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	<title>Blog do Favre &#187; sexualidade</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Antidepressivo que não deu certo vira &#8220;viagra feminino&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 18:08:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[CIÊNCIA]]></category>
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		<description><![CDATA[Antidepressivo que não deu certo vira &#8220;viagra feminino&#8221;
da Folha Online
Um medicamento que foi originalmente desenvolvido como antidepressivo teve um surpreendente e positivo efeito colateral: as mulheres que o experimentaram relataram &#8220;significativa melhoria&#8221; em seu desejo sexual, divulgou nesta segunda-feira (16) o jornal britânico &#8220;The Independent&#8221;.
Mulheres que tomaram 100 miligramas do medicamento, chamado Flibanserin, uma vez [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" src="http://portalexame.abril.com.br/arquivos/img_946/est_pesquisa.jpg" alt="http://portalexame.abril.com.br/arquivos/img_946/est_pesquisa.jpg" /><strong>Antidepressivo que não deu certo vira &#8220;viagra feminino&#8221;</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">da Folha Online</span></h2>
<p>Um medicamento que foi originalmente desenvolvido como antidepressivo teve um surpreendente e positivo efeito colateral: as mulheres que o experimentaram relataram &#8220;significativa melhoria&#8221; em seu desejo sexual, divulgou nesta segunda-feira (16) o jornal britânico &#8220;The Independent&#8221;.</p>
<p>Mulheres que tomaram 100 miligramas do medicamento, chamado Flibanserin, uma vez por dia, indicaram mais relações sexuais &#8220;satisfatórias&#8221;, maiores níveis de desejo sexual e reduzido estresse associado a problemas sexuais.</p>
<p>&#8220;É essencialmente um remédio como o Viagra para mulheres, já que o libido ou desejo sexual reduzido é o problema sexual mais comum das mulheres, assim como a difunção erétil é o problema mais frequente para os homens&#8221;, disse o professor John Thorp, da Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill, EUA.</p>
<p>O Viagra, que ajuda os homens a superar a impotência, também foi projetado originalmente com outro propósito: para tratar angina, uma dor no peito associada a doenças do coração.</p>
<p>Os resultados reunidos de três dos quatro testes clínicos em série do Flibanserin foram apresentados hoje no Congresso da Sociedade Europeia para a Medicina Sexual, em Lyon, França.</p>
<p>Um total de 1.946 mulheres a partir dos 18 anos até idade pré-menopausa foram tratadas com o Flibanserin ou com um placebo &#8211;cápsula inativa para controle&#8211; por 24 semanas.</p>
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		<title>Tesão e direitos humanos</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 17:43:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[COMPORTAMENTO]]></category>
		<category><![CDATA[EDUCAÇÃO]]></category>
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		<description><![CDATA[ +(s)ociedade


Ex-diretor da Capes, filósofo diz que opinião pública ignora a questão central no caso da aluna da Uniban: a esfera do desejo 
RENATO JANINE RIBEIRO ESPECIAL PARA A FOLHA
 
A universitária do microvestido conseguiu um milagre:  juntou todo o mundo, da UNE à direita, na defesa dela e na condenação aos alunos que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="color: #000080; font-size: xx-large;"> +(s)ociedade</span></strong></p>
<p><span style="font-size: large;"><strong><br />
</strong></span></p>
<p><strong>Ex-diretor da Capes, filósofo diz que opinião pública ignora a questão central no caso da aluna da Uniban: a esfera do desejo </strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;"><strong>RENATO JANINE RIBEIRO </strong></span><span style="background-color: #ffff99;">ESPECIAL PARA A <strong>FOLHA</strong></span></h2>
<p><span style="background-color: #ffff99;"> </span></p>
<p>A universitária do microvestido conseguiu um milagre:  juntou todo o mundo, da UNE à direita, na defesa dela e na condenação aos alunos que a insultaram e, depois, à universidade  que quis puni-la.  Mas há um viés na abordagem que me preocupa. O que  atraiu a sociedade para o caso  foi seu lado sexual. É o chamariz, tanto que a <strong>Folha</strong> levou  uma atriz [vestida com minissaia] a quatro universidades do  centro de São Paulo para ver se  seus alunos são diferentes dos  da periferia.<br />
Mas, lançada a isca, a imprensa não fica à sua altura e  vai opinar de maneira legalista.  O sexo é chamariz, mas não é  estudado. Já a educação é uma  grande (outra) questão, mas  também não é aprofundada.  Começando pelo fim: a educação proporcionada pela Uniban está sendo questionada a  partir desse caso, e não em sua  qualidade. Que ela é criticada  faz tempo, sabe-se. Mas está  melhorando?<br />
Por coincidência, como diretor que fui da Capes [Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior], responsável pela avaliação da pós-graduação brasileira, vi avanços da Uniban nos seus mestrados e no único doutorado. Não sei de sua graduação. Seria preciso avaliar se ela está melhorando ou piorando, em vez de ler generalidades que não respondem a essa pergunta central.<br />
O outro aspecto é o cerne do  caso. Uma vez deflagrada a polêmica, sumiu de cena o que a  causou -o microvestido. Vi o  advogado da aluna, de terno,  defendendo seu direito de vestir-se como quiser.  Foi uma síntese perfeita das  contradições que o caso traz à  luz. Para defender uma moça  que gosta de mostrar o corpo,  recorre-se à linguagem formal  (e à roupa idem) da profissão  jurídica. Fala-se dela como se  fosse perseguida por ser judia,  negra, comunista ou ter uma  síndrome.</p>
<p><strong>O sexo perturba </strong><br />
Só que ela não foi ofendida no  fluxo dessas discriminações  tradicionais, e sim porque gosta  de mostrar o corpo.  Por que essa questão central  se perde na vagueza das fórmulas (&#8221;cada um é livre para fazer  o que quiser&#8221;, &#8220;para ir e vir&#8221;  etc.)? Defendo essas liberdades. Mas, quando entra o sexo,  ele as perturba.<br />
No dia 22 de outubro, na Uniban de São Bernardo do Campo  (SP), ela e centenas de jovens  foram perturbadíssimos pelo  sexo. Não adianta tentar, agora,  abafar o assunto com generalidades legais -belíssimas, sim,  fulcro de nossa civilização, mas  pré-freudianas. Ou melhor:  adianta.<br />
É por isso que da esquerda à  direita há um acordo geral. Um  grande acordo para abafar o pequeno monstro.  O monstro começa pelo desejo -que parece ser mais comum nas mulheres- de ser vista, admirada, desejada. A moça  fez por isso. Não sabia o quanto  estava despertando o monstro.  Quando percebeu, deve ter-se  assustado. Sorte, pelo menos,  que ninguém foi machucado  (ela não foi).<br />
Mas o fato é que vimos o nervo exposto de algo que é mais  atávico e forte que um preconceito contra judeus, negros ou,  mesmo, mulheres. Entraram  em cena uma sexualidade provocante e respostas, masculinas e femininas, a ela.  Quer dizer que os rapazes tinham razão em xingá-la? Qualquer alfabetizado entenderá  que não. Não tinham esse direito. Mas, que foram mexidos, foram. Que ela queria mexer com  eles, queria.  O que ela desejava de fato, ela  provavelmente não sabe  (Freud não saberia). Talvez, depois de tudo por que passou,  não saiba mais. Nem eles, depois de expostos na mídia, saibam mais o que queriam.</p>
<p><strong>Id e ego </strong><br />
De todo modo, a imprensa  não se preocupou em saber como foi, nas cabeças de centenas  de jovens que estavam lá, aquela noite. Alunos da Uniban mal  foram entrevistados. Como as  alunas que apareceram na TV  discordavam da manifestação  da UNE &#8220;em favor delas&#8221;, a imprensa preferiu não aprofundar o assunto.  Não dá para reduzir esse assunto à pauta dos direitos em  geral ou das discriminações  contra a mulher.<br />
Não tem nada a ver com mulher não ser presidente ou CEO  de empresa. Até porque nesse  campo, o do desejo que o homem sente só por ver uma mulher bonita, ela tem um poder  que ele não tem.  Faz bem a universidade, em  que o abscesso se rompeu, em  discutir esse assunto à luz da cidadania? É essencial.  Mas gostaria que não ficasse  no genérico dos direitos humanos (que eu defendo, nem preciso repetir).  Espero que saiba devolver à  cena a questão importante que  irrompeu naquela noite terrível: a questão do sexo em face  da liberdade, da cidadania e tudo o mais. A questão do id em  sua negociação com o ego.  É uma grande questão, pouco  tratada.<br />
Mas não acredito muito. Falar na generalidade dos direitos  humanos não afetará o âmago  das pessoas, portanto é mais fácil. Não obrigará a discutir como lidar de maneira racional (a  grande conquista da civilização, que inclui os direitos humanos) com o que é mais irracional em nós, sobretudo os  mais jovens -um desejo desabrido a desafiar valores, interditos, tudo.  Os rapazes podiam ser preconceituosos. Mas pareciam  estar tarados por ela. A tara poderia vencer -ou reiterar- o  preconceito. Como mudar o final do jogo, seu resultado? Eis a  questão.<br />
Como o tesão se relaciona  com os direitos humanos? Dá  para repetir o mantra de que  uma mulher poderosa, desejável, ciente do que desperta nos  homens, é ao mesmo tempo um  sujeito racional capaz de deliberar em sã consciência se quer  ou não um deles?<br />
Dá para acreditar que um homem, assim excitado, facilmente aceite a decisão da mulher de negar-se a ele? O estupro é inadmissível, mas dizer que esses controles são fáceis é iludir a sociedade. [O sociólogo alemão] Norbert Elias entendeu bem a questão. Ele disse, décadas atrás: ao contrário do que se imagina, quando se exibe mais o corpo, sobretudo o feminino, exige-se mais -e não menos- autocontrole. Porque se requer do espectador que não ataque aquele corpo desejado.<br />
Essa exigência é necessária?  É. Mas é fácil? Não. Veja-se um  baile funk. Vejam-se as publicidades na TV.</p>
<p><strong>Um direito e um problema </strong><br />
Essa história tem sido lida  como uma parábola do moderno e do reacionário. Moderno é  a moça fazer o que quer com o  corpo, inclusive mostrá-lo.  Reacionário é ser contra isso.<br />
Mas a atualidade intensa do  conflito é que ele não tem essa  temporalidade moderna, que é  dos demais direitos humanos.  Pois, por um lado, mexe com  a libido, que tem fortíssima base natural e uma temporalidade muito mais lenta.<br />
Por outro lado, a mulher se exibir o quanto queira é conquista recente. O homem não saber lidar com isso também é um dado acentuado recentemente. Há um elemento natural, há um confronto hipermoderno. A reação &#8220;conservadora&#8221; também é hipermoderna. O que não dá é para dizer que a moça se exibir não é problema, é direito. É direito, sim, mas só interessa a ela porque é problema. Alguém acha que [a apresentadora] Sabrina Sato imitaria a aluna se os homens não babassem por ela (Sabrina ou Geisy, não importa)?<br />
É esse efeito que se quer produzir. É ele que, produzido, incomoda muita gente. E é esse  incômodo -a consciência, o reconhecimento de que há um incômodo, um problema quase  sem solução, o que Kant chamaria de uma antinomia- que  incomoda muito mais.<br />
O que devemos é enfrentar o  incômodo, reconhecer sua originalidade. Desse ponto de vista, temos uma oportunidade  ímpar, justamente porque difícil, de reflexão e de proposição.</p>
<hr size="1" noshade="noshade" /><span> <strong>RENATO JANINE RIBEIRO</strong> é professor titular  de ética e filosofia política na USP.</span></p>
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		<title>Le sexe au cinéma ? No pasara !</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 22:29:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cela ne s&#8217;était pas produit depuis treize ans: la “commission de censure” du CNC a procédé début octobre à la classification X d&#8217;une œuvre cinématographique parlant de sexe. Le coupable: Histoires de Sexe(s). Un film “pour adulte” abusivement rangé dans la catégorie porno.

