19/08/2008 - 22:34h Mais dois ministros aderem à campanha de Marta em São Paulo

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Marta e o Ministro de Ciência e tecnologia, Sérgio Rezende

MARINA NOVAES colaboração para a Folha Online

A candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, recebeu nesta terça-feira o apoio de mais dois ministros da equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No início da noite, os ministros Sérgio Rezende (Ciência e Tecnologia) e Luiz Barreto (Turismo) vieram à capital paulista engrossar a campanha da petista e participar de encontros com a candidata.

Desde que deixou o Ministério do Turismo, em junho, Marta já recebeu publicamente o apoio dos ministros Tarso Genro (Justiça), Fernando Haddad (Educação), Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) e Dilma Rousseff (Casa Civil) que participaram de seminários temáticos organizados pelo PT para compor o programa de governo de Marta.

Os ministros José Gomes Temporão (Saúde) e Márcio Fortes (Cidades) também foram convidados pelo partido para participar dos seminários mas não compareceram nos eventos realizados em julho.

Tecnologia

No primeiro evento de hoje, Marta propôs a criação de um conselho metropolitano para a área de ciência e tecnologia que seria responsável pela regionalização do setor nos 39 municípios da região metropolitana de São Paulo. Outra proposta da petista é a utilização dos CEUs (centros educacionais unificados) no período noturno como centros de capacitação para jovens e adultos na área de tecnologia.

“Queremos colocar São Paulo na vanguarda da tecnologia urbana”, disse Marta, que foi elogiada pelo ministro Rezende.

“As propostas de Marta são inovadoras e vão de encontro com os projetos do governo federal”, disse o ministro.

Na seqüência, Marta se reuniu com o ministro Luiz Barreto –seu sucessor no ministério– para apresentar propostas para o setor de turismo em São Paulo.

No início do evento, Marta ouviu de alguns participantes ligados ao setor de bares e restaurantes reclamações referentes à Lei Seca. Para a candidata, a lei pode reabrir as discussões sobre a ampliação do horário de funcionamento dos ônibus e do metrô na cidade.

Entre as propostas discutidas no evento, Marta defendeu a ampliação do Pavilhão de Exposições do Anhembi e a criação de um centro de convenções na zona leste.

Apesar de o evento ser destinado à discussão de propostas para o setor de turismo, a petista voltou a apresentar suas idéias para o transporte público da cidade, como a extensão do metrô e a criação de novos corredores de ônibus.

30/07/2008 - 11:20h Uma discussão necessária

Blog de Luis Nassif abriu este debate e aqui no blog nós deveríamos discutir também estas questões essenciais para o presente e o futuro da educação e do país. LF

A aprovação automática

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Tem um tema quentíssimo para discutirmos – postados quase ao mesmo tempo pelo André e pelo Emílio. Trata-se da chamada educação continuada, a aprovação automática, mas analisada por um outro ângulo: a perda de autoridade do professor.

Tenho lido inúmeros comentários de professores da rede pública alertando para a rebelião dos alunos, a indisciplina ampla. Por outro lado, o velho modelo pedagógico, fundado nas informações compartimentalizadas em 50 minutos/aula e na relação rigidamente hierarquizada professor-aluno também tem sofrido questionamentos constantes.

Qual o caminho?

Por Andre Araujo

A aprovação automática é a mãe dos maiores problemas que hoje sofre a educação paulista. Com esse mecanismo o professor perdeu autoridade que derivava de seu poder sobre o futuro do aluno. É cruel mas é a realidade. Funcionou por séculos e a inovação foi desastrosa. Se o aluno passa de qualquer maneira perde-se a disciplina, o estimulo, o incentivo. A repetição de ano era uma forma dura de punição, o professor tinha o comando do processo e disso derivava sua capacidade de impor disciplina na classe. Tirada a reprovação, desmontou-se o sistema e nada ficou no lugar.

A aprovação automática é resultado da direção do sistema por economistas. Esse mecanismo adoça as estatitiscas para apresentr à ONU, ao congressos, seminários e simpósios internacionais, o Brasil sai bem na foto, aumenta o numero de alunos matriculados, é a fruta bonita por fora e podre por dentro.

Sem educadores de verdade, com amor à educação no comando de todo o sistema, chegamos a essa situação de gerenciamento da educação por planilhas e resultados estatísticos como um fim em si mesmo.

