30/09/2008 - 08:58h PSDB nega, mas negociação com DEM para 2º turno prossegue

http://www.contraovento.blogger.com.br/acorte%20de%20tucanos.JPG

Informação provocou mal-estar na campanha de Alckmin por passar idéia de que tucanos teriam ”jogado a toalha”

Ana Paula Scinocca e Marcelo de Moraes - O Estado de São Paulo

O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), confirmou que desde o início da campanha conversa abertamente com dirigentes do PSDB sobre a formação de aliança no segundo turno para tentar impedir a vitória da petista Marta Suplicy em São Paulo. Ontem, o Estado revelou que dirigentes tucanos, como o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), já discutem a articulação que reúna os dois partidos na segunda etapa da disputa. Essas conversas, feitas com líderes do DEM, como o ex-senador Jorge Bornhausen e o próprio Maia, incluem a possibilidade de acordo em torno do prefeito Gilberto Kassab (DEM), diante de sua vantagem sobre o tucano Geraldo Alckmin, indicada pelas pesquisas de intenção de voto.

link Enquete: Quem ganha com briga Kassab-Alckmin?

A informação provocou mal-estar na campanha de Alckmin por passar a idéia de que dirigentes nacionais teriam “jogado a toalha”, duvidando de sua vitória. Por conta disso, os tucanos aliados de Alckmin passaram o dia tentando negar a articulação, planejada para ser anunciada logo depois do primeiro turno.

Sérgio Guerra chegou a divulgar nota oficial ontem para dizer que essa negociação não estava sendo feita. “Não há e não houve conversa com o ex-senador Jorge Bornhausen com vistas às eleições de São Paulo. O PSDB só trabalha com uma hipótese: o candidato do partido, Geraldo Alckmin, estará no segundo turno.”

Ao Estado, o presidente nacional do PSDB reafirmou o que escrevera na nota e confirmou que tem conversado sistematicamente com Rodrigo Maia, mas “nunca sobre segundo turno”.

“Na semana passada mesmo, conversamos e ele até reclamou da troca de farpas entre Alckmin e Kassab. Mas nunca falamos de segundo turno”, disse. “Nacionalmente, o partido está fora da eleição de São Paulo.”

E tem estado mesmo fora. Alckmin tem feito a campanha com o PSDB dividido entre ele e Kassab. Freqüentemente, o tucano tem se queixado a amigos do “abandono” e se diz amparado apenas pela mulher, Lu Alckmin, e pela filha Sophia.

ADVERSÁRIO COMUM

Para os dirigentes do DEM, a discussão sobre o acordo no segundo turno é “natural”, já que os dois partidos são aliados nacionais e regionais, enquanto a candidatura petista representa o governo federal, adversário comum para as duas legendas. Maia lembra que uma eventual vitória de Marta sobre Kassab ou Alckmin seria muito ruim para os dois partidos, que perderiam o controle da maior cidade do País.

“Acho que Kassab estará no segundo turno e não tenho dúvida de que receberá o apoio de todo o PSDB. Até porque não conheço um político do DEM ou do PSDB que prefira apoiar Marta em vez de ficar do lado do Kassab ou do Alckmin”, disse Maia. “Seria um tiro no pé não acontecer esse apoio. É claro que aquele que for para o segundo turno terá a ajuda dos dois partidos. É uma coisa lógica. DEM e PSDB sabem que a vitória de Marta representa um problema para ambos.”

Sobre as conversas com os tucanos, o presidente do DEM disse que nunca deixou de falar com regularidade com Sérgio Guerra. “Claro que conversamos sempre. E é claro que vai haver uma convergência dos dois partidos no segundo turno.”

O prefeito do Rio, César Maia, pai de Rodrigo Maia, concorda que os dois partidos estarão juntos no palanque do segundo turno. E avalia que os eleitores dos dois candidatos também se reunirão em torno daquele que ficar incumbido de enfrentar Marta. Acha até que isso independe de Alckmin decidir apoiar ou não Kassab no segundo turno.