Histoires de Sexe(s) est une comédie légère traitant de sexualité, inspirée du Déclin [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cela ne s&#8217;était pas produit depuis treize ans: la “commission de censure” du CNC a procédé début octobre à la classification X d&#8217;une œuvre cinématographique parlant de sexe. Le coupable: <em><a href="http://www.histoiresdesexes-lefilm.com/">Histoires de Sexe(s)</a>.</em> Un film “pour adulte” abusivement rangé dans la catégorie porno.</p>
<p style="text-align: center;"><a style="display: inline;" href="http://sexes.blogs.liberation.fr/.a/6a00e54f964f2288340120a6668a58970b-pi"><img class="aligncenter" title="Histoires-de-sexe-1" src="http://sexes.blogs.liberation.fr/.a/6a00e54f964f2288340120a6668a58970b-800wi" border="0" alt="Histoires-de-sexe-1" /></a></p>
<p><em><a href="http://blog-ovidie.frenchlover.tv/histoires-de-sexes-le-premier-film-classe-x-depuis-1996.html">Histoires de Sexe(s)</a></em> est une comédie légère traitant de sexualité, inspirée du <em>Déclin de l’empire américain</em>. C’est l’histoire de quatre amies qui se retrouvent à diner pour parler de leurs dernières frasques et de leurs problèmes amoureux. Parallèlement, quatre hommes se donnent rendez-vous pour parler eux aussi de sexe et donner de l’histoire une version parfois différente. <a href="http://www.histoiresdesexes-lefilm.com/videos.php/">Certaines scènes</a> sont hilarantes. D’autres –résolument pédagogiques – abordent le thème de l’orgasme, du sextoy ou de l’éjaculation féminine, avec la volonté affichée de faire passer un “message”… Entre docu-fiction et cours de sexologie, ce petit film ne méritait certainement pas d’être classé X. La commission du CNC n’a pas été du même avis. Le 6 octobre, elle a fait tomber le couperet: interdiction en salles. “<em>Histoires de Sexes avait pour ambition de s&#8217;affranchir des règles de l&#8217;industrie pour adulte</em>, protestent les deux réalisateurs (Ovidie et Jack Tyler). <em>Nous aspirions à sortir du ghetto, le CNC nous y a renvoyé aussi sec.</em>”</p>
<p>“<em>Il est généralement reproché aux pornographes de n&#8217;écrire aucun scénario, de ne pas travailler la mise en scène, d&#8217;être trop éloignés d&#8217;une sexualité réaliste, de dégrader la femme. Ce film relevait pourtant ce défi: présenter une sexualité non caricaturale, et mettre en scène la complexité de la relation de couple.  Habituellement, les scenarii ne servent qu&#8217;à introduire les scènes de sexe qui sont la raison d&#8217;exister des films pornographiques. Dans </em>Histoires de sexe(s)<em>, les courts passages explicites ne sont que des illustrations des propos tenus par les protagonistes. 95% de dialogues, pour 5% de sexe, et non l&#8217;inverse. Très clairement, il ne s&#8217;agit en rien d&#8217;un film masturbatoire. Avec ce film, nous attendions l&#8217;émergence d&#8217;un genre nouveau: celui du film traitant ouvertement de la sexualité, affranchi des codes de la pornographie et de son quota d&#8217;éjaculations faciales. Notre souhait n&#8217;était pas d&#8217;être exhibé à un public mineur, puisque nous réclamions une interdiction aux moins de 18 ans.</em>”</p>
<p>Pourquoi la commission du CNC a-t-elle classé ce film X? Parce qu’il est impensable, pour les puritains qui y siègent en majorité, qu’un film puisse parler de sexe. On peut parler de mort, de meurtre en série, de fin du monde, mais pas de sexe. Le classement X est une forme perverse de censure. Il s’accompagne d’un système de taxe qui dissuade les producteurs d’avancer de l’argent: un film X est difficilement rentable. Il est donc condamné d’office à n’être qu’un film à petit budget, tourné dans des conditions proches de l’amateurisme. Pas de vrais acteurs dans un X, et pour cause. Pas de vrai scénario. Pas de vrai dialogue. Et comme ce cinéma est totalement stigmatisé, aucun réalisateur “normal” ne veut s’y essayer. A l’origine, le classement X, institué sous Giscard d’Estaing en 1975, était synonyme de liberté: il s’agissait d’autoriser les images représentant la sexualité. Mais très vite, le classement X s’est accompagné de mesures fiscales si pénalisantes qu’il a finit par tuer dans l’œuf un genre cinématographique naissant. Faute de moyens, le X est devenu une industrie de la copulation filmée à la chaine, une ennuyeuse et rébarbative accumulation de gros plans génitaux et d’actes sexuels standardisés à outrance.</p>
<p>Les films précurseurs du genre annonçaient pourtant des lendemains glorieux au X: <em>Le Dernier tango à Paris, L’empire des sens, Maîtresse, Max mon amour, Les Valseuses, La maman et la putain, Portier de nuit</em>… Le X aurait pu devenir un cinéma aussi important que le péplum, le polar, le film d’arts martiaux ou la comédie musicale. Hélas. On l’a assassiné, en lui coupant les vivres et en le condamnant à la médiocrité. Les salles qui projetaient du X ont fini par disparaitre, incapables (à cause des surtaxes énormes) de faire face à la concurrence de la TV, des lecteurs DVD et de l’internet. Avec ces salles sont mortes les ambitions de ceux qui voulaient faire de l’art avec le sexe… A quoi bon ? A quoi bon faire du cinéma à 3 millions d’euros (budget minimum), si les gens vont aller voir gratuitement sur internet des gonzo dont le budget se monte à 3000 euros (maximum)? <em>“Le classement X est devenu obsolète très progressivement,</em> explique Christophe Bier, <a href="http://www.amazon.fr/Censure-moi-Histoire-classement-France-Christophe/dp/2844051367">grand spécialiste et militant anti-classement X</a>. <em>Il a eu la peau du porno. Les producteurs de porno, les exploitants, les distributeurs ont périclité, ou bien se sont vite reconvertis dans la vidéo puis le DVD. Les salles ont fermé les unes après les autres… jusqu&#8217;à l&#8217;extinction totale des “films pornos” en 1996, remplacés par les “vidéos pornos</em>”.</p>
<p>Résultat: le X est devenu “<em>de la merde</em>”, dixit Ovidie. Au lieu de montrer la sexualité comme d’un espace de liberté et de bonheur, le X a fini par ne plus montrer que des performances irréalistes et caricaturales. “<em>La censure économique nous empêche de sortir du ghetto, </em>soutient Ovidie. <em>Si nous avions d&#8217;autres moyens de distributions que les sexshops et les sites internet, si nous pouvions retourner en salle, alors nous serions obligés de faire des films qui tiennent la route.</em>” Mais non. Le CNC veille au grain. Depuis 1975, comme si les mœurs n’avaient pas évolué, il continue de classer X tout ce qui dépasse son seuil de tolérance: un orgasme ça va. Deux orgasmes, bonjour les dégâts. Bien qu’il soit totalement obsolète, le classement X continue de sévir. “<em>Le X n&#8217;est pas aboli car il reste une menace visant à décourager ceux qui voudraient montrer du sexe dans les salles avec un visa d&#8217;exploitation,</em> explique Christophe Bier. <em>L&#8217;interdiction totale existe donc toujours comme arme de destruction massive. Tyler et Ovidie viennent d&#8217;en faire le test.</em>”</p>
<p style="text-align: center;"><a style="display: inline;" href="http://sexes.blogs.liberation.fr/.a/6a00e54f964f2288340128756750ad970c-pi"><img class="aligncenter" title="Histoires-de-sexe-2" src="http://sexes.blogs.liberation.fr/.a/6a00e54f964f2288340128756750ad970c-800wi" border="0" alt="Histoires-de-sexe-2" /></a></p>
<p>Si le classement X était supprimé, on peut imaginer que le cinéma se mettrait enfin à parler de sexualité comme d’un sujet aussi passionnant (émouvant, perturbant) que la violence ou l’amour. Les réalisateurs pourraient enfin lui accorder la place qu’elle mérite… “<em>En tout cas, ces réalisateurs ne seraient plus dans un ghetto avec des taxes</em>, ajoute Christophe Bier. <em>Ils bénéficieraient des mêmes droits que leurs confrères &#8220;classiques&#8221; et pourraient obtenir un fonds de soutien automatique ou d&#8217;autres mécanismes régissant l&#8217;exploitation cinématographique</em>.” Bien sûr, la qualité d’un film ne dépend pas que de son budget. Mais si la sanction économique était levée, il est sûr et certain que des réalisateurs “normaux” feraient du X, avec l’aide d’acteurs “normaux” et cela changerait certainement la donne. Il suffit de voir ce qu’il se passe en Suède, où le gouvernement finance des films X pour lutter contre la misogynie et contre la discrimination sexuelle. <a href="http://www.dirtydiaries.se/">Dirty Diaries</a> nous montre le chemin. Oui, il est possible de faire du vrai cinéma avec du sexe.<br />
<strong><span style="color: #0000bf;">QUESTIONS A UN MEMBRE DE LA COMMISSION DU CNC</span></strong></p>
<p><span style="color: #0000bf;">Philippe Rouyer – co-auteur du livre </span><em><span style="color: #0000bf;"><a href="http://www.amazon.fr/Cin%C3%A9ma-X-Collectif/dp/2842711718">Le cinéma X</a></span></em><span style="color: #0000bf;"> (éd; la Musardine)- siège à la Commission de classification en tant que représentant du Syndicat Français de la Critique de Cinéma (SFCC). Il faisait partie de la commission qui a classé </span><em><span style="color: #0000bf;"><a href="http://www.histoiresdesexes-lefilm.com/">Histoires de Sexe(s)</a></span></em><span style="color: #0000bf;">. Il faut rappeler que la Commission de classification n&#8217;est que consultative. C&#8217;est le Ministre qui donne le visa, même si à plus de 99%, il suit les avis de la Commission. Le vrai responsable du classement X d&#8217;</span><em><span style="color: #0000bf;">Histoires de Sexe(s)</span></em><span style="color: #0000bf;"> est donc Frédéric Mitterand.</span></p>
<p><strong><span style="color: #0000bf;">1/ Depuis la création du classement X, combien de films &#8220;de cul&#8221; ont été classés X ?</span></strong><br />
<em><span style="color: #0000bf;">Ça tourne autour d&#8217;un millier de longs métrages. D&#8217;après Christophe Bier, l&#8217;auteur du livre <a href="http://www.amazon.fr/Censure-moi-Histoire-classement-France-Christophe/dp/2844051367">Censure-moi</a> (L&#8217;Esprit frappeur), le dernier film classé X date de 1996. Il s’intitulait “Elle ruisselle sous la caresse”.</span></em></p>
<p><strong><span style="color: #0000bf;">2/ Suivant quelle procédure le film d&#8217;Ovidie et jack Tyler a-t-il été classé X ?</span></strong><br />
<em><span style="color: #0000bf;">Suivant la procédure habituelle. A savoir, un passage en sous-commission qui a juste pour mission de servir de filtre. Tous les films qui sortent (même les Disney) sont vus intégralement en sous-commission. Si la sous-commission estime que c&#8217;est du tout public, le film sort avec son visa. Si ne serait-ce qu&#8217;un membre de la sous-commission estime qu&#8217;il pourrait y avoir une restriction, le film est envoyé en Commission plénière qui est alors libre de ce qu&#8217;elle préconise. Et dans ce cas, la seule décision qui compte est celle de la plénière. Concernant le film d&#8217;Ovidie et Jack Tyler, l&#8217;ensemble des membres de la sous-commission a opté pour une interdiction aux moins de 18 ans en le renvoyant en plénière. Après débat et vote, la plénière elle, a voté le X.</span></em></p>
<p><strong><span style="color: #0000bf;">3/ Il y a combien de personnes en commission ?</span></strong><br />
<em><span style="color: #0000bf;">Chaque sous-commission se compose de 4 à 7 membres. La plénière en compte 28. </span></em></p>
<p><strong><span style="color: #0000bf;">4/ Pourquoi <em>Histoires de Sexe(s) </em>a-t-il été classé X ?</span></strong><br />
<em><span style="color: #0000bf;">Je suis tenu au devoir de réserve sur les débats. La seule chose que je peux vous dire c&#8217;est ce que j&#8217;ai dit moi au cours de ce débat: à savoir que je demandais une interdiction aux moins de 18 ans, mais surtout pas un classement X car c&#8217;était clairement une œuvre et non une pellicule à vocation masturbatoire. J&#8217;ai développé en parlant du scénario, de la mise en scène et de la durée (très brève) des scènes de sexe. J&#8217;ai ajouté qu&#8217;il n&#8217;y avait dedans aucune violence et  aucune image dégradée de la femme, et que je préférais qu&#8217;un jeune de 18 ans voit cela plutôt qu&#8217;une production crade trouvée en DVD ou sur le net. Mais le résultat du vote qui a suivi prouve que moi et ceux qui avaient un avis similaire n&#8217;avons pas convaincu suffisamment de monde</span></em><br />