É uma ironia que nos Governos tucanos, geridos por intelectuais e gestores modernos, a educação tenha caido nessa arapuca e ficado em pior situação, mas muito pior, do que nos Governos Maluf e Quercia, que não eram intelectuais mas não desmontaram o sistema tradicional. Agora não temos sistema algum, nem antigo e nem moderno, só um enorme vazio, um anti-sistema.

Por Emílio

A administração tucana, na figura da Sra. Rose Neubauer, estabeleceram que as notas eram “instrumentos de opressão” dos professores sobre os alunos. Mas nas escolas particulares, onde estudam os filhos do tucanato, muito dos quais foram meus alunos, as avaliações, as distinções por mérito, continuaram intactas.

A administração tucana, na figura da Sra. Rose Neubauer, propuseram a progressão continuada (que é defensável) e logo a transformaram em aprovação automática. Mas nas escolas particulares, onde estudam os filhos do tucanato, as reprovações não só continuaram, como muitas “convidam” os alunos com baixo aproveitamento a retirarem-se.

A administração tucana, na figura do Sr. Gabriel Chalita e seu “mundo encantado” da educação com amor, passaram ao largo de qualquer orientação pedagógica utilizada no mundo (construtivismo, sócio-construtivismo, enculturação, etc..) . Mas nas escolas particulares, onde estudam os filhos do tucanato, domina o mais arcaico estudo tecnicista-conteudista. Discordo dessa orientação, é claro, mas é bem melhor que o “nadismo” oferecido pelas escolas públicas para os pobres.

Em São Paulo, na era tucana, a saúde, segurança e transporte públicos foram tratados com o desdém (”nojo-de-nóis”, como diz o Macaco Simão) que a elite tucana reserva ao povo do nosso país.

Sem querer partidarizar, é claro.

Por mcn

Nassif,

O sistema de progressão continuada é adotado com sucesso em inúmeros países e está prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). É uma prática defendida por inúmeros especialistas, inclusive pelo atual Ministro da Educação, Fernando Haddad, e pela atual Secretária de Educação Básica do MEC, professora Maria do Pilar.

Há um estudo comparativo do pesquisador do IPEA Serguei Soares sobre a doação da progressão continuada em 49 países e os resultados são surpreendentes: as melhores notas e os resultados mais efetivos obtidos no ensino básico foram observados exatamente entre os países que adotaram esse regime.

Para ler o artigo completo, clique aqui.

O sistema consiste na identificação das dificuldades de cada aluno no ano letivo e sua pronta resolução, de modo a evitar a reprovação, permitindo que os professores concentrem esforços nas deficiências dos alunos desde as primeiras semanas de aula.

O entendimento equivocado, da população, dos alunos e das próprias escolas, de que progressão automática = aprovação automática foi, e continua sendo, o grande problema na adoção desse regime em SP.

Por bruno

Nassif,
contribuição para uma discussão mais informada.

Dê uma olhada no texto do ipea (clique aqui) compara o desempenho educacional de países com e sem reprovação:

O Brasil se caracteriza por um altíssimo nível de repetência. Apenas Angola tem taxas tão altas quanto as brasileiras. As evidências qualitativa e quantitativa estabelecendo um elo entre a repetência e a evasão escolar são extensas.

No entanto, há pouca discussão no Brasil sobre o impacto da repetência no contexto internacional. O objetivo deste texto é usar os dados de duas avaliações internacionais – em matemática e ciências (Trends in International Mathematics and Science Study, Timss) e em leitura (Progress in International Reading Literacy Study, PIRLS) – para estimar em que medida as políticas de combate à repetência têm impactos negativos sobre o desempenho em testes padronizados.

Para estimar este impacto, usei tanto comparações univariadas dos resultados de países com diversas políticas com relação à progressão continuada, como também análise de regressão na qual cada país
representa uma unidade.

Os resultados mostram que as políticas de progressão continuada não exercem qualquer impacto negativo sobre o desempenho escolar dos alunos. Ao contrário, verifica-se um impacto positivo de políticas de progressão continuada sobre os resultados dos exames, embora estes não sejam significativos devido ao baixo número de observações na amostra.