“Nenhum de nós conduz nossos eleitores como desejaríamos. Quem confronta o PT e influencia seu eleitor não tem como impedir que o eleitor coerentemente vá contra o PT”, afirmou César Maia.

Para o prefeito do Rio, a votação em São Paulo representa uma “eleição binária”, com dois lados claramente definidos. “O eleitor, numa eleição binária, não vota a favor de seu antípoda. Portanto, no segundo turno, essa será a tendência: eleitores do Kassab, mais eleitores do Alckmin com Kassab”, apostou.

Até petistas ficaram surpresos com o movimento tucano na reta final da campanha. Em seu blog, Luiz Favre, marido de Marta Suplicy, comparou o gesto a uma “punhalada”. “Bem na contramão das afirmações do candidato tucano, os dirigentes nacionais do PSDB, com FHC na cabeça, afirmam em alto e bom som que o demo Kassab é tão tucano quanto. Isto, a seis dias do primeiro turno, enquanto as pesquisas indicam uma disputa acirrada entre Alckmin e Kassab, é uma verdadeira facada pelas costas em Geraldo Alckmin”, escreveu Favre.

29/09/2008 - 11:20h Apunhalado pelas costas

http://diario.iol.pt/multimedia/oratvi/multimedia/imagem/id/1094957/235quinta_coluna.jpgalckmin_serra_fhc.jpg

Ao dia seguinte do debate, no qual Alckmin acuou Kassab, mostrando o descaso com as 158 mil crianças fora das creches e escolas e onde apontou a filiação do demo com malufismo, o Estadão estampa em chamada de capa, as costuras para abandonar Alckmin por parte de setores da cúpula do PSDB nacional. Bem na contramão das afirmações do candidato tucano, os dirigentes nacionais do PSDB com FHC na cabeça, afirmam em alto e bom som que o demo Kassab é tão tucano quanto. Isto, a 6 dias do primeiro turno enquanto as pesquisas indicam uma disputa acirrada entre Alckmin e Kassab, é uma verdadeira facada pelas costas em Geraldo Alckmin.

O respeito aos candidatos e ao processo eleitoral, exige aguardar o resultado das urnas e do veredito popular para depois abordar as condições concretas do segundo turno. A ação de alguns elementos da cúpula tucana, além de indecente, visa a sinalizar que já considera Alckmin carta fora do baralho.

O movimento de setores do tucanato contra Alckmin confirma o que escrevi apenas dois dias atrás: “No plano político, esta semana concentrará os ataques contra Alckmin e as pressões para montar, com sua participação, um frente anti-PT e anti-Marta com Kassab. Se ele se recusar, José Serra já anunciou que o substituirá como quase “candidato” (esse o sentido de vazar que estaria disposto a se licenciar do cargo para fazer a campanha… de Kassab). FHC veio, com sua declaração anti-PT, indicar que este será o desfecho que o alto tucanato apadrinhará.

Para Alckmin o que está sendo preparado pelos seus “companheiros” é um haraquiri. A morte política.”

A matéria do Estadão mostra que na dúvida que Alckmin aceite o sacrifício, alguns tucanos preferem apunhalá-lo pelas costas. LF

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080929/img/capadodia.jpghttp://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080929/img/nacional.jpg

 

 

Para derrotar Marta, PSDB admite apoiar Kassab no segundo turno

Se confirmar vantagem e superar Geraldo Alckmin no domingo, prefeito de São Paulo terá o apoio dos tucanos

Christiane Samarco, O Estado de São Paulo

O PSDB nacional já decidiu: caso o eleitor paulista deixe o candidato tucano à Prefeitura de São Paulo, Geraldo Alckmin, fora do segundo turno, como indicam as pesquisas, o partido fechará oficialmente - e rápido - com o prefeito Gilberto Kassab (DEM), que disputa a reeleição. A costura para apressar a união dos principais líderes tucanos no Estado já está em curso, independentemente do resultado da eleição no domingo.