<strong><br />
<span style="color: #0000bf;">5/ Il me semble que les commissions de classement de films, dans les pays anglo-saxons, s&#8217;en tiennent à des critères très précis pour juger: il parait que le classement d&#8217;un film correspond à des normes quasi-mathématiques (nombre de minutes pendant lesquelles on voit un acte sexuel, cataloguage des actes sexuels sur une échelle, nombre de gros plans anatomiques, etc). Pouvez-vous m&#8217;éclairer sur ce point ? </span></strong><br />
<em><span style="color: #0000bf;">Effectivement c&#8217;est le cas dans des pays comme le Royaume Uni. Je trouve ça atroce. Ça a conduit par exemple dans ces pays à interdire aux moins de 15 ans &#8220;Ridicule&#8221; de Patrice Leconte parce qu&#8217;on y voit un homme qui urine sur un autre ou &#8220;Amélie Poulain&#8221; car il y a une série d&#8217;orgasmes dans une scène. 2 films qui sont chez nous &#8216;tous publics&#8221;. En France, nous n&#8217;avons pas de critères. Nous débattons en tenant compte du contexte de l&#8217;œuvre. Des morts dans un western ou un film de guerre n&#8217;ont pas le même charge émotionnelle que dans un drame au Quartier Latin. Il faut aussi tenir compte de la mise en scène. Comment c&#8217;est filmé.</span></em><br />
<strong><br />
<span style="color: #0000bf;">6/ Si la classification X était supprimée sur les &#8220;films pour adulte&#8221;, qu&#8217;est-ce que cela changerait?</span></strong><br />
<strong><span style="color: #0000bf;">Certains réalisateurs disent que si la classification X était supprimée ils auraient plus de moyens pour faire du bon cinéma. Ils pensent que l&#8217;état leur donnerait des subsides ou quoi? </span></strong><em><br />
<span style="color: #0000bf;">Non, ils n&#8217;auraient pas d&#8217;avance sur recettes. Mais un certain nombre d&#8217;aides automatiques pourraient jouer. De même, il serait de nouveau possible d&#8217;acheter des films étrangers (surtaxés par le classement X) et donc d&#8217;en vendre en retour. Et puis l&#8217;exploitation en salles pourrait apporter de nouveaux revenus. Ou pas, bien sûr.</span></em></p>
<p><strong><span style="color: #0000bf;">7/ D’autres réalisateurs (HPG par exemple) disent que même s&#8217;ils avaient plus de moyens, ils continueraient à faire des films nuls, parce que le milieu du X est un milieu de “nuls”</span><span style="color: #0000bf;">. Après tout, il y a des réalisateurs de cinéma &#8220;normal&#8221; (David Lynch avec <em>Eraserhead</em>, Tsukamoto avec <em>Tetsuo</em>, mais je n&#8217;ai pas les chiffres précis de leur budget…) qui ont fait des chefs d&#8217;œuvre à très petit budget non? Qu&#8217;en pensez-vous?</span></strong><em><span style="text-decoration: underline;"><br />
</span></em><span style="color: #0000bf;"><em><span style="text-decoration: underline;">I</span></em><em><span style="text-decoration: underline;">l</span> y a eu des chefs-d&#8217;œuvre du X, ou du moins d&#8217;excellents films X, à petit budget. Mais le budget de Eraserhead ou de Tetsuo leur sera toujours supérieur. Ils s&#8217;inscrivent dans une autre économie.</em></span><em><br />
</em><br />
<strong><span style="color: #0000bf;">8/ Le classement X a-t-il encore une raison d&#8217;être de nos jours ?</span></strong><br />
<em><span style="color: #0000bf;">A mon avis non. L&#8217;interdiction au mineurs est suffisante pour protéger la jeunesse et respecter le Code Pénal.</span></em></p>
<p><em><span style="color: #0000bf;"><strong>Fonte Les 400 culs, de Agnès Giard</strong></span></em></p>
<p><em><span style="color: #0000bf;"><strong><br />
</strong></span></em></p>
<h2 style="text-align: center;"><a href="http://www.histoiresdesexes-lefilm.com/accueil.php">LE FILM (BANDE ANNONCE)</a></h2>
<p style="text-align: center;">
]]></content:encoded>
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		<title>Sem tabu</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 23:12:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[COMPORTAMENTO]]></category>
		<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[Catherine Corringer]]></category>
		<category><![CDATA[erotismo]]></category>
		<category><![CDATA[filmes]]></category>
		<category><![CDATA[sexo]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Une femme éjacule&#8230;


Il y a des femmes qui jouissent en giclant. Certaines coulent comme des robinets dès qu’on les touche. D’autres lâchent brusquement de longues gerbes liquides. Elles éjaculent. Ce soir, au Festival de films gays et lesbiens de Paris, This is the Girl, de Catherine Corringer dévoile avec jubilation cet aspect encore méconnu de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3><span style="font-size: xx-large;">Une femme éjacule&#8230;</span></h3>
<div>
<p style="text-align: center;"><a onclick="window.open(this.href, '_blank', 'width=400,height=100,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false" href="http://sexes.blogs.liberation.fr/.shared/image.html?/photos/uncategorized/2007/11/17/thisisthegirl_2.jpg"><img class="aligncenter" title="Thisisthegirl_2" src="http://sexes.blogs.liberation.fr/agnes_giard/images/2007/11/17/thisisthegirl_2.jpg" border="0" alt="Thisisthegirl_2" width="400" height="100" /></a></p>
<p>Il y a des femmes qui jouissent en giclant. Certaines coulent comme des robinets dès qu’on les touche. D’autres lâchent brusquement de longues gerbes liquides. Elles éjaculent. Ce soir, au <a href="http://www.ffglp.net/">Festival de films gays et lesbiens de Paris</a>, <em>This is the Girl</em>, de Catherine Corringer dévoile avec jubilation cet aspect encore méconnu de la sexualité féminine.</p>
<p>Projeté samedi 17 novembre au cinéma Beverley à Paris, à 22h, <em>This is the girl</em> se définit comme un «<em>film queer érotique et fantastique, mettant en scène une &#8220;sex heroïne boxer&#8221;, sa &#8220;rocky coach&#8221;, et un homme transformé en sex toy. Le film explore la puissance sexuelle de la femme, à travers la masturbation et l’éjaculation féminine.</em>»</p>
<p>C’est un film sans trucages. Pendant de longues minutes, toute entière concentrée sur son plaisir, une jeune femme (Flozif) se masturbe. Ejacule. Se masturbe à nouveau. Ejacule encore. Se masturbe en troisième fois. Ejacule.</p>
<p>«<em>La scène d&#8217;éjaculation féminine dans mon film est un plan &#8220;performance&#8221;, c&#8217;est à dire long et sans qu&#8217;il soit coupé</em>, explique Catherine Corringer, la réalisatrice. <em>Le film est un hommage à la puissance sexuelle de la femme. Le terme &#8220;éjaculation&#8221; induit un acte volontaire, alors que quand on dit &#8220;c&#8217;est une femme fontaine&#8221; on sous entend qu&#8217;elle &#8220;se répand&#8221; et non qu&#8217;elle &#8220;gicle&#8221;, ce qui est, à tous les points de vue très différent. Flozif éjacule dans le plan performance 3 fois de suite à environ 1 ou 2 minutes de distance entre. Ce qui est exceptionnel dans ce plan et sa performance, c&#8217;est qu&#8217;elle le fait assise et en se masturbant. La plupart des femmes ont besoin d&#8217;être pénétrées pour éjaculer et d&#8217;être allongée. Elle le fait assise et seule. Et c&#8217;est assez &#8220;insolent !&#8221;. Ce qui est beau, c&#8217;est de voir les multiples façons qu&#8217;à la femme de jouir.</em>»</p>
<p>En France, de nombreuses personnes crient encore au canular et restent persuadées que l’éjaculation féminine n’existe pas. Qu’il s’agit d’urine.</p></div>
<p>Même les femmes qui éjaculent pensent avec angoisse qu’elles sont victimes de fuites, d’incontinence ou que sais-je…</p>
<p>Aux Etats-Unis, le phénomène de l’éjaculation féminine est quelque chose de bien connu. Depuis plus de vingt ans, des féministes pro-porn comme Annie Sprinkle ou Deborah Sundahl, parlent de ce phénomène, le filment, l’étudient et lui consacrent parfois même des ateliers aux titres loufoques : «Initiez-vous à l’éjaculation !», «Comment faire pour lui en mettre plein la vue !», etc.</p>
<p>Voici le témoignage d’Annie Sprinkle à ce sujet :«<em>Bien qu&#8217;ayant éjaculé plusieurs fois &#8211; entre autres en 1981 lors d&#8217;une de mes prestations dans le film X </em>Deep Inside Annie Sprinkle<em> &#8211; je ne pouvais mettre de nom sur ce qui s&#8217;était produit. Tout comme mes amants, mes admirateurs ou mes consœurs, je n&#8217;avais aucune connaissance sur les effets engendrés par mon corps. C&#8217;était juste quelque chose qui apparaissait de temps à autre, quand je n&#8217;y pensais pas trop. Tout ce que je pouvais dire alors, c&#8217;est que c&#8217;était drôlement agréable ! (&#8230;) C&#8217;est à cette époque qu&#8217;est apparue la vidéo extraordinaire de Deborah Sundahl (alias Fanny fatale) </em>How to female ejaculate : find your G spot <em>(ejaculation féminine : trouvez votre point G). Elle fit sensation !»</em></p>
<p>Deborah Sundahl est une des plus grandes spécialistes de l’éjaculation féminine. Dans son livre —traduit en français et publié aux <a href="http://www.tabou-editions.com/catalog/product_info.php?products_id=39&amp;osCsid=2a3d4c0c2bc6351542f0df4d29fbf95a">éditions Tabou</a> (<em>Tout savoir sur le Point G et l’éjaculation féminine</em>)— elle explique : «<em>Toutes les femmes possèdent l&#8217;anatomie nécessaire à l&#8217;éjaculation, mais toutes les femmes n&#8217;éjaculent pas et n&#8217;en ont d&#8217;ailleurs pas besoin pour avoir une vie sexuelle épanouie. Certaines éjaculent naturellement, d&#8217;autres ont appris à le faire. En faire une nécessité ou un objectif pour toutes les femmes serait idiot et même préjudiciable.</em>»</p>
<p>Pour celles qui, malgré cette mise en garde, voudraient apprendre à éjaculer, Deborah fournit cependant un mode d’emploi. Deux chapitres illustrés de croquis pédagogiques, détaillent, étape par étape, les moyens de se faire gicler… Chapitre 4 : «Comment éjaculer sans orgasme». Chapitre 5 (plus intéressant) : «Comment éjaculer avec orgasme». La méthode, sensiblement la même, aboutit toujours au même résultat : il faut changer les draps du lit. Eponger le carrelage. Ou essorer l’édredon…</p>
<p>En dehors de ce côté bêtement technique (je me méfie toujours des «techniques» en amour), le livre de Deborah Sundahl est un trésor de documentation. Tout, tout, on y apprend tout sur l’éjaculation féminine. A commencer par sa composition, son origine et sa fonction.<br />
Je cite, en vrac : «<em>L&#8217;éjaculat féminin est un liquide translucide, d&#8217;une consistance proche de l&#8217;eau</em>.»<br />
«<em>Son odeur et son goût semblent varier avec le cycle menstruel. Quelque fois il n&#8217;a strictement ni odeur ni goût ou, à l&#8217;inverse, est semblable par le goût et l&#8217;odeur à de l&#8217;urine.</em>»<br />
«<em>Sa composition est strictement la même que l&#8217;éjaculat masculin, mis à part les spermatozoïdes : c&#8217;est du liquide prostatique, mélangé à du glucose</em>.»<br />
«<em>En 1672, l&#8217;anatomiste néerlandais Regnier de Graaf a étudié de près la &#8220;prostatae&#8221; féminine et en a fait des croquis, remarquant la présence de plusieurs canaux éjaculatoires. Bien que de Graaf ait été le premier à reconnaître la prostate comme organe responsable de l&#8217;éjaculation chez la femme, c&#8217;est le professeur slovaque Milan Zaviavic, grâce à ses vingt années d&#8217;études approfondies sur le sujet, qui l&#8217;a reconnue pleinement en tant qu&#8217;organe féminin fonctionnel.</em> <em>Le terme médical &#8211; prostate féminine &#8211; fut rapidement adopté par le corps médical.</em> »</p>
<p>Le site <a href="http://www.doctissimo.fr/html/sexualite/mag_2001/mag0928/se_4612_femmes_fontaines.htm">Doctissimo</a>, qui confirme, ajoute que la «prostate féminine» est également désignée sous les noms de «glandes de Skène» ou «glandes para-urétrales». Mais qu&#8217;importe le flacon… Si vous voulez en savoir plus, vous savez ce qu’il vous reste à faire.</p>
<p><span style="color: #333366;">Samedi 17 novembre, à 22h<br />
