contratos com as empresas envolvidas são suspeitos.”</p>
<p><strong><br />
ENTENDA O CASO</strong></p>
<p>Em 30 de outubro, a Polícia Civil desmantelou o esquema da ‘máfia dos parasitas’, acusada de fraudar licitações para venda de insumos a hospitais públicos, com superfaturamento de preços.</p>
<p>Das 11 empresas investigadas pelo Ministério Público , 5 mantêm contratos com a Prefeitura da capital: Embramed, Home Care, Halex Istar, Biodinâmica e Velox.</p>
<p>13 suspeitos (incluindo quatro servidores municipais e estaduais) foram denunciados à Justiça pelo Ministério Público, que estima um prejuízos de até R$ 130 milhões para os cofres públicos.</p>
<p>Além da denúncia do MP que se refere a hospitais públicos municipais e estaduais de São Paulo, a máfia dos parasitas, segundo a Polícia Civil, também se ramificou por mais 29 prefeituras do Rio,de Minas Gerais e Goiás. Neste caso, a quantia de dinheiro público desviado ainda não foi calculada.</p>
<p><strong>&#8216;É uma das maiores, se não for a maior, fraudes no sistema de saúde que o Brasil já registrou”</strong></p>
<p><strong>JOSÉ REINALDO GUIMARÃES CARNEIRO,<br />
PROMOTOR DO GAECO, QUE JÁ ENCAMINHOU DENÚNCIA À JUSTIÇA<br />
CONTRA 13 ACUSADOS DE ENVOLVIMENTO COM O ESQUEMA DE FRAUDES<br />
EM LICITAÇÕES DE HOSPITAIS PÚBLICOS MUNICIPAIS E ESTADUAIS </strong></p>
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		<title>Para garantir verba, SP remaneja dinheiro de metrô da capital pelo ABC</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Nov 2008 16:22:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Sérgio Gobetti &#8211; O Estado SP
O governo paulista trocou o pedido de verbas do Orçamento da União do metrô da capital para as obras do metrô do ABC. A mudança ocorreu por problema técnico que impedia a destinação de recursos a obra que não estivesse no Plano Plurianual (PPA), como era o caso do metrô [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.jbic.org.br/imagens/projetos_oda/metro_sp.jpg" alt="http://www.jbic.org.br/imagens/projetos_oda/metro_sp.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Sérgio Gobetti &#8211; O Estado SP</p>
<p>O governo paulista trocou o pedido de verbas do Orçamento da União do metrô da capital para as obras do metrô do ABC. A mudança ocorreu por problema técnico que impedia a destinação de recursos a obra que não estivesse no Plano Plurianual (PPA), como era o caso do metrô da capital. Segundo o coordenador da bancada paulista, deputado Devanir Ribeiro (PT-SP), a troca foi sugerida pelo secretário de Planejamento do Estado, Fernando Luna, para não deixar São Paulo sem verbas federais para o metrô em 2009. Agora, a linha São Paulo-Mauá-Rio Grande da Serra poderá receber R$ 200 milhões.</p>
<p>O governo também pediu R$ 100 milhões para equipamentos de saúde. As propostas foram apresentadas ontem, como emendas. A bancada paulista podia apresentar 20 emendas, das quais duas foram reservadas ao governador José Serra e duas ao prefeito Gilberto Kassab. No total, as emendas paulistas somaram R$ 1,8 bilhão, mas o relator-geral, Delcídio Amaral (PT-MS), deve aprovar apenas R$ 600 milhões. Somente as emendas de Kassab custariam R$ 500 milhões.</p>
<p>O limite de verbas para emendas é determinado pelo volume de receitas, que em 2009 está ameaçado pela crise. Até agora, o relator reservou R$ 6 bilhões para as emendas de bancada e comissão. Para distribuir mais, só se cortar despesas incluídas no Orçamento pelo Executivo federal.</p>
<p>Os deputados só descobriram anteontem que a emenda em favor do metrô de São Paulo estava ameaçada de reprovação técnica. Ontem era o último dia para a apresentação de emendas. A proposta nem chegou a ser levada ao comitê que analisa a admissibilidade das mesmas. Para legalizar o aporte de recursos ao metrô, o governo federal precisaria enviar um projeto de lei alterando o PPA. A equipe de Serra achou mais fácil remanejar o valor para o metrô do ABC. Mas isso não significa que o metrô da capital terá menos dinheiro. Basta que o governo paulista remaneje verbas do seu próprio orçamento.</p>
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		<title>Saúde é maior preocupação para 3 em cada 4 paulistanos</title>
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		<pubDate>Sun, 31 Aug 2008 12:40:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Segundo pesquisa Ibope/Estado/TV Globo, a seguir vêm educação, prioridade para 53%, e segurança, com 41%