15/07/2008 - 22:47h Contribuição de Marta Suplicy sobre saúde no seminário do PT

O Seminário do PT contou com a participação (de esq. a direita) de Gonzalo Vecina e Cláudio Lottemberg, Secretários Municipais de Saúde de Marta Suplicy e José Serra, respectivamente, com Marta Suplicy. Na foto junto com o vereador José Américo e o coordenador do programa de Marta, Jorge Wilhem

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Minhas amigas, meus amigos…

Quero agradecer a presença de Cláudio Lottemberg, presidente do Hospital Albert Einstein, e de Gonzalo Vecina, que foi meu secretário da Saúde e hoje é superintendente do Hospital Sírio-Libanês.
Quero agradecer, também, a presença de todos vocês – deputados, vereadores, profissionais da saúde, lideranças comunitárias, militantes do PT.
Vamos dar início, hoje, ao debate de mais um tema do seminário “São Paulo: Novos Caminhos”. Vamos falar de saúde.

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09/07/2008 - 11:02h Erundina anuncia apoio a Marta

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Cristiane Agostine - VALOR

Ex-prefeita e uma das fundadoras do PT, a deputada federal Luiza Erundina (PSB) declarou ontem apoio à candidata petista à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, e defendeu a extensão da aliança entre o PT e os partidos do bloco de esquerda para 2010. “Marta, conte comigo”, discursou a ex-petista, que se desligou da sigla em 1997.

Depois de receber homenagens de petistas em um seminário sobre habitação organizado pelo partido, Erundina demonstrou que estava satisfeita com o apoio do PSB, juntamente com o PDT e PCdoB à Marta. “A composição das forças democráticas e populares em torno da tua candidatura (de Marta Suplicy), de um projeto para São Paulo, sem dúvida nenhuma tem uma dimensão política, tem um componente político que vai para além de 2008. Transborda para 2010 e politicamente marca o processo político nacional”, disse.

“Eu discutia, eu defendia que aqueles partidos que compõe o chamado bloquinho (PSB, PDT e PCdoB) estivessem em uma aliança com o PT, com Marta, para que se pudesse configurar um outro campo político ideológico”, discursou a deputada. Na eleição passada, Erundina não apoiou Marta no primeiro turno e saiu candidata.

Ontem, Erundina foi muito aplaudida por uma platéia de cerca de 400 pessoas, composta por militantes petistas, lideranças de movimentos sociais, políticos e estudantes. Marta Suplicy elogiou as ações da hoje socialista e lembrou das dificuldades enfrentadas quando Erundina foi prefeita. “Quero lembrar que há 20 anos São Paulo elegeu uma mulher nordestina e do PT”, comentou Marta.

A deputada, visivelmente emocionada, começou seu discurso falando as negociações de seu partido com o PT e depois disse que não “precisava ser vice-prefeita”. “Mas eu queria um governo de esquerda”, explicou. Ela foi convidada para compor a chapa de Marta, mas seu partido não aceitou o cargo de vice. “Estou absolutamente tranqüila e feliz de a decisão ter sido não aquela que eu defendia, mas a mais correta e justa para São Paulo”, ponderou. O vice de Marta é o deputado Aldo Rebelo, do PCdoB.

Ontem, Marta teve outra boa notícia: por unanimidade, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) acolheu recurso e revogou a decisão de primeiro grau que a multou e à empresa Folha da Manhã, por entender que houve propaganda antecipada em uma entrevista concedida pela petista à “Folha de S.Paulo”. O TRE também cancelou por unanimidade multa contra a Editora Abril, por entrevista à revista “Veja São Paulo”.

Segundo o relator do recurso movido pela “Folha”, desembargador Walter de Almeida Guilherme, as questões citadas na sentença de primeiro grau ficaram “prejudicadas” depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicar uma nova resolução, modificando a disposição sobre propaganda eleitoral que deu margem para as ações contra veículos de comunicação.

Os ministros do TSE revogaram o artigo 24, que proibia os pré-candidatos de “expor propostas de campanha” antes do início da campanha, e criaram um novo artigo que diz: “Os pré-candidatos e candidatos poderão participar de entrevistas, debates e encontros antes de 6 de julho de 2008″.