Séance <a href="http://www.ffglp.net/">Porn Lesbien</a> : <em>In search of the wild kingdom,</em> de Shine Louise Huston (découvrez la sexualité vraie des vraies lesbiennes et arrêtez de croire qu&#8217;elles se lèchent du bout de la langue en poussant des petits cris de gorge), suivi de <em>This is the girl,</em> de Catherine Corringer.<br />
Cinéma Beverley : 14 rue de la Ville Neuve, 75002 Paris. Métro : Bonne Nouvelle<br />
Tarifs : 8 € (plein tarif ) / 7 € (tarif réduit )</span></p>
<p><span style="color: #333366;"><a href="http://www.amazon.fr/point-G-l%C3%A9jaculation-f%C3%A9minine-Deborah-Sundahl/dp/2915635110"><em>Tout savoir sur le Point G et l’éjaculation féminine</em>,</a> de Deborah Sundahl, éd. Tabou.</span></p>
<h3><span style="font-size: xx-large;">Les testicules élémentaires</span></h3>
<div>
<p>Il y a des hommes qui, à force de porter des poids aux testicules, finissent par les transformer en longs appendices. Ils pendent, comme d’étranges métronomes. Ou comme un pénis supplémentaire, passif, avec lequel ils peuvent exécuter des figures érotiques nouvelles.</p>
<p style="text-align: center;"><a style="display: inline;" href="http://sexes.blogs.liberation.fr/.a/6a00e54f964f2288340120a65243cd970b-pi"><img class="aligncenter" title="Smooth" src="http://sexes.blogs.liberation.fr/.a/6a00e54f964f2288340120a65243cd970b-800wi" border="0" alt="Smooth" /></a></p>
<p>La réalisatrice parisienne <a href="http://www.catcor.net/">Catherine Corringer</a> s’intéresse à tout ce qui sort des normes corporelles. Elle a filmé une éjaculation féminine (<em><a href="http://sexes.blogs.liberation.fr/agnes_giard/2007/11/samedi-17-nov-u.html">This is the girl</a></em>), comme un véritable geyser. Elle a aussi filmé une séance de SM gore <em>(In Between</em>), lente et implacable lacération-performance sur le corps d’un masochiste hard… Catherine Corringer aime les filles qui éjaculent et les garçons qui se laissent faire. Elle aime renverser les rôles. Aux femmes, elle prête la puissance. Aux hommes, la faiblesse, la vulnérabilité et la grâce. Ils font offrande de leur chair avec une douceur proche du masochisme. A travers eux, Catherine dévoile un <em>“monde sexuel dans lequel le masculin est réinventé autrement, dans lequel le pénis en érection n’existe pas.</em>” Il s’agit de déconstruire le système patriarcal, dit-elle.</p>
<p>Dans <em>Smooth</em>, dernier court-métrage de Catherine Corringer, un homme se donne lentement à la caméra, révélant par étape les mystères de sa sexualité atypique. C’est une sorte de fakir. Il a travaillé ses testicules au fil de longues années d’ascèse, s’imposant le port de <em>cockrings</em> en acier pesant, à l’aspect de poids en fonte. Il les a tellement travaillé, que ses testicules pendent entre ses cuisses. Quel intérêt? demanderez-vous. Je ne sais pas trop, mais l’homme s’amuse à faire un nœud avec ses organes génitaux. Il peut littéralement nouer son pénis avec ses testicules et l’exercice lui procure certainement du plaisir. Il s’amuse aussi à introduire ses testicules dans son anus, comme s’il se faisait l’amour à lui-même. C’est un mutant doté de deux pénis : un pénis qui peut entrer en érection et un qui ne peut pas. Un pénis pour pénétrer autrui et un pénis pour s’auto-sodomiser…</div>
<p>Surprise supplémentaire : cet homme a non seulement des testicules à rallonge mais un anus dilaté de telle sorte qu’il soit possible de le fister très profondément. Il accueille deux avant-bras. Catherine y plonge littéralement… D’abord une main, puis une deuxième. Ca glisse, ça aspire même. L’homme, couché sur le côté, immobile, les fesses offertes comme une jeune vierge, semble pouvoir prendre en lui toute la misère du monde. Il est le havre rectal, le nid douillet en lequel on s’enfonce, délicieusement… C&#8217;est un homme très féminin, d&#8217;une certaine manière. &#8220;<em>Son corps absorbe, enveloppe</em>&#8221; dit Catherine. En le fistant, on entre dans un univers qui évoque l&#8217;utérus : chaud, doux, moite, gluant. Une vraie matrice.</p>
<p>En Anglais, <em>smooth</em> signifie “doux”. <a href="http://www.catcor.net/">Catherine Corringer </a>a voulu filmer la douceur d’un homme. Son court-métrage n’est pas très excitant, mais il présente l’intérêt de représenter une relation sexuelle hétéro à l’envers. Une relation au cours de laquelle c’est la femme qui pénètre… à l’intérieur de l’homme, dans une sorte de régression utérine étrange. Ses mains enduites d’un lubrifiant blanc comme le sperme (<a href="http://sexes.blogs.liberation.fr/agnes_giard/2008/06/faut-que-a-glis.html">le silk, dont j’ai déjà parlé</a>) lui permettent de toucher du doigt, littéralement, la part féminine du corps masculin. Elle plonge dedans. “<em>Mes films explorent une  autre carte du monde,</em> dit Catherine, <em>où le corps est une métaphore incarnée, où le génital n’est pas forcément mis en lien avec le plaisir.    C&#8217;est une forme de militantisme, c&#8217;est l&#8217;exploration d&#8217;un monde peu connu</em>.&#8221;</p>
<p><span style="color: #0000bf; font-family: Arial;">Le 25 octobre 2009, Smooth a été primé </span><span style="color: #0000bf; font-family: Arial;">meilleur court-métrage</span><span style="color: #0000bf; font-family: Arial;"> du dernier</span><span style="color: #0000bf; font-family: Arial;"> <a href="http://www.pornfilmfestivalberlin.de/pff_e/?page_id=296">Porn Film festival de Berlin</a></span><span style="color: #0000bf; font-family: Arial;">. Pour ceux qui n’étaient pas en Allemagne la semaine dernière, il y a une séance de rattrapage : Smooth va être diffusé mardi 17 novembre au </span><a href="http://www.ffglp.net/">Festival Gay et lesbien de Paris</a><span style="color: #0000bf; font-family: Arial;">. </span></p>
<p><span style="color: #6000bf; font-family: Arial;">Smooth : mardi 17 nov, 18h30. Projection de courts-métrages &#8220;French touch&#8221;, salle 100 au <a href="http://www.ffglp.net/infos.html">Forum des Images</a> : 2, rue du cinéma, 75001 Paris. Métro : Les Halles. Plein tarif : 8 euros. Tarif réduit : 7 euros.</span></p>
<p><span style="color: #6000bf; font-family: Arial;">Fonte Les 400 culs<br />
</span></p>
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		<title>A turba da Uniban</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 17:01:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[CONTARDO CALLIGARIS &#8211; FOLHA SP


As turbas têm um ponto em comum: detestam a ideia de que a mulher tenha desejo próprio
NA SEMANA passada, em São Bernardo, uma estudante de primeiro ano do curso noturno de turismo da Uniban (Universidade Bandeirante de São Paulo) foi para a faculdade pronta para encontrar seu namorado depois das aulas: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="background-color: #ffff99;">CONTARDO CALLIGARIS &#8211; FOLHA SP</span></h2>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em><span style="font-size: x-large;">As turbas têm um ponto em comum: detestam a ideia de que a mulher tenha desejo próprio</span></em></strong></p>
<p>NA SEMANA passada, em São Bernardo, uma estudante de primeiro ano do curso noturno de turismo da Uniban (Universidade Bandeirante de São Paulo) foi para a faculdade pronta para encontrar seu namorado depois das aulas: estava de minivestido rosa, saltos altos, maquiagem -uniforme de balada.<br />
O resultado foi que 700 alunos da Uniban saíram das salas de aula e se aglomeraram numa turba: xingaram, tocaram, fotografaram e filmaram a moça. Com seus celulares ligados na mão, como tochas levantadas, eles pareciam uma ralé do século 16 querendo tocar fogo numa perigosa bruxa.<br />
A história acabou com a jovem estudante trancada na sala de sua turma, com a multidão pressionando, por porta e janelas, pedindo explicitamente que ela fosse entregue para ser estuprada. Alguns colegas, funcionários e professores conseguiram proteger a moça até a chegada da PM, que a tirou da escola sob escolta, mas não pôde evitar que sua saída fosse acompanhada pelo coro dos boçais escandindo: &#8220;Pu-ta, pu-ta, pu-ta&#8221;.<br />
Entre esses boçais, houve aqueles que explicaram o acontecido como um &#8220;justo&#8221; protesto contra a &#8220;inadequação&#8221; da roupa da colega. Difícil levá-los a sério, visto que uma boa metade deles saiu das salas de aula com seu chapéu cravado na cabeça.<br />
Então, o que aconteceu? Para responder, demos uma volta pelos estádios de futebol ou pelas salas de estar das famílias na hora da transmissão de um jogo. Pois bem, nos estádios ou nas salas, todos (maiores ou menores) vocalizam sua opinião dos jogadores e da torcida do time adversário (assim como do árbitro, claro, sempre &#8220;vendido&#8221;) de duas maneiras fundamentais: &#8220;veados&#8221; e &#8220;filhos da puta&#8221;.<br />
Esses insultos são invariavelmente escolhidos por serem, na opinião de ambas as torcidas, os que mais podem ferir os adversários. E o método da escolha é simples: a gente sempre acha que o pior insulto é o que mais nos ofenderia. Ou seja, &#8220;veados&#8221; e &#8220;filhos da puta&#8221; são os insultos que todos lançam porque são os que ninguém quer ouvir.<br />
Cuidado: &#8220;veado&#8221;, nesse caso, não significa genericamente homossexual. Tanto assim que os ditos &#8220;veados&#8221;, por exemplo, são encorajados vivamente a pegar no sexo de quem os insulta ou a ficar de quatro para que possam ser &#8220;usados&#8221; por seus ofensores. &#8220;Veado&#8221;, nesse insulto, está mais para &#8220;bichinha&#8221;, &#8220;mulherzinha&#8221; ou, simplesmente, &#8220;mulher&#8221;.<br />
Quanto a &#8220;filho da puta&#8221;, é óbvio que ninguém acredita que todas as mães da torcida adversa sejam profissionais do sexo. &#8220;Puta&#8221;, nesse caso (assim como no coro da Uniban), significa mulher licenciosa, mulher que poderia (pasme!) gostar de sexo.<br />
Os membros das torcidas e os 700 da Uniban descobrem assim um terreno comum: é o ódio do feminino -não das mulheres como gênero, mas do feminino, ou seja, da ideia de que as mulheres tenham ou possam ter um desejo próprio.<br />
O estupro é, para essas turbas, o grande remédio: punitivo e corretivo. Como assim? Simples: uma mulher se aventura a desejar? Ela tem a impudência de &#8220;querer&#8221;? Pois vamos lhe lembrar que sexo, para ela, deve permanecer um sofrimento imposto, uma violência sofrida -nunca uma iniciativa ou um prazer.<br />
A violência e o desprezo aplicados coletivamente pelo grupo só servem para esconder a insuficiência de cada um, se ele tivesse que responder ao desejo e às expectativas de uma parceira, em vez de lhe impor uma transa forçada.<br />
Espero que o Ministério Público persiga os membros da turba da Uniban que incitaram ao estupro. Espero que a jovem estudante encontre um advogado que a ajude a exigir da própria Uniban (incapaz de garantir a segurança de seus alunos) todos os danos morais aos quais ela tem direito. E espero que, com isso, a Uniban se interrogue com urgência sobre como agir contra a ignorância e a vulnerabilidade aos piores efeitos grupais de 700 de seus estudantes. Uma sugestão, só para começar: que tal uma sessão de &#8220;Zorba, o Grego&#8221;, com redação obrigatória no fim?<br />
Agora, devo umas desculpas a todas as mulheres que militam ou militaram no feminismo. Ainda recentemente, pensei (e disse, numa entrevista) que, ao meu ver, o feminismo tinha chegado ao fim de sua tarefa histórica. Em particular, eu acreditava que, depois de 40 anos de luta feminista, ao menos um objetivo tivesse sido atingido: o reconhecimento pelos homens de que as mulheres (também) desejam. Pois é, os fatos provam que eu estava errado.</p>
<p><strong>ccalligari@uol.com.br</strong></p>
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		<title>O erotismo antropomórfico</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 23:41:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[L&#8217;érotisme anthropomorphe
Agnès Giard &#8211; Les 400 culs

Voici enfin rééditée Omaha, danseuse féline, une bande dessinée peuplée uniquement de chattes strip-teaseuses et de matous bien membrés, qui tombent amoureux, posent dans des magazines pornos et parfois se mettent à déprimer. C’est dur d’être une bête de sexe.

