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	<title>Blog do Favre &#187; Senado</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>PT e PSDB buscam aliados para fortalecer candidatura presidencial</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/pt-e-psdb-buscam-aliados-para-fortalecer-candidatura-presidencial/</link>
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		<pubDate>Sat, 17 Oct 2009 13:40:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[Senado vira moeda de troca em alianças
 
Orestes Quercia, candidato de Serra ao senado. A segunda vaga está em disputa no PSDB

Chalita e Mercadante, uma das alternativas cogitadas no PT





Clarissa Oliveira &#8211; O Estado SP
Palco da principal crise política deste ano, o Senado foi transformado em moeda de troca para a negociação de alianças no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Senado vira moeda de troca em alianças</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong> </strong><img class="aligncenter" src="http://www.paulohenriqueamorim.com.br/wp-content/uploads/2009/02/serra-toma-cafe-com-quercia.jpg" alt="http://www.paulohenriqueamorim.com.br/wp-content/uploads/2009/02/serra-toma-cafe-com-quercia.jpg" width="556" height="355" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><em>Orestes Quercia, candidato de Serra ao senado. A segunda vaga está em disputa no PSDB</em></span></p>
<p><img class="alignleft" src="http://www.estadao.com.br/fotos/chalita_ciro.jpg" alt="http://www.estadao.com.br/fotos/chalita_ciro.jpg" /><img src="http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/images/MercadanteAgSenado.jpg" alt="http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/images/MercadanteAgSenado.jpg" width="210" height="128" /><br />
<span style="font-size: x-small;"><em>Chalita e Mercadante, uma das alternativas cogitadas no PT</em></span></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Clarissa Oliveira &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Palco da principal crise política deste ano, o Senado foi transformado em moeda de troca para a negociação de alianças no maior colégio eleitoral do País. Para assegurar um palanque forte na corrida presidencial de 2010, os partidos que tendem a polarizar a eleição decidiram empurrar seus integrantes para o sacrifício e apoiar potenciais aliados para uma das vagas que serão abertas na Casa no ano que vem.</p>
<p>Em 2010, entram em jogo duas das três cadeiras a que cada Estado tem direito no Senado. A renovação ocorrerá pouco mais de um ano após o Estado revelar o escândalo dos atos secretos, que colocou na mira o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).</p>
<p>Em São Paulo, serão disputadas as posições de Aloizio Mercadante (PT) e Romeu Tuma (PTB). Candidato à reeleição, Mercadante é tido como presença certa na disputa. Mas o PT já definiu que a segunda vaga servirá apenas para atrair apoiadores para a candidatura presidencial da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.</p>
<p>A ex-prefeita Marta Suplicy (PT) estava de olho na vaga, mas isso não impediu o PT de apresentar ao vereador Gabriel Chalita, ex-tucano recém-filiado ao PSB, uma proposta de composição. O PT vê a oportunidade de ganhar um puxador de votos tradicionalmente dirigidos ao PSDB. Também quer fortalecer o palanque religioso de Dilma, graças à relação de Chalita com a Renovação Carismática Católica.</p>
<p>Evitando bater de frente com o PSB, Mercadante vem defendendo internamente que o PT dê atenção ao PC do B, que ventila os nomes do deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP) e do vereador Netinho de Paula (PC do B-SP). Ele investe ainda na tese de que o melhor é apostar em quadros experientes. &#8220;Precisamos de senadores com competência e, de preferência, boa experiência legislativa&#8221;, diz.</p>
<p>O PDT também cobra apoio para o Senado, numa manobra para aumentar seu passe. &#8220;Meu nome está colocado e nós queremos ser contemplados&#8221;, diz o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT), o Paulinho da Força, avisando que é candidato.</p>
<p><strong>ANTECIPAÇÃO</strong></p>
<p>Entre os tucanos, a decisão de abrir mão de uma das vagas foi tomada ainda em 2008. Com a chancela do governador José Serra, potencial candidato tucano à Presidência, o bloco PSDB-DEM prometeu apoio ao ex-governador Orestes Quércia (PMDB), numa manobra para trazer o PMDB paulista para a aliança que reelegeu o prefeito Gilberto Kassab (DEM) e pavimentar um acordo para 2010.</p>
<p>Quércia ficou com a cadeira que caberia ao DEM na aliança. Mas a sigla já tinha ao menos um interessado na vaga, o secretário do Trabalho, Guilherme Afif Domingos (DEM). Em 2006, Afif perdeu para Eduardo Suplicy (PT) por apenas 770 mil votos. O acerto com Quércia deixou livre a segunda vaga da aliança PSDB-DEM-PMDB, que, até segunda ordem, ficará com o tucanato. Na lista dos cotados, estão os deputados José Aníbal (PSDB-SP) e Mendes Thame (PSDB), além do secretário da Educação de Serra, Paulo Renato de Souza (PSDB).</p>
<p>Na prática, a vaga pode acabar com o ex-governador e secretário do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, caso ele não consiga se viabilizar para o Palácio dos Bandeirantes. Dizendo ter &#8220;muito interesse&#8221; em concorrer, Aníbal admite que a negociação será decidida para facilitar a composição federal. &#8220;Não é sacrificar o partido, mas temos consciência de que o mais importante é dar densidade à candidatura presidencial.&#8221;</p>
<p>O tucanato ligado a Alckmin provavelmente ouvirá cobranças do PTB. A sigla, que apoiou o ex-governador em 2008, diz querer ajuda para reeleger Romeu Tuma (PTB). &#8220;É no mínimo justo, considerando a relação de lealdade que temos há anos com o PSDB&#8221;, diz o presidente do PTB paulista, deputado estadual Campos Machado (PTB). Já o PV da senadora Marina Silva (AC) ainda não definiu quem vai lançar. Mas, reservadamente, dirigentes dizem já ter decidido o ex-deputado Fábio Feldmann (PV) como alvo das investidas.</p>
<p><strong><br />
FRASES</strong></p>
<p>Aloizio Mercadante<br />
Senador (PT)</p>
<p>&#8220;Precisamos de senadores com competência e, de preferência, boa experiência legislativa&#8221;</p>
<p>Paulinho Pereira da Silva<br />
Deputado (PDT)</p>
<p>&#8220;Meu nome está colocado e nós queremos ser contemplados&#8221;</p>
<p>José Aníbal<br />
Deputado (PSDB)</p>
<p>&#8220;Não é sacrificar o partido, mas temos consciência<br />
de que o mais importante é dar densidade à candidatura presidencial&#8221;</p>
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		<title>Com discurso afinado ao de Ciro, Chalita se filia ao PSB</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 20:34:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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Em entrevista após evento, os dois condenaram quem faz política &#8216;pelo subsolo&#8217;, em referência a Serra
Carolina Freitas, da Agência Estado 

José Luis da Conceição/AE &#8211; Ciro Gomes e Gabriel Chalita durante evento de filiação
SÃO PAULO &#8211; A filiação do vereador de São Paulo Gabriel Chalita ao PSB, nesta terça-feira, 29, teve ares de lançamento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Em entrevista após evento, os dois condenaram quem faz política &#8216;pelo subsolo&#8217;, em referência a Serra</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Carolina Freitas, da Agência Estado </span></h2>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-small;"><em><img class="fotoLightBoxIMG" src="http://www.estadao.com.br/fotos/chalita_ciro.jpg" alt="" /></em></span></p>
<p class="fotoLightBoxP" style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-small;"><em>José Luis da Conceição/AE &#8211; Ciro Gomes e Gabriel Chalita durante evento de filiação</em></span></p>
<p>SÃO PAULO &#8211; A filiação do vereador de São Paulo Gabriel Chalita ao PSB, nesta terça-feira, 29, teve ares de lançamento da candidatura do deputado federal Ciro Gomes (PSB) à presidência da República em 2010.</p>
