26/10/2009 - 08:29h Droga para aids vai tratar hepatite

Ministério afirma que acordo entre farmacêuticas atrasou ampliação dos usos aprovados do medicamento

Lígia Formenti, BRASÍLIA – O Estado SP


O Diário Oficial da União vai estampar na sua edição de amanhã o desfecho de mais uma queda de braço entre governo e indústria farmacêutica. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publica uma autorização para que o medicamento Tenofovir, atualmente usado para aids, seja indicado também para portadores de hepatite B. A medida é resultado de uma ação inédita, adotada pelo Ministério da Saúde. Diante da demora da empresa fabricante, a Gilead, em pedir a autorização para uso do remédio no tratamento da hepatite, o próprio ministério decidiu fazer a solicitação à agência.

“A hipótese mais provável é a de que havia um acordo entre empresas, dividindo o mercado brasileiro”, afirma o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, sobre a resistência da fabricante. Nesse trato, a Gilead, multinacional de origem americana, não entraria no mercado de tratamento de hepatites no Brasil, deixando espaço para outras fabricantes. Com a iniciativa do ministério, o possível acerto foi minado.

Além do Tenofovir, o governo tinha como escolha adotar uma outra droga, o Adefovir, produzido pela multinacional GSK. Mas há pontos desfavoráveis. “Além do problema de preço, há um risco maior de pacientes desenvolverem resistência ao medicamento”, conta a coordenadora do Programa Nacional de DST-Aids, Mariangela Simão, que liderou a organização de um novo protocolo de tratamento para hepatite B. O protocolo procura trazer uma padronização da terapia.

Pelas novas diretrizes, o Tenofovir seria usado como primeira opção de tratamento para portadores de hepatite B. A previsão é a de que, no primeiro ano, 2,5 mil pessoas recebam indicação para o remédio.

O Adefovir continuaria a ser usado por pacientes que já iniciaram o tratamento com a droga – graças às decisões judiciais em ações movidas para obtenção do medicamento. Há ainda um terceiro remédio, o Entecavir, fabricado pela Bristol, laboratório americano, cuja indicação é mais restrita.

Mariangela Simão conta que sua equipe mostrou à empresa fabricante do Tenofovir o interesse em comprá-lo para tratar portadores hepatite B. “Mas a empresa não esboçou nenhum movimento para fazer o pedido de registro à Anvisa.” Tanto na União Europeia quanto nos Estados Unidos, a droga já é usada para tratamento de hepatite.

O diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo de Melo, afirma que esta é a primeira vez que o próprio ministério requer a autorização do uso de um remédio para indicação diferente da que havia sido registrada.

NOVA POLÍTICA

Desde setembro, a política para tratamento da hepatite B crônica – uma das maiores preocupações em saúde pública – mudou. A coordenação do trabalho agora é feita pelo Programa Nacional de DST-Aids, que passou a se chamar Departamento de DST-Aids e Hepatites Virais.

Depois de sete anos sem alteração, o ministério lança amanhã um novo protocolo para tratamento da forma crônica da hepatite B. O documento inclui quatro medicamentos para distribuição gratuita aos portadores da doença, entre eles o Tenofovir. A incorporação de novas drogas ao protocolo deve reduzir o número de ações judiciais de pacientes que reivindicam o fornecimento de remédios que não estão na lista de distribuição gratuita do governo.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Juvencio Furtado, há ainda uma lacuna: a inclusão de exames de carga viral para portadores de hepatite B crônica.

23/03/2009 - 20:32h Será possível perdoá-lo?

Declarações de Bento XVI sobre a ineficácia do preservativo chocam os ativistas antiaids em Angola

 

José Eduardo Agualusa* - O Estado de S.Paulo

 


- Como o papa Bento XVI fez questão de recordar, mal desembarcou em Luanda, na manhã de sexta-feira, 20 de março, Angola começou a ser cristianizada vai para 500 anos. O país alberga, pois, uma das mais antigas comunidades católicas da África ao sul do Sahara.

Após começo problemático, o papa chamou a atenção para a pobreza no país

Ao longo destes cinco séculos a presença da Igreja Católica em Angola teve bons e maus momentos. A Igreja apoiou a escravatura e o tráfico negreiro, e acendeu as fogueiras da Inquisição. O caso mais notável terá sido o de d. Beatriz Kimpa Vita, a qual depois de visitada em sonhos por Santo Antônio, criou seu próprio culto. Foi queimada em 1706. O escritor angolano Henrique Abranches publicou um interessante romance sobre a vida e a morte de d. Beatriz: Misericórdia para o Reino do Congo (D. Quixote, Lisboa). A queima de feiticeiras transformou-se numa tradição que, desgraçadamente, continua a ser praticada nos nossos dias. Um dos episódios mais brutais, mais estranhos, mais difíceis de explicar, da longa guerra civil que Angola viveu, foi o da queima, numa cerimônia pública, de um grupo de mulheres, e uma criança, acusadas de feitiçaria, cerimônia esta promovida e presidida pelo falecido dirigente das forças de guerrilha, Jonas Savimbi. Mais uma vez a literatura guardou testemunho do episódio num romance assinado por José Sousa Jamba, ele próprio um antigo guerrilheiro da Unita: Patriotas (Publicações Cotovia, Lisboa).

Já no século 20 a Igreja Católica distinguiu-se positivamente no apoio ao ensino e às populações mais carentes. Não por acaso a única estátua de uma personalidade portuguesa que não foi apeada nem vandalizada em Luanda, após a independência, é a que representa monsenhor Alves da Cunha, fundador do primeiro estabelecimento de ensino médio na capital angolana e inimigo acérrimo de todas as formas de escravatura que no início do século passado ainda sobreviviam no território.