Depois do voto do relator, o juiz Paulo Octávio Baptista Pereira fez questão de dizer que também votaria pela retirada da multa mesmo sem a nova resolução do TSE. A entrevista de Marta à “Folha” foi publicada no dia 4 de junho e à “Veja São Paulo” ? , na edição de 4 a 11 de junho. (Com agências noticiosas)

08/07/2008 - 23:53h Contribuição de Marta Suplicy ao Seminário sobre Habitação

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Minhas amigas, meus amigos…

Agradeço, inicialmente, a presença de nossos convidados: Jorge Wilheim e Luíza Erundina. E a presença de todos vocês, deputados, vereadores, lideranças comunitárias, moradores da cidade de São Paulo.
Estamos aqui, hoje, para debater mais um tema do seminário “São Paulo: Novos Caminhos”: habitação. Mais que um tema, trata-se de um problema – e um problema cruel e desafiador.
Para que se tenha uma idéia, a Secretaria Municipal de Habitação estima que temos um déficit de 850 mil moradias. E que São Paulo lidera o ranking nacional de municípios com o maior número de famílias vivendo em favelas e cortiços.
Aliás, muitas vezes costumamos nos referir, ao conjunto da população da cidade, dizendo “os moradores de São Paulo” – sem atentar para o fato de que uma parte desses “moradores” simplesmente não tem onde morar. Ou vivem em espaços carentes de condições mínimas de habitabilidade.
Não tem uma casa. E, quando falo casa, penso em nosso conceito de moradia. Não se trata de um abrigo improvisado qualquer. De gente amontoada no cômodo estreito e escuro de um cortiço. Nem de um casebre precário, que mal se sustenta de pé, no meio de um loteamento clandestino ou irregular.
Quando falamos de “moradia digna”, o que temos em mente é a casa capaz de acolher a pessoa. Onde ela esteja segura de sua posse – nada é mais aflitivo para uma chefe de família do que a possibilidade do despejo. Ter moradia digna é ter acesso aos serviços públicos básicos e essenciais. É ter água, esgoto, luz, coleta de lixo, transporte. É ter equipamentos de educação próximos, saúde, segurança, cultura e lazer.
Nosso pensamento é este. Nosso conceito de política habitacional coloca em primeiro lugar os que mais precisam… de uma casa. E esta casa tem de ser digna.

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01/07/2008 - 22:23h Seminário PT: Contribuição de Marta Suplicy ao debate sobre segurança

http://jovempan.uol.com.br/jpamnew/i/online/20080124_114553.jpgMinhas amigas, meus amigos

Quero agradecer a presença do ministro da Justiça, Tarso Genro, e de nossos debatedores: Benedito Mariano e Guaracy Mingardi. Agradeço também a presença de todos vocês, deputados, vereadores, lideranças comunitárias, moradores da cidade de São Paulo.

Vamos discutir hoje, em nosso seminário, um tema duplo – “Segurança Urbana e Ação Social”. E a própria aproximação dessas dimensões já revela a nossa visão do problema. Para nós, políticas de segurança e políticas sociais estão de mãos dadas. Para combater a violência, precisamos de ações amplas e firmes na área da segurança. Mas, também, de ações igualmente amplas e firmes na área social.

Não preciso dizer, aqui, que a segurança é um dos problemas mais angustiantes de São Paulo. As pesquisas apontam, há tempos, a imensa preocupação dos paulistanos com o assunto. A violência atinge o conjunto da sociedade, sem distinções de classes ou segmentos sociais. Mas atinge, em especial, os mais pobres e os mais jovens. E nós sabemos do muito que é preciso – e possível – fazer, nessa área.

Segurança Pública é atribuição do governo estadual. Ao Executivo Municipal não é dado o poder de comandar polícias. Ele conta, em princípio, com a Guarda Civil Metropolitana. Mas é também verdade que tem poder sobre a organização do território da cidade. E responsabilidade na coordenação de políticas sociais capazes de reduzir a violência, por seus efeitos positivos na vida das pessoas.

Por tudo isso é fundamental uma parceria entre Estado e Município. Nenhum dos dois pode se omitir da sua parte na defesa do cidadão.

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11/06/2008 - 12:39h Em debate: Propostas para enfrentar o caos atual no trânsito de São Paulo (3)

Marta Suplicy e a ministra Dilma Roussef durante o seminário sobre transporte em São Paulo
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“O terceiro ponto que colocamos em discussão neste seminário é o PROGRAMA DE OBRAS que São Paulo necessita. São quatro pontos principais:

INVESTIMENTO NO METRÔ,
CONSTRUÇAO DE NOVOS CORREDORES
NOVAS OBRAS VIÁRIAS
E IMPLANTAÇÃO DE CICLOVIAS

Em relação ao metrô, a meta é construir mais de 47,4 km de linhas até 2012. Com isso, a rede saltaria dos atuais 62,1 km para 109,5 km. As obras prioritárias, nesses quatro anos, contemplariam a expansão das linhas já existentes. Destacaria, aqui, três delas: a extensão da Barra Funda até a Freguesia do Ó; a de Vila Madalena até Cerro Corá e a de Capão Redondo até o hospital de M’Boi Mirim, no Jardim Ângela.