<p>Chalita deixou na semana passada o PSDB, disparando críticas ao governador do Estado, o tucano José Serra, que também pretende concorrer ao Planalto no ano que vem. O PSB preparou um evento para 400 pessoas, com direito a fogos de artifício e bateria de escola de samba para receber o novo filiado.</p>
<p>Ao lado de Chalita, Ciro foi ovacionado durante toda a cerimônia com o refrão &#8220;Brasil para frente, Ciro Presidente&#8221;. Um painel com as cores do partido, amarelo e vermelho, ocupava toda a parede, atrás do palco, com imagens do ex-governador Miguel Arraes, do governador de Pernambuco Eduardo Campos, Ciro Gomes e Chalita.</p>
<p>Marcaram presença na cerimônia de filiação líderes do PT. Apesar de trabalhar por uma candidatura própria, o PSB compõe a base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Já o PSDB, legenda de Chalita até a semana passada, faz oposição a Lula.</p>
<p>Chalita e Ciro mostraram um discurso afinado durante a cerimônia, especialmente nas críticas. Em entrevista após o evento, os dois condenaram quem faz política &#8220;pelo subsolo&#8221;, em referência ao comportamento de José Serra.</p>
<p>Chalita reclamou da política educacional do governo de São Paulo e levantou suspeita sobre a atuação de Serra nos bastidores.</p>
<p>&#8220;Basta fazer qualquer movimento de saída partidária, que vem uma quantidade de blogs te destruindo com coisas que a gente não sabe de onde vem&#8221;, alfinetou. &#8220;Tem gente que diz que é o Serra quem faz. Eu não gostaria de acreditar nisso&#8221;, completou o vereador. &#8220;Na política, a gente deveria parar de usar o subsolo. Serra não é um político que admiro.&#8221;</p>
<p><strong>Troca de elogios</strong></p>
<p>A ida de Chalita ao PSB tem por objetivo a disputa ao Senado Federal nas eleições de 2010. Contudo, líderes do PSB deixaram antever a possibilidade de lançar o ex-tucano ao cargo de governador de São Paulo.</p>
<p>Chalita disse preferir o Senado, mas Ciro elogiou a possibilidade do novo correligionário concorrer ao Palácio dos Bandeirantes. O deputado federal chegou a dizer que Chalita seria um candidato a governador melhor do que ele próprio. &#8220;Tenho mais experiência que ele, mas ele tem mais intimidade com São Paulo e representa muito mais o novo do que eu.&#8221;</p>
<p>Chalita retribuiu o elogio ao seu companheiro de partido: &#8220;Meu candidato (para a Presidência) é Ciro Gomes&#8221;, afirmou.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: xx-large;">***</span></strong></p>
<p><span style="font-size: x-large;"><strong><br />
Na filiação ao PSB, Chalita critica gestão Serra na educação e elogia Ciro</strong></span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">TATHIANA BARBAR da Folha Online</span></h2>
<p>O vereador Gabriel Chalita se filiou hoje ao PSB em um evento que reuniu mais de 500 pessoas em São Paulo e sinalizou que sua plataforma na campanha eleitoral de 2010 será a educação.</p>
<p>Ele elogiou os professores e criticou a gestão do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), na educação. Chalita deixou o PSDB com críticas ao grupo ligado a Serra.</p>
<p>&#8220;Nenhuma obra supera a da educação. Eu respeito os professores. Não coloco a culpa neles pelos fracassos na sala de aula e sim nos maus gestores&#8221;, disse Chalita ao criticar a gestão Serra na educação.</p>
<p>Chalita aproveitou para afagar o deputado Ciro Gomes (PSB-CE), desafeto político de Serra. Ciro e Serra são pré-candidatos à Presidência.</p>
<p>&#8220;O PSDB foi minha casa por mais de 20 anos e foi lá que conheci Ciro Gomes, um homem correto e corajoso&#8230;&#8221;, afirmou o vereador.</p>
<p>Em resposta, Ciro se disse fã de Chalita. &#8220;É um privilégio trabalhar ao seu lado. Sou seu fã à distância, de longa data.&#8221;</p>
<p>O senador Renato Casagrande (PSB-ES) disse que Chalita era corajoso por mudar de partido. &#8220;Para nós é uma grande alegria [sua filiação]. Você é referência na educação, na ética, na tolerância com a diversidade da sociedade.&#8221;</p>
<p>Chalita, por sua vez, agradeceu ao PSB pelo espaço que o partido deu a ele. O vereador deve tentar uma vaga no Senado em 2010.</p>
<p>Serra minimizou as críticas de Chalita. &#8220;Nem sei se [a opinião] vale ou não vale [para o Chalita]. Não estou nem aí&#8221;, disse o tucano ontem ao ser questionado se a opinião de não responder a baixarias valeria para o vereador.</p>
<p>Ao sair do PSDB, Chalita fez críticas a Serra. &#8220;Na condição de vereador mais votado do Brasil, eu queria pelo menos ter sido respeitado pelo partido. Eu não fazia parte da Executiva nem do Diretório. Nunca me reuni com o governador Serra. Fui tratado de uma forma preconceituosa no PSDB.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Quercia é Serra, quer arrastar o PMDB para apoiar o tucano e gostaria de Kassab candidato a governador</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Sep 2009 11:55:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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&#8221;Temos poder para fazer a aliança com o PSDB&#8221;
Clarissa Oliveira e Julia Duailibi &#8211; O Estado SP
Aliado dos tucanos em São Paulo, o ex-governador Orestes Quércia (PMDB) disse não &#8220;confiar&#8221; na aliança com o PT em 2010 e na disposição do PT de dar a vice-presidência para o seu colega de partido Michel Temer, presidente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: center;"><img src="http://www.paulohenriqueamorim.com.br/wp-content/uploads/2009/07/serra_quercia.JPG" alt="http://www.paulohenriqueamorim.com.br/wp-content/uploads/2009/07/serra_quercia.JPG" width="550" height="366" /></h3>
<h3 style="text-align: center;"><img style="cursor: -moz-zoom-in;" src="http://www.agenciaminas.mg.gov.br/admin/fotos/14092009060913Aecio%20-%20Espaco%20Minas%20Gerais%20em%20SP_3518.jpg" alt="http://www.agenciaminas.mg.gov.br/admin/fotos/14092009060913Aecio%20-%20Espaco%20Minas%20Gerais%20em%20SP_3518.jpg" width="531" height="385" /></h3>
<h3>&#8221;Temos poder para fazer a aliança com o PSDB&#8221;</h3>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Clarissa Oliveira e Julia Duailibi &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Aliado dos tucanos em São Paulo, o ex-governador Orestes Quércia (PMDB) disse não &#8220;confiar&#8221; na aliança com o PT em 2010 e na disposição do PT de dar a vice-presidência para o seu colega de partido Michel Temer, presidente da Câmara. &#8220;Eu nem acredito que o PT dê a vice-presidência para ele.&#8221;</p>
<p>Na contramão de Temer, que em entrevista ao Estado defendeu que a aliança PT-PMDB seja definida em outubro, Quércia disse que será a convenção, apenas em junho, que decidirá quem o partido apoiará. &#8220;É um grupo no PMDB que pretende apoiar e não quer conversar com ninguém.&#8221; As declarações do ex-governador já têm um tom de racha, tradicional no PMDB a cada eleição. &#8220;A mesma esperança que eles têm de que o PMDB apoie a candidatura do PT nós temos no sentido de virar. Quem manda no partido é a convenção&#8221;, afirmou.</p>
<p>Para Quércia, a &#8220;posição de São Paulo&#8221; de fechar com o PSDB é &#8220;incontestada&#8221;. Abaixo, a entrevista concedida na sexta-feira em seu escritório.</p>
<p><strong>Com o foi a reunião com a cúpula do PMDB semana passada?</strong></p>
<p>Estivemos lá eu, Jarbas (Vasconcelos) e Ibsen Pinheiro, representando o Pedro Simon, por causa das declarações do presidente do partido de que teria se definido pela candidatura da Dilma. Sou da Executiva Nacional e ninguém me chamou para falar sobre esse assunto. Mesmo essa questão de eventual candidatura do Michel, ele nunca falou, nunca conversou com ninguém. Nossa expectativa é de que as coisas vão mudar muito. Mas, se conversar, a gente sente que é possível ter uma solução boa.</p>
<p><strong>Solução boa é o quê? Apoiar o candidato do PSDB?</strong></p>