Não surpreende que entre os fundadores do moderno movimento nacionalista angolano estivessem homens da Igreja. O primeiro levantamento armado contra o regime colonial, a 4 de Fevereiro de 1961 – operação quixotesca destinada a libertar um grupo de nacionalistas detidos em Luanda -, foi pensado e preparado por um angolano de pele clara, o cônego Manuel das Neves, personagem que o MPLA, partido no poder em Angola, ignorou durante todos os anos em que defendeu posições marxistas. Joaquim Pinto de Andrade, primeiro presidente do MPLA – preso após a independência por se opor à liderança de Agostinho Neto – também vestiu batina.

Durante os anos da guerra muitos intelectuais ligados a correntes pacifistas, e a grupos da oposição não belicista, acusaram a Igreja Católica, e os seus principais responsáveis em Angola, de não terem querido ou sabido utilizar todo seu poder – que era então imenso – para aproximar as partes desavindas. É difícil não concordar com eles. A Igreja Católica pecou por omissão, por covardia, não obstante a coragem com que muitos padres e freiras se esforçaram por socorrer as vítimas.

Nos últimos anos a Igreja Católica vem perdendo crentes para uma constelação de cultos evangélicos, alguns deles de matriz brasileira. Esta deserção em massa aflige a hierarquia da Igreja e explica, ao menos em parte, o fato de Angola ter sido um dos dois países africanos escolhidos por Bento XVI para sua primeira visita ao continente. Infelizmente, a visita não começou bem. As declarações do papa sobre a utilização da camisinha – segundo o Sumo Pontífice, não só não previne como contribui para a propagação da pandemia!- chocaram os responsáveis pelas campanhas de combate ao vírus da aids.

A prolongada guerra civil, ao dificultar a entrada de pessoas infectadas com o vírus da aids provenientes dos países vizinhos, explica o número relativamente baixo de angolanos atingidos pela doença. Sete anos após a morte de Jonas Savimbi e do final da guerra civil, porém, esse número vem crescendo de forma alarmante, em particular nas povoações de fronteira. Convém recordar que em países como Botsuana, ao sul de Angola, mais de metade da população está infectada. À luz desses números, as declarações de Bento XVI parecem ainda mais insensatas, senão mesmo criminosas. Acrescente-se que na maioria dos países africanos, incluindo Angola, existe uma grande resistência à utilização da camisinha. Nos meios rurais persiste a convicção de que a mulher tem o dever de partilhar o destino do seu marido – morrendo com ele.

Para os mais otimistas, as infelizes declarações do papa Bento XVI sobre a utilização da camisinha serviram ao menos para chamar a atenção do mundo no que diz respeito ao imenso drama que a África vive. Merece realce, por outro lado, o discurso de bento XVI no palácio presidencial, após uma audiência privada com José Eduardo dos Santos. O Sumo Pontífice atacou a corrupção e a extrema desigualdade social: “Não nos podemos esquecer que há tantos pobres em Angola que reclamam o respeito pelos seus direitos. Não nos podemos esquecer dos que vivem abaixo do limiar da pobreza. Não os desiludam. Angola deve partilhar as suas riquezas materiais e espirituais em benefício de todos”. Recorde-se que dois terços dos angolanos vivem com menos de US$ 2 por dia, num país com apenas 16 milhões de habitantes, e que é o maior produtor de petróleo da África negra, e o terceiro maior produtor de diamantes do mundo. Diante do papa, manifestando certo desconforto, perfilavam-se algumas das maiores fortunas do país.

*Escritor angolano autor de sete romances, entre os quais O Vendedor de Passados, Manual Prático de Levitação (Gryphus) e As Mulheres do meu Pai (Língua Geral)

19/03/2009 - 15:12h Integrismo

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 O Globo

18/03/2009 - 18:15h Comentários do papa sobre camisinha são ‘ameaça’, diz França

Na África, Bento 16 disse que uso de preservativos pode prejudicar no combate à Aids.

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“A camisinha é a vida” cartaz na frente da igreja do Sacré-Cœur em Paris – França

BBC Brasil

– A França condenou nesta quarta-feira as declarações do papa Bento 16 rejeitando o uso de preservativos na luta contra a Aids, qualificando-as como “uma ameaça”.

“Enquanto não cabe a nós julgar a doutrina da Igreja, consideramos que tais comentários são uma ameaça às políticas de saúde pública e a obrigação de proteger a vida humana”, disse o porta-voz do ministro das Relações Exteriores francês, Eric Chevalier.

O papa Bento 16 disse na terça-feira, em visita a Camarões, que o uso de preservativos pode agravar o problema da Aids.

Ele chamou a doença de “uma tragédia que não pode ser combatida apenas com dinheiro ou a distribuição de preservativos, os quais podem, inclusive, aumentar o problema.”

Leia mais na BBC Brasil: Papa rejeita preservativos como solução para a Aids na África

A solução, segundo Bento 16, se encontra “em um despertar espiritual e humano” e “amizade com os que sofrem”.

O pontífice defende a fidelidade e a abstinência como formas de combater a doença.

No entanto, as declarações causaram espanto em alguns ativistas que dizem que o uso de preservativos é um dos únicos métodos comprovadamente eficazes de combate à doença.

“A oposição dele aos preservativos indica que dogmas religiosos são mais importantes para ele do que as vidas dos africanos”, afirma Rebecca Hodes, da ONG sul-africana de combate à Aids Treatment Action Campaign.

Se calcula que cerca de 22 milhões de pessoas são infectadas com o vírus do HIV na África ao sul do Deserto do Saara, segundo dados da ONU de 2007.

O total representa dois terços de todos os infectados do mundo.

17/06/2008 - 18:55h Acesso à vida

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Access To Life/Russia

(© Alex Majoli/Magnum Photos)

O uso das drogas antiretrovirais, no início dos anos 90, marca um antes e um depois na luta contra a sida. Antes havia uma sentença de morte mais ou menos rápida. Depois houve uma forma de domar uma doença crónica. Mas este balão de oxigénio está longe, muito longe, de chegar a todos os que precisam dele. O preço dos comprimidos antiretrovirais e as dificuldades de os distribuir com eficácia nas zonas do globo mais complicadas fazem com que 95 por cento dos infectados com HIV fiquem de fora deste “cheque-oportunidade-de-vida-mais-alargada”.
Para tentar anular estas desigualdades foi criado, em 2002, o Global Fund to Fight AIDS, Tuberculosis and Malaria, que já tem programas em mais de 100 países. A iniciativa não está só a salvar vidas, mas a prevenir que a doença se espalhe ainda mais.