Em paralelo, seriam iniciadas as obras de expansão mais complexas, com prazo de conclusão para 2014. Elas acrescentariam outros 31,3 km à rede, que passaria então a ter um total de 140,4 km. Entre as obras previstas, está a implantação da linha entre Cachoeirinha e Conceição, que teria 22 km, passaria pelo aeroporto de Congonhas e pela Faria Lima e integraria bairros comerciais e residenciais. Outra linha muito importante seria criada entre a Vila Prudente e a Vila Maria, que teria 8,6 km e atenderia a zona norte.

Para viabilizar essa expansão, os investimentos seriam distribuídos da seguinte maneira:

PREFEITURA – 490 milhões de reais/ano.
ESTADO – 980 milhões de reais/ano
E UNIÃO – 490 milhões de reais/ano, totalizando 1,960 bilhão ao ano.

Em relação aos CORREDORES DE ÔNIBUS, a solução proposta é criar mais 228 km até 2012 e mais 72 km até 2014. Ou seja, um total de 300 km de novos corredores de ônibus.

Esses 300 km seriam distribuídos por 31 CORREDORES. Entre os mais importantes, pela extensão e população beneficiada, eu citaria: o trecho entre a Vila Prudente e a Cidade Tiradentes; o trecho entre a 23 de Maio e o Grajaú; e entre a Celso Garcia e São Miguel.

Além desses 31 corredores, as soluções pensadas para a mobilidade urbana incluem a construção de 8 TERMINAIS nos seguintes pontos: Vila Prudente, Itaim Paulista, Campo Limpo, Pinheiros, Raposo Tavares, Vila Sônia, Água Espraiada e Jardim Mirim.

Assim, com essas obras, chegaríamos a 2014, com 140,4 km de linhas de metrô, mediante um investimento de 11,8 bilhões; e com 416,5 km de corredores de ônibus, mediante um investimento de 3,7 bilhões.

Em relação as OBRAS VIÁRIAS, os estudos já realizados recomendam a complementação de 16 CORREDORES DE ÔNIBUS e a realização de 12 OBRAS ESTRUTURANTES. A mais importante delas seria a que denominamos de Apoio Norte-Oeste: uma avenida que ligaria a Dutra e a Bandeirantes, servindo de alternativa a marginal Tietê.

Além disso, seriam realizadas quatro grandes obras em PARCERIA COM O ESTADO: a ampliação da marginal Tietê, a ligação Jacu Pêssego – Mauá, o alargamento da Bandeirantes e a conclusão de Águas Espraiadas.

Em relação as ciclovias, estamos iniciando os estudos de viabilidade. A topografia de São Paulo é complicada, mas na medida do possível elas serão implantadas em zonas estratégicas da cidade.

Essas são, em síntese, as soluções estudadas para melhorar a mobilidade urbana em São Paulo. Volto a dizer que não se trata de um pacote pronto e, sim, de uma contribuição para abrirmos o debate sobre este que é, hoje, um problema gravíssimo da nossa cidade.

Eu disse, no início da minha fala, que o trânsito é o atual emblema da democratização do prejuízo.

O que nós queremos, para São Paulo, é a democratização dos benefícios.

Bem-estar e qualidade de vida para todos.” (da contribuição de Marta Suplicy ao seminário do PT sobre transporte e mobilidade urbana).

11/06/2008 - 12:18h Em debate: Propostas para enfrentar o caos atual no trânsito de São Paulo (2)

Marta Suplicy e o deputado federal Carlos Zarattini na mesa do seminário sobre transporte
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“O segundo ponto que queremos discutir é a GESTÃO DO TRANSPORTE PÚBLICO. Aqui, apontamos três medidas.

A GESTÃO E FISCALIZAÇÃO DOS CORREDORES: temos que adotar várias medidas para recuperar a velocidade nos corredores de ônibus. A primeira delas é garantir uma gestão e uma fiscalização eficientes, para garantir cumprimento de horários, a não invasão de veículos particulares, etc.