<p>O que colocamos é que o raciocínio está errado. O comando nacional vai definir, mas não chamou o comando nacional? Não é Exército, não é regime militar. O comandante manda, dá a ordem e se cumpre. Política é conversar, é diálogo, é debate. Ficou definido, no final da reunião, que o Michel iria convocar outra reunião para continuar debatendo.</p>
<p><strong>Espera-se que a aliança com o PT seja anunciada em breve. </strong></p>
<p>Quem anuncia isso? É o presidente do PMDB? Não, é o presidente do PT. Então, significa que o PT está mesmo mandando no PMDB. Não é o PMDB. É um grupo no PMDB que pretende apoiar e não quer conversar com ninguém.</p>
<p><strong>O PMDB vai rachar de novo? </strong></p>
<p>Não queremos que o PMDB rache. Até porque temos esperança. A mesma esperança que eles têm de que o PMDB apoie a candidatura do PT nós temos no sentido de virar. Quem manda no partido é a convenção.</p>
<p>Há a sensação de que a negociação com o PSDB é projeto pessoal do sr. para se lançar ao Senado.</p>
<p>É da Executiva do partido em São Paulo. Não é meu.</p>
<p><strong>Quem está com o sr. nesse plano?</strong></p>
<p>Todo o PMDB de São Paulo. Na reunião, eu coloquei isso. A posição de São Paulo é incontestada. Nem o Michel nunca contestou, que é nosso deputado federal. Essa posição é legítima, apoiada unanimemente.</p>
<p><strong>Além de São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul, quem mais?<br />
</strong><br />
Santa Catarina. Não está definido o Rio Grande do Sul, mas tenho certeza de que vai definir. Temos esperanças no Mato Grosso do Sul e em Goiás.</p>
<p>O sr. diz que o PMDB paulista está fechado. Mas a decisão ocorreu quando não era tão forte a possibilidade de Temer ser vice. São Paulo não pode rever a posição?</p>
<p>Não. Nossa posição é de apoio à campanha do PSDB para o governo e de Serra para presidente. Se não conseguirmos na convenção, em São Paulo temos poder para fazer a aliança com o PSDB. Mesmo sem a aliança nacional.</p>
<p><strong>Mesmo com o Temer na vice? </strong></p>
<p>É. Por que vamos protelar o processo? Tudo bem, eu respeito muito o Temer. É uma liderança muito importante. Mas não vai mudar São Paulo.</p>
<p><strong>O PMDB de São Paulo fará a campanha do Serra mesmo tendo a vice de Dilma com o Temer? </strong></p>
<p>Não posso dizer isso, porque não sei o que vai dizer a convenção do partido. Quero fazer isso. Pretendo fazer isso. Vou propor à convenção nacional do partido apoio ao Serra para poder fazer isso.</p>
<p><strong>E o palanque nacional?</strong></p>
<p>O palanque nacional vamos decidir na época. Isso não é hora de decidir. A hipótese com que eu trabalho é a de apoiar o Serra para presidente. Vejo condição para isso. Quem está demonstrando claramente essa possibilidade sou eu? Não, é o Michel Temer. Porque eles estão precipitando. Por que estão fazendo isso? Eles querem segurar o processo.</p>
<p><strong>Por que não fazer aliança com o PT? </strong></p>
<p>Quando fui candidato a senador, havia um compromisso de me ajudar. E eles não cumpriram o compromisso.</p>
<p><strong>O sr. acha que o PT vai deixar de cumprir compromissos se firmar uma aliança em torno da Dilma?<br />
</strong><br />
Não sei. Eu não confio na aliança com o PT. Agora, se os outros confiam, o que é que eu posso fazer? Eu não confio.</p>
<p><strong>O sr. apoiou o presidente Lula lá atrás. </strong></p>
<p>Eu apoiei o projeto, e ele não foi executado. Não cumpriram esse programa. O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) conseguiu fazer 7% das obras anunciadas. Existem 29% em andamento e 64% não saíram do papel.</p>
<p><strong>O PT diz que o sr. desembarcou do programa petista porque não teve espaço para cargos. </strong></p>
<p>Nem nunca quis. Nas conversas em que fui consultado, nunca reivindiquei cargo nenhum. Tenho alguma coisa pessoal contra o Lula? Não, nunca tive. Sempre foi muito simpático comigo. Ajudei a organizar o apoio do PMDB ao governo Lula. Ajudei a somar o partido em torno do Michel. Mas estou convencido de que é ruim para o País continuar com o PT no governo. Gostaria de estar brigando pela candidatura do PMDB. Infelizmente, não é possível.</p>
<p><strong>O senhor está se sentindo atropelado nesse processo de aliança? </strong></p>
<p>O raciocínio deles é &#8220;vamos decidir o nacional e todo mundo vai ter de seguir&#8221;. Vai decidir não em nome do partido, em nome de uma discussão, de um debate. Se decidir. Espero que isso não venha a acontecer. Estou convencido de que o Michel Temer vai cumprir o compromisso que ele assumiu comigo, com o Jarbas e com o Ibsen Pinheiro de continuar a discussão.</p>
<p><strong>Mas, no final, o PMDB sempre acaba indo com o governo, não?</strong></p>
<p>Não deveria. Lembro que na campanha passada lutei muito para ter candidato próprio. Dessa vez, percebi que era difícil. Fizemos a aliança em São Paulo já prevendo a hipótese de apoiar o Serra. Se o Brasil continuar com o governo do PT sem o Lula vai ser a pior coisa que pode acontecer. Tenho obrigação de fazer alguma coisa. E acho que, hoje, é brigar como puder para ajudar o Serra. Porque eu adoro o Serra? Não. Há um processo em andamento, de que é a melhor alternativa para o País. Se amanhã ele não for o candidato do PSDB, vamos apoiar o Aécio. Que representa aquilo que o Serra também representa.</p>
<p><strong>O sr. apoiaria o Serra mesmo que retirassem a legenda para o sr. disputar o Senado?</strong></p>
<p>Não sou ambicionado desesperadamente para ser senador. Evidentemente, acho que teria de ser do PMDB esse senador.</p>
<p>A ala governista diz que ficou resolvido que a definição das alianças deverá ser antecipada.</p>
<p>Confira com o Ibsen, o Jarbas. Temer ainda pediu para eu ser mais manso na minha declaração, pois estava cheio de jornalistas lá fora. Eu disse &#8220;tudo bem, vou ser manso&#8221;.</p>
<p><strong>Se ele não estivesse na liderança do partido seria mais fácil fazer a negociação que o sr. quer?</strong></p>
<p>Eu o ajudei a ser presidente.</p>
<p><strong>E agora ele trai o sr.? </strong></p>
<p>Ele não está traindo. Está sendo pressionado pelo outro lado, pelas circunstâncias. Pode ser que ele goste da circunstância de ser vice-presidente. E eu nem acredito que o PT dê a vice-presidência para ele. Eu não acredito.</p>
<p><strong>Por quê?</strong></p>
<p>É subjetivo. Difícil explicar por quê. Tem muita gente que não acredita. Não sou só eu, não. Gente do Michel não acredita.</p>
<p><strong>Mas o que dá esse argumento para o sr.? </strong></p>
<p>É uma impressão. Evidentemente, interessa a eles dizer que o Michel é o vice. Aí São Paulo está envolvido. É o vice de São Paulo. Não sei se é para valer.<br />
<strong><br />
É jogo de cena? </strong></p>
<p>Pode ser. Não acredito que eles vão apoiá-lo. Vocês vão ver isso acontecer. Não existe nada oficial. Dizem que o Michel seria bom. Mas aí, a maioria não quis, essas coisas. Tenho uma falha política. Sou muito sincero em tudo. Não costumo mentir nunca. Falo aquilo que eu penso.</p>
<p><strong>Como o sr. vê a discussão do candidato a governador em São Paulo?</strong></p>
<p>Há dois candidatos, o Aloysio e o Alckmin. Basicamente, vai depender do PSDB e do Serra.</p>
<p><strong>Se Aloysio for candidato, Alckmin pode ir para o Senado. Aflige o sr.? </strong></p>
<p>São duas vagas.</p>
<p><strong>O DEM tem resistência ao Alckmin, setores do partido ameaçam lançar o Kassab? </strong></p>
<p>Não existe isso. Kassab não é candidato.</p>
<p><strong>Mas seria bom a Alda Marco Antônio na Prefeitura de São Paulo?</strong></p>
<p>Seria ótimo. Se o Kassab fosse candidato, acho que teria condições de se eleger.</p>
<p><strong>Poderia ser um prêmio de consolação caso o PSDB tire do senhor a legenda para o Senado?<br />
</strong><br />
Pode ser. Fechado. Pronto.</p>
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		<title>Chalita disse que vai sair do PSDB</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Sep 2009 15:31:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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PSDB reage, mas não dá a Chalita vaga no Senado
Prestes a se filiar ao PSB, vereador é alvo de investidas dos tucanos para que fique

