22/03/2009 - 16:28h Pela trilhas de Almodóvar e as iguarias do Eñe

ene.jpg
http://www.gaiabrasil.com.br/LibraryFiles/SiteId.0/noticias/unanodeamor.jpg
Gran Gang

http://www.seurestaurante.com.br/fotos_restaurante/ENE.jpgComemorando os dois anos do restaurante espanhol Eñe, o grupo, Gran Gang, que há dois anos vem fazendo um show só com as músicas das trilhas sonoras dos filmes de Almodóvar, fará uma apresentação no restaurante. O show chama-se “Un Año de Amor – Nas Trilhas de Almodóvar” e reúne boleros, tangos, rancheras e outros gêneros latinos que falam de paixão e desejo, apresentados em clima de cabaré. Será no Restaurante Eñe – Nueva Cocina Española, nos dias 23 e 30 de março, às 22h30. Por tratar-se de uma comemoração pelo transcurso do segundo aniversário do restaurante, o show foi especialmente rebatizado de “Dos Años de Amor – Nas Trilhas de Almodóvar”. O endereço é Rua Dr. Mário Ferraz, 213 – Jardim Paulista (tel: 3816-4333).

17/03/2009 - 15:48h Ute Lemper consagra todos os outsiders da canção e da literatura

Ute Lemper – Kurt Weill – “Die Moritat von Mackie Messer”, Kurt Weill; “Berlin, die Symphonie der Großstadt”, Walter Ruttmann (1927)

Cantora alemã faz show hoje com um repertório baseado na obra subversiva de Kurt Weill, entre outros

Ubiratan Brasil – O Estado SP


Quem traçar uma linha imaginária unindo as músicas provocantes de Kurt Weill, a sedutora interpretação de Marlene Dietrich e as clássicas canções de musicais da dupla Kander e Ebb, certamente vai fechar o círculo com o nome de Ute Lemper. A cantora alemã que há mais de dez anos vive em Nova York tornou-se a mais fiel representante do cabaré operístico, aquele que une dança e voz cristalina na apresentação de canções sensuais e políticas. Esse é o repertório que vai marcar a única apresentação de Ute em São Paulo, hoje à noite, na Sala São Paulo.

Trata-se do concerto que marca a abertura da temporada 2009 da Tucca, associação que trata de crianças carentes com câncer. Ute vai apresentar canções que se tornaram imortais na voz de Edith Piaf e Marlene Dietrich, mas, essencialmente será um concerto baseado na obra de Kurt Weill (1900-1950) – fiel parceiro de Bertolt Brecht, ele incendiou os palcos com uma escritura musical subversiva, confrontando especialmente o nazismo que abominava sua obra. Afinal, o que interessava para a dupla eram temas provocantes, como prostituição, jogatina, crise moral do capitalismo. “Como poucos, ele soube traduzir as paixões e as frustrações que assolavam a sociedade alemã que enfrentou a 2ª Guerra Mundial”, disse Ute ao Estado, em entrevista por telefone desde sua casa, em Nova York. Totalmente adaptada à sociedade americana, ela se prepara para musicar a obra de outro famoso contestador, o escritor Charles Bukowski.

Como vai ser o show em São Paulo?

Vou me apresentar com uma orquestra (a Sinfônica Municipal de São Paulo) e o repertório vai trazer Kurt Weill, Bertolt Brecht, Edith Piaf e um pouco dos musicais, ou seja, união de canções alemãs, francesas e americanas. Estou muito motivada pois nem conheço a orquestra tampouco o regente (Rodrigo Carvalho). Vai ser muito emocionante.

Mas, no momento, você vinha apresentando um show diferente em Nova York, não?

Sim, chamava-se Last Tango em Berlin, no qual cantava para um público pequeno, cerca de 85 pessoas, no Cafe Carlyle. Era um show que eu descrevia como uma viagem entre passado e futuro (título, aliás, de seu CD com músicas próprias), pois unia meu repertório habitual (Weill, Piaf) com o tango de Astor Piazzolla, além de tratar de questões atuais (Ute fazia um monólogo em que brincava com a política mundial). Ao mesmo tempo, eu terminava os últimos detalhes do álbum que devo lançar nos Estados Unidos e Canadá até o fim de março, que é o mesmo que saiu na Europa no ano passado, com canções minhas. Não sei quando vai ser lançado na América do Sul, tenho feito o possível para isso acontecer. E, para não perder o fôlego, já iniciei a preparação do meu próximo projeto, que será inspirado na literatura de Charles Bukowski.

Acredito, então, que você não tem mais tempo para pintar, outra de suas habilidades, não?

Realmente, não tenho mais tempo. Pintei muito até há três ou quatro anos, até o nascimento do meu filho caçula, Julian, que passou a tomar mais do meu tempo. E, como comecei a compor, as poucas horas que me sobravam eram dedicadas às aulas de piano e à criação. Mas continuo admirando os expressionistas e surrealistas.

Mas o que parece não ter mudado é sua intensa identificação com a obra de Kurt Weill.

É verdade, especialmente por sua importância para a cultura alemã. Mas o repertório de Weill marca minhas raízes musicais. Foi um capítulo particular da música popular da Alemanha – muito breve, mas que compreendeu o nazismo, o final da República de Weimar e todas as transformações sofridas pelo país, especialmente por ele, chamado de macaco e negro pelos nazistas. Uma época que ele traduziu, de forma única, as paixões e as frustrações que assolavam a sociedade alemã. Quando eu tinha 17 anos, fiz um curso na Áustria no qual aprendi muito sobre a obra de Weill. Continuei interessada mesmo depois de me tornar profissional. Assim, ao longo dos anos, assumi como missão reviver esse repertório, dar-lhe vida novamente. O que não é tão difícil, já que as canções continuam atuais, pois tratam das rachaduras da democracia moderna como a corrupção, falam da liberdade sexual e de expressão.

Mesmo assim você não pretende voltar a morar na Alemanha?

Não, pois vivo em Nova York há 11 anos, estou ambientada aqui, uma sociedade moderna e internacional. Antes ainda, morei em Londres e Paris. Atualmente, a Alemanha é alemã demais para mim (risos). Acho que não me habituaria mais a viver lá. Toda minha família continua morando na Alemanha e, quando os visito, eu me sinto uma imigrante (risos).

Você também deixou de dançar?

Sim, desde o momento em que me concentrei em trabalhar com a voz. Participei de diversos trabalhos envolvendo a dança, especialmente os musicais que apresentei na Broadway e em Londres. Hoje, o ato de dançar continua apenas em minha mente. Até me mantenho em forma, teria condições de executar alguns passos, mas não faz parte dos meus planos.

O mesmo se pode dizer de sua carreira no cinema?

Sim, a produção de um filme normalmente consome várias semanas do tempo de um ator, o que implica se afastar de outros projetos e, especialmente, da família. E, francamente, não tenho mais disposição para ficar longe dos meus três filhos. É preciso que seja algo que realmente me interesse, como um filme que devo rodar em maio, na França, chamado Deauville, com direção de Miguel Cruz. Mas será uma exceção e não mais a regra – quando eu era jovem, eu participava de tudo (filmava, interpretava musicais, fazia shows, gravava CDs). Agora, prefiro focar no que mais me interessa, que é minha carreira musical.

O que ela tem em comum com a obra de Charles Bukowski, que vai inspirar seu novo projeto?

Na verdade, sempre considerei fascinante o fato de o próprio Bukowski não considerar seus escritos como literatura. Para ele, o que escrevia não passava de um relato de sua vida miserável, que não interessaria a quase ninguém. Mas essa sensação de ser um outsider permitiu que ele observasse a sociedade com um olhar crítico e original. Não há máscaras em sua escrita. Sabe, em alguns momentos me faz lembrar Bertolt Brecht, que também jamais pretendeu ser considerado um poeta. Ambos buscavam apenas retratar as dificuldades de se viver em sociedade. Foi justamente essa linguagem crua, suja, realista que me fascinou a ponto de me inspirar a criar uma melodia para essas palavras. Ainda não está pronto, mas tenho certeza que resultará em algo muito interessante.

Serviço

Ute Lemper. Sala São Paulo (1.484 lug.). Praça Júlio Prestes, 16, Campos Elíseos. Ingressos só pelos tels.: 3057-0131, 3884-4921, 4003-1212. Hoje, às 21 horas. R$ 50 a R$ 120

As Influências Da Cantora

KURT WEILL: O compositor foi o fiel parceiro de Bertolt Brecht, com quem criou obras como A Ópera dos Três Vinténs, Réquiem Berlinense e Os Sete Pecados Capitais. Interessada em seu trabalho, Ute leu até os artigos desdenhosos dos nazistas sobre Weill.

CHARLES BUKOWSKI: Cínico, anti-herói e dono de um desprezo militante contra instituições, o autor (1920-1994) deixou obra irregular, notadamente ególatra e escrita à base de muito álcool. A linguagem crua, no entanto, incentiva Ute a compor o próximo trabalho.

MARLENE DIETRICH: Maior estrela do cinema alemão, crítica do nazismo, a atriz (1901-1992) foi transformada em mito da sensualidade pelo filme O Anjo Azul. Ute sempre a homenageia nos shows.

Set List

Padam Padam (Henri Contet/Norbert Glanzberg)
La Vie en Rose (Louisguy/Edith Piaf)
Gershwin Medley (George Gershwin)
Moondance (Van Morrison)
Die Moritat von Meckie Messer (Kurt Weill/Bertolt Brecht)
Song of Mandalay (Kurt Weill/Bertolt Brecht)
Sourabaya Johnny (Kurt Weill/Bertolt Brecht)
Pirate Jenny (Kurt Weill/Bertolt Brecht)
J”attends un Navire (Kurt Weill/Jacques Deval)
Youkali (Kurt Weill/Roger Fernay)
Saga of Jenny (Kurt Weill/Ira Gershwin)
I”m Stranger Here Myself (Kurt Weill/Ogden Nash)
Milord (Margerite Monnot/Georges Moustaki)
Cabaret (John Kander/Fred Webb)
All that Jazz (John Kander/Fred Webb)

Sujeito a alterações

Ute Lemper – Ghosts of Berlin

13/01/2009 - 19:23h Tango com alma nas tradicionais milongas

Portenhos veem renascimento da dança em vários pontos da capital

Ariel Palacios – O Estado de S.Paulo

BUENOS AIRES - Nada de rosa na boca ou malabarismos que fazem o tango parecer twist, como nos vários shows turísticos oferecidos com insistência na capital. Nas tradicionalíssimas milongas, dança-se comme il faut, de forma verdadeira e espontânea. Sem espaço para mão no peito e falsas lágrimas quando os músicos tocam os acordes de Evita.
Veja também:

linkEspecial para habitués: segredos de uma Buenos Aires desconhecida
linkO amado e odiado circuito Rodin

linkRaridades e itens curiosos à venda

linkCinco dicas gastronômicas para fugir do bife de chorizo
Nesses salões, os protagonistas são senhores de terno e gravata, que trançam as pernas indistintamente com senhoras de vestido ou adolescentes de jeans e tênis. Sim, adolescentes. Nos últimos anos, o tango vive um período de renascimento e hoje a cidade conta com mais de 150 milongas.

Antes de embarcar nessa jornada, saiba que o tango tem etiqueta própria. Primeiro conselho: evite conversar enquanto dança. “Somente um gringo pode fazer a palhaçada de aproveitar um tango para conversar e se divertir”, escreveu Ernesto Sábato, em seu livro de ensaios sobre a dança.

As tanguerías não são ambientes para paquera explícita. Logo, seja sutil. Para convidar alguém para dançar costuma-se fazer um cabeceo, movimento que consiste em uma leve sacudida da cabeça em direção à pista. Se a resposta visual for positiva, as duas pessoas se dirigem ao centro do salão. Confira alguns endereços com muita diversão e nada de estereótipos:

Niño Bien

Instalada no primeiro andar da associação cultural de uma comunidade espanhola, essa milonga embala a noite portenha com música gravada e orquestras. O público costuma ser majoritariamente de terceira idade e se divide entre aqueles que admitem a passagem do tempo e os que se rebelam contra ela. Bigodes tingidos, perucas e alguns espartilhos convivem com cabelos brancos.

O ambiente do Niño Bien é agradável. O único problema é que fica na região de Constitución, bairro não tão seguro assim. Chame um táxi e encare a jornada, pois vale a pena. Na saída, peça um radiotáxi. Não caminhe pelas redondezas à noite. Fica na Rua Humberto Primo, 1.462, Constituición. Informações: (00–54-11) 4483-2588.

Parakultutal

Nesta famosa milonga, orquestras embalam os dançarinos. O local também oferece aulas para diversos níveis de tangueiros – sempre às segundas, terças, quintas e sextas-feiras. Fica na Rua Scalabrini Ortiz, 1.331, em Palermo. Informações: www.parakultural.com.ar (o site inclui a programação do mês).

La Catedral

O ambiente não é tipicamente tangueiro – moderninha, a milonga mais se parece com um celeiro ou uma fábrica abandonada decorada com eventuais toques kitsch -, mas La Catedral é um lugar onde se dança o autêntico tango, com a alma. A presença maciça de jovens e adolescentes chama a atenção dos visitantes.

Argentinos se misturam a estrangeiros residentes na cidade e alguns poucos (poucos mesmo) turistas. Fica na Rua Sarmiento 4.006, Almagro. Informações: (00–54-11) 4342-4794.

Lo de Celia

Point de grandes e exigentes dançarinos de tango. Os habitués são bastante rigorosos com os novatos. Quando notam alguém diferente entrar no salão, ficam de olho para ver como a pessoa dança antes de convidá-la para, enfim, sacar viruta al piso (ou tirar lascas do chão). Fica na Rua Humberto Primo, 1.462, San Telmo. Mais informações: (00–54-11) 4304-2438.

***
De olho na bolsa

Desde a crise de 2002, furtos viraram uma constante em Buenos Aires, principalmente em locais turísticos. Veja quais:

Rua Florida: sempre lotada – e cheia de visitantes distraídos -, é um prato cheio para os batedores de carteira. Algumas das paralelas também são pouco recomendáveis

Avenida 9 de Julio: a ampla avenida e seu policiamento precário permitem uma fuga rápida dos assaltantes

Caminito: o entorno da rua colorida, em La Boca, está cheio de batedores, que se escondem nos cortiços da área

Recoleta: o elegante bairro é alvo da ação dos moto-chorros, ou bandidos de moto. O motoqueiro passa em velocidade e seu comparsa, na garupa, rouba sacolas e relógios

Táxi: use um radiotáxi, pois há bandidos disfarçados de taxistas. E cuidado para não receber dinheiro falso. Outra estratégia é o motorista fingir que “esqueceu” de ligar o taxímetro e pedir um valor fixo pela corrida, bem maior do que você pagaria normalmente.

12/12/2008 - 18:48h Madonna, um cardeal e… o pecado

Ela chega hoje ao Rio, depois que igreja condenou a ‘luxúria’ do show no Chile

madonna2.jpg

Jotabê Medeiros – O Estado SP

Chega hoje ao Rio em um jato particular o maior e mais rentável negócio do show biz na atualidade, a cantora e agitadora comportamental Madonna, de 50 anos. Após seus dois shows para cerca de 140 mil pessoas no Estádio Nacional de Santiago, Chile, Madonna já reuniu até agora mais de 400 mil pessoas na América do Sul – foram 262 mil na Argentina e serão mais 350 mil pessoas no Brasil, um número recorde para uma única turnê na região, quase 800 mil pessoas.

Só para se ter uma idéia: a arrecadação da turnê de Madonna no Chile rendeu US$ 10 milhões, o dobro do que o U2 arrecadou em 2006. O primeiro show no Maracanã será o 54º da cantora nessa turnê, e quando ela estiver encerrando do 58º, no Estádio do Morumbi, terá faturado mais de US$ 260 milhões, a mais bem paga turnê da história – feito que coloca a empresa Live Nation numa posição ímpar no mundo musical, após as contratações das turnês de Madonna, Jay-Z e U2.

No Rio, a cantora poderá estar pela primeira vez desfilando acompanhada, segundo fortes rumores, de seu novo namorado, o jogador de beisebol Alex Rodriguez, o A-Rod, de 33 anos, do New York Yankees. Ela também está viajando acompanhada dos filhos, Lourdes Maria, Rocco e David Banda, que é adotivo.

Madonna provoca também efeitos colaterais: no Chile, a polícia prendeu na terça em Renca quatro sujeitos com 13 quilos de maconha, que estavam sendo levados para serem comercializados durante o show da cantora. Políticos, jogadores de futebol, prefeitos, governadores, presidentes: todos querem estar perto de Madonna. Estavam no Estádio Nacional o tenista Fernando Gonzalez, o prefeito Pablo Zalaquett, os deputados Fulvio Rossi e Marcelo Dias, entre outros.

Mas nem todo mundo esteve em êxtase: anteontem, o cardeal emérito de Santiago, Jorge Medina, acusou Madonna de provocar um “entusiasmo louco”, um “entusiasmo de luxúria”, condenando a pecaminosa agitação que a cantora provoca. Medina (que fez o pronunciamento durante uma missa em homenagem ao general Pinochet, de triste memória) deve se referir ao sexo casual que Madonna simula com sua guitarra (fumando um cigarro imaginário depois), ou à masturbação de mentirinha que ela encena, com a mão por dentro do shorts, ou a cópula de brinquedo que faz no chão com um bailarino.

Madonna imaginou seu show como um quarto de espelhos, no qual suas múltiplas personas criadas durante 25 anos de show biz se estilhaçam, são destruídas e depois são reorganizadas como num passe de mágica. Os quatro shows de Buenos Aires foram filmados por Nick Wickham, e o resultado vai virar um DVD (não está definido de Wickham também não estará trabalhando no Brasil.)

20/11/2008 - 08:46h Consciência Negra terá Seu Jorge e Black Rio

Show da banda carioca hoje na praça da Sé será uma homenagem a Tim Maia

Cantoras de samba Teresa Cristina e Fabiana Cozza também se apresentam dentro da programação do Dia da Consciência Negra

Divulgação
 

O cantor Seu Jorge, que faz show hoje em palco na praça da Sé

JULIANA LUGÃO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Missa com liturgia especial, tecno-macumba, congada, samba, Tim Maia. No ano em que se comemoraram 120 anos do fim da escravidão, a praça da Sé, marco central de São Paulo, recebe hoje 12 horas de programação musical.
O dia começa com um encontro de congadas às 9h, que sai do Páteo do Colégio e vai até a Catedral da Sé, onde se apresenta a cantora Virgínia Rodrigues. Depois de uma missa na catedral, começa, ao meio-dia, a programação de shows no palco da praça, que, segundo os organizadores, deve receber cerca de 20 mil pessoas ao longo do dia. Os intervalos entre as diversas atrações serão preenchidos por sets de DJs.

Atrações
Além de Rita Ribeiro, Jussara Silveira, Teresa Cristina e Fabiana Cozza, os shows mais esperados de hoje serão o da banda Black Rio e o de Seu Jorge, que receberá a cantora Paula Lima.
A Black Rio teve sua primeira formação na década de 70 e marcou a história da música black no Brasil. O grupo vai atacar com o show que tem apresentado desde maio pelo país: um tributo ao cantor e compositor Tim Maia (1942-1998).
Para William Magalhães, líder atual da banda e filho de seu fundador, a homenagem é mais do que devida: “Tim Maia foi um símbolo. Ele é o máximo de referência que a gente pode ter da música brasileira negra”.
Prometendo hits de Tim, como “Azul da Cor do Mar” e “Acenda o Farol”, “a Black Rio está pronta pra emocionar a platéia”, promete Magalhães.
Já Seu Jorge, que acredita que a discussão sobre a desigualdade entre brasileiros não pode deixar de passar pela questão do desenvolvimento econômico do país, deve entrar no palco por volta das 20h, para fechar a noite.
Ele diz que o show de hoje deve apresentar basicamente o repertório de seu mais recente CD, “América Brasil” -mas garante que não deixará de lado outros hits.
“Se eu deixar a canção “Carolina” de lado, o povo fica bravo, achando que eu estou metido. Eu quero é fazer o público se divertir”, diz.
Segundo Leandro Rosa, assessor para questões de gê- nero e etnia da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, responsável pela organização do programa, “como era impossível contemplar 120 anos de produção cultural negra no país, fizemos uma programação que tentasse mostrar a diversidade dessa cultura atualmente”.

VEJA A PROGRAMAÇÃO

NA PRAÇA
9h: Entrada das congadas na praça da Sé

10h: Apresentação de Virgínia Rodrigues na catedral da Sé
11h: Missa (integrada por grupos de congadas e moçambiques)

NO PALCO
12h: Rita Ribeiro – show “Tecnomacumba” (participação especial de Jussara Silveira e Teresa Cristina)
14h: Mzuri Sana (SP)
Rah Digga (NY)
DJ Pogo (Inglaterra)
DJ Billy Biznizz (Inglaterra)
15h30: DJ Evelyn Cristina (SP)
16h: Fabiana Cozza comanda roda de samba
17h30: DJ Evelyn Cristina
18h: Banda Black Rio, com tributo à Tim Maia
19h30: DJ Gran Master Ney
20h: Seu Jorge (participação de Paula Lima)

CONSCIÊNCIA NEGRA
Quando: hoje, a partir das 9h
Onde: praça da Sé
Quanto: entrada franca
Classificação: livre