Nos bastidores do partido, tucanos de Norte a Sul entoam o discurso de que o PSDB será vitorioso, desde que a candidata Marta Suplicy (PT) seja derrotada. A ordem é não descaracterizar a vitória. Argumentam que, no pior cenário, com o tucano fora do segundo turno, ninguém poderá dizer que o PSDB perdeu se o vitorioso for Kassab, que tem a marca de “candidato do governador” José Serra (PSDB).

É com esse discurso e a certeza de que manterão o comando da maior cidade do País que dirigentes tucanos se preparam para “tomar posse da vitória”, caso Kassab consiga a reeleição. De olho no segundo turno, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso troca telefonemas com o ex-senador e conselheiro do DEM Jorge Bornhausen. Ambos se encontram semanalmente em São Paulo com o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE).

Quando o DEM se viu obrigado a reagir a ataques de tucanos a Kassab, Bornhausen sempre recomendou prudência, deixando protestos para o presidente do partido, deputado Rodrigo Maia (RJ). “Quanto mais ficarmos em silêncio, melhor.”

Em suas conversas com FHC e Guerra, Bornhausen sempre insiste na tese de que “agora é hora de a gente ficar calado e preservar as pontes para as negociações futuras”. É esse trio que, ao lado de Serra, conduzirá todas as negociações. Cauteloso, Guerra tem afirmado que, independentemente do “caldeirão da crise paulista”, a interlocução está preservada.

Diante do confronto entre partidários do prefeito e de Alckmin, o presidente do PSDB procurou manter diálogo com as duas alas do partido representadas na Executiva nacional. A preocupação de preservar a interlocução com o DEM ficou clara quando o fogo amigo se intensificou, com as críticas do ex-ministro tucano e secretário da prefeitura, Clóvis Carvalho, a Alckmin. Guerra limitou-se a defender o candidato, “homem público correto, que todo o partido admira”. Disse que acusações a Alckmin “não são apoiadas pelo PSDB, que tem nele seu candidato para vencer em São Paulo”. Em momento algum fez reparos aos ataques de Kassab.

A maior preocupação dos tucanos é administrar o próprio Alckmin, pois o temor geral é que sua eventual derrota acabe arranhando a imagem de Serra. Até os mais próximos aliados do governador apontam responsabilidade de Serra na crise por ele ter se omitido na condução do processo que resultou na candidatura de Alckmin.

01/09/2008 - 17:13h Presidente Nacional do PSDB avisa: “o povo é maduro”

http://oglobo.globo.com/fotos/2008/09/01/01_MHB_pais_sergioguerra.jpg“Em São Paulo há duas situações. Primeiro, a campanha de Marta Suplicy está bem equilibrada e bem feita. Ela tem unidade, poder eleitoral. O PT sempre teve. Já governou a cidade várias vezes e o discurso está organizado. Nós temos dois candidatos em nosso campo: o Geraldo Alckmin e prefeito Kassab, pelo DEM. Eu acho que tem um custo . A gente não consegue definir um discurso. Isso é um aviso. Um aviso que nós temos que tomar nota que o povo é maduro, ninguém é dono do povo. Eu reconheço que se não for bem administrada (a campanha), e logo, ele poderá custar a nossa vitória. Mas o partido jamais se omitiu.”

Senador Sergio Guerra, presidente nacional do PSDB

Sérgio Guerra admite que oposição precisa ser mais eficiente e diz acreditar que PSDB elegerá três prefeitos no Nordeste

Adriana Mendes e Fernanda Krakovics - Globo Online

LEIA A ENTREVISTA COMPLETA DO PRESIDENTE NACIONAL DO PSDB, SENADOR SERGIO GUERRA

(more…)

25/12/2007 - 12:10h PSDB se prepara para 2008

Blog de Josias

PSDB busca aproximação até com aliados de Lula

Sérgio Guerra marca reuniões com o PMDB e com o PSB Objetivo é fechar alianças para pleito municipal de 2008 Estratégia é apoiada pelos presidenciáveis Serra e Aécio

O novo presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), abriu a temporada de contatos interpartidários para o fechamento de alianças para as eleições municipais de 2008. Reuniu-se há uma semana com os presidentes de dois aliados tradicionais: PPS e DEM. E agendou para o início do ano reuniões com duas legendas associadas ao consócio partidário que dá suporte ao governo Lula: PMDB e PSB.