A partir do mote accesstolife, oito fotógrafos da Magnum (Paolo Pellegrin, Alex Majoli, Larry Towell, Jim Goldberg, Gilles Peress, Jonas Bendiksen, Steve McCurry, Eli Reed) foram convidados para registar casos de pessoas infectadas que passaram a ter acesso a antiretrovirais para controlar a doença. Em nove países, os fotógrafos da agência captaram o dia-a-dia do “antes” e o resultado do tratamento quatro meses depois. Em muitos casos, conseguiram recuperar-se as rotinas do trabalho, a convivência da família e, claro, a alegria de estar vivo. Noutros casos a ajuda chegou tarde demais.

Desde o início dos anos 80 já morreram perto de 30 milhões de pessoas por causa da sida.

Para ver os trabalhos dos oito fotógrafos da Magnum clique aqui.

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(© Jim Goldberg/Magnum Photos)

02/04/2008 - 09:56h Camarades

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Les camarades sortent trop rarement “couverts”

Camarade (同志, tóngzhì) C’est comme cela que l’on dit homosexuel en Chine. Le détournement de cette expression révolutionnaire ferait-il de cette minorité les derniers vrais rebelles d’une société où le conformisme est érigé en vertu? Rien n‘est moins sûr.

Toujours est-il que pour la première fois les autorités s’intéressent aux « camarades » autrement que sur un mode répressif. Le ministère de la santé annonçait il y a quelques semaines une campagne de prévention du sida ciblant les homosexuels . Il est grand temps. Une étude récente faisait apparaître que seuls 10 à 20% des « camarades » utilisent des préservatifs et ce alors que le nombre de contaminations au virus HIV est en progression exponentielle (+45% en 2007 ). L’indigence des campagnes institutionnelles ne fait rien pour limiter la casse. Mais voilà : comment faire de la prévention sans parler sexe ? Les réseaux associatifs de la société civile, par leur proximité avec les « groupes à risque » (usagers de drogue, prostitué(e)s, migrants, minorités sexuelles), ont démontré leur efficacité dans ce domaine. Malheureusement les autorités entravent presque systématiquement leurs actions : interdiction de réunions et conférences, assignations à résidence, arrestations, sites internet bloqués. Une méfiance naturelle : toute émanation de la société civile est une menace pour l’hégémonie du Parti.

Alors cette nouvelle campagne, un tournant ? Peu importe. C’est en mettant un terme à la répression des acteurs de la société civile que la Chine pourra plus efficacement lutter contre les maux qui l’affectent. Et pas seulement le sida.

Fonte Blog Un oeil sur la Chine 

 

22/03/2008 - 21:39h Una estética sin límites

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LOUISE BOURGEOIS. El niño reticente, 2002, tela, mármol y acero

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RON MUECK.Máscara II, 2001

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JAKE Y DINOS CHAPMAN.Cuerpo exquisito, 2002, tinta y acuarela

 

Por Jorge López Anaya

Para LA NACION – BUENOS AIRES, 2008

Al iniciarse la década de los noventa, en las exposiciones internacionales más importantes se podía ver de manera reiterada obras de Joseph Beuys, de Louise Bourgeois y de otros artistas que, de forma similar, mostraban escenas caracterizadas por lo dramático del azar, la arbitrariedad de los accidentes y la fragilidad del cuerpo humano.

En esa dirección apuntaban las sórdidas obras del español Pepe Espaliú, con referencias al sida, enfermedad que lo llevó a la muerte en 1993. Poco antes había organizado una performance en la que sus amigos transportaron su cuerpo enfermo hasta el Museo Reina Sofía de Madrid. En otras muestras de esos años era habitual la presencia de artistas que exponían trabajos que hablaban de la presencia del hombre en el mundo; era evidente la herencia del surrealismo.

La práctica artística se fundaba en el interés por lo social y en la experiencia del cuerpo, en las prácticas narcisistas y en los efectos de las investigaciones genéticas, en la cirugía plástica y en la enfermedad, en lo escatológico y en el sexo. Ese era el contexto en el que el crítico norteamericano Hal Foster publicó El retorno de lo real (1996), vinculando el arte con lo traumático y lo abyecto.

Un buen ejemplo es la obra de la checa Jana Sterbak, que tiene como motivo la ambigüedad del cuerpo. Todos sus trabajos, entre la ironía, el absurdo y la tragedia, remiten a los estereotipos de lo femenino promovidos por la industria de producción masiva de vestimentas. A través de ellos circulan el amor, la muerte, el fracaso; también la idea de belleza. Vanitas. Vestido de carne para una albina anoréxica (1987), una de sus obras, es un atuendo de carne de animal que se pudrirá, que resulta siniestro y obsceno. Asimismo, se trata de una crítica virulenta al cuerpo sometido por una cultura cuyos paradigmas son la belleza y la eterna juventud.

No son indiferentes a esas prácticas la continuidad del ready-made , el interés de Fluxus por lo efímero, los materiales del arte povera , la renovación de la performance , la actualidad de la fotografía y de la instalación, los derivados del pop, del minimalismo y del arte conceptual, el feminismo y el discurso tecnológico. También es notoria la intención de sacar el arte del museo o de la galería, como lo hicieron, entre muchos otros, el Colectivo Cambalache que integraban Carolina Caycedo, Adriana García y Federico Guzmán. En 1998 el grupo comenzó a realizar actividades artísticas de carácter social en las calles de Bogotá y en el Viejo San Juan de Puerto Rico.

Por otra parte, los artistas emergentes en la década de los noventa, lejos del romanticismo de Bourgeois y Beuys, se ubican en múltiples vertientes, borrosas en ocasiones, entre ellas, las “cosmologías individuales”, las “mínimas intervenciones”, la “figuración desviada”, el “neobarroco” y las “estrategias relacionales”.