&#160;
Clarissa Oliveira e Julia Duailibi -O Estado SP
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Prestes a deixar o PSDB, o vereador paulistano Gabriel Chalita foi alvo de investidas do partido para que fique na legenda. Os tucanos, no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="c">
<h3>
<div style="text-align: center"><img src="http://img.cancaonova.com/noticias/noticia/253342.jpg" alt="http://img.cancaonova.com/noticias/noticia/253342.jpg" /></div>
</h3>
<p><font size="4"><strong>PSDB reage, mas não dá a Chalita vaga no Senado</strong></font></p>
<p>Prestes a se filiar ao PSB, vereador é alvo de investidas dos tucanos para que fique</p></div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99" class="fonte">Clarissa Oliveira e Julia Duailibi -O Estado SP</p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p class="tmTexto" id="ctrl_texto"><span style="color: #155e91" id="tm04" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
<p><script>Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")</script></div>
<div id="corpoNoticia">
<div class="ImagemMateria"></div>
<p>Prestes a deixar o PSDB, o vereador paulistano Gabriel Chalita foi alvo de investidas do partido para que fique na legenda. Os tucanos, no entanto, não ofereceram ao parlamentar a garantia de concorrer ao Senado pela sigla na eleição de 2010. Em almoço com o presidente municipal do PSDB, José Henrique Reis Lobo, Chalita afirmou que se sente atraído com a possibilidade de concorrer ao Senado pelo PSB. &#8220;Não tem como o partido dar essa garantia. Há outros nomes que querem disputar a vaga&#8221;, declarou Lobo, após o encontro.</p>
<p>Padrinho político do vereador, o ex-governador Geraldo Alckmin procurou investir na tese de que a transferência para o PSB ainda não é certa. &#8220;Fiz um apelo para que ele fique no PSDB&#8221;, disse o tucano.</p>
<p>Ontem, Chalita se reuniu em São Paulo com dirigentes do PT paulista a fim de colocar na mesa as alternativas para uma composição em 2010. No encontro, o vereador disse que está decidido a romper com o PSDB. Apesar de se sentir pressionado a permanecer no partido, Chalita não mantém boa relação com aliados de Serra. Disse aos petistas que vai conversar com corregilionários no final de semana, mas que poderá entregar sua carta de desfiliação até terça-feira.</p>
<p>A cúpula do PT avalia que, no PSB, Chalita reforça o palanque da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, no maior colégio eleitoral do País. Ontem, houve reações no PT. Parlamentares ligados à ex-prefeita Marta Suplicy, que queriam vê-la em uma das vagas para o Senado, demonstraram apreensão com as conversas com o tucano.</p>
<p>Mas a preocupação maior é com o senador Aloizio Mercadante (SP). Se os planos da cúpula do PT derem certo, Chalita e Mercadante farão dobradinha na disputa para o Senado. Campeão de votos para a Câmara Municipal em 2008, Chalita tiraria do petista a chance de ter como companheiro de chapa um nome com menos exposição. Mercadante se limitou a negar que tivesse discutido com colegas de partido a possível ida de Chalita para o PSB. Mas, segundo petistas, o senador tomou conhecimento das negociações durante uma reunião ocorrida recentemente em Brasília.</p>
<p>Depois de um dia de reuniões, Chalita foi o anfitrião de uma festa de aniversário para dom Odilo Scherer em sua casa. Entre os convidados, petistas, como o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, e o líder do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza, dividiam espaço com tucanos como Alckmin, e com peemedebistas, como o presidente da Câmara, Michel Temer.</p></div>
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		<title>Mercadante teme dano eleitoral</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Aug 2009 13:26:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Paulo de Tarso Lyra, de Brasília &#8211; VALOR
Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que a insistência do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) em marcar posição firme contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), vai além da necessidade de dar satisfações ao eleitorado petista de São Paulo. Seria uma tentativa do senador de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/images/MercadanteAgSenado.jpg" alt="http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/images/MercadanteAgSenado.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Paulo de Tarso Lyra, de Brasília &#8211; VALOR</p>
<p>Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que a insistência do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) em marcar posição firme contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), vai além da necessidade de dar satisfações ao eleitorado petista de São Paulo. Seria uma tentativa do senador de angariar votos também entre os eleitores tucanos , já que o PSDB assumiu com firmeza uma postura contra Sarney.</p>
<p>Segundo estas autoridades do Palácio do Planalto, Mercadante terá uma eleição difícil em 2010 quando os Estados escolhem dois senadores -, por conta de episódios recentes, como o escândalo do dossiê dos aloprados e as pressões feitas por Lula para enquadrar a bancada do PT.</p>
<p>Segundo apurou o Valor, este cenário justifica a postura incisiva de Mercadante. Se a nota divulgada na semana passada, depois da publicação de grampos ligando Sarney aos atos secretos, reflete a mesma posição tomada pela bancada petista antes do recesso &#8211; como alega o próprio Mercadante &#8211; não haveria necessidade de novo pronunciamento em plenas férias parlamentares. Mas como o PSDB resolveu entrar contra Sarney no Conselho de Ética, Mercadante foi obrigado também a elevar o tom, para não deixar os tucanos sozinhos a bandeira da ética.</p>
<p>Dirigentes do PT paulista dizem que a situação de Mercadante no Estado é confortável. Amparam-se em duas pesquisas qualitativas recentes, feitas pelo Vox Populi e por técnicos da Fundação Perseu Abramo, mostrando que o senador petista tem baixa rejeição e é bem conhecido, tanto no interior quanto na capital. Poderia, inclusive, disputar o governo estadual. &#8220;Mercadante se elege com o primeiro voto&#8221;, aposta um dirigente petista. Ele acha que a polarização entre PSDB e PT na eleição estadual é tão grande que, se algum petista montar a estratégia baseado no segundo voto tucano, corre o risco de perder a disputa.</p>
<p>Mas isto não significa, necessariamente, campanha fácil para Mercadante. O senador tem &#8220;telhados de vidro e contas a serem prestadas ao eleitorado&#8221;, na avaliação de correligionários. E a principal cobrança não seria apoio ou não a Sarney e ao PMDB do Senado. &#8220;A oposição vai usar o dossiê dos aloprados contra o Mercadante. É isto que ele terá que explicar para angariar votos&#8221;, afirmou um petista da direção. O episódio envolveu petistas ligados à campanha de Mercadante, ao governo do Estado, e à reeleição de Lula, em 2006, na compra de um dossiê falso que implicava tucanos em irregularidades no Ministério da Saúde.</p>
<p>Não é só no governo que a postura de Mercadante tem causado incômodo. Líderanças do partido, como o presidente Ricardo Berzoini e o ex-ministro José Dirceu, o criticaram publicamente. Mas o senador Eduardo Suplicy (SP)disse que oito integrantes da bancada acompanharam Mercadante, portanto ela seria representativa.</p>
<p>Um integrante do diretório nacional afirma que &#8220;defender Sarney&#8221; traz desgastes tão fortes para Mercadante como para a líder do governo no Congresso, Ideli Salvatti (PT-SC). Ideli é candidata ao governo de Santa Catarina, mas assumiu o discurso da governabilidade, de interesse do Planalto, portanto a favor de Sarney.</p>
<p>Um deputado do partido com bom trânsito no parlamento e no executivo acha que a postura de Mercadante acaba sendo inútil. &#8220;Ele não consegue convencer como alguém que deseja o afastamento do Sarney e ainda atrai a ira do governo, porque complica a unificação da base aliada no Senado&#8221;, disse o petista.</p>