(more…)

14/12/2007 - 09:21h As nobres motivações do PSDB

Presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra
Presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra


PANORAMA POLÍTICO

O Globo

O PSDB comemora

O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), diz que a derrota do governo Lula na votação da CPMF resultará numa nova relação deste com a oposição.

“O governo fará um ajuste de conduta”, prevê.

Guerra diz que a oposição atingiu seu objetivo: “desorganizar o governo”. A oposição precisava frear o Programa de Aceleração do Crescimento. Ano que vem tem eleições municipais.

Leia a integra da coluna Panorama Político no jornal O Globo (para assinantes)

14/12/2007 - 09:14h As nobres motivações do PSDB

Presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra
Presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra


PANORAMA POLÍTICO

O Globo

O PSDB comemora

O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), diz que a derrota do governo Lula na votação da CPMF resultará numa nova relação deste com a oposição.

“O governo fará um ajuste de conduta”, prevê.

Guerra diz que a oposição atingiu seu objetivo: “desorganizar o governo”. A oposição precisava frear o Programa de Aceleração do Crescimento. Ano que vem tem eleições municipais.

Leia a integra da coluna Panorama Político no jornal O Globo (para assinantes)

28/11/2007 - 07:53h É Guerra!

O Globo

SÃO PAULO. O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), lançou o nome do ex-governador paulista e candidato derrotado à Presidência Geraldo Alckmin para concorrer à prefeitura de São Paulo, em 2008. O gesto, se formalizado no próximo ano, pode ameaçar a aliança entre os tucanos e o DEM, que espera ter o apoio do PSDB à reeleição do prefeito Gilberto Kassab. Também pode atrapalhar os planos do governador tucano José Serra de ter o apoio do DEM, caso dispute a sucessão presidencial em 2010.

Kassab foi o vice de Serra na eleição de 2004 para a prefeitura e o substituiu quando o tucano concorreu, e venceu, a eleição para governador.

— Acho que se o PSDB tem um candidato com chances de vitória, e tem, então o candidato à prefeitura é o doutor Geraldo Alckmin — disse Guerra, em entrevista ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura, na noite de anteontem.

Guerra rejeitou a idéia de que a eventual candidatura de Alckmin vá minar a parceria com o DEM: — Vamos trabalhar para eleger nosso candidato, não para derrotar ninguém. Somos uma força política vitoriosa algumas vezes, e, além disso, nem sei qual é a posição do prefeito.

05/11/2007 - 09:57h Vôo acima de um ninho de tucanos

Dividido, PSDB cogita adiar decisão sobre a CPMF


Negociação com o governo opõe base e

cúpula do partido

Em meio à confusão,

líderes tentam ‘restaurar’ a unidade

Tasso e Virgílio equilibram-se entre o governo e a unidade da bancada tucana

O PSDB marcou para as 19h desta terça-feira (6) uma reunião de sua Executiva Nacional. Em tese, o encontro serviria para que o partido decidisse, finalmente, se votará contra ou a favor da emenda da CPMF, pendente de apreciação no Senado. Diálogos reservados travados no final de semana, porém, consolidaram o risco de o partido optar por uma terceira hipótese: a de decidir não decidir. Para ganhar tempo, o tucanato faria uma contraproposta à proposta formulada pelo governo.