Los que apuntan hacia las cosmologías individuales incorporan la pura fantasía a su trabajo: narran historias que les sirven como medio para construir una iconografía fílmica y fotográfica. Inventan sus cosmologías, utilizando diversas fuentes, que van desde los altares renacentistas hasta los videojuegos. Entre otros, actúan en esa dirección Matthew Barney, Mariko Mori y Pipilotti Rist.

En la vía de las mínimas intervenciones se ubican el mexicano Gabriel Orozco, el belga residente en México Francis Alÿs y el argentino Jorge Macchi. Sus obras están concebidas no solo con una escala “micro”, sino con una “mínima intervención” manual. El contexto más privado, como el atelier , el vecindario, las revistas y los diarios, los pequeños detalles, lo insignificante son para ellos motivos que, una vez redimidos, se convierten en situaciones de pura paradoja.

Ejemplo de la figuración desviada es la obra de Ron Mueck, australiano residente en Londres, quien expuso en 1997 una representación hiperrealista de su padre muerto (en silicona y acrílico), amarillo, yaciente, rígido, con los brazos tiesos a lo largo del cuerpo, desnudo sobre una alfombra, de apenas un metro de altura. Por otra parte, en la vía del neobarroco trabajan Bill Viola, Fabián Marcaccio y Barney; en la de las estrategias relacionales, Angela Bulloch, Félix González Torres y Rirkrit Tiravanija.

Por supuesto, los derroteros del arte actual, sus apariencias, sus posibilidades son múltiples y se extienden mucho más allá de estas vertientes. Hace tiempo que se extraviaron los límites.

13/03/2008 - 19:06h Alerta HIV

A revista The Economist desta semana chama a atenção para a evolução da epidemia de HIV no Brasil. Mesmo constatando que no combate a este flagelo o país se sai relativamente bem e que as percentagens de doentes é baixo em relação ao número de habitantes (0,6%) a reportagem constata que novas dificuldades surgem com a expansão em todo o território da doença e a fraqueza do controle da administração aos pacientes das regiões mais recuadas, da terapia anti-HIV. A revista destaca que Brasil tem o mais êxitoso programa de combate a AIDS, com a distribuição gratuita dos medicamentos, mas constatá que isto pode ser insuficiente perante os novos problemas.

AIDS in Brazil
A portrait in red

Mar 13th 2008 | SÃO PAULO From The Economist print edition


One of the world’s most successful AIDS programmes faces new problems

L'image “http://media.economist.com/images/20080315/CAM920.gif” ne peut être affichée car elle contient des erreurs.BRAZIL’S government is accustomed to being lampooned for being wasteful, ineffectual and corrupt. Occasionally, though, it does something really well. Keeping HIV/AIDS under control in a country where sex rivals football as the national sport is an impressive achievement, and over the past 20 years the government has done just that. Now, however, the disease has spread across Brazil (see maps). Although the total number of cases remains low at 620,000, representing 0.6% of those aged 15-49, the change in the profile of sufferers is taking the fight to places where it will be much harder to win.

“The epidemic has now taken the contours of the general population,” says Mariângela Simão, who runs the federal government’s AIDS programme in Brasília, the capital. “It has become a portrait of Brazil.”

Brazil’s epidemic began life among gay men in the south-east of the country, probably after travelling south from the United States rather than west from Africa. Had the virus not affected some white men living in the country’s most prosperous region, the response might have been less energetic, some suggest under their breath. Thankfully, it was energetic, and it has taken three forms.

First, there has always been an insistence on the need to wear condoms, particularly at carnival time (when the usual supply of free prophylactics increases by 40%). The World Bank recently helped the government to buy a billion condoms (for 190m inhabitants)—around a tenth of the world’s total supply. It took a year to find factories with sufficient capacity and the right quality controls to fill the order.

(mais…)

03/01/2008 - 20:34h Censurada en Francia una campaña contra el Sida por mostrar a dos hombres desnudos


La campaña se ha considerado “demasiado explícita”

01/12/2007 - 18:23h Dia mundial contra AIDS

Um clip de 2002 com os jogadores de futebol da França. Sempre atual. SOLIDARITÉ

Tous unis contre le sida

Aujourd’hui, c’est la journée mondiale de lutte contre le sida. L’occasion de revoir ce clip de 2002, avec les footballeurs de l’équipe de France, qui interprêtent “Live for love united”.

Campanha

ONU pede menos complacência em Dia Mundial da Aids

Publicada em 01/12/2007 às 12h42m

BBC

Turistas participaram dos eventos no Dia Mundial da Aids em Kuta, Bali (Indonésia) / Reuters

NOVA YORK – O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, alertou para a crescente complacência na luta contra a Aids, no dia mundial do combate à doença, neste sábado.

Segundo o secretário-geral, o número de pessoas infectadas ainda é muito alto, apesar dos progressos no tratamento e prevenção da doença.

Ban Ki-Moon, que participou de uma cerimônia religiosa em Nova York à meia-noite de sexta-feira (hora local) para marcar o dia, afirmou que é necessária uma forte liderança se o mundo quiser vencer a batalha contra a Aids e o vírus HIV. (Opine: Você incentiva seu filho ou filha a usar preservativo? )

“A Aids é uma doença como nenhuma outra. A Aids é uma questão social, uma questão de direitos humanos, uma questão econômica. Ela atinge jovens adultos no momento em que eles deveriam estar contribuindo para o desenvolvimento econômico, crescendo intelectualmente ou cuidando de seus filhos.”

 

A Aids é uma questão social, uma questão de direitos humanos, uma questão econômica (B. Ki-Moon, ONU)


O secretário-geral pediu ainda que sejam renovados os esforços, especialmente na ajuda às mulheres, que hoje correspondem à metade dos soropositivos.

Vários países organizaram eventos para marcar o 20º Dia Mundial da Aids, neste sábado. ( Veja fotos)

Nos Estados Unidos, o presidente George W. Bush pediu ao Congresso que autorize o governo a dobrar a ajuda financeira para combater a Aids para US$ 30 bilhões (cerca de R$ 53 bi) nos próximos cinco anos.