ESTRATÉGIAS OPERACIONAIS: a principal delas é garantir que o acompanhamento do trânsito nas ruas e nos corredores seja feito em tempo real, por uso de câmeras e radares. Isso garante muito mais agilidade na tomada de decisões.

BILHETE ÚNICO: com os atuais níveis de congestionamento, os benefícios oferecidos pelo Bilhete Único foram diluídos. Estamos estudando medidas como aumentar o tempo de duração do bilhete ou o número de viagens permitidas. Também está sendo avaliada a criação de bilhetes com validade diária, mensal e até anual.

MODERNIZAÇÃO DOS CORREDORES EXISTENTES: essa é outra providência que não pode ser adiada. O fundamental, aqui, é identificar os atuais gargalos dos corredores e tomar as providências necessárias para eliminá-los, como criar passagens elevadas e realizar obras de alargamento.

QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL: a meta é treinar cobradores e motoristas para que eles possam atender melhor o usuário que tem dúvida sobre em que ponto descer, qual ônibus tomar, etc.

INFORMAÇÃO AO USUÁRIO: a idéia, aqui, é que os terminais e os próprios ônibus possam a oferecer todas as informações necessárias para a orientação dos usuários, como mapas, horários de chegadas, etc.” (da contribuição de Marta Suplicy ao seminário do PT sobre transporte e mobilidade urbana).

11/06/2008 - 11:35h Em debate: Propostas para enfrentar o caos atual no trânsito de São Paulo

O público acompanhou com interesse o debate sobre transporte organizado pelo PT

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“Hoje, o caos na mobilidade urbana de São Paulo se expressa de três maneiras:

RECORDES DE CONGESTIONAMENTO,
DIMINUIÇÃO DE VELOCIDADE NOS CORREDORES,
E VELOCIDADE MÉDIA NA CIDADE.

Para se ter uma idéia da dimensão desses problemas, cito aqui três fatos. Em maio deste ano, chegamos a ter 265 quilômetros de congestionamento, um recorde absoluto. A velocidade média nos corredores é, hoje, 33% menor em relação à de quatro anos atrás. E a velocidade média na cidade é 25% menor, também comparando com a situação de quatro anos.

As soluções propostas para enfrentarmos esse caos se baseiam, em primeiro lugar, na GESTÃO DO TRÃNSITO. Nesse sentido, propomos as seguintes soluções:

O FORTALECIMENTO DA CET: significa aumentar o número de marronzinhos e melhorar as suas condições de trabalho, além de recuperar o serviço de guincho.

OPERAÇÃO INTEGRADA TRANSPORTE E TRÂNSITO: aqui, a proposta é integrar o planejamento da CET e da SPTrans em torno de um único objetivo: melhorar a fluidez do trânsito e do transporte público.

INVESTIMENTO EM TECNOLOGIA: o que defendemos é a implantação de semáforos inteligentes em toda a cidade e de câmeras de monitoramento nos corredores de ônibus e em pontos vitais da cidade.

POLÍTICA DE ESTACIONAMENTO: nossa proposta é incentivar a construção de estacionamentos subterrâneos na região central e de novos estacionamentos nas proximidades de terminais de ônibus e estações do metrô.

POLÍTICA DE CARGAS: Esse é um ponto vital. Na semana passada, nós vimos que um caminhão acidentado despejou 34 mil litros de solvente no rio Tietê. No mesmo dia, outro caminhão atravancou a 23 de Maio. Isso não dá pra aceitar. Temos que fiscalizar com muito rigor o transporte de cargas perigosas e, ao mesmo tempo, investir na criação de terminais de cargas e na restrição de horários para a circulação de caminhões.

FISCALIZAÇÃO DE PÓLOS GERADORES: para quem não sabe, pólos geradores são shoppings, clubes, grandes lojas que, ao serem criados, impactam o trânsito no seu entorno. Portanto, fiscalizar e exigir contrapartidas é fundamental se queremos evitar o surgimento de novos pontos de estrangulamento do trânsito.

MULTIPLICAÇÃO DE PEQUENAS OBRAS: muitas vezes, pequenas intervenções já melhoram o trânsito na região. Como exemplo, podemos citar a eliminação de faróis e ilhas que são desnecessários e a criação de baías para os ônibus estacionarem.