<p>Mercadante segue no interior do Estado, descansando e tratando de assuntos pessoais. Não foi encontrado pelo Valor, mas aliados do senador lembram que a nota divulgada na semana passada, embora reiterasse posição anterior dos senadores, era importante diante dos novos e graves fatos surgidos &#8211; a descoberta de um grampo no qual Fernando Sarney entra em contato com o pai para pedir emprego para o genro. Este seria nomeado por ato secreto. &#8220;Além disso, anti-nepotismo é uma posição histórica do PT e atos secretos ferem o artigo 37 da Constituição Federal&#8221;, disse um aliado.</p>
<p>Mercadante também angariou apoio da bancada com o ataque sofrido pelo ministro da coordenação política, José Múcio Monteiro, que o desautorizou em público. Múcio percebeu a falha e ligou para Mercadante, pedindo desculpas.</p>
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		<title>PT teme desgaste em 2010 e contém racha interno</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Jul 2009 13:48:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Congresso: Reprimenda de Berzoini anima PMDB a retribuir evitando investigações contra Petrobras na CPI
Leo Pinheiro / Valor RJ Foto Destaque

Mercadante: senador ameaçou ir à imprensa para rebater declarações do presidente do PT mas foi contido
&#160;
Yan Boechat e Cristiane Agostine, de São Paulo e Brasília &#8211; VALOR
Dirigentes petistas contiveram os ânimos do senador Aloizio Mercadante (SP) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="4"><strong>Congresso: Reprimenda de Berzoini anima PMDB a retribuir evitando investigações contra Petrobras na CPI</strong></font></p>
<p align="center"><font size="1"><em>Leo Pinheiro / Valor RJ Foto Destaque<br />
<img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002311/imagens/foto30pol-dpt-a9.jpg" alt="Foto Destaque" border="0" /><br />
Mercadante: senador ameaçou ir à imprensa para rebater declarações do presidente do PT mas foi contido</em></font></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99">Yan Boechat e Cristiane Agostine, de São Paulo e Brasília &#8211; VALOR</p>
<p>Dirigentes petistas contiveram os ânimos do senador Aloizio Mercadante (SP) que, chamado de infantil, precipitado e ansioso pelo presidente nacional do partido, Ricardo Berzoini, em reportagem no Valor, estava disposto a revidar, aumentando o racha interno do partido sobre o licenciamento do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Lideranças do partido em São Paulo, base eleitoral dos dois parlamentares, ligaram para Mercadante e Berzoini pedindo que as divergências não continuassem a ser expostas na imprensa. Os líderes temem os efeitos dessa disputa sobre a eleição da bancada petista ao Senado, uma das prioridades do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010.</p>
<p>Interlocutores foram escalados para apagar o incêndio que ameaçava se espalhar por outras esferas do PT. &#8220;Tivemos uma conversa de 40 minutos. Na primeira meia hora quase não falei, só ouvi reclamações furiosas e ameaças de responder às críticas no mesmo tom&#8221;, afirma um parlamentar do partido em contato com o senador, que passou o dia em seu sítio no interior de São Paulo preparando os detalhes do casamento de seu filho, que acontece no início de agosto.</p>
<p>Após o contato com diversos dirigentes do partido Mercadante teria aceitado não ampliar, ao menos publicamente, a crise que teve início na sexta-feira e atingiu seu ponto alto ontem. A colegas petistas, o senador prometeu que não daria declarações à imprensa, mas teria exigido que uma reunião da bancada no Senado com a Executiva Nacional do PT fosse agendada para breve. Além de não se pronunciar oficialmente, o senador também deixou de publicar pequenas notas sobre o assunto na comunidade virtual Twitter</p>
<p>Nem todos atuaram como bombeiros. Em seu blog, o ex-deputado José Dirceu engrossou o coro ao lado de Berzoini na censura a Mercadante. Para o ex-deputado, &#8220;é claro que o pedido é do líder e não da bancada petista&#8221;, e que &#8220;o PT não assinará representação&#8221; contra Sarney. Dirceu, que atuará na articulação da campanha da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à Presidência, negocia alianças estaduais com o PMDB e deve voltar à direção do partido com a eleição interna do PT, no fim do ano.</p>
<p>O líder do PT do Senado foi procurado nos últimos três dias para comentar as divergências internas do partido, mas não quis se manifestar. Segundo sua assessoria, Mercadante se pronunciará depois da reunião da bancada, na próxima semana, mas reiterou que o teor da nota divulgada pelo petista segue o que foi debatido, aprovado e defendido pela bancada no início do mês.</p>
<p>Berzoini, por sua vez, teria concordado em manter o silêncio sobre o caso. O presidente do partido também foi procurado por lideranças pedindo que não ampliasse, ainda mais, o desconforto criado por suas declarações. De acordo com dirigentes do partido, ambos haviam concordado em conversar por telefone ainda ontem em busca de um caminho para que as divergências fossem resolvidas internamente.</p>
<p>Apesar de as críticas duras do presidente do PT a um senador paulista com ampla história no partido terem causado mal estar na cúpula da sigla, Aloizio Mercadante sai mais enfraquecido do que Berzoini nesse embate. O entendimento de dirigentes petistas é de que a nota divulgada na sexta-feira por Mercadante foi precipitada e atendia a interesses quase que exclusivos do senador. &#8220;É óbvio que foi um movimento ligado às preocupações eleitorais dele, não pensando no partido&#8221;, afirma um dirigente paulista. &#8220;A governabilidade tem um preço e ele não poderia ter tomado uma posição política como essa sem consultar as lideranças&#8221;. Aloizio Mercadante será candidato à reeleição no Senado em 2010.</p>
<p>A reprimenda de Berzoini foi suficiente para levar o PMDB a contabilizar apoio petista e traçar estratégia para esvaziar o início dos trabalhos da CPI da Petrobras a partir da próxima semana. Aliados de Sarney analisam que o aceno da cúpula petista e do presidente Lula é suficiente, a princípio, para que o PMDB impeça o aprofundamento das investigações sobre a estatal.</p>
<p>A base governista tem oito dos onze integrantes da comissão e o PMDB é o partido com mais senadores na CPI, três parlamentares. As investigações sobre a Petrobras começarão no mesmo período em que o Conselho de Ética &#8211; também com controle do PMDB- analisará representações e denúncias contra Sarney. Pemedebistas contam com o apoio do PT e do governo para dar sustentação política ao presidente do Senado. Com a manutenção desse respaldo, aliados de Sarney evitariam uma nova crise na Casa, esvaziando a CPI da Petrobras. &#8220;Para o governo, interessa tirar o foco da Petrobras&#8221;, comentou Wellington Salgado (PMDB-MG). &#8220;E o PT já mostrou que está do nosso lado. É natural essa posição da bancada, mas o partido está com a gente.&#8221;</p>
<p>Ontem mais uma representação foi protocolada para análise do Conselho de Ética contra o presidente do Senado. O P-SOL entregou sua segunda representação, acusando-o de quebra de quebra de decoro parlamentar. O partido questiona a omissão à Justiça Eleitoral de uma propriedade de R$ 4 milhões, o desvio de R$ 500 mil da Fundação Sarney e o fato de o senador ter afirmado que não teria responsabilidade sobre a Fundação. O PSDB já protocolou três representações e o líder tucano, Arthur Virgílio (AM), anunciou que entregará duas outras denúncias contra Sarney, assinada também pelo senador Cristovam Barque (PDT-DF).</p>
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		<title>Não é facil</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Jul 2009 16:12:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não é fácil a situação dos senadores do PT, como mostra o desencontro entre as posições assumidas pelo líder Aloizio Mercadante e a executiva nacional do partido e do próprio Lula.