Carlos Marchi &#8211; O Estado de São Paulo
A saúde é a questão que mais preocupa o cidadão de São Paulo. Para 74% dos eleitores paulistanos é o tema que mais deve merecer atenção do futuro prefeito, informa pesquisa Ibope contratada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>Segundo pesquisa Ibope/Estado/TV Globo, a seguir vêm educação, prioridade para 53%, e segurança, com 41%</strong></p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/08/saude-e-maior-preocupacao-para-3-em-cada-4-paulistanos/7036/" rel="attachment wp-att-7036" title="saude_uti1.jpg"></a></p>
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<p style="background-color: #ffff99"><strong>Carlos Marchi &#8211; O Estado de São Paulo</strong></p>
<p>A saúde é a questão que mais preocupa o cidadão de São Paulo. Para 74% dos eleitores paulistanos é o tema que mais deve merecer atenção do futuro prefeito, informa pesquisa Ibope contratada pelo Estado e pela TV Globo. Esta preocupação majoritária é que tem influenciado os candidatos a dedicar grande espaço de seus programas na propaganda gratuita no rádio e na televisão ao setor. As demandas dos paulistanos estão concentradas em três áreas: além da saúde, a educação foi citada por 53% dos eleitores e a segurança, por 41%.</p>
<p>Outras questões que têm potencial relevância não estão, no momento, entre as grandes preocupações do cidadão paulistano. O desemprego, que sempre comanda as demandas em vésperas de eleição, foi mencionado por 31% dos entrevistados. O trânsito caótico de São Paulo apareceu como problema para apenas 23% dos cidadãos, enquanto o transporte coletivo foi citado por 25%. A pesquisa pediu aos entrevistados que citassem as três áreas que mais os preocupavam no momento.</p>
<p>Outros assuntos que costumam merecer importância na avaliação da população foram pouco citados. Habitação, por exemplo, surge como problema para apenas 9% dos paulistanos; calçamento de ruas e avenidas foi mencionado por 5%; o problema do menor abandonado mobiliza só 8% dos cidadãos; a limpeza pública está preocupando apenas 4% e o meio ambiente, que costuma atrair o interesse de parcelas significativas da população, foi mencionado por 6%.</p>
<p>O comportamento do eleitor carioca repete, com ligeiras mudanças, o pensamento paulistano. Para 77% dos cidadãos da capital fluminense a saúde também é o problema que mais preocupa, seguida pela segurança pública, citada por 54%, e a educação, mencionada por 51%. No Rio, o desemprego preocupa menos ainda &#8211; o problema foi citado por apenas 21%. O trânsito carioca, tão ou mais caótico que o de São Paulo, preocupa apenas 8% dos eleitores. O transporte coletivo foi lembrado por 11%.</p>
<p>Belo Horizonte atribuiu o mesmo valor à questão da saúde, citada por 77%. A segunda grande preocupação dos mineiros é a segurança, observada por 58%, e a educação é demandada por 51%. No Recife, 71% dos eleitores citaram a saúde como tema central da municipalidade, enquanto 61% optaram pela segurança pública e 45% mencionaram a educação.</p>
<p>O critério mais usado pelo eleitor paulistano para escolher o seu candidato a prefeito é olhar o passado do político, forma apontada por 34% dos entrevistados. O segundo critério é o conjunto de propostas, citado por 33%.</p>
<p>Mas 16% ficam atentos ao currículo do candidato, 5% votam por causa do partido político a que o candidato é filiado e 4% admitem que escolhem pela simpatia. Uma parcela de 2% opta por um nome mediante indicação de outras lideranças e 1% vota por indicação de parentes, amigos ou vizinhos.</p>
<p>No Rio, o passado do candidato é o mais importante para 35%, seguido pelas propostas de governo, examinadas por 27%, e o currículo do candidato, considerado por 12%. Em Belo Horizonte, o passado do candidato mereceu 29% das citações, seguido pelas propostas de governo, com 28%, e o currículo, citado por 17%. O apoio político de outras lideranças foi mencionado por 8%. No Recife, ao contrário, as propostas de governo foram citadas por 39% e o passado do candidato foi lembrado por 26%.</p>
<p><strong>RAIO X</strong></p>
<p>A pesquisa Ibope, feita entre os dias 25 e 28, ouviu 1.001 eleitores em São Paulo, 1.001 no Rio de Janeiro, 805 em Belo Horizonte e 805 em Pernambuco. A margem de erro é de três pontos porcentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95% &#8211; ou seja, de cada 100 pesquisas, 95 terão resultados dentro da margem.</p>