CAMPANHAS EDUCATIVAS: esse é outro ponto fundamental. Os acidentes e os atropelamentos causam milhares de vítimas no trânsito paulistano. Também é grande o número de pessoas que reagem com violência ao menor transtorno. Por isso, há de se investir em campanhas de segurança, de direção defensiva e de educação no trânsito.” (da contribuição de Marta Suplicy ao seminário do PT sobre transporte e mobilidade urbana)

11/06/2008 - 10:14h Mídia cobre o seminário sobre transporte e mobilidade urbana do PT

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Dilma na campanha de Marta
Ministra elogia o PAC em evento do PT de apoio à candidata à prefeitura de SP

Tatiana Farah - O Globo

SÃO PAULO. A chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, entrou de cabeça na campanha da exministra Marta Suplicy (PT) à prefeitura de São Paulo. Dilma fez palestra ontem para militantes petistas no Sindicato dos Engenheiros, em São Paulo, com a presença de Marta Suplicy. A ministra não falou com os jornalistas e elogiou, durante todo o tempo em que ficou no evento (35 minutos), as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do qual é a principal articuladora.
Segundo ela, o governo federal “não é mesquinho nem eleitoreiro” e investe pesado nos municípios, independentemente das siglas partidárias. Dilma, que mais uma vez foi defendida ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva das acusações de ingerência na venda da VarigLog, esteve em São Paulo apenas para participar de um seminário da précampanha eleitoral de Marta e não comentou o caso VarigLog: — Esgoto e água tratada são injeção na veia do desenvolvimento social — disse Dilma para uma platéia de militantes petistas, que gritavam “olê, olê, olá, Dilma, Dilma”.
Marta Suplicy abriu o seminário, que tratava sobre transportes e mobilidade urbana, respondendo a críticas que tem recebido nas últimas semanas sobre não ter investido, em sua gestão (2001/2004), na ampliação do Metrô.

— A crise não nos permitiu investir no Metrô nos dois primeiros anos de prefeitura. E, nos dois últimos anos, tínhamos o dinheiro, mas não existia projeto — disse a précandidata petista, criticando o governo estadual, responsável pelo Metrô. Marta apresentou o pré-projeto de mobilidade urbana, no qual está incluída a ampliação do tempo de uso do bilhete único.

Dilma e Marta trocam elogios em ato da campanha municipal em SP
César Felício - Valor

Alvo de denúncias de interferência governamental na venda da VarigLog para o fundo Matlin Patterson, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, participou ontem do segundo ato de campanha da candidata da PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy. Dilma apresentou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em um seminário petista que serviu como palco para Marta apresentar propostas na área de transportes.

Egressa do PDT, Dilma é hoje a principal presidenciável petista, mas é conhecida pelo pouco trânsito no partido. Sem menções explícitas às menções que a atingem, Dilma ganhou a solidariedade de Marta que a chamou de ‘querida amiga’ e destacou a participação do governo federal em seu plano de investimentos.

A solidariedade martista foi mais evidente ao final da fala da ministra quando Dilma foi aplaudida de pé pelos presentes que entoaram o refrão: “Olê, Olê, Olá, Dilma” no auditório do Sindicatos dos Engenheiros do Estado de São Paulo.

A ministra devolveu elogios à anfitriã: “Marta fez um belíssimo trabalho no ministério. É um exemplo de mulher, batalhadora e competente”, afirmou, referindo-se à passagem de Marta pelo ministério do Turismo. Sobre sua gestão como prefeita (2001-2004), Dilma falou que Marta desenvolveu “o maior programa de integração da história do país que foi o Bilhete Único”.

A ministra manteve o tom tecnocrático durante toda sua exposição ao falar de investimentos na área de transportes, por exemplo, referiu-se à “eliminação de gargalos operacionais”. Também se estendeu sobre as obras do governo federal no Estado de São Paulo em outras áreas que compõem dentro do PAC um pacote de investimentos projetado em R$ 93 bilhões.

Especificamente em relação a transporte, Dilma disse que o investimento federal é de R$ 6,3 bilhões, do qual o Rodoanel é a obra de maior vulto. Dilma acenou com o lançamento de um novo PAC sobre a mobilidade urbana a ser lançado após as eleições. “Não vamos dar margens a acusações sobre uso eleitoral”, lembrando que o PAC estava pronto desde meados de 2006 e só foi lançado em janeiro de 2007, depois das eleições gerais.

Dilma não será a única integrante do governo federal a comparecer em atos de campanha da candidata Marta Suplicy. Nos próximos 30 dias deverão participar de seminários para a elaboração de programa de governo, os ministros José Gomes Temporão (Saúde), Fernando Haddad (Educação), Márcio Fortes (Cidades) e Tarso Genro (Justiça).