Certamente o que está em jogo na campanha da oposição e da mídia contra Sarney é debilitar o governo, rachar sua base de sustentação e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não é fácil a situação dos senadores do PT, como mostra o desencontro entre as posições assumidas pelo líder Aloizio Mercadante e a executiva nacional do partido e do próprio Lula.</p>
<p>Certamente o que está em jogo na campanha da oposição e da mídia contra Sarney é debilitar o governo, rachar sua base de sustentação e enfraquecer o PMDB para inviabilizar o apoio a Dilma em 2010.</p>
<p>Nada disto tem a ver com ética, maracutaias ou privilégios e sim com ação sórdida que visa paralisar o governo e afastar a opinião pública das discussões sobre as escolhas essenciais para o país. É que nesse debate a oposição não tem nada a dizer e a ideologia neoliberal encontra maiores dificuldades para ser defendida pela mídia, seus argumentos não resistiram à crise.</p>
<p>Mas isto não significa que as maracutaias sejam inexistentes e que a opinião pública esteja errada em exigir o estabelecimento de padrões republicanos no funcionamento das instituições.</p>
<p>Os senadores do PT devem levar em conta essa opinião pública e encontrar mecanismos para desmontar a hipocrisia mediático-oposicionista, sem desencorajar a vontade ética que sensibiliza setores importantes da sociedade.</p>
<p>Esta tarefa parece fácil para os que recorrem ao &#8220;realismo&#8221; político, mesmo soando cinicamente aos ouvidos dos cidadãos, quando seus defensores não devem contas aos eleitores. Já quando se trata de senadores como Mercadante e Suplicy, todo cuidado é pouco e isto explica a atitude que eles assumem.</p>
<p>Isto não significa ceder à campanha oposicionista, nem vocação para ficar acima do muro e deixando para outros o &#8220;trabalho sujo&#8221;.</p>
<p>Mas é difícil ser ouvido no clima de radicalização, exagero e tartufaria que reina em Brasília e na mídia.</p>
<p>A postura de Mercadante risca de ser incompreendida.  Não será aqui que receberá pedras. LF</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A falta que faz o &#8220;Sacro Colégio&#8221;</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/07/a-falta-que-faz-o-sacro-colegio/</link>
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		<pubDate>Tue, 28 Jul 2009 15:51:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Raymundo Costa &#8211; VALOR
A uma semana do fim do recesso, a crise do Senado continua tão ou mais grave do que antes. E o que é pior: não há ninguém à mão com autoridade política para negociar uma saída institucional satisfatória. Para o Senado e para a opinião pública. Enfraquecido, o atual Congresso está sob [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/colunistas/COL-RAYMUNDO_COSTA.jpg" alt="Colunista" align="left" border="0" /><span style="background-color: #ffff99"></span></p>
<p style="background-color: #ffff99">Raymundo Costa &#8211; VALOR</p>
<p>A uma semana do fim do recesso, a crise do Senado continua tão ou mais grave do que antes. E o que é pior: não há ninguém à mão com autoridade política para negociar uma saída institucional satisfatória. Para o Senado e para a opinião pública. Enfraquecido, o atual Congresso está sob suspeição para tratar de assuntos que vão afetar as próximas gerações de brasileiros. A regulamentação da exploração das reservas do pré-sal, para citar apenas um exemplo.</p>
<p>A crise do Senado já seria ruim em si mesma, se não houvesse suspeita pior: a de que ela também está sendo manipulada por setores do Executivo e do PT para minar a candidatura da ministra Dilma Roussseff (Casa Civil) a presidente da República. Independente do mérito das denúncias contra o senador José Sarney, é fato que misturaram-se a crise do Senado e a sucessão presidencial de 2010.</p>
<p>É essa urdidura que explica que no Senado oposição &#8211; na guerra para reconquistar o poder perdido em 2002 &#8211; e governistas, esquerda e direita históricos, estejam taticamente do mesmo lado. Não é à toa que a oposição cobra a demissão de Tarso Genro, pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul, do ministério que manda na Polícia Federal (Justiça).</p>
<p>As acusações contra Sarney ocorrem na sequência do escândalo em que envolveu o presidente anterior, Renan Calheiros, enredado numa trama de best-seller com sexo e dinheiro, política e poder. Renan, por seu turno, entrou em cartaz depois dos &#8220;Aloprados&#8221;, pastelão que nem de perto alcançou o sucesso e a bilheteria do &#8220;Mensalão&#8221;.</p>
<p>Estar no Congresso hoje virou demérito. Veja-se a frase do senador Tasso Jereissati à revista Época, edição que está nas bancas: &#8220;Às vezes, eu sinto vergonha de ser senador&#8221;. O senador José Sarney sem dúvida &#8220;se apequenou&#8221;, como afirma Tasso à revista. Era ele quem sempre mencionava o &#8220;Sacro Colégio de Cardeais&#8221;, um grupo de parlamentares de vários partidos que, por sua experiência e responsabilidade, como contou em livro o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, teria uma visão institucional &#8211; na hora das crises, era a eles que se devia apelar. O &#8220;Sacro Colégio&#8221; não há mais.</p>
<p>Era gente como Paulo Brossard, Roberto Campos, Tancredo Neves, Jarbas Passarinho, Delfim Netto (quando o tremor de terra era na economia), o próprio Sarney e &#8211; indo um pouco mais atrás &#8211; Afonso Arinos, para citar apenas alguns nomes.</p>
<p>No Congresso todo podia-se contar uns 50 parlamentares com essa visão institucional acima dos partidos e sectarismos políticos. Sem saudosismos: o radicalismo, o jogo da sobrevivência eleitoral e o patrimonialismo são hoje a regra e contaminam as relações do atual Congresso.</p>
<p>O dr. Ulysses, como era chamado o deputado Ulysses Guimarães, presidente do ex-MDB e do PMDB, um dos cardeais mais influentes do &#8220;Sacro Colégio&#8221; na ditadura e na redemocratização, costumava dizer que uma Legislatura era sempre melhor que a anterior e pior que a próxima (ele falava &#8216;Congresso&#8217;). Muito bom como frase de efeito, provavelmente um exagero, mas desconcertantemente atual, quando se vê o Senado emparedado com as denúncias contra Sarney.</p>
<p>Os cardeais que pontificam a atual crise parecem mais preocupados com os holofotes da TV Senado, quando não estão eles próprios devendo explicação a seus eleitores sobre a extensão do envolvimento de cada um na crise.</p>
<p>O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), ex-candidato a presidente da República, nome acima de suspeitas e educador respeitado, já conseguiu armar uma confusão que levou a uma discussão sobre o fechamento do Senado &#8211; tese, aliás, da corrente no PT do ministro que chefia a PF. Mas Cristovam Buarque também estava na lista dos favores de Agaciel Maia, o ex-todo-poderoso diretor do Senado.</p>
<p>O mesmo aconteceu com Artur Virgílio (AM), o líder do PSDB e o &#8220;ético&#8221; Pedro Simon (RS). Jereissati, que fez um governo premiado no Ceará, anda, também jogado na roda de moer da crise, anda enfurecido, quando poderia ser uma voz de equilíbrio.</p>
<p>O líder do Democratas (DEM), José Agripino, ficou repetitivo. E Eduardo Suplicy (PT-SP)? Tem razão Lula, o grande sustentáculo do presidente José Sarney: como é que ele ficou mais de 18 anos no Senado &#8211; está no 3º mandado &#8211; e não viu nada?</p>
<p>O comportamento errático da bancada do PT no Senado confunde mais do que explica a situação dos partidos na crise. Tendo o senador Aloizio Mercadante (SP) à frente, petistas querem o afastamento de Sarney do cargo. Nisso, estão juntinhos com o Democratas e PSDB, seus adversários na disputa de 2010. O DEM votou declaradamente em Sarney para presidente do Senado; o PSDB, contra. Assim como o PT.</p>
<p>Nem todos os senadores do PT defendem essa posição. Mas, pelo menos até agora, todos foram obrigados a engolir o apoio irrestrito que o presidente Lula deu a José Sarney, aliado de primeira hora de seu governo.</p>
<p>O apoio de Lula a Sarney é registrado nos partidos como resultado de um acordo para o apoio formal do PMDB a Dilma Rousseff nas eleições de 2010. Daí a ofensiva da oposição contra o presidente do Senado, na esperança de dividir os pemedebistas e eles fiquem sem candidato na sucessão presidencial do próximo ano.</p>
<p>Os ataques do PT a Sarney têm o mesmo efeito: enfraquecem a ala mais dilmista do partido (a bancada dos senadores) e também contribuem para que os pemedebistas cheguem rachados à eleição.</p>
<p>Sem porta de emergência, os senadores assistem passivos o esgarçamento das instituições: o Executivo é um poder de um escaninho só, apenas Lula fala; o Congresso está de joelhos, com o presidente do Senado pendurado na corda bamba do que Lula diz, e o Judiciário, quando extrapola sua função para além de interpretar a Constituição.</p>
<p><strong>Raymundo Costa é repórter especial de Política, em Brasília. Escreve às terças-feiras</strong></p>
<p><strong>E-mail raymundo.costa@valor.com.br</strong></p>
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		<title>&#8216;Bafafá político&#8217; impede debate sério no Brasil, diz Paulo Cunha</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jul 2009 13:58:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;O Brasil precisa discutir o pré-sal, discutir questões mais relevantes&#8221;, (&#8230;) &#8220;Esse bafafá político tem impedido o país de discutir essas questões.&#8221;
Constatação lapidar do empresário Paulo Cunha em entrevista a Folha SP hoje.