“Vamos virar a maré contra o HIV e a Aids de uma vez por todas”, disse Bush, acrescentando que faria uma visita ao continente africano no ano que vem.

Na África do Sul, mais de cinco milhões são soropostivios

Na África do Sul, foi organizado um concerto especial para marcar a data, com o apoio do ex-presidente Nelson Mandela, um proeminente ativista contra a doença no país.

Mais de cinco milhões de sul-africanos são soropositivos, mas dados recentes indicam que, como na maior parte dos países da região, a infecção entre os adultos está se estabilizando ou começou a diminuir.

Depois de vários anos em que o governo foi acusado de “negar a Aids”, o país hoje tem o maior programa do mundo de tratamento com remédios anti-retrovirais.

Mas os ativistas contra a Aids afirmam que é preciso ser feito mais, principalmente na prevenção das transmissões de mãe para filhos.

Quase três quartos das mortes relacionadas à Aids em 2006 foram registradas na África sub-saariana. Dois terços dos soropositivos do mundo moram na região.

O número de pessoas vivendo com o vírus cresceu em todo o mundo, com os casos mais sérios no leste e centro asiático e no leste europeu.

Recentemente, a ONU reduziu as estimativas de pessoas vivendo com Aids/HIV no mundo de quase 40 milhões para 33 milhões, depois de reavaliar seus métodos de coleta de dados.

14/11/2007 - 08:52h Estudo da Harvard disse que programa brasileiro de combate a AIDS é exemplo

Little is known about the long-term drug costs associated with treating AIDS in developing countries.Brazil’s AIDS treatment program has been cited widely as the developing world’s largest and most successful AIDS treatment program. The program guarantees free access to highly active antiretroviral therapy (HAART) for all people living with HIV/AIDS in need of treatment.

Brazil produces non-patented generic antiretroviral drugs (ARVs), procures many patented ARVs with negotiated price reductions, and recently issued a compulsory license to import one patented ARV. In this study, we investigate the drivers of recent ARV cost trends in Brazil through analysis of drug-specific prices and expenditures between 2001 and 2005.

Methods and Findings

We compared Brazil’s ARV prices to those in other low- and middle-income countries. We analyzed trends in drug expenditures for HAART in Brazil from 2001 to 2005 on the basis of cost data disaggregated by each ARV purchased by the Brazilian program. We decomposed the overall changes in expenditures to compare the relative impacts of changes in drug prices and drug purchase quantities. We also estimated the excess costs attributable to the difference between prices for generics in Brazil and the lowest global prices for these drugs.

Finally, we estimated the savings attributable to Brazil’s reduced prices for patented drugs. Negotiated drug prices in Brazil are lowest for patented ARVs for which generic competition is
emerging. In recent years, the prices for efavirenz and lopinavir–ritonavir (lopinavir/r) have been lower in Brazil than in other middle-income countries. In contrast, the price of tenofovir is US$200 higher per patient per year than that reported in other middle-income countries.

Despite precipitous price declines for four patented ARVs, total Brazilian drug expenditures doubled, to reach US$414 million in 2005. We find that the major driver of cost increases was increased purchase quantities of six specific drugs: patented lopinavir/r, efavirenz, tenofovir, atazanavir, enfuvirtide, and a locally produced generic, fixeddose combination of zidovudine and lamivudine (AZT/3TC).

Because prices declined for many of the patented drugs that constitute the largest share of drug costs, nearly the entire increase in overall drug expenditures between 2001 and 2005 is attributable to increases in drug quantities. Had all drug quantities been held constant from 2001 until 2005 (or for those drugs entering treatment guidelines after 2001, held constant between the year of introduction and 2005), total costs would have increased by only
an estimated US$7 million.

We estimate that in the absence of price declines for patented drugs, Brazil would have spent a cumulative total of US$2 billion on drugs for HAART between 2001 and 2005, implying a savings of US$1.2 billion from price declines. Finally, in comparing Brazilian prices for locally produced generic ARVs to the lowest international prices meeting global pharmaceutical quality standards, we find that current prices for Brazil’s locally produced generics are generally much higher than corresponding global prices, and note that these prices have risen in Brazil while declining globally.

We estimate the excess costs of Brazil’s locally produced generics totaled US$110 million from 2001 to 2005.

Conclusions

Despite Brazil’s more costly generic ARVs, the net result of ARV price changes has been a cost savings of approximately US$1 billion since 2001. HAART costs have nevertheless risen steeply as Brazil has scaled up treatment. These trends may foreshadow future AIDS treatment cost trends in other developing countries as more people start treatment, AIDS patients live longer and move from first-line to second and third-line treatment, AIDS treatment becomes more complex, generic competition emerges, and newer patented
drugs become available.

The specific application of the Brazilian model to other countries will depend, however, on the strength of their health systems, intellectual property regulations, epidemiological profiles, AIDS treatment guidelines, and differing capacities to produce drugs locally.

05/11/2007 - 10:41h Instituto sueco diz estar perto de vacina contra a Aids

da BBC Brasil

Cientistas do Instituto Karolinska da Suécia, uma das mais respeitadas instituições de pesquisa do mundo, anunciaram na TV sueca que esperam obter uma vacina eficaz contra o vírus da Aids dentro de dois a três anos.

Os testes clínicos da vacina –fruto de um estudo iniciado há sete anos– mostraram que 97% dos 40 voluntários inoculados desenvolveram resposta imunológica contra o vírus HIV.

A vacina agora está sendo testada em 60 voluntários na Tanzânia, e os primeiros testes indicam a possibilidade de obter resultados semelhantes aos alcançados na Suécia.

“Os resultados das fases 1 e 2 dos testes têm sido extremamente promissores”, disse em entrevista à BBC Brasil a cientista Britta Wahren, responsável pelo projeto da vacina no Instituto Karolinska.