Há escassas duas semanas da realização do Congresso partidário em que pretende aprovar um novo ideário e renovar a sua direção nacional, o PSDB vive uma crise de identidade. A grossa maioria dos deputados e senadores tucanos deseja reforçar a linha de oposição a Lula. Em sentido inverso, parte da cúpula da legenda esforça-se para fechar um acordo com o governo. No centro da arenga, estão os interesses dos governadores tucanos, em especial José Serra (São Paulo) e Aécio Neves (Minas).

Um diálogo mantido na última quinta-feira (1) entre Guido Mantega e o senador Arthur Virgílio (AM) ilustra a encalacrada em que se meteu o PSDB. O ministro da Fazenda acabara de expor ao grão-tucanato a proposta do governo para granjear votos a favor da emenda da CPMF. O líder tucano no Senado cobrou o detalhamento da proposição. Queria números. Mantega mostrou-se receptivo: “Entendo, vocês querem segurança para negociar.” E Virgílio: “Não, precisamos de segurança para não apanhar da bancada”.

A despeito dos risos que se seguiram à observação de Virgílio, não são negligenciáveis os riscos de que o PSDB saia desunido das negociações com o governo. Na Câmara, o partido votou em peso contra a CPMF. De uma bancada de 57 tucanos, o único a dissentir foi Manoel Salviano (PSDB-CE). No Senado, entre oito e nove dos 13 tucanos pendem para a rejeição à CPMF.

A iminência de uma conflagração do partido levou o senador Sérgio Guerra (PE), escalado para presidir o PSDB a partir de 23 de novembro, a adotar posição mais cautelosa que a de Virgílio e a de Tasso Jereissati, atual presidente do PSDB. Para Guerra, a prioridade é a unidade do partido, não o acordo com o governo. Neste domingo (4), em diálogo reservado, Guerra disse: “Ainda que a gente chegue a um acordo muito bom com o governo, se esse acordo levar à divisão do partido, será um acordo péssimo para o PSDB.”

Sérgio Guerra diz, em privado, que não se sente “obrigado” a tomar uma decisão nesta terça-feira. Afirma que quem deve preocupar-se com o tempo é o governo, não o tucanato. Deflagrou uma articulação para preparar a reunião da Executiva. Acha que não se deve chegar a um encontro de tamanha importância sem uma série de diálogos prévios que unifiquem o discurso do partido.

O próprio Arthur Virgílio, também em reserva, impõe uma condicionante à negociação com o governo: “Nosso limite é a nossa unidade”, diz ele. “Não vamos permitir que o partido saia dividido dessa negociação.” Virgílio procurou o deputado Antonio Palocci (PT-SP), para reforçar algo que já dissera a Mantega. “Vocês precisam nos ajudar a ajudar o governo”, disse o líder tucano ao ex-ministro da Fazenda de Lula.

Virgílio procurou deixar claro a Palocci que o governo precisa adensar a sua proposta com números expressivos. Do contrário, a cúpula tucana não teria nem argumentos nem razões objetivas para se contrapor à contrariedade de seus deputados e da maioria de seus senadores. Mantega prometeu para esta segunda-feira (5) o detalhamento da proposição oficial. Se o governo vier com o que Virgílio chama de “números de fancaria”, a tendência do PSDB seria a de encerrar a negociação. Se os números forem “consistentes”, o tucanato tenderia a formular uma contraproposta. O que retardaria a definição da bancada.

De todos os líderes tucanos, Tasso Jereissati é o que defende de maneira mais entusiástica a formalização de um acordo com o governo. Nos subterrâneos, deputados do PSDB insinuam que o presidente da legenda estaria acomodando interesses paroquiais acima das conveniências partidárias. Por esse raciocínio, os pendores governistas de Tasso estariam escorados no desejo do senador de arrancar de Lula a viabilização de uma ZPE (Zona de Processamento de Exportações) no Ceará.