Dilma leva apoio federal à candidatura de Marta

EM SÃO PAULO - FOLHA DE SÃO PAULO

Marta Suplicy (PT) recebeu na noite de ontem a primeira manifestação aberta de apoio do governo federal à sua pré-candidatura à Prefeitura de São Paulo. Ao seu lado, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) anunciou um “PAC da mobilidade urbana” nos moldes propostos por Marta e fez vários elogios à sua atuação.
O evento foi bancado pelo diretório municipal do PT e tinha como pauta oficial a discussão sobre o trânsito.
Marta assumiu um tom de campanha para dizer que o trânsito da capital é “um inferno”, que “pouco ou quase nada tem sido feito”, e apresentou um programa preliminar para a área de transportes que inclui aumento do tempo de validade do Bilhete Único, expansão de quase 70% da malha do metrô e construção de mais oito terminais e 228 quilômetros de corredores exclusivos de ônibus.
A candidata também se mostrou favorável à restrição do horário de circulação dos caminhões pela cidade.
Dilma saudou Marta como “servidora pública competente, capaz e responsável por uma das grandes administrações municipais do país”. Ela disse que o “PAC da mobilidade” seguirá em linhas gerais o projeto trabalhado por Marta e outros ministérios, mas que será lançado após as eleições.
Além disso, elogiou o Bilhete Único, falou sobre a promessa de construção de um trem-bala entre São Paulo e Rio e disse que o governo estuda criar um “ferroanel” para acabar com o transporte de cargas no centro da cidade. (RANIER BRAGON)

Dilma desembarca em SP para ”empurrar” Marta

Ministra diz que pré-candidata é “competente, capaz, exemplo de mulher”

Clarissa Oliveira - O Estado de São Paulo


Um dia após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter pedido cautela a ministros ao apoiarem candidatos na eleição municipal, a ex-ministra e pré-candidata à prefeitura paulistana Marta Suplicy (PT) engrossou ontem sua linha de cabos eleitorais com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Atendendo a um convite de Marta, Dilma veio a São Paulo especialmente para participar de um seminário organizado pelo Diretório Municipal do PT sobre trânsito e transporte em São Paulo.

Sob o argumento de que estava presente para falar sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Dilma não poupou elogios a Marta. “É uma servidora pública competente, capaz, responsável por uma das grandes administrações municipais deste país, um exemplo de mulher batalhadora e competente”, disse Dilma, a quem Marta se referia como “amiga”. Dilma, que enfrenta a suspeita de ter interferido na venda da VarigLog, não falou com a imprensa e deixou o local do evento por um acesso privativo.

A viagem de Dilma faz parte de uma estratégia de articuladores da campanha de Marta para aproximar a imagem da petista à de Lula. Com aval do presidente, a ex-prefeita convidou outros quatro ministros para seminários semelhantes: Fernando Haddad (Educação), José Gomes Temporão (Saúde), Tarso Genro (Justiça) e Márcio Fortes (Cidades). O PT paulistano pagará os custos da viagem.

Ontem, o coordenador da campanha petista, deputado Carlos Zarattini, negou que haja favorecimento à campanha de Marta por parte do governo, na comparação com outras siglas da base aliada. “Estamos discutindo propostas, não só para o PT, mas para a cidade. Todos os partidos podem estar aqui se quiserem.”

TRÂNSITO

Ao falar no principal tema de sua campanha, Marta apresentou ontem uma série de propostas para aliviar o problema do trânsito na capital. Ela prometeu, por exemplo, rever o modelo do bilhete único, uma das marcas de sua gestão no transporte público. A idéia, disse, é aumentar o tempo em que é permitido pegar vários ônibus com o pagamento de uma única passagem.

Dilma, que também elogiou o bilhete, repetiu o discurso do governo de que o PAC foi desenhado com base na necessidade da região, e não com interesses eleitoreiros. Exemplo disso, afirmou, são os investimentos feitos em obras como o Rodoanel e no metrô paulistano.

09/06/2008 - 23:27h Ciclo de seminários do PT São Paulo

O Diretório Municipal do PT convida para participar do Ciclo de Seminários

1º tema Mobilidade Urbana

Dia: 10 de junho - terça-feira
Horário: 18h

Local: Sindicato dos Engenheiros, Rua Genebra 25
Informações: 3215-1313