Durante os últimos 20 anos, cerca de 200 vacinas foram desenvolvidas em diferentes países, mas nenhuma conseguiu, até agora, obter resultados eficazes nos testes com humanos em larga escala.

Em setembro passado, foram suspensos os testes de uma vacina experimental que era considerada uma das mais avançadas, após falhas registradas nos resultados preliminares.

O estudo, conduzido pelo laboratório Merck em nove países, incluindo o Brasil, mostrou depois de 13 meses de testes que a vacina não conseguiu impedir a contaminação de voluntários com o vírus HIV.

Em princípio, diz Britta Wahren, os estudos para o desenvolvimento de vacinas contra o vírus HIV são semelhantes, mas a cientista aponta duas particularidades no projeto sueco: “O vírus da Aids é um vírus cruel, que possui vários subtipos. Por isto, decidimos criar uma vacina contra vários tipos do vírus HIV”.

“Nossa vacina foi desenvolvida de forma a proteger as pessoas contra as variantes mais comuns do vírus em circulação na África e no Ocidente como um todo”, explicou Wahren à BBC Brasil.

“Outro diferencial é que a vacina é complementada por um segundo tipo de vacina, que aumenta a resposta imunológica do paciente. Este princípio foi demonstrado em diversos estudos pré-clínicos “, acrescentou.

A vacina desenvolvida pelo Instituto Karolinska, em cooperação com o Instituto Sueco para Controle de Doenças Infecciosas (SMI), combina, portanto, dois tipos de vacinação.

Primeiro, o paciente recebe várias doses de uma vacina elaborada a partir de genes de diversas variantes do vírus HIV em circulação no mundo. Em seguida, é aplicada uma segunda vacina, destinada a ampliar a resposta imunológica.

Esta segunda vacina contém um vírus vaccinia – usado para erradicar a varíola – modificado e outros genes do vírus HIV. A segunda vacina foi produzida pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, e doada para utilização no estudo sueco.

No próximo ano, o estudo sueco entrará na chamada Fase 2-B, com os testes clínicos em larga escala.

Será uma fase crucial, com duração prevista de dois anos. A etapa final será a Fase 3, que vai determinar o grau de proteção da vacina.

Para Eva Maria Fenyö, do Departamento de Microbiologia e Virologia da conceituada Universidade de Lund, no Sul da Suécia, a vacina representa uma nova esperança para conter a propagação da Aids.

“O estudo do Instituto Karolinska combina todo o conhecimento atual e tenta diferentes vias de administração da vacina”, disse a pesquisadora à BBC Brasil.

As diferenças em relação à vacina desenvolvida pelo laboratório Merck são muitas, observa Fenyö.

“Por exemplo, na vacina da Merck um vírus diferente (adenovirus) carregava os genes do HIV-1, e uma ou duas doses eram aplicadas. O estudo do Karolinska aplica três doses iniciais com diversos subtipos de vírus HIV-1, seguidas por uma segunda vacina destinada a reforçar a resposta imunológica”, ressaltou a pesquisadora.

Contactado pela BBC Brasil, o Diretor Médico do laboratório Merck na Suécia, Roger Juhlin, não quis comentar o projeto sueco.

“Todos nós temos esperanças de que uma vacina eficaz seja descoberta. Mas em nossa empresa, adotamos a prática de não comentar outros projetos desenvolvidos nesta área”, disse Juhlin.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a Aids já provocou mais de 20 milhões de mortes, e hoje cerca de 40 milhões de pessoas são portadoras do vírus HIV no mundo – 70% delas no continente africano.

No Brasil, uma estimativa da Organização Mundial da Saúde feita em 2006 diz que cerca de 620 mil pessoas vivem com o HIV.

25/09/2007 - 15:33h Un enfoque islámico sobre VIH/SIDA

Días atrás te presentamos la posición de distintas religiones en relación a temáticas vinculadas con el VIH/SIDA. Por eso Espacio Positivo decidió entrevistar a tres representantes del Catolicismo, el Judaísmo y el Islam para que conozcas cuáles son sus discursos y sus opiniones en relación a la problemática. Hoy le damos la palabra al Islamismo. Y también a vos, para que nos digas tu opinión. El Islam es una actitud ante el mundo y el Creador; es el camino de la salud, la paz y la salvación. Y por todos estos sentidos no es sólo una religión, sino más bien un modo de vida sustentado en una doctrina, una cosmovisión que abarca todos los temas e intereses humanos. El término Islam incluye las ideas de paz, salud y salvación, y significa sumisión a la voluntad de Alah –Dios- y obediencia a su ley. Así por lo menos lo define la Organización Islámica Argentina.

Todas las enfermedades tienen un mismo enfoque para el Islam. Las diferencias radican en su ámbito de gravedad y en las posibilidades de cura. Por eso no existe para el VIH/SIDA un enfoque religioso particular. Entonces, aunque hay diferentes perspectivas en relación al virus, prima aquella que permite sostener y alargar la vida del hombre. Omar Abboud, secretario general del Centro Islámico de la República Argentina y ministro de Derechos Humanos y Sociales del Gobierno de la Ciudad de Buenos Aires opina que el primer tipo de responsabilidad que existe es “la individual”. Pero agrega que el Islam transmite una idea central en términos de equilibrio, que si bien está basado en multiplicidades de puntos, cuatro son los centrales: la relación de la persona con lo sagrado, con el resto de la creación, con otros hombres, y con sí mismo. “En la creencia de un día de juicio final, la persona también deberá hacer referencia a la administración de su salud, y por ello recibirá interrogantes, siempre en términos de la vida postrera”, dice Abboud.

Mucho se ha dicho sobre el lugar de la mujer en el Islam. Existen diversos estereotipos en torno a la imagen de la mujer musulmana, que incluyen ideas de discriminación y opresión frente al hombre. Sin embargo, el secretario general del Centro Islámico aclara: “No existen diferencias de sexo en relación al cuidado de la salud y el cuerpo. Cuando Dios se refiere en el Corán a esa multiplicidad de aspectos, siempre le habla a las y los creyentes”. “Las recomendaciones básicas, que tienen que ver con la higiene, atañen a ambos”, agrega. Por su parte, sostiene que el uso de preservativos “no está vedado en aquellos casos donde se prioriza la vida”, siempre entendiendo que son métodos con una doble función: el control de natalidad y los riesgos en la salud. “La especificidad de cómo lo uses, tiene que ver con tu intención”, asegura Abboud.