As suspeitas dos deputados tucanos são tonificadas pela movimentação de Romero Jucá (PMDB-RR). Líder de Lula no Senado, Jucá empenha-se pela edição de uma medida provisória que atenda aos interesses de Tasso. Aprovada há quatro meses pelo Senado, a lei das ZPEs teve alguns de seus artigos vetados por Lula. Havia o compromisso do governo de editar uma MP restabelecendo nacos da lei que contemplariam interesses contrariados, entre eles os de Tasso. Algo que deve ocorrer nos próximos dias.

A mera vontade de Tasso não basta, porém, para converter em concórdia a contrariedade da maioria dos congressistas tucanos. Para desanuviar a legenda, governadores como Serra e Aécio terão de sair a campo. Segundo o raciocínio esgrimido privadamente por Sérgio Guerra e Arthur Virgílio, o posicionamento a ser adotado pelo PSDB na votação da CPMF, seja ele qual for, terá de ser referendado pela ampla maioria da legenda. Ou seja, quem quiser virar a opinião dos congressistas contrários à CPMF vai ter de arregaçar as mangas.

Serra e Aécio estão em campo. Não lograram, por ora, convencer nem mesmo a integralidade dos tucanos paulistas e mineiros. Daí o risco de que o partido opte por ganhar tempo, decidindo não decidir nesta terça-feira.

Escrito por Josias de Souza

10/09/2007 - 22:52h Agencia estado corrige noticia anterior que atribuia a Sérgio Guerra apoio explicito a Aécio para 2010

Para governador de Minas, partido precisa ser nacional e senador é um homem do NE e bem relacionado

EDUARDO KATTAH - Agencia Estado

BELO HORIZONTE - O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), defendeu nesta segunda-feira, 10, o nome do senador Sérgio Guerra (CE) para a presidência nacional do PSDB, alegando que ele contribuiu para a “desconcentração do partido”. “O PSDB, para ter um projeto nacional, precisa ser um partido nacional. O senador Sérgio Guerra, por ser um homem do Nordeste, experimentado e bem relacionado no Congresso Nacional, atende a este perfil”, disse o governador, que recebeu em audiência o senador cearense no Palácio da Liberdade.Segundo Aécio, Guerra “avança” para ser o nome de consenso em substituição ao também senador Tasso Jereissati (CE) no comando máximo da legenda. “Há, eu diria, uma indicação nessa direção que a mim, pessoalmente, agrada muito”.

Presidência

Quem também se encontrou nesta segunda com Aécio foi o senador Pedro Simon (PMDB-RS), que engrossou coro em favor de Aécio presidenciável em 2010 e disse que a eventual candidatura do governador mineiro seria mais viável que a do governador José Serra, outro nome tucano cotado como candidato nas próximas eleições presidenciais. O argumento de Simon é que em 2010 os paulistas completarão 16 anos na Presidência da República. “Com todo respeito, acho que já foi bastante tempo”.

“Há um desejo de alteração desse quadro. O Aécio completou oito anos de governador e é um candidato natural. As candidatura natural do Serra é a reeleição a mais quatro anos no governo de São Paulo e a de Aécio, é a candidatura à Presidência”, disse.

10/09/2007 - 20:54h Aécio quer Guerra na presidência do PSDB

Aécio defende Sérgio Guerra para presidência do PSDB

 

EDUARDO KATTAH - Agencia Estado


BELO HORIZONTE - O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), defendeu hoje o nome do senador Sérgio Guerra (CE) para a presidência nacional do PSDB, alegando que ele contribuiu para a “desconcentração do partido”. “O PSDB, para ter um projeto nacional, precisa ser um partido nacional. O senador Sérgio Guerra, por ser um homem do Nordeste, experimentado e bem relacionado no Congresso Nacional, atende a este perfil”, disse o governador, que recebeu em audiência o senador cearense no Palácio da Liberdade.Segundo Aécio, Guerra “avança” para ser o nome de consenso em substituição ao também senador Tasso Jereissati (CE) no comando máximo da legenda. “Há, eu diria, uma indicação nessa direção que a mim, pessoalmente, agrada muito”. O senador tucano deixou o encontro com o discurso afinado e devolveu o afago, defendendo Aécio como presidenciável do partido em 2010. O argumento é que pesa contra o governador José Serra, o outro tucano cotado para a próxima disputa presidencial, o fato de ser paulista.

“Há um desejo de alteração desse quadro. Enquanto isso, Aécio completou oito anos de governador e é um candidato natural. As candidatura natural do Serra é a reeleição a mais quatro anos no Governo de São Paulo e a de Aécio é a candidatura à Presidência”. Para senador cearense, o governador de Minas tem também potencial para arregimentar o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O primeiro nome que ele fala é do nome no Aécio”.

03/09/2007 - 10:26h Blog de Josias: Sérgio Guerra deve ser eleito presidente do PSDB

FHC flertou com o posto, mas esbarrou em Serra e Aécio

A exemplo do PT, o PSDB prepara-se para renovar a sua direção nacional. Em convenção marcada para 23 de novembro, o senador Tasso Jereissati (CE) deve ser substituído na presidência da legenda pelo também senador Sérgio Guerra (PE), ex-coordenador da frustrada campanha presidencial de Geraldo Alckmin.

Integrantes do grupo de Fernando Henrique Cardoso patrocinaram uma articulação para tentar acomodá-lo na vaga de Tasso. O ex-presidente chegou a animar-se com a possibilidade. Porém, deu meia-volta ao notar que os governadores tucanos José Serra (São Paulo) e Aécio Neves (Minas Gerais) torceram o nariz para a idéia.

Os partidários de FHC entendiam que ninguém mais do que ele teria autoridade para dar ao partido uma feição oposicionista. Nos subterrâneos, Serra e Aécio deram a entender que o oposicionismo linha dura não lhes interessa. Preferem preservar a relação de morde-e-assopra que vêm mantendo com o governo Lula.

Diante da impossibilidade de ser ungido pelo partido, FHC preferiu associar-se, ele próprio, à costura do nome de Sérgio Guerra, considerado mais “neutro”. No momento, Guerra conta com o apoio dos principais cardeais do PSDB. Está muito próximo da aclamação.

Há ainda um pequeno grupo manejando no tabuleiro o nome de Geraldo Alckmin. Mas são escassas as chances de que o ex-presidenciável venha a substituir Tasso. Tão exíguas que o próprio Alckmin evita posicionar-se como candidato à sucessão interna. Mesmo entre quatro paredes, simula desinteresse pelo posto. Restou-lhe a alternativa de concentrar-se na pavimentação de uma candidatura à prefeitura de São Paulo, em 2008.

Além da escolha do novo presidente, o tucanato fará uma atualização do seu ideário e do seu estatuto. A legenda considera que o programa em vigor, aprovado em 1989, caducou. Entende-se que os principais desafios previstos no texto –a estabilidade econômica e a universalização do acesso à escola, por exemplo—já foram vencidos.

O partido vem realizando seminários regionais, para colecionar idéias. Já fez meia dúzia de encontros. Fará mais dois: desenvolvimento social, em 14 de setembro, e desenvolvimento regional, em 17 de setembro. Vencida essa fase, o PSDB reunirá, em 22 de novembro, véspera da convenção em que será escolhido o novo presidente, o seu 3º Congresso Nacional. Servirá para aprovar as mudanças programáticas e estatutárias.

É no mínimo curioso que, nesse instante de “renovação”, o tucanato hesite em assumir os seus supostos pendores oposicionistas. Além de Freud, só uma pesquisa encomendada pelo próprio PSDB é capaz de explicar o drama.

Conforme já noticiado aqui no blog, uma sondagem de opinião pública feita a pedido do PSDB indicou que a popularidade de Lula é tão viçosa que, não fosse pelo óbice constitucional, 56% dos eleitores brasileiros topariam reeleger o presidente para um terceiro mandato. Serra e Aécio, as duas principais alternativas de poder dos tucanos, aparentemente preferem não dar murro em ponta de fato.

Escrito por Josias de Souza