Ontem Janio de Freitas escreveu que “Espetáculos de degradação como o do Senado se afiguram para a classe dominante brasileira como espetáculos”. O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>&#8220;O Brasil precisa discutir o pré-sal, discutir questões mais relevantes&#8221;, (&#8230;) &#8220;Esse bafafá político tem impedido o país de discutir essas questões.&#8221;</strong></em></p>
<p><em>Constatação lapidar do empresário Paulo Cunha em entrevista a <strong>Folha SP</strong> hoje.</em></p>
<p><em>Ontem Janio de Freitas escreveu que<strong> “Espetáculos de degradação como o do Senado se afiguram para a classe dominante brasileira como espetáculos”</strong>. O Ombudsman do jornal, coincidentemente, ponderou que a cobertura feita pela<strong> Folha</strong> contribui para transformar o Congresso em “baudeville”* e servir assim ao espetáculo da mesma classe dominante. </em></p>
<p><em>O empresário Paulo Cunha, da &#8220;classe dominante&#8221; não aceita o &#8220;divertimento&#8221; e remete a sua real dimensão os escândalos, verdadeiros ou fabricados, que a mídia nos fornece cotidianamente. </em></p>
<p><em>A crítica do ombudsman e a entrevista de Paulo Cunha com destaque para à frase acima na própria capa do jornal, talvez signifique que a <strong>Folha</strong> esteja querendo corregir seu curso e voltar a ser um espaço para a discussão das questões relevantes evocadas por Paulo Cunha.</em></p>
<p><em>Neste blog tenho feito um esforço para evitar o  &#8220;bafafá&#8221; e tratar do que me parece ser relevante, mas nem sempre tenho conseguido pois é abrumadora a pressão para tratar a política como espetáculo. </em></p>
<p><em>O udenismo de setores médios, particularmente de São Paulo, alimentados pela ação política opositora de grande parte da mídia e de alguns setores partidários, impregna a atmosfera poluindo um debate urgente e necessário.</em></p>
<p><em>Luis Favre</em></p>
<p><img src="http://veja.abril.com.br/060199/imagens/holofote2.jpg" alt="http://veja.abril.com.br/060199/imagens/holofote2.jpg" align="left" /><strong><font size="+1" color="#000080">ENTREVISTA DA 2ª &#8211; PAULO CUNHA</font></strong></p>
<p><font size="5"><strong>Bafafá político atrapalha o debate de temas relevantes</strong></font></p>
<p><strong>Para o presidente do conselho do grupo Ultra, sistema político não atende à necessidade do país e não recruta as melhores pessoas para seus quadros  </strong></p>
<p>NOS ÚLTIMOS anos, o empresário  Paulo Cunha, presidente do conselho de administração do grupo Ultra, tem adotado um estilo bastante  reservado. Avesso a entrevistas, ele prefere se  manter como um expectador privilegiado da cena nacional.<br />
Nesta entrevista concedida na semana passada na sede do grupo Ultra, em São Paulo, Cunha manifesta otimismo com as perspectivas da economia, apesar da crise. Na sua opinião, o Brasil perde muito tempo com o que ele chama de bafafá político, quando há temas mais relevantes para serem discutidos no país.</p>
<p><strong>GUILHERME BARROS</strong><br />
<font size="-1"> COLUNISTA DA FOLHA </font></p>
<p>&#8220;O Brasil precisa discutir o  pré-sal, discutir questões mais  relevantes&#8221;, diz Cunha. &#8220;Esse  bafafá político tem impedido o  país de discutir essas questões.&#8221;<br />
Para ele, o sistema político  não atende às necessidades do  país. Um dos grandes problemas é a forma como se escolhe  as pessoas no setor público.<br />
&#8220;Se uma empresa fizesse o  recrutamento dos seus quadros  da mesma maneira que os partidos, as empresas estariam fora do jogo&#8221;, afirma. &#8220;O governo  precisa ser estatizado.&#8221; A seguir, trechos da entrevista.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; A crise acabou?<br />
PAULO CUNHA </strong></em>- Em primeiro lugar, temos de olhar a crise na  sua origem. [...] A crise surgiu  do grande desbalanceamento  do comércio nas finanças internacionais. De um lado, o gigantesco déficit americano; de outro, o gigantesco superávit de  Ásia e Alemanha. [...] Também  havia o elevado endividamento  do consumidor americano. A  poupança é praticamente zero  e o consumidor americano se  endividou muito. A ponto de o  nível de endividamento médio  do cidadão americano atingir  quase 140% da sua renda anual.<br />
É óbvio que tinha de estourar.<br />
Os governos agiram e a crise  financeira, a crise bancária, foi  atenuada. Não diria que terminou, mas está totalmente escorada nos créditos e nas garantias dos governos europeu e  americano. Julgo que, uma vez  terminado o pânico, já começa  a recapitalização dos bancos e o  sistema se normaliza. Mas o nível de atividade não se normaliza tão cedo. Há ainda um longo  processo de desalavancagem  do consumidor americano.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Quanto tempo o sr. acha  que pode levar até a recuperação?<br />
CUNHA </strong></em>- O consumidor americano está ficando novamente  conservador do ponto de vista  financeiro. Está com medo do  desemprego, do futuro. Paga  juros elevados e tem dificuldades de se refinanciar. Muitos  perderam suas casas, poupanças, aposentadorias e, portanto,  estão apertando o cinto e consumindo menos. Quanto tempo? Não sei e suponho que ninguém saiba ao certo.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; E como fica o Brasil?<br />
CUNHA </strong></em>- O Brasil, evidentemente, é parte do mundo. Nos últimos tempos, o crescimento brasileiro vinha sendo turbinado pelo comércio internacional, pelas exportações, notadamente para a China e o Ocidente. Isso, evidentemente, sofreu uma parada devido à crise. O Brasil também está sendo afetado por ter havido um corte muito forte nos investimentos das empresas em resposta à crise. Mas, ao mesmo tempo, o Brasil vem desenvolvendo o seu mercado interno, de consumo. As classes menos favorecidas, as classes mais pobres, vêm sendo incorporadas gradativamente ao mercado. Está começando a acontecer uma coisa que não havia no Brasil, que é o financiamento de consumo.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Como o sr. vê a reação do  governo?<br />
CUNHA </strong></em>- Em primeiro lugar, foi de susto, tentando negar a crise. Mas, passado o susto, acho que o governo agiu bem e rapidamente. Não havia mesmo necessidade, no Brasil, de segurar o sistema financeiro. O sistema financeiro é sólido. Alguns setores começaram a sofrer um impacto forte, como os de automóveis e de eletrodomésticos, e o governo agiu rápido para restabelecer o consumo. São vendas que dependiam de financiamento. O governo Lula mostrou presteza e atenção.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; O Banco Central não demorou a começar a baixar os juros?<br />
CUNHA </strong></em>- O Banco Central tem  sido disfuncional em determinados aspectos. Tem sido lento  e suas decisões são sempre na  direção do conservadorismo,  de manter os juros estratosféricos, mas, depois, acabou agindo  na direção certa. Agora, o juro  está começando a chegar a números mais civilizados.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Mas o presidente do BC,  Henrique Meirelles, não é considerado a âncora da economia?<br />
CUNHA </strong></em>- Por alguns, mas a âncora da economia, no fundo, é o  brasileiro, são as empresas brasileiras, o sistema de produção,  a agricultura, o agricultor, o trabalhador, os funcionários das  empresas. Tende-se a achar  que o governo e algumas pessoas são responsáveis pelo que  há de bom. Muitas vezes são  responsáveis pelo mal. O bem  são os brasileiros que fazem.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Onde o sr. nota essa tendência?<br />
CUNHA </strong></em>- O Brasil vive hoje uma  fase muito interessante, bastante heterogênea. O brasileiro  está querendo crescer, melhorar, subir. Está buscando educação. Pela primeira vez se começa a falar de educação de  maneira mais ampla e mais  profunda no Brasil. Vejo grande parte dos funcionários das  empresas que trabalham durante oito horas por dia saírem  [do trabalho] e ainda irem para  a escola, para algum curso de  aperfeiçoamento, para um curso superior buscando o conhecimento para melhorar sua formação. É um esforço muito  grande. Outra coisa que se vê é  um aperfeiçoamento muito  grande na qualidade de gestão  das empresas. Essa gestão mais  profissionalizada está se generalizando no Brasil. É um fato  notável. Tanto que as filiais das  multinacionais no Brasil estão  em situação melhor do que as  matrizes. Os brasileiros estão  se transformando em grandes  gestores. Cada vez mais se vê  brasileiros na gestão de empresas multinacionais.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; O governo Lula foi uma  surpresa para o sr.?<br />