No existe una normativa religiosa que obligue a una persona con VIH a declarar su estado. El secretario general del Centro Islámico dice que es un compromiso ético interno “mantener la preservación del otro”, pero eso no significa que el Islam lo considere como una acción lícita. De hecho, dos ejemplos considerados ilícitos por la religión son: el consumo de drogas y el no informar un estado de positividad durante una relación sexual, ya que se puede transmitir el virus sin consentimiento de la persona.

“Fuimos creados a partir de un hombre y una mujer, y nos hemos dividido en pueblos y civilizaciones para que nos reconozcais”, manifiesta una de las oraciones del Corán, haciendo referencia a la diversidad sexual. Porque como todas las religiones, ésta también pone límites. “El fenómeno comprehensivo es que uno las acepte o no”, finaliza Abboud.

22/09/2007 - 20:58h Plus de recherche sur le vaccin contre le sida

 

Le laboratoire Merck stoppe son programme international. 21 des participants ont contracté le virus.

Le laboratoire pharmaceutique américain Merck a annoncé hier avoir mis fin à ses essais d’un vaccin contre le sida après qu’une étude eut montré qu’il n’était pas efficace. Virus du sida|© MedicalRF.com/Corbis

Virus du sida

© MedicalRF.com/Corbis

Cette décision porte un coup à la lutte contre le sida dans le monde car le vaccin, le V520, avait été décrit comme prometteur.

“Le Groupe de surveillance indépendant a recommandé qu’il soit mis fin aux essais du vaccin car ces essais n’ont pas démontré son efficacité”, a indiqué Merck dans un communiqué.

La société a précisé qu’une étude avait été effectuée sur près de 1.500 volontaires et avait montré que le vaccin n’empêchait pas la contamination.

 

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Par AFP , le 22/09/2007

22/09/2007 - 20:53h El resultado del amor

 

DESCRIPCION_IMAGEN Mabel vivió en una villa, fue violada y tuvo que prostituirse para sobrevivir, al mismo tiempo que animaba fiestas infantiles. Mabel conoció a Martín, un abogado de buena familia que decidió escapar a un destino pleno de comodidades para vivir en una casa rodante. Mabel y Martín se enamoraron, y días después, ella descubrió que tenía VIH y tuberculosis. Todo eso sucede en “El resultado del Amor”, el último film escrito y dirigido por Eliseo Subiela, protagonizado por Sofía Gala Castiglione y Guillermo Pfening.En el cine argentino existen pocos antecedentes que traten la problemática del VIH/SIDA. Subiela opina que se debe a una cuestión comercial. “En una sociedad hipócrita y suicida como la argentina, cerramos los ojos con la infantil pretensión de que lo que no vemos no existe”, afirma el director. Por eso le pareció que los infortunios que le ocurrían a Mabel eran una buena oportunidad para hablar del tema. Además, explica que siempre le interesó porque en los comienzos de la epidemia perdió a su mejor amigo y a muchos seres queridos.

Para el papel de Mabel, el director trabajó con una voluntaria del Hospital Fernández de la Ciudad de Buenos Aires que tiene VIH. Dice que de ella tomó su fuerza para seguir adelante y para pelear cada batalla, y la ausencia de rencor, porque de esa manera “se puede dejarle más espacio al amor, que es una energía imprescindible para la supervivencia”. Sofía Gala Castiglione, la actriz que protagonizó la película, cuenta que no suele tomar a nadie como referente cuando crea sus personajes y que, en esta oportunidad, trató de convertir al VIH en un problema más. Ambos coinciden en que el cine es una buena forma para que la gente comprenda sobre la incidencia del virus, ya que es un medio muy amplio y con mucha llegada.

DESCRIPCION_IMAGENSubiela piensa que en la actualidad SIDA no es sinónimo de muerte y cree que la mejor forma de prevenirlo es con educación e información. Sofía también comparte su idea. “Existen muchos mitos alrededor del SIDA y hay poca información. Los pibes no usan forros y no tienen posibilidades de enterarse sobre lo que pasa”, agrega. El director de la película dice que en “una sociedad mayoritaria y oficialmente católica como la argentina, debería debatirse desde el mismo catolicismo la actitud de una Iglesia que se opone al uso del profiláctico y propone la abstinencia sexual como defensa frente al VIH”. Por eso afirma que no hay que escaparle al sexo y al amor.

La mayor esperanza de Eliseo es que la enfermedad sea definitivamente vencida a través de la ciencia y la medicina. Él quiso que su film desdramatizara la problemática y que fuera esperanzadora. Porque, para Subiela, el resultado del amor es “la derrota de la muerte”. Y para vos, ¿Cuál es el resultado del amor?

18/09/2007 - 18:21h Argentina: Religiosos falam sobre AIDS

 

 

Judaísmo: Un punto de vista sobre VIH/SIDA

Días atrás te presentamos la posición de distintas religiones en relación a temáticas vinculadas con el VIH/SIDA. Para eso, Espacio Positivo decidió entrevistar a un representante del Catolicismo, del Judaísmo y del Islam para que conozcas sus discursos y sus opiniones en relación a la problemática. Hoy le damos la palabra al Judaísmo. Y también a vos, para que nos digas tu opinión.

Daniel Goldman es rabino de la Comunidad Bet El. Dice que el judaísmo mantiene un enfoque positivo hacia todo lo que sea saludable, que pueda tener un sentido de ayuda y misericordia. Dice que toda forma que colabore a la libertad sexual de manera sana, es bien visto. Y dice que, como todas las grandes religiones, para comenzar a hablar de VIH/SIDA es necesario partir de una base primordial que es el amor a la vida.