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		<title>Deixem Lula falar com a patuléia</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Apr 2008 06:15:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[EDUCAÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[ELIO GASPARI  
FFHH era festejado em Oxford e Nosso Guia faz sua festa na periferia, cada um no seu galho
LULA CONSEGUIU construir sua agenda e ninguém conseguirá tirá-lo do trilho. É um cestão com progresso (5,4%) e aumento do consumo das famílias (13,4%). Há mais carne no prato e menos mês no fim do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><font color="#000080" size="+1">ELIO GASPARI  </font></strong></p>
<p><strong>FFHH era festejado em Oxford e Nosso Guia faz sua festa na periferia, cada um no seu galho</strong></p>
<p>LULA CONSEGUIU construir sua agenda e ninguém conseguirá tirá-lo do trilho. É um cestão com progresso (5,4%) e aumento do consumo das famílias (13,4%). Há mais carne no prato e menos mês no fim do salário.<br />
Nosso Guia impôs sua agenda falando diretamente à patuléia. É injusto querer limitar seus movimentos. Em 2002, quando FFHH recebeu seu 18º título de doutor honoris causa na Universidade de Oxford, vivia sua campanha, no mundo encantado que tanto aprecia. Pulando de palanque em palanque e torturando a gramática, Lula faz campanha em outro mundo, o de seus encantos.<br />
Assim como a estabilidade da moeda saiu da agenda de FFHH , impondo-se a Lula e ao PT, o cestão de Nosso Guia haverá de demarcar os rumos da política brasileira por um bom tempo. Seria aquilo que o governador Aécio Neves chama de &#8220;Pós-Lula&#8221;.<br />
O &#8220;Pós-Lula&#8221; já começou. É um quadro no qual não adianta xingar os programas sociais. O coração dessas iniciativas, como a leis trabalhistas de Getúlio Vargas, o fundo de garantia de Castello Branco, o Funrural de Emílio Médici, tornaram-se parte da sociedade brasileira. Podem mudar, mas não acabam. Pelo contrário, acabará quem propuser que acabem.<br />
No bojo desse êxito está o desafio do &#8220;Pós-Lula&#8221;. Já não há cartões para distribuir ao andar de baixo. O baú da transferência de renda esvaziou-se, ajudando a criar um Brasil diferente. Não se trata mais de pensar na família que está na miséria, mas de milhões de pessoas que saíram dela, ou que viajaram no &#8220;elevador social&#8221;.<br />
Coisas que hoje parecem idéias de jerico poderão entrar na agenda. Por exemplo: a universalização de um plano de saúde básico. É desnecessário lembrar que esse é um dos principais assuntos da campanha eleitoral americana. Seria necessário misturar o SUS com as operadoras de serviços privados. Coisa dificílima, mas, quando se trata de tungar a Viúva, é matéria fácil. Até hoje ela não conseguiu receber regularmente o dinheiro que gasta com o atendimento, na rede pública, de segurados de empresas privadas.<br />
Por que São Paulo, como Nova York, Londres e Paris, têm bilhete único de transporte público, e o Rio de Janeiro não tem? Teria, segundo o governador Sérgio Cabral, no final deste ano, mas a promessa ficou para maio de 2009 e há um forte cheiro de empulhação no palavrório disponível. Por que o programa de regularização de lotes urbanos só é um êxito em Manaus?<br />
No &#8220;Pós-Lula&#8221; será necessário mudar a qualidade da discussão de assuntos desse tipo. Em geral, os burocratas sacralizam um obstáculo e esterilizam as propostas. Assim, o ressarcimento do SUS não anda porque as operadoras vão à Justiça. Lorota. O jogo virará no dia em que o ministro da Saúde mostrar ao país o caso de um magano que paga ao plano de saúde e, tendo batido com o carro, foi para um pronto-socorro onde seu tratamento custou uma fortuna, mas o SUS levou um beiço.<br />
No dia em que governadores e prefeitos botarem a boca no mundo, virarão o jogo dos transportes públicos em todas as cidades dominadas por cartéis semelhantes ao do Rio de Janeiro.<br />
Na área da educação e da segurança pública, há dezenas de temas semelhantes. Cada um terá sua trava, mas nenhuma dessas travas resiste à exposição pública. Talvez a principal novidade do &#8220;Pós-Lula&#8221; seja que a patuléia veio para ficar.</p>
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