CUNHA</strong></em> &#8211; O governo Lula sofreu  uma mudança de paradigma no  momento da Carta aos Brasileiros (antes da eleição de 2002,  em que assumia compromissos  caso fosse eleito). [...] Ele teve,  de um lado, o bom senso de  manter as coisas que vinham  dando certo, de reconhecer a  importância da estabilização  da moeda, o valor da higidez  das contas públicas. Essas coisas centrais o governo Lula  manteve, com uma intensidade  que, admito, foi surpresa para  muita gente. Ao mesmo tempo,  o governo levou atitudes concretas de apoio ao povo mais  desassistido. Apesar de os instrumentos básicos terem sido  estabelecidos anteriormente,  como o Bolsa Educação, a incorporação desses programas  no Bolsa Família deu a ele uma  nova dimensão.<br />
Agora, nem tudo é tão maravilhoso assim. Do lado institucional há muito a fazer. Nós temos um sistema político que  não atende às necessidades do  país. O sistema político está recrutando mal. Ele não recruta  as melhores pessoas. Se uma  empresa fizesse recrutamento  dos seus quadros da mesma  maneira que os partidos fazem,  as empresas estariam fora do  ar, fora do jogo.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; O sr. acha que é preciso fazer uma reforma política?<br />
CUNHA </strong></em>- O Brasil precisa de reforma política, mas o mais importante é uma mudança mais  profunda na maneira de fazer  as coisas. O governo precisa ser  estatizado. Algumas estatais  estão em grande parte privatizadas, não apenas por políticos  regionais mas por determinados partidos. A crise do Senado  é uma crise que não é de agora,  não é de ontem, não é da semana passada, é uma crise que já  vem se desenhando há muito  tempo e não é exclusiva do Senado. O Senado está sob o holofote agora, mas, certamente, o  mesmo holofote colocado em  outros órgãos poderá trazer  surpresas desagradáveis.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; O sr. acha que a CPI da Petrobras pode chegar a alguma coisa?<br />
CUNHA</strong></em> &#8211; Não sei, acho que essa  CPI não vai chegar a lugar nenhum. Não acho que o Brasil se  resolva com CPIs. O que o país  precisa é discutir o pré-sal, discutir essas questões mais relevantes. Esse bafafá político tem  impedido o Brasil de discutir  essas questões.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Como o sr. viu a proposta  do governo para o pré-sal?<br />
CUNHA </strong></em>- Não vi a proposta do  governo, ainda. O que se tem  são vazamentos do que seria.  Há duas questões centrais: como é que vão ser repartidos os  resultados e como o governo  vai se apropriar dos resultados.<br />
Essa é uma questão de grande  profundidade. Envolve interesses de Estados, municípios, de  um sistema político que já está  estabelecido em torno do sistema tradicional de concessões.  O governo parece optar por um  sistema de partilha.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; O sr. aprova a mudança?<br />
CUNHA </strong></em>- Tanto um como o outro funcionam, mas desde que  seja bem administrado, assim  como a estatal a ser criada para  a operação. Se for bem administrada, transparente, enxuta,  a estatal pode funcionar bem.<br />
Mas existe outra questão, que é  de grande relevância, que é o  que será feito com a exploração  das reservas, que ritmo vamos  dar à exploração. Não podemos  sair numa correria louca para  produzir o máximo de petróleo  e distribuir esses resultados,  senão haverá consequências  muito ruins do ponto de vista  inflacionário, a partir de uma  apreciação forte do real, e os  efeitos serão devastadores para  o resto da produção brasileira.<br />
O melhor seria explorar de forma moderada, preocupando-se  em poupar para o futuro.</p>
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		<title>&#8220;La commedia no è finita&#8221;</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Jul 2009 12:58:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;Espetáculos de degradação como o do Senado se afiguram para a classe dominante brasileira como espetáculos&#8221;, escreve na Folha Janio de Freitas (&#8220;Um país divertido&#8221;). O Ombudsman do jornal, coincidentemente, parece considerar que a cobertura feita pela Folha contribui para transformar o Congresso em &#8220;baudeville&#8221;* e servir assim ao espetáculo da mesma classe dominante. É [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>&#8220;Espetáculos de degradação como o do Senado se afiguram para a classe dominante brasileira como espetáculos&#8221;</strong>, escreve na Folha Janio de Freitas (<em>&#8220;Um país divertido&#8221;</em>). O Ombudsman do jornal, coincidentemente, parece considerar que a cobertura feita pela <strong>Folha </strong>contribui para transformar o Congresso em &#8220;baudeville&#8221;* e servir assim ao espetáculo da mesma classe dominante. É que Janio de Freitas não trata do papel da imprensa nessa &#8220;comédia&#8221; e Carlos Eduardo Lins da Silva, o ombudsman, sim. LF</p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:OBrien_and_Havel_-_Joseph_Hart_Vaudeville.jpg" class="image" title="Cartaz de um espe(c)táculo de vaudeville (1899)."></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/7c/OBrien_and_Havel_-_Joseph_Hart_Vaudeville.jpg/250px-OBrien_and_Havel_-_Joseph_Hart_Vaudeville.jpg" class="thumbimage" width="250" height="349" /></div>
<p></a></p>
<div align="center"><em>* Baudeville é uma forma do teatro originado na França, a partir de parodias ou temas leves tratados geralmente como comedia e divertimento.</em></div>
<div align="center"></div>
<p>CARLOS EDUARDO LINS DA SILVA<br />
ombudsman@uol.com.br</p>
<p>Como diminuir a lixação</p>
<p>O Legislativo produz mais do que crimes e fofocas, as duas únicas criações que parecem mobilizar a reportagem</p>
<p>NA QUINTA-FEIRA , o jornal noticiou que o Senado havia aprovado em última instância projeto de lei que altera regras para a adoção de crianças. A mais recente menção da Folha ao assunto havia ocorrido em 21 de agosto de 2008. É como se dez meses atrás tivesse anunciado que Roberto Carlos faria um show no Maracanã e só voltasse ao tema na segunda para descrever o espetáculo.<br />
Ou tivesse dito na quinta que o Cruzeiro perdera a final da Libertadores sem ter tratado do campeonato nos 300 dias anteriores.<br />
Poucos discordarão de que a Lei Nacional de Adoção é um assunto relevante. Como a lei da gorjeta, a reforma eleitoral, a regulamentação dos mototáxis, as mudanças no processo de divórcio, só para citar algumas leis a respeito das quais o Congresso tomou decisões vitais recentemente e que foram apresentadas ao leitor como fatos consumados.<br />
As atividades de trabalho do Legislativo (nos seus três níveis) são cobertas pobremente pela Folha. E não é por falta de gente nem de papel. Boa quantidade de árvores caiu para produzir a montanha de páginas usadas para os mil e um escândalos da Câmara e do Senado só neste ano.<br />
É claro que denunciar malfeitorias com dinheiro público é uma das principais funções do jornalismo.<br />
Mas o Legislativo produz mais do que crimes e fofocas, suas duas únicas criações que parecem mobilizar a reportagem deste jornal.<br />
Mesmo nessas áreas, seu desempenho é fraco. As malversações em geral só aparecem quando algum político interessado em prejudicar adversários as joga no colo de um repórter. Durante anos o Senado teve mais de uma centena de diretores, cujos nomes e funções constavam de catálogos públicos. Mas só agora se tratou deles, por exemplo.<br />
E a cobertura insiste em focar pessoas, não instituições. É mais fácil responsabilizar indivíduos do que explicar processos. Mas tal simplificação é perniciosa para a cidadania e para a sociedade.<br />
O jornal precisa produzir e editar mais material do tipo que gerou o livro recomendado ao final desta coluna e menos do que tem sido o padrão do seu jornalismo político: textos previsíveis, redundantes, cifrados, superficiais, aborrecidos, moralistas e frequentemente a serviço conscientemente ou não de políticos ou individualmente ou em grupos.<br />
Em entrevista que vai ao ar amanhã e está indicada abaixo, o jornalista Gay Talese diz que uma providência imediata para melhorar a qualidade do seu jornal, o &#8220;New York Times&#8221;, seria tirar de Washington a maioria dos jornalistas que compõem a sucursal na capital do país.<br />
Talvez nem seja preciso tanto aqui.<br />
Se os que estão em Brasília se dedicarem a informar o leitor sobre a tramitação de projetos de lei de importância, ajudando-o a engajar-se no debate público, o jornal será mais efetivo. Talvez então congressistas suspeitos deixem de se lixar para ele.</p>
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