“Estoy de acuerdo con las campañas de prevención del VIH/SIDA, pero sería aún más incisivo”, asegura el rabino, quien piensa que si bien hubo avances importantes en la pandemia, todavía no hay una actitud masiva. Por eso repite: “Hay que tender a la realización de campañas permanentes y no sólo para fechas determinadas”.

Goldman apoya aquellas acciones que tienen que ver con un sentido de responsabilidad, más allá de la fidelidad. Piensa que uno tiene que “ser fiel a la vida”. “Hay que acompañar el deber ser con el ser, es decir los ideales con la realidad que nos toca vivir”, agrega. Por lo tanto, cree que un acto de suma responsabilidad es saber que “hay que usar preservativos en las relaciones sexuales” para evitar enfermedades de transmisión sexual como el VIH/SIDA. Y asegura que son las instituciones religiosas quienes deberían marcar camino.

“La enseñanza es una acción permanente y constante. La educación comienza desde del nacimiento y traspasa el ámbito escolar, para sumarse a la familia, los clubes, las iglesias y los medios de comunicación”, afirma Goldman, quien forma parte de la comisión asesora para la elaboración de la ley de educación sexual. “Aún faltan consensuar algunos aspectos que implican la diferencia de géneros y la sexualidad y todavía falta un léxico común. Pero estoy convencido –agrega el rabino- que los logros no se van a ver en corto tiempo, ya que toda acción educativa lleva un tiempo de metabolización”.

En el mundo en que vivimos, no es tarea sencilla vivir con VIH, y mucho menos declararlo. Daniel Goldman siente que, lamentablemente, no ha llegado la etapa en la que se pueda expresarlo vivamente. “Creo que es algo que se va a ir dando en la medida en que se naturalice el vínculo con quien esté pasando por la situación”, agrega. Si bien desde el judaísmo existen varias visiones en relación al VIH, el Rabino de la Comunidad Bet El cree que la Argentina se merece una discusión mucho más profunda en relación a los prejuicios que existen alrededor de temas como el sexo, el género, el VIH/SIDA y otras infecciones. Entonces te preguntamos, ¿qué es lo que realmente deberíamos discutir en relación al VIH/SIDA? ¿Cómo deberíamos hacerlo? ¿Qué grado de incidencia tienen las religiones en relación a la problemática?

18/09/2007 - 15:34h Argentina: Religiosos falam sobre AIDS

La Iglesia Católica habla de VIH/SIDA

Días atrás te presentamos la posición de tres distintas religiones en relación a las temáticas vinculadas con el VIH/SIDA. Para eso, Espacio Positivo decidió entrevistar a representantes del Catolicismo, el Judaísmo y el Islam para que conozcas cuáles son sus discursos y opiniones en relación a la problemática. Hoy le damos la palabra a la Iglesia Católica. Y también a vos, para que nos digas tu opinión.

Cuando en la década del 80 comenzaban a aparecer los primeros casos de VIH/SIDA, el Consejo Episcopal Latinoamericano (CELAM) decidió buscar respuestas para esta nueva enfermedad que afectaba a miles de personas en América Latina y el Caribe. Según un documento que fue elaborado en el año 2004 durante un Encuentro Pastoral de Salud sobre VIH/SIDA –realizado por el CELAM en Colombia- el enfoque priorizado por la Iglesia para enfrentar la situación fue la prevención, la salud y la educación. Se propuso entonces tratar al VIH no como un hecho aislado, sino integrado a otros contextos como las adicciones, la violencia familiar, el maltrato y el abuso a los niños, niñas y adolescentes.

Para la Iglesia Católica, el VIH/SIDA daña a la persona en todas sus dimensiones: en su cuerpo, en su vida afectiva, en sus relaciones interpersonales, en su trabajo, en su vida social y en sus valores existenciales. El Padre Alberto Bochatey, Director del Instituto de Bioética de la Universidad Católica Argentina (UCA), acentúa la importancia de reforzar las relaciones humanas para evitar la propagación del virus. Por eso desde el catolicismo creen necesaria una interacción con organismos e instituciones públicas y privadas que prestan servicios de salud y formar profesionales con una visión más humanizada.

Las condiciones de vida que existen hoy en el continente -agregan en el documento- ayudan a que la pandemia continúe propagándose: pobreza, conflictos, desastres naturales, aumento en el uso de drogas, violencia física y sexual, falta de acceso a los servicios de salud, a la información y a la educación; actividad sexual con múltiples parejas e inequidades de género. Y agregan que la diseminación del VIH en la región incluye comportamientos como el de hombres teniendo sexo con hombres y conductas bisexuales que trasmiten el virus a sus parejas en las relaciones heterosexuales; y el uso de jeringas contaminadas para el consumo de drogas.

Ante estos hechos, la Iglesia siente el deber de denunciar y combatir las causas primarias de la pandemia, enfatizando valores como la monogamia, la fidelidad y el compromiso conyugal. El Padre Alberto Bochatey cree que las estrategias de prevención que estimulan el uso de preservativos “deberían promover además métodos naturales para desarrollar el sentido de responsabilidad, apoyo y fidelidad”. Y agrega que un reto de quienes viven con VIH es asumirse como responsables de sus propias vidas. Sin embargo, en el caso en donde uno de los miembros de la pareja es seropositivo, el documento elaborado durante el Encuentro Pastoral manifiesta que ambos son responsables de prevenir la infección al otro, para que su unión no sea destruida a causa del SIDA.

Si bien la religión católica recibió diversas críticas en relación a su postura frente al virus -y aún muchos se quejan de que promueven medidas de protección que no van en sintonía con el mundo actual-, Bochatey señala que ”no existen personas con VIH que se hayan infectado siguiendo los consejos de la Iglesia”, y remarca que el catolicismo no obliga a nadie a seguir sus recomendaciones. Mientras tanto, están de acuerdo con la implementación de una enseñanza sobre educación sexual en las escuelas, donde se brinde una información veraz y actualizada del comportamiento del VIH y sus vías de transmisión para poder, así, fortalecer las medidas de prevención.