En 1896, H.G. Wells publie L’Ile du docteur Moreau, l’histoire [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3>L&#8217;érotisme anthropomorphe</h3>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Agnès Giard &#8211; Les 400 culs</span></h2>
<div>
<p>Voici enfin rééditée <em><a href="http://www.amazon.fr/Omaha-danseuse-f%C3%A9line-Reed-Waller/dp/2359540017">Omaha, danseuse féline</a></em>, une bande dessinée peuplée uniquement de chattes strip-teaseuses et de matous bien membrés, qui tombent amoureux, posent dans des magazines pornos et parfois se mettent à déprimer. C’est dur d’être une bête de sexe.</p>
<p style="text-align: center;"><a style="display: inline;" href="http://sexes.blogs.liberation.fr/.a/6a00e54f964f2288340120a5d766f8970b-pi"><img class="aligncenter" title="Omaha-cat-dancer-3" src="http://sexes.blogs.liberation.fr/.a/6a00e54f964f2288340120a5d766f8970b-800wi" border="0" alt="Omaha-cat-dancer-3" /></a></p>
<p>En 1896, H.G. Wells publie <em><a href="http://www.amazon.fr/docteur-Moreau-Herbert-George-Wells/dp/2070401782">L’Ile du docteur Moreau</a></em>, l’histoire d’un savant fou qui modifie des animaux sauvages et les transforme en créatures presqu’humaines, capables de penser, de marcher, de parler… et d’aimer. Avec sa zoophilie latente, le roman fait scandale. D’autres auteurs s’engagent alors dans la brèche. Dans <em><a href="http://www.chapitre.com/CHAPITRE/fr/BOOK/garnett-david/la-femme-changee-en-renard,521467.aspx">La Femme changée en renard</a></em> David Garnett, jeune Anglais bisexuel et provocateur, raconte l’histoire d’une femme-renarde qui fait découvrir à son mari les mystères de la sauvagerie. Quelques années plus tard, Abraham Merrit écrit <em><a href="http://www.librys.fr/ys/abraham-merritt-roger-bozzetto/la-femme-renard-944">La Femme-Renard</a></em>, un roman de science fiction sulfureux qui ouvre la voie à toutes sortes de récits fantastiques peuplés de catwomen et d’hommes-panthères à la sexualité débridée… <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Omaha_the_Cat_Dancer">Omaha danseuse féline</a></em> s’inscrit en droite ligne de ces récits qui accordent aux animaux un statut comparable à celui d’êtres humains: comme nous, ils sont capables d’avoir des sentiments. Et des envies.</p>
<p>On appelle ces animaux des <em>furries</em> : animaux anthropomorphes, c’est-à-dire dotés de caractéristiques humaines. Exemple historique: en 1928, Walt Disney invente une souris qui marche sur ses pattes arrières, qui porte des chaussures et fait la cour à sa dulcinée, une dénommée “Minnie”. Mickey lance la mode des furries. Très vite, ça dérape. Élevés en compagnie de peluches duveteuses, des générations d’adolescents font sur leurs jouets d’enfance une véritable fixation. En grandissant, loin d’abandonner leurs nounours, ils les déguisent: bas résille et cockrings. Les nostalgiques auto-batisés “<em>furverts</em>” (pervers de la fourrure) ou encore “<em>furryphiles</em>” (amis de furries) entretiennent avec les animaux de leurs rêves un rapport quasi-sexuel. Ce sont des fou(rrure)-furieux, qui forment à travers le monde une vaste communauté communiant dans l’amour des “<em>plushies</em>”, les peluches, et des “<em>kitties</em>”, les minous de dessins animés. Leur communauté se nomme elle-même “<em>furry fandom</em>”.</div>
<p style="text-align: center;"><a style="display: inline;" href="http://sexes.blogs.liberation.fr/.a/6a00e54f964f2288340120a5d7672f970b-pi"><img class="aligncenter" title="Omaha-cat-dancer" src="http://sexes.blogs.liberation.fr/.a/6a00e54f964f2288340120a5d7672f970b-800wi" border="0" alt="Omaha-cat-dancer" /></a></p>
<p>Première caractéristique: leurs fantasmes s’inspirent directement des gentils héros niais, des lapins gnangnans, des écureuils affectueux ou des adooorables poneys aux grands yeux miroitants… Sur Internet, c’est la folie. Allant toujours plus loin dans la perversité, les furverts rivalisent de dessins cochons: leurs femmes-fennec et leur hommes-chevaux s’exhibent en bas résille et porte-jarretelles, le sexe moulé dans des tenues cuir et les fesses bien offertes à de violentes pénétrations anales ou vaginales… Gay ou straight, toujours hardcore, SM-fetish ou “vanille”, mais toujours sans tabous, leurs images détournent les icônes enfantines et dynamitent le côté mièvre des dessins animés. Un vrai jeu de massacre. Les furverts sont des terroristes. Ils fantasment sur d’innocentes créatures, métamorphosées en “bêtes de sexe”. Ils reprennent Pikachu à la sauce porno. Ils kidnappent Mickey pour le violer en gang bang. Ils s’amusent même à se masturber dans des peluches (sur le site <a href="http://www.realhamster.com/">Real Hamster</a>, qui parodie le célèbre Real Doll) ou à copuler dans des poupées gonflables en forme de Bambi! D’autres encore s’achètent des déguisements en fourrure: sous le nom de “fursuiters”, ces fétichistes du nounours s’habillent en étalons déviant ou en lapins scabreux pour faire l’amour…</p>
<p style="text-align: center;"><a style="display: inline;" href="http://sexes.blogs.liberation.fr/.a/6a00e54f964f2288340120a62e0cfe970c-pi"><img class="aligncenter" title="Omaha-cat-dancer-2" src="http://sexes.blogs.liberation.fr/.a/6a00e54f964f2288340120a62e0cfe970c-800wi" border="0" alt="Omaha-cat-dancer-2" /></a></p>
<p>“Je suis votre ourson” (<em>I am your teddy bear</em>), chantait Elvis Presley dans les années 50. C’était mignon. Dans les années 90, les Furverts reprennent en choeur <em>“I want to be your dog”</em>. C’est nettement plus sexuel. En bande dessinée, la plus célèbre des séries furries s’appelle <em><a href="http://livre.fnac.com/a976806/Robert-Crumb-Fritz-the-cat">Fritz the cat</a></em>. Contestataire et sexuellement incorrect, Fritz le chat baise des “poules” (au propre comme au figuré) dans des baignoires de coke. Reprenant la tradition égyptienne des dieux zoomorphes, Bilal dessine dans <a href="http://www.evene.fr/livres/livre/enki-bilal-la-trilogie-nikopol-16695.php">la trilogie Nicopol</a> d’étranges accouplements. Au Japon, Masamune Shirow invente dans <em><a href="http://www.bedetheque.com/serie-221-BD-Appleseed.html">Appleseed</a></em> des mutantes en fourrure programmées pour le sexe… <em><a href="http://www.wartmag.com/?p=8241">Tank Girl</a></em>, icône des punkettes, s’éclate dans des décors à la Mad Max: son mec est un kangourou. C’est dire s’il a une grosse queue. Dans <em><a href="http://www.tabou-editions.com/catalog/product_info.php?products_id=68&amp;osCsid=0919cdac227e4f4df9aedf2807378ecb">Omaha danseuse féline</a></em>, on retrouve la même explosive énergie défoulatoire à l’oeuvre: c’est une histoire d’amour post-libération sexuelle, écrite et dessinée par un couple (le dessinateur Reed Waller et sa compagne scénariste Kate Worley). Une saga de 1000 pages interrompue tragiquement par la mort de Kate, et qui raconte – sur 20 ans – la vie inachevée d’une&#8230; chatte gourmande et tendre.</p>
<p><span style="color: #0000bf; font-family: Arial;">A ne pas rater : le graphiste japonais </span><a href="http://www.myspace.com/twotom">TwoTom</a><span style="color: #0000bf; font-family: Arial;"> dessine des hommes-lapins sado-masos qui échangent des gode-carottes dans des décors de conte de fée. Ses oeuvres sont exposées du mardi 13 au dimanche 18 octobre à la librairie OFR : 20 rue Du petit Thouars, 75003 Paris. Tél. : 01 42 45 72 88. Vernissage demain, mardi 13 oct, à partir de 18h30. L&#8217;exposition s&#8217;appelle : &#8220;Cinq illustratrices japonaises et un garçon nippon&#8221;.</span></p>
<p><a href="http://www.amazon.fr/Omaha-danseuse-f%C3%A9line-Reed-Waller/dp/2359540017">Omaha, danseuse féline</a>, <span style="color: #111111; font-family: Arial;">de Reed Waller et Kate Worley, éd. Tabou.</span></p>
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		<title>Me mostra tua mulher, e te direi quem você é</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Oct 2009 23:37:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Montre-moi ta femme, je te dirai qui tu es



par Agnès Giard &#8211; Les 400 culs
Pour vivre heureux, il y a ceux qui préfèrent se cacher. Et puis il y a les autres qui ne conçoivent le bonheur que dans l’idée du partage, y compris érotique: ils exhibent leur conjoint(e). Parfois même ils le/la prêtent.

Dans son [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-large;"><strong>Montre-moi ta femme, je te dirai qui tu es</strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-large;"><strong><br />
</strong></span><br />
<img class="alignleft" src="http://sexes.blogs.liberation.fr/.a/6a00e54f964f228834010535de1a37970c-150wi" alt="Ma Photo" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">par Agnès Giard &#8211; Les 400 culs</span></h2>
<p>Pour vivre heureux, il y a ceux qui préfèrent se cacher. Et puis il y a les autres qui ne conçoivent le bonheur que dans l’idée du partage, y compris érotique: ils exhibent leur conjoint(e). Parfois même ils le/la prêtent.</p>
<p style="text-align: center;"><a style="display: inline;" href="http://sexes.blogs.liberation.fr/.a/6a00e54f964f2288340120a623c275970c-pi"><img class="aligncenter" title="Roi-candaule" src="http://sexes.blogs.liberation.fr/.a/6a00e54f964f2288340120a623c275970c-800wi" border="0" alt="Roi-candaule" /></a></p>
<p>Dans son sens le plus restreint, le candaulisme se définit comme le fait de regarder son partenaire faire l’amour avec un autre homme ou une autre femme, voire avec plusieurs personnes. Pour s’exciter, certaines personnes demandent aussi à leur femme (compagnon) de porter des tenues très sexe ou de les enlever en public, le temps d’un strip-tease rapide, effectué pour le “plaisir des yeux”. Il s’agit parfois seulement de stimuler son goût du voyeurisme&#8230; Parfois, le voyeurisme va jusqu’à “livrer” sa compagne (son compagnon) à l’appétit d’autres mâles ou femelles. Bien qu’ils soient souvent associés, le candauliste n’a rien à voir avec le cuckold. Le <a href="http://sexes.blogs.liberation.fr/agnes_giard/2009/09/mari-tromp%C3%A9-mari-heureux-le-fantasme-du-cuckold.html">fantasme de l’adultère (cuckold)</a> repose en grande partie sur la mise en compétition, la jalousie et l’humiliation. La candaulisme, en revanche, est une forme extrême de générosité, dont <a href="http://www.mediterranees.net/mythes/gyges/index.html">le roi Candaule</a> est devenu en Occident l’incarnation mythologique. La légende dit qu’il forçait sa reine à se déshabiller en public. En 1899, Gide lui consacre une pièce de théâtre que <a href="http://www.gidiana.net/articles/candaule48.htm">La Revue Blanche</a> assimile à un “drame idéologique”.</p>
<p>“<em>Le Roi Candaule est un drame platonicien sur le bonheur, </em>s’enthousiasme le critique dramatique. <em>Candaule ne conçoit pas qu&#8217;on jouisse vraiment d&#8217;un bonheur qui n&#8217;est pas partagé ou au moins dont le détail et la qualité demeurent ignorés d&#8217;autrui. C&#8217;est en vertu de cette position philosophique, qui n&#8217;est d&#8217;ailleurs que la transposition idéologique d&#8217;un goût natif, d&#8217;une vocation spontanée, en un mot d&#8217;une manière d&#8217;être psychologique, qu&#8217;il dit par exemple à Pharnace: «Je croirais voler à tous le bien dont je reste seul à jouir» ; et à Nyssia, sa femme, dont il adore la beauté prestigieuse et qu&#8217;il a forcée à se dévoiler en public, précisément pour que tous connaissent le trésor dont s&#8217;enrichissent ses nuits d&#8217;amour: “Pour moi&#8230; Mon bonheur semble puiser sa force et sa violence en autrui. Il me semble parfois qu&#8217;il n&#8217;existe que dans la connaissance qu&#8217;en ont les autres et que je ne possède que lorsqu&#8217;on me sait posséder</em>.”</p>
<p><em>Candaule est bon, généreux, accueillant à toute misère; il veut que son bonheur rayonne infiniment autour de lui et n&#8217;accepte pas d&#8217;être heureux seul, pas plus qu&#8217;il ne se satisfait d&#8217;être heureux pour lui-même. Il veut qu&#8217;on le sache heureux et il veut rendre heureux. C&#8217;est un homme raffiné, à qui répugne l&#8217;égoïsme naturel et qui se ravit d&#8217;être optimiste et s&#8217;exalte d&#8217;être compliqué et s’admire; car il s&#8217;admire profondément d&#8217;être bon, d&#8217;être rare, d&#8217;être compliqué, de ne pas croire en Dieu, d&#8217;avoir des idées exceptionnelles. «Admirable Candaule!» se dit-il !</em>”. Même l’ivresse participe, à ses yeux, de cette philosophie du partage : elle fait sortir les gens de leur réserve, et les amène à dévoiler ce qu’ils sont. “<em>L’ivresse ne manifeste en nous que ce que nous portons en nous-mêmes. Pourquoi craindrait celui qui n&#8217;a rien que de noble à montrer ? L&#8217;ivresse&#8230; fait rendre à chacun ce que souvent par excès de pudeur il cachait.</em>”</p>
<p>Au XVIe siècle, <a href="http://fr.wikipedia.org/wiki/Baltasar_Graci%C3%A1n#Apparence.2C_mensonge_et_dissimulation">Baltazar Gracian</a> disait la même chose dans son traité sur l’homme idéal qu&#8217;il appelle &#8220;<em>el discreto</em>&#8220;: soyez comme les paons, disait-il, les paons qui, tout en déployant leur beauté naturelle, penchent la tête humblement vers le sol et regardent leurs pieds. Le paon nous fait la grâce de sa séduction. Il le fait de telle sorte que nous ne nous sentions point jaloux, ni offensés, ni diminués par cette parade. Au contraire. Tel le paon, l’homme idéal doit donc faire profiter les autres de son intelligence, et le faire de telle sorte que chacun se sente lui-même plus intelligent à son contact, plus beau, plus noble ou plus courtois… Ainsi, le roi Candaule désire qu’à son contact, les gens se sentent plus aimés et plus aimables: il leur montre sa femme nue en geste d’offrande. Il leur tend, tel un miroir, cette vision d’un bonheur que chaque regard reflète et démultiplie. Plus vous serez nombreux à profiter de ma femme, plus vous aurez envie –vous-même– d’être comme moi: heureux en amour. Heureux en sexe.</p>
<p>Hélas. Le roi Candaule a des ennemis: il y a des êtres frustres qui ne supportent pas l’idée du partage. “<em>A côté de ce roi trop civilisé, trop compliqué, trop optimiste sont Nyssia et Gygès,</em> explique le critique de<em> La Revue Blanche</em>. <em>Nyssia, sa femme, Gygès le pêcheur, deux êtres très simples, très élémentaires, très frustes, nécessairement égoïstes, sont très près de la nature, donc nécessairement partisans d&#8217;une conception inverse et adverse du bonheur, celle du bonheur pour soi, du bonheur à soi, bien à soi, rien qu&#8217;à soi</em>.” La légende dit que Gygès, assassin de Candaule, fit monter au trône de Lydie la dynastie des Mermnades… avec l’aide de Nyssia. “<em>Nyssia souffre violemment d&#8217;être montrée en public par Candaule. Elle ne le cède point à l&#8217;imprudent époux: «Il est certains bonheurs que l&#8217;on tue plutôt que de les pouvoir partager&#8230;» ; et, quand il lui pose cette question: “Que pensez-vous de mon bonheur ?” elle répond prophétiquement: «Qu’il est pareil à moi, mon seigneur&#8230; Je veux dire que je crains qu’il ne fane à rester découvert </em>»</p>
<p><em>Aussi est-elle la vraie femme de Gygès, de ce Gygès qui tua d’instinct sa première femme, Trydo, parce qu&#8217;elle l&#8217;avait trompé et qui tuera Candaule son bienfaiteur et ami, parce qu&#8217;un ne peut pas être deux à posséder le même bien, parce qu’on ne partage pas le bonheur et que Nyssia n&#8217;est plus qu&#8217;à lui, dès l&#8217;heure où elle fut à lui. Aussi, dans un très beau geste final qui enveloppe toute la pièce et en ramasse le sens épars, à peine l&#8217;a-t-elle choisi pour époux-roi que Gygès ramène violemment sur le visage de Nyssia le voile gardien qu&#8217;en avait écarté la folie prodigue de Candaule: “Gygès (hostilement, vers Nyssia): “Ce visage si beau, madame, je croyais qu’il devait rester voilé?”. Nyssia (méprisante) : “Voilé pour vous, Gygès. Candaule a déchiré mon voile.” Gygès (très brutalement lui ramène un pan de vêtement sur le visage) : “Et bien ! recousez-le !”</em>. La pièce de Gide s’achève ainsi de façon abrupte: sur une déclaration d’amour aux allures de conflit conjugal. Nyssia voulait un mâle exclusif? La voilà servie. Elle s’est condamnée elle-même à la prison, à la domination, à la répression sexuelle et aux travaux d’aiguilles. Il y a des femmes qui n’ont que ce qu’elles méritent.</p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">
<p><span style="color: #0000bf; font-family: Arial;">PS : Je serai tentée d’ajouter: en l’occurrence, ces femmes ne méritent aucun respect. Le débat qui fait rage autour du voile me force cependant à tempérer mes ardeurs. Il faut lire <a href="http://peggysastre.blogs.nouvelobs.com/archive/2009/06/23/cagoule-burqa-et-parternalisme-premiers-materiaux-pour-un-de.html">le billet de Peggy Sastre</a> sur son blog &#8220;féministe&#8221; -<a href="http://peggysastre.blogs.nouvelobs.com/">Ex Utero</a>- du <em>Nouvel Observateur</em> pour compléter mon point de vue (trop radical peut-être). Il faut aussi lire le billet qu’Elizabeth Badinter a adressé “<em>à celles qui portent volontairement la burqua</em>” en septembre dernier: “<em>Après que les plus hautes instances religieuses musulmanes ont déclaré que les vêtements qui couvrent la totalité du corps et du visage ne relèvent pas du commandement religieux mais de la tradition, wahhabite (Arabie Saoudite) pour l’un, pachtoune (Afghanistan-Pakistan) pour l’autre, allez-vous continuer à cacher l’intégralité de votre visage? Ainsi dissimulée au regard d’autrui, vous devez bien vous rendre compte que vous suscitez la défiance et la peut, des enfants comme des adultes. Sommes-nous à ce point méprisables et impurs à vos yeux, pour que vous refusiez tout contact, toute relation, et jusqu’à la connivence d’un sourire ? Dans une démocratie moderne, où l’on tente d’instaurer transparence et égalité des sexes, vous nous signifiez brutalement que tout ceci n’est pas votre affaire, que les relations avec les autres ne vous concernent pas et que nos combats ne sont pas les votres. Alors je m’interroge : pourquoi ne pas gagner les terres saoudiennes et afghanes où nul ne vous demandera de montrer votre visage, où vos filles seront voilées à leur tour, où votre époux pourra être polygame et vous répudier quand bon lui semble, ce qui fait tant souffrir nombre de femmes là-bas ? En vérité, vous utilisez les libertés démocratiques pour les retourner contre la démocratie. Subversion, provocation ou ignorance, le scandale est moins l’offence de votre rejet que la gifle que vous adressez à toutes vos soeurs opprimées qui, elles, risquent la mort pour jouir enfin des libertés que vous méprisez. C’est aujourd’hui votre choix, mais qui sait si demain vous ne serez pas heureuses de pouvoir en changer?. Elles ne le peuvent pas… Pensez-y</em>”.</span></p>
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		<title>Qui a peur des godemichés?</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 00:06:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[COMPORTAMENTO]]></category>
		<category><![CDATA[brinquedos eróticos]]></category>
		<category><![CDATA[erotismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Certains sexologues affirment que le vibro peut rendre accro. L’artiste français Yann Minh participe, mercredi 30 sept, à un colloque portant sur le phénomène de “narcose narcissique” provoqué par l’usage –entre autres– des sex-machines. Alors, docteur, addiction ou exploration ?

A Nancy, jusqu&#8217;au 3 octobre, des armadas de robots sexy et d’humains incrustés d’implants phalliques se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Certains sexologues affirment que le vibro peut rendre accro. L’artiste français Yann Minh participe, mercredi 30 sept, à un colloque portant sur le phénomène de “narcose narcissique” provoqué par l’usage –entre autres– des sex-machines. Alors, docteur, addiction ou exploration ?</p>
<p style="text-align: center;"><a style="display: inline;" href="http://sexes.blogs.liberation.fr/.a/6a00e54f964f2288340120a5a8571d970b-pi"><img class="aligncenter" style="width: 500px;" src="http://sexes.blogs.liberation.fr/.a/6a00e54f964f2288340120a5a8571d970b-500wi" alt="VtReddition" /></a></p>
<p>A Nancy, jusqu&#8217;au 3 octobre, des armadas de robots sexy et d’humains incrustés d’implants phalliques se donnent rendez-vous pour un festival international de body art, appelé <a href="http://www.souterrain-totem.com/">T.O.T.E.M. Souterrain Porte V</a>, mêlant danse, spectacle de rue, concert et soirées fetish sur le thème des hybrides homme-machine. “<em>Nous sommes tous des hybrides</em>, expliquent <a href="http://www.souterrain-totem.com/souterrain.html">les programmateurs</a> (la compagnie <a href="http://www.materiaprima-totem.com/">Materia Prima</a> et les éditions de la maison close). <em>Quand le premier homme a levé son premier os-massue vers le ciel, il brandissait sa première prothèse. Les armes sont des prothèses. Les godes sont des prothèses. On ne sait même pas ce qui est venu en premier d’ailleurs.</em>” Arme ou gode?</p>
<p>Pour <a href="http://www.yannminh.com/">Yann Minh</a>, artiste cyber-punk et créateur du &#8220;nooscaphe&#8221; (une machine immersive à baiser), c’est le gode qui inaugure l’ère des humains sur terre. “<em>Il me parait  certain que les premiers outils de l&#8217;humanité n&#8217;ont pas été des haches ou des marteaux de bois et de silex comme on nous le raconte à l&#8217;école, </em>affirme-t-il<em>, mais plutôt des godemichés… qui vont progressivement se transformer en armes, par projection sexuelle métaphorique.</em>”</p>
<p>A en croire Yann Minh, les anthropologues –“<em>souvent des catholiques</em>”- ont occulté très consciemment l&#8217;importance du plaisir sexuel dans leurs études sur l&#8217;humanité primitive, pour privilégier les notions de cultes de la fécondité. “<em>Cependant les objets dit ithyphalliques, ainsi que les représentations sexuelles explicites (je pense à l&#8217;homme à tête d&#8217;oiseau qui a fasciné Georges Bataille, et dans la grotte Chauvet il y aurait un vagin sculpté sur une paroi), apparaissent en même temps que les outils, et il n&#8217;est pas possible pour l&#8217;instant de déterminer une antériorité des uns sur les autres… Il y a donc de fortes chances de mon point de vue, que le premier outil inventé par l&#8217;humanité, donc l&#8217;ancêtre de la machine, soit un godemiché, et que ce soit une femme qui l&#8217;ait inventé.</em>”</p>
<p>Il peut paraître gratuit d’affirmer que nos ancêtres aient taillé des olisbos. On imagine qu’ils avaient mieux à faire: cueillir, chasser, pêcher, se battre, tuer. Survivre, en somme. Mais l’examen des outils primitifs montre que les hommes de la préhistoire passaient surtout beaucoup de temps à tailler, poncer, pilonner puis polir des objets aux formes oblongues, au cours de longues soirées à rêver devant les flammes d’un feu crépitant. L’invention même du feu témoigne de l’attention accordée aux mouvements de va et vient patient. “<em>L’amour est la première hypothèse scientifique pour la reproduction objective du feu</em>” dit Bachelard (<em><a href="http://www.amazon.fr/psychanalyse-du-feu-Gaston-Bachelard/dp/2070323250">La Psychanalyse du feu</a></em>). Imitant l’acte primordial, nos ancêtres frottaient donc des matières, jusqu’à ce qu’elles deviennent brûlantes, douces, lisses et pénétrantes. Jusqu’à ce qu’elles tiennent bien dans la paume de la main et prolongent symboliquement leur corps de griffes ou de greffes flatteuses.</p>
<p>Dans <em>L’amour des gadgets, Narcisse et la narcose </em>(chap 4 de <em><a href="http://www.amazon.fr/Pour-comprendre-m%C3%A9dia-prolongements-technologiques/dp/202004594X">Pour Comprendre les Medias</a>)</em>, Marshall Mc Luhan écrit: “<em>Le jeune Narcisse prit pour une autre personne sa propre image reflétée dans l’eau d’une source. Ce prolongement de lui-même dans un miroir engourdit ses perceptions au point qu’il devint un servomécanisme de sa propre image prolongée répétée. (…) Ce qu’il y a d’intéressant dans ce mythe, c’est qu’il montre que les hommes  sont immédiatement fascinés  par une extension d’eux-mêmes faite d’un autre matériau qu’eux.</em>&#8221; Yann Minh enchaine: “<em>Les outils sont des extensions de nous même qui, en amplifiant nos fonctions physiques ou cognitives provoquent un état de stupéfaction spécifique: comme Narcisse est stupéfait par son propre reflet, nous sommes stupéfait par le reflet du cyborg que nous devenons lorsque nous utilisons un outil puissant qui nous transforme en nous &#8220;amplifiant</em>&#8220;&#8221;. Et voilà comment on devient humain, dit-il: en succombant au pouvoir dont nous dotent les machines. Quand nous pilotons une voiture, prothèse surpuissante, nous nous grisons à ce point de vitesse qu’il nous arrive parfois de conduire pour le simple plaisir de filer jusqu’au vertige. Une fois les limites de la voiture atteintes –comme si la symbiose était achevée– la plupart des conducteurs deviennent plus sages. Sortant de ce que Marshall Mac Luhan appelle la “<em>narcose narcissique</em>”, ils maitrisent désormais l’outil.</p>
<p style="text-align: center;"><a style="display: inline;" href="http://sexes.blogs.liberation.fr/.a/6a00e54f964f2288340120a5fef6de970c-pi"><img class="aligncenter" title="Yann-minh-1" src="http://sexes.blogs.liberation.fr/.a/6a00e54f964f2288340120a5fef6de970c-800wi" border="0" alt="Yann-minh-1" /></a></p>
<p>Les joueurs de jeux vidéos, les utilisateurs de sextoys, les maniaques d’appareils photos ne sont pas plus ou pas moins “accros” à leurs prothèses que les automobilistes lorsqu’ils explorent les nouveaux mondes que leur offrent ces outils. Ils apprennent à s’en servir. Mais attention: “<em>Rien à voir avec les états addictifs provoqués par certaines drogues</em>, remarque Yann Minh. <em>La différence entre une réelle addiction et la narcose narcissique, c&#8217;est qu&#8217;une fois atteint les limites de ce que nous sommes devenus avec ces greffes  technologiques, nous sortons de cet état de stupéfaction sans dommages cognitifs, au contraire, nous &#8220;revenons au monde&#8221; plus fort d&#8217;une expérience nouvelle</em>.” Rien de plus naturel, donc, que cette pulsion qui nous pousse sans cesse à vouloir amplifier notre corps: l’usage d’instruments sexuels, entre autres, fait partie inhérente de notre humanité. Parce que l’humain est –dès l’origine– un cyborg, c’est-à-dire un être qui cherche sans cesse à s’interfacer avec des objets qui le rendent plus beau, plus grand, plus fort, plus rapide ou plus endurant. Faut-il en déduire que les sextoys nous sont indispensables?</p>
<p>Pas vraiment, répond Yann Minh. <em>“Les outils à vocation sexuelle peuvent même jouer un rôle inverse, quasi castrateur</em>.” Pourquoi? Parce qu’ils ne renvoient pas à leur utilisateur une image sublimée de lui-même. “<em>En gros, les  humains ont plus de facilité à s&#8217;investir dans des projets laborieux, s&#8217;il y a une adéquation symbolique ou métaphorique qui gratifie psychologiquement leur investissement, comme par exemple de tailler d&#8217;énorme mégalithes pour les dresser vers le ciel, ériger des arches vaginaux démesurés en forme de dolmen ou de cathédrales, ou envoyer des missiles sur des colonnes de feu vers les cieux&#8230;</em>”. Les godes, eux, ne stimulent guère l’imagination. Leur forme ne nous renvoient qu’à leur fonction: platement prosaïque. “<em>Ils n&#8217;ont pas plus de &#8220;puissance&#8221; amplificatrice qu&#8217;un marteau, ou une perceuse électrique</em>, explique Yann Minh. <em>On peut donc considérer que l&#8217;effet de narcose narcissique sera relativement réduit.</em>” La fascination exercée par une perceuse sur notre psyché reste limitée, effectivement. Ce qui explique l’attrait exercé par les nouvelles technologies. En matière d’érotisme, les robots et les mondes virtuels offrent un terreau bien plus fertile à l’imagination.</p>
<p style="text-align: center;"><a style="display: inline;" href="http://sexes.blogs.liberation.fr/.a/6a00e54f964f2288340120a5a85c93970b-pi"><img class="aligncenter" title="Yann-minh-2" src="http://sexes.blogs.liberation.fr/.a/6a00e54f964f2288340120a5a85c93970b-800wi" border="0" alt="Yann-minh-2" /></a></p>
<p>“<em>Les jeux vidéo immersifs et interactifs en ligne, les mondes persistants avec leurs projections identitaires sous forme d&#8217;avatars vidéo, iconographiques ou photographiques, amplifient certains processus cognitifs liés à la sexualité comme la séduction, la mise en relation (drague), l&#8217;exhibition, le voyeurisme, le fétichisme, et à ces extensions cognitives, vient d&#8217;être ajouté ce que les anglo-saxons appellent du joli nom de Teledildonic, en gros ce sont des vibromasseurs bon marchés téléopérés via Internet en USB, et qui ajoutent donc aux stimulations cognitives en réseau, les stimulations physiques. Cet ensemble (ordinateur, mondes persistants, teledildonic, réseaux sociaux numériques) génère un outil complexe à vocation sexuelle et émotionnelle amoureuse, une puissance et une complexité comparable à ce que sont l&#8217;automobile ou l&#8217;avion pour la motricité, la photo et la vidéo pour la mémoire, les armes pour le toucher. Et de fait, cela suscite chez beaucoup d&#8217;utilisateurs, un phénomène puissant et similaire de narcose narcissique, qui peut donner une impression d&#8217;addiction</em>.”</p>
<p>Yann Minh en sait quelque chose: mercredi 30 septembre, entre 9 heures et 12 heures, il vient à Nancy, témoigner de sa propre <a href="http://www.noomuseum.net/noomuseum/NooMuseum-Totem-V1.html">expérience d’immersion extrême dans les univers virtuels</a>. Il a passé deux ans sur <a href="http://slurl.com/secondlife/Cimarac/246/82/23">Second Life</a>, &#8220;<em>à raison de 4h à 12h par jour</em>” et il donnera ses conclusions sur ce que cela lui a apporté lors du colloque &#8220;<a href="http://souterrainporte5.free.fr/programme/">Robots Hybrides Cyborgs</a>” qui traitera -entre autres- des sex-machines.</p>
<p style="text-align: center;"><a style="display: inline;" href="http://sexes.blogs.liberation.fr/.a/6a00e54f964f2288340120a5fef831970c-pi"><img class="aligncenter" title="Yann-minh-3" src="http://sexes.blogs.liberation.fr/.a/6a00e54f964f2288340120a5fef831970c-800wi" border="0" alt="Yann-minh-3" /></a></p>
<p><span style="color: #0000ff; font-family: Arial;">TROIS QUESTIONS A <a href="http://www.yannminh.com/french/CtMosaiqThnts01.html">YANN MINH</a></span></p>
<p><span style="color: #0000ff; font-family: Arial;">Les plus anciens outils sont des olisbos ?</span><br />
<em><span style="color: #0000ff; font-family: Arial;">Récemment on a découvert dans la grotte de Hohle Fels près d&#8217;Ulm dans le massif du Jura ce qui a été authentifié comme un godemiché préhistorique vieux de -28 000 ans. Il existe aussi dans les grottes de Chauvet et de Gargas datant du gravettien (- 27 000) des représentations vaginale sculptées en creux, ou exploitant les failles naturelles. Bien sûr, c&#8217;est récent dans notre histoire. La datation des premiers bifaces est évaluée à plus d&#8217;1,5 millions d&#8217;années, et ils ne se prêtent pas à une utilisation sexuelle. Cependant il me semble que l&#8217;identification et la recherche d&#8217;outils archaïques à vocation sexuelle n&#8217;a pas été faite, la multitude de silex taillés ayant peut-être occulté la présence d&#8217;outils moins contondants?</span><br />
<span style="color: #0000ff; font-family: Arial;">Mais sans aller aussi loin dans les zones de spéculations incertaines d&#8217;une lointaine préhistoire, autour du néolithique on peut identifier deux archétypes sexuels fondamentaux, qui sont le menhir phallique, et le dolmen vaginal: la pierre dressée et l’arche.</span><br />
</em><br />
<span style="color: #0000ff; font-family: Arial;">Plus les outils ont l&#8217;air sexuels, plus ils nous plaisent ?</span><br />
<em><span style="color: #0000ff; font-family: Arial;">Les métaphores sexuelles sont très puissantes, mais notre &#8220;fascination&#8221; pour un outil n&#8217;est pas forcément déterminée par la présence explicite ou non d&#8217;une métaphore sexuelle… Prenons les armes par exemple, de mon point de vue, elles vont provoquer un phénomène de narcose narcissique d&#8217;abord par ce que ce sont des extensions de la main… elles nous permettent de toucher plus loin… Bien sûr, la part sexuelle liée au pénis vient s&#8217;y ajouter, c&#8217;est certain, mais de mon point de vue, loin après la fonction de toucher.</span><br />
</em><br />
<span style="color: #0000ff; font-family: Arial;">Sommes-nous guidés -dans ce que nous faisons- par la métaphore sexuelle?</span><br />
<em><span style="color: #0000ff; font-family: Arial;">C&#8217;est bien sûr variable d&#8217;une société à l&#8217;autre, d&#8217;un individu à l&#8217;autre, et je ne prétends pas à l&#8217;universalité de mes réflexions qui sont très subjectives et basées sur mon expérience de &#8220;noonaute&#8221;,  mais je pense qu&#8217;elles soient sexuelles, ou faciales, ou animales ou autres, nous sommes particulièrement réceptifs aux métaphores, d&#8217;ailleurs nous communiquons par métaphores imbriquées. Il n&#8217;est donc pas surprenant qu&#8217;un outil qui véhicule une forte charge métaphorique attire notre intérêt, voir passion ou obnubilation… c&#8217;est un quête de nous même qui est à l&#8217;œuvre à ce moment. Par exemple les robots, qu&#8217;ils soient fait de pixels, d&#8217;acier ou de plastique, et qui sont des outils à notre image nous fascinent depuis toujours, d&#8217;abord en imaginaire, maintenant en réel.</span></em></p>
<p style="color: #bf00bf; font-family: Arial;"><a href="http://www.souterrain-totem.com/">International Body Art Festival</a> : 25 septembre – 3 octobre 2009.<br />
Au <a href="http://www.myspace.com/souterrainportev">T.O.T.E.M</a> : 174 rue des brasseries, 54320 Maxéville, à 5 mns de Nancy<br />
http://souterrainporte5.free.fr/</p>
<p style="color: #bf00bf; font-family: Arial;">Mercredi 30 sept, de 9h à 12h : colloque &#8220;<a href="http://www.souterrain-totem.com/">Robots Hybrides Cyborgs</a>&#8221; à l&#8217;Amphithétre du MAN à Nancy. Intervenants : Gérald Bronner (Université de Strasbourg) : “Prométhéisme et Antiprométhéisme”. Stéphanie Nicot (directrice et rédactrice en chef de la revue Galaxie, directrice artistique du festival de science fiction) : “Les imaginales. L&#8217;imaginaire hybride et robotique au travers de la SF”. Yann Mihn (artiste) : “Avatars, Mondes persistants et Narcose Narcissique”.</p>
<p><a href="http://www.facebook.com/video/video.php?v=139946963797&amp;oid=142042227820">Hybrid Film Fest </a></p>
<p>Les 400 culs</p>
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		<title>Bissexual?</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/bissexual/</link>
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		<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 23:38:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[CIÊNCIA]]></category>
		<category><![CDATA[COMPORTAMENTO]]></category>
		<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[Alfred Kinsey]]></category>
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		<category><![CDATA[Karl Mengel]]></category>
		<category><![CDATA[Pierre des Esseintes]]></category>
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		<description><![CDATA[Agnès Giard
En 1948, Alfred Kinsey, avance que nous sommes pratiquement tous bisexuels: “Le monde ne se résume pas à des oppositions binaires, explique-t-il. Tout n’est pas noir ou blanc.&#8221; Dans un essai coup de gueule, Karl Mengel en profite pour renvoyer dos à dos les hétéros-racistes et les homos-sexistes.

Hétéro, homo… Pourquoi vouloir à tout prix [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="background-color: #ffff99;">Agnès Giard</span></h2>
<p>En 1948, Alfred Kinsey, avance que nous sommes pratiquement tous bisexuels: “<em>Le monde ne se résume pas à des oppositions binaires, </em>explique-t-il. <em>Tout n’est pas noir ou blanc.</em>&#8221; Dans un essai coup de gueule, <a href="http://livre.fnac.com/a2681283/Karl-Mengel-Pour-et-contre-la-bisexualite">Karl Mengel</a> en profite pour renvoyer dos à dos les hétéros-racistes et les homos-sexistes.</p>
<p style="text-align: center;"><a style="display: inline;" href="http://sexes.blogs.liberation.fr/.a/6a00e54f964f2288340120a5b087d2970b-pi"><img class="aligncenter" title="Osez-la-bisexualite" src="http://sexes.blogs.liberation.fr/.a/6a00e54f964f2288340120a5b087d2970b-800wi" border="0" alt="Osez-la-bisexualite" /></a></p>
<p>Hétéro, homo… Pourquoi vouloir à tout prix se définir? Alors que pour l&#8217;essentiel d&#8217;entre nous, la vérité se trouve ailleurs, dans une zone indéfinie, trouble et troublante, qui englobe des désirs polymorphes et des motivations obscures. Selon Alfred Kinsey, père de la sexologie, &#8220;<em>la nature ne produit que <a href="http://sexes.blogs.liberation.fr/agnes_giard/2009/03/les-partouzes-q.html">très rarement des catégories parfaitement étanches</a>. Il n’y a que l’esprit humain pour inventer des groupes, étiqueter le réel et forcer les faits à entrer dans de petites cases distinctes. Le monde du vivant est un continuum, dans tous ses aspects, un large éventail constitué d’un seul tenant. Plus tôt nous assimilerons cette idée en ce qui concerne la sexualité humaine, plus tôt nous parviendrons à une solide compréhension des réalités du sexe.</em>”</p>
<p>Dans son ouvrage <em><a href="http://livre.fnac.com/a2681283/Karl-Mengel-Pour-et-contre-la-bisexualite">Pour et contre la bisexualité</a></em>, publié à La Musardine, Karl Mengel ajoute que dans le règne animal –“<em>des punaises aux baleines et des cygnes aux putois, en passant par les lions, les libellules, les aigles, les girafes et les pieuvres</em>”- quelque 1500 espèces jouent l’alternance, sans se préoccuper de savoir si elles sont à voile ou à vapeur: “<em>Les hérissons se branlent mutuellement avant d’aller voir l’autre sexe, les escargots s’enfilent en longues chaines après l’accouplement reproductif de rigueur, les gentils dauphins vont et viennent (…) les cerfs adorent monter un semblable quand il est en train de se faire une biche et les éléphants trimbalent une bite de 25 kg dont l’encombrement les pousse, ne serait-ce que pour se reposer, à faire souvent semblant qu’ils se sont trompés de trou.</em>”</p>
<p>Les pulsions humaines n’échappent pas à cette joyeuse absence de règle. Rares sont les hétéros totalement insensibles à l’idée d’une relation homosexuelle. Après tout, eux aussi possèdent une prostate et, pour la majorité d’entre eux, cette prostate est une zone érogène. Les hétéros aiment donc la sodomie. Qu’elle soit faite à l’aide d’un gode ou d’un pénis n’est qu’une question accessoire. Le phallus des gays ne reste pas non plus de marbre devant les film porno-straights. C’est peut-être dérangeant pour eux, mais voilà: il y a des filles qui peuvent les exciter, ne serait-ce que par identification. Quant aux femmes, qu’elles soient hétéro ou homo, leur clitoris les rend aussi sensibles aux caresses venant de l’autre que du même sexe. Morphologiquement, les différences de genre n’ont aucune importance en matière de plaisir. L’anus est identique sous les jupes et les pantalons. Les langues, les doigts, les mots, les fantasmes et les envies sont également les choses du monde les mieux partagées. Une femme peut très bien avoir le même cul, la même libido et les mêmes mots qu’un gay. Un homme peut très bien avoir la même langue, les mêmes doigts et les mêmes envies qu’une lesbienne. Etc.</p>
<p>Sur le plan strictement physique, nous sommes tous ambivalents. C’est-à-dire capables de jouir –en fermant les yeux, en nous laissant aller au vertige– sans trop savoir qui est celui, ou celle, qui nous absorbe ou qui nous pénètre. Sur le plan érotique, bien sûr, chaque être ayant ses préférences, nous avons besoin de choisir nos partenaires. Il y en a qui préfèrent les hommes, d’autres les femmes, ou les trans ou les garçons manqués, c’est certain. Mais faut-il pour autant en déduire que les mots &#8220;hétéro&#8221; ou &#8220;homo&#8221; sont pertinents? Le mot &#8220;bisexuel&#8221; est-il lui-même pertinent? Dans <em>Pour et contre la bisexualité</em>, Karl Mengel dénonce l’usage de ce terme -“bi”- qui renvoie de façon réductrice à la norme binaire: “<em>lorsque le sexe est entré dans le discours, les néologistes se sont mis en tête de jeter un pont (bi) entre deux chimères, dont l’une (hétéro) avait au préalable été créée comme un pendant artificiel à l’autre (homo), elle-même illusion langagière visant à cloisonner le champ sexuel au nom de la morale du moment.</em>”</p>
<p>Karl Mengel s’explique: le terme &#8220;hétérosexuel&#8221; n’a été inventé qu’après l’apparition de l&#8217;étiquette &#8220;homosexuel&#8221;. La première trace du mot <em>homosexualität</em> (&#8221;homosexuel&#8221;) se trouve dans la correspondance privée d’un certain Karl-Maria Benkert, en 1868. Cet “<em>obscur mais néanmoins précoce défenseur de la liberté de baiser en paix s’est mis en tête de remplacer les multiples noms d’oiseau qui servaient jusqu’alors à désigner les amateurs du même</em>”: il substitue aux termes <em>cinaèdes, bougres, bardaches, culistes, pédérastes, gitons, uranistes, enculés, invertis, antiphysiques, pédés, pédales, folles</em> et autres <em>tantes</em> un mot absurdement composé d’une racine grecque (<em>homo</em>: “même”) et d’une racine latine (<em>sexus</em>: “sexe”).</p>
<p>Résultat catastrophique: son invention est <em>“immédiatement reprise à bon compte par les maniaques du rangement comportemental</em>” qui en font non plus une catégorie mais une pathologie bientôt cernée par Krafft-Ebing dans son célèbre <em>Psychopathia sexualis</em>. Il s’agit pour Krafft-Ebing de recenser les perversions d’un point de vue médical et non plus religieux, afin de les guérir. “<em>Le sodomite diagnostiqué homosexuel n’était donc plus coupable mais à plaindre –ce qui revenait en gros à échanger le bûcher contre –plus tard– le Sida</em>” se moque Karl Mengel.</p>
<p>Le mot &#8220;hérérosexuel&#8221; n’apparait qu’après, comme pour conforter l’idée qu’il existe deux camps. Celui du bien et celui du mal, évidemment. “<em>A la base, les censeurs  veulent une boîte commode où ranger ceux et celles qui vont et viennent librement entre la norme et l’anormalité constituée, nommée, donc sous contrôle.</em>” Problème: les homosexuels eux-mêmes participent à cette “<em>mise en boîte</em>”: ils revendiquent leur filiation avec les grecs et les romains de l’antiquité ainsi qu’avec les samouraïs, et les féroces initiateurs-combattants d’Afrique, d’Océanie ou d’Amérique du sud, qui, pendant plusieurs siècles érigent l’amour mâle en modèle de vertu guerrière. Les homosexuels oublient cependant une chose: les soldats-amants de Thèbes ou de Sparte, les <em>érastes</em> (adultes) crétois, les <em>bushi </em>(guerriers) japonais, les binômes <em>zaggalah</em>, les mâles <em>Keraki </em>ou les hommes libres de l’Empire Romain n’étaient pas homosexuels. Ils étaient omnisexuels. Ils avaient des femmes et des amants. L’institution “pédérastique” (ensemencement viril d’un adolescent) allait de pair -obligatoirement- avec l’institution du mariage.</p>
<p>“<em>C&#8217;est ainsi que tous les personnages du passé qui avaient entre autres goûté aux joies du même, à une époque innocente où prévalait l’indifférenciation d’avant l’hétérosexisme, ont été pris en otage par un courant de pensée partisan qui les a maquillé en purs homosexuels</em>” se plaint Karl Mengel. Et au diable l’anachronisme! Le militantisme gay a donc mis en place un mythe aussi schématique et grossier que ce dont pouvaient rêver les pères de l’Église: quiconque –par le passé– avait eu des relations homosexuelles est devenu homosexuel. Jules Cesar, David roi d’Israël, Alexandre le Grand, Casanova, Henri III, Ivan le terrible, Socrate, Richard Cœur de Lion, Cervantes, Michel-Ange, Pierre le Grand, Goethe, etc. “<em>Évidemment, l’autre bord n’a pas levé le petit doigt (sic) pour s’opposer à la profanation, vu qu’il y trouvait parfaitement son compte: l’occasion était trop belle de laisser les “anormaux” se constituer en un bloc à la fois hermétique et distinct. Purger, sans se salir les mains, quelle veine.</em>” Karl Mengel ajoute : “<em>En réalité, ces illustres ancêtres n’étaient pas homos, ni hétéros, pas plus qu’ils n’étaient bi -même indépendamment du fait que ces notions n’existaient pas. Leur sexualité s’organisait autour de hiatus différents, et ses enjeux touchaient plus à la découverte de soi (en passant) par les autres qu’à la construction artificielle d’une identité reposant sur des choix instrumentaux.</em>”</p>
<p>Des deux côtés du poste-frontière établi entre les normes obligatoires, il y a donc des gens qui se méfient des autres (stigmatisés “bisexuels”)  et qui les traitent de “traitres”, d’imposteurs ou de menteurs. Il semble en effet louche que l’on puisse trouver du charme aussi bien aux hommes qu’aux femmes de nos jours, tellement les idéologues ont bien fait leur travail: les hommes viennent de Mars, les femmes de Venus, alors faites votre choix. Et pas question d’être dans l’entre-deux. Ce qui fait dire à Karl Mengel: “<em>C’est un fait peu connu, mais Eros s’appelle aussi Metis dans la théologie orphique. La métaphore dit joliment l’évidence qui voit la sexualité réunir les opposés, cela à l’intérieur de soi. On a donc forcément un peu de l’autre dans le corps, qu’importe son genre, et le désir s’en trouve complexe, insaisissable mais infini.</em>” La libido contient tous les possibles.</p>
<p style="color: #6000bf; font-family: Arial;"><em><a href="http://livre.fnac.com/a2681283/Karl-Mengel-Pour-et-contre-la-bisexualite">Pour et contre la bisexualité</a></em>, Karl Mengel, collection L&#8217;attrape-corps, éd. La Musardine.</p>
<p style="color: #6000bf; font-family: Arial;"><a href="http://www.amazon.fr/Osez-bisexualit%C3%A9-Pierre-Esseintes/dp/2842712870">Osez la bisexualité</a>, de Pierre des Esseintes, éd. La Musardine.</p>
<p style="color: #6000bf; font-family: Arial;">
<p style="color: #6000bf; font-family: Arial;">Fonte Les 400 culs</p>
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		<title>Shunga trio</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Sep 2009 23:31:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Three Samurai 
Miyakawa Choshun (1682–1753), The Flowered Robe

Utamaro Kitagawa

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<p style="text-align: center;"><strong>Three Samurai </strong></p>
<p style="text-align: center;">Miyakawa Choshun (1682–1753), <em>The Flowered Robe</em></p>
<p style="text-align: center;"><em><img class="aligncenter size-full wp-image-13808" title="shunga_utamaro3" src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/09/shunga_utamaro3.jpg" alt="shunga_utamaro3" width="556" height="393" /></em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Utamaro Kitagawa<br />
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