25/09/2009 - 20:31h Shunga trio

Three Samurai
Miyakawa Choshun (1682–1753), The Flowered Robe

Utamaro Kitagawa
- Luis Favre

Three Samurai
Miyakawa Choshun (1682–1753), The Flowered Robe

Utamaro Kitagawa
Shunga, Soneto
Ana Karina Bucciarelli
Imagens que assaltam a madrugada
E inundam o meu regaço
Às três da manhã
De espada em riste livre de embaraço.
E pela mesma janela que foge a decência
A confusão se instala
Como se coxa fosse, balança na cadência
Em contrações involuntárias.
Os dedos frenéticos espalham a seiva
E massageiam o núcleo para a invasão da ogiva
Domínio horizontal do oriente.
Imagens se esvaem com a alvorada
Sakura descansa na terra do sol nascente
A cútis amanhece renovada.
Pintura: Shunga (arte erótica japonesa), Anônimo (pintura em seda)
Escrito por Ana Karina Bucciarelli
Fonte Blog ONZEPALAVRAS
Estou pensando aproveitar o feriado prolongado, pegar minha shunga e cair de supetão no sitio de Sergio Leo.
Fiquei fascinado pela confissão de Sergio sobre o pacto que tem com sua mulher Marta, também jornalista (ver nos comentários)
Pelo que entendi, a coisa funciona mais ou menos assim.
O cara chega em casa por volta das 3 da manhã e a mulher aguardando brava. Olhos cansados, gravata no bolso, cheiro de bebida (em Brasília a lei seca é o clima), mas o Sergio -pois dele se trata- tem a frase salvadora na ponta da língua ante qualquer cobrança: “nosso pacto é não comentar pauta em andamento, darling”.
Quero ser jornalista e casar com jornalista!
Agora dá para entender a reação de Sergio Leo ao blog da Petrobras. Imaginou?
O cara tenta se escudar no pacto e a mulher com as fotos na mão, publicadas no blog pela fonte que decidiu não respeitar o sigilo.
Vazou!
LF

A indústria da pornografia é, provavelmente, tão antiga como o próprio mundo. Nas civilizações orientais, nomeadamente no Japão, pensa-se que a produção de desenhos eróticos remonta ao final do 1º milénio para consumo exclusivo da corte. A função primeira destes desenhos era, obviamente, a estimulação visual, mas também era utilizados para ensinar os jovens a comportarem-se em questões de sexo, desde os preliminares até à higiene. A partir do século XVI a produção e circulação de desenhos eróticos, então denominados shunga, conheceu um grande crescimento graças à técnica da gravura em madeira, tendo atingido níveis de elevada sofisticação e qualidade estética!
As gravuras shunga eram executadas e comercializadas quer isoladamente, quer em livros contendo doze imagens, denominados enpon, quer ainda em rolos, esta última forma a mais rara e também a mais cara. Os temas retratados eram variados e, por vezes, surpreendentes, uma vez que os japoneses possuíam preferências sexuais também variadas; a maior parte dos desenhos representava contudo cenas heterossexuais que podiam ir do simples amor sensual até à mais refinada pornografia. Curiosamente, devido à nudez não ter conotações eróticas no Japão, as figuras encontravam-se quase totalmente vestidas e revelavam somente os órgãos sexuais, exagerados em tamanho.
Até os maiores artistas da gravura tradicional japonesa se dedicaram a este género, à época considerado menor, tendo o cuidado de conservar o anonimato de modo a não prejudicar as suas carreiras “sérias”. Nomes como Utamaro, Hokusai, Hiroshige e, sobretudo, Kunisada executaram bastantes desenhos e contribuíram para elevar a sua qualidade estética. As gravuras shunga chegaram a atingir preços elevados e os artistas, trabalhando para empresários do ramo, faziam bom dinheiro. As autoridades fizeram diversas tentativas para limitar ou mesmo banir este género, todas sem sucesso: a arte shunga continuou a florescer. Hoje em dia permanece sob a forma